Jogando diante da fanática torcida grega, o Olympiacos deu uma surra no Cibona ao vencer por 93 a 64, nessa quarta pelo Grupo A da Euroleague. Os Reds lideram com 6 vitórias e 2 derrotas, enquanto a equipe croata tem 5 vitórias e 3 derrotas.
Com um basquete envolvente, a equipe do treinador Panagiotis Giannakis distribuiu 25 assistências e teve um aproveitamento de 71.1% nos arremessos de 2 pontos e 53.8% nos tiros de 3. “Permanecemos focados, não cometemos desperdícios de bola e por 30 minutos estávamos aptos a ler suas fraquezas e pegar vantagem delas, marcando na transição”, declarou Giannakis.
Yotam Halperin e Ioannnis Borousis foram os cestinha da equipe com 13 pontos. Nikola Vujcic foi o mais eficiente do time com 12 pontos, 8 rebotes, 5 assistências e 2 tocos. Mais do que isso, o pivô croata atingiu a histórica marca de 2.000 pontos na competição. Josh Childress anotou 12 pontos, 5 rebotes, 3 assistências e um roubo. Zoran Erceg contribuiu com 11 pontos.
Earl Calloway foi o cestinha do Cibona e da partida com 18 pontos, além de 3 roubos e 2 assistências. Marin Rozic conseguiu 11 pontos e 6 rebotes. A equipe conseguiu um aproveitamento de 50% nos arremessos de 3 pontos, acertando 9 de 18 tentativas.
Já o DKV Joventut perdeu para o Fenerbahce por 89 a 63, em partida disputada na Turquia. Jogando contra um rival direto na busca da vaga ao TOP 16, a equipe de Badalona complicou a busca da vaga, tendo 4 vitórias e 4 derrotas, mesma campanha dos turcos.
Devin Smith liderou a vitória com 16 pontos e 8 rebotes. Emir Preldzic, Omer Onan e Mirsad Turkan anotaram 14 pontos cada um. “Esta é uma vitória que precisávamos muito para o bem do TOP 16. Joventut também veio aqui para vencer, mas merecemos a vitória muito mais do que eles”, disse Bogdan Tanjevic, treinador do Fenerbahce,
O alemão Jan Jagla fez sua melhor partida na temporada ao marcar 17 pontos e pagar 5 rebotes. O ala lituano Simas Jasaitis somou 14 pontos e 4 rebotes. O pivô espanhol Hernandez-Sonseca contribuiu com 10 pontos e 6 rebotes.
Ricky Rubio começou como titular pela primeira vez na temporada, mas atuou por apenas 10 minutos, somando um pontos, 3 rebotes, uma assistência e 2 roubos de bola. Demond Malled distribuiu 5 assistências. Bracey Wright e Henk Norel foram desfalques.
“Obviamente tivemos um primeiro tempo ruim. Estávamos muito afetados pela falta de Bracey Wright, que permaneceu em casa devido a problemas pessoai”, analisou Sito Alonso, treinador do Joventut.
Assim como nas duas primeiras partidas da Liga Grega, o ala Josh Childress foi o cestinha do Olympiacos e a equipe venceu na estréia da Euroleague, vencendo o Air Avellino na Itália por 83 a 69. A equipe do treinador Panagiotis Yannakis esteve tentou apenas 9 arremessos de 3 pontos, convertendo apenas 2 (22% de aproveitamento), mas compensou nos arremessos de 2 pontos onde teve grande aproveitamento de 63.8%.
Childress marcou 14 pontos, acertando 5 de 10 arremessos de quadra, pegou 8 rebotes, deu uma assistência, roubou 2 bolas e deu 3 tocos, sendo o jogador que mais tempo ficou em quadra na equipe, com 25 minutos. O armador israelense Yotam Halperin, vice-campeão da última Euroleague com o Maccabi, marcou 11 pontos assim como Zoran Erceg. O armador Lynn Greer anotou 10 pontos e com seus 1,86m conseguiu 2 tocos. Theo Papaloukas começou como titular, adicionando 8 pontos e 4 assistências.
Pela Avellino, Chris Warren marcou 18 pontos e pegou 5 rebotes. O norte-americano Travis Best conseguiu 14 pontos, 5 assistências e 3 roubos de bola. O armador argentino Antonio Porta, reserva de Pablo Prigioni nas Olimpíadas de Pequim, marcou apenas 2 pontos em 8 minutos de jogo. O aproveitamento de apenas 34% nos arremessos não perimitiu que os donos da casa tirassem vantagem dos 18 erros cometidos pela equipe grega.
