A combinação de uma Espanha já classificada e de ressaca após uma derrota para os EUA, com uma Angola motivada deu a impressão de que os campeões africanos produziriam um jogo equilibrado. Foi só durante o primeiro quarto; a partir do segundo período, os atuais campeões mundiais jogaram sério e arrasaram os angolanos, vencendo por 98 a 50 (40 a 30 no primeiro tempo) nesta segunda-feira, no último jogo de ambos pela primeira fase do torneio masculino de basquete dos Jogos Olímpicos de Pequim-2008. Os espanhóis já tinham o segundo lugar do Grupo B garantido e enfrentam a Croácia nas quartas-de-final, enquanto Angola volta pra casa sem vitórias, em último lugar na chave.
A Espanha começou o jogo com uma formação diferente, lançando Ricky Rubio, Juan Carlos Navarro e Jorge Garbajosa no time titular, e Angola aproveitou do desinteresse dos campeões mundiais para equilibrar o jogo. O time pontuou em diversas infiltrações pelas alas e arrancou em 9 a 1 para passar à frente por 18 a 13. O armador Armando Costa e o pivô Eduardo Mingas fizeram os últimos quatro pontos do primeiro quarto, e os africanos saíram dos 10 minutos iniciais com 23 a 15 no placar.
Pau Gasol dá um passe para o outro lado em um lance, enterra no outro
A vantagem de Angola foi a 10 pontos com dois lances livres de Carlos Morais, mas foram os últimos pontos da equipe por mais de cinco minutos. A Espanha entrou no jogo, e deixou os africanos sem cestas ou lances livres por 5min22s, e a primeira cesta dos angolanos, uma bandeja de Milton Barros, só saiu com 2min07s restando no quarto. No meio tempo, os espanhóis forçaram cinco turnovers e marcaram 17 pontos consecutivos, virando o jogo para 35 a 25. A equipe continuou jogando sério e logo disparou com 13 pontos de margem, antes de Mingas encerrar o quarto com uma cesta de 3 para reduzir a 40 a 30. Números do segundo quarto dominante da defesa espanhola: duas cestas em nove arremessos e 10 turnovers dos angolanos, apenas sete pontos no total.
A única fraqueza dos campeões mundiais era a linha de 3, em que erraram seus 12 tiros no primeiro tempo. Rudy Fernández acabou com a seca no início do terceiro período e os espanhóis arrancaram em 11 a 2 para fazer 51 a 32. A diferença logo foi a 23 pontos com outro triplo de Raúl López e a margem não caiu abaixo dos 20 pelo resto da partida. A cesta de Berni Rodríguez ao final do terceiro período deixou o placar em 71 a 41, mas a Espanha não tirou o pé do acelerador no último quarto, que venceu por 27 a 9.
O técnico espanhol, Aíto García-Reneses, reconheceu que o time teve problemas para superar a derrota do último sábado para os americanos. “Nós estamos em uma situação melhor que há três dias. Nossa situação psicológica melhorou desde a derrota para os EUA. Estamos cientes que um jogo pode ser vencido ou perdido. A coisa mais importante é estar preparado psicologicamente para um jogo”, disse o treinador. Agora, porém, o foco da equipe é o jogo de quartas-de-final contra a Croácia, um adversário que derrotou os campeões mundiais durante o EuroBasket 2007, em plena Sevilha. “Acredito que o sistema da competição é duro. Não importa se você termina em primeiro, segundo, terceiro ou quarto no grupo, porque tudo o que vale é um jogo. Temos de aceitar que este é o caso. Agora, nosso foco é na Croácia. A maioria dos jogadores croatas já jogou na Espanha. São um time completo”, disse Reneses.
Armando Costa controla a bola frente a Calderón; Navarro infiltra a defesa angolana para bandeja
FICHA TÉCNICA
ANGOLA (23 + 7 + 11 + 9 = 50)
Armando Costa (7 pontos, 5 assistências), Vladimir Geronimo (8), Luis Costa (2), Joaquim Gomes (6) e Eduardo Mingas (10 pts, 5 rebs). Entraram depois: Carlos Morais (8), Milton Barros (2), Felizardo Ambrosio (7 pts, 5 rebs) e Leonel Paulo (0). Técnico: Alberto de Carvalho
ESPANHA (15 + 25 + 31 + 27 = 98)
Ricky Rubio (2 pontos, 5 assistências), Juan Carlos Navarro (12), Carlos Jímenez (2 pts, 7 rebs), Jorge Garbajosa (10 pts, 8 rebs, 4 roubos) e Pau Gasol (31 pts, 9 rebs). Entraram depois: Rudy Fernández (9), José Calderón (0), Felipe Reyes (6 pts, 6 rebs), Raúl López (7), Berni Rodríguez (11 pts, 5 rebs) e Alex Mumbrú (8 pts, 4 roubos). Técnico: Aíto García-Reneses
A vice-campeã mundial Grécia se recuperou da derrota para os Estados Unidos arrasando o time lanterna do Grupo B Angola por 102 a 61 (43 a 28 no intervalo) na abertura da quarta rodada do torneio olímpico masculino de basquete na noite desta sexta-feira (horário de Brasília, manhã de sábado em Pequim) e ficou muito perto da classificação às quartas-de-final, que será confirmada hoje mesmo em caso de vitória da China sobre a Alemanha. E se vencerem os chineses na última rodada na segunda-feira, os gregos garantirão a terceira posição da chave mais forte da competição. O pivô Ioannis Bourousis foi o cestinha do passeio helênico com 24 pontos, cinco rebotes e 100% de aproveitamento em nove arremessos de quadra em apenas 13 minutos de ação, superando os 23 tentos do ala-pivô Eduardo Mingas para os campeões africanos, que encerrarão sua participação nos Jogos contra a campeã mundial Espanha. O massacre por 41 pontos de diferença foi o maior da competição até agora, contra os astros americanos os angolanos perderam por “apenas” 97 a 76.
Ioannis Bouroussis fez 22 pontos em apenas 13 minutos
Angola só conseguiu equilibrar o jogo no primeiro quarto, abrindo 5 a 0 com uma cesta de Mingas e uma bola de três de Joaquim Gomes, mas logo a Grécia virou o placar com uma seqüência de 12 pontos enquanto os africanos ficaram mais de cinco minutos e meio sem pontuar, mas quebraram o jejum com Mingas marcando quatro pontos numa série de 6 a 0 que fechou a parcial com os gregos na frente por apenas 12 a 11. Mas na volta para o segundo período a seleção européia emplacou uma arrancada de 11 a 0 com destaque para duas bolas de três, uma convertida pelo armador Dimitris Diamantidis após roubar a bola de Armando Costa e outra pelo ala-pivô Antonis Fotsis, que depois conectou dois lances livres abrindo 22 a 11. Luis Costa descontou acertando um tiro de três, Mingas diminuiu a distância para 24 a 18 com duas cestas seguidas, mas aí o gigante Bourousis entrou em quadra para acabar com a brincadeira marcando rapidamente quatro pontos e o armador Nikos Zisis ampliou a vantagem para 30 a 20 convertendo uma infiltração na transição rápida. Mingas fez outra cesta de três, mas a Grécia respondeu com dois triplos, um de Theodoros Papaloukas e outro de Michail Pelekanos aumentando a diferença para 37 a 25. Após uma jogada de três pontos de Bourousis no garrafão, Zisis fechou a parcial de 31 a 17 para os gregos com outra bola de três no último segundo do primeiro tempo. Rebotes ofensivos e uma excelente defesa dos gregos foram decisivos para livrar uma grande vantagem.
Theo Papaloukas passa pela marcação de Gomes
No retorno para a terceira etapa, Bouroussis foi ainda mais dominante, marcando 12 pontos nesse quarto que fechou de vez o caixão angolano. Não demorou para a diferença chegar aos 20 pontos, com uma bola de três de Pelekanos fazendo 55 a 35. Uma cesta de Bouroussis com assistência de Vassilis Spanoulis aumentou a vantagem para 66 a 37, e após uma bola de três do angolano Milton Barros, Nikos Zisis deu o troco na mesma moeda e colocou 73 a 40 no placar, com sua forte defesa os gregos limitaram Angola a apenas 14 pontos no período e fecharam a parcial em 81 a 42 com duas cestas consecutivas do reserva Georgios Printezis. O time do técnico Panagiotis Yannakis manteve a intensidade no último quarto mesmo com a grande diferença no placar. Vasilopoulos meteu mais uma bola de três em resposta a um triplo convertido por Vladimir Jerônimo abrindo 86 a 45, Angola tentava uma reação nos chutes de longa distância e após uma cesta de três de Luís Costa Printezis também deu o troco na mesma moeda fazendo 92 a 51, a contagem centenária foi atingida com outra bola de três de Vasilopoulos a 1min25s do fim, e dois lances livres convertidos pelo pivô Andreas Glyniadakis colocaram a maior diferença no marcador (43 pontos, 102 a 59) antes da última cesta de Jerônimo dando números finais ao placar.
