“Voltar a atuar em um basquete coletivo foi algo que realmente me encantou por aqui. Joguei por quatro anos na NBA e lá é diferente. Senti que seria bom para vivenciar todo aquele espírito de equipe novamente. Ainda não tive a oportunidade de atuar em frente aos nossos torcedores. Quero ver como eles são loucos e fanáticos pela nossa equipe. Estou ansioso por isso”.
“Eu acho que é uma comparação muito precisa (que a Euroliga é uma mistura do fanatismo dos torcedores da NCAA com o profissionalismo da NBA). E também acho que ano após ano a qualidade técnica está crescendo. O basquete europeu está cada vez melhor e mais ágil.”
“Acho que eu sou apenas o primeiro homem que quis vir para a Europa nesta fase da carreira. Sendo um pioneiro ou não, senti-me confortável para este desafio. Tenho a certeza de que serei o primeiro, e outros virão tentar a sua sorte aqui também”
O autor das frases, em entrevista ao site oficial da Euroliga, é Josh Childress, maior estrela da Euroliga que começa, oficialmente, nesta quarta-feira - na segunda, o Tau, sem Tiago Splitter, bateu o Fenerbahce por 80 a 70. Seu time, o Olympiacos, só estréia amanhã, contra o Avellino, na Itália. Além do time do brasileiro, o CSKA (atual campeão) e o Maccabi surgem como os favoritos ao título mais importante do continente.
Nossa coluna estatística está de volta, e o mestre Denis Botana destrincha o caminho da seleção americana masculina de basquete rumo à medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim-2008 e desvenda a fórmula para acabar com a invencibilidade do “Redeem Team”. (more…)
Em um jogaço de basquete, a Argentina sobreviveu a um final dramático e derrotou a Grécia por 80 a 78 (39 a 40 no primeiro tempo) nesta quarta-feira, e se classificou às semifinais dos Jogos Olímpicos de Pequim-2008. Na batalha pelo bicampeonato olímpico, a equipe terá novo dejá vu: se em Atenas-2004, o adversário das quartas também havia sido a Grécia, nas semis havia sido os Estados Unidos, que novamente será o obstáculo a ser batido para chegar à decisão neste ano. (more…)
Acumulando vitórias com médias de 32 pontos na fase eliminatória dos Jogos Olímpicos de Pequim, a seleção norte-americana masculina de basquete promete mais massacres até a conquista do ouro na China. “Vai ser assim nos próximos três, também”, prometeu o ala LeBron James referindo-se à partida contra a Austrália, pelas quartas-de-final, nesta quarta-feira e aos jogos da semifinal e final, independente de quem vier pela frente.
A Austrália foi a equipe que deu mais ‘trabalho’ aos Estados Unidos na fase de amistosos pré-olímpicos. Eles foram derrotados em Xangai, mas por apenas 11 pontos de diferença. Claro que naquela noite a pontaria norte-americana não estava aquelas coisas (foram apenas três acertos em bolas de longa distância com 18 tentativas), mas a expectativa é que, motivados por isso, os australianos possam repetir uma boa atuação.
“Acredito que eles vão jogar duro, vão jogar muito, eles não estão intimidados”, diz o ala-armador Kobe Bryant. “Eles não vão retroceder. Virão prontos para jogar. Eles são muito espertos e será um jogo diferente”.
James ignora a hipótese. “Nós vamos vir a cada noite e tentar fazer melhor ainda”, diz o jogador, que já se tornou um líder no grupo e ainda traz na memória a amarga conquista do bronze nas Olimpíadas de Atenas-2004. Foi a primeira vez, desde que jogadores da NBA foram aceitos nos Jogos em Barcelona-92, que os Estados Unidos não foram campeões.
E Pequim pode repetir uma semifinal de Atenas. Quem vencer o confronto entre EUA e Austrália encara o ganhador do jogo entre Argentina e Grécia no outro jogo das quartas-de-final.
Quatro anos atrás, os argentinos derrotaram os Estados Unidos justamente na semifinal, abrindo caminho para a conquista da inédita medalha de ouro olímpica.
“Quando você joga contra uma equipe como a Argentina, a primeira coisa é não cometer erros, ser paciente e tentar manter a mente livre a cada passe e em toda defesa”, destacou o técnico grego Panagiotis Yannakis.
“Sabemos que a Argentina é uma equipe muito experiente… mas nós esperamos conseguir uma pequena revanche porque eles nos venceram em nossa casa no último torneio pré-olímpico”, lembra o armador Nikolaos Zisis.
Quando conquistou a medalha de ouro nos Jogos de Atenas-2004 no basquete masculino, a Argentina eliminou a Grécia nas quartas-de-final e, na fase seguinte, encarou os gigantes dos Estados Unidos. Quatro anos depois os atuais campeões se vêem em uma chave semelhante, que motiva a equipe sul-americana ainda mais para encarar a seleção grega nesta quarta-feira às 11h15min (de Brasília).
Apesar da derrota sofrida na estréia para a Lituânia, os argentinos conseguiram a recuperação no torneio e se classificaram na segunda colocação do Grupo A, com quatro vitórias. E com excelentes atuações dos versáteis ala-armador Emanuel Ginóbili e do ala-pivô Luís Scola, que também estiveram em quadra em Atenas, há quatro anos.
Na ocasião, a Argentina passou pelos donos da casa em uma partida emocionante, que terminou com placar de 69 a 64 – revertendo uma desvantagem de 11 pontos no terceiro quarto. Caso consigam a vitória novamente, os atuais campeões dos Jogos poderão se encontrar com os mesmos adversários de Atenas nas semifinais: os Estados Unidos.
Na preliminar do embate entre Argentina e Grécia, quem entra em quadra é justamente a equipe norte-americana, às 9 horas (de Brasília). O time sensação dos Jogos de Pequim, com média de 103 pontos por partida, enfrentará a Austrália.
Do outro lado da chave do torneio de masculino, a Espanha terá uma batalha complicada contra a escola eslava do basquete croata. Os atuais campeões mundiais, liderados pelos irmãos Pau e Marc Gasol, encaram os balcânicos na primeira partida do dia, às 3h30min. Em seguida, aguardam pelo vencedor de Lituânia e China, às 5h45min, para terem o rival das semis definido.
Se as quartas-de-final do torneio feminino de basquete dos Jogos Olímpicos de Pequim-2008 tiveram poucas emoções nesta terça-feira, as quartas do torneio masculino, que acontecem nesta madrugada de quarta-feira, prometem ser muito disputadas. Os Estados Unidos despontaram como favoritos na primeira fase, mas precisam provar que mantêm o foco e seu domínio no Grupo B não foi mera empolgação. Nos outros três jogos, reina o equilíbrio entre as equipes. (more…)
O pivô argentino Luis Scola afirmou após a vitória de 91 a 79 da equipe de seu país sobre a Rússia, que valeu a classificação para as quartas-de-final dos Jogos Olímpicos de 2008, que a Argentina está agora “no lugar no qual desejava estar”.
“A equipe está muito bem, no dia de hoje está no local no qual queria estar”, declarou Scola, que marcou 37 pontos e que não descarta surpresas nas quartas-de-final, a Argentina enfrentará a Grécia, atual vice-campeã do mundo.
“Pode acontecer uma surpresa nas quartas-de-final”, declarou Scola, que disse que não ficaria surpreso caso a Croácia vencesse a Espanha e a Grécia a Argentina, mas sim se a China eliminasse a Lituânia ou a Austrália os EUA.
Já o técnico Sergio Hernández afirmou que “a competição começou com algumas nuvens, mas a própria equipe se encarregou de sair para o sol”.
“No primeiro dia se via tudo escuro por causa da dureza dos rivais, mas a Argentina fez o que devia para vencer cada partida que lhe restava”, concluiu.
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A Grécia disparou no primeiro tempo e controlou uma reação do adversário no segundo para derrotar a China, 91 a 77 (46 a 24 no primeiro tempo), nesta segunda-feira pelo torneio de basquete masculino dos Jogos Olímpicos de Pequim-2008. O resultado deixou os atuais vice-campeões mundiais na terceira colocação do Grupo B; o “prêmio” será enfrentar o segundo lugar do Grupo A: a atual campeã olímpica, Argentina. “Eu adoro jogar contra a Argentina. Isso nos dá muita motivação, enfrentar um grupo de grandes jogadores. Eles têm ótimas personalidades e talentos”, disse o técnico grego, Panagiotis Yannakis.
Já a China termina a primeira fase em quarto lugar na chave e encara o vencedor do outro grupo, Lituânia, país de origem de seu treinador, Jonas Kazlauskas, que foi o técnico da equipe quando os lituanos conquistaram a medalha de bronze nos Jogos de Sydney-2000. Kazlauskas, porém, negou que vá sentir pressão por enfrentar seus ex-comandados: “Não haverá problema psicológico. Eu era o assistente técnico (da China) em 2004. Este é o meu emprego”.