“Foi uma dura estréia, como esperava. Foi uma partida apertada até o final e tive que usar toda minha atitude para permanecer na partida. É uma ótima experiência para mim, acho que tenho muitas coisas a aprender com jogadores como Papaloukas e Vujcic. Ele me ajudarão a crsscer como jogador e como homem”, declarou Childress, elogiando seus companheiros mais experientes e talentosos.
“Voltar a atuar em um basquete coletivo foi algo que realmente me encantou por aqui. Joguei por quatro anos na NBA e lá é diferente. Senti que seria bom para vivenciar todo aquele espírito de equipe novamente. Ainda não tive a oportunidade de atuar em frente aos nossos torcedores. Quero ver como eles são loucos e fanáticos pela nossa equipe. Estou ansioso por isso”.
“Eu acho que é uma comparação muito precisa (que a Euroliga é uma mistura do fanatismo dos torcedores da NCAA com o profissionalismo da NBA). E também acho que ano após ano a qualidade técnica está crescendo. O basquete europeu está cada vez melhor e mais ágil.”
“Acho que eu sou apenas o primeiro homem que quis vir para a Europa nesta fase da carreira. Sendo um pioneiro ou não, senti-me confortável para este desafio. Tenho a certeza de que serei o primeiro, e outros virão tentar a sua sorte aqui também”
O autor das frases, em entrevista ao site oficial da Euroliga, é Josh Childress, maior estrela da Euroliga que começa, oficialmente, nesta quarta-feira - na segunda, o Tau, sem Tiago Splitter, bateu o Fenerbahce por 80 a 70. Seu time, o Olympiacos, só estréia amanhã, contra o Avellino, na Itália. Além do time do brasileiro, o CSKA (atual campeão) e o Maccabi surgem como os favoritos ao título mais importante do continente.
O ala americano Josh Childress causou espanto nos Estados Unidos quando recusou uma renovação de contrato com o Atlanta Hawks e aceitou uma proposta para jogar pelo Olympiacos da Grécia por três anos. Em seu segundo jogo pelos “Reds”, Childress começou a assombrar também os torcedores europeus.
Após marcar apenas 9 pontos em seu primeiro jogo, uma derrota por 85 a 80 para o Panellinios, o ala americano fez 14 pontos, pegou 5 rebotes e deu show na vitória por 88 a 82 sobre o Kolossos, na última terça-feira, em Atenas. Veja o vídeo da reportagem grega sobre a partida, com enterradas e tocos de Childress:
Os times europeus assustaram a NBA nesta offseason ao buscar vários free agents da liga americana e oferecer contratos milionários, livres dos impostos pagos nos Estados Unidos, aos craques do basquete internacional. Veja aqui a lista dos jogadores que mais se deram bem com a inflação do mercado no Velho Continente. (more…)
O ex-ala/pivô do Phoenix Suns e analista da TNT, Charles Barkley, não acha que a troca dos Estados Unidos pela Europa continuará. Após a saída de Josh Childress e os rumores de uma proposta para LeBron James e Kobe Bryant, Sir Charles acha que tudo não passa de fogo de palha.
“Estou lendo um monte de besteiras sobre o êxodo. A NBA não vai perder nenhum dos grandes jogadores”, disse Barkley.
O analista de basquetebol da ESPN, Jack Ramsey, pensa diferente. “Acho bom para a NBA o interesse de equipes européias nestes jovens jogadores. Se o plano de globalização da liga funcionar já existem jogadores lá”.
“Basquetebol bom é basquetebol bom, seja na América, Europa ou Ásia”, disse James. Bryant concordou com LeBron, adicionando que, pelo preço certo, se mudaria para qualquer lugar.
“Em primeiro lugar, acho que o Kobe e o LeBron estão com tempo demais nas mãos. Eles querem ser os melhores jogadores do mundo. Nunca ninguém me perguntou o campeão grego”, respondeu Sir Charles.
Quem concorda com as opiniões de Barkley é Larry Bird. “As rivalidades (na Europa) são reais. Eles têm buzinas, fogo nas arquibancadas. Jogam moedas e isqueiros. Não os vejo (Superestrelas da NBA) jogando lá”.
