November 22, 2008

Brand faz cesta decisiva e dá vitória ao Sixers em reencontro com Clippers

Filed under: Conferência Leste, Conferência Oeste, DESTAQUES, Foto do dia, Multimídia, NBA — Tags: , , — Adriano Albuquerque @ 10:35 am

O ala-pivô Elton Brand não teve uma noite perfeita, mas teve um final de cinema no reencontro com seu ex-time, marcando a cesta da vitória do Philadelphia 76ers sobre o Los Angeles Clippers, 89 a 88, na noite de sexta-feira (21/11), no Wachovia Center de Filadélfia.

Melhores momentos de 76ers 89 x 88 Clippers

Brand deixou L.A. durante a offseason de forma controversa - o Clippers contratou o armador Baron Davis para fazer dupla com Brand após uma promessa do ala-pivô de retornar, mas o jogador desistiu e aceitou a proposta de cinco anos e US$ 80 milhões do Sixers. O técnico Mike Dunleavy não gostou da atitude de Brand, que foi o rosto da franquia e se tornou o recordista em rebotes do clube, com 4.710, entre 2001-08. Davis também se magoou e disse durante a semana que não tinha nada para dizer ao ala-pivô.

“Se ele tivesse me ligado para dizer, ‘Técnico, eu sei que disse que iria voltar, mas acho que surgiu uma situação que é melhor para minha família, vou seguir adiante’, então, ei, sinto ouvir isto, mas desejo o melhor a você e boa sorte”, disse Dunleavy antes do jogo, mostrando que queria apenas melhores explicações por parte de seu ex-jogador. Logo antes de entrar em quadra, Brand apertou a mão de seu ex-treinador e lhe deu um rápido abraço. “Não há sentimentos ruins. Ele é um bom sujeito”, disse o Sixer.

O Clippers que Brand reencontrou está bem diferente do clube que ele deixou em julho - não só por causa das reformulações da offseason, que incluíram a perda de Corey Maggette e a chegada de Davis, Marcus Camby, Ricky Davis e Eric Gordon, mas também pela troca realizada durante a sexta-feira, mandando Cuttino Mobley e Tim Thomas, ex-companheiros de Brand, para o New York Knicks. Zach Randolph irá para L.A. tomar a posição que era de Brand, mas ainda precisa passar por exames físicos.

Baron Davis liderou o Clippers no terceiro quarto, acertando uma cesta de 3 e bloqueando um chute de Andre Iguodala no outro lado. O time recuperou o rebote e Gordon acertou dois lances livres para levar uma liderança de 72 a 68 ao período final. O Sixers esteve descuidado no começo do último quarto e Al Thornton e Chris Kaman aproveitaram, marcando cinco pontos consecutivos para ampliar a margem, 83 a 75. Davis acertaria um chute de virada com 1min45s por jogar, marcando 88 a 84, mas os californianos não conseguiram mais pontuar.

O armador Andre Miller respondeu com uma cesta de 3 do outro lado. Após arremesso ruim de Davis, o Sixers buscou o rebote, e Brand virou a partida com uma cesta de média distãncia a 57s do fim, em assistência de Iguodala. Davis teria um arremesso no final, mas errou, e tentativas de tapinha de Thornton e Camby antes do soar da sirene também não deram certo. “É uma daquelas noites que estou feliz de ter terminado. Foi algo importante, havia muita ansiedade. Conseguimos a vitória, então é hora de seguir em frente”, disse Brand, que só acertou seis de 18 arremessos e terminou com 17 pontos, 8 rebotes e 5 tocos.

O ala Thaddeus Young também teve 17 pontos para Philadelphia, que contou com 14 pontos, 12 assistências, 6 rebotes e 4 roubos de Iguodala, 13 pontos e 7 assistências de Miller e 11 pontos, 8 rebotes e 4 roubos do pivô Samuel Dalembert. Pelo Clippers, Thornton foi o destaque, com 22 pontos e 9 rebotes. Davis fez 18 pontos, 6 assistências e 4 roubos, mas cometeu 7 turnovers. Kaman teve 17 pontos e 9 rebotes, mas também desperdiçou 5 posses de bola. Camby marcou 13 pontos e 9 rebotes.

O Clippers (2v-10d) segue na Costa Leste e enfrenta o New Jersey Nets no Izod Center neste sábado (22/11). O Sixers (6v-6d) recebe o Golden State Warriors no domingo (23/11).

November 21, 2008

Por LeBron, Knicks se livra de contrato de Zach Randolph em troca com L.A. Clippers

Filed under: Conferência Leste, Conferência Oeste, DESTAQUES, NBA — Tags: , , , , , — Adriano Albuquerque @ 10:56 pm

Em vez de uma mega-troca, o New York Knicks realizou duas trocas separadas na sexta-feira (21/11), ambas com o mesmo objetivo: liberar espaço para o verão de 2010, quando LeBron James, Dwyane Wade e Chris Bosh terão passe livre. Horas após confirmar a troca que trouxe Al Harrington e enviou Jamal Crawford ao Golden State Warriors, o Knicks anunciou um acordo para enviar o ala-pivô Zach Randolph e o armador Mardy Collins para o Los Angeles Clippers, em troca do ala-armador Cuttino Mobley e do ala Tim Thomas. Os contratos de Harrington, Mobley e Thomas expiram exatamente em 2010, a tempo de entrar no “leilão” pelos grandes craques do mercado.

De todos os três jogadores obtidos pelo Knicks, Harrington, de 28 anos, é o que mais se encaixa no perfil desejado para o esquema veloz do técnico Mike D’Antoni, embora Thomas tenha tido a melhor passagem de sua carreira jogando sob o comando do treinador no Phoenix Suns, em 2005-06. “Al é um verdadeiro veterano da NBA que possui habilidades para múltiplas posições. Ele vai se encaixar perfeitamente no nosso sistema e nos ajudar a vencer alguns jogos imediatamente”, disse D’Antoni em um comunicado à imprensa.

Apesar disso, tanto Crawford quanto Randolph vinham jogando bem neste início de temporada pelo Knicks, ajudando a equipe a abrir com 6v-5d no campeonato. Randolph era o cestinha (20,5 pontos por jogo) e reboteiro (12,5 rebotes) da equipe, enquanto Crawford tinha 19,6 pontos após marcar um recorde pessoal de 20,6 pontos no ano passado. Claramente, o objetivo do gerente geral Donnie Walsh é cortar custos para daqui a dois anos. “O plano (de Walsh) é bastante claro. Em dois anos, estaremos abaixo do teto salarial. Tudo que fizermos vai levar-nos a estar abaixo do teto em dois anos. E eu vou lidar com garantir que o time seja competitivo e vamos tentar chegar aos playoffs já neste ano”, disse D’Antoni aos repórteres na manhã desta sexta, em Milwaukee, enquanto o time se preparava para o jogo desta noite contra o Milwaukee Bucks.

Randolph, obtido em uma troca no dia do draft de 2007, tem um contrato que dura até 2011, recebendo US$ 17,3 milhões em seu último ano. Crawford tem uma opção para sair de seu atual contrato ao final da temporada, mas o Knicks não quis arriscar que ele continuasse - em 2010-11, Crawford receberá US$ 10 milhões. Mobley e Thomas, por sua vez, receberão US$ 18,4 milhões e US$ 12,5 milhões, respectivamente, combinando esta e a próxima temporada. Não só o clube se livra de mais US$ 27 milhões para 2010, como estão sem jogadores assinados até 2011 - o pivô Eddy Curry é o único com uma opção para os anos de 2009-10 e 2010-11. O contrato do armador Stephon Marbury (US$ 21,9 milhões), afastado do time principal, expira ao final deste ano, e os veteranos Quentin Richardson, Malik Rose e Jerome James também saem da conta em dois anos. O Knicks deve ter entre US$ 20 milhões e US$ 30 milhões, abaixo do teto, para oferecer aos free agents e montar um time quase completamente novo.

“Cuttino e Tim são dois jogadores veteranos que vão nos ajudar a trabalhar em direção ao nosso objetivo conjunto de permanecer competitivos nesta temporada ao mesmo tempo que melhoramos nossa flexibilidade a longo prazo na folha salarial”, disse Walsh, sem esconder de ninguém suas intenções. “Zach é um jogador extremamente talentoso que produz números que poucos jogadores podem, e nós o agradecemos, e a Mardy, por seus esforços como Knickerbockers”, acrescentou.

Mobley está produzindo 13,7 pontos de média e aproveitando 34% de seus chutes de 3 pontos, enquanto Thomas tem 9,5 pontos em cinco jogos como titular do Clippers, que após uma reformulação na offseason começou muito mal a temporada, com 2v-9d. Randolph chega para ocupar o lugar que era de Elton Brand antes de o ala-pivô deixar Los Angeles como free agent e assinar com o Philadelphia 76ers. “(Randolph) é bom para nós agora e no futuro. Era algo que sentimos que tínhamos de fazer. Além de Chris Kaman agora, nós provavelmente não temos um cara que deveria ser dominante no poste baixo. Esta troca nos dá dois caras grandes que são bastante eficientes no poste baixo. Marcus Camby é um grande complemento para ambos esses caras”, disse o técnico Mike Dunleavy, que terá de manter o trio feliz ao dividir seus minutos na rotação de garrafão.

November 20, 2008

Jazz se mantém perfeito em casa ao vencer Bucks; Clippers bate Thunder em OKC

Filed under: Conferência Leste, Conferência Oeste, NBA — Tags: , , , — Adriano Albuquerque @ 11:01 am

O Utah Jazz derrotou o Milwaukee Bucks por 105 a 94 e protegeu sua invencibilidade em casa, nesta quarta-feira (19/11), graças à sua maior velocidade e preparo físico. A vitória, porém, veio com um preço: o ala-pivô Carlos Boozer distendeu o quadriceps da perna esquerda e deixou o jogo no último quarto.

“É bom continuar vencendo, mas nós temos de parar de perder pessoas. Nós vencemos, mas se continuarmos perdendo jogadores, não é bom”, disse o ala Andrei Kirilenko, maior destaque do Jazz ao ser improvisado até na posição de armador - o time recolocou o titular Deron Williams na lista de lesionados - e produzir 16 pontos, 7 rebotes, 5 roubos, 4 tocos e 3 assistências saído do banco.

“Aqueles segundo grupo com Andrei e os outros caras nos fez funcionar de novo e nos deu a liderança com jogadas de raça. Nós tentamos fazer nosso melhor trabalho defensivamente e é isso que devemos fazer para terminar o jogo com a vitória”, disse o técnico Jerry Sloan, presenteado com a bola do jogo de sua 1.000ª vitória pelo Jazz, em 7 de novembro contra o Oklahoma City, antes da partida.

