November 22, 2008

Em um só dia New York manda embora seus dois principais cestinhas, celebridades vêem jogo do Lakers

Filed under: Conferência Leste, Extraquadra, NBA — Tags: , — basketbrasil @ 10:36 am

Do UOL Esporte
Em São Paulo

O New York Knicks entrou em quadra na madrugada de sexta para sábado após um dos dias mais movimentados da atual temporada da NBA. Em poucas horas, o time de Nova York perdeu seus dois principais cestinhas, Jamal Crawford e Zach Randolph. Não é de se estranhar, portanto, a derrota para o Milwaukee Bucks por 104 a 87.

Celebridades assistem à vitória dos Lakers sobre os Nuggets. Veja fotos
Nenê joga bem, mas Lakers dominam e vencem os Nuggets

A primeira das trocas confirmadas foi a do armador Crawford, segundo cestinha dos Knicks na temporada com média de 19,6 pontos, pelo ala-pivô Al Harrington, do Golden State Warriors. Poucas horas depois, os Knicks confirmaram mais um negócio.

Desta vez, quem deixava a Big Apple era o principal cestinha e reboteiro do time, o ala-pivô Zach Randolph. O jogador, ex-Blazers, tinha médias de 20,5 pontos e 12,5 rebotes. Ele vai jogar no Los Angeles Clippers, que em troca mandou para os Knicks os veteranos Tim Thomas e Cuttino Mobley.

Não é de se estranhar, portanto, que quando o time do técnico Mike D’Antoni entrou em quadra para enfrentar os Bucks, o clima fosse de incertezas. Apenas sete jogadores entraram em quadra pelos Knicks. O cestinha do time foi o armador Chris Duhon, com 20 pontos.

O Milwaukee aproveitou a fragilidade do rival e, com boas atuações do ala reserva Charlie Villanueva, com 20 pontos, e do pivô Andrew Bogut, com 14 pontos e 17 rebotes, não teve dificuldades para vencer. Grande parte do crédito da vitória deve ser dado à defesa e à mira do time de Nova York: enquanto os Knicks acertaram apenas 33% de seus arremessos, permitiram que os Bucks fizessem 47% dos seus.

Nenê é cestinha do Denver e enterra por cima de Gasol (vídeo), Kobe comanda passeio do Lakers

Filed under: CAPA, Conferência Oeste, Multimídia, NBA — Tags: , , , , , , — Paulo Roberto @ 9:49 am

O pivô brasileiro Nenê foi cestinha do Denver Nuggets com 18 pontos e cinco rebotes jogando apenas três quartos, não entrou em quadra no último porque o líder geral Los Angeles Lakers já tinha aberto uma grande vantagem no caminho para sua décima vitória em 11 partidas, o melhor início de temporada da franquia desde a temporada 2001-02, quando venceu 16 dos primeiros 17 jogos e no fim se sagrou tricampeão da liga. O astro MVP Kobe Bryant fez 11 de seus 29 pontos no terceiro período, e também descansou na etapa final do triunfo fácil em casa por 104 a 90 (67 a 47 no intervalo). (more…)

November 21, 2008

Tigres proibidos em Denver? Nenê vai feroz ao covil do Lakers. Conheça o novo projeto do BasketBrasil

Filed under: Blog da redação, DESTAQUES — Tags: , , — Paulo Roberto @ 1:00 pm

Confira a página www.basketbrasil.com.br/assessoria e conheça nosso novo projeto.

Uma associação de defesa dos animais, a PETA (People for the Ethical Treatment of Animals, tradução: Pessoas pelo Tratamento Ético de Animais), enviou uma carta ao dono do Denver Nuggets, Stan Kroenke, solicitando da franquia a proibição do uso ou exibição de animais ao vivo nos jogos do time no Pepsi Center. A entidade citou um incidente ocorrido na partida contra o Dallas Mavericks, no dia 7 de novembro, quando o mascote fantasiado Rocky “O Leão da Montanha” correu na quadra segurando dois filhotes de tigre por sobre a cabeça e colocou os pequenos felinos selvagens numa caixa entregando-a para torcedores na platéia.
Segundo a PETA, alguns fãs chateados com o número entraram em contato com a entidade de defesa da fauna, que considerou a atmosfera de um ginásio lotado e barulhento inadequada para os tigrinhos, gerando um estresse totalmente desnecessário, e ainda teria sido imprudente entregar os bichos daquela forma. A Kroenke Sports Enterprises ainda não se manifestou sobre o assunto.

Mas nesse momento em que há uma corrente mundial de pensamento em favor das causas ecológicas, inclusive com vários países proibindo o uso de animais selvagens em número de circo em decorrência dos maus-tratos que muitos deles recebem durante o “treinamento” (no Brasil inclusive há um projeto de lei tramitando no Congresso Nacional nesse sentido), seria de bom tom a liga de basquete mais rica do mundo dar o exemplo. Tigres em quadra precisam ser os jogadores do Denver, que na noite desta sexta-feira (1h30min da madrugada de sábado no horário de Brasília) enfrentam um desafio feroz na casa do líder geral Los Angeles Lakers, o pivô brasileiro Nenê vai precisar lutar com olho de tigre para superar a dupla de gigantes de 2,13m Andrew Bynum/Pau Gasol.

O presidente da NBA, David Stern, já reclamou neste ano sobre os excessos nas atrações extra-jogo, principalmente na pirotecnia que deixa os ginásios cheios de fumaça, números mais perigosos de acrobacia ou com uso de fogo, sistema de som ambiente alto demais e outras ações promocionais que possam desviar o foco do espetáculo principal: o basquete dentro da quadra. É claro que o grande barato de um jogo para os americanos e algo saudável de ser copiado para os espetáculos esportivos ao redor do mundo é fazer de cada partida um show com diversas formas de entretenimento para os fãs (com música, dançarinas, promoções, brindes, efeitos visuais, números artísticos, etc.), mas usar animais selvagens ou exibições de risco já é extrapolar. Outro dia um acrobata do Scream Team do Cleveland Cavaliers quase quebra o pescoço numa queda feia durante um número de enterrada com cama elástica, uma pirueta que também causou um acidente grave com um jovem saltador durante as Olimpíadas de Pequim, incidente que foi abafado pela organização dos Jogos e acompanhado pelo “basqueteiro” Pedro Bial em reportagem da TV Globo.

Muita gente não sabe que o apresentador-repórter global foi jogador de basquete, seu irmão mais velho é o técnico do Joinville Alberto Bial, assim como poucos sabem que este escriba que vos entrega este texto é muito ligado nas causas a favor do meio ambiente. Meu emprego oficial é de analista ambiental do Ibama em São Luís (Maranhão), escrevo esta matéria agora durante meu intervalo de almoço na repartição, e como fiscal já vi de perto o tipo de maus-tratos que vários animais recebem em circos, embora a maior agressão contra a fauna por aqui seja o desmatamento criminoso no pequeno remanescente de Floresta Amazônica que temos no estado e em vastas áreas de cerrado e mata de transição. Agora mesmo estamos preparando uma campanha local de sensibilização quanto à importância da conservação da fauna no seu lugar de origem (a natureza), e nesse intervalo, aproveitando uma rara chance de falar um pouco no site sobre o outro trabalho apaixonante que me permitiu também continuar como redator do BasketBrasil nas horas vagas (de manhã cedinho, duas horas de almoço e duas horas à noite) e manter o site funcionando por todo este tempo (quatro anos e meio) mesmo diante de muitas dificuldades, financeiras principalmente.

Então como minha segunda tarefa do BB nesta sexta-feira era escrever uma notícia do Denver do Nenê, chamou-me a atenção esta pequena nota sobre os tigres no jornal Rocky Mountain News, e como lembrei o Pedro Bial, a parte mais legal do Fantástico ultimamente para mim nas noites de domingo têm sido as reportagens sobre a Amazônia e o pequeno documentário sobre a Família Tigre e os perigos cercando os filhotes, é uma visão bem interessante com câmeras escondidas em pontos estratégicos na selva, no Ibama/MA sonhamos conseguir recursos para fazer um programa em vídeo desses na Reserva Biológica do Gurupi em áreas de ocorrência de felinos, especialmente a jaguatirica, a onça-pintada, gatos-do-mato em geral… Puxa, o dia teria de ter 40 horas para tocar todos os projetos que bolamos aqui no Ibama e meu hobby feito por paixão pelo basquete e o jornalismo esportivo, mas a gente vai tocando da melhor forma que puder. E como este artigo fala do Lakers, fica um abraço também para o colega Vitor, fã do Los Angeles que trabalha na assessoria de comunicação da sede da nossa autarquia em Brasília.

Minhas missões no Ibama agora tornarão ainda mais difíceis arranjar tempo para escrever para o Basketbrasil, por isso estamos lançando um serviço de venda de assessoria de comunicação (detalhes no link www.basketbrasil.com.br/assessoria) sonhando com a possibilidade de reforçar nossa equipe de redação. Se você pratica basquete em qualquer nível (categorias de base, streetball, peladas, Veteranos, Universitário, e principalmente profissional adulto em competições locais, estaduais, regionais, nacionais ou internacionais), ou se é um apreciador do nosso conteúdo no site e quer simplesmente ajudar a mantê-lo funcionando bem, mande um e-mail para nossa redação (redacao@basketbrasil.com.br), sua colaboração por menor que seja é muito importante para manter o site no ar, realizar promoções, ajudar a financiar os demais redatores do nosso time batalhador, e como retorno você estará expondo notícias em uma vitrine acessada diariamente em mais de mil computadores diariamente, espalhados pelo Brasil e pelo mundo, e com a perspectiva de crescer ainda mais com o portal www.showdasquadras.com.br, mas vamos precisar de doadores assinantes para o trabalho subsistir em um bom nível de qualidade. E o preço de contratação da nossa plataforma de comunicação profissional é totalmente negociável.

Hoje estou emocionado mesmo com o Ibama por ter recebido a notícia da homologação do meu estágio probatório de três anos do cargo público efetivo e concursado, agora sou servidor estável da União e ainda espero contribuir bastante com a causa ambiental. Voltemos a falar de Lakers x Nuggets que meu intervalo de almoço está acabando e tenho que retornar à lida normal multando uma serraria paraense que descobrimos vendendo madeira de castanheira-do-pará (uma espécie imune de corte e ameaçada de extinção) para outra serraria em Balsas, Maranhão, obrigado ao Laboratório de Produtos Florestais do Ibama-Brasília que enviou o atestado técnico oficial confirmando a denúncia que recebemos e minhas suspeitas sobre a origem ilegal da madeira, apreendida na hora com base em um palpite bem fundamentado do colega Paulo Guedelha, apesar das dificuldades cotidianas que temos trabalhando na fiscalização. E ainda temos de agüentar infratores ameaçando ou esperneando sem razão.

