A atual campeã mundial Espanha afastou de vez o fantasma da eliminação nas quartas-de-final em Atenas e dominou a Croácia por 72 a 59 (37 a 26 no primeiro tempo) nesta quarta-feira. A equipe avança às semifinais do torneio de basquete masculino dos Jogos Olímpicos de Pequim-2008, onde enfrentará a terceira colocada do EuroBasket 2007, Lituânia.
Os espanhóis entraram em quadra determinados a apagarem o vexame de 2004, quando chegaram invictos à segunda fase mas foram derrotados pelos EUA nas quartas, e exerceram uma forte defesa pressionada desde o início. Funcionou: os croatas ficaram os primeiros 6min33s do jogo sem cestas de quadra e a Espanha disparou em 12 a 1 no meio tempo, forçando seis turnovers e três arremessos errados. A Croácia, que já estava desfalcada do armador Marko Popovic pelo terceiro jogo seguido, logo teve de tirar o pivô Stanko Barac, machucado, e o ala-armador Marin Rozic, pendurado com duas faltas. O time melhorou com a entrada do armador Zoran Planinic, mas saiu da parcial atrás por 22 a 11. “Eu esperava que nós entrássemos com a intensidade defensiva com que começamos hoje. Quando fazemos isto, significa que tiramos a pressão de nós mesmos, nos traz uma vantagem”, disse o pivô catalão Pau Gasol.
O pivô Pau Gasol (esq) e o armador José Calderón (dir) foram destaques na vitória espanhola
No segundo quarto, os croatas equilibraram mais a partida a chegaram a cortar a diferença aos seis pontos, mas continuavam envolvidos pelo ataque espanhol e seus pick-and-rolls com os irmãos Gasol. Os dois contribuíram para uma arrancada de 9 a 2 que esticou a diferença a 16 pontos, 37 a 21, e o mais velho, Pau, terminou o primeiro tempo com 14 pontos. A Croácia marcou cinco pontos seguidos para encerrar o quarto e ir ao intervalo atrás por 37 a 26.
A Croácia começou lentamente de novo no terceiro quarto e os espanhóis fizeram os primeiros cinco pontos, antes de Banic conseguir a bandeja com três minutos passados desde o intervalo. Os campeões mundiais seguiram arrancando e transformaram a seqüência em uma arrancada de 10 a 2, abrindo 18 pontos em uma cesta de 3 de Jorge Garbajosa. Com a vantagem confortável, todavia, a Espanha ficou mais descuidada e cometeu dois turnovers consecutivos, permitindo ao time do Leste Europeu duas bandejas e que a margem caísse para 14 pontos. O técnico Aíto García-Reneses chamou tempo, mas a pressão defensiva dos croatas continuou incomodando a equipe, que não conseguia encontrar arremessos sem contestação. A desvantagem dos croatas chegou a cair a 12 pontos, mas um lance livre de Ricky Rubio deixou o marcador em 51 a 38.
Marko Tomas fez a primeira cesta do último quarto, de 3, para reduzir o déficit a 10 pontos, mas Rudy Fernández respondeu com duas cestas seguidas no garrafão e Repesa logo pediu tempo. Não adiantou e os croatas se desestabilizaram, passando mais 4min50s sem pontuar, enquanto a Espanha seguiu arracando, fazendo mais oito pontos para acumular 12 seguidos e levar a margem a 22, 63 a 41, a 5min36s do final. A partir daí, a Croácia não ameaçou mais e não reduziu a diferença além da margem final.
“A vitória de hoje foi graças à nossa ótima defesa e muito foco. Essa defesa durou por um longo tempo no jogo. O ataque tem sido inferior à nossa defesa e isto, talvez, seja devido ao fato de estarmos à frente. No final, cometemos erros em muitas coisas. Precisamos manter nossa guarda nos estágios finais dos jogos”, advertiu o técnico espanhol, Aíto García-Reneses.
O pivô Nikola Prkácin (esq) e o armador Zoran Planinic (dir) tentam bandejas para a Croácia
Os espanhóis tiveram 61% de aproveitamento nos chutes de 2 pontos e buscaram 36 rebotes, incluindo 11 ofensivos, enquanto a Croácia teve 29 rebotes e 44% em chutes dentro do arco. O maior responsável por estas diferenças foi o pivô Pau Gasol, que jogou como no Mundial do Japão-2006, em que foi eleito o Melhor Jogador da competição, e marcou 20 pontos, 10 rebotes e 3 tocos. “Estamos felizes com o resultado. Foi uma vitória importante nas quartas-de-final e era algo que queríamos fazer nestas Olimpíadas. Estamos aonda queremos estar. Agora temos de nos preparar para as semis, que serão um jogo difícil para nós”, disse Gasol, que fez sua 100ª partida com a camisa da seleção. O ala-pivô Felipe Reyes acrescentou 13 pontos e o armador José Calderón, 10. O jogador do Toronto Raptors, porém, saiu no meio do último quarto com uma lesão na virilha. “Ele sentiu uma dor. Não sabemos qual é sua condição, mas torcemos para que ele possa jogar nas semifinais”, disse Aíto. Calderón disse que sua saída foi por precaução e que ele será testado antes do jogo de sexta-feira.
Pela Croácia, o ala-pivô Marko Banic fez 15 pontos e o armador Zoran Planinic marcou 12, ambos buscaram 5 rebotes. “Não gosto de fazer desculpas. Começamos bem o torneio, mas peço desculpas pela forma como encerramos. Nós devíamos ter jogado melhor”, disse o técnico croata, Jasmin Repesa.
FICHA TÉCNICA
ESPANHA (22 + 15 + 14 + 21 = 72)
Ricky Rubio (3 pontos, 6 rebotes), Rudy Fernández (8), Carlos Jímenez (0 pts, 6 rebs), Jorge Garabajosa (8) e Pau Gasol (20 pts, 10 rebs). Entraram depois: Felipe Reyes (13), Marc Gasol (3 pts, 6 rebs), Raúl López (0), Berni Rodríguez (0), Juan Carlos Navarro (0), José Calderón (10) e Alex Mumbrú (7). Técnico: Aíto García-Reneses
CROÁCIA (11 + 15 + 12 + 21 = 59)
Roko-Leni Ukic (7 pontos), Marko Tomas (7), Marin Rozic (4), Marko Banic (15 pts, 5 rebs) e Stanko Barac (0). Entraram depois: Zoran Planinic (12 pts, 5 rebs), Davor Kus (7), Kresimir Loncar (4), Sandro Nicevic (2) e Nikola Prkácin (2). Técnico: Jasmin Repesa
Se as quartas-de-final do torneio feminino de basquete dos Jogos Olímpicos de Pequim-2008 tiveram poucas emoções nesta terça-feira, as quartas do torneio masculino, que acontecem nesta madrugada de quarta-feira, prometem ser muito disputadas. Os Estados Unidos despontaram como favoritos na primeira fase, mas precisam provar que mantêm o foco e seu domínio no Grupo B não foi mera empolgação. Nos outros três jogos, reina o equilíbrio entre as equipes. (more…)
O pivô Marc Gasol pode ser um desfalque da Espanha para a partida contra a Croácia, pelas quartas-de-final dos Jogos Olímpicos na quarta feira, devido a uma lesão no joelho esquerdo sofrida na partida contra os Estados Unidos. “Tenho um problema no menisco e não sei se vou jogar. O médico tem que avaliar. Amanhã vamos ver se preciso fazer uma ressonância. Eu não posso por a perna reta. É doloroso, mas por mim jogaria sem uma perna”, exagerou Marc demonstrando vontade de jogar, mas sabe que precisa ser avaliado pelo corpo médico.
O pivô tem médias de 7.5 pontos e 5 rebotes em 19 minutos de jogo e já desfalcou a equipe na partida de hoje contra a Angola. Com uma possível ausência de Marc, a Espanha perderia presença no garrafão. Seus substitutos seriam Jorge Garbajosa, que prefere arremessar do perímetro, e Felipe Reyes que tem apenas 2,03m, fora os atributos técnicos.
Os espanhóis estão a apenas uma vitória de chegar as Semi-Finais de uma Olimpíada, fato que não ocorre desde 1984 quando conquistaram a medalha de prata. Os croatas já cruzaram duas vezes nos últimos anos no caminho espanhol pela Eurobasket: em 2005 a Espanha venceu por 101 a 85 nas quartas-de-final e em 2007 sofreram o troco perdendo por 85 a 84 na primeira fase, com uma cesta de 3 pontos de Marko Tomas.
Pela Croácia, o armador Zoran Planinic é dúvida devido a uma lesão sofrida na partida contra a Lituânia, que o tirou do confronto contra o Irã. Já Marko Popovic está fora dos Jogos, por uma lesão contra a Argentina. A grupo conhece bem os jogadores espanhóis, pois apenas Rozic, Prkacin, Loncar e Rudez nunca competiram na Liga Espanhola.
O Croácia não precisou fazer muita força para vencer o Irã por 91 a 57, pela quinta e última rodada do Grupo A e deve garantir a terceira posição do Grupo fugindo de um confronto conta os Estados Unidos nas quartas-de-final, com 3 vitórias e 2 derrotas.
Rozic marcou 16 pontos e pegou 6 rebotes. Marko Tomas marcou 16 pontos e pegou 5 rebotes. Prkacin adicionou 15 pontos. Rudez somou 13 pontos e 4 rebotes. Roko Ukic, que vai jogar no Toronto Raptors, marcou 4 pontos, distribuiu 8 assistências e pegou 6 rebotes. Davor Kus distribuiu 6 assistências. Pelo Irã, Nikkhah foi o cestinha dfa partida com 25 pontos, conseguindo ainda 3 roubos. O pivô de 2,18m Ehadadi conseguiu um duplo duplo com 17 pontos, 15 rebotes e 3 tocos, mostrando algumas qualidade que despertaram o interesse de algumas franquias da NBA, mas por enquanto não poderá jogar nos EUA por imposição do governo norte-americano.
O Irã começou melhor a partida, abrindo 6 a 2 no placar a 4 minutos para o fim. Depois disso os croatas começaram o massacre e finalizaram o primeiro quarto na frente por 19 a 8. O segundo período foi pior ainda, com os iranianos visivelmente irritados e cabisbaixos com sua péssima apresentação, fechando em 54 a 16.