Milwaukee tinha 10 pontos de vantagem no terceiro período quando o Jazz começou a correr mais que os exaustos Bucks. “O técnico queria que nós corressemos e fossemos agressivos no final do jogo. Eles começaram a ficar cautelosos e nós atacamos”, disse o armador CJ Miles, que fez sua melhor marca na temporada, 25 pontos. O Jazz tomou sua primeira liderança no segundo tempo quando Ronnie Price penetrou para uma bandeja, 80 a 78. Uma cesta de 3 de Austin Croshere recolocou o Bucks à frente com 8min11s por jogar, mas Boozer respondeu com duas cestas no garrafão e uma assistência para Price, iniciando uma arrancada de 13 a 3 que encerraria as chances do Milwaukee.

“Estávamos à frente por 10 e apenas relaxamos e meio que paramos de jogar por alguns minutos, permitindo que eles eles voltassem ao jogo. Aí, parecemos simplesmente exaustos no último quarto”, lamentou o técnico do Bucks, Scott Skiles.

Boozer teve 20 pontos e 11 rebotes antes de sair lesionado. Price teve 16 pontos e 6 assistências e o ala-armador Ronnie Brewer acrescentou 12 pontos. Pelo Bucks, o ala Richard Jefferson marcou 25 pontos, o pivô Andrew Bogut teve 16 pontos e 20 rebotes, e o ala Charlie Bell e o reserva Ramon Sessions fizeram 15 pontos cada.

Utah (8v-4d) visita o San Antonio Spurs nesta sexta-feira (21/11), no AT&T Center. O Bucks (5v-8d) recebe o New York Knicks no Bradley Center no mesmo dia.

Clippers se encontra e despacha Thunder fora de casa

Em um confronto de lanternas da Conferência Oeste, o Los Angeles Clippers mostrou seu potencial para ser um grande time e derrotou o Oklahoma City Thunder fora de casa, 108 a 88 no Ford Center, nesta quarta-feira (19/11).

Antes do jogo, o técnico PJ Carlesimo havia avisado seus comandados sobre o talento do Clippers e o desafio de mesclar tantos jogadores novos - o time adquiriu na offseason o armador Baron Davis, o pivô Marcus Camby, o armador calouro Eric Gordon e o ala Ricky Davis, entre outros. “Não há dúvida do que eles são capazes de fazer. Espero que leve mais um tempo para eles descobrirem”, disse Carlesimo.

Infelizmente para o Thunder, o estalo veio no segundo quarto, quando L.A. arrancou em 14 a 2 para diminuir uma desvantagem de 15 pontos para três antes do intervalo. No terceiro período, o ala-armador Cuttino Mobley, um dos veteranos remanescentes da equipe, esquentou e marcou 12 pontos em uma passagem de 23 a 4 que inverteu o placar, dando uma margem de 15 pontos a favor do Clippers. O time dominou a partir daí.

“Baron disse antes do jogo, ‘Vocês têm de se focar’. Ele disse isso ao time inteiro. Eu tentei jogar o mais forte que eu pude e ver o que acontecia”, disse Mobley. O que aconteceu foram 23 pontos e 7 roubos de bola, em um time que teve todos seus titulares pontuando em dígitos duplos. O pivô Chris Kaman foi o melhor em quadra, com 25 pontos, 14 rebotes, 6 assistências e 4 tocos. O ala Al Thornton teve 20 pontos e 7 rebotes, Camby marcou 14 pontos, 9 rebotes e 4 assistências e Davis teve 14 pontos, 8 assistências e 4 roubos. O Clippers (2v-9d) chegou à sua segunda vitória em 11 jogos.

O Thunder continua miserável, com apenas uma vitória em 12 jogos. O ala Kevin Durant, grande promessa da equipe, marcou 18 pontos, mas cometeu 5 turnovers. O reserva Damien Wilkins teve 17 pontos e o armador calouro Russell Westbrook teve 10 pontos, 5 rebotes e 4 assistências.

O Clippers segue na estrada e encara o Philadelphia 76ers nesta sexta-feira (21/11), no Wachovia Center. O Thunder recebe, no mesmo dia, o New Orleans Hornets, ex-ocupante do Ford Center durante seu exílio em decorrência dos estragos causados pelo furacão Katrina. No dia seguinte, as equipes se reencontram, desta vez em Nova Orleans.

November 18, 2008

Mason acerta chute decisivo e Spurs vence 3ª seguida mesmo sem Parker e Ginóbili

Filed under: Conferência Oeste, NBA — Tags: , , , , , , — João Guilherme @ 1:06 pm

O San Antonio Spurs vem mostrando que não está morto. A equipe alvinegra do Texas teve um péssimo início de temporada, perdendo quatro de seus primeiros cinco jogos. Além disso, o time do técnico Gregg Popovich sofreu uma dura perda: a contusão do armador Tony Parker (tornozelo), se juntando ao ala-armador Manu Ginóbili, que se recupera de uma cirurgia no tornozelo. Com isso, toda a responsabilidade ficou sobre as costas de Tim Duncan e o veterano está dando conta do recado.

Na noite desta segunda-feira, o modificado Spurs venceu sua terceira partida consecutiva e chegou, pela primeira vez na temporada, aos 50% de aproveitamento. O triunfo foi suado, sofrido, como os dois anteriores (contra Houston Rockets e Sacramento Kings) e só foi consolidado com um arremesso perfeito de 3 do ala-armador Roger Mason, sacramentando o resultado em 86 a 83 (43 a 38 no intervalo).

 Roger Mason celebra após acertar arremesso de 3 decisivo (AP Photo/Hector Mata)

O clímax do jogo ocorreu a 8.4s do fim da partida, quando Mason aproveitou um corta-luz feito por Tim Duncan e apareceu livre para acertar seu terceiro arremesso de longe na partida, realizada no Staples Center, em Los Angeles. Mason, inclusive, foi o cestinha da noite com 21 pontos. Ele acertou nove de seus 16 arremessos e foi importantíssimo com seu chute final, pois freou uma reação incrível do Clippers, que havia cortado a distância de onze pontos nos últimos 6min de jogo.

A frieza e precisão de Mason rendeu até um elogio do técnico Gregg Popovich: “Ele é o cara para essas situações. Eu chamei a jogada para suas mãos, pois sabia que ele iria convertê-la”, revelou. “Ele teve a luz verde e fez um tiro perfeito no momento em que mais precisávamos. Eles (Clippers) tiveram a chance deles e não conseguiram fazer isso”.

Mas a estrela da noite foi o ala-pivô Tim Duncan. O veterano tetracampeão pelo Spurs fez de tudo um pouco. O camisa 21 conectou 20 pontos, pegou 15 rebotes, deu seis tocos e distribuiu quatro passes para cesta em 39min na quadra. O atleta de 32 anos converteu nove de suas tentativas e fez uma jogada à lá Magic Johnson no segundo tempo, quando carregou a bola como ex-armador do Lakers e serviu o ala-armador Michael Finley.

 Novato George Hill (nº3) parte para cesta. Ele deu oito assistências nesta segunda (AP Photo/Hector Mata)

O Clippers até que teve a chance de levar a vitória, mas o armador Baron Davis não conseguiu converter um arremesso de longe. Com isso, o tricolor angelino reafirmou a condição de freguês do Spurs. O alvinegro texano venceu os nove últimos jogos entre as duas equipes e 17 dos últimos dezoito duelos. Davis, inclusive, teve uma atuação fraca. Ele acertou apenas cinco de seus 17 arremessos e terminou a peleja com apenas 11 pontos e oito assistências, pouco para quem foi contratado a peso de ouro no período de férias da liga.

Quem liderou a equipe anfitriã foi o ala-armador Cuttino Mobley. Ele conectou 18 tentos e foi o principal responsável pela reação do Clippers no último período, quando cortou a diferença de onze pontos e empatou o jogo. O ala-armador fez 16 pontos no segundo tempo e seu arremesso de 3, a 1min do fim, igualou o duelo em 83 pontos, incendiando a torcida no Staples Center.

Além de Mobley, a dupla de garrafão da equipe californiana teve uma boa apresentação. O pivô Chris Kaman dominou o garrafão com 17 pontos, 13 sobras e três tocos enquanto que o ala-pivô Marcus Camby capturou nove rebotes e deu seis pregadas. O problema é que Camby acertou apenas dois dos seis arremessos que tentou e finalizou a partida com escassos sete pontos.

 Duncan teve uma atuação completa contra o Clippers. Aqui ele é marcado por Chris Kaman (AP Photo/Hector Mata)

“É muito ruim quando você perde sabendo que teve a chance de vencer”, declarou o armador Baron Davis. “Nós pensamos que com dois dos principais jogadores fora, o Spurs não iria jogar com o mesmo foco e a mesma intensidade, mas eles fizeram exatamente o contrário, jogaram com muita garra e intensidade e eu acho que nós subestimamos os outros jogadores deles”, compeltou o camisa 1 do Clippers.

O Los Angeles Clippers (1v-9d) agora parte para uma série de viagens. A primeira para será em Oklahoma, onde enfrentará o caçula Thunder na quarta-feira. O San Antonio Spurs (5v-5d), por sua vez, receberá a visita do embalado Denver Nuggets, também na noite de quarta, 19.

Melhores momentos de Spurs x Clippers

Nova reunião para decidir futuro de Marbury

 

Em mais um passo para terminar com o exílio de Stephon Marbury, imposto pelo novo treinador do New York Knicks Mike D’Antoni, deve ser dado amanhã (quarta-feira) ou na quinta-feira. Marbury, Hal Biagas, advogado do sindicato de jogadores da NBA, e Donnie Walsh, presidente do Knicks, devem ter mais uma reunião, um acordo é esperado até o final da semana, segundo fontes.

Após a primeira reunião Walsh teria pedido uma semana para pensar na situação, explorar qualquer possibilidade de troca e consultar o dono da franquia, James Dolan.

Marbury quer receber todos centavos do US$ 21,9 milhões que o Knicks lhe deve, mas pode chegar à um acordo que deixe a equipe economizar algum dinheiro.

Pelas regras da NBA o Knicks pode economizar US$ 300.000 se Marbury assinar com outra equipe pelo salário mínimo de veteranos, US$ 1,2 milhões anuais. A NBPA, o sindicato dos atletas, afirmo que 10 equipes estariam interessadas no armador.

“Sou um knicks até me dizerem o contrário”, falou Starbury.

O Miami Heat, Boston Celtics, Los Angeles Clippers e Dallas Mavericks teriam indicado interesse em Marbury.