Os gregos logo impuseram sua melhor técnica e trabalho coletivo para abrir 10 a 3, enquanto os chutes de 3 pontos, uma das principais armas da China, não caíam - foram seis tentativas erradas no primeiro período. Do outro lado, Spanoulis e Fotsis acertaram duas bolas de longa distância, a forte defesa da Grécia forçou três turnovers e o time fez 10 pontos consecutivos, levando a diferença a 14 pontos, antes de Zhizhi diminuir para 27 a 15 ao final do primeiro quarto.
Schortsianitis é cercado por dois ao tentar a enterrada; Spanoulis recebe a falta ao tentar a bandeja
A marcação grega voltou ainda melhor para o segundo quarto e os chineses não conseguiam acertar nada - fizeram apenas quatro cestas em 15 arremessos, cometeram cinco turnovers e só marcaram nove pontos no período inteiro - cinco deles de Yao Ming, que no entanto ficou pouco mais do que cinco minutos em quadra durante a parcial. A miséria da equipe na linha de 3 também continuava, com mais oito tiros ruins de longe. Os reservas Nikos Zisis e Ioannis Bouroussis entraram bem e fizeram todas as cestas na arrancada de 11 a 2 que esticou a liderança européia a 21 pontos. A vice-campeã mundial passeou em quadra e foi ao intervalo com 46 a 24 no marcador.
“No começo, o adversário fez pressão por quadra inteira e nós não estávamos acostumados a isto. Cometemos muitos erros. A Grécia jogou boa defesa e nosso primeiro tempo foi a razão de nossa derrota”, admitiu o ala Li Nan. “Nós tentamos pressioná-los desde o início. A defesa agressiva foi chave”, disse o treinador grego.
A 15ª tentativa de 3 pontos da China foi a que finalmente encerrou a seca da equipe, em cesta de Zhu Fangyu para iniciar o segundo tempo. Era o que faltava para quebrar o encanto: os chineses meteram mais três bolas de 3 e, empurrada por sua barulhenta torcida, arrancou em 11 a 2 no meio do período para encostar em 10 pontos, 58 a 48. Todavia, uma falta antidesportiva de Nan em Papaloukas permitiu que os gregos marcassem seis pontos seguidos e recuperassem um pouco de sua folga no placar. Zhang Qingpeng e Nan combinaram para mais duas cestas de 3, mas Fotsis respondeu com outro triplo e fez 69 a 54 ao final do terceiro quarto.
“Acho que controlamos o nosso jogo. Estamos tentando jogar com a mente aberta. Isto vai nos dar uma chance de jogar melhor contra times melhores. Mas esta torcida daqui é inacreditável”, reconheceu Yannakis.
O veterano Zhizhi fez duas cestas de 3 consecutivas para diminuir novamente a 10 pontos, 75 a 65, com 6min04s restando, mas foi o máximo de proximidade que a Grécia permitiu. Bouroussis fez mais quatro pontos do outro lado para recuperar 14 pontos de distância e os chineses encostaram em 10 mais uma vez, após quatro pontos de Jianlian a 3min06s do fim. Vassilopoulos respondeu com uma cesta de 3 e os vice-campeões mundiais administraram a vantagem pelo resto do tempo.
Se não fosse pelo péssimo primeiro tempo, a China provavelmente ameaçaria mais a Grécia, que manteve sua regularidade por toda a partida. Após chutar 14 bolas de 3 na primeira metade e errar todas, o time chinês converteu nove de 16 tentativas no segundo tempo, 56,2%. Nos dois últimos quartos, a equipe cometeu os mesmos quatro turnovers dos gregos e igualaram o aproveitamento de 66% nos chutes de 2. A diferença, porém, foi a quantidade de arremessos: os europeus chutaram 44 vezes, contra 29 dos asiáticos, o que foi possibilitado pelos 14 rebotes ofensivos e 36 no total, contra apenas nove ofensivos e 29 totais do time da casa.
Os dois times já haviam se enfrentado nas oitavas-de-final do Mundial do Japão-2006, em que os chineses equilibraram a partida por todo o primeiro tempo, mas viram os gregos deslancharem na segunda metade. “Nós lembrávamos do jogo de 2006 em que jogamos dois bons quartos. Este jogo foi o contrário. Tivemos de consertar no segundo tempo o que fizemos no primeiro tempo. Não estávamos prontos para este jogo e, quando sabíamos que o jogo estava perdido, achamos nossa pontaria”, lamentou Kazlauskas.
O ala-armador Vassilis Spanoulis e o pivô reserva Ioannis Bouroussis foram os cestinhas do jogo, com 19 pontos cada, e Bouroussis acrescentou 9 rebotes. O ala-pivô Antonios Fotsis também contribuiu bem, com 17 pontos. Pela China, Yao marcou 16 pontos, seu reserva Wang Zhizhi teve 14 pontos e 8 rebotes e Yi Jianlian e Wang Shipeng fizeram 11 pontos cada.
CHINA (15 + 9 + 30 + 23 = 77)
Sun Yue (9 pts, 6 asts), Liu Wei (0), Zhu Fangyu (3), Yi Jianlian (11) e Yao Ming (16 pts, 5 rebs). Entraram depois: Wang Zhizhi (14 pts, 8 rebs), Li Nan (6), Zhang Qingpeng (5), Du Feng (2), Wang Shipeng (11) e Wang Lei (0). Técnico: Jonas Kazlauskas
Entre Grécia e China como possíveis rivais nas quartas-de-final, argentino campeão olímpico prefere enfrentar a seleção asiática
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Rio de Janeiro
Além de classificada às quartas-de-final no torneio de basquete masculino, a Argentina assegurou a segunda posição do Grupo A, após a vitória sobre o Irã por 97 a 82, escapando de um duelo precipitado contra os favoritos EUA ou a campeã mundial Espanha no início da fase de mata-mata. Principal figura da equipe que tenta o bicampeonato olímpico em Pequim, o ala Manu Ginóbili declarou ter preferência em ter a China, os 2,26m de Yao Ming e uma multidão na torcida como adversários, do que a tradicional seleção da Grécia, que enfrenta os donos da casa na última rodada do Grupo B.
“Não quero ser descortês com os chineses, que estão nos tratando muito bem. Mas se eu pudesse escolher entre China e Grécia, eu prefiro enfrentar a China. A Grécia é uma equipe mais sólida, mais armada, muito dura, com muita história. Acho que a China tem menos experiência. Respeito a torcida, mas não é um tema que influa muito”, diz o jogador do San Antonio Spurs ao diário “Clarín”.
A Argentina encerra sua participação na primeira fase diante da maior decepção do torneio, a campeã européia Rússia, que tem apenas uma vitória e sofreu três derrotas até aqui.
“Eu gosto de ganhar todos os jogos que disputo, então diante dos russos também teremos uma mentalidade positiva.”
A vice-campeã mundial Grécia se recuperou da derrota para os Estados Unidos arrasando o time lanterna do Grupo B Angola por 102 a 61 (43 a 28 no intervalo) na abertura da quarta rodada do torneio olímpico masculino de basquete na noite desta sexta-feira (horário de Brasília, manhã de sábado em Pequim) e ficou muito perto da classificação às quartas-de-final, que será confirmada hoje mesmo em caso de vitória da China sobre a Alemanha. E se vencerem os chineses na última rodada na segunda-feira, os gregos garantirão a terceira posição da chave mais forte da competição. O pivô Ioannis Bourousis foi o cestinha do passeio helênico com 24 pontos, cinco rebotes e 100% de aproveitamento em nove arremessos de quadra em apenas 13 minutos de ação, superando os 23 tentos do ala-pivô Eduardo Mingas para os campeões africanos, que encerrarão sua participação nos Jogos contra a campeã mundial Espanha. O massacre por 41 pontos de diferença foi o maior da competição até agora, contra os astros americanos os angolanos perderam por “apenas” 97 a 76.
Ioannis Bouroussis fez 22 pontos em apenas 13 minutos
Angola só conseguiu equilibrar o jogo no primeiro quarto, abrindo 5 a 0 com uma cesta de Mingas e uma bola de três de Joaquim Gomes, mas logo a Grécia virou o placar com uma seqüência de 12 pontos enquanto os africanos ficaram mais de cinco minutos e meio sem pontuar, mas quebraram o jejum com Mingas marcando quatro pontos numa série de 6 a 0 que fechou a parcial com os gregos na frente por apenas 12 a 11. Mas na volta para o segundo período a seleção européia emplacou uma arrancada de 11 a 0 com destaque para duas bolas de três, uma convertida pelo armador Dimitris Diamantidis após roubar a bola de Armando Costa e outra pelo ala-pivô Antonis Fotsis, que depois conectou dois lances livres abrindo 22 a 11. Luis Costa descontou acertando um tiro de três, Mingas diminuiu a distância para 24 a 18 com duas cestas seguidas, mas aí o gigante Bourousis entrou em quadra para acabar com a brincadeira marcando rapidamente quatro pontos e o armador Nikos Zisis ampliou a vantagem para 30 a 20 convertendo uma infiltração na transição rápida. Mingas fez outra cesta de três, mas a Grécia respondeu com dois triplos, um de Theodoros Papaloukas e outro de Michail Pelekanos aumentando a diferença para 37 a 25. Após uma jogada de três pontos de Bourousis no garrafão, Zisis fechou a parcial de 31 a 17 para os gregos com outra bola de três no último segundo do primeiro tempo. Rebotes ofensivos e uma excelente defesa dos gregos foram decisivos para livrar uma grande vantagem.
