January 2, 2009

Armador do Raptors José Calderón supera marca de Steve Nash com 75 acertos consecutivos em lances livres

Filed under: Conferência Leste, Conferência Oeste, NBA — Tags: , , , — basketbrasil @ 1:31 pm

O Toronto Raptors perdeu para o Denver Nuggets, por 114 a 107, em casa, na noite de quarta-feira, mas o armador espanhol José Manuel Calderón chegou à incrível marca de 75 acertos consecutivos em arremessos de lances livre, a melhor entre os jogadores em atividade na NBA. Agora, o armador canadense Steve Nash, do Phoenix Suns, é o segundo, com 74.

Calderón soma 72 arremessos na atual campanha dos Raptors na NBA (30 jogos), somados aos três convertidos nas últimas quatro partidas da temporada passada. Seu desempenho perfeito teve início no dia 11 de abril de 2008 quando sua equipe enfrentou o New Jersey Nets.

Na partida contra os Nuggets, Calderón empatou a disputa com Nash depois que os árbitros marcaram uma falta técnica contra Carmelo Anthony, quando faltavam 5min09s para o término do segundo quarto. O ponto que lhe deu a liderança foi obtido no último quarto após os juízes assinalarem outra falta técnica, desta vez contra Chauncey Billups, quando ainda restavam 5min41s para o término do jogo.

Na história da NBA, o armador espanhol é o quinto colocado, empatado com Ricky Pierce que, em 1991, também obteve a marca de 75 acertos consecutivos quando atuava no Seatlle Supersonics. O líder é Michael Williams, que acertou 97 arremessos em 1993, quando defendia o Minnesota Timberwolves.
 
(Lancepress!)

December 30, 2008

Golden State mantém ótimo ataque e péssima defesa vencendo em casa o Toronto

Filed under: Conferência Leste, Conferência Oeste, NBA — Tags: , , — Redação @ 3:05 pm

Por: Guilherme Giorgi Costa

Quem vê apenas as estatísticas de melhores ataques da NBA, acha que o Golden State Warriors está entre os primeiros colocados da temporada. Com uma média de 105,32 pontos por jogo, a  equipe só perde neste quesito para o Los Angeles Lakers, que tem uma média acima de 107 pontos por partida. Entretanto, os Warriors tem uma média superior a 111 pontos sofridos, a pior de toda Liga.

Na noite desta segunda-feira,  o Golden State passou pelo Toronto Raptors por 117 a 111, chegando à sua décima vitória em 23 partidas, estando na décima primeira posição da Conferência Oeste, enquanto o Toronto Raptors conheceu sua 19ª derrota em 31 partidas, ficando na décima posição da embolada Conferência Leste, em que o décimo quinto e o sexto colocados são separados por seis vitórias.

Quem foi o destaque dos Warriors foi Stephen Jackson, que aos 30 anos de idade não saiu de quadra em nenhum momento da partida, marcando 30 pontos nos 48 minutos que permaneceu jogando. Além disso, foram sete assistências e sete rebotes. Andris Biedrins protagonizou um duplo-duplo, com 14 rebotes e 13 pontos. 

“Eu sabia que poderia ajudar esta equipe, Tivemos um monte de jogo fora de casa mas agora estamos chegando ao fim, e veremos o que podemos fazer. “ disse Marco Bellinelli, que terminou a partida com 23 pontos, referindo-se a complicada sequência de jogos do time, que jogou 20 jogos fora de casa e apenas 13 em sua arena.

“Temos de jogar fora com a energia que fizemos contra o Boston, quando fomos a LA,”disse Stephen Jackson, que fez o seu quarto jogo com mais de 30 pontos na temporada.” Acho que para nós,  temos de começar a vencer foda de casa”. Lembrando que o Warriors recentemente venceu o líder Boston e jogou de igual a igual com o Lakers, times de melhores campanhas da Liga.

Pelo lado do time do Canadá, Chris Bosh mais uma vez foi o destaque, marcando 30 pontos, se mantendo como um dos principais cestinhas da liga, com uma média de quase 24 pontos por partida. Ele ainda pegou 14 rebotes, fazendo mais um duplo duplo. O espanhol Jose Calderon conseguiu a incrível marca de 16 assistências, além de 21 pontos nos mais de 44 minutos em quadra.

Calderon contou que a equipe está falhando em momentos decisivos: “Estamos chegando perto, mas temos de começar a ganhar, também. Nós não podemos estar mais perto todos os dias e perder. É bom. Vamos continuar a trabalhar juntos, com certeza, mas temos de começar a ganhar jogos.”  

O Golden State Warriors manteve sua boa margem de acertos da linha de três, com 12 bolas certas em 24 tentativas. No primeiro quarto, foram duas, o que ajudou bastante o time a terminar tão perto do Toronto, perdendo apenas por 29×28. Faltando menos de um minuto, a diferença era de cinco pontos, mas Jackson marcou quatro pontos no fim, chegando a oito no total dos primeiros 12 minutos.

No segundo quarto, o jogo continuou igual até a metade do período, quando a partida estava com dois pontos de vantagem para o time de Toronto e Watson colocou outra bola de três para o time da California, passando à frente no placar para não perder mais a ponta. Ao fim do quarto, Jackson já tinha 18 pontos e Bellinelli tinha três bolas de três, para o Golden State abrir oito pontos e chegar na metade do jogo com 60×52 no placar.

