December 24, 2008

Entrevista CBB com Alzira Amaral, a primeira árbitra de um jogo de basquete no Brasil e no mundo

Filed under: Basquete Feminino, Basquete masculino, Entrevistas, Nacional — Tags: , — basketbrasil @ 4:33 pm

Alzira Amaral é um nome conhecido no meio do basquete. Quem joga, dirige ou participa de algum jogo no Rio de Janeiro sabe bem quem ela é. O que poucos sabem é que Alzira foi a primeira mulher a ser árbitra de basquete no Brasil e no mundo. Mas como o machismo ainda era muito presente nos anos 60, Alzira teve que se adaptar para continuar no esporte. O jeito foi ficar na mesa, o que acabou sendo a melhor solução, porque como ela mesma diz, Alzira nasceu para ser oficial de mesa. E é considerada uma das melhores do país. Nos 43 anos na profissão, ela já presenciou cenas inusitadas do basquete brasileiro, acompanhou a evolução da carreira de grandes atletas e vê o esporte passar de pai para filho. Confira a entrevista dada pela ex-árbitra no site da CBB:
 
Como surgiu o interesse pelo basquete?

“Eu queria praticar algum esporte que me agradasse. Comecei a jogar tênis, mas era muito lento, tinha que parar toda hora. Fui para o vôlei, mas era outro também bastante parado, previsível. Foi quando resolvi entrar na quadra de basquete para bater uma bola. Comecei a jogar no Vasco e depois fui treinar no América, que era perto da minha casa.”

O que a fez decidir por ser oficial de mesa?

“Depois de um tempo, vi que o meu negócio não era jogar basquete. Não nasci para levar pancada e essa é uma modalidade com muito contato físico. Atuar na quadra não era mesmo a minha praia. E como eu sempre fazia os scouts no banco de reservas, resolvi mudar de área. Fiz um curso de arbitragem em 1964. Fui a primeira mulher a atuar como árbitra no Brasil e acho que até no mundo. Se hoje temos poucas mulheres apitando, naquela época era mais raro ainda. Fiquei um ano como árbitra, mas logo vi que não ia a lugar nenhum. Nos anos 60, o machismo era muito grande e eu não tinha chance de entrar para o clube do Bolinha. Em 1965 fui para a mesa. Em três meses já estava participando de Brasileiros.”

Você lembra do seu primeiro jogo como árbitra?

“Não me lembro de muita coisa não, porque faz tempo. Eu sei que foi no ginásio antigo do clube América, na Tijuca. Foi uma partida nervosa, porque tinha muito oba-oba. A rádio e a televisão estavam no jogo e tive os meus 15 minutos de fama.”

São 43 anos como oficial de mesa, não dá para enjoar?

“De maneira nenhuma. Eu gosto muito de ser oficial de mesa. Não consigo nem explicar como isso me faz bem. Nasci para isso, está no meu sangue.”

Qual o seu principal desafio durante um jogo?

“Quem está na mesa tem que prestar atenção em tudo. Todo mundo comete erros uma vez na vida, isso é humano. Por isso, um dos meus desafios é chegar ao final de uma partida sem errar nada. Além disso, pretendo continuar sendo uma boa oficial de mesa.”

Tem alguma diferença de um jogo mirim para um adulto? Uma competição nacional para internacional?

“É tudo a mesma coisa, a responsabilidade é a mesma. Eu participo de jogos do Campeonato Carioca desde a categoria mirim até adulto e trabalho da mesma forma em todos. A mesma coisa acontece numa partida internacional. Para mim todas as competições são iguais.”

Como é o relacionamento dos oficiais de mesa com os árbitros?

“Temos um ótimo relacionamento. É sempre muito tranqüilo. Como trabalhamos juntos, mas em áreas diferente, não tem ciúme. Fica cada um na sua, cuidando da sua parte no jogo. A gente se dá super bem, tanto com os árbitros do Rio como de outros estados.”

Nesses anos, muitos atletas já passaram pela sua mesa. Como é conhecer todo mundo do basquete?

“Conheci muita gente boa no basquete. Vi grandes atletas no início de suas carreiras, jogando desde as categorias menores até chegar na adulta. Hoje em dia, sou oficial nos jogos dos filhos dos atletas que conheci quando eram mirins.”

Você também já viu muitas situações engraçadas e inusitadas.

“Já vi de tudo sim. Brigas na quadra, na torcida. Já tive que sair de fininho do ginásio com a súmula escondida dentro da blusa. Já vi árbitro tomar decisão dentro do vestiário. Acho que tudo que poderia acontecer num jogo de basquete, eu já presenciei.”

Cite algumas competições que você já participou?

“Fui convidada para a Universíade realizada na Sicília, Itália. Participei de Copa América, dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro e de três Campeonatos Mundiais que foram realizados no Brasil. Nas competições entre clubes, sou oficial nos estaduais, nacionais, sul-americanos e agora da Liga das Américas. Também já estive em outras cidades pelo Campeonato Nacional. O presidente Grego já deu a oportunidade de intercâmbio entre os oficiais de mesa. Viajamos para trabalhar nos jogos de outras equipes.”

Qual é o seu trabalho na Federação do Rio de Janeiro?

“Eu trabalho no departamento técnico da Federação. Fico responsável pela marcação das partidas, estatísticas, vejo se os atletas têm ou não condições de jogo, esse tipo de coisa. Já sei até o nome dos jogadores de cor e salteado de tanto que vejo os nomes.”

E como é a Alzira longe do basquete?

“Gosto de ir a praia, bater um papo. Também adoro viajar. Quando o dólar está em baixa, eu aproveito e saio do país. Agora que está em alta, estou segurando mais um pouco. A última vez que viajei foi para Las Vegas. Aproveitei para jogar um pouquinho. Mas foi só um pouquinho mesmo, sou bem controlada. Gastei o suficiente para ter uma boa diversão.”

(CBB)

December 12, 2008

Grupo B da Liga das Américas disputado na Argentina terá dois árbitros brasileiros

Filed under: América Latina, Internacional — Tags: , , — basketbrasil @ 6:00 pm

A arbitragem brasileira terá dois representantes no Grupo B da 2ª Liga das Américas masculina de basquete. Os árbitros internacionais Sérgio Pacheco (SP) e Cristiano Maranho (SC) foram indicados pela FIBA Américas para atuar na competição, que será realizada em Mar del Plata, na Argentina, de terça (dia 16) até sexta-feira (19). No grupo estão as equipes do Peñarol (ARG), Regatas Corriente (ARG), Universidad Concepción (CHI) e Biguá (URU).

O ano de 2008 foi muito importante para Cristiano Maranho. O catarinense de 34 anos fez sua estréia em Olimpíadas apitando nove partidas nos Jogos de Pequim, em agosto. Agora, Maranho encara o desafio de atuar na mais importante competição interclubes do continente.

“É uma honra atuar em um campeonato tão importante. Mas a responsabilidade também cresce, pois a pressão na Argentina deve ser grande. Só se classifica o campeão do grupo e todas as partidas serão de vida ou morte. A rivalidade entre os países é enorme, mas já estamos acostumados. Temos que estar bem preparados física, técnica e psicologicamente para arbitrar com consciência. Concentração nessas horas também é fundamental para um bom trabalho”, disse Maranho, que é árbitro internacional desde 1998.

Sérgio Pacheco esteve em várias competições importantes nos últimos anos, incluindo duas edições dos Jogos Pan-Americanos (Winnipeg/1999 e Rio de Janeiro/2007) e quatro Campeonatos Mundiais. Em 2006, Pacheco apitou a final do Mundial Adulto Feminino do Brasil, entre Austrália e Rússia. O último compromisso internacional de Pacheco foi o Centrobasket masculino, disputado no México em agosto desse ano. Árbitro experiente, Pacheco sabe que jogos na Argentina são sempre perigosos.

“Jogos internacionais que envolvem países como Argentina, Uruguai e Brasil são sempre tensos pois a pressão é grande. Mas o árbitro deve ter calma e confiar na sua experiência. A Liga das Américas é uma competição importantíssima e me orgulha muito representar mais uma vez a arbitragem brasileira no cenário mundial”, comentou Pacheco, que é árbitro internacional desde 1996.

