January 5, 2009

Denver Nuggets de Nenê recebe Indiana Pacers nesta segunda à procura do “instinto assassino”

Filed under: CAPA, Conferência Oeste, DESTAQUES, NBA — Tags: , , , — Adriano Albuquerque @ 12:11 pm

O Denver Nuggets recebe o Indiana Pacers no Pepsi Center na madrugada desta segunda-feira (5/1) para terça (6/1), às 0h (horário de verão de Brasília), em meio a uma série de preocupações. Apesar de três vitórias seguidas e cinco triunfos nos últimos seis jogos, o pivô paulista Nenê é um dos jogadores que sentem a necessidade de o time saber fechar melhor as partidas, após permitir reações dos adversários após abrir grandes vantagens. (more…)

January 3, 2009

Hornets bate Blazers na 4ª vitória seguida e é pedreira no caminho de Nenê sábado em Denver

Filed under: Conferência Oeste, Extraquadra, NBA — Tags: , , , , , , — Paulo Roberto @ 4:29 pm

Se Nenê mal está conseguindo mexer o pescoço porque fica dolorido, por causa da contusão cervical sofrida no jogo de domingo passado contra o New York Knicks, tanto que pretende consultar um médico especialista nesta próxima semana, talvez a cabeça “travada” o está fazendo mirar em uma única direção fixa, a cesta. Durante a série de quatro partidas fora de casa nesta semana, excluindo a derrota em que o pivô brasileiro desfalcou o Denver Nuggets contra o Atlanta Hawks, o aproveitamento do gigante paulista foi de incríveis 70,1% nos arremessos de quadra, 22 cestas em 31 tentativas, incluindo a notável marca de 10 em 11 na sua performance de 27 pontos na vitória desta última madrugada sobre o Oklahoma City Thunder. Assim o brazuca melhorou seu aproveitamento no campeonato para 62%, mantendo a liderança geral da NBA nesse quesito à frente dos 59,1% do segundo colocado na estatística, o veterano superpivô do Phoenix Suns Shaquille O´Neal. O percentual alto tem muito a ver com o fato de Nenê ser um dos líderes em enterradas na temporada, mas depois de uma desgastante batalha decidida por uma cesta de três de Carmelo Anthony no último segundo, neste sábado à meia-noite (horário de Brasília) o Denver pega uma pedreira na volta para casa, o New Orleans Hornets, e Nenê vai precisar muito de visão periférica.

O adversário da vez é de dar torcicolo por sua velocidade ofensiva e a grande criatividade do melhor armador da liga no momento, Chris Paul, um dínamo nas assistências que coloca a bola onde quer com seus passes e infiltrações. Uma jogada plástica característica do vice-líder do Oeste Hornets (20V-9D) no garrafão é a ponte aérea com CP3 lançando a bola para o pivô Tyson Chandler enterrar, a dupla é a que mais vezes combina esse tipo de jogada na NBA, Nenê e Kenyon Martin precisam ficar atentos na proteção do aro para não tomarem bola nas costas. Na vitória fora de casa sobre o Portland Trail Blazers na madrugada deste sábado (horário de Brasília) por 92 a 77 (45 a 43 no intervalo), Chandler fez uma enterrada em ponte aérea que está no vídeo dos melhores momentos da partida, mas seu momento mais marcante foi quase ter saído na porrada com o pivô rival Joel Przybilla, por isso foi expulso de quadra com uma falta flagrante de nível 2 e corre risco de suspensão.

Só que o New Orleans não perdeu a cabeça quando seu pivô titular foi para o chuveiro mais cedo no terceiro quarto, ao invés disso o time líder da Divisão Sudoeste se uniu mais e nos últimos 15 minutos de jogo marcou 41 pontos contra apenas 19 do Blazers (20V-13D), garantindo sua quarta vitória consecutiva. O ala-pivô David West foi o cestinha do Hornets com 25 pontos, já Chris Paul teve uma contribuição decisiva com 17 pontos, 11 assistências e sete rebotes, essa dupla dinâmica liderou a ferroada de 31 a 16 no último quarto que deixou o Portland um pouco mais longe do Nuggets na luta pela liderança da Divisão Noroeste. Paul ainda deu crédito a Chandler pela expulsão.

“Eu acho que nós nos alimentamos dessa energia. Estávamos falando sobre isso na roda, foi isso o que realmente botou fogo no jogo, ficamos mais empolgados depois daquilo”, afirmou CP3 sobre o companheiro brigão.

O incidente aconteceu quando Przybilla empurrou Chandler com o antebraço no abdômen, isso irritou o pivô do Hornets, que revidou com uma braçada mais forte, os dois se estranharam e quase começaram a brigar, se não fosse a ação rápida da turma do “deixa disso”. Mas os árbitros Sean Corbin e Gary Zielinski, trabalhando em dupla porque o terceiro juiz escalado para a partida Jack Nies não pôde atuar por estar machucado, não aliviaram. Eles revisaram o replay da altercação e decidiram expulsar Chandler com uma falta antidesportiva nível 2. Essa foi a terceira vez que o pivô veterano de sete temporadas saiu expulso de uma partida em Portland.

“Nós tínhamos uma vantagem de cinco pontos depois que Tyson Chandler foi ejetado, senti que isso nos daria um momento de confiança, mas não foi o que aconteceu”, lamentou o técnico do Blazers, Nate McMillan.

“Eu achei que todos os jogadores mantiveram a compostura, todos menos Tyson provavelmente. Tivemos um pouco mais de todo mundo, achei que isso foi importante para a vitória”, destacou o treinador do Hornets, Byron Scott.

O ala-armador espanhol vice-campeão olímpico Rudy Fernandez liderou o Blazers com 19 pontos, o ala Travis Outlaw marcou 16 e o ala-pivô LaMarcus Aldridge anotou um duplo-duplo com 13 tentos e 10 rebotes para o time da casa, mas o Portland acabou sendo limitado a sua segunda menor pontuação na temporada, a boa defesa do Hornets deve ser outra preocupação do Nuggets hoje.

“Eles controlaram totalmente a partida. Infelizmente eles seguiram seu plano de jogo e nós não seguimos o nosso”, lamentou o pivô Przybilla.

Pelo segundo jogo seguido o Portland entrou desfalcado de seu principal jogador, o ala-armador Brandon Roy, ausente por causa de uma lesão muscular na perna direita. O cestinha do Blazers teve uma média de 24,5 pontos por jogo nos dois primeiros encontros entre as equipes na temporada, uma vitória do Hornets em Nova Orleans por 87 a 82 no dia 14 de novembro e uma vingança do Blazers ganhando por 101 a 86 no dia 28 de novembro no mesmo Rose Garden, onde o time do Oregon sofreu agora apenas sua quarta derrota em 16 jogos em casa nesta temporada. O esquadrão de Nova Orleans, começando uma excursão de quatro partidas longe da terra do jazz e do blues, ganhou o primeiro quarto por 21 a 16, mas o Portland foi para o intervalo perdendo por apenas dois pontos e liderava o placar por 58 a 51 faltando 2min59s no terceiro quarto, mas em vez de se abater com a expulsão de Chandler, o Hornets reagiu com muita energia.

O time visitante acertou 13 em 19 arremessos no último quarto. Autor de 15 pontos e nove rebotes saindo do banco, o ala campeão pelo Boston Celtics em 2008 James Posey brilhou numa arrancada de 23 a 7 com três bolas de três pontos, e Paul converteu duas bandejas na infiltração e um triplo colocando o New Orleans na frente por 77 a 67 com 5min05s por jogar, o ala sérvio Peja Stojakovic foi outra ameaça do perímetro com quatro bolas de três e 14 pontos no total. O pivô reserva Hilton Armstrong entrou bem no lugar de Chandler e fez 10 de seus 12 pontos no quarto período ajudando a confirmar a 11ª vitória do Hornets nos últimos 14 jogos desde o início de dezembro.

Apesar da boa fase do New Orleans, o técnico do Denver George Karl confia na sua dupla de garrafão Nenê/Martin para conter o impacto de David West e Chandler, ontem o site do jornal Rocky Mountain News trouxe um artigo com o treinador elogiando seus dois pilares titulares pelo bom início de temporada que pouca gente esperava ver depois que o Nuggets perdeu seu melhor defensor no verão, o pivô Marcus Camby trocado com o Los Angeles Clippers para cortar gastos, e também o raçudo ala-pivô mexicano Eduardo Najera, que assinou com o New Jersey Nets. Muito do crédito pela ascensão do Denver é dado à chegada do armador Chauncey Billups, mas Karl pede reconhecimento também a sua dupla de garrafão.

“Eu acho que uma das melhores coisas sobre neste time é Kenyon e Nenê. Nós tínhamos quatro bons caras altos no ano passado e abrimos mão de dois deles por propósitos contratuais, ficamos vagos. E ainda assim eu não acho que perdemos muito ali”, disse Karl. “Eu penso que Nenê e Kenyon Martin deveriam ter um tremendo reconhecimento por reconstruírem suas carreiras superando lesões graves de joelho e um câncer (no caso do brasileiro), e acho que Chauncey foi a cereja no nosso bolo”, destacou o treinador, que tem um carinho especial pelo pivô brasileiro por ele ter se recuperado de um câncer testicular que o deixou fora de 37 partidas na temporada passada. GK mesmo é um sobrevivente de um câncer de próstata, e seu filho jogador Coby Karl (ex-Los Angeles Lakers) sofreu duas cirurgias relacionadas a um tipo de câncer sanguíneo.

“Eu simplesmente admiro o garoto (Nenê). Eu sei a névoa que chega na sua vida quando você é diagnosticado com câncer e tem de passar por uma cirurgia, e esse garoto nunca, nunca se rendeu ao lado escuro do que ia acontecer ou da parte negativa que ia acontecer. E eu acho que nós acreditamos com ele, mas ele provavelmente acreditou mais do que qualquer um que iria voltar a ser um jogador. Em agosto eu fui falar com ele e expliquei algumas das mudanças de filosofia que nós teríamos, e nós tivemos uma longa discussão durante o jantar, e a partir daquele dia ele tem sido um cara muito seriamente comprometido. E estou certo que ele provavelmente não vai ser selecionado para o Jogo das Estrelas, mas está próximo de ser um jogador All-Star”, afirmou George Karl.

No caso de Kenyon Martin, depois de sofrer cirurgias de microfratura nos dois joelhos, seus números ofensivos ficaram muito abaixo do que eram quando ele foi duas vezes vice-campeão da liga com o New Jersey Nets no início da década, mas K-Mart se recuperou bem da segunda operação em 2006 quando muita gente achava que ele não poderia mais jogar em alto nível, nesta temporada melhorou seus instintos defensivos e continua sendo um marcador ferrenho nos duelos com os principais alas-pivôs da Conferência Oeste, hoje o desafio dele é parar West.

“Ele foi bom no ano passado, mas está melhor neste ano. E eu penso que ele cresceu a ponto de entrar em um All-Defensive First Team (a seleção dos melhores defensores da temporada da NBA), é o tipo de defensor All-Defensive”, concluiu Karl.

UOL pré-jogo: Técnico do Denver Nuggets enaltece desempenho de Nenê na temporada

Técnico americano George Karl revela admiração especial por Nenê

Filed under: Conferência Oeste, Extraquadra, Internacional, NBA, Seleções — Tags: , , — basketbrasil @ 10:30 am

(Agência Estado)
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O técnico do Denver Nuggets, George Karl, que recentemente conquistou sua 900.ª vitória na NBA, deixou claro que a recuperação da equipe não se deve apenas à troca que trouxe o armador Chauncey Billups ao time, e sim a dois jogadores que passaram por momentos difíceis em suas carreiras: o brasileiro Nenê e Kenyon Martin.

Sobrevivente de um câncer de próstata, o técnico dos Nuggets tem uma admiração especial por Nenê, que, no começo de 2008, passou por situação similar ao descobrir que tinha câncer em um de seus testículos, que teve de ser removido.

