September 17, 2008

Playoffs da WNBA começam na quinta-feira, oito equipes lutam pelo título

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Os playoffs da WNBA iniciam na quinta-feira, dia 18 de Setembro, e o ano do basquetebol feminino americano, de muito sucesso, chega ao final. A jogadora sensação da liga, Candace Parker, do Los Angeles Sparks, na sua primeira temporada já prova a pressão da pós-temporada.

Na Conferência Leste o Detroit Shock (22V-12D) classificou-se em primeiro lugar e enfrenta o Indiana Fever (17V-17D). A outra partida do Leste será entre o Connecticut Sun (21V-13D) enfrenta o New York Liberty (19V-15D).

O Shock melhorou no final da temporada, vencendo quatro partidas consecutivas, roubando o primeiro lugar do Sun. Mesmo perdendo Cheryl Ford para uma lesão, sofrido com trocas, a equipe chega na terceira pós-temporada seguida. Seguindo os “Bad Boys” Bill Laimbeer, treinador, e Rick Mahorn, assistente, as jogadoras da equipe da “Motown” são exemplo de obediência tática. Taj McWilliams-Franklin tenta substituir Ford e levar a equipe ao terceiro título, repetindo os feitos de 2003 e 2006.

No caminho do Shock está o Indiana Fever e sua principal atleta, Tameka Catchings, companheira de Chamique Holdsclaw na universidade, Tammy Sutton-Brown e Ebony Hoffman. A série deve ser decidida no garrafão, com Sutton-Brown e Hoffman brigando contra McWilliams-Franklin pelos rebotes. O grande problema do Fever é o retrospecto contra Detroit na temporada regular, três derrotas e nenhuma vitória.

Connecticut perdeu a primeira posição no Leste e parece ter perdido um pouco do foco no final da temporada. A equipe foi derrotada nas finais em 2004 e 2005, mas agora tem, em Lindsay Whalen, alguém que pode fazer jogadas consistentemente. As grandes preocupações do time são: o tornozelo de Whalen e a maior números de turnovers por partida da WNBA, 14,7.

Perder o foco contra New York pode ser o maior erro do Sun. Com uma equipe talentosa, atrás da liderança de Janelle McCarville e Shemeka Christon, o Liberty espera voltar à elite da WNBA. Mesmo com um retrospecto de 4V-5D após a parada para os Jogos de Pequim, e sem a melhor reserva, Tiffany Jackson, que está “de molho” com uma fratura por estresse na perna, as jogadoras da “Grande Maçã” esperam disputar o título.

No Oeste o San Antonio Silverstars (24V-10D) é o primeiro cabeça-de-chave e enfrenta o Sacramento Monarchs (18V-15D). A outra quarta-de-final fica por conta do Seattle Storm (22V-12D) e o Los Angeles Sparks (20V-14D).

É a primeira vez que o Silverstars assegura a primeira posição da pós-temporada e, lideradas por Becky Hammon, a equipe depende de Sophia Young e Anne Wauters para levá-las ao primeiro título na história da franquia. Hammon e Young são sérias candidatas ao prêmio de MVP (Jogadora Mais Valiosa da Temporada) e muitos acham que já é hora da equipe vencer um campeonato.

A veterana Ticha Penicheiro pode ser o fator de desequilíbrio para o Monarchs. Além da armadora o time tem Rebekkah Brunson e Kara Lawson, além da torcida de Sacramento, que, junto com seus sinos, embalam as equipes da cidade. As sete vitórias consecutivas de Julho mostraram que Sacramento consegue embalar uma seqüência de boas partidas, agora a grande questão é se esta habilidade continuará nos playoffs.

O Seattle Storm não deve contar com Lauren Jackson até as finais, mas Yolanda Griffith deve “segurar as pontas” no garrafão. Sheryl Swoopes, Sue Bird e Swin Cash lideraram a melhor defesa da liga (com 70,77 pontos contra por partida). O treinador Brian Agler, considerado um dos melhores da WNBA, espera que sua equipe esteja em posição de vencer o título ao final da temporada, mesmo sem a estrela australiana.