Cristiano Jesus Maranho

Nascimento: 01/01/1974
Profissão: Professor de Educação Física
Primeira competição oficial: Campeonato Brasileiro Juvenil Masculino – Divisão Especial (Pará - 1997)
Árbitro internacional desde: 1998

Principais campeonatos internacionais: - Campeonato Sul-Americano de Clubes Campeões (Bolívia – 1998 e Venezuela - 2001); - US Olympic Cup Feminino (Estados Unidos - 2000); - Istambul World Cup Adulta Masculina (Turquia - 2002); Campeonato Mundial Junior Masculino (Grécia - 2003); Campeonato Sul-Americano Adulto Masculino (Brasil - 2004); Torneio Super Four (Argentina - 2004); Torneio Internacional de Alicante (Espanha - 2004); Torneio Internacional de Acrópolis (Grécia - 2004); - Torneio Internacional Reggio Calabria (Itália - 2004); Campeonato Mundial Sub-21 Masculino (Argentina - 2005);. Campeonato Mundial Adulto Masculino (Japão - 2006); Jogos Pan-Americanos (Rio de Janeiro - 2007) e Jogos Olímpicos (Pequim/2008) .

Sérgio de Jesus Pacheco

Nascimento: 04/04/1965
Profissão: Funcionário Público
Primeira competição oficial: Campeonato Paulista/1988
Árbitro internacional desde: 1996

Principais campeonatos internacionais: Campeonato Mundial Juvenil Feminino (Brasil / 1997); Campeonato Mundial Adulto Feminino (Alemanha / 1998); Campeonato Centro-Sul Americano (Venezuela), Campeonato Pan-Americano Interclubes (Argentina / 1997); Campeonato Sul-Americano de Clubes (várias cidades), Jogos Pan-Americanos de Winnipeg (Canadá / 1999); Copa América – Pré-Mundial Sub-21 Masculino (Brasil / 2000); Copa América – Pré-Mundial Adulto Masculino (Argentina / 2001); Curso para os jogadores da NBA que formaram a seleção olímpica dos Estados Unidos (Nova Iorque / 2004); Torneio Super Four (Argentina / 2001); Goodwill Games (Austrália / 2001), Campeonato Mundial Sub-21 Masculino (Argentina / 2005), Centrobasket Masculino (Panamá / 2006 e México / 2008), Campeonato Mundial Adulto Feminino (Brasil / 2006), Jogos Pan-Americanos (Rio de Janeiro / 2007); Universíade (Tailândia / 2007); Liga das Américas (2007 / 2008); e Liga Sul-Americana (2008).

(CBB)

December 5, 2008

Coordenador de arbitragem da CBB Geraldo Fontana será palestrante em clínica internacional em Portugal

Filed under: América Latina, Europa, Internacional, Seleções — Tags: , , , , — basketbrasil @ 1:03 pm

O coordenador de arbitragem da CBB e comissário FIBA, Geraldo Miguel Fontana, será o palestrante principal da Clínica Internacional da Associação Nacional de Juízes de Basquete de Portugal (ANJB). O evento será realizado neste domingo e segunda-feira (dias 7 e 8) na cidade de Caldas da Rainha. É a primeira vez que um brasileiro é convidado para falar neste evento, que está na 16ª edição. Fontana dará quatro palestras sobre assuntos escolhidos pela ANJB. Este ano a clínica reunirá 86 participantes de 11 cidades portuguesas.

Fontana explica é uma grande responsabilidade, pois se trata do evento mais importante da ANBJ e é a primeira vez que o convidado não é europeu.

“A Associação chama sempre um estrangeiro para fazer as palestras principais. É uma honra enorme, já que nos anos anteriores, foram convidados grandes nomes da arbitragem mundial, como Miguel Bittencourt (diretor de arbitragem da FIBA Europa) e Costa Rigas (diretor de arbitragem da Euroliga). O fato de terem me escolhido dessa vez mostra que eles estão interessados em saber o que está acontecendo no nosso basquete. A expectativa é muito grande, principalmente pelo apoio que estou recebendo da FIBA e da FIBA Américas, que estão acreditando no meu trabalho e no da CBB”, explica Fontana.

Fontana desenvolverá quatro temas, escolhidos pela Federação Portuguesa. São eles: “A arbitragem no Brasil: tão longe, mas aqui tão perto”; “Coordenação no trabalho da mesa”; “Como comunicar…? e Estratégias de arbitragem moderna”.

Sobre “A arbitragem no Brasil: tão longe, mas aqui tão perto”, Fontana vai falar sobre o que está sendo feito no Brasil e na FIBA Américas.

“O objetivo é falar da minha experiência como comissário FIBA, instrutor nacional da FIBA Américas e coordenador de arbitragem da CBB. Quero mostrar a realidade do nosso continente, contando o que estamos fazendo para desenvolver a arbitragem no Brasil e nos outros países.”

No tema “Coordenação no trabalho da mesa”, Fontana conversará exclusivamente com os comissários técnicos e oficiais de mesa.

“Vamos analisar com aqueles que desempenham essas duas funções casos em que a mesa precisa intervir durante a partida e como se dá a relação entre mesa e arbitragem. Mostraremos vídeos com situações em que houve problemas no jogo por ausência de intervenções mais seguras.”

No tópico “Como se comunicar” serão trabalhadas estratégias em que o árbitro tem que desenvolver para ser entendido da melhor maneira possível, com técnicos, jogadores e a mesa de controle. E finalmente, na palestra sobre “Estratégias de arbitragem moderna”, Fontana discutirá recursos e atividades que favorecem o desenvolvimento do árbitro, como a reunião pré-partida, filmagem dos jogos e estudos de casos utilizando os vídeos preparados pela comissão de arbitragem.

Geraldo Miguel Fontana, 46 anos, é o Coordenador de Arbitragem da CBB desde 2003 e esteve presente nas principais competições da FIBA, como comissário técnico e supervisor de arbitragem. Nos últimos dois anos, participou dos Jogos Olímpicos de Pequim (2008), Copa América Pré-Mundial Sub-18 masculino (Argentina/2008), Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro (2007), Torneio Pré-Olímpico das Américas (Las Vegas/2007) e o 15º Campeonato Mundial Feminino do Brasil (2006).

PROGRAMAÇÃO

Palestras de Geraldo Miguel Fontana

Domingo (dia 7 de dezembro)

12h15min – Arbitragem no Brasil: Tão longe, mas aqui tão perto
13h45min – Coordenação no trabalho da mesa
18h45min – Como comunicar?

Segunda-feira (dia 8 de dezembro)

13h15min – Estratégias de Arbitragem Moderna

OBS: Horários de Brasília

(CBB)

November 29, 2008

Geraldo Fontana faz avaliação positiva da Clínica de Arbitragem no Paraguai

Filed under: América Latina, Internacional, Seleções — Tags: , , — basketbrasil @ 8:30 am

Com a participação de 32 árbitros e oficiais de mesa da cidade de Assunção, no Paraguai, foi realizada entre os dias 24 e 26 de novembro a 1ª Clínica Internacional Eletrobrás de Arbitragem, na Universidad Americana. O evento, ministrado pelo coordenador de arbitragem da CBB e instrutor FIBA, Geraldo Fontana, foi exclusivo aos profissionais da Federação Paraguaia de Basquetebol e teve como objetivo a padronização da arbitragem através dos conceitos adotados pela FIBA em competições internacionais.

Segundo Fontana, foi possível interagir com os participantes, principalmente na análise de situações de jogo através da utilização de vídeos. O coordenador diz que a realização da clínica reflete a preocupação da FIBA Américas em qualificar profissionais de arbitragem no continente americano.

“Eu recebo suporte da FIBA Américas, que me orienta sobre a importância de desenvolver temas como controle de jogo, profissionalismo do árbitro e valorização da língua inglesa na integração da arbitragem em âmbito internacional. Nos próximos anos, a FIBA Américas vai começar a recrutar novos árbitros internacionais no continente”, conta Fontana.

O coordenador da CBB explica que o Paraguai pretende investir no crescimento do basquete local, o que pode ajudar a elevar o nível do esporte na América Latina.

“Percebi que há interesse, por parte da Federação Paraguaia, em criar condições para o desenvolvimento do basquete no país. O Paraguai está bem localizado e poderá ter o apoio dos dois países que possuem uma boa representação no cenário internacional: Brasil e Argentina. Nós, brasileiros, temos interesse em fortalecer um intercâmbio entre os dois países através de clínicas e de acampamentos.”

(CBB)

November 6, 2008

Arbitragem brasileira terá dois representantes do Campeonato Sul-Americano Sub-15 feminino

Filed under: América Latina, Internacional, Seleções — Tags: , , — basketbrasil @ 6:25 pm

A arbitragem brasileira terá dois representantes no 15º Campeonato Sul-Americano Sub-15 feminino, que começa nesta sexta-feira, em Assunção, no Paraguai. A árbitra internacional Karla Cristina Diniz, de Minas Gerais, e o coordenador de arbitragem da CBB e comissário FIBA, Geraldo Miguel Fontana, como diretor técnico da competição.

O diretor técnico é o profissional responsável por todo o campeonato. Ele supervisiona a administração da parte logística, que inclui hospedagem e transporte, a verificação dos uniformes das seleções e o encaminhamento ao Tribunal de Apelação da punição de atletas e equipes por infrações. Na área de arbitragem, o diretor elabora a escala de árbitros e promove as reuniões com a equipe de arbitragem, visando à uniformidade das decisões.

