Jermaine O’Neal teve sua melhor atuação nas últimas duas temporadas e o Toronto Raptors quebrou uma incômoda sequência de 10 derrotas seguidas em Sacramento ao bater o Kings na Arco Arena por 107 a 101, na noite dessa sexta-feira. Foi a segunda vitória do Raptors em Sacramento nos últimos 13 jogos, a primeira desde março de 1997.
A equipe canadense conseguiu sua segunda vitória seguida fora de casa, mas segue com uma fraca campanha na Divisão do Atlântico com 12 vitórias e 17 derrotas. O Sacramento está ainda pior na Divisão Pacífico, com 7 vitórias e 23 derrotas.
O’Neal marcou 36 pontos ao acertar 15 de 19 arremessos de quadra e seis de oito lances livres, distribuindo duas assistências. Ele ainda contribuiu na defesa com nove rebotes, três roubos e dois tocos em 39 minutos de jogo.
“Estou começando a sentir como sentia em Indiana. Sabia que estava sendo um processo. A partida foi mais rápida do que pensei que seria, especialmente estando fora 40 jogos no último ano. Isso me deu tempo para obter o ritmo”, explicou Jermaine.
Contratado nessa temporada junto ao Pacers, ele havia marcado mais de 20 pontos apenas duas vezes pela equipe antes de conseguir isso nos últimos três jogos, todos eles fora de casa. “Ele tinha um par de cesta seguidas onde ele estava sendo dominante dentro do garrafão e mais agressivo. Ele está em uma melhor forma e tem mais impulsão em suas pernas recentemente”, declarou o treinador interino do Toronto, Jay Triano.
“Apenas chamei jogadas para ele. Por que vamos mudar se ele continua marcando? Ele queria a bola em suas mãos pois ele estava fazendo tudo hoje”, disse o armador espanhol José Calderón, que estava alimentando Jermaine.
Chris Bosh, com problemas de faltas, marcou 13 pontos e pegou sete rebotes em 27 minutos. O armador espanhol José Calderón anotou 16 pontos, sete rebotes e seis assistências, convertendo seus seis lances livres aumentando para 74 a sequência sem errar. O italiano Andrea Bargnani adicionou 14 pontos vindo do banco de reservas.
O Kings perdeu sua sexta partida seguida, ainda não vencendo depois que o treinador interino Kenny Natt assumiu o cargo substituindo o demitido Reggie Theus. Em casa, a equipe acumula cinco vitórias e 10 derrotas, atuando novamente sem o lesionado armador Kevin Martin, que atuou em apenas nove partidas nessa temporada.
O pivô Brad Miller e o ala John Salmons foram os cestinhas dos donos da casa, com 20 pontos. O veterano Bobby Jackson contribuiu com 17 pontos vindo do banco. O esloveno Beno Udrih acrescentou 10 pontos e quatro assistências.
Em duelo disputado na tarde deste domingo, o New Orleans Hornets passou pelo Toronto Raptors por 99 a 91 (51 a 46 no intervalo) em jogo equilibrado. Com isso, o Hornets se recuperou da derrota de sexta-feira para o atual campeão Boston Celtics e pulou para o terceiro lugar na Conferência Oeste. O Raptors segue irregular, já que acumulou seis derrotas nos últimos dez jogos.
A vitória fora de casa só foi possível graças a boa mira do ala James Posey. O veterano acertou seis chutes de 3 pontos, incluindo quatro apenas no segundo quarto, quando liderou a virada do Hornets após um bom começo do Raptors. Posey terminou com 20 pontos e só não foi melhor que o ala-pivô David West. O atleta de 28 anos do Hornets estava em tarde inspirada e marcou 29 tentos, acertando 10 de seus 16 arremessos.
West ainda pegou nove rebotes, mas não foi o reboteiro do time visitante, já que James Posey buscou 10 sobras nos 35min em que ficou na quadra. Outro destaque do time do técnico Byron Scott foi o ala-armador Rasual Butler, que conectou 16 tentos, sendo dez deles apenas no último período, quando ajudou a frear a reação do rival canadense.
Chris Paul (nº3) infiltra na defesa do Raptors (AP Photo/The Canadian Press,Frank Gunn)
O armador Chris Paul foi mais discreto, mas teve papel decisivo. “CP3″ conectou 12 tentos e deu 12 passes precisos, sendo o garçom da partida e “ganhando” o duelo de armadores com o espanhol Jose Manuel Calderon. O atleta do Raptors marcou 22 tentos, mas deu só sete assistências.
A performance de Paul rendeu um elogio do técnico rival Jay Triano: “Paul controlou o jogo. Ele percebeu que não estava numa tarde feliz em pontos, mas também estava ciente de que seus colegas estavam inspirados, então ele passou a distribuir o jogo como ninguém”, analisou o treinador do Toronto.
Pelo Raptors, que conheceu sua sexta derrota em casa no campeonato, o cestinha foi o ala-pivô Chris Bosh, que assinalou 25 tentos. O camisa 4 da franquia canadense ainda pegou oito rebotes e distribuiu seis passes perfeitos. O outro jogador do time da casa, além de Bosh e Calderon, que conseguiu dígitos duplos foi o pivô Jermaine O’Neal, responsável por 19 tentos e sete rebotes.
Hilton Armstrong (de azul) e Chris Bosh se esbarram em lance (AP Photo/The Canadian Press,Frank Gunn)
Porém, a partida deste domingo mostrou o quanto que o Raptors depende de seu trio. Os outros seis jogadores utilizados por Triano durante a partida somaram apenas 25 tentos e, juntos, acertaram apenas 10 dos 42 arremessos que tentaram, o que dá o pífio aproveitamento de 23% de sucesso nas finalizações.
“Nós tivemos a possibilidade de vencer uma equipe muito boa, mas é difícil neutralizar Chris Paul. O pior é que ele consegue envolver todos os seus companheiros, o que dificulta ainda mais o nosso trabalho”, declarou o armador Jose Manuel Calderon.
O Toronto Raptors (10v-13d) tentará a recuperação na noite desta segunda-feira. O time canadense irá receber a visita do New Jersey Nets. O New Orleans Hornets (13v-7d), por sua vez, viaja até o Tennessee, onde enfrentará o Memphis Grizzlies na próxima terça.
O Cleveland Cavaliers continua impossível. A equipe de Ohio vem de oito vitórias consecutivas e ocupa a segunda colocação da Conferência Leste com 17 vitórias em 20 jogos. O time de LeBron James & cia só figura atrás do Boston Celtics, atual campeão da NBA, e tem a terceira melhor campanha no geral, atrás apenas do próprio Celtics e do Los Angeles Lakers, nada menos que os finalistas do último campeonato.