Logo no início do terceiro quarto, outras duas bolas de três, uma de Watson e outra de Jackson, colocou a diferença em 12 pontos. Faltando dois minutos, a diferença estava em 14 pontos, quando quem passou a errar foi o time da casa, que viu o Toronto encostar no placar, ficando apenas a seis pontos da liderança. O jogo que parecia decidido, voltava a pegar fogo, com o Raptors entrando animado para os últimos 12 minutos de partida.

No último quarto, as bolas de três voltaram a fazer diferença para o time da Califórnia, com outra bola de Belinelli e uma de Azubuike, que colocou novamente para dois dígitos a vantagem, dando tranquilidade a equipe da casa. Porém, o time canadense não se dava por vencido e, com um último quarto muito bom de Bosch, a  diferença caiu para dois pontos faltando poucos minutos para o final.  

Neste momento,  dois dos principais jogadores dos times erraram na hora que mais precisava deles. Jackson errou uma bola de dois e Calderon falhou em uma bola de três, o que fez com que o jogo continuasse aberto faltando dois minutos. No ataque seguinte, o time da casa abriu quatro pontos com Watson e na saída de bola, Bosch errou o passe complicando a partida para o Raptors. Na sequência, o Toronto partiu para as faltas, em que Belinelli foi preciso dos lances livres, marcando os cinco que cobrou, levando a vitória do Golden State por 117×111.

O próximo jogo do Toronto é diante do Denver Nuggets, no último dia do ano, enquanto o Golden State enfrenta o Oklahoma City, que tem apenas três vitórias na temporada.

December 14, 2008

Posey faz sua melhor partida pelo Hornets, que vence Raptors no Canadá

Em duelo disputado na tarde deste domingo, o New Orleans Hornets passou pelo Toronto Raptors por 99 a 91 (51 a 46 no intervalo) em jogo equilibrado. Com isso, o Hornets se recuperou da derrota de sexta-feira para o atual campeão Boston Celtics e pulou para o terceiro lugar na Conferência Oeste. O Raptors segue irregular, já que acumulou seis derrotas nos últimos dez jogos.

A vitória fora de casa só foi possível graças a boa mira do ala James Posey. O veterano acertou seis chutes de 3 pontos, incluindo quatro apenas no segundo quarto, quando liderou a virada do Hornets após um bom começo do Raptors. Posey terminou com 20 pontos e só não foi melhor que o ala-pivô David West. O atleta de 28 anos do Hornets estava em tarde inspirada e marcou 29 tentos, acertando 10 de seus 16 arremessos.

West ainda pegou nove rebotes, mas não foi o reboteiro do time visitante, já que James Posey buscou 10 sobras nos 35min em que ficou na quadra. Outro destaque do time do técnico Byron Scott foi o ala-armador Rasual Butler, que conectou 16 tentos, sendo dez deles apenas no último período, quando ajudou a frear a reação do rival canadense.

Chris Paul (nº3) infiltra na defesa do Raptors (AP Photo/The Canadian Press,Frank Gunn)

O armador Chris Paul foi mais discreto, mas teve papel decisivo. “CP3″ conectou 12 tentos e deu 12 passes precisos, sendo o garçom da partida e “ganhando” o duelo de armadores com o espanhol Jose Manuel Calderon. O atleta do Raptors marcou 22 tentos, mas deu só sete assistências.

A performance de Paul rendeu um elogio do técnico rival Jay Triano: “Paul controlou o jogo. Ele percebeu que não estava numa tarde feliz em pontos, mas também estava ciente de que seus colegas estavam inspirados, então ele passou a distribuir o jogo como ninguém”, analisou o treinador do Toronto.

Pelo Raptors, que conheceu sua sexta derrota em casa no campeonato, o cestinha foi o ala-pivô Chris Bosh, que assinalou 25 tentos. O camisa 4 da franquia canadense ainda pegou oito rebotes e distribuiu seis passes perfeitos. O outro jogador do time da casa, além de Bosh e Calderon, que conseguiu dígitos duplos foi o pivô Jermaine O’Neal, responsável por 19 tentos e sete rebotes.

Hilton Armstrong (de azul) e Chris Bosh se esbarram em lance (AP Photo/The Canadian Press,Frank Gunn)

Porém, a partida deste domingo mostrou o quanto que o Raptors depende de seu trio. Os outros seis jogadores utilizados por Triano durante a partida somaram apenas 25 tentos e, juntos, acertaram apenas 10 dos 42 arremessos que tentaram, o que dá o pífio aproveitamento de 23% de sucesso nas finalizações.

“Nós tivemos a possibilidade de vencer uma equipe muito boa, mas é difícil neutralizar Chris Paul. O pior é que ele consegue envolver todos os seus companheiros, o que dificulta ainda mais o nosso trabalho”, declarou o armador Jose Manuel Calderon.

O Toronto Raptors (10v-13d) tentará a recuperação na noite desta segunda-feira. O time canadense irá receber a visita do New Jersey Nets. O New Orleans Hornets (13v-7d), por sua vez, viaja até o Tennessee, onde enfrentará o Memphis Grizzlies na próxima terça.

Confira os melhores momentos do jogo

December 5, 2008

Armador espanhol do Raptors Jose Calderón tenta bater recorde de lances livres convertidos

Filed under: Conferência Leste, NBA — Tags: , — basketbrasil @ 12:30 pm

Jose Calderon, do Toronto Raptors, tem 100% de aproveitamento na liga
 
LANCEPRESS!
 