Eduardo Mingas (15) observa Tsartsaris indo para cesta
Contra um adversário mais fraco, a Grécia voltou a praticar o que há de melhor em seu basquete: valorização da posse de bola (foram apenas oito desperdícios), bom aproveitamento nos chutes de três (10 cestas em 18 tentativas), defesa consistente (Angola acertou apenas 39,1% de seus arremessos de quadra contra 58,7% de aproveitamento dos europeus), amplo domínio dos rebotes (42 a 25) e ataque com coletividade (quatro jogadores pontuaram em dígitos duplos e um total de 17 assistências). Yannakis aproveitou para dar mais oportunidades a seus reservas e Printezis especialmente correspondeu bem com 14 pontos. No lado angolano, outro destaque além de Mingas foi Luís Costa, que marcou 16 pontos incluindo quatro bolas de três, mas a derrota confirmou a eliminação dos africanos.
Nikos Zisis infiltra o congestionado garrafão angolano
Nikos Zisis, que não participou da histórica vitória grega sobre os EUA no Mundial-2006 após sofrer fraturas no rosto como resultado de uma cotovelada do ala-pivô capixaba Anderson Varejão no confronto com o Brasil na primeira fase, reconheceu os méritos da seleção americana na vitória de quinta-feira e espera reencontrar os EUA mais à frente na disputa por medalhas:
“Os americanos fizeram um jogo muito bom, estavam com uma grande motivação depois do que aconteceu dois anos atrás e você podia ver isso até no aquecimento, eles queriam muito a revanche daquela derrota. Eles tiveram mais poder que nós em atleticismo, nos rebotes, na correria em quadra, não pudemos nos antecipar a eles. Eles jogaram uma defesa muito melhor do que naquela semifinal do Campeonato Mundial, foram muito mais agressivos e sabiam o que precisavam fazer para nos tirar do jogo. Atleticamente eles são incríveis, são os melhores atletas do mundo. Acho que aquela vitória nossa dois anos atrás foi incrível para a Grécia, um jogo daqueles não pode acontecer a cada dois anos, talvez só de 20 em 20 anos. Os Estados Unidos são um grande time, são os favoritos para ganhar a medalha de ouro aqui, mas nós temos de continuar em frente, nosso jogo mais importante será na fase eliminatória”, comentou o armador em entrevista ao site da Fiba.
FICHA TÉCNICA
GRÉCIA 102 (12 + 31 + 38 + 21)
Titulares: Dimitris Diamantidis (7 pontos e 4 rebotes), Vassilis Spanoulis (6 pontos e 3 assistências), Panagiotis Vasilopoulos (10 pontos e 5 rebotes), Antonis Fotsis (7 pontos, 7 rebotes e 5 assistências) e Andreas Glyniadakis (11 pontos e 7 rebotes). Entraram depois: Theodoros Papaloukas (8 pontos e 3 assistências), Ioannis Bouroussis (22 pontos, 5 rebotes e 2 tocos), Nikos Zisis (7 pontos e 4 assistências), Giorgios Printezis (14 pontos e 2 rebotes), Kostas Tsartaris (2 pontos e 4 rebotes), Michalis Pelekanos (8 pontos e 2 roubos). Técnico: Panagiotis Yannakis.
ANGOLA 61 (11 + 17 + 14 + 19)
Titulares: Armando Costa (2 pontos, 5 rebotes e 4 assistências), Luís Costa (16 pontos e duas assistências), Eduardo Mingas (23 pontos e 3 rebotes), Vladimir Jerônimo (8 pontos e 7 rebotes) e Joaquim Gomes (5 pontos e 4 rebotes). Entraram depois: Felizardo Ambrósio (4 pontos e 4 rebotes), Milton Barros (3), Olimpio Cipriano (0) e Abdel Moussa (0). Técnico: Alberto Carvalho.
A China se apoiou em seu maior ídolo, o pivô Yao Ming, para obter sua primeira vitória no torneio masculino de basquete dos Jogos Olímpicos de Pequim-2008. O astro do Houston Rockets da NBA teve sua melhor atuação no campeonato e liderou os chineses ao triunfo por 85 a 68 (44 a 42 no primeiro tempo) sobre Angola, nesta quinta-feira, pelo Grupo B. O gigante de 2,26m fez 30 pontos, incluindo 10 em uma arrancada de 14 a 3 que selou o resultado no último quarto, além de 7 rebotes, 4 tocos e 3 assistências.
Yao anotou 17 pontos no primeiro tempo e seu time mandou na partida inteira, com exceção do segundo quarto, em que Angola acertou suas três bolas de 3 e forçou cinco turnovers para marcar pontos em contra-ataque, encostando no placar em dois pontos. Entretanto, o campeão africano forçou muitos arremessos por todo o segundo tempo e abriu espaço para os chutes de 3 do rival quando tentou segurar o pivô. Desta forma, a China converteu sete bolas de longa distância e os cinco titulares pontuaram em dígitos duplos. O armador Sun Yue, futuro jogador do Los Angeles Lakers, fez 11, e o ala-pivô Yi Jianlian, do New Jersey Nets, teve um duplo-duplo de 10 pontos e 11 rebotes. Liu Wei e Zhu Fangyu acrescentaram 10 pontos cada.
“É ótimo, vencer nas Olimpíadas frente aos seus torcedores é especial. Eu me sinto ótimo. Nós jogamos ombro a ombro, mão a mão. Jogamos como equipe e conseguimos a vitória”, disse Yao, cujos dois primeiros jogos foram derrotas para os dois maiores favoritos à medalha de ouro, Estados Unidos e Espanha. Angola, que segue sem vitórias em três partidas, teve o ala Joaquim Gomes como cestinha, com 17 pontos, e Carlos Morais acrescentou 13. O ala-pivô Eduardo Mingas contribuiu 11 pontos e 5 rebotes, e Luis Costa, 10 pontos.
Yao faz sua presença sentida no ataque, com a enterrada, e na defesa, com o toco em Gomes
Os chineses começaram a partida arrasadores, aproveitando sua vantagem de altura e explorando bastante Yao para abrir 17 a 4 na primeira metade do primeiro quarto. A diferença chegou a 16 pontos, mas Angola entrou no jogo com Carlos Morais e Joaquim Gomes buscando as infiltrações. O time da casa manteve a vantagem nos dígitos duplos, terminando os 10 minutos iniciais com 28 a 15.
O segundo período foi mais equilibrado. Angola respondia a cada cesta chinesa na mesma moeda e foi encostando aos poucos. O técnico lituano Jonas Kazlauskas, da China, pediu tempo para tentar matar a reação após a diferença cair a 10 pontos, mas os angolanos voltaram ainda mais ativos na defesa e forçaram três turnovers seguidos que geraram nove pontos consecutivos para cortar a desvantagem a 39 a 36. Yao chamou a responsabilidade e marcou cinco pontos nos dois minutos finais, além de um toco, mas a marcação do time no perímetro não impediu Jeronimo de acertar uma cesta de 3 pontos, seguida por um triplo de Mingas no soar da sirene para diminuir a 44 a 42 ao final do primeiro tempo.
A reação angolana preocupou Kazlauskas, que viu seu time abrir vantagem confortável na terça-feira contra a Espanha e ceder o empate no tempo regulamentar e a virada na prorrogação. No primeiro jogo, os chineses também fizeram jogo duro no primeiro tempo, antes de serem atropelados pelos EUA no terceiro quarto. “Eu estava temeroso após os dois primeiros jogos, mas hoje, posso ser mais esperançoso. Nós começamos muito bem, mas depois disso, não sei o que aconteceu. Relaxamos demais e achamos que o jogo estava terminado”, disse o treinador. Ele pediu que o time mantivesse a calma e falou dos dois confrontos que fez contra Angola durante a preparação para o torneio: “No primeiro jogo, nós perdemos, e no segundo eles nos deram muitos problemas, então não podemos relaxar, estes times são bons. Eles lembraram das minhas palavras e começaram a jogar diferente”.