Na noite desta terça-feira, o Cavs tem tudo para continuar sua série de vitórias. Os comandados de Mike Brown receberão a visita do instável Toronto Raptors, que vem passando por uma fase ruim após um bom começo de campanha. O time canadense figura apenas na 11ª da Conferência Leste e acumula quatro derrotas consecutivas, pior sequência entre todos os times do Leste.
Na ‘Noite das Perucas’ (‘Wig Night’), brilhou a estrela do ala brasileiro Anderson Varejão. Varejão, que viu o Quicken Loans Arena ‘se vestir’ com perucas que imitavam sua cabeleira, foi um dos cestinhas do Cleveland Cavaliers na vitória por 97 a 73 sobre o Indiana Pacers, na noite da última sexta-feira, dia 5, com 17 pontos em apenas 15 minutos, apanhando ainda sete rebotes, igualando na pontuação com Zydrunas Ilgauskas e Mo Williams.
O resultado marcou a 11ª vitória dos Cavs em casa, mantendo a invencibilidade em seus domínios, a vice-liderança da Conferência Leste e completando a festa do ala capixaba.
“Foi uma noite perfeita para mim, por tudo o que aconteceu e pelo que vem acontecendo. A festa foi maravilhosa, consegui jogar bem, pontuar bem e ajudar o time. O Cleveland está embalado, já mostrou, com o ritmo que vem imprimindo e com esse começo de campeonato, que está muito forte e vai longe nesta temporada”, afirmou o ala da Seleção Brasileira.
Para piorar a situação da franquia de Toronto (8v-11d), que demitiu recentemente o técnico Sam Mitchell, o time foi derrotado na tarde deste domingo pelo Portland Trail Blazers. Não foi uma derrota qualquer, jogando em casa, o Raptors queria se recuperar da série de maus resultados e iniciou o duelo com tudo. Ainda na primeira etapa, o Toronto abriu 15 pontos de vantagem, 35 a 20, mas permitiu a reação dos visitantes.
O Blazers, como quem não quer nada, foi encostando e terminou o primeiro tempo com apenas dois tentos de desvantagem, 48 a 50. No segundo tempo, o jogo ficou equilibrado, com pequena vantagem para o time de Portland. Entretanto, nenhuma das duas equipes conseguia abrir uma liderança confortável, o que deixou a peleja indefinida.
Greg Oden (nº52) fez boa partida neste domingo (AP Photo/The Canadian Press, Chris Young)
Os últimos minutos foram emocionantes, o Raptors conseguiu encaixar uma série de nove pontos seguidos, sem resposta do Blazers, e parecia que iria acabar com a série de reveses. Todavia, a equipe tricolor não desistiu e foi buscar o empate. Rudy Fernandez conectou dois lances livres, Greg Oden assinalou outro e Brandon Roy, numa grande jogada individual, empatou o duelo em 95 pontos a apenas 43seg do fim. Na posse seguinte, o Raptors trabalho bastante a bola e ela foi parar nas mãos do astro Chris Bosh que, mesmo marcado, conseguiu converter um belo chute diagonal, fazendo a torcida explodir. Mas o Blazers ainda tinha 27seg para reagir e aproveitou como poucos a chance. O armador Steve Blake enfrentou Jose Calderon e converteu um chute de 3 crucial a 8seg do término, dando o triunfo de 98 a 97 para o Portland.
Sobre o lance que deu a vitória para seu time, Blake foi lacônico: “Eu apenas queria dar a vitória para meu time e por isso fui agressivo naquele momento do jogo”, declarou o camisa 2 do Blazers. “Eles estavam com a defesa postada bem lá embaixo, então procurei um tiro de fora, já que eles estavam mais vulneráveis ali”, explicou.
Chris Bosh, que conectou 19 pontos e pegou cinco rebotes, ainda tentou um tiro de misericórdia que daria o triunfo para o Raptors, mas falhou. Festa dos comandados de Nate McMillan, que foram liderados pela sólida atuação de LaMarcus Aldridge. O jovem ala-pivô fez 20 pontos, pegou oito rebotes e dois tocos. Seu companheiro de garrafão, o novato Greg Oden, fez seu sétimo duplo-duplo da carreira, 10 tentos e 10 rebotes, além de duas “pregadas”.
Jermaine O’Neal (nº6) fez sua melhor partida com a camisa do Raptors (AP Photo/The Canadian Press, Chris Young)
O astro do Blazers, Brandon Roy, foi ofuscado pelas boas atuações de seus colegas, mas não deixou de ser importante. Além do tiro que empatou a peleja, o ala-armador foi responsável por 15 tentos, sete assistências e cinco rebotes. O herói da tarde Steve Blake conectou 19 tentos, capturou sete sobras e distribuiu quatro passes para cesta, alguns deles para o ala-armador Rudy Fernandez, que assinalou 16 pontos.
Pelo Toronto Raptors, o pivô Jermaine O’Neal, adquirido no último período de férias da liga, fez sua melhor partida com a camisa 6 do time canadense. Ele conectou 24 pontos, buscou oito rebotes e ainda deu seis tocos. O armador espanhol Jose Manuel Calderon conseguiu um duplo-duplo, 15 tentos e 13 passes para cesta. Os reservas Joe Graham e Jason Kapono contribuíram com 10 tentos cada.
O’Neal acredita que, apesar da derrota, sua equipe jogou bem: “Nós mostramos um bom basquetebol, acho que só falhamos no final, naquele último rebote, poderíamos ter vencido a partida ali. Nós estamos fazendo as coisas certas, só precisamos de um pouco mais de sorte”, avaliou o pivô.
Enquanto que o Raptors terá dura missão de visitar um Cleveland Cavaliers em ótima fase, o Portland Trail Blazers (15v-7d) também volta à quadra nesta terça. Após cinco jogos fora de casa, o time de Oregon reencontra a torcida para enfrentar o Orlando Magic, do pivô Dwight Howard. As equipes já se enfrentaram no dia 10 de novembro e o Blazers levou a melhor por 106 a 99, mesmo jogando fora de casa.
Já virou hábito, toda vez que o New Jersey Nets vai jogar em Toronto é mais vaiado do que o normal. Mas o responsável por essa “fúria” da torcida canadense com o time nova-iorquino é o ala-armador Vince Carter, ex-ídolo em Toronto e que deixou a cidade em uma transação não muito amigável. Até hoje, Carter não foi perdoado por um grupo de torcedores do Raptors e é vaiado toda vez que toca na bola. Pois bem, se depender da atuação de Carter, a torcida canadense tem mais um motivo para odiar o ala-armador.
Na noite desta sexta-feira, “Vinsanity” justificou o apelido e teve uma atuação magistral. Ele fez 39 pontos, pegou nove rebotes e deu seis assistências e liderou o Nets na surpreendente vitória fora de casa sobre o Toronto Raptors por 129 a 127 na prorrogação. Ele apareceu nos dois lances mais importantes do jogo. Primeiro, no tempo normal, o Nets perdia por 111 a 108 com apenas 3.2seg para o fim. Carter aproveitou o passe da lateral e acertou um chute preciso de 3, empatando o jogo e calando a torcida que já comemorava a vitória do Raptors. Na prorrogação, o ala-armador camisa 15 aproveitou outro passe da lateral e cravou de costas na cesta do rival, sacramentando o triunfo dos visitantes.