“A FIBA Américas está me dando a oportunidade de atuar nessa nova função, que me possibilita ter uma visão geral de todo o campeonato e não apenas da parte de arbitragem. Eu me sinto orgulhoso por ter sido escolhido e também seguro, pois no evento contarei com a presença do Alberto Garcia, secretário geral da FIBA Américas, e estarei em constante contato com o Anibal Garcia, diretor técnico da FIBA Américas, que me dará todo o suporte necessário. No futuro, poderei aplicar a experiência que vou adquirir no Sul-Americano nas competições realizadas pela CBB e nas Clínicas de Arbitragem Eletrobrás”, disse Fontana.

Nos últimos anos, Fontana vem recebendo treinamento da FIBA Américas para atuar como instrutor, comissário e diretor técnico em competições. Em 2008, exerceu estas funções em diversos eventos, como o Sul-Americano adulto masculino (comissário e supervisor de arbitragem), o Final Four da Liga das Américas (comissário) e os Jogos Olímpicos de Pequim (comissário técnico e supervisor de arbitragem). Fontana traz toda essa bagagem para o basquete brasileiro, como coordenador de arbitragem da CBB.

A árbitra Karla Cristina Diniz faz sua estréia como árbitra FIBA. A mineira de 32 anos foi aprovada na Clínica Internacional da FIBA Américas no mês passado e já ganhou a oportunidade de mostrar seu talento. Karla, que começou a carreira há quatro anos, está segura e determinada para atuar bem e representar com competência a arbitragem brasileira.

“Estou muito feliz por ser convocada em tão curto tempo para uma competição internacional importante. Isto é resultado do trabalho desenvolvido pela CBB e com o professor Geraldo Fontana. Graças também à Federação Mineira de Basketball, que sempre me apoiou e me deu oportunidades, como apitar campeonatos de base e adulto. É uma emoção muito grande representar meu país e meus colegas na arbitragem. Espero fazer um excelente trabalho, dentro de tudo que me foi ensinado.”

Karla começou na arbitragem em 2004 e sua carreira está evoluindo rapidamente. Em 2007, se tornou árbitra nacional e um ano depois entrou para o seleto quadro da FIBA. Para o Sul-Americano, Karla, que trabalha com Educação Física, se dedica com seriedade para entrar em quadra sempre bem preparada.

“Faço treinamento físico constante e estou sempre em forma. Como atuo no Campeonato Nacional feminino 2008, estou em atividade constante. Além disso, procuro ter sempre uma alimentação balanceada e continuo estudando inglês e espanhol.”

Karla Cristina Gonçalves Diniz

Data de nascimento: 3/6/1976
Naturalidade: Sete Lagoas/MG
Profissão: Profissional de Educação Física
Árbitra desde 2004
Árbitra nacional desde 2007
Árbitra internacional desde outubro de 2008

Principais competições:

Olimpíadas Escolares – 12 a 14 anos e 15 a 17 anos (2004 a 2006), Olimpíadas Escolares 12 a 14 anos (2007 e 2008), 16º Campeonato Brasileiro Infanto Feminino – Grupo 4 (Xaxim/2007), 57º Campeonato Brasileiro Juvenil Masculino – Divisão Especial (Joinville/2007), Campeonato Nacional Feminino (desde 2005) e Campeonato Nacional Masculino (2008).

(CBB)

October 26, 2008

NBA aprova replay para tirar dúvida de arbitragem em lances polêmicos

Filed under: Conferência Leste, Conferência Oeste, Extraquadra, NBA — Tags: — basketbrasil @ 2:01 pm

Da Folhapress
Em São Paulo

A direção da NBA aprovou o uso de replay para que a arbitragem tire dúvida em lances mais polêmicos. A iniciativa foi aprovada pelos dirigentes das franquias durante sua reunião anual, celebrada em Nova York.

Pela nova regra, que valerá a partir da temporada que começa na terça, a arbitragem poderá rever jogadas em que tenha que determinar se um arremesso foi de dois ou de três pontos.

O recurso eletrônico também será utilizado para determinar se uma falta foi cometida sobre o adversário antes ou depois da linha de três pontos.

Técnicos crêem que a mudança irá diminuir o índice de erros. “É realmente um aspecto importante [o uso do recurso eletrônico]“, opinou Phil Jackson, do Los Angeles Lakers.

Na reunião dos proprietários das equipes também ficou decidido que os juízes poderão fazer uso do replay para corrigir falhas do cronômetro nos segundos finais de cada período.

Essa mudança foi uma reação das franquias a um lance polêmico ocorrido no segundo confronto das semifinais do Leste, entre Detroit e Orlando, na última temporada.

No final do terceiro quarto, Chauncey Billups, do Detroit, recolocou a bola em jogo com o relógio marcando pouco mais de cinco segundos para o fim.

O problema é que o cronômetro parou em quatro segundos. O armador conduziu a bola e acertou a cesta. Apesar de uma marcação informal feita pela TV ter mostrado que o tempo já havia sido finalizado, a cesta foi validada. O Detroit venceu a partida por 100 a 93 e o mata-mata por 4 a 1.

O sistema aprovado agora pela direção da NBA já é utilizado em outras modalidades.

No tênis, os atletas podem pedir a revisão de até três bolas polêmicas por set. O árbitro reavalia o lance pelo telão e pode reconsiderar sua decisão.

No futebol americano o juiz tem autonomia de rever os lances. O problema, para o basquete, é que muitas vezes tais paralisações atrasam a partida.

“Isso demanda talvez 15 minutos extras nas partidas [de futebol americano]. Claro que isso seria preocupante para nós”, teme Phil Jackson.

(UOL Esporte)

October 25, 2008

NBA expande utilização de vídeos pela arbitragem

Filed under: Extraquadra, NBA — Tags: — basketbrasil @ 11:35 am

A NBA vai expandir a utilização de vídeos pelos árbitros durante as partidas. Nesta quinta-feira, foi confirmado que a arbitragem poderá assistir ao replay de uma jogada para determinar se o arremesso foi feito ou não da linha de três pontos, assim como para saber se uma falta foi cometida antes ou não da mesma linha.

Os vídeos também poderão ser utilizados na ocasião do cronômetro sofrer algum tipo de problema nos segundos finais do jogo. Dessa forma, os árbitros poderão avaliar se um arremesso foi realizado ou não antes do tempo terminar.

“Acho que isso será muito importante nos segundos finais dos jogos”, disse o técnico Phil Jackson, do Los Angeles Lakers, de acordo com a revista americana Sports Illustrated.

A temporada 2008/2009 da NBA começa na próxima terça-feira com a realização de três jogos. O Cleveland Cavaliers enfrenta o atual campeão Boston Celtics. O Milwaukee Bucks recebe o Chicago Bulls e o Portland Trail Blazers mede forças com o Los Angeles Lakers.
 
(Lancepress!/Terra)

October 22, 2008

Brasil tem três novos árbitros internacionais no quadro da Fiba

Filed under: América Latina, Internacional, Seleções — Tags: , , — basketbrasil @ 6:03 pm

Flávia Renata Almeida (PR), Karla Cristina Gonçalves Diniz (MG) e Vander Lobosco Nunes Júnior (RJ) são os novos árbitros internacionais do Brasil no quadro da Federação Internacional de Basketball (FIBA). Os três foram aprovados na Clínica Internacional de Arbitragem da FIBA Américas, realizada no início deste mês em Montevidéu, no Uruguai. Com isso, o Brasil passa a ter 17 árbitros no quadro da entidade máxima do basquete. Os candidatos fizeram testes físicos, avaliação teórica com 25 questões, prova prática com mecânica de dois e de três árbitros, além de uma entrevista.

A temporada 2008 foi bastante proveitosa para Flávia Renata Almeida, de 27 anos. Depois de se tornar a primeira árbitra a apitar uma final do Campeonato Nacional masculino, a paranaense deu mais um passo importante na carreira, agora internacional.

“Estou muito feliz. Arbitrar é uma paixão e me dedico a melhorar sempre nessa carreira. A prova foi difícil, mas estava bem preparada. As clínicas, acampamentos e avaliações que o Geraldo Fontana (coordenador de arbitragem da CBB e comissário FIBA) ministra nos ajudam demais a evoluir e nos prepararam muito bem para essa prova. As situações de jogo que a gente já viu com o Fontana, as provas em inglês que ele aplica, tudo isso nos deu uma bagagem fundamental para alcançar o sonho de ser árbitro internacional”, disse Flávia.