Com o mascote Rocky e suas brincadeiras ficando lá longe, em Denver, Nenê vai precisar lutar em quadra com “olho de tigre” para conter os ataques do espanhol campeão mundial e vice-campeão olímpico Pau Gasol. Com ótimas médias de 14,7 pontos, 7,6 rebotes, 1,2 assistência, 1,5 roubo de bola, 65,4% de aproveitamento nos arremessos de quadra (melhor marca de toda a NBA) e 1,7 toco em 33,3 minutos por jogo, o brasileiro e sua equipe terão uma parada dura pela frente na busca da quinta vitória consecutiva. No primeiro duelo com o Nuggets na temporada, derrota do Nuggets em casa por 104 a 97 no dia 1º de novembro, o pivô paulista fez oito pontos acertando dois em cinco arremessos de quadra e quatro em cinco lances livres, pegou cinco rebotes, deu duas assistências e roubou duas bolas, mas Gasol chegou a dizer que ficou surpreso por Nenê ter tão poucos toques na bola, isso como titular com 34 minutos em quadra. A situação era diferente com o astro “meio fominha” Allen Iverson armando o time.

Agora o brasileiro vem soltando mais seu jogo com um armador legítimo, Chauncey Billups, distribuindo melhor a bola e acionando mais os jogadores de garrafão do Denver. Após a troca com o Detroit Pistons por A.I., o Nuggets venceu sete em oito jogos com Billups no comando, incluindo uma vitória surpreendente no ginásio do atual campeão Boston Celtics na sexta-feira passada e o domínio por completo do campeão de 2007 San Antonio Spurs, também jogando fora de casa. Os outros cinco triunfos foram em cima de times mais fracos, com mais derrotas que vitórias. Vencer o líder Lakers (9V-1D) no Staples Center de Los Angeles diante de sua torcida cheia de estrelas de Hollywood seria uma grande demonstração de que a boa fase do Nuggets (8V-4D) chegou para ficar. O esquadrão de Los Angeles ganhou os últimos oito confrontos contra Denver, e só um jogo foi equilibrado na varrida de 4 a 0 do Lakers sobre o time de Nenê na primeira rodada dos playoffs em abril deste ano. Mas este novo Denver com Billups e um maior esforço defensivo é páreo para acabar com o tabu derrotando Kobe Bryant e companhia?

“Eu penso que sim. Somos um time totalmente diferente. Estamos melhorando a cada jogo, ficando cada vez mais confiantes”, disse o ala Carmelo Anthony.

O Denver precisa fazer mesmo seu melhor para derrotar o melhor time do Oeste, muitos prognósticos apontam o Lakers como o grande favorito ao título da NBA em 2009 após perder as finais para o Boston Celtics por 4 a 2 em junho. O pivô de 2,13m Andrew Bynum voltou com saúde após ficar fora da segunda metade da temporada passada com uma lesão no joelho, aí Gasol passou a jogar na posição que mais gosta (ala-pivô) e Lamar Odom passou a ser uma arma perigosa vindo do banco.

“Eles estão maiores e mais compridos. Eu ainda acho que estão jogando mais rápido que na temporada passada. A maioria das pessoas não entende o quanto eles são velozes mesmo com um time tão alto. Acho que são a melhor equipe de velocidade no basquete mundial”, elogiou o técnico George Karl.

O duelo de 1º de novembro foi justamente o último jogo de Iverson com a camisa do Denver, dois dias depois ele foi mandado para Detroit e Billups chegou para jogar em sua terra natal.

“É divertido termos esse desafio. É engraçado ficar nervoso para o jogo, e tomara que nós continuemos esse processo positivo de seguir melhorando e nos movendo numa boa direção”, completou Karl.

Os últimos quatro jogos do Denver no Staples Center não foram nada divertidos para o Nuggets, foram quatro derrotas por uma diferença média de 18,5 pontos no placar. Mas nas suas últimas duas viagens para fora do Colorado, o Nuggets ganhou dos dois últimos campeões da liga, por que não endurecer as coisas para os favoritos ao caneco em 2009? O time do Colorado está empatado com o Utah Jazz na liderança da Divisão Noroeste e quer se isolar na ponta.

“Foi divertido jogar contra o Celtics, foi divertido jogar contra o Spurs. Por que não seria enfrentando um dos melhores times da NBA?”, concluiu Carmelo antevendo mais um grande duelo com o companheiro de seleção americana campeã olímpica Kobe Bryant. Curiosamente os dois cestinhas de suas equipes reduziram suas médias de pontos neste início de campeonato deixando mais espaço para os companheiros finalizarem, Melo passou a marcar 20,6 pontos por jogo (contra 25,7 na temporada passada) e Bryant está com 24,3 de média (contra 28,3 em 2007-08), ambos estão tendo muita ajuda do elenco de apoio.
“Acho que Cleveland e L.A. têm provado ser os melhores times da liga nas primeiras 10 rodadas, mas é bom termos a chance de desafiá-los”, disse George Karl.

“Uma das principais coisas a fazer é ter certeza que podemos controlar Kobe, tentar não deixá-lo ganhar ritmo no ataque, tentar fazer com que outros caras tentem nos derrotar. Mas sabemos que será uma noite difícil”, falou o veterano armador reserva Anthony Carter.
 
O Denver comemora o fato de ter melhorado na defesa a ponto de seus adversários terem convertido em média apenas 42,5% dos arremessos de quadra na temporada, é a quinta melhor marca da liga até o momento, e dois dos times que estão com defesas mais eficientes são justamente Celtics e Lakers.

“Isso é um testemunho do quanto temos trabalhado duro na defesa. E eu acho que estamos melhorando a cada jogo que disputamos”, afirmou o ala-pivô Kenyon Martin, que parou o ala-pivô Tim Duncan limitando o astro do Spurs a 12 pontos na quarta-feira com a ajuda de Nenê e espera fazer o mesmo com o “Gasolina”. O certo é que esse jogo tem tudo para pegar fogo.

Sem Leandrinho, Suns é dominado em casa pelo líder Lakers e perde segunda seguida

O técnico do Phoenix Suns Terry Porter disse ao jornal East Valley Tribune na quarta-feira que o time ainda não tinha conversado direito com o ala-armador Leandrinho, que naquele dia estava envolvido com os preparativos para a missa de sétimo dia de falecimento de sua mãe, Dona Ivete Barbosa, antes do retorno aos EUA. O treinador afirmou que provavelmente o brasileiro não jogaria na noite de sábado contra o Portland Trail Blazers, seria mais fácil voltar no jogo contra o Oklahoma City Thunder terça-feira. Mas com a derrota em casa na madrugada de sexta-feira (horário de Brasília) para o líder do Oeste Los Angeles Lakers por 105 a 92 (51 a 44 no intervalo), em que o Suns foi dois passos mais lento que o rival e viu o banco angelino marcar 44 pontos contra 30 somados pelos reservas anfitriões, a presença do melhor sexto homem da liga em 2007 pode ser providencial para dar mais velocidade à equipe e ajudar a evitar o terceiro revés consecutivo do Phoenix (8V-5D). O astro MVP Kobe Bryant teve um jogo abaixo de sua média, acertando apenas oito em 23 arremessos de quadra, mesmo assim foi o cestinha da partida pelo Lakers (9V-1D) com 24 pontos e cinco rebotes. Ele teve muita ajuda dos coadjuvantes, principalmente do ala sérvio Vladimir Radmanovic, que fez 15 pontos com 100% de aproveitamento em cinco arremessos da linha dos três.

Seis jogadores de L.A. pontuaram em dígitos duplos, mostrando a força do elenco vice-campeão da liga que agora tem o melhor aproveitamento na classificação da temporada 2008-09. O ala-pivô Amare Stoudemire comandou o Phoenix com 21 pontos e oito rebotes, acertando nove em 21 arremessos de quadra, e o pivô Shaquille O´Neal contribuiu com 15 tentos e nove rebotes contra sua ex-equipe no reencontro com Kobe e o técnico Phil Jackson, seus parceiros em três títulos consecutivos na NBA (de 2000 a 2002). Mas o armador canadense Steve Nash continuou na maré ruim, não pontuou no primeiro tempo e terminou o jogo com oito pontos e 10 assistências, saindo de quadra com fortes dores nas costas faltando 4min38s no último quarto. Um grande diferencial no resultado foram as 15 bolas desperdiçadas pelo Phoenix, que geraram 21 pontos para o Lakers, enquanto do outro lado Los Angeles cometeu apenas sete desperdícios resultando em sete pontos para os donos da casa.

Um momento de brilho isolado para Nash foi uma linda “assistência caneta”, passando a bola entre as pernas do pivô Andrew Bynum para enterrada de Shaq, uma jogada que aparece em primeiro lugar no vídeo dos cinco melhores lances da rodada noturna de quinta-feira na NBA. Mas o Lakers foi mais completo e consistente no ataque, contando com 13 pontos e nove rebotes do ala Lamar Odom saindo do banco, 11 tentos do armador reserva Jordan Farmar, 10 cada de Bynum e do ala-armador dominicano Trevor Ariza e nove do armador Derek Fisher. O ala-pivô espanhol Pau Gasol fez apenas quatro pontos, mas colaborou no triunfo com nove assistências e nove rebotes. Kobe Bryant ficou pouco tempo em quadra no último quarto, mas logo saiu e deixou para os reservas a missão de acabar com o Phoenix.

“Eu estava dizendo ao Luke (Walton, ala reserva) cerca de 10 minutos atrás que esta pode ser a primeira temporada que eu jogo 31 minutos em média porque nós estamos atropelando os adversários e eu tenho sentado no banco o último quarto inteiro. Isso é incrível”, disse Kobe fazendo um elogio à profundidade do time do Lakers, dono do melhor banco da liga no momento.

“Eles são o melhor time. Estão com nove vitórias e uma derrota, estão jogando bem. Kobe está jogando para o time, mantendo todo mundo envolvivo. Ele tem muitos arremessadores ao redor de si, então eles são um time muito perigoso”, destacou Shaquille O´Neal, que deu abraços efusivos em Bryant e no técnico Phil Jackson antes do jogo, mostrando que não guarda ressentimentos dos dois por sua saída turbulenta de Los Angeles para o Miami Heat.

“Você sabe que eu não faria isso com você”, disse Shaq ao Mestre-Zen negando mais uma vez que tenha feito comentários negativos contra Jackson em entrevista ao jornal Sacramento Bee, que publicou declarações do pivô dizendo que o treinador contribuiu para o desentendimento dele com Bryant que terminou em separação.

Depois que O´Neal se retirou, P-Jax disse achar que as palavras de O´Neal foram usadas fora do contexto e a saída dele do Lakers se deu mais por motivos econômicos, pelo time não poder comportar dois astros de salários anuais acima de US$ 20 milhões na sua folha de pagamento.

Mas no final quem roubou a cena no duelo de Kobe e Shaq foi Radmanovic, que só tinha feito cinco pontos e errado dois arremessos de três na vitória do Lakers sobre o Chicago Bulls na noite de terça-feira.
“Estávamos brincando que ele não tinha acertado um arremesso sequer na semana passada”, disse Jackson. Antes desse jogo, Vlad estava com um aproveitamento de apenas 11 cestas de três em 30 chutes tentados de trás do arco na temporada.

“Achei que Raja Bell fez um grande trabalho defensivo em cima de Kobe. Ele acertou oito em 23, e teve outros caras que se superaram. Isso é o que tem feito estes caras (Lakers) tão bons neste ano”, afirmou o técnico Terry Porter, elogiando o esforço de marcação do ala-armador das Ilhas Virgens.