November 16, 2008

Novato Morrow rouba show com 37 pontos na vitória do Warriors sobre Clippers

Filed under: Conferência Oeste, DESTAQUES, NBA — Tags: , , , , , — Rubens Borges @ 2:59 pm

 

Foi o primeiro encontro entre Baron Davis e Corey Maggette desde que eles trocaram de times, mas o show foi do novato Anthony Morrow, do Golden State Warriors. Morrow fez 37 pontos, pegou 11 rebotes e liderou a vitória do warriors sobre o Los Angeles Clippers por 121 a 103.

“Foi uma daquelas coisas, eu peguei fogo. Os veteranos mandaram eu fazer o que faço, é só nisso que eu penso. Não senti nenhuma pressão”, disse Morrow.

O treinador Don Nelson colocou o novato como titular, no lugar de C.J. Watson.

“Senti que daria certo. Queria mais um  arremessador na quadra. Treinamos algumas jogadas com ele vindo do lado oposto e, como ele arremessa bem, o corta-luz funciona. Toda fez que fiz uma jogada para ele, ele acertou. Continuei chamando”, falou o treinador.

 

Morrow faz mais dois pontos contra o Clippers

Morrow faz mais dois pontos contra o Clippers

 

 

Andris Biedrins fez 17 pontos e pegou 16 rebotes para Golden State. Stephen “Whoo!” Jackson fez 20 pontos e 10 assistências. Maggette, jogando a segunda partida após perder quatro por lesão, fez 17 pontos.

Davis, que assina os posts de seu blog como Boom Dizzle, terminou a noite com 25 pontos e 11 assistências para o Clippers, Chris Kaman teve 15 pontos e 13 rebotes, Marcus Camby adicionou 12 pontos e 11 rebotes e Cuttino “Cat” Mobley fez 19.

Veja os melhores momentos da grande partida de Morrow aqui.

November 13, 2008

Liderados por Butler e Jamison, Wizards derrota Jazz. Clippers vence batalha californiana

O Washington Wizards derrotou o Utah Jazz por 95 a 87, em Washington, D.C. Caron Butler terminou a noite com 27 pontos e nove rebotes, Antawn Jamison fez 21 pontos e pegou oito rebotes e JaVale McGee fez 13 pontos, pegou 11 rebotes e deu três tocos. Carlos Boozer liderou o Jazz com 20 pontos. Deron Williams, emsua segunda partida voltando de lesão, fez oito pontos, sete assistências e pegou seis rebotes.

Butler arremessa sobre Brewer

Butler arremessa sobre Brewer

Sem Gilbert Arenas e Brendan Haywood o Wizards tinha 0V-5D. O Jazz tinha 6V-1D. Indo para o quarto período Utah liderava por 66 a 65.

Com seus colegas de equipe de fora jamison e Butler fizeram 15 pontos consecutivos durante o quaro final. Uma cesta de três pontos de jamison, com 2min para o final, colocou o Wizards na frente, 84 a 82, e no caminho da vitória.

Melhores momentos.

Enquanto isso, em Los Angeles…

Beno Udrih fez 30 pontos, melhor marca de sua carreira, pegou cinco rebotes e teve sete assistências na vitória do Sacramento Kings sobre o Los Angeles Clippers por 103 a 98.

“Bom para ele, ele merece”, elogiou o treinador do Kings, Reggie Theus.

Sacramento jogou a segunda partida sem Kevin Martin, que está fora com uma torção no tornozelo esquerdo.

Bobby Brown passa por Paul Davis no caminho para a cesta

Bobby Brown passa por Paul Davis no caminho para a cesta

Ricky Davis, com duas cestas de três pontos, e Mike Taylor tentaram trazer o Clipper de volta no quarto período. O time da casa fez 11 a 4 no começo do período final, cortando a vantagem do Kings para 85 a 80.

Udrih e Mikki Moore aumentaram a vantagem para 11 pontos, com 4min48s para o final. O Clippers lutou, mas não foi o suficiente para virar uma partida que não teve o time do sul da Califórnia na liderança.

Vídeo dos melhores momentos, aqui.

November 10, 2008

Clippers consegue a primeira vitória da temporada, derrotando Dallas com Davis inspirado

Filed under: Conferência Oeste, NBA — Tags: , , , , , , — Rubens Borges @ 10:42 am

 

Após perder as seis primeiras partidas o Los Angeles Clippers finalmente chegou à sua primeira vitória. Em casa o Clippers derrotou o Dallas Mavericks por 103 a 92. Baron Davis teve 20 pontos e 10 assistências. Pelo segundo ano consecutivo, na última temporada quando estava no Golden State Warriors, o time de Davis iniciou a temporada com seis derrotas.

 

Jason Terry ata Chirs Kaman durante o primeiro tempo

Jason Terry ata Chirs Kaman durante o primeiro tempo

 

 

“O sentimento é o mesmo, frustração. Uns dois jogos a gente perdeu o controle. Mas depois d vencer o primeiro a gente sabe que pode vencer”, disse o armador.

Al Thornton fez oito de seu 17 pontos nos últimos 6min de jogo. O outro recém chegado ao Clipper, Marcus Camby, fez 14 pontos e pegou 10 rebotes. Tim Thomas deixou a partida com uma torção no tornozelo.

Dirk Nowitzki voltou ao time com 33 pontos. Jason Kidd teve nove assistências e sete pontos. Sem Josh Howard, com dores no pulso esquerdo, Gerald Green teve a chance de começar a partida, ele terminou com 13 pontos e 12 rebotes.

 

Thornton vai para a cesta enquanto Nowitzki observa

Thornton vai para a cesta enquanto Nowitzki observa

 

 

Jason Terry errou seus 11 primeiros arremessos. O armador fez sua primeira cesta com 9min30s para o final. Após sua cesta o mavs fez 8 a 0, empatando a partida em 79. Terry virou o placar, mas o Mavs não aumentou sua vantagem para além de quatro pontos.

Mike Dunleavy, treinador do Clippers, pediu um tempo e viu seu time marcar 13 pontos sem resposta.

“Perdemos a bola três vezes seguidas. Foi bom dar uma parada. Nos acalmamos e melhoramos a concentração”, falou Davis.

“Em um time com muitas caras novas tentando trabalhar juntos é a função do treinador e dos armadores de organizar o ritmo do jogo. Com mais tempo juntos e mais jogos, acho que o treinador Dunleavy e eu vamos nos entender melhor”, continuou o armador.

 

Assista aos melhores momento aqui.

November 8, 2008

Artest joga bem e Rockets derrota Clippers. Kings se “vinga” do Timberwolves

Filed under: Conferência Oeste, DESTAQUES, NBA — Tags: , , , , , , , — João Guilherme @ 11:16 am

Após duas derrotas consecutivas, o Houston Rockets se recuperou na noite desta sexta-feira em sua primeira partida da “mini turnê” em Los Angeles. A equipe texana passou pelo Los Angeles Clippers por 92 a 83 (49 a 41 no intervalo) e conquistou sua quinta vitória no campeonato. Ainda por cima, o Rockets estendeu o calvário do rival angelino, que, junto com o Washington Wizards, é o time que ainda não venceu.

O cestinha no Staples Center foi o ala Ron Artest, que assinalou 23 pontos. O ala ainda pegou oito rebotes, deu quatro assistências e infernizou a vida do jovem Al Thornton, que havia se destacado nos últimos jogos. Na noite desta sexta, Thornton errou seis de suas onze tentativas e finalizou o jogo com apenas 10 pontos. Além de Artest, outros três jogadores, todos de garrafão, foram fundamentais para o triunfo do Rockets.

 Ron Artest converte mais dois pontos mesmo com forte marcação do Clippers (AP Photo/Mark J. Terrill)

O ala-pivô reserva Carl Landry entrou inspirado na partida, acertou sete de seus 14 arremessos e finalizou o duelo com 20 pontos, além de nove rebotes e um toco. Em 37 minutos, o pivô chinês Yao Ming conseguiu 16 pontos, nove rebotes e cinco tocos enquanto que o ala-pivô argentino Luis Scola assinalou 14 tentos e capturou sete sobras.

A única decepção foi o ala-armador Tracy McGrady. “T-Mac” errou suas cinco tentativas na partida e terminou o duelo com apenas dois pontos. Ao menos, o camisa 1 do Rockets conseguiu seis rebotes e duas assistências nos 25min35s em que ficou na quadra.

Pelo Clippers dois jogadores dividram a condição de cestinhas. O armador Baron Davis e o pivô Chris Kaman conectaram 23 pontos cada. “B-Davis” ainda conseguiu oito assistências enquanto que se sobressaiu nos rebotes, com 11 sobras coletadas, e nos tocos, com duas pregadas. O reboteiro da franquia anfitriã foi o pivô Marcus camby, que coletou 13 rebotes.

O Houston Rockets (4v-2d) volta a jogar na noite deste domingo, quando retornará ao Staples Center, mas desta vez para enfrentar o Los Angeles Lakers. Já o Clippers (0v-6d), por sua vez, entre em quadra horas antes diante do Dallas Mavericks, também em Los Angeles.

Martin brilha e Kings vence: Em outro jogo da noite, o Sacramento Kings conseguiu sua segunda vitória consecutiva ao bater o Minnesota Timberwolves por 121 a 109 (62 a 55 no intervalo). Além disso, o time roxo da Califórnia se “vingou” da derrota sofrida no último dia 29, quando foi superado pelo mesmo Wolves em jogo realizado em Minnesota.

O ala-armador Kevin Martin foi o líder ofensivo com 26 pontos, seis assistências e cinco rebotes. O ala John salmons veio logo a seguir com 23 tentos e viu o pivô Brad Miller retornar, após ser suspenso por cinco jogos pela NBA. Miller não decepcionou e fez um duplo-duplo, 11 pontos e 10 rebotes. Os jovens Beno Udrih e Spencer Hawes também tiveram boas participações com 15 e 13 tentos, respectivamente. Hawes ainda pegou oito rebotes e deu um toco.

 Kevin Martin reinou na ARCO Arena nesta sexta (AP Photo/Rich Pedroncelli)

Pelo Minnesota Timberwolves o cestinha foi o ala-pivô novato Kevin Love, que conectou 20 pontos. Love também capturou oito sobras e distribuiu dois passes perfeitos. O ala-armador Mike Miller contribuiu com 16 tentos. Sebastian Telfair e Al Jefferson colaboraram com 15 e 14 pontos, nessa ordem. O armador Telfair deu sete assistências e o ala-pivô Jeffseron pegou nove rebotes.

O Sacramento Kings (2v-4d) entra em quadra novamente no domingo. O time roxo da Califórnia recebe a visita do Golden State Warriors. Já o Minnesota Timberwolves (1v-4d) vai até Oregon para encarar o Portland Trail Blazers, também na noite deste domingo.