Gomes faz o belo movimento para a bandeja reversa; Jianlian arremessa de média distância
O intervalo fez bem aos chineses, que recuperaram a atenção na defesa e passaram a usar sua outra grande arma, os chutes de longe. Yue e Wei fizeram cestas de 3 e Fangyu acrescentou dois pontos longos para a equipe arrancar em 12 a 2 e abrir novamente, 56 a 44. Alberto de Carvalho pediu tempo, mas seu time continuou muito mal, forçando jogadas contra a defesa da China, que voltou a ter 16 pontos de margem após dois lances livres de Chen Jinghua. Angola só marcou nove pontos por todo o terceiro período e se viu em um buraco de 65 a 51.
As bolas de 3 dos angolanos voltaram a cair no início do último quarto. Carlos Morais e Armando Costa fizeram triplos em seqüência para encostar novamente em nove pontos. Mas ficou por aí. Os anfitriões voltaram a explorar Yao e o pivô correspondeu, marcando 10 pontos seguidos da China para manter os visitantes longe, marcando 78 a 62 a três minutos do final. Kazlauskas retirou o ídolo maior de quadra para receber uma ovação do público, mas os chineses seguiram arrancando, marcando mais quatro pontos consecutivos, incluindo uma enterrada com as duas mãos de Jianlian no contra-ataque. A diferença foi a 20 pontos e os africanos não ameaçaram mais.
FICHA TÉCNICA
ANGOLA (15 + 27 + 9 + 17 = 68)
Carlos Morais (13 pontos), Armando Costa (9), Leonel Paulo (0), Eduardo Mingas (11 pts e 5 rebs) e Joaquim Gomes (17). Entraram depois: Luis Costa (10), Milton Barros (3), Vladimir Jeronimo (3 pts e 4 rebs), Abdel Moussa (2), Felizardo Ambrosio (0) e Olimpio Cipriano (0). Técnico: Alberto de Carvalho
CHINA (28 + 16 + 21 + 20 = 85)
Sun Yue (11), Liu Wei (10), Zhu Fangyu (10), Yi Jianlian (10 pts e 11 rebs) e Yao Ming (30 pts, 7 rebs e 4 tocos). Entraram depois: Wang Shipeng (8), Zhang Qingpeng (2), Wang Zhizhi (0), Chen Jianghua (4) e Li Nan (0). Técnico: Jonas Kazlauskas
(Liana Pitham, direto de Pequim, para o Terra Esportes)
A derrota por 97 a 76 para os Estados Unidos na manhã desta terça-feira (horário de Brasília) foi vista de maneira positiva pela equipe de Angola. O domínio norte-americano foi amplo, mas os africanos conseguiram segurar o ímpeto dos astros da NBA e marcaram mais de 70 no favorito absoluto à medalha de ouro. Fato que mereceu elogios públicos do elenco.
“Perder de 20 pontos dos Estados Unidos não é tão mal assim”, resumiu o ala Joaquim Gomes. Argumentos para justificar a “boa atuação” não faltam aos angolanos: no primeiro - e até então único - duelo entre ambos, nos Jogos de 1992, em Barcelona, o primeiro “Dream Team” venceu por impecáveis 116 a 48.
Além disso, os angolanos sofreram um placar adverso inferior ao alcançado pelos alemães na estréia africana, quando os europeus venceram por 95 a 66. E, em um raro momento de alegria no jogo, a ex-colônia portuguesa também fez o cestinha do jogo, o armador Carlos Morais, com 24 pontos.
“Acho que surpreendemos. Acho que eles esperavam ganhar de nós de uns 60 pontos”, comemorou o técnico Alberto Carvalho. A meta angolana é manter o bom desempenho diante da China, próximo adversário, e quem sabe sonhar com uma vaga na fase de mata-mata. “Temos um nível parecido. Nós temos como vencê-los”, indicou Gomes.
Pelo lado dos norte-americanos, que sofreram com a torcida contra dos chineses, ficou evidente o clima de treino, mas os jogadores enfatizaram que respeitaram os angolanos até o último lance de jogo. “Eles jogaram duro e os respeitamos como um time. Eu estava muito motivado. Foi um longo trabalho para chegar até aqui”, afirmou Dwyane Wade, do Miami Heat.
Enquanto isso, o pivô Carlos Boozer, do Utah Jazz, enalteceu o adversário. “Eles são um time forte, continuaram jogando duro durante todo o jogo. Na segunda metade, fizemos eles aumentarem a intensidade do jogo”, concluiu.
De pouco adiantou a torcida chinesa pelos angolanos. Na manhã desta terça-feira (horário de Brasília), os favoritos Estados Unidos venceram os africanos por 97 a 76. Apesar do placar, a ex-colônia portuguesa não caiu fácil perante os norte-americanos.
Os orientais não se intimidaram em torcer pela equipe de Angola, que ao contrário do que se esperava, fez um jogo parelho ao “Dream Team”, repetiu o desempenho da China na estréia e marcou mais de 70 pontos nos norte-americanos, um feito impensável há algumas Olimpíadas atrás. Em 1992, por exemplo, ano de estréia dos ídolos da NBA nos Jogos, os EUA venceram por impecáveis 116 a 48.
No duelo contra a equipe teoricamente mais fraca do Grupo B dos Jogos, os Estados Unidos fizeram o que quiseram em quadra e retomaram a liderança da chave.
Apesar da derrota, sua segunda na competição, a humilde equipe de Angola pode se gabar que, por alguns segundos conseguiu se manter à frente do time de estrelas da NBA. Foi logo no início da partida, quando Carlos Morais acertou uma cesta de três pontos e fez 5 a 2 no placar, logo empatado por duas cestas consecutivas de Carmelo Anthony, astro do Denver Nuggets.
Valentes, os angolanos ainda tentaram endurecer a partida no primeiro quarto, mas a tentativa só teve sucesso até o décimo ponto dos Estados Unidos, momento até o qual as duas seleções se igualaram no placar.
Ciente de sua inferioridade, Angola procurou se divertir em quadra: cestinha, com 24 pontos, Morais teve a “ousadia” de cravar uma enterrada diante dos norte-americanos no último quarto.
Pouco a pouco e sem grandes sobressaltos, os Estados Unidos foram abrindo vantagem no placar nesta terça-feira. O jogo estava tão fácil que, apenas nos 16 minutos nos quais atuou, o ala-armador Dwyane Wade marcou 19 pontos e conseguiu cinco rebotes.
Técnico da equipe dos Estados Unidos, Mike Krzyzewski promoveu um rodízio entre titulares e reservas, de forma a colocar todos no ritmo para o difícil duelo da próxima rodada, contra a Grécia. Valente, Angola conseguiu evitar um vexame (a maior diferença entre as equipes foi de 28 pontos) e agora encara a China na quinta-feira.
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Estrelas dos Estados Unidos derrotam angolanos e se preparam para os três duelos mais difíceis do Grupo B olímpico, contra Grécia, Alemanha e Espanha. LeBron James faz as jogadas mais bonitas do dia, com destaque para um toco espetacular em Felizardo Ambrósio, uma cortada no melhor estilo Seleção Brasileira de vôlei que deixou o adversário no chão. (more…)
“Eu não sei nada sobre Angola, mas eu sei que Angola está em apuros”. A clássica frase de Charles Barkley sobre o time africano que o “Dream Team” original despacharia dias depois em sua estréia olímpica pode ser aplicada ao jogo desta terça-feira, às 9h (horário de Brasília), pelo Grupo B dos Jogos Olímpicos de Pequim-2008. Não que a atual seleção masculina dos Estados Unidos não saiba nada sobre os angolanos, como sucedia com o time mágico de Barcelona-1992, mas que os africanos enfrentarão um time fortíssimo e são zebra na partida, é inegável.
O “Redeem Team” (”Time da Redenção”), como foi apelidada a seleção americana pelos próprios jogadores, mostrou a que veio logo na estréia de domingo, quando arrasou a anfitriã China por 101 a 70. Frente a um ginásio lotado de chineses no Cubo de Ouro e mais de um bilhão de telespectadores por todo o mundo, os craques da NBA Dwyane Wade, LeBron James, Kobe Bryant, Dwight Howard e cia deram um show de enterradas e belas jogadas. A equipe começou lentamente e a seleção da casa se manteve por perto até boa parte do segundo período, antes de a defesa ativa dos americanos e sua velocidade em contra-ataques enfim abrir diferença antes do intervalo e deslanchar no segundo tempo.
