July 31, 2008

Alemanha vence Finlândia em seu último amistoso antes das Olimpíadas

Filed under: Internacional, Seleções — Tags: , , , — Linelson Y Castro @ 8:18 pm

A Alemanha venceu a Finlândia por 78 a 67 no seu último amistoso antes dos Jogos Olímpicos, disputado nesta quinta-feira em Bamberg, na Alemanha. A partida marcou a estréia do pivô Chris Kaman em solo alemão, em partidas oficiais, sendo que o jogador dos Los Angeles Clippers foi um dos quatro alemães a conseguir dígitos duplos na pontuação.

Ele foi o cestinha da partida com 13 pontos, acertando cinco de sete arremessos de quadra, e capturou cinco rebotes. O ala-pivô Dirk Nowitzki contribuiu com 11 pontos e seis rebotes em 19 minutos de jogo. Pascal Roller e Demond Greene adicionaram 10 pontos cada um.

Pela Finlândia, Shawn Huff marcou 12 pontos. O armador Petteri Koponen não teve uma boa atuação, conseguindo oito pontos depois de acertar apenas três de 14 arremessos de quadra. Koponen, de 20 anos, foi escolhido na 30a posição do draft de 2007 pelo Philadelhia 76ers, teve seus direitos repassados ao Portland TrailBlazers, e jogou nas ligas de verão deste ano pela franquia do Oregon.

Os donos da casa tiveram um melhor aproveitamento nos arremessos de quadra (50% a 36%), permitindo a vitória mesmo cometendo 23 desperdícios de bola, contra 15 dos finlandeses. A equipe do treinador Dirk Bauermann está no Grupo B das Olimpíadas de Pequim, ao lado de Angola, China, Espanha, Estados Unidos e Grécia. O astro Dirk Nowitzki fará sua estréia em Olimpíadas no dia 10 de agosto, contra Angola.

July 20, 2008

Chris Kaman: “Estou emocionado por ser membro desta equipe”

Filed under: Internacional, Seleções — Tags: , , , — Linelson Y Castro @ 8:26 pm

Depois da vitória sobre Porto Rico por 96 a 82 , os jogadores da Alemanha se mostraram emocionados por garantir presença em Jogos Olímpicos depois de 16 anos de jejum. O astro Dirk Nowiztki realizará seu grande sonho de vestir a camiseta de seu país em uma Olímpiada. Até mesmo o pivô Chris Kaman, nascido nos Estados unidos e com bisavós de origem germânica, que conseguiu a naturalização alemã as vésperas do Torneio Pré-Olímpico ficou orgulhoso com a conquista, sentindo como um verdadeiro alemão.

“Estou emocionado por ser membro desta equipe. Jogamos um basquete muito bom e a classificação é como um grande contrato para o basquete em nosso país. Para mim, tem sido apenas 2 semanas. Para meus colegas são 12 anos, então somente eu posso imaginar o que eles estariam sentindo. A única coisa que eu gosto é jogar basquete e desejo que eu possa ajudar a equipe a fazer algo bom nos Jogos Olímpicos”, declarou o pivô do Los Angeles Clippers.

Robert Garret ficou aliviado. “É incrível, isso tirou 10 anos de pressão de nosso ombros. Nossos fãs na Alemannha nos apoiaram em cada chance que tiveram. Os números estão crescendo e o esporte está tornando-se maior e maior.

Dirk Nowitzki foi muito elogiado por seus companheiros. “Ele está jogando com todo seu coração. É bom tê-lo em nossa equipe”, disse o pivô Patrick Femerling. “Ele é um extraordinário jogador. Não é simplesmente que ele marca muitos pontos: ele defende, luta por rebotes e acerta arremessos cruciais. Ele se compromete com todas as responsabilidades”, elogiu Garret.

Até os porto-riquenhos elogiaram a atuação do ala-pivô do Dallas Mavericks. “Nowitzki começou impressionantemente. Ele marcou 18 pontos durante o primeiro tempo e podia ter marcado ainda mais. Hoje ele parou nos 32, mas podia ter marcador mais de 40″, disse Ricky Sanchez. Já Carmelo Lee economizou nas palavras: “Não jogamos nosso jogo. Nosso oponente jogou bem e venceu. Isso é simples. Não há nada que podemos fazer sobre isso agora”. 

July 18, 2008

Reserva alemão desequilibra com bolas de três, para Moncho time mostrou que não tem só dois jogadores

Chris Kaman foi nome que dominou o noticiário prévio ao duelo entre Brasil e Alemanha no Pré-Olímpico de basquete, mas foi outro coadjuvante de Dirk Nowitzki que desequilibrou a partida das quartas-de-final. O armador reserva Pascal Roller afundou a seleção nacional nesta sexta-feira com suas bombas de três pontos.

Um dos três jogadores mais baixos do torneio - ao lado do neozelandês Corey Webster e do sul-coreano Kim Taesul -, com 1,80 m de altura, o armador desequilibrou a partida no primeiro tempo com seu gatilho preciso.

“A gente tentava dar mais uma ajuda em Nowitzki e o Kaman, e hoje a bola de todo mundo caiu. Aí fica mais difícil, que tem de ajudar dentro e tirar o chute de fora”, afirmou o ala-armador Alex Garcia.