Confira vídeo com melhores momentos de Suns x Lakers

Liderado pelos cinco triplos de Radmanovic, o Lakers acertou 10 em 21 arremessos de três na noite para garantir sua terceira vitória consecutiva em visitas ao Arizona. O time visitante assumiu o comando do placar com uma arrancada de 14 a 0 entre o final do primeiro quarto e o início do segundo, abrindo uma vantagem de 32 a 24 com um chute de três metros convertido por Bynum. O Phoenix respondeu com uma seqüência de 12 a 2 virando o jogo para 37 a 34 a 7min05s do intervalo, quando o ala Grant Hill conectou um em dois lances livres. Mas o Los Angeles deu o troco fechando a parcial com uma série de 17 a 7 que lhe deu uma vantagem de sete pontos no final do primeiro tempo.

Os líderes da Conferência Oeste aumentaram essa diferença na terceira etapa, com uma cesta de Bryant no contra-ataque abrindo 63 a 51 faltando 7min47s na parcial, mas o Suns por duas vezes cortou o déficit para oito tentos, antes de bolas de três seguidas de Radmanovic e Fisher darem aos visitantes uma vantagem de 14 pontos (76 a 62) a 2min21s no final desse período, fechado em 80 a 67, daí bastou administrar a folga no placar. A vantagem angelina cresceu para 89 a 71 com uma bola de três de Odom faltando 8min34s no último quarto, o Phoenix fez um esforço final de recuperação diminuindo o prejuízo para 10 pontos, mas isso foi o mais perto que conseguiu chegar.

Os reservas seguraram bem o Lakers numa noite em que o pivô titular Andrew Bynum foi limitado a 20 minutos e meio na quadra por ter ficado pendurado com quatro faltas. No lado do Suns, Porter não pode confiar muito na turma jovem do banco, só os mais experientes Hill e Boris Diaw deram conta do recado, o primeiro com 11 pontos e o ala francês com 10, além de seis rebotes e quatro passes para cesta. Já os novatos jogaram muito pouco, desta vez o armador calouro mais barato do time Sean Singletary ficou mais tempo em quadra (12min56s) que o esloveno Goran Dragic (3min45s), o investimento caro do Suns para ser reserva de Nash marcou só dois pontos e um rebote, comparado a três pontos e duas assistências do pouco badalado Singletary. E o titular canadense já sentindo dor nas costas ficou mais de 35 minutos na partida. Desse jeito, quando Leandrinho voltar, provavelmente vai continuar atuando como armador por alguns minutos nos momentos de descanso de Nash, esse Dragic está uma draga. E para piorar o ala Matt Barnes também saiu do jogo com espasmos nas costas, após anotar 12 pontos e sete rebotes.

“Nós realmente temos de dar uma longa olhada em nossos erros. Isso é algo que nós temos de controlar, as bolas perdidas. Temos lutado com isso desde o primeiro dia, temos simplesmente que resolver esse problema. Não podemos ter jogos em que damos 20 pontos em erros se esperamos vencer times de qualidade de playoffs”, comentou Porter sobre a série de derrotas do Suns contra os clubes da elite do Oeste, nesse início de temporada o time do Arizona já foi derrotado por New Orleans Hornets, Houston Rockets, Utah Jazz e agora o Lakers. E com exceção do Jazz, todas essas derrotas foram em casa. 

O jovem Singletary elogiou os reservas do Lakers. “Eles são realmente profundos (no banco). Não necessariamente o nível de talento, mas são jogadores que entram com muita energia. Definitivamente nós podemos ser assim também, eles (Lakers) têm jogado para Phil Jackson e executam o mesmo ataque há um longo tempo. Nós temos um novo sistema de ataque e um novo técnico, então vai levar tempo para todos se acostumarem. Nós sempre podemos usar um jogador mais veterano para pontuar, mas tivemos oportunidades. Não acho que você possa realmente mensurar isso neste ponto da temporada”, comentou o armador calouro sobre os problemas com a segunda unidade do Suns. 

O Mestre-Zen Jackson ainda acredita que a troca por Shaquille O´Neal foi uma aposta válida para o Suns, e uma mudança necessária para um time em envelhecimento que não conseguiu chegar às finais.
“É um risco, mas a janela está começando a se fechar para alguns jogadores. A idade está alcançando Steve, não há mais uma janela de cinco anos de jogo para ele. Eles precisam correr atrás antes cedo do que tarde, então isto é importante, Shaq foi um passo correto. Eles foram às finais da Conferência Oeste (duas vezes), depois até as semifinais, e quando você cai um degrau no ano seguinte (eliminado na primeira rodada dos playoffs), então tem de fazer mudanças. Se você chega às finais e vence sua conferência, geralmente se prende ao que está dando certo, senão tem que mudar mesmo”, concluiu P-Jax.

November 20, 2008

Biografias: Magic Johnson, parte 2

Filed under: Biografias, Colunas, DESTAQUES — Tags: , , — Adriano Albuquerque @ 8:26 pm

Parte 2 da biografia de Magic Johnson. Para ler a Parte 1, clique aqui.

Por Arthur Machado*

Em 1984-85, motivado como nunca pelo fracasso nas Finais do ano anterior, Johnson teve médias de 18,3 pontos por jogo, 12,6 assistências e 6,2 rebotes, mas o Lakers não conseguiu, como tinha por objetivo, a melhor campanha da liga, com uma vitória a menos que o Celtics, que tinha uma campanha de 63v-19d. LA não teve grandes dificuldades em avançar até as Finais, onde encontraria seu nêmeses, o Boston de Larry Bird. Esperava-se mais uma grande batalha.

Mas, se realmente se esperava isso, não foi o que se viu no primeiro jogo da série, em que Boston aniquilou o Lakers, 148-110, com muitos achando que isso era de novo o começo de uma série tortuosa para os californianos.

No entanto, mostrando uma grande resolução, o Lakers fez um jogo extremamente consistente na segunda partida, com Kareem mostrando que, mesmo aos 38 anos, ainda era um dos melhores, ao fazer 30 pontos e pegar 17 rebotes, com um resultado de 109-102 para LA, que iria a Califórnia tentar virar a série.

O terceiro jogo foi inicialmente controlado pelo Celtics, mas com um esforço de James Worthy e Kareem – que neste jogo se tornou o maior cestinha da história dos playoffs da NBA, ultrapassando Jerry West – o Lakers prevaleceu por  136-111. O que também ajudou foi o começo de uma serie de jogos ruins de Larry Bird, que se arrastaria com um cotovelo e costas machucadas, além da defesa de Michael Cooper (tido como melhor defensor de perímetro da NBA n época) sobre ele.

No quarto jogo, um equilíbrio extremo. Tanto é que o jogo só foi decidido num último arremesso, feito por Dennis Johnson, no último segundo da partida. Vitória alviverde por 107-105. No quinto jogo, o Lakers abriu uma larga vantagem, mas caiu de produção, e se viu contra a parede no último quarto, liderando por apenas quatro pontos com seis minutos para o término do jogo. Mais uma vez, Kareem e Magic tomaram as rédeas do jogo, e LA faturou por 120-111.

O sexto jogo chegou, no Boston Garden, com o Lakers tendo a sua maior chance para finalmente se exorcizar o fantasma de nunca ganhar do Celtics. Mesmo com os 32 pontos de Kevin McHale, Boston não conseguiu se equiparar aos californianos no jogo, devido à medíocre atuação de Larry Bird, que acertou apenas 12 de 29 arremessos e não pôde contribuir com muito mais.  No outro lado, Abdul-Jabbar, no fim do jogo, dominou a situação, acertando vários arremessos e ganchos, para talhar 29 pontos, e finalmente levar LA a bater Boston na final. Kareem foi eleito MVP, e o Lakers levou seu terceiro título em seis anos, acabando de vez com o fantasma do Garden.

NBA Superstars: Magic Johnson

O ano seguinte começou promissor, mas foi gradualmente diminuindo para o Lakers e Magic, que fizera médias de 18,8 pontos, 12,6 assistências e 5,9 rebotes, porque Boston fazia uma campanha assustadora, que terminou com 67 vitórias e 15 derrotas; na época, essa era a terceira melhor campanha já feita por um time da NBA, além de que, dos 50 jogos feitos no Boston Garden na temporada (incluindo os playoffs), Boston perdeu apenas um, para o Portland Trail Blazers. Na final da Conferência Oeste, LA foi batido com relativa facilidade pelo Houston Rockets, que contava com um garrafão extremamente atlético, composto por Ralph Sampson e Hakeem Olajuwon, trazendo problemas para Jabbar, que, sobrecarregado nos rebotes, não jogou bem e refletiu no time. Para piorar, o Lakers foi eliminado em casa, com um arremesso no último segundo de Ralph Sampson, de costas para a cesta.

Isso mostrou que era hora de algumas mudanças no time da Califórnia, que, no meio da temporada seguinte, adquiriria Mychal Thmopson, especialista em rebotes, para tirar a sobrecarga de Abdul-Jabbar.

Em 1986-87, O Lakers tomaria para si a melhor campanha da liga, com 65 vitórias e 17 derrotas, e Magic teve sua melhor temporada, fazendo 23,9 pontos, 12,2 assistências e 6,3 rebotes, e levou seu primeiro prêmio de MVP da temporada regular. O Lakers chegou às Finais sem problemas, mais uma vez contra o Celtics, o atual campeão, mas desta vez, teria a vantagem no mando de quadra.

Ganhou as duas primeiras partidas, em casa, sem grandes obstáculos, com vitórias no jogo 1 por 126-113 – devido ao cansaço do Celtics após uma série de sete jogos contra o Detroit Pistons e o fôlego do Lakers, que havia varrido o Seattle SuperSonics – e no jogo 2, por 141-122, empurrados por Michael Cooper, que foi, surpreendentemente, o melhor jogador de LA neste jogo.

Boston se recuperaria no jogo 3. Com Robert Parish em problemas de falta, Greg Kite, um pivô pouco utilizado, entrou no jogo e apesar, de não ter pontuado, pegou 9 rebotes, e fez um bom trabalho defensivo em cima de Abdul-Jabbar. Boston venceu por 109-103.

No quarto jogo, que Larry Bird definiu como “O jogo da década”, Boston saiu inflamado, pegando muitos rebotes e impondo seu jogo mais lento, e liderando por 16 pontos no intervalo, mas o Lakers voltou forte e cortou a diferença pela metade no último quarto, com três minutos e meio para o fim. Numa sucessão de ataques, LA assumiu a liderança por um ponto, até que Bird, faltando 11s para o fim, acertou uma bola de 3. Na jogada seguinte, Kareem sofreu falta, converteu o primeiro lance livre, errou o segundo, mas a bola acabou indo para fora da quadra, sendo tocada por último por um jogador do Celtics. Então, Magic, num lance iluminado e decisivo, recebeu a bola, correu até a linha do lance livre, onde, cercado por Robert Parish e Kevin McHale, fez um gancho, com a bola passando por cima das mãos esticadas dos dois, e entrou, no lance que chamou de “Junior Sky Hook”(Gancho Jr.), imitando o famoso “Sky Hook” de Kareem. O Lakers venceu por 107-106 e assumiu a liderança da série por 3-1.