Carter passa por marcação de Calderón, enterra de costas e dá vitória para o Nets (AP Photo/The Canadian Press,Chris Young)
O armador do Nets, Devin Harris, declarou que ficou maravilhado ao ver seu companheiro Carter decidir a partida: “Eu já havia visto o que ele fez durante a carreira, mas nunca tinha presenciado uma atuação tão boa dele pessoalmente”, revelou. “Eu virei um fã lá dentro da quadra. Era só passar a bola para ele e ficar olhando ele destruir quem estivesse pela frente. Foi histórico”, vibrou o jovem armador.
Porém, o jogo teve vários lances magníficos. Antes da cesta final de Carter, ambos os times lutaram bastante e procuraram, ao máximo, evitar a prorrogação. O Nets perdia por quatro pontos com 14seg restantes no tempo regulamentar. Foi aí que a estrela de Carter começou a brilhar. Ele fez uma bela jogada individual e concluiu com uma bandeja perfeita a 4seg do fim, diminuindo a diferença para dois tentos, 110 a 108. A equipe nova-iorquina fez uma falta em Anthony Parker, com o objetivo de parar o cronômetro, e o ala-armador colaborou ao errar um dos dois lances livres que teve a disposição. Com o erro, o Nets teve a chance de empatar a partida e não desperdiçou.
Com o milagroso empate, o Nets voltou à quadra para a prorrogação animado, mesmo assim o jogo continuou equilibrado. O Nets chegou a abrir três pontos de vantagem após cestas seguidas do armador Devin Harris. Keyon Dooling conectou um lance livre e aumentou a distância para quatro tentos, 125 a 121, com apenas 13seg para o término. O Raptors, porém, não se abalou e foi buscar. O ala-pivô Chris Bosh acertou um arremesso de 3 pontos e reduziu a distância para um tento. Logo após o ala Jarvis Hayes sofreu falta e converteu os dois lances livres que teve a disposição, 127 a 124 para o Nets com 5seg por jogar. Mas a partida não terminou aí, o ala-armador Anthony Parker, “vilão” no tempo normal, virou herói ao converter um arremesso de 3 dificílimo da zona morta e empatar o jogo em 127 pontos. Só que aí apareceu Vince Carter e sua enterrada de costas, aproveitando passe de Bobby Simmons. O Raptors ainda tentou vencer com um arremesso desesperado do meio da quadra de Parker, mas a bola nem bateu no aro.
Bosh (de branco) tem outra atuação dominante, mas não consegue evitar derrota (AP Photo/The Canadian Press,Chris Young)
O poder de decisão de Carter rendeu elogios até do ala-pivô Chris Bosh, estrela do Raptors: “Ele (Carter) é um dos melhores jogadores dessa liga e um dos mais atléticos”, disse. “Ele está de parabéns pelo trabalho que fez hoje e Lawrence Frank (técnico do Nets) também, pois soube utilizar o talento de seu melhor jogador, chamando todas as jogadas importantes para ele”, finalizou o camisa 4 do Toronto.
Bosh, inclusive, também teve uma noite de gala. O ala-pivô do Raptors conseguiu 42 pontos (acertou 14 de seus 27 arremessos), pegou nove rebotes e deu quatro assistências. Esta foi a segunda partida que Bosh marcou 40 pontos ou mais no campeonato. O time canadense ainda contou com uma apresentação magnífica do armador Jose Manuel Calderon. O espanhol fez 26 pontos, deu 15 assistências (recorde pessoal) e pegou cinco rebotes.
Mas a noite não era mesmo do Raptors. Além da derrota, a equipe canadense ainda ganhou uma preocupação para as próximas partidas. O ala-pivô Jermaine O’Neal torceu o joelho esquerdo no início do período decisivo e não voltou mais à quadra. A lesão preocupa, pois ocorreu justo no local em que Jermaine passou por uma cirurgia que o tirou de 42 jogos da última temporada. Ainda não se sabe a gravidade da lesão e nem quanto tempo O’Neal terá que ficar de fora, mas o jogador fará exames detalhados neste sábado.
O’Neal se machucou num lance besta. Ele pegou um rebote ofensivo e tentou concluir com uma enterrada. Entretanto, o ala-pivô do Nets Sean Williams veio por trás e deu um toco no jogador do Raptors, que caiu de mal jeito sobre o joelho. Até aquele momento, o camisa 6 do Toronto vinha fazendo uma partida apenas correta. Ele havia errado oito de seus onze arremessos e tinha sete pontos, além de sete rebotes e um toco. Em doze partidas disputadas nesta temporada, O’Neal tem médias de 12.9 pontos e 9.3 rebotes por jogo.
O’Neal cai e sente lesão no joelho esquerdo operado (AP Photo/The Canadian Press,Chris Young)
Quem se “beneficiou” da saída de Jermaine O’Neal foi o ala-pivô italiano Andrea Bargnani. O atleta de 23 anos fez uma bela partida com 29 pontos e dez rebotes, seu melhor jogo na carreira. Apesar da boa apresentação, Bargnani estava inconsolável após o jogo.
“Não tenho o que dizer. Eu estou muito decepcionado”, declarou o italiano. “É inacreditável, nós estávamos ganhando, estávamos com o jogo sob controle e ainda perdemos. Nós erramos muito nos momentos decisivos, erros estúpidos”, concluiu o nº1 do draft de 2006. O inconformismo de Bargnani tem justificativa, já que o ala errou dois arremessos de 3 cruciais na prorrogação.
Pelo Nets, que conseguiu sua 5ª vitória no campeonato, outros destaques foram Devin Harris, Brook Lopez e Jarvis Hayes. O armador Devin Harris teve uma bela apresentação com 30 pontos, cinco passes para cesta e três recuperações de bola. Já o ala Jarvis Hayes e o pivô Brook Lopez tiveram atuações parecidas, ambos fizeram 14 pontos e pegaram seis rebotes. Hayes ainda deu três assistências e Lopez um toco.
O New Jersey Nets (5v-6d) tentará dar continuidade a boa fase contra o Los Angeles Clippers. A equipe nova-iorquina receberá o rival angelino na noite deste sábado. Já o Toronto Raptors (6v-6d) receberá a visita do atual campeão Boston Celtics no domingo.
O foco estava nas estréias de Elton Brand pelo Philadelphia 76ers e de Jermaine O’Neal pelo Toronto Raptors, mas foi o ala-pivô campeão olímpico Chris Bosh que roubou o show nesta quarta-feira (29/10). CB4 anotou 27 pontos e 11 rebotes para liderar Toronto à vitória na estréia fora de casa, 95 a 84 sobre o Sixers em pleno Wachovia Center de Filadélfia.