Contra Angola, se espera mais do mesmo. Os campeões africanos contam com alguns bons jogadores com experiência internacional, como o ala Olimpio Cipriano e o pivô Eduardo Mingas, mas é considerado o time mais fraco da chave. Na estréia, os angolanos foram facilmente despachados pela Alemanha, 95 a 66, mesmo time que eles haviam enfrentado com equilíbrio no Mundial do Japão-2006.
Uma vitória já praticamente assegura os americanos nas quartas-de-final do torneio olímpico, já que quatro dos seis times de cada grupo avançam e os EUA já teriam duas vitórias sobre os dois adversários mais fracos da chave. É uma última oportunidade para os americanos se acertarem e arriscarem mais jogadas despreocupadas, pois a partir de quinta-feira, o time só pega pedreiras em seu grupo: primeiro, uma revanche contra a Grécia, que lhes derrotou na semifinal do Mundial há dois anos, seguido pelo confronto com a campeã mundial Espanha no sábado e da Alemanha de Dirk Nowitzki e do pivô americano naturalizado alemão Chris Kaman.
EUA e Angola se enfrentam às 9h (horário de Brasília) desta terça, e o canal de TV por assinatura Sportv3 transmite ao vivo. O canal ESPN Brasil também promete exibir o jogo, embora provavelmente só pegue o segundo tempo, já que mostra no mesmo horário a partida da dupla brasileira Renata/Talita no vôlei de praia feminino.
Na sua estréia nos Jogos Olímpicos de Pequim, a seleção da Alemanha mostrou o quanto ficou mais forte com a chegada do pivô norte-americano naturalizado Chris Kaman para ajudar o astro Dirk Nowitzki e atropelou Angola por 95 a 66 (54 a 34 no intervalo) na abertura do Grupo B da competição. Vale lembrar que dois anos atrás, no Mundial do Japão, os alemães levaram um susto contra essa mesma zebra africana precisando de três prorrogações para ganhar um jogo duríssimo. Na madrugada deste domingo (horário de Brasília), a história foi completamente diferente: Kaman foi o cestinha do passeio com 24 pontos em 18 minutos de ação, acertando 10 em 12 finalizações e quatro em cinco lances livres, e o melhor jogador do Pré-Olímpico Mundial de Atenas Nowitzki também brilhou com 23 pontos e seis rebotes em apenas três quartos jogados, realmente é uma dupla de titãs da NBA mostrando que tem boas chances de classificação às quartas-de-final passando pelo “grupo da morte” das Olimpíadas que tem os favoritos Estados Unidos, Espanha e Grécia.
O armador Steffen Hamman contribuiu no triunfo alemão com 13 pontos e quatro assistências, e o pivô reserva Jan-Hendrick Jagla conseguiu um duplo-duplo de 10 tentos e 11 rebotes para os carrascos da Seleção Brasileira no torneio qualificatório do mês passado em solo grego. O ala Eduardo Mingas foi o “cavaleiro solitário” de Angola com 24 pontos.
O time angolano até que conseguiu equilibrar a partida no primeiro quarto, chegando a liderar o placar por 5 a 2 após uma cesta de três de Carlos Morais, mas logo o pivô Chris Kaman converteu três bolas seguidas no garrafão virando o placar para 8 a 5. O astro Dirk Nowitzki (foto) acertou seu primeiro triplo fazendo 13 a 9 e depois de uma bola de três do ala-armador Demond Greene converteu um arremesso de fora do garrafão ampliando a vantagem germânica para 18 a 11. Os campeões africanos não se abalaram e partiram para a reação, encostando em 20 a 18 com uma cesta de três de Eduardo Mingas. Kaman respondeu convertendo uma cesta no rebote ofensivo dentro do garrafão, mas Mingas meteu outro triplo encostando em 22 a 21, a sorte da Alemanha foi que Greene deu o troco na mesma moeda fechando a parcial inicial em 25 a 21. Kaman e Mingas marcaram 10 pontos cada nos primeiros 10 minutos, e Nowitzki adicionou nove.
O ala alemão Sven Schultze começou o segundo período acertando um chute de fora do garrafão, depois Milton Barros e Robert Garrett trocaram cestas de três, e outro triplo de Morais diminuiu a desvantagem angolana para 33 a 27, mesmo com a equipe rubro-negra anotando apenas seis pontos em quase seis minutos. Foi aí que o ataque africano parou de vez no paredão alemão ficando quase quatro minutos sem pontuar e a Alemanha aproveitou para emplacar uma série de 13 a 0 que teve sete pontos de Chris Kaman e bolas de três seguidas convertidas por Greene e Nowitzki, com um lance livre o gigante do Clippers colocou uma diferença de 46 a 27 no placar. Eduardo Mingas acabou com o jejum angolano encestando dois lances livres e uma bola de três, mas com duas cobranças de falta de Dirk e um tiro de três de Jan-Hendrik Jagla a vantagem alemã subiu para 51 a 32, no final do primeiro tempo Nowitzki ainda meteu mais uma bola de três chegando aos 17 pontos na partida (mesma marca de Kaman até o momento) e garantindo uma diferença tranqüila de 20 no intervalo.
O aproveitamento de 8 em 10 arremessos da linha de três acabou fazendo a diferença para o time europeu, que teve um amplo domínio dos rebotes (34 a 7) e uma boa consistência defensiva, com os angolanos convertendo apenas 11 em 29 arremessos de quadra, com destaque para os 15 pontos de Mingas. Greene funcionou com uma boa válvula de escape para os “panzers” acertando todos os seus três triplos.
O panorama da partida não mudou na terceira etapa: Chris Kaman foi logo convertendo outra cesta dentro do garrafão e um lance livre abrindo 57 a 34. A Alemanha aumentou a diferença para 63 a 36 com quatro pontos seguidos do armador Steffen Hamann e um arremesso certeiro de Nowitzki de fora do garrafão antes de Mingas meter mais uma bola de três. A dupla de gigantes da NBA continuou mandando no jogo e outra cesta de Dirk ampliou a vantagem para 67 a 43. O angolano Milton Barros engatou uma seqüência pessoal de sete pontos diminuindo o prejuízo para 67 a 50, mas Nowitzki e Kaman conectaram dois lances livres cada fazendo 71 a 52 e em seguida Hamann acertou um tiro de três e quatro cobranças da linha de penalidade na sua própria série pessoal de sete pontos dando o troco para Barros, assim os alemães fecharam a parcial na frente por 78 a 52, a vitória já estava definida e o técnico Dirk Bauermann pôde poupar sua dupla de astros nos últimos 10 minutos e dar ritmo aos reservas.
Mesmo com sua segunda unidade, a Alemanha administrou bem a diferença, depois que Angola descontou a diferença para 81 a 58 com dois lances livres encestados por Carlos Morais, Jan-Hendrick Jagla acertou uma bola de três, o angolano Olimpio Cipriano respondeu na mesma moeda, mas na seqüência o carequinha baixinho de 1,80m carrasco do Brasil Pascal Roller também converteu um triplo elevando a vantagem para 87 a 61. Nessa altura Angola já estava entregue na partida apesar de Carlos Morais ter conseguido chegar ao 14º ponto, os reservas Tim Ohlbrecht e Jagla marcaram respectivamente nove e sete pontos nesta etapa final, e com facilidade a seleção alemã fechou o placar com 29 tentos de vantagem. Foi uma estréia que mostrou toda a fome de bola de um país que não participava das Olimpíadas há 16 anos, desde quando Detlef Schrempf comandou a seleção alemã nos Jogos de Barcelona-1992.
Apesar de ter diminuído um pouco o ritmo no segundo tempo, os alemães tiveram um ótimo aproveitamento acima dos 60% nos arremessos de quadra contra menos de 35% de acerto dos angolanos, foram dominantes nos rebotes com uma vantagem de 39 a 22 na tábua e ganharam todos os quatro períodos do jogo, embora tenham desperdiçado mais posses de bola que os africanos (14 a 10). Com Kaman mais entrosado à equipe, os algozes da Seleção Brasileira de Moncho Monsalve parecem ter chegado a Pequim mais fortes do que no Pré-Olímpico, o duelo contra a Grécia na terça-feira promete.