Já o carioca Vander Lobosco Júnior traz no sangue e no sobrenome a aptidão para a arbitragem. O pai, ex-árbitro internacional de mesmo nome, aconselhou o filho quando este optou pela mesma profissão: “Se quiser continuar, não seja um soprador de apito, seja um árbitro e seja profissional”, disse. A mais recente conquista de Vander prova que ele ouviu o pai com atenção.

“O mundo que tenho à frente é muito grande e competitivo. Espero participar de competições internacionais e obter êxito, pois a arbitragem brasileira é bem conceituada no cenário mundial. Por isso, minha preparação é constante. Sigo uma planilha de treinamento elaborada por mim, com musculação, corrida e cuidados com a alimentação. Nos dias de hoje, também é fundamental o conhecimento de idiomas, então estou me dedicando a esses estudos no momento. Agradeço muito à minha família, à Federação do Rio, à CBB e, em especial, ao Fontana, que se dedicou à minha preparação”, afirmou Vander.

Karla Cristina Gonçalves Diniz, de 32 anos, já vai estrear, no mês que vem, em uma competição internacional: vai apitar o Campeonato Sul-Americano Sub-15 feminino em Assunção, no Paraguai. A mineira está radiante com as novas oportunidades de trabalho.

“Não tenho palavras, estou muito feliz. Conquistei um objetivo importante e minha responsabilidade cresceu. São coisas novas que estão acontecendo na minha vida e que me deixam muito satisfeita. Tanto a CBB quanto o professor Fontana contribuíram muito para esse resultado. Posso afirmar que o trabalho desenvolvido nas Clínicas e Acampamentos de Arbitragem Eletrobrás vem produzindo excelentes resultados”, comentou Karla.

Os presidentes das Federações também estão orgulhosos com a conquista de seus árbitros.

“Esse resultado representa o esforço de uma geração mais jovem que está vindo para conquistar seu espaço no quadro de arbitragem do Brasil. Em Minas Gerais, temos um histórico de bons árbitros e estamos procurando pessoas que tenham aptidão para a arbitragem. A Karla se dedicou bastante. O resultado é merecido e é também um estímulo aos que estão começando, pois vêem que é possível chegar lá. E é disso que a arbitragem precisa: renovação e novos talentos”, disse Márcio Pinto, presidente da Federação Mineira de Basketball.

“É um retorno que vem somar ao objetivo da Federação de qualificar a arbitragem no Paraná, seguindo o exemplo da CBB. Fizemos uma Clínica de Arbitragem Eletrobrás muito positiva com a CBB. Os cursos de capacitação regionais servem para dar qualidade aos nossos árbitros, além de prepará-los para atuar em âmbito nacional e internacional. A Flávia se dedicou bastante e, nesse momento, serve como um espelho para os mais novos, que também podem alcançar esse objetivo”, afirmou Amarildo Rosa, presidente da Federação Paranaense de Basketball.

“É uma conquista muito importante para o Rio de Janeiro, pois representa o sucesso da nova safra de árbitros brasileiros. O Vander já vinha demonstrando um excelente desempenho como árbitro e nós ficamos muito felizes com essa conquista dele. Já há algum tempo o Rio de Janeiro não conseguia formar um árbitro internacional. Para mim, é uma honra que ele tenha alcançado esse resultado na minha gestão”, opinou Álvaro Almeida, presidente da Federação de Basquetebol do Estado do Rio de Janeiro.

Flávia Renata Almeida

Data de nascimento: 31/8/1981
Naturalidade: Apucarana/PR
Profissão: Professora de Educação Física da Rede Estadual e da Universidade Estadual de Londrina
Árbitra desde: 2001
Árbitra nacional desde: 2007
Principais competições:
Nacional feminino 2007 (15 jogos da fase de classificação, dois das quartas-de-final, uma semifinal, além do primeiro e quinto confrontos da final)
Nacional masculino 2008 (oito jogos da fase de classificação, três das quartas-de-final e a primeira partida da final), final das Olimpíadas Escolares (Poços de Caldas/2008)

Karla Cristina Gonçalves Diniz

Data de nascimento: 3/6/1976
Naturalidade: Sete Lagoas/MG
Profissão: Profissional de Educação Física
Árbitra desde: 2004
Árbitra nacional desde: 2007
Principais competições: Olimpíadas Escolares – 12 a 14 anos e 15 a 17 anos (2004 a 2006), Olimpíadas Escolares 12 a 14 anos (2007 e 2008), 16º Campeonato Brasileiro Infanto feminino – Grupo 4 (Xaxim/2007), 57º Campeonato Brasileiro Juvenil masculino – Divisão Especial (Joinville/2007), Campeonato Nacional feminino (desde 2005) e Campeonato Nacional masculino (2008)

Vander Lobosco Nunes Júnior

Data de nascimento: 24/9/1975
Naturalidade: Rio de Janeiro
Profissão: professor de Educação Física
Árbitro desde: 2001
Árbitro nacional desde: 2007
Principais competições: Campeonato Brasileiro Infanto feminino (Florianópolis/2001), Campeonato Infanto feminino 2002 (São João da Boa Vista/2002), Copa Eletrobrás feminina de clubes (2004), Jogos da Juventude (2005), Campeonato Brasileiro Infanto feminino (Caxias do Sul/2007), Olimpíadas Escolares (Poços de Caldas/2008), Campeonato Estadual do Rio de Janeiro (desde 2001) e Campeonatos Nacionais masculino e feminino (desde 2004).

Árbitros brasileiros no Quadro da FIBA

Carlos Henrique Ramos, Carlos Renato dos Santos, Cristiano Jesus Maranho, Enaldo Batista de Souza, Fabio Kover, Fatima Aparecida da Silva, Fernando Serpa Oliveira, Flavia Renata de Almeida, Francisco Ferreira Lima Filho, Jonas de Carlo Pereira, Karla Diniz, Marco Antonio de Matos Ferreira, Marcos Fornies Benito, Mauricio Antunes, Sergio de Jesus Pacheco, Tatiana Lidia Steigerwald e Vander Lobosco Nunes Jr.

(CBB)

October 8, 2008

Coordenador de arbitragem da CBB e comissário Fiba Geraldo Fontana fará palestra para árbitros em Portugal

Filed under: América Latina, Europa, Internacional — Tags: , , , , — basketbrasil @ 6:33 pm

O coordenador de arbitragem da CBB e comissário FIBA, Geraldo Fontana, será o palestrante convidado da XVI Clínica Internacional, que acontecerá na região de Leiria, em Portugal, nos dias 7 e 8 de dezembro. Organizado pela Associação Nacional de Juízes de Basquetebol (ANJB), de Portugal, o evento é anual e obrigatório para árbitros que atuam no campeonato nacional do país. Fontana recebeu o aval da FIBA e da FIBA Américas para participar da Clínica, a primeira internacional de sua carreira como palestrante convidado.

“O objetivo é falar da minha experiência como comissário FIBA, instrutor nacional da FIBA Américas e coordenador de arbitragem da CBB. Quero mostrar a realidade do nosso continente. Nos anos anteriores, os palestrantes convidados sempre foram europeus. O fato de terem me escolhido dessa vez mostra que eles estão interessados em saber o que está acontecendo no nosso basquete”, analisa Fontana.

Durante a palestra, Fontana irá abordar, entre outros assuntos, sua participação nos Jogos Olímpicos de Pequim (China/2008), onde atuou como comissário técnico e supervisor de arbitragem das partidas de basquete. Nos últimos dois anos, o coordenador de arbitragem da CBB já havia desempenhado as duas funções nas principais competições da FIBA, como o 15º Campeonato Mundial feminino do Brasil (2006), Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro (2007), Torneio Pré-Olímpico das Américas (Chile/2007) e Copa América/Pré-Mundial Sub-18 masculino (Argentina/2008).

“Toda experiência é um aprendizado. Eu vou lá para compartilhar a minha experiência e também para aprender com eles. A expectativa é muito grande, principalmente pelo apoio que estou recebendo da FIBA e da FIBA Américas, que estão acreditando no meu trabalho e no da CBB”, ressalta Fontana.

(CBB/Eletrobrás)

October 3, 2008

Relatório afirma que outros árbitros não ajudaram Tim Donaghy no esquema de apostas

Filed under: Extraquadra, NBA — Tags: , , — basketbrasil @ 3:45 pm

(Terra)

Michael S. Schmidt
 
A investigação de 14 meses que a NBA, a liga de basquete profissional dos Estados Unidos, conduziu sobre alegações de que alguns de seus árbitros estavam envolvidos em esquemas de apostas concluiu que nenhum outro árbitro além de Tim Donaghy havia feito apostas em jogos do campeonato, fornecido informações privilegiadas a apostadores, e nem manipulado ou alterado resultados de partidas.