Apesar de jogar em casa e estrear seu novo ala-pivô, ex-All-Star e esperança de retornar o time à elite da Conferência Leste, o Sixers só teve o apoio de 15.750 pessoas no Wachovia Center, de capacidade para 20 mil pessoas. A razão? O time de beisebol da cidade, Philadelphia Phillies, disputou nesta quarta-feira o quinto jogo da World Series, decisão da Major League Baseball, no Citizens Bank Park, que fica do outro lado da rua. O início do jogo do Sixers foi atrasado das 17h para as 18h (horário local) para tentar atrair torcedores aos dois eventos, já que o jogo de beisebol começaria às 20h37min. Muitos torcedores no ginásio usavam camisas do Phillies, e puxaram gritos de “Vamos lá Phillies!” durante o segundo tempo, quando começaram a esvaziar as arquibancadas. O Phillies acabaria vencendo, conquistando o primeiro título profissional de uma das quatro grandes ligas esportivas americanas desde 1983, quando o 76ers foi campeão da NBA pela última vez.
Se o Phillies deu motivos aos residentes de Filadélfia para comemorar, o Sixers deu poucos. O time saiu na frente no primeiro quarto, 21 a 18, mas perdeu o segundo por 33 a 24 e cedeu a virada, 51 a 45 no intervalo. O Raptors levou a diferença aos 14 pontos com uma cesta de 3 pontos do armador José Calderón com 44,8s por jogar no terceiro quarto, mas uma cesta de Brand e três lances livres do reserva Louis Williams cortaram para 74 a 65 antes dos 12 minutos finais. Toronto manteve-se à frente por todo o último quarto, mas deixou Philadelphia encostar com uma jogada de três pontos de Williams, 88 a 82, com 2min39s no relógio. Bosh respondeu com uma cesta e o ala Jason Kapono acertou de 3, fazendo 93 a 82 e praticamente selando a vitória.
“Obviamente, somos um time que chuta bem. Nossos alas sabem acertar chutes. Nossos pivôs sabem acertar chutes. Nós temos de melhorar um pouco nos rebotes. Foi uma vitória importante na estrada contra um time de qualidade”, disse Kapono, que acertou três das 10 cestas de 3 pontos em 16 tentativas do Raptors. O bom índice de acerto ajudou a compensar pela desvantagem de 56 a 33 nos rebotes, apesar da estréia de O’Neal para ajudar Bosh nesta área. O ex-jogador do Indiana Pacers teve 17 pontos, 8 rebotes, 4 assistências e 1 toco em seu primeiro jogo com o Raptors, após se juntar ao clube em uma troca em 9 de julho. Após perder 40 jogos na última temporada por causa de problemas de uma cirurgia no joelho esquerdo, Jermaine parece estar recuperado.
“Eu me sinto muito bem. Eu disse desde que cheguei aqui que queria ser parte deste time e trazer uma intensidade de playoff todas as noites. Nós temos de tratar todos os jogos como jogos de playoffs”, disse O’Neal.
O outro estreante da noite, Brand, fez um duplo-duplo de 14 pontos e 13 rebotes, e fez uma dupla feroz nos rebotes com o pivô Samuel Dalembert, que buscou 17 rebotes e deu 2 tocos, mas marcou apenas 9 pontos. Brand fez 14, mas errou nove arremessos e dois lances livres, além de perder quatro bolas. “É decepcionante (perder). Há teipes (do jogo) no fundo (da sala de entrevistas) e vejo essas bandejas que eles tiveram. Isso machuca”, disse o ala-pivô, contratado por cinco anos a US$ 79,8 milhões.
Várias dessas bandejas foram produzidas por Bosh, que ainda acrescentou 4 assistências, 1 toco e 1 rebote. Calderón, efetivado como titular após TJ Ford ser enviado para Indiana na troca por O’Neal, teve 13 pontos e 7 assistências, e Kapono marcou 15 pontos. A defesa do Raptors, como o próprio técnico Sam Mitchell ressaltou, foi melhor ainda: permitiu apenas 34,5% de aproveitamento nos arremessos e 15 assistências ao Sixers, enquanto forçou 17 turnovers. Williams foi o cestinha do Sixers com 16 pontos, Andre Iguodala acrescentou 15 pontos e 6 assistências e o armador Andre Miller, 13 pontos e 5 assistências.
Ambos os times voltam a jogar, em casa, nesta sexta-feira (31/10). O Sixers recebe o rival divisional New York Knicks, e o Raptors faz seu primeiro jogo no Air Canada Centre, contra o Golden State Warriors.
O ala-pivô Jermaine O’Neal foi trocado pelo Indiana Pacers no último mês de julho. O atleta de 29 anos defendeu a franquia de Indianápolis por oito temporadas e se consolidou como estrela do time durante os últimos anos. Entretanto, as contusões e sua indisciplina atrapalharam o rendimento de Jermaine, que caiu de produção, foi esquecido pelo técnico Jim O’Brien e, por fim, acabou sendo negociado para o Toronto Raptors.
Dois meses após a negociação, o presidente de operações do Indiana Pacers, Larry Bird, foi questionado sobre a passagem do ala-pivô pelo Pacers. Para o astro da liga nos anos 80, Jermaine O’Neal era um gerador de lucros e não um líder, como era a expectativa de Bird e de toda a torcida da franquia quando O’Neal começou a despontar como um grande jogador.
Para Bird a situação era distorcida, pois a imprensa e a torcida acreditavam que a postura de O’Neal durante os jogos era de um líder: “A situação era a seguinte: tínhamos um jogador (O’Neal) que era um grande gerador de lucros. Isso faz com que o foco seja desviado para ele e, às vezes, isso faz com que a situação seja distorcida. Jermaine nunca foi o líder que todos pensavam”, afirmou Bird.
Ao ser perguntado se o jovem elenco do Pacers tem um líder, Bird não “afinou” e disse que ainda não: “Nós não temos um líder, aquele jogador que todos podem confiar, mas isso é porque temos um time muito jovem, então isso é normal. Eu acredito que daqui a alguns anos, Danny (Granger) e Mike (Dunleavy Jr.) podem ser líderes e referências para os mais jovens”, finalizou.
Quando deixou o Indiana Pacers para atuar pelo Toronto Raptors durante a “offseason”, o pivô Jermaine O’Neal afirmou que gostaria de reestruturar sua carreira, prejudicada por uma série de lesões. A troca, uma das mais comentadas deste verão americano, é vista por muitos como um fator chave na disputa dentro da Conferência Leste, mas mesmo assim todos os especialistas apontam algo primordial para que o Raptors engrene na próxima temporada: a vontade de O’Neal em voltar a ser um grande astro novamente.
