O Cleveland Cavaliers manteve a invencibilidade no seu ginásio Quicken Loans Arena com um show de enterradas do astro campeão olímpico LeBron James, que comandou a nona vitória do time nos últimos 10 jogos, por 110 a 96 sobre o Atlanta Hawks na noite de sábado. O cestinha da NBA fez 19 de seus 24 pontos no segundo tempo, deu oito assistências e pegou sete rebotes, nem precisou chegar à sua média de 29,5 pontos por jogo para coroar mais uma grande atuação, bastou o pacote de jogadas espetaculares no triunfo que igualou o melhor início de temporada do Cavs (10V-3D) desde a temporada 1988-89. O armador Mo Williams teve uma grande contribuição no resultado com 23 tentos, cinco rebotes e quatro passes para cesta, e o ala-pivô brasileiro Anderson Varejão anotou oito pontos, seis rebotes e duas assistências em 18min35s de ação saindo do banco, ou seja, ficou dentro de suas médias.
O Coisa Selvagem capixaba acertou dois em seis arremessos de quadra incluindo uma enterrada, encestou todos os seus quatro lances livres, pegou quatro rebotes defensivos e dois ofensivos, cometeu uma falta, desperdiçou uma posse de bola e levou um toco, desta vez não foi muito bem na defesa porque em seu tempo de quadra o Hawks marcou sete pontos mais que o Cavaliers. Sem problema, quem tem LeBron a seu lado tem mais de meio caminho andado. O King James emplacou quatro jogadas no clipe das 10 melhores da rodada incluindo a número 1 da noite, um drible fingindo que ia passar a bola pelas costas na infiltração finalizada numa poderosa cravada com a mão direita. Mas esqueceram de colocar no clipe a enterrada mais difícil da fera: o ala destro de 2,03m tinha dois adversários de 2,08m no seu caminho (Al Horford e Solomon Jones) e simplesmente decolou por cima de ambos dando um jeito de enterrar com a mão esquerda antes de se estatelar no chão, esta arte está no vídeo dos melhores momentos da partida.
O craque da camisa 23 não teve lá uma noite muito inspirado nos arremessos de quadra, foram oito conversões em 19 tentativas, mas enterrou o Hawks (8V-5D) de todo jeito, uma de canhota, outras cravadas com a mão direita que é a boa, ou usando as duas para finalizar os lançamentos de seus companheiros cravando em ponte aérea. James não costuma classificar ou dar notas para suas enterradas, mas gosta muito de fazê-las para empolgar a torcida. O homem-show do Cavs disse que quando subiu para cima de Horford e Jones não sabia ao certo o que ia fazer.
“Eu simplesmente inventei aquela na hora, no ar. Tudo depende da parte do jogo em que se está, como o jogo está fluindo, se é preciso uma grande cesta ou não. Às vezes você quer fazer o momento de confiança ir para seu lado, então eu gosto das enterradas, faço mesmo”, disse James.
Para conseguir a sétima vitória em sete jogos diante de sua torcida, LeBron teve muita ajuda principalmente da veloz dupla de armação formada por Mo Williams e Delonte West, este último se destacou com 19 pontos e cinco assistências. O pivô lituano de 2,21m Zydrunas Ilgauskas foi o melhor jogador de garrafão da partida com 17 pontos, sete rebotes e um toco na 15ª vitória do Cleveland nos últimos 18 confrontos com o Atlanta. O time da casa dominou a partida desde o início abrindo 11 a 0, aumentou a vantagem para 18 pontos no segundo período e a diferença máxima chegou a 28 no terceiro, antes de o Hawks dar uma reagida vencendo o quarto final por 38 a 31 diminuindo um pouco a surra. O Cavs é o único time do Leste que ainda não perdeu em casa, e se continuar jogando assim vai ser difícil alguém conseguir batê-los na Quicken Loans Arena.
“Eles são ótimos. Eles são um dos melhores times no Leste, têm uma chance legítima de chegar às finais. Você tem de jogar no mais alto nível quando está enfrentando esses times”, afirmou o técnico do Hawks, Mike Woodson.
O ala-armador reserva Maurice Evans liderou o Atlanta com 21 pontos, três rebotes e quatro bolas de três, o armador reserva Acie Law foi outro destaque com 20 pontos e sete assistências, mas a defesa do Cleveland conseguiu cumprir a missão comentada por Varejão na véspera do jogo: parar a dupla de armação titular do Hawks. O ala-armador Joe Johnson, que vinha com uma média de 25,7 pontos por jogo, fez apenas quatro, bem marcado por West na maior parte da noite ele ficou zerado no segundo tempo. E o armador ex-Sacramento Mike Bibby também teve uma atuação discreta com apenas 10 tentos e uma assistência. No garrafão, Anderson ajudou a limitar o ala-pivô dominicano Al Horford, segundo melhor novato da temporada passada, a uma performance de 12 pontos, nove rebotes e dois passes para cesta. Mas o grande jogador de defesa do Cavs foi o ala-pivô titular Ben Wallace, com oito rebotes, dois tocos, um roubo de bola, cinco pontos e um diferencial positivo de +21 pontos nos 27min53s que esteve em quadra. O Hawks perdeu pela quinta vez nos últimos sete jogos após começar a temporada com seis vitórias consecutivas.
“Foi uma dura noite”, lamentou Johnson, que na véspera tinha marcado 30 pontos liderando uma vitória suada sobre o fraco Charlotte Bobcats.
Para melhorar seu rendimento ofensivo nesta temporada, o ala-pivô brasileiro Anderson Varejão procurou se espelhar bastante nos treinos com seu companheiro pivô lituano Zydrunas Ilgauskas, o gigante de 2,21m do Cleveland Cavaliers que agora está “inventando” um chute de longa distância, na derrota para o Detroit Pistons ele acertou sua segunda bola de três da temporada. O jogador capixaba tem trabalhado bastante os arremessos de fora com o “Big Z” nos treinamentos e é um dos colegas que mais elogiam esse novo ingrediente no jogo de Ilgauskas. Neste sábado às 22h30min (horário de Brasília), o Cavs (9V-3D) recebe o Atlanta Hawks, que ontem sofreu para vencer em casa o fraco Charlotte Bobcats por 88 a 83 (47 a 43 no intervalo), mas merece respeito pela boa campanha que vem fazendo na temporada (8V-4D) e tem nas bolas de três do ala-armador Joe Johnson uma grande arma. Quem sabe os grandalhões reboteiros do Cleveland possam dar uma ajudinha nesse departamento também.
“Se ele (Ilgauskas) chutar mais uma bola de três em um jogo, eu vou começar a arremessar também”, disse Varejão brincando, já que os chutes de longa distância não são seu forte, em quatro anos de carreira na NBA ele tentou 15 arremessos de três e não converteu nenhum, incluindo sua única tentativa nesta temporada.
Líder da Divisão Central e na vice-liderança da Conferência Leste, o Cleveland do astro LeBron James ainda não sabe o que é derrota na sua Quicken Loans Arena (são sete vitórias), e após a derrota para o Pistons que acabou com uma série de oito triunfos consecutivos, quer se recuperar começando a construir outra seqüência positiva de olho na idéia de alcançar o campeão Boston Celtics (12V-2D) no topo da classificação. Anderson, que tem recebido muitos elogios do técnico Mike Brown, aponta a marcação nos armadores como o caminho para mais uma vitória.
“Atlanta já mostrou que está jogando bem fora de casa. E muito da qualidade do jogo tem a ver com a liberdade e com os espaços que o Mike Bibby e o Joe Johnson tiverem em quadra. Se eles tiverem bola para jogar, se dermos campo a eles, eles vão crescer, então a nossa marcação tem que ser apertada em cima deles, nossa defesa tem que estar bem postada, bem acertada”, afirmou o brazuca.
“Você sempre quer que os times tenham medo vindo a seu ginásio, sabendo que não vão ter nenhum jogo fácil quando vierem a sua casa. Deve ser assim o tempo inteiro, temos conseguido fazer isso até agora. Não podemos ficar remoendo uma derrota. Tem muitos jogos numa temporada, muitas semanas, muitos meses, você tem de se preparar para o jogo seguinte. Nós demos um passo atrás quarta-feira, haverá noites em que você não joga bem e perde a partida, tivemos um lapso, agora é pensar na resposta”, destacou o cestinha da liga LeBron James.
“Sim, nós temos que proteger nossa quadra. Há algumas pessoas que acreditam que você precisa ter um bom retrospecto em casa, alguns enfatizam que isso é mais importante que o retrospecto fora de casa. Eu simplesmente olho para nosso próximo jogo, não importa se ele será em Boston, Los Angeles ou Minnesota. Acontece de hoje estarmos em casa, então vamos jogar da maneira certa e conseguir a vitória. Eles são um time difícil de lidar por causa de sua estatura e atleticismo”, comentou o técnico Brown.
“Eles (Hawks) têm algumas peças muito boas. Joe Johnson é um dos armadores mais subestimados que temos na NBA. Mas nossa mentalidade é que temos de vencer diante de nossos fãs”, completou James.
Contra o Charlotte (3V-8D), o Atlanta começou mal, caindo em um buraco de 21 a 8 diante de um adversário tecnicamente muito inferior, mas conseguiu se recuperar e buscou uma vitória apertada marcando sete pontos seguidos no final. Joe Johnson foi o cestinha da partida com 30 pontos, o ala Marvin Williams anotou um duplo-duplo com 22 tentos e 10 rebotes, e o Hawks escapou de um tropeço nos minutos decisivos pelo segundo jogo consecutivo. Na quarta-feira, contra o lanterna do Leste Washington Wizards, o Atlanta entrou em quadra desligado e saiu perdendo por 13 a 4, mas reagiu e conseguiu vencer no sufoco um time ainda mais fraco que o Bobcats, por 91 a 87. Contra uma potência como o Cavaliers, o clube da Geórgia não pode dar moleza.
“Isso é algo que definitivamente nós temos de corrigir, especialmente quando formos jogar fora de casa. Não podemos começar o jogo moles desse jeito”, alertou Johnson.
O Charlotte ainda esteve à frente no placar uma última vez quando o armador Raymond Felton acertou um arremesso da cabeça do garrafão fazendo 81 a 80 numa partida que teve 20 trocas de liderança no marcador, 13 delas no quarto final. Mas Williams virou o placar definitivamente com uma cesta de três faltando 2min12s. A defesa do Bobcats fechou em cima de Johnson, que passou a bola para Maurice Evans, e ele deu a assistência para Williams que estava livre no canto esquerdo da quadra e acertou o triplo matador. O ala tem treinado mais seu arremesso de longa distância e esse esforço tem rendido bons frutos, contra o Wizards ele também acertou uma bola de três importante. Outro fator negativo foi o Atlanta ter desperdiçado 21 posses de bola.
