December 9, 2008

Flamengo é tetracampeão carioca e volta a mira para Liga das Américas

Filed under: Basquete masculino, CAPA, Nacional — Tags: , , , , — Adriano Albuquerque @ 1:53 am

O Flamengo/Petrobras conquistou nesta segunda-feira (8/12) o tetracampeonato carioca de basquete adulto ao derrotar o Cabo Frio/Sika por 102 a 61 (47 a 32 no primeiro tempo), no Ginásio Allah Baptista, casa do Club Municipal, na Tijuca. O atual campeão nacional, entretanto, não terá muito tempo para comemorar: após a folga do dia seguinte, o time já volta aos treinos na quarta, visando a estréia na Liga das Américas, em 14 de janeiro. (more…)

July 4, 2008

Seleção Brasileira B se recupera no Sul-Americano vencendo a Venezuela e encara líder Uruguai

Pela quarta rodada do Campeonato Sul-Americano na cidade de Puerto Montt (Chile), a Seleção Brasileira B masculina de basquete entrou em quadra contra a Venezuela, que tinha conseguido apenas uma vitória na competição contra o Chile na partida de ontem. O Brasil, que disputava sua possível classificação já que se perdesse para a Venezuela praticamente estaria fora da final do domingo, conseguiu a vitória por 94 a 84 (44 a 33 no intervalo), se recuperando da derrota no dia anterior para a seleção B da Argentina por 102 a 68. Os cestinhas da partida foram o ala-armador venezuelano José Vargas e o armador brasileiro Hélio com 23 e 21 pontos, respectivamente. Com o resultado, o Brasil cumpriu com sua obrigação de garantir a classificação para a Copa América Pré-Mundial de 2009.

O time brasileiro começou a partida desta sexta-feira com apenas uma mudança com relação ao jogo passado, o ala Diego saiu para entrada de Guilherme Teichmann, o técnico Paulo Sampaio manteve os outros jogadores, completando o quinteto titular com Hélio, Arthur, William Drudi e Caio Torres (foto). O Brasil começou o jogo com melhor atitude ofensiva, movimentando mais a bola e usando bem sua principal arma, os contra-ataques. Já a Venezuela voltou seu jogo inicialmente para dentro do garrafão, aproveitando algumas falhas individuais da defesa brasileira para manter o jogo equilibrado. As duas equipes estavam marcando defesa individual. Faltando pouco para o final do primeiro quarto, fazendo ataques mais consistentes, o Brasil fechou a parcial em 22 a 14. Um fato triste do primeiro quarto foi a contusão do ala Dedé, que torceu o tornozelo na sua primeira participação no jogo.

No segundo período, a equipe brasileira começou forçando nas suas opções ofensivas, precipitando arremessos e não abrindo como deveria a sua vantagem, com isso a Venezuela acertou alguns arremessos de três pontos e baixou a diferença para dois pontos, antes da metade do quarto. A entrada do pivô Coloneze no lugar de Drudi foi determinante para o Brasil se manter à frente e até conseguir abrir uma vantagem antes do término do primeiro tempo, indo para o intervalo com 11 pontos de frente. 

As duas equipes voltaram para o terceiro quarto da mesma forma, e fizeram o período mais equilibrado da partida. O que se destacou foi a quantidade de rebotes defensivos e ofensivos da Seleção Brasileira, demonstrando o bom desenvolvimento dos pivôs dentro do garrafão, o destaque do quarto foi o pivô Caio Torres, que com sua boa estatura e força contribuiu não apenas nos rebotes, mas manteve bom aproveitamento dos arremessos curtos. Outra mudança de efeito foi o ala Diego, que infiltrando o garrafão e tendo um bom aproveitamento da linha de três pontos, ajudou o Brasil no final a aumentar a vantagem para 12 pontos, fechando o quarto em 68 a 56.

Faltando quatro minutos na etapa final, a Venezuela conseguiu baixar a vantagem brasileira para oito pontos, o que fez o técnico Paulo Sampaio pedir tempo e programar uma melhor saída para a defesa pressionada feita pelos jogadores venezuelanos. Devido ao bom quarto do armador Hélio, que conseguiu manter a tranqüilidade pontuando e ajudando na movimentação do ataque, a Seleção se manteve à frente. Ainda assim a Venezuela baixou ainda mais a diferença, mas não conseguiu virar o placar.