O Phoenix Suns confirmou a informação publicada pelo site SportingNews.com de que procurou o Atlanta Hawks sondando a possibilidade de uma troca pelo ala Josh Childress, antes de o jogador ter decidido deixar a NBA e assinar um contrato milionário com o Olympiacos da Grécia. O time do Arizona tinha à disposição uma exceção de US$ 8 milhões para trocas adquirida na negociação que mandou o veterano pivô Kurt Thomas para o Seattle SuperSonics no ano passado, opção esta que expirou no dia 21 de julho, mas segundo o cronista Jerry Brown, do jornal “East Valley Tribune”, o acordo com o Hawks quase que certamente teria incluído ou o ala-armador brasileiro Leandrinho Barbosa ou o ala francês Boris Diaw, numa tentativa de equilibrar as questões financeiras e evitar que o Suns estourasse mais ainda o teto salarial da liga.
Mas o problema foi que Childress estava procurando um contrato similar ao que o clube grego lhe ofereceu (ele receberá US$ 27 milhões em três anos, livre de taxas), um valor muito acima do que o salário de quase US$ 7 milhões/ano proposto a ele pelo Atlanta, e isso já era bem mais do que o Phoenix havia previsto como o máximo que toparia pagar ao ala. O Hawks também pareceu ter pouco interesse por um acordo do tipo assina-e-troca, acreditando estar ainda numa posição favorável para convencer o lateral a assinar contrato e permanecer na equipe, considerando o pequeno número de times da NBA com espaço para gastar abaixo do teto salarial. Mas Childress surpreendeu o mundo do basquete americano ao recusar a oferta do Atlanta e se tornar a contratação mais cara da Europa nesta temporada.
Bom para Leandrinho que se livrou do risco de sair do forte Phoenix para defender um time de qualidade inferior, depois que Childress preferiu jogar em Atenas o Suns tratou de reforçar-se com o ala ex-Golden State Warriors Matt Barnes. Boris Diaw até seria uma alternativa mais realista porque inclusive já jogou no Hawks. Outros rumores publicados na imprensa americana dão conta que representantes do próprio Olympiacos entraram em contato com o Suns no ano passado para saber quanto custaria levar o craque brazuca para a Grécia.
O Phoenix ainda tem esperanças de que o armador esloveno Goran Dragic aceite a oferta para deixar o TAU Cerámica da Espanha e jogar pelo Suns como reserva do astro canadense Steve Nash nesta próxima temporada, mas como a multa rescisória dele com o clube espanhol onde joga o pivô brasileiro Tiago Splitter dificulta a negociação, a equipe do Arizona poderia adquirir em breve um outro armador disponível no mercado. A lista de jogadores com passe livre ainda disponíveis nesta posição inclui nomes importantes como Sam Cassell, campeão da liga este ano pelo Boston Celtics, o porto-riquenho do Orlando Magic Carlos Arroyo, o habilidoso Jason Williams (do Miami Heat) e o jovem Shaun Livingston, dispensado pelo Los Angeles Clippers. Arroyo e Williams estão atraindo o interesse também de clubes europeus, e Livingston ainda precisa provar que tem condições de voltar ao basquete competitivo, pois ainda se recupera de uma grave lesão no joelho que o afastou do Clippers há 17 meses. O problema é que o Suns só tem a oferecer agora o salário mínimo da liga (US$ 1,2 milhão), por isso está em compasso de espera nas negociações.
Após a saída de Josh Childress para o Olympiacos da Grécia, o Atlanta Hawks tenta tapar o buraco com o ala Maurice Evans. Um contrato de três anos e US$ 7,5 milhões foi fechado entre o Hawks e o lateral, ex-Orlando Magic. Evans, segundo fontes, estava perto de assinar um contrato com o Golden State Warriors.
Evans participou de 47 partidas com o Orlando Magic na última temporada. Após deixar o Los Angeles Lakers, ele teve médias de 9,3 pontos e 3,1 rebotes na Flórida. Executivos do Hawks acreditam que Evans deve cumprir o papel de sexto homem que era de Childress.
Em abril, contra o Hawks, Evans fez a melhor partida de sua carreira. Com 27 pontos ele ajudou o Lakers na vitória por 121 a 105 sobre sua nova equipe.
Evans já passou pelo Minnesota Timberwolves, Sacramento Kings e Detroit Pistons antes de chegar ao Lakers. Ele estava em Los Angeles desde 2006/07, e foi trocado para o Magic por Trevor Ariza na temporada passada.