O treinador sérvio deve ter elevado os brios dos iranianos no intervalo, pois a equipe voltou para o terceiro quarto com outra disposição, acertando seus primeiros arremessos de 3 pontos e convertendo cestas após sofrerem faltas, elevando a moral da equipe, vencendo este período por 23 a 16 liderados por Hadadi e Nik Khah. A Croácia voltou a dominar a partida no último período, fechando a partida em 91 a 57.
A Croácia acertou 55% dos arremessos de 2 pontois e 59% dos tiros de 3, indo apenas três vezes para a linha de lances livres. A equipe dominou os rebotes, capturando 43 bolas contra 31 dos asiáticos. O Irã foi bem nos arremessos de 2 pontos com 51% de aproveitamento, mas nos tiros de 3 acertou apenas 3 de 15 tentativas (12%).
Em um jogaço na madrugada deste sábado, a Lituânia transformou uma partida acirrada e equilibrada em sua quarta vitória seguida nas Olimpíadas com uma virada espetacular no último período. A equipe derrotou a Croácia por 86 a 73 (42 a 45 no primeiro tempo) após ter desvantagem de 12 pontos, manteve sua invencibilidade no torneio masculino de basquete dos Jogos Olímpicos de Pequim-2008 e conquistou o primeiro lugar do Grupo A; mesmo que percam na última rodada para a Austrália, os lituanos só podem ser alcançados em pontos pela Argentina, time que derrotaram na primeira rodada e, portanto, têm vantagem no desempate.
Os lituanos estavam quatro pontos atrás, mas iniciaram o último período arrancando em 16 a 1, enquanto a Croácia estava perdida frente à agressiva marcação do rival e habilidade dos pivôs no pick-and-roll e nos rebotes. Kleiza marcou três cestas de 3 na passagem e uma bandeja de Jasaitis levou o placar a 80 a 65 com 4min05s por jogar.
O técnico croata, Jasmin Repesa, enfim chamou tempo, mas não adiantou: Jasikevicius e os lituanos controlaram o resto da partida com inteligência e sorte - incluindo uma cesta “espírita” de Siskauskas com o tempo de posse se esgotando. O quarto triplo de Kleiza, com 1min01s, levou a diferença a 86 a 71 e praticamente decretou a vitória.
Planinic faz cesta de 3; Lukauskis responde com uma bandeja do outro lado
Nos três primeiros períodos, o jogo foi muito parelho e teve muitas trocas de liderança, mas a Croácia saiu à frente em todos os quartos. No primeiro, abriu sete pontos de diferença antes dos lituanos reagirem e diminuírem para dois ao final. No segundo, arrancou em 12 a 2 para colocar 12 pontos de vantagem, 29 a 17, e mantiveram distância até sofrerem 7 a 2 e irem para o intervalo com 45 a 42. No terceiro, o primeiro sinal de alerta: a Lituânia virou pela primeira vez, com uma cesta de Petravicius, e abriu três pontos após duas cestas seguidas de Lukauskis. Todavia, Planinic acertou duas cestas de 3 seguidas e o pivô Sandro Nicevic roubou uma bola para iniciar contra-ataque finalizado por Roko-Leni Ukic. Placar: 62 a 58 Croácia.
“No terceiro quarto, começamos a jogar mais agressivamente na defesa. Fizemos algumas mudanças, passamos a jogar como time”, disse o técnico lituano, Ramunas Butautas.
Tudo mudou no último período. Os croatas, que tinham 52% de aproveitamento nos chutes dentro do arco, só acertaram cinco de 13 arremessos, além de quatro tiros de 3 ruins - na partida, a seleção acertou apenas cinco triplos em 17 tentativas. O time mandou nos rebotes por toda a partida, mas perdeu a disputa no quarto por 11 a 7, incluindo quatro rebotes ofensivos permitidos. “Foi um jogo muito bom para os dois times. Sinto muito pelo início do último quarto. Por seis minutos, tivemos uma perda de concentração, a Lituânia esquentou e começou a fazer muitas cestas. O time da Lituânia mostrou hoje porque é um dos favoritos a medalha nestes Jogos Olímpicos”, discursou Repesa.
Lukauskis foi o cestinha; após o jogo, Jasikevicius sorri e abraça Davor Kus
O ala reserva Mindaugas Lukauskis foi o cestinha da vitória, com 20 pontos, mas não foi o único destaque do time. As quatro cestas de 3 de Kleiza foram decisivas para a virada, e o lateral, companheiro de Nenê no Denver Nuggets, marcou 18 pontos e 4 rebotes. O reserva Simas Jasaitis fez 12 pontos, o armador Sarunas Jasikevicius teve 9 pontos e 6 assistências e o ala-pivô Ksistof Lavrinovic acrescentou 8 pontos e 7 rebotes. Siskauskas e o pivô Robertas Javtokas fizeram 7 pontos cada, e dos jogadores que entraram em quadra, apenas Kaukenas não pontuou.
“Foi uma grande vitória para nós. Passamos à sexta marcha no último quarto. Todo mundo quer vencer jogos nas Olimpíadas. Sabíamos que precisávamos dar tudo o que tínhamos, e fizemos isto”, disse o cestinha Lukauskis.
Pela Croácia, Ukic teve 13 pontos, o pivô Marko Banic marcou 10 pontos e 7 rebotes e o armador Zoran Planinic teve 11 pontos. A equipe, com 2v-2d, ainda depende apenas de si para obter a classificação, bastando uma vitória sobre a fraca seleção do Irã na última rodada para avançar às quartas-de-final. Os croatas esperam poder contar com o retorno do armador Marko Popovic, que ficou de fora neste sábado, lesionado.
FICHA TÉCNICA
CROÁCIA (15 + 30 + 17 + 11 = 73)
Roko-Leni Ukic (13 pontos), Marko Tomas (3), Davor Kus (8), Marko Banic (10 pts e 7 rebs) e Stanko Barac (5). Entraram depois: Marin Rozic (8), Sandro Nicevic (6), Kresimir Loncar (8 pts e 6 rebs) e Nikola Prkácin (1). Técnico: Jasmin Repesa
LITUÂNIA (13 + 29 + 16 + 28 = 86)
Sarunas Jasikevicius (9 pts e 6 rebs), Ramunas Siskauskas (7), Rimantas Kaukenas (0), Ksistof Lavrinovic (8 pts e 7 rebs) e Robertas Javtokas (7). Entraram depois: Mindaugas Lukauskis (20), Linas Kleiza (18), Simas Jasaitis (12) e Marijonas Petravicius (5). Técnico: Ramunas Butautas
Atual campeã olímpica, a Argentina vive um dilema nos Jogos de Pequim-2008: ao mesmo tempo em que precisa fazer com que os jogadores ganhem entrosamento em quadra, teria que poupar suas principais estrelas de possíveis lesões por causa do desgaste. O técnico Sérgio Hernandez, no entanto, tem a consciência tranqüila de que as raras substituições não estão sobrecarregando os atletas.
“Não é um problema grave”, comentou o treinador argentino, que utilizou o ala Andrés Nocioni em 95 dos 120 minutos da Argentina no torneio olímpico. O armador Pablo Prigioni atuou em 91 minutos, um a mais do que o ala-armador Emanuel Ginóbili. O pivô Fabricio Oberto jogou 84 minutos, enquanto o ala-pivô Luís Scola participou de 83. O ala-armador Carlos Delfino, o mais ‘descansado’, disputou 81 minutos.
O ala-armador Manu Ginóbili, que por pouco não ficou de fora dos Jogos por causa de lesões nos dois tornozelos, também defendeu o treinador.
“Temos o elenco reduzido e disse antes mesmo da estréia de que precisaríamos de todos os nossos principais jogadores no auge da forma física. Os nossos reservas têm que estar pronto para cinco minutos de qualidade”, opinou o ídolo argentino.
Mas apesar do fato de seus principais atletas atuarem em média mais de 70% das partidas, Hernández garante que vem realizando um rodízio. Não entre os reservas, mas sim entre os próprios titulares. “É mentiroso dizer que não há rotação, porque o Manu pode jogar nas posições 1, 2 e 3 – assim como o Delfino. E o Nocioni tem condições de atuar bem tanto na 3 como na 4”, argumentou.
“Pelo que eu vi até agora na competição, apenas Estados Unidos e Espanha têm rotações mais fartas, com os reservas atuando por bastante tempo. Vamos seguir atuando desta mesma maneira até que os jogadores mais novos estejam bem confiantes”, concluiu Sérgio Hernández.
A Argentina mostrou nesta quinta-feira que realmente está recuperada da derrota para a Lituânia na estréia dos Jogos de Pequim. Atuais campeões olímpicos de basquete masculino, os sul-americanos bateram a Croácia por 77 a 53.
Com este resultado, a Argentina assuma a segunda colocação do Grupo A, ficando justamente atrás dos lituanos, que ainda não perderam na competição, e encaram os croatas daqui a dois dias. Na próxima rodada, a equipe do técnico Sergio Hernandez não deve ter problemas diante da fraca seleção do Irã, lanterninha da chave.
Com uma boa atuação de todo o time, a Argentina viu quatro de seus jogadores superarem a marca dos dez pontos: Nocioni (18), Delfino (15), Ginóbili (14) e Scola (12). Pela Croácia, os cestinhas foram Marko Tomas e Marko Banic, com nove pontos.
Apesar de ter conseguido travar o começo do jogo (a primeira cesta só foi sair com mais de três minutos), o time do Leste Europeu não conseguiu ficar à frente da Argentina em nenhum momento. Com boa movimentação no ataque, os argetinos foram para o segundo quarto com oito pontos de vantagem, 21 a 13.
O massacre seguiu na segunda etapa e, na volta do intervalo, a Argentina ameaçou dar uma relaxada, deixando a vantagem cair de 18 para 14 pontos. Porém, tudo não passou de um rápido momento ruim, logo superado pelos vencedores em Atenas, que deram um verdadeiro show no último quarto e chegaram a estar 30 pontos à frente (74 a 44).
No final do duelo, a Croácia ainda conseguiu tirar nove pontos da diferença, mas uma cesta de três de Quinteros encerrou o placar em 77 a 53.