O quinto jogo foi dominado desde o começo por Boston, que, armado pelo desespero de ter de ganhar para sobreviver na série, ganhou por 123-108. Este jogo seria a última vitória dos Celtics em finais até 2008, e o último jogo de final disputado no Boston Garden, demolido alguns anos depois e substituído por uma arena mais moderna.

No sexto jogo, Boston entrou determinado, segurando a liderança até o meio do terceiro quarto, quando Worthy, após desviar um passe de Kevin McHale, salvou a bola de sair, passando-a para Magic Johnson, sozinho, enterrar e finalmente botar o Lakers na frente, e até o fim do jogo, o Celtics não lideraria de novo. Vitória por 106-93 e o quarto título de Magic e do Lakers. Magic recebeu o MVP das Finais pela terceira vez.

Em meio à celebração pelo título nas semanas seguintes, Pat Riley, técnico da equipe, prometeu no desfile de campeão que o Lakers defenderia (repetiria) o título, algo que ninguém fizera desde o Celtics de Bill Russel nos anos 60. O Lakers conseguiu de novo a melhor campanha da liga em 1987-88, com Johnson tendo 19,6 pontos, 11,9 assistências e 6,2 rebotes de média, mas, ao contrário dos anos anteriores em que foram campeões, os times que enfrentaram antes da final lhes levaram ao limite, tendo que jogar os sete jogos com Utah Jazz e Dallas Mavericks. Na decisão, Los Angeles enfrentaria o Detroit Pistons do armador Isiah Thomas, grande amigo de Magic. Durante a série, que foi a sete jogos, os dois trocaram beijos na bochecha antes de cada partida, o que gerou controvérsia entre o público, embora tenha ficado claro pelo nível físico e pelo equilíbrio da decisão que essa amizade não afetou sua competitividade.

Isiah e Magic trocam um beijo na bochecha durante as Finais

Isiah e Magic trocam um beijo na bochecha

O Pistons havia despachado Boston em seis jogos e o Lakers, cansado por suas batalhas de sete jogos, não resistiu no primeiro jogo, estando sempre em desvantagem, saindo derrotado por 105-93 em casa. No segundo jogo, encarando a possibilidade de ir a Detroit perdendo a série por 2-0, LA encontrou um jeito de ganhar, com Magic, Worthy e Scott fazendo mais de 20 pontos cada: 108-86. Com Johnson doente, o Lakers conseguiu uma vitória chave no terceiro jogo, 99-86 fora de casa, tendo um grande terceiro quarto, em que ganhou por 31-14, com Magic fazendo 18 pontos, 14 assistências e 6 rebotes.

Na quarta partida, com Bill Laimbeer motivando o time e intimidando seus adversários, Detroit prevaleceu 111-86. A estratégia de Detroit foi expor o ponto fraco de Magic: sua defesa. Assim, sendo atacado e exposto, teve problemas com faltas durante o jogo. O quinto jogo teve um quê de drama. O Lakers explodiu para fazer os primeiros 12 pontos do jogo, com seus jogadores de garrafão jogando duro, mas a estratégia logo falhou, porque logo tiveram problemas com faltas. Com Adrian Dantley carregando o time, Detroit virou o jogo e venceu por 101-94, se colocando a uma vitória do esperado troféu.

Com um time jovem próximo de seu primeiro título, o Pistons estava preparado para ir até a morte contra LA. O sexto jogo seria um clássico em todo sentido da palavra. No terceiro quarto, o Lakers liderava por 56 a 48, até que Isiah Thomas começou uma performance monstruosa, fazendo os próximos 14 pontos do Pistons, até que pisou no pé de Michael Cooper, torcendo o tornozelo. Ele voltou à quadra 35s depois, fazendo mais 11 pontos. No fim do quarto, Isiah havia feito 25 pontos naquele período – recorde de um jogador em um único período das Finais até hoje – e Detroit liderava, 81-79. No fim do último quarto, o Lakers perdia por três pontos, Byron Scott acertou um arremesso de média distância e, na próxima posse, LA forçou Isiah a errar o arremesso. Em seguida, Laimbeer fez falta em Abdul-Jabbar, que calmamente converteu os lances livres, levando o Lakers à vitória por 103-102 e forçando o sétimo e último jogo.

No sétimo jogo, Isiah ainda estava com o tornozelo inchado, mas jogou o primeiro tempo, conseguindo marcar 10 pontos, com Detroit liderando no intervalo por cinco pontos. Mas com Thomas sem condições de jogo, o Pistons não conseguiu conter o Lakers, liderado por James Worthy, que conseguiu um triplo-duplo com 36 pontos, 16 rebotes e 10 assistências. O Lakers virou a partida e abriu 90 a 75 nos primeiros minutos do último período. Então, Chuck Daly, técnico do Detroit, resolveu jogar com um time mais rápido, incluindo Dennis Rodman, Vinnie Johnson, Joe Dumars e John Salley, o que criou dificuldades para LA. A 3min52s do fim, o jogo estava 98 a 92, e com 1min17s no relógio, após um arremesso de Joe Dumars, o Lakers ganhava por apenas dois pontos. Magic então acertou um lance livre após uma falta de Rodman, que na próxima posse do Pistons, errou um arremesso. O rebote foi pego por Scott, que recebeu falta e converteu seus lances livres. O Pistons não se deu por vencido e, com cestas de Dumars e Laimbeer, reduziu para um ponto com 6s por jogar. Magic, no entanto, deu um genial passe de costa-a-costa para A.C. Green fazer a bandeja, recuperando a vantagem de três pontos com 3s restando. Dumars recebeu a bola em seguida, mas com os fãs já invadindo a quadra para celebrar o bicampeonato, não conseguiu acertar a bola que poderia empatar o jogo no final: 108-105 Lakers, e assim, LA conseguiu repetir o título, e com James Worthy sendo eleito MVP das Finais.

Fim da carreira: No ano seguinte, Magic receberia seu segundo MVP de temporada regular, com uma forte temporada, tendo 22,5 pontos, 12,8 assistências e 7,9 rebotes de média, e entrou com altas expectativas nos playoffs, varrendo todas as séries preliminares às Finais. O Lakers reencontrou Detroit na decisão, mas, com Magic e Byron Scott machucados, a série foi fácil para o Pistons, que varreu o rival, liderado por Joe Dumars, MVP da série. Desta vez, o Lakers não conseguiu honrar a promessa de Riley, que novamente havia dito que o time defenderia o título, inclusive registrando o termo “Three-peat” (trocadilho envolvendo as palavras Three – três – e Repeat – repetir). Esta série também marcou a despedida de Kareem das quadras, e assim, LA perdeu um dos pilares de sua dinastia dos anos 80.

Em 1989-90, Magic recebeu seu terceiro MVP de temporada regular, com 22,3 pontos, 11,5 assistências e 7 rebotes por jogo, mas a caminhada do Lakers nos playoffs seria curta, sendo eliminado em cinco jogos pelo jovem time do Phoenix Suns, de Tom Chambers e Kevin Johnson, e contando ainda com a demissão de Pat Riley, que estava tendo problemas em lidar com o time e com seus freqüentes acessos de raiva.

Grande lance de Magic em 1989 contra o Washington Bullets:

Naquela que seria sua última temporada de alto nível, teve médias de 19,4 pontos, 12,5 assistências e 7 rebotes em 1990-91, e surpreendentemente liderou o Lakers à final da NBA, mas acabaram sendo dominados facilmente pelo Chicago Bulls de Michael Jordan, que levou a série por 4-1 na primeira de seis conquistas pelos anos 90.

Magic deu trabalho a Jordan no primeiro título do Bulls

Magic deu trabalho a Jordan no primeiro título do Bulls

HIV, Dream Team e retorno: Magic ainda era novo para se aposentar do basquete em 1991, mas uma notícia chocou o mundo: o astro, uma das figuras esportivas mais conhecidas do mundo, havia contraído o vírus HIV, causador da AIDS, uma doença devastadora que, no final dos anos 80 e início dos anos 90, ainda era bastante desconhecida e vinha matando vários astros da música e do cinema – por exemplo, o ator Rock Hudson, o pianista Liberace, o cantor Freddie Mercury e, no Brasil, o cantor Cazuza. Inicialmente, negou ter tido outras parceiras sexuais, mas acabou admitindo que traiu sua mulher durante sua carreira. Desde então, virou um embaixador no combate e prevenção à AIDS.

Voltou para jogar o Jogo das Estrelas de 1992, apesar de certa controvérsia na liga, com alguns jogadores admitindo ter medo de jogar com Johnson, pelo medo de que uma ferida dele poderia contaminá-los, como por exemplo, Karl Malone – um sinal da falta de informação sobre a doença na época. No Jogo das Estrelas, fez cestas decisivas e acabou ganhando o MVP do jogo, tendo mais um momento memorável para sua carreira.

Ainda em 1992, foi chamado para integrar a seleção americana que jogaria a Olimpíada de Barcelona, junto a estrelas como Michael Jordan, Larry Bird, Patrick Ewing, Clyde Drexler, etc. Aquele time ficou conhecido como Dream Team (Time dos Sonhos) e foi a sensação dos Jogos, atraindo milhares de espectadores ao ginásio em Badalona e massacrando todos os times que encontrou no caminho à medalha de ouro. Até hoje, aquela seleção é creditada por ter iniciado a expansão global do basquete e da NBA.

Passe de costas de Magic para enterrada de Jordan em Barcelona:

Trabalhou durante algum tempo como comentarista, mas seus comentários não eram bem julgados pelos telespectadores, e acabou saindo para assumir a vaga de técnico do LA Lakers em 1993-94. Após uma seqüência de seis derrotas durante a temporada, se demitiu, e pouco depois, comprou 5% do time para se tornar um de seus proprietários minoritários.

Em 1995-96, voltou para jogar 32 jogos pelo Lakers, tendo boas médias de 14,6 pontos, 6,9 assistências e 5,7 rebotes como ala. O Lakers perderia na primeira rodada dos playoffs para o Houston Rockets, mas Magic “saiu como queria, algo que não aconteceu em 91”, como ele mesmo disse.

Melhores momentos do primeiro jogo de Magic de volta:

Magic em ação em 96 contra o Miami Heat:

Atualmente, além de ser um dos embaixadores da Unicef e comandar a Magic Johnson Foundation nas campanhas de combate e prevenção à AIDS, Magic é um empresário de sucesso. Sua companhia, a Magic Johnson Enterprises, inclui filiais de promoções, salas de cinema nas áreas mais pobres de Los Angeles e um estúdio cinematográfico. Ainda é um dos comentaristas NBA do canal de TV a cabo americano TNT, contribuindo ocasionalmente nos programas de estúdio da emissora. O craque teve seus feitos no basquete reconhecidos pelo Hall da Fama do Basquete em 2002 e é homenageado por uma estátua em tamanho real em frente ao Staples Center, atual ginásio do Lakers.

