September 1, 2008
A seleção masculina de Porto Rico conquistou o título do Centrobasket 2008 ao derrotar as Ilhas Virgens dos EUA neste domingo, por 87 a 70, em Cancún, México. Foi o nono título centro-americano do país e o terceiro nas últimas cinco edições. O México traz boa sorte para os porto-riquenhos, já que em 2001 venceram em Toluca e em 2003, em Culiacan.
A bola de 3 pontos, principal arma da seleção porto-riquenha, funcionou neste domingo e a equipe converteu 15 de 27 tentativas, um aproveitamento de 56%. O ala Carmelo Lee teve aproveitamento impressionante no fundamento, acertando cinco de sete arremessos, e foi o cestinha do time, com 21 pontos além de 6 rebotes e 2 tocos. O armador Carlos Arroyo, recém-saído da NBA para se juntar ao Maccabi Tel-Aviv de Israel, também converteu cinco de seus 10 chutes de 3 e fez 15 pontos e 6 assistências. O armador Jose Juan Barea, do Dallas Mavericks, foi eleito Jogador Mais Valioso (MVP) do torneio e também marcou 15 pontos. O ala-pivô Angelo Reyes teve um duplo-duplo de 12 pontos e 12 rebotes, e os reservas Filiberto Rivera e Luis Alberto Villafañe fizeram 11 pontos cada.
Pelas Ilhas Virgens, três jogadores monopolizaram as ações e tiveram duplos-duplos: o armador Cuthbert Victor, com 24 pontos e 12 rebotes - todos ofensivos -, o ala-armador Jason Edwin teve 15 pontos e 11 rebotes e o pivô Kitwana Rhymer marcou 16 pontos e 13 rebotes. Entretanto, o trio combinou para 16 acertos em 55 arremessos de 2 pontos, contribuindo demais para o parco aproveitamento de 31% da equipe.
O primeiro tempo foi bem disputado e as Ilhas Virgens permaneceram por perto, saindo do primeiro período atrás por 25 a 20 e indo ao intervalo com 42 a 38 no placar, após vencer o segundo quarto por 18 a 17. A equipe mais experiente de Porto Rico, entretanto, foi abrindo vantagem durante o segundo tempo com seu bom aproveitamento nos chutes de 3, acertando nove bolas de longa distância após o intervalo.
“As Ilhas Virgens americanas foram um grande rival porque eles jogaram bem contra nós e começamos a ficar cansados, mas nossa rotação nos ajudou a descansar e fomos todos muito efetivos”, disse Barea, que comemorou o prêmio de MVP, recebido após marcar 111 pontos e 32 assistências no torneio, médias de 22,2 pontos e 6,4 assistências. “É bom ganhar este troféu, mas é melhor ainda vencer o torneio para meu país. Viemos para isto e conseguimos”, comemorou o armador. O título ajuda a apagar a decepção da equipe de chegar entre os quatro finalistas do Pré-Olímpico Mundial de Atenas, em julho, mas falhar em conseguir a vaga em Pequim-2008 após derrotas seguidas para a Grécia e Alemanha - no segundo jogo, Arroyo desfalcou a equipe por causa de uma lesão.
As duas equipes estão classificadas à Copa América de 2009, assim como República Dominicana e Cuba, que se enfrentaram pelo terceiro lugar na preliminar. Os dominicanos arrasaram os rivais por 102 a 74 para se recuperar da decepção de uma derrota por 76 a 74 para os campeões porto-riquenhos na véspera. O ala-pivô Jack Michael Martinez, do Cocodrilos-VEN, fez a diferença para a equipe, com 21 pontos em 29 minutos de ação. O armador Kelvin Pena contribuiu 14 pontos e o ala Franklin Western acrescentou 13. Os dois jogadores NBA da equipe, Al Horford (Atlanta Hawks) e Francisco Garcia (Sacramento Kings), tiveram 11 pontos cada; Horford acrescentou 7 rebotes e 3 tocos e Garcia teve 6 assistências. O time teve aproveitamento impressionante de 65% nas cestas de 2 e 53% nas de 3. Entre os cubanos, o cestinha foi Geoffrei Silvestre, único a marcar em dígitos duplos, com 29 pontos.
