Jogando em sua arena, a United Center, o Chicago Bulls voltou a vencer na temporada da NBA depois de uma maré de azar de apenas duas vitórias em sete jogos, e chegou ao 15º triunfo em 35 partidas, assumindo a nona colocação na Conferência Leste, apenas dois jogos ganhos atrás do Milwaukee, oitavo colocado. A partida desta terça-feira terminou 99 a 94, com mais uma vez o ala do Kings Kevin Martin sendo o cestinha da partida, com 29 pontos.
O grande trunfo do Chicago Bulls foi o aproveitamento na linha de lance livre. Em 36 tentativas, foram 33 convertidas, com destaque de Ben Gordon que converteu seus 11 lances livres, e para Deen Gooden, que marcou 10 em 12. No total, o cestinha do Chicago Bulls foi Gordon com 24 pontos, e Gooden protagonizou um duplo duplo, com 10 rebotes e 18 pontos. O ponto baixo do time foi as bolas de três, com apenas duas bolas convertidas em 12 tentativas.
“É uma equipe que deve ser capaz de vencer e que precisávamos de ser capazes de tirar partido disso” disse Gordon, referindo-se a possível fragilidade que teriam diante do Kings, que tem uma das piores campanhas da NBA.
Pelo lado do Kings, Kevin Martin marcou 29 pontos, chegando a 110 nas últimas três partidas mas, mais uma vez, falhou na hora decisiva, quando poderia colocar o Kings novamente na partida no quarto final. “É simplesmente um jogo onde eu venho até o meio e se a bola de três está aberta, levá-la. Mas acho que precisava de um 3. Eu só senti pressão, e eu fui para o chute e perdi”, justificou. Brad Miller fez o único duplo duplo do time, com 12 rebotes e 18 pontos convertidos.
Depois de um início melhor do Chicago, que chegou a abrir cinco pontos nos primeiros minutos, o time visitante assumiu a ponta no placar na metade do quarto, abrindo 16×13. No fim dos 12 primeiros minutos, vantagem de um ponto para os Kings, 23×22. No segundo quarto, o Sacramento começou melhor e abrou para 31×24 logo no início, forçando assim um tempo técnico pedido pelo lado vermelho. Na volta, o Chicago voltou a acordar, virou a partida e passou a tomar conta do placar, terminando o primeiro tempo vencendo por 49×42. Nesta altura, Gordon era o destaque com 12 pontos enquanto Martin tinha 11.
Na volta do intervalo, o jogo permaneceu igual, com o Chicago sempre com uma vantagem superior aos cinco pontos e Kevin Martin ainda apagado, perdendo bolas e arremessos. Em um momento durante o quarto, a diferença caiu para três pontos, mas voltou a subir, entrando para os últimos 12 minutos com o placar de 75×67.
O último quarto começou, o Chicago colocou 12 pontos de vantagem, mas Martin colocou uma de três, deixando o Kings de volta à partida. Nos minutos seguintes, foram três bolas de três do time californiano mais uma série de três lances livres de Martin, o que fez com que a diferença se reduzisse a um ponto faltando dois minutos para o fim da partida, 90×89. O ataque era do Chicago e, depois de 20s de posse de bola, Salmons cometeu uma falta, colocando Gordon na linha do lance livre.
Aquela altura, o Chicago tinha 100% de aproveitamento nos lances livres e o atleta de Connecticut converteu os dois.
No ataque do Kings, que perdia por três pontos, Garcia perdeu o arremesso de três e logo em seguida, nova falta para o Bulls, que mais converteu apenas um dos arremessos, com Hughes, com a diferença subindo para quatro pontos. No ataque seguinte, Martin converteu de dois mas Roose devolveu a vantagem para quatro, faltando meio minuto. No ataque, Martin sofreu falta quando arremessava de três, perdeu um dos lances livres, e a diferença voltou aos dois pontos. Depois de uma rápida falta cometida por Miller, Gooden foi para os lances livres e apenas uma bola do time dos Bulls caiu. Faltando 20s, o placar era de 96×93.
Foi aí que Kevin Martin teve duas chances de definir ou ao mesmo melhorar as coisas para seu time. Converteu o primeiro lance livre depois que sofreu a falta, e errou o segundo (talvez propositadamente). Miller pegou o rebote e deu a bola de volta à Martin, que arremessou de três para virar a partida e errou. Rebote da defesa, e falta novamente para o Bulls. Gooden converteu apenas um lance e o Kings tinha nove segundos para fazer uma cesta de três e empatar a partida. Martin novamente sucumbiu, não conseguindo definir a partida. No fim, o Chicago ainda fez dois pontos, com a partida terminando 99×94.
O Sacramento Kings agora tenta a reabilitação diante do Miami Heat na próxima sexta-feira enquanto o Chicago enfrenta o Wizards no mesmo dia.
O New Jersey Nets confirmou o favoritismo e venceu jogando em casa a equipe do Sacramento Kings por 98 a 90, depois de terminar o primeiro tempo perdendo por 12 pontos de vantagem. Com o triunfo, o Nets assumiu a sétima posição na Conferência Leste com 17 vitórias em 35 jogos, confirmando ser um dos favoritos para disputar os playoffs. Já o Sacramento segue numa maré de azar tremenda e conheceu a nona derrota nas dez últimas partidas, seguindo em penúltimo da Conferência Oeste com oito vitórias e 27 derrotas.
Vince Carter foi mais uma vez o destaque do Nets, ele jogou por quase 40 minutos e marcou 29 pontos, acima de sua média na temporada que é de 22. Além disso, pegou nove rebotes e deu sete assistências. “No segundo quarto, em especial, não tínhamos jogado bem como uma equipe e como indivíduos, estávamos em casa, por isso era importante para todos fazer um pouco mais”, disse o cestinha do Nets, se referindo ao período em que o time levou 37 pontos e marcou apenas 20. O ala-pivô Yi Jianlian marcou 22 pontos e apanhou 13 rebotes, protagonizando o único duplo-duplo da partida.
“Yi foi tremendo para nós esta noite, não apenas por colocar a bola na cesta, mas dando-nos com a sua agressividade posses extras, e bloqueando os tiros”, elogiou Carter, se referindo ao chinês que não marcava mais de 20 pontos desde novembro e que pela segunda vez na temporada atingiu dois dígitos em dois fundamentos.
O Kings teve mais uma vez Kevin Martin como principal destaque. Depois de marcar 45 pontos no último jogo, o ala-armador de 2,01m de altura anotou 36 na noite de ontem em Nova Jersey, mais uma vez se destacando nas bolas de três, com quatro cestas em sete tentativas.
“Fizemos um bom trabalho em conjunto no segundo tempo, tornando-o mais difícil para os seus tiros”, disse Keyon Dooling, que teve a missão defensiva sobre Martin. “Ele é um jogador muito original. Ele é divertido de assistir, não é necessariamente divertido para jogar contra.”
A partida começou melhor para o time da casa que, incentivado pelos mais de 12.000 torcedores presentes na IZOD Center, abriu 4 a 0 nos únicos pontos marcados na partida depois de quase quatro minutos de jogo. Essa vantagem foi mantida até o fim dos primeiros 12 minutos, que terminou com vitória por 23 a 19 para os donos da casa com uma cesta de três de Hayes no último segundo.
No início do segundo quarto, o New Jersey chegou a abrir sete pontos, que logo caiu para um depois de duas cestas de três, uma de Martin e outra de Jackson, mostrando mais uma vez que as bolas de trás da linha são as únicas armas do time californiano. Depois de um tempo técnico, o Kings continuou a reação e virou para 35 a 29, fazendo incríveis 13 pontos seguidos. Faltando quatro minutos para o fim do tempo, a diferença já estava em 11 pontos, com Martin fazendo 25 dos 48 pontos de seu time até o dito momento. Depois dos 24 primeiros minutos de partida, 55 a 48 para os visitantes.
O terceiro quarto teve sua primeira metade igual, com o placar seguido com uma vantagem relativamente boa para o Sacramento, que vencia por 68 a 59. Foi aí que a estrela de Carter começou a brilhar, juntamente com a de Yi e, no fim do período, a diferença era de apenas dois pontos, com Carter terminando com 21 pontos.
No último quarto, o Nets marcou 10 pontos seguidos entre o sétimo e nono minuto, abriu 91 a 82 e praticamente garantiu a vitória. Neste período de dois minutos, foram cinco erros consecutivos em bolas de três dos visitantes, que ainda perderam uma bola boba, provando mais uma vez que o time está precisando acertar na hora da decisão. Ao término do jogo, 98 a 90 para o Nets que é sétimo em sua Conferência e deve lutar até o fim por uma vaga nos playoffs.
Na próxima partida, o Sacramento Kings enfrenta o Chicago Bulls nesta terça-feira enquanto o New Jersey Nets joga na quarta-feira contra o Memphis Grizzlies.