Estatísticas na NBA

Temp       J     M    REB  AST  STL  BLK  TOV  PF   PTS

1979-80   77   36.3   7.7  7.3  2.4  0.5  4.0  2.8  18.0

1980-81   37   37.1   8.6  8.6  3.4  0.7  3.9  2.7  21.6

1981-82   78   38.3   9.6  9.5  2.7  0.4  3.7  2.9  18.6

1982-83   79   36.8   8.6  10.5 2.2  0.6  3.8  2.5  16.8

1983-84   67   38.3   7.3  13.1 2.2  0.7  4.6  2.5  17.6

1984-85   77   36.1   6.2  12.6 1.5  0.3  4.0  2.0  18.3

1985-86   72   35.8   5.9  12.6 1.6  0.2  3.8  1.8  18.8

1986-87   80   36.3   6.3  12.2 1.7  0.5  3.8  2.1  23.9

1987-88   72   36.6   6.2  11.9 1.6  0.2  3.7  2.0  19.6

1988-89   77   37.5   7.9  12.8 1.8  0.3  4.1  2.2  22.5

1989-90   79   37.2   6.6  11.5 1.7  0.4  3.7  2.1  22.3

1990-91   79   37.1   7.0  12.5 1.3  0.2  4.0  1.9  19.4

1995-96   32   29.9   5.7   6.9 0.8  0.4  3.2  1.5  14.6

Temp: Temporada, J: Jogos, M: Minutos, REB: Rebotes, AST: Assistências, STL: Roubos, BLK: Tocos, TOV: Turnovers, PF: Faltas, PTS: Pontos

Legado: Foi inovador. Seus passes incríveis fizeram história, e até hoje são reverenciados. Passes pelas costas, sem olhar, pontes aéreas para Michael Cooper, passes picados pela quadra toda, passes nas costas da defesa. Não havia um passe que não soubesse executar com perfeição.

Ao longo do tempo, foi melhorando seus arremessos de média e longa distância, para preocupar a defesa, que no começo da carreira lhe dava mais espaço para o arremesso. Foi também o melhor armador em termos de jogar de costas para a cesta (post-up), por conta de sua força avassaladora e tamanha fora do comum para um armador. Era também um jogador que crescia em decisões, visto o jeito com que lidou com as Finais de 1980 e o quarto jogo das Finais de 87, embora tenha falhado em algumas ocasiões, como em 84.

Sua defesa era seu ponto fraco. Tinha dificuldade em conter armadores rápidos por sua falta de velocidade, mas podia disputar rebotes em qualquer garrafão e iniciar o contra-ataque, o que era outra vantagem para seu jogo e o estilo “Showtime” do Lakers.

Teve também a maior rivalidade individual que a NBA já viu, com Larry Bird, que, embora fosse seu amigo pessoal, foi seu maior rival em quadra, com um grande número de partidas memoráveis entre Lakers e Celtics nos anos 80.

Bird fez o discurso de introdução de Magic no Hall da Fama

Bird fez o discurso de introdução de Magic no Hall da Fama

Honras e Conquistas:

•    Eleito para o Hall da Fama do Basquete em 2002.

•    Cinco vezes campeão da NBA (1980, 1982, 1985, 1987 e 1988)

•    Três vezes MVP das Finais (1980, 1982 e 1987).

•    Três vezes MVP da temporada regular (1987, 1989 e 1990).

•    Nove vezes consecutivas eleito para o Primeiro Time da NBA (1983 até 1991)

•    Eleito para o Segundo Time da NBA em 1982

•    Doze vezes selecionado para o Jogo das Estrelas

•    MVP do Jogo das Estrelas em 1990 e 1992

•    Medalhista de ouro olímpico em 1992, com o Dream Team

•    Eleito um dos 50 Maiores Jogadores da Historia da NBA, em 1996

Curiosidades:

•    Teve um programa de TV, chama “A hora de Magic”, nos anos 90, que não durou mais de dois meses, por conta da baixa audiência

•    É dono de uma cadeia de cinemas nos EUA, chamada Magic Theatres (Cinemas do Magic).

•    O Red Hot Chilli Peppers, fãs do Los Angeles Lakers, fez uma música com seu nome.

•    Apesar de Oscar Robertson ter tido uma temporada com médias de triplo-duplo nos anos 60, foi Magic que inspirou o nome “triplo-duplo”.

•    Líder em assistências e roubadas de bola da história do Lakers

Mix da carreira de Magic:

* colaboração de Adriano Albuquerque

Leandrinho volta a Phoenix após missa de sétimo dia de sua mãe, mas não joga contra o Lakers

Filed under: Conferência Oeste, Extraquadra, Multimídia, NBA — Tags: , , — Paulo Roberto @ 2:30 pm

Depois da celebração da missa de sétimo dia de falecimento da sua mãe e principal incentivadora, Dona Ivete Barbosa, numa volta às raízes humildes da família no bairro de Pirituba, em São Paulo (SP), o ala-armador brasileiro Leandrinho deve voltar nesta quinta-feira aos Estados Unidos para se reapresentar ao Phoenix Suns na continuidade da temporada 2008-09 da NBA, mas segundo o jornal Arizona Republic ainda vai ficar fora do clássico contra o Los Angeles Lakers no US Airways Center de Phoenix. O grande duelo entre os líderes da Divisão Pacífico e times de melhor campanha na Conferência Oeste começa à 0h30min da madrugada de sexta-feira (horário de Brasília), o jogo é destaque da rodada dupla desta noite televisionada nacionalmente (para os EUA) pelo canal TNT, logo após o duelo entre potências do Leste no qual o campeão Boston Celtics recebe o Detroit Pistons na revanche das finais de conferência a partir das 22h (de Brasília).

Na tarde de terça-feira, Leandrinho esteve trabalhando ao lado de seu irmão mais velho, o ex-jogador Artur Barbosa, voltou a se exercitar treinando finalizações já pensando no retorno ao Phoenix. Segundo Artur, Leandro praticou cerca de 400 chutes para recomeçar seu trabalho na quadra e manter o ritmo. O jornal Arizona Republic noticia hoje que o brasileiro já deve se reunir aos companheiros de equipe nesta sexta-feira, mas só deve voltar a jogar na próxima semana, ficando fora também da partida de sábado contra o Portland Trail Blazers. A equipe do site oficial do Suns.com promete entregar a ele logo que chegar as mensagens de condolências enviados pelo formulário online.

A Igreja da Paróquia de São Luís Gonzaga em Pirituba, local da missa em memória de Dona Ivete, coloca na abertura de sua página na internet um trecho bíblico apropriado para o momento de luto da família Barbosa e na missa foi bastante lembrada a proximidade do Natal, a comemoração do nascimento de Jesus Cristo.

“Quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá” (Evangelho de São João capítulo 11, versículo 25). “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos sua glória, a glória que o Filho único recebe do seu Pai, cheio de graça e de verdade”. (João 1, 8). Nas quatro semanas do Advento a Igreja nos leva a meditar e preparar o coração para celebrar as duas Vindas de Jesus.

Muito fã de futebol e torcedor corintiano fiel, embora tenha sido revelado para o basquete adulto brasileiro jogando pelo Palmeiras. Durante a luta de Dona Ivete contra a doença, serviu como consolo e momento de alegria para Leandro a volta do Timão à Primeira Divisão conquistando por antecipação o título da Série B do Campeonato Brasileiro. E ontem depois da missa Leandrinho experimentou outra pequena alegria futebolística com a vitória de goleada da Seleção Brasileira por 6 a 2 em cima de Portugal em amistoso disputado em Brasília com transmissão em TV aberta para todo o Brasil. O atacante Luís Fabiano roubou a cena no duelo dos melhores jogadores de futebol do mundo, o brasileiro do Milan Kaká e o português do Manchester United Cristiano Ronaldo, favorito a ganhar o prêmio da FIFA em 2008. No retorno ao Arizona, o basqueteiro brazuca vai ficar na torcida contra o craque da camisa amarela, o MVP da NBA Kobe Bryant, outro notório fã do futebol brasileiro.

“Não há dúvida que ele (Bryant) é o melhor jogador de basquete no mundo hoje”, disse o técnico do Suns Terry Porter.

Mas se o português melhor do mundo levou um banho de bola ontem, a expectativa do Suns (8V-4D) com seu artilheiro fabuloso Amare Stoudemire é surpreender o Lakers (8V-1D) contando com o apoio de sua torcida que deve lotar o ginásio. O duelo da dupla Stoudemire/Shaquille O´Neal com os pivôs angelinos Pau Gasol/Andrew Bynum no garrafão será uma atração à parte, já que na mudança de estilo de jogo arquitetada por Porter o jogo dentro do garrafão tornou-se a maior arma do Phoenix, em substituição à correria desenfreada e profusão de arremessos do perímetro vista na época do técnico Mike D´Antoni.

Na apresentação do jogão analisando cada posição, o site do Suns faz uma menção especial aos bancos de reservas como um fator que pode ser decisivo na partida de logo mais:

“Um dos mais intrigantes duelos entre os dois clubes existe entre seus dois bancos. Não apenas Lamar Odom e Trevor Ariza vêm do banco do Lakers, mas eles recebem um impulso defensivo e um reforço na pontuação do armador reserva Jordan Farmar. Sasha Vujacic pode abrir as defesas adversárias com seu percentual de 42% de acerto nos arremessos de longa distância. Com Leandro Barbosa no Brasil, o pontuador mais explosivo do banco do Suns não estará disponível. Entretanto o Phoenix tem outras opções. Além da liderança de Grant Hill na segunda unidade, o Suns tem o ex-jogador mais evoluído da liga Boris Diaw nos bloqueios. O Francês está anotando em média 8,6 pontos por jogo com 57% de aproveitamento nos arremessos de quadra. Além disso, Robin Lopez, Goran Dragic e Louis Amundson têm sido valiosos provendo uma faísca quando é preciso. Considerando tudo, os dois esquadrões parecem praticamente igualados no papel. Ambos estão entre os seis melhores ataques e têm numerosas maneiras de fazer você pagar. Embora prever um vencedor seja difícil, eu vou dizer que o vencedor no final será a TNT… que vai transmitir o jogo às 8h30min em ponto (horário local)”, concluiu a apresentação do Suns.com.

 

Confira o vídeo com prévia da rodada comentado pela equipe de transmissão da TNT 

 

O Phoenix passou a maior parte dos seus 40 anos de história abaixo do Lakers, mas durante os três primeiros anos de Steve Nash na equipe essa situação mudou, com o Suns terminando a temporada no topo da Divisão Pacífico com os títulos divisionais em 2005, 2006 e 2007, somando uma vantagem de 56 vitórias a mais que o grande rival nesse período. Mas essa história foi revertida na temporada passada, quando a contratação do astro espanhol Pau Gasol numa troca com o Memphis Grizzlies devolveu ao clube de Los Angeles o status de time mais poderoso do Oeste, e agora a volta de Bynum recuperado de lesão os torna os grandes favoritos na conferência novamente, até para uma possível revanche nas finais contra o Boston Celtics em 2009.

Shaquille O´Neal e Steve Nash concordam que o Lakers é o time a ser batido no Oeste, os dois times se encontraram pela última vez no dia 20 de fevereiro deste ano, quando L.A. venceu por 130 a 124 com um show de 41 pontos de Kobe Bryant.

“Este vai ser um bom desafio para ver exatamente em qual nível nós estamos. Acho que os caras estão bastante satisfeitos com nossa campanha agora (8V-4D). Estou simplesmente empolgado para ver como nós responderemos com o Lakers chegando à cidade. É uma grande rivalidade histórica, tem muito ódio pelo roxo-e-dourado por aqui”, afirmou Porter.