November 6, 2008

Lakers dá arrancada arrasadora no último quarto, despacha Clippers e continua invicto

Filed under: Conferência Oeste, NBA — Tags: , , , , , — João Guilherme @ 11:25 am

O Los Angeles Lakers permanece com uma campnha perfeita na temporada. Na noite desta quarta-feira, pela segunda vez no campeonato, o time amarelo da Califórnia fez o clássico de Los Angeles contra o Clippers e, mais uma vez, saiu vencedor. Ao contrário do primeiro duelo, quando aplicou uma surra de 38 pontos, o Lakers teve um pouco mais de dificuldade para passar pelo rival da mesma região, o placar desta quarta foi 106 a 88 (47 a 51 no intervalo).

Kobe Bryant foi o cestinha do jogo com 27 pontos e liderou o Lakers na arrancada arrasadora do último quarto de 22 a 0, que liquidou a fatura no Staples Center. Ainda por cima, o Lakers garantiu a sexta vitória consecutiva contra o Clippers e aumentou a margem de vitórias no confronto histórico para 88 triunfos amarelos contra apenas 25 êxitos das tosquiadeiras.

Apesar do triunfo, o Lakers não teve uma noite de gala. A equipe do técnico Phil Jackson teve sua pior apresentação ofensiva nesta temporada, acertando apenas 38% de seus arremessos de quadra. O grande triunfo da equipe californiana foi a defesa, já que o Lakers conseguiu segurar o ímpeto do Clippers graças a uma defesa forte e pressionada durante sete minutos, tempo suficiente para o time dourado garantir a vitória.

Dá um beijinho, dá! (AP Photo/Mark J. Terrill)

Kobe Bryant resumiu bem o objetivo de sua equipe ao perceber que não estava em suas melhores noites ofensivamente: “Quando você não arremessa bem, tem que defender bem para vencer”, disse. “Foi isso que nós fizemos”, completou o ala-armador e MVP (Jogador Mais Valioso) da última temporada.

Pela primeira vez, desde que foi relegado a condição de sexto homem, o ala Lamar Odom conseguiu produzir números parecidos com os da última temporada, quando era titular da equipe angelina. O lateral acertou quatro de seus oito chutes e finalizou o jogo com 15 pontos, além ter pego nove rebotes e recuperado três bolas. O armador Derek Fisher contribuiu com 13 tentos e viu a dupla de garrafão (Pau Gasol e Andrew Bynum) dominar no quesito rebotes. Bynum coletou 17 sobras enquanto que Gasol pegou onze rebotes. Eles foram os principais responsáveis pelo fato do Lakers ter batido o Clippers nesse fundamento. A franquia dourada pegou 54 rebotes na partida contra 44 do tricolor angelino.

Pelo Clippers, que ainda não sabe o que é vencer neste campeonato, cinco jogadores atingiram os dígitos duplos. A condição de cestinha ficou com o ala Al Thornton, que conectou 22 pontos. O ala veterano Tim Thomas assinalou 18 tentos e capturou onze rebotes e fez um ponto a mais que o armador Baron Davis, responsável também por sete assistências e três recuperações de bola. O técnico Mike Dunleavy escalou pela primeira vez os veteranos Marcus Camby e Chris Kaman no garrafão. Kaman conseguiu seis pontos e 11 rebotes enquanto que Camby pegou sete sobras e distribuiu quatro tocos.

Kobe Bryant tenta roubar bola de Cuttino Mobley (AP Photo/Mark J. Terrill)

O placar, entretanto, não retrata fielmente o que aconteceu na partida. O Clippers dificultou o jogo para o Lakers durante 40 minutos e o “primo rico” de Los Angeles só conseguiu deslanchar após a série arrasadora nos minutos finais. Para se ter uma idéia, o Clippers terminou o primeiro tempo na ponta, 51 a 47, e liderou até faltarem 8min para o final do jogo, 81 a 79, após um arremesso certeiro de Cutino Mobley. Foi aí que o ataque do Clippers parou de produzir, a seca durou sete minutos, o suficiente para que o Lakers liquidasse a partida.

“Nós tivemos um nível elevado de jogo por 40 minutos”, ressaltou o técnico do Clippers, Mike Dunleavy. “Nós só paramos de produzir quando nossos jogadores erarram os primeiros arremessos e começaram a se desesperar, cada um queria resolver a coisa do seu jeito. Nós estamos jogando bem, só precisamos treinar mais em alguns aspectos, eu acredito que essa equipe pode atravessar essa fase ruim sem problemas e voltar a vencer”, concluiu.

Se depender da tabela, o Clippers (0v-5d) poderá reagir. A equipe tricolor de Los Angeles fará seus próximos cinco jogos em casa, começando com o duelo diante do Houston Rockets na próxima sexta-feira. O Rockets, inclusive, também é o próximo adversário do Lakers (4v-0d). As equipes duelarão no sábado, também no Staples Center.

Confira melhores momentos de Lakers x Clippers

November 4, 2008

Na estréia de Camby, Millsap rouba a cena e Jazz derrota freguês Clippers (vídeo)

Filed under: Conferência Oeste, DESTAQUES, NBA — Tags: , , , , , , — João Guilherme @ 10:26 am

O Utah Jazz não se importou com o fato de jogar fora de casa e se manteve invicto nesse início de temporada regular. Na noite desta segunda-feira, a equipe de Salt Lake City foi até o Staples Center e bateu o Los Angeles Clippers por 89 a 73 (35 a 36 no intervalo). Com o triunfo, o time do técnico Jerry Sloan chegou a três vitórias e divide a liderança da Conferência Oeste com New Orleans Hornets, Houston Rockets e Los Angeles Lakers.

Entretanto, foi um reserva o principal responsável pelo triunfo do Jazz em Los Angeles. O jovem ala-pivô Paul Millsap entrou e roubou a cena com uma atuação quase perfeita. Ele assinalou oito de seus 12 arremessos e converteu todos os oito lances livres que teve a disposição. Com a mira em dia, Millsap terminou o duelo com 24 pontos, além de nove rebotes, duas assistências, duas recuperações de bola e um toco.

Além disso, Millsap foi o principal responsável pela arrancada final do Utah na partida. No início do período decisivo, o ala-pivô marcou 15 pontos seguidos para o time visitante num espaço de 4min10s. Após essa sequência arrasadora do jovem, a diferença, que era de seis pontos, subiu para 17 tentos a favor do Jazz, o que praticamente liquidou qualquer esperança do Clippers de reagir.

 Paul Millsap (de azul) enterra na cabeça de Chris Kaman (AP Photo/Danny Moloshok)

Ao final do jogo quando foi entrevistado, Millsap mostrou surpresa com o feito que conseguiu no último quarto: “Eu fiz isso?”, perguntou o jogador, surpreso. “Eu, realmente, nem percebi, queria apenas jogar e ajudar o time. Quando as coisas começam a dar certo, você apenas quer continuar tentando e ir no embalo, só depois que você se dá conta do que fez”, revelou.

Com o reserva Millsap em noite inspirada, o titular da posição, Carlos Boozer, nem precisou se esforçar tanto. O camisa 5 do Jazz foi poupado, jogou apenas 29 minutos, mas conseguiu bons números para o time forasteiro. Boozer acertou seis de suas dez tentativas e terminou o duelo com 13 pontos e oito rebotes. Outro jogador de garrafão que teve papel importante no duelo contra o Clippers foi o pivô Mehmet Okur. O atleta turco foi bem nos lances livres (seis acertos em nove tentados) e finalizou o jogo com 16 pontos.

Além do trio citado, o Jazz contou com uma noite inspirada do russo Andrei Kirilenko, agora relegado a condição de reserva. A estrela russa mostrou sua versatilidade e fez um duplo-duplo, 15 tentos e 11 rebotes. Nos 32 minutos em que esteve na quadra, “AK-47″ ainda recuperou quatro bolas e dois passes para cesta. Vale a pena lembrar que o Jazz continua desfalcado do armador Deron Williams, que se recupera de uma lesão no tornozelo e deve estrear em breve.

 Deron Williams vibra com mais uma cesta do Jazz (AP Photo/Danny Moloshok)

Se o Jazz está invicto, o Clippers também ostenta uma campanha irretocável. O time angelino também está invicto, mas da forma que nenhuma equipe gostaria de estar, ou seja, sem vitória. A equipe, treinada por Mike Dunleavy, contou com a estréia do pivô Marcus Camby, mas nem isso adiantou para evitar a quarta derrota no campeonato. O veterano começou na reserva, depois entrou e em 27 minutos conseguiu cinco pontos, nove rebotes e três tocos. O outro pivô do time, o “alemão” Chris Kaman, teve uma apresentação quase perfeita. Kaman acertou nove de seus 12 arremessos, fez 19 pontos, pegou dez sobras e também deu três tocos.

Outra estrela da equipe californiana que esteve em quadra foi o armador Baron Davis. Assim como Camby, “B-Davis” saiu do banco de reservas e conseguiu bons números. O camisa 1 do Clippers converteu três arremessos de longe e fez 14 pontos. Além disso, Baron foi o garçom do time anfitrião com nove passes perfeitos. O jovem ala Al Thornton também conseguiu dígitos duplos, 11 tentos e sete rebotes.

Para o treinador Mike Dunleavy o futuro de sua equipe será melhor: “É óbvio que eu queria que nós vencessemos, mas nós sabíamos que seria difícil”, disse. “Chris (Kaman), Marcus (Camby) e Baron (Davis) jogaram juntos pela primeira vez, então é preciso tempo para que eles se entrosem, quando isso acontecer vamos ser um time muito difícil de ser batido”, afirmou Dunleavy.

Veja os melhores momentos da vitória do Jazz no Staples Center

Notas: Jerry Sloan ganhou 998 jogos como técnico do Utah Jazz, desde que assumiu a equipe na temporada 1988/89. Nenhum técnico na NBA venceu 1000 jogos por uma única equipe… O Jazz conseguiu sua 11ª vitória consecutiva em Los Angeles em duelos contra o Clippers… Ainda por cima, o Utah teve apenas cinco desperdícios de bola durante a partida, recorde na história da franquia.

November 2, 2008

Deron Williams não faz falta para o invicto Utah, Rockets segue vencendo (vídeos)

Mesmo sem Deron Williams o Utah Jazz bateu um recorde da franquia, com apenas cinco turnovers, e derrotou o Los Angeles Clippers por 101 a 79, em Salt Lake City. Brevin Knight, com seis assistências, Ronnie Price, com sete, comandaram bem o Jazz no lugar do armador principal.

“Eles estão jogando muito bem. Estamos bem sem o D-Will”, disse Carlos Boozer, que fez 25 pontos e pegou 10 rebotes.