“Eu simplesmente admiro o garoto”, disse Karl, que continuou. “Eu sei o que se passa na sua vida quando você descobre que possui câncer e que precisa passar por uma cirurgia, e o garoto (Nenê) nunca, nunca deixou que o lado negro sobre o que poderia acontecer em sua vida tomasse conta. Nós sempre acreditamos na recuperação dele, mas ele acreditou mais do que ninguém que poderia voltar a jogar de forma profissional”.

O treinador dos Nuggets também confessou que teve um jantar com o brasileiro para lhe dar incentivo. “Em agosto eu o encontrei e expliquei algumas das filosofias que teriam de mudar em sua carreira, em uma longa conversa, durante um jantar, para estar ciente de que ele queria voltar a jogar. E, daquele dia em diante, ele tem sido um jogador muito comprometido com o trabalho.”

Totalmente recuperado do câncer e de lesões, Nenê tem realizado uma grande temporada pelos Nuggets, com médias de 14,3 pontos e 7,8 rebotes por jogo, além de um aproveitamento dos arremessos de 60,9%, o melhor da NBA. Até o momento, o Denver Nuggets é o líder da Divisão Nordeste da Conferência Oeste da NBA, com 21 vitórias e 12 derrotas.

January 2, 2009

Nenê quer continuar jogando mesmo com pescoço dolorido; Denver visita OKCity e visa possível troca

Filed under: Conferência Oeste, DESTAQUES, Extraquadra, NBA — Tags: , , , , , — Paulo Roberto @ 8:00 am

Depois da vitória na noite de reveillon sobre o Toronto Raptors em que foi o cestinha do Denver Nuggets (21V-12D) com 21 pontos acertando até sua primeira bola de três na temporada, o pivô brasileiro Nenê disse que ainda sentia uma dor aguda no pescoço quando mexe a cabeça de um lado para outro, mas o técnico George Karl espera que um dia inteiro de folga no 1º de janeiro ajude o gigante paulista a se sentir melhor antes de mais uma rodada dupla com viagem bate-volta no meio. Na noite desta sexta-feira às 23h (horário de Brasília) o time enfrenta o lanterna geral da NBA Thunder (4V-29D) em Oklahoma City na jornada completa que abre 2009 com todas as 30 equipes da liga em ação, e no sábado à meia-noite de volta ao Pepsi Center de Denver o adversário será bem mais difícil, o vice-líder da Conferência Oeste New Orleans Hornets (19V-9D), que na rodada cheia desta sexta joga fora de casa contra o Portland Trail Blazers (20V-12D), o qual disputa cabeça a cabeça com o Denver a liderança da Divisão Noroeste.

“Eu fiquei preocupado com os minutos (Nenê jogou 39 na partida no Canadá), provavelmente esgotamos o gás dele um pouco, mas ele tem um dia de folga e esperamos que a situação melhore dia a dia”, comentou o técnico Karl após atingir a marca de 900 vitórias na carreira.

“Eu não tive escolha, tenho que jogar. Não temos nenhum outro pivô. Só Chris (Andersen) e Kenyon (Martin) estão jogando (no garrafão), então eu preciso ajudar esses caras, mas está claro que precisamos de mais um cara alto no time”, disse o brasileiro de 2,11m.

Curiosamente, o Oklahoma é uma equipe com nove jogadores de garrafão sem espaço para utilizar todos depois da contratação do pivô sérvio Nenad Krstic, e o Nuggets já iniciou conversações com o Thunder sobre a possibilidade de uma troca para reforçar seu banco de reservas. O Denver não tem muito espaço na armação para utilizar o veterano reserva Chucky Atkins até porque Anthony Carter é o primeiro suplente de Chauncey Billups, e o banco do pior time da temporada tem pelo menos três jogadores de garrafão interessantes para dar um suporte a Nenê: o ala-pivô Chris Wilcox, o veterano ala-pivô Joe Smith e o pivô francês de 2,13m Johan Petro, sem falar no ruivo de 2,16m Robert Swift. Com a chegada de Krstic para provavelmente ser titular do garrafão do OKC ao lado do jovem ala-pivô Jeff Green mandando Nick Collison para o banco, é provável que os minutos desses reservas diminuam mais ainda e quem não gostaria de trocar o lanterna da liga por um líder divisional que caminha a passo firme para os playoffs?

“Temos nove jogadores grandes agora, não tem espaço para todos, alguma coisa tem que acontecer”, afirmou Wilcox, praticamente pedindo uma troca em OKCity.

Em Toronto, o armador do Denver Chucky Atkins não foi utilizado pelo técnico Karl pela décima vez em 23 partidas desde seu retorno de uma cirurgia artroscópica no joelho, para um jogador que teve uma boa média de 10,8 pontos por partida em suas oito temporadas anteriores antes de vir para o Nuggets, é difícil ficar esquentando o banco, uma separação amigável seria o melhor para os dois lados.

“Eu sempre ficou surpreso quando não jogo. Tenho estado neste negócio há 10 anos, não sei o que necessariamente devo pensar desta situação em particular. Tudo que eu sei é que estou preparado para jogar, é isso. Não sei mais o que dizer”, desabafou Atkins, que assinou um contrato de três anos com o Denver antes da temporada 2007-08, viu-se envolvido em diversos rumores de troca algumas semanas atrás chegando a dizer que seria do seu agrado ir para o Orlando Magic, mas não está mais fazendo lobby para ser negociado, a decisão está nas mãos da diretoria.

“Ele tem sido um grande profissional. Qualquer hora que seu número é chamado, ele tem estado preparado para jogar”, elogiou o companheiro Anthony Carter.

Este foi o caso na semana passada quando Atkins entrou em quadra no final do terceiro período contra o Philadelphia 76ers e marcou oito pontos no último quarto ajudando o Denver a vencer o Sixers de virada. Mas em três jogos depois disso ele jogou um total de 2min33s.

“Em geral, eu acredito que dividir 20 minutos em 10 minutos para um jogador e 10 para o outro é geralmente inútil. Chucky poderia jogar cinco ou seis minutos todo jogo, mas isso provavelmente é tudo que eu poderia dar a ele”, afirmou George Karl, confortável na posição 1 com Billups de titular e Carter como primeiro reserva, além disso o ala-armador J.R. Smith tem melhorado sua habilidade de armar o time em alguns momentos.

Isso deixa pouca oportunidade para Atkins, Karl expressa sua simpatia com a situação do jogador, mas provavelmente não deve mudar a rotação enquanto Billups, Carter e Smith estiverem saudáveis. Seria uma jogada mais sensata trocar o terceiro armador por qualquer bom reserva de garrafão disponível em outro time, mesmo que seja o Oklahoma, restaria acertar somente a parte financeira do acordo. A visita de hoje a OKCity poderia inclusive acelerar as negociações.

“Eu era esse tipo de cara quando jogava. Eu era sempre o nono, décimo ou 11º jogador do time. Embora eu não gostasse de ser pouco utilizado desta maneira, eu ainda penso que caras como Chucky, seu décimo ou 11º homens são muito valiosos para você, mesmo que não joguem dentro da quadra o tempo todo”, explicou Karl citando sua própria experiência da época que era jogador.

Líder do time em pontos e minutos contra o Raptors, Nenê confessou que na quarta-feira seu pescoço não estava muito melhor que na segunda-feira, quando desfalcou a equipe pela primeira vez na temporada na derrota na casa do Atlanta Hawks. Com Steven Hunter lesionado, o ala-pivô Chris Andersen é o único jogador alto disponível para substituir o pivô brasileiro no garrafão, e ele acabou levando um baile na Phillips Arena de Atlanta.

“Eu sinto dor quando olho para cima ou viro o pescoço quando a bola muda de direção rápido, é uma dor aguda. Mas preciso ajudar, preciso jogar. Quero dizer obrigado a Deus, porque na minha mente não consigo fazer isso sozinho. Quando estou fraco, Ele é forte”, disse Nenê em Toronto mais uma vez expressando sua fé e a inspiração divina que o fez superar um câncer testicular diagnosticado no início de 2008 para fazer agora a melhor temporada da carreira na NBA com médias de 14,3 pontos e 7,8 rebotes por jogo.

“O brasileiro teve muitos grandes momentos na quarta-feira contra o Raptors. No segundo quarto, Nenê recebeu um passe de Anthony Carter no poste baixo e atacou o aro com uma enterrada mesmo sofrendo falta. Nenê também fez um passe picado aparentemente sem esforço no segundo quarto para Carmelo Anthony fazer uma enterrada com as duas mãos. E depois com 3,7 segundos faltando no primeiro tempo, Nenê acertou sua primeira bola de três pontos na temporada, próximo do banco do Nuggets na lateral esquerda, dando ao Denver uma vantagem de 53 a 50 indo para os vestiários no intervalo”, relatou a crônica do jornal Denver Post.

O Nuggets esperava ter encontrado uma ótima opção para o garrafão na mesma troca que trouxe Chauncey Billups para o Colorado e mandou Allen Iverson para o Detroit Pistons, mas o veterano ala-pivô Antonio McDyess não quis ter uma terceira passagem pelo Denver, franquia que defendeu de 1995 a 1997 e de 1998 a 2002, ano em que foi trocado para o New York Knicks na negociação que trouxe Nenê e Marcus Camby para a cidade.

“Eu não queria voltar para Denver. Eu já vi esse filme, e eu não queria deixar Detroit, mas não era nada que eu tivesse pessoalmente contra o Nuggets. Essa foi uma história que eu deixei para trás. Simplesmente não acho que haja nada neste ponto da minha carreira que o Nuggets possa fazer por mim. Eu sei que eles são um bom time, um time em ascensão. Mas no tempo em que eu sentir que eles podem ganhar um campeonato, eu já teria ido embora (da liga)”, disse McDyess em entrevista ao jornal Rocky Mountain News nos últimos dias de 2008. “Eu simplesmente sinto que este é o melhor lugar para mim. Eu quero terminar minha carreira aqui em Detroit. Estou com 34 anos de idade e estou cansado de mudanças. Se eu não ganhar um título aqui, eu não acho que vá conseguir em qualquer outro lugar”, completou Dice ao ser questionado se não teria sido melhor testar a oportunidade de jogar pelo Denver, que depois da troca ficou numa situação melhor que a do Pistons (19V-11D, quinto colocado na Conferência Leste).

“Exatamente, seria um erro”, rebateu McDyess quando questionado se seria um erro voltar para Denver. O ala-pivô acrescentou que “foi triste ter seu melhor amigo, Billups, saindo do Pistons”, mas isso não era o bastante para ele querer ir para o time do Colorado também. Depois de rescindir o contrato repassado para o Nuggets, Dice considerou três possibilidades antes de fechar negócio para voltar a Detroit: o campeão Boston Celtics, o embalado Cleveland Cavaliers e o Charlotte Bobcats, time treinado pelo técnico Larry Brown, que foi campeão pelo Pistons em 2004.

Uma semana depois da troca Denver-Detroit, McDyess teve seu contrato rescindido em 10 de novembro, e reassinou com o Pistons no dia 9 de dezembro. Ele confirmou ao Rocky Mountain News que já recebeu US$ 6 milhões dos quase US$ 15 milhões devidos pelo Nuggets na negociação, e seu novo contrato com o time de Michigan foi firmado pela exceção bianual de US$ 1,91 milhão, com uma opção do jogador para receber US$ 2,06 milhões na próxima temporada. George Karl ficou desapontado ao saber que Dice não queria jogar pelo Denver.

“Ele teria se encaixado bem neste time. Ele ajudaria Nenê e Carmelo, ajudaria todos os caras em situações de playoffs e nas circunstâncias mais difíceis contra times mais fortes da NBA”, comentou Karl.
McDyess disse que uma razão importante de não querer voltar a Denver foi que ele se arrependia de ter assinado com o Nuggets como agente livre antes da temporada 1999, ele tinha sido trocado para o Phoenix em 1997 e depois viu que preferia ter continuado no Suns.

