December 18, 2008
Lançada no último dia 15, em São Paulo, a Liga Nacional de Basquete (LNB) talvez seja o último suspiro para que a modalidade se reestruture no Brasil. Começa da maneira certa, sem ser um motim desenfreado para a fundação de um torneio legalmente pirata – como foi a Nossa Liga. O “racha” com a Confederação Brasileira agora é oficial, deixando os clubes gerirem o torneio e o que o cercará, e dando ainda mais espaço para que a entidade faça o mínimo que deveria: cuidar da Seleção.
Os pontos são mais favoráveis do que outras tentativas, é verdade. Kouros Monadjemi, o presidente da LNB, é uma pessoa de bons antecedentes no esporte e fez gestão elogiada no Minas Tênis Clube. Mas tudo precisa ser visto com ressalvas para que os erros passados não se repitam. Nunca é ruim ser precavido, especialmente para o bem do basquete.
É sabido que outras tentativas de se fundar uma liga independente foram bem agressivas. Mas me parece muita coincidência que Gerasime Bozikis, o Grego, presidente da CBB, ceda o torneio aos clubes no último ano de seu mandato e às vésperas de tentar mais uma reeleição.
Os concorrentes que Grego pode enfrentar no pleito de maio de 2009 são mais fortes do que em eleições anteriores, como Toni Chakmati, presidente da Federação Paulista, e Carlos Nunes, da Federação Gaúcha,
forte pólo do basquete, além do ex-jogador Marquinhos. E a seqüência de fiascos recentes da Seleção – feminino eliminado na primeira fase da Olimpíada de Pequim e masculino ausente das últimas três edições dos Jogos, por exemplo – engrossaram o coro contra o dirigente.
Com o Nacional nas mãos da CBB, Grego monopolizava os direitos de TV e parte das placas de publicidade dos ginásios, além de não ajudar os times com os custos de viagem. Em entrevistas, ele sempre rechaçou a
idéia de os clubes gerirem o torneio sob a chancela da entidade. Em pouco tempo, a postura mudou. Não creio que tenha sido apenas uma conscientização repentina.
Por essas e outras que Kouros Monadjemi e todos os envolvidos na LNB devem ficar de olho para que a nova empreitada tenha sucesso. Não achem que Grego resolveu apenas dar um presente de Natal ao basquete
brasileiro e deixem a modalidade respirar novos ares. Os presidentes e outros cartolas de federações estaduais também devem fugir de assédios pré-eleitorais. O renascimento do basquete brasileiro depende muito mais de não cair em velhos golpes do que acreditar na bondade alheia.
PICK AND ROLL
– Não foi uma repatriação pomposa com as que ocorrem no vôlei, mas o retorno do pivô Baby ao basquete brasileiro, com a camisa do Flamengo, é uma boa notícia em tempos de mudança. Ele será um dos astros da LNB e ajudará a elevar o nível do torneio.
– Sensacional a enterrada que Nenê deu literalmente na cara do enganador Yao Ming no embate entre Denver e Houston. É uma pequena amostra de como o ala-pivô brasileiro está em grande fase. Para quem não viu, acesse o link:
http://www.nba.com/video/games/rockets/2008/12/16/nba_den_hou_0020800363_recap.nba/index.html?player=game&q=0020800363
– O Toronto Raptors faz campanha aquém do que pode render, mas o espanhol Jose Calderon está em alta na NBA. O ala ainda não errou um lance livre nesta temporada – 59 convertidos – e somados com os dos
últimos jogos do campeonato passado a quantia chega a 64, até quarta-feira, dia 17. Sua seqüência já é a terceira maior entre os jogadores em atividade da NBA – o líder é Steve Nash, com 74. O último tiro errado de Calderon da linha de 4,60m foi em abril.
December 16, 2008
O lançamento oficial da Liga Nacional de Basquete (LNB), realizado nesta segunda-feira, contou com várias presenças ilustres. Ex-jogadores, atletas que ainda atuam, técnicos e ídolos de outros esportes, como Daiane do Santos (ginástica olímpica) e Tiago Camilo (judô), foram prestigiar a festa. Os políticos, logicamente, também estavam lá. Marcaram presença o atual presidente da CBB (Confederação Brasileira de Basketball), Gerasime Bozikis, o Grego, e os candidatos da oposição, Toni Chakmati (presidente da Federação Paulista) e Carlinhos Nunes (presidente da Federação Gaúcha).
Nunes, inclusive, conversou com o BasketBrasil e falou um pouco sobre seus projetos e deu uma idéia do que poderá fazer caso seja eleito no pleito de 2009. Simpático, Carlinhos Nunes declarou estar de acordo com o principal objetivo da LNB e NBB (Novo Basquete Brasil): “Meu principal objetivo, caso seja eleito presidente da Confederação, é recolocar o basquete no seu devido lugar, que é o de segundo esporte mais popular do Brasil”.
Sobre a criação da Liga Nacional, Nunes apóia totalmente a iniciativa: “O basquete brasileiro precisa de algo novo, de mudança e é isso que a Liga Nacional irá trazer. Esse era o meu e o desejo de muitos há algum tempo, estávamos esperando por esse dia desde quando o Oscar tomou a iniciativa. A Liga será a exposição máxima do nosso basquete, ela que irá trazer a mídia e patrocinadores. As pessoas que estão à frente do projeto são muito sérias, como o presidente Kouros, e eu tenho certeza que a Liga será um sucesso total”, enfatizou.
O presidente da Federação Gaúcha revelou que o basquete feminino será uma de suas prioridades: “O basquete feminino precisa de um apoio imediato. Eu sonho com um projeto semelhante a esse para as meninas, elas merecem, afinal são elas que têm trazido os principais resultados para o Brasil nos últimos anos. Um dos meus projetos é apoiar o basquete feminino, incentivar os clubes já existentes para fazer com que novos clubes também se motivem a criar equipes, tanto nas categorias adultas como nas de base”.
Carlinhos também comentou sobre as regiões Norte e Nordeste, para ele é preciso haver um intercâmbio maior entre o Sul e o Norte do país: “Eu acompanho o basquetebol no Norte e no Nordeste. Lá nós temos uma riqueza de talentos, há um basquetebol com potencial lá, mas é necessário o apoio financeiro, que eles ainda não têm. Nós também necessitamos de um intercâmbio maior entre os times do sul e as equipes do norte, também pretendo tratar este assunto com muito carinho”, disse o candidato à presidência da CBB.
“Eu tenho um projeto de profissionalização do basquete, pretendo fazer uma administração transparente e voltada para as federações. Acho que é necessário mudar um pouco o perfil que as últimas gestões, não só esta última, vêm instalando no basquetebol brasileiro, é isso que pretendo fazer caso seja eleito presidente da Confederação”, concluiu Nunes.
December 15, 2008
São Paulo (SP) - Presidente da Confederação Brasileira de Basquete (CBB) desde 1997, Gerasime Bozikis, o Grego, em 2008 não terá pela primeira vez em suas mãos a organização do campeonato brasileiro masculino da modalidade. No entanto, o mandatário não lamenta a reviravolta em sua administração, confirmando a permanência do técnico Moncho Monsalve no comando da seleção masculina e vislumbrando o retorno dela às Olimpíadas depois de 16 anos.
