Após encerrar o ano de 2008 sofrendo uma surra do Orlando Magic em pleno United center, o Chicago Bulls entrou em 2009 com o pé esquerdo. A diretoria anunciou nesta quinta-feira que multou turês de seus jogadores, os desordeiros foram Larry Hughes, Tyrus Thomas e Joakim Noah. Todos foram penalizados porque xingaram o técnico da franquia, Vinny Del Negro.
O problema, na verdade, aconteceu antes do duelo contra o Magic. A equipe de Chicago tem uma regra: nenhum atleta pode se alimentar nos preparativos finais para as partidas. O trio ignorou a regra e começou a comer, Del Negro viu tudo e pediu para que eles não fizessem aquilo. Os jogadores, então, perderam o controle e ofenderam o treinador.
O curioso é que os três já tiveram problemas com Del Negro nesta temporada. Todos estão insatisfeitos com seus papéis na rotação imposta pelo treinador, eles querem mais tempo de quadra. Larry Hughes, o mais experiente do trio, teria pedido, inclusive, para ser negociado. Os valores das multas não foram revelados.
O Orlando Magic mostrou mais uma vez sua força fora de casa com uma atuação dominante no último dia de 2008, esta quarta-feira (31/12), derrotando o Chicago Bulls por 113 a 94 no United Center. O ala Rashard Lewis foi o cestinha, o pivô Dwight Howard produziu um duplo-duplo e sete jogadores do Magic marcaram pontos em dígitos duplos.
Foi a oitava vitória do Magic em nove jogos, recuperando-se do fim de sua série de sete vitórias seguidas nas mãos do Detroit Pistons na última segunda-feira. Para o Bulls, foi a quarta derrota em cinco partidas, e ela já parecia certa desde o início. Os visitantes abriram 33 a 17 no primeiro quarto e já tinha 27 pontos de vantagem no segundo tempo, liderado por 16 pontos de Lewis no primeiro tempo. O ala acertou seis de oito arremessos nos 24 primeiros minutos, incluindo duas cestas de 3 pontos.
“Especialmente no primeiro tempo, sentia como se eu não fosse errar nenhum arremesso. Quando errei um, fiquei mais surpreso do que qualquer outra coisa”, disse o lateral, que fez 20 ou mais pontos pelo terceiro jogo seguido. “Ele vem liderando nosso time em pontuação por quase todo o mês. Ele e Jameer (Nelson) são as razões porque estamos vencendo vários jogos”, reconheceu Howard, fazendo a campanha por uma vaga no Jogo das Estrelas para seu companheiro de equipe.
“Enquanto estivermos com sucesso como time e estivermos vencendo, tenho uma chance melhor. O Jogo das Estrelas não vai nos levar ao que queremos fazer, que é conquistar o título da NBA”, disse, politicamente, Lewis, que terminou com 21 pontos na partida, além de 7 rebotes e 4 assistências.
Howard marcou 15 pontos e 14 rebotes e, com a ajuda do reserva Marcin Gortat, o garrafão floridiano dominou Chicago. Foram 14 rebotes ofensivos para o Magic contra sete do adversário, Gortat marcou 14 pontos e 7 rebotes e a dupla combinou para 4 tocos, dois de cada. Além de Gortat, Courtney Lee, com 12 pontos, e Anthony Johnson, com 10, pontuaram em dígitos duplos saídos do banco. Entre os titulares, o turco Hedo Turkoglu teve 18 pontos, 9 rebotes e 4 assistências e o armador Jameer Nelson fez 11 pontos e 5 assistências.
O Bulls não manteve o bom ritmo que apresentou na vitória sobre o New Jersey Nets na segunda-feira, por 13 pontos, e saiu humilhado em sua própria casa. Orlando abriu 16 a 6 com apenas quatro minutos de jogo e as vaias começaram a aparecer rapidamente. “Acho que podemos jogar muito melhor do que fizemos hoje”, disse Ben Gordon, que marcou 18 pontos para Chicago.
Derrick Rose acrescentou 11 pontos. O pivô Joakim Noah, saído do banco, foi o melhor da equipe, com um duplo-duplo de 19 pontos e 11 rebotes; os reservas Larry Hughes e Andrés Nocioni contribuíram com 15 e 10 pontos, respectivamente. Chicago jogou desfalcado de Luol Deng pelo terceiro jogo seguido, com uma torção no tornozelo esquerdo, e do ala-pivô Drew Gooden, que voltou a estar entre os jogadores ativos no banco após cinco jogos de fora com uma torção no tornozelo direito, mas não entrou em quadra.
Ambos os times voltam a jogar na sexta-feira, dia 2 de janeiro de 2009. O Magic (25v-7d) recebe o Miami Heat na Amway Arena para o “dérbi da Flórida”. Chicago (14v-18d) visita o rival divisional Cleveland Cavaliers na Quicken Loans Arena.
O Chicago Bulls anunciou nesta sexta-feira que exerceu a opção dos contratos dos jovens Tyrus Thomas, Thabo Sefolosha e Joakim Noah. Com isso, os três atletas promissores irão ter contrato garantido para o campeonato que está por vir e para a temporada 2009/10.
Tyrus Thomas, que foi draftado pelo Portland Trail Blazers na segunda escolha do draft de 2006 e trocado na mesma pelo ala-pivô LaMarcus Aldridge, recebe cerca de $3.7 milhões de dólares e em 2009/10 receberá cerca de $4.7 milhões. Em duas temporadas com a camisa do Bulls, o ala-pivô teve médias de 6.0 pontos e 4.2 rebotes por jogo.
Thabo Sefolosha também está nos Bulls desde 2006 e em dois de carreira ostenta médias de 5.1 pontos por partida e é uma grande aposta do Bulls na armação do jogo. O salário do suíço gira em torno de $1.9 milhões atualmente e subirá para $2.7 milhões em 2009/10.
Já o ala-pivô Joakim Noah tem apenas uma temporada de experiência na NBA. No único campeonato que disputou o filho do ex-tenista Yannick Noah teve médias de 6.6 pontos e 5.6 rebotes por jogo. Atualmente, Noah recebe $2.2 milhões de dólares e terá um aumento para $2.4 milhões em 2009/10.
Joakim Noah ficará de molho por uns dias. Já Ben Gordon garante que não tem arrependimentos sobre a história do seu contrato.
Joakim Noah vira dúvida para a primeira partida do time na pré-temporada, contra o Dallas Mavericks, na próxima quinta-feira. Foi diagnosticada uma inflamação no seu olho esquerdo após um choque durante os treinos da quarta-feira. O jogador ficará cinco dias ausente de qualquer atividade, até que pare os sangramentos internos da região atingida.
Dias após aceitar a oferta qualificatória e permanecer por mais um ano em Chicago, o ala-armador Ben Gordon garante, ao final da história, que não se arrepende de ter rejeitado a oferta feita pela direção na offseason passada, algo em torno de 55 milhões de dólares ao longo de seis anos de contrato. Quanto às chances de continuar no Bulls no próximo ano, Ben não quis fazer nenhum comentário. Mas o gerente geral John Paxson foi bem claro: “Esse acordo realizado agora não garante que Gordon permanecerá no elenco por um longo período”.