“Saímos felizes porque conquistamos nosso objetivo. Sempre pensamos em vencer, e o terceiro lugar é bom porque nos classificamos à Copa América de 2009″, disse o técnico dominicano, Scott Roth.
O anfitrião México ficou com o quinto lugar, ao arrasar o Panamá por 104 a 67, e El Salvador terminou em sétimo, batendo Costa Rica por 79 a 76.
August 31, 2008
Em um grande jogo, Porto Rico venceu neste sábado a República Dominicana por 76 a 74 na semifinal da Centrobasket 2008, torneio que está sendo disputado no México e que reúne as seleções da América Central, com uma excelente atuação do armador José Juan Barea. A equipe pega na final do Torneio as Ilhas Virgens, que venceram Cuba na outra semifinal por 78 a 61.
“Fomos jogar, sabiámos que nosso rival estava completo e nos colocaram em uma situação complicada, mas dedicamos esta partida a Larry Ayuso que não pôde jogar neste torneio devido a uma lesão”, disse Manolo Cintron, treinador da seleção de Porto Rico.
Porto Rico começou melhor a partida, com seus imparáveis armadores Barea e Arroyo, fechando o primeiro tempo em 44 a 30 e com 18 pontos de Barea. A República Dominicana reagiu na volta do intervalo, vencendo o terceiro período por 23 a 19 sob o comando de Francisco Garcia e Franklin Western. A equipe continuou melhor no último quarto, perdendo a chance de levar a partida a prorrogação com um arremesso errado de Western.
Barea, armador do Dallas Mavericks, liderou a vitória com 30 pontos, cinco rebotes e cinco assistências, em 36 minutos, sendo forte candidato a MVP do Torneio. Carlos Arroyo (Maccabi Elite) contribuiu com 21 pontos e seis rebotes. Luis Reyes conseguiu um duplo-duplo com 11 pontos e 13 rebotes. O pivô Daniel Santiago também é desfalque no grupo porto-riquenho.
Pela República Dominicana, Franklin Western foi o destaque com 25 pontos. Francisco Garcia, ala-armador do Sacramento Kings, marcou 15 pontos acertando apenas um de sete arremessos de 3 pontos. Al Horford, que liderou a vitória contra o México nas quartas-de-final com 24 pontos e 12 rebotes, não teve o mesmo desempenho ofensivo. O pivô do Atlanta Hawks foi pouco utilizado ofensivamente, conseguindo seis pontos (acertou três de cinco arremessos de quadra), 14 rebotes e seis assistências.
A boa notícia para os dominicanos é que o ala-pivô do Milwaukee Bucks Charlie Villanueva aguarda apenas alguns documentos para começar a defender o país a partir de 2009. “Sou dominicano. Nasci nos Estados Unidos e cresci com a cultura dominicana. Queria estar no México representando a República Dominicana, mas havia um problema com os papéis, pois joguei com os Estados Unidos quando tinha 19 anos”, explicou Villanueva, filho de dominicanos.
July 19, 2008
A Grécia é a segunda seleção que garantiu a classificação para os Jogos Olímpicos de Pequim. A equipe da casa conseguiu deslanchar no segundo tempo e derrotou Porto Rico por 88 a 63. Com isso, onze times já estão classificados para a Olimpíada de Pequim. Entretanto, apesar da derrota, nem tudo está perdido para os porto-riquenhos. O time caribenho enfrentará a Alemanha neste domingo, em jogo que dará a última vaga olímpica ao vencedor.