Atual campeã mundial, a Espanha ganha cada vez mais destaque entre os astros da liga profissional americana de basquete. Com chance até de registrar recordes na NBA.

Jose Calderón, armador do Toronto Raptors, tenta estabelecer a maior seqüência de lances livres convertidos na NBA entre os jogadores em atividade. Ele tem 51 acertos seguidos – 43 nos 15 jogos do atual campeonato e oito nas últimas partidas da temporada passada. O recorde é do canadense Steve Nash, armador do Phoenix Suns, com 74 tiros certeiros em 2007.

Nesta sexta-feira, Calderon tem nova chance de se aproximar do recorde e manter os 100% de eficiência nos lances livres nesta temporada, já que enfrenta, fora de casa, o Utah Jazz.

Outro espanhol bom de mira é Rudy Fernandez. O ala-armador do Portland Trail Blazers se tornou o primeiro novato a acertar pelo menos uma cesta de três em seus primeiros 20 jogos da temporada. Ele também volta à quadra nesta sexta-feira, fora de casa, contra o Boston Celtics, atual campeão da NBA.

MAIOR SEQÜÊNCIA DE LANCES LIVRES CONVERTIDOS

JOGADOR ACERTOS ANO
Steve Nash 74 2007
Caron Butler 73 2008
Peja Stojakovic 66 2004
Danny Granger 65 2008
Kobe Bryant 62 2006
Dirk Nowitzki 60 2006
Jose Calderon 51 2008
Chauncey Billups 51 1998
Kobe Bryant 50 2008
Steve Nash 49 2002
Steve Nash 48 2003

November 25, 2008

Sam Mitchell pode ser o próximo treinador na lista de demissões

Filed under: Conferência Leste, Extraquadra, NBA — Tags: , , , — Rubens Borges @ 1:54 pm

 

Sam Mitchell

Sam Mitchell

O Toronto Raptors parece estar pensando em demitir o treinador Sam Mitchell. Fontes indicam que apenas Bryan Colangelo deseja manter o treinador.

Não tem sido uma boa temporada para o Raptors. José Calderón não marca ninguém. Devin Harris e Rajon Rondo abusaram do armador no fim de semana. Calderón ainda lesionou a musculatura da perna.

A defesa fica atrapalhada, já que deve ajudar em todas as jogadas.

Anthony Parker não está jogando da mesma maneira que na temporada passada.

Jermaine O’Neal estava voltando à forma quando lesionou o joelho novamente.

Todos estes fatores estão contribuindo para a possível saída de Sam Mitchell. Mesmo que o treinador não seja o problema real do time.

November 23, 2008

Allen e Rondo levam Celtics à vitória sobre Raptors, O’Neal sai sentindo dores no joelho

Ray Allen fez 21 pontos, Rajon Rondo, Kevin Garnett e Tony Allen fizeram 15 cada, Kendrick Perkins fez 12 e Paul Pierce e Eddie House fizeram 11 cada, e o Boston Celtics derrotou o Toronto Raptors por 118 a 103.

“Nosso ataque carregou o time, acertamos tudo”, disse Rondo.

Chris Bosh liderou o Raptors com 24 pontos, José Calderón fez 14 pontos e teve nove assistências. Andrea Bargnani e Anthony Parker tiveram 14 pontos, cada.

Boston começou a partida rapidamente indo para o ataque. O Celtics abriu 10 a 0 no início do jogo.

“Comandamos o jogo desde cedo”, analisou Allen.

Jermaine O’Neal deixou a partida no segundo quarto. Ele começou o jogo, mesmo tendo lesionado seu joelho, reparado cirurgicamente durante as férias. O’Neal, obviamente sentindo dores, terminou o jogo com seis pontos e ficou o restante da partida no vestiário, recebendo tratamento.

No final do primeiro período a liderança do Celtics era de 32 a 20. Com a ajuda do banco de reservas a diferença aumentou para 18.

No intervalo o placar era de 59 a 49 para Boston e o time não entregou o comando da partida.

Rondo foi um dos destaques da partida. O armador foi agressivo ao comando de seu treinador, Doc Rivers.

“A velocidade dele foi um fator na partida. Deu a oportunidade para todos os outros. Avisei que sua velocidade deveria ser um fator, todas as noites. Assim os outros são obrigados a defendê-lo. Antes, todo mundo dava espaço para ele, já que ele caminhava com a bola para o ataque. Agora, com sua velocidade, você deve marcá-lo de perto”, falou Rivers.

Rondo credita sua confiança, que aumentou desde as finais da última temporada.

“Estou 10 vezes melhor. Estou trabalhando, aprendendo. É parte de crescer como jogador, saber quando atacar. Quando os caras estão correndo de costas é mais difícil de marcar o cara que está correndo”, disse Rondo.

Os melhores momentos da partida estão aqui!