A equipe do Indiana Pacers venceu a segunda seguida na temporada regular da NBA, chegou a 12 triunfos e voltou a brigar por uma vaga nos playoffs da Conferência Leste. Na noite deste sábado (3/1), o time de Indianápolis derrotou em casa o Sacramento Kings por 122 a 117, e agora está apenas quatro vitórias atrás do oitavo colocado, o Milwaukee Bucks, que soma 16 triunfos. Indiana, apesar dos sucessos recentes, está em 13º na sua conferência, enquanto o Sacramento Kings conheceu sua 26ª derrota em 34 partidas, sendo o penúltimo da Conferência Oeste.
Danny Granger foi o grande nome do time da casa, marcando ao todo 35 pontos nos quase 40 minutos que esteve em quadra. Outro que jogou bem foi Troy Murphy, que chegou a mais um duplo-duplo na temporada, ao marcar 12 pontos e apanhar 13 rebotes.
A segunda vitória seguida e a curta invencibilidade em 2009 trouxe otimismo ao Indiana. O cestinha do time da noite demonstra isso: “Perdemos muitos jogos disputados, nós estivemos sempre lá, no quase, mas sempre perdemos. Agora estes dois jogos foram muito importantes para nós e eu estou feliz por termos vencido”, disse Granger.
Do lado do Sacramento Kings, as bolas de 3 quase levaram o time a uma surpreendente vitória. Foram 14 bolas certas em 25 tentativas, com destaque para Kevin Martin, que acertou sete de seus 12 chutes de longe. Martin, aliás, marcou um total de 45 pontos e foi o grande cestinha da partida, acertando ainda seis de seus 12 arremessos de 2 pontos, além de 100% nos 12 lances livres que cobrou. Bobby Jackson conseguiu um duplo-duplo, com 15 pontos e 10 rebotes, conseguindo sua melhor partida na temporada.
Vendo pela pontuação, pareceu que Martin foi o grande nome da partida. Porém, o jogador que completou 26 anos no último dia 2, desperdiçou duas bolas de 3 quando o Kings tinha uma vantagem no placar na metade do quarto período. Além disso, perdeu outras duas bolas no minuto final, que poderiam devolver seu time à partida. Foi o terceiro jogo desde sua volta após 10 jogos ausente, devido a uma lesão no tornozelo esquerdo. Ele tem em média 28,3 pontos desde o seu regresso. Mais uma vez, não iniciou o jogo, mas acabou por marcar a maior quantia de pontos de um reserva desde Darius Miles, que marcou 47 para Portland contra Denver em 19 de abril de 2005.
O treinador interino do Sacramento Kings, Kenny Natt, constatou a importância de Martin na noite de sábado “Ele nos carregou a noite toda, ofensivamente e defensivamente. Teve um grande jogo por completo. Só precisamos ter o resto da equipe no mesmo ritmo”.
No primeiro quarto, o Indiana começou com toda sua força, abriu 5×0 logo de cara e se manteve na frente por cerca de cinco minutos, quando as bolas de longa distância passaram a cair para o time visitante. Sacramento logo encostou no placar, empatando por diversas vezes, mas só tomando conta faltando quatro minutos, no momento que o time da Califórnia conseguiu abrir cinco pontos. No fim dos 12 primeiros minutos de um movimentado confronto, vitória parcial do Kings por 37×34, com destaque para John Salmons, que tinha nove pontos, e um Martin ainda frio na partida, tendo entrado no fim do primeiro período, com apenas cinco pontos.
O segundo quarto, apesar dos 18 pontos de Kevin Martin, terminou com vitória parcial do time da casa por 68×67. Indiana estava quatro pontos atrás depois dos quatro primeiros minutos de período, porém, faltando quatro minutos para o fim do primeiro tempo, Granger já tinha 14 pontos e liderava a vitória dos Pacers por 61×54. No fim, o Kings se recuperou e trouxe a desvantagem para apenas um ponto.
O terceiro quarto teminou 89×89, nos 12 minutos em que as equipes mais erraram na partida. Quando a diferença para os visitantes chegou aos seis pontos, Ganger colocou uma bola de 3 para o Indiana, não deixando de forma alguma que Sacramento escapasse no score.
O último período foi dominado pelo Kings no início, que desempatou a partida na primeira cesta. Martin chegou aos 41 pontos com uma cesta de 3 que colocou seis pontos de vantagem para Sacramento, faltando quatro minutos para o fim da partida. Ali, parecia que o time californiano conseguiria sua terceira vitória fora de casa na temporada.
Porém, em menos de dois minutos, o placar virou para 114 x 113 para os anfitriões, depois de uma cesta com um lance livre de bonificação de TJ Ford, uma bola de 2 de Ganger e outra de Marquis Daniels. Neste meio tempo, Martin falhou em dois arremessos que poderiam ser decisivos, o mesmo acontecendo com Salmons, que perdeu duas bolas. Faltando um minuto para o fim, Sacramento vencia por um ponto, depois de uma bola certeira de Martin, a última da noite.
Foi aí que Ganger mostrou que não precisava de 45 pontos na partida, fez mais quatro, chegou a 35 e viu seu time vencer com uma diferença de cinco pontos, 122×117.
Na próxima partida, o Pacers buscará a reabilitação total tentando a terceira vitória seguida na temporada, diante do Denver Nuggets, nesta segunda-feira (5/1). O Sacramento Kings terá sua próxima partida no mesmo dia, diante do New Jersey Nets.
O Detroit Pistons conquistou sua sexta vitória consecutiva nesta sexta-feira (2/1/2009), ao derrotar o Sacramento Kings por 98 a 92 em casa, no Palace of Auburn Hills. Desfalcado de três de seus principais jogadores - Richard Hamilton (virilha), Rasheed Wallace (pé) e Antonio McDyess (costela), Detroit contou mais uma vez com o armador segundanista Rodney Stuckey, que liderou a equipe com 38 pontos.
“Eu sabia que teria de jogar muitos minutos e marcar muitos pontos. Nós tínhamos uma vantagem na posição de armador hoje e eu tentei tomar vantagem em cima disso”, explicou Stuckey, que marcou 13 de seus 38 pontos no último período.
Os três desfalques forçaram o técnico Michael Curry a começar o jogo com uma linha de frente jovem, Kwame Brown e Amir Johnson, mas deu certo. O armador Allen Iverson e o ala Tayshaun Prince fizeram 23 pontos cada, e Johnson teve um duplo-duplo de 10 pontos e 14 rebotes. Somando Stuckey, Iverson, Prince e Johnson, saíram 94 dos 98 pontos do Pistons; se o jogo fosse apenas entre os reservas dos dois times, a vitória seria de Sacramento, por 35 a 2.
“Esta foi uma situação única. Quando trouxemos caras saídos do banco, foi por propósitos defensivos. Nós sabíamos que Stuck, A.I. e Tay teriam de nos carregar, e olhe o que eles fizeram”, disse Curry.
Foi a sétima derrota do Kins nos últimos oito jogos. O pivô Brad Miller liderou a equipe com 25 pontos e 16 rebotes, John Salmons teve 21 pontos e o ala-armador Kevin Martin acrescentou 20. “Nós tivemos oportunidades de vencer este jogo, mas não executamos em nenhum dos dois lados da quadra. Stuckey teve um jogo monstruoso e não fomos capazes de contê-lo”, disse o técnico interino do Kings, Kenny Natt.
Sacramento encostou em 89 a 86 com uma cesta de 3 pontos de Bobby Jackson a 2min43s do final, mas Stuckey respondeu com duas belas infiltrações nas posses seguintes, uma bandeja e uma jogada de três pontos, arrancando gritos de “Rodney! Rodney!” da torcida. Iverson selou a vitória com uma cesta na linha de fundo, em passe de Stuckey, a 15s do final.
Detroit (20v-11d) volta à quadra no domingo (4/1) para iniciar uma excursão de quatro jogos pelo Oeste. O primeiro desafio é no Staples Center, contra o Los Angeles Clippers. Sacramento (8v-25d) continua na estrada e encara o Indiana Pacers no Conseco Fieldhouse, neste sábado (3/1).
Melhores momentos:
Dallas sua para virar jogo em casa contra Philadelphia
O Dallas Mavericks venceu mais uma partida de virada, desta vez contra o Philadelphia 76ers, 96 a 86 nesta sexta-feira (2/1/2009), no American Airlines Center. Foi a sexta vitória em sete jogos para o Mavs.
Na última terça, o Azulão texano se recuperou de uma desvantagem de 29 pontos no segundo tempo contra o Minnesota Timberwolves, no que foi a maior virada da história da franquia. Desta vez, a desvantagem era de 12 pontos no terceiro quarto. “Não havia muita energia no ginásio. Não podemos simplesmente deixar o jogo rolar. Não acho que somos bons o suficiente para isso. Acho que qualquer um pode nos derrotar se não estivermos jogando com vontade”, disse o ala-pivô alemão Dirk Nowitzki, que só acertou quatro de 13 arremessos no primeiro tempo, mas acrescentou 16 pontos no quarto período para comandar a reação e terminar com 31 pontos, seu 10º jogo com 30 ou mais pontos na temporada. Ele também teve 4 rebotes, 5 assistências, 4 roubos e 2 tocos.