A seleção grega, apoiada pela torcida que lotou a Oaka Arena, começou com todo gás o duelo decisivo. O time anfitrião inicou com 6 a 0 e só permitiu os primeiros pontos de Porto Rico com 2min jogados. Entretanto, os caribenhos não conseguiram reagir e permitiram mais uma série arrasadora dos gregos, que abriram onze pontos de vantagem, 15 a 4, com 5min34seg por jogar no primeiro período, forçando o técnico porto-riquenho Manuel Cintron a pedir tempo. Após a parada técnica, a seleção porto-riquenha melhorou sua produção ofensiva e apertou mais a defesa pra cima dos rivais. O pivô Peter John Ramos, de 2,20m de altura, estava em tarde inspirada e liderou a reação dos caribenhos, que conseguiram finalizar o primeiro quarto com oito tentos desvantagem, 11 a 19.
O segundo quarto, assim como no final do primeiro, mostrou muitos erros ofensivos dos dois times. Para se ter uma idéia, nos primeiros dois minutos de parcial apenas uma cesta de quadra foi computada, uma jogada de garrafão feita pelo pivô Sofoklis Schortsianits. Após a “seca” de cestas, as equipes melhoram suas produções no ataque e o nível do duelo voltou a melhorar. Porto Rico chegou a diminuir a diferença para seis pontos após um arremesso perfeito de 3 do ala Filiberto Rivera, 15 a 21. A Grécia respondeu no ataque seguinte com Vasileios Spanoulis e recolocou a liderança de nove pontos, entretanto o conforto grego durou por pouco tempo.
Panayotis Vassilopoulos fez uma falta anti-desportiva em Filiberto Rivera, o porto-riquenho não desperdiçou a chance e cortou a distância para seis tentos novamente. Mas, a partir daí, os gregos acordaram e passaram a imprimir um ritmo forte. Uma sequência de bolas de 3 da Grécia fez com que a diferença subisse para 14 pontos, 41 a 27, com 2min12seg para o intervalo. Porto Rico bem que tentou encostar novamente antes de ir para os vestiários e, para isso, usou suas bolas de longa distância. Ricky Sanchez e Jose Juan Barea acertaram arremessos de longe, mas a Grécia não deixou por menos e respondeu com Theo Papaloukas e Panayotis Vassilopoulos. Com isso, a equipe européia foi para o intervalo com treze pontos de vantagem, 48 a 35.
A bronca do enérgico técnico Manuel Cintron no intervalo surtiu efeito, isto porque os porto-riquenhos voltaram melhores do intervalo e diminuíram a vantagem grega para oito pontos, 45 a 53, após uma infiltração ousada do armador Jose Juan Barea, com 6min05seg por jogar na parcial. Vendo que a situação estava complicada para seu lado, o técnico grego Panagiotis Yannakis pediu tempo. A parada técnica deu resultado, pois a Grécia voltou a impor seu ritmo e abriu dezessete pontos de vantagem, 67 a 50, com 45seg para o fim do terceiro quarto. O ala-pivô Ioannis Bourossis converteu um lance livre a dilatou a diferença para dezoito pontos, 68 a 50, antes da sirene soar, dando fim ao terceiro período.
O último período começou muito nervoso. Ambas as seleções mostraram bom desempenho defensivo e, por isso, o trabalho dos ataques foi dificultado, fazendo com que o nível da partida caísse bastante. Para se ter uma idéia do nervosismo de ambos os times, apenas uma cesta de quadra foi assinalada nos primeiros 4min de último quarto. Com o tempo passando, os porto-riquenhos passaram a ficar nervosos e abusaram do jogo físico, os gregos não deixaram por menos, reagiram e uma enxurrada de faltas técnicas foi marcada. O nervosismo dos caribenhos permitiu que a Grécia abrisse uma vantagem ainda maior nos minutos finais. Experientes, os jogadores gregos apenas administraram o marcador e garantiram sua vaga para os Jogos Olímpicos de Pequim com tranquilidade.
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