Quanto ao ímpeto do jogador em brilhar pela equipe canadense, está cada dia mais claro que este só tem aumentado. A relação entre jogador e franquia tem melhorado a cada dia, como fica evidente com declaração do vice-presidente do Raptors, Maurizio Gherardini, que enfatizou a importância do pivô para os planos da franquia. “Jermaine vai voltar aos seus bons tempos aqui no Raptors. Isso vai acontecer porque além de ele ser um jogador fantástico, está com uma vontade enorme de mostrar suas qualidades para nós”, revelou o executivo.
As expectativas quanto à dupla formada por O’Neal e o ala-pivô Chris Bosh também enchem os diretores do Raptors de esperanças. Para Gherardini a dupla será uma das melhores da NBA e, junto com o restante do time, será capaz de levar a equipe para lugares que ela nunca chegou. “Chris e Jermaine formarão uma dupla de muito, mas muito respeito. A história do Raptors deverá ficar mais bonita de agora em diante”, encerrou o vice-presidente de operações de basquetebol.
Na última temporada, o Toronto Raptors, comandado pelo técnico Sam Mitchell, conseguiu 41 vitórias em 82 jogos e classificou-se para os playoffs com a sexta melhor campanha da Conferência Leste. Nos playoffs o time canadense foi eliminado pelo Orlando Magic na primeira rodada do mata-mata ao ser derrotado por 4 a 1 na série melhor-de-sete jogos.
Se você já acessou o site oficial da NBA nos últimos dois anos, sabe que a liga usa um sistema de Flash para circular por cinco manchetes diferentes durante o dia, certo? Bom, ao acordar hoje (sexta-feira, 11 de julho) e acessar o site, quatro das cinco matérias destacadas incluíam jogadores em novos times: a primeira tinha Elton Brand com a camisa retrô do Philadelphia 76ers e Baron Davis com o uniforme do L.A. Clippers; a segunda mostrava Jermaine O’Neal segurando a camisa do Toronto Raptors, cercado pelo técnico Sam Mitchell e o gerente geral Bryan Colangelo; a terceira era dos calouros OJ Mayo e Darrell Arthur com o uniforme do Memphis Grizzlies - ambos foram selecionados por outros times no draft e enviados para a equipe em trocas; e a quarta tinha a dupla Bobby Simmons e Yi Jianlian sendo apresentada pelo New Jersey Nets. Sinal de que a offseason está movimentada.
Geralmente, a offseason é a parte mais chata do ano. Muita especulação e pouca ação, mais até do que aquele período antes do prazo final de trocas da temporada. Se é chato para o leitor e torcedor, que quer ver a bola subir logo e os jogos começarem, imagina para o repórter, que tem de ler e escutar toda essa boataria e tentar desvendar fato de invenção, e às vezes tem de repassar a especulação por falta de assunto. Então, é muito bom quando coisas acontecem pra valer, jogadores trocam de times e interferem com a balança do poder na liga. Pra quem gosta de sonhar com o futuro, esta offseason tem sido um prato cheio.
A princípio, parece que o equilíbrio Leste-Oeste vai melhorar um pouco. É verdade, todos os anos temos esta impressão, mas nunca esteve tão palpável quanto agora. Primeiro, porque o melhor jogador do mercado de free agents, o ala-pivô Elton Brand, assinou com o 76ers, transformando um time que era “decente” numa potencial máquina, que tem um armador que distribui bem a bola e sabe chutar, um ala-armador explosivo, um ala em ascensão, um ala-pivô confiável no poste baixo e de média distância, um pivô de raça, bloqueador e reboteiro, e um banco com vários garotos promissores. A única coisa que falta de verdade para o Sixers se tornar um favorito é um especialista de longa distância - e olha só, o James Posey ainda está disponível no mercado…
Então, ao contrário do ano passado, em que Boston Celtics e Detroit Pistons estavam um passo a frente de todo o resto da conferência, já podemos acrescentar o Orlando Magic, que deu um passo enorme nos playoffs deste ano e só tem a melhorar com mais um ano juntos e a chegada do Mickael Pietrus, o Cleveland Cavaliers que é sempre perigoso com o LeBron James, e o Sixers. E o Raptors pode também dizer que está neste grupo: já havia se mantido num nível bom nesta temporada, e agora tem José Calderón livre para comandar o time como armador principal e Jermaine O’Neal ao lado de Chris Bosh, uma dupla de garrafão formidável. Com Jamario Moon, Carlos Delfino, Anthony Parker e Jason Kapono prontos para aproveitar as sobras nas alas, Toronto tem perigos em todos os cantos. E olha que coisa: a Divisão Atlântico, que agüentou piadas por tantos anos, tem de novo três times de nível, mais o New Jersey Nets que eu acho que vai surpreender muita gente com um Yi Jianlian mais à vontade e alguns novatos promissores.
Some o Miami Heat, com um ano inteiro de Dwyane Wade e Shawn Marion juntos, mais a promessa que Michael Beasley e Mario Chalmers demonstraram na Liga de Verão de Orlando, e você tem um time de playoffs. O Washington Wizards mantém a base que perdeu para o Cleveland Cavaliers por três anos seguidos nos playoffs; quem não garante que a quarta vez é a que dá certo? E o Chicago Bulls buscou o Derrick Rose no draft e tem agora uma carta na manga para obter o talento de garrafão que busca há anos; pode usar ou Ben Gordon ou Kirk Hinrich em uma troca e conseguir alguma coisa boa.
Outra razão é que a disputa entre Clippers e Warriors caiu bem naquela máxima de “dividir para conquistar”: Golden State foi a “nona força” do Oeste em 2007-08, e parecia ceder o posto ao Clippers quando os angelinos roubaram Baron Davis. O Warriors respondeu capturando Corey Maggette do Clippers, e Brand, disputado por ambos, acabou no Leste. L.A. provavelmente continuará no mesmo nível do ano passado, Golden State deve cair um pouco, e repentinamente o Oeste não parece tão profundo quanto antes. Entre os times fortes da conferência, a melhor contratação até agora foi do Houston Rockets, que pegou o veterano Brent “Bones” Barry do vizinho San Antonio Spurs para dar mais opções ofensivas ao técnico Rick Adelman e abrir a quadra para Yao Ming.
O melhor de tudo é que tudo isso aconteceu apenas na primeira semana do mercado. Ainda teremos muitas assinaturas, trocas de pânico e movimentações. Os boatos não param de circular, e está claro que, no Leste, o Pistons e o Celtics terão de fazer alguma coisa para manterem-se no topo. É esperar para ver.
Nesta quarta-feira, o gerente geral do Indiana Pacers, Larry Bird, comentou as transações que a franquia já executou nesta off-season e avaliou os impactos das mesmas no planejamento atual do elenco da equipe. Como esperado, o armador Jamaal Tinsley está de saída mesmo.