 

Esforço de Mobley não foi suficiente

Esforço de Mobley não foi suficiente

 

 

Cuttino “Cat” Mobley liderou o Clippers, que está sem Baron Davis e Marcus Camby, com 20 pontos, Chris Kaman adicionou 11 pontos e 12 rebotes.

A vitória veio no segundo tempo. No terceiro quarto o Clippers acertou apenas três dos 20 arremessos. E não pontuou por quase sete minutos entre os quartos finais.

“Ofensivamente jogamos muito bem pelos 48 minutos. Estamos descobrindo as coisas”, falou Phil Johnson, que foi o técnico no lugar de Jerry Sloan, que ficou em casa com sintomas de gripe.

Melhores Momentos em vídeo.

Em Houston o ala Tracy McGrady recuperou-se das primeiras partidas e liderou a vitória do Houston Rockets sobre o Oklahoma City Thunder por 89 a 77. T-Mac fez 22 pontos, Yao Ming adicionou 16, Ron Artest, Luís Scola e Rafer Alston fizeram 10 pontos, cada. Kevin Durant segue tentando carregar o time sozinho, com 26 pontos.

 

McGrady encara Durant

McGrady encara Durant

 Houston acertou apenas 36% de seus arremessos, mas foi bem nos lances-livres, aproveitando 27 de 31.

“No jogo inteiro eles fizeram um bom trabalho, indo para a linha de lance-livre. Você não pode dar essa vantagem para um time tão bom”, disse o treinador do OKC, P.J. Carlesimo.

Houston tinha seis pontos de vantagem após três quartos e fez os primeiros nove pontos do quarto final. Com 10 minutos para o término, o time da casa tinha uma vantagem de 15 pontos. O Thunder não diminuiu a diferença para menos de 10 pontos o resto do jogo.

O Thunder ainda procura a primeira vitória após deixar Seattle por Oklahoma City.

Melhores Momentos em vídeo.

November 1, 2008

Nenê brilha e Iverson decide grande virada em cima do Clippers em Los Angeles (vídeo)

Filed under: Conferência Oeste, DESTAQUES, Multimídia, NBA — Tags: , , , — Paulo Roberto @ 8:21 am

Na sua melhor atuação depois da recuperação de um câncer testicular, o pivô Nenê foi o segundo cestinha no Denver Nuggets na impressionante primeira vitória do time na temporada: 113 a 103 na prorrogação (37 a 55 no primeiro tempo e 94 a 94 ao final do segundo) em cima do L.A. Clippers em Los Angeles. O brasileiro anotou um duplo-duplo com 22 pontos, 11 rebotes e três tocos em 34min45s de ação como titular. O armador-astro Allen Iverson fez nove de seus 25 pontos nos 3min35s finais do tempo extra e distribuiu cinco assistências naquela que foi a segunda maior virada na história da franquia do Colorado tirando uma desvantagem que era de 18 pontos no intervalo.

O “Big Brazilian” somou 14 pontos no terceiro e quarto períodos, ao todo acertou 10 em 15 arremessos de quadra incluindo quatro enterradas e os dois lances livres a que teve direito, pegou oito rebotes defensivos e três ofensivos, deu um passe para cesta do armador Anthony Carter, roubou uma bola de Tim Thomas, bloqueou chutes de Cuttino Mobley, Baron Davis e Chris Kaman, levou só um toco, mas desperdiçou três posses de bola e saiu eliminado com seis faltas pelo segundo jogo consecutivo. No tempo de quadra do gigante paulista, o Denver teve seu maior diferencial, marcando 30 pontos a mais que o Clippers.

Nenê foi dominante no duelo direto com o americano naturalizado alemão Kaman, que errou 11 em 15 finalizações e terminou a partida com 15 pontos porque acertou sete em oito lances livres, 15 rebotes, duas assistências, quatro tocos e duas roubadas em 44min14s. Ah se o Brasil pudesse ter contado com Nenê assim no Pré-Olímpico Mundial de Atenas em julho naquele fatídico jogo contra a Alemanha da dupla Kaman/Dirk Nowitzki. Mas o pivô brazuca pediu dispensa por motivos de saúde, ainda estava em tratamento de um problema no púbis e sentindo efeitos da quimioterapia. Ontem na rodada festiva do Halloween, ele parece ter espantado suas bruxas. O Nuggets havia perdido 11 dos seus últimos 15 confrontos fora de casa contra o Clippers. O time angelino entrou desfalcado do pivô Marcus Camby, que defendeu o Denver nas últimas seis temporadas e não pôde enfrentar os ex-companheiros por causa de uma contusão no calcanhar direito, mas os visitantes tinham um desfalque maior, do ala campeão olímpico Carmelo Anthony, cumprindo a segunda partida de suspensão e agora liberado para fazer sua estréia na temporada na noite de sábado contra o Los Angeles Lakers no Pepsi Center de Denver.

O ala-pivô Kenyon Martin foi outro nome decisivo na virada do Nuggets, depois de errar nove de seus 10 primeiros arremessos de quadra, ele se recuperou e terminou com 13 pontos e 13 rebotes, além de ter feito uma jogada defensiva chave que levou o jogo para a prorrogação e acertando uma bola de três no minuto final do tempo extra assegurando a vitória. K-Mart e Iverson começaram a partida meio desligados, mas fecharam-na muito bem. O ala-armador reserva J.R. Smith contribuiu para o triunfo com 17 pontos e 10 rebotes. O cestinha da partida pelo Clippers foi o ala Al Thornton com 30 pontos, 11 rebotes e três roubos de bola, e o ala-pivô Tim Thomas adicionou 20 tentos e sete sobras.

“A maior parte da conversa no intervalo foi simplesmente que nós poderíamos jogar muito melhor e tínhamos de fazer isso. Se quiséssemos vencer o jogo, nós teríamos de ter um esforço defensivo especial. Não sei quantos arremessos fáceis eles tiveram no segundo tempo, não me lembro que tenham sido muitos”, disse o técnico do Denver, George Karl.

Confira vídeo com os melhores momentos de Clippers x Nuggets incluindo uma enterrada e uma bandeja de Nenê com estilo

Antes do confronto, Marcus Camby falou ao jornal Rocky Mountain News fazendo uma análise sobre os jogadores do Denver e elogiou bastante o amigo brasileiro:

“Nenê um cara que é muito forte lá no poste baixo. Ele é um cara capaz de finalizar com qualquer mão. Estava falando para mim mesmo e para Chris (Kaman) que não podemos deixá-lo entrar numa posição em profundidade porque ele é tão efetivo debaixo da cesta. Agora que ele está com suas pernas de volta, ele está tentando enterrar tudo. Então nós simplesmente temos de fazê-lo trabalhar por cada cesta que fizer e tentar carregá-lo com faltas para então eles serem obrigados a usar aquele banco”, contou Camby, sabendo que os novos reservas do garrafão denverista (Chris Andersen e Juwan Howard) não têm a mesma força.

“Toda derrota é dura, esta especialmente porque tínhamos a vantagem. No primeiro tempo fomos muito mais ativos, estávamos jogando nas linhas de passe deles e colocando nossas mãos na bola. Nós simplesmente não fizemos isso no segundo tempo e permitimos muitas cestas fáceis”, lamentou o treinador derrotado Mike Dunleavy.

Principal reforço do Clippers nas férias, o armador Baron Davis se retirou de quadra machucado ontem com uma lesão no quadril esquerdo, depois de disputar um rebote defensivo ele caiu feio no chão faltando nove minutos e meio no segundo quarto e não teve mais condições de continuar jogando, saiu com apenas seis pontos, quatro rebotes e uma assistência em 13min06s de ação. Depois da humilhante derrota de quarta-feira por 38 pontos de diferença na estréia no dérbi de Los Angeles contra o vice-campeão Lakers, os jogadores do Clippers tiveram uma intensa reunião a portas fechadas e Davis foi quem mais falou cobrando uma postura melhor da equipe. O começo não está sendo animador, embora o time angelino tenha evoluído na segunda partida.

No Denver, que foi derrotado no ginásio do Utah Jazz na estréia, o astro Carmelo Anthony completou uma suspensão de dois jogos que recebeu como punição por ter sido preso dirigindo embriagado no final de abril. Duas temporadas atrás, ele havia sido suspenso por 15 jogos pela NBA por desferir um soco no armador reserva do New York Knicks Mardy Collins durante uma briga no Madison Square Garden em 16 de dezembro de 2006, então o Nuggets já deveria saber como se virar jogando sem o ala. Mas no primeiro tempo no Staples Center de Los Angeles, o time não se encontrou, perdendo o quarto inicial por 28 a 20 e o segundo período por 27 a 17.

A equipe de Nenê voltou bem melhor para a terceira etapa e reagiu diminuindo a desvantagem de 18 pontos para 72 a 64 com uma arrancada de 11 a 2 fechada com dois lances livres do ala-armador autor de 13 pontos Dahntay Jones faltando 1min23s na parcial, encerrada com o Clippers em vantagem de 76 a 68. A recuperação do Denver continuou no último quarto e o time encostou de vez em 88 a 86 com uma enterrada do brasileiro faltando 4min55s, aí Allen Iverson foi punido com uma falta técnica pelo árbitro Brian Forte por ter reclamado da marcação da quinta falta de Nenê restando 3min51s no cronômetro. O ala-armador autor de 14 pontos e seis rebotes Cuttino Mobley acertou o lance livre da técnica e George Karl pediu tempo em seguida para tentar acalmar os ânimos para A.I. não ser expulso.

“Eu não ia ser mandado para fora. Estou nesta liga há 13 anos, então eu sei o quão longe posso ir, especialmente depois que levo uma técnica. Então eu sei que posso ficar um pouco mais calmo para dizer o que tenho de dizer. Mas naquela hora acho que foi uma boa o pedido de tempo, porque nós respondemos bem no jogo”, disse Iverson.

A Resposta veio a cavalo. Nenê empatou o jogo em 90 a 90 com uma bela bandeja reversa faltando 1min44s no quarto período, e Iverson ainda teve a chance de colocar o Denver à frente, mas errou um arremesso de três metros a 33 segundos do fim. Al Thornton pegou o rebote e Tim Thomas converteu um chute de média distância do outro lado, mas dois lances livres conectados pelo ala lituano Linas Kleiza, autor de seis pontos e nove rebotes, empataram novamente a partida faltando 9,4 segundos. Thomas ainda teve nas mãos a chance para um último arremesso tentando dar a vitória ao Clippers no tempo regulamentar, mas ele perdeu a bola deixando-a sair da quadra debaixo da marcação-pressão de Kenyon Martin. 