O Sixers foi ao intervalo com quatro pontos à frente e abriram 12 no começo do terceiro quarto. O armador Jason Terry, no entanto, após acertar apenas um chute em nove tentativas no primeiro tempo, converteu três cestas de 3 para diminuir a 58 a 51. Ele marcaria 13 pontos no período e o Mavs encostou em 66 a 64.
“Eu ouvi um cara atrás do banco dizer, ‘Jet, estamos esperando por você. O que você está fazendo?’ Eu não sei o que foi, mas eu comecei a receber boas chances. Arremessadores não param de arremessar”, disse Terry, que terminou com 21 pontos.
“Esse foi meio que o ponto de virada do jogo. Nós tivemos lapsos defensivos em que cedemos arremessos fáceis”, lamentou o técnico interino Tony DiLeo. Philadelphia teve produção ofensiva irregular no último quarto, enquanto o Mavericks acertou 11 de seus 15 arremessos no quarto período, incluindo pontos em 10 de suas 11 últimas posses. O time virou para 80 a 78 com uma cesta de média distância de Terry, Nowitzki acrescentou uma jogada de três pontos e o mesmo Terry acertou uma bandeja para fazer 85 a 78 com 3min55s por jogar. O Sixers não se aproximou mais do que cinco pontos no resto do caminho e sofreu sua quinta derrota em seis jogos.
O ala Josh Howard e o pivô Erick Dampier marcaram 10 pontos cada para o time da casa - Dampier contribuiu ainda 14 rebotes para produzir um duplo-duplo. O armador Jason Kidd deu 9 assistências. Pelo Sixers, que não contou com o ala-pivô Elton Brand (ombro) pelo sétimo jogo consecutivo, o ala-armador Andre Iguodala foi o cestinha, com 22 pontos. O armador Andre Miller teve 17 pontos, 11 rebotes e 4 assistências, mas cometeu 8 turnovers. O reserva Louis Williams fez 17 pontos e o ala-armador Willie Green, 11.
Dallas (20v-12d) visita o Memphis Grizzlies no domingo (4/1), no FedEx Forum. Philadelphia (13v-19d) continua no Texas neste sábado (3/1), quando encara o San Antonio Spurs no AT&T Center.
O ala-armador Kevin Martin voltou a jogar e, com ele, as vitórias voltaram ao Sacramento Kings, que derrotou o Los Angeles Clippers em casa por 92 a 90 na noite de terça-feira (30/12). Foi o fim de uma série de seis derrotas consecutivas para o Kings.
Martin jogou pela primeira vez em quase três semanas, tendo perdido 22 dos últimos 24 jogos e 10 partidas seguidas por causa de dores no tornozelo esquerdo. Ele marcou 20 pontos saído do banco, mas não conseguiu ajudar muito o Kings no final - a equipe fez apenas dois pontos nos últimos 4min28s do jogo.
Para sorte do Sacramento, o Clippers - desfalcado dos pivôs cestinhas Zach Randolph e Chris Kaman, lesionados, e do ala Ricky Davis, suspenso por doping - também finalizou a partida muito mal, incapaz de pontuar nos últimos 3min03s, e sofreu sua quarta derrota consecutiva.
A vantagem mudou de mãos várias vezes no quarto final até ambos os times esfriarem. O pivô Brad Miller acertou dois lances livres com 45,7s restando para produzir o placar final e dar a Sacramento sua primeira vitória quando em desvantagem no último quarto. Los Angeles deu uma “mãozinha” ao errar 16 de 19 arremessos no quarto período, incluindo seus últimos seis. Seu aproveitamento total foi de apenas 35,7%.
“Tivemos um começo ruim e cavamos um buraco para nós do qual tivemos de escalar e gastar muita energia para sair. Tivemos algumas boas oportunidades na reta final, que simplesmente não acertamos para ganhar o jogo”, lamentou o técnico do Clippers, Mike Dunleavy.
Martin, cestinha do Kings na temporada, entrou no meio do primeiro quarto e acertou seu primeiro arremesso um minuto depois. Ele acertou apenas cinco de 14 arremessos, mas acertou todos os seus oito lances livres e acrescentou cinco rebotes. “Ele tem sido nosso líder o ano inteiro e não tê-lo em quadra tem sido difícil. Ele sabe como jogar. Os visitantes, os adversários, eles o respeitam. É ótimo ter Kevin de volta”, comemorou o técnico interino Kenny Natt, que tem 2v-6d desde que assumiu no lugar de Reggie Theus.
A volta veio em bom momento também, já que o último jogo do Kings foi um massacre sofrido frente ao campeão Boston Celtics, 108 a 63. O total de pontos da equipe e seu aproveitamento de 27,9% nos chutes foram os piores da NBA na temporada. “Depois do jogo contra Boston, nós tivemos de nos olhar no espelho e começar a jogar mais forte. Na verdade, aquele jogo nos uniu. Conversamos sobre ele e realmente queríamos jogar melhor. Mostramos isto com nossa energia no primeiro quarto”, disse John Salmons, que fez 15 pontos, 7 rebotes e 6 assistências para o Kings.
Martin comemorou seu retorno: “Foi bom estar de volta lá dentro com os caras. Todo mundo precisava da vitória. É duro ficar de fora, você não se sente parte do time, esteja em uma série de 20 vitórias ou de 20 derrotas. Você quer estar lá dentro”.
Miller foi o melhor em quadra, com 15 pontos e 13 rebotes. O ala-pivô Jason Thompson acrescentou 10 pontos e 10 rebotes. Pelo Los Angeles, o ala-armador calouro Eric Gordon fez 24 pontos e o pivô Marcus Camby teve 15 pontos, 24 rebotes, 4 assistências e 3 tocos. O pivô Paul Davis, fazendo seu primeiro início de jogo na temporada, bateu seu recorde pessoal, com 18 pontos, enquanto o armador Baron Davis contribuiu 11 pontos, 5 rebotes e 4 assistências.
O Clippers (8v-22d) dá boas-vindas ao ano novo ao disputar o último jogo do ano velho, nesta quarta-feira (31/12/2008), em casa contra o Philadelphia 76ers. Sacramento (8v-24d), por sua vez, inicia uma excursão de quatro jogos pela Costa Leste na sexta-feira (2/1/2009), contra o Detroit Pistons.
O nadador Michael Phelps, que ganhou oito medalhas de ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim, esteve presente na partida da NBA entre o Sacramento Kings e o Boston Celtics, realizada na madrugada desta segunda-feira. O atleta, inclusive, tentou arremessos do meio da quadra e levou a platéia ao delírio com sua presença.
O nadador, fã dos Kings, recebeu a chave da cidade do prefeito Kevin Johnson e uma camisa do dono da equipe, Gavin Maloof. Phelps, inclusive, teve a chance de ganhar um carro para um fã caso conseguisse marcar uma cesta.
Após falhar na primeira tentativa, o norte-americano teve a oportunidade de tentar novamente, falhando de novo. Após o insucesso, Maloof tentou um arremesso e garantiu o carro ao torcedor.
Apesar do apoio e da torcida de Phelps, o Sacramento Kings foi derrotado, em casa, pelo Boston Celtics, pelo placar de 108 a 63.
O Boston Celtics respondeu enfaticamente à sua primeira série de derrotas na temporada 2008-09 da NBA. Após ser derrotado em noites consecutivas pelo Los Angeles Lakers e Golden State Warriors, o atual campeão entrou em quadra com vontade neste domingo (28/12) e arrasaram o Sacramento Kings, 108 a 63, na casa do adversário, a ARCO Arena.
“Esta é a nossa mensagem. Sentimos que nos últimos dois jogos, não estamos correspondendo ao que vínhamos fazendo na maior parte do ano. Queríamos voltar a isto e estabelecer nossa defesa. Acho que fizemos isso”, disse o ala Paul Pierce, autor de 13 pontos e 6 rebotes.
O Celtics não deixou o Kings marcar mais de 17 pontos em nenhum quarto e limitou o rival a 19 cestas de quadra - menor número de cestas marcadas pelo time desde que foi criado o relógio de posse de bola, e o segundo menor número já permitido por Boston. Sacramento acertou apenas 28% de seus chutes em um massacre de 45 pontos, sua pior derrota em casa na história. No ano passado, o Celtics também venceu um jogo com 45 de distância, em casa, contra o New York Knicks. Esta é apenas a sexta maior margem já conquistada pelo clube.
“Eu nem sei quanto foi a margem. Eu nunca olho para isso, sinceramente. Não sei nem quanto foi o placar, para ser sincero. Eu sei que vencemos e é tudo o que importa para nós”, disse o técnico Doc Rivers.
O Kings havia escolhido a noite de domingo para homenagear o nadador Michael Phelps, maior campeão olímpico da história, com uma chave da cidade - entregue pelo atual prefeito de Sacramento e ex-jogador do Phoenix Suns, Kevin Johnson - e camisa da franquia. Phelps incorporou o espírito do time ao tentar dois arremessos do meio da quadra nos intervalos; se ele acertasse o aro, um torcedor ganharia um carro. O nadador, porém, acertou a tabela na primeira tentativa e fez uma airball por cima da tabela na segunda. O proprietário da franquia, Gavin Maloof, teve de intervir e acertar o aro para que o fã levasse o automóvel para casa.