No entanto, a investigação constatou que diversos árbitros haviam violado as regras da NBA sobre jogos de azar ao fazer apostas com amigos durante partidas de golfe ou jogar cartas em cassinos. As regras quanto a essas práticas foram recentemente relaxadas.

Donaghy começou a servir uma sentença de prisão de 15 meses em 23 de setembro, por seu envolvido em um esquema de apostas no qual ele era pago para determinar os vencedores de jogos da NBA e fornecer informações privilegiadas a apostadores.

Em junho, Donaghy acusou a NBA de manipular os resultados de partidas, e o comissário da organização, David Stern, apontou Lawrence Pedowitz, um ex-promotor público federal, para conduzir uma investigação quanto às alegações. Pedowitz e sua equipe de investigadores estudaram cada uma das acusações e, como as autoridades federais, não foram capazes de substanciar qualquer das alegações de Donaghy no sentido de que os resultados de jogos haviam sido manipulados.

“Não descobrimos provas de que a liga solicitou a árbitros que apitassem jogos de maneira a favorecer determinadas equipes ou jogadores”, afirma o relatório.

Uma revisão de 17 partidas quanto às quais Donaghy havia fornecido palpites sobre vencedores aos apostadores, na temporada 2006/7, não apresentou quaisquer provas de que ele tenha manipulado os resultados dos jogos, de acordo com o relatório.

Podowitz recomendou diversas medidas que a NBA deveria tomar para impedir que jogadores e árbitros apostassem em jogos, entre as quais abrir mais o acesso dos torcedores e da imprensa aos juízes e criar uma linha para denúncias telefônicas anônimas sobre irregularidades vinculadas a apostas.

Stern, em entrevista coletiva telefônica na quinta-feira, disse que havia acatado as recomendações. “Estamos determinados a desmistificar o processo e a compartilhar com a mídia, e portanto com os torcedores, as instruções de arbitragem, as informações mais específicas, e com isso inevitavelmente as revelações sobre erros cometidos”, disse Stern.

Pedowitz e os investigadores estudaram quatro alegações específicas que Donaghy fez às autoridades federais sobre manipulação de jogos por árbitros e dirigentes do basquete profissional.

A mais explosiva das acusações se referia à manipulação do resultado do jogo série na série semifinal entre Sacramento Kings e Los Angeles Lakers, em 2002. Em documentos judiciais apresentados antes do terceiro jogo das finais da NBA, em junho, o advogado de Donaghy afirmou que os árbitros da partida haviam manipulado o resultado de maneira a forçar um sétimo jogo na série e elevar as vendas de ingressos e a audiência de televisão. O Lakers venceu o jogo seis, o jogo sete e depois conquistou o título.

Pedowitz entrevistou os árbitros da partida e outros funcionários da NBA sobre as alegações e solicitou uma revisão oficial do jogo por especialistas em arbitragem que trabalham diretamente para Stern.

“O jogo foi mal arbitrado, na opinião dos especialistas que o revisaram”, afirma o relatório. Mas aponta que, entre as 15 marcações incorretas, ou irregularidades que passaram sem marcação, oito favoreceram os Lakers e sete os Kings. “Não vimos ou recebemos provas conclusivas ou argumentação lógica que sustente a as alegações de Donaghy sobre a partida”, afirma o relatório.

A investigação de Pedowitz foi prejudicada pela falta de cooperação de Donaghy. Depois de inicialmente se oferecer para conversar com funcionários da NBA, Donaghy se recusou a falar com Pedowitz, porque Stern repetidas vezes definiu o ex-árbitro como traidor e o acusou de inventar informações sobre manipulação de jogos, disse o advogado de Donaghy.

Stern acusou Donaghy de inventar uma história sobre como os árbitros decidiram o resultado de um jogo de playoff, na esperança de, com isso, conseguir sentença mais branda.

“Minha preocupação é que o escritório de advocacia encarregado da investigação respondia diretamente a David Stern, em lugar de conduzir uma investigação verdadeiramente independente”, disse John Lauro, o advogado de Donaghy.

Stern promoveu diversas mudanças no programa de arbitragem. Antes da temporada 2007/08, ele relaxou as regras que proibiam árbitros de jogar em cassinos porque era impossível aplicá-la, e disse que não puniria os juízes por passadas violações da norma.

Ao mesmo tempo, ele mudou a escalação de árbitros, que costumava ser mantida em segredo até o início do jogo e agora será anunciada pela manhã.

Em julho, a NBA contratou Ronald Johnson, um general reformado do exército, para comandar seu departamento de arbitragem.

Stern disse que Pedowitz revisaria o programa de arbitragem da NBA no início da temporada 2008/09, para garantir que este “esteja de acordo com suas recomendações e aspire aos mais elevados níveis de integridade”.

“Atividades criminais existem em qualquer parte do mundo, e é impossível garantir que não aconteçam no esporte”, disse Stern. “Mas teremos o mais eficiente sistema já adotado”, completou.

O comissário acrescentou que “sempre soubemos que os jogos de azar continuam a crescer, no país e no mundo, e que teremos de continuar tratando da questão de modo a decidir quanto as vantagens que apostadores tentam obter devem ser combatidas pela divulgação pública de informação ou outras medidas que tentaremos implementar”.

Tradução: Paulo Migliacci

The New York Times

October 2, 2008

Relatório da NBA diz que apenas Donaghy apostou e recomenda mais transparência

Filed under: DESTAQUES, Extraquadra, NBA — Tags: , , — Adriano Albuquerque @ 4:43 pm

O esperado relatório das investigações internas realizadas pela NBA sobre seu programa de arbitragem foi divulgado nesta quinta-feira (2/10). As investigações não acharam nenhuma evidência de atividades ilegais por parte de árbitros, exceto o condenado Tim Donaghy, mas recomendou uma série de mudanças para monitorar envolvimentos com apostas e a integridade do jogo de basquete da liga.

O documento foi compilado pelo ex-promotor federal Lawrence Pedowitz durante 14 meses, a pedido da liga, e pede pela criação de uma “cultura de concordância” e de um monitoramento de atividades suspeitas mais dedicado.

Pedowitz fez três recomendações à liga: criar uma linha direta para levantar, anonimamente, suspeitas sobre apostas e questões sobre a integridade do jogo; disponibilizar todas as reclamações que a liga receber sobre os ábritros a ambos os times para evitar suspeitas de favorecimento - começando nos playoffs de 2008-09; e tornar os árbitros mais acessíveis tanto aos torcedores quanto à mídia. Outra recomendação é que os jogadores passem por aulas obrigatórias sobre apostas e jogos ilegais. “Acreditamos que apostas podem expor os jogadores e a liga a riscos significativos, e por isso é importante que os jogadores aprendam sobre estes riscos”, diz um trecho do relatório.

“Estas medidas são um início, não um fim. Nós sabemos que o sucesso da NBA depende da integridade de nosso esporte e de uma competição que permita as equipes vencerem baseadas em suas próprias atuações e habilidades. Nós não esperamos nada menos de nossos árbitros do que o mais alto nível de exatidão, profissionalismo e integridade”, disse o comissário da NBA, David Stern, em um comunicado após a divulgação do relatório.

Foi o próprio Stern que pediu pela realização da investigação no ano passado, após o ex-árbitro Donaghy ser acusado de apostar em jogos que apitou e dar informações de bastidores a apostadores associados. Donaghy está atualmente servindo sua sentença de 15 meses após se declarar culpado das acusações. O relatório está de acordo com as próprias investigações do governo federal, de que não houve evidência de que Donaghy fez alguma marcação que afetou o resultado de jogos, após estudar seu trabalho em 17 partidas, 16 delas na temporada 2006-07, em que acreditava-se que o ex-árbitro havia feito apostas.

September 8, 2008

Geraldo Fontana valoriza experiência como diretor e comissário técnico de arbitragem no Centrobasket no México

Filed under: América Latina, Internacional — Tags: , , , — basketbrasil @ 7:06 pm

Rio de Janeiro — O coordenador de arbitragem da CBB e comissário FIBA, Geraldo Fontana, foi o diretor técnico do Campeonato CentroBasket masculino, realizado de 27 e 31 de agosto, no México. A competição classificou as equipes de Porto Rico, Ilhas Virgens e República Dominicana para a Copa América / Pré-Mundial de 2009. Fontana desempenhou a função na sede de Chetumal, enquanto Aníbal Garcia, diretor técnico da FIBA Américas, estava em Cancún. O diretor é o responsável por toda competição, administrando diversas áreas, para que tudo ocorra corretamente.

“Um diretor técnico coordena o congresso técnico, supervisiona a administração da parte logística, como hospedagem e transporte, verifica os uniformes das seleções e encaminha ao Tribunal de Apelação a punição de atletas e equipes por infrações. Na área de arbitragem, o diretor elabora a escala de árbitros e promove as reuniões com a equipe de arbitragem, visando à uniformidade das decisões”, disse Geraldo.