Mesmo com problemas no vestiário, ciúmes pela atenção dispensada à Parker, o Los Angeles Sparks pode reconquistar o título. Parker é a única jogadora dos playoffs que esteve entra as cinco melhores da temporada regular em pontos (18,5 por jogo) e rebotes (9,5, liderando a WNBA). Lisa Leslie, com toda sua experiência, não deve deixar suas jogadores acreditarem na vitória de 65 a 48 sobre o Storm, jogando sem Bird, Griffith, Swoopes e Cash. O maior adversário do Sparks deve ser a falta de consistência do time. Em uma semana elas derrotaram o Silverstars por 53 pontos e perderam para mesma equipe, dias depois, por 18.

As equipes estavam entre as favoritas para os playoffs desde o começo da temporada. Com a final da WNBA no horizonte, “só deve haver um”.

August 26, 2008

Sue Bird volta com ouro ao Seattle e Kelly com vontade de jogar na ausência de Lauren, Cash é outro problema

Filed under: DESTAQUES, NBA, WNBA — Tags: , , , , — Paulo Roberto @ 7:40 am

A segunda-feira deveria ser um dia de alegria para o Seattle Storm, com o retorno da armadora Sue Bird trazendo de Pequim sua segunda medalha de ouro olímpica conquistada com a seleção americana, e a reapresentação da pivô brasileira Kelly Santos que também esteve nas Olimpíadas e volta à WNBA com a possibilidade de jogar mais minutos agora que a ala-pivô australiana Lauren Jackson está fora do restante da temporada regular por causa de uma cirurgia no tornozelo direito, mas ontem o técnico Brian Agler recebeu outra má notícia: a ala de 28 anos Swin Cash revelou estar sentindo fortes dores nas costas lidando com uma hérnia de disco que a incomoda desde a temporada passada, precisou levar uma injeção de cortisona durante a pausa olímpica do campeonato para aliviar a dor na região lombar inferior e também pode ser operada.

 Sue Bird ouve orgulhosa o hino americano no topo do pódio com o ouro no peito

Cash seria a terceira jogadora do Seattle ausente do restante da temporada por causa de uma lesão. A pivô Janell Burse está fora das quadras desde maio devido a problemas no pé e no ombro. Vice-campeã olímpica defendendo a seleção da Austrália, a estrela maior da franquia Lauren Jackson anunciou na semana passada em Pequim que passará por uma cirurgia no tornozelo na próxima quinta-feira em Sydney, na esperança de que possa voltar a jogar em um período de quatro a seis semanas para possivelmente defender o Storm nos playoffs da WNBA, e agora Cash pode entrar na faca também. Ela recebeu uma segunda opinião médica e avisou à equipe da possibilidade de que não possa mais jogar nesta temporada. O empresário dela mencionou recentemente a probabilidade de uma cirurgia. A ala planeja ter outras discussões com seu agente e sua família sobre seu futuro no basquete.

“Meu problema agora é a dor e a tolerância. Os meus dois médicos disseram que não entendem como estou jogando. Mas me orgulho de mim mesma por ser mentalmente forte. Iremos ver nos próximos dias. Essa é minha coisa, ver como é meu tempo de recuperação. Eu posso até entrar em quadra e jogar, mas é sempre preciso um tempo de recuperação no dia seguinte e no próximo”, disse Cash, que fez sessões de reabilitação nas costas enquanto estava em Nova York trabalhando como comentarista dos jogos do torneio olímpico feminino para a rede de TV NBC.

A ala disse que seu contrato para jogar em Praga (República Tcheca) na próxima temporada européia e os planos de atuar como comentarista da NBA em estúdio em alguns jogos transmitidos pela NBC também são fatores que vão pesar em sua decisão, mas ela ontem participou do treino do Storm, ao contrário de Bird, que voltou à Key Arena, mas não treinou, ganhando um tempinho a mais de descanso depois da final olímpica de sábado. A pivô da Seleção Brasileira Kelly está treinando em Seattle desde sexta-feira, a estréia do Storm na reabertura da temporada é na próxima quinta-feira, quando a equipe recebe o Houston Comets.