Pequena consolação por uma noite miserável do Kings, que não tinha sequer um jogador com três cestas de quadra até o calouro Donte Greene enterrar no último minuto. Foi a sexta derrota seguida do time sob o comando do técnico interino Kenny Natt e a 16ª em 18 jogos. “É frustrante passar por coisas assim. Não podemos continuar a dar desculpas. É isso. Estou envergonhado. Espero que todos os outros estejam também. Foi ridícula a forma como entramos e competimos hoje. Eu não diria nem que competimos. Nós nem sequer aparecemos”, desabafou o armador Bobby Jackson, veterano que esteve no Kings nos seus melhores anos, no começo da década, e voltou neste ano após passagem pelo Houston Rockets.
O ala John Salmons foi o único King a pontuar em dígitos duplos, com 11 pontos. O ala Francisco Garcia saiu ainda no primeiro tempo, com a panturrilha direita dolorida. Sacramento errou 14 de seus primeiros 17 arremessos graças à forte defesa do Celtics, que rapidamente abriu vantagem, teve 25 pontos de margem no intervalo e marcou os primeiros 10 pontos do terceiro quarto, chegando a 69 a 34 em uma cesta de 3 do ala-armador Ray Allen. Ele marcou 19 pontos, com sete acertos em oito arremessos. O ala-pivô Kevin Garnett acertou 10 de 11 chutes para produzir 21 pontos e 11 rebotes, apesar de jogar menos de 23 minutos. KG chegou aos 20.894 pontos na carreira e superou Bob Pettitt como 27º cestinha da NBA de todos os tempos. Eddie House acrescentou 15 pontos.
Boston (28v-4d) encerra sua excursão pelo Oeste com um duelo contra o Portland Trail Blazers nesta terça-feira (30/12), no Rose Garden. Sacramento (7v-24d) tenta recuperar seu orgulho em casa no mesmo dia, quando enfrenta o Los Angeles Clippers, antes de embarcar em uma excursão de quatro jogos na Conferência Leste.
O ala Ron Artest é conhecido por seu talento dentro das quadras e pela falta dele quando abre a boca. Nesta semana de natal, Ron Ron soltou uma que fez até o Papai Noel rir. Os fãs da NBA sabem que Artest saiu do Sacramento Kings há pouco tempo e rumou para o Houston Rockets, mas alguns não devem saber que Kevin Martin, ala-armador do Kings, era o melhor amigo do polêmico ala nos tempos de Sacramento.
Na última sexta-feira, Artest reecnontrou seus ex-colegas de Kings pela primeira vez desde que saiu da franquia californiana. Talvez entusiasmado por rever seus companheiros, o ala camisa 96 do Rockets deu mais declaração polêmica. Artest afirmou que Kevin Martin tem o estilo de jogo parecido com o de Reggie Miller, até aí tudo bem, mas o ala fez questão de afirmar que o jovem jogador do Kings é melhor que Miller, o maior o jogador da história do Indiana Pacers e um dos astros da NBA na década de 90.
“Acho que ninguém, por um bom tempo, fez algo parecido com o que Reggie (Miller) fazia”, declarou Artest. “Só que agora eu vejo Kevin (Martin) fazendo algo muito parecido, eles têm estilos semelhantes. Inclusive, acho que Kevin é melhor que Reggie. O único ponto em que ele é inferior a Miller é na defesa”, completou.
Artest também afirmou que Martin é um de seus melhores amigos na NBA e é grato ao ala-armador, pois ele sempre o apoiou. O ala, inclusive, declarou que Martin o ajudou a voltar a ter vontade de jogar basquete. Em sua primeira temporada com o Rockets, Artest tem médias de 15.7 pontos e 5.9 rebotes por partida.
16ª vitória, a quarta seguida. O time do New Orleans Hornets vem fazendo partidas espetaculares, e a de ontem, seguiu o mesmo rumo, com grandes emoções.
Chris Paul e David West jogaram muito, este último marcou 17 pontos. O Hornets mostrou aquele jogo que é de vibrar, terminando o primeiro quarto com oito pontos de vantagem.
Uma vantagem pequena, que o Sacramento Kings voltou decidido a tirar. Rapidamente diminuiu para quatro pontos, mas New Orleans não deixou barato e aumentou a vantagem novamente para oito. Faltando alguns minutos para o término do primeiro tempo, o Kings vira a partida, mas com uma bola espetacular, ao estouro do cronômetro, Morris Peterson empata o jogo, que termina 46 a 46 no intervalo.
Vale lembrar que até o final do primeiro tempo, o Sacramento estava com 50% de aproveitamento da linha dos três.
Vira-vira danado nesse jogo, o Hornets voltou já virando o jogo, fazendo 59 a 52. Teve até um momento em que a vantagem era de 13 pontos, mas que caiu para nove. O “exterminador” Chris Paul fez só no terceiro quarto 16 pontos e roubou quatro bolas.
O último quarto foi só de equilíbrio. New Orleans manteve seus nove pontos de vantagem, terminando o jogo com 99 a 90 para os donos da casa. O destaque da partida foi CP3, com 34 pontos, nove assistências e oito roubos, sendo o último quesito, a metade só no terceiro quarto. E pelo lado do Kings, John Salmons foi o cestinha com 26 pontos e sete assistências.
O reencontro do ala Ron Artest com seu ex-time não teve muito drama: seu Houston Rockets derrotou o Sacramento Kings por 107 a 96, liderado por grande atuações dos pivôs Yao Ming e Luis Scola, em casa na noite desta sexta-feira (19/12). Yao fez 11 de seus 30 pontos no último quarto e acrescentou 6 rebotes, 4 assistências e 3 tocos, enquanto Scola, em sua segunda temporada na NBA, marcou 23 pontos e 10 rebotes, seu sétimo duplo-duplo no campeonato.
“Há várias coisas que podem te afetar no primeiro ano, versus o segundo ano, quando você já sabe de tudo. Eu acho que estou jogando com mais confiança”, disse o argentino de 28 anos. O ala Tracy McGrady acrescentou 18 pontos e Carl Landry buscou 11 rebotes para o Rockets, que venceu seis partidas seguidas em casa e começa a se entrosar após uma série de lesões aos seus jogadores. Nesta sexta, o time totalizou 26 assistências.
Apesar disso, o jogo não passou sem um pequeno susto. McGrady, que havia perdido sete partidas por causa de dores no joelho esquerdo, bateu joelhos com o pivô Spencer Hawes, do Kings, no começo do jogo e caiu no meio da torcida. Após voltar mancando levemente, T-Mac se recompôs, acertou ambos os lances livres e jogou o resto do tempo.
Houston não contou com o armador titular Rafer Alston (distensão no músculo posterior da coxa esquerda) e começou lentamente, caindo em desvantagem de 48 a 38 com 7min26s restando no segundo quarto, até Sacramento começar a errar seus arremessos. O time da casa finalizou o período com uma arrancada de 15 a 4 para empatar tudo em 55 pontos. Outra seqüência ofensiva nos cinco minutos finais do terceiro período, de 13 a 4, levou o Rockets a uma vantagem de 82 a 73 antes do quarto deciviso.
“Tivemos uma seqüência ruim de turnovers que nos matou. Senão, o jogo teria sido uma história diferente”, disse o pivô Brad Miller, autor de 17 pontos e 11 rebotes para o Kings. John Salmons marcou 26 pontos, Francisco Garcia fez 14 e o reserva Bobby Jackson acrescentou 19 para Sacramento, que perdeu sua segunda partida em três sob o comando de Kenny Natt, substituto de Reggie Theus no cargo de técnico. É a 12ª derrota nos últimos 14 jogos, e o time tem uma campanha de 7v-20d na temporada.
Melhores momentos:
Bucks confirma freguesia do Knicks com vitória em Nova York
O Milwaukee Bucks já tem 18 jogos fora de casa nesta temporada, maior marca da NBA e de sua história dentro dos primeiros 28 jogos do ano, mas aproveitou bem suas chances em Nova York. Após derrotar o New York Knicks em pleno Madison Square Garden em 2 de novembro, o Bucks repetiu a dose nesta sexta-feira (19/12), ao fazer 105 a 81 no rival de Conferência Leste. A equipe vermelha, branca e verde também havia batido o Knickerbockers em casa em novembro.
“Você simplesmente se sai bem contra alguns times. Alguns times se encaixam bem com seu jogo, e este é apenas um destes times”, disse o ala-armador Michael Redd, campeão olímpico pela seleção americana, que marcou 21 pontos para liderar Milwaukee.
Jogando com seu uniforme alternativo vermelho, com visual retrô em homenagem aos grandes times do passado, o Bucks arrancou em 25 a 7 entre o segundo e terceiro quartos para assumir o controle do jogo. Redd fez 12 pontos nessa seqüência, incluindo uma cesta de 3, um arremesso e uma bandeja para deixar os visitantes à frente por 53 a 37 no intervalo.