“Estou simplesmente tentando construir minha confiança e estender um pouco meu alcance no ataque. Se formos capazes de continuar acertando os arremessos do perímetro da maneira como estamos fazendo, os times adversários vão ter de pensar duas vezes antes de dobrar a marcação em Joe, isso seria ruim para eles. Vai ser uma questão de escolher seu veneno”, disse Marvin.
O armador novato D.J. Augustin liderou o Bobcats com um recorde da carreira de 26 pontos, mas errou um arremesso no fim quando o Charlotte mais precisava, e Evans respondeu com uma grande cesta para o Atlanta, acertando um chute longo faltando 1min24s.
“Você tem de dar crédito a eles. Marvin acertou uma enorme bola de três, Joe foi incrível, diante dessas circunstâncias eu fiquei encorajado pela atuação de nosso time”, disse o técnico do Charlotte, Larry Brown, vendo progressos apesar da terceira derrota consecutiva, a quinta em seis jogos.
“Temos que começar jogando bem o primeiro quarto. Temos de começar a jogar na frente em vez de ficar correndo atrás no placar”, pediu o armador Mike Bibby.
Líder da Divisão Central e na vice-liderança da Conferência Leste (9V-3D), o Cleveland Cavaliers volta à quadra na noite deste sábado, dia 22, com a bola subindo às 22h30min (horário de Brasília), para enfrentar o Atlanta Hawks na Quicken Loans Arena, em mais uma partida da temporada 2008/2009 da NBA. Em casa, o Cleveland ainda não sabe o que é derrota (são sete vitórias), e terá pela frente o quinto colocado do Leste (7V-4D), mirando no Boston Celtics, que lidera a conferência (11V-2D).
Anderson Varejão, que tem recebido muitos elogios do técnico Mike Brown, aponta a marcação nos armadores como o caminho para mais uma vitória.
“Atlanta já mostrou que está jogando bem fora de casa. E muito da qualidade do jogo tem a ver com a liberdade e com os espaços que o Mike Bibby e o Joe Johnson tiverem em quadra. Se eles tiverem bola para jogar, se dermos campo a eles, eles vão crescer, então a nossa marcação tem que ser apertada em cima deles, nossa defesa tem que estar bem postada, bem acertada”, afirmou o ala-pivô capixaba, da Seleção Brasileira.
Depois de receber o Atlanta Hawks, o Cleveland Cavaliers enfrenta o New York Knicks fora de casa, na próxima segunda-feira, dia 25.
O ala do Atlanta Hawks Josh “The ATLien” Smith já perdeu sete partidas com uma torção no tornozelo esquerdo. E o treinador Mike Woodson afirmou que ele pode perder mais quatro ou cinco.
“Definitivamente temos alguns lesionados aqui”, disse Woodson.
O pivô Al Horford não jogou a partida contra o Washington Wizards sentindo dores no tornozelo direito, torcido durante o jogo.
“Se não jogar da maneira que jogo normalmente, não vou jogar. Não vou ajudar a equipe”, falou Horford.
No lugar de Horford jogou Zaza Pachulia, que voltava de uma lesão no ombro.
As maiores atrações de cada equipe estavam lesionadas. Josh “The ATLien” Smith e Al Horford, para o Atlanta Hawks, e Gilbert Arenas, ainda recuperando-se de cirurgia, para o Washington Wizards. Mas o Hawks superou o Wizards por 91 a 87 em casa.
Murray é bloqueado por Ethan Thomas
Marvin Williams fez 21 pontos e pegou 14 rebotes, melhor marca de sua carreira, para o Hawks para o Hawks, Mike Bibby fez 25 pontos e Joe Johnson fez 19 pontos, pegou oito rebotes e teve oito assistências.
Caron Butler teve 32 pontos para o Wizards, Antawn Jamison fez 18.
Bibby teve um terceiro período excelente, para ajudar o Hawks a superar uma desvantagem de 50 a 44 no intervalo.
Stevenson arremessa sobre Marvin Williams
O armador do Hawks fez nove pontos mos últimos 3min do terceiro quarto, o Hawks entrou no período final liderando por 70 a 67.
“Estava livre. Só arremessei o que estava lá”, falou.
Butler deu uma liderança de 79 a 75 com 5min40s para o final.
DeShawn Stevenson acertou um arremesso com 1min32s para o final, e acertou mais um, 30s depois. A vantagem do Wizards era de quatro pontos, 87 a 83.
Johnson converteu uma cesta de três, com 57s para o término, cortando a liderança dos visitantes.
Marvin William converte arremesso com a marcação de Thomas
Quando o Wizards estourou o tempo de arremesso Williams aproveitou para converter um arremesso que deu a liderança para o time da Geórgia.
Juan Dixon e Nick Young ainda erraram arremessos e Flip Murray aumentou a diferença com 10s para o final.
Após começar a temporada com seis vitórias consecutivas e uma derrota apertada para o Boston Celtics fora de casa, o Atlanta Hawks começa a voltar à realidade. Desfalcado do ala Josh Smith e sem o pivô Al Horford desde o meio do primeiro quarto, o Hawks não resistiu ao Indiana Pacers na noite de terça-feira (18/11), saindo derrotado do Conseco Fieldhouse por 113 a 96. Foi a quinta vitória consecutiva do Pacers sobre o Hawks em casa, e a quarta derrota seguida do Atlanta na temporada.
Smith vem desfalcando a equipe há seis jogos, após lesionar o tornozelo esquerdo em uma vitória contra o Toronto Raptors. Na terça, foi Horford que deixou o jogo após colidir com o pivô Rasho Nesterovic, do Pacers, a 5min21s do final do primeiro quarto. Horford contundiu o tornozelo direito, mas os exames de raios-X não apontaram quebra. Ainda não há previsão para seu retorno. “Al é uma parte importante do que fazemos. Quando ele não está lá ocupando o meio, brigando por nós e pontuando um pouco, sentimos sua falta”, admitiu o técnico Mike Woodson. O Pacers aproveitou para fazer 32 a 25 no primeiro período.
Indiana disparou a uma vantagem de 61 a 46 com 51s restando no segundo quarto, após uma jogada de três pontos de Nesterovic. A equipe aproveitava 58% de seus arremessos até então, incluindo 17 pontos do ala Danny Granger. Atlanta diminuiu para nove pontos no terceiro quarto, mas o reserva Jarrett Jack terminou a parcial com uma bandeja, levando a liderança de volta a 88 a 73. O calouro Brandon Rush deu ao Pacers sua maior vantagem, 90 a 73, no início do último quarto. Uma cesta de 3 de Joe Johnson e uma bandeja de Acie Law cortou a margem para 95 a 88 com cerca de oito minutos por jogar, mas Indiana respondeu com cestas de Marquis Daniels e Granger para retomar o domínio.
“Achei que jogamos quatro quartos de basquetebol completo”, disse o técnico do Pacers, Jim O’Brien.
Granger foi o melhor em quadra, com 34 pontos, incluindo 10 no último quarto. O atleta, que assinou uma extensão contratual de cinco anos com o Pacers neste ano, já é o décimo cestinha da liga, com 23,1 pontos por jogo. “Ele tem aquele instinto assassino de um cestinha. Ele é tão jovem e pode apenas crescer. Ele certamente será a pedra fundamental deste time por muitos anos”, disse Nesterovic sobre o companheiro, que mantém sua humildade. “Todo ano que eu melhorei, nunca esperei melhorar demais. É apenas outro passo que estou acrescentando ao meu jogo. Ainda sinto que tenho ainda um caminho a seguir”, disse o ala.
O cestinha do Pacers foi elogiado até pelos rivais. “Ele é um jogador muito bom. Ele fez muitas cestas boas hoje, dê crédito a ele”, reconheceu o ala-armador Joe Johnson, astro do Hawks, que marcou 25 pontos e 7 rebotes e lamentou a queda de produção de seu time. Após as seis vitórias que abriram a temporada, quando o Hawks limitou seus oponentes a 89,5 pontos por jogo, a equipe vem sofrendo 112,5 pontos por partida nas quatro derrotas seguidas. “Não estamos jogando unidos, jogando com qualquer energia, como estávamos naqueles primeiros seis jogos. Acho que ficamos bastante complacentes e não estamos jogando basquete coletivo. A temporada da NBA é assim mesmo, você terá altos e baixos. Como venho dizendo a todos desde que começamos com 6v-0d, ‘Não se empolgue. É uma maratona, não uma arrancada’. Estamos em baixa agora, mas vamos nos recuperar”, disse Johnson.
O ala Marvin Williams acrescentou 14 pontos para o Hawks, que ainda teve 13 pontos cada do armador Mike Bibby e do ala-armador Maurice Evans, além de 10 pontos do reserva Flip Murray. Pelo Pacers, foram seis jogadores com pontuação em dígitos duplos e apenas um sem nenhum ponto. Nesterovic anotou 21 pontos 7 rebotes, 5 assistências e 3 tocos, seu reserva Jeff Foster fez 12 tentos e Daniels anotou 11 pontos. Jarrett Jack e o ala-pivô Troy Murphy fizeram 10 pontos cada, com Murphy acrescentando 19 rebotes e 4 assistências.
Indiana (5v-5d) recebe o Orlando Magic na sexta-feira (21/11). Atlanta (6v-4d) volta para casa, a Phillips Arena, nesta quarta-feira (19/11), para enfrentar o Washington Wizards.
Com 33 pontos de Devin Harris, 29 de Vince Carter o New Jersey Nets derrotou o Atlanta Hawks por 119 a 107, em Atlanta. Na quinta partida sem Josh “The ATLien” Smith, Joe Johnson fez 31 pontos para o Hawks.
O Nets liderava por 31 a 30 no começo do segundo quarto, até fazer 14 pontos seguidos, aumentando a vantagem para 45 a 30. O Hawks teve uma recuperação, fazendo 12 pontos consecutivos.
Al Horford tenta passar por Brook Lopez e Vince Carter
Carter fez cinco cestas de três enquanto fazia 19 pontos no terceiro quarto, aumentando a vantagem, que era de 55 a 50 no intervalo, para 85 a 73.
“Senti que era hora de ser mais agressivo. A cesta ficou do tamanho de um oceano”, disse Carter.
Em Chicago o novato Derrick Rose fez 23 pontos na vitória de 104 a 91 do Chicago Bulls sobre o Indiana Pacers.
Ele fez mais de 10 pontos em suas 10 primeiras partidas. O último novato do Bulls que conseguiu isto foi Michael Jordan, em 1984-85.