A bicampeã olímpica Sue Bird disse que seu time pareceu bem durante a sessão de treinos de ontem, e manifestou sua confiança de que o Seattle (17V-9D) conseguirá garantir sua quinta classificação consecutiva aos playoffs apesar da ausência de Lauren Jackson, no momento o time é o vice-líder da Conferência Oeste atrás apenas do San Antonio Silver Stars. Times com 20 vitórias nunca ficaram fora da pós-temporada, e para facilitar sua vida o Storm tem dois jogos faltando contra o lanterna Atlanta Dream (3V-24D), time das brasileiras Iziane e Érika, e um contra o já eliminado Chicago Sky (8V-17D), três jogos considerados fáceis dos oito remanescentes na temporada regular. Em cinco partidas que a equipe jogou sem Lauren antes das Olimpíadas, foram três vitórias e duas derrotas. Um time que tem estrelas experientes como Sheryl Swoopes, Yolanda Griffith e Bird têm bala na agulha para manter uma boa posição na tabela. O técnico Agler disse que a ala Swoopes foi a jogadora que mais se beneficiou do recesso olímpico para curar algumas contusões. O clube deixou passar o prazo final de trocas na WNBA sem adquirir nenhuma jogadora de peso para substituir Jackson, o treinador disse confiar nas peças de reposição que tem no momento, Kelly fez um trabalho razoável como destaque do garrafão brasileiro apesar da campanha ruim da Seleção de Paulo Bassul nos Jogos Olímpicos, e no caso de o time também perder Cash aí seria realmente necessário contratar alguma jogadora para completar o elenco do Storm.

Agler manteve a posição de multar e deixar Cash no banco “de castigo” porque ela faltou aos treinos durante a pausa olímpica para trabalhar como comentarista de TV. Ele está pensando em alterar um pouco a formação titular para o jogo de quinta-feira por causa das mudanças forçadas nas últimas semanas.

“Foi um choque para nós, um momento de “uau”, mas nós estamos seguindo em frente”, disse a pivô Yolanda Griffith sobre a cirurgia de Jackson. “Nós vamos sentir falta dela. Eles montaram esta equipe para ganhar o campeonato e o foco ainda é tentar ganhar este título quer tenhamos LJ conosco ou não”, completou a veterana.

Embora Bird precise fazer uma transição rápida de volta para o estilo de jogo da WNBA e tenha de aprender algumas jogadas novas treinadas durante o recesso, a motivação de a seleção dos EUA ter conquistado outra medalha de ouro numa campanha dominante deve ajudá-la a manter a confiança, após ter sido a armadora titular do “Team USA” e ter aproveitado bastante sua primeira experiência em Pequim.

“O mundo conseguiu alcançar o potencial dos EUA com suas primeiras seis ou sete jogadoras, mas as equipes adversárias não conseguiram acompanhar nossa profundidade, ninguém tem um grupo de 12 jogadoras capazes de contribuir bastante em nível internacional. A China foi legal, as pessoas são simpáticas, o clima é que é um tanto esquisito. Tem muita chuva, calor e umidade, eu preferia a chuva de Seattle qualquer dia”, disse Bird.

De acordo com fontes ligadas ao time, o Storm não tentou negociar uma troca envolvendo Kelly Santos, Ashley Robinson, Shyra Ely ou Katie Geralds, jogadoras que vêm sendo menos aproveitadas na rotação. Agler espera um bom esforço coletivo de todas para compensar a perda de Jackson, principal cestinha e reboteira do time com médias de 20,2 pontos e 7 rebotes por partida. O clube já havia adquirido a ala-pivô Camile Little do Atlanta, ela e a brasileira poderão ter mais espaço agora.

“Estamos explorando todas as nossas opções, mas nossa melhor opção no mercado talvez seja não fazer nada. Temos um forte sentimento de que podemos superar este desafio, estivemos sem Lauren nas últimas seis semanas, já vencemos jogos sem ela, não é como se estivéssemos navegando em águas desconhecidas”, finalizou o técnico Agler, lembrando que Little fez boas partidas na ausência de Jackson com médias de 11,8 pontos e 7,8 rebotes por jogo enquanto a musa loira estava treinando com a seleção da Austrália em julho. LJ disse que espera voltar a jogar em 1º de outubro, no caso de o Storm se classificar para as finais da WNBA.