“Estamos tentando fazer algumas coisas para ver o que tem lá fora para Jamaal. Esperamos obter algo”, disse Bird. “Ele tem sido excelente para nós. Infelizmente, ele vem se contundindo muito. Sabemos que ele ainda é um grande jogador, mas agora ele seguirá outro caminho”, completou o gerente geral.
O treinador do Pacers, Jim O’Brien, fez coro a Bird e disse que a armação da equipe está solidificada com as presenças de T.J. Ford, Jarrett Jack e Travis Diener, sem fazer qualquer menção a Tinsley. As dificuldades para trocar Tinsley são bem acentuadas. Além das contusões constantes, o jogador ainda tem alguns problemas sérios fora do basquetebol, inclusive sendo recentemente ameaçado de morte. Sem contar seu contrato, que ainda tem três anos para vigorar, com valores totais de U$ 21 milhões, o que dá $ 8 milhões de dólares por temporada.
O’Neal comemora sua troca para o Toronto: O clima em Toronto é o melhor possível com a chegada do ala-pivô Jermaine O’Neal. Em sua apresentação, o ex-astro do Indiana Pacers não escondeu a sua felicidade e entusiasmo com a troca.
O’Neal ainda admitiu que chorou quando soube que foi negociado, no mês passado. Ele estava extremamente abalado desde o começo da seqüência de problemas dentro e fora de quadra relacionados à sua pessoa, durante sua passagem pelo Pacers.
“Foi uma das piores situações que vivenciei”, relembra com tristeza os tempos ruins no Pacers, sem esquecer os bons momentos. “Estava abalado mentalmente e não jogava mais com amor”, completou o raciocínio.
Porém, o ala-pivô garantiu que tudo é passado e que ele busca um novo começo no Canadá: “Quando meu agente me contou sobre a possibilidade de vir para cá, era como um renascimento para mim. Às vezes, você perde o amor e o que você precisa é de alguma nova jogada para resgatar o fogo dentro de si”.
Assim como no caso de Leandrinho, muito foi falado sobre Anderson Varejão mais nada se concretizou. O ala-pivô capixaba, que chegou a ter seu nome ligado ao Indiana Pacers, Milwaukee Bucks, Charlotte Bobcats e Golden State Warriors permanecerá em Cleveland, pelo menos por enquanto. Porém, isso não é sinal de prestígio com a diretoria do time de Ohio e muito menos indício de que Varejão terá mais minutos na congestionada rotação de garrafão do Cleveland Cavaliers.
Rotação essa que ficou maior na noite desta quinta-feira após o draft. No recrutamento, realizado em Nova Iorque, o gerente geral do Cavs, Danny Ferry, escolheu o ala-pivô J.J. Hickson. O jovem atleta de 2,03m de altura chega para ajudar o garrafão do time do técnico Mike Brown e pode tirar ainda mais o espaço do brasileiro na franquia.
O que agrada a diretoria do Cavs é o estilo de jogo de Hickson, que é considerado pelos olheiros como “clássico”. Hickson tem um bom movimento de pernas e usa sua força para empurrar seus marcadores e ficar mais perto da cesta. O jogo do ala-pivô é refinado e sem firulas. Seu arsenal de jogadas ofensivas se constitui em arremessos de perto da cesta e ganchos, as enterradas são raras em seu repertório.
Na defesa Hickson não é um “mestre”, mas também não deixa a desejar. O ala-pivô, que teve médias de 14,8 pontos e 8,4 rebotes em sua única temporada por North Carolina State, sabe usar sua força para intimidar seus rivais. O que pesa contra ele é sua altura (2,03m), baixa para um jogador de garrafão.
A escolha de Ferry nesta quinta dá a entender que a diretoria do time de Ohio não está feliz com os atletas que atuam na área pintada. A recheada rotação de alas-de-força e pivôs, certamente, será enxugada nesta offseason. Hoje, o Cavaliers conta com Ben Wallace, Varejão, Dwayne Jones, Joe Smith, Lance Allred e Zydrunas Ilgauskas, além do próprio Hickson.
Porém, Wallace, Ilgauskas e Smith já têm mais de 30 anos e caem visivelmente de rendimento ano após ano, o que não interessa os outros times para trocas. Allred veio da Liga de Desenvolvimento e assinou um contrato há pouco tempo, então não deve ser trocado tão cedo. Já com Dwayne Jones uma possível troca não é vista com bons olhos. Isso porque o ala-pivô tem uma carreira inexpressiva na Liga e não desperta o interesse de nenhuma franquia. As más línguas dizem que a melhor oferta que o Cavs recebeu por Jones até hoje foi do Miami Heat, que enviaria um pacote de bolacha de água e sal para Danny Ferry & cia.
Nesta brincadeira toda quem sobra como a melhor “moeda de troca” é o capixaba Varejão. Bem que a direção do Cleveland tentou conseguir alguma coisa pelo brasileiro na noite desta quinta-feira. Fontes ligadas a franquia garantiram ao site da ESPN garantiu que, antes de fechar uma troca com o Toronto Raptors, o Indiana Pacers recebeu uma oferta do Cavaliers, que ofereceu a escolha no draft (19ª no geral), Wally Szczerbiak e Anderson Varejão pelo ala-pivô Jermaine O’Neal. A equipe de Indianápolis chegou até a cogitar a possibilidade de bater o martelo e fechar negócio, mas aí o Raptors veio com uma oferta que o Pacers julgou melhor e acabou selando acordo com a franquia canadense.
Varejão também esteve perto de se mudar para Milwaukee. O time de Ohio ofereceu o mesmo pacote citado acima pelo ala-armador do Bucks Michael Redd. Entretanto, o New Jersey Nets fez questão de “estragar” o sonho ao aceitar uma proposta do time verde e vermelho de Milwaukee. O Nets enviou o ala Richard Jefferson (9º cestinha da Liga na última temporada) e recebeu o ala Bobby Simmons e o chinês Yi Jianlian. Como conseguiu adquirir um jogador de qualidade, o Bucks desisitiu da idéia de trocar Redd.
O desejo do ala-pivô Jermaine O’Neal de deixar o Indiana Pacers ainda não está concretizado. Nesta quarta-feira a imprensa norte-americana adiantou que a franquia de Indianápolis teria cedido seu principal jogador ao Toronto Raptors em troca do armador TJ Ford e mais o direito de fazer a 17ª escolha do draft da Liga, que acontecerá nesta quinta-feira. Porém, um porta-voz do Pacers veio a público nesta tarde e fez questão de negar qualquer acerto.
“Não há troca para ser anunciada. Tudo isso não passa de especulação”, garantiu o porta-voz do Indiana, David Benner. Isso “esfria” o ímpeto de vários sites, que já especulavam outros jogadores ou escolhas no recrutamento a serem envolvidas no negócio.