“O arremesso que ele acertou antes foi uma bola difícil, mas eu estava determinado a não deixá-lo pontuar novamente. É para isso que estou aqui. Esses caras acreditam em mim no setor defensivo, e o técnico teve a confiança em mim na prorrogação para fazer a bola chegar a mim de novo quando estava aberto para arremessar. É por isso que você continua trabalhando em seu jogo, para situações como essa”, destacou K-Mart.

Com o moral elevado e Iverson inspirado na prorrogação, o Denver ganhou o desempate por 19 a 9. “A Resposta” começou sua série decisiva de nove pontos com uma bandeja que deu aos visitantes o comando definitivo do marcador. Ele converteu outra 37 segundos depois e acertou também um arremesso longo ampliando a vantagem azul para 103 a 98 a 2min32s do final, aí veio a bola de três matadora de Martin, e A.I. selou a vitória encestando dois lances livres faltando 43 segundos. Destaque da seleção da Lituânia quarta colocada nos Jogos de Pequim, Linas Kleiza não foi bem como titular na vaga de Carmelo Anthony e ontem mais cedo o Nuggets decidiu não oferecer a ele uma extensão para o quarto ano de um contrato no valor de US$ 25 milhões, afinal a ordem na equipe agora é cortar gastos. Como resultado dessa decisão da diretoria, Kleiza se tornará agente livre restrito em julho de 2009 ao final da temporada, ou seja, poderá negociar com qualquer outro time, mas o Denver terá preferência para cobrir a oferta e ficar com o jogador.

“Achei que na prorrogação Iverson teve mais energia e mais espírito que qualquer outra pessoa na quadra”, elogiou o técnico George Karl.

“Nós fomos mastigados no intervalo. Kenyon Martin disse algo, (o armador) Chucky Atkins disse algo, o técnico disse algo”, disse o armador Anthony Carter, que brincou sobre o “reaparecimento” de Iverson. “Já estava demorando demais. Achei que ele ainda estava de férias”, concluiu Carter, que anotou 12 pontos, seis assistências e quatro rebotes na vitória. Agora que venha o Lakers na estréia de Carmelo logo no reencontro com o rival angelino que varreu o Denver por 4 a 0 na primeira rodada dos playoffs de 2008.

October 31, 2008

Camby desfalca Clippers contra Denver de seu “irmãozinho” Nenê

Filed under: Conferência Oeste, DESTAQUES, NBA — Tags: , , , — Adriano Albuquerque @ 12:46 pm

A vingança vai ficar para depois. O pivô Marcus Camby, que não gostou nem um pouco de ser trocado pelo Denver Nuggets para o Los Angeles Clippers, segue lesionado no calcanhar e é dúvida para o jogo de logo mais, às 0h30min (horário de verão de Brasília) de sábado (1/11), entre as duas equipes. Melhor para o pivô brasileiro Nenê, que também está lesionado, com uma torção no dedinho da mão direita, a que ele usa para arremessar. Ainda não será agora que o Gigante Paulista enfrentará o homem que chama de “irmão mais velho”.

“Ele está com medo”, brincou Nenê, que estreou como titular e substituto de Camby na quarta-feira, marcando 11 pontos e 4 rebotes na derrota para o Utah Jazz. Nesta madrugada de sexta para sábado, o brazuca esperava encarar o velho amigo, que voltou a treinar na quinta-feira pela primeira vez em três semanas, mas o técnico do Clippers, Mike Dunleavy, disse que o pivô é dúvida “muito grande” para a partida.

“A comissão técnica está dizendo que eu provavelmente estarei de volta em quadra na segunda-feira. Eu estou certamente a apenas milímetros de estar em quadra”, disse Camby, que após declarar publicamente que estava magoado com a troca, diz agora não pensar mais da mesma forma. “Sei que todos estão ansiosos para me ver jogando contra o Denver e tentar transformar isto em um evento maior do que realmente é. É apenas um jogo. As pessoas estão achando que será um jogo de vingança ou algo assim. Não tenho ressentimentos contra o time”, garantiu o pivô, trocado por uma exceção de troca no teto salarial no valor de US$ 10 milhões e pelo direito de trocar escolhas de segunda rodada do draft em 2010.

O motivo por trás da negociação era liberar espaço na folha salarial lotada do Nuggets. Parte da culpa pelo alto custo do elenco é Nenê, que assinou por seis anos e US$ 60 milhões em 2006. A franquia tentou mover várias peças para desafogar sua folha, mas só conseguiu passar Camby, abrindo espaço para o brasileiro provar seu valor como substituto do ex-Melhor Defensor do Ano e líder da NBA em tocos nas últimas três temporadas. Apesar de dizer que não sente pressão por causa disso, Nenê admite que preferia que Camby tivesse ficado, mesmo que ele tivesse de continuar no banco. “Eu queria jogar com ele, mas isto é um negócio. O que posso fazer?”, disse Nenê, que na quarta-feira foi eliminado com seis faltas em apenas 26 minutos de jogo.

“Eu disse a ele que, das seis faltas, não sei se ele fez mais do que uma ou duas delas. Ele quase foi tratado como um jogador novo. Os árbitros não tem visto muito dele em quadra… Acho que ele tem de se reidentificar para os árbitros”, brincou o técnico George Karl, em uma referência aos 165 jogos perdidos pelo brasileiro nos últimos três anos por causa de lesões no joelho e, no ano passado, com um câncer testicular.

Karl também é sobrevivente de câncer e teve uma conversa “emocional” com Nenê, segundo o jornal americano Denver Post, antes da estréia contra o Utah. O técnico disse que “dividiu seu sonho” com o brasileiro e disse que acredita que o pivô pode ser um All-Star no futuro. “Vamos dar a ele, eu acho, seu sonho de jogar muitos minutos, onde a responsabilidade é maior”, disse Karl.

Para ser um All-Star, Nenê ainda tem muito a melhorar. Ele vem sendo utilizado mais no poste baixo, de forma diferente de Camby, que jogava mais no poste alto. O ex-companheiro deu dicas para o paulista. “Ele pode trazer muita pontuação no poste baixo e presença se você o usar corretamente. Ele é um cara que você precisa garantir que está envolvido. Se ele não for envolvido no ataque cedo, ele pode se desconcentrar um pouco. Ele é o meu cara e eu o amo até a morte, mas ele é teimoso”, disse Camby.

Em 23 de outubro, véspera de um confronto entre Nuggets e Clippers na pré-temporada, em Los Angeles, Camby levou Nenê e meia dúzia de técnicos e funcionários do Nuggets para jantar, pagando a conta e aconselhando seu substituto. “Ele disse que estava feliz de saber que eu estava trabalhando duro. Ele queria que eu me saísse bem nesta temporada, mas não contra ele”, conta Nenê.

A amizade deles começou em junho de 2002, quando ambos foram trocados na noite do draft pelo New York Knicks para o Denver - o Knicks selecionou Nenê na sétima posição do draft e o enviou na mesma noite para o Nuggets, junto a Camby, pelo ala-pivô Antonio McDyess. A dupla teve seu primeiro contato em um jato particular que os levou ao Colorado. “(Nenê) estava todo jovial e alegre por estar na NBA, e eu estava só sentado no jato, pensando, ‘Não acredito que estou indo de Nova York para Denver’”, lembra Camby, na época um pivô de prestígio com o Knicks, enquanto o Nuggets estava entre os times de loteria da liga. O pivô acabou se apaixonando por Denver, levando o time a cinco pós-temporadas consecutivas, e virou o mentor de Nenê. “Às vezes, ele precisa ser mimado”, brincou Camby.

Nenê não receberá nenhum mimo neste sábado, e terá de ajudar o time a compensar a ausência do ala Carmelo Anthony, cumprindo o segundo e último jogo de uma suspensão por ter sido preso enquanto dirigia alcoolizado, ao final da última temporada. Anthony deve voltar ao time na noite de sábado, quando a equipe enfim joga em casa pela primeira vez, contra o Los Angeles Lakers, no Pepsi Center. Contra o Clippers, o lituano Linas Kleiza continua como titular na posição 3.

October 30, 2008

Na estréia de Davis, Clippers leva surra de 38 pontos do Lakers no dérbi de Los Angeles (vídeo)

Filed under: Conferência Oeste, NBA — Tags: , , , , , , — João Guilherme @ 11:01 am

O Los Angeles Lakers se tornou o primeiro time a conquistar duas vitórias na temporada regular 2008/09. Na noite desta quarta-feira, a equipe amarela e roxa da Califórnia fez o clássico de Los Angeles contra o Clippers, que estreava no campeonato. Liderados mais uma vez por Kobe Bryant os “visitantes” do Lakers destroçaram o rival regional por 117 a 79 (59 a 44 no intervalo), em jogo realizado no Staples Center e que teve mando de quadra do Clippers.

Kobe teve uma atuação discreta para seus padrões, mas nem precisou se esforçar muito para levar o Lakers a vitória. Seus companheiros de quadra estavam inspirados e os 16 pontos feitos pelo ala-armador foram mais do que suficientes. Em 30 minutos na quadra, o MVP (Jogador Mais Valioso) da última temporada acertou cinco de seus 12 arremessos e ainda pegou oito rebotes, deu três assistências e recuperou duas bolas.

 Kobe faz movimento plástico e é observado por Al Thornton (AP Photo/Mark J. Terrill)

Os armadores Derek Fisher e Jordan Farmar vieram logo atrás do astro com 15 tentos cada um. O jovem Farmar ainda conseguiu cinco passes para cesta e cinco rebotes. Já o ala-pivô espanhol Pau Gasol manteve a regularidade e teve um apresentação versátil, 13 tentos, nove sobras e seis assistências. Seu companheiro de garrafão, o pivô Andrew Bynum teve números parecidos, 12 pontos (quatro acertos em sete tentativas) e nove rebotes.

Gasol afirmou que a equipe está focada e que é muito difícil batê-los quando eles estão em noite inspirada: “Nós estamos nos sentindo bem, um verdadeiro time. Entramos com vontade e fomos agressivos desde o começo, nós percebemos que eles (jogadores do Clippers) sentiram a nossa intensidade, acho que eles se intimidaram um pouco”, finalizou Gasol.

De fato, o Lakers controlou a partida durante a maior parte do tempo e se “vingou” da derrota sofrida para o rival na pré-temporada. Com uma forte defesa e um ataque inspirado (o time de Phil Jackson acertou 51% de seus arremessos), o time dourado de Los Angeles foi soberano no último três períodos de jogo. A equipe “forasteira” só teve dificuldade no primeiro período, quando o Clippers chegou a liderar por alguns momentos. O “primo pobre” de Los Angeles chegou a liderar até o início do segundo período, 33 a 32, mas a partir daí o Lakers encaixou uma série arrasadora de 24 a 6 e praticamente liquidou a fatura antes do intervalo.