Theo Papaloukas passa pela marcação de Gomes
No retorno para a terceira etapa, Bouroussis foi ainda mais dominante, marcando 12 pontos nesse quarto que fechou de vez o caixão angolano. Não demorou para a diferença chegar aos 20 pontos, com uma bola de três de Pelekanos fazendo 55 a 35. Uma cesta de Bouroussis com assistência de Vassilis Spanoulis aumentou a vantagem para 66 a 37, e após uma bola de três do angolano Milton Barros, Nikos Zisis deu o troco na mesma moeda e colocou 73 a 40 no placar, com sua forte defesa os gregos limitaram Angola a apenas 14 pontos no período e fecharam a parcial em 81 a 42 com duas cestas consecutivas do reserva Georgios Printezis. O time do técnico Panagiotis Yannakis manteve a intensidade no último quarto mesmo com a grande diferença no placar. Vasilopoulos meteu mais uma bola de três em resposta a um triplo convertido por Vladimir Jerônimo abrindo 86 a 45, Angola tentava uma reação nos chutes de longa distância e após uma cesta de três de Luís Costa Printezis também deu o troco na mesma moeda fazendo 92 a 51, a contagem centenária foi atingida com outra bola de três de Vasilopoulos a 1min25s do fim, e dois lances livres convertidos pelo pivô Andreas Glyniadakis colocaram a maior diferença no marcador (43 pontos, 102 a 59) antes da última cesta de Jerônimo dando números finais ao placar.
Eduardo Mingas (15) observa Tsartsaris indo para cesta
Contra um adversário mais fraco, a Grécia voltou a praticar o que há de melhor em seu basquete: valorização da posse de bola (foram apenas oito desperdícios), bom aproveitamento nos chutes de três (10 cestas em 18 tentativas), defesa consistente (Angola acertou apenas 39,1% de seus arremessos de quadra contra 58,7% de aproveitamento dos europeus), amplo domínio dos rebotes (42 a 25) e ataque com coletividade (quatro jogadores pontuaram em dígitos duplos e um total de 17 assistências). Yannakis aproveitou para dar mais oportunidades a seus reservas e Printezis especialmente correspondeu bem com 14 pontos. No lado angolano, outro destaque além de Mingas foi Luís Costa, que marcou 16 pontos incluindo quatro bolas de três, mas a derrota confirmou a eliminação dos africanos.
Nikos Zisis infiltra o congestionado garrafão angolano
Nikos Zisis, que não participou da histórica vitória grega sobre os EUA no Mundial-2006 após sofrer fraturas no rosto como resultado de uma cotovelada do ala-pivô capixaba Anderson Varejão no confronto com o Brasil na primeira fase, reconheceu os méritos da seleção americana na vitória de quinta-feira e espera reencontrar os EUA mais à frente na disputa por medalhas:
“Os americanos fizeram um jogo muito bom, estavam com uma grande motivação depois do que aconteceu dois anos atrás e você podia ver isso até no aquecimento, eles queriam muito a revanche daquela derrota. Eles tiveram mais poder que nós em atleticismo, nos rebotes, na correria em quadra, não pudemos nos antecipar a eles. Eles jogaram uma defesa muito melhor do que naquela semifinal do Campeonato Mundial, foram muito mais agressivos e sabiam o que precisavam fazer para nos tirar do jogo. Atleticamente eles são incríveis, são os melhores atletas do mundo. Acho que aquela vitória nossa dois anos atrás foi incrível para a Grécia, um jogo daqueles não pode acontecer a cada dois anos, talvez só de 20 em 20 anos. Os Estados Unidos são um grande time, são os favoritos para ganhar a medalha de ouro aqui, mas nós temos de continuar em frente, nosso jogo mais importante será na fase eliminatória”, comentou o armador em entrevista ao site da Fiba.
FICHA TÉCNICA
GRÉCIA 102 (12 + 31 + 38 + 21)
Titulares: Dimitris Diamantidis (7 pontos e 4 rebotes), Vassilis Spanoulis (6 pontos e 3 assistências), Panagiotis Vasilopoulos (10 pontos e 5 rebotes), Antonis Fotsis (7 pontos, 7 rebotes e 5 assistências) e Andreas Glyniadakis (11 pontos e 7 rebotes). Entraram depois: Theodoros Papaloukas (8 pontos e 3 assistências), Ioannis Bouroussis (22 pontos, 5 rebotes e 2 tocos), Nikos Zisis (7 pontos e 4 assistências), Giorgios Printezis (14 pontos e 2 rebotes), Kostas Tsartaris (2 pontos e 4 rebotes), Michalis Pelekanos (8 pontos e 2 roubos). Técnico: Panagiotis Yannakis.
ANGOLA 61 (11 + 17 + 14 + 19)
Titulares: Armando Costa (2 pontos, 5 rebotes e 4 assistências), Luís Costa (16 pontos e duas assistências), Eduardo Mingas (23 pontos e 3 rebotes), Vladimir Jerônimo (8 pontos e 7 rebotes) e Joaquim Gomes (5 pontos e 4 rebotes). Entraram depois: Felizardo Ambrósio (4 pontos e 4 rebotes), Milton Barros (3), Olimpio Cipriano (0) e Abdel Moussa (0). Técnico: Alberto Carvalho.
A quarta rodada do basquete masculino promete. Depois de dominar o jogo contra a Grécia, atual vice-campeã mundial, vencendo por 92 a 69, os norte-americanos confirmaram sua condição de favoritos e decidem a liderança do Grupo B contra a Espanha, também invicta até agora em Pequim, no sábado.
A Grécia perdeu na estréia olímpica para a Espanha, que segue invicta após vitória sobre a Alemanha na terceira rodada, e espera os norte-americanos para a definição do líder do Grupo B. Os EUA superaram seu primeiro adversário difícil, depois de dois jogos sem contratempos contra China e Angola.
Os norte-americanos começaram o jogo investindo pelas alas, fugindo da marcação européia no garrafão. O armador Kidd se descuidou e foi para o banco antes dos dois minutos de partida, com duas faltas pessoais.
A Grécia fez o oposto, investindo em bolas para o pivô “Baby Shaq” Schortsanitis. A tática funcionou inicialmente, mas a defesa dos EUA rapidamente se adaptou às jogadas e, com duas roubadas de bola, justamente entre a ligação do armador Spanoulis para o pivô, marcou os pontos que puseram a equipe à frente no primeiro quarto.
O show norte-americano começou no segundo período. Dwayne Wade lançou uma bola quase perdida na lateral e Kobe Bryant cravou em linda ponte aérea, arrancando aplausos da torcida. A jogada plástica desencadeou a “escola globethrotter” do basquete dos EUA, que usam os lances plásticos para intimidar os adversários em quadra.
A Grécia se alarmou, e tentou fechar a defesa, marcando por zona. Mesmo quando pontuavam, os gregos eram rapidamente surpreendidos na reposição de bola norte-americana, com lançamentos longos, que encontravam Wade ou Bryant adiantados na quadra da Grécia.
Chris Bosh desequilibrou ainda mais a partida, em quatro lances seguidos em que converteu dois pontos e recebeu falta, ampliando em lances livres.
Os gregos ficaram sem opção de jogo, sem infiltrar no garrafão adversário, e errando todos os seis chutes de três pontos no primeiro tempo.
Os norte-americanos fizeram 16 pontos no contra-ataque durante o primeiro tempo, enquanto os gregos converteram dois. Com este aproveitamento o time dos EUA abriu 19 pontos de vantagem, fechando o segundo quarto em 51 a 32.
Depois de reconhecer o adversário, tudo que os norte-americanos fizeram foi continuar no contra-ataque, no típico estilo praticado na NBA. Papaloukas foi um dos poucos que conseguia infiltrar na defesa norte-americana, que distribuía tocos.
A Grécia conseguiu a duras penas se manter no jogo durante o terceiro quarto. No placar parcial, o período terminou equilibrado, em 23 a 22, a favor dos norte-americanos. Porém o que se viu em quadra foi os EUA ampliando sua vantagem no marcador para 20 pontos.
Não havia mais condições de a equipe grega parar o Dream Team. Os EUA se mantiveram constantemente no ataque, sufocando totalmente a Grécia. O time norte-americano diminuiu o ritmo pela primeira vez no jogo, deixando a Grécia partir para o ataque.
A marcação por zona demonstrou a postura dos EUA de apenas manter o resultado, sem mais desgaste físico. Os armadores Spanoulis e Papaloukas fizeram o que puderam, mas perdendo por mais de vinte pontos de diferença durante todo o quarto, não evitaram a derrota.