Andres Nocioni fez 20 pontos e pegou 11 rebotes, Ben Gordon fez 19 pontos. T.J. Ford fez 16 pontos para o Pacers, Danny Granger fez 15 pontos e pegou 10 rebotes e Troy Murphy contribuiu com 12 pontos e 13 rebotes.
Perdendo por oito pontos no começo do terceiro período o Pacers virou a partida fazendo 10 pontos consecutivos no começo do quarto. Rose liderou o Bulls, para manter a equipe na frente.
Rose lidera mais uma vitória do Bulls
“É um novato que vai florescer mais cedo do que as pessoas pensam”, disse Kim O’Brien, treinador do Pacers.
Rose achou Nocioni livre para uma cesta de três no final do quarto, dando a liderança de 81 a 73 para o Bulls.
O New Jersey Nets fez as pazes com a vitória ao derrotar, na noite desta sexta-feira (14/11), o Atlanta Hawks por 115 a 108, no Izod Center de Nova Jérsei. O resultado encerrou uma seqüência de três derrotas consecutivas do Nets, enquanto o Hawks sofreu seu segundo revés seguido após começar a temporada com seis vitórias.
As três derrotas seguidas do New Jersey coincidiram com os três jogos perdidos pelo armador Devin Harris, que após marcar 38 pontos na vitória sobre o Detroit Pistons na última sexta-feira, sofreu uma torção no tornozelo esquerdo e ficou de fora. Nesta sexta, Harris fez seu retorno e foi o melhor jogador em quadra, com 30 pontos, 8 assistências, 6 rebotes e 2 roubos. O armador, porém, jogou no sacrifício, sentindo dores durante a partida. “Nós passamos a fita de novo no intervalo. Eu me senti OK. Houve momentos em que eu forcei um pouco, mas (o tornozelo) segurou”, disse Harris. “Ele tem raça. Isso mostra o que ele tem dentro dele. Devin é um competidor e continua a crescer”, disse o técnico do Nets, Lawrence Frank, louvando seu esforço.
Harris fez seu retorno ser notado desde o início, combinando com o pivô calouro Brook Lopez - titular pela primeira vez na carreira - para fazer 14 a 5 para o Nets nos primeiros minutos. New Jersey terminou o primeiro quarto à frente por 27 a 22, mas permitiu a virada para 50 a 49 ao final do primeiro tempo, quando o Hawks acertou oito de seus 11 chutes de 3 pontos. O ala Marvin Williams já tinha 17 pontos, incluindo três cestas de longa distância.
Atlanta se manteve à frente, 76 a 73, ao final do terceiro quarto, quando o ala-armador Joe Johnson, principal jogador do time, começou a acertar seus chutes. O último quarto foi de muito ataque e pouca defesa, terminando em 42 a 32 para o time da casa. Harris acertou cestas de 3 consecutivas no início do período para fazer 88 a 84 para New Jersey. Com 4min15s por jogar, a vantagem do Nets ainda era de quatro pontos, após uma cesta de Johnson, e o ala-armador Vince Carter acertou uma série de cestas importantes para manter Atlanta à distância.
“Dê crédito a eles porque o técnico Frank lhes deixou preparados e nós não fizemos nossa parte hoje. Eles fizeram jogadas e acertaram cestas importantes na reta final. Nós simplesmente não tivemos resposta”, lamentou o técnico do Hawks, Mike Woodson.
Joe Johnson, do Atlanta, foi o cestinha, com 32 pontos, além de 9 rebotes e 5 assistências. Williams fez 21 pontos, mesma marca do reserva Flip Murray, o armador Mike Bibby marcou 12 pontos e o ala-pivô Al Horford teve 6 pontos, 11 rebotes e 4 assistências. Pelo New Jersey, Carter marcou 26 pontos, 7 assistências e 8 rebotes e Lopez fez um recorde pessoal de 25 pontos, além de 9 rebotes e 4 tocos. Ryan Anderson, outro pivô calouro, acrescentou 15 pontos, e Keyon Dooling contribuiu com 10 pontos. As duas equipes se reencontram neste sábado (15/11), no Phillips Center de Atlanta.
Sessions lidera Bucks à vitória sobre Memphis na prorrogação
O Milwaukee Bucks lutou bastante e conseguiu roubar uma vitória fora de casa contra o Memphis Grizzlies, na prorrogação, por 101 a 96 nesta sexta-feira (14/11). O herói do jogo foi o armador segundoanista Ramon Sessions, que continua provando seu merecimento de uma vaga no time titular.
Com o ala-armador campeão olímpico Michael Redd de fora pela sexta partida consecutiva, lesionado, Milwaukee teve péssimo aproveitamento nos arremessos, 38,5%, mas o Grizzlies também não estava com a mão calibrada, acertando apenas 39,5%. A diferença, porém, foi a enorme vantagem do Bucks nos rebotes, 62 a 36, característica típica dos times do técnico Scott Skiles. Milwaukee recuperou 23 rebotes ofensivos, contra apenas oito do rival. “Aqueles 23 rebotes ofensivos vão te machucar eventualmente, e foi o que aconteceu na prorrogação. Apenas levou um pouco mais de tempo. Eles nos superaram onde era mais importante, 28 a 12 em pontos de segunda oportunidade”, lamentou o técnico do Grizzlies, Marc Iavaroni.
O time da casa chegou a ter 16 pontos de vantagem no primeiro tempo, apenas para ver o Bucks voltar ao jogo quando o limitou a 15 pontos, aproveitamento de seis cestas em 20 arremessos, no terceiro período. Milwaukee empatou e, no último quarto, o ala Luc Richard Mbah a Moute tomou conta do jogo no garrafão, marcando 11 pontos. Os visitantes abriram 84 a 76 com 2min26s por jogar, mas Memphis juntou forças para uma última arrancada, 11 pontos consecutivos, com Rudy Gay liderando. Atrás por 87 a 84, o Bucks colocou a bola nas mãos de Sessions, que acertou a cesta de 3 com 9,4s restando para empatar tudo em 87 pontos. Ele ainda tentou outro arremesso, no desespero, no soar da sirene, mas errou.
“(Sessions) não chutou muitos triplos em sua carreira. Ele teve um bom chute e caiu. Se não fosse por este chute, não estaríamos aqui rindo no vestiário, estaríamos provavelmente tristes após uma derrota dura. Se não fosse por aquele chutes, não iríamos para a prorrogação”, disse o pivô Andrew Bogut, que fez 12 pontos e 15 rebotes para o Bucks, além de 7 turnovers.
No tempo extra, lá estava Sessions de novo, convertendo dois lances livres com 42,3s restando, para dar a liderança por 95 a 94 ao Bucks, que o time segurou até o final. Sessions terminou com 20 pontos, 6 rebotes e 4 assistências. O ala Richard jefferson teve 26 pontos e 10 rebotes, Mbah a Moute fez 19 pontos e 17 rebotes e o armador Luke Ridnour teve 14 pontos, 7 assistências e 6 rebotes. Pelo Grizzlies, o calouro OJ Mayo teve 25 pontos, o ala Rudy Gay fez 24 e o pivô Marc Gasol teve 18 pontos e 7 rebotes antes de ser desqualificado, com seis faltas.
Milwaukee (5v-5d) volta ao Bradley Center neste sábado (15/11) para enfrentar o campeão Boston Celtics. Memphis (3v-7d) segue jogando no FedEx Forum, onde recebe o Sacramento Kings na terça-feira (18/11)
O Atlanta Hawks provou na noite desta quarta-feira que não é fogo de palha. A equipe do estado da Georgia foi para Massachusetts enfrentar o atual campeão Boston Celtics com o status de único time invicto na Conferência Leste. Quem achava que o Hawks é o conhecido cavalo paraguaio e que iria ser facilmente superado pelo Celtics terá que rever seus conceitos. O Boston venceu, mas precisou suar muito para garantir o triunfo por 103 a 102 (51 a 51 no intervalo).
A vitória só foi possível graças a mais um lampejo da estrela de Paul Pierce. O ala acertou um chute preciso a 0.5 do fim e garantiu o oitavo triunfo do Celtics no campeonato. Ainda por cima, a equipe de Boston tomou a liderança da Conferência Leste do próprio Hawks. Mas, até acertar o arremesso de misericórdia, a equipe anfitriã perigou perder o primeiro jogo diante de sua torcida na temporada. A equipe de Atlanta endureceu o jogo durante todo o tempo e parecia que ia levar a melhor a 7s do fim, quando o ala Marvin Williams acertou uma tentativa de 3 e passou a frente, 102 a 101.
Pierce se prepara para chute decisivo e… (AP Photo/Michael Dwyer)
O chute certeiro de Pierce rendeu elogios até do técnico adversário, Mike Woodson: “Um grande arremesso feito por um grande jogador”, declarou o treinador do Hawks. “Eu, obviamente, detestei o desfecho da partida, mas não posso reclamar do meu time. Nós fizemos uma grande partida contra ums dos melhores times da liga e poderíamos ter vencido na casa deles”, concluiu.
Além de ter sido o herói da noite, Pierce também foi o cestinha da partida. O ala acertou oito de seus 14 arremessos e conectou 15 dos 16 lances que teve a disposição terminando o jogo com 34 pontos. “The Truth” (A verdade) ainda pegou seis rebotes. As outras estrelas do Celtics também tiveram papéis fundamentais para o triunfo, Kevin Garnett conectou 25 tentos, capturou 12 rebotes e ainda deu tocos enquanto que o ala-armador Ray Allen fez 17 pontos e pegou sete rebotes, completando a grande noite do “Big Three”.
Após a partida, Kevin Garnett revelou a conversa do técnico Doc Rivers com seus jogadores momentos antes da jogava decisiva: “Nós já havíamos desenhado a jogada decisiva, Rivers nos disse: ‘Bola para Pierce e deixem o caminho livre para ele. O Super homem está no comando da nave, vamos para casa’. Se você não acredita no que estou dizendo pergunte para Doc (Rivers) e ele te dirá exatamente isso”, revelou o ala-pivô.
…comemora com Eddie House, torcida delira ao fundo (AP Photo/Michael Dwyer)
O jogo reuniu as duas melhores campanhas da Conferência Leste. Apesar de entrar do Hawks ir para a partida invicto, o favoritismo era todo do Celtics. A equipe verde é a atual campeã, jogava em casa e mesmo os mais otimistas ainda mostravam certo ceticismo em relação a força do Hawks. Esse foi o oitavo êxito seguido do Celtics sobre o rival de Conferência em jogos disputados em Boston. Vale a pena lembrar que as equipes se enfrentaram na primeira rodada dos playoffs na última temporada e o Celtics venceu uma série muito equilibrada por 4 a 3.