Já o time angolano do técnico Alberto Carvalho não teve respostas para Nowitzki e Kaman, que mataram o jogo no primeiro tempo mesmo, o primeiro convertendo cinco em sete arremessos de quadra incluindo três bolas de três, e o pivôzão importado especialmente para as Olimpíadas acertou oito em 10 conclusões à cesta nos 20 minutos iniciais. A arrancada de 21 a 7 da Alemanha no final do segundo quarto foi fatal para os africanos, que não tiveram forças para reduzir a desvantagem para menos de 17 pontos. Pior que na segunda rodada uma nova goleada espera Angola, agora não vai enfrentar só duas estrelas da NBA, serão 12, no confronto de terça-feira contra a seleção dos Estados Unidos com Kobe Bryant, LeBron James e companhia.
Em entrevista ao site da Fiba, Chris Kaman disse que sua decisão de jogar pela Alemanha foi diretamente influenciada por Dirk Nowitzki e não garantiu continuar no time no Eurobasket de 2009 na Polônia, caso o ala-pivô do Mavs confirme a intenção de descansar da seleção depois deste ano.
“Não sei (se vai jogar o Campeonato Europeu da Polônia). Isso tem muito a ver com Dirk, para ser honesto. Eu e Dirk tivemos algumas conversas e ele quer tirar um pouco de tempo fora da seleção. Eu estava esperando que Dirk voltasse a jogar no próximo ano, porque isso me faria jogar também, com certeza. Mas se ele não vier, é algo que eu vou ter de pensar e conversar com o técnico Dirk Bauermann. Eu estava debatendo sobre a decisão de ir para a seleção alemã o tempo todo e estou feliz por ter tomado esta decisão. As pessoas estão dizendo coisas negativas sobre isso, mas estou simplesmente tentando fazer o melhor trabalho que posso e ser positivo sobre isso. Não tive a oportunidade de jogar pela seleção dos Estados Unidos, então aqui estou. Basicamente para mim foi uma chance de jogar basquete no verão, porque em todo verão nos últimos cinco anos eu não estava jogando muito tempo na liga de verão da NBA, e não é a mesma coisa, não é tão competitiva”, afirmou Kaman.
FICHA TÉCNICA
ALEMANHA 95 (25 + 29 + 24 + 17)
Titulares: Steffen Hamman (13 pontos e 4 assistências), Demond Greene (9), Konrad Wysocki (0 ponto, 4 rebotes e 3 assistências), Dirk Nowitzki (23 pontos e 6 rebotes) e Chris Kaman (24 pontos e 2 rebotes). Entraram depois: Jan-Hendrick Jagla (10 pontos e 11 rebotes), Robert Garrett (3), Tim Ohlbrecht (7), Pascal Roller (3), Patrick Femerling (1) e Philip Zwiener (0). Técnico: Dirk Bauermann.
ANGOLA 66 (21 + 13 + 18 + 14)
Titulares: Olimpio Cipriano (7), Carlos Morais (14), Eduardo Mingas (24), Armando Costa (6) e Joaquim Gomes (2 pontos e 8 rebotes). Entraram depois: Milton Barros (10), Felizardo Ambrósio (3), Carlos Almeida (0), Vladimir Jerônimo (0), Luis Costa (0) e Abdel Aziz Moussa (0). Técnico: Alberto Carvalho.
A Argentina derrotou Angola por 102 a 86 nesta quinta-feira, no último amistoso antes da estréia nos Jogos Olímpicos de Pequim, no domingo contra a Lituânia do armador Sarunas Jasikevicius.
“Estou bem melhor do que pensei que estaria agora. A evolução tem sido boa e estou muito mais confiante agora, enquanto se aproxima a estréia”, declarou Manu Ginóbili sobre seu estado físico. Manu e Nocioni foram os destaques da partida que foi disputada com os portões fechados e sem registros oficiais de pontuação.
Carlos Delfino deu um susto ao machucar seu tornozelo direito, mas o próprio jogador tranquilizou os argentinos. “Não foi nada, amanhã volto a treinar normalmente”, disse Delfino que deixou a NBA janela de transferências pata atuar no basquete russo pelo Khimki.
O treinador Sérgio Hernandez disse ao Jornal Olé que não se contentará pela medalha de prata. “Esta seleção está capacitada para se sobressair sob pressão. Quem provou a glória nunca mais pode parar. Se uma vez conseguiste algo, não há segundo lugar que te console. Esta é a equipe mais disciplinada que dirigi na vida”, afirmou Hernández.
O treinador da Seleção da Angola, Alberto Carvalho, definiu nesta quarta o grupo de 12 jogadores que representarão o país nos Jogos Olímpicos, cortando Victor Muzadi e Domingos Bonifacio. Todos os atletas atuam nas duas principais equipes doi país: Primeiro Agosto de Luanda e o Petro Atletico de Luanda.
Muzadi, um ala de 30 anos, já disputou duas partidas em Olímpiadas e foi um figura que constantemente estava presente na seleção. Já o armador Bonifacio começou pelas equipes de base do país, mas nunca participou de uma grande competição.
A equipe gosta de atuar com formação mais baixas, sem um verdadeiro pivô, até porque o jogador mais alto da equipe é Boukar que tem 2,04m. Manuel Neto e Divaldo MBunga, dois pivôs de 2,06m que atuam na NCAA recusaram o convite de defender o país, primeiramente divulgando que se dedicariam a suas Universidades, mas comenta-se que os dois tenham problemas com a Federação de seu país. O certo é que eles irão fazer falta em Pequim, já que adicionariam altura na equipe para enfrentar alguns dos melhores pivôs do mundo.
A Angola conquistou a Copa Stankovic, inclusive vencendo a China com Yao Ming em quadra. Já no Toenio Diamond Ball a equipe perdeu as três partidas que disputou, para a China, Argentina e Sérvia. Os campeões africanos estão no Grupo B de Pequim, ao lado da China, Espanha, Estados Unidos, Alemanha e Grécia.
O Elenco:
Abdel Aziz Boukar – Pivô - 1º de Agosto
Eduardo Mingas – Ala-pivô - Atlético Petróleos Luanda
Felizardo Ambrósio – Ala-pivô - 1º de Agosto
Vladimir Ricardino Geronimo – Ala - 1º de Agosto
Paulo Leonel – Ala - Atlético Petróleos Luanda
Olímpio Cipriano – Ala - 1º de Agosto
Carlos Almeida – Ala - 1º de Agosto
Carlos Morais – Ala-armador - Atlético Petróleos Luanda
Luís Costa – Ala-armador - Atlético Petróleos Luanda
Armando Costa – Armador - 1º de Agosto
Milton Barros – Armador - Atlético Petróleos Luanda
Joaquim Gomes - Ala - 1º de Agosto
Vitória da Angola sobre a China na Copa Stankovic:
O torneio Diamond Ball, que está sendo disputado na China e é preparatório para os Jogos Olímpicos de Pequim, teve definidas suas posições no início da manhã desta sexta-feira. Na disputa pelo quinto lugar, a Sérvia derrotou a Angola sem dificuldade, 99 a 62, e deixou os africanos com a última colocação no torneio amistoso.
O cestinha do time europeu foi o ala Milos Vujanic. O atleta de 27 anos acertou os seis arremessos de quadra que tentou, sendo todos de 3 pontos, e finalizou a partida com 18 pontos. O ala-pivô Nenad Krstic, estrela do time sérvio, comandou o garrafão com 14 pontos e seis rebotes enquanto o ala-armador Milenko Tepic fez 16 tentos. O ala-pivô Novica Velickovic e o armador Milos Teodosic fizeram 10 pontos e seis rebotes cada.
Pelo time angolano o destaque foi o ala-pivô Felizardo Ambrosio, responsável por 12 pontos e seis sobras. Apenas outros dois jogadores angolanos, Olimpio Cipriano e Milton Barros atingiram os dígitos duplos, fazendo 11 e 10 pontos respectivamente.
Logo após esta partida, China e Irã entraram em quadra para definir o terceiro e quarto colocados. Jogando com a torcida a favor, o time chinês não teve nenhuma dificuldade para derrotar os iranianos por 75 a 46. Com isso, a China ficou com o terceiro lugar do torneio preparatório. O ala-pivô Wang Zhizi comandou as ações ofensivas com 15 pontos e seis rebotes.
O jogo foi tão fácil que o técnico lituano da China, Joans Kazlauskas, preferiu poupar seus principais jogadores, o pivô Yao Ming e o ala-pivô Yi Jianlian, ambos da NBA. Em 19 minutos na quadra, Yao Ming acertou quatro de seus oito arremessos e terminou com 12 pontos, além de quatro rebotes. Já Yi Jianlian fez oito tentos e capturou nove sobras.