Sem Al Harrington, preso no trânsito, o Knicks começou com o armador baixinho Nate Robinson em quadra e teve sua pior marca em um primeiro quarto na temporada, 15 pontos, incluindo sete arremessos errados e nenhum acerto do ala Quentin Richardson. “Acho que começamos bem defensivamente. Segurar um time no sistema de (Mike) D’Antoni a 37 pontos no primeiro tempo é uma conquista”, comemorou o pivô Andrew Bogut, que teve 10 pontos, 13 rebotes, 6 assistências e 3 tocos. Richard Jefferson e Luc Richard Mbah a Moute contribuíram 16 pontos cada, e Luke Ridnour teve 10 pontos e 7 assistências.
Robinson marcou 21 pontos para o Knicks, que ainda contou com 14 pontos e 14 rebotes de David Lee - escalado como pivô - e 11 pontos e 9 rebotes de Wilson Chandler. Harrington chegou ao MSG no meio do primeiro quarto e marcou 16 pontos para o Knicks saído do banco.
O Bucks tem 12v-16d na temporada e o Knicks, 11v-15d. Ambos estão apenas um jogo atrás do oitavo colocado da Conferência Leste, Philadelphia 76ers.
Média de público dos Kings é de apenas 12.185 pessoas
Em uma noite memorável da semana passada, um agradável nevoeiro de mistério e nostalgia desceu sobre o Sacramento Kings. O Los Angeles Lakers estava na cidade para uma partida de basquete que reavivava uma rivalidade adormecida. Por algumas horas, a Arco Arena pareceu animada como no passado. Bem, quase como no passado.
“A única coisa que faz falta são os sinos por trás do banco de reservas”, disse sarcasticamente o técnico dos Lakers, Phil Jackson, naquela noite. E havia outra mudança notável: milhares dos espectadores presentes estavam torcendo pelos Lakers.
Isso teria sido impensável alguns anos atrás, quando os Kings, comandados por Chris Webber e Vlade Divac, disputavam com os Lakers, de Kobe Bryant e Shaquille O’Neal, o comando da Conferência Oeste da NBA.
Mas o tempo mudou tudo, em Sacramento. Muitos fãs deixaram de adquirir carnês de ingressos para toda a temporada, e os sinos que a torcida costumava tocar para incomodar o adversário se calaram.
Os Kings chegaram a jogar 354 partidas consecutivas em casa com o ginásio lotado (uma seqüência que se encerrou no ano passado). Este ano, não venderam todos os ingressos para um jogo nenhuma vez, e a média de público do time é de apenas 12.185 pessoas, a 29ª da NBA. No jogo contra os Lakers, havia 16.068 torcedores no ginásio, cerca de 1,2 mil abaixo da capacidade da casa.
“Transmito jogos há 21 anos, e pensei que jamais veria o que estamos vendo este ano”, disse Grant Napear, o apresentador dos jogos dos Kings. Não muito tempo atrás, a Arco Arena talvez fosse o mais ruidoso ginásio da liga. Mas na maioria das noites desta temporada, “não há clima”, disse Napear. “Detesto dizer, mas parece que estamos jogando em uma biblioteca”.
Os Kings sofrem com a dupla ameaça de uma economia em crise e de um time fraco, que não tem astros estabelecidos e acumula sete vitórias e 19 derrotas este ano. Os mesmos problemas estão sendo vistos em Indianápolis, Filadélfia, Minneapolis, Charlotte (Carolina do Norte) e Memphis, as sedes dos times que formam o elenco dos menores públicos da NBA.
Em termos gerais, a audiência da NBA está estável - em base de jogo a jogo, supera em 0,5% o total da temporada passada até este momento da competição. Em termos cumulativos, o índice de ocupação dos ginásios é de 89%, semelhante ao da temporada passada.
Dada a recessão, os funcionários da NBA na verdade consideram que os resultados são positivos. Não esperam que o público cresça ou se reduza significativamente pelo restante da temporada.
Mas ainda assim é difícil ignorar os milhares de lugares desocupados na Arco Arena ou na Conseco Fieldhouse, ou as informações incidentais de que as coisas na verdade são bem piores do que os números oficiais indicam. (Os times da NBA reportam público com base no total de ingressos distribuídos, e não em contagem realizada nas catracas dos ginásios. Este último número não está disponível).
Nos blogs de basquete, os torcedores e repórteres trocam histórias sobre públicos cada vez mais ralos. Um jogo em 12 de novembro entre o Memphis Grizzlies e o New York Knicks, em Memphis, atraiu 10.129 torcedores, pelos números oficiais, mas parecia haver muito menos gente presente no ginásio.
Uma partida em 3 de novembro entre o Charlotte Bobcats e o Detroit Pistons, em Charlotte, teria atraído 11.023 torcedores, pelos números oficiais, mas dois terços dos assentos pareciam vazios. Os torcedores têm discutido se as suas equipes conseguirão se manter até a próxima temporada.
“Não estamos alarmados de maneira alguma com qualquer dos nossos mercados, até o momento”, disse Joel Litvin, presidente de operações de basquete da NBA. “Não seria preciso dizer que a crise econômica nos interessa, em termos gerais, como interessa a qualquer empresa do mundo. Mas não houve alarme até agora”.
Na verdade, diversos times estão desafiando a recessão. Os Pistons, que operam em uma das regiões mais deprimidas do país em termos econômicos, tiveram 246 partidas consecutivas com a casa lotada em seu ginásio, e lideram a liga em público nas partidas em que têm mando, com 22.076 pessoas por jogo.
O Oklahoma City Thunder, apesar de ter vencido apenas duas de suas 26 partidas até agora, está conseguindo média de pública de 18.457 pessoas por noite em sua primeira temporada no Ford Center (que acomoda um máximo de 19.314 espectadores). Na temporada passada, quando ainda jogava em Seattle, o time atraiu média de 13.335 torcedores por jogo.
Três anos depois do furacão Katrina, o New Orleans Hornets vêm atraindo 16.611 torcedores por partida - 45% a mais do que a média do período na temporada passada.
Talvez nenhum outro time anime tanto os contadores da NBA quanto o Portland Trail Blazers, que vem registrando público médio de 20.516 pessoas por partida - cinco mil acima de sua média três temporadas atrás, quando a economia parecia sólida, mas o time não.
Incompetência em quadra e jogadores propensos a criar confusão alienaram a base de torcedores do time a ponto de levar o proprietário da equipe a pedir concordata e a entregar o Rose Garden, o ginásio dos Blazers, aos seus credores.
Agora, os Blazers se tornaram um dos times jovens mais inspiradores da liga e está em terceiro lugar em média de público. Isso pode oferecer esperanças e um exemplo concreto ao Indiana Pacers, que também perdeu torcedores devido à ineficiência nas quadras e a diversos escândalos que envolveram até a prisão de alguns jogadores.
O time já demonstrou modesta recuperação, com média de 14.181 torcedores em seus jogos em casa nesta temporada, 18% acima da registrada no mesmo período uma temporada atrás.
Mas ver Kings e Pacers entre os times de menor público da NBA certamente causa preocupação, porque são duas equipes que sempre contaram com torcedores leais.
Vlade Divac e Chris Webber fizeram muito pelo Sacramento Kings e transformaram um time mediano em um dos melhores da NBA, alguns acreditam que a equipe de 2001/02 é a melhor a não ganhar um campeonato da NBA. Pois bem, a dupla de garrafão do time californiano naqueles tempos áureos terá seu trabalho reconhecido. A diretoria do Kings anunciou nesta quinta-feira que irá aposentar os números usados pela dupla.
O primeiro homenageado será Chris Webber. No próximo dia 6 de fevereiro, a camisa 4 usada pelo ala-pivô será aposentada em um jogo contra o Utah Jazz. De acordo com Gavin Maloof, um dos sócios da equipe, haverá uma grande festa. Já a número 21 usada por Divac ficará estendida na área de ídolos do Kings na ARCO Arena a partir do dia 31 de março, quando o Sacramento enfrentará o New Orleans Hornets, de Peja Stojakovic, um dos ídolos da franquia e compatriota do sérvio Divac.
Esta será aprimeira vez em cinco anos que o time roxo da Califórnia aposentará uma camisa. O último agraciado foi o número 2 de Mitch Richmond. Apenas seis jogadores do Kings têm a honra de terem seus números eternizados.
O Portland Trail Blazers não teve nenhuma dificuldade para bater o Sacramento Kings na noite desta terça-feira. Com uma brilhante atuação de Brandon Roy e boas participações dos outros jogadores, o Blazers bateu o rival californiano por fáceis 109 a 77 (54 a 42 no intervalo), acabando com a sequência de três reveses consecutivos. Além disso, o Portland varreu o Sacramento nesta temporada, já que venceu os três confrontos previstos para a temporada regular.
Roy foi o maestro da noite, o camisa 7 fez o que quis na defesa do Kings e terminou o jogo com 29 pontos (sete arremessos certos em 12 tentados). Além disso, o ala-armador distribuiu cinco assistências e recuperou quatro bolas. Para o técnico do Portland, Nate McMillan, o principal jogador de sua equipe já pode ser comparado a outro patamar de jogadores.