Muitos torcedores estarão interessados em ver como será o encontro entre Kobe e Shaq depois que O´Neal compôs um rap em junho depois da vitória do Boston provocando o ex-companheiro de tricampeonato por não ter conseguido ganhar um título desde a saída do pivô peso pesado de Los Angeles em 2004. Questionado se conversou com Bryant depois do rap, o gigante de 2,16m falou em clima de paz:

“Nós sempre conversamos. Aquele foi baita soco de 1-2, provavelmente o melhor soco de 1-2, a melhor combinação de pivô e escolta que o basquete já viu. Para dizer a verdade, eu e ele realmente nunca tivemos problemas dentro de quadra ou nos treinos. Foram só vocês caras (da imprensa) escreverem uma história (de que os dois não se davam) e então eu e ele começamos a ir de um lado para o outro. Para mim, foi tudo marketing. Foi tudo uma diversão. Mas pessoalmente não foi nada”, comentou o tetracampeão Shaq, dizendo ainda que teria oito anéis de campeão da liga hoje se tivesse continuado ao lado de Bryant, fora do Lakers o pivô foi campeão pelo Miami Heat em 2006 formando uma grande dupla com Dwyane Wade.

O´Neal também não teve a chance de enfrentar Andrew Bynum, exceto por um ínfimo trecho de três minutos durante a temporada de estréia do jovem pivô de L.A.

“Ele está OK. Ele tem 2,13m, então joga como um cara de 2,13m. Faz muitas cestas fáceis perto do aro, então ele faz o que tem de fazer”, simplificou Shaq.

O Lakers está entre os quatro melhores times da temporada em pontos marcados (terceiro), rebotes (segundo), roubos de bola (primeiro) e tocos (quarto). Com Bynum de volta formando uma dupla de gigantes de 2,13m com o vice-campeão olímpico Gasol no garrafão, o espanhol retornou para a posição 4 (ala-pivô) e Lamar Odom se tornou a maior estrela do banco do técnico nove vezes campeão Phil Jackson.

“Eles estão jogando melhor agora do que na temporada passada. Os caras estão mais confiantes. A segunda unidade deles realmente está jogando bem, todos juntos. Eles estão muito mais agressivos defensivamente do que estavam no ano passado. Acho que existe um certo nível de confiança com esses caras, estão com aquela fome e vantagem dentro de si”, concluiu Porter, que pretende montar uma marcação mais forte sobre Kobe revezando Raja Bell e Matt Barnes no combate direto ao astro rival.

 

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Para finalizar voltando a falar da forte aproximação do basquete da NBA com o futebol brasileiro, reproduzimos abaixo trechos de uma matéria publicada esta semana no site do UOL:

Paixão de astros aproxima o basquete da NBA e o futebol brasileiro
Maurício Dehò
Em São Paulo (SP)

Futebol e basquete são duas modalidades quase opostas. De um lado as mãos, do outro os pés. No primeiro, a grama é o território, enquanto no segundo as quadras e ginásios é que são palco das disputas. Estas são apenas algumas das diferenças entre dois esportes que têm se aproximado muito nos últimos anos. Se nos negócios a distância continua, é na paixão de suas estrelas que ambos vêem elementos em comum.

Na NBA, liga norte-americana de basquete, a mais tradicional do mundo, cada vez mais jogadores mostram o gosto pelo futebol e a habilidade com os pés. Nomes não faltam: Kobe Bryant e Steve Nash já são conhecidos por serem apreciadores do esporte de Pelé, Maradona e companhia. O mais novo a se arriscar foi Kevin Garnett.

Do alto de seus 2,11m, o ala-pivô inovou na preparação para a temporada 2008/2009 da NBA, na defesa do título com o Boston Celtics. Enquanto o companheiro Paul Pierce escolheu dieta e academia, o jogador instalou dois gols nos fundos de sua casa, em Minneapolis e aproveitou para bater uma bolinha durante a pré-temporada. Mas sem compromisso.

“Não tenho as características de um artilheiro”, disse Garnett, torcedor do Chelsea, do técnico Luiz Felipe Scolari, ao The Boston Globe. “Quando é hora de voltar a ficar em forma, eu chamo meus amigos e vamos para o quintal fazer uma bagunça. Mas é Nash quem realmente sabe jogar.”

Steve Nash, companheiro de Leandrinho no Phoenix Suns, é um dos principais responsáveis pela nova “moda” no basquete mais famoso do mundo. Ao contrário de Garnett, o canadense (nascido na África do Sul) pensou em trocar as mãos pelas chuteiras. Seu pai nasceu em Londres, no distrito de Tottenham, e influenciou os filhos. O irmão chegou a jogar na seleção canadense.

Claro que os brasileiros da NBA também têm uma ligação com o futebol, esporte mais tradicional do país. Leandrinho é o que parece ser mais próximo, até por estar constantemente em companhia de Steve Nash, seu companheiro de time no Phoenix Suns e declaradamente fanático por futebol.

Juntos, eles já participaram de partidas beneficentes com uma série de outros jogadores tanto das quadras quanto dos campos: Raja Bell, Thierry Henry, Baron Davis, Jason Kidd e Joakim Noah, entre outros. Mas uma das aventuras do corintiano no gramado teve efeito negativo. Depois de deixar a seleção brasileira antes dos Jogos de Pequim, alegando lesão, Leandrinho foi visto em partida de futebol, o que gerou dúvidas sobre suas reais condições físicas na época.
 
“Sempre fui um fã apaixonado”, admitiu Nash, ao The New York Times. “Eu gostaria de ser o dono, ou comprar algumas ações (do Tottenham)”. Depois de entrar no basquete, Nash seguiu acompanhando o futebol e se tornou amigo de astros como Henry, Del Piero e Ambrosini. Para completar, tornou-se investidor e padrinho da WPS, liga profissional de futebol feminino nos Estados Unidos que estreará em abril de 2009.

Garnett, que além de se exercitar no campo, gosta de praticar no videogame, já faz planos como espectador. Em 2010, quer assistir in loco à Copa do Mundo da África do Sul. Antes disso promete estar presente a uma partida da Primeira Divisão do Campeonato Italiano. Mais precisamente, quer ver de perto o que o brasileiro Ronaldinho faz, já que devorou a maioria dos vídeos do jogador do Milan que achou na Internet.

“Gosto de Ronaldinho, Drogba e Cristiano Ronaldo. Wayne Rooney é forte, gosto de vê-lo”, contou Garnett. Em suas viagens, o ala-pivô conheceu parte dos ídolos. “Encontramos com Drogba quando o Chelsea veio visitar o Los Angeles Galaxy. Depois, ele nos assistiu jogando em Londres. Também conheci Del Piero, em Roma.”

Ídolo em comum
Por falar em Ronaldinho, o gaúcho é o preferido de outro grande astro com a bola laranja. Kobe Bryant já falou do seu apreço pelo brasileiro e sempre se mostrou um grande fã de futebol. Tanto que nos Jogos de Pequim foi à partida entre Brasil e Argentina, na semifinal, e em 2006, se encontrou com Ronaldinho nos Estados Unidos, durante amistoso do Brasil.

A aproximação se deu ainda na infância, já que aos seis anos o armador do Los Angeles Lakers mudou-se com a família para a Itália. Foi lá que aprendeu a jogar e a torcer para o Milan. Ele até já admitiu que, se tivesse ficado na Itália, seu futuro poderia ter sido outro.

Shaq fala sobre entrevista com declarações sobre Jackson e Bryant

Filed under: Conferência Oeste, Extraquadra, NBA — Tags: , , , , , — Rubens Borges @ 12:40 pm

 

"O Scott disse isso?"

Shaq nega ter falado com ninguém em Sacramento, mas a entrevista foi feita na pré-temporada, em Phoenix.

Quando foi perguntado se voltaria ao Lakers, mesmo que a entrevista original não perguntasse, ele negou.

“Voltar por este caminho? Não, nunca saiu de minha boca”, disse.

Ele acrescentou que não falaria sobre uma volta ao Lakers enquanto estiver sob contrato com o Suns, em respeito ao atual time.

Ele continuou  negando as declarações de que o richa entre Shaq e Kobe seriam uma maneira que Jackson encontrou de motivar os dois, até saber quem divulgou a entrevista.

“Oh, ele que disse essas (palavrão)? Scott (Howard-Cooper, repórter do Bee)? Não sabia que foi o Scott”. Falou Shaq.

“Phil sempre fez a coisa certa comigo. A nossa relação era ótima. Seria idiota se falasse algo assim”, completou.

November 19, 2008

Pivô Shaquille O’Neal não descarta retorno ao Lakers. Phil Jackson diz que ele é bem-vindo

Filed under: Conferência Oeste, DESTAQUES, Extraquadra, NBA — Tags: , , , , — João Guilherme @ 3:07 pm

Quando deixou o Los Angeles Lakers, em 2004, Shaquille O’Neal responsabilizou Kobe Bryant e Phil Jackson por sua saída. De acordo com Shaq, era insuportável conviver ao lado de Kobe e, na opinião do pivô, o técnico Phil Jackson protegia o ala-armador. Assim, O’Neal foi para o Miami Heat, ganhou um campeonato lá e depois foi transferido para o Phoenix Suns, franquia que defende atualmente.

Pois bem, ao que parece, os anos de separação fizeram bem para a relação da dupla de astros. Atualmente, há uma troca de elogios e até uma certa amizade entre Kobe e Shaq. Nas últimas semanas, inclusive, o falastrão O’Neal declarou que nunca teve nada contra Kobe e que até toparia voltar a jogar ao lado de Kobe no Lakers.

A “proposta” que, no começo, parecia despretensiosa está sendo levada a sério, ao menos para a imprensa norte-americana. A declaração de “Diesel” chegou até aos ouvidos de Phil Jackson, que não titubeou e entrou na dança dizendo: “Se ele mantiver essa opção as portas estarão abertas”.

 

Será que veremos essa dupla junta novamente?

O contrato de O’Neal com o time do Arizona tem validade até o término da temporada 2009/10. Atualmente, O’Neal recebe US$20 milhões por temporada. Já o vínculo de Kobe Bryant com o Lakers terminará no campeonato 2010/11, mas o astro pode optar por sair de seu contrato no verão de 2010 e reivindicar um novo acordo com o time californiano.

Após passar por uma série de contusões no Miami Heat, O’Neal teve sua redenção no Phoenix Suns. O superpivô de 2,16m de altura vem fazendo um excelente campeonato no time do brasileiro Leandrinho, com médias de 15.1 pontos, 7.8 rebotes e 1.3 tocos por jogo. A diretoria do Suns está muito feliz com o desempenho do pivô e O’Neal muito grato pela confiança dada pela diretoria. Por isso, é muito difícil que o gigante deixe o time do Arizona, a não ser que ele prefira ganhar menos no Lakers.

Gasol comanda festa do garrafão do Lakers, que vence Bulls apesar de boa atuação de Rose

Filed under: Conferência Oeste, DESTAQUES, NBA — Tags: , , , , , , — João Guilherme @ 9:24 am

O Los Angeles Lakers se recuperou em grande estilo da inesperada derrota sofrida para o Detroit Pistons na última sexta-feira. A equipe recebeu a visita do Chicago Bulls, em um dos maiores clássicos da NBA, e derrotou o rival por 116 a 109 (61 a 56 no intervalo) na noite desta terça-feira. Este triunfo consolidou o domínio do Lakers sobre o Bulls nos últimos anos, isso porque a equipe angelina venceu oito dos últimos onze duelos entre as franquias.