Todas as atenções se voltam agora para o grande confronto entre EUA e Espanha, os dois melhores times até agora no torneio olímpico de basquete masculino. O jogo acontece às 11h15min deste sábado (horário de Brasília).
Depois de uma grande virada na segunda rodada, em que perdia até o último quarto e reverteu o jogo contra a China, a Espanha venceu a Alemanha por 72 a 59 e está praticamente garantida na próxima fase do torneio olímpico de basquete masculino. Na mira da equipe dos irmãos Gasol está agora os Estados Unidos.
A boa campanha espanhola será posta em xeque na próxima rodada, quando a equipe enfrenta os EUA, em duelo valendo a liderança do Grupo B. Com a vitória sobre a Alemanha, os atuais campeões mundiais passaram com sucesso por dois dos três adversários fortes do grupo.
A equipe da Espanha pareceu sonolenta no começo de partida, talvez pelo horário pequinês da partida, 9h da manhã. A Alemanha prevaleceu no ataque e venceu o período inicial. No segundo quarto, os espanhóis começaram a mostrar o basquetebol campeão mundial que possuem.
Pau Gasol, em lances individuais, foi diminuindo a diferença e empatou o jogo em bela infiltração seguida de enterrada. A marcação alemã não foi eficiente em parar o pivô espanhol, que desequilibrou o jogo e até agora é o cestinha do torneio olímpico em Pequim, com 53 pontos.
Rudy Fernandez acertou um tiro de três pontos nos segundos finais e pôs os espanhóis na frente pela primeira vez no jogo, encerrando a primeira metade na frente: 39 a 36.
Uma nova partida começou no terceiro quarto. A Espanha voltou mais rápida em quadra, impulsionada pela velocidade do armador Ricky Rubio, de 17 anos. Em dois minutos de partida, os espanhóis pontuaram cinco vezes, sem cesta pela Alemanha. Gasol acertou da linha dos três e a Espanha abriu 14 pontos à frente.
A Alemanha começou a buscar o placar nos arremessos de três, com o armador Hamann e Dirk Nowitzki. O ala-pivô alemão, usualmente cestinha de sua equipe, fez 11 pontos e cinco rebotes no jogo, contido pela marcação espanhola.
Como na partida contra a Grécia na rodada anterior, o time alemão se desestruturou com a pressão da desvantagem no placar, começou a errar mais e se viu enredado na troca de passes da Espanha, que claramente dominou a quadra e manteve a liderança até o final do jogo.
Astros americanos usam o mesmo feitiço dos gregos para dar o troco da derrota nas semifinais do Mundial-2006: uma defesa poderosa, bolas de três caindo, uma força surpreendente no garrafão com Chris Bosh colocando o “Baby Shaq” Schortsianitis no bolso e igualando-se ao MVP Kobe Bryant como cestinhas com 18 pontos, jogadas-show de LeBron James e Dwyane Wade… No primeiro grande teste em Pequim, Estados Unidos atropelam vice-campeões mundiais por 92 a 69 e mostram que são mesmo favoritos à reconquista do ouro. (more…)
Jogadores americanos esperam jogo difícil pelo torneio olímpico
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Pequim
Redenção. Este é o principal objetivo da seleção de basquete dos Estados Unidos nas Olimpíadas de Pequim. E nesta quinta-feira, às 9h (de Brasília), o time passará por uma das provas mais difíceis no torneio. A Grécia foi a algoz dos astros da NBA na semifinal do Mundial de Basquete de 2006, no Japão. E o clima entre os americanos é de vingança, principalmente porque esta foi a única derrota do time nos últimos três anos.
“Queremos dar o troco. E isto é o mais legal em competir. Você nos vence e nós daremos a volta por cima. A equipe que perde nunca esquece”, diz Chris Bosh, em entrevista à imprensa americana em Pequim.
Quatro anos atrás, os EUA perderam a semifinal para a Argentina em Atenas. Foi o primeiro revés olímpico desde 1992, quando os jogadores da NBA começaram a defender a seleção. A eliminação no Mundial, no fatídico jogo contra a Grécia, fez com que os americanos abrissem os olhos. Seria necessário mudar alguns conceitos para retornar ao topo do basquete mundial.
“Desde aquele jogo, sempre que podemos trabalhamos na defesa contra as jogadas com corta-luz. Acho que a derrota para a Grécia no Mundial abriu nossos olhos”, diz LeBron James.
E as estatísticas do time americano em Pequim mostram isso. Nos primeiros dois jogos, a defesa limitou o aproveitamento da China e de Angola nos arremessos em 34% e 39%, respectivamente. No entanto, os Estados Unidos não conseguiu acertar os tiros de três pontos (29% contra os donos da casa e 24% contra os africanos). O mesmo problema aconteceu no Mundial de 2006: 32% na derrota para a Grécia.
“Todos esses caras podem acertar os arremessos. É como um grande rebatedor no beisebol: às vezes você não acerta e, de repente, consegue uma seqüência”, diz Mike Krzyzewski, técnico americano.
Contudo, o trabalho tático americano poderá fazer a diferença. Mike Krzyzewski e sua comissão técnica assistiram atentamente à vitória da Grécia sobre a Alemanha por 87 a 64, apenas 5h30min antes de sua partida contra Angola. O clima nos Estados Unidos é de vingança, mas o trabalho é bem racional.
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Pequim
As braçadas de Federica Pellegrini não abalaram apenas as suas adversárias na final dos 200m livre nestes Jogos Olímpicos de Pequim. A mais nova campeã olímpica abalou o coração de um craque das quadras de basquete: o astro dos Los Angeles Lakers, Kobe Bryant. Da arquibancada do Cubo d’Água nesta quarta-feira, Kobe ficou encantado com a beleza da italiana.
“Federica foi fenomenal. Quero conhecê-la”, disse o jogador ao responsável pela equipe italiana de natação, de acordo com o diário italiano “Corriere dello Sport”.
O interesse de Kobe, porém, não foi correspondido pela nadadora, que se mostrou fiel ao seu namorado, o também nadador da equipe italiana Luca Marin.
“É verdade que o Kobe Bryant quer me conhecer? Não, não… E o meu Luca Marin não tem rival neste campo”, avisou Pellegrini.
Após declarar que gostaria de conhecer Messi e Marta durante os Jogos Olímpicos, o americano Kobe Bryant esteve nesta quarta-feira no estádio dos Trabalhadores, em Pequim, vendo a vitória da Argentina por 2 a 0 sobre a Sérvia. Porém, o astro do basquete não pôde conferir ao vivo a atuação do craque do Barcelona: poupado para as quartas-de-final, Messi não entrou em campo. Fã declarado de futebol, Bryant passou parte de sua infância na Itália e afirmou que chegou a sonhar em ser jogador do Milan.
A atuação do prodígio espanhol Ricky Rubio contra a China impressinou até Kobe Bryant, que viu a partida dos vestiários. “Acho que Ricky fez toda a diferença do mundo. Sua presença defensiva foi espetacular. Os armadores da China não podiam ter a bola passada a metade da quadra e isso mudou a cara da partida”, disse o norte-americano. Rubio marcou apenas um ponto na partida, mas roubou 5 bolas, deu 4 assistências e pegou 4 rebotes em 21 minutos, fora a intensa marcação sobre os chineses.
O jogador do Lakers poderá medir forças com o jovem talento no sábado, quando Espanha e Estados Unidos duelam pela quarta rodada da primeira fase dos Jogos Olímpicos, em uma partida que pode ser a prévia da grande final. Antes disso, o Redeem Team (Time da Redenção) enfrenta a forte defesa da Seleção da Grécia, que anulou hoje a Alemanha e Dirk Nowitzki.
“Esse é o estilo deles. Eles tentam bater você”, comentou Chris Kaman sobre a asfixiante defesa grega. Nowitzki marcou apenas 13 pontos na partida, acertando 3 de 8 arremessos de quadra, tendo a Alemanha o pífio aproveitamento de 29.2% nos arremessos de 2 pontos.
“É um ótimo jogo para jogarmos e ficarmos prontos para a disputa de medalhas, pois sinto que a Grécia tem uma boa chance. Isso é o que acho deles”, comentou Mike Krzyzewski, treinador dos Estados Unidos. Já o armador grego Vasilis Spanoulis preferiu jogar o favoritismo para os rivais: “O EUA é o melhor time do torneio, eles são os favoritos e nós vamos lá jogar jogar nosso jogo e ver o que acontece”.
Após sofrer uma derrota larga para sua algoz Espanha na estréia, a Grécia deu a volta por cima no torneio masculino de basquete e descontou sua raiva na Alemanha, vencendo por 87 a 64 (44 a 33 no primeiro tempo) nesta terça-feira. Em uma reedição da decisão do EuroBasket de 2005, o resultado foi o mesmo: vitória dos gregos, que se igualaram ao rival no Grupo B dos Jogos Olímpicos de Pequim-2008, com três pontos.