Quem esperava uma reação do Clippers no terceiro período se surpreendeu com o controle de jogo do Lakers. O time angelino continuou impondo um ritmo cruel ao jogo e, ao final do quarto, a liderança aumentou para 28 pontos, 85 a 57. No último período os técnicos colocaram os reservas em quadra e a superioridade do Lakers continuou, até consolidar na surra de 38 pontos.

 Andrew Bynum (17) dá toco em Chris Kaman (AP Photo/Mark J. Terrill)

O pivô Andrew Bynum ressaltou que a defesa tem sido o diferencial do Lakers neste início de campanha: “Nós jogamos muito bem na defesa novamente. É muito importante você impor o adversário a fazer menos de 80 pontos em dois jogos seguidos, isso mostra que a defesa está funcionando do jeito que queremos. Se não me engano, o recorde do nosso time nesse quesito é de seis jogos seguidos e nosso objetivo é superar essa marca”, revelou Bynum.

O Clippers foi liderado pelo jovem ala Al Thornton. O segundo-anista assinalou 16 pontos e viu outros três jogadores marcarem 11 pontos. Os veteranos Cutino Mobley e Tim Thomas, além da estrela Baron Davis, conseguiram a marca. Davis, que ficou de fora de alguns jogos do Clippers na pré-temporada , retornou à ativa nesta quarta e também conseguiu sete assistências e três recuperações de bola.

Após duas vitórias, o Los Angeles Lakers (2v-0d) descansa na quinta e na sexta e só volta à quadra no sábado para encarar o Denver Nuggets, fora de casa. Já o Los Angeles Clippers (0v-1d) também tem como próximo desafio o time do brasileiro Nenê, mas uma noite antes do rival. O jogo será disputado no Staples Center, em Los Angeles.

Veja os melhores momentos do clássico de Los Angeles

October 26, 2008

Divisão Pacífico: Drama, traição, rompimentos e o Borrão Brasileiro

Filed under: Conferência Oeste, DESTAQUES, NBA — Tags: , , , , , — Adriano Albuquerque @ 11:30 pm

Traições, rasteiras, decadências, retornos triunfais, rompimentos de relação. A Divisão Pacífico teve uma offseason dramática, algo a se esperar de uma região que contém quatro times californianos. Baron Davis traiu o Warriors e assinou com o Clippers, que por sua vez foi traído por Elton Brand. O Warriors deu o troco roubando Corey Maggette do rival divisional, mas sua temporada ganhou contornos dramáticos com a contusão infantil de Monta Ellis. Em Sacramento, foi Ron Artest quem mudou de idéia quanto a ficar no Kings, que teve de trocar o ala e recomeçar da estaca zero. No topo da divisão, porém, está a rivalidade mais forte, com o Phoenix Suns passando pelo fim de seu casamento com Mike D’Antoni e tentando um namoro com Terry Porter para recuperar a liderança perdida para o ascendente Los Angeles Lakers.

Phoenix Suns

Ginásio: US Airways Center
Títulos: Nenhum
Temporada 2007-08: Eliminado na primeira rodada dos playoffs (55v-27d, 1 a 4 contra o San Antonio Spurs)
Estréia: 29/10, contra o San Antonio Spurs, fora de casa

O Suns foi o time queridinho da imprensa e dos fãs de basquete pelos últimos quatro anos, graças a um estilo de jogo em alta velocidade e com muitos pontos por partida. Entretanto, o time não conseguiu chegar ao título, chegando longe nos playoffs mas sempre falhando, e a crítica decretou: não dá para ser campeão jogando desta forma, o time precisa ser um pouco mais convencional, ter um pivozão, defender melhor.

O gerente geral Steve Kerr então tratou de mexer no time: mandou embora o insatisfeito e egocêntrico ala Shawn Marion e obteve o superpivô Shaquille O’Neal, já bem mais pesado e lento do que no auge de sua carreira; deixou o técnico Mike D’Antoni, mentor do estilo “run n’ gun”, assinar contrato com o New York Knicks e trouxe Terry Porter, um ex-armador conhecido por sua dedicação à defesa e trabalho duro. E a reação da imprensa e da torcida? “Um grande erro!”, “as chances de título do Suns estão acabadas”, “por que eles desmontaram o time mais veloz?”

Suns perde jogão para o San Antonio Spurs nos playoffs de 2007-08:

Portanto, Phoenix, ainda com a maioria de seus principais jogadores dos últimos quatro anos no elenco, entra na temporada subestimado, com muitas previsões de que terá uma posição ruim nos playoffs. Apesar disso, o time ainda é veloz, recheado de bons jogadores ofensivos, e agora está mais profundo, após a contratação de Matt Barnes para fazer a rotação na posição 3 com Grant Hill, e a chegada dos calouros Goran Dragic e Robin Lopez, para aprenderem com Steve Nash e Shaquille O’Neal ao mesmo tempo que lhes dão um necessário descanso. Lopez e Barnes também são dois jogadores conhecidos por sua eficiência defensiva e trazem uma clara evolução para este setor do Suns.

O bom, o mau e a figura: Steve Nash, Amaré Stoudemire e Shaquille O’Neal

Nash, Shaq e Amaré tentarão se manter no mesmo ritmo neste ano

Nash, Shaq e Amaré tentarão se manter no mesmo ritmo neste ano

Nash foi MVP da liga por dois anos consecutivos e era o comandante indiscutível do time de D’Antoni. Porém, Nash já está com 34 anos, o que faz alguns previrem sua queda de rendimento. A questão é como o canadense renderá no esquema mais lento de Porter. Stoudemire, por sua vez, explodiu no ano passado após a chegada de Shaq, liberado para jogar em sua posição de ala-pivô e largar a mão em suas enterradas. O destino do Suns está cada vez mais em suas mãos, com o time construído para atacar ao redor dele. Porém, sua dedicação na defesa sempre foi questionada, e a chegada de Porter deve aumentar a cobrança em cima dele neste lado da quadra.

Já O’Neal é considerado a “bala” que matou o estilo veloz do Suns no ano passado - Kerr foi o assassino e sua arma foi a troca com o Miami Heat. Shaq já foi o pivô mais dominante da NBA, mas caiu de produção desde 2006, quando foi campeão pela última vez com o Heat, passando vários jogos das últimas duas campanhas sentado no banco com muitas lesões. Após chegar ao Suns, foi recuperado rapidamente pelo departamento médico e jogou toda a segunda metade da temporada passada, mas não foi tão eficiente no esquema de D’Antoni. Para este ano, é uma interrogação enorme - literalmente. Ele vai conseguir permanecer saudável? Vai ser um dos focos do esquema de Porter? Qual será sua produção? Tudo o que se pode garantir é que Shaq continuará sendo o queridinho da mídia, com declarações impagáveis, caretas engraçadas e suas brincadeiras com seus companheiros de time.

O brasileiro: Leandrinho

O "Borrão Brasileiro" quer o troféu de Sexto Homem de volta

Não vem sendo um bom ano para Leandro Barbosa. Após dois anos de explosão em que se tornou um dos reservas mais temidos da NBA e o jogador favorito dos brasileiros, o ala-armador paulista teve uma pequena queda de rendimento em 2007-08 - seus pontos caíram de 18,1 para 15,6 por jogo, seu aproveitamento em chutes de 3 foram de 43,4% a 38,9% e suas assistências, de 4 para 2,6. Ao final da temporada, os médicos do Suns diagnosticaram uma tendinite no joelho e vetaram sua participação com a Seleção Brasileira no Pré-Olímpico Mundial de Atenas. Entretanto, sua participação em uma pelada beneficente de futebol em Nova York deixou torcida e mídia brasileiras revoltadas. Para terminar, sua mãe sofreu com uma doença séria que lhe tirou da primeira metade da pré-temporada do clube para poder estar em São Paulo com ela.

A partir do dia 29 de outubro, Leandrinho tenta colocar tudo isso no passado e recuperar o tempo perdido. Após passar as férias em tratamento, seu joelho já deve estar pronto para mais uma temporada inteira, e o ala-armador vai em busca do troféu de Sexto Homem do Ano que perdeu para Manú Ginóbili no ano passado.

Técnico: Terry Porter

Porter só teve uma outra experiência como técnico da NBA, com o Milwaukee Bucks. Em sua primeira temporada, a equipe, então comandada pelo armador veloz e distribuidor TJ Ford, chegou aos playoffs. Sem Ford, entretanto, o Bucks caiu bastante no ano seguinte e Porter deixou o cargo, com 71v-93d em sua passagem. Sua primeira temporada, porém, mostra que pode trabalhar com jogadores criativos e rápidos como Nash. O treinador foi um armador dedicado e durão em seus tempos de vencedor e foi escolhido por Kerr para ensinar seus comandados a defender e ter mais responsabilidade na retaguarda. Outro desafio será manter Shaq motivado e pronto para jogar.

Time-base: Steve Nash, Raja Bell, Grant Hill, Amaré Stoudemire e Shaquille O’Neal
Principais reservas: Leandrinho (ala-armador), Boris Diaw (ala-pivô), Matt Barnes (ala), Goran Dragic (armador), Alando Tucker (ala-armador), Robin Lopez (pivô)

Reforços: Matt Barnes (ala), Goran Dragic (armador, calouro), Robin Lopez (pivô, calouro)
Principais perdas: Nenhuma perda importante

Los Angeles Lakers

Ginásio: Staples Center
Títulos: 14 (1949, 50, 52, 53 e 54 - como Minneapolis Lakers - 1972, 80, 82, 85, 87, 88, 2000, 01 e 02)
Temporada 2007-08: Vice-campeão (57v-25d, 2 a 4 contra o Boston Celtics)
Estréia: 28/10, contra o Portland Trail Blazers, em casa

O L.A. Lakers é considerado um dos maiores favoritos ao título, após uma transformação durante a última temporada que os deixou a apenas duas vitórias do troféu no ano passado. A equipe teve um bom começo de campeonato, com notável evolução de seus jogadores mais jovens, suficiente para diminuir o tumulto causado pelo desejo de Kobe Bryant de ser trocado durante a offseason. O time subiu outro degrau com a troca no meio da temporada com o Memphis Grizzlies, que trouxe o ala-pivô Pau Gasol sem custar ao Lakers jogadores importantes de sua rotação. Com Gasol na posição 5, como atua também na seleção espanhola, o Lakers virou um time mais veloz e eficiente no ataque, e arrancou rumo à primeira posição do Oeste. Kobe levou seu primeiro troféu de MVP, L.A. chegou às Finais com apenas três derrotas nos playoffs, mas seu ataque ficou perdido frente à defesa do Celtics, que dominou a série e não teve problemas contra a defesa inferior do time californiano.