Novato Jerryd Bayless (nº4) enterra e é observado por Jason Thompson (AP Photo/Greg Wahl-Stephens)
“Ele está crescendo cada vez mais e acredito que já possa dominar quantos jogos quiser”, declarou o treinador. “O que nós estamos presenciando nos últimos jogos é o que estrelas como Steve Nash, Kobe Bryant e Dwyane Wade fazem. É isso que Brandon (Roy) está fazendo”, concluiu.
O ala-pivô LaMarcus Aldridge também teve uma boa apresentação. Ele marcou 15 tentos, pegou 10 rebotes e deu dois tocos em 38min na quadra. Outros jogadores do Blazers que conseguiram dígitos duplos foram os alas Nicolas Batum e Rudy Fernandez. Os novatos fizeram 12 tentos cada. O francês Batum ainda pegou seis rebotes. A dupla de pivôs, Greg Oden e Joel Przybilla, dominaram embaixo da cesta, totalizando 24 rebotes. Przybilla pegou 14 e deu três tocos enquanto que Oden buscou 10 sobras e fez oito pontos.
Pelo Sacramento Kings, que teve um aproveitamento pífio de 31% de acerto nos arremessos, o cestinha foi o ala John Salmons, que marcou 21 pontos, sendo 15 deles na primeira etapa. O ala-armador Francisco Garcia foi o único, além de Salmons, a ultrapassar a barreira dos 10 pontos. O dominicano terminou o duelo com 12 pontos (dois arremessos certos em oito tentados) e quatro rebotes.
Para se ter uma idéia de como os jogadores do Kings estavam com a mira torta, não acertando nem o xixi na privada, os outros dez atletas somados acertaram apenas 14 dos 51 arremessos que tentaram, o que dá o glorioso aproveitamento de 27% de sucesso nas tentativas, uma produção muito abaixo do esperado após fazer 118 pontos no Minnesota Timberwolves na noite anterior.
Terry Porter, técnico do Suns, é homenageado pelo Blazers (AP Photo/Greg Wahl-Stephens)
A partida desta terça ainda contou com uma homenagem ao atual técnico do Phoenix Suns, Terry Porter. O comandante de Leandrinho no Arizona jogou dez anos pelo Blazers, de 1985 a 1995, e é o líder em número de assistências pela franquia. Para homenageá-lo, o Blazers aposentou a camisa 30, utilizada pelo atleta durante sua passagem pelo time de Oregon. Posteriormente, o nº30 foi utilizado por Rasheed Wallace.
O Portland Trail Blazers (16v-10d) tentará sua segunda vitória seguida na noite desta quinta, quando enfrentará o Phoenix Suns. O Sacramnento Kings (7v-19d), por sua vez, enfrentará o Houston Rockets no Texas na próxima sexta-feira.
O veterano ala Antoine Walker está perto de deixar o Memphis Grizzlies, adquirindo seus direitos federativos junto à franquia e, desta forma, buscando uma nova equipe na NBA, a liga norte-americana de basquete.
Walker chegou ao Grizzlies procedente do Minnesota Timberwolves no início da temporada, mas ainda não disputou nenhuma partida. Ele não joga desde 19 de fevereiro, quando entrou em quadra pela antiga equipe.
Aos 32 anos, o ex-ala de Boston Celtics e Miami Heat, acha que ainda pode ser útil a alguma equipe da liga norte-americana.
“Não estou interessado no dinheiro porque o basquete me deu mais que suficiente, o que quero é continuar jogando e poder ajudar. Sei que não tenho espaço por conta dos novos valores do Memphis, mas há lugares em que possa jogar”, disse.
Em 893 partidas na temporada regular, o veterano teve médias de 17,5 pontos e 7,7 rebotes. Ele também foi selecionado três vezes ao All-Star Game (jogo das estrelas) da NBA.
O Toronto Raptors anunciou nesta segunda-feira a contratação do veterano pivô Jake Voskuhl para o restante da temporada, como reforço para o setor defensivo da equipe.
Voskuhl, 31 anos, chega para melhorar os números da franquia canadense, que faz campanha discreta - tem 10 vitórias e 13 derrotas, na penúltima posição da Divisão do Atlântico.
O novo jogador dos Raptors tem médias de 4,3 pontos e 3,6 rebotes em 412 jogos na liga americana. Ele já defendeu Chicago Bulls, Phoenix Suns, Charlotte Bobcats e Milwaukee Bucks.
Voshkul chegou à NBA no draft de 2000, um ano depois de ajudar a Universidade de Connecticut a conquistar o título nacional.
O Sacramento Kings anunciou nesta segunda-feira a demissão do técnico Reggie Theus por conta dos maus resultados da equipe da Califórnia na atual temporada regular da NBA.
Theus, que chegou à equipe na temporada passada vindo do basquete universitário, é o sexto treinador demitido até agora. Há dois dias, o Philadelphia Sixers mandou embora Maurice Cheeks.
A campanha atual do Sacramento é de seis vitórias e 18 derrotas, ocupando o último lugar da Divisão do Pacífico. A equipe terminara a temporada regular anterior já com marca de 38 êxitos e 44tropeços, mas Theus ganhou um voto de confiança dos dirigentes.
Também já perderam seu cargo na NBA, nesta temporada, P.J.Carlesimo (Oklahoma City), Eddie Jordan (Washington), Sam Mitchell (Toronto) e Randy Wittman (Minnesota).
Após demitir o técnico Reggie Theus, o Sacramento Kings, comandado pelo interino Kenny Natt, derrotou o Minnesota Timberwolves por 118 a 103 (53 a 50 no intervalo) e impôs a décima derrota seguida ao rival, algo que não ocorria com a franquia de Minneapolis desde abril de 1994. Além disso, o Wolves, que também demitiu seu técnico recentemente, segue sem vencer sob o comando de Kevin McHale.
Kenny Natt pode ser considerado um exemplo de perserverança, já que esperou 28 anos pela oportunidade de ser o técnico principal de uma equipe na NBA. Em sua primeira partida como treinador principal, Natt foi recompensado com uma das melhores atuações ofensivas do Kings nesta temporada. Nada menos que oito dos dez jogadores utilizados pelo treinador fizeram dígitos duplos.
O líder da turma foi o ala-armador Francisco Garcia. O dominicano marcou 21 pontos e também deu cinco assistências. O ala John Salmons veio logo a seguir com 17 tentos. A dupla de garrafão funcionou bem. Pela primeira vez juntos na formação titular, Spencer Hawes e Brad Miller fizeram duplo-duplos. O jovem Hawes marcou 15 pontos, buscou 10 rebotes e deu dois tocos enquanto que o veterano Miller fez 14 tentos e pegou 10 sobras.
John Salmons (de branco) enfrenta marcação de Mike Miller (AP Photo)
Do banco de reservas vieram outros quatro jogadores que se destacaram. O novato Donte Greene marcou 13 tentos em 18min na quadra enquanto que Bobby Brown, Bobby Jackson e Jason Thompson fizeram 10 pontos cada um. Brown ainda deu seis assistências e Thompson pegou cinco rebotes.
Pelo Minnesota Timberwolves, o cestinha foi o ala-pivô Al Jefferson. O jovem astro marcou 22 pontos e ainda pegou sete rebotes. O ala-armador reserva Rashad McCants fez um ponto a menos, terminando a partida com 21 tentos. O ala Craig Smith e o armador Kevin Ollie conectaram 17 tentos cada. O veterano Ollie também distribuiu cinco assistências. Já o novato Kevin Love pegou 15 rebotes, este foi o sexto jogo consecutivo em que Love pega 10 ou mais rebotes.
O Minnesota Timberwolves (4v-20d) volta à quadra na noite desta quarta-feira, quando enfrentará o Cleveland Cavaliers no seu Target Center, em Minneapolis. O Sacramento Kings (7v-18d) encara o Portland Trail Blazers, fora de casa, na noite desta terça-feira.
Mesmo perdendo uma vantagem de 21 pontos o Milwaukee Bucks segurou a vitória, fazendo os últimos 19 pontos da partida, por 121 a 103, sobre o Indiana Pacers.
“Um homem sábio me disse, ‘Você pode fazer isto contra times ruins, mas não contra times bons. Você nunca se prepara para vencer times ruins. Você tenta derrotar os times bons”, disse Richard Jefferson, ala do Bucks.
Michael Redd fez 27 pontos, Andrew Bogut teve 20 pontos e 20 rebotes. Charlie Villanueva adicionou 16 pontos, 24 no primeiro tempo. Jefferson fez 20 pontos, metade no período final.
T.J. Ford fez 27 pontos para o Pacers.
Milwaukee liderou por toda a partida, e tinha uma vantagem de 70 a 49 no início do terceiro quarto. O Pacers fez 50 a 27 durante o fim do terceiro e o inpicio do quarto período.