Rebatizado de Liga Nacional (LNB) nesta segunda-feira, o torneio de basquete brasileiro passará a ser gerido pelos clubes, sendo que a CBB ficará responsável somente pelas seleções canarinhas. A inovação foi a forma encontrada pelas partes para tentar reerguer o esporte no país - a última competição nacional não teve a participação de equipes do estado de São Paulo que, brigadas com a entidade, preferiram focar suas forças no Campeonato Estadual.
Aparentemente, a queda de braço teve fim nesta segunda, quando ficou definido que, enquanto as equipes organizarão um campeonato independente, a confederação cuidará das seleções. Para Grego, que confirmou a continuidade de Moncho, a prioridade é classificar novamente a equipe masculina aos Jogos Olímpicos, evento para o qual ela não vai desde 1996, em Atlanta.
“Ele (Moncho) continuará. Ele vem para o Brasil fazer um trabalho inicial em 2009, depois voltará no meio do ano para treinar para a Copa América”, disse o mandatário, feliz com a paz selada com os clubes, em entrevista ao Sportv. “Hoje é uma transferência no momento adequado, para as pessoas certas, da forma mais correta possivel. Estou muito feliz com essa união, e sei que a liga dará uma força ainda maior para os jogadores que estão no Brasil”.
Nesse contexto, Grego vislumbrou também que o próximo ciclo olímpico será muito bom para o basquete nacional. “Os jogadores já estão sendo contactados pelo departamento técnico e haverá um movimento muito grande. Vamos montar uma equipe para ganhar a Copa América e classificar ao Mundial. Depois, na Turquia (sede da competição internacional) brigaremos por grandes posições, para que o Brasil seja novamente uma das potências. Enfim, teremos condições de buscar a tão desejada vaga para as Olimpíadas”.
(Gazetapress)
São Paulo — Com o apoio da Confederação Brasileira de Basquete (CBB), a Liga Nacional de Basquete (LNB) apresentou, em São Paulo, nesta segunda-feira, o Novo Basquete Brasil (NBB), o campeonato brasileiro masculino de basquete, que começa no dia 23 de janeiro de 2009, com a participação de 15 equipes de seis estados e o Distrito Federal. A cerimônia de apresentação do NBB foi realizada no ginásio do clube Pinheiros, em São Paulo, teve apresentação do grupo de basquete de rua da Cufa (Central Única das Favelas) e de enterradas dos jogadores dos 15 times que disputarão o campeonato. A solenidade contou com a presença do ministro do Esporte, Orlando Silva, do secretário-geral da FIBA Américas, Alberto Garcia, dos presidentes da CBB, Gerasime Grego Bozikis, e da LNB, Kouros Monadjemi, de dirigentes, técnicos e jogadores dos clubes.
“Foi um dia mágico para o basquete brasileiro, que conseguiu juntar os clubes para fazer um campeonato com a chancela da CBB, de acordo com as normas da FIBA. A transferência está sendo feita no momento adequado, para as pessoas certas, da forma mais correta possível. O objetivo de todos é unir o basquete. Era o desejo dos clubes, dos dirigentes, dos jogadores e da mídia. Estou muito feliz com essa união e sei que a Liga dará uma força ainda maior para os jogadores que estão no Brasil”, declarou o presidente da CBB, Gerasime Grego Bozikis.
“Queremos reconduzir o basquete à condição de segundo esporte mais popular do Brasil, contribuir para a formação de novos atletas e a profissionalização dos clubes. A Liga reúne 19 equipes de oito estados com tradição no basquete e fará um campeonato com 15 times e com a parceria da Rede Globo”, afirmou o empresário Kouros Monadjemi, de 63 anos, que comanda a LNB.
O NBB terá a presença das seguintes equipes: CETAF/Garoto/UVV/PMVV (ES), Ciser/Araldite/Univille/Joinville (SC), Conti/AMEA/Assis (SP), Flamengo/Petrobras (RJ), GRSA/Bauru (SP), Lupo/Araraquara (SP), Paulistano/Amil (SP), Pinheiros (SP), Pitágoras/Minas Tênis (MG), Saldanha da Gama (ES), São José/Unimed/Vinac (SP), Univates/Bira (RS), Universo/BRB (DF), Vivo/Franca (SP) e Winner/Limeira (SP).
(CBB)
Foi apresentada oficialmente na manhã desta segunda-feira no Clube Pinheiros, em São Paulo, a Liga Nacional de Basquete (LNB). A Liga chega com o objetivo de “salvar” a modalidade no país e com promessas de recolocar o basquete como o segundo esporte preferido dos brasileiros. Em uma cerimônia cheia de ícones do passado e do presente da modalidade, Gerazime Bozikis, presidente da CBB, e Kouros Monadjemi, presidente da LNB, fizeram discursos carregados de otimismo e emoção.
“É um dia histórico para o basquetebol brasileiro”, declarou Grego. “Estamos formalizando a unificação dos clubes e dos estados, assim com manda a FIBA (Federação Internacional de Basquete). É um movimento inovador para o basquete brasileiro e os maiores beneficiados serão os amantes do basquetebol”, completou o dirigente, que é candidato à reeleição na presidência da CBB (Confederação Brasileira de Basketball).
Kouros, nomeado presidente da nova liga, também fez um discurso otimista: “Não quero ser repetitivo, mas esse dia entrará para a história do basquetebol brasileiro, o que estamos presenciando aqui é uma mudança total na modalidade. O objetivo da LNB e do NBB (Novo Basquete Brasil) é unificar, fortalecer e conduzir o basquete ao posto de segundo esporte mais popular do País, atrás apenas do futebol”, declarou o empresário de 63 anos.
“A LNB resulta da conscientização dos clubes sobre a importância da profissionalização do esporte”, completa o 1º presidente da Liga Nacional de Basquete.
O evento desta segunda também contou com a presença do Ministro do Esporte, Orlando Silva. Assim como Grego e Kouros, Orlando também mostra otimismo e acredita que a fase no basquetebol brasileiro irá mudar: “A Liga irá proporcionar uma profissionalização do basquete no Brasil, algo que queremos há muito tempo. A chancela da CBB também mostra a união para que isso aconteça. Estamos em um momento privilegiado , temos que estimular o basquete e esquecer estes últimos anos”, declarou o ministro.
A chancela da CBB, à qual se referiu o ministro Orlando Silva, está ligada a uma mudança de comando. A LNB será totalmente gerida pelos clubes, à CBB caberá “apenas” auxiliar no registro das equipes e atletas, gestão e escala de arbitragens dos jogos e julgamentos do Tribunal de Justiça Desportiva. Isso possibilitará à CBB se focar apenas na seleções, tanto as adultas quanto as de base, como acontece no mundo inteiro.
Além do apoio da CBB, que transformará o Novo Basquete Brasil no único campeonato nacional de clubes de 2009, a LNB contará com o importante apoio da TV aberta, algo que não ocorre há muitos anos. A Rede Globo entrou com uma parceria e fortalecerá o torneio. O acordo firmado entre LNB e as Organizações Globo garantirá a transmissão das partidas da fase final do campeonato na TV aberta. Além disso, o canal a cabo SPORTV, ligado às Organizações Globo, irá fazer uma cobertura completa do torneio, transmitindo mais de 40 partidas.
O campeonato, que reunirá as 15 equipes mais fortes e tradicionais do basquetebol brasileiro, terá quatro fases. Classificação: todos jogarão entre si, em turno e returno. Playoffs: os oito melhores se classificam para as quartas-de-final, fase na qual se enfrentarão numa série melhor-de-cinco: o 1º pega o 8º, o 2º enfrenta o 7º, o 3º encara o 6º e o 4º duela contra o 5º. Os classificados disputam a fase semifinal e os vencedores, consequentemente, a grande final, que também poderá ter cinco jogos.
Além da competição organizada com apoio da maior emissora de TV do país e com a chancela da CBB, a LNB também visa copiar métodos que fazem sucesso pelo mundo, como o entretenimento com o público. Kouros Monadjemi diz que uma nova fórmula para trazer o público de volta aos jogos está sendo discutida:
“Queremos fazer uma mistura de esporte e entretenimento para atrair o público. O torcedor vai para assistir ao jogo, mas também quer um pouco de diversão. A realização de eventos que garantam maior visibilidade à competição é fator fundamental”, finalizou.
A 1ª edição da Liga Nacional terá início no dia 23 de janeiro de 2009. Confira os times que participarão do campeonato e seus respectivos estados: CETAF/Garoto/UVV/PMVV (ES), Ciser/Aradite/Univille/Joinville (SC), Conti/AMEA/Assis (SP), Flamengo/Petrobras (RJ), GRSA/Bauru (SP), Lupo/Araraquara (SP), Paulistano/Amil (SP), EC Pinheiros (SP), Pitágoras/Minas Tênis (MG), Saldanha da Gama (ES), São José/Unimed/Vinac (SP), Univates/Bira (RS), Universo/BRB (DF), Vivo/Franca (SP), Winner/Limeira (SP).
November 24, 2008
Antonio Chakmati, atual presidente da Federação Paulista de Basketball (FPB) e da comissão de elegibilidade da Fiba-Américas, anunciou oficialmente nesta segunda-feira que é candidato de oposição nas próximas eleições à presidência da Confederação Brasileira de Basketball (CBB), a serem realizadas em maio de 2009.
Segundo o comunicado divulgado pela assessoria de imprensa da FPB:
“A decisão de submeter sua candidatura aos presidentes das federações estaduais decorre da atual situação do basquetebol brasileiro, desacreditado interna e externamente. Inclusive, com seus recursos diminuídos pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB) por absoluta inoperância. Toni é visceralmente contra o continuísmo e defende, como compromisso expresso, promover a alternância de poder com apenas uma reeleição. Ele entende que pode contribuir com sua experiência, de executivo e administrador, para implantar uma gestão totalmente profissionalizada e de resultados; restabelecer a competitividade das seleções em todas as categorias; respeitar e envolver as federações na aprovação de projetos e programas; eliminar o modelo ilógico e irracional do calendário, sistematicamente, descumprido; reformular os campeonatos de base; promover uma ampla reforma no primeiro ano de mandato; apoiar a formação das ligas profissionais de clubes; além de muitas outras propostas. Antonio Chakmati tem uma larga folha de serviços prestados ao basquetebol brasileiro, desde 1976, como diretor do CA Monte Líbano e da Federação Paulista de Basketball. Foi, também, vice-presidente de Relações Exteriores da CBB, cargo que deixou por não concordar com a falta de profissionalismo e com o marasmo da atual gestão.”
Com 32 anos de serviços prestados ao basquetebol paulista, Chakmati deixou a atual diretoria da CBB por divergências com a gestão de Gerasime Grego Bozikis.
A Confederação Brasileira de Basketball (CBB), com o apoio da Federação Paraguaia de Basquetebol, realizará na cidade de Assunção, no Paraguai, as Clínicas Internacionais Eletrobrás de Arbitragem e Técnica e de Preparação Física. Os dois eventos acontecem na Universidad Americana. A 1ª Clínica Internacional de Arbitragem Eletrobrás, ministrada pelo coordenador de arbitragem da CBB e instrutor FIBA Geraldo Fontana, começa nesta segunda e vai até quarta-feira. Entre os pontos abordados estão a moderna filosofia de arbitragem da FIBA, a mecânica de arbitragem para três pessoas, interpretações da Comissão Técnica da FIBA 2006, entre outros. Coincidência ou não, o presidente da CBB, Gerasime “Grego” Bozikis, foi eleito por “aclamação” na semana passada em Assunção para a presidência da Associação de Basquete Sul-Americana (Abasu), entidade não oficial criada para substituir a Consubasquet no comando da modalidade na América do Sul. Tomara que os escassos recursos disponíveis para sustentar o desenvolvimento do basquete brasileiro nesse momento de crise geral da modalidade não estejam sendo usados com motivações políticas no Paraguai, um país de basquete subdesenvolvido ao extremo. A caixa de comentários e o e-mail da redação estão abertos se alguém da CBB quiser dar explicações.
“O objetivo da Clínica é a padronização para os árbitros e iniciantes na arbitragem que fazem parte do quadro da Federação Paraguaia. Vamos enfocar a metodologia de trabalho da FIBA Américas, com os conceitos para os postulantes a árbitro internacional, e como fazemos no Brasil, utilizando como exemplo os 23 Acampamentos realizados. Também teremos uma parte da Clínica destinada aos árbitros internacionais onde abordaremos os conceitos utilizados pela FIBA em suas competições internacionais”, explicou Fontana.
Já a 1ª Clínica Internacional Eletrobrás Técnica e de Preparação Física vai de quinta (dia 27) até sábado (30) e será ministrada pelo supervisor das seleções brasileiras de base, Antonio Carlos Barbosa, e pelo preparador físico da seleção brasileira adulta masculina, Diego Jeleilate. O evento começa com a palestra “Planejamento anual de treinamentos”. Os objetivos do curso são capacitar e reciclar os profissionais, debater conceitos e trocar conhecimentos. Podem participar técnicos, alunos e professores de Educação Física.
1ª CLÍNICA INTERNACIONAL DE ARBITRAGEM ELETROBRÁS
Data: 24 a 26 de novembro de 2008
Local: Universidad Americana – Assunção/Paraguai
Ministrante: Geraldo Miguel Fontana
PROGRAMAÇÃO
Segunda-feira (dia 24 de novembro)
18h15min/19h15min – Filosofia de arbitragem moderna
19h30min/21h – Regras e regulamento FIBA 2008
Terça-feira (dia 25 de novembro)
18h/19h15min – Mecânica de arbitragem para três pessoas
19h45min/21h – Aula Prática – Jogo
Quarta-feira (dia 26 de novembro)
18h/19h15min – Análise de situações de jogo
19h35min/21h – Comunicação e controle de jogo
1ª CLÍNICA INTERNACIONAL TÉCNICA E DE PREPARAÇÃO FÍSICA ELETROBRÁS
Data: 27 a 30 de novembro de 2008
Local: Universidad Americana – Assunção Paraguai
Ministrantes: Antonio Carlos Barbosa e Diego Jeleilate
PROGRAMAÇÃO
Quinta-feira (dia 27 de novembro)
18h/21h – Palestra de Abertura: “Planejamento anual de treinamentos”
Sexta-feira (dia 28 de novembro)
18h/21h - Desenvolvimento das capacidades físicas: Força – velocidade – resistência
Sábado (dia 29 de novembro)
9h/12h – Informática no basquete e preparação física para o basquete
Domingo (dia 30 de novembro)
9h/12h – Sistemas táticos defensivos e ofensivos.
November 21, 2008
O presidente da Confederação Brasileira de Basquete, Gerasime Bozikis, o Grego, foi eleito para presidir a Associação de Basquete Sul-Americana.
Segundo a CBB, a Abasu é “filiada à Fiba América”, que comanda a modalidade nas Américas, e é “a única responsável” pelo basquete da América do Sul. Não é bem assim. A Confederação Sul-Americana (Consubasquet) foi destituída pela Fiba América por não usar bola da patrocinadora oficial em dois Sul-Americanos.
A decisão sobre o caso será tomada em março. “Foi decisão deles [sul-americanos]. Não estão reconhecidos ainda. Até lá, somos responsáveis pela América do Sul”, afirma Alberto Garcia, secretário-geral da Fiba América”.
(Folha de S. Paulo)
November 17, 2008
O presidente da Confederação Brasileira de Bastkeball (CBB), Gerasime Grego Bozikis, é o novo presidente da Associação de Basquete Sul-Americana (ABASU). O mandato é de 2008 a 2013. Figura polêmica no cenário nacional, Grego foi eleito por aclamação, na última sexta-feira, em eleição realizada no Hotel Crowne Plaza, em Assunção, no Paraguai. A votação foi realizada após o Sul-Americano Sub-15 feminino. Filiada à FIBA Américas e à FIBA, a ABASU é a única responsável pelo controle de atividades da modalidade no continente. A solenidade contou com a presença de presidentes e representantes das Confederações da América do Sul.
“Foi uma honra muito grande ter sido escolhido pelos presidentes das confederações para presidir a ABASU. É um orgulho para o basquete nacional e um reconhecimento pelo trabalho realizado na modalidade no Brasil. Um dos principais objetivos da Associação é fazer com que os dez países membros da Associação participem das competições Sul-Americanas”, explica Grego.
Titular da CBB há três mandatos, Grego tem colecionado polêmicas durante o período. Sob sua gestão, a seleção brasileira masculina de basquete ainda não se classificou a nenhuma edição dos Jogos Olímpicos e houve vários rachas com os clubes. Em 2005, estes criaram, juntamente com os ex-jogadores Oscar, Hortência e Paula, a Nossa Liga de Basquetebol (NLB) para gerir a própria competição, tirando alguns times do Nacional da CBB.
Em 2006, o Nacional foi paralisado por liminar da Justiça e permanece até hoje sem vencedor. Já em 2008, os paulistas abandonaram o torneio para participar de outra competição, desta vez organizada pela Associação dos Clubes de Basquete (ACB). Mas antes de tudo isto, o sinal de que alguma coisa não estava bem já havia sido dado no Nacional feminino, quando o BCN/Osasco decidiu abandonar a modalidade por discordar da gestão do torneio.
Apesar das polêmicas, a modalidade tenta se reunificar e desde o final do primeiro semestre a ACB e a CBB têm trabalhado juntas para organizar um Nacional gerido pelos cubes com o aval da Confederação.
(Gazetapress/CBB)
November 12, 2008
Na tarde desta terça-feira, 11, o presidente da Federação Paulista de Basketball (FPB) recebeu o BasketBrasil para conceder uma entrevista exclusiva. Sr. Antonio Chakmati, para os mais íntimos Toni, não confirmou sua candidatura à presidência da CBB (Confederação Brasileira de Basketball), mas também não desmentiu os boatos de que ele será o candidato da oposição. Chakmati ainda falou sobre a situação do basquetebol brasileiro e deu uma pequena prévia do que poderá fazer para revitalizar a modalidade no país, caso confirme sua candidatura e vença a eleição que será disputada em março de 2009. Confira na íntegra a entrevista:
1- O senhor irá mesmo concorrer à presidência da CBB? Já pode cravar sua candidatura?
Não, ainda não posso dizer, falta muito tempo e essas coisas dependem dos acontecimentos. Ainda não está decidido.
2- Quais são os principais problemas administrativos que o senhor vê no basquetebol brasileiro e como o senhor faria para resolvê-los?
Os problemas administrativos são imensos, são muitos. Da minha parte, no momento, eu não posso ajudar em nada, pois não estou lá na CBB. Para melhorar alguma coisa tem que estar lá na CBB, o que eu posso fazer é apenas aconselhar se for pedido o meu conselho, caso contrário a coisa vai continuar do jeito que está. Em primeiro lugar, a CBB não pode ser dirigida do jeito que é hoje, tem que ter uma diretoria, tem que profissionalizá-la. Apenas duas pessoas cuidando de tudo que é tratado no basquetebol brasileiro é utopia, não existe. Outra coisa que se deve fazer é tratar igualmente o basquetebol em todos os lugares e não apenas pensar no Sul e Sudeste. Temos que criar festivais, incentivar as crianças a jogarem basquete, a gostarem do basquete. Os técnicos precisam ser preparados, é necessário que seja criado um curso para treinadores, afinal nós temos pouco treinadores capacitados hoje em dia. Os árbitros também precisam ser melhor preparados, enfim é muita coisa para se fazer, não é de um dia para o outro. Quem assumir a CBB no ano que vem terá muito trabalho pela frente e dificilmente conseguirá arrumar tudo em quatro anos, é preciso tempo.
3- O que o senhor acha do corte no repasse de verbas da lei Agnelo-Piva para o basquete?
É lamentável, é apenas isso que tenho a dizer.
4- O senhor considera justo o critério do COB (Comitê Olímpico Brasileiro) de dividir as verbas de acordo com os resultados obtidos nos últimos anos?
Eu não posso discutir os critérios do COB. Se o COB acha que tem que ser feito assim, ele faz. As confederações sabiam disso, portanto não discuto essa medida.
5- E se o investimento fosse maior em escolas e universidades em vez do repasse ir para as confederações? O que o senhor acha disso?
Eu não acredito que o caminho seja por aí. Quem irá fiscalizar para onde vai esse dinheiro, se for repassado para as escolas e universidades? Quem irá garantir que as instituições irão usar essa verba para incentivar o basquete? É muito difícil, isso também vale para as confederações, ninguém sabe para onde o dinheiro vai e olha que o COB consegue fiscalizar melhor o uso da verba com ela nas mãos das confederações e mesmo assim o dinheiro não é bem usado. Eu acho que nas universidades e escolas a fiscalização ficaria mais difícil. Seria um erro se isso fosse feito.
6- O senhor tem se envolvido com a criação da Liga Nacional (LNB)?
Não, eu não tenho envolvimento nenhum. Eu deixei os clubes se envolverem, na tentativa de criar essa Liga porque ela é necessária, mas eu não interfiro em nada.
7- Como o senhor vê a criação da LNB? Ela é necessária para revitalizar o esporte?
Eu acho que a liga é importante e necessária. A liga, pelo menos, dá aos clubes a oportunidade e a responsabilidade de fazer basquete e é isso que eles precisam fazer. Assim, eles não precisam ficar dependendo da Confederação e nem precisam ser custeados por ela, além disso as reclamações dos clubes irão diminuir com eles no comando de sua liga. É necessário fazer um campeonato, assim como há nos outros países.
8- O senhor acha que seguir o modelo da NBA é algo realista para o nosso basquete ou nós devemos nos inspirar nas Ligas Européias?
O basquete nos Estados Unidos está a léguas de distância, é impensável no momento. Já o basquetebol europeu é uma realidade bem mais próxima, é o nosso espelho e nós temos que trazer as coisas boas de lá e copiar aqui.
9- E o basquetebol paulista? Ele é um modelo a ser seguido pelos outros estados?
Sim, claro, já é modelo. Muitos copiam algumas coisas daqui de São Paulo, inclusive em alguns lugares do Sul já se vem fazendo um bom basquete de base. Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná estão fazendo um bom basquete e estão mostrando que, quando se quer trabalhar, dá pra fazer o basquete crescer. O melhor está aqui em São Paulo, isso é um fato, e é necessário que o melhor seja referência e copiado.
10- Por que as regiões Norte e Nordeste são “esquecidas” pela Confederação? O que deve ser feito para melhorar essa situação?
O Norte e Nordeste não têm tradição porque eles não têm condições financeiras necessárias. Eles são pobres e precisam da ajuda da Confederação para fazer um basquete melhor. Há pessoas que jogam basquete lá, pode-se fazer um basquete de qualidade por lá, mas elas não têm a ajuda da CBB, aliás a CBB só olha para o Norte e Nordeste na época de eleição. Mas ainda dá para consertar.
11- O senhor acha que há tempo e condições, neste ciclo olímpico, para levar o Brasil de volta às Olimpíadas no masculino?
Eu acho que sim. Acho que bem administrado, bem trabalhado, sem politicagem e com as pessoas que entendem do ramo é possível levar o Brasil de volta às Olimpíadas. Também acredito que nós podemos nos classificar para o Mundial, daqui a dois anos.
12- E o feminino? Por causa da crise do masculino, está sendo abandonado no país?
Veja bem, o basquete feminino é difícil de se lidar. Até aqui em São Paulo, lugar onde o basquete feminino é mais forte, ele só existe nas regiões metropolitanas e no interior, na capital não há nenhum time. É difícil de se fazer basquete feminino. Hoje também nós temos um número reduzido de jogadoras, muitas vão para a Europa, jogar na 2ª ou 3ª divisão e acham que estão fazendo um bom negócio. Isso torna difícil formar jogadoras aqui no Brasil, pois muitas acabam esquecidas e o número reduzido das que jogam aqui também não ajuda. Os outros estados não têm tradição, montam um time num ano, no outro desmontam e depois fazem outro totalmente diferente, não há continuidade. É muito difícil fazer basquete feminino.
13- Como o senhor avalia seu período a frente da Federação Paulista de BasketBall (FPB)? Quais foram os principais avanços e retrocessos?
Eu só vejo avanços, não vejo retrocessos significativos. Quando eu assumi a presidência, o basquete de São Paulo se dividia em capital x interior e hoje todos estão unidos, integrados. Nós tornamos o basquete de São Paulo forte novamente e hoje ele é referência no país, e é o único estadual forte que existe no Brasil. Na minha gestão, também mudamos algumas coisas nas categorias de base e possibilitamos que os jovens jogassem mais, enfim, foram várias melhoras significativas. O único retrocesso que existiu foi a queda da qualidade do basquete brasileiro como um todo, não foi apenas em São Paulo e sim no país inteiro.
October 12, 2008
No embalo das músicas hip-hop selecionadas pelo DJ Roberto Campos e com animação do MC Anderson Nunes, foi realizado neste domingo o 1º Festival Basquete do Futuro Eletrobrás, no ginásio da Vila Olímpica da Mangueira, no Rio de Janeiro. O evento, que reuniu 198 jovens, de 12 a 17 anos, representando as equipes dos Centros de Basquete Integrados (CBIS) da Mangueira, de Santa Cruz e de Niterói, serviu para comemorar o Dia das Crianças e incentivar a pratica do basquete nos três núcleos.
O presidente da Confederação Brasileira de Basketball, Gerasime Grego Bozikis, ressalta a importância do Festival e do projeto social desenvolvido pela entidade.
“Estou muito feliz com a realização desse evento que mostra o trabalho e o resultado conjunto da parceria entre a Confederação e a Federação do Rio de Janeiro. Hoje conseguimos reunir meninos e meninas que, num futuro próximo, podem vir a ser atletas e a defender a seleção brasileira. Esse projeto da CBB, que tem o patrocínio da Eletrobrás, vem ampliando sua estrutura a cada ano. No Rio e também em outros estados, os projetos sociais mostram a importância do trabalho de educar e socializar os jovens através do esporte”, afirmou Grego, que prestigiou a festa acompanhado do vice-presidente Roberto Beck; do presidente da Federação de Basquete do Rio de Janeiro, Álvaro Almeida; e do presidente da Federação Gaúcha de Basketball, Carlos Nunes.
Com apenas 1,31m e 11 anos, a armadora Isabelle Azevedo, da Mangueira, esbanjou talento de gente grande. A pequena atleta não se intimidou com outras meninas bem mais altas.
“Foi muito legal ter participado dessa festa e jogado com meninas de outros lugares. Eu comecei na escolinha da Mangueira em 2006, com o técnico Paulo Azevedo, e já estou no pré-mirim. Meu objetivo é continuar no basquete e um dia ser uma atleta como a armadora Adrianinha da seleção brasileira.”
Quem também fez bonito no Festival foi Alex Alves, do Caio Martins (Niterói). Aos 17 anos e 2,03m, o pivô, que torce para o Fluminense, pratica o esporte há apenas dois meses, mas está feliz com sua evolução.
“Comecei incentivado por minha família e amigos. Treino duas vezes por semana sob a orientação do professor Walcir e o meu sonho é seguir carreira como jogador profissional. Participar desse evento foi muito importante porque, além da confraternização, serve como estímulo para quem quer um dia ser um craque das cestas.”
Com dois anos e meio no basquete, Vitor Hugo, de 13 anos e 1,53m, é outro exemplo a ser seguido. O armador do CBI de Santa Cruz começou a se interessar pelo esporte assistindo às transmissões pela TV.
“Eu achava muito legal ver os caras enterrando e fazendo jogadas espetaculares. Até que um dia tive a oportunidade de bater bola com o professor e técnico Wanderson Geremias, de Santa Cruz. Sei que tenho potencial. Vou me esforçar muito para ser um grande atleta, como meu ídolo Michael Jordan, defender a seleção brasileira e, quem sabe, jogar na NBA.”
Além do torneio, o 1º Festival Basquete do Futuro Eletrobrás teve a distribuição de lanches, brindes e medalhas para todos os participantes. Na ocasião, o coordenador de projetos sociais da CBB, Chico Chagas, anunciou que o próximo encontro está marcado para o mês de dezembro.
(CBB/ELETROBRÁS)
August 19, 2008
Do UOL Esporte
Em São Paulo
Depois da amarga despedida da seleção brasileira feminina de basquete na primeira fase dos Jogos Olímpicos de Pequim, o presidente da CBB, Gerasime Bozikis, o Grego, confirmou a permanência do treinador Paulo Bassul no cargo. Assim como anunciou a seqüência do espanhol Moncho Monsalve no time masculino.
Esse foi o segundo ciclo olímpico seguido, sob a administração do dirigente, que o país terminou sem subir ao pódio da modalidade. A equipe masculina, na verdade, já não participa do evento desde Atlanta-1996, um ano antes da subida de Grego à liderança da confederação.
“São dois excelentes profissionais e estão fazendo um ótimo trabalho. Dentro de no máximo 30 dias teremos reunião com as duas comissões técnicas para fechar o planejamento do próximo ciclo”, afirmou Bozikis, em Pequim, em comunicado da CBB.
Ao final do Pré-Olímpico Mundial masculino, em Atenas, o presidente elogiou a atuação de Monsalve com a desfalcada seleção, mas relutou em ratificar sua continuação, apesar dos pedidos do espanhol. Ele é o primeiro estrangeiro a comandar o time adulto nacional, tendo assumido a posição no início do ano.
Já Bassul se tornou técnico da equipe feminina após os Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, em uma fase de transição com a despedida de figuras emblemáticas como a ala Janeth, a armadora Helen e a pivô Alessandra.
Em Pequim, o time amargou uma pífia campanha, com apenas uma vitória em cinco jogos, logo na última rodada - contra Belarus. Os reveses contra Coréia do Sul, logo na estréia, e contra Letônia, no último segundo, sabotaram as pretensões de brigar por, no mínimo, um bronze, já que Estados Unidos e Austrália despontavam como grandes favoritos a ouro e prata.
“A derrota na prorrogação para a Coréia e por um ponto para a Letônia foram decisivas na classificação. Para a Copa América 2009, que será em Cuiabá, no Mato Grosso, faremos o possível para que todas as jogadoras estejam desde o início da preparação”, afirmou Bozikis.
August 17, 2008
Após o jogo contra a Bielorrússia, o presidente da CBB, Gerasime Grego Bozikis, confirmou os técnicos Paulo Bassul e Moncho Monsalve no comando das Seleções feminina e masculina de basquete, respectivamente.
“São dois excelentes profissionais e estão fazendo um ótimo trabalho. Dentro de no máximo 30 dias teremos reunião com as duas comissões técnicas para fechar o planejamento do próximo ciclo olímpico. Tenho certeza que a Seleção feminina estava prepara para ir bem mais adiante. A derrota na prorrogação para a Coréia e por um ponto para a Letônia foram decisivas na classificação. Para a Copa América 2009, que será em Cuiabá (MT), faremos o possível para que todas as jogadoras estejam desde o início da preparação. Esse ano fizemos 22 jogos internacionais, mas a equipe só esteve completa em Pequim nas partidas amistosas contra Espanha e Nova Zelândia. Ficou provado que as mais novas precisam de mais jogos para ganhar experiência internacional. Com relação a questão de pagamentos, tudo está sendo pago de acordo com o que foi combinado”, afirmou.
Segundo Grego, a Seleção masculina dirigida pelo espanhol Moncho Monsalve terá 45 dias de treinamento para a Copa América.
“O Campeonato Nacional, os europeus e a NBA terminam no mais tardar no início de junho. Então teremos tempo suficiente para uma boa preparação. Até o final do ano passaremos para os clubes e jogadores que atuam no Brasil e no exterior a programação para a próxima temporada. No mês de março, enviaremos para a NBA a programação e o ofício pedindo o valor do seguro dos atletas que jogam na liga americana. É importante ressaltar que a CBB não deixa faltar nada e oferece a melhor infra-estrurura para as duas seleções”, disse Grego.
(CBB)
August 1, 2008
Atletas, comissão técnica, apoiadores, torcedores e imprensa se reuniram nesta quinta-feira no Hotel Bourbon, em Joinville, para a apresentação do novo patrocinador da equipe de basquete da cidade. A Brascola, fabricante da marca Araldite, se junta às marcas Ciser e Univille em busca de novas conquistas. Estiveram presentes ao evento o prefeito de Joinville, Marcos Tebaldi; o presidente da Confederação Brasileira de Basketball (CBB), Gerasime Grego Bozikis; o presidente da Federação Catarinense de Basketball, Oscar Archer; o presidente da Brascola, Gunther Faltin; e o desembargador Ricardo Roesler.
“Não falta nada ao Joinville. A equipe tem estrutura e excelente material humano. Tem tudo para brigar pelo título do próximo Campeonato Sul-Americano e Brasileiro. A iniciativa da Brascola em investir no esporte mostra a força do produto basquete. Também quero parabenizar o técnico Alberto Bial pelo excelente trabalho que desenvolve na cidade”, disse Grego.
O técnico Alberto Bial também elogiou o apoio dos três patrocinadores.
“A iniciativa da Ciser, da Araldite e da Univille deve ser copiada e servir de modelo para outros clubes e cidades. Também quero agradecer o apoio do prefeito Marco Tebaldi. Foi graças a esse homem visionário que estamos hoje nessa boa fase”, afirmou o treinador.
No evento, foram apresentados os três novos reforços da equipe, que disputa este ano o Campeonato Sul-Americano de Clubes: o ala Jefferson Sobral, o pivô Tiagão e o armador André Luiz Rodrigues, o Manteiguinha. A nova equipe estréia nesta sexta-feira na disputa da 9ª Taça FCB adulta masculina, que está sendo realizada no ginásio Ivan Rodrigues, em Joinville (SC).
(CBB)
July 28, 2008
“A nossa modalidade precisa aprender muito. Não existe união e a experiência da Nossa Liga foi suficiente para fazer com que eu não pense em basquete durante muito tempo”.
A frase, em resposta a e-mail deste blogueiro, é de Paula, rechaçando qualquer possibilidade de assumir o comando da Confederação Brasileira. É ruim, mas a opinião da eterna craque é pra lá de respeitável.
(Blog de Fábio Balassiano, Globo OnLine)
July 21, 2008
Um dia após a Seleção Brasileira masculina de basquete ser eliminada do Pré-Olímpico Mundial, em Atenas, o presidente da Confederação Brasileira de Basquete, Gerasime Bozikis, o Grego, falou com exclusividade para a TV Esporte Interativo. Confira o que Grego falou sobre nossa eliminação, que deixa a Seleção fora da Olimpíada pela terceira vez seguida. Clique aqui para ver a entrevista.
Depois, Grego falou o que é preciso fazer para que o Brasil volte a ser a potência que um dia já foi entre os homens. O presidente afirma que “temos ganho tudo em termos de Sul-Americano, Pan-Americano e Copa América”.
O dirigente falou também sobre a capacitação de novos treinadores, motivo de grandes críticas a sua gestão, que na opinião dele são críticas feitas por pessoas que não conhecem o assunto.
Na próxima resposta, Grego afirma que vai se candidatar a reeleição, que ainda tem trabalho a fazer na CBB e que algumas federações importantes que não votaram nele em 2005, como Rio de Janeiro e Paraná, já “estão alinhadas com sua gestão”.
Por fim, Grego falou sobre a permanência do técnico espanhol Moncho Monsalve. Apesar de deixar a questão em aberto, o dirigente dá sinais de que o treinador deve permanecer.
(Por Vitor Sergio Rodrigues)
July 20, 2008
Os grupos de basquete masculino do torneio olímpico foram definidos neste domingo, com a classificação da Alemanha no Pré-Olímpico de Atenas. No sábado, Grécia e Croácia já haviam garantido vaga em Pequim através da competição e também sabem quais serão os seus adversários nas Olimpíadas.
O Grupo A é formado por Argentina, Austrália, Irã, Lituânia, Rússia e Croácia. A chave B reúne Angola, China, Espanha, Estados Unidos, Grécia e Alemanha. O sorteio deixou os grupos bem equilibrados. Caso a Grécia tivesse caído na chave A, os principais favoritos estariam nesse grupo, o que poderia gerar problemas para os integrantes do B na segunda fase.
A ironia ficou por conta de quem retirou o nome dos países classificados para o torneio olímpico. Gerasime Bozikis, o Grego, presidente da Confederação Brasileira de Basquete (CBB), decidiu a sorte das três equipes que conquistaram a vaga no Pré-Olímpico.
Lubomir Kotebla, diretor esportivo da Federação Internacional de Basquete (Fiba), anunciou a presença de Grego no sorteio e reconheceu que o dirigente estaria em uma posição muito melhor, caso estivesse decidindo os confrontos do Brasil nas Olimpíadas de Pequim.
Com o jogo totalmente baseado em Dirk Nowitzki, a Alemanha bateu Porto Rico, por 96 a 82, e garantiu a última vaga do Pré-Olímpico de basquete, neste domingo. Além do brilho individual, o alemão, que terminou o jogo com 32 pontos marcados, foi auxiliado por bons coadjuvantes e liderou a classificação de seu país às Olimpíadas de Pequim.
Com a vitória, a Alemanha poderá contar, por pelo menos mais uma competição, com Nowitzki. O atleta havia afirmado que, caso não conseguisse a vaga em Pequim, iria se aposentar da seleção. O time alemão foi o algoz do Brasil no torneio, eliminando os brasileiros nas quartas-de-final. Este resultado deixou o país fora das Olimpíadas pela terceira vez consecutiva.
Porto Rico, que não pôde contar com Carlos Arroyo, um de seus melhores jogadores na competição, começou bem a partida, neutralizando as jogadas ofensivas da Alemanha e aproveitando bem os contra-ataques. A primeira parcial do jogo refletiu esse ligeiro domínio do time caribenho, 23 a 22.
No entanto, no quarto seguinte, o jogo da Alemanha começou a entrar. Com bom aproveitamento da linha dos três, o time europeu se recuperou no placar e abriu boa vantagem para a segunda etapa. O primeiro tempo terminou em 48 a 39 para a Alemanha.
A situação não mudou para Porto Rico no terceiro quarto. Marcando muito mal, os caribenhos viram a Alemanha abrir a maior vantagem no jogo, com dezesseis pontos. E foi essa diferença que o placar mostrou no final da parcial: 74 a 58.
A seleção da Alemanha continuou controlando a partida no último quarto do jogo. Através de Nowitzki e seus arremessos certeiros, a equipe européia manteve uma diferença segura no placar e não deu chances de reação ao adversário. O placar final apontou 96 a 82 para os alemães.
(UOL Esporte, em São Paulo)
A permanência de Moncho Monsalve no comando da seleção brasileira de basquete, por enquanto, fica apenas para seus anseios, embora o discurso do presidente da CBB, Gerasime Bozikis, indique que o espanhol está bem posicionado para ficar com o cargo.
Monsalve iniciou os treinos da equipe em junho, com a tarefa de tentar encerrar um jejum de 12 anos sem participação nos Jogos Olímpicos. A missão foi frustrada pela Alemanha, em Atenas, e a ausência chegará, no mínimo, a 16 anos, até Londres-2012.
Apesar da derrota, o espanhol elevou sua cotação ao conquistar a confiança do elenco e conseguir um bom rendimento em jogos preparatórios. Na competição oficial, a equipe voltou a apresentar irregularidades, especialmente no revés para os alemães, nas quartas-de-final.
“Estamos conversando. Ele se integrou muito bem aos jogadores, aos nosso treinadores e gostamos de seu trabalho. Essa química é muito importante. Mas não tem necessidade de se tomar a decisão agora”, disse Grego. “Agora é momento de fazermos a análise de onde estamos para projetar o futuro.”
A seleção não disputa mais nenhuma partida até o fim da temporada. Monsalve, não obstante, deve retornar ao país para um contato com as equipes de base. Caso não seja mantido no cargo, o estrangeiro pode atuar como um consultor - hoje ele é membro do gabinete de técnicos da federação espanhola.
“Estamos mudando a mentalidade da equipe, a idéia é continuar esse trabalho. As outras seleções têm três, quatro anos de trabalho, então é preciso ter continuidade. Acho que o caminho é esse. São coisas normais, que vão acontecendo. Só é preciso calma”, disse o dirigente.
Após a derrota, duas lideranças do time, o pivô Tiago Splitter e o ala-armador Alex Garcia, se manifestaram favoráveis ao técnico, elogiando sua dedicação, poder disciplinar e a carga tática.
“Ele dá muita ênfase nos detalhes, e o basquete é um jogo de detalhes. Isso é o que falta para a gente. Se eu ficar falando aqui de cada um deles, fico o dia inteiro. A gente melhorou muito no cinco contra cinco, outros técnicos elogiaram. Infelizmente só não tivemos o acerto necessário”, disse Splitter.
Monsalve deseja comandar a equipe até o Mundial de 2010, e Grego disse que não consideraria um problema a saída do veterano no meio de um ciclo olímpico. Nesse caso, o assistente José Neto seria um candidato à sucessão natural. O jovem técnico já teve seu nome cogitado pelo dirigente para assumir o time depois do fiasco da campanha no Pré-Olímpico de Las Vegas, no ano passado.
Um fator que pode dificultar a renovação do contrato do espanhol são as eleições para a presidência da CBB, que serão realizadas em maio de 2009. Grego concorre à reeleição, mas pode enfrentar uma oposição reforçada por movimento nos bastidores paulistas.