November 6, 2008

Prince lidera Pistons, ainda sem Iverson, à vitória sobre Raptors em Toronto

Filed under: Conferência Leste, DESTAQUES, NBA — Tags: , , , , — Adriano Albuquerque @ 9:47 am

Sem Allen Iverson, sem Chauncey Billups, sem Antonio McDyess; sem problemas. O Detroit Pistons manteve sua invencibilidade em quatro jogos ao derrotar o até então invicto Toronto Raptors, 100 a 93, fora de casa nesta quarta-feira (5/11), no Air Canada Centre. Os segundoanistas Rodney Stuckey e Will Bynum jogaram bem no revezamento da armação e o ala Tayshaun Prince comandou o time à sua segunda vitória desde o anúncio da troca que enviou Billups, MVP das Finais de 2004, o sexto homem McDyess e o garoto Cheikh Samb ao Denver Nuggets.

Iverson se juntou ao time em Toronto e participou do treino de arremessos da manhã, mas não pôde estrear pelo Pistons porque Billups ainda não havia chegado a Denver para fazer seu exame físico. Por essa razão, a troca ainda não é oficial e o armador não sentou no banco com os novos companheiros.

Detroit não pareceu sentir muito e executou o mesmo plano de jogo de sempre: muita movimentação com e sem a bola, paciência na execução das jogadas, defesa agressiva. Stuckey e Bynum, apenas em seus segundos anos na liga, jogaram como veteranos, combinando para sete assistências e apenas três turnovers na partida. Foi de Bynum o passe mais bonito, um passe picado no contra-ataque, entre defensores do Raptors, para Arron Afflalo finalizar com uma bandeja.

Após sair atrás por 23 a 20 em um primeiro quarto equilibrado, Detroit - ou melhor, Tayshaun Prince - tomou controle do jogo no segundo período. Marcado pelo ala-pivô italiano Andrea Bargnani, Prince se aproveitou de sua melhor mobilidade e deixou o primeiro escolhido do draft de 2006 para trás em vários lances, acertando cinco de seis arremessos para marcar 14 pontos, além de duas assistências, três rebotes e um toco. Detroit fez 34 a 23 no período e abriu 54 a 46. “Quando estou com (a segunda unidade), tenho de ser agressivo e fazer jogadas para eles mas, ao mesmo tempo, procurar por oportunidades. Eu sei que, ao começar os jogos, vamos procurar o Rasheed (Wallace), e obviamente tentar envolver o Rip (Hamilton). Se eu começo o segundo quarto, é a hora de eu fazer as jogadas e simplesmente aconteceu de elas entrarem”, disse o modesto Prince, que continuou praticamente indetível no segundo tempo e terminou com 27 pontos, 9 rebotes, 3 assistências e 2 tocos.

“Eles estavam usando quase a mesma jogada o tempo todo. Não conseguíamos parar Tayshaun Prince”, admitiu o armador José Calderón, que foi chave na reação do Raptors no terceiro quarto. O período começou com uma arrancada de 9 a 2 dos visitantes, levando a diferença a 15 pontos e forçando Toronto a chamar tempo. A margem cresceu a 16 pontos após o pivô Jermaine O’Neal receber falta técnica por reclamar de uma falta não-marcada e Wallace converter de 3 pontos. Entretanto, Calderón fez 11 pontos e duas assistências no quarto, o ala-pivô Chris Bosh fez nove pontos e o Raptors arrancou em 7 a 2 nos três minutos finais para reduzir a 76 a 71.

A reação continuou no início do último quarto com uma enterrada de Bosh e uma cesta de Will Solomon, reduzindo a um ponto. Como de costume, porém, Detroit passou a controlar suas posses ao máximo e a impedir os contra-ataques com boa defesa de transição. Uma jogada de três pontos do pivô reserva Kwame Brown deu ao time uma vantagem de 86 a 82 com sete minutos por jogar. Mais tarde, um gancho de virada de Prince levou o placar a 94 a 88 com 1min05s restando. Toronto ainda conseguiu reduzir para três pontos com uma cesta de 3 de Anthony Parker a 17s do fim, mas Richard Hamilton acertou seis lances livres nos 25s finais para selar a vitória. Prince ainda teve um toco decisivo sobre o ala Jason Kapono em uma tentativa de 3 com 8s no relógio.

“Nós simplesmente não jogamos bem. Eu não acho que eles fizeram nada necessariamente, nós simplesmente não conseguimos marcar os 2s e 3s deles”, disse, frustrado, o técnico do Toronto, Sam Mitchell.

Foi um desperdício para mais uma atuação de destaque de Bosh, que marcou 26 pontos e 13 rebotes pelo Raptors. Calderón teve 24 pontos e 8 assistências e Bargnani acrescentou 12 pontos. Pelo Detroit, Hamilton marcou 22 pontos e 5 assistências, Stuckey teve 14 pontos e 5 assistências e Wallace fez 11 pontos, 12 rebotes e 3 assistências, além de marcar bem Jermaine O’Neal e limitá-lo a 8 pontos, três cestas em 10 arremessos.

Detroit (4v-0d) pode ter a estréia de Iverson nesta sexta-feira (7/11), quando visita o New Jersey Nets no Izod Center. O Raptors (3v-1d) tem outro invicto pela frente, o Atlanta Hawks - que venceu seus três jogos até agora - também na sexta, no Phillips Center de Atlanta, início de uma excursão de três partidas fora de casa.

November 1, 2008

Raptors vence jogo emocionante contra Warriors e Harrington mostra insatisfação (vídeo)

Toronto Raptors (2v-0d) e Golden State (0v-2d) Warriors fizeram o melhor jogo da rodada desta sexta-feira da NBA, foi uma partida imprevísivel, com trocas na liderança, cestas decisivas e desfecho apenas na prorrogação. Jogando em casa, o Raptors confirmou seu favoritismo após mostrar uma basquetebol melhor nos cinco minutos de tempo-extra e venceu por 112 a 108 (96 a 96 no tempo normal).