(Informações do jornal Seattle Times)
 

August 24, 2008

Confira as melhores fotos das decisões olímpicas de basquete

Os Jogos Olímpicos de Pequim-2008 terminaram neste domingo e vão deixar saudades. Mate as suas com nossas galerias das duas finais olímpicas deste fim-de-semana - Austrália 65 x 92 EUA no feminino, EUA 118 x 107 Espanha no masculino - e mais fotos da cerimônia de encerramento de domingo. (more…)

August 23, 2008

Australiana Lauren Jackson desfalcará Seattle Storm no restante da temporada regular da WNBA

Filed under: NBA, Seleções, WNBA — Tags: , , , — basketbrasil @ 3:07 pm

 
A ala-pivô australiana Lauren Jackson será submetida a uma cirurgia no tornozelo direito após as Olimpíadas, e desfalcará o Seattle Storm pelo resto da temporada regular da WNBA. Segundo o médico da seleção australiana, o tempo de recuperação é de no mínimo quatro semanas.

(Painel do Basquete Feminino)

August 22, 2008

Australianas juntam os cacos para final, Candace Parker diz: “De cima abaixo somos as melhores”

 
Uma Austrália abatida tentará parar os Estados Unidos, que estão na briga pelo quarto ouro olímpico seguido no torneio feminino de basquete, na final marcada para sábado.

As norte-americanas bateram as russas por 67 a 52, enquanto as australianas — campeãs mundiais — derrotaram as chinesas com 90 a 56 pelas semifinais, garantindo mais uma decisão entre as duas equipes, como em 2000 e 2004.

As garotas dos Estados Unidos foram campeãs olímpicas em Sydney e Atenas, enquanto as esperanças das australianas de mudar a história dessas últimas finais olímpicas seguem duvidosas, com suas duas jogadoras mais importantes sofrendo com problemas nos tornozelos.

Penny Taylor, a melhor jogadora de defesa da Austrália, não participou da semifinal de quinta-feira, porque havia torcido o tornozelo no jogo anterior.

Taylor, eleita a melhor jogadora do Mundial de 2006, assegurou que jogará contra as norte-americanas, assinalando que ficou “doente” de ter ficado no banco contra a China.

“Meu tornozelo será enfaixado no máximo”, disse Taylor à Reuters. “Mas não vou perder esse jogo por nada neste mundo.”

Os problemas da Austrália se combinaram ainda com outra lesão, da capitã Lauren Jackson, que teria jogado a semifinal no sacrifício, à base de injeção contra dor.

Enquanto isso, as norte-americanas vêm acabando com suas adversárias com média de 43 pontos para mais de diferença, à exceção da derrota chocante diante da Rússia, na semifinal do Mundial de 2006, no Brasil.

“De cima abaixo, nós somos as melhores”, desdenhou Candace Parker, caloura-sensação na WNBA. “Só temos de ir lá executar nosso jogo e fazer nossos arremessos.”

A técnica da Austrália, Jan Stirling, admitiu que as norte-americanas são favoritas ao ouro.

“Para vencê-las, teremos de fazer o melhor jogo de nossas vidas”, declarou ela. “Será a terceira vez. Estamos desesperadas para ganhar o ouro, jogaremos com toda garra, mas também não poderemos nos deixar levar pela emoção.”