“Depois que eu fui para lá (Denver), simplesmente senti que não seríamos um concorrente, e eu olhei para o time de Phoenix que nós tínhamos. Parecia que nós tínhamos uma chance melhor de competir lá, jogando com Jason Kidd e Rex Chapman e aqueles caras. Eu era jovem, mas soube logo depois que assinei com o Nuggets que tinha sido um erro”, lembrou Dice.

Três jogadores daquele time do Phoenix (Kidd, Chapman – agora um executivo do Nuggets, e George McCloud) chegaram a pegar um vôo para Denver e dirigiram no meio de uma tempestade de neve para a McNichols Sports Arena numa última tentativa de convencer McDyess a continuar no Suns, mas o trio foi barrado na entrada da arena, onde o ala-pivô estava assistindo a um jogo de hóquei do Colorado Avalanche, e logo depois Dice assinou com o Denver, onde foi projetado para a seleção americana campeã olímpica em Sydney-2000, mas acabou trocado em 2002 com o New York.

“Ele (o gerente geral do Denver em 2002, Kiki Vandweghe) de fato veio me perguntar antes da troca. Mas foi praticamente queimar aquela ponte quando você pergunta para mim: “Ei, nós queremos fazer esta troca?” Estava praticamente me dizendo que queria fazer a troca e não me queria mais ali, então eu disse algo como: “Ei, então troque-me porque eu não acho que posso passar a temporada inteira imaginando como seria, olhando por cima dos meus ombros”, explicou Antonio, que na época estava com uma média de 18,2 pontos por jogo considerando suas duas passagens pelo Denver, mas tinha acabado de fazer a primeira das três cirurgias no joelho.

Os problemas no joelho quase acabaram com a carreira de McDyess, mas em 2004 o técnico Larry Brown lhe deu uma nova oportunidade de reconstruir sua trajetória, por isso ele diz considerar “Brown como se fosse meu pai, ele trouxe meu basquete de volta”, só esse fator fez com que pensasse em jogar pelo Bobcats que não tem muitas pretensões de chegar aos playoffs, ele preferia até ir para Charlotte do que jogar pelo Denver novamente.

Como o Pistons está com a perspectiva de ter um significativo espaço abaixo do teto salarial da liga no próximo verão, McDyess já adianta que o dirigente da franquia Joe Dumars “disse que vai cuidar bem de mim”, mas os dois ainda não falaram de fato sobre negociações.

“Tomara que dê certo”, disse McDyess sobre a chance de recuperar o dinheiro perdido na troca continuando em Detroit por mais alguns anos. “Se não der, eu ganharei em algum outro lugar, se não é apenas uma decisão com que terei de viver, mas gostaria de encerrar a carreira em Detroit”.

December 29, 2008

Técnico elogia Nenê após vitória em Nova York na volta de Carmelo, mas não o vê no Jogo das Estrelas; brasileiro dá graças a Deus por não ser do Knicks

Filed under: Conferência Leste, Conferência Oeste, DESTAQUES, Extraquadra, NBA — Tags: , , , , — Paulo Roberto @ 6:28 am

“Eu simplesmente admiro o garoto. Eu conheço a névoa que chega em sua vida quando você é diagnosticado com câncer e tem de passar por uma cirurgia. O garoto nunca se rendeu ao lado negro do que ia acontecer ou no lado negativo do que vai acontecer… Eu penso que nós acreditamos junto com ele, mas ele provavelmente acreditou mais do que ninguém que iria voltar e ser um jogador… Estou certo que provavelmente ele não vai entrar no time do Jogo das Estrelas, mas está próximo de ser um jogador All-Star”, disse o técnico George Karl sobre a recuperação do pivô Nenê de um câncer testicular, a frase foi publicada pelos sites dos jornais Rocky Mountain News e Denver Post no domingo depois que o brasileiro por pouco não conseguiu seu quinto duplo-duplo consecutivo e o décimo na melhor temporada de sua carreira, anotando 13 pontos e nove rebotes na vitória do Denver Nuggets sobre o New York Knicks por 117 a 110 (66 a 56 no intervalo) em pleno Madison Square Garden de Nova York, a arena mais famosa do basquete americano. O MSG poderia ter sido a casa do brazuca se ele não tivesse sido trocado na noite do draft de 2002, quando foi escolhido na sétima posição do vestibular da liga debaixo de vaias de torcedores nova-iorquinos e trocado junto com Marcus Camby para o Denver, mas o gigante paulista dá graças a Deus por ter ido para o Colorado.

Na última vez que o entrevistei em uma passagem por São Paulo nas férias, isso já tem quatro anos, Nenê contou que se considerava um cara de sorte por não ter ido parar na panela de pressão cheia de confusões e derrotas que se tornou o Knicks. Na temporada 2002-03, a primeira do gigante paulista na NBA, o Denver era um dos piores sacos de pancadas da liga, mas Nenê foi bem acolhido e lapidado com uma paciência que não lhe seria dirigida em um mercado maior e badalado como Nova York. Sair do Vasco de Eurico Miranda para o Knicks de James Dolan não era mesmo um bom negócio em termos de cobranças, e o futuro se revelou muito melhor para Nenê no Nuggets, líder da Divisão Noroeste da NBA. Hoje o quanto faz falta um pivô legítimo para o New York, ontem o técnico Mike D´Antoni improvisou como titular na posição 5 o ala Jared Jeffries, e logicamente o Knicks (11V-18D) levou um baile do Denver (20V-11D) no garrafão: diferença de 62 a 48 nos pontos marcados na área pintada e 48 a 36 no total de rebotes.

Como a história dá um jeito de repetir a si mesma, não foi surpresa quando no draft deste ano o bagunçado time da “Big Apple” selecionou em sua primeira escolha sob muitas vaias outro ala-pivô estrangeiro, o italiano Danilo Gallinari, mas este sim virou uma decepção, só jogou duas vezes nesta temporada sofrendo com um problema nas costas.

“Eu não entendi direito o porquê daquele tratamento por parte de pessoas que não me conheciam e não tinham me visto jogar. Mas foi uma bênção eu ter ido para Denver, onde fui muito bem recebido e fiz grandes amigos, pude desenvolver meu basquete, crescer junto com os companheiros até a gente se tornar um time de playoffs, e o mais importante foi ter recebido muito apoio nos momentos difíceis das lesões. No Knicks não sei como seria, a cobrança é muito grande lá porque o time não está bem há anos”, disse-me Nenê naquela entrevista em 2004, antes de assinar seu grande contrato de US$ 60 milhões e de viver o momento mais difícil de sua vida no Nuggets, ficando fora de uma temporada inteira com uma grave lesão no joelho direito e perdendo a maior parte da temporada passada após ser diagnosticado um tumor maligno testicular. Nos momentos de crise, pipocaram os rumores de troca, mas o time do Colorado se manteve fiel ao “Big Brazilian” até ele desabrochar, no New York provavelmente teria sido crucificado junto com a toda a trupe de Isiah Thomas.

Por isso tudo a visita anual ao Madison Square Garden tem um significado especial para Nenê e para o Denver, além da imponência da arena e da badalação da cidade que se proclama “A Meca do basquete profissional”, mas há anos vem parecendo mais o Calvário para sua torcida. Ontem o Knicks sofreu a sexta derrota consecutiva ficando cada vez mais longe da zona de classificação aos playoffs da Conferência Leste. Uma semana de descanso foi tudo o que o ala campeão olímpico Carmelo Anthony precisou para se sentir melhor, depois de ficar fora de três partidas tratando uma lesão no cotovelo direito, Melo voltou ao Nuggets com tudo e comandou a vitória em Nova York marcando 32 pontos, nove rebotes e quatro assistências. Esse foi apenas o terceiro jogo de 30 pontos ou mais do cestinha do Denver na temporada, é claro que enfrentar um Knicks com pouca defesa também ajudou. Anthony machucou o cotovelo originalmente na vitória sobre o Houston Rockets em 30 de novembro, decidiu continuar jogando, mas o departamento médico do clube preferiu vetá-lo e dar ao ala uma parada para tratamento depois que ele teve médias de apenas 11,5 pontos errando 19 em 27 arremessos de quadra em derrotas para Cleveland Cavaliers e Phoenix Suns em noites consecutivas, foi o sinal de alerta para ter um recesso na semana de Natal e a decisão deu certo.

“Eu acho que foi a melhor coisa que já aconteceu para mim. Primeiramente eu estava um pouco hesitante em parar, mas qualquer hora que você pode ter um descanso durante uma longa temporada como esta, isso ajuda”, afirmou Carmelo. “Eu adoro vir aqui e ter uma boa performance. É a Meca do basquetebol, se você não gosta de jogar no Garden, não gosta de jogar em lugar nenhum”, completou o ala.

O Nuggets quase jogou no lixo a vantagem de dígitos duplos que tinha aberto ao acertar 15 em 20 arremessos no segundo quarto, mas se recuperou graças ao último quarto perfeito de Melo. Anthony acertou todos os seus cinco arremessos na etapa final, um deles deu ao Denver o comando definitivo do placar virando o jogo para 107 a 106, e mais dois jumpers certeiros consecutivos livraram seis pontos de diferença dois minutos depois. Para fechar o caixão nova-iorquino, Carmelo deu a assistência para uma poderosa enterrada de Nenê que abriu 116 a 109 com 1min05s por jogar.

“Uma vez que eles vieram fazer dupla marcação, consegui para Nenê uma enterrada”, explicou Melo.

Nenê foi um dos seis jogadores do Nuggets que fizeram mais de 10 pontos, sendo que nove tentos dele saíram no segundo tempo. O brasileiro acertou quatro em oito arremessos de quadra incluindo três enterradas e cinco em oito lances livres, pegou sete rebotes defensivos e dois ofensivos, fez um passe para cesta de três do ala lituano Linas Kleiza, roubou uma bola de Jared Jeffries, deu um toco no armador baixinho cestinha do Knicks com 20 pontos Nate Robinson, cometeu cinco faltas e desperdiçou três posses de bola em 34min44s de ação. O gigante paulista ganhou o duelo direto com Jeffries, limitado a 10 pontos, quatro rebotes e quatro assistências, mas não se destacou muito na defesa, no tempo de quadra de Nenê o diferencial positivo do Denver foi de apenas um ponto mais que o Knicks. Faltou um rebote para o duplo-duplo, mas o brazuca no ataque manteve a liderança do ranking geral de aproveitamento no campeonato com 60,6% de aproveitamento nas finalizações. Carmelo ontem foi melhor acertando 13 em 19 arremessos de quadra.

“Eles estavam deixando Melo jogar no um-contra-um. O arremesso dele estava caindo. Nós meio que simplesmente atiramos a bola para um cara quente. Pareceu que ele tinha mais ritmo com seu jumper. Eu sei que ele gosta de jogar neste prédio, não sei se ele jamais teve uma partida ruim neste prédio”, destacou George Karl.

“Ele estava realmente quente. É bom tê-lo de volta. Eles nunca dobraram a marcação nele e se tivessem feito isso, ele tem crescido como o jogador que ia fazer a jogada seguinte, fazer o passe”, afirmou o armador Chauncey Billups, autor de 14 pontos e cinco assistências ontem.

Confira o vídeo com os melhores momentos de New York x Denver

Enterradas de Renaldo Balkman e Dahntay Jones para o Denver entraram no clipe das 10 melhores jogadas da rodada domingueira.

O ala-armador J.R. Smith foi outro que teve boa participação ofensiva no Denver com 16 pontos, Dahntay Jones encestou 12, e o time visitante teve um bom aproveitamento de 57% nos arremessos na abertura de uma excursão de quatro partidas pelo Leste que tem sua segunda parada na noite desta segunda-feira em Atlanta às 22h (horário de Brasília) para enfrentar o perigoso Hawks (19V-10D), que vem de quatro vitórias consecutivas e está na quarta posição da sua conferência.