Pela franquia visitante, o cestinha foi o ala-armador Joe Johnson. “JJ” errou 14 de suas 23 tentativas, mas mesmo assim deu muito trabalho a defesa do Celtics, conectando 28 pontos e dando sete assistências. O armador veterano Mike Bibby assinalou 16 tentos e foi seguido de Marvin Williams e Ronald “Flip” Murray, ambos com 14 tentos. Fechando a lista de jogadores do Hawks que fizeram dígitos duplos, o ala-armador Maurice Evans, que conectou 13 pontos e coletou cinco rebotes.
O Hawks esteve muito perto de conseguir sua quinta vitória na estrada nesta temporada. A equipe do estado da Georgia chegou a liderar por dezesseis pontos no primeiro tempo, 44 a 28. O Celtics, entretanto, reagiu antes do intervalo e conseguir ir para os vestiários empatado com o rival. O terceiro período foi muito equilibrado e teve doze trocas na liderança, terminando com um ponto de vantagem para o Atlanta, 76 a 75.
Joe Johnson deu trabalho ao Celtics, mas não evitou primeira derrota do Hawks (AP Photo/Michael Dwyer)
No último quarto o panôrama continuou o mesmo, trocas na liderança e indefinição. O Celtics só conseguiu abrir uma “folga” após duas cestas de Ray Allen, 92 a 88, com 3min39s para o fim. Mas a diferença se evaporou nos minutos seguintes. Joe Johnson empatou a peleja em 99 tentos após uma linda bandeja invertida, isso tudo a 35s do fim. No lance seguinte, Paul Pierce sofreu falta e converteu os dois lances livres que teve a disposição e deu ao Celtics dois tentos de vantagem, 101 a 99. Tudo isso antes das cestas decisivas de Marvin Williams e Paul Pierce que decidiram a partida.
O Atlanta Hawks (6v-1d) tentará a recuperação na noite desta sexta-feira contra o New Jersey Nets, fora de casa. Já o Boston Celtics (8v-1d) também entrará em quadra na noite desta sexta. A equipe verde de Massachusetts irá enfrentar o Denver Nuggets, do brasileiro Nenê, no TD Banknorth Garden, em Boston.
O ala-pivô Al Horford surpreendeu em sua temporada como novato e os especialistas alimentaram grandes expectativas em torno do atleta para esta temporada. Entretanto, Horford começou o campeonato meio apagado e ofuscado pelas belas atuações de Joe Johnson, Mike Bibby e Josh Smith. Porém, na noite desta terça-feira o jovem ala-pivô brilhou, fez sua melhor partida na NBA e liderou o Atlanta Hawks na vitória sobre o Chicago Bulls por 113 a 108 (55 a 52 no intervalo).
O dominicano de 22 anos conectou 27 pontos, pegou 17 rebotes e deu seis tocos para ajudar o Atlanta Hawks a ter seu melhor início de campeonato desde a temporada 1997/98, quando venceu seus onze primeiros jogos. Em 41 minutos na quadra, o ala-pivô assinalou nove de seus 18 arremessos e nove dos 13 lances livres que teve a disposição. Após a partida, Horford estava extasiado.
Al Horford (nº15) comandou o Hawks com uma atuação soberba (AP Photo/Paul Beaty)
“Nós estamos mostrando que somos um time de verdade e que não dependemos apenas de Joe (Johnson)”, declarou Horford. “Amadurecemos do último campeonato pra cá e todo o time está se destacando, por isso conseguimos manter o nível nas partidas mesmo quando não temos todos os jogadores a disposição. Ele (Joe Johnson) está muito feliz, pois sabe que agora tem um elenco para apoiá-lo”, concluiu.
Além de ter mantido a invencibilidade, o Hawks quebrou uma incômoda escrita diante do Bulls. O Hawks não vencia o rival de Conferência em Chicago havia sete jogos. O armador Mike Bibby também teve uma apresentação importante. O veterano assinalou três bolas do perímetro no último quarto e freou a reação do adversário. Bibby terminou a partida com 22 pontos, cinco assistências e três rebotes.
Com seus companheiros em noite inspirada, o cestinha do Atlanta, o ala-armador Joe Johnson, se deu ao luxo de fazer uma partida ruim. Ele acertou apenas quatro de seus 16 arremessos, mas mesmo assim finalizou o duelo com 17 pontos, dividindo a condição de terceiro cestinha do time visitante junto com o reserva Maurice Evans. “JJ” ainda foi importante com suas oito assistências. O ala Marvin Williams e o pivô Zaza Pachulia fizeram 13 e 12 tentos, respectivamente.
Pelo Bulls, o principal jogador foi o armador Derrick Rose. O novato teve sua melhor apresentação em sua curta carreira como profissional, registrando 26 pontos, 10 rebotes e seis assistências. Esse foi o primeiro duplo-duplo da carreira do atleta de 19 anos. Os alas Andres Nocioni e Luol Deng contribuíram com 20 e 19 tentos, respectivamente. O sudanês Deng ainda pegou 10 rebotes. Quem também anotou 19 tentos foi o ala-armador Ben Gordon. O suíço Thabo Sefolosha conseguiu 13 tentos enquanto que o pivô Aaron Gray pegou 10 sobras.
Assim como Horford, Derrick Rose fez sua melhor partida na carreira, mas não evitou tropeço do Bulls (AP Photo/Paul Beaty)
Mesmo com toda essa artilharia, o time de Illinois não conseguiu impedir sua primeira derrota atuando no seu United Center nesta temporada. Luol Deng não poupou criticas a si mesmo e aos companheiros na hora de analisar o que deu errado: “Nossa defesa foi horrível”, cravou. “Nós fizemos um trabalho ruim ofensivamente e sempre éramos pegos na transição, o que dificultava a defesa. Além disso, nós não ajudamos uns aos outros”, concluiu.
O Bulls jogou bem desfalcado. O armador Kirk Hinrich ficará cerca de três meses longe das quadras, ele teve uma séria lesão na mão e teve que passar por cirurgia. O ala-armador Larry Hughes, com uma lesão no ombro, e o ala-pivô Drew Gooden, com uma lesão no tornozelo, também não atuaram nesta terça.
O Chicago Bulls (3v-5d) tentará a recuperação na próxima quinta-feira quando receberá a visita do Dallas Mavericks. Já o Atlanta Hawks (6v-0d) enfrentará o atual campeão Boston Celtics, em Massachusetts, na noite desta quarta-feira. O time do estado da Georgia já venceu quatro partidas fora de casa nesta temporada.
Apenas dois times continuam imbatíveis neste começo de temporada. Um é o Los Angeles Lakers, da Conferência Oeste. O outro é do Leste. Agora, você que não está acompanhando a fundo o campeonato pode arriscar: “Ah, é o Boston!”. Nada disso. “E o Detroit?”. Também não. Quem está invicto e lidera a Conferência Leste é o jovem e surpreendente Atlanta Hawks. Na noite deste domingo, o Hawks foi até Oklahoma e manteve seu recorde intacto com a vitória por 89 a 85 (48 a 41 no intervalo) sobre o Thunder.
O ala-armador Joe Johnson foi peça fundamental para outra vitória da equipe de Atlanta. A estrela do Hawks fez 25 pontos e, mesmo não estando numa noite inspirada, foi o principal jogador ofensivo da equipe visitante. “JJ” ainda recuperou quatro bolas e deu duas assistências. O objetivo do Atlanta no momento é quebrar a sequência de vitórias consecutivas num mesmo campeonato. O atual recorde da franquia é de 11 triunfos seguidos durante a temporada 1997/98.
Para o técnico Mike Woodson, seus jogadores gostaram de sentir o gosto da vitória e não querem abrir mão disso: “Nós experiementamos pela primeira vez como era estar entre os mlhores no ano passado. Fizemos um bom playoff contra o Celtics, quase vencemos e parecem que eles (seus jogadores) gostaram desse sentimento (da vitória). Agora, eles querem se consolidar como vencedores”, finalizou o treinador.
Joe Johnson liderou o Hawks mais uma vez (AP Photo/Sue Ogrocki)
Porém, o triunfo não foi fácil para o Hawks. A equipe do técnico Mike Woodson passou por maus lençóis diante do caçula Thunder. Após três períodos onde o equilíbrio predominou, o Oklahoma City foi para o último período com vantagem de quatro pontos, 62 a 58. A franquia de Atlanta mostrou porque está invicta e iniciou a parcial decisiva com tudo, tomando a ponta logo nos primeiros minutos.
Só que o Thunder, apoiado pela torcida, não se intimidou e retomou a liderança. Em pouco mais de um minuto, a equipe anfitriã deu um arrancada, aumentando a diferença para sete pontos, 75 a 68, com 6min45s para o fim. Mas o jogo era lá e cá e estava longe de uma definição, por isso o Hawks voltou a ponta e os times trocaram a liderança por algumas vezes. O time do estado da Georgia só conseguiu garantir a vitória no minuto final, quando Joe Johnson e Mike Bibby tomaram as rédeas e fizeram cestas importantes, dando uma liderança de seis pontos, 86 a 80, com apenas 34s restando no relógio.
A partida foi mais difícil do que as outras para o Hawks graças a ausência do ala Josh Smith, que continua no departamento médico. O ala Marvin Williams até que substituiu Josh a altura, com 16 pontos e sete rebotes, mas não impôs a mesma energia defensiva que o lateral lesionado. Os armadores Ronald “Flip” Murray e Mike Bibby contribuíram com 14 e 13 pontos, respectivamente. O reboteiro do Hawks foi o ala-pivô Al Horford, que capturou 12 rebotes.
Pelo Oklahoma City Thunder, que acumulou sua terceira derrota em casa nesta temporada, o cestinha foi o ala-armador Kevin Durant. O atleta de 2,06m de altura conectou 20 pontos e ainda pegou quatro rebotes e deu três assistências. O novato Russell Westbrook contribuiu com 15 tentos, o ala-pivô Joe Smith fez 14 pontos e pegou nove rebotes. O armador Earl Watson assinalou 11 tentos, distribuiu seis assistências e pegou quatro rebotes.
Kevin Durant (nº35) tenta infiltração, mas é cercado por Al Horford (nº15) (AP Photo/Sue Ogrocki)
O cestinha Kevin Durant afirmou que o Oklahoma City Thunder precisa melhorar na hora de finalizar a partida: “Nós estamos perdendo os jogos por pouco, isso é bom por um lado e ruim por outro. Bom porque mostra que nós temos um time que pode enfrentar qualquer um de igual para igual e ruim pois nós sempre sofremos viradas no fim. Preciso melhorar nos momentos decisivos”, concluiu.