Segundo Fontana, o trabalho como diretor técnico é uma experiência riquíssima, na qual é possível adquirir vários conhecimentos sobre diversas áreas e atividades.

“Como diretor, aprendemos a gerenciar um evento. Precisamos sempre estar atentos a todos os detalhes que fazem uma competição ter sucesso. Foi muito gratificante trabalhar em um Campeonato com uma infra-estrutura impecável em todos os aspectos. A FIBA Américas fez um excelente trabalho e a presença do Secretário Geral, Alberto Garcia, nos dois primeiros dias de jogos em Chetumal, foi fundamental na orientação que deveríamos seguir como diretor nesta sede. Também tive a oportunidade de trabalhar com o instrutor da Fiba Américas, o porto-riquenho Alvin Boria, formando uma equipe que me fez aprender bastante. Foi a segunda vez que atuei nesta função. A primeira foi na Copa América / Pré-Mundial Sub-18 feminina da Argentina, em julho. Fico feliz em fazer parte desse treinamento e agradeço o apoio da CBB nesse processo de desenvolvimento e evolução do trabalho.”

Na área específica da arbitragem, o diretor técnico dirigiu as reuniões com uma equipe de 14 árbitros da competição, incluindo o brasileiro Sérgio Pacheco.

“Nessas reuniões, analisamos diversas situações de jogo, enfatizando temas como falta antidesportiva, resolução de conflitos, mecânica de arbitragem e controle do banco de reservas. O objetivo é que cada árbitro possa promover uma análise pessoal de seu desempenho, buscando a padronização e um melhor julgamento na tomada de decisões.”

Paralelamente à atividade de diretor técnico, Fontana atuou também como comissário técnico, que coordena as atividades entre a mesa de controle e os árbitros. Sentado entre o apontador e o cronometrista, o comissário é quem auxilia os árbitros e mesários em momentos difíceis da partida. Segundo Fontana, é preciso muito conhecimento das regras e agilidade nas decisões.

“O comissário técnico dá suporte à equipe de arbitragem quando há qualquer dúvida de regras, interpretações, controle de tempo no cronômetro de jogo e no aparelho de 24 segundos. É importante tomar decisões rápidas que sejam positivas para o desenvolvimento da partida.”

Fontana acrescenta que, nos últimos anos, vem recebendo treinamento da FIBA Américas como instrutor, comissário e, agora, como diretor técnico em competições. Só em 2008, atuou na Copa América Sub-18 feminina (diretor técnico) e masculina (comissário), Sul-Americano adulto masculino (comissário e supervisor de arbitragem), Final Four da Liga das Américas (comissário) e nos Jogos Olímpicos de Pequim (comissário técnico e supervisor de arbitragem). Fontana traz toda essa bagagem para o basquete brasileiro, como coordenador de arbitragem da CBB.

“Essa experiência internacional que adquiri nos últimos anos tem sido fundamental para o desenvolvimento e evolução do meu trabalho no Brasil. Além disso, coloco em prática esse aprendizado na arbitragem brasileira, nas clínicas Eletrobrás e nas competições nacionais.”

(CBB/ELETROBRÁS)

September 6, 2008

Para dono do Detroit, escândalo da arbitragem é ainda maior que o caso Tim Donaghy

Filed under: Conferência Leste, Extraquadra, NBA — Tags: , , , — basketbrasil @ 7:45 pm

Detroit (EUA) - Aos 85 anos, o proprietário do Detroit Pistons não economizou palavras ou críticas à situação da arbitragem na NBA. Em entrevista ao jornal Detroit Free Press, Bill Davidson garantiu que o caso de Tim Donaghy é apenas um entre muitos.

“Quando determinados árbitros apitam seu jogo, você já sabe que vai perder”, afirmou sem rodeios. “Não deveria ser assim”.

Durante 13 temporadas, Donaghy foi o árbitro da NBA, participando de 20 jogos de playoffs da liga profissional. Em julho de 2007, ele se afastou da função pouco antes de virem a público as notícias de que estava sendo investigado pelo FBI pela suspeita de apostar nos jogos que ele mesmo apitava e de interferir no resultado dos mesmos.

Um mês depois, Donaghy admitiu sua culpa nas acusações e em julho deste ano foi condenado a 15 meses de detenção. Pivô de toda a polêmica, ele declarou que não estava sozinho no esquema e que mesmo nomes grandes da NBA também estariam envolvidos no problema.

Apesar dos desmentidos do comissário da Liga, David Stern, Davidson concorda com o ex-árbitro. “(Donaghy) é apenas a ponta do iceberg do que acontece com os árbitros”, declarou, afirmando que a final de 1988 foi marcada por irregularidades. “Eu já estava do lado de Stern para receber o troféu de campeão, quando apitaram a falta de Bill Laimbeer sobre Kareem (Abdul Jabbar). Bill defendeu direito, mas Hugh Evans apitou falta. (…) Não vou dizer que o árbitro apostou, mas aquilo foi inexplicável!”, desabafou. “E isto nos custou um campeonato que era nosso”.

Até hoje, a polêmica ronda aquela final, que poderia ter sido decidida no sexto jogo. A suposta falta de Laimbeer deu a Jabbar dois lances livres devidamente convertidos e que garantiram a vitória ao Los Angeles Lakers, que forçaram o sétimo jogo e acabaram conquistando o campeonato.

(Gazeta Esportiva)

August 22, 2008

Árbitro brasileiro Sérgio Pacheco vai apitar Centrobasket masculino no México

Filed under: Basquete masculino, Nacional — Tags: , , , — basketbrasil @ 9:06 pm

A arbitragem brasileira estará presente no Torneio Centrobasket masculino. O árbitro internacional Sérgio de Jesus Pacheco foi indicado pela FIBA Américas para atuar na competição, que será disputada no México, de 27 a 31 deste mês. O Centrobasket (campeonato da América Central) é classificatório para a Copa América/Pré-Mundial de 2009. Sérgio Pacheco, que é árbitro internacional desde 1996, participou de várias competições importantes nos últimos anos, incluindo duas edições dos Jogos Pan-Americanos (Winnipeg/1999 e Rio de Janeiro/2007) e quatro Campeonatos Mundiais. Em 2006, Pacheco apitou a final do Mundial adulto feminino do Brasil, entre Austrália e Rússia. Para o árbitro, participar do Centrobasket será mais uma ótima experiência para sua carreira.

“Será minha segunda participação no Centrobasket. Na edição passada (2006), apitei a final entre Panamá e Ilhas Virgens. Ser convocado para qualquer evento internacional é sempre um orgulho para mim e mais uma prova da qualidade da arbitragem brasileira. Mais uma vez tenho ótima oportunidade na carreira e espero representar bem o meu país”, disse Pacheco.

Sérgio de Jesus Pacheco

Nascimento: 04/04/1965
Profissão: Funcionário público
Primeira competição oficial: Campeonato Paulista (1988)
Principais campeonatos internacionais: Campeonato Mundial Juvenil Feminino (Brasil/1997); Campeonato Mundial Adulto Feminino (Alemanha/1998); Campeonato Centro-Sul Americano (Venezuela), Campeonato Pan-Americano Interclubes (Argentina/1997); Campeonato Sul-Americano de Clubes (várias cidades), Jogos Pan-Americanos de Winnipeg (Canadá/1999); Copa América Pré-Mundial Sub-21 Masculino (Brasil/2000); Copa América Pré-Mundial Adulto Masculino (Argentina/2001); Curso para os jogadores da NBA que formaram a seleção olímpica dos Estados Unidos (Nova Iorque/2004); Torneio Super Four (Argentina/2001); Goodwill Games (Austrália/2001), Campeonato Mundial Sub-21 Masculino (Argentina/2005), Centrobasket Masculino (Panamá/2006), Campeonato Mundial Adulto Feminino (Brasil/2006), Jogos Pan-Americanos (Rio de Janeiro/2007); Universíade (Tailândia/2007); Liga das Américas (2007/2008); e Liga Sul-Americana (2008).

(CBB/ELETROBRÁS)

 

 

August 21, 2008

Fátima Aparecida representa a arbitragem feminina brasileira nos Jogos de Pequim

Filed under: Basquete Feminino, Entrevistas, Nacional — Tags: , , , , — basketbrasil @ 7:44 pm

Há vinte anos, Fátima Aparecida dos Santos entrou em um mundo predominantemente masculino: o da arbitragem. Enfrentou preconceitos, superou barreiras e hoje colhe os frutos de duas décadas de trabalho e dedicação. Fátima é uma das seis árbitras presentes nos Jogos Olímpicos de Pequim. Essa paulista de 41 anos já participou de importantes competições internacionais, sendo quatro Campeonatos Mundiais: Sub-21 feminino (Croácia/2003), Interclubes (St. Petersburg/2004), Adulto feminino (Brasil/2006) e Sub-19 feminino (Eslováquia/2007). No ano passado, Fátima atuou nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro. Confira a entrevista com ela publicada nesta quinta-feira no site da CBB:

Você fez alguma preparação especial para os Jogos Olímpicos?