Vice-campeã mundial, a Grécia chegou às Olimpíadas badalada por uma performance dominante no Pré-Olímpico Mundial de Atenas e era colocada entre as favoritas a medalha. A estréia de sábado, porém, foi um choque de realidade para a equipe, que perdeu para a Espanha pela quarta vez consecutiva nos últimos três anos e desta vez por dígitos duplos. Por isso, para não ficar distante na luta por uma das quatro vagas do grupo nas quartas-de-final, era indispensável uma vitória sobre a Alemanha, que estreou com um triunfo fácil sobre Angola, time mais fraco da chave.
Os gregos começaram a partida impondo seu estilo de jogo, de pressão em quadra inteira e muito jogo coletivo, para marcar 7 a 0. O time manteve a vantagem até o ala-pivô Dirk Nowitzki, maior astro da Alemanha, achar espaços no perímetro para fazer seus pontos. Ele acertou duas cestas de 3 seguidas e deu início a uma seqüência de oito pontos sem resposta, que resultou na virada de placar, 23 a 21. Este foi o placar final do primeiro quarto, após a defesa alemã forçar um turnover de Papaloukas no último lance.
Os armadores gregos Diamantidis e Spanoulis batem a marcação alemã para bandejas
A reação da equipe, entretanto, ficou por aí. A Grécia voltou a imprimir o ritmo forte do início, com sua melhor formação em quadra, e respondeu com 12 pontos consecutivos, virando para 33 a 23. Pouco depois, Nowitzki cometeu sua terceira falta no meio do segundo período, e parecia que a situação iria piorar para a Alemanha. O ala-armador Demond Greene acertou duas cestas de 3 pontos para evitar que a distância no placar crescesse demais, mas o aproveitamento do time nos arremessos caiu para 18% e o time totalizou apenas 10 pontos no quarto, indo ao intervalo atrás po 44 a 33.
O domínio da Grécia continuou no terceiro quarto, e os alemães foram perdendo o controle. Schultze fez falta antidesportiva que permitiu aos gregos marcarem seis pontos consecutivos para abrir 15 de diferença. Os alemães reduziram para 10, mas os gregos responderam com outra arrancada de sete pontos. A passagem incluiu um lance em que o pivô Chris Kaman, jogador americano da NBA que obteve passaporte alemão para jogar pela seleção antes do Pré-Olímpico, tentou driblar demais e acabou perdendo a bola e gerando um belo contra-ataque grego, com passe de costas de Spanoulis para a enterrada de Vassilopoulos. Foi o terceiro turnover do pivô e Bauermann, irritado, o substituiu instantaneamente.
“Eu achei que eles (gregos) fizeram um grande jogo defensivo. A defesa deles foi extremamente intensa muito física. Eles tiraram todos, especialmente Chris Kaman, completamente fora de seus jogos. Eles o cercaram, jogaram vários caras ao seu redor. Isso pode acontecer”, disse Bauermann, que apesar de reconhecer o mérito dos rivais, não admitiu a atuação de sua equipe. “O que não pode acontecer é a seleção alemã não lutar mais e jogar uma defesa melhor. Se você enfrenta a Grécia, sabe que o sucesso deles é baseado na defesa. Se você quiser vencer, tem de jogar tão duro defensivamente quanto eles. Não fizemos isto, e estou decepcionado com nosso esforço”, desabafou o treinador.
Os alemães voltaram a pontuar, mas os vice-campeões mundiais trabalhavam bem suas posses de bola e aproveitavam as faltas do adversário para abrir mais. A margem chegou a 21 pontos em uma bandeja de Spanoulis e o time manteve a frente até o final do quarto, 69 a 48.
Vassilopoulos e Printezis enterram no segundo tempo para a Grécia contra a Alemanha
Aparentemente, Bauermann já não acreditava mais na vitória e pensava no confronto de quinta-feira com a Espanha, e deixou apenas reservas em quadra no início do último quarto. Papaloukas marcou a primeira cesta do período para ampliar o espaço a 23 pontos, e a Grécia, também com reservas menos utilizados em quadra, passou a administrar a vitória, em um longo “garbage time” olímpico.
No final, a forte defesa dos gregos no garrafão, limitando os alemães a 29% em chutes de 2 e buscando 33 rebotes contra 26, foi o fator decisivo para a Grécia. No ataque, a equipe foi liderada pelos armadores Spanoulis, com 23 pontos, 5 assistências e 3 rebotes, Diamantidis, com 12 pontos, e Papaloukas, com 15 pontos e cinco rebotes. Entre os alemães, Nowitzki anotou 13 pontos e seis rebotes, mas foi limitado a 25 minutos de ação por estar pendurado. Greene e Schultze marcaram 11 pontos cada e Kaman, de quem era esperado mais, teve apenas 4 pontos e 2 rebotes. Ele foi bem marcado pelo pivô Andreas Glyniadakis, que começou como titular no lugar de Tsartsaris para surpresa geral. “Eu já enfrentei Kaman antes porque estive no Seattle (SuperSonics) no ano passado. Ele é um grande jogador, um astro, mas o basquete aqui é diferente. Com bom trabalho coletivo, você consegue fazer as coisas acontecerem”, disse o pivô grego.
Ambos os times têm desafios duríssimos na próxima rodada, na quinta-feira: a Alemanha encara a campeã mundial Espanha, enquanto a Grécia enfrenta os Estados Unidos, em uma revanche da semifinal do Mundial do Japão-2006. Na ocasião, os gregos surpreenderam os americanos e venceram por 101 a 95. Pelas palavras de Spanoulis, desta vez o jogo será ainda melhor: “A diferença com este grande time, com todo o respeito ao time de dois anos atrás, é que agora jogamos mais com a cabeça do que com nosso entusiasmo. E a diferença com eles agora é que o Team USA tem Kobe Bryant, e esta é uma grande diferença”.
FICHA TÉCNICA
GRÉCIA (21 + 23 + 25 + 18 = 87)
Dimitris Diamantidis (12 pontos), Vassilis Spanoulis (23 pts e 5 asts), Panagiotis Vassilopoulos (7), Antonio Fotsis (9) e Andreas Glyniadakis (8). Entraram depois: Kostas Tsartsaris (0 pts e 6 rebs), Nikolas Zisis (2), Theo Papaloukas (15 pts e 5 rebs), Sofoklis Schortsianitis (0), Ioannis Bouroussis (5 pts e 8 rebs), Michail Pelekanos (0) e Giorgios Printezis (6). Técnico: Panagiotis Yannakis
ALEMANHA (23 + 10 + 15 + 16 = 64)
Steffen Hamann (0), Demond Greene (11), Konrad Wysocki (7), Dirk Nowitzki (13 pts e 6 rebs) e Chris Kaman (4). Entraram depois: Sven Schultze (11), Patrick Femerling (7), Robert Garrett (0), Jan-Hendrik Jagla (4), Pascal Roller (6) e Tim Ohlbrecht (1). Técnico: Dirk Bauermann
Atual campeã do mundo de basquete, a Espanha nem precisou do brilho de Pau Gasol para convencer na estréia nos Jogos Olímpicos de Pequim. Surpreendentemente, o pivô dos Los Angeles Lakers iniciou a partida contra a Grécia, vencida por 81 a 66, no banco de reservas, mas garante não se preocupar com isso, dizendo que o basquete é um “jogo de grupo”.
Mesmo enfrentando um forte rival na abertura de sua campanha nas Olimpíadas, exatamente o mesmo que havia sido derrotado há dois anos, na final do Mundial do Japão, os espanhóis triunfaram com muita tranqüilidade. Nesse contexto, uma grande atuação de Gasol nem foi necessária: o jogador anotou 11 pontos e sete rebotes, sendo substituído entre os cinco titulares curiosamente pelo irmão, Marc Gasol.
“Nossa equipe se baseia muito na defesa, Aíto (García Reneses, o técnico) quer que mantenhamos uma alta intensidade defensiva e ofensiva e foi isso que fizemos na segunda parte”, declarou o pivô, descartando um jogo mais individual por parte de sua seleção. “Conseguimos uma boa vantagem e ganhamos de um time muito bom. É apenas uma partida de grupo”.
Questionado sobre a sensação de ter sido “barrado” pelo próprio irmão, que recentemente acertou transferência para o Memphis Grizzlies, Pau preferiu brincar. “Marc está em um momento muito bom. Cresceu muito como jogador, porém se jogamos um contra o outro eu venço”.
Atual campeã mundial, a Espanha castigou a Grécia em sua estréia nos Jogos Olímpicos de Pequim. Em confronto válido pelo Grupo B, os espanhóis venceram por 81 a 66 (35 a 29 no primeiro tempo).
Rudy Fernandez foi o cestinha com 16 pontos com José Manuel Calderon somando mais 13 e Pau Gasol, outros 11. Pela Grécia, destaque para Vasileios Spanoulis com 15 pontos e Dimitrios Diamantidis com um ponto a menos.
Mais de 11 mil pessoas compareceram à Arena Olímpica para acompanhar o jogo, que começou com bastante equilíbrio. Depois de liderarem a primeira metade do quarto inicial, os gregos assistiram à reação da Espanha, que fechou em 20 a 16 o período.