Depois do fiasco contra a Argentina, a equipe brasileira soube jogar contra os venezuelanos, usando sempre que possível o contra-ataque e aproveitando os erros ofensivos da Venezuela, em noite inspirada do armador Hélio e do pivô Caio Torres. Hoje diferente de ontem, a postura do Brasil foi outra, seguindo um padrão tático do começo ao final, movimentando bem a bola e tendo tranqüilidade nos momentos difíceis da partida. Mesmo a Venezuela sendo uma equipe frágil defensivamente, o Brasil fez o jogo certo para obter o resultado positivo.

“Hoje conseguimos mostrar o nosso jogo. Mudamos de atitude e pensamento, e conseguimos trabalhar com inteligência. Sabemos que chegar à final será difícil, mas não podemos desistir. Amanhã, contra o Uruguai, temos que jogar ainda melhor para vencer”,  disse o campeão nacional pelo Flamengo Hélio.

“Conversamos com a equipe para elevar a auto-estima do grupo e funcionou. Hoje, trabalhamos coletivamente tanto na defesa como no ataque, dificultando o jogo da Venezuela. Agora é jogar ainda melhor contra o Uruguai para buscar a vitória por mais de 23 pontos e quem sabe fazer a final da competição”, afirmou o técnico Paulo Sampaio.

O ala André Stefanelli (Dedé) sofreu uma lesão no tornozelo e está fora do Sul-Americano.

“O atleta foi submetido a uma radiografia do tornozelo esquerdo, em que descartamos fratura. Existe a possibilidade de ruptura dos ligamentos laterais. O jogador ficará em repouso e tratamento de fisioterapia, e será reavaliado para confirmar o diagnóstico”, explicou o médico da Seleção, Daniel Doca.

De acordo com o regulamento do Sul-Americano, as seis seleções jogam entre si, em turno único. As duas primeiras colocadas na soma de pontos das cinco rodadas decidem o título. As equipes que ficarem em terceiro e quarto lugares disputam a medalha de bronze. As quatro primeiras colocadas estão classificadas para a Copa América Pré-Mundial 2009, no caso da provável vitória do Chile no final da rodada desta sexta contra a Colômbia os donos da casa garantirão pelo menos o quarto lugar e deixarão a Venezuela fora do classificatório das Américas para o Mundial da Turquia-2010.
Na última rodada da fase classificatória da competição, a Seleção verde-amarela entra em quadra neste sábado às 21h (Brasília) jogando contra o Uruguai, que possui o cestinha do torneio, o pivô Esteban Batista, com média de 21,3 pontos por jogo, e que tenta terminar a primeira fase invicto, confirmando sua participação na final da competição. Já para os brasileiros é tudo ou nada, já que perdendo o jogo estará fora da decisão, dando adeus ao projeto do bicampeonato sul-americano, iria disputar apenas a medalha de bronze contra os chilenos.

Na partida que deu início à quarta rodada do Sul-Americano na cidade chilena de Puerto Montt, a seleção uruguaia conseguiu uma surpreendente vitória sobre a Argentina por 102 a 93, continuando assim invicta na competição. A equipe celeste tem seu último desafio amanhã contra os brasileiros, sendo a partida transmitida pela ESPN.

Em jogo bastante disputado, o se viu foram muitos erros ofensivos da seleção B da Argentina, que levou o jogo sempre com placar equilibrado até a metade do terceiro quarto, quando o Uruguai conseguiu abrir uma boa vantagem, aproveitando o potencial do seu melhor jogador, o pivô Esteban Baptista, e assim mantendo a boa vantagem até o final.

Com a vitória, o Uruguai dificultou ainda mais a classificação brasileira à final da competição. O Brasil para se classificar tem que derrotar amanhã os uruguaios e, caso a Argentina ganhe do Chile também no sábado, aí o critério de desempate entre as três equipes será o saldo de pontos, o time verde-amarelo teria de vencer por uma grande diferença de 23 tentos.

FICHA TÉCNICA

BRASIL 94 (22 + 22 + 24 + 26)

Titulares: Hélio (21 pontos), Arthur (13), Guilherme Teichmann (6), William Drudi (4) e Caio Torres (18). Entraram depois: Diego (10), André Stefanelli (0), Manteiguinha (7), Luis Felipe Gruber (2) e Fernando Coloneze (13). Técnico: Paulo Sampaio.