Porém, antes da tranquilidade ao garantir o êxito, o time canadense teve que suar muito. Primeiro foi no tempo normal, quando o Warriors insistia em dar uma de visitante indigesto e mantinha uma liderança de cinco pontos. Uma cesta de 3 de Stephen Jackson com 3min30s para o fim silenciou a torcida no Air Canada Centre, 93 a 88 para os californianos. Mas o Raptors não desistiu e continuou incomodando o rival, Calderon assinalou um arremesso de média distância e Bosh fez quatro pontos seguidos para consolidar a virada, 94 a 93, para enlouquecer os fãs. Porém, a resposta do Warriors veio rápido, Al Harrington conectou um arremesso de 3 e recolocou a equipe visitante na ponta, 96 a 94, com 22s para o fim. A franquia canadense só conseguiu evitar a derrota com dois lances livres conectados por Chris Bosh, mas ainda teve que “secar” o arremesso de Corey Maggete no estouro do cronômetro para ir à prorrogação.

 Bosh comemora cesta com Anthony Parker (AP Photo/The Canadian Press, Nathan Denette)

Motivado, o Raptors começou o tempo-extra com tudo e abriu uma série decisiva de 8 a 0. Os primeiros pontos dos californianos na prorrogação só foram feitos pelo ala-armador Kelenna Azubuike a 45seg do fim. Aí a vaca já tinha ido pro brejo, Al Harrington ainda conectou um arremesso do perímetro, mas isso não foi suficiente para evitar a segunda derrota da equipe de Don Nelson nesta temporada regular.

O líder da vitória foi o ala-pivô Chris Bosh. O astro do Raptors conseguiu 31 pontos (12 acertos em 24 arremessos) e pegou nove rebotes. Sua atuação estupenda e a liderança mostrada em quadra rendeu elogios até dos adversários, como o ala Stephen Jackson: “Nos momentos decisivos do jogo ele chamava responsabilidade para si”, disse Jackson. “Fez suas jogadas, converteu os lances livres que teve e nós não conseguimos pará-lo”, concluiu.

Além dele, outros três jogadores do Raptors tiveram papéis importantes. O ala-armador Anthony Parker fez 23 pontos, o armador espanhol Jose Calderon conectou 16 tentos e deu 13 assistências enquanto que o ala-pivô italiano Andrea Bargnani finalizou a partida com 19 pontos conectados. O pivô Jermaine O’Neal foi quase nulo no ataque, com apenas cinco pontos, mas foi importante na defesa com seus seis rebotes e três tocos.

 Dupla Bosh e O’Neal só tem motivos para sorrir até o momento (AP Photo/The Canadian Press, Nathan Denette)

Pelo Golden State Warriors, o cestinha foi o ala-pivô Al Harrington. O capitão insatisfeito, já que pediu para ser trocado, mostrou muita intensidade em quadra e terminou o duelo com 26 pontos (10 acertos em 21 tentativas), além de ter coletado 11 rebotes. Entretanto, Harrington não deixou de criticar a si mesmo e aos companheiros após o jogo. Para ele, a má preparação na pré-temporada está pesando agora.

“Na pré-temporada nós não jogávamos 40 minutos”, disse. “Agora nós temos que jogar e não há como não se cansar, as pernas pesam ao final das partidas e as estatísticas mostram nossa queda de rendimento nos momentos derradeiros do jogo. Nós teremos que treinar mais e recuperar nossa forma física da última temporada, do contrário as coisas ficarão difíceis para nós”, finalizou o camisa 3, aproveitando para alfinetar seu desafto, o técnico Don Nelson.

De fato, Harrington tem razão. No último quarto contra o Raptors a equipe de Oakland acertou apenas sete de seus 19 arremessos. O maior exemplo da exaustão precoce do Warriors é o ala-armador Stephen Jackson, que vem fazendo o papel de armador principal inúmeras vezes nesta temporada devido a lesão do armador Monta Ellis. Sem estar acostumado com a função, Jackson está tendo que aprender na marra e, ainda por cima, ficar mais tempo em quadra do que desejaria. Na estréia contra o New Orleans Hornets, na última quarta-feira, Jackson ficou em quadra durante todo o jogo e nesta sexta só saiu após ser excluído por faltas na prorrogação, até então havia atuado 44 minutos.

 Jogo foi intenso, como esse lance entre Corey Maggete e Jermaine O’Neal (AP Photo/The Canadian Press, Nathan Denette)

“É uma função totalmente nova, mas eu preciso acelerar minha aprendizagem”, declarou o camisa 1 do Warriors. “Eu não tenho 30 jogos para aprender, preciso melhorar a partir de agora. Eu tenho orgulho de ter essa função, de ter a confiança dos meus companheiros e de liderar esse time, por isso quero fazer meu melhor”, concluiu Jackson, que conseguiu 19 pontos, sete rebotes e cinco assistências contra o Raptors.