O Oklahoma City Thunder (1v-5d) entra em quadra novamente na noite desta segunda-feira. A equipe treinada por PJ Carlesimo vai até o Conseco Field House para enfrentar o Indiana Pacers. Já o Atlanta Hawks (5v-0d) visitará o Chicago Bulls na noite desta terça-feira.
O último time invicto da Conferência Leste é uma surpresa geral. O Atlanta Hawks, que no ano passado entrou nos playoffs apesar de ter apenas 37 vitórias em 82 jogos, começou a temporada arrasador e derrotou o Toronto Raptors por 110 a 92 nesta sexta-feira (7/11), em casa no Phillips Center.
É a quarta vitória consecutiva do Hawks, todas sobre times que estiveram nos playoffs no ano passado, incluindo triunfos fora de casa contra os favoritos ao título Orlando Magic e New Orleans Hornets. É o melhor início do clube desde 1997, quando venceu seus 11 primeiros jogos. “Dá para ver nossa confiança. Estamos entrando e executando. Os quatro times que enfrentamos são times que nos deram problemas no passado. Nós temos de validar isto trazendo o mesmo esforço todos os dias”, comentou o ala-armador Joe Johnson autor de 17 pontos, 7 rebotes e 6 assistências para Atlanta.
O nome do jogo, porém, foi o armador Mike Bibby. Obtido em uma troca com o Sacramento Kings no meio do ano passado para ajudar o Hawks a retornar aos playoffs pela primeira vez desde 1999, o veterano se adaptou bem, e a equipe levou o Boston Celtics ao limite na primeira rodada dos playoffs. Nesta sexta, Bibby foi cestinha do time, com 19 pontos, todos no primeiro tempo, além de 12 assistências. Com a mão quente, ele acertou quatro cestas de 3 pontos em uma arrancada de 18 a 4 no segundo quarto, e o time liderava por 62 a 50 no intervalo.
“Eu continuei chutando (no primeiro tempo), eles estavam me deixando sozinho. É um começo empolgante. Se tivéssemos mais ataque do que tivemos hoje, seríamos incríveis”, disse Bibby.
Os reservas Ronald Murray e Maurice Evans tiveram 16 e 15 pontos, respectivamente, e o ala Marvin Williams acrescentou 14. A série de vitórias do Atlanta, porém, pode estar com os dias contados: o ala Josh Smith, um dos destaques do time, torceu o tornozelo esquerdo com 56s restando no primeiro quarto. Segundo o clube, ele pode ficar de fora entre duas e quatro semanas. O técnico Mike Woodson, porém, estava otimista: “Ele se recupera rápido. Não espero que ele esteja fora por muito tempo. Vamos avaliá-lo amanhã”.
O ala-pivô Chris Bosh, campeão olímpico com a seleção americana, teve 26 pontos e 8 rebotes. O pivô Jermaine O’Neal contribuiu 17 pontos, 4 rebotes, 3 assistências e 3 tocos, e o ala Jason Kapono acrescentou 14 pontos.
Jerry Sloan conquista milésima vitória com Utah Jazz
No Oeste, o Utah Jazz também manteve sua invencibilidade ao derrotar o Oklahoma City Thunder em casa, na EnergySolutions Arena, por 104 a 97. Mais impressionante, porém, foi o fato de ser a milésima vitória do técnico Jerry Sloan com Utah, o único técnico na história da NBA a chegar à marca com apenas um time.
Sloan, porém, como de costume, não quis fazer barulho por causa da marca. Cumprimentou algumas mãos, foi cumprimentado pelo técnico do Thunder, PJ Carlesimo, e saiu para o vestiário o mais rápido que pôde. Ele não escapou, porém, dos cantos da torcida, que berrou “Jer-ry! Jer-ry!” em sua homenagem por todo o último minuto. “Queria ter conseguido me esconder embaixo das arquibancadas e saído de lá um pouco mais rápido”, disse Sloan, deixando escapar um pequeno sorriso.
Dois anos atrás, Sloan conquistou sua milésima vitória como treinador e também não quis fazer estardalhaço, apenas agradecendo aos fãs e mudando o assunto para falar do jogo. O Jazz abriu 31 pontos no primeiro tempo, mas deixou o Thunder cortar a diferença para oito no último período. “É divertido assistir aos nossos jogadores. É divertido assistir a eles jogarem bem, e é um pouco preocupante quando eles não jogam tão bem quanto você gostaria”, disse o técnico.
Sloan tem 1.000 vitórias e 596 derrotas desde que assumiu o time, substituindo Frank Layden, quase 20 anos atrás. “É algo incrível. Um mil, é um número enorme. Tenho certeza que um dia ele vai se orgulhar disto, mas você sabe como ele é. Ele não vai admitir”, disse o ala Kyle Korver, que marcou 13 pontos para o Jazz. “É um tributo a ele e todos os jogadores e treinadores que trabalharam com ele. Quando tudo estiver terminado, ele será considerado, sem dúvidas, um dos melhores na nossa profissão”, disse Carlesimo.
O Jazz, com cinco vitórias na temporada, jogou novamente sem o armador campeão olímpico Deron Williams, ainda em recuperação de uma lesão no tornozelo esquerdo. Na sua ausência, o ala-pivô Carlos Boozer, outro medalhista de ouro olímpico, liderou o time com 21 pontos, 9 rebotes e 5 assistências. O pivô Mehmet Okur e o reserva Andrei Kirilenko marcaram 16 pontos cada - Kirilenko acrescentou 12 rebotes. O ala-armador Ronnie Brewer teve 11 pontos e o armador reserva Brevin Knight teve 11 assistências. Pelo Thunder, o ala Kevin Durant marcou 24 pontos, Jeff Green teve 22, o reserva Desmond Mason marcou 18 pontos e o armador Earl Watson, 13.
O New Orleans Hornets sofreu a primeira derrota do ano nas mãos do Atlanta Hawks, por 87 a 79, em Nova Orleans. O ala-armador Joe Johnson fez 24 pontos para o Hawks, Josh “The ATLien” Smith fez 11 pontos e pegou 11 rebotes, e Marvin Williams contribuiu com 11 pontos. Chris Paul liderou o time da casa com 22 pontos, David West adicionou 15 e James Posey 10.
Flip tenta um passe por baixo de Armstrong
Pela primeira vez em 11 anos o Hawks inicia uma temporada com 3V-0D. Uma das novidades na equipe é Flip Murray, que fez 14 pontos no jogo.
Com Tyson Chandler e Peja Stojakovic de volta ao time, o Hornets pareceu começar bem. Chandler fez a primeira cesta do jogo, mas o Hawks respondeu fazendo 8 a 0 e liderou pelo resto do primeiro tempo.
Paul com mais uma assistência
Com cestas de Williams e Johnson os visitantes abriram 10 pontos, 24 a 14, no final do primeiro quarto.Paul voltou ao jogo e o time da casa melhorou, diminuindo a vantagem para 31 a 27.
O Hornets diminuiu a diferença para 43 a 40, mas Mike Bibby acertou uma cesta de três no último segundo do primeiro tempo, abrindo 46 a 40.
Paul voltou bem no terceiro quarto, liderando a virada do time, 62 a 58. Mas o Hawks não desistiu e tomou conta do quarto período.
Williams acertou três bolas de três pontos, a última nos três minutos finais, que deu uma liderança de 83 a 74 para o Hawks.
“Isso mostra a maturidade do time. Os jogadores têm mais um ano de experiência. O crescimento aparece quando vencemos fora de casa”, falou o ATLien.
Após a derrota do Boston Celtics para o Indiana Pacers, restaram apenas três invictos na Conferência Leste, todos conquistando vitórias na noite de sábado (1/11). Do trio, o mais surpreendente é o Atlanta Hawks, que após chegar aos playoffs pela primeira vez em nove anos em 2007-08, começou a temporada 2008-09 com duas vitórias, batendo o Philadelphia 76ers por 95 a 88 em casa. Os outros dois invictos são o Detroit Pistons, que derrotou o Washington Wizards em casa por 117 a 109, e o Toronto Raptors, que venceu o Milwaukee Bucks por 91 a 87 fora de casa e é o único do trio com três jogos disputados.
É a primeira vez que o Hawks vence seus dois primeiros jogos desde 1998-99, a última vez que o time chegou aos playoffs antes de seu retorno neste ano. As duas vitórias foram sobre equipes candidatas aos playoffs do Leste: o campeão divisional Orlando Magic e o reforçado Philadelphia 76ers. Ambos também estiveram na pós-temporada em 2007-08. “Os caras sentiram o gosto no ano passado. Eles querem voltar lá. Eu sei que ainda é cedo, mas se jogarmos defesa e buscarmos rebotes como fizemos (hoje), nós estaremos em vários jogos”, disse o técnico do Hawks, Mike Woodson.
A defesa do Atlanta subiu de nível no segundo tempo e principalmente no último quarto, quando limitou Philadelphia a 13 pontos. A primeira vantagem do time em toda a partida só veio com 1min53s restando no jogo, quando o ala Josh Smith buscou um rebote defensivo e ligou rapidamente com o ala-armador Joe Johnson do outro lado da quadra para uma enterrada. Com o Hawks à frente por 90 a 88, Johnson recebeu a bola perto do topo do garrafão. Após deixar Thaddeus Young no chão, o jogador arremessou de bem atrás da linha de 3 pontos e acertou de chuá, sacudindo os 19.651 espectadores que lotaram o Philips Center. “Eu não tinha nenhuma intenção de passar a bola. Estava olhando direto para a cesta”, disse Johnson, cestinha da partida com 35 pontos, além de 5 assistências.
“Ele é como um video game. Alguns dos chutes que ele acerta são simplesmente loucos”, comentou Young, que marcou 17 pontos no primeiro tempo, quando o Sixers dominou o Hawks, abrindo 44 a 21 durante o segundo quarto e levando uma vantagem de 57 a 44 ao intervalo. Porém, Atlanta voltou com uma nova atitude no segundo tempo, diminuiu para dígitos simples no terceiro quarto e fez 29 a 13 nos 12 minutos finais. Josh Smith, que não acertou nenhum de seus sete primeiros arremessos, acertou seis de nove no segundo tempo para terminar com 14 pontos, 11 rebotes, 3 assistências e 3 roubos. O armador Mike Bibby contribuiu 19 pontos.
Young terminou com 22 pontos para o Sixers. O ala-pivô Elton Brand, maior reforço da franquia para a temporada, fez um duplo-duplo de 17 pontos e 16 rebotes. Andre Iguodala marcou 16 pontos, Andre Miller teve 11 pontos e 8 assistências e Samuel Dalembert contribuiu 12 pontos e 11 rebotes.