Com 6min55s para o fim Jeff Foster empatou a partida em 95 e, pouco mais de um minuto depois, Ford virou o placar, para a primeira liderança do time. Mas, logo, o Bucks fez os últimos 19 pontos do jogo, garantindo a vitória.
Al Harrington parece feliz agora que está na “Grande Maçã”. O ala/pivô fez 33 pontos na vitória de 114 a 90 do New York Knicks sobre o Sacramento Kings.
Nate Robinson contribuiu com 19 pontos, Tim Thomas fez 11 e Chris Duhon, 10.
John Salmons fez 14 pontos para o Kings. Beno Udrih teve 13 pontos e seis assistências e Francisco Garcia fez 12 pontos.
Liderados por Harrington o Knicks fez 43 pontos no primeiro quarto. O ala/pivô fez 16 pontos no terceiro quarto.
Após ser surpreendido na noite da última terça-feira pelo Sacramento Kings, o Los Angeles Lakers se reabilitou contra o próprio algoz. Desta vez a partida foi disputada no Staples Center de Los Angeles e o Lakers levou a melhor por 112 a 103 (52 a 52 no intervalo), mantendo a liderança folgada da Conferência Oeste.
O jogo não foi fácil. Mesmo desfalcado de seu cestinha, o ala-armador Kevin Martin, o Kings complicou a vida do rival californiano. Para sair triunfante, o Lakers teve que contar com uma noite inspirada de seu astro, Kobe Bryant. O ala-armador chamou a responsabilidade nos momentos decisivos, acertou 11 de seus 21 arremessos e terminou a partida com 32 pontos. Kobe também pegou sete rebotes e distribuiu três passes para cesta.
Apesar da vitória, Kobe fez questão de dar um “puxão de orelha” em seus companheiros: “Nós não jogamos bem novamente, assim como havíamos feito na terça. Eles fizeram grandes jogadas no final da partida e nos ameaçaram, foi só aí que nós conseguimos retomar o controle da situação e deixar tudo OK”, analisou o camisa 24 do time angelino.
Kobe se refere a reação do Kings no último quarto. A equipe de Sacramento perdia por 16 pontos, 77 a 93, mas em sete minutos, o time visitante reagiu e cortou a distância para apenas três tentos, 98 a 101, com 3min para o fim. Foi aí que o Lakers se deu conta do perigo e conseguiu responder. Derek Fisher converteu um arremesso e Kobe fez cinco pontos seguidos e deu tranquilidade aos donos da casa.
John Salmons converte bandeja mesmo com marcação de Pau Gasol (nº16) (AP Photo/Mark J. Terrill)
O ala-pivô espanhol Pau Gasol foi o principal ajudante de Kobe. O camisa 16 do Lakers registrou mais um duplo-duplo, desta vez com 18 tentos e 11 rebotes. O armador Derek Fisher contribuiu com 11 pontos enquanto que o ala reserva Trevor Ariza assinalou 13 tentos e pegou cinco rebotes em 20min na quadra.
Pelo Sacramento Kings, que perdeu onze dos 14 jogos que fez sem Martin nesta temporada, o cestinha foi John Salmons. O ala acertou oito de seus 19 arremessos e terminou a partida com 26 pontos. Salmons também deu seis assistências e pegou quatro rebotes. O armador esloveno Beno Udrih colaborou com 17 tentos e sete passes perfeitos enquanto que o ala-armador Francisco Garcia encestou 13 pontos e buscou cinco sobras. O pivô Spencer Hawes foi outro que fez duplos-dígitos, 11 pontos, além de seis rebotes.
O time roxo da Califórnia volta à quadra na noite deste sábado. O Kings (6v-17d) receberá a visita do New York Knicks. O Los Angeles Lakers (19v-3d), por sua vez, hospedará o Minnesota Timberwolves na noite deste domingo.
O pivô brasileiro Nenê fez um estrago rápido no Sacramento Kings marcando 11 de seus 16 pontos, quatro roubos de bola e três tocos logo no primeiro quarto, abrindo caminho para a vitória arrasadora do Denver Nuggets na casa do adversário por 118 a 85 (60 a 39 no intervalo), pode-se dizer que depois do período inicial fechado em 37 a 18, a oitava derrota consecutiva do time californiano já era favas contadas. O armador Chauncey Billups foi o cestinha do passeio na madrugada deste domingo (horário de Brasília) com 24 pontos e quatro assistências em seu 13º triunfo em 17 jogos desde que chegou ao Denver (14V-7D) na troca com o Detroit Pistons por Allen Iverson. Mas ninguém foi mais agressivo que o gigante brazuca, que acabou com o Kings (5V-16D) no primeiro tempo, e além dos 16 tentos anotou sete rebotes, cinco roubadas e duas assistências.
Em 23min55s como titular, ele acertou sete em 11 arremessos de quadra incluindo cinco enterradas, mantendo assim o melhor aproveitamento ofensivo de toda a NBA (63,3%), encestou dois em cinco lances livres, só desperdiçou uma posse de bola e bloqueou chutes de Brad Miller, Kevin Martin e Spencer Hawes, foi um monstro também na defesa com seu recorde da temporada em roubos de bola (cinco, a maior marca da carreira dele nesse departamento é de seis recuperações). Nos quase 24 minutos de Nenê em quadra, o Denver fez 32 pontos a mais que o Sacramento, e o pivô de 2,13m Miller que já foi jogador de seleção americana simplesmente saiu zerado, só pôde pegar cinco rebotes nos 17min29s que padeceu em quadra. A cada dia o técnico George Karl fica mais impressionado com a ascensão do brazuca, que jogou muito pouco nas últimas três temporadas praguejadas por lesões, mas se recuperou de um câncer testicular e agora está arrebentando em sua melhor temporada da carreira nos Estados Unidos, já é candidato ao prêmio de Jogador de Maior Evolução para 2009.
“Ninguém provavelmente teria previsto o progresso que ele tem feito este ano, mas nós sabíamos que ele podia ser tão bom. Ele ainda não está lá (em seu auge), mas Nenê tem mostrado o quanto é especial”, elogiou Karl.
Visto como uma equipe de muita capacidade ofensiva e pouco empenho defensivo no passado, o Denver está agora na liderança da Divisão Noroeste e na segunda posição da Conferência Oeste empatado com o Portland Trail Blazers (14V-7D) justamente porque está sendo produtivo nos dois lados da quadra. Debaixo de uma marcação forte, o Sacramento teve seu jogo de pior aproveitamento de arremessos de quadra nos últimos 12 anos (29,3%), foi a primeira vez que o clube da capital californiana acertou menos de 30% dos chutes desde 1º de dezembro de 1996 contra o Detroit.
O Nuggets entrou com tudo e foi logo abrindo 24 a 8, livrou uma vantagem de 21 pontos no intervalo e nunca permitiu o desajustado Kings chegar perto no segundo tempo, simplesmente venceu todos os quatro quartos (37 a 18, 23 a 21, 29 a 23 e 29 a 23), um massacre completo. O ala-pivô Renaldo Balkman começou jogando no lugar do machucado Kenyon Martin (lesão no pulso esquerdo) e se destacou com 17 pontos, seis rebotes e três passes para cesta, o ala campeão olímpico Carmelo Anthony contribuiu com 16 tentos e sete sobras capturadas, e o ala-armador reserva J.R. Smith também encestou 16.
“Nós estávamos parando muitas jogadas deles e isso estava nos dando várias chances de contra-atacar com a quadra aberta. A maneira que nós jogamos na defesa hoje nos dará sempre a chance de nos descobrir bem ofensivamente”, afirmou o técnico Karl.
Houve poucos problemas a apontar depois de uma vitória tão fácil, foi a maior diferença final (33 pontos) de um triunfo do Denver na história dos confrontos com o Sacramento, e isso numa Arco Arena que no início da década era considerada o lugar mais difícil e barulhento para se jogar na NBA. O reforço de Billups com certeza fez o Nuggets se tornar um time com maior mentalidade defensiva, diferente do “bando” que só queria saber de atacar nos tempos de Iverson. O Denver entrou em quadra ontem como o quinto colocado no ranking das equipes que cedem o menor aproveitamento de arremessos aos adversários e o sexto colocado na lista dos melhores marcadores de chutes de três pontos dos oponentes. Mas o Kings deu uma grande colaboração para as estatísticas defensivas do rival melhorarem, o time ficou muito frustrado e focado no que fez de errado dando continuidade à sua série perdedora, já são 11 derrotas nas últimas 12 partidas.
Apesar de ter todos os seus jogadores disponíveis pela primeira vez na temporada sem nenhum desfalque por lesão, o Sacramento perdeu pela oitava vez consecutiva jogando em casa, igualando uma série negativa que só aconteceu em outras duas ocasiões na história da franquia, a última no distante ano de 1993. O ex-“Arco do Triunfo” virou Arco Arena da choradeira.
“Você deixaria alguém entrar em sua casa, beijar sua mulher por aí, fazer um sanduíche e mudar os canais de sua TV? Foi isso que fizemos hoje. Estamos desgostosos com nós mesmos”, lamentou o ala-pivô Mikki Moore, outro que ficou zerado na partida, e fez uma bela metáfora de “marido traído”.