Mantive meus treinamentos físicos, os quais foram um pouco mais intensificados no final, devido à proximidade da competição. Continuei com as aulas de inglês, assisti aos jogos do Torneio Pré-Olímpico, tanto feminino quanto masculino, e arbitrei os jogos do Campeonato Paulista.

Qual a rotina de um árbitro durante a Olimpíada?

Cada um coordena seu dia, conforme a escala. Neste aspecto a rotina é livre. Quando o dia é livre ou o jogo é mais tarde, geralmente saímos para passear pela cidade. Alguns ficam no hotel, desfrutando da academia e da piscina e outros ficam em seus quartos. Chegamos ao ginásio cerca de uma hora e meia antes das partidas. Temos reunião à noite onde são analisadas algumas situações dos jogos do dia anterior e até do mesmo dia. A participação não é obrigatória, mas o grupo tem comparecido.

O que está achando da China?

Desde o primeiro minuto que cheguei aqui, observei que eles se prepararam demais para a realização deste evento. É tudo muito organizado. A preocupação com segurança é constante e estamos sempre passando por detectores de metais e sendo revistados ao entrarmos nos ginásios. No entanto, tudo ocorre de maneira muito educada e no final sempre nos agradecem pela cooperação. A dificuldade maior tem sido nos restaurantes e nos táxis, pois nem sempre as pessoas falam inglês ou outro idioma.

Como se tornou árbitra de basquete?

Joguei basquete por muito tempo, depois durante o primeiro ano da faculdade de Educação Física, resolvi parar de jogar. Para não ficar longe da modalidade, fiz o Curso de Arbitragem da Federação Paulista. No primeiro curso, com Antonio Carlos Affini, em 1986, me formei oficial de mesa. Em 1997, com Geraldo Miguel Fontana, me tornei oficial de quadra. Resolvi ser árbitra inspirada nas atuações da Elisabete Ferraciolli e da Tatiana Steigerwald.

Cite as características para um bom árbitro.

Conhecimento das regras, condicionamento físico, consistência e concentração durante os jogos. Acho que é necessário saber ler o contexto do que acontece dentro e fora da quadra. Ter humildade também é muito importante. O árbitro não é o dono da verdade. Tentamos minimizar os erros, mas às vezes falhamos e saber reconhecer isso é importantíssimo, para podermos aprender com as falhas e evitar repeti-las.

A arbitragem feminina brasileira é bem vista no mundo?

Gradativamente, fomos conquistando espaço, com nosso trabalho, o qual foi iniciado com a Márcia Ferreira (RS). Desde então, com a formação de outras árbitras internacionais, tivemos oportunidade de estarmos presentes em várias competições. Sendo assim, acredito que nos vêem com capacidades e qualidades importantes, no desenvolvimento da arbitragem.

Como você vê a evolução da arbitragem feminina brasileira no país e no mundo?

Tanto dentro do Brasil, como no mundo, ainda somos um número reduzido de mulheres neste segmento. Gradativamente, o número tem aumentado, pois a formação de árbitras tem sido solicitada aos países pela FIBA. O caminho é longo, mas já há uma porta aberta, diferente de doze anos atrás. Há que se dar continuidade no trabalho e propiciar o aparecimento e a evolução de novas árbitras, como tem sido feito pelas federações estaduais e pela Confederação Brasileira de Basketball, sob a coordenação do Geraldo Fontana, comissário FIBA e coordenador de arbitragem da CBB.

Você enfrentou preconceito no início da carreira?

Como tudo que é novo enfrenta resistência, não foi diferente conosco. No início ouvimos várias vezes: “O que vocês estão fazendo aqui? Lugar de mulher é em casa. Vai esquentar a barriga no fogão e esfriar no tanque”. A superação veio com o fortalecimento do grupo, com a constatação de que estávamos lá para ficar e que não era um momento passageiro. Com a evolução dos nossos conhecimentos técnicos da arbitragem, demonstramos que, com capacidade e conhecimento, independente do sexo, seria possível ser oficial de quadra. E aqui estamos até o momento. Também contamos com o apoio da Federação Paulista de Basketball e da CBB, que acreditaram no nosso trabalho, potencial e nos possibilitou evoluirmos. Não posso deixar de citar minha mãe, que me auxiliou bastante, dando-me apoio constante e me fortalecendo nos momentos mais difíceis.

August 19, 2008

Cristiano Maranho realiza sonho de representar a arbitragem brasileira nas Olimpíadas

Filed under: Basquete masculino, Entrevistas, Nacional — Tags: , , , — basketbrasil @ 9:25 pm

Aos 34 anos, o árbitro internacional Cristiano de Jesus Maranho está realizando o sonho de qualquer profissional do esporte: participar de uma Olimpíada. Na primeira fase dos Jogos Olímpicos, Maranho apitou todos os dias, atuando nas competições feminina e masculina. Há dez anos no quadro de árbitros da FIBA, Maranho atuou em importantes eventos internacionais como Campeonato Mundial Júnior masculino (Grécia - 2003), Campeonato Mundial Sub-21 masculino (Argentina - 2005), Campeonato Mundial adulto masculino (Japão - 2006) e Jogos Pan-Americanos (Rio de Janeiro - 2007), entre outros. Confira a entrevista dada pelo árbitro ao site da CBB: 

Como é a sensação de estar em uma Olimpíada?

É uma emoção enorme, pois representar a arbitragem brasileira é muito importante para qualquer árbitro. Fico muito feliz com o reconhecimento do meu trabalho, pela CBB e também pela FIBA.

Você fez alguma preparação especial para a competição?

Sim, me preparei fisicamente porque tivemos uma avaliação física na China antes de começar os Jogos Olímpicos. E também estudei inglês um pouco mais, por ser o idioma oficial da competição.

Como você lida com a responsabilidade de apitar partidas tão importantes?

Preparando-me o melhor possível e com a mesma seriedade que apito nosso campeonato nacional, que é a base para ser chamado para competições internacionais deste nível.

O que está achando da China?

É um país cujo povo é muito hospitaleiro e também tem um clima igual ao nosso, por isto é fácil se adaptar. O único problema é a poluição que é muito grande.

Por que, como e quando decidiu ser árbitro de basquete?

Eu jogava basquete na minha cidade (Jandaia do Sul/PR). Quando o time acabou, o meu técnico, que também era árbitro de basquete, me convidou para apitar na Federação. Como eu gostava muito de basquete e não era um jogador tão bom assim para seguir carreira, decidi aceitar. Foi em 1995 e, um ano depois, já era árbitro nacional. Em 1998 eu fui aprovado para o quadro internacional da FIBA.

O que faz um bom árbitro?

Muita dedicação e muita força de vontade de chegar ao alto nível, pois a vida de árbitro não é fácil, pois temos que abdicar de muitas coisas importantes.

Como a arbitragem brasileira é vista no mundo?

Como uma das melhores. Tanto que as duas últimas finais olímpicas tiveram a participação de árbitro brasileiro (Carlos Renato dos Santos). No Mundial Feminino, o Sérgio Pacheco apitou a final e, no Mundial Masculino, eu estava na semifinal entre Estados Unidos e Grécia. Há sempre árbitros brasileiros em jogos decisivos em competições de alto nível, o que mostra o reconhecimento da FIBA pelo talento e competência da arbitragem do nosso país.

Qual a partida mais difícil que já apitou? Por quê?

A final do Campeonato Nacional masculino de 2000, entre Flamengo e Vasco, no Maranãzinho. Era uma partida de muita rivalidade entre as duas equipes e eu tinha apenas 25 anos e estava começando a arbitrar no cenário nacional.

 

August 18, 2008

Brasileiro Geraldo Fontana supervisiona arbitragem nos bastidores dos Jogos Olímpicos

Filed under: Basquete Feminino, Basquete masculino, Nacional, Seleções — Tags: , — basketbrasil @ 11:02 pm

(CBB)

Não só de atletas é feita uma Olimpíada. Nos bastidores dos Jogos Olímpicos, há uma grande estrutura para garantir o sucesso do maior evento esportivo do planeta. A arbitragem é um dos setores fundamentais em uma competição e, em Pequim, o brasileiro Geraldo Miguel Fontana é um dos responsáveis pela avaliação da arbitragem nos Jogos. Coordenador de arbitragem da CBB, Fontana está na China acumulando duas importantes funções: comissário técnico e supervisor de arbitragem das partidas de basquete. Nos últimos dois anos, Fontana desempenhou as duas funções nas principais competições da FIBA, como o Mundial Feminino (Brasil/2006), Jogos Pan-Americanos (Rio/2007), Torneio Pré-Olímpico das Américas (Chile/2007), Copa América/Pré-Mundial Sub-18 Masculino (Argentina/2008), entre outros.