Amigo leitor, marque esta coluna desta sexta-feira entre os seus links favoritos, busque as notícias desta semana e guarde os links, tire print screens e salve no computador, imprima os textos e guarde em uma gaveta para a posteridade. Esta semana pode ter marcado o início de uma mudança enorme no mundo do basquete, ao ponto que, em alguns anos, esta coluna pode mudar seu nome de “Esta semana na NBA” para “Esta semana na Euroleague“.
Estou exagerando? Estou sim. É que quando os efeitos das flutuações econômicas mundiais começam a ser sentidos nos esportes e até no basquete, você sabe que as coisas estão mudando, e rápido. O comissário da NBA, David Stern, deve estar rezando para que John McCain ou Barack Obama assumam logo o Oval Office e dêem um jeito na economia americana, antes que sua liga comece a sentir efeitos ainda mais drásticos da decadência aguda do dólar. Do jeito que vai, daqui a pouco até o Flamengo vai ter um jogador da NBA no elenco.
Tudo começou com nosso pivô brasileiro Tiago Splitter, que descartou se juntar ao San Antonio Spurs nesta temporada e resolveu ficar no Tau Cerámica da Espanha, onde receberá mais dinheiro do que receberia como calouro. Até aí, tudo bem, o euro está mais forte que o dólar, é um jogador que ainda nem jogou na liga, a NBA pode lidar em ter menos um craque estrangeiro; Dejan Bodiroga nunca foi para a liga, nem Oscar. Depois, o armador Brandon Jennings, maior prospecto da posição para o draft de 2009, decide não fazer faculdade e jogar profissionalmente na Itália. OK, é um golpe calculado no Acordo de Negociações Coletivas da NBA, mas afeta mais as universidades, que não terão nem mesmo um ano de Jennings, e no ano que vem o garoto provavelmente vai voltar e entrar no draft, sem crise. Depois, foi a vez de Juan Carlos Navarro voltar para a Espanha, aonde vai ganhar mais dinheiro, após um ano apenas no Memphis Grizzlies. Normal, não é o primeiro europeu a retornar ao Velho Continente depois de um único ano.
Mas aí Jorge Garbajosa foi junto. E Primoz Brezec. E Bostjan Nachbar. E Carlos Delfino. Todos para ganhar mais do que recebiam na NBA. Stern pode dizer o quanto quiser que perder estrangeiros para times europeus não o preocupa, mas pode apostar que o fato que ele está os perdendo para receber mais o incomoda sim. E não são estrangeiros inúteis, daqueles que simplesmente não se encaixaram na liga, como Arvydas Macijauskas e Sarunas Jasikevicius; Delfino e Nachbar tiveram boas temporadas por Toronto Raptors e New Jersey Nets, respectivamente, e estavam entre as primeiras opções de seus técnicos no banco.
O golpe que enfim chamou a atenção dos americanos foi desferido na quarta-feira, quando o ala Josh Childress anunciou que estava assinando com o Olympiacos da Grécia, onde receberá mais do que os US$ 5-6 milhões por ano que o Atlanta Hawks lhe ofereceu com sua mid-level exception. São US$ 21 milhões por três anos, com as taxas já descontadas, enquanto nos EUA ele ainda pagaria vários impostos em cima de seus US$ 5 milhões por ano. Seu contrato ainda tem a vantagem de permitir sua volta à NBA a cada ano se tiver proposta lucrativa, mas quem lhe oferecerá mais do que o Hawks ofereceu - uma boa oferta para sua função de sexto homem em Atlanta? Quem lhe dará a posição de titular e o prestígio que o Olympiacos lhe dará? Que time fará tudo isso e ainda lhe dará chance de ser campeão, como o Olympiacos faz ao colocar Theo Papaloukas, Sofoklis Schortsianitis e outros ao seu lado?
Os americanos abriram os olhos, mas em geral ainda não vêem como uma possível nova tendência. Ian Thomsen da Sports Illustrated diz que Kelenna Azubuike, do Golden State Warriors, descartou uma proposta que poderia ser de US$ 10 milhões anuais do mesmo Olympiacos, e que jogadores que lutaram a vida toda para chegar à NBA não serão conquistados pelo euro tão facilmente. Chris Sheridan da ESPN reconhece que o cenário está mudando, mas cita um empresário americano que diz que não há tantos clubes europeus com dinheiro para gastar. Henry Abbott, do blog TrueHoop, acha que apenas jogadores de salários medianos para baixo talvez considerem a mudança de ares e que os superastros ficarão nos Estados Unidos.