A Croácia bem que tentou, mas sucumbiu diante da força dos atuais campeões olímpicos da Argentina. A equipe do leste europeu, que estava invicta até então, fez sua pior apresentação nos Jogos Olímpicos de Pequim e perdeu a invencibilidade diante dos hermanos na noite desta quinta-feira (manhã do mesmo dia no Brasil), 77 a 53 para os argentinos.
O quarteto formado por Andres Nocioni, Emanuel Ginóbili, Carlos Delfino e Luis Scola foi mais uma vez o responsável pelo triunfo argentino. A noite foi do ala Nocioni, que fez 18 pontos e pegou oito rebotes, mas seus companheiros também se destacaram bastante. Delfino saiu do banco para conectar 15 tentos, Ginóbili mostrou que sabe distribuir o jogo com oito passes perfeitos, além de 14 pontos, e Scola se impôs no garrafão com 12 tentos.
Pelo time croata, que acertou apenas 38% de seus arremessos de 2 e 20% de seus tiros de 3, nenhum jogador ultrapassou os dígitos duplos, consolidando esta partida como a pior apresentação do time do técnico Jasmin Repesa até aqui. Dois jogadores foram cestinhas com nove pontos, os alas Marko Banic e Marko Tomas.
Com sua segunda vitória seguida no torneio, os argentinos subiram para a segunda colocação na chave A, ultrapassando a própria Croácia, que caiu para o terceiro posto. Agora, os campeões olímpicos em Atenas-2004 estão apenas atrás da Lituânia, que venceu seus três compromissos até aqui, incluindo o diante da Argentina na estréia de ambos na competição. O triunfo portenho no duelo contra os croatas foi muito importante, pois assim a equipe do técnico Sergio Hernandez praticamente escapa de um confronto contra Espanha ou Estados Unidos já nas quartas-de-final.
Início nervoso e equilibrado: O duelo entre Argentina e Croácia começou muito nervoso e com as duas equipes errando muito. O público presente na Arena Olímpica de Pequim ficou mais de três minutos esperando para ver a primeira cesta da partida, com uma bela jogada de dentro do garrafão feita pelo ala-pivô Luis Scola. O arremesso perfeito de Scola foi seguido de uma bola de 3 de Andres Nocioni, dando a entender que a Argentina deslancharia. Porém, não foi isso que aconteceu, o time croata melhorou sua produção e equilibrou as ações, apesar de não conseguir passar o time sul-americano no marcador.
Ao contrário dos 5min iniciais, a metade final do primeiro quarto foi muito corrida, repleta de cestas e com poucas faltas, deixando o jogo muito bonito para quem aprecia um basquetebol limpo e de primeira qualidade. Apesar da mudança em relação ao começo de partida, uma coisa não mudou: a Argentina permaneceu controlando o placar, até com certa folga após um arremesso de 3 preciso da estrela portenha Emanuel Ginóbili, 19 a 11 para os argentinos. Os atuais campeões olímpicos ainda viram a Croácia diminuir a diferença com um tiro perfeito de Nikola Prkacin, mas logo a seguir responderam com dois lances livres conectados pelo armador Pablo Prigioni, fechando os primeiros 10 minutos de jogo em 21 a 13.
Cestinha do jogo, Nocioni deu trabalho a defesa croata.
No início do segundo período o time europeu aproveitou um arremesso errado de Carlos Delfino e, no ataque seguinte, reduziu a distância para seis tentos com uma bela jogada individual de Nikola Prkacin. O ala-pivô Luis Scola respondeu com um arremesso perfeito e, após isso, o jogo passou por uma escassez de cestas que durou cerca de 2min. O placar só voltou a se movimentar com uma cesta do pivô argentino Fabricio Oberto, ele também sofreu a falta, mas não aproveitou o arremesso livre de bonificação.
Argentina impõe seu ritmo e passeia: Foi a partir desta jogada de Oberto que a Argentina passou a dominar com um pouco mais de clareza as ações defensivas e ofensivas do jogo. Delfino aproveitou um passe perfeito de Ginóbili e matou uma bola da zona morta, que foi seguida de uma bandeja precisa de Scola, fazendo com que a vantagem sul-americana aumentasse para 15 pontos, 30 a 15. O time croata ainda tentou responder na mesma moeda, mas errou seu sexto triplo no duelo até o momento e continuou com um incrível aproveitamento dos tiros de longe, 0%. Sem estar nos seus melhores dias e com uma Argentina inspiradíssima, a seleção do leste europeu pouco conseguiu fazer na tentativa de diminuir o prejuízo. O técnico croata Jasmin Repesa pediu dois tempos técnicos durante o segundo período para ver se melhorava a situação de sua equipe, mas eles de pouco adiantaram, a Argentina se manteve tranquila e foi para o intervalo com vantagem de 18 pontos, 40 a 22.
Zoran Planicic tenta arremesso cercado por dois argentinos.
A Croácia voltou do intervalo com muita disposição e chegou a diminuir a vantagem portenha para 14 pontos, entretanto, neste momento apareceu o ala do Chicago Bulls Andres Nocioni. O veterano acertou dois chutes importantíssimos e recolocou a vantagem original para os argentinos. Os minutos seguintes foram parecidos com os dois primeiros quartos de jogo, a Croácia, bravamente, tentava voltar à partida, mas pecava nas suas finalizações, principalmente nos tiros de 3 pontos, já a Argentina jogava tranquila e sempre tinha resposta para as investidas dos rivais. O minuto final do terceiro quarto foi um balde de água fria para os croatas, a Argentina aproveitou duas vaciladas do ataque europeu e aumentou sua diferença para 21 tentos ao soar da sirene, 59 a 38, primeiro com um chute de 3 de Carlos Delfino, depois uma roubada de bola do armador Pablo Prigioni seguida de uma bandeja do mesmo no estouro do cronômetro.
“Caixão croata” é fechado: Apesar do péssimo encerramento do quarto anterior, a Croácia continuou mostrando disposição no último quarto. Entretanto, vontade não ganha jogo e foi isso que os croatas aprenderam da forma mais dura na noite desta quinta-feira em Pequim. O ala Marko Tomas até acertou um belo arremesso de 3, que cortou a diferença para 20 pontos, mas quem continuava comandando as ações eram os campeões olímpicos. A equipe do técnico Sergio Hernandez continuou movimentando muito bem a bola no ataque e forçando os adversários a fazerem faltas, sendo que Ginóbili era o principal alvo dos europeus.
A vantagem argentina aumentou de vez quando o armador Marko Popovic fez uma falta anti-desportiva em Manu Ginóbili. O ala-armador argentino converteu os dois arremessos livres e, na posse de bola extra, o ala Andres Nocioni fez uma jogada de 3 pontos, concretizando em cinco pontos seguidos para os sul-americanos. Com isso a diferença subiu para 27 pontos, 68 a 41, com 6min34seg para o fim do jogo e praticamente sacramentou o triunfo dos hermanos. Com a vitória garantida, a torcida argentina presente na Arena Olímpica de Pequim cantou sem parar durante os 5min finais de embate.
FICHA TÉCNICA
ARGENTINA (21 + 19 + 19 + 18 = 77) Pablo Prigioni (7 pts), Emanuel Ginóbili (14 pts e 8 asts), Andres Nocioni (18 pts e 8 rebs), Luis Scola (12 pts) e Fabricio Oberto (4 pts). Entraram depois: Carlos Delfino (15 pts), Paolo Quinteros (3 pts), Juan Gutierrez (2 pts), Antonio Porta (3 asts), Leonardo Gutierrez (0), Javier Gonzalez (2 pts) e Guilherme Kammerichs (0). Técnico: Sergio Hernandez
CROÁCIA (13 + 9 + 16 + 15 = 53)
Roko-Leni Ukic (5 pts), Marko Popovic (2 pts), Marin Rozic (6 pts), Marko Banic (9 pts 6 rebs) e Stanko Barac (5 pts e 5 rebs). Entraram depois: Zoran Planinic (4 pts), Nikola Prkácin (4 pts), Marko Tomas (9 pts), Davor Kus (5 pts), Kresimir Loncar (2 pts) e Sandro Nicevic (2 pts). Técnico: Jasmin Repesa
Derrotada na primeira rodada do torneio do basquete masculino dos Jogos Olímpicos, a seleção da Argentina tenta na manhã desta quinta-feira obter a sua segunda vitória em Pequim. Às 11h15min (de Brasília), os atuais campeões olímpicos se defrontarão com a forte Croácia, uma das favoritas à classificação para as quartas-de-final.
A equipe alviceleste chegou a levantar suspeita quanto à defesa do título olímpico ao perderem por 79 a 75 para a Lituânia na estréia, domingo. O grupo liderado pelo ala-armador Emanuel Ginóbili, no entanto, se recuperou no segundo jogo, na terça-feira, e bateu a Austrália por 85 a 68.
Na quarta colocação do Grupo A, os argentinos pegarão os croatas, que venceram os dois compromissos disputados até agora: 97 a 82 contra os australianos na estréia e 85 a 78 sobre a Rússia. O time balcânico divide a liderança do grupo com os lituanos, que na segunda rodada atropelaram o Irã por 99 a 67.
Podendo garantir antecipadamente a classificação para as quartas-de-final, a Lituânia medirá forças com a forte Rússia, no duelo de duas ex-repúblicas da União Soviética, às 5h45min (de Brasília). O Grupo A ainda terá a partida entre os dois últimos colocados: Austrália e Irã, à 0h15min.
Invictos e quase garantidos: No Grupo B, duas seleções favoritas também podem garantir matematicamente a vaga para as quartas-de-final de Pequim. Time sensação embora não seja dos sonhos, os Estados Unidos encararão a Grécia às 9 horas (de Brasília), enquanto a Espanha, atual campeã mundial, faz o duelo europeu contra a Alemanha na noite desta quarta, às 22 horas (em relação a Brasília).
Já a China, que deu azar de cair no fortíssimo Grupo B, terá enfim a chance de deixar a torcida pequinesa alegre com uma vitória. O país-sede dos Jogos Olímpicos pegará a lanterna Angola, às 3h30min, no encontro dos dois times que ainda não venceram na chave.