No início do segundo quarto, a Grécia melhorou o aproveitamento e conseguiu o empate em 24, mas depois não resistiu à pressão espanhola, indo para o intervalo com o prejuízo de 35 a 29. No total houve oito trocas de liderança na partida, mas o domínio espanhol foi sempre evidente.
O grupo comandado pelo técnico Aito Garcia chegou a ter 21 pontos de diferença no marcador e não deu chances de reação à Grécia a partir do terceiro período. Os gregos ainda impuseram um pouco de respeito nos minutos finais, chegando a marcar dez pontos na seqüência para diminuir a diferença entre as duas equipes para uma dezena (76 a 66), mas não conseguiram manter o ritmo para virar o jogo.
O próximo compromisso grego será contra a Alemanha, que estreou vencendo Angola com facilidade. Já a Espanha terá a China pela frente.
Classificada apenas na repescagem mundial, a seleção masculina de basquete da Alemanha teve uma estréia fácil nos Jogos Olímpicos de Pequim. Na madrugada deste domingo (no Brasil), os alemães venceram Angola por 95 a 66 (54 a 34 no primeiro tempo).
Chris Kaman marcou 24 pontos para a Alemanha e foi cestinha ao lado do angolano Eduardo Mingas também com 24. Porta-bandeira da equipe, o ala-pivô Dirk Nowitzki contribuiu com 23 pontos no marcador.
A Espanha impressionou em sua estréia no torneio masculino de basquete dos Jogos Olímpicos de Pequim-2008 e dominou a Grécia para uma vitória por 81 a 66 (35 a 29 no primeiro tempo), neste domingo. Atuais campeões mundiais, os espanhóis tomaram controle no meio do segundo quarto e mandaram no jogo por todo o segundo tempo. A equipe manteve a freguesia dos gregos, que também perderam para os rivais na final do Mundial de 2006 e na semifinal do EuroBasket do ano passado.
O primeiro período foi equilibrado como se esperava e disputado em alto nível. As duas equipes se alternaram à frente do placar e nenhuma teve mais do que três pontos de vantagem até o último segundo. No último lance do quarto, Pau Gasol chutou errado e o rebote pipocou pelas mãos dos pivôs de ambos os times, até sobrar para o reserva Berni Rodríguez, que acertou no soar da sirene para fazer 20 a 16 a favor da Espanha. O que chamou a atenção foi o péssimo aproveitamento dos gregos nos lances livres: apesar de oito oportunidades na linha de penalidade, o time só converteu uma.
O pivô reserva Ioannis Bourousis tratou de melhorar esta estatística ao acertar um par de lances livres no início do segundo quarto, e Spanoulis fez uma cesta de média distância em seguida para retomar a igualdade no placar. Os gregos, entretanto, cometiam muitos turnovers, e os espanhóis aproveitaram para encaixar sua primeira boa seqüência de pontos, oito consecutivos para abrir 34 a 26 no placar. O treinador grego, Panagiotis Yannakis, pediu tempo, mas de pouco adiantou. Seu time seguiu errando muitos arremessos e só conseguiu reduzir a seis pontos, 35 a 29, com uma jogada de três pontos de Spanoulis ao final do primeiro tempo.
Rudy Fernández em dois momentos: passando pela defesa para a bandeja, e pendurado após a enterrada
No intervalo, as estatísticas já apontavam 10 turnovers para a Grécia, contra apenas cinco dos atuais campeões mundiais. Os espanhóis tinham um aproveitamento pior nos arremessos, 14 acertos em 38 tentativas, mas buscaram oito rebotes ofensivos, quatro a mais que o rival, que apesar de conferir os três lances livres que teve no segundo período, continuava com apenas 36% de acerto no fundamento.
O ala-armador Juan Carlos Navarro, titular da equipe campeã no Japão em 2006, começou o segundo tempo em quadra e comandou a arrancada de 11 pontos consecutivos da Espanha, com cinco pontos e uma assistência para um triplo de Calderón. O armador do Toronto Raptors fez uma bandeja com falta para levar a diferença a 48 a 31 e Yannakis pediu novo tempo. A Grécia estava perdida em quadra e continuou errando arremessos e cometendo faltas. Pau Gasol ampliou para 50 a 31 com dois lances livres, antes de Vasilopoulos enfim quebrar o encanto com uma cesta de 3. Os gregos voltaram a jogar defesa mais agressiva e diminuíram para 12 pontos, mas saíram do período em desvantagem de 62 a 46.
“Não conseguimos encaixar nosso jogo no início, mas acho que no terceiro quarto melhoramos nossa intensidade defensiva e conseguimos alguns roubos. Começamos a correr e, quando corremos, é difícil nos parar”, disse o ala Rudy Fernández.
O último quarto foi mais do mesmo. A pressão em quadra toda dos gregos parecia não funcionar contra a Espanha, que por sua vez também fazia uma boa defesa e continuava forçando os adversários a muitos erros. Para piorar, a Grécia não tinha bom aproveitamento nos chutes de 3 e seguia desperdiçando muitos lances livres. Os campeões mundiais marcaram mais sete pontos seguidos para levar a margem a 21 pontos, 74 a 53, a pouco mais de 4min do fim. Seus fregueses apresentaram uma arrancada desesperada de 10 pontos consecutivos nos últimos três minutos, encostando em 76 a 66, mas com apenas 40s por jogar. Felipe Reyes fez uma cesta de média distância para encerrar a passagem, e o garoto Ricky Rubio fez uma bola de 3 para selar a vitória.
No final das contas, a Grécia decepcionou, após ter dado pinta de favorita ao título com uma performance devastadora no Pré-Olímpico Mundial de Atenas, no mês passado. Apesar de reduzir a diferença em turnovers para 15 a 14, os gregos erraram 13 de 14 lances livres, um aproveitamento de apenas 46%, enquanto os espanhóis converteram 22 de 25 chances. O time também decepcionou na briga por rebotes, fundamento em que foi superado por 38 a 31.
Spanoulis faz a bandeja para a Grécia, Pau Gasol enterra frente a Tsartsaris
A Espanha comprovou a boa forma demonstrada nos amistosos, impressionando pela profundidade de seu elenco: todos os jogadores pontuaram, com exceção do armador Raúl López. Fernández, que se juntará ao Portland Trail Blazers na próxima temporada da NBA, foi o cestinha, com 16 pontos frente ao técnico de seu novo time, Nate McMillan, que acompanhou à partida nas arquibancadas, como assistente técnico da seleção americana. Além dele, Calderón marcou 13 pontos e o pivô Pau Gasol, jogador do Los Angeles Lakers e MVP do Mundial do Japão, saiu do banco para anotar 11 pontos e sete rebotes. Seu irmão, o titular Marc Gasol, fez sete pontos, mesmo total de Navarro e Rubio - este último um garoto de 17 anos que é considerado a maior promessa do basquete internacional. “A única forma que posso descrever esta estréia é que foi empolgante. É tão fácil jogar com esta equipe, porque qualquer um que receba um passe pode marcar”, disse Rubio.
O armador Vasilis Spanoulis foi o melhor pontuador da Grécia, com 15 pontos, mas perdeu quatro bolas; Dimitris Diamantidis teve 14 pontos e o reserva Nikos Zisis acrescentou 10. O sexto homem-estrela da equipe, Theo Papaloukas, decepcionou e errou cinco de seis arremessos, terminando com apenas cinco pontos e dois turnovers. “Nós tivemos um bom começo, mas tivemos um ponto morto no jogo em que eles se distanciaram muito. Temos de aprender com esta derrota e seguir adiante”, disse Zisis.
A partida contou com algumas celebridades na platéia, como o tenista número 1 do mundo, o espanhol Rafael Nadal; o Príncipe Felipe, da Espanha; o ex-presidente do COI Juan Antonio Samaranch; e o Rei Constantine, da Grécia, com a rainha Anne-Marie.
O tenista Rafael Nadal assiste ao jogo, na segunda foto, ele comenta a partida com o Príncipe Felipe (fotos: AFP/Getty Images)
FICHA TÉCNICA
ESPANHA (20 + 15 + 27 + 19 = 81)
José Calderón (13 pontos), Rudy Fernández (16), Carlos Jímenez (6 pts e 5 rebs), Felipe Reyes (4) e Marc Gasol (7). Entraram depois: Pau Gasol (11 pts e 7 rebs), Ricky Rubio (7), Juan Carlos Navarro (7), Berni Rodríguez (3), Raúl López (0), Alex Mumbrú (5 pts e 5 rebs) e Jorge Garbajosa (2). Técnico: Aíto García-Reneses
GRÉCIA (16 + 13 + 17 + 20 = 66)
Dimitris Diamantidis (14), Vassilis Spanoulis (15), Panagiotis Vassilopoulos (9), Antonio Fotsis (7 pts e 7 rebs) e Kostas Tsartsaris (1 pts e 8 rebs). Entraram depois: Theo Papaloukas (5), Ioannis Bouroussis (3), Nikolas Zisis (10), Sofoklis Schortsianitis (2) e Michalis Pelekanos (0). Técnico: Panagiotis Yannakis
Com pelo menos cinco candidatos ao ouro e astros como Kobe, Ginóbili e Gasol, torneio promete ser um dos mais incríveis de todos os tempos
Naquela que promete ser a maior festa do basquete nos últimos tempos, o Brasil está barrado. O torneio masculino de Pequim começa na noite deste sábado com a nata da modalidade, mas a equipe brasileira, pela terceira edição consecutiva, não conseguiu a vaga. Verá pela televisão o show de craques como Kobe Bryant, LeBron James, Pau Gasol e Manu Ginóbili. Os americanos chegam com pinta de favoritos para reconquistar a medalha de ouro, mas não terão moleza ao longo do caminho.