O começo invicto do Pistons é algo esperado de um time que chegou às finais da Conferência Leste nos últimos seis anos. O que não se esperava era que um dos grandes destaques de sua vitória por 117 a 109 sobre Washington fosse o ala Walter Herrmann, engrossando a lista de argentinos de sucesso na NBA. Saído do banco de reservas, Herrmann anotou 16 pontos, incluindo três cestas de 3, 7 rebotes e 4 assistências e teve seu nome gritado em coro pelos 22.076 espectadores que ocuparam todo o Palace of Auburn Hills.
“Foi inacreditável. Eu estava com muita confiança hoje”, disse Herrmann. “Walter foi ótimo hoje, e é muito mais do que os chutes que ele está acertando. A sua defesa e sua habilidade de mover a bola são ambas coisas que ajudam nosso time quando ele está em quadra. Ele faz as coisas básicas que temos de fazer para vencer”, elogiou o técnico Michael Curry, estreante que está usando Herrmann bem mais do que seu antecessor, Flip Saunders, e mesmo que os treinadores do Charlotte Bobcats utilizaram o argentino antes de ser trocado para Detroit no meio da última temporada.
O lateral recebeu bom tempo de quadra quando o Indiana Pacers, adversário de estréia, e Washington lançaram formações mais baixas em quadra, explorando uma velha característica de Herrmann com a seleção argentina. “Quando eles entram com um time baixo, eu posso jogar tanto na posição 3 quanto 4, então isso nos deixa mudar as coisas. Executamos um jogo bastante aberto quando eles jogam pequenos contra nós”, explicou Herrmann. Até o técnico adversário reconheceu o valor da atuação do argentino. “Achei que nossa defesa foi muito boa em alguns momentos, mas Walter Herrmann acertou cestas, e esta foi a diferença. Ele fez cesta importante atrás de cesta importante atrás de cesta importante, e não conseguimos superar isto”, disse Eddie Jordan.
O Pistons tinha 47 a 30 de vantagem em meio ao segundo quarto, mas o reserva Juan Dixon, que jogou pelo Detroit no ano passado, marcou sete pontos para comandar uma arrancada de 22 a 4 que deu aos visitantes uma vantagem de um ponto no intervalo. O time da casa, no entanto, retomou a frente no início do terceiro quarto e ampliou para 77 a 70 em uma jogada de três pontos de Herrmann. O Wizards conseguiu reduzir para dois pontos no início do último quarto em uma jogada de três pontos do ala-pivô Antawn Jamison, mas Detroit, liderado pelo reserva Rodney Stuckey, não deixou o Wizards se aproximar mais do que isto.
O ala-armador Richard Hamilton foi o cestinha, com 24 pontos, mesma marca de Jamison para o Wizards. O ala-pivô rasheed Wallace, porém, anotou 17 pontos, 12 rebotes e 6 tocos para o Pistons. O armador Chauncey Billups fez 12 pontos e 8 assistências, e Stuckey e Jason Maxiell marcaram 11 pontos cada. O banco do Detroit fez 55 pontos na partida. Pelo Wizards, o ala Caron Butler fez 21 pontos, 6 rebotes e 6 assistências, e o reserva Nick Young marcou 23 pontos.
O Raptors chegou à sua terceira vitória, 91 a 87 sobre Milwaukee, com dificuldade. Após Toronto marcar 12 pontos consecutivos e abrir 75 a 65, o técnico do Bucks, Scott Skiles, lançou o calouro Luc Richard Mbah a Moute para marcar de perto o ala-pivô Chris Bosh, maior astro do time canadense. O novato não deu espaços para o ala-pivô e o Bucks reagiu, arrancando em 15 a 4 e virando em um gancho de Mbah a Moute sobre Bosh, 85 a 84 com 37s no relógio. Porém, na posse seguinte, Bosh passou para o armador espanhol José Calderón quando a defesa lhe cercou, e Calderón não decepcionou, acertando uma cesta de 3 com 21s restando.
“Ele me conhece, eu o conheço. Quando ele estiver preso ou algo assim, ele vai me procurar. Eu estava pronto para aquele arremesso uns cinco segundo antes de receber o passe”, disse Calderón, que bateu seu recorde pessoal de ponto, marcando 25, além de 9 assistências e 5 rebotes.
“Eu disse aos caras que eles teriam de arremessar hoje, porque eles (Bucks) não estavam dando nenhum espaço para Chris (Bosh) e Jermaine (O’Neal) jogarem lá embaixo. Eu achei que Chris e Jermaine fizeram um ótimo trabalho em se livrar da bola e deixar seus companheiros fazerem jogadas”, disse o técnico Sam Mitchell. Como resultado, todos os titulares do Raptors marcaram em dígitos duplos. Bosh fez 20 pontos, 10 rebotes e 6 assistências, Jamario Moon teve 15 pontos e O’Neal e Anthony Parker marcaram 11 pontos cada.
Pelo Bucks, o ala-armador Michael Redd, campeão olímpico com a seleção americana em Pequim, marcou 19 pontos, mas acertou apenas um de seis arremessos de 3 e errou um chute da zona morta que poderia ter empatado o jogo nos segundos finais. Charlie Villanueva fez 16 pontos, o pivô Andrew Bogut teve 14 pontos e 9 rebotes e o armador Ramon Sessions contribuiu 12 pontos e 9 rebotes.
Todos os resultados da rodada de sábado da NBA:
Atlanta Hawks 95 x 88 Philadelphia 76ers
Indiana Pacers 95 x 79 Boston Celtics
Orlando Magic 121 x 103 Sacramento Kings
Charlotte Bobcats 100 x 87 Miami Heat
Detroit Pistons 117 x 109 Washington Wizards
New Jersey Nets 97 x 105 Golden State Warriors
New Orleans Hornets 104 x 92 Cleveland Cavaliers
Minnesota Timberwolves 85 x 95 Dallas Mavericks
Chicago Bulls 96 x 86 Memphis Grizzlies
Houston Rockets 89 x 77 Oklahoma City Hornets
Milwaukee Bucks 87 x 91 Toronto Raptors
Denver Nuggets 97 x 104 Los Angeles Lakers
Utah Jazz 101 x 79 Los Angeles Clippers
Phoenix Suns 107 x 96 Portland Trail Blazers
O Atlanta Hawks estragou a estréia em casa do Orlando Magic nesta quarta-feira (29/10) e venceu o rival divisional por 99 a 85 na Amway Arena, apesar de uma grande atuação do pivô Dwight Howard, do Orlando Magic. Foi a primeira vitória do Atlanta em uma estréia fora de casa desde 1987.
Howard foi homenageado antes da partida pela medalha de ouro olímpica conquistada em Pequim com a seleção americana. Além disso, a franquia recebeu e festejou jogadores e treinadores do time original do Magic, da temporada 1989-90 - o clube comemora sua 20ª temporada na NBA neste ano. A festa motivou os visitantes, especialmente o ala-armador Maurice Evans, titular do Orlando por boa parte do ano passado. “Eles fizeram muita celebração antes de o jogo começar. Nós viemos com o foco certo e demos conta do recado”, disse Evans, que se juntou ao Hawks após não ter seu contrato renovado pelo time floridiano.
Orlando errou 15 de seus 18 arremessos iniciais, e com Atlanta dominando também os rebotes, ficou quase seis minutos sem pontuar durante os últimos minutos do primeiro quarto, caindo em desvantagem de 23 a 8. No meio deste período, o clube honrou seu time inaugural, durante um tempo. “O último bom momento (do Magic) foi quando eles apresentaram os caras de 20 anos atrás. E nós provavelmente jogamos com a mesma energia que aqueles caras têm”, desabafou o técnico Stan Van Gundy.
O time da casa conseguiu diminuir para 47 a 40 antes do intervalo, mas o Hawks, mesmo sem o ala Marvin Williams - servindo uma suspensão de um jogo - fez 27 a 15 no terceiro período e chegou a ter 19 pontos de vantagem. O Magic reduziu para sete pontos no último minuto, mas o armador Mike Bibby acertou três lances livres - após falta flagrante de Hedo Turkoglu - e selou a vitória do Atlanta.
Orlando acertou apenas 37% de seus arremessos e cometeu 15 desperdícios de bola. “Eu vou levar a maior parte da culpa por nossos problemas ofensivos. Não consegui achar uma coisa ofensiva que pudéssemos executar que nos desse qualquer bom movimento de bola, qualquer chute bom. Achei que forçamos as jogadas”, disse Van Gundy, cujo banco de reservas foi superado por 27 a 11. “Não conseguimos nada do nosso banco. Foi uma noite ruim em todos os lados”, lamentou o treinador.
Os alas Turkoglu e Rashard Lewis não tiveram espaços. O turco terminou com 13 pontos, e Lewis foi eliminado com seis faltas e 11 pontos. O ala-armador Mickael Pietrus, que substituiu Evans no elenco, marcou 20 pontos. Howard liderou Orlando com 22 pontos - 12 deles no último quarto - 15 rebotes, 5 roubos e 5 tocos - ele prometeu, durante a pré-temporada, liderar a NBA em rebotes e tocos. Ele terá uma competição forte no ala Josh Smith, que apesar de jogar com uma torção no tornozelo, anotou 17 pontos, 10 rebotes, 4 roubos e 5 tocos. O ala-armador Joe Johnson foi o cestinha, com 25 pontos, além de 7 rebotes. Bibby fez 12 pontos, o pivô Al Horford teve 10 pontos e 9 rebotes, e o reserva Ronald “Flip” Murray acrescentou 14 pontos. O Hawks recebe o Philadelphia 76ers no sábado (1/11), e Orlando visita o Memphis Grizzlies na sexta (31/10).
Nets derrota Wizards fora de casa
O New Jersey Nets estreou com o pé direito, derrotando o Washington Wizards fora de casa, 95 a 85 no Verizon center de Washington, D.C. O ala-armador Vince Carter, eleito capitão do Nets por seus companheiros, mostrou sua liderança e marcou 21 pontos, 6 assistências e 3 rebotes.
“Nós mostramos muita compostura. Os garotos, eu disse a eles: ‘Joguem o jogo porque o amam. Divirtam-se. Deixem o jogo vir a vocês. Se fizerem um erro, esqueçam, não acumulem”, disse Carter, cujo Nets passa por uma grande reformulação, enquanto o Wizards, apesar de poucas mudanças para a temporada, começa o campeonato sem os titulares Gilbert Arenas, que deve voltar em dezembro, e Brendan Haywood, que pode perder a temporada após uma cirurgia no pulso direito. Em compensação, o pivô Etan Thomas, substituto de Haywood, jogou pela primeira vez uma partida oficial desde 30 de abril de 2007. Ele passou por cirurgia no coração no ano passado, mas pareceu em boa forma, com 10 pontos e 8 rebotes.