A seleção masculina de basquete da Croácia mostrou que foi a China para brigar por medalha ao derrotar o atual campeão europeu, Rússia, por 85 a 78 (42 a 36 no primeiro tempo) nesta terça-feira, pelo Grupo A dos Jogos Olímpicos de Pequim-2008. Os croatas, que apesar de uma derrota para o Brasil na fase de amistosos jogou bem no Pré-Olímpico Mundial e obteve a vaga nos Jogos superando a Alemanha - que havia eliminado a Seleção Brasileira na véspera - comprovaram que vivem um bom momento, usando uma tática inteligente e enfrentando os favoritos russos de igual para igual em um jogo bastante pegado e lento, ao melhor estilo de basquete do Leste Europeu.
“Não temos nenhuma pressão sobre nós após o Pré-Olímpico em Atenas”, disse o armador reserva Zoran Planinic, ex-companheiro do catarinense Tiago Splitter no Tau Cerámica recém-adquirido pela potência russa CSKA Moscou. Ele foi chave na vitória ao marcar 20 pontos na partida, incluindo duas bolas de 3 pontos em três tentativas. “Nós dissemos a nós mesmos que iríamos às Olimpíadas para jogar duro e deixar tudo em quadra. Não temos medo de ninguém e não sei quais são nossos limites”, acrescentou o confiante Planinic.
A Croácia marcou os seis primeiros pontos, mas os russos logo ampliaram sua intensidade defensiva e equilibraram o jogo, empatando o placar em 14 pontos a 1min15s do final do primeiro quarto. Planinic respondeu com uma cesta, mas no soar da sirene, Morgunov acertou de 3 para virar pela primeira vez, 17 a 16.
Roko-Leni Ukic tenta a cesta de longe; Andrei Kirilenko bate Nicevic para a bandeja
O pivô reserva Prkácin tratou de retomar a liderança no início do segundo quarto com dois lances livres, mas os russos responderam com seis pontos seguidos, abrindo cinco de vantagem. Os croatas não desanimaram e continuaram reagindo progressivamente. O time empatou em 34 pontos com uma cesta de Barac e se aproveitou das faltas da Rússia para encaixar uma arrancada de 10 a 2 que encerrou o primeiro tempo. Croácia 42 a 36.
“Esta (arramcada) e o início do segundo tempo foram as partes mais importantes do jogo para nós”, disse o técnico da Croácia, Jasmin Repesa.
O time do Leste Europeu carregou o bom momento ao terceiro quarto e marcou os quatro primeiros pontos em jogadas com Barac, abrindo 10 pontos de margem no placar. O jogo no garrafão foi a grande arma dos croatas: Prkácin fez mais três dos cinco pontos seguidos da equipe para abrir 54 a 41. Os russos usaram a mesma tática para diminuir, com Savrasenko e Kirilenko marcando os pontos para fazer 60 a 51 antes do quarto período.
Com a boa distância no placar, a Croácia tratou de administrar a vantagem no início do quarto, gastando o tempo de posse e segurando o ritmo da partida, enquanto os russos corriam para tentar reagir. O armador JR Holden criou boas oportunidades para chutes de 3 de seus alas e Khryapa marcou cinco pontos consecutivos para reduzir a 75 a 69. O ala ex-NBA acertou outra bola de 3 para diminuir a cinco pontos, 79 a 74, com 1min37s por jogar. Planinic respondeu na mesma moeda, mas os russos permaneceram por perto com uma bandeja logo depois, com 1min07s restando. Do outro lado, os croatas gastaram o relógio o máximo que puderam e Planinic buscou um rebote ofensivo importante em seu próprio chute de 3 para segurar a vantagem.
Popovic recebeu o passe e a falta em seguida, mas errou um dos dois lances livres e Bykov acertou o chute de longa distância do outro lado, com 29,7s por jogar. Entretanto, ele pisou na linha e a cesta só valeu dois pontos, reduzindo a margem apenas a cinco. Popovic voltou à linha um segundo depois e converteu ambos os lances livres. Após um tempo, Kirilenko perdeu o controle da bola ao bater para dentro, dando a posse aos croatas, que passaram a bola e gastaram o relógio pelo resto do tempo para garantir o triunfo.
Morgunov briga para fazer o arremesso contra a forte marcação croata
O melhor aproveitamento dos croatas nos tiros de 3 - oito cestas e 53%, contra 10 triplos mas 27 tentativas dos russos - e a vitória nos rebotes, 34 a 29, fizeram a diferença em um jogo de estatísticas muito parelhas. “Foi a primeira vez que perdemos um jogo oficial internacional em muito tempo, e foi preciso um time jogando em alto nível para nos derrotar. Acho que precisamos ser mais firmes. Não percebemos que a partida seria uma ‘briga de bar’ e não um jogo de sinuca. O aspecto do basquete tomou conta e eles venceram o jogo”, reconheceu o técnico da Rússia, o americano David Blatt, cujo time agora encara a Lituânia, líder do grupo ao lado da Croácia com duas vitórias e quatro pontos, na quinta-feira. Os croatas tentam, contra a Argentina, sua terceira vitória seguida.
O armador Marko Popovic foi o cestinha, com 22 pontos, além de 3 assistências. Planinic marcou 20 pontos, e o pivô Stanko Barac anotou mais 12 pontos e 7 rebotes. “A Croácia tem muitos bons arremessadores e, na maior parte do tempo, acho que não fizemos um bom trabalho. Antes do jogo, praticamos nossa defesa para impedi-los de conseguir cestas fáceis. Acho que os rebotes foram essenciais, especialmente no primeiro tempo. Eles pegaram 20 rebotes contra 11 nossos e essa foi uma vantagem-chave, especialmente em um jogo equilibrado”, reconheceu o ala-pivô Andrei Kirilenko, que fez 18 pontos e 6 rebotes para a Rússia, mas não teve uma grande atuação. O ala Sergey Bykov marcou 15 pontos, o ala Khryapa teve 14 e o pivô Savrasenko, 10.
FICHA TÉCNICA
Croácia (16 + 26 + 18 + 25 = 85)
Roko-Leni Ukic (7 pts e 5 rebs), Marko Popovic (22), Marin Rozic (0), Marko Banic (2) e Stanko Barac (12 pts e 7 rebs). Entraram depois: Zoran Planinic (20), Nikola Prkácin (5), Marko Tomas (9), Davor Kus (2), Kresimir Loncar (4 pts e 6 rebs) e Sandro Nicevic (2). Técnico: Jasmin Repesa
Rússia (17 + 19 + 15 + 27 = 78)
JR Holden (5 pts e 5 asts), Victor Keyru (2), Viktor Khryapa (14), Andrei Kirilenko (18 pts e 6 rebs) e Alexei Savrasenko (10). Entraram depois: Sergey Monya (3), Sergey Bykov (15), Zakhar Pashutin (2), Nikita Morgunov (9), Andrey Vorontsevich (0) e Petr Samoylenko (0). Técnico: David Blatt
A Croácia venceu a Austrália por 97 a 82 na estréia das equipes no Torneio Olímpico masculino, tendo um excelente aproveitamento nos arremessos de quadra. A equipe européia acertou 36 de 54 (66,7%) arremessos de quadra, não dando chance aos campeões da Oceania, em partida válida pelo Grupo A da competição.
Os pivôs Marko Banic e Nikola Prkácin lideraram a vitória com 16 pontos cada um. Marko Tomas e Zoran Planinic contribuíram com 12 pontos cada, combinando um perfeito índice de seis arremessos convertidos de três, em seis tentativas. Kresimir Loncar conseguiu um duplo-duplo, com 10 pontos e 10 rebotes.
Pelos Boomers, o ala-pivô Matt Nielsen marcou 13 pontos e pegou cinco rebotes. David Barlow adicionou 12 pontos. Andrew Bogut marcou 10 pontos nos 21 minutos que esteve em quadra, tendo problemas com faltas.
“Estou extremamente feliz com essa vitória. Já tínhamos jogado três vezes neste verão contra eles, mas eles estavam sem Andrew Bogut, seu melhor jogador. A Austrália é uma equipe muito forte, mas em minha opinião jogamos uma partida muito boa na defesa e no ataque”, comentou Jasmin Repesa, treinador da Croácia. “Nossos arremessos de três pontos estavam incríveis, no primeiro tempo acertamos sete de oito e finalizamos com uma porcentagem de mais de 70%”, comemorou o treinador, cuja equipe finalizou a partida acertando 12 de 16 (75%) arremessos de longa distância.
“Estávamos sob pressão no Pré-Olímpico da Grécia, onde era matar ou morrer. Aqui é diferente porque não somos favoritos, então não temos esse tipo de pressão e sabemos que estamos aptos a jogar contra qualquer um”, analisou Repesa sobre a diferença de atuar no Pré-Olímpico Mundial de Atenas e nas Olimpíadas de Pequim.
Loncar cercado por três australianos (Fiba.com)
“É inacreditável. Jogamos contra eles três vezes antes do Pré-Olímpico de Atenas e acho que quando Bogut joga eles não são rápidos pois ele não está 100%”, argumentou o armador do CSKA Moscou, Zoran Planinic. “Nossa força é que jogamos como uma equipe de basquete. Não é simplesmente um jogador, mas 12 atletas”, finalizou.
FICHA TÉCNICA:
CROÁCIA 97 (21 + 26 + 26 + 24)
Roko Ukic (9 pontos e 4 assistências), Davor Kus (7 pontos), Marko Popovic (6 pontos e 5 assistências), Rozic (3 pontos), Prkácin (16 pontos), Marko Tomas (12 pontos), Zoran Planinic (12 pontos), Sandro Nicevic (2 pontos), Rudez (0), Banic (16 pontos), Loncar (10 pontos e 10 rebotes), Barac (4 pontos).
AUSTRÁLIA 82 (14 + 17 + 22 + 29)
Chris Anstey (6 pontos e 7 rebotes), Patrick Mills (9 pts), Andrew Bogut (10 pts), Joe Ingles (7 pts), Brad Newley (6 pts), C.J. Bruton (5 pts), David Barlow (12 pts), Mark Worthington (4 pts), Glen Saville (0), David Andersen (4 pts), Matt Nielsen (13 pts) e Redhage (6 pts). Técnico: Brian Goorjian.
A seleção croata é uma grata surpresa nestes Jogos Olímpicos. Pouco se falou do time comandado pelo técnico Jasmin Repesa, embora ele venha mostrando bons resultados desde o EuroBasket de 2007, realizado na Espanha. A equipe européia viveu seus dias de glória na década de 90, quando a talentosa geração liderada por Drazen Petrovic e Toni Kukoc fez uma bela Olimpíada de Barcelona e garantiu a medalha de prata. Na mesma época, a Croácia conseguiu as medalhas de bronze no EuroBasket de 1993 e no Campeonato Mundial de 1994.
Entretanto, a morte trágica de Petrovic e a saída de alguns talentos fizeram com que o desempenho da Croácia em competições internacionais caísse bastante. Após os Jogos Olímpicos de Atlanta, a equipe croata viveu uma escassez de jogos importantes. Os resultados expressivos voltaram quando Repesa assumiu o comando técnico da seleção. Ele soube aproveitar os vários talentos croatas, tanto na própria Europa quanto na NBA.
O armador Marko Popovic em ação no Pré-Olímpico Mundial
Após conseguir o sexto lugar no Europeu-2007, algo que não acontecia desde 1993, a Croácia ganhou o direito de jogar o Pré-Olímpico Mundial. Na competição classificatória para as Olimpíadas, disputada em julho na Grécia, a Croácia voltou a encher os olhos dos amantes do basquetebol com um jogo pragmático, mas muito eficiente. A equipe do Leste Europeu não teve dificuldades para bater Camarões, Porto Rico e Canadá, daí nas semifinais superou a Alemanha e consolidou sua vaga para os Jogos Olímpicos de Pequim.
Apesar de ter uma baixa importante - o ala Damir Markota está fora dos Jogos devido a uma contusão no menisco do joelho direito - o elenco croata continua forte e tem tudo para passar para a segunda fase do torneio na China. Isso porque o grupo croata não é dos mais difíceis, os maiores adversários dos europeus serão Argentina e Rússia. Austrália e Lituânia também podem dificultar as coisas, mas a seleção vermelha e branca é favorita contra esses times e o Irã pode ser considerado o “saco de pancadas” da chave.
Os destaques individuais da Croácia são os armadores Roko Ukic, Davor Kus e Marko Popovic. O primeiro fez uma excelente temporada no basquetebol italiano, defendendo a Lottomatica Roma, e conseguiu um contrato com o Toronto Raptors. Kus é um dos principais jogadores do Unicaja Málaga, tradicional time do forte basquetebol espanhol, e Marko Popovic joga no basquetebol lituano, defendendo o Zalgiris Kaunas. Além do trio se destacam Zoran Planicic, ala-armador ex-NBA que trocou o TAU Cerámica (ESP) pelo CSKA Moscou (RUS), e Marko Banic.
Participações em Olimpíadas: 1992, 1996 e 2008 Participações em Mundiais: 1994 Ranking da FIBA: 20º colocado Últimas Olimpíadas (Atenas-2004): Não participou Campeonato Mundial (Japão-2006): Não participou EuroBasket (Espanha-2007): 6º lugar
Técnico: Jasmin Repesa
Repesa é um técnico de sucesso no basquete de clubes europeu, tendo guiado times campeões na Turquia, Croácia e Itália. O maior triunfo do veterano treinador tem sido revitalizar um time croata que passou por momentos ruins nos últimos anos e perdeu muitos de seus astros para as principais competições. Apesar disso, formou um grupo coeso e uniforme, capaz de manter um padrão e qualidade de jogo mesmo com várias substituições.
Os convocados:
Stanko Barac – Pivô - TAU Cerámica (ESP)
Sandro Bicevic – Pivô - Besiktas Cola Turka (TUR)
Marko Banic – Ala-pivô - CB Bilbao Berri (ESP)
Nikola Prkacin – Ala-pivô - Cibona Zagreb (CRO)
Kresimir Loncar – Ala-pivô - Lokomotiv Rostov (RUS)
Damir Markota – Ala - Zalgiris Kaunas (LIT)
Marko Tomas – Ala-armador - Real Madrid (ESP)
Zoran Planinic – Ala-armador - CSKA Moscou (RUS)
Marin Rozic – Ala-armador - KK Cibona (CRO)
Roko Ukic – Armador - Toronto Raptors (CAN)
Davor Kus – Armador - CB Málaga (ESP)
Marko Popovic – Armador - BC Zalgiris (LIT)
O ala Marko Tomas em ação no Pré-Olímpico Mundial
História Olímpica da Croácia no basquete masculino
A Croácia, que se desmembrou da ex-Iugoslávia, se filiou à FIBA apenas em 1992 e logo em seu primeiro ano de filiação já conseguiu vaga para disputar sua primeira Olimpíada na modalidade. A equipe croata, comandada por Drazen Petrovic e Toni Kukoc, foi a sensação dos Jogos com uma grande campanha. Os croatas já começaram surpreendendo na primeira fase, quando deixaram o tradicional Brasil para trás. A Croácia venceu quatro dos seus cinco jogos e ficou atrás apenas do “Dream Team” americano.
Na segunda fase os croatas, continuaram surpreendendo o mundo nas quadras espanholas. O time venceu a Austrália nas quartas-de-final, mas o melhor estava por vir nas semifinais. O time de Petrovic e Kukoc venceu uma batalha contra a favorita CEI (Comunidade dos Estados Independentes) por 75 a 74 e se classificou para a grande final. O adversário da finalíssima era o time americano, que contava com Michael Jordan, Magic Johnson e outros astros da NBA. A Croácia surpreendeu no primeiro tempo, perdendo por “apenas” 14 pontos antes de ir para o intervalo. No segundo tempo o time croata foi dominado e perdeu por 28 pontos, mas terminou reverenciado pela conquista da medalha de prata.
Se em 1992 a Croácia surpreendeu, quatro anos depois, em 1996, a seleção croata decepcionou. O time estava mais fraco e envelhecido, o astro Drazen Petrovic morrera tragicamente em 1993. Entretanto, apesar da morte do astro principal, ninguém esperava uma campanha tão fraca dos vice-campeões em Barcelona. O time croata ficou em terceiro lugar em seu grupo (três vitórias e duas derrotas) e enfrentaria a Austrália nas quartas-de-final. A equipe européia perdeu para os australianos por 75 a 71. Na disputa pelo quinto lugar, a Croácia perdeu para o Brasil e venceu a China, encerrando sua campanha com o sétimo lugar.
Desde então, a Croácia não se classificou mais para as Olimpíadas, ficando de fora de Sydney-2000 e Atenas-2004.
Tabela Olímpica (Horários de Brasília)
10 de agosto - Austrália x Croácia (9h)
12 de agosto – Croácia x Rússia (0h15min)
14 de agosto – Argentina x Croácia (11h15min)
16 de agosto – Croácia x Lituânia (3h30min)
18 de agosto - Irã x Croácia (22h)
Caminho para chegar a Pequim
93 x 79 vs. Camarões (Pré-Olímpico Mundial)
95 x 81 vs. Porto Rico (Pré-Olímpico Mundial)
83 x 62 vs. Canadá (Pré-Olímpico Mundial)
76 x 70 vs. Alemanha (Pré-Olímpico Mundial)
AUSTRÁLIA
É uma equipe com jovem valores e forte fisicamente, tendo seus jogadores uma média de 2,02m de altura. O ponto forte do time são seus jogadores de garrafão contando com Bogut, Nielsen, Andersen e Chris Anstey. Andrew Bogut, selecionado pelo Milwaukee Bucks na primeira escolha do draft de 2005, é o grande destaque da equipe. Depois de uma boa temporada com o Bucks tendo médias de 14,3 pontos e 9,8 rebotes por jogo, o pivô renovou seu contrato com a franquia da NBA por cinco anos rendendo US$ 72,5 milhões.
O veterano pivô Chris Anstey, grande arremessador de três pontos, já atuou na NBA de 1997 a 2000 com o Dallas Mavericks e o Chicago Bulls, hoje é um dos destaques da Liga Australiana. O ala-pivô David Andersen, muito bom no arremesso do perímetro, foi titular do CSKA Moscou na conquista da Liga Russa e da Euroliga neste ano, sendo contratado pelo Barcelona para resolver seus problemas no garrafão. Matthew Nielsen é titular do Lietuvos Rytas e sua vontade de participar dos Jogos Olímpicos é tanta que pagou o seguro do próprio bolso. Com tantos bons jogadores no garrafão, sobraram na convocação o aborígine recém-draftado pelo Toronto Raptors Nathan Jawai e o destaque da Universidade de Vanderbilt, Andrew Ogilvy.
Chris Anstey arremessa contra a China no Diamond Ball
Incrível arremesso de Mills contra o Brasil no Torneio de Acrópolis:
No perímetro os experientes CJ Bruton e Glen Saville irão comandar as ações. Joe Ingles, que retirou seu nome do último draft da NBA, é um jogador a ser observado. A Austrália vai brigar pelo quarto lugar do grupo provavelmente com a Croácia, equipe que já derrotou os Boomers por dois pontos no Torneio de Acrópolis na Grécia. Pelo Torneio Diamond Ball, a equipe de Bogut derrotou a China e Angola, perdendo na final para a Argentina depois de estar vencendo por 15 pontos. Mas do que uma boa participação, ganhar experiência é fundamental para o futuro dessa talentosa nova geração australiana. O jogo apertado contra os Estados Unidos no último amistoso deu ainda mais ânimo aos Boomers para uma boa campanha em Pequim.
Os convocados:
Patrick Mills - Armador - 1,81m - 11/08/1988 - St. Mary’s College Gaels (NCAA)
CJ Bruton - Armador - 1,88m - 13/12/1975 - Brisbane Bullets (Austrália)
Brad Newley - Ala-armador - 1,98 - 18/02/1985 - Panionios (Grécia)
Joe Ingles - Ala-armador - 2,03m - 02/10/1987 - South Dragons (Austrália)
Mark Worthington - Ala - 2,02m - 08/06/1983 - Sydney Kings (Austrália)
David Barlow - Ala - 2,05m - 22/10/1983 - Melbourne Tigers (Austrália)
Glen Saville - Ala - 1,97m - 17/01/1976 - Sydney Kings (Austrália)
Shawn Redhage - Ala - 2,03m - 21/01/1981 - Perth Wildcats (Austrália)
David Andersen - Pivô - 2,12m - 23/06/1980 - Barcelona (ACB)
Matthew Nielsen - Ala-pivô - 2,09m - 03/02/1978 - Lietuvos Rytas (Lituânia)
Andrew Bogut - Pivô - 2,13m - 28/11/1984 - Milwaukee Bucks (NBA)
Chris Anstey - Pivô - 2,13m - 01/01/1975 - Melbourne Tigers (Austrália)
Treinador: Brian Goorjian (norte-americano)
Nascido nos Estados Unidos, Brian Goorjian foi jogar na Austrália em 1977 pelo Melbourne Tigers. Ele estreou como treinador em 1988 com o Melbourne Spectres, conquistando dois títulos nacionais com a equipe. Entre 2003 e 2005, conquistou o tricampeonato australiano com o Sydney Kings. Foi o segundo treinador a chegar a 600 jogos na Liga da Austrália e foi eleito em 2003 o melhor treinador da história da Liga Australiana (NBL). O treinador de maior sucesso do basquete australiano alcança pelo menos as semifinais de todo torneio que participa desde 1990 no país. Assumiu o comando da Austrália em 2003, cargo que ocupa até hoje em paralelo com equipes australianas, e nas últimas competições internacionais os Boomers têm mostrado uma grande evolução.
David Andersen arremessa no jogo contra Angola
História Olímpica:
A Austrália parte para sua 12a participação no torneio masculino (1956, 1964, 1972, 1976, 1980, 1984, 1988, 1992, 1996, 2000, 2004 e 2008), estando presente em todas as Olimpíadas desde 1972, já que reina na Oceania sendo sua maior rival a Nova Zelândia. Suas melhores colocações foram os quartos lugares de 1988, 1996 e 2000. Da equipe de Sydney em 2000 que perdeu o bronze para a Lituânia, o pivô Chris Anstey está novamente no elenco. Um dos destaques daquele time era o também pivô Luc Longley, que era titular do Chicago Bulls de Michael Jordan, sendo tricampeão da NBA em 1996, 1997 e 1998.
Já do time que ficou em nono lugar em Atenas (2004), novamente perdendo para a Lituânia, David Andersen, Andrew Bogut, CJ Bruton, Glen Saville, Matthew Nielsen e o treinador Brian Goorjian partem para sua segunda participação olímpica.
Resultados dos últimos amistosos:
Austrália 87 x 68 Irã
Austrália 97 x 53 Irã
Austrália 88 x 65 Irã
Austrália 94 x 60 Nova Zelândia
Austrália 75 x 60 Nova Zelândia
Vídeo: Veja os melhores momentos da vitória dos EUA sobre a Austrália
Tabela do Grupo Olímpico:
10/08/08: Austrália x Croácia (9h)
12/08/08: Austrália x Argentina (11h15min)
14/08/08: Austrália x Irã (0h15min)
16/08/08: Austrália x Rússia (0h15min)
18/08/08: Austrália x Lituânia (0h15min).
A Croácia fechou seu elenco de 12 jogadores para as Olimpíadas de Pequim neste sábado, quando o técnico Jasmin Repesa convocou o ala-pivô Damjan Rudez para o lugar do lesionado Damir Markota.
Markota sofreu uma lesão no menico durante o Pré-Olímpico Mundial de Atenas e a Croácia teve de bater Canadá e Alemanha na rota da vaga olímpica sem o pivô, com um elenco de 11 jogadores. Repesa esperou por uma recuperação de Markota, mas o jogador ainda não está pronto para voltar à ação e foi cortado.
Rudez, de 2,07m, jogou pelo KK Split na temporada passada e assinou nesta offseason com o Olimpija Ljublana. Repesa preferiu o atleticismo de Rudez, que já defendeu a seleção croata, ao jovem pivô Ante Tomic, selecionado pelo Utah Jazz na segunda rodada do draft da NBA deste ano.
Com a mudança, o elenco da Croácia para os Jogos Olímpicos de Pequim será: Zoran Planinic, Roko Leni Ukic, Davor Kus, Marko Popovic, Marko Tomas, Marin Rozic, Marko Banic, Kresimir Loncar, Damjan Rudez, Nikola Prkacin, Sandro Nicevic e Stanko Barac.
A seleção espanhola masculina de basquete procura um adversário para enfrentar em amistoso no próximo dia 28, como parte da preparação aos Jogos Olímpicos de Pequim.
Segundo informações da federação espanhola de basquete à Agência Efe, os atuais campeões do mundo enfrentariam a Croácia, mas a equipe não poderá comparecer.
A idéia dos dirigentes é enfrentar uma equipe classificada aos Jogos Olímpicos, para testar os jogadores ao máximo. A data deve ser mantida.
Um amistoso no Palacio de los Deportes, em Madri, reuniu nesta terça-feira duas das principais forças do basquete mundial. A atual campeã olímpica Argentina enfrentou a campeã mundial de 2006, Espanha. Os anfitriões levaram a melhor por 90 a 88, em uma partida decidida nos últimos segundos.
O jogo que celebrou os 70 anos do diário espanhol Marca foi chamada de Desafio das Estrelas pelos espanhóis e valeu como preparação para os Jogos Olímpicos de Pequim. Favoritas à medalha de ouro na China, as duas seleções estão em grupos diferentes no torneio, o que abre a possibilidade de um confronto eliminatório entre os dois times, na segunda fase da competição.
Para os argentinos, o confronto tem sabor de vingança. Em 2006, no Campeonato Mundial do Japão, a equipe de Manu Ginóbili foi eliminada na semifinal pelos próprios espanhóis em partida decidida no último arremesso. Andres Nocioni teve a oportunidade para a Argentina, mas falhou.
A motivação da Argentina, contudo, não se refletiu nos primeiros minutos da partida. Jogando em casa, os espanhóis começaram melhor, abrindo uma vantagem confortável de dez pontos sobre a campeã olímpica em Atenas-2004.
No segundo tempo, entretanto, as coisas começaram a mudar para a equipe da Argentina. Com uma defesa mais forte e um ótimo aproveitamento da linha de três pontos, os sul-americanos encostaram no marcador, diminuindo a diferença para quatro pontos faltando um minuto para o fim da partida.
Dois lances-livres de Roman Gonzalez colocaram a Argentina apenas dois pontos atrás a menos de um minuto do fim da partida. No final do jogo, coube à revelação do basquete espanhol, Ricky Rubio, arremessar dois lances-livres para decidir o jogo. O jovem de 17 anos converteu apenas uma oportunidade, o suficiente para selar a vitória da Espanha por 90 a 88.
O armador José Calderón, da Espanha, foi o destaque pelo lado dos anfitriões com 18 pontos, incluindo quatro bolas de três pontos. Na Argentina, Ginóbili, com arremessos decisivos no último quarto, foi o maior anotador, também com 18 pontos.
Astro da Alemanha foi o cestinha do torneio em Atenas com 26,6 pontos e 8,2 rebotes por jogo, mas só vai a Pequim graças ao reforço do pivô norte-americano naturalizado Chris Kaman e contribuições decisivas dos armadores Hamann e Roller. Grécia e Croácia mostraram a força do jogo coletivo, bem organizado e com ênfase na defesa e nas assistências. A Seleção Brasileira tem muitas lições a tirar desse domínio europeu. Confira a Seleção Basketbrasil do Torneio.
Os grupos de basquete masculino do torneio olímpico foram definidos neste domingo, com a classificação da Alemanha no Pré-Olímpico de Atenas. No sábado, Grécia e Croácia já haviam garantido vaga em Pequim através da competição e também sabem quais serão os seus adversários nas Olimpíadas.
O Grupo A é formado por Argentina, Austrália, Irã, Lituânia, Rússia e Croácia. A chave B reúne Angola, China, Espanha, Estados Unidos, Grécia e Alemanha. O sorteio deixou os grupos bem equilibrados. Caso a Grécia tivesse caído na chave A, os principais favoritos estariam nesse grupo, o que poderia gerar problemas para os integrantes do B na segunda fase.
A ironia ficou por conta de quem retirou o nome dos países classificados para o torneio olímpico. Gerasime Bozikis, o Grego, presidente da Confederação Brasileira de Basquete (CBB), decidiu a sorte das três equipes que conquistaram a vaga no Pré-Olímpico.
Lubomir Kotebla, diretor esportivo da Federação Internacional de Basquete (Fiba), anunciou a presença de Grego no sorteio e reconheceu que o dirigente estaria em uma posição muito melhor, caso estivesse decidindo os confrontos do Brasil nas Olimpíadas de Pequim.
Com o jogo totalmente baseado em Dirk Nowitzki, a Alemanha bateu Porto Rico, por 96 a 82, e garantiu a última vaga do Pré-Olímpico de basquete, neste domingo. Além do brilho individual, o alemão, que terminou o jogo com 32 pontos marcados, foi auxiliado por bons coadjuvantes e liderou a classificação de seu país às Olimpíadas de Pequim.
Com a vitória, a Alemanha poderá contar, por pelo menos mais uma competição, com Nowitzki. O atleta havia afirmado que, caso não conseguisse a vaga em Pequim, iria se aposentar da seleção. O time alemão foi o algoz do Brasil no torneio, eliminando os brasileiros nas quartas-de-final. Este resultado deixou o país fora das Olimpíadas pela terceira vez consecutiva.
Porto Rico, que não pôde contar com Carlos Arroyo, um de seus melhores jogadores na competição, começou bem a partida, neutralizando as jogadas ofensivas da Alemanha e aproveitando bem os contra-ataques. A primeira parcial do jogo refletiu esse ligeiro domínio do time caribenho, 23 a 22.
No entanto, no quarto seguinte, o jogo da Alemanha começou a entrar. Com bom aproveitamento da linha dos três, o time europeu se recuperou no placar e abriu boa vantagem para a segunda etapa. O primeiro tempo terminou em 48 a 39 para a Alemanha.
A situação não mudou para Porto Rico no terceiro quarto. Marcando muito mal, os caribenhos viram a Alemanha abrir a maior vantagem no jogo, com dezesseis pontos. E foi essa diferença que o placar mostrou no final da parcial: 74 a 58.