A competição começa às 22h (de Brasília), com Rússia x Irã. Na seqüência, 0h15min, a Alemanha de Dirk Nowitzki, algoz do Brasil no Pré-Olímpico, encara Angola. Às 3h30min, um clássico: Espanha e Grécia reeditam a decisão do último Campeonato Mundial, vencido pelos espanhóis em 2006. A Argentina, atual campeã olímpica, pega a Lituânia às 5h45min. A rodada ainda tem Austrália x Croácia, às 9h, e o confronto entre os astros americanos e os chineses, donos da casa, às 11h15min.
Craques para todos os gostos
Após os fracassos nos dois últimos Mundiais e nos Jogos de Atenas, os Estados Unidos parecem prontos para recuperar a hegemonia mundial. As adições de Kobe Bryant e Jason Kidd deram ao time a experiência e a força defensiva necessárias para voltar ao topo do basquete. Além da dupla, a equipe do técnico Mike Krzyzewski conta com craques do calibre de LeBron James, Dwyane Wade, Carmelo Anthony e Dwight Howard.
A Espanha de Gasol e a Argentina também são candidatas ao ouro nos Jogos de Pequim. A maior ameaça para os americanos parece ser a Espanha, campeã mundial em 2006. O time está completo em Pequim, com os irmãos Gasol, os eficientes Garbajosa, Calderon e Navarro, sem falar no jovem fenômeno Ricky Rubio, de apenas 17 anos.
A Argentina também não pode ser menosprezada. Com Manu Ginóbili recuperado de uma lesão no tornozelo, os hermanos também têm o time completo. O craque do San Antonio Spurs conta com a ajuda de Luis Scola, algoz do Brasil no Pré-Olímpico das Américas, em 2007, além de Andrés Nocioni, Pablo Prigioni e Fabrício Oberto.
A Grécia, que bateu os Estados Unidos na semifinal do Mundial, deu show no Pré-Olímpico, jogando em casa. As atuações coletivas que beiram a perfeição deixam a equipe como uma das candidatas a medalha. O mesmo vale para a Rússia do craque Andrei Kirilenko, campeã européia em 2007.
No torneio masculino, correm por fora Alemanha, Lituânia, Croácia, Austrália e a China de Yao Ming. Irã e Angola devem apenas fazer figuração.
O ala-armador LeBron James, cestinha da última temporada da NBA pelo Cleveland Cavaliers, admitiu hoje a possibilidade de continuar a carreira fora dos Estados Unidos em 2010, após o fim do seu atual contrato.
“Se seu objetivo é continuar crescendo, você não pensa em outra liga diferente da NBA. Mas as coisas estão mudando com rapidez e nunca se sabe o que pode acontecer”, comentou James às vésperas do início do torneio dos Jogos de Pequim.
Quatro vezes eleito para participar do Jogo das Estrelas da NBA, o atual companheiro de equipe do brasileiro Anderson Varejão tem proposta, segundo a revista norte-americana Sports Illustrated, do Olympiacos, da Grécia.
O time grego já conta com um atleta da NBA em seu elenco. Contratado recentemente, o ala-armador Josh Childress, do Atlanta Hawks, deixou as quadras da NBA, após quatro temporadas, e assinou com o Olympiakos, até 2011, por 20 milhões de euros (cerca de US$ 31,57 milhões).
O jogador se tornou o sétimo a deixar a NBA para jogar na Europa, se juntando a Primoz Brezec (Detroit Pistons), Juan Carlos Navarro (Memphis Grizzlies), Bostjan Nachbar (New Jersey Nets), Pops Mensah-Bonsu (Dallas Mavericks), Jorge Garbajosa e Carlos Delfino (ambos do Toronto Raptors).
Olimpíada no Terra: ao vivo e exclusivo
O Terra transmite ao vivo e com exclusividade a competição em 13 canais simultâneos de vídeo. Além disso, os usuários têm a possibilidade de assistir novamente a todo o conteúdo a qualquer momento. Todo o acesso é gratuito. Na área Fanzone, o usuário pode ser o comentarista, gravar vídeos com sua câmera e compartilhá-los com a audiência do Terra. Envie vídeos, fotos e textos para os atletas e as equipes.
A Grécia foi uma das três seleções que tiveram de passar pelo Pré-Olímpico Mundial para conseguir sua vaga para os Jogos Olímpicos de Pequim. Entretanto, na competição que eles sediaram, mostraram para o mundo o quão longe podem chegar nesta Olimpíada na China. A equipe conta com um dos melhores técnicos do planeta, o genial Panagiotis Yannakis, que faz uma rotação magnífica para dar minutos e produções parecidas aos 12 atletas do elenco. Além disso, o sistema defensivo exercido pela Grécia é um dos melhores do mundo, senão o melhor atualmente.
Com toda essa coletividade fica difícil apontar um destaque, aquele jogador que pode desequilibrar nas Olimpíadas, visto que todos os atletas gregos podem ter um dia inspirado e desequilibrar um jogo. Entretanto, como em todos os casos, a Grécia também tem aqueles jogadores que aparecem mais que outros regularmente. O ponto forte do esquema grego é o perímetro, isso porque o time conta com os armadores Theo Papaloukas, reconhecido como um dos melhores da Europa na posição, e Dimitris Diamantidis, destaque no Pré-Olímpico e no Mundial de 2006, quando foi fundamental para a conquista da medalha de prata por parte dos gregos. Papaloukas pode ser chamado de “cérebro” do time, ele comanda o jogo em ambas as partes da quadra e é o jogador mais experiente do grupo. O interessante para se ressaltar é que Papaloukas é reserva. Já Diamantidis é o termômetro da equipe, o melhor defensor do grupo e exímio chutador de três pontos.
Papaloukas faz a bandeja na vitória grega sobre os EUA no Mundial-2006
Porém, o time de Panagiotis Yannakis ainda conta com outros atletas de muita qualidade e que podem desequilibrar uma partida. O ala-armador Vassilis Spanoulis é o cestinha do time, melhor chutador e jogador que consegue mais lances livres devido à sua agressividade e sua habilidade em bater para dentro da cesta. O ala-pivô Antonis Fotsis é uma “cópia” helênica de Dirk Nowitzki. Trabalha bem no garrafão, tem um chute de média distância preciso e um excelente arremesso de três pontos. Isso tudo sem contar o pivô Sofoklis Schortsianitis, conhecido também como “Baby Shaq”, um jogador muito forte e que domina o garrafão usando o artifício das trombadas.
O problema para os gregos é o grupo que eles caíram nas Olimpíadas. O time azul enfrentará Estados Unidos, Alemanha e Espanha na primeira fase, todos favoritos para ganharem medalhas em Pequim. Tudo dependerá do desempenho grego na primeira fase, se o time conseguir uma boa colocação no seu grupo foge de Argentina e Lituânia nas quartas-de-final. Apesar do caminho difícil, as chances da Grécia conquistar uma medalha são boas.
Participações em Olimpíadas: 1952, 1996, 2004 e 2008 Participações em Mundiais: 1986, 1990, 1994, 1998 e 2006 Ranking da FIBA: 6º colocado Últimas Olimpíadas (Atenas-2004): 5º lugar Campeonato Mundial (Japão-2006): Vice-campeã EuroBasket (Espanha-2007): 4º lugar
Técnico: Panagiotis Yannakis
Yannakis foi uma lenda no basquetebol grego como jogador e, coincidentemente, se aposentou na seleção de seu país no mesmo jogo em que Oscar deu adeus à Seleção Brasileira nos Jogos de Atlanta-1996. Ele virou técnico da equipe pouco depois e levou a Grécia às semifinais do Mundial de 98. Yannakis deixou o comando e voltou em 2004, quando levou a equipe, anfitriã dos Jogos, às quartas-de-final. Desde então, os gregos ocupam espaço na elite do basquete, com o título europeu de 2005 e o vice-campeonato mundial de 2006 que incluiu uma vitória sobre os EUA na semifinal. Em 2007, o time foi surpreendido pela Lituânia e perdeu a medalha de bronze no EuroBasket, mas neste ano provou que merece estar em Pequim ao atropelar o resto dos competidores no Pré-Olímpico, inclusive a Seleção Brasileira de Moncho Monsalve.