Qual é a função de um Comissário Técnico?

Dar suporte para a equipe de arbitragem, estando presente na mesa de controle. Sua experiência pode orientar os árbitros e os oficiais de mesa nos momentos mais importantes. Um conhecimento profundo das regras do jogo e senso de equilíbrio são exigidos para buscar a melhor solução para a partida. Bom senso e segurança nas decisões são importantes para identificar um bom comissário técnico. A capacidade de entender o jogo e dar respostas rápidas, com eficiência, dá suporte para a equipe de arbitragem. E, acima de tudo, um comissário técnico deve ser um motivador, transmitindo confiança para que árbitros e oficiais de mesa dêem o melhor de si em seu trabalho.

E o que faz o supervisor de arbitragem?

Na supervisão nós analisamos o desempenho da arbitragem durante os jogos, tanto individualmente como da equipe formada pelos três árbitros. Assim, identificam-se os pontos positivos e aqueles que precisam ser melhorados. Para isso, os supervisores comparam as diversas decisões tomadas pelos árbitros durante as partidas e buscam orientar a equipe para manter um padrão satisfatório durante a competição.

Qual a principal diferença entre as duas funções?

O comissário técnico analisa a mesa de controle, enquanto o foco do supervisor é a equipe de arbitragem.

Como é realizado o trabalho?

Durante a competição são realizadas algumas reuniões técnicas para analisar o desempenho dos árbitros. Um recurso importante para esse trabalho é o uso de vídeos com as situações de jogo, dando um grande reforço nas análises apresentadas.

Quais as suas tarefas, especificamente?

Sou encarregado da produção e organização de vídeos com situações de jogo e do suporte aos demais supervisores de arbitragem. Após o término de cada partida recebo um relatório dos supervisores e passo a trabalhar na análise das situações de jogo. A qualquer momento os supervisores podem solicitar esses vídeos para analisar a coleta de dados da partida. No final da competição, elaboramos um relatório do desempenho de cada árbitro e enviamos para o Diretor Técnico da FIBA.

Como é a sensação de estar mais uma vez em uma Olimpíada?

Maravilhosa. Estou muito contente em poder estar trabalhando nos Jogos Olímpicos de Pequim. Compartilhar experiências com profissionais que atuam nas melhores competições do mundo é realmente fantástica. A palavra-chave aqui é aprendizagem. Fazer parte da equipe da FIBA e da FIBA Américas é um dos grandes orgulhos da minha vida. E o que mais me deixa mais feliz é saber que estamos indo no caminho certo no Brasil, procurando promover uma renovação da arbitragem nacional. Inserindo novos árbitros e promovendo o desenvolvimento da arbitragem feminina.

 

July 29, 2008

Donaghy cumprirá pena de 15 meses por ser pivô do escândalo de apostas

Filed under: Extraquadra, NBA — Tags: , , — João Guilherme @ 4:13 pm

O árbitro Tim Donaghy foi condenado nesta terça-feira por um tribunal federal de Nova York, que o acusa de participar de uma trama de apostas ilegais e manipulação de resultados da NBA. Donaghy, peça atuante da quadrilha no esquema de manipulação de jogos e placares, foi sentenciado a 15 meses de reclusão, sendo que o mesmo poderia ser forçado a passar até 33 meses atrás das grades.

O juizado levou em conta a colaboração do ex-juiz em revelar outros atuantes dentro da quadrilha, que buscava sempre lucro em apostas, geralmente realizadas em Las Vegas, no estado de Nevada. Esta colaboração dada por Donaghy fez com que sua pena fosse reduzida.

Donaghy assumiu que agiu em favor de mudança de placares de jogos ainda em agosto do ano passado, e, segundo investigações desde lá, acredita-se que ele possa ter interferido em resultados desde 2002: “Eu apenas trouxe vergonha para mim mesmo e para minha família”, declarou Donaghy no tribunal nesta terça-feira.

Os advogados do ex-juiz alegaram que o mesmo era um viciado em apostas e que, por isso, não conseguiria se corromper, e ainda fizeram, ao longo do processo, acusações a outros conhecidos árbitros da Liga que poderiam estar envolvidos no esquema, como o veterano Dick Bavetta, sem, até o momento, provar nada contra estes.

O comissário da NBA, David Stern, assim que soube da sentença, disse que espera que a decisão da Justiça, junto com as mudanças feitas no quadro de árbitros ‘permita continuar melhorando a luta contra as apostas ilegais das partidas’: “Pouca satisfação pode se obter com a condenação, especialmente para a esposa do senhor Donaghy e seu filho. Mas esperamos que o processo de depuração possa começar a sério para todos”, finalizou o comissário.

July 16, 2008

Para Seleção Brasileira, fator casa pesa em arbitragem contra gregos

A seleção brasileira não encarou a arbitragem como uma desculpa para a derrota por 89 a 69 para a Grécia, nesta quarta, que valeu aos anfitriões a primeira colocação no Grupo A do Pré-Olímpico, em Atenas. Mas os atletas acreditam que o fator de o time europeu jogar em casa contribui para a influência na decisão de marcações.

Os jogadores acreditam que a presença de quase 15 mil pessoas na Arena Olímpica seja uma cobrança inevitável em cima do trio de abritragem, comandado pelo espanhol Daniel Hierrezuelo e acompanhado por William Kennedy, dos Estados Unidos, e Bradley Giersch, da Austrália. E que essa cobrança tenha facilitado o jogo agressivo dos gregos.

“No decorrer do jogo, a arbitragem foi um pouco conivente com a marcação por pressão deles, muitas vezes de forma desonesta do jogo deles, de modo duvidoso”, afirmou o ala-pivô Ricardo Probst. “Mas isso é de jogo. A gente sabe que, jogando na casa deles, mesmo com excelentes árbitros, eles sentem um pouco.”

O pivô Tiago Splitter, habituado a atuar no ginásio ateniense em duelos de Euroliga contra o Panathinaikos, clube local, elogiou a atuação da seleção adversária, falou que o Brasil tomou uma lição, mas também tocou no mesmo tema. “É mérito deles”, disse. “E talvez tenha acontecido um pouco a permissão do juiz, que deram a eles a ales a chance de colocar mais a mão na bola.”

O abafa na saída de ataque dos oponentes é a principal arma grega para desestabilizar padrões de jogo e assumir o controle sobre o ritmo da partida. Para isso, fazem dobras em cima da bola e arriscam seus botes, com muito choque físico.

“Por algumas faltas que os juízes deram a mais e alguns contatos que achamos que não deveria valer, a gente pode ter perdido um pouco a cabeça e permitiu uma vantagem confortável”, afirmou o ala Alex Garcia, co-capitão nacional.

A Grécia abriu 16 pontos de vantagem ao final do quarto período, com 66 a 50. “Tentamos fazer o máximo para buscar, mas não conseguimos”, disse Alex. “É difícil falar sobre arbitragem porque também não fizemos um grande basquete.”

(Giancarlo Giampietro, UOL Esporte, em Atenas/Grécia)

July 9, 2008

Justiça americana adia decisão sobre árbitro acusado de fraude Tim Donaghy

Filed under: Extraquadra, NBA — Tags: , , — basketbrasil @ 5:35 pm

A juíza Carol B. Amon adiou a divulgação da sentença sobre o ex-árbitro da NBA Tim Donaghy. Amon remarcou a data para o próximo dia 29 de julho. Donaghy responde a processo por participação em um esquema fraudulento de apostas envolvendo partidas da liga profissional norte-americana de basquete. Sua sentença deveria ser anunciada na próxima segunda-feira.

A NBA entrou com um pedido para que ele pague US$ 1,4 milhão (aproximadamente R$ 2,2 milhões), mas Donaghy argumenta que o valor é muito elevado. Amon justificou o adiamento com a necessidade de rever os argumentos apresentados pelos dois lados.

No ano passado, o ex-árbitro teve seu nome envolvido em um esquema de fraudes no qual recebia dinheiro de apostadores e apostava nas partidas nas quais ele mesmo apitava. Além da restituição financeira, ele pode ser condenado a mais de 25 anos de prisão. Contudo, a Justiça Federal dos EUA pode restringir a condenação a 33 meses.

Durante as finais da última temporada, Donaghy deu mais uma cartada para desviar as atenções de seu caso afirmando que outros árbitros e mesmo executivos da Liga estariam envolvidos com manipulação de resultados. Até o momento, porém, nenhum outro nome foi implicado no esquema.

(Gazeta Esportiva)

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