O jogo foi equilibrado, com muitas trocas de liderança. Carter acertou um chute de média distância no fadeaway sobre o ala Caron Butler, com 1min por jogar, para fazer 90 a 82 e praticamente selar a vitória. O Nets arrancou em 11 a 2 nos últimos quatro minutos de jogo, antes de Andray Blatche fazer uma cesta com 11s para pôr números finais no placar. Washington acertou apenas 37% de seus arremessos e 67% de seus lances livres.
“Você precisa fazer que seus jogadores principais ponham sua marca no jogo, como Vince Carter fez, como Yi (Jianlian) fez. Estes são os melhores caras deles. E os nossos melhores tinham de ter deixado sua marca no jogo, e eles não fizeram isto”, lamentou o técnico Eddie Jordan. Com Arenas lesionado, esses melhores jogadores são Butler, que marcou 13 pontos, 11 rebotes e 5 assistências, e o ala-pivô Antawn Jamison, que teve 14 pontos. A dupla, porém, combinou para nove acertos em 29 arremessos.
O ala-pivô chinês Yi Jianlian, obtido em uma troca com o Milwaukee Bucks na noite do draft, marcou 17 pontos e 6 rebotes em sua estréia oficial pelo Nets. Jarvis Hayes, reserva do Nets que começou a carreira no Wizards, marcou 14 pontos, e o armador Devin Harris acrescentou 13 pontos, 5 rebotes e 5 assistências. O Nets teve a estréia de três calouros: o pivô Brook Lopez, com 8 pontos e 8 rebotes, o pivô Ryan Anderson, com 5 pontos, 3 rebotes e 2 assistências, e o ala-armador Chris Douglas-Roberts, com 2 assistências. DeShawn Stevenson fez 14 pontos para o Wizards, Andray Blatche teve 13, e Nick Young acrescentou 10.
Ambos os times voltam à ação no sábado (1/10): O Nets recebe o Golden State Warriors no Izod Center e o Wizards visita o Detroit Pistons no Palace of Auburn Hills.
O capitão do Atlanta Hawks, Joe Johnson, garante que nenhum jogador da NBA que jogou a pré-temporada pode dizer que não tem alguma lesão, mesmo pequena. E o ala-armador é um deles. Johnson perdeu a última partida do Hawks com dores na virilha.
Pequena lesão não deve tirar Johnson da primeira partida da temporada
“Não acho que é possível. Definitivamente estou onde deveria estar. Mas, agora, ninguém pode dizer que está 100%. Sempre tem dores e batidas. Se você não fez nada na pré-temporada deve estar bem” disse Johnson.
Após uma excelente temporada o Hawks começa 2008-09 com problemas. O ala Josh “The ATLien” Smith torceu o tornozelo na partida contra o Detroit pistons.
Johnson e Smith devem jogar na estréia contra o Orlando Magic. Mesmo assim, Smith não participou do último treino do Hawks.
“Vou treinar hoje. Participei de tudo, só não treinei. Mas estou pronto”, falou “The ATLien”.
Mas a equipe já tem desfalques garantidos para a primeira partida. Marvin Williams cumpre um jogo de suspensão por uma falta flagrante na partida sete contra o Boston Celtics.
A Divisão Sudeste é facilmente a mais fraca da Conferência Leste, com muitos times em transição ou fase de crescimento. O Washington Wizards tem o maior número de All-Stars e a maior regularidade do grupo nos últimos anos, tendo se classificado aos playoffs nas últimas quatro temporadas, mas o Orlando Magic, atual campeão divisional, é o favorito ao bi e a uma das quatro primeiras posições da conferência nos playoffs. Após fazer a pior campanha da NBA no ano passado, o Miami Heat tenta se recuperar com o retorno de Dwyane Wade, enquanto o Atlanta Hawks quer construir em cima de seu retorno à pós-temporada no ano passado e sua surpreendente série de sete jogos contra o campeão Boston Celtics. O Charlotte Bobcats torce para que o novo técnico Larry Brown extraia o melhor de seu promissor elenco e consiga a primeira vaga em playoffs de sua história.
Atlanta Hawks
Ginásio: Phillips Center Títulos: Um (1958 - como St. Louis Hawks) Temporada 2007-08: Eliminado na primeira rodada dos playoffs (37v-45d, 3 a 4 contra o Boston Celtics) Estréia: 29/10, contra o Orlando Magic, fora de casa
O Hawks voltou a ser um time de playoffs na temporada passada após nove anos de ausência - embora deva sua classificação à fraqueza da Conferência Leste, já que não conseguiu uma campanha positiva, ficando a quatro vitórias de um aproveitamento de 50%. A franquia vive há anos uma crise por causa do racha de seus proprietários, o que limitou o poder de gasto dos dirigentes da equipe. As escolhas desastradas em drafts não facilitaram a vida do clube, que mesmo assim conseguiu montar um cinco inicial respeitável, com três jogadores obtidos no draft e dois em trocas. Desses dois, o armador Mike Bibby foi o último a chegar, no meio da temporada passada, mas ajudou a liberar o potencial de Joe Johnson, que passou a conduzir menos a bola e se concentrar mais em finalizar. A chegada aos playoffs reenergizou o time e a torcida, famosa por não comparecer com freqüência mesmo nos melhores momentos. A combinação resultou em uma série de primeira rodada pegada com o eventual campeão Boston Celtics. Apesar de sofrer derrotas esmagadoras em Boston, o time não perdeu em casa e levou a série aos sete jogos possíveis.
Melhor entrosado e mais experiente, o cinco inicial do Hawks tem tudo para ser um dos melhores da liga, com Al Horford tomando conta do garrafão e rebotes, Mike Bibby armando e chutando de 3, Josh Smith e Marvin Williams puxando os contra-ataques em velocidade e Johnson para resolver quando a defesa estiver fechada. O maior problema do Hawks é o banco. O ala Josh Childress, um dos melhores Sextos Homens da liga, recebeu uma proposta tentadora do Olympiacos, da Grécia, onde receberia mais dinheiro e seria titular, e abandonou os EUA. Sem Childress, o exército de suplentes do Atlanta perde em muito. O time trouxe Maurice Evans para tentar suprir sua ausência, mas mesmo se Evans render bem, o resto do banco ainda é fraco. Woodson espera que Speedy Claxton, Ronald “Flip” Murray, Acie Law, Randolph Morris e Zaza Pachulia tenham uma evolução semelhante à do banco do Lakers para que o time possa chegar a outro nível.
O último quarto do Jogo 4 contra o Boston Celtics, vencido pelo Atlanta:
Alas mortais: Joe Johnson e Josh Smith
Smith abraça Johnson para comemorar uma das vitórias do Hawks contra Boston
Nos jogos em que o Hawks derrotou o Celtics nos playoffs, se destacaram o atleticismo e agressividade de Josh Smith e a inteligência e sangue frio de Joe Johnson. Smith tem potencial para comandar a defesa do Hawks, forçar erros dos adversários e finalizar em contra-ataque. Johnson tem paciência para encontrar a melhor posição em quadra, usar o bloqueio da melhor forma e arremessar de qualquer ponto para carregar seu time ofensivamente.
Smith, porém, tem uma deficiência grave: o arremesso. Por jogar como um ala-pivô um pouco mais leve, ele nem sempre consegue jogar na força, e sua vantagem da agilidade e velocidade são neutralizadas se seu marcador não precisa sair para marcá-lo quando se põe para chutar de média distância, já que provavelmente dará rebote. Johnson, por sua vez, precisa mostrar a liderança e fome dos playoffs mais freqüentemente para entrar oficialmente ao rol de estrelas da Conferência Leste e da liga.
Técnico: Mike Woodson
Woodson saiu fortalecido após o ex-gerente geral Billy Knight, que fazia lobby por sua demissão, foi mandado embora, enquanto o time surpreendia na primeira rodada dos playoffs. O treinador, porém, ainda tem muito trabalho: precisa formar uma identidade para seu time, desenvolver os jovens do banco como desenvolveu Smith, Horford e Williams, substituir a produção de Childress, compensar pelo déficit em altura de seu elenco. Nada fácil, ainda mais com as expectativas de chegada aos playoffs aumentadas.
Time-base: Mike Bibby, Joe Johnson, Marvin Williams, Josh Smith e Al Horford Principais reservas: Maurice Evans (ala-armador), Zaza Pachulia (pivô), Ronald Murray (ala-armador), Speedy Claxton (armador), Acie Law (armador)
Reforços: Randolph Morris (pivô), Ronald Murray (ala-armador) Principais perdas: Josh Childress (Olympiacos)
Charlotte Bobcats
Ginásio: Charlotte Bobcats Arena Títulos: Nenhum Temporada 2007-08: 4º lugar na Divisão Sudeste (32v-50d) Estréia: 30/10, contra o Cleveland Cavaliers, fora de casa
Entrando em sua quinta temporada, o Bobcats foi marcado pela desorganização e pela mão fechada de seu proprietário nos seus primeiros anos de vida. Para 2007-08, Robert L. Johnson abriu a mão o suficiente para obter o ala-armador Jason Richardson, que os Bobs esperavam que seria seu cestinha e líder em momentos decisivos. Entretanto, seu sócio Michael Jordan, melhor jogador de todos os tempos mas raramente presente aos treinos e eventos do clube, contratou o estreante Sam Vincent para treinar o time no lugar de Bernie Bickerstaff, e a equipe jogou como um bando pela maior parte do ano. A diretoria não aprovou um aumento para manter o armador Brevin Knight, que deixou o clube como free agent, mas no meio da temporada aceitou o pivô Nazr Mohammed - com três anos e US$ 20 milhões restando em seu contrato - em troca do pivô Primoz Brezec e Walter Herrmann. Para piorar a zona, o elenco mais uma vez foi vítima de uma série de lesões - Sean May e Adam Morrison passaram por cirurgias ainda na pré-temporada, e o ala Gerald Wallace, um dos melhores do time, sofreu uma concussão no meio do campeonato - e Charlotte terminou mais um ano assistindo aos jogos na televisão.
Vincent acabou demitido e o Bobcats contratou Larry Brown, técnico do Hall da Fama criado na universidade de North Carolina, para comandar a equipe e desenvolver os talentos da jovem equipe de Charlotte. A franquia também buscou o armador DJ Augustin no draft para ser um suplente de categoria para Ray Felton. Se as lesões não se empilharem novamente, Charlotte pode disputar uma vaga nos playoffs da Conferência Leste, com um time de bons talentos no garrafão - os pivôs Emeka Okafor e Sean May foram escolhas de loteria de draft e campeões nacionais universitários - e nos chutes de fora - Richardson, Matt Carroll e Adam Morrison são exímios arremessadores.