A seleção da Alemanha continuou controlando a partida no último quarto do jogo. Através de Nowitzki e seus arremessos certeiros, a equipe européia manteve uma diferença segura no placar e não deu chances de reação ao adversário. O placar final apontou 96 a 82 para os alemães.
O armador Zoran Planinic, da seleção da Croácia, garantiu que seu país, que garantiu neste sábado uma vaga nos Jogos Olímpicos de Pequim, será um adversário bastante perigoso no torneio de basquete masculino.
“Seremos muito perigosos em Pequim. Voltamos após 16 anos de ausência e chegaremos sem pressão alguma”, comentou o jogador à Agência Efe.
Planinic destacou que o grupo já cumpriu seu objetivo, que era a classificação para a China, e chega sem grandes preocupações com resultados. “Há muitas equipes que preferirão não ter de jogar contra nós porque seremos perigosos”, disse.
“Para nós, é um orgulho voltar aos Jogos e substituir a geração que ficou com a prata nos Jogos de 1992, em Barcelona. Temos um grupo muito jovem, que tem muito coração e futuro”, afirmou.
“Isto será o começo de algo muito bom porque esta geração ainda tem oito ou até nove anos para apresentar um basquete no mais alto nível”, comentou o armador, que defende o CSKA Moscou.
A Croácia deixou Dirk Nowitzki quase à vontade em quadra e tratou de brecar seus coadjuvantes, neste sábado, para derrotar a Alemanha por 76 a 70 e assegurar seu retorno às Olimpíadas no basquete.
A equipe havia ficado fora de Sydney-2000 e Atenas-2004. Com sua classificação, garante a participação de ao menos um integrante dos países que já compuseram a Iugoslávia. Com Sérvia e Eslovênia já fora da disputa, a tradicional região corria o risco de ficar sem um representante pela primeira vez desde os Jogos de Melbourne-1956.
Emocionado, o técnico Jasmin Repesa afirmou que recusou diversas propostas para dirigir a equipe nacional, sem arrependimento. “Honestamente, em 41 anos essa é a maior satisfação da minha vida. Entrei no cargo há dois anos e é muito emocionante levar o país às Olimpíadas depois de 12 anos.”
A Alemanha, que eliminou o Brasil nas quartas-de-final, ainda busca uma vaga neste domingo, no encerramento do Pré-Olímpico em Atenas, contra quem perder o duelo entre Grécia e Porto Rico.
Os croatas conseguiram boa distância no placar em duas ocasiões. A primeira aconteceu no quarto inicial, vencido por 24 a 14. Essa vantagem foi cortada pela metade em três minutos fantásticos de um inspirado Nowitzki, cujo time perdeu o primeiro tempo por 36 a 31.
“Nunca vi um time jogar tão bem na defesa contra nós como eles fizeram no primeiro quarto”, afirmou o técnico Dirk Bauermann. “Demoramos dez minutos para perceber que os juízes permitiriam um jogo mais físico, mas, não, duro.”
Com Chris Kaman ativo no garrafão - oito pontos anotados em dez minutos - , a Alemanha ainda conseguiu a virada por um ponto ao final do terceiro período, com 48 a 47.
No quarto período, os croatas retomaram o controle aproveitando a saída de Kaman com excesso de faltas e a boa condução de jogo de Zoran Planinic (que tem seus minutos controlados devido a uma lesão no tendão de Aquiles) para abrir vantagem de até 68 a 57.
A Alemanha ainda buscou uma segunda reação, ficando a três pontos do empate (70 a 67) quando o armador Marko Popovic apanhou um grande rebote ofensivo após erro do armador Davor Kus em lance livre.
Nowitzki foi o grande nome do confronto, com 30 pontos e 13 rebotes em 37 minutos. Além dele, porém, apenas dois alemães pontuaram em dígito duplo - o armador Steffen Hamann (10) e Kaman (12).
O ala Marko Tomas marcou 21 pontos para a Croácia, incluindo os últimos dois do jogo, com uma enterrada de costas, enfática. Ele e seus companheiros comemoraram muito em quadra.
(Giancarlo Giampietro, UOL Esporte, em Atenas/Grécia, mais agências internacionais EFE e Reuters)
As semifinais do Pré-Olímpico Mundial de Basquete Masculino, neste sábado, tiveram dois jogões, com a Croácia segurando a Alemanha no finalzinho para vencer por 76 a 70 e a Grécia fazendo com Porto Rico o mesmo que fez com o Brasil, para vencer por 88 a 63. Havíamos prometido um Top 5 para os dois jogos e aqui está, combinados em um grande Top 10 muito especial, com excelentes jogadas. No domingo, teremos os melhores lances de Alemanha x Porto Rico, que decidem a última vaga nos Jogos Olímpicos de Pequim. O jogo será transmitido ao vivo a partir das 13h30min (horário de Brasília) pelo canal de TV por assinatura Sportv, de onde pescamos estas imagens.
TOP 10 - Semifinais do Pré-Olímpico Mundial de Basquete Masculino
10. O pivô Chris Kaman faz uma bandeja de costas na derrota da Alemanha para a Croácia
9. O ala-pivô Marko Banic tem seu arremesso de 3 bloqueado, mas pega o rebote e chuta de novo, certeiro, numa cesta importante para a vitória da Croácia
8. O pivô Sofoklis Schortsianitis dá um tocaço em Daniel Santiago, de Porto Rico
7. O armador Stefen Hamann rouba a bola de Zoran Planinic, dispara e faz a bandeja para virar o jogo para a Alemanha
6. Daniel Santiago vai lá em cima rejeitar a bandeja de Vassilis Spanoulis
5. A Alemanha pressiona a saída de bola da Croácia e esquece Marko Tomas, que enterra de costas para selar a classificação croata aos Jogos
4. Theo Papaloukas infiltra a defesa porto-riquenha e passa entre dois para a enterrada de Bouroussis
3. O pivô Nikola Prkacin gira e faz o up-and-under para a bandeja reversa contra a Alemanha
2. No contra-ataque grego, o armador Vassilis Spanoulis troca de mão no ar e faz a bandeja quase de costas
1. No contra-ataque porto-riquenho, Peter John Ramos recebe o passe de Jose Barea e posteriza Antonio Fotsis
A Croácia fez neste sábado o que o Brasil não conseguiu fazer na sexta-feira: derrotou a Alemanha por 76 a 70 (36 a 31 no primeiro tempo) em Atenas, Grécia, e garantiu seu retorno aos Jogos Olímpicos pela primeira vez desde Atlanta-1996. A equipe do Leste Europeu, vice-campeã olímpica em 1992 e considerada uma das grandes escolas do basquete internacional, também não foi capaz de parar o ala-pivô Dirk Nowitzki, que teve um duplo-duplo de 30 pontos e 13 rebotes na partida, mas foi muito consistente na defesa aos outros jogadores e se movimentou bem no ataque, com muitos pontuadores diferentes, e segurou a vitória com raça e sangue frio quando os alemães reagiram no final.
A Alemanha, entretanto, ainda tem mais uma chance de encerrar sua própria seca olímpica, que segue desde 1992: no domingo, enfrenta Porto Rico às 13h30min (horário de Brasília) pela última vaga nos Jogos de Pequim-2008.
“É um sonho tornado realidade”, disse o armador croata Marko Popovic, proferindo palavras que a torcida brasileira esperava que fossem ditas por um jogador do Brasil neste sábado. “É um grande sucesso, um grande presente para nós, mas não vamos a Pequim como turistas. Vamos entrar e jogar. Mas antes, vamos celebrar. Eu sou provavelmente o homem mais feliz do mundo neste momento”, disse o armador.
O jogo coletivo da Croácia levou a melhor que a defesa alemã desde o início, com muita movimentação com e sem a bola para livrar seus chutadores. No outro lado, os croatas mostraram consistência defensiva e incomodavam os alemães com sua marcação agressiva e física, ao ponto de o pivô Chris Kaman reclamar ostensivamente ao árbitro brasileiro Renatinho, que apontou falta técnica. Popovic acertou o lance livre para iniciar uma arrancada de cinco pontos consecutivos, que abriu 12 a 5 para o time do Leste Europeu. A Alemanha reduziu para dois pontos, mas os croatas encerraram o período com oito pontos seguidos. A terceira cesta de 3 do ala Marko Tomas, no estouro do cronômetro, levou a vantagem a 10 pontos, 24 a 14.
O armador reserva Zoran Planinic marcou os dois primeiros pontos do segundo quarto e a diferença foi a 12 pontos, mas os alemães ajeitaram sua defesa e pararam três ataques consecutivos dos croatas, enquanto Dirk Nowitzki chamou o jogo para si do outro lado. Ele marcou, sozinho, 10 pontos consecutivos, cinco deles em lances livres, mais uma cesta de 3 e uma bandeja em que buscou a bola fora do arco e bateu para dentro; a diferença caiu para 26 a 24. O técnico croata Jasmin Repesa chamou tempo e o time se acertou em quadra, principalmente após a entrada do reserva Kresimir Loncar. O pivô respondeu a Dirk com seis pontos seguidos, além de um toco bonito na defesa, para recuperar os 10 pontos de frente, 36 a 26. A Alemanha se recompôs e marcou os últimos cinco pontos para ir ao intervalo atrás por apenas 36 a 31.
Nowitzki já tinha 19 pontos e oito rebotes, mas apenas outros quatro alemães pontuaram; Kaman tinha apenas quatro pontos. Os croatas tinham mais equilíbrio ofensivo, com sete pontuadores e Tomas com 11 pontos, Loncar e Planinic com seis. A Croácia também provocou quatro turnovers alemães e buscou três rebotes ofensivos a mais no primeiro tempo.