Pelo Irã, o cestinha foi o armador Javad Davari, autor de 12 pontos. Davari também pegou seis rebotes. Além dele, apenas o pivô Hamed Ehadadi conseguiu se destacar. Ehadadi fez 10 tentos, pegou cinco rebotes e deu quatro tocos.
Dos seis times que participaram da disputa apenas a Sérvia não estará nos Jogos Olímpicos de Pequim.
Argentina e Austrália confirmaram vagas na decisão do torneio Fiba Diamond Ball, preparatório para os Jogos Olímpicos de Pequim, ao vencer seus jogos nesta madrugada de quinta-feira em Nanjing, China. Os australianos suaram para derrotar Angola por 81 a 78 e conquistar a primeira posição do Grupo A. Já a Argentina teve uma vitória um pouco mais tranqüila, 75 a 60, sobre a Sérvia, ex-campeã mundial em 2002, e conquistou o Grupo B. As finalistas se enfrentam às 8h30min (horário de Brasília) da manhã de sexta-feira. O canal de TV UHF Esporte Interativo transmite ao vivo para o Brasil.
A Austrália havia superado o anfitrião China na quarta-feira e podiam até perder para Angola por pouco que obteria vaga na decisão. Os angolanos, que venceram a Copa Stankovic de forma invicta neste mês, chegaram a liderar por seis pontos no último quarto.
Entretanto, a atuação do pivô Andrew Bogut, do Milwaukee Bucks da NBA, foi demais para os campeões africanos. Bogut foi cestinha e reboteiro do jogo, com 32 pontos e 11 rebotes, e no final do jogo fez o bloqueio ofensivo para livrar o armador CJ Bruton acertar a cesta de 3 pontos que decretou a vitória australiana. Bruton ergueu os braços em comemoração antes mesmo da bola passar pela redinha no soar da sirene.
“Foi um momento de empolgação. Gosto de ter a bola nas minhas mãos em situações assim. Quando eu deixei (a bola) voar e pareceu bom, eu simplesmente levantei as mãos como faço em casa”, disse Bruton sobre seu chute vencedor. Bogut, em apenas seu segundo jogo com a seleção antes dos Jogos, elogiou o adversário. “Crpedito a Angola, eles jogaram muito duro o jogo inteiro. Eles são um país muito difícil de se enfrentar porque eles todos sabem chutar e todos podem bater para dentro. Eles melhoraram muito desde a última vez que eu os enfrentei, em Atenas-2004″, reconheceu o pivô.
O ala Olimpio Cipriano mais uma vez se destacou por Angola, com 23 pontos em diversas infiltrações à cesta. Eduardo Mingas acrescentou 20 pontos e oito rebotes e Joaquim Gomes teve 17 pontos e sete rebotes.
Andrew Bogut enterra para a Austrália; o angolano Armando Costa passa entre dois
No outro jogo da rodada, a Argentina teve um primeiro tempo ruim contra a Sérvia, única participante do torneio que não vai às Olimpíadas e time em reconstrução após repetidos vexames em grandes competições. Nos primeiros 20 minutos, os argentinos converteram apenas sete de 16 lances livres e foram ao intervalo vencendo por apenas 35 a 34, após ter seis de desvantagem.
Entretanto, com o ala Andrés Nocioni liderando uma maior pressão defensiva, os portenhos limitaram a Sérvia a apenas três pontos nos cinco minutos iniciais do terceiro período e a margem dos sul-americanos foi a 45 a 37. Ao final do quarto, o time já tinha 55 a 43 e abriu 17 pontos durante o último período. Os sérvios não conseguiram mais reagir.
“No intervalo, os jogadores e técnico disseram que nós só precisávamos jogar uma defesa melhor”, disse o pivô Fabrício Oberto, que esteve pendurado com três faltas por grande parte do primeiro tempo, assim como o ala-pivô Luis Scola. Entretanto, quando voltou no segundo tempo, ajudou a Argentina a tomar o controle com sua defesa e rebotes. Ele terminou com 13 pontos e cinco rebotes. Sua ausência no primeiro tempo foi compensada pela bela atuação do reserva Román González, que marcou 14 pontos no jogo, com quatro acertos em seis chutes e seis lances livres convertidos em sete tentativas.
Luis Scola tenta a bandeja para a Argentina; Luka Bogdanovic faz um gancho no low post direito
O ala-armador Manú Ginóbili, grande líder da seleção argentina, voltou a ser cestinha, com 18 pontos, e a mostrar que está recuperado da lesão no tornozelo. Nocioni terminou com 15 pontos e oito rebotes para a atual campeã olímpica. Pelo selecionado sérvio, o ala Branko Cvetkovic foi o cestinha, com 13 pontos; o pivô Nenad Krstic, que recentemente anunciou sua saída do New Jersey Nets da NBA para jogar na Europa, marcou 12 pontos e seis rebotes, e o ala-pivô Novica Velickovic contribuiu 11 pontos.
“Controlamos o jogo no primeiro tempo, mas esta é apenas a quarta semana em que estamos juntos. Temos uma agenda difícil e este foi nosso quinto jogo em seis dias. Eu tentei ajudar meu time usando os 12 jogadores, mas é difícil contra um time argentino que tem tantos jogadores que estão juntos há oito anos”, disse o técnico Dusan Ivkovic, que está preparando a Sérvia para as eliminatórias do EuroBasket 2009.
Austrália e Argentina estão no mesmo grupo olímpico, o Grupo A, que ainda tem Lituânia, Croácia, Rússia e Irã. Este último fará a decisão de terceiro lugar do Diamond Ball com o anfitrião China, às 5h (de Brasília). Angola e Sérvia disputam para não ficar na lanterna às 3h (de Brasília). China e Angola estão no Grupo B em Pequim, o “grupo da morte”, que contém os favoritos Estados Unidos, Espanha, Grécia e Alemanha.
Pelo jeito, o ala Andrés Nocioni estava certo e uma mudança de ares era o que a Argentina precisava para acabar com sua crise. Os argentinos reencontraram o caminho das vitórias em sua estréia no Fiba Diamond Ball, em Nanjing, China, e derrotaram o Irã por 81 a 71 na madrugada desta terça-feira. Quem também mostrou recuperação nesta terça foi o pivô Yao Ming, que marcou 21 pontos na vitória da China por 83 a 74 sobre Angola.
Os argentinos chegaram ao torneio, preparatório para os Jogos Olímpicos de Pequim, com três derrotas consecutivas na bagagem, as duas últimas por amplas margens, para Lituânia e Espanha. Contra o Irã, o time enfim voltou a vencer, mas teve dificuldades por toda a partida e mostrou que ainda tem muito a melhorar se almeja o bicampeonato olímpico.
Ginóbili e Scola em ação contra o Irã no torneio Fiba Diamond Ball
A seleção iraniana, que foi dominada na maioria dos jogos que disputou contra equipes profissionais em uma recente excursão norte-americana, mostrou evolução e liderou a partida por boa parte do primeiro tempo, antes de ceder a virada no meio do segundo período e ir ao intervalo atrás por 42 a 35.
No segundo tempo, os argentinos abriram 17 pontos, mas o Irã reagiu e cortou a diferença a 72 a 62 com cinco minutos por jogar. Esta distância cairia mais um ponto, mas os sul-americanos conseguiram segurar a vantagem e vencer.
O ala-pivô Luis Scola, MVP do Torneio Pré-Olímpico de Las Vegas-2007, foi o cestinha, com 23 pontos, sendo 13 deles no primeiro quarto. O ala Carlos Delfino, recém-contratado pelo Khimki da Rússia, contribuiu 18, e o ala-armador Manú Ginóbili, MVP das Olimpíadas de Atenas-2004 e maior craque da equipe, marcou 15 pontos, incluindo duas enterradas poderosas que mostraram seu progresso após uma lesão no tornozelo lhe incomodar pela maior parte dos treinamentos. “Estou feliz que pude enterrar duas vezes, a primeira vez em muito tempo, mas ainda estou atrás do ritmo da equipe e tenho um longo caminho a percorrer”, disse o jogador do San Antonio Spurs da NBA.
Enquanto Ginóbili parece estar se recuperando, o técnico Sergio Hernández ganhou uma nova dor de cabeça: o armador reserva Antonio Porta, que perdeu a maior parte da temporada com uma lesão no joelho, se contundiu durante o último quarto contra o Irã, aparentemente torcendo o tornozelo.