(Reuters)

Tira-teima em Pequim: Austrália e EUA fazem terceira final olímpica feminina seguida neste sábado

Filed under: CAPA, Internacional, Seleções — Tags: , , , , , , — Adriano Albuquerque @ 4:13 pm

O torneio feminino de basquete dos Jogos Olímpicos de Pequim-2008 chega à sua final neste sábado, às 11h (horário de Brasília), com um encontro que vem sendo aguardado há dois anos: as tricampeãs olímpicas dos Estados Unidos contra as atuais campeãs mundiais da Austrália. A dupla comprovou o favoritismo e passou pela competição invicta, praticamente sem desafios. É hora do tira-teima, embora as australianas entrem com uma pequena desvantagem por causa das lesões de suas duas melhores jogadoras. (more…)

August 21, 2008

Austrália atropela China sem Penny Taylor e faz terceira final seguida contra americanas (vídeo)

Desde que a geração de Magic Paula e Hortência foi vice-campeã olímpica em Atenas-96, as finais do basquete feminino em Olimpíadas têm sempre as mesmas potências, Estados Unidos e Austrália, que decidirão o ouro no sábado pela terceira edição consecutiva dos Jogos. Agora que o basquete brasileiro amargou seu pior ano olímpico e a musa do Brasil nas quadras Paula é jogadora de vôlei, da Seleção mágica que venceu a China por 3 a 0 se classificando para a final contra os EUA sem perder um set sequer em Pequim, resta saber se haverá uma mudança no topo do pódio das cestas. Mesmo sem a melhor jogadora da campanha do título mundial de 2006, Penny Taylor, a Austrália surrou as chinesas por 90 a 56 e agora tenta impedir o tetracampeonato olímpico das americanas, a craque Lauren Jackson não quer voltar para casa com a terceira prata seguida, uma síndrome que lembra a do futebol feminino brasileiro em finais contra os EUA.

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August 20, 2008

Cestinha australiana Lauren Jackson passará por cirurgia no tornozelo após as Olimpíadas

Filed under: Basquete Feminino, Internacional, Seleções, WNBA — Tags: , , , — basketbrasil @ 4:57 pm

Destaque da seleção australiana feminina de basquete e da WNBA, a ala-pivô Lauren Jackson já tem compromisso certo após os Jogos Olímpicos de Pequim. Segundo o Comitê Olímpico Australiano (COA), a jogadora passará por uma cirurgia no tornozelo direito.

Em comunicado oficial, o COA informa que o problema tornou-se persistente e por causa dele a jogadora tem competido em Pequim à base de injeções. Jackson será operada em Sydney na próxima semana.

“Tenho sofrido com dores e inflamação há algum tempo e só preciso resolver isto para voltar à quadra o mais rápido possível”, diz a jogadora. Nesta quinta-feira, a Austrália enfrenta a China na disputa de uma vaga na final olímpica.

Por causa da cirurgia, Jackson não participará do restante da temporada regular da WNBA com o Seattle Storm. A previsão inicial é que ela precise de quatro a seis semanas de recuperação.

Caso tudo corra como o combinado há ainda uma chance de que ela participe dos playoffs. O técnico do Seattle, Brian Agler, confessou ter ficado desapontado com a notícia da operação, mas disse apoiar que a operação seja feita o mais rápido possível.

(Gazeta Esportiva)

 

Taylor ainda é dúvida em duelo contra China, que marcará encontro de ex-técnico com suas pupilas

Filed under: Internacional, Seleções — Tags: , , , , , , — João Guilherme @ 11:19 am

A grande dúvida do duelo decisivo das semifinais do basquetebol feminino nos Jogos Olímpicos de Pequim é se a estrela australiana, a ala-armadora Penny Taylor, irá para o jogo contra a China, seleção da casa e que vem como surpresa para a o embate desta quinta-feira contra a Austrália, atual campeã mundial e, para muitos, a única equipe capaz de tirar o ouro das americanas em quadras chinesas.

A jogadora, eleita a melhor do último Campeonato Mundial disputado em 2006 no Brasil, sofreu uma torção no tornozelo direito na partida de quartas-de-final contra a República Tcheca. A lesão de Taylor se deu no início do terceiro período, quando a ala-armadora de 27 anos pisou involuntariamente no pé de uma adversária.

Taylor teve que deixar a quadra e ficou o resto da partida com o pé direito enfiado em um balde de gelo. Nesta terça-feira o médico da equipe, Scott Burne admitiu que dificilmente a atleta se recuperará a tempo de disputar a partida que terá início às 11h15 (horário de Brasília), 22h15 (horário local): “Ela sofreu uma lesão significativa. Mas nós esperamos tê-la de volta à quadra se não para a semifinal pelo menos para a final”, explicou o especialista.

