Mais um armador que chegou a ter seu nome cogitado pela imprensa do Arizona para ser reserva do astro canadense Steve Nash no Phoenix Suns está fora do mercado. Depois de Tyronn Lue (que assinou com o Milwaukee Bucks), Chris Duhon (que trocou o Chicago Bulls pelo New York Knicks) e Anthony Johnson (que foi para o Orlando Magic), foi a vez de Carlos Arroyo definir seu futuro, ele deixa para trás o banco de reservas do Orlando e vai jogar pelo Maccabi Tel-Aviv de Israel, atual vice-campeão da Euroliga. O jogador de 29 anos, um dos destaques da seleção de Porto Rico quarta colocada no Torneio Pré-Olímpico Mundial de Atenas, foi anunciado como o novo reforço do clube israelense neste domingo, assim aumenta a possibilidade de o ala-armador brasileiro Alex Garcia sair do Maccabi para defender o Brasília/Universo na próxima temporada nacional. Por outro lado, com as opções no mercado escasseando, o Suns ainda não perdeu a esperança de contar com o esloveno do TAU Cerámica Goran Dragic, escolhido na segunda rodada do draft da NBA.
Efi Birenboim, o novo técnico do Maccabi, comemorou o acordo com Arroyo no site oficial da equipe. “Estou feliz com a contratação. É um jogador do melhor nível do basquete mundial, Carlos era nossa primeira prioridade há algum tempo. Felizmente a direção da equipe decidiu assinar com ele apesar do alto custo. É exatamente o tipo de jogador de que precisamos, um grande jogador de basquete e um grande líder”, afirmou o treinador.
Com a saída dos armadores Yotam Halperim para o Olympiacos da Grécia e Will Bynum para o Detroit Pistons, e o desejo de Alex de voltar ao Brasil, o Maccabi viu uma boa ocasião para abrir o cofre e contratar Arroyo na tentativa de permanecer na elite européia. Outro armador que interessa ao time israelense é o baixinho de 1,65m e 32 anos Earl Boykins, que jogou pelo Charlotte Bobcats na temporada passada.
Em Phoenix, com a chegada do mês de agosto, segundo o jornal “East Valley Tribune” o Suns continua trabalhando nos bastidores com telefonemas na esperança de trazer o armador esloveno de 22 anos Goran Dragic ainda nesta temporada. O nome de Boykins chegou a ser considerado, mas segundo jornais e sites espanhóis, o time do pivô brasileiro Tiago Splitter procurou o armador norte-americano ex-Suns Andre Barrett oferecendo cerca de US$ 800 mil por seus serviços, no que seria um plano B para o caso de Dragic aceitar a ida para a NBA ainda em 2008.
O jovem reserva da seleção da Eslovênia tem uma multa rescisória de 1 milhão de euros (cerca de US$ 1,5 milhões) no seu contrato com o TAU Cerámica. Ele pode negociar sua própria liberação se os dois clubes chegarem a um acordo financeiro, que neste ano seria muito mais caro do que em 2009. Pelas regras da NBA, o Phoenix só pode contribuir com o pagamento de US$ 500 mil, o restante do valor da multa teria que ser arcado pelo próprio jogador. Para isso o time do Arizona pode oferecer ao esloveno um contrato mais alto para compensá-lo e tem uma exceção de meio-nível no teto salarial para fazer uma proposta, mas uma negociação dessas encareceria bastante a folha de pagamento do elenco e obrigaria a franquia a gastar mais na taxa de luxo (multa de um dólar paga para a liga por cada dólar gasto acima do limite), ou seria preciso fazer alguma negociação para cortar custos mandando embora algum atleta do elenco atual.
A preferência do TAU é que Dragic fique na Espanha, e ele deu declarações a um jornal espanhol no mês passado dizendo que esperava deixar sua transferência para o Suns para o próximo ano. O time do ala-armador brasileiro Leandrinho Barbosa ainda mantém uma vaga na armação aberta para Dragic, acreditando que ele tem potencial para jogar de 18 a 20 minutos por noite imediatamente e até ser titular em alguns jogos, em caso de lesão de Nash ou mesmo quando o técnico Terry Porter optar por descansar o veterano canadense, por exemplo em rodadas em noites seguidas.
Contando apenas com o salário mínimo da liga para oferecer a jogadores veteranos, o Suns falhou nas tentativas de trazer um armador mais experiente, Lue, Duhon e Johnson preferiram assinar contratos mais lucrativos em outras franquias. E o time não tem mostrado muito interesse por algum dos outros armadores disponíveis no mercado americano. O veterano Jason Williams também está analisando uma oferta do Maccabi Tel Aviv, com um salário um pouco melhor do que lhe foi oferecido por alguns times da NBA, mas provavelmente vai renovar contrato com o Miami Heat por um valor igual ou um pouco acima do salário mínimo da liga (US$ 1,2 milhão/ano). O jovem Shaun Livingston ainda não foi liberado pelos médicos para voltar a jogar basquete após sofrer uma grave lesão no joelho no início do ano passado, mas segundo a matéria do Tribune é provável que ele volte ao Los Angeles Clippers quando (ou se) for capaz de tentar um retorno à NBA.
Mesmo se Dragic vier para Phoenix, o Suns ainda poderia assinar um armador veterano de menor renome, com a idéia de ser uma terceira opção na posição, ou então contratar um jovem jogador com passe livre com a intenção de desenvolvê-lo para o futuro. A opção caseira é dar mais espaço para o segundoanista D.J. Strawberry, que foi o armador titular da equipe na liga de verão e ainda não tem contrato garantido para a temporada 2008-09.