Este ano, porém, o pivô Andrew Bynum está de volta após um excelente início de temporada em 2007-08. Bynum, porém, lesionou o joelho direito no meio da campanha, o que foi uma das motivações por trás da aquisição de Gasol. Havia a esperança de que Bynum estaria recuperado a tempo de jogar os playoffs, mas o pivô acabou passando por duas cirurgias e ficou de fora pelo resto do ano. Na pré-temporada, o garoto de apenas 20 anos (completa 21 na véspera da estréia) não vem mostrando sinais de seqüelas e parece pronto para retomar sua posição de titular e buscar uma vaga no Jogo das Estrelas.

Com Bynum, o Lakers espera ter uma defesa mais intimidadora e fechada e um ataque com ainda mais movimentação de bola e espaço para os arremessadores. Além do upgrade em altura, o time manteve seu banco praticamente intacto - perdeu o energético ala-pivô Ronny Turiaf, mas ainda conta com o armador Jordan Farmar, o chutador Sasha Vujacic, o batalhador Luke Walton e o ala Trevor Ariza - e o técnico Phil Jackson pensa em colocar Lamar Odom na função de Sexto Homem, para não tirá-lo da posição de ala-pivô que vem funcionando tão bem para ele no último ano.

O Grande Trio do Oeste: Kobe Bryant, Pau Gasol e Andrew Bynum

Kobe torce para que a aliança entre Bynum e Gasol funcione na prática

Kobe torce para que a aliança entre Bynum e Gasol funcione na prática

A aliança de Bryant com Gasol deu ótimos resultados no ano passado, inclusive a evolução estatística de Lamar Odom, que aproveitou os espaços e bons passes dos dois e deu a impressão de ter formado ali a trinca forte do Lakers. Nas Finais, porém, Odom sumiu dentro de uma forte defesa do Celtics, que não lhe abandonava ao mesmo tempo que fechava a parede para Kobe. Não era ele mesmo o jogador que o time visualizava para responder ao Grande Trio do Boston com Bryant e Gasol - o homem que faltava era Andrew Bynum.

Gasol é um pivô excelente e consumado no basquete internacional, mas na NBA sempre rendeu melhor como ala-pivô, contra adversários mais baixos, e com um 5 mais corpulento ao seu lado para poupá-lo na defesa. Bynum é esse tipo de jogador - não é um grande defensor, mas tem corpo para agüentar melhor os trancos da briga do garrafão. Ele produziu os melhores números de sua carreira - 13,1 pontos, 10,2 rebotes, 2,06 tocos e 1,7 assistências - nos 35 jogos que disputou em 2007-08. Se continuar no seu ritmo de evolução, vai facilitar tanto a vida de Gasol quanto de Kobe, que há anos espera novas forças no garrafão para puxar marcações duplas e facilitar sua vida. Com mais espaço e mais armas, o MVP da temporada passada pode se concentrar em liderar o time e se guardar para os minutos decisivos, como gosta de fazer e mostrou nos Jogos Olímpicos de Pequim.

Lakers mostra seu amplo arsenal em amistoso contra o Charlotte Bobcats:

Técnico: Phil Jackson

Jackson já conquistou nove anéis de campeão da NBA e tem sua competência mais do que comprovada, mas jamais teve em seu celebrado esquema de triângulo ofensivo uma dupla de pivôs tão poderosa e grande como esta. Mesmo quando teve Shaquille O’Neal no centro do esquema, as duplas do Diesel estavam ou em final de carreira, ou não eram pivôs clássicos: AC Green, Horace Grant, Robert Horry. Este será um desafio importante para o sucesso tão esperado pela torcida: acertar o espaçamento entre os pivôs e sua movimentação pelo triângulo. “Big Phil” também terá de trabalhar com Odom para motivá-lo e manter sua produção ao menos próxima do que foi no ano passado, caso realmente o coloque no banco de reservas.

Time-base: Derek Fisher, Kobe Bryant, Vladimir Radmanovic, Pau Gasol e Andrew Bynum
Principais reservas: Lamar Odom (ala), Sasha Vujacic (ala-armador), Jordan Farmar (armador), Trevor Ariza (ala), Luke Walton (ala), Chris Mihm (pivô)

Reforços: Sun Yue (armador, calouro)
Principais perdas: Ronny Turiaf (Golden State Warriors)

Golden State Warriors

Ginásio: Oracle Arena
Títulos: 3 (1947 e 56 - como Philadelphia Warriors - e 1975)
Temporada 2007-08: 3º lugar na Divisão Pacífico (48v-34d)
Estréia: 29/10, contra o New Orleans Hornets, em casa

O Phoenix Suns era quase uma tartaruga perto do Golden State Warriors, que joga em uma velocidade frenética, acentuada pela pressa de seus jogadores em arremessar de qualquer ponto da quadra e em arriscar roubos de bola ao custo de espaços para os adversários em sua defesa. Apesar disso, seu estilo é tão diferente e inconvencional que funcionou e a equipe ficou a duas vitórias de ter 50 na temporada, uma ótima marca que, em alguns anos, já foi suficiente para vencer uma conferência. No fortíssimo Oeste do ano passado, porém, o Warriors ficou à beira dos playoffs, fora por apenas um jogo.

O motivo da quebra do time, porém, não foi o insucesso. A equipe tinha um grande grupo de free agents no elenco e tentou manter todos, mas o armador Baron Davis, comandante da equipe, desistiu de uma extensão já praticamente acertada para se juntar ao Clippers, de sua cidade-natal, Los Angeles. O time perdeu também os alas Matt Barnes e Mickael Pietrus, mas trouxe Corey Maggette para a posição - aproveitando para dar o troco no Clippers - e tinha o promissor Monta Ellis esperando para substituir Davis na direção da equipe. Ellis, porém, se lesionou em um acidente com uma lambreta e deve ficar dois meses de fora - além de estar suspenso por 30 jogos por ter violado os termos de sua extensão contratual - o que tornou a condição do time uma dúvida. A direção obteve Marcus Williams, que não realizou seu potencial no New Jersey Nets, para dividir a responsabilidade com o segundoanista CJ Watson. Se a dupla demorar a pegar o jeito, pode custar caro novamente no profundo Oeste.

O capitão: Stephen Jackson

Jackson é, mais do que nunca, o "número 1" do Warriors neste início de temporada

Jackson é, mais do que nunca, o número 1 do Warriors nesta temporada

Com tantos problemas na equipe, o “Capitão Jack” ganha ainda mais responsabilidade para colocar o time nos trilhos e mantê-lo competitivo desde o início. Apesar de um passado de polêmicas dentro e fora da quadra, Jackson mostrou amadurecimento em 2007-08, quando foi apontado como capitão pelo técnico Don Nelson. O ala, entretanto, não lida tão bem com adversidade; muitos de seus problemas dentro e fora de quadra vieram quando tanto o Warriors quanto o Indiana Pacers, sua equipe anterior, passavam por fases ruins, com jogadores lesionados e/ou suspensos. Sua maturidade será colocada à prova enquanto Ellis cumpre sua suspensão de 30 jogos. O talento está lá: Jackson é capaz de jogar tanto como ala-armador quanto como ala-pivô, tem um bom chute de 3, é forte, passa bem e defende usando sua condição física.

Técnico: Don Nelson

Nelson é o segundo treinador mais vitorioso na história da NBA, embora jamais tenha conquistado um título neste papel - como jogador, foi campeão com o Boston Celtics. Considerado um gênio ofensivo, seu esquema veloz com jogadores mais baixos, apelidado de “Nellieball”, conquistou milhares de fãs, mas conta com formações muito baixas, o que dificulta o trabalho de seu time na defesa. Este ano, porém, a franquia adquiriu o ala-pivô Ronny Turiaf, jogador de energia capaz de “segurar o rojão” no interior, e espera-se que Brandan Wright, em seu segundo ano, ganhe mais tempo de jogo. Pelo histórico de Nellie, é capaz de ambos serem usados mais na posição 5, em formações ainda mais baixas, mas se usados apropriadamente, a defesa pode dar um salto de qualidade.

Time-base: CJ Watson (Monta Ellis), Stephen Jackson, Corey Maggette, Al Harrington e Andris Biedrins
Principais reservas: Marcus Williams (armador), Kelenna Azubuike (ala), Ronny Turiaf (ala-pivô), Marco Belinelli (ala-armador), Brandan Wright (ala-pivô)

Reforços: Corey Maggette (ala), Marcus Williams (armador), Ronny Turiaf (ala-pivô), Anthony Randolph (ala-pivô, calouro)
Principais perdas: Baron Davis (Los Angeles Clippers), Matt Barnes (Phoenix Suns), Mickael Pietrus (Orlando Magic)

Warriors faz jogo duro contra o Milwaukee Bucks na China:

Los Angeles Clippers

Ginásio: Staples Center
Títulos: Nenhum
Temporada 2007-08: 5º lugar na Divisão Pacífico (23v-59d)
Estréia: 29/10, contra o Los Angeles Lakers, em casa

Após uma temporada sensacional em 2005-06, em que chegou a uma vitória das finais de conferência, as coisas foram gradativamente voltando ao normal para o Clippers, histórico saco de pancadas da liga. Primeiro, em 2007, o time pareceu acomodado pelo sucesso do ano anterior e caiu de produção, principalmente após o jovem armador Shaun Livingston quebrar a perna em um lance bizarro no meio da temporada, e os angelinos perderam os playoffs por pouco. No campeonato seguinte, foi a vez de Elton Brand, MVP da franquia, se lesionar na pré-temporada e ficar de fora por quase todo o ano, voltando nos jogos finais quando o Clippers já estava eliminado. Confiante que Brand estava recuperado e ficaria no time se fosse reforçado, a direção roubou o armador Baron Davis do Golden State Warriors e sonhou com uma dupla de jogadores/produtores de cinema, já que ambos são ligados à indústria cinematográfica de Hollywood.

Entretanto, o Sixers passou a perna no Clippers e acenou com uma proposta melhor para Brand, que trocou a Califórnia pela Costa Leste, revoltando a direção do clube. O time respondeu ao adquirir o pivô Marcus Camby, ex-Melhor Defensor do Ano, quase de graça do Denver Nuggets, sem ter de ceder jogadores. Camby fará dupla com o pivô Chris Kaman, que mostrou evolução jogando sem Brand ao seu lado e também jogou bem no Pré-Olímpico Mundial pela seleção da Alemanha. O técnico Mike Dunleavy vai ter de torcer para que, desta vez, seu elenco permaneça saudável e não tenha a avalanche de lesões que sofreu no ano passado, especialmente considerando que Davis, Camby e Kaman têm pro