O pivô letão Andris Biedrins dominou o garrafão como de costume com seus 17 tentos e 13 rebotes e ainda viu os alas-armadores Kelenna Azubuike (reserva) e Corey Maggete (titular) fazerem 15 e 14 pontos, respectivamente. Para Maggete os erros no final acabaram com as chances dos visitantes: “Nós tivemos o jogo na mão, mas os erros no final acabaram com nossas chances”.

Confira o emocionante duelo entre Raptors e Warriors

August 6, 2008

Guia Olímpico Basketbrasil masculino: Campeã mundial Espanha é uma das favoritas a medalha

Filed under: DESTAQUES, Internacional, Seleções — Tags: , , , , — Redação @ 8:01 am

ESPANHA

A Espanha chega a Pequim entre as grandes favoritas ao título. A equipe venceu os sete amistosos preparatórios para os Jogos Olímpicos, mantendo uma excelente campanha que já tem longevidade. Nos últimos dois anos e 10 meses, a equipe só perdeu duas de 42 partidas disputas, ambas por apenas um ponto de diferença. Desde o EuroBasket de 2005, quando perdeu a decisão do terceiro lugar para a França por 98 a 68, a Fúria só foi derrotada pela Croácia na prepararação para a EuroBasket de 2007 e pela Rússia na final da competição. Porém, essa derrota para os russos foi traumatizante para os espanhóis, já que foi diante dos seus próprios torcedores e com o astro Pau Gasol tendo a chance de garantir a vitória com um arremesso final, mas a bola caprichosamento “chorou” e não caiu.

O armador José Calderón vive uma excelente fase. Na sua terceira temporada na NBA, ele teve médias de 11,2 pontos e 8,3 assistências, com 51,9% de aproveitamento nos arremessos em 30 minutos por jogo, atuando em todas as 82 partidas do Toronto Raptors, 56 delas como titular. Nos amistosos com a Espanha, Calderón teve apenas dois desperdícios de bola em sete partidas, mas deixou a desejar no quesito marcação de pontos, com exceção nas partidas contra a Argentina, quando anotou 33 pontos.

O destaque da equipe é mesmo o pivô Pau Gasol, vice-campeão da NBA com o Los Angeles Lakers e melhor jogador do Mundial-2006. Mesmo em uma forma física inferior ao restante do elenco, Pau foi o cestinha da equipe com 14,8 pontos de média e o mais eficiente (18,3). Forma ao lado de seu irmão Marc, MVP da Liga Espanhola ACB e novo reforço do Memphis Grizzlies, uma temível dupla de pivôs, que vai dar trabalho até mesmo aos Estados Unidos.

Pau Gasol disputa posição com Andrei Kirilenko na final do EuroBasket 2007

O jovem armador Ricky Rubio mostrou nos amistosos por que desbancou o campeão mundial Sergio Rodríguez (Portland Trail Blazers) no elenco. O jogador de apenas 17 anos é considerado a maior promessa do basquete mundial, tendo boas atuações diante de fortes seleções como Rússia, Argentina e Lituânia. Rubio se destaca muito pelo seu estilo elétrico de jogo, sendo o maior ladrão de bolas da equipe com 3,4 roubos em apenas 15,6 minutos por jogo. Seu ponto fraco são os tiros de longa distância, mas nos amistosos ele teve um ótimo aproveitamente de 50% neste fundamento.

O ala-pivô Felipe Reyes, do Real Madrid, é um jogador regular que deve ser titular da equipe. Ele foi o melhor reboteiro nos amistosos, com 6,7 capturas, e ainda marcou 12 pontos com 58% de aproveitamento nos arremessos de quadra, em 18,2 minutos de jogo. A posição de ala é a mais carente da equipe, pois Alex Mumbrú e o veterano Carlos Jiménez não têm o mesmo nível dos demais. Mumbrú teve o fraco aproveitamente de 17% (3/17) nos arremessos de três nos amistosos, o que é sua especialidade. Jorge Garbajosa também não encontra-se em um bom momento, tendo um aproveitamento de 25% nos tiros de três, e busca sua melhor forma com a seqüência de jogos, já que vem de uma grave lesão. Espera-se que as lesões sofridas por Raúl López e Juan Carlos Navarro durante os amistosos não prejudiquem o desempenho deles nos Jogos, embora o banco espanhol seja muito bom. O treinador Aíto García-Reneses pôde se dar o luxo de deixar fora da convocação jogadores renomados como o já citado Rodríguez, o jovem Victor Claver (Pamesa Valencia), Victor Sada (Barcelona) e Fran Vázquez (Barcelona).

Ricky Rubio posa com o uniforme da seleção espanhola

A equipe de Reneses caracteriza-se pela forte marcação e a velocidade de seu jogo ofensivo. A equipe titular deve ser Calderón, Navarro, Jiménez, Reyes e Pau Gasol. Para evitar o confronto prematuro contra os Estados Unidos, como aconteceu em Atenas-2004, espera-se que os espanhóis e os americanos fiquem nas duas primeiras posições do Grupo B, enfrentando-se assim novamente apenas na final.