Além de Ford e da escolha de draft, o time de Indianápolis iria receber o pivô esloveno Rasho Nesterovic. A troca só poderia ser completada no dia 9 de julho, quando vencerá o primeiro ano de uma extensão do vínculo de Ford com o Raptors, para que não haja empecilhos em seu contrato. Outros atletas poderiam ser incluídos na transação, para a matemática da equiparação dos salários funcionar.
Se o acordo persistir e for oficializado nos próximos dias, O’Neal vai para Toronto para fazer dupla no garrafão com Chris Bosh, jovem astro da franquia que vai defender os Estados Unidos nos Jogos Olímpicos de Pequim-2008. O time canadense também se livraria da disputa interna entre Ford e o espanhol José Calderón pelo posto de armador titular.
Já o Pacers tenta, através desta ou de outra negociação, intensificar um processo de renovação de seu elenco. O’Neal foi a peça fundamental do time nos últimos anos e teve sua pior temporada desde sua contratação em 2000-2001. Ele passou por uma cirurgia em abril de 2007 no joelho esquerdo e disputou apenas 42 partidas, com médias de 13,6 pontos e 6,8 rebotes. Nos últimos anos, Jermaine tem sofrido com muitos problemas no joelho, o que põe em dúvida sua capacidade física.
Assim como O’Neal, TJ Ford também gera desconfiança em relação a sua saúde. O armador de 25 anos já ficou de fora de toda a temporada 2004/05 por causa de um problema nas costas. No último campeonato, Ford se lesionou em um jogo contra o Atlanta Hawks e ficou um bom tempo de molho. O fato é que, de acordo com uma cláusula no contrato de Ford, o mesmo não pode ser trocado antes da data citada acima e, ainda, ele e O’Neal teriam de passar por testes físicos em ambas as equipes que os receberiam. Dessa forma, a troca poderia ser apenas adiada, enquanto está basicamente costurada.
Na quarta-feira, o ala-pivô Jermaine O’Neal, do Indiana Pacers, declarou que gostaria de permanecer na franquia de Indianápolis e que não se abriria mão de seu atual contrato com o time. Porém, um dia depois, foi divulgada uma notícia na imprensa americana de que O’Neal estaria de mudança para Ohio, mais precisamente para Cleveland.
O site Draft Express garantiu que uma negociação entre Cleveland Cavaliers e Indiana Pacers está prestes a ser concretizada, mas que só anunciada no dia do draft, que será realizado no próximo dia 26. A publicação do site relatou que o Pacers ofereceu Jermaine e a sua escolha de primeira rodada deste recrutamento (11ª no geral) em troca dos contratos expirantes dos veteranos Wally Szczerbiak e Eric Snow.
O’Neal, que recebe quase $20 milhões de dólares por temporada chegaria para formar a dupla de garrafão com o lituano Zydrunas Ilgauskas. Além disso, “JO” seria o principal ajudante ofensivo do astro LeBron James. Este rumor só reforça o boato de que o Cavs irá tentar uma troca com Ben Wallace ou com o brasileiro Anderson Varejão para conseguir um ala-armador. O outro jogador de garrafão da equipe, Joe Smith, terá seu contrato expirado ao final desta temporada.
Já o plano do Pacers é reformular geral. A equipe de Indiana está disposta a montar um time em torno do jovem ala-armador Danny Granger. Para isso o time está querendo os contratos milionários e expirantes de Szczerbiak e Snow, que somam mais de $20 milhões de dólares. O Indiana estaria interessado em seus salários, que serviriam como atrativo para boas contratações em 2009/10.
O Cleveland Cavaliers conseguiu 45 vitórias em 82 jogos na última temporada e acabou eliminado pelo Boston Celtics nas semifinais de Conferência Leste. Já o Indiana Pacers venceu 36 partidas e perdeu outras 46, ficando fora dos playoffs.
Em uma entrevista à rádio Sporting News, o ala-pivô Jermaine O´Neal voltou a deixar claro que seu desejo é ser trocado pelo Indiana Pacers e espera ir para um “time em que tenha chance real de ganhar um título da NBA”. Sem identificar por qual equipe espera jogar na próxima temporada, o jogador seis vezes eleito para o Jogo das Estrelas da liga revelou que ele e a diretoria do clube de Indianápolis já conversaram sobre a separação considerando que o Pacers está em fase de reconstrução tentando renovar seu elenco. Segundo a imprensa americana, um dos destinos possíveis para O´Neal é o Cleveland Cavaliers, onde ele teria a possibilidade de formar uma dupla poderosa com o astro LeBron James. O nome do ala-pivô brasileiro Anderson Varejão chegou a ser especulado como uma das principais moedas de troca do Cavs, e nesta semana seu valor de mercado pode ter diminuído com o anúncio da direção da NBA de que vai começar a punir com multas os atletas que cavarem faltas de ataque ostensivamente, um artifício muito usado por jogadores como o brazuca e o ala-armador argentino do San Antonio Spurs Manu Ginóbili. Um artigo publicado neste domingo no site do Cavaliers diz que o casamento do brazuca com a equipe pode estar no final.
Na semana passada, circulou um boato que chamou a atenção do colunista da ESPN Chad Ford, dando conta de que O´Neal poderia ir para o time de Ohio em troca de Varejão e do pivô lituano Zydrunas Ilgauskas mais a 19a escolha do Cavaliers no próximo draft. Os empecilhos dessa negociação seriam a idade de Ilgauskas (ele completa 33 anos no dia 5 de junho) que é incompatível com o projeto de rejuvenescimento do Indiana, as dúvidas sobre o estado físico de Jermaine com suas constantes lesões e a dificuldade de mover o pesado contrato do astro do Pacers, que tem US$ 44,3 milhões a receber nos próximos dois anos, mas tem uma opção de rescindir seu vínculo em 30 de junho e testar o mercado. O Cavaliers está avaliando seu elenco após a eliminação nas semifinais da Conferência Leste diante do Boston Celtics e apenas o cestinha da liga James é considerado inegociável.
“Não sei como minha situação vai ficar na próxima temporada, ou nos próximos seis ou sete anos, eu disse a meu agente para fazer o melhor negócio. Realmente acredito que se eles (Pacers) estão entrando totalmente numa fase de reconstrução, creio que eles vão me trocar, isso se eles forem renovar mesmo o time. Esse é o pensamento consistente que ouvi dos proprietários e da gerência do clube antes de sair de Indianápolis (para as férias). Então não acho que não vai ficar uma situação em que nós vamos ficar indo para frente e para trás, indo e voltando na idéia, a tendência é eu ser trocado porque eles simplesmente reformularam totalmente a equipe. Acho que se eles vão reformular o time ainda mais, então vão me mandar para outro lugar, mas não para qualquer time, devo ir para uma equipe que tenha chance de ganhar o campeonato. Essa foi a única coisa que foi dita para mim e realmente me deixou satisfeito quando eu saí de Indianápolis. Eu e Larry Bird (gerente geral do Indiana) falamos sobre isso pouco antes de eu sair da cidade, devemos nos encontrar novamente para tratar disso depois do draft. Se for o caso de uma reconstrução, eu preferiria não passar por isso (as seguidas derrotas comuns para uma equipe em renovação)”, disse O´Neal.