“Nós estávamos ansiosos por esta partida depois de jogarmos tão mal contra San Antonio (derrota em casa por 108 a 91 na quinta-feira). Você não quer que um time em situação ruim como o Kings jogando em casa comece a fazer jogadas de alta energia para ganhar moral e envolver a torcida no jogo. Por isso nós começamos muito agressivos para não dar chance a eles”, explicou Chauncey Billups, que acertou três em quatro arremessos da linha de três pontos e nove de seus 10 lances livres, mostrando a mão quente que faltou ao Sacramento.
O Denver venceu pela quarta vez nos últimos cinco jogos, e só perdeu quatro em 11 partidas fora de casa, é um visitante indigesto mesmo sem Kenyon Martin. O ala John Salmons comandou o Kings com 22 pontos e cinco rebotes, o armador esloveno Beno Udrih colaborou com 14 tentos e quatro assistências, o ala-armador dominicano Francisco Garcia encestou 11 unidades vindo do banco, e o pivô Spencer Hawes conseguiu um duplo-duplo com 10 pontos e 12 rebotes. Também compensando a péssima noite de Brad Miller, o ala-pivô novato Jason Thompson ajudou com oito pontos e um recorde da carreira com 15 rebotes, mas nada serviu de consolo.
“Não tem desculpa para sermos fisicamente dominados. Toda vez que jogamos contra um time que é físico e partiu para cima de nós, temos nos intimidado ou dado para trás”, criticou o treinador derrotado Reggie Theus.
O técnico do Phoenix Suns, Terry Porter, disse ao jornal Arizona Republic que a função de reserva direto do armador-astro canadense Steve Nash ainda é prioritariamente do novato esloveno Goran Dragic tendo como segunda opção no banco o também calouro Sean Singletary. Ou seja, ele não pretende mais escalar o brasileiro Leandrinho na posição 1 como fez no jogo contra o New Orleans Hornets na quarta-feira, quando o atleta paulista começou como titular pela primeira vez no ano e até que deu conta do recado anotando 19 pontos e três assistências na derrota por 104 a 91, partida em que Nash desfalcou o time por estar gripado. Em meio a uma série de quatro derrotas consecutivas, ficou mais uma vez claro que a melhor posição para o brazuca é a de ala-armador (2), então Porter não quer improvisar mais, o jeito é dar mais um voto de confiança aos novatos.
Neste sábado às 23h (horário do Maranhão onde eu moro, 0h de Brasília), o Suns (11V-9D) tenta acabar com a maré ruim que o tirou da zona de classificação aos playoffs da Conferência Oeste recebendo no US Airways Center o Utah Jazz (13V-8D), que ontem atropelou o Toronto Raptors em Salt Lake City por 114 a 87 (64 a 48 no intervalo) liderado por 21 pontos do pivô turco Mehmet Okur e uma grande atuação de 17 tentos, 11 rebotes, sete assistências e três tocos do ala-pivô Paul Millsap substituindo à altura o machucado Carlos Boozer.
O jogo em Phoenix interessa também ao Denver Nuggets (13V-7D) do pivô brasileiro Nenê, que viaja à Califórnia para enfrentar o Sacramento Kings (5V-15D) à 1h da madrugada de domingo (horário brasileiro de verão), e é favorito mesmo jogando fora de casa contra uma equipe que vem de sete derrotas consecutivas. Uma vitória denverista combinada com uma derrota do Utah é o melhor resultado possível para os brazucas, porque reabilitaria o time de Leandrinho e deixaria o Jazz um pouco mais longe de Nuggets e Portland Trail Blazers (14V-7D) na briga pela liderança da Divisão Noroeste que no momento representa a segunda posição no Oeste.
Na derrota para o Mavericks em Dallas, Goran “Draga”-ic voltou ao papel de reserva imediato de Nash, Singletary ficou no fundo do banco, e Leandrinho foi devolvido à posição de ala-armador. A intenção do Suns nos treinos do acampamento em Tucson, na pré-temporada e no início do campeonato em si foi ter o esloveno atuando uma boa quantidade de minutos quando o astro do time fosse descansar no banco, mas ele foi muito errático e acabou barrado. Porter começou a usar regularmente o muito mais barato Singletary quando Nash ficou fora do jogo do dia 14 de novembro contra o Kings em Sacramento, e Sean passou a jogar surpreendentemente bem durante os minutos de descanso do canadense, cometendo menos erros que Goran, seu número de bolas perdidas foi de apenas cinco na temporada inteira. O jovem armador adquirido sem estardalhaço na segunda rodada do draft e cotado para ser emprestado à filial da liga de desenvolvimento foi parte da rotação em seguidos jogos até quinta-feira, quando Dragic voltou à função. Mas quando Nash faltou para o duelo com o melhor armador da liga este ano, o astro do Hornets Chris Paul, Porter preferiu escalar Leandrinho como titular sendo ajudado na armação pelo veterano ala Grant Hill.
“Eu sinto que estou ficando acostumado com os jogos e aclimatado à equipe. Estou só tentando ter certeza de que sou eficiente, quando entro em quadra quero trazer algo positivo ao time”, disse Singletary.
Dragic, por sua vez, continuou trabalhando diligentemente para recuperar a confiança do treinador e voltar a jogar, para isso teve um período extra de treinos com o assistente-técnico sérvio Igor Kokoskov, para tentar completar sua transição de estilo de jogo europeu para o americano com menos erros e não entrar na galeria das grandes decepções do Leste Europeu na história do draft, como aconteceu com Darko Milicic ou Nikoloz Tsktishvilli.
“Quando eu treino, tento trabalhar duro para aprender o máximo possível. Tem sido difícil, se eu só treinar, eu preciso continuar com isso. Eu preciso assumir este papel (de primeiro armador reserva). O técnico é o chefe, eu devo ouvir o técnico e simplesmente trabalhar duro para ganhar a satisfação dele”, comentou Dragic.
Leandrinho começou jogando como armador na quarta-feira quando Nash estava doente, mas Porter afirmou que foi só um experimento, e quer continuar dando espaço para um novato ser o reserva direto do canadense.
“Ainda estamos na sala de ciências, trabalhando em fórmulas tentando tirar algo disso. O quadro maior está no lugar. Nós não queremos Steve trancado em uma quantidade excessiva de minutos cedo, ainda estamos no início da temporada. É importante para o crescimento de nosso time que esses jovens novatos, armadores, tenham uma chance de entrar em quadra. Não é a situação mais fácil para eles, estão entrando numa situação de um time de muitos veteranos que tiveram muito sucesso, e há muita pressão sobre eles às vezes”, afirmou Porter tentando ser compreensivo na espera pelo desenvolvimento de Dragic, que nos seis jogos anteriores só tinha entrado seis minutos, mas contra o Dallas jogou pouco mais de 10 minutos.
O técnico do Suns voltou a escalar Matt Barnes como ala titular contra o Mavs e disse que ele vai continuar assim, trazendo Grant Hill do banco, contra o Hornets ele começou jogando para ajudar Leandrinho porque tem mais habilidade de passe.
“Matt tem jogado bem como titular. Nós realmente não tivemos uma chance de experimentar por longos períodos de tempo as coisas que queremos tentar fazer com Grant e ver se isso funciona. Nós revisitaremos essa idéia e veremos como jogaremos, mas prefiro Hill liderando nossa segunda unidade com sua experiência”, comentou Porter.
O Utah é um adversário perigoso para o Suns, mesmo com uma série de lesões se mantém na sexta posição da forte Conferência Oeste, e arrasou o Toronto apesar de estar desfalcado do ala-pivô Carlos Boozer (lesão muscular na coxa) e do pivô reserva Jarron Collins (cotovelo). O Jazz venceu em casa o primeiro confronto com o Phoenix no campeonato por 109 a 97 mesmo sem contar com dois titulares, o armador Deron Williams e o pivô turco Okur. O campeão olímpico Boozer só deve voltar a jogar na próxima semana. Mas Millsap vem dando conta do recado no garrafão, ontem obteve seu sétimo duplo-duplo consecutivo em pontos e rebotes, e ainda bateu um recorde pessoal na carreira em assistências. O Raptors levou uma surra de 114 a 87 na estréia do técnico interino Jay Triano, substituindo o demitido Sam Mitchell. Millsap saiu vitorioso no duelo com o ala-pivô campeão olímpico Chris Bosh, cestinha do time canadense com 18 pontos, 11 rebotes e dois bloqueios.
“O jogo dele tem sido simplesmente notável. A maneira que ele (Millsap) jogou hoje, indo atrás da bola incansavelmente, buscando os rebotes, fazendo tudo o que tem de fazer, tem sido realmente divertido vê-lo jogar. Não posso dizer elogios suficientes sobre ele. Eu gostaria de ver sempre a energia que nós vimos hoje no time. Nossos torcedores nos vaiaram nos últimos dois jogos que perdemos neste ginásio (a EnergySolutions Arena de Utah). Eles querem nos ver competindo, e acho que têm esse direito de cobrar”, disse o técnico Jerry Sloan.