Se aproveitando da fragilidade do garrafão do Bulls, o espanhol Pau Gasol aproveitou para fazer sua melhor apresentação neste campeonato. Ele assinalou 34 pontos, convertendo 14 de seus 21 arremessos e conectou seis dos oito lances livres que teve a disposição, em 35 minutos na quadra. A maioria destes pontos veio na primeira etapa, quando Gasol liderou o Lakers com 24 tentos. Graças a noite inspirada do ala-pivô na primeira etapa, a equipe anfitriã conseguiu frear o ímpeto do Bulls e se manter com ligeira vantagem no marcador.

Pau Gasol (de amarelo) ignora marcação de Tyrus Thomas e crava (AP Photo/Chris Carlson)

O principal trunfo da equipe californiana foi justamente o garrafão. O Lakers fez 64 pontos apenas na área da linha pintada e todos os jogadores que atuam debaixo da cesta tiveram bom aproveitamento nos arremessos. Além do aproveitamento incrível de Gasol, o pivô Andrew Bynum (5 acertos em 10 tentativas), o ala Lamar Odom (5 em 9) e o ala-pivô Josh Powell (2 em 5) se beneficiaram do jovem e inexperiente garrafão adversário.

“Nossa intenção era justamente essa, entrar no garrafão e fazer os nossos pontos por ali”, declarou o técnico do Lakers, Phil Jackson. “Nós temos uma vantagem no tamanho (em relação aos pivôs do Bulls) e conseguimos tirar proveito disso”, finalizou.

O astro Kobe Bryant teve uma atuação mais completa, todavia apareceu menos do que costuma. O ala-armador conectou 21 pontos (nove acertos em 18 tentativas), deu seis assistências, pegou cinco rebotes, recuperou três bolas e deu dois tocos, tudo isso em 31 minutos na quadra. Além de Gasol e Kobe, o tima amarelo da Califórnia contou com 18 pontos e nove rebotes de Andrew Bynum e 10 tentos e oito sobras de Lamar Odom.

Kobe Bryant costura marcação do Bulls e parte para bandeja de costas (AP Photo/Chris Carlson)

Mas uma das atrações da noite foi a estréia do armador Derrick Rose no Staples Center. O jovem de 19 anos não decepcionou, ele liderou o time de Chicago com maestria e teve uma apresentação eficiente. Rose conectou 11 de seus 18 arremessos, a maioria deles em belas infiltrações, e fez 25 pontos. O camisa 1 do Bulls ainda distribuiu nove assistências e pegou três rebotes.

Para Rose, seu time poderia ter vencido: “Se nós tivéssemos acertado uns dois ou três arremessos ali nos minutos decisivos estaríamos em boa situação. Para vencê-los (Lakers) é preciso errar o menos possível porque eles quase nunca erram e nós falhamos em alguns arremessos no início do terceiro quarto, foi ali que eles decidiram a partida”, analisou o calouro do Bulls.

Além do garoto prodígio, o time visitante contou com boas atuações apenas do ala-armador Ben Gordon e do pivô Aaron Gray. “BG7″ assinalou 23 tentos (seis acertos em 22 chutes), pegou cinco rebotes e distribuiu quatro assistências. Já o pivô Gray assinalou 11 tentos e capturou cinco rebotes. Três jogadores ainda marcaram nove pontos (Drew Gooden, Tyrus Thomas e Luol Deng).

Novato Derrick Rose teve excelente estréia no Staples Center (AP Photo/Chris Carlson)

Essa foi apenas a primeira parada de uma série de viagens que o Chicago Bulls (5v-6d) fará nos próximos dias. O próximo desafio é contra o Portland Trail Blazers na noite desta quarta-feira, em Oregon. O Los Angeles Lakers (8v-1d), por sua vez, irá até o Arizona para encarar o Phoenix Suns na noite de quinta-feira.

Notas: O pivô de 21 anos do Lakers, Andrew Bynum, pegou seu milésimo rebote na carreira na partida desta terça, a marca foi alcançada no último quarto… Desde que assumiu o Lakers, em 1999, Phil Jackson ostenta a marca de 12 vitórias e cinco derrotas contra seu ex-time, o Bulls… A equipe de Chicago irá fazer uma série de sete jogos na estrada e não jogará mais em casa neste mês, a sequência só acabará em 30 de novembro, contra o Philadelphia. A série de viagens se deve ao fato de um tradicional circo, que faz apresentações anuais no United Center, arena do Bulls.

Confira os melhores lances do clássico

November 18, 2008

Gooden piora lesão em treino, Bulls corta Nichols

Durante o treino de segunda-feira o ala/pivô do Chicago Bulls, Drew Gooden, agravou sua lesão no tornozelo direito. Ele pode ficar de fora da partida contra o Los Angeles Lakers na noite de terça-feira.

O Chicago Bulls cortou Demetris Nichols da equipe.

“Acho que Lee pode jogar na liga. Ele trabalha duro. Tudo que a gente puder fazer para ajudá-lo, faço em um segundo”, falou o treinador Vinny Del Negro.

Após a contratação do armador Lindsey Hunter, que recebeu um contrato de US$ 1,262 milhões, sem garantias, Chicago ficou com um jogador a mais no elenco. Sobrou para Nichols.

Kobe acredita na Seleção Brasileira e Leandrinho pode voltar contra Lakers, Utah vence Suns (vídeo)

Filed under: CAPA, Conferência Oeste, Extraquadra, Multimídia, NBA — Tags: , , , , , — Paulo Roberto @ 7:04 am

Em entrevista ao programa da TV Globo Esporte Espetacular exibida no domingo, o astro do Los Angeles Lakers Kobe Bryant (camisa 24 na foto marcando o 10 brasileiro Leandrinho) demonstrou respeito pelos jogadores da Seleção Brasileira e conhecimento do que estava acontecendo com ela dizendo: “vocês tiveram um técnico novo (Moncho Monsalve), muitos jogadores machucados, mas com o tempo, trabalho e o time completo têm totais condições de voltar a ficar entre as principais seleções do mundo”, isso no encerramento da matéria que incluiu comentários sobre a conhecida admiração do MVP (Jogador Mais Valioso) da temporada passada pelo ex-cestinha Oscar e pelo futebol brasileiro, especialmente de Ronaldinho Gaúcho e Marta. (more…)

November 16, 2008

Pivô do Suns Shaquille O’Neal critica o técnico do Lakers Phil Jackson

Filed under: Conferência Oeste, Extraquadra, NBA — Tags: , , , , — basketbrasil @ 4:27 pm

Pivô diz que treinador não quis conversar com ele e Kobe na época de Lakers
 
O’Neal se transferiu para o Miami Heat após sua passagem pelo Lakers
LANCEPRESS!
 
Shaquille O’Neal criticou o técnico Phil Jackson, dos Los Angeles Lakers, franquia que o pivô defendeu entre 1999 e 2004, sendo tricampeão da NBA. O’Neal disse que o ténico nunca conversou cara a cara com ele e Kobe Bryant, jogador com quem teria problemas de relacionamentos.

“Nunca nos chamou e disse: “O que está acontecendo com vocês?” Nunca disse porque não quis. E depois de tanto tempo creio que era um plano que tinha previsto. Depois de cinco anos tenho um anel de campeão (pelo Miami Heat, franquia anterior de O’Neal) e ele tem uma final (referindo-se ao vice-campeoanto de Phil)”, disse o pivô, que afirma que não tinha problemas com Kobe:

“Juro por Deus que jamais tive problema algum com o Kobe. Nos entendíamos muito bem e às vezes as coisas não saem perfeitamente.”

Shaquille O’Neal se destacou na terceira semana da temporada da regular da NBA. O’Neal entrou para a História da liga como o décimo maior pontuador de todos os tempos e teve sua melhor atuação em números pontos desde 2007 ao marcar 29 pontos na vitória do seu time, o Phoenix Suns sobre o Sacramento Kings.

Cinco jogadores do Lakers são indicados na votação para o Jogo das Estrelas em Phoenix

Filed under: Conferência Oeste, Extraquadra, NBA — Tags: , — basketbrasil @ 3:30 pm

A votação para o All-Star Game, que vai acontecer em Phoenix, já começou.

Dentre os 120 jogadores, 60 de cada conferência, o Lakers tem 5 candidatos.

Kobe Bryant e Derek Fisher concorrem a vagas de armador; Pau Gasol e Lamar Odom disputam vaga na posição de ala; e Andrew Bynum luta para ser o pivô escolhido.

Bryant foi votado para ser titular pela primeira vez na temporada de 1997-98, e foi o jogador mais jovem a ser nomeado. Ele também foi votado titular em todas as temporadas seguintes, e acumula 10 participações seguidas no Jogo das Estrelas.

Gasol foi nomeado reserva na votação dos técnicos, em 2006, quando defendia o Memphis Grizzlies.

Fisher, Odom e Bynum lutam por sua primeira aparição.

(Lakers Brasil)
  
http://www.lakersbrasil.com/Vernoticia.php?id=639

November 15, 2008

Pau Gasol fica surpreso com a atuação do Detroit que acabou com a invencibilidade do Lakers

Filed under: Conferência Leste, Conferência Oeste, NBA — Tags: , , — basketbrasil @ 1:00 pm

O Los Angeles Lakers perdeu nesta sexta-feira sua invencibilidade na temporada regular da NBA. A franquia foi derrotada em casa pelo Detroit Pistons. Nem mesmo as boas atuações de Kobe Bryant de Pau Gasol foram suficientes para levar os Lakers ao oitavo triunfo na competição.

Pau Gasol, que marcou 15 pontos e pegou dez rebotes, ficou surpreso com a derrota para o Detroit. “Não esperávamos que eles atuassem neste nível. Não tivemos a intensidade necessária. Em determinados momentos não seguimos nosso plano de jogo, sobretudo na defesa. Alguns jogadores também não estavam concentrados como deveriam”, disse Gasol.

Os destaques da sétima vitória do Detroit foram o armador Allen Iverson e o ala-pivô Rasheed Wallace, que marcaram 25 pontos. Wallace ainda pegou 13 rebotes. “Eles fizeram uma partida muito cômoda e arremessaram muito bem de três pontos, algo que não pode acontecer normalmente. Podíamos ter melhorado nossa defesa para diminuir o percentual de acerto deles”.

Gasol lamenta a partida do Lakers e aposta no treinamento para a equipe melhorar seu desempenho em quadra. “Há partidas que são assim. Temos que voltar treinar, ajustar conceitos defensivos e seguir com o trabalho no ataque para que seja mais fluido”, completa Gasol, medalhista de prata na Olimpíada de Pequim.

O Detroit Pistons pôs fim à invencibilidade do Los Angeles Lakers na temporada regular da NBA com uma vitória, nesta sexta, fora de casa, por 106 a 95.

Com o triunfo, o Detroit chegou à marca de sete vitórias e duas derrotas na temporada, e divide a liderança da Divisão Central com o Cleveland Cavaliers, do ala-pivô brasileiro Anderson Varejão.