A Alemanha voltou bem fechada para o segundo tempo e os croatas não achavam mais espaço para infiltrações, forçando chutes de fora. No ataque, Kaman enfim entrou no jogo e marcou quatro dos seis pontos consecutivos da equipe, que encostou em um ponto, forçando Repesa a chamar outro tempo. A Croácia descontou com Barac, mas os alemães continuaram arrancando com cinco pontos seguidos do “carrasco brasileiro”, o armador Pascal Roller, que virou o placar para os alemães pela primeira vez na partida, 44 a 42. Os croatas responderam com cinco pontos para retomar a ponta, mas Kaman fez seu oitavo ponto no período com uma bandeja completamente livre e o armador Steffen Hamann encerrou o período com um roubo de bola e bandeja no contra-ataque, dando a vantagem de 48 a 47 para a Alemanha antes dos 10 minutos finais.
Uma falta técnica contra Planinic no intervalo entre quartos deu mais lances livres para a Alemanha, que ampliou para 49 a 47. Contudo, Kaman cometeu sua quarta falta com 8min13s por jogar e foi substituído, e a Croácia aproveitou para voltar à frente, com uma cesta de 3 de Davor Kus. O substituto de Kaman, Patrick Femerling, andou e cometeu o turnover no ataque, e do outro lado Prkacin aproveitou para fazer cinco pontos seguidos no garrafão, levando a vantagem a 55 a 49. A ausência do pivô deixou os alemães perdidos dos dois lados, com Nowitzki forçando arremessos ruins. Os croatas arrancaram em 8 a 2 para abrir 10 pontos novamente, 63 a 53, a 3min34s do final.
O técnico alemão, Dirk Bauermann, pediu tempo e finalmente lançou Kaman de volta, implementando uma defesa mais pressionada, e o time reagiu, fazendo 12 a 4 para encostar em 69 a 67 após uma cesta rápida de Nowitzki a 45s do fim. Os alemães continuaram vivos no jogo quando Kus e Tomas desperdiçaram dois de quatro lances livres. A equipe atacou rápido e o ala-armador Demond Greene teve uma chance de 3 da zona morta, totalmente livre, mas errou o chute e cometeu a falta antidesportiva no contra-ataque adversário, a 11s do fim. Popovic e Tomas converteram três de dois lances livres para levar a vantagem a sete pontos e, após uma cesta de 3 desesperada de Hamann, Tomas encerrou o jogo com uma enterrada nas costas da defesa alemã para selar a classificação croata às Olimpíadas.
A Alemanha é um grande time com um jogador especial, provavelmente um dos melhores no mundo, e estamos muito felizes em derrotá-los”, comemorou Popovic.
Nowitzki foi o grande nome do jogo, com 30 pontos e 13 rebotes, Kaman fez 12 pontos e Hamann, 10. Abaixo deles, porém, apenas Roller, Garrett e Wysocki pontuaram, e muito pouco - 18 pontos combinados. Os alemães computaram apenas três assistências contra nove turnovers, comprovando que a boa defesa dos croatas fechou espaços e deu poucas oportunidades livres. Os croatas, por sua vez, tiveram Tomas com 21 pontos, o pivô Nikola Prkacin com 10 pontos, o reserva Davor Kus com nove e outros dois jogadores, Planinic e Loncar, com oito.
No total, nove jogadores pontuaram para a seleção do Leste Europeu, que havia perdido um amistoso contra o Brasil no Torneio de Acrópolis na semana passada - os brasileiros chegaram a abrir 20 pontos de vantagem no quarto período daquele jogo - mas saíram do Pré-Olímpico Mundial de Basquete Masculino invicta, líder de seu grupo após bater Camarões e Porto Rico na fase de grupos e a fraca seleção do Canadá nas quartas-de-final. Como a Seleção Brasileira, a Croácia também foi a Atenas sem seu representante na NBA, o ala-armador Gordan Giricek, companheiro de Leandrinho no Phoenix Suns; o armador Roko-Leni Ukic deve se juntar ao Toronto Raptors após jogar pelo Virtus Roma na última temporada.
FICHA TÉCNICA
CROÁCIA (24 + 12 + 11 + 29 = 76)
Roko-Leni Ukic (0 pontos), Marko Popovic (6 pts, 6 ast e 6 rebs), Marko Tomas (21 pts e 5 rebs), Marko Banic (5) e Stanko Barac (5 pts e 7 reb). Entraram depois: Davor Kus (9), Marin Rozic (0), Nikola Prkacin (10), Zoran Planinic (8), Sandro Nicevic (4) e Kresimir Loncar (8).
Técnico: Jasmin Repesa
ALEMANHA (14 + 17 + 17 + 22 = 70)
Steffen Hamann (10 pts e 6 rebs), Demond Greene (0), Konrad Wysocky (4), Dirk Nowitzki (30 pts e 13 rebs) e Chris Kaman (12). Entraram depois: Pascal Roller (9), Robert Garrett (5), Patrick Femerling (0), Sven Schultze (0) e Jan-Hendrik Jagla (0).
Técnico: Dirk Bauermann
A Croácia avançou às semifinais com uma boa atuação e vitória sobre o Canadá, por 83 a 62 (36 a 29 no primeiro tempo), nesta sexta-feira no Pré-Olímpico Mundial de Atenas, Grécia. O time canadense deu adeus ao sonho olímpico, sua segunda Olimpíada seguida de fora, enquanto os croatas seguem na busca por seus primeiros Jogos desde Atlanta-1996. O adversário dos ex-vice-campeões olímpicos na semifinal que decide uma das três vagas em Pequim será a Alemanha, que não chega aos Jogos desde 1992. Uma derrota no jogo decisivo de sábado, porém, não significa o fim da linha para os croatas, que teriam uma última chance na repescagem de domingo.
O primeiro quarto foi muito pegado e nervoso, como se esperava de uma partida de mata-mata. Os jogadores começaram com muita vontade e pouco controle, demorando quase dois minutos para fazer os primeiros pontos, em um lance livre do armador croata Marko Popovic. Os dois times marcavam de perto e batiam demais; a Croácia já tinha o limite de quatro faltas com dois minutos de jogo e o Canadá mandou os europeus para a linha de lance livre seis vezes no primeiro período. Os canadenses endureceram o jogo com bom movimento de bola e jogadas individuais dos alas Joel Anthony e Rowan Barrett, e os croatas não conseguiram abrir mais de cinco pontos no placar, terminando o quarto à frente apenas por 18 a 16.
Os norte-americanos empataram em 20 pontos após bela enterrada de Anthony e cesta de média distância de Brempong, mas parou com a boa troca de passes e fez três chutes ruins seguidos, perdendo rebotes para a Croácia e propiciando contra-ataques que resultaram em sete pontos seguidos para os europeus. A boa marcação pressionada croata gerou erros de arremesso e passe - os canadenses cometeram sete turnovers e acertaram apenas oito de 29 arremessos no primeiro tempo - e a diferença foi a 10 pontos com uma cesta de 3 de Popovic. O Canadá impediu que a margem fosse muito além disso com muita defesa no interior e rebotes ofensivos - oito sobras de chutes no ataque, além de contar com o mau aproveitamento croata na linha de lance livre, três acertos em sete oportunidades - e o time foi para o intervalo atrás por 36 a 29.
Os croatas foram abrindo diferença aos poucos pelo terceiro quarto, com sua forte defesa continuando a gerar oportunidades de ataque em transição e seus pivôs melhores posicionados para o rebote ofensivo. O ala-pivô Davor Kus fez oito pontos na primeira metade do período para levar a diferença a 13 pontos, e sua segunda cesta de 3 pontos contribuiu para a arrancada de 9 a 2 que levou a margem a 53 a 38. O jogo seguiu truncado, com os árbitros marcando o contato entre as equipes de perto e parando o jogo com faltas freqüentemente. Os canadenses ficaram muito tempo sem pontuar de quadra, fazendo apenas lances livres, e a Croácia marcou sete pontos consecutivos para fechar o período com 20 pontos de vantagem, 62 a 42.
A seca norte-americana em cestas de quadra seguiu nos primeiros minutos do quarto período, com muitos arremessos forçados, e a desvantagem foi a 23 pontos, até o armador Anderson acertar uma cesta de 3 a 7min29s do final. Com as muitas faltas apontadas pelos árbitros, os pivôs da Croácia, Nicevic e Kus, foram desclassificados com suas quintas faltas em seqüência, mas a distância no placar era muito grande para ameaçar a equipe, que seguia fazendo boa marcação para roubar bolas e contra-atacar. “É isto que nosso treinador diz, joguem defesa e mesmo se cometerem faltas, não se preocupem, pois sempre há jogadores para substituí-los”, disse Planinic, resumindo o típico pensamento da escola iugoslava. O time europeu arrancou em 8 a 1 para abrir 79 a 51 a quatro minutos do fim, praticamente garantindo a vitória contra um Canadá que já tentava mudar o jogo com vários reservas em quadra.
A defesa da Croácia fez a diferença. Os canadenses acertaram apenas 16 de 59 arremessos (27%) e forçaram 15 turnovers. “Para termos sucesso, precisaremos continuar jogando boa defesa. Enquanto jogarmos boa defesa, teremos chances”, disse Planinic.
Popovic foi o cestinha do jogo, com 17 pontos, e outros quatro croatas pontuaram em dígitos duplos: o pivô Nicevic, com 11 pontos e seis rebotes, e o ala Marko Tomas e os pivôs Banic e Kus, com 10 pontos cada. O ala Famutimi fez 14 pontos e nove rebotes para os canadenses, que ainda contaram com 13 pontos de Barrett e 11 rebotes de Anthony.
FICHA TÉCNICA
CROÁCIA (18 + 18 + 26 + 21 = 83)
Marko Popovic (17 pontos), Marko Tomas (10), Davor Kus (10), Stanko Barac (2) e Marko Banic (6). Entraram depois: Nikola Prkácin (4), Zoran Planinic (6), Sandro Nicevic (11 pts e 6 rebs), Marin Rozic (4), Roko-Leni Ukic (3 pts e 5 rebs) e Kresimir Loncar (6)
Técnico: Jasmin Repesa
CANADÁ (16 + 13 + 13 + 20 = 62)
Jermaine Anderson (7 pts), Rowan Barrett (13), Olu Famutimi (14 pts e 9 rebs), Levon Kendall (5) e Joel Anthony (8 pts e 11 rebs). Entraram depois: Carl English (4), Andy Rautins (4), David Thomas (0), Rans Brempong (4 pts e 9 rebs), Tyler Kepkay (2) e Aaron Doornekamp (1)
Técnico: Leo Rautins