Capitã da equipe australiana, em entrevista à Reuters, em Pequim, Jackson lamentou o incidente. “Penny é uma parte importante de nossa equipe. Nós esperamos o melhor. Não sei o que vamos fazer sem ela”, disse a principal estrela do elenco australiano.

Outras integrantes do plantel australiano fizeram questão de dar apoio à jogadora australiana, algumas, inclusive, já se conformaram com a possível ausência da estrela no duelo contra a China, como a técnica Jan Stirling: “A situação da Penny nos preocupa um pouco. Uma lesão no tornozelo como esta depende nas próximas 24 horas. Ela vai colocar gelo a cada duas horas. Parece ser bem significativa no momento. Se ela não puder jogar, o esporte é assim mesmo. Alguma outra pessoa terá de se apresentar. Sinto pela Penny, como sente o resto do time. Se não fora para ser, não é para ser”, disse a treinadora australiana.

A armadora Kristi Harrower, por sua vez, confia na recuperação da lateral e lembrou que viveu situação semelhante durante a conquista do título mundial: “Eu não sei de nada no momento, mas não acho que estejamos preocupadas. Eu machuquei meu tornozelo dois anos atrás na semifinal contra o Brasil (no Mundial de São Paulo) e voltei para jogar a final dois dias depois. Desde que ela siga a rotina de colocar gelo a cada duas horas, espero que ela esteja em quadra conosco”.

Se no lado australiano o que predomina é a esperança, no lado chinês, tanto as jogadoras quanto o técnico Tom Maher, não querem saber de subestimar as adversárias só por causa da possível ausência de Taylor: “O time australiano é muito bom, toda o conjunto funciona bem, então não devemos esperar mais facilidade caso Taylor não jogue”, declarou a ala-armadora Miao Lijie, que é a cestinha da competição com média de 19.5 pontos por jogo.

Mas o encontro entre australianas e chinesas não é especial somente para a equipe chinesa, mas também para o técnico do plantel chinês, Tom Maher, que é australiano. Maher, inclusive, treinou a seleção feminina da Austrália durante sete anos (1993 a 2000). Um dos muitos feitos que Maher conquistou foi ter lançado a dupla Lauren Jackson e Penny Taylor no plantel australiano.

“Tenho muitos amigos na equipe australiana. Mas elas vão jogar contra nós e eu não me importo com elas, eu só quero vencê-las”, diz o treinador, que não esconde sua empolgação com as atuais comandadas. “Estou extasiado com o basquete chinês. É muito bom ver a China perto dos três primeiros do basquete”, finalizou.

August 19, 2008

Austrália passa pelas tchecas sem dificuldade, mas Taylor é dúvida para semifinal contra China

Filed under: DESTAQUES, Internacional, Seleções — Tags: , , , , — Adriano Albuquerque @ 7:19 am

A atual campeã mundial Austrália confirmou o favoritismo e derrotou a República Tcheca com facilidade nesta terça-feira, por 79 a 46 (38 a 17 no primeiro tempo), pelas quartas-de-final do torneio de basquete feminino dos Jogos Olímpicos de Pequim-2008. A equipe da Oceania jamais esteve atrás no placar durante toda a partida e obteve vaga nas semifinais, onde enfrentará na quinta-feira a anfitriã China e sua imensa torcida, que tem lotado o Wukesong Gymnasium. A expectativa é de mais uma vitória das Opals e uma terceira decisão olímpica consecutiva entre australianas e americanas - os EUA venceram os confrontos finais em Sydney-2000 e Atenas-2004.

No entanto, as australianas talvez tenham de fazê-lo sem uma de suas principais jogadoras, a ala Penny Taylor, eleita Melhor Jogadora do Mundial de São Paulo-2006. A lateral, que deixou de disputar a temporada da WNBA para se concentrar na preparação olímpica, torceu o tornozelo direito ao pisar no pé de uma adversária durante o terceiro quarto e virou dúvida para o resto da campanha. Chorando muito, ela passou o segundo tempo inteiro com o pé afundado em um balde de gelo.