Pelos Lakers, o ala-armador Kobe Bryant marcou 29 pontos. Mesmo após sofrer sua primeira derrota na temporada, a franquia californiana, que já somou sete triunfos na competição, segue na liderança da Divisão Pacífico.

(Lancepress/Terra-EFE)

Trabalhar no Lakers é uma possibilidade que intriga o técnico do Hornets Byron Scott

Filed under: Conferência Oeste, Extraquadra, NBA — Tags: , , — basketbrasil @ 12:35 pm

O técnico do New Orleans Hornets, Byron Scott, foi questionado se já teria pensado em comandar o Lakers ou até mesmo se surgisse uma oportunidade, se ele gostaria da idéia, e seu semblante demonstrou que seu coração ainda bate pelo L.A.

Ex-jogador do time californiano, onde atuou onze anos com três títulos conquistados nos anos 80, e ainda por cima crescido no bairro de Inglewood, local do antigo Fórum de Los Angeles, o técnico do ano da temporada passada manifestou um certo desejo de um dia comandar o time onde jogou. Esta possibilidade é um tanto quanto distante no momento, afinal, o Lakers conta com Phil Jackson, para muitos, o melhor treinador da história da Liga e também no momento atual. Scott declarou também que está muito feliz em New Orleans, e que só pensaria em trabalhar em outro lugar caso o Hornets decidisse ir em outra direção.

No entanto, quando questionado, ele não pode conter seus pensamentos. “Serei honesto com você, sim, já pensei muito sobre isso”, revelou Byron. “É minha casa. É a organização que irá morar no meu coração pelo resto de minha vida”, disse ele. Scott terminou sua carreira atuando pelo Lakers na temporada 1996/97, depois de jogar por dois outros times por três anos. Naquela temporada, Kobe Bryant e Derek Fisher eram novatos. “Joguei com eles, então é claro, não posso me sentar com você e dizer “Não, nunca pensei sobre isso”, revelou o técnico do New Orleans.

Apesar de reconhecer que seria uma ótima experiência, Scott faz questão de ressaltar que está muito contente com seu trabalho e jogadores no Hornets. “Eu amo a situação em que me encontro”, disse ele. “Amo esta equipe, sendo assim, não me vejo abandonando eles tão cedo”. Em relação ao tempo de contrato que ainda lhe resta (seu acordo expira em 2009/10), ele expressou seu desejo de permanecer com o New Orleans. “Não consigo pensar num trabalho mais perfeito para mim do que este no Hornets”, disse Scott, que, no entanto, reconheceu que caso não ocorra acordo, procuraria outra equipe. “Minha primeira opção seria voltar para casa”, revelou ele, fazendo referência ao Lakers.

Phil Jackson e Byron Scott podem ter seus contratos encerrados no mesmo ano, caso novos acordos não aconteçam. “Eu tenho este ano e o próximo em meu contrato, então, será interessante”, disse ele, já que Jackson também está no primeiro ano de uma extensão de dois anos. “Mas te digo uma coisa, se o Mr. Shinn (dono do Hornets), vier até mim e dizer “treinador, queremos assinar com você por muitos anos”, eu estaria pronto para isso”, finalizou Scott.

(Lakers Brasil)

Cai o último invicto: Detroit Pistons derrota Los Angeles Lakers fora de casa

Filed under: Conferência Leste, Conferência Oeste, DESTAQUES, NBA — Tags: , , , — Adriano Albuquerque @ 9:54 am

O Detroit Pistons acabou com a invencibilidade do Los Angeles Lakers ao vencer o atual vice-campeão da NBA por 106 a 95 nesta sexta-feira (14/11), em pleno Staples Center de L.A. O time azul, vermelho e branco, em contra-partida, está perfeito em sua excursão de quatro jogos pela Costa Oeste até aqui, que se encerra no domingo com um confronto com o Phoenix Suns de Leandrinho.

Melhores momentos: Lakers 95 x 106 Pistons

A vitória saiu em uma noite inspiradíssima do pivô Rasheed Wallace, que acertou quatro cestas de 3 pontos em nove tentativas e terminou com 25 pontos, 13 rebotes e 2 tocos. O armador Allen Iverson já parece mais à vontade com seus novos companheiros de equipe e marcou 25 pontos, mais 4 assistências, 4 rebotes e 4 roubos de bola.

“Nós simplesmente jogamos um bom jogo em todas as frentes. É sobre jogar basquete, entender o que queremos fazer em quadra. Não sentíamos que demoraria (para o time se adaptar com Iverson), mas sabíamos que seria meio inconsistente no começo porque sou um jogador totalmente diferente de Chauncey Billups (jogador cedido pelo Pistons na troca em que obteve Iverson). Sou muito mais agressivo quando se trata de infiltrar à cesta, então meus companheiros têm de saber em que lugar eu quero que eles estejam para eu poder criar chutes para eles”, disse A.I.

Detroit cometeu 18 turnovers no jogo, contra apenas 12 do adversário, mas limitou o Lakers - que vinha com uma média de 104,7 pontos por jogo, melhor da liga, em seus sete primeiros jogos - a 42,1% de aproveitamento, incluindo apenas quatro cestas de 3 pontos em 19 tentativas. O ala-armador Kobe Bryant, MVP da última temporada, marcou 29 pontos, mas errou 18 de 30 arremessos. “Nós apenas jogamos defesa. Nós fizemos eles tentarem arremesos difíceis e pressionados. Quando eles erraram, nós saímos e corremos e tomamos vantagem. No lado ofensivo, nós apenas atacamos a noite inteira”, explicou Iverson.

O time visitante aproveitou 50,7% de seus arremessos, 42,8% nos chutes de 3. Sua maior agressividade e velocidade levou a 34 oportunidades da linha de lance livre - Iverson foi responsável por 12 dessas, acertando 11 - e a equipe converteu 85,3%. “Com Rasheed Wallace na posição 5, e sua habilidade de esticar a quadra, isso abriu os garrafões para os armadores. Nós não chutamos particularmente bem, mas aqueles caras estavam quentes também, no primeiro tempo e no terceiro quarto, e nos mantiveram à distância. Eles são um dos melhores times da Conferência Leste, obviamente, e nos pegaram em uma noite em que estavam quentes como pistola e nós estávamos bastante frios”, disse Bryant, cujo time teve folga na quinta, enquanto Detroit enfrentava o Golden State Warriors em Oakland, Califórnia.

Kobe é uma vítima freqüente da boa defesa do Pistons, tendo sido limitado a 20 ou menos pontos em cinco dos últimos nove jogos entre os times. Na sexta, ele tinha apenas 17 pontos após três quartos enquanto o rival abria vantagem. Apesar disso, seus 29 pontos foram suficientes para passar tanto Larry Bird quanto Gary Payton na lista de maiores cestinhas da história da NBA: Bryant agora é o 21º, com 21.817 pontos na carreira, contra 21.813 de Payton e 21.791 de Bird. Iverson, sentindo a aproximação do rival, também subiu uma posição com seus 25 pontos: agora, é o 19º, com 23.156 na carreira, e tem outra lenda do Lakers, Elgin Baylor (23.149 pontos), entre ele e o atual MVP.

Detroit abriu o jogo com a mão quente, fazendo 12 a 2. O Lakers respondeu explorando bastante Andrew Bynum no interior e arrancando com 12 pontos consecutivos para virar o jogo. O Pistons se acalmou, voltou a jogar bem e abriu 23 a 16 com uma cesta de Iverson no soar da sirene do primeiro período. O time continuou mandando no jogo pelo resto da duração, obtendo dígitos duplos no segundo período. Kobe diminuiu para 53 a 44 antes do intervalo.

O ala-armador comandou uma reação nom início do terceiro quarto, dando assistência para o ala Vladimir Radmanovic reduzir a 61 a 56. Entretanto, Tayshaun Prince respondeu com uma cesta e dois lances livres e Iverson acrescentou mais dois pontos para retomar os dígitos duplos de distância. Os visitantes fizeram 24 a 18 no período, abrindo 77 a 62 em uma cesta de 3 do segundoanista Arron Afflalo nos segundos finais. Bryant fez o que pôde no último quarto, mas o Pistons não deixou a diferença cair para dígito simples até o final.

Os cinco titulares do Detroit marcaram em dígitos duplos. Prince teve 18 pontos, 6 assistências e 4 rebotes. O ala-armador Richard Hamilton, que não vem jogando bem desde a chegada de Iverson, marcou 12 pontos, mas cometeu 5 turnovers. O pivô Kwame Brown teve um duplo-duplo de 10 pontos e 10 rebotes contra seu ex-time e foi vaiado a noite inteira pela torcida local. “Eles me vaiavam quando eu jogava aqui também”, riu Brown, vingado.

Pelo Lakers, o pivô espanhol Pau Gasol teve 15 pontos, 10 rebotes e 6 assistências. Os alas reservas Lamar Odom e Trevor Ariza também contribuíram bem, com 11 e 10 pontos, respectivamente.

Detroit (7v-2d) encerra sua excursão pelo Oeste contra o Phoenix Suns, no US Airways Center, neste domingo (16/11). Não se sabe se Leandrinho, de licença para acompanhar o velório e enterro de sua mãe em São Paulo, estará de volta para reforçar o Suns na partida. De qualquer forma, o Pistons deve bater de frente com um brasileiro nesta semana: na quarta-feira (19/11), volta ao Palace of Auburn Hills para enfrentar o arquirival Cleveland Cavaliers, do ala-pivô capixaba Anderson Varejão. O Lakers (7v-1d) tem folga até terça-feira (18/11), quando recebe o Chicago Bulls no Staples Center.

November 14, 2008

Biografias: Magic Johnson, parte 1

Filed under: Biografias, Colunas, DESTAQUES — Tags: , , — Redação @ 2:36 pm

Por Arthur Machado

Introdução: Magic Johnson foi um dos maiores jogadores que a NBA já conheceu. Foi ele, ao lado de Larry Bird, que virou o jogo para a liga, transformando-a de uma liga sem prestígio e decadente, num sucesso, com um público fiel e audiência crescente. Foi também um inovador no basquete, fazendo jogadas nunca vistas antes e, claro, deixou saudades pelos confrontos com Bird e os Celtics nos anos dourados de sua carreira. Vamos conhecê-lo melhor.

Começo: Earvin Johnson Jr. nasceu em 14/08/1959, em Lansing, Michigan, sendo o sexto de 10 filhos de Christine e Earvin Johnson Sr. Cresceu vendo jogadores como Earl Monroe (estrela do Washington Bullets e New York Knicks nos anos 70, e que possuía um estilo semelhante ao de Magic) e Marques Haynes (do Harlem Globetrotters, um exímio driblador). Passava grande parte do seu dia em posse de uma bola de basquete, treinando seu drible.

Ganhou o apelido de “Magic” aos 15 anos, quando jogava pela escola de Ensino Médio Everett, ao fazer um triplo-duplo com 36 pontos, 18 rebotes e 16 assistências. Após o jogo, Fred Stabley Jr, um escritor esportivo do Lansing State Journal, lhe deu a alcunha por sua performance, sendo que esta o seguiria por muito tempo.

O jogo que criou o apelido:

No verão anterior ao se