Nas duas primeiras Olimpíadas com torneios de basquete, a Grécia não obteve classificação, o time europeu só estreou na competição nos Jogos de Helsinque, Finlândia, em 1952. Porém, a estréia da seleção grega em Olimpíadas não foi boa, os helênicos perderam dois jogos (duas vezes para Hungria) e venceram apenas uma vez (Israel), sendo eliminados ainda na fase preliminar da competição.
Depois da participação nos Jogos de Helsinque, longos 44 anos se passaram sem ver a Grécia na disputa masculina de basquete nos Jogos Olímpicos. O retorno só aconteceu em 1996, na Olimpíada de Atlanta, nos Estados Unidos. Curiosamente, o técnico do time atual, Panagiotis Yannakis, encerrou sua brilhante carreira de jogador neste torneio. O time grego não decepcionou e fez um bom campeonato, finalizando em quinto lugar após vencer cinco dos oito jogos que disputou e deixando o Brasil na sexta colocação no torneio.
Após a ausência em Sydney-2000, a Grécia retornou com grande expectativa em 2004, quando sediou os Jogos Olímpicos. O time helênico fez uma boa campanha na primeira fase, conseguindo três vitórias em cinco jogos. Entretanto, a equipe européia esbarrou nas quartas-de-final diante da Argentina, que se consagraria campeã olímpica dias depois. Na disputa pelo quinto lugar a Grécia venceu Porto Rico e repetiu o desempenho de Atlanta.
Tabela Olímpica (Horários de Brasília)
10 de agosto - Espanha x Grécia (3h30min)
12 de agosto – Grécia x Alemanha (3h30min)
14 de agosto – Estados Unidos x Grécia (9h)
16 de agosto – Grécia x Angola (22h)
18 de agosto - Grécia x China (3h30min)
Caminho para chegar a Pequim
119 x 62 vs. Líbano (Pré-Olímpico Mundial)
89 x 69 vs. Brasil (Pré-Olímpico Mundial)
75 x 48 vs. Nova Zelândia (Pré-Olímpico Mundial)
88 x 63 vs. Porto Rico (Pré-Olímpico Mundial)
A seleção chinesa vai para as Olimpíadas com certa desconfiança. O pivô do Houston Rockets Yao Ming, ídolo local e líder do time, já deixou claro nas entrevistas que o objetivo dos anfitriões é conseguir a classificação às quartas-de-final. Se vermos bem o grupo chinês as palavras de Yao são sábias. A equipe caiu no “grupo da morte” dos Jogos Olímpicos e terá que enfrentar as favoritas ao título logo na primeira fase.
O cartão de visita para os chineses já é assustador. No dia 10 (domingo), o time encara os Estados Unidos, favoritos à medalha de ouro, e logo após, no dia 12, é a vez de enfrentar a Espanha, atual campeã mundial e, para muitos, a única seleção capaz de tirar o ouro dos ianques.
Entretanto, o time do técnico lituano Jonas Kazlauskas não poderá ser criticado por falta de preparação e empenho. Parte do selecionado chinês já está treinando desde junho e os melhores jogadores do país, Yao Ming e Yi Jianlian, se juntaram ao time no início de julho para uma série de amistosos. Os resultados foram razoáveis, boas vitórias contra Rússia e Sérvia, e tropeços diante de Angola e Austrália.
Altura de Yao Ming (2,26m) intimida os adversários
O trunfo do time asiático, logicamente, é o garrafão. A dupla titular é formada por jogadores que atuam na NBA. O ala-pivô é o jovem Yi Jianlian, que jogou sua temporada de estréia na liga pelo Milwaukee Bucks e recentemente foi trocado para o New Jersey Nets. Já o pivô é a estrela Yao Ming, que defende o Houston Rockets e já se consolidou como um dos melhores jogadores de garrafão da liga americana. Além deles, o terceiro melhor jogador do elenco é o ala-pivô Wang Zhizi, que já teve passagens pela NBA e atualmente é estrela no basquetebol chinês.
A bola de longa distância também é uma aposta dos torcedores e especialistas chineses, afinal esta sempre foi a especialidade do basquetebol asiático. Porém, com a chegada do lituano Kazlauskas a enxurrada de arremessos de três cessou, dando lugar a um jogo mais cadenciado e centrado nos pivôs. O que se pode afirmar é que uma vaga para as quartas-de-final já será comemorada como um ouro pela China.
Yi Jianlian é outro trunfo da NBA no garrafão chinês
Participações em Olimpíadas: 1936, 1948, 1984, 1988, 1992, 1996, 2000, 2004 e 2008 Participações em Mundiais: 1978, 1982, 1986, 1990, 1994, 2002 e 2006 Ranking da FIBA: 11ª colocada Últimas Olimpíadas (Atenas-2004): 8º lugar Campeonato Mundial (Japão-2006): 15º lugar Campeonato Asiático 2007: Eliminada na primeira fase (como já estava classificada aos Jogos de Pequim como país-sede, usou um time B).
Os convocados:
Yao Ming – Pivô - Houston Rockets (EUA)
Wang Zhizhi – Ala-pivô - Bayi Rockets (CHN)
Yi Jianlian – Ala-pivô - New Jersey Nets (EUA)
Du Feng – Ala - Guangdong Southern Tigers (CHN)
Zhu Fangyu – Ala - Guangdong Southern Tigers (CHN)
Wang Lei – Ala - Bayi Rockets (CHN)
Wang Shipeng – Ala-armador - Guangdong Southern Tigers (CHN)
Sun Yue – Ala-armador - Beijing Olympians (CHN)
Li Nan – Ala-armador - Bayi Rockets (CHN)
Zhang Qingpeng - Armador - Liaoning Hunters (CHN)
Liu Wei – Armador - Shanghai Sharks (CHN)
Chen Jianghua – Armador - Guangdong Southern Tigers (CHN)
História Olímpica da China no basquete masculino
A primeira participação da China nas Olimpíadas foi junto com a estréia da modalidade nos Jogos. As primeiras quicadas de bola foram em 1936, em Berlim, na Alemanha. O esquadrão chinês não fez um bom campeonato, perdendo três dos quatro jogos que disputou. A participação seguinte só veio doze anos depois, em Londres. Porém, o “jejum” chinês foi graças ao adiamento das Olimpíadas de 1940 e 1944 devido à Segunda Guerra Mundial. Nas quadras londrinas a China teve uma boa participação, vencendo três dos cinco jogos que disputou na primeira fase, mas mesmo assim os asiáticos não se classificaram. Como 24 países participaram da disputa a China, já eliminada, definiu sua posição ao vencer Suíça e Inglaterra. Na disputa pelo 17º lugar, a equipe asiática perdeu e ficou com 18ª colocação no torneio.
A partir daí o basquetebol na China passou por uma época de “vacas magras” e não se classificou nas oito Olimpíadas seguintes. O país só retornou em Los Angeles-84 e até que não fez feio. O time chinês venceu a França na primeira fase e perdeu seus outros quatro compromissos. A China terminou em 10º lugar ao vencer o Egito e perder para o Brasil. Nos Jogos de Seul, em 1988, o desempenho da China caiu um pouco. A seleção asiática foi eliminada na primeira fase e perdeu para a anfitriã Coréia do Sul na repescagem. No duelo que valia o 11º lugar, a China derrotou o Egito e evitou o vexame de terminar os Jogos em último. Entretanto, o país conseguiu atingir o fundo do poço quatro anos após, em Barcelona, quando não venceu nenhum jogo e terminou na lanterna.
Foi nos Jogos de Atlanta-96 que a equipe chinesa começou a evoluir no basquetebol. Pela primeira vez em sua história o país conseguiu avançar à segunda fase. Os asiáticos venceram Angola e Argentina ficando com o quarto lugar da chave. Nas quartas-de-final a China tomou uma surra da Iugoslávia (128 a 61) e depois perdeu para Grécia e Croácia. Mesmo assim, o país conseguiu sua melhor colocação nos Jogos, o oitavo lugar. Em 2000, na Olimpíada de Sydney, a China voltou a surpreender, vencendo dois jogos na primeira fase, mas isso não foi suficiente para o time passar para a segunda fase. Na disputa pelo 9º lugar, a seleção vermelha da Ásia perdeu para a Espanha. Em Atenas-2004, a China repetiu a campanha de Atlanta. Na primeira fase o time venceu dois de seus cinco duelos, mas perdeu nas quartas-de-final para a Lituânia e logo depois sucumbiu diante da Espanha para ficar com o oitavo posto ao final dos Jogos.
Amistosos preparatórios para Pequim
96 x 72 vs. Sérvia
70 x 72 vs. Angola
72 x 50 vs. Rússia
83 x 74 vs. Angola
55 x 67 vs. Austrália
75 x 46 vs. Irã
10 de agosto – Estados Unidos x China (11h15min)
12 de agosto – China x Espanha (5h45min)
14 de agosto – Angola x China (3h30min)
16 de agosto – China x Alemanha (9h)
18 de agosto - Grécia x China (3h30min)
Horários de Brasília