Roller entrou em quadra com menos de três minutos para o fim do primeiro quarto, devido ao excesso de faltas cometidas pelo titular Stefen Hamann. Para o time dirigido por Moncho Monsalve, talvez fosse melhor que o árbitro não tivesse feito essas marcações.

Roller acertou seus quatro primeiros arremessos de longa distância, três deles no segundo quarto para ajudar a destroçar a confiança dos oponentes até o fim do primeiro tempo.

No geral, a Alemanha acertou 62% de seus tiros de três nos primeiros 20 minutos, com oito convertidos em 13 arriscados. O aproveitamento só não foi melhor porque justamente Nowitzki desperdiçou três de suas quatro tentativas. Já o ala Konrad Wysocki matou as suas duas bolas na primeira metade da partida.

“Essa equipe mostrou que não é só de dois jogadores. O técnico Dirk Bauermann disse que jamais a equipe teve esse percentual de três pontos”, afirmou o técnico Monsalve.

A seleção brasileira de basquete teve três minutos de total descontrole que custaram mais quatro anos de jejum olímpico. Com a derrota para a Alemanha por 78 a 65 nesta sexta-feira, o basquete masculino brasileiro adiou para Londres-2012 o sonho de voltar às Olimpíadas e vai chegar à incômoda marca de 16 anos sem participar dos Jogos.

Por 17 minutos, o jogo pelas quartas-de-final do Pré-Olímpico, em Atenas, esteve equilibrado e um triunfo parecia possível. Mas um final de primeiro tempo desgovernado deu chance para o astro Dirk Nowitzki matar o confronto. Os alemães abriram grande vantagem e, em nenhum momento no resto do jogo, o Brasil voltou a ameaçar.

Na saída de quadra, muitos atletas foram para o vestiário chorando. “Deu para perceber claramente no segundo quarto que não fizemos um bom jogo, e a bola não estava entrando. Ninguém quer estar neste momento. O grupo todo está de parabéns. A gente fez um esforço enorme”, disse o pivô Tiago Splitter.

Os alemães seguem na briga pela classificação - enfrentam a Croácia neste sábado, na disputa direta por uma vaga. Ao Brasil, o revés significa o início do projeto Londres-2012 e o prolongamento de um jejum iniciado em Atlanta-1996.

A questão para esse trabalho agora fica em torno da permanência, ou não, de Moncho Monsalve à frente da equipe. O espanhol já manifestou a vontade de ficar no cargo até o Mundial de Istambul, em 2010. Antes do torneio, o presidente da CBB (Confederação Brasileira de Basquete) não confirmou a continuação.

Desfalcada de seu trio de jogadores da NBA - Leandrinho, Anderson Varejão e Nenê, que alegaram problemas médicos ao pedir dispensa -, a seleção mostrou um jogo mais paciente nos amistosos preparatórios. Nesta sexta, porém, nada disso foi visto. O Brasil não teve poder suficiente para brigar com a reforçada e sólida Alemanha.

O primeiro quarto da seleção foi fraco, com demonstração de nervosismo e precipitação nos arremessos, resultando em apenas 13 pontos convertidos em dez minutos, contra 14 do oponente. Por outro lado, a defesa em Dirk Nowitzki foi bem executada e ajudou a deixar a partida apertada.

No segundo período, os brasileiros marcaram seis pontos seguidos, chegaram a ter quatro pontos de vantagem e forçaram um pedido de tempo de Dirk Bauermann. Na volta à ação, os alemães conseguiram uma recuperação praticamente instantânea, com um herói improvável: o armador Pascal Roller, jogador mais baixo da competição, que converteu quatro bolas de três pontos sem nenhum erro. A situação ainda piorou quando Nowitzki acertou seu ritmo e deslanchou.

A gente iniciou a partida bem, fizemos com um jogo parelho até a metade do segundo quarto. Mas aí cometemos alguns erros, eles tiveram um aproveitamento muito bom e abriram uma vantagem que não conseguimos descontar.

A sucessão de arremessos de longa distância sofridos desestabilizou a equipe nacional, que perdia por 31 a 26 a cerca de três minutos para o fim e deixou os oponentes anotarem 14 pontos sem resposta. Na ida dos atletas para o intervalo, o saldo: o placar exibia 45 a 26.

“O coração estava aqui, mas faltou a cabeça. Não soubemos ler os momentos-chave da partida. Não sei se ganharíamos ou não. Mas faltou isso, talvez por experiência. A ansiedade, a pressa, é uma derrota muito difícil de digerir”, afirmou Monsalve.

A volta do vestiário não foi melhor. Os jogadores ainda mostraram dedicação, mas sem organização e sem uma fórmula para frear o potente ataque alemão. O pivô Chris Kaman, norte-americano naturalizado às vésperas do torneio, barrado no primeiro tempo por Rafael “Baby” Araújo, também entrou no jogo para selar o garrafão. E o Brasil ficou quase três minutos sem pontuar na parcial.

Com marcação de pressão em cima da bola, com boa participação do novato Jonathan Tavernari, e a saída de Nowitzki com quatro faltas, a seleção ainda diminuiu a diferença para os alemães para 11 pontos a cerca de três minutos para o fim (71 a 60), mas não teve muito tempo para tentar a virada.

(Giancarlo Giampietro, UOL Esporte, em Atenas/Grécia)

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