Ontem o motorzinho de 1,75m Nate Robinson foi o cestinha do Knicks com 20 pontos, mas errou 12 em 17 arremessos de quadra, o ala-pivô David Lee foi o jogador mais eficiente do time nova-iorquino com um duplo-duplo de 19 pontos e 12 rebotes. Durante a atual série de derrotas, a defesa do New York sofreu uma média de 115,5 pontos por jogo, é a maior peneira do campeonato permitindo aos adversários um aproveitamento médio de 48,3% nas finalizações (percentual mais alto na NBA), assim nem o sistema de ataque rápido e de alta pontuação de Mike D´Antoni consegue dar jeito.

“Nós temos de jogar na defesa também, não há dúvida disso. Eu sei que brinco muito sobre isso, mas a única maneira para que voltemos a vencer é melhorar nisso (marcação). Eu sempre senti que nós vamos pontuar bastante não importa o que aconteça. Não importa quem esteja na quadra, nós vamos pontuar. Então agora só temos de encontrar uma maneira de parar os adversários”, afirmou D´Antoni usando o mesmo discurso de sua época de Phoenix Suns, o melhor ataque da liga que também era muito vazado na defesa.

O armador Chris Duhon ditou bem o ritmo do Knicks com 17 pontos e 11 assistências, enquanto o ala-armador Wilson Chandler marcou 17 tentos, porém errando 13 em 19 arremessos de quadra. O ala-pivô Al Harrington anotou 15 pontos saindo do banco, o problema foi mesmo a retaguarda.

“Eu acho que nós terminamos fazendo arremessos ruins no final do jogo, arremessos difíceis com o nosso tempo de posse de bola se esgotando. Você não pode derrotar um bom time desse jeito”, lamentou Duhon.

Tentando dar uma sacudida no seu time, Mike D´Antoni fez uma alteração no quinteto titular sacando Harrington, que vinha com uma média de 22,9 pontos por jogo em 15 partidas desde que o Knicks o adquiriu numa troca com o Golden State Warriors em novembro, e deu a Jared Jeffries, um defensor melhor com poucos recursos ofensivos, sua primeira chance de começar jogando, e logo na posição de pivô batendo de frente com Nenê. A troca não adiantou muito para solucionar os problemas defensivos do New York. Depois de um empate em 27 a 27 no final do primeiro quarto e igualdade em 43 a 43 no meio do segundo período, o Denver começou a fazer cestas à vontade. David Lee deu um tapa na base da tabela desabafando sua frustração depois que uma falha defensiva levou a uma enterrada fácil de Nenê, mas isso não funcionou para acordar a equipe, no ataque seguinte foi a vez de Carmelo fazer uma enterrada fechando uma arrancada de 16 a 4 que abriu uma diferença de 59 a 47 no placar faltando 2min03s na parcial, depois o Nuggets foi para o intervalo com 10 pontos de vantagem graças aos incríveis 42 tentos marcados dentro do garrafão nessa diferença de 66 a 56.

O Knicks voltou melhor para a terceira etapa e reagiu na partida com um aproveitamento de 60% nos arremessos nesse período, indo buscar a virada para 89 a 88 com uma cesta de três de Robinson faltando 1min05s na parcial, nessa hora o ala-pivô Kenyon Martin, autor de 11 pontos e quatro rebotes para o Denver, começou a dizer impropérios do banco do Nuggets pelo time ter permitido tal recuperação dos anfitriões, mas J.R. Smith respondeu à altura acertando um longo arremesso de três pontos no último segundo dando aos visitantes uma vantagem de 93 a 89 entrando no quarto final, e foi no quarto período que mais brilhou a estrela de Carmelo Anthony na parcial decisiva vencida pelo Denver por 24 a 21.

O ala de força Renaldo Balkman, surpreendente escolha de primeira rodada do Knicks no draft de 2006 que se tornou um dos atletas favoritos da torcida nova-iorquina por seu jogo energético antes de ser trocado para o Nuggets no verão passado, recebeu aplausos respeitosos do público de 19.763 espectadores no Madison Square Garden quando entrou em quadra no meio do primeiro quarto e teve uma boa contribuição no garrafão denverista anotando nove pontos e oito rebotes em 17min51s de ação. O ala Quentin Richardson voltou ao time de Nova York após ficar fora da derrota de sexta-feira contra o Minnesota Timberwolves com uma lesão no tornozelo direito, em 14 minutos saindo do banco fez apenas três pontos.

Confira agora a tradução do post publicado no blog do Rocky Mountain News pelo colunista Chris Tomasson sobre a dúvida de George Karl acerca das chances de indicação de Nenê para o Jogo das Estrelas da NBA:

O técnico do Nuggets George Karl não acredita que Nenê estará pisando na quadra em Phoenix no dia 15 de fevereiro.

“Estou certo que ele provavelmente não entrará no time do Jogo das Estrelas, mas ele está perto de ser um jogador All-Star”, disse Karl no domingo sobre seu pivô.
Karl provavelmente está correto. Mas se os votos livres não fossem permitidos na votação do All-Star, ele teria mais chances de estar errado.

Os técnicos da NBA, que votam para escolher os reservas do Jogo das Estrelas, são instruídos a selecionar dois armadores, dois alas, um pivô e dois jogadores de qualquer posição. Eles não podem votar em seus próprios jogadores.

Os técnicos costumavam aderir à letra da lei e votar para pivôs que de fato começavam no centro (posição 5, o legítimo pivô alto e de força no garrafão). O inconveniente foi que, em alguns anos, não havia quaisquer pivôs verdadeiros dignos de serem reservas no Jogo das Estrelas.

Então alguns Jogos das Estrelas recentes incluíram caras como Jamaal Magloire, Antonio David e Rik Smith entrando no time como pivôs reservas, e Brad Miller até conseguiu duas participações. A maior coçada de cabeça de todos os tempos veio em 1988, quando James Donaldson do Dallas chegou ao time do Jogo das Estrelas numa temporada em que ele teve médias de sete pontos e 9,3 rebotes.

Em anos recentes, porém, os técnicos da NBA ficaram cansados de eleger pivôs inferiores para irem ao Jogo das Estrelas enquanto alas-pivôs mais merecedores eram deixados em casa. Então eles têm votado em grandalhões que não começam no centro (posição 5), mas às vezes jogam nessa posição.

Isso é permitido na votação dos All-Stars. É diferente na votação da mídia para escolher os times All-NBA (seleção dos melhores jogadores ao final da temporada), em que os jogadores precisam ser votados na posição em que atuam regularmente. 

Yao Ming, do Houston, será o pivô titular da seleção do Oeste no Jogo de 15 de fevereiro em Phoenix. Se os técnicos aderirem à letra da lei, então Nenê teria uma chance de ser um reserva.

Se apenas fossem considerados jogadores que começaram jogando no centro (pivôs), provavelmente a disputa ficaria entre Nenê e Shaquille O´Neal do Phoenix (esqueçam Al Jefferson do Minnesota por causa da má campanha de seu time, e Andrew Bynum do Lakers ainda está um ano longe de ser um All-Star). O´Neal, anotando em média 16,4 pontos e 8,6 rebotes, é neste momento uma escolha melhor do que Nenê, com médias de 14,1 pontos e 7,8 rebotes e a melhor marca da NBA de 60,6% de aproveitamento nos arremessos.

Mas quem vai dizer que, com o Nuggets (20V-11D) subindo, eles não teriam uma campanha muito melhor que a do Phoenix (16V-12D) quando os votos para o Jogo das Estrelas forem entregues? (no final de janeiro). E talvez Nenê possa aumentar seus números até o patamar de O´Neal, embora o currículo de Hall da Fama de Shaq não possa ser superado.

Mas o que poderia acontecer que realmente derrubaria Nenê seriam os técnicos votando em jogadores que às vezes são deslocados para a posição de pivô. Embora Bynum seja o pivô titular do Lakers, Pau Gasol ganhará votos por ali. E embora Greg Oden comece jogando no Portland, LaMarcus Aldridge poderia receber votos como pivô. E embora Erick Dampier comece no Dallas, Dirk Nowitzki poderia receber votos como pivô.

Então talvez tudo isso é o porquê de Karl estar sendo um realista, em vez de um animador de torcida sobre as esperanças de All-Star de Nenê. É claro, Nenê realmente não quer ser um All-Star de qualquer forma. Ele estará se casando no Dia dos Namorados (nos EUA a data se comemora em 14 de fevereiro, o sábado do Fim-de-Semana das Estrelas da NBA), e tem saído pela tangente nas perguntas sobre o que faria se fosse selecionado para o time como reserva do Oeste”, concluiu Tomasson.

December 22, 2008

Queda de produção de Nenê preocupa Denver antes de jogo contra Portland nesta segunda

Filed under: Conferência Oeste, NBA — Tags: , , , , , — Adriano Albuquerque @ 3:09 pm

Após sofrer três derrotas seguidas na NBA, a lua de mel do Denver Nuggets após a aquisição do armador Chauncey Billups terminou. É hora de movimentação novamente e o foco agora é o garrafão, fonte de preocupação do brasileiro Nenê, que terá pela frente na madrugada desta segunda-feira (22/12) para terça (23/12), em casa no Pepsi Center, às 0h (horário de verão de Brasília), o Portland Trail Blazers do pivô Greg Oden, de 2,13m de altura. Com uma rotação fraca nas posições de linha de frente, o Nuggets vem sobrecarregando Nenê e Kenyon Martin, que começam a cair de produção após bons inícios de temporada.

No ano passado, Nenê perdeu mais da metade da temporada para passar por cirurgia de remoção de um tumor testicular, entrando em quadra apenas 16 vezes. Neste ano, ele jogou todas as partidas do Nuggets até agora, 26. Embora tenha tido boa atuação contra o veterano Shaquille O’Neal na derrota para o Phoenix Suns, no sábado, o paulista teve atuações decepcionantes nas duas outras partidas da série negativa de Denver: errou nove de 14 arremessos e terminou com 10 pontos e 7 rebotes contra o Houston Rockets, dominado pelo gigante chinês Yao Ming, de 2,29m, que marcou 32 pontos. Na sexta, só não saiu zerado contra o Cleveland Cavaliers porque acertou um lance livre, e o rival lituano Zydrunas Ilgauskas, de 2,21m, fez 23 pontos e 6 rebotes em seu primeiro jogo de volta após sofrer uma torção no tornozelo.

“Não há dúvidas de que precisamos mais do Nenê, e precisamos de mais de todo mundo”, disse o técnico George Karl após a derrota para o Cleveland.

Oden vem tendo uma campanha apenas razoável em seu primeiro ano em atividade - ele foi draftado em 2007, mas uma operação no joelho o tirou de ação por toda a temporada 2007-08. O pivô número 1 do draft vem com médias de 8 pontos, 7,7 rebotes e 1,4 toco. Apesar disto, não está sozinho na boa rotação de garrafão do Blazers, que conta com o ala-pivô titular LaMarcus Aldridge e os reservas Channing Frye e Joel Przybilla. O Nuggets tem, além de Nenê e Martin, apenas o ala-pivô Chris Andersen, quarto na liga em tocos por jogo, com 2,35, e improvisa Renaldo Balkman e Carmelo Anthony na posição 4 em algumas oportunidades.

A solução poderia ser o pivô Steven Hunter, contratado em 2007, mas o jogador de 2,13m lesionou o joelho direito durante a pré-temporada e passou por cirugria em 14 de novembro. A primeira estimativa era que ele ficaria de fora por 12 meses, mas agora já diz que não estará pronto até março de 2009. O Nuggets precisa de ajuda no garrafão imediatamente, então segue tentando arrumar uma troca para outros jogadores de seu elenco, como o armador reserva Chucky Atkins, que tem sido pouco utilizado desde a chegada de Billups, com médias de 1,8 pontos e 2,3 assistências em 7,9 minutos. Ele jogou apenas nove partidas na temporada, mas não pensa em deixar o clube. “Eu não ouvi sobre nenhuma possível troca, e minha mente não está pensando nisso. Estou feliz em estar aqui em Denver, mas não posso controlar (meu destino)”, disse Atkins ao jornal americano Denver Post.