VENEZUELA 84 (14 + 19 + 23 + 28)

Titulares: Luis Júlio (7 pontos), Carlos Cedeño (5), Oscar Torres (8), Rafael Guevara (9) e Axiers Sucre (10). Entraram depois: José Vargas (23), Miguel Marriaga (8), Luís Bethelmi (2), Jesus Centeno (8), Roque Osório (4), Rafael Perez (0) e Amber Marin (0). Técnico: Nelson Solorzano.

43º CAMPEONATO SUL-AMERICANO
Local: Arena de Puerto Montt

Primeira rodada – Terça-feira (1º de julho)
Brasil 83 x 75 Colômbia, Argentina 79 x 77 Venezuela e Chile 66 x 81 Uruguai

Segunda rodada – Quarta-feira (2 de julho)
Argentina 104 x 75 Colômbia, Brasil 70 x 69 Chile e Venezuela 70 x 88 Uruguai

Terceira rodada – Quinta-feira (3 de julho)
Uruguai 88 x 78 Colômbia, Brasil 68 x 102 Argentina e Chile 76 x 94 Venezuela

Quarta rodada – Sexta-feira (4 de julho)
Uruguai 102 x 93 Argentina, Brasil 94 x 84 Venezuela e Chile x Colômbia (22h)

Quinta rodada – Sábado (5 de julho)
Colômbia x Venezuela (17h), Chile x Argentina (19h) e Brasil x Uruguai (21h)

Rodada final – Domingo (6 de julho)
19h – Disputa da medalha de bronze
21h – Disputa da medalha de ouro
OBS: Horários de Brasília.

(Texto de Narclébio Rezende, com informações complementares da CBB)

June 6, 2008

Do Flamengo à Seleção do Sul-Americano, rubro-negros ignoram desgaste

Terça-feira, dia 3 de junho, o Flamengo levanta o primeiro título nacional de sua história no basquete masculino. Dois dias depois, quatro almas que estavam presentes no ginásio da Acesb em Brasília se concentram com a seleção brasileira. O técnico Paulo Chupeta, o armador Hélio, o ala Duda e o pivô Coloneze são os personagens desta correria na tentativa de triunfar em quatro cores: pelo vermelho e preto a missão foi cumprida; falta agora pelo verde e amarelo.

Na quinta-feira, os atletas fizeram exames médicos e só saíram da concentração para ir à festa rubro-negra pelo título em um restaurante do Leblon. Nesta sexta, a partir das 18h, eles fazem o primeiro treino com bola pelo time brasileiro no ginásio da Gávea.

“Se tiver que ficar dez anos sem férias, vou ficar. Quero aproveitar esta brecha que me foi dada para viver este momento especial que é jogar pela seleção”, diz Hélio, que estréia na seleção adulta.

Duda foi campeão sul-americano em 2006 na Venezuela, e agora espera repetir a dose, dando um chega para lá no cansaço:

“O desgaste existe, mas com certeza é por um bom motivo. Não sei se vou ficar entre os 12, mas estou muito orgulhoso de poder fazer parte da seleção”.

O técnico Paulo Chupeta, que vai dirigir a seleção brasileira no Sul-Americano, não tem dúvidas em relacionar o Fla como o trampolim em sua carreira.

“A minha chegada à seleção se deu pelo projeto montado pela Patrícia Amorim. E isso se deve à camisa do Fla, a maior vitrine do mundo. Graças a Deus faço parte da família rubro-negra”, exalta o treinador.

A novidade pela ida de Chupeta à seleção deixa realizada a diretora de esportes olímpicos do Flamengo, que é uma das principais idealizadoras da equipe campeã nacional.

“A maior resposta de tudo isso foi o Chupeta ir para a seleção. Você pode ter um bom time, mas o treinador tem que corresponder. Ele é um agente multiplicador formado em casa, há sete anos no clube, e foi auxiliar de Miguel Ângelo da Luz e Cláudio Mortari, antes de assumir o cargo de técnico”, diz Patrícia Amorim.

O pivô Coloneze não acredita que os jogadores rubro-negros serão privilegiados por estarem com o mesmo treinador na seleção:

“Por um lado é um benefício porque a gente já conhece ele, mas por outro lado vamos ter que trabalhar mais do que nunca justamente porque ele já nos conhece”.

(Matias Zibecchi, pro GloboEsporte.com)

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