(Giancarlo Giampietro, UOL Esporte, em Atenas/Grécia)
July 19, 2008
Desde 1936, seleção nunca tinha ficado fora de três Olimpíadas seguidas. Após os fracassos, presidente vai enfrentar novas eleições em maio de 2009
Além de enterrar o sonho de Pequim, a derrota da seleção brasileira para a Alemanha, na sexta-feira, mergulha o basquete masculino do país no maior jejum olímpico de sua história. Desde 1936, em Berlim, quando participou pela primeira vez, a equipe jamais tinha ficado ausente de três Olimpíadas seguidas. O período coincide com a gestão do presidente Gerasime Bozikis, o Grego, que assumiu a Confederação Brasileira de Basquete em 1997, um ano após a última participação brasileira, em Atlanta-96.
No período em que Grego ficou à frente da CBB, o Brasil falhou ao tentar as vagas em Sydney-2000, Atenas-2004 e, agora, Pequim-2008. Após três fracassos no masculino, o presidente vai enfrentar novas eleições em maio do próximo ano. Os presidentes das federações estaduais têm direito a voto.
Além de não ter conseguido as vagas olímpicas, o Brasil fez a pior campanha de sua história no Mundial de 2006, em Tóquio. Eliminada na primeira fase, a seleção terminou em 17º lugar.
Moncho foi contratado para levar o Brasil a Pequim
Para tentar uma reviravolta, Grego foi buscar um técnico estrangeiro. Ele contratou o espanhol Moncho Monsalve, que assumiu no início deste ano. À frente da seleção, ele teve pouco mais de um mês para conhecer, orientar e treinar os jogadores. O padrão tático da equipe evoluiu e rendeu bons frutos em amistosos, como jogo contra a Croácia, no Torneio de Acrópole.
Na hora da verdade, contudo, o Brasil só conseguiu vencer o fraco Líbano no Pré-Olímpico. Perdeu para a Grécia por 20 pontos de diferença e, nesta sexta, foi eliminado pela Alemanha.
Na última vez em que a seleção masculina de basquete esteve em uma Olimpíada, o mundo era bem diferente do que é hoje. A internet ainda engatinhava, a explosão dos telefones celulares estava longe de acontecer, e o Plano Real ainda era uma criança de 2 anos. O tempo passou, a modalidade entrou em crise, e agora, para ter uma nova chance de ir aos Jogos, terá de esperar mais um ciclo olímpico.
A última participação brasileira foi em 1996, em Atlanta, quando Oscar se despediu da seleção. A equipe verde-amarela terminou em sexto lugar, atrás de EUA, Iugoslávia, Lituânia, Austrália e Grécia. Por ironia, a Alemanha, que sequer estava nos Jogos, agora foi responsável por nossa eliminação.
Nas quadras, Corinthians campeão
No terreno doméstico, dois Corinthians disputaram a final do Nacional de basquete em 1996. O paulista derrotou o gaúcho, fechou a série em 3 a 1 e ficou com o título. Gerasime Bozikis, o Grego, ainda não era o presidente da CBB. Renato Brito Cunha cumpria seu penúltimo ano à frente da instituição e seria substituído por Grego em seguida.
Nos Estados Unidos, um fato marcante: Magic Johnson anunciava sua aposentaria na NBA, após uma tentativa frustrada de retorno. O craque do Los Angeles Lakers já convivia com o vírus HIV.
Àquela altura, o mundo não podia imaginar que o Brasil ficaria tanto tempo fora dos Jogos. O noticiário estava mais preocupado com o nascimento da ovelha Dolly, primeiro mamífero clonado a partir de uma célula adulta, ou a chegada ao mercado dos bichinhos do Pokemón.
No plano político, o planeta passava por uma transformação significativa. Em dezembro daquele ano, Nelson Mandela assinou a nova Constituição na África do Sul e pôs fim ao apartheid.
Confira o que acontecia no Brasil e no mundo em 1996, quando a seleção masculina foi à Olimpíada pela última vez:
20 de janeiro - No interior de Minas Gerais, nasce a lenda do ET de Varginha
13 de fevereiro - “O Quatrilho” é indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro.
21 de março - A doença da vaca louca faz a Europa suspender a importação de carne bovina.
17 de abril - Em Eldorado dos Carajás, a polícia mata 19 sem-terra.
17 de maio - A venezuelana Alicia Machado é eleita Miss Universo.
30 de junho - A polícia prende Darli Alves da Silva, que mandou matar Chico Mendes.
5 de julho - Nasce a ovelha Dolly, primeiro clone de um mamífero.
31 de outubro - Em São Paulo, 99 pessoas morrem no acidente com o Fokker 100 da TAM.
5 de novembro - Bill Clinton é reeleito presidente dos Estados Unidos.
10 de dezembro - Nelson Mandela põe fim ao apartheid na África do Sul.
(GLOBOESPORTE.COM)
O presidente da CBB (Confederação Brasileira de Basquete) Gerasime Bozikis, o Grego, presenciou em sua cidade natal, Atenas, a terceira exclusão consecutiva da seleção masculina da disputa das Olimpíadas. A decepção da derrota, no entanto, não tira sua motivação de seguir no cargo. No ano que vem, ele concorre à reeleição da entidade.
Apesar da desclassificação do masculino, Grego faz campanha para reeleição. Derrotada pela Alemanha, nas quartas-de-final do Pré-Olímpico, nesta sexta, a delegação nacional segue na Grécia até terça-feira. O dirigente volta ao país na segunda. Com a frustração de mais uma derrota na seletiva. Desde que foi eleito em 1997, o dirigente ainda não viu o time disputar uma edição dos Jogos - a última foi Atlanta-1996, ainda com a geração de Oscar Schmidt em ação.
“Claro que penso em 2009, ainda tem muito que se fazer. Vou ser candidato, e faltam coisas para terminar. Isso não depende dos resultados”, afirmou Bozikis, neste sábado.
As eleições da entidade estão programadas para maio do ano que vem, ainda sem data exata definida. Grego concorre ao seu quarto mandato. “Não se mede o trabalho de uma administração pelas Olimpíadas”, afirmou.
Apesar de descartar os resultados da seleção como um medidor de eficiência, o dirigente lembrou as conquistas continentais da equipe durante a entrevista. Também destacou o fato de que a equipe feminina - que não dispõe de alguns privilégios da masculina, como viagem em classe executiva, por exemplo - competiu nas últimas edições dos Jogos, levando o bronze em Sydney-2000 e o quarto lugar em Atenas-2004. Está novamente classificada para Pequim-2008.
O presidente da CBB aponta a suposta expansão da modalidade pelo país como um trunfo de sua gestão. “Todos os Estados estão jogando basquete e conseguimos vencer a dificuldade de um país do tamanho de um continente.”
Como fator crucial para a eliminação em Atenas, onde três vagas estavam em jogo, Grego apontou os desfalques do time dirigido pelo técnico Moncho Monsalve - da convocação inicial, seis atletas não se apresentaram, incluindo o trio brasileiro da NBA formado por Leandro Barbosa, Anderson Varejão e Nenê.
“Sorte é detalhe de quem trabalha. Mas não ficamos fora dessa por isso. Tivemos as ausências, e fica a frustração. Agora, temos ido sempre com o feminino, continuando com chances de pódio, o que pouco se fala. Creio que nesses 11 anos muito tem mudado. O trabalho tem de continuar”, completou.
(Giancarlo Giampietro, UOL Esporte, em Atenas/GRE)
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