Participações em Olimpíadas: 1960, 1968, 1972, 1980, 1984, 1988, 1992, 2000, 2004 e 2008
Participações em Mundiais: 1950, 1974, 1982, 1986, 1990, 1994, 1998, 2002 e 2006
Ranking da Fiba: 2º colocado
Últimas Olimpíadas (Atenas-2004): 7º lugar
Campeonato Mundial (Japão-2006): Campeão
EuroBasket (Espanha-2007): Vice-campeão

Treinador: Aíto García-Reneses

García-Reneses, de 61 anos, é técnico desde 1976 e foi contratado neste ano para substituir Pepú Hernández, que comandou o time ao título mundial de 2006 e foi demitido de forma polêmica, por divergências com dirigentes da Federação Espanhola. Reneses esteve envolvido com o Barcelona de 1985 a 2001. Depois disso iniciou um trabalho em 2003 com o Joventut de Badalona, que acabaria apenas neste ano para assumir a seleção. Conquistou nove títulos da ACB, cinco Copas do Rei e vários títulos internacionais. Na última temporada levou a jovem equipe do DKV Joventut, com destaque para a dupla Ricky Rubio e Rudy Fernández, aos títulos da Copa do Rei da Espanha e da ULEB Cup, e chegou às semifinais da ACB.

Os convocados:
Raúl López – Armador – 15/04/1980 – 1,82m - Real Madrid (ESP)
José Calderón – Armador - 28/09/1981 – 1,91m - Toronto Raptors (CAN)
Ricky Rubio – Armador - 1,90m – 21/10/1990 - DKV Joventut (ESP)
Juan Carlos Navarro - Ala-armador - 1,92m – 13/06/1980 - Barcelona (ESP)
Rudy Fernández - Ala-armador - 1,95m – 04/04/1985 - Portland Trail Blazers (EUA)
Berni Rodríguez - Ala-armador - 1,97m – 07/06/1980 - Unicaja Málaga (ESP)
Carlos Jiménez - Ala-armador - 2,04m – 10/02/1976 - Unicaja Málaga (ESP)
Alex Mumbrú - Ala - 2,02m – 06/12/1979 - Real Madrid (ESP)
Felipe Reyes - Ala-pivô – 2,08m - 06/12/1980 - Real Madrid (ESP)
Jorge Garbajosa - Ala-pivô - 2,04m – 19/12/1977 - Khimki Moscou (RUS)
Pau Gasol - Pivô - 2,13m – 06/07/1980 - Los Angeles Lakers (EUA)
Marc Gasol - Pivô - 2,15m – 29/01/1985 - Memphis Grizzlies (EUA)

História Olímpica da Espanha no Basquete:

A Espanha já participou de nove Jogos Olímpicos: Roma-1960, Cidade do México-1968, Munique-1972, Moscou-1980, Los Angeles-1984, Seul-1988, Barcelona-1992, Sidney-2000 e Atenas-2004, mas conseguiu apenas uma medalha de prata em 1984, em uma equipe que contava com o lendário San Epifanio, o Super Epi, maior cestinha da história da seleção espanhola. A equipe venceu a forte Iugoslávia na semifinal, perdendo para os Estados Unidos de Michael Jordan, Patrick Ewing e Chris Mullin o ouro daquele ano.

Em Atenas-2004, faltou sorte aos espanhóis. Depois de uma bela campanha na primeira fase, quando acabou em primeiro lugar do Grupo A com cinco vitórias, a equipe pegou os EUA logo nas quartas-de-final, já que os americanos ficaram em quarto lugar no Grupo B após derrotas para Porto Rico e Lituânia. A equipe de Tim Duncan e Allen Iverson fez valer sua superiodade técnica e venceu por 102 a 94, e a Fúria acabou na sétima colocação.

Do grupo atual, Pau Gasol, Navarro, Calderón, Reyes, Jiménez, Rudy Fernández e Garbajosa estavam em Atenas-2004. Já os veteranos de Sidney-2000 são Navarro, López, Garbajosa e Jiménez.

Tabela Olímpica (Horários de Brasília)
10/08/08: Espanha x Grécia (3h30min)
12/08/08: Espanha x China (5h45min)
13/08/08: Espanha x Alemanha (22h)
16/08/08: Espanha x Estados Unidos (11h15min)
18/08/08: Espanha x Angola (5h45min)

Amistosos antes dos Jogos:
107 x 57 Letônia
103 x 45 Hungria
87 x 62 Argentina
91 x 66 Lituânia
90 x 88 Argentina
91 x 56 Rússia
84 x 35 Portugal

Notícias da Espanha (BasketBrasil)
http://www.basketbrasil.com.br/internacional/recordista-espanhol-considera-esta-espanha-a-melhor-de-todos-os-tempos-video
http://www.basketbrasil.com.br/internacional/pau-gasol-lidera-mais-uma-vitoria-da-selecao-espanhola
http://www.basketbrasil.com.br/internacional/pau-gasol-tem-atuacao-de-gala-em-massacre-da-espanha-sobre-a-hungria
http://www.basketbrasil.com.br/internacional/felipe-reyes-quer-segunda-medalha-para-espanha-em-olimpiadas
http://www.basketbrasil.com.br/internacional/argentina-perde-a-terceira-a-segunda-para-a-invicta-espanha
http://www.basketbrasil.com.br/internacional/furia-espanhola-arrasa-lituania-e-segue-invicta
http://www.basketbrasil.com.br/internacional/espanha-escapa-de-reacao-da-argentina-e-vence-amistoso-em-casa
http://www.basketbrasil.com.br/internacional/espanha-mostra-sua-forca-e-arrasa-russia-em-amistoso

Vídeos:
Resumo da Espanha na Eurobasket de 2007:

Vídeo de vitória da Espanha sobre Portugal:

Vídeo de vitória dramática da Espanha sobre a Argentina:
Vídeo:

(Por Linelson y Castro)

July 22, 2008

Espanha escapa de reação da Argentina e vence amistoso em casa

Filed under: DESTAQUES, Internacional, Seleções — Tags: , , , , — Adriano Albuquerque @ 5:00 pm

A Espanha, atual campeã mundial, derrotou a Argentina, atual campeã olímpica, por 90 a 88 (45 a 30 no primeiro tempo) nesta terça-feira, em Madri, no Desafio das Estrelas promovido pelos espanhóis como teste antes dos Jogos Olímpicos de Pequim, que começa daqui a duas semanas. Os donos da casa dominaram a maior parte do jogo e agüentaram uma forte reação argentina nos últimos minutos para conservar sua 35ª vitória nos últimos 37 jogos. O armador Jose Calderon, da Espanha, e o ala-armador Manu Ginobili, da Argentina, foram os cestinhas, com 18 pontos cada.

A Argentina começou com o time que deve ser titular nos Jogos de Pequim, com Pablo Prigioni, Manu Ginobili, Andres Nocioni, Luis Scola e Roman Gonzalez - no lugar do lesionado Fabricio Oberto, enquanto os espanhóis só usaram Carlos Jimenez dos cinco titulares do Mundial do Japão-2006; entrou com Raul Lopez, Rudy Fernandez, Felipe Reyes e Marc Gasol nos lugares de Jose Calderon, Juan Carlos Navarro, Jorge Garbajosa e Pau Gasol. Não fez diferença: os argentinos cometeram muitas faltas no primeiro quarto, nove no total, e viram os espanhóis jogarem melhor abrindo 19 a 9 em um chute de 3 pontos do armador Calderon. A diferença chegou a 11 pontos em uma jogada de três de Reyes e o time da casa terminou o período à frente por 23 a 13.

O domínio espanhol continuou no segundo quarto, com os sul-americanos fugindo de seu estilo de jogo e incapazes de criar chutes livres para seus jogadores. A Espanha abriu 15 pontos com dois lances livres de Reyes e toda vez que a Argentina cortava a diferença para 10 pontos, suas faltas permitiam que o rival voltasse a ampliar - novamente, os portenhos cometeram nove faltas. Navarro acertou uma cesta pressionada no finalzinho do período para levar a vantagem de 45 a 30 ao intervalo.

O jogo ficou mais aberto na primeira metade do terceiro período, com as equipes alternando arrancadas de seis pontos seguidos. Na segunda metade do período, entretanto, a Argentina teve uma passagem de 11 a 3 para reduzir a diferença a sete pontos, em uma jogada de três pontos de Nocioni. Por duas vezes, Calderon acertou cestas de 3 para recuperar uma boa margem, mas os argentinos responderam com Nocioni e Prigioni para diminuir a 63 a 55 e dar emoção ao último quarto.

O jogo esquentou mesmo no último período. O ala-armador Carlos Delfino, que recentemente trocou o Toronto Raptors da NBA pelo Khimky da Rússia, marcou 10 pontos no período, ajudando a Argentina a dminuir a seis pontos, mas saiu desclassificado com cinco faltas. Mesmo sem ele, os argentinos arrancaram em 10 a 2 para diminuir a margem a apenas dois pontos a 41,9s do fim. Na posse seguinte, Navarro perdeu a bola e os argentinos contra-atacaram, com Ginóbili errando a bandeja e Jimenez afastando para lateral. Com 18,09s restando, Scola recebeu falta e, com a chance de empatar, acertou apenas um dos dois lances livres. Logo em seguida, o jovem-sensação Ricky Rubio, do DKV Joventut, recebeu falta e converteu ambos os lances livres para ampliar a 89 a 86.

Rubio quase tornou-se vilão ao cometer falta em Ginobili a 7,64s do fim, dando ao ala-armador do San Antonio Spurs a chance de empatar o jogo com três lances livres, embora os replays mostrassem que seu pé tocava a linha de 3. O argentino errou o primeiro e converteu os seguintes para diminuir a um ponto novamente. Rubio recebeu outra falta e, desta vez, com 3,74s no relógio, acertou apenas o segundo lance livre para abrir 90 a 88. Os sul-americanos ainda conseguiram um último arremesso, mas a bola bateu no aro e saiu. Vitória dos campeões mundiais.

Em Pequim, a Argentina está no Grupo A, com Austrália, Croácia, Irã, Rússia e Lituânia, seu adversário de estréia no dia 10 de agosto. A Espanha estréia contra a Grécia, numa revanche da final do Mundial do Japão, pelo Grupo B, que também conta com Angola, Alemanha, China e Estados Unidos.

FICHA TÉCNICA
ESPANHA (23 + 22 + 18 + 27 = 90)

Felipe Reyes (10), Marc Gasol (12), Rudy Fernández (9), Carlos Jiménez (4), Raúl López (11). Entraram depois: Pau Gasol (11), Navarro (3), Mumbrú (3), Garbajosa (6), Berni Rodríguez (-), Ricky Rubio (3) e Calderón (18).

ARGENTINA (13 + 17 + 25 + 33 = 88)
Scola (9), González (13), Nocioni (15), Ginobili (18), Prigioni (7). Entraram depois: Juan Gutiérrez (2), Porta (1), Delfino (15) e Quinteros (8).

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