Pelo Irã, o pivô Hamed Ehadadi fez 20 pontos e nove rebotes e Samad Nikkhahbahrami fez 18. Javad Davari acrescentou 14 pontos e três roubos de bola, mas o time do treinador Rajko Toroman cometeu 24 turnovers, contra 17 dos argentinos. Diferença que terá de cair quando os times se enfrentarem pelo Grupo A dos Jogos de Pequim.
Melhores Momentos:
Já os chineses vingaram a recente derrota sofrida para Angola na Copa Stankovic. Os angloanos, comandados pelo habilidoso e atlético Olimpio Cipriano, ameaçaram por todo o jogo e tiveram oito pontos de liderança no primeiro tempo, antes dos armadores Liu Wei e Wang Shipeng produzirem nove pontos cada em uma reação para virar o placar a 40 a 37 antes do intervalo. No final, a boa defesa da equipe e a presença de Yao no garrafão foram suficientes para vencer o jogo.
Yao Ming faz a bandeja, desmarcado; Cipriano passa pela marcação de Yi Jianlian
O pivô de 2,26m do Houston Rockets ainda parece um pouco devagar - cometeu quatro turnovers e recebeu uma falta antidesportiva ao brigar por posição com Eduardo Mingas - mas seus 21 pontos, cinco rebotes e dois tocos certamente animaram o técnico Jonas Kazlauskas. Wei foi outro destaque, com 18 pontos, seis assistências e cinco rebotes, e Shipeng marcou 13 pontos. O ala-pivô recém-adquirido pelo New Jersey Nets, Yi Jianlian, contribuiu 11 pontos e seis rebotes. Pelo time africano, Cipriano foi o cestinha, com 24 pontos, e Joaquim Gomes acrescentou 21 pontos e oito rebotes.
Na madrugada desta quarta-feira, Argentina e Angola folgam, enquanto a China enfrenta a Austrália às 5h e o Irã joga contra a Sérvia às 8h (ambos no horário de Brasília).
A seleção da China masculina de basquete não poupará jogadores e atuará de maneira agressiva contra os Estados Unidos e a Espanha, os favoritos de seu grupo, informou a agência oficial “Xinhua”.
“Alguns dizem que deveríamos poupar esforços para enfrentarmos Alemanha e Angola, nossos rivais aparentemente mais fáceis, mas não faremos isso. Lutaremos com tudo em cada partida, e cada uma delas será o ‘jogo da nossa vida’”, afirmou à “Xinhua” Li Yuanwei, subdiretor da Associação Chinesa de Basquete (CBA).
A China, comandada por Yao Ming, ficou no complicado Grupo B do basquete masculino, ao lado de EUA, Espanha, Alemanha, Angola e Grécia, atual vice-campeã mundial. No entanto, vitórias contra angolanos e alemães poderiam bastar para a classificação às quartas-de-final.
Li disse ainda que a seleção chinesa “não se sente intimidada” por estar no grupo que reúne as três melhores equipes do Mundial do Japão, que foi conquistado pela Espanha e no qChina,ual os EUA acabaram em terceiro.
A China terminou em oitavo nos Jogos de Atenas 2004, sua melhor posição em uma edição dos Jogos Olímpicos.
Após a confirmação dos três últimos classificados para os Jogos Olímpicos de Pequim, vindos do Pré-Olímpico Mundial, constatou-se que a chave B é o chamado “grupo da morte”, isso porque tem três candidatos ao ouro olímpico (Estados Unidos, Grécia e Espanha) e uma candidata que pode beliscar alguma medalha nas quadras chinesas (Alemanha), além da anfitriã China. Porém, os críticos e fãs do basquete esqueceram de mencionar o último integrante da chave, a Angola.
Os africanos, considerados franco-atiradores no torneio, vêm surpreendendo nos amistosos preparatórios para Pequim. Nesta segunda, os africanos derrotaram a seleção B da Rússia com autoridade, 89 a 70, e levantaram a taça da Copa Stankovic. Mas aí você, leitor, pode estar pensando: “Mas é o time B da Rússia! Não tem nada de mais em vencê-los!”.
Porém, para chegar ao título do torneio preparatório a equipe atual campeã africana passou pelos times completos da China, anfitriã dos Jogos e rival da primeira fase, e da Sérvia, que não disputará a Olimpíada deste ano, mas que tem uma seleção promissora.
As vitórias por 89 a 70 sobre os russos, por 72 a 70 sobre os chineses e por 68 a 60 diante da Sérvia mostra a evolução do basquetebol africano. Além de ter cada vez mais jogadores na NBA e nas ligas européias mais importantes, o continente negro está conseguindo, aos poucos, o respeito de suas seleções. Esta é a primeira vez que uma equipe nacional africana levanta o troféu de um campeonato internacional.
Esta não é a primeira vez que Angola surpreende no cenário internaiconal. No último Campeonato Mundial, disputado no Japão, o time angolano venceu Nova Zelândia, Panamá e Japão na primeira fase e ficou apenas atrás das fortes Alemanha e Espanha em seu grupo, avançando para as oitavas-de-final e perdendo de pouco para a tradicional seleção francesa. Dentre os 24 times que disputaram a competição, Angola ficou com 10ª colocação.
Além dos angolanos, Camarões, Nigéria e Cabo Verde também estão despontando nas competições internacionais. A equipe nigeriana derrotou a Sérvia no último Mundial e, por pouco, não chegou às quartas-de-final da competição, sendo eliminada pela Alemanha em um jogo acirradíssimo. Já os camaroneses, vice-campeões africanos, fizeram um bom Pré-Olímpico.
Com a classificação de Grécia, Croácia e Alemanha no Pré-Olímpico masculino mundial de basquete, em Atenas, o calendário dos Jogos Olímpicos de Pequim ficou completo e os grupos para a disputa da modalidade estão definidos.
Alemanha - algoz do Brasil - e Grécia ficaram no Grupo B, ao lado de Espanha, Estados Unidos, da anfitriã China e Angola, na chave considerada a mais difícil da competição.
No Grupo A estão os croatas, também classificados pelo Pré-Olímpico, ao lado de Lituânia, Argentina, Irã, Rússia e Austrália.
O sorteio das chaves, realizado antes do Pré-Olímpico, previa equilíbrio nos grupos, mas o B, pelo menos teoricamente, ficou muito mais forte que o A, já que conta com os EUA, Espanha (atual campeã Mundial) e Grécia (vice-campeã).
O torneio terá início em 10 de agosto, com a fase de grupos sendo disputada até o dia 18. As quartas-de-final estão programadas para o dia 20, com o primeiro do Grupo A enfrentando o quarto da chave B e assim por diante.
As semifinais serão no dia 22. A final e a disputa pelo bronze serão no dia 24, pouco antes da cerimônia de encerramento.
A vitória deste sábado contra a irregular seleção de Angola deu novo ânimo à seleção brasileira após os acontecimentos que abalaram o grupo - a derrota para Belarus e o corte da cestinha Iziane. Para o técnico Paulo Bassul, o triunfo foi essencial para o preparo para a grande decisão de domingo, quando o Brasil enfrenta Cuba pela última vaga para Pequim.
“Foi uma prova importante, acho que o grupo se fechou e virou a página”, disse o técnico. “Essa vitória serviu para provar que o grupo está unido, e preparado para essa final. O assunto de ontem está encerrado, ninguém quer mais falar nisso. A cabeça está pensando em Cuba, o resto ficou para trás.”
Sobre Iziane, Bassul foi incisivo. “Foi uma decisão lamentada, mas compreendida e assimilada pelas jogadoras. É claro que, num momento como esse, dificulta as coisas. Mas acredito que o grupo está muito confiante de que pode vencer e superar esse momento difícil.”
De acordo com o treinador, a atuação pouco empolgante apesar do resultado convincente pode ser justificado pelo cansaço das jogadoras após o estresse da noite anterior.
“Começamos o jogo muito bem, forte, mas tivemos uma noite longa para resolver problemas, e curta para dormir. O resultado foi um cansaço visível em quadra depois do intervalo”, disse Bassul. “Conseguimos rodar o grupo inteiro, e isso foi muito importante. Hoje o grupo terão tempo para se restabelecer.”
Além disso, o técnico ressaltou que o grupo mostrou-se unido em quadra. “Foi uma vitória coletiva. Mesmo quando as jogadas não acabaram em cesta, elas se procuraram sempre”, comemorou.