Penny Taylor chora e leva a mão ao tornozelo após se lesionar

“A situação da Penny nos preocupa um pouco. Uma lesão no tornozelo como esta depende nas próximas 24 horas. Ela vai colocar gelo a cada duas horas. Parece ser bem significativa no momento. Se ela não puder jogar, o esporte é assim mesmo. Alguma outra pessoa terá de se apresentar. Sinto pela Penny, como sente o resto do time. Se não fora para ser, não é para ser”, disse a treinadora australiana, Jan Stirling. “Ela é uma das nossas jogadoras principais e nossa vice-capitã. Ela é nossa líder”, lamentou a ala-armadora Belinda Snell.

A armadora Kristi Harrower, por sua vez, confia na recuperação da lateral e lembrou que viveu situação semelhante durante a conquista do título mundial: “Eu não sei de nada no momento, mas não acho que estejamos preocupadas. Eu machuquei meu tornozelo dois anos atrás na semifinal contra o Brasil (no Mundial de São Paulo) e voltei para jogar a final dois dias depois. Desde que ela siga a rotina de colocar gelo a cada duas horas, espero que ela esteja em quadra conosco”.

Na ausência de Taylor, a esperança das campeãs mundiais é que a ala-pivô Lauren Jackson mantenha o nível da atuação desta terça pelo resto da competição. Considerada uma das melhores jogadoras do planeta e eleita MVP da WNBA no ano passado, Jackson comandou a vitória, com um duplo-duplo de 17 pontos e 12 rebotes e muita raça e luta no garrafão. Snell acertou três cestas de 3 pontos e marcou 15 pontos e nove rebotes.

Já a equipe do Leste Europeu não teve nenhuma jogadora com pontuação em dígitos duplos. A ala Ivana Vecerová e a armadora Hana Machová foram as cestinhas do time, com 8 pontos cada. “Acho que perder por 33 pontos, com a forma como jogamos, foi um resultado muito bom”, lamentou Vecerová.

Momentos bem distintos: Lauren Jackson sorri com a boa atuação, Taylor chora de dor com o pé no gelo

As tchecas erraram seus oito primeiros arremessos e saíram em desvantagem de 6 a 0, mas se mantiveram por perto com uma defesa agressiva, impedindo um aproveitamento muito bom das rivais. A Austrália impôs seu jogo na segunda metade do período, forçando quatro turnovers, e fez 9 a 1 para se desgarrar no placar, e mais quatro pontos que encerraram o primeiro quarto deixaram o placar em 23 a 10.

A defesa australiana continuou dominando o jogo e, apesar do ataque sofrer uma pequena baixa de rendimento contra a marcação por zona da República Tcheca, ainda acertou o suficiente para marcar 13 a 2 e levar a vantagem a 24 pontos. As européias descontaram com uma cesta de 3 de Mokrosová e de 2 de Sujanová, mas foram apenas sete pontos no total do segundo período, com três cestas em 17 arremessos, além de sete turnovers por todo o primeiro tempo. Penny Taylor acertou cesta de média distância no soar da sirene e as campeãs mundiais foram ao intervalo á frente por 38 a 17.

Apenas dois times na história das Olimpíadas fizeram menos pontos em um primeiro tempo: a antiga Tchecoslováquia, que em Seul-88 perdia para a Iugoslávia por 41 a 15 no intervalo, e Senegal, que só fez 12 pontos nos dois primeiros quartos de sua derrota para a Eslovênia.

O terceiro quarto começou mais movimentado e equilibrado. A contusão de Taylor aconteceu com menos de um minuto jogado no segundo tempo, quando a lateral batia para dentro e pisou no pé de Vecerová. Ela deu lugar a Jenni Screen, mas não fez falta: as Opals mantiveram as tchecas sem cestas por mais de sete minutos e marcaram 15 pontos consecutivos, indo ao período final com 61 a 27 no marcador. A Austrália lançou várias reservas no último quarto, mas continuou abrindo, jamais sendo ameaçada no resto da partida.

Batkovic passa por duas tchecas; a jovem Elhotova procura um alvo para o passe

Foi o fim da campanha da República Tcheca, que vem em decadência após ser finalista do EuroBasket em 2003 e campeã européia em 2005. Desde então, o time ficou em sétimo no Mundial de 2006 e quinto no campeonato continental do ano passado. Entretanto, o técnico Jan Bobrovsky recusou-se a apontar o fim da era de ouro do basquete feminino tcheco: “Não acho que seja o fim de uma geração. Este time ficou quatro meses jogando junto demais e é um pouco demais para as jogadoras jogarem tanto”.

FICHA TÉCNICA
AUSTRÁLIA (23 + 15 + 23 + 18 = 79)

Kristi Harrower (9 pontos e 4 assistências), Belinda Snell (15 pts, 9 rebs), Penny Taylor (8 pts, 6 rebs), Lauren Jackson (17 pts, 12 rebs) e Suzy Batkovic (8 pts, 9 rebs). Entraram depois: Rohanee Cox (10), Tully Bevilaqua (2 pts, 4 roubos), Laura Summerton (2), Hollie Grima (1), Jenni Screen (2), Erin Phillips (3) e Emma Randall (2).
Técnica: Jan Stirling

REPÚBLICA TCHECA (10 + 7 + 10 + 19 = 46)
Hana Machová (8 pontos e 4 assistências), Eva Vitecková (6), Jana Veselá (0 pts, 7 rebs, 3 tocos), Ivana Vecerová (8) e Petra Kulichová (2 pts, 5 rebs). Entraram depois: Edita Sujanová (4), Romana Hejdova (5), Michala Hartigová (2), Markéta Mokrosová (6) e Katerina Elhotova (5).
Técnico: Jan Bobrovsky

August 17, 2008

Austrália pára Rússia no segundo tempo e vence por 75 a 55 na decisão do primeiro lugar do Grupo A

No duelo de equipes invictas decidindo a primeira posição do Grupo A do torneio olímpico feminino de basquete nos Jogos de Pequim, a campeã mundial Austrália derrotou a campeã européia e vice mundial Rússia por 75 a 55 (25 a 37 no intervalo) graças a um segundo tempo dominante em que sofreu míseros 18 pontos das russas, as Opalas viraram o placar vencendo o terceiro quarto por notáveis 30 a 10 e na etapa final impuseram exatamente a mesma parcial feita pela Rússia em cima da Seleção Brasileira na sexta-feira, 20 a 8.

 Lauren Jackson finaliza por cima da russa Maria Stepanova

A ala-pivô australiana Lauren Jackson comandou a quinta vitória do time com um duplo-duplo de 16 pontos e 14 rebotes, e a ala Belinda Snell foi outro destaque com essa mesma pontuação, nove rebotes e dois passes para cesta. A cestinha da partida foi a armadora norte-americana naturalizada russa Becky Hammon, que teve sua melhor atuação nas Olimpíadas com 20 pontos, surpreendentemente a equipe européia chegou a estar vencendo por 16 tentos de diferença no segundo quarto (35 a 19). 

A Austrália começou melhor conseguindo logo uma jogada de três pontos com a ala Penny Taylor no garrafão e abriu 8 a 4 com uma bola de três de Snell, depois ampliou a vantagem para 14 a 6 com o quarto ponto da musa Lauren Jackson dentro do garrafão. Mas a Rússia reagiu rapidamente liderada por oito pontos da ala Svetlana Abrosimova e foi buscar o empate em 15 a 15 com uma cesta de três da loirinha americana Hammon, que depois virou o placar conectando dois lances livres e fechou o primeiro quarto em 19 a 15 convertendo uma infiltração rápida no último segundo. Nos quatro minutos e meio finais da parcial, as Opalas só fizeram um pontinho em lance livre da armadora Tully Bevilaqua.

No começo do segundo período, Becky Hammon meteu mais uma bola de três em resposta a uma cesta de Penny Taylor e após dois lances livres convertidos pela ala-pivô Tatiana Shchegoleva ampliou a vantagem russa para 