Mas quem garante que, daqui a alguns anos, a Euroleague, com mais jogadores de alto nível e com as mudanças de regra já aprovadas pela Fiba para aproximar o jogo internacional ao jogo americano, não vai ter o mesmo prestígio da NBA? Quem garante que o euro não vai continuar dando “olé” no dólar, facilitando que os clubes europeus gastem a mesma grana que os times da NBA? Quem garante que, com mais marketing e atenção do público internacional após a chegada de Childress e outros, bilhardários como Roman Abramovich não passarão a investir mais em clubes de basquete? É só ver como a Premier League cresceu nos últimos 20 anos em torno do poder da libra esterlina e dos gastos insanos de Abramovich para se notar que não é tão difícil de acontecer.
Stephon Marbury já dizia no ano passado que pensava em se aposentar na Itália (embora o que Marbury fala, não se escreve). Jason Kidd já está considerando a possibilidade de fazer o mesmo e disputar uma Euroleague. Entre os restricted free agents - jogadores na mesma situação que Childress - listados por Sheridan em sua coluna na ESPN, estão Ben Gordon e Luol Deng, ambos jogadores do Chicago Bulls que estão representando a seleção britânica na tentativa de qualificá-la a disputar os Jogos Olímpicos de Londres-2012; ambos já viveram na Inglaterra e provavelmente não teriam problema em morar na Europa, o que lhes deixaria mais próximos da seleção. O Bulls fez uma oferta de renovação a Deng menor do que a do ano passado, e como dificilmente algum outro clube vai fazer uma oferta maior com medo de Chicago igualar, eu diria que ele é o mais forte candidato a seguir Childress.
Abbott, do TrueHoop, comemorou o ocorrido como a chegada de um novo concorrente à NBA, algo que pode talvez diminuir a arrogância e prepotência que a liga americana carrega como principal campeonato de basquete no mundo. A NBA periga voltar a ser o que era nos anos 90, com poucos jogadores estrangeiros e muitos americanos com salários inflacionados, desta vez para mantê-los longe da Europa. Na minha opinião, é uma oportunidade de ouro para Stern observar a real viabilidade de sua sonhada expansão para o Velho Continente, e se confirmá-la, fazer esta expansão o quanto antes. O Acordo de Negociações Coletivas ainda tem três temporadas de validade, mas uma revisão imediata se faz necessária - não só por causa do êxodo europeu, mas por causa da questão do limite de idade e das universidades.
E mais uma coisa: Stern deve rezar para que a seleção americana consiga mesmo recuperar a medalha de ouro nos Jogos de Pequim. Também acho os EUA favoritos, é realmente um timaço, mas como de costume, os americanos já estão se considerando vencedores, acham que nenhum time vai conseguir batê-los, mas é melhor abrir o olho… Espanha, Grécia e Argentina estão jogando um basquete primoroso, e Rússia, Lituânia, Croácia, Alemanha e China não são flores que se cheire… Vencer os Jogos prova que, com jogadores debandando para a Europa ou não, o basquete americano ainda é o melhor do mundo. Perder o ouro novamente reforça a tese que a NBA está perdendo espaço para o basquete internacional.
NBA = WNBA
Eu não disse que o negócio na WNBA estava bom? Quem viu o jogo de terça-feira entre Detroit Shock e Los Angeles Sparks viu um jogão. Nos minutos finais, teve uma confusão estilo NBA, com Plenette Pierson, do Shock, e Candace Parker, do Sparks, trocando socos no chão antes de serem separadas pelas colegas. E assim como na NBA, a confusão foi no Palace of Auburn Hills, mesmo cenário da famosa invasão do Ron Artest às cadeiras para bater em torcedores que lhe tacaram um copo de bebida na cara, e envolveu Rick Mahorn, hoje auxiliar-técnico do Shock, que tentou tirar Artest das cadeiras na confusão de 2004 e sempre esteve no meio de várias brigas nos seus tempos de Detroit Pistons nos anos 80/90.