Embora concorde que seu contrato seja muito alto e dificulte uma troca pois a maioria das equipes está acima do teto salarial da liga, inclusive o Cleveland, O´Neal enfatizou para os dirigentes possivelmente interessados em sua contratação que está praticamente recuperado da lesão no joelho que arruinou sua produtividade na temporada 2007-08. A gravidade do problema nunca foi inteiramente revelada, mas o ala-pivô acredita que ainda possa jogar em alto nível, por duas vezes ele mencionou que pode fazer isso por mais seis ou sete temporadas, em 2008 ele completa 30 anos de idade. Se o Indiana não viabilizar uma troca até o draft, Jermaine pode optar por rescindir seu contrato em 30 de junho e ficar livre no mercado, ele deu a entender que poderia aceitar um acordo de longo prazo com outra equipe recebendo um salário inicial mais baixo do que ganharia na próxima temporada permanecendo no Pacers.
“Uma vez que eu resolva esses problemas e tire todas as dúvidas a respeito do meu joelho neste verão, vou voltar logo a jogar no nível de um All-Star”, garantiu O´Neal, dizendo ainda que não vai pressionar a diretoria do Indiana a fazer logo uma troca, pois “deve lealdade ao dono da franquia Herb Simon e ao restante dos acionistas do time, que mereceria receber algo bom em retorno”. “Eu sou leal a esses caras e não vou entrar numa batalha verbal, não vou cuspir no prato onde comi… Você vê tantas situações em diferentes esportes, até no basquete, em que um jogador cria um clima realmente ruim na equipe antes mesmo de conseguirem resolver uma situação, eu nunca desejaria o mal para o Pacers”.
Mas por outro lado O´Neal não deixou dúvida que sua lealdade é para com o proprietário da franquia e o ex-presidente do time Donnie Walsh, que saiu de Indiana para se tornar gerente geral do New York Knicks, mas o mesmo clima amistoso não existe na relação entre o ala-pivô e o gerente do Pacers, o ex-jogador ídolo do Boston Celtics Larry Bird. “Donnie sempre foi muito bom para mim. Mas eu e Larry não tivemos o melhor dos relacionamentos um com o outro, então isso meio que se tornou um problema para mim”, admitiu Jermaine, que ficou particularmente desgostoso com a forma com que a equipe de Indianápolis lidou com a lesão no seu joelho. Segundo o ala-pivô, essa foi sua única lesão séria nos últimos dois anos e meio, mas o time usou relatos de outras contusões para mascarar a gravidade de seu problema no menisco.
“E para falar a verdade, nos últimos dois anos e meio, tive apenas essa situação do meu joelho. Eu não queria falar para ninguém, nós não queríamos ir a público com isso, então meio que deixamos o assunto de lado dizendo “OK, foi um tornozelo torcido ou alguma outra coisa está doendo”, isso só para eu não ter de dizer às pessoas que rompi o menisco. Eu rompi meu menisco e simplesmente continuei jogando com isso, eventualmente a situação piorou, daí foi tudo ladeira abaixo nos últimos dois anos, mas me sinto melhor agora”, explicou O´Neal, dando a entender que o gerente da equipe (Bird) o abandonou nesse momento difícil de sua carreira.
“Eu fiquei um pouco desapontado que o time não tenha feito mais, sabendo o que eles sabiam. Eles sabiam o tempo todo qual era a situação, que eu tinha rompido o menisco, que escolhi não fazer uma cirurgia e estava indo contra o que os médicos tinham recomendado… Fiz isso pelo time, para estar em quadra com o time, e fiquei desapontado com isso”, reclamou O´Neal, criticando também algumas contratações feitas por Bird e o comportamento extraquadra de alguns companheiros de equipe.
“O ambiente se tornou muito ruim por causa de todos os incidentes ocorridos fora da quadra, importa bastante o que acontece fora da quadra, não necessariamente só o que acontece dentro da quadra”, disse Jermaine obviamente se referindo aos problemas externos como o envolvimento de atletas do Pacers com brigas em casas noturnas, tiroteios (o caso Stephen Jackson, trocado para o Golden State Warriors), uso de drogas, posse de maconha e outros incidentes que apareceram nas páginas policiais, sem falar no histórico quebra-pau no Palace de Auburn Hills envolvendo jogadores do Indiana e torcedores do Detroit Pistons em 2004, depois daquela lamentável briga Ron Artest foi mandado para o Sacramento Kings e o Indiana entrou em fase de declínio.
“Tem sido uma pílula difícil de engolir. As situações fora da quadra e minha lesão no joelho tiraram o fogo do meu interior, mas quando eu decidi ficar fora dos últimos 43 jogos da temporada foi porque eu resolvi que iria ficar saudável, não iria mais jogar com apenas 30% ou 40% das minhas forças. Eu simplesmente ia deixar as pessoas saberem o que havia de errado comigo, com meu joelho, e realmente quero redefinir a mim mesmo… ter de novo aquele fogo queimando dentro de mim e ir para o ginásio, voltar ao estágio um, avaliando totalmente meu corpo inteiro, meu jogo inteiro, e ter certeza de que posso ser dominante novamente”, afirmou o ala-pivô, sem ter idéia de que camisa estará vestindo no segundo semestre.
“Eu controlo o que posso controlar, que é dentro da quadra de basquete, endireitando meu corpo, acertando minha mente, me preparando bem para a próxima temporada, é isso o que vou fazer, seja como membro do Indiana Pacers ou jogando em algum outro lugar”, finalizou O´Neal, que chegou a ser assediado pelo finalista Los Angeles Lakers antes de o time angelino acertar a contratação do pivô espanhol Pau Gasol numa troca com o Memphis Grizzlies.
O surgimento do boato em torno de uma possível negociação envolvendo Varejão, Ilgauskas e O´Neal apareceu depois que o ala LeBron James saiu para as férias cobrando reforços para ele ter mais ajuda no ataque do Cleveland aumentando as chances de título da equipe. O colunista Chad Ford escreveu que o rumor da troca entre Pacers e Cavs fazia sentido, mas as duas franquias desmentiram a informação. Neste domingo, porém, o site oficial do time de Ohio publicou um artigo postado por Amar Panchmatia intitulado “O Fenônemo que é Anderson Varejão”, tecendo elogios ao brasileiro mas incluindo seu nome entre os mais prováveis no mercado de trocas. O “Coisa Selvagem” brazuca vai ganhar passe livre irrestrito em 2009, e o gerente geral Danny Ferry pode trocá-lo para não correr o risco de perder um jogador importante sem nenhuma compensação. Leia abaixo a íntegra do artigo publicado no site www.nba.com/ca