Enquanto não se configura uma troca, o técnico George Karl pensa em mudanças na equipe para os dois jogos seguidos contra o Blazers - após o jogo desta madrugada, os times se reencontram no dia seguinte no Rose Garden de Portland. O adversário é rival divisional e conta com o armador Brandon Roy, que vem brilhando nesta temporada e marcou 52 pontos contra o Phoenix Suns na última quinta-feira. A imprensa de Denver vem pedindo que o ala-armador Dahntay Jones seja substituído no time titular por JR Smith, que tem média de 19 pontos nos últimos quatro jogos. Com Jones em quadra, o time teve desvantagem de 43 pontos. Karl, entretanto, descartou a mudança. “Acho que não. Não posso negar que consideramos o JR. Ainda estamos em um bom lugar, mas acho que nos dois jogos com Portland, temos de jogar com um foco sério para tirar este macaco de nossas costas”, disse o treinador ao jornal americano Rocky Mountain News.

December 9, 2008

Nenê prefere casamento ao Jogo das Estrelas e lidera nas enterradas à frente de Howard, dominante na vitória do Magic sobre Clippers

O técnico George Karl, do Denver Nuggets, já começou a “campanha” dizendo que o pivô Nenê tem “talento de All-Star agora”, sugerindo que seus colegas treinadores devem votar no brasileiro quando for a hora de escolher os reservas das seleções das Conferências Oeste e Leste para o Jogo das Estrelas do dia 15 de fevereiro em Phoenix. Ausente das cédulas de votação no processo que vai apontar os titulares da grande festa do basquete americano, Nenê marcou seu casamento com Lauren Prothe, de Fort Collins, para o Dia de São Valentim, o dia dos namorados nos Estados Unidos, sábado 14 de fevereiro. Questionado pela reportagem do jornal Rocky Mountain News sobre o que faria caso fosse nomeado para o Jogo das Estrelas, um reconhecimento para sua melhor temporada da carreira com médias hoje de 15 pontos e 7,2 rebotes por jogo, o gigante paulista não disse precisamente que não iria a Phoenix, mas indicou claramente que seu casamento é mais importante.

“Eu não me preocupo com Jogo das Estrelas. Meu casamento, essa é minha prioridade. Eu não quero adiar isso. Teria que me preparar para uma outra vez, um outro ano (para ir ao Jogo das Estrelas). É meu casamento… vem em primeiro lugar”, afirmou Nenê, mais interessado em sua noite de núpcias do que em ser o primeiro brasileiro chamado para o Jogo das Estrelas da NBA.

Foi uma decisão compreensível Nenê ter marcado o casamento para o sábado do Fim-de-Semana das Estrelas, afinal a própria NBA o deixou fora das cédulas de votação, e essa época é a única folga mais longa no calendário da liga americana, que não tem recesso nem nas festas de fim-de-ano. Tampouco o técnico George Karl esperava uma evolução tão rápida do jogo do brasileiro que disputou apenas 16 partidas na temporada passada, enquanto lutava contra um câncer testicular. Mas se mantiver a boa fase, o pivô brazuca já é visto como possibilidade de receber votos dos técnicos para compor o banco da seleção do Oeste, embora tenha concorrentes de peso em busca da indicação para quem será o provável reserva do gigante chinês Yao Ming (Houston Rockets) no Jogo das Estrelas, essa corrida de gigantes tem feras como Shaquille O´Neal (Phoenix Suns), Pau Gasol e Andrew Bynum (Los Angeles Lakers), Mehmet Okur (Utah Jazz) e Andris Biedrins (Golden State Warriors).

“Eu disse antes… Nenê tem habilidades de All-Star e talento de All-Star. Eu não achava que ele iria entrar nessa realidade de competição neste ano. Pensava que iria levar um ano, um ano e meio, dois anos para ele chegar a este nível”, comentou o técnico Karl.

Mas para Nenê pessoalmente, o ideal seria esperar mais um ano, quem sabe para realizar um sonho participando do Jogo das Estrelas de 2010. Se não está a fim de adiar o casamento nem pelo Jogo das Estrelas, muito menos então o faria pelo torneio de enterradas do Sábado das Estrelas (14/2), justamente a data do matrimônio. O “peróla negra de São Carlos” é o líder da NBA em enterradas na temporada com um total de 50, pouco à frente do pivô campeão olímpico Dwight Howard, vencedor do concurso de cravadas em fevereiro deste ano vestindo sua capa de super-homem.

Por falar no astro do Orlando Magic eleito o melhor pivô da liga este ano, Howard deu um show na madrugada desta terça-feira (horário de Brasília), anotando 23 pontos, 22 rebotes, seis tocos e quatro assistências na vitória sobre o L.A. Clippers em Los Angeles por 95 a 88 (48 a 45 no intervalo). No dia de seu aniversário de 23 anos, Howard comemorou com sua terceira atuação de pelo menos 20 pontos e 20 rebotes na temporada, a segunda consecutiva, foi também seu 17º duplo-duplo no campeonato.

O técnico do Clippers Mike Dunleavy ficou impressionado com o poderio de D-12 no garrafão. “Eles (Magic) estão vindo de ótimo ano, e têm um cara que obviamente é o melhor reboteiro e o melhor bloqueador da liga. Estão cercados por excelentes arremessadores de três pontos. Eles têm caras que podem realmente acertar de fora e manter Howard com espaços no jogo interior. Quando mais habilidoso ele se tornar ofensivamente, melhor ele será. Ele é incansável indo atrás dos arremessos bloqueados e de cada rebote. Ofensivamente, quando ele se tornar um melhor cobrador de lances livres, e começar a acertar arremessos de mais longe também, Howard tem uma chance de se tornar um dos melhores (pivôs) de todos os tempos”, afirmou.

O “Superman do time da cidade da Disneylândia” poderia ter feito mais estrago no Clippers se acertasse a mão, ele só acertou metade (nove) dos 18 lances livres que cobrou e sete em 16 arremessos de quadra incluindo três enterradas se aproximando de Nenê, mas seis tocos e 20 rebotes defensivos são estatísticas invejáveis. Líder da Divisão Sudeste e terceiro colocado na Conferência Leste, o Orlando (16V-5D) conseguiu uma boa vantagem no primeiro quarto, levou a virada do time angelino e se recuperou no período final. O armador Baron Davis, cestinha da partida com 27 pontos, abriu 75 a 66 no placar para o Clippers com uma bola de três faltando três segundos no terceiro quarto, a maior diferença em favor dos donos da casa no placar. O Magic reagiu e passou à frente com uma arrancada de 22 a 2 que começou no início do último quarto, a virada para 76 a 75 veio com uma cesta de três do ala Brian Cook com 9min41s por jogar. O Los Angeles errou nove de seus primeiros 10 arremessos no quarto final e aí se afundou.

“Foi um jogo esquisito, mas temos de aprender como fechar os jogos. Tivemos uma grande vantagem no primeiro quarto, deixamos eles voltarem ao jogo e lhes demos muita confiança. Para ser um time bom e dominante na NBA, temos de entrar em um ritmo jogando duro nos 48 minutos, e não deixar os times adversários voltarem ao jogo assim. Os grandes times fazem isso: o Celtics, o Lakers, eles jogam duro por 48 minutos e é por isso que estão no topo da NBA”, alertou Howard.

“O Clippers vinha tendo muitos destes jogos em que estão com o placar equilibrado ou mesmo na frente no quarto período, então teve alguns problemas nos momentos finais. Eu já tive equipes que passaram por isso, é algo que entra um pouco na sua mente também. Então entrando no quarto período, quando fizemos aquela série de pontos e viramos o marcador, isso coloca algumas dúvidas na mente de um time que já sofreu isso antes”, explicou o técnico do Magic, Stan Van Gundy.

O ala Rashard Lewis contribuiu com 18 pontos e sete rebotes para o triunfo do time azul da Flórida e o armador Jameer Nelson ajudou com 15. O ala-pivô ex-New York Knicks Zach Randolph foi o destaque do garrafão do Clippers (4V-17D) com 21 pontos e 12 rebotes, e o pivô ex-companheiro de equipe de Nenê Marcus Camby foi o maior reboteiro do time angelino com 17 rebotes. A vitória no Staples Center de L.A. melhorou o retrospecto do Magic para 12V-1D contra times perdedores (aqueles que têm menos de 50% de aproveitamento na classificação, ou seja, têm mais derrotas que triunfos), mas por outro lado o Orlando venceu apenas quatro em sete jogos contra equipes de campanhas positivas (acima de 50%).

“A coisa mais importante é vencer fora de casa. Não importa contra quem jogamos, simplesmente temos de melhorar. Nós vamos começar a jogar contra alguns times fortes muito em breve. Temos Portland pela frente amanhã e eles ainda não perderam em casa, então temos de estar preparados”, disse Howard.

Confira o vídeo com os melhores momentos de Clippers x Magic

O Magic começou muito bem o jogo, abrindo vantagem rapidamente. Acertou 11 em 22 arremessos de quadra nos primeiros 12 minutos e liderava o placar por 24 a 9 faltando 2min14s no primeiro quarto. O Clippers demorou a acordar, mas no final do período inicial passou a acertar a mão e fechou a parcial com apenas oito arremessos convertidos em 26 tentados, conseguindo diminuir a diferença para 26 a 19 no fechamento da parcial. Mas no segundo quarto os papéis se inverteram, o Magic passou a errar muito o alvo e o Los Angeles se recuperou liderado por 13 pontos de Randolph, que acertou seis em oito arremessos nesse período comandando o aproveitamento de 13 em 26 tentativas do time da casa, enquanto o Orlando errou 13 em 17 chutes. Um arremesso de três metros de Randolph faltando 2min56s para o intervalo deu ao Clippers sua primeira liderança no placar, 42 a 41, e o primeiro tempo acabou com os angelinos na frente por seis pontos.

O Clippers vinha de uma vitória arrasadora por 107 a 84 sobre o Timberwolves em Minnesota que foi a maior “goleada” fora de casa da equipe desde uma surra de 102 a 68 sobre o Indiana Pacers em Indianápolis no dia 10 de novembro de 2004, mas Howard também chegou embalado por uma atuação de 21 pontos e 23 rebotes na vitória por 98 a 89 sobre o lanterna Oklahoma City Thunder na sexta-feira, e foi a estrela do Magic que brilhou mais no quarto final, na hora da verdade os visitantes venceram o quarto período por 29 a 13, apagando a vantagem construído pelos californianos na terceira etapa de 27 a 24.

Veja a bela enterrada de Howard em cima de Brian Skinner que entrou no clipe das cinco melhores jogadas da rodada de segunda-feira

Mal posso esperar para ver um confronto direto dos maiores enterradores da temporada, Nenê contra Howard. Por serem de conferências diferentes Orlando e Denver só se enfrentam duas vezes ao ano, e dadas as circunstâncias dificilmente vai haver um duelo deles no grande palco do Jogo das Estrelas. Por enquanto o Nuggets se concentra em seu próximo jogo, nesta quarta-feira à noite contra o Minnesota (4V-15D) que acaba de demitir o técnico Randy Wittman e colocar no comando da equipe no banco o gerente Kevin McHale.