Só que mais uma coisa aproxima a WNBA da NBA: o tratamento privilegiado aos astros. Pierson, jogadora fundamental do Detroit, mas nem um pouco conhecida, recebeu quatro jogos de suspensão por “iniciar e escalar o confronto”. Parker, primeira selecionada do draft deste ano, sensação da liga por ser a segunda jogadora a enterrar uma bola na história da WNBA e sua maior esperança de conquistar um público maior nos Estados Unidos, recebeu apenas um jogo por “dar um soco”, quando claramente foi tão culpada quanto Pierson por iniciar e escalar o confronto. O certo era que tivesse a mesma punição que a rival. Sabe por que ela recebeu só um jogo? Porque hoje, sexta-feira 25 de julho, no que seria seu segundo jogo de suspensão, o Sparks visita o New York Liberty no Madison Square Garden. Você acha que a WNBA perderia a chance de exibir sua grande estrela no maior palco midiático do basquete americano?
Alguns talvez lembrem que a NBA já teve a coragem de suspender Kobe Bryant justamente de um jogo contra o New York Knicks no Madison Square Garden, se não me engano em 2006-07. Porém, a NBA ainda pode se dar ao luxo de fazer um jogo entre Lakers e Knicks sem sua maior estrela sabendo que o Garden vai lotar mesmo assim e que a audiência da liga não vai cair. A WNBA, infelizmente, não pode.
Após recusar oferta do Atlanta Hawks e assinar contrato para receber US$ 27 milhões por três anos no Olympiacos, ala Josh Childress diz que outros jogadores da NBA com passe livre restrito podem trocar os EUA pela Europa. Site da ESPN diz que na temporada passada representantes do time grego telefonaram para o Phoenix Suns para saber quanto custaria a contratação do brasileiro Leandrinho.
O ala-armador Josh Childress, do Atlanta Hawks, é mais um que deixa a NBA para ingressar nas ligas européias. Childress assinou com o Olympiakos, da Grécia, por um valor de 20 milhões de euros nos próximos três anos, algo em torno de 30 milhões de dólares.
O jogador estava na NBA desde a temporada 2004/2005 e tinha médias de 11.1 pontos e 5.6 rebotes na carreira. Na última temporada, Childress obteve 11.8 pontos e 4.9 rebotes vindo do banco, sendo peça fundamental para o esquema do Hawks.
Josh se tornou o sétimo jogador a deixar a NBA para jogar a Europa nestas férias, se juntando a Primoz Brezec (ex-Detroit Pistons), Juan Carlos Navarro (ex-Memphis Grizzlies), Bostjan Nachbar (ex- New Jersey Nets), Pops Mensah-Bonsu (ex-Dallas Mavericks), Jorge Garbajosa e Carlos Delfino (ex-Toronto Raptors).
Kurt Thomas renova com Spurs: O San Antonio Spurs renovou nesta segunda-feira o contrato do ala-pivô veterano Kurt Thomas. Os termos ainda não foram revelados, mas o jogador ficará por pelo menos mais uma temporada na equipe.
Thomas, que fará 36 anos em outubro, deverá ajudar o time no garrafão ao lado do argentino Fabricio Oberto. Os dois lutarão pela posição de titular para jogar com Tim Duncan. O veterano começou a última temporada no Seattle Supersonics, mas foi trocado por Francisco Elson e Brent Barry, além de uma escolha no draft de 2009. Ele recebia cerca de $ 8 milhões de dólares em seu último ano de contrato.
O jogador já teve passagens pelo Miami Heat, Dallas Mavericks, New York Knicks, Phoenix Suns, além de Seattle e o próprio San Antonio.
Telfair fica no Wolves: O armador Sebastian Telfair e o Minnesota Timberwolves acertaram, nessa terça-feira, os termos do acordo de renovação do jogador com a franquia. Por política do Wolves, os valores e a duração do contrato ainda não foram divulgados.
O agente do jogador, Andy Miller, veio até a imprensa para fazer o comunicado acerca da renovação, destacando a alegria de ambas as partes após firmarem o acordo: “Nós (Miller e Telfair) estamos muito felizes por podemos terminar um processo que tínhamos começado quando ele veio para o Wolves. E o time está muito feliz por ter assinado com um jogador que eles julgam ter bastante potencial” afirmou o agente do jogador.
As esperanças depositadas pela franquia no armador ficam visíveis com o complemente do fala de Miller, que afirmou que Telfair quer ajudar seu time a retornar aos playoffs: “O objetivo do Sebastian é colocar o time de novo na pós-temporada. Nós confiamos nesta possibilidade” encerrou Miller.