Sem sua melhor jogadora, e ainda assim sem enfrentar resistência, a seleção brasileira feminina de basquete passou por Angola neste sábado com vitória fácil por 75 a 58 (43 a 20) no Pré-Olímpico Mundial, em um treino para o jogo que valerá seu passaporte para a China. Neste domingo (às 14h30 no horário de Brasília), o time de Paulo Bassul encara Cuba, que derrotou o Japão na outra partida da repescagem, pela derradeira vaga para Pequim.
Com Karla no lugar da ala cortada Iziane, que acompanhou a partida da arquibancada e já sem o uniforme verde-amarelo, o quinteto titular - completado por Êga, Micaela, Kelly e Claudinha - entrou em quadra para um confronto sem sustos, e jogou uma partida tranqüila, comandando sempre o marcador, mas sem empolgar.
Com arremessos de três de Claudinha e Karla, que demonstrou mais uma vez pontaria apurada, a seleção abriu 8 a 0 nos minutos iniciais. Sem resistência das rivais, as brasileiras dominaram o jogo e, mesmo sem confirmar todas as tentativas, manteve fáceis 18 a 1. Nos instantes finais, a armadora Natália foi a primeira do banco a entrar, seguida de Mamá. Mista, a seleção fechou o quarto inicial com 28 a 8.
Para a segunda parcial, Franciele e Chuca também renderam titulares, e Karla foi a última a deixar a quadra, no lugar de Jaqueline, atleta com menos tempo de jogo nessa competição. A vantagem elástica se manteve, e o Brasil abriu 40 a 14 com os rebotes das pivôs, que lançaram Natália em jogadas rápidas individuais. Cansada das arrancadas, a jovem armadora voltou ao banco. Graziane ainda deu descanso a Mamá no fim do período, tomado pelas brasileiras, que acabou em 43 a 20.
Na volta do vestiário, o novo quinteto inicial retornou à quadra. Apesar de não ameaçar a liderança brasileira, a equipe angolana aproveitou erros nos ataques da seleção para fazer a vantagem cair para “apenas” 19 pontos. A partida foi interrompida por alguns instantes quando Maria Afonso sofreu queda em dividida de bola e foi retirada de maca. A vitória do Brasil se desenhou fácil para o último quarto, 59 a 34.
Os 10 minutos finais serviram para mais tempo em quadra para Jaqueline, Mamá e Franciele, que assistiram bem Natália. O time ainda teve a entrada de Graziane e Micaela, que sofreu com a mira, ainda um pouco abatida após a derrota das quartas-de-final para Belarus. Mantendo a diferença na casa dos 20 pontos, o Brasil confirmou a calma vitória.
(Fernanda Brambilla, para o UOL Esporte, em Madri/ESP)
Na manhã seguinte à contundente derrota na prorrogação para Belarus que custou a vaga olímpica para Pequim, a seleção feminina de basquete ainda demonstrava sinais de abalo após o corte da cestinha Iziane, e apareceu abatida no saguão do hotel para o café da manhã.
Apesar da partida deste sábado, frente a Angola (às 19h30 locais, 14h30 do horário de Brasília), as jogadoras terão o dia livre e não farão o último treino em quadra. Depois de comer, o elenco se reuniu com o técnico Paulo Bassul para uma conversa, já sem Iziane.
“O Paulinho (Bassul) chamou as jogadoras para falar do jogo da seleção de Angola e nos preparar para a partida, já que não vamos ter treino nem sessão de vídeos”, confirmou a armadora Natália. Para a jogadora, nem mesmo a saída de Iziane era certeza. “Não temos confirmação, apenas boatos. Só sei que ela não vai jogar hoje”, despistou a jogadora.
Em tentativa de dissipar o clima nebuloso, Bassul disse estar confiante em uma recuperação rápida após a perda da cestinha. “Nada melhor do que um jogo como o de hoje, para reanimar o moral das meninas”, disse o treinador pela manhã. “Isso já virou um novo Pré-Olímpico das Américas, com Cuba e Brasil decidindo a última vaga.”
Sobre a rusga com Iziane, Bassul voltou a confirmar sua decisão de tirá-la do grupo. “Não mudou nada de ontem para hoje. A Iziane está fora e não vai mais nem no ônibus conosco. Ela está fora da seleção, como eu já avisei ontem”, disse.
Otimista, o técnico ainda elogiou suas atletas. “Esse grupo é 10, confio muito nelas e sei que as 11 que ficaram darão o melhor de si para fazer um bom trabalho.”
Para assegurar seu lugar em Pequim, o Brasil tem de vencer a “repescagem” do torneio, e para isso precisa de duas vitórias, contra Angola neste sábado, e contra o vencedor do confronto entre Japão e Cuba, que duelam na outra chave da semifinal dos perdedores das quartas-de-final (fase que definiu as donas das quatro primeiras vagas: Espanha, Letônia, República Tcheca e Belarus).
(Fernanda Brambilla, para o UOL Esporte, em Madri/ESP)
A Letônia foi o terceiro país a garantir vaga nos Jogos Olímpicos de Pequim-2008 nesta sexta-feira, ao derrotar Angola por 84 a 26 (39 a 14 no primeiro tempo), na rodada decisiva do Pré-Olímpico de Madri. As angolanas foram dominadas completamente por todo o jogo e agora disputam a repescagem pela última vaga no torneio olímpico.
As letãs rapidamente marcaram seis pontos, mas Angola deu a impressão que endureceria o jogo, diminuindo para 8 a 4. As africanas porém, ficaram parto apenas até fazer 13 a 9. As européias marcaram os 10 pontos seguintes para acabar o primeiro quarto com 23 a 9 no placar.
A diferença foi a 21 pontos quando a Letônia marcou os primeiros sete pontos do segundo período. O time segurou a vantagem e terminou o primeiro tempo à frente por 39 a 14.
O jogo continuou tranqüilo para a Letônia no terceiro quarto, apenas com um momento de tristeza: a ala Ieva Tare, buscando uma bola passada à sua frente em um contra-ataque, se chocou com sua marcadora e caiu sobre o braço esquerdo, quebrando-o em uma cena muito forte, com menos de dois minutos passados. Algumas jogadoras ficaram muito abaladas e não conseguiram nem olhar para a Tare enquanto era atendida pelos médicos. Ela foi retirada de maca sob aplausos do público. Ao final do quarto, as letãs tinham 62 a 20 no placar. O último quarto foi mera formalidade.
A Letônia dominou tanto que acertou 63% de seus chutes de 3 pontos, 10 cestas em 16 tentativas, enquanto as angolanas tentaram o mesmo número de triplos e converteram apenas um. As africanas foram limitadas a 21% de aproveitamento nos chutes de 2 e perderam a briga nos rebotes por 49 a 31. A cestinha do jogo foi Anete Jekabsone-Zogota, que fez 20 pontos, sete rebotes e quatro assistências. Zane Tamane teve 13 pontos e oito rebotes, e Ieva Kublina e Elina Babkina tiveram 11 pontos cada. Por Angola, apenas Jaquelina Francisco acertou mais de dois arremessos, terminando com 12 pontos, e Nassecela Mauricio fez quatro pontos e sete rebotes.
Já classificadas para a próxima fase do Pré-Olímpico feminino de basquete, República Tcheca e Angola entraram em quadra nesta quarta-feira, em Madri, para disputar uma espécie de “amistoso de luxo”. Mesmo sem a obrigatoriedade da vitória, as tchecas bateram as adversárias por 86 a 54 e garantiram o primeiro lugar no Grupo B.
Já Angola, que venceu a Argentina e perdeu nesta quarta-feira, chegou aos três pontos e também avançou às quartas-de-final, fase que reunirá os dois melhores times classificados em cada um dos quatro grupos do Pré-Olímpico.
Ainda no grupo B, a última colocada foi justamente a Argentina. Com as duas derrotas, para República Tcheca e Angola, as jogadoras sul-americanas somaram apenas dois pontos e estão fora das Olimpíadas de Pequim.
No jogo desta quarta-feira, o grande destaque foi Machová, cestinha da partida com 21 pontos, além de ter conquistado cinco rebotes e uma assistência. Do lado angolano, Vicente foi a melhor, anotando 12 pontos e dois roubos de bola.
Com esse resultado, a Angola enfrenta, na fase seguinte, a seleção da Letônia, em jogo que acontece na próxima sexta-feira. O perdedor desse confronto poderá disputar a repescagem contra a equipe que sair derrotada da partida entre Brasil e Belarus.
No mesmo dia, a República Tcheca irá encarar o Japão nas quartas-de-final. Uma derrota levará as tchecas à disputa da última vaga, na repescagem, contra Cuba ou Espanha.