O treinador George Karl disse ontem que há uma boa possibilidade de o ala-pivô Kenyon Martin voltar ao Nuggets após ficar fora da vitória fácil na casa do Sacramento Kings sábado por causa de uma lesão no pulso esquerdo. K-Mart não treinou ontem porque o técnico não quis forçar a barra, quer que ele “sinta que pode fazer mais coisas sem dor”, e Martin explicou que a decisão de jogar amanhã será tomada pouco antes do apito inicial. Com ele fora, o ala de força Renaldo Balkman começou jogando pela primeira vez na temporada e teve uma boa atuação com 17 pontos, seis rebotes e três roubos de bola na surra sobre o Kings por 118 a 85.

“Meu papel é energia e defesa”, disse Balkman, chamado por Karl de “apólice de seguro” no caso de lesões dos titulares, mesmo assim ele prevê que o ex-New York Knicks jogará de 1.000 a 1.200 minutos nesta temporada vindo do banco.

“Nossos técnicos têm feito um bom trabalho com o arremesso dele (Balkam). A liga acha que ele não pode arremessar”, declarou Karl.

Por outro lado, o ala campeão olímpico Carmelo Anthony disse que sua contusão no cotovelo direito continua dolorida, mas não planeja ficar fora de nenhum jogo por causa disso. “Eles vão ter de me dizer para ficar em casa ou não pegar o avião antes de me dizer que não vou jogar uma partida”, disse Melo.

Karl também não acredita que Anthony aceitaria ser poupado. “Ele é muito teimoso, mas é uma boa teimosia”.

December 7, 2008

Nenê arrebenta Kings e Denver vence fácil fora com Billups cestinha, Karl enaltece brasileiro

Filed under: Conferência Oeste, DESTAQUES, Multimídia, NBA — Tags: , , , , — Paulo Roberto @ 10:36 am

O pivô brasileiro Nenê fez um estrago rápido no Sacramento Kings marcando 11 de seus 16 pontos, quatro roubos de bola e três tocos logo no primeiro quarto, abrindo caminho para a vitória arrasadora do Denver Nuggets na casa do adversário por 118 a 85 (60 a 39 no intervalo), pode-se dizer que depois do período inicial fechado em 37 a 18, a oitava derrota consecutiva do time californiano já era favas contadas. O armador Chauncey Billups foi o cestinha do passeio na madrugada deste domingo (horário de Brasília) com 24 pontos e quatro assistências em seu 13º triunfo em 17 jogos desde que chegou ao Denver (14V-7D) na troca com o Detroit Pistons por Allen Iverson. Mas ninguém foi mais agressivo que o gigante brazuca, que acabou com o Kings (5V-16D) no primeiro tempo, e além dos 16 tentos anotou sete rebotes, cinco roubadas e duas assistências.

Em 23min55s como titular, ele acertou sete em 11 arremessos de quadra incluindo cinco enterradas, mantendo assim o melhor aproveitamento ofensivo de toda a NBA (63,3%), encestou dois em cinco lances livres, só desperdiçou uma posse de bola e bloqueou chutes de Brad Miller, Kevin Martin e Spencer Hawes, foi um monstro também na defesa com seu recorde da temporada em roubos de bola (cinco, a maior marca da carreira dele nesse departamento é de seis recuperações). Nos quase 24 minutos de Nenê em quadra, o Denver fez 32 pontos a mais que o Sacramento, e o pivô de 2,13m Miller que já foi jogador de seleção americana simplesmente saiu zerado, só pôde pegar cinco rebotes nos 17min29s que padeceu em quadra. A cada dia o técnico George Karl fica mais impressionado com a ascensão do brazuca, que jogou muito pouco nas últimas três temporadas praguejadas por lesões, mas se recuperou de um câncer testicular e agora está arrebentando em sua melhor temporada da carreira nos Estados Unidos, já é candidato ao prêmio de Jogador de Maior Evolução para 2009.

“Ninguém provavelmente teria previsto o progresso que ele tem feito este ano, mas nós sabíamos que ele podia ser tão bom. Ele ainda não está lá (em seu auge), mas Nenê tem mostrado o quanto é especial”, elogiou Karl.

Visto como uma equipe de muita capacidade ofensiva e pouco empenho defensivo no passado, o Denver está agora na liderança da Divisão Noroeste e na segunda posição da Conferência Oeste empatado com o Portland Trail Blazers (14V-7D) justamente porque está sendo produtivo nos dois lados da quadra.  Debaixo de uma marcação forte, o Sacramento teve seu jogo de pior aproveitamento de arremessos de quadra nos últimos 12 anos (29,3%), foi a primeira vez que o clube da capital californiana acertou menos de 30% dos chutes desde 1º de dezembro de 1996 contra o Detroit.

O Nuggets entrou com tudo e foi logo abrindo 24 a 8, livrou uma vantagem de 21 pontos no intervalo e nunca permitiu o desajustado Kings chegar perto no segundo tempo, simplesmente venceu todos os quatro quartos (37 a 18, 23 a 21, 29 a 23 e 29 a 23), um massacre completo. O ala-pivô Renaldo Balkman começou jogando no lugar do machucado Kenyon Martin (lesão no pulso esquerdo) e se destacou com 17 pontos, seis rebotes e três passes para cesta, o ala campeão olímpico Carmelo Anthony contribuiu com 16 tentos e sete sobras capturadas, e o ala-armador reserva J.R. Smith também encestou 16.

“Nós estávamos parando muitas jogadas deles e isso estava nos dando várias chances de contra-atacar com a quadra aberta. A maneira que nós jogamos na defesa hoje nos dará sempre a chance de nos descobrir bem ofensivamente”, afirmou o técnico Karl.

Houve poucos problemas a apontar depois de uma vitória tão fácil, foi a maior diferença final (33 pontos) de um triunfo do Denver na história dos confrontos com o Sacramento, e isso numa Arco Arena que no início da década era considerada o lugar mais difícil e barulhento para se jogar na NBA. O reforço de Billups com certeza fez o Nuggets se tornar um time com maior mentalidade defensiva, diferente do “bando” que só queria saber de atacar nos tempos de Iverson. O Denver entrou em quadra ontem como o quinto colocado no ranking das equipes que cedem o menor aproveitamento de arremessos aos adversários e o sexto colocado na lista dos melhores marcadores de chutes de três pontos dos oponentes. Mas o Kings deu uma grande colaboração para as estatísticas defensivas do rival melhorarem, o time ficou muito frustrado e focado no que fez de errado dando continuidade à sua série perdedora, já são 11 derrotas nas últimas 12 partidas.

Apesar de ter todos os seus jogadores disponíveis pela primeira vez na temporada sem nenhum desfalque por lesão, o Sacramento perdeu pela oitava vez consecutiva jogando em casa, igualando uma série negativa que só aconteceu em outras duas ocasiões na história da franquia, a última no distante ano de 1993. O ex-“Arco do Triunfo” virou Arco Arena da choradeira.

“Você deixaria alguém entrar em sua casa, beijar sua mulher por aí, fazer um sanduíche e mudar os canais de sua TV? Foi isso que fizemos hoje. Estamos desgostosos com nós mesmos”, lamentou o ala-pivô Mikki Moore, outro que ficou zerado na partida, e fez uma bela metáfora de “marido traído”.

“Nós estávamos ansiosos por esta partida depois de jogarmos tão mal contra San Antonio (derrota em casa por 108 a 91 na quinta-feira). Você não quer que um time em situação ruim como o Kings jogando em casa comece a fazer jogadas de alta energia para ganhar moral e envolver a torcida no jogo. Por isso nós começamos muito agressivos para não dar chance a eles”, explicou Chauncey Billups, que acertou três em quatro arremessos da linha de três pontos e nove de seus 10 lances livres, mostrando a mão quente que faltou ao Sacramento.

O Denver venceu pela quarta vez nos últimos cinco jogos, e só perdeu quatro em 11 partidas fora de casa, é um visitante indigesto mesmo sem Kenyon Martin. O ala John Salmons comandou o Kings com 22 pontos e cinco rebotes, o armador esloveno Beno Udrih colaborou com 14 tentos e quatro assistências, o ala-armador dominicano Francisco Garcia encestou 11 unidades vindo do banco, e o pivô Spencer Hawes conseguiu um duplo-duplo com 10 pontos e 12 rebotes. Também compensando a péssima noite de Brad Miller, o ala-pivô novato Jason Thompson ajudou com oito pontos e um recorde da carreira com 15 rebotes, mas nada serviu de consolo. 

“Não tem desculpa para sermos fisicamente dominados. Toda vez que jogamos contra um time que é físico e partiu para cima de nós, temos nos intimidado ou dado para trás”, criticou o treinador derrotado Reggie Theus.

Confira o vídeo com os melhores momentos de Sacramento x Denver, incluindo um roubo de bola seguido de bela enterrada de Nenê, outra cravada do brasileiro e uma assistência dele para cesta de três de Billups.

December 4, 2008

Rei de enterradas da liga, Nenê se prepara para outro duelo duro com Duncan nesta quinta

Filed under: Conferência Oeste, Extraquadra, NBA — Tags: , , , , , — João Guilherme @ 1:33 pm

O pivô brasileiro Nenê vem atravessando a melhor fase de sua carreira na NBA. Além de ser titular absoluto no garrafão do Denver Nuggets, o brazuca ostenta médias de 15.2 pontos, 7.4 rebotes e 1.6 tocos por jogo, ótimas para quem se recuperou de maneira magistral de um tumor há apenas 11 meses. Ainda por cima, o gigante paulista é o líder no percentual de arremessos certos, convertendo 64.2% de suas tentativas.

Nenê, porém, chama atenção por liderar em outra estatística, esta não muito divulgada pela NBA: a de enterradas. Até o momento, ele lidera na lista dos “enterradores”. Ele já deu 43 cravadas em 19 jogos nesta temporada e tem uma enterrada a mais que o pivô Dwight Howard, do Orlando Magic, “campeão” do quesito na temporada passada.

O que impressiona é a frequência com que Nenê usa a jogada. Ele conseguiu 30% de seus pontos na temporada com cravadas, o que dá a ele a marca de 2,3 enterradas por partida, um crescimento absurdo de 283% em relação a temporada passada, quando tinha a média de 0,6 cravada por duelo. Para se ter uma idéia da eficácia das enterradas de Nenê, Howard consegue apenas 19% de seus pontos através de cravadas enquanto que o terceiro da lista, LeBron James, consegue apenas 15% de seus pontos através da jogada.

A performance arrasadora de Nenê, tanto nas enterradas quanto no jogo como um todo, vem rendendo elogios do técnico George Karl: “Ele é um cara muito perfeccionista, então quando ele acha que não está numa boa posição para arremessar ele simplesmente não arremessa, ele não tenta chutes ruins. Nenê sabe selecionar como poucos a hora de arremessar”, analisou o treinador do Nuggets.

Na noite desta quinta-feira, Nenê terá um duro adversário pela frente. Seu Denver Nuggets irá enfrentar o San Antonio Spurs, em casa. O alvinegro texano ainda luta contra a irregularidade. O Spurs conseguiu quatro vitórias consecutivas antes de ser derrotado pelo Houston Rockets e pelo Detroit Pistons. A franquia de San Antonio contará com seu trio de ferro, Tony Parker, Manu Ginóbili e Tim Duncan. Se vencer, o Nuggets retornará à liderança da Divisão Noroeste, perdida para o Portland Trail Blazers, e pulará para a segunda colocação na Conferência Oeste.

A missão de conter Parker será do veterano Chauncey Billups, reconhecidamente um dos melhores marcadores de perímetro da NBA. Já Duncan terá que ser marcado por Kenyon Martin e Nenê. No primeiro duelo entre as duas equipes na temporada, o Nuggets bateu o Spurs mesmo jogando fora de casa por 91 a 81, mas o time do técnico Gregg Popovich não contou com Ginóbili e Parker, ambos machucados.

Na noite de 19 de novembro, a dupla “K-Mart” e Nenê levou a melhor sobre a dupla de garrafão do Spurs, formada por Duncan e o argentino Fabricio Oberto. Martin fez 18 pontos e pegou sete rebotes enquanto que Nenê assinalou 16 tentos, pegou nove sobras e deu dois tocos. Já Oberto foi limitado a apenas dois tentos e três rebotes enquanto que Duncan foi forçado a errar nove de seus 13 arremessos para terminar o duelo com 12 tentos e 11 rebotes.

O tapinha inicial para Denver Nuggets (13v-6d) e San Antonio Spurs (9v-8d) no Pepsi Center será dado na madrugada desta sexta-feira no Brasil, à 1h30min (de Brasília).

November 25, 2008

Billups quer ser dirigente. Andersen pode voltar em breve e Nenê é elogiado por Karl

Filed under: Conferência Oeste, Extraquadra, NBA — Tags: , , , , — João Guilherme @ 2:06 pm

Nativo do Colorado, o armador Chauncey Billups está desfrutando como nunca seu retorno a Denver e a sua cidade natal. Em sua primeira passagem pelo Nuggets, Billups era apenas um jovem promissor e não tinha muito respaldo na liga. Ele foi para Minnesota, depois para Detroit, onde se firmou como um dos melhores armadores da NBA. Pelo Pistons conquistou um título e foi MVP (Jogador Mais Valioso) das finais de 2004.

Após seis anos no time de Detroit, o armador retornou a Denver neste início de novembro. Ele foi trocado para o Nuggets, que deu o armador Allen Iverson para tê-lo em seu plantel. O casamento, até o momento, vem sendo perfeito. Desde a chegada do armador o Nuggets só perdeu duas das dez últimas partidas e Billups mudou completamente o estilo de jogo da equipe do técnico George Karl.

Chauncey Billups tem contrato firmado com a franquia do Colorado até a temporada 2011/12 e já faz planos para continuar no Nuggets após a aposentadoria. O armador de 32 anos revelou em entrevista que quer se tornar dirigente do time daqui a alguns anos.

“Eu adoraria isso”, declarou Billups. “Isso é um sonho que eu tenho há um bom tempo. Adoraria poder cuidar das questões contratuais do time, acho que seria uma experiência muito boa”, avaliou o camisa 7 do Nuggets.

Entretanto, Billups descartou se tornar técnico: “Eu nunca tive essa vontade (de ser técnico), não é algo que passe pela minha cabeça”, afirmou. O armador também declarou que ainda não pensa em se aposentar: “Ainda tenho alguns anos pela frente. Continuarei jogando enquanto meu corpo aguentar e amar o jogo”, ressaltou.

Chris Andersen deve voltar no sábado: Enquanto isso, o técnico George Karl deverá ganhar um reforço para o próximo final de semana. O ala-pivô Chris Andersen, que ficou de fora de oito partidas por causa de uma fratura, deverá voltar à ativa na noite de sábado, quando o Nuggets enfrentará o Minnesota Timberwolves.

“Há uma semana eu estou me preparando para isso (volta ao time) e acredito que no sábado estarei 100%. Estou ansioso para voltara a jogar”, concluiu o “Birdman” (Homem Pássaro) do Nuggets.

Karl elogia Nenê: O bom desempenho do pivô brasileiro Nenê nesta temporada rendeu um elogio do técnico da franquia, George Karl. O gigante paulista foi uma aposta de Karl e do Nuggets, que trocou seu pivô titular Marcus Camby por duas rosquinhas no período de férias da liga. Nenê não decepcionou e vem fazendo sua melhor temporada na carreira. O pivô tem médias de 15.4 pontos, 7.3 rebotes e 63.6% de aproveitamento dos seus arremessos, liderando a NBA nesse quesito.

“Ele é um jogador muito eficiente”, disse George Karl. “Nenê adora jogar basquete e vem mostrando que está em grande forma. Ele se movimenta bem e consegue boas oportunidades para fazer seus arremessos”, analisou o treinador do Nuggets.

November 18, 2008

George Karl resolve falar mal de Allen Iverson após saída do armador para Detroit

 

Após trocar Allen Iverson por Chauncey Billups, o treinador do Denver Nuggets, do brasileiro Nenê, George Karl resolveu reclamar do ex-armador do time.

“A gente tem menos jogadores maus, mais jogadores sólidos. As posses de bolas desperdiçadas, umas 10 ou 15, sem sentido não existem mais”, disse Karl.

Karl nunca gostou da maneira de Iverson jogar. Ele nunca foi um armador clássico e o treinador sempre questionou a escolha de jogadas de Iverson.

“Eu via coisas que não podia fazer por não ter um armador em quadra”, completou Karl.

November 3, 2008

Kleiza ainda não fecha contrato com Nuggets, Karl fala de futuro de seu filho

Filed under: Conferência Oeste, Extraquadra, NBA — Tags: , , , , , — Rubens Borges @ 10:10 am

 

George Karl, treinador do Denver Nuggets do brasileiro Nenê, acredita que a franquia pode, ainda, fechar um acordo com Linas Kleiza e espera contar com ele, de novo, na próxima temporada.

“Não queremos perder L.K., só queremos ser responsáveis financeiramente”, disse Karl.

Mesmo assim, Kleiza está desapontado por não ter renovado, e seu agente, Bill Duffy, levantou a possibilidade de ver seu cliente, logo, na Europa.

“O Nuggets nos disse que o negócio funcionaria e, no último minuto, mudou tudo”, falou Duffy.

Karl também falou sobre seu filho, Coby Karl, que foi cortado pelo Los Angeles Lakers.

“Não temos pressa. Em 10 dias vamos avaliar a NBDL, a NBA e a Europa. Todas são uma possibilidade. O que ele decidir, espero que ele seja um jogador comprometido e com paixão no próximo ano. Se ele mostrar isso, seus talentos vão aparecer e ele vai receber outra chance na liga”.

October 23, 2008

J.R. Smith e Ruben Patterson tentam enlouquecer treinador do Nuggets

Filed under: Conferência Oeste, DESTAQUES, Extraquadra, NBA — Tags: , , , , , — Rubens Borges @ 10:58 am

 

J.R Smith, companheiro de Nenê no Denver Nuggets, não consegue escapar

Smith faz Karl perder poucos cabelos que restam

Smith faz Karl perder poucos cabelos que restam

October 9, 2008

“Um time comigo, Iverson, Nenê, Kenyon e J.R. não pode ser ruim”, diz Carmelo Anthony

O Denver Nuggets é o último time de brasileiro a estrear na pré-temporada da NBA, jogando em casa nesta sexta-feira contra o Minnesota Timberwolves do pivô Rafael “Baby” Araújo às 22h (de Brasília), o primeiro teste para o pivô Nenê como titular da equipe do Colorado após se recuperar de um câncer testicular. O principal astro do Denver, o ala da seleção americana campeã olímpica Carmelo Anthony, está com boas expectativas para o campeonato e em entrevista ao site Hoopshype disse que sentia insultado com as projeções que colocam o Nuggets fora do grupo das oito equipes classificadas para os playoffs da Conferência Oeste.

“Acho que todos os grandes jogadores têm dedos apontados para eles quando as coisas dão errado com suas equipes. Este deveria ser o meu time, eles esperam de mim que lidere este time seja para os playoffs, ou melhor, para além da primeira rodada (dos playoffs). Quando não conseguimos fazer isso, então os dedos são apontados para o melhor jogador. Isso porém não me incomoda, é assim mesmo. É melhor para as pessoas falarem do que não falarem de mim. Eu drei uma coisa, não tenho problema com isso. Eu assumirei a culpa. Eu cheguei até aqui e trabalhei duro por isso, não querer ser melhor seria um fracasso para mim. Na verdade eu até gosto quando as pessoas nos contam fora. Você disse que nós iríamos conseguir nos classificar, certo? Eu vi isso. Mas no final do dia eu considero como um insulto quando outras pessoas nos consideram fora da briga. Qualquer time que eu estou não pode ser menosprezado, eu acho isso. Quero dizer, essa é só minha confiança. Não é se gabar ou ser arrogante ou nada disso, mas quando você tem um time com Allen Iverson, eu, Nenê, Kenyon (Martin) e J.R. (Smith), eu não acho que temos um time ruim. Então quando vocês estão nos contando fora, comigo no time, e vêm me dizer que não estamos entre os oito melhores times da Conferência Oeste, isso é um insulto para mim”, afirmou Anthony.

O fato de Melo não ter conseguido fazer sua equipe vencer uma série de mata-mata em cinco anos na liga é um tópico de discussões ao redor da NBA e Anthony sabe disso. Quando foi perguntado ao ala sobre o longo tempo que levou para o astro Kevin Garnett passar da primeira rodada dos playoffs defendendo o Minnesota Timberwolves, Carmelo reagiu com um sorriso largo: “Eu não acho que será preciso tanto tempo assim para eu vencer uma série de primeira rodada. Não vou demorar 10 anos para isso”, disse Anthony, ressaltando que leva para o lado pessoal quando ouve seus detratores dizendo que o time não irá sequer chegar aos playoffs na temporada 2008-09.

Os últimos meses foram de muitos altos e baixos para o astro do Denver. Primeiro ele foi preso por dirigir embriagado em abril e por isso está suspenso das duas primeiras partidas do novo campeonato, para piorar algumas semanas depois o Nuggets foi varrido por 4 a 0 pelo Los Angeles Lakers na primeira rodada dos playoffs. A eliminação rápida fez com que os rumores de troca começassem, e chegaram a um ponto de tensão em que Carmelo e seu agente exigiram do Nuggets que dessem garantias publicamente sobre sua permanência na franquia. Como a troca não aconteceu, Anthony disse ter conversado em particular com os dirigentes do time neste verão e ficou feliz com o que ouviu. Depois desse início de verão tumultuado, o final de agosto reservou um sentimento muito especial para Melo, pois ele acabou ganhando sua primeira medalha de ouro olímpica em Pequim como titular dos EUA, mostrando-se na seleção mais focado nos rebotes e na defesa tanto quanto foi capaz de pontuar, as atuações dele na China deram esperanças aos fãs do Denver que neste ano o ala teria um esforço defensivo melhor jogando pelo Nuggets.

Preparando-se para sua sexta temporada no time do Colorado, Anthony sabe que para chegar aos playoffs todos entendem que a defesa da equipe terá de mostrar uma melhora significativa mesmo depois de perder dois veteranos importantes nessa área, o pivô Marcus Camby e o ala mexicano Eduardo Najera. Então a defesa foi o foco principal dos treinos de pré-temporada e Carmelo gostou disso.

“É bom, cara. Eu não marco simplesmente meu homem (na lateral). Eu tento marcar (o armador) Anthony Carter, tento pressioná-lo marcando quadra inteira só para ter a sensação. Tento marcar A.I. Caras que são do meu tamanho eu sei que posso marcar bem, agora estou tentando fazer outras coisas para ajudar o time a melhorar, como se eu tiver de marcar um armador mais rápido ou me deslocar para ajudar um companheiro que foi batido no drible”, disse Carmelo.

Um jogador que ajudou a garantir que o Denver treinasse mais focado no setor defensivo é o ala-pivô Kenyon Martin, e Anthony indica que notou algumas diferenças no companheiro nesta pré-temporada que acredita serem capaz de tornar o Nuggets uma equipe melhor que na temporada passada.

“Acho que ele está mais focado. Acho que a mente dele está somente no basquete agora e em nada mais. Ele está vindo aqui, e treinando duro, e está ficando melhor. Eu acho que nos últimos anos… eu não sei se a cabeça dele estava focada somente no basquete ou em algo mais, não tenho idéia, mas você pode receber a diferença com ele agora, e isso está ajudando todo mundo no time”, destacou Melo.

Por maior que seja o papel da liderança de Martin ou a presença com muitos pontos de Iverson, o destino do Nuggets na temporada depende principalmente de Carmelo, e ele garante que está comprometido em liderar a equipe dando o exemplo em quadra.

“Eu não sou muito de falar. Eu não acho que ninguém que realmente me conhece diga que eu falo muito. O que eu posso fazer é simplesmente mostrar, e eu prefiro mostrar do que ir lá e falar. Para eu sentar aqui e dizer que vou fazer isto ou fazer aquilo, ou que nós vamos fazer isto ou aquilo, eu estaria mentindo para você. Tenho de entrar em quadra e de fato fazer isso. Então quando vocês me virem realmente fazendo, aí na verdade poderão voltar e escrever: OK, ele fez”, afirmou Anthony.

Mas a verdade, segundo o Denver Post, é que os companheiros reconhecem uma diferença em Carmelo, dizendo que ele tem sido muito mais vocal nos treinos, particularmente falando bastante em quadra na tentativa de direcionar as movimentações defensivas. Ele tem encorajado os colegas a serem mais ativos nas corridas, preocupar-se com treinos físicos não é algo muito comum para os astros mais famosos da liga.

“Eu vi um pouco disso, como agora, ele estava correndo e tentando empurrar todo mundo. Ele estava tentando dizer ao pessoal para onde ir, como fazer a rotação e coisas assim, isso é só o começo”, disse o armador Anthony Carter.

“Tudo que posso dizer é que vocês verão um eu diferente. Não tanto do ponto de vista ofensivo, mas simplesmente assumindo o compromisso de fazer meus companheiros melhores e fazer meu time melhor no lado defensivo. Vocês verão um eu diferente do ponto de vista de assumir mais o papel de liderança. No ano passado, nós como organização tomamos muitas pancadas e eu individualmente levei muita pancada por falar certas coisas, mas eu posso viver com isso. Estou só querendo ser mais responsável e querendo pegar mais o papel de liderança”, comentou Carmelo, que foi mais criticado por seu compromisso inconsistente com a defesa, no ataque a média de 24,4 pontos por jogo na carreira e os rebotes subindo a cada uma de suas últimas três temporadas falam por si, o comportamento dele é o lado mais passível de questionamentos.

O ala-pivô Kenyon Martin também diz ter notado uma mudança em Anthony e enfatiza que esse amadurecimento é muito necessário para o Denver. “Nós temos de ter isso, nós temos de ter isso”, repetiu.

“Oh sim, precisamos dele demais. Se Melo está liderando e dando exemplo, todo o mundo tem de fazer isso, ele é o nosso jogador astro, e se ele está fazendo isso (marcar), todos os demais têm de fazer, ou nós estaremos sentados no banco”, emendou Carter.

O técnico George Karl também está satisfeito com esse espírito da equipe. “Eu acho que nunca estive tão feliz com um time depois da primeira semana de treinamento. Eles têm feito tudo o que temos pedido deles. Parece haver uma seriedade sobre as mudanças que nós fizemos para seguir adiante. Eu tenho gostado muito de Kenyon Martin, Nenê e Carmelo, todos têm tido uma atitude de não fazer besteira, temos de ir lá e estar preparados para jogar. A energia tem sido de primeira classe, a intensidade tem sido de primeira classe, os treinos têm sido de primeira. Mas geralmente aquele foco mental maior geralmente vem com o decorrer dos jogos”, elogiou o treinador.

October 8, 2008

Juwan Howard confia que pode ser um bom reserva para Nenê e Kenyon Martin no Denver

Filed under: Conferência Oeste, DESTAQUES, Extraquadra, NBA — Tags: , , , , — Paulo Roberto @ 3:16 pm

Na última vez que o ala-pivô Juwan Howard vestiu o uniforme de jogo do Denver Nuggets, ele era o cestinha da equipe, na temporada 2002-03. Agora ele está de volta ao Colorado, aos 35 anos de idade, tentando garantir um emprego para jogar a próxima temporada da NBA, e para isso conta com o apoio de seu velho amigo Nenê, que estreou na liga seis anos atrás tendo justamente Howard como de um de seus mentores. O técnico George Karl elogiou ontem Juwan dizendo que ele é um dos jogadores mais cerebrais em quadra nesta pré-temporada. Mas o time já tem 13 jogadores com contratos garantidos, e o veterano está competindo com outros cinco convidados (o ala Ruben Patterson, os armadores Mateen Cleaves e Smush Parker, o ala-pivô Nick Fazekas e o novato James Mays) por uma última vaga no elenco que ainda não está confirmada, afinal o Denver está em fase de corte de gastos para aliviar sua folha salarial já estourada acima do teto regulamentar da liga e o número mínimo exigido para inscrição no campeonato é de 13 atletas, a diretoria ainda não garantiu o investimento em um 14º contratado.

O técnico George Karl respeita a atitude de Howard com relação a essa disputa interna, nessa hora o jogador tem de ser inteligente, obediente e bem disposto.

“Muitas vezes, seu cérebro e profissionalismo são tão importantes quanto seu talento. Eu não acho que exista alguma dúvida de que, quanto mais Juwan envelhece, essa será sua maior força em um time de basquete. Ele pensa que ainda pode jogar, e nós o avaliaremos… Como ele pode se encaixar na equipe e tudo o mais será decidido durante a temporada de amistosos”, disse o treinador sobre o desejo de testar Howard numa situação de jogo, a estréia do Denver na pré-temporada será na sexta-feira contra o Minnesota Timberwolves, time que também está testando o pivô brasileiro Rafael “Baby” Araújo.

Howard tem uma média de 15,3 pontos por jogo na carreira, e na temporada 2006-07, ainda marcou bons 9,7 pontos por partida pelo Houston Rockets. Mas na temporada passada ficou enterrado no fundo do banco do Dallas Mavericks, fez apenas 1,1 ponto por jogo nos poucos minutos que teve.

“Se eu estou salivando e empolgado para tentar me redimir e provar que ainda tenho gás restando no tanque? Pode ter certeza que sim. Eu estou ansioso por esse desafio. Eles (Nuggets) realmente precisam de um cara alto que possa entrar em quadra e lhes dar alguns minutos sólidos quando Kenyon Martin e Nenê forem para o banco. Mais importante, eles precisam de um cara que saiba jogar o jogo, e eu sinto que sou esse cara”, afirmou Howard ao Denver Post.

Em 2002-03, o ala-pivô teve a dúbia distinção de ter sido o cestinha do time de pior campanha na Conferência Oeste, na ocasião sua média de pontos (18,4) foi maior que o número de vitórias do clube (17 em 82 rodadas), naquele ano de estréia do gigante paulista na NBA após ser o sétimo escolhido no draft pelo New York Knicks e trocado em seguida para o time do Colorado.

Com o puxado trabalho físico e treinos duros da pré-temporada, vários jogadores do Denver estavam em tratamento no departamento médico ontem. Na lista de machucados estão Martin (inflamações no joelho esquerdo e no ombro direito), o ala novato Sonny Weems (hérnia), o ala-pivô Chris Andersen (lesão na batata da perna), o ala Ruben Patterson (lesão na perna direita) e o armador-cestinha Allen Iverson (contusão no joelho esquerdo), que ontem faltou ao treino para acompanhar sua esposa em trabalho de parto, ele vai ser papai pela quinta vez, nasceu sua filhinha que ganhou o nome de sonho, Dream Alijha Iverson.

“Ele tem um time inteiro de basquete agora”, brincou Karl, tranqüilizando ainda a torcida que as outras lesões não são preocupantes. “Estamos um pouco baleados, cansados de ficar batendo uns nos outros, mas fizemos coisas boas em quadra. Ofensivamente trabalhamos algumas jogadas nos últimos dias que vão nos fazer melhorar, mas no final do acampamento nós meio que ficamos sem gás”, explicou.

Quem está com gás total é o ala lituano Linas Kleiza, que depois do final do treino ficou na quadra fazendo hora extra praticando seus arremessos de três pontos até sua camisa cinza ficar quase preta de tanto suor. Durante o acampamento, o chute do reserva europeu estava meio inconsistente na opinião de Karl, então ele foi treinar mais em cima disso com apoio dos assistentes John Welch e Larry Mangino, mesmo depois de ter chegado às semifinais das Olimpíadas de Pequim com a seleção da Lituânia encurtando suas férias, a temporada se aproxima e ele não quer saber de descanso, pois sabe que é uma das principais armas do banco do Denver.

October 7, 2008

Kenyon Martin elogia Nenê e ressalta semelhanças da dupla de garrafão do Nuggets

Filed under: Conferência Oeste, DESTAQUES, Extraquadra, NBA — Tags: , , , — João Guilherme @ 2:43 pm

Após consumada a troca do pivô Marcus Camby para o Los Angeles Clippers, em meados de julho, o técnico do Denver Nuggets optou por colocar o brasileiro Nenê para substituir o veterano na posição de “xerife” do garrafão. Recém-curado de um tumor num dos testículos, o gigante paulista está cheio de vontade para finalmente se firmar como um dos melhores pivôs da NBA. Para melhorar a situação do atleta de 26 anos, o elenco do Nuggets parece ter aprovado a escolha de Karl.

Em entrevista dada ao Denver Post nesta segunda-feira, o ala-pivô Kenyon Martin declarou que Nenê é o companheiro ideal para ele no garrafão: “Nenê e eu somos jogadores semelhantes, eu arrisco a dizer que nós temos o mesmo estilo de jogo, baseado na força, além disso temos mentalidades parecidas, então eu acredito que nós nos daremos muito bem juntos”, declarou o veterano de 30 anos.

“Nós coexistimos bem, jogamos duro não importando a circunstância do jogo. Ele é bom em tocos e eu também, ele sabe trabalhar com o cotovelo e eu também, então são virtudes que nós dois podemos aliar para formar uma dupla de garrafão forte e coesa”.

“K-Mart” lembrou também que os dois não estão mais enfrentando tantas contusões como antigamente e que isso ajuda para que a dupla se prepare melhor para a temporada que terá início no final deste mês: “Ele está trabalhando duro neste verão e eu tenho visto sua evolução, é algo que me alegra muito após ver tudo o que ele passou. Nenê está mais forte e motivado, nunca o tinha visto tão motivado quanto agora e isso nos anima. Eu também estou trabalhando forte e me preparando da melhor forma possível”, concluiu Martin.

Assim como Nenê, Kenyon Martin, desde que chegou ao Nuggets, ainda não teve uma temporada “tranquila” onde não tenha sofrido nenhuma lesão, ele já teve que se submeter a duas cirurgias no joelho e fez com que perdesse 106 jogos. O que anima o jogador e a comissão técnica do Nuggets é o fato do ala-pivô ter disputado 71 partidas no último campeonato, seu maior número de jogos em um campeonato desde 2004. Além disso, o ala-pivô de 30 anos teve sólidas médias de 12.4 pontos, 6.5 rebotes e, o mais importante, 30.5 minutos por jogo.

Martin também revelou ao jornal de Denver que está fazendo uma preparação especial para ficar ainda mais forte. Atualmente, com 108kg, “K-Mart” procura aumentar sua força muscular para se focar ainda mais no jogo físico. A intensidade de Kenyon Martin mostrada nos treinos rendeu elogios do comandante George Karl.

“A intensidade de Kenyon é admirável, ele está em ótima forma e acredito que ele fará um campeonato ainda melhor que o último. O que me anima também é o fato de que ele se livrou das contusões, isso é um alívio pois nós precisamos dele mais do que nunca”, revelou o técnico da franquia do Colorado.

Apesar dos elogios, Karl pede para que Martin controle um pouco suas emoções em quadra: “A intensidade de Kenyon tem dois lados, um bom e um ruim. Ele motiva muito os companheiros e isso realmente é algo que precisamos, todo time precisa de um líder, mas o lado ruim é que ele cobra muito os outros jogadores e isso pode desestabilizar um grupo. Espero que ele use sua experiência e vocação para liderança apenas para o lado bom”.

O ala Carmelo Anthony, um dos cestinhas do Nuggets, também revelou que Martin está desenvolvendo nesta pré-temporada sua vocaç