Derrota do Bobcats contra o Los Angeles Lakers na pré-temporada:
Alas mortais, parte 2: Gerald Wallace e Jason Richardson
Wallace e Richardson tentarão não bater cabeça e permanecer saudáveis para liderar o Bobcats
Richardson é a principal opção ofensiva do Bobcats, um jogador capaz de chutar de fora, de média distância e de penetrar para enterradas monstruosas. Ele precisará dividir mais a bola com os companheiros e ter maior atenção na defesa, duas exigências de Larry Brown. Wallace é um atleta que usa bem seus braços longos e explosão de arranque para dar tocos, roubar bolas e puxar contra-ataques. Sob Brown, Wallace talvez tenha de arriscar menos roubos e ficar mais concentrado em manter sua missão e não deixar seu homem passar por ele. Ele também terá de estar mais cuidadoso para não sofrer mais contusões ruins; já sofreu quatro concussões em sua carreira e outras lesões musculares.
Técnico: Larry Brown
LB teve sucesso em quase todas as equipes por que passou, conquistando títulos tanto no nível universitário quanto profissional, mas sua última experiência foi péssima: comandou o New York Knicks e o time foi um dos lanternas em 2005-06. Agora, o treinador veterano pega uma equipe jovem mas experiente - algo importante, já que Brown não tolera muito os erros bobos de novatos. Mesmo asim, o técnico já reclamou do elenco nesta pré-temporada e, como de costume, já sugeriu que alguns de seus jogadores fossem trocados. Se retomar o foco no basquete e parar de se envolver em polêmicas pela imprensa como fez no final de sua gestão com o Detroit Pistons e em seu ano em Nova York, Brown deve comandar uma reestruturação defensiva e fazer o Bobcats “jogar da maneira certa”, como prega há anos.
Time-base: Raymond Felton, Jason Richardson, Gerald Wallace, Sean May e Emeka Okafor Principais reservas: DJ Augustin (armador), Adam Morrison (ala), Jared Dudley (ala), Alexis Ajinca (pivô), Matt Carroll (ala)
Reforços: DJ Augustin (armador, calouro), Alexis Ajinca (pivô, calouro) Principais perdas: Nenhuma perda importante
Miami Heat
Ginásio: AmericanAirlines Arena Títulos: Um (2006) Temporada 2007-08: 5º lugar na Divisão Sudeste (15v-67) Estréia: 29 de outubro, contra o New York Knicks, fora de casa
Que diferença fazem dois anos. O Miami Heat escalou até o topo da NBA em 2006, conquistando seu primeiro título, apenas para decair vertiginosamente nos dois anos seguintes. Em 2007-08, com Dwyane Wade lesionado por mais da metade do ano, o time começou muito mal, o presidente e técnico Pat Riley trocou Shaquille O’Neal com o Phoenix Suns e logo abandonou o banco, ciente que a temporada estava perdida, para observar possíveis jogadores draftáveis. Miami terminou com a pior campanha da NBA e de sua história, com apenas 15 vitórias em 82 jogos.
O campeonato deste ano, porém, é recheado de promessa para o time floridiano. Wade mostrou estar completamente recuperado das cirurgias no ombro e joelho com atuações convincentes nos Jogos Olímpicos de Pequim, em que fez várias das bonitas jogadas que lhe garantiram o prêmio de MVP das Finais de 2006. A troca de O’Neal trouxe ao Heat o ala Shawn Marion, ex-All-Star no Oeste capaz de jogar tanto como ala quanto de ala-pivô. O clube teve a segunda escolha do draft e selecionou o ala-pivô Michael Beasley, que foi o melhor jogador da temporada universitária com Kansas State e provou na pré-temporada ser capaz de pontuar e atacar no nível profissional também. O resto do elenco, porém, é mais fraco, e Riley entregou o papel de técnico a Erik Spoelstra, um novato que serviu como seu assistente nos últimos anos.
O trio de ferro: Dwyane Wade, Shawn Marion e Michael Beasley
Beasley, Wade e Marion são as razões das esperanças renovadas da torcida do Miami
As chances do Heat de fazer alguma coisa na temporada começam e acabam com este trio. Wade é a pedra fundamental do time, o franchise player, e já provou sua qualidade com o título de 2006. Jogador explosivo, de enterradas espetaculares e bandejas desequilibradas, Wade também é um arremessador acima da média e um bom defensor com aptidão para roubar bolas e puxar contra-ataques. No ano passado, a ausência de Shaq embaixo da cesta e sua própria condição capenga, tendo de evitar contato físico mais forte, prejudicaram suas tentativas de roubo de bola, já que quando falhava deixava a defesa aberta.
Por isso, Marion e Beasley serão ainda mais importantes na defesa. Ambos são bons pontuadores ao redor da cesta, ocasionalmente acertam chutes de 3 e são excelentes reboteiros, mas junto a Mark Blount e Udonis Haslem, terão de fechar o garrafão e impedir infiltrações dos adversários. Se conseguirem forçar arremessos ruins, sua técnica nos rebotes deve ajudar o time a sair em velocidade e compensar sua inferioridade de altura no interior.
Lances da derrota para o New Jersey Nets em amistoso disputado em Londres:
Técnico: Erik Spoelstra
Spoelstra, como todo treinador estreante e que jamais jogou basquete profissionalmente, terá de derrubar as dúvidas de seus comandados e provar que tem o nível da NBA. Ele serviu como assistente de Pat Riley por anos, trabalhando com boa parte do atual elenco nas últimas temporadas, e Riley o elogiou bastante por ter ótimo relacionamento com os jogadores, ser um estudioso de fitas e esquemas e até disse que Spoelstra lhe lembrava dele mesmo. Com uma recomendação desta, Spoelstra tem muita responsabilidade para não decepcionar seu mestre. Seu time deve jogar em velocidade para explorar a explosão de Wade, Marion e Beasley e para compensar a falta de qualidade e altura embaixo da cesta.
Time-base: Marcus Banks, Dwyane Wade, Shawn Marion, Udonis Haslem e Mark Blount Principais reservas: Michael Beasley (ala-pivô), Chris Quinn (armador), Mario Chalmers (armador), Jamaal Magloire (pivô), Daequan Cook (ala-armador)
Reforços: Michael Beasley (ala-pivô, calouro), Shaun Livingston (armador), Mario Chalmers (armador, calouro), Yakhouba Diawara (ala), Jamaal Magloire (pivô) Principais perdas: Ricky Davis (Los Angeles Clippers), Jason Williams (aposentado), Earl Barron (Fortitudo Bologna), Stephane Lasme (Partizan Belgrado)
Orlando Magic
Ginásio: Amway Arena Títulos: Nenhum Temporada 2007-08: Eliminado na segunda rodada dos playoffs (52v-30d, 1 a 4 contra o Detroit Pistons) Estréia: 29/10, contra o Atlanta Hawks, em casa
Orlando formou um time forte em torno de três pilares: o pivô Dwight Howard e os alas Rashard Lewis e Hedo Turkoglu. Howard vem evoluindo ano a ano e liderou a liga em rebotes, passou dos 20 pontos de média e cortou seus turnovers. Lewis e Turkoglu livraram Howard de toda a responsabilidade ofensiva da equipe, com Hedo comandando os ataques freqüentemente no lugar dos armadores - o que levou a um ano de recordes pessoais estatísticos e ao prêmio de Jogador de Maior Evolução do Ano - e Lewis capaz de finalizar jogadas tanto no interior quanto na linha de 3, além de ser um bom defensor mesmo na posição 4. Com três ótimos pontuadores exigindo muita atenção da defesa, Stan Van Gundy os cercou de chutadores de 3, que aproveitaram os espaços abertos pelo trio para converter 38,6% de suas tentativas de fora, a segunda melhor média da NBA.
Após ser eliminado nos playoffs pelo Detroit Pistons, porém, o Magic fez muito pouco para tentar passar ao próximo nível. Apesar de uma deficiência em rebotes ofensivos, o time não investiu em novos pivôs e alas-pivôs, confiante que o simples retorno de Tony Battie e a evolução de Marci Gortat sejam suficientes para melhorar nesta área. A armação da equipe era seu maior ponto fraco, e a direção deixou o ala-armador titular Maurice Evans e os armadores reservas Keyon Dooling e Carlos Arroyo irem embora. Para seus lugares, trouxeram o armador “nômade” Anthony Johnson e o ala-armador Mickael Pietrus, jogador quase idêntico a Evans. Por mais um ano, o Magic terá de depender de Howard, Turkoglu e Lewis e dos chutes de 3. Em uma divisão fraca como a Sudeste, porém, isto deve ser o bastante para o título divisional.
O Super-Homem: Dwight Howard
O atual rei das enterradas melhora um pouco a cada temporada
Assim como Shaquille O’Neal, Howard se apelidou de “Super-Homem”, ratificando o apelido ao ganhar o Concurso de Enterradas da temporada passada com uma enterrada em que usou o uniforme do super-herói. Agora, falta a D-Ho fazer o que o Super-Homem original de Orlando fez: se tornar um pivô dominante em ambos os lados da quadra e levar o Magic às Finais da NBA. Apesar de sua capacidade atlética incrível e de recursos cada vez mais evoluídos, Howard foi dominado por uma rotação de pivôs mais baixa do Detroit Pistons nos playoffs, e nas Olimpíadas teve dificuldades contra outros pivôs mais leves, como Luis Scola da Argentina e os irmãos Gasol da Espanha. Seu arremesso de média distância e lances livres são decentes, mas precisam melhorar para que ele possa fazer seus marcadores pagarem quando lhe derem espaço.
Técnico: Stan Van Gundy
Van Gundy teve importância indiscutível na evolução do Magic na última temporada, exigindo atenção aos detalhes e sempre cobrando de sua equipe mesmo nas vitórias. Sua intensidade, porém, pode alienar os jogadores, como aconteceu em sua passagem pelo Miami Heat; SVG às vezes dá sermões e desabafa na imprensa até em jogos insignificantes de pré-temporada. O treinador terá de administrar bem suas cobranças e exigências para que o time chegue motivado e com gás na pós-temporada.
Time-base: Jameer Nelson, Mickael Pietrus, Hedo Turkoglu, Rashard Lewis e Dwight Howard Principais reservas: Anthony Johnson (armador), Tony Battie (ala-pivô), JJ Redick (ala-armador), Keith Bogans (ala-armador), Marcin Gortat (ala-pivô)
Reforços: Mickael Pietrus (ala-armador), Anthony Johnson (armador) Principais perdas: Keyon Dooling (New Jersey Nets), Maurice Evans (Atlanta Hawks), Carlos Arroyo (Maccabi Electra Tel Aviv)
Orlando causa a primeira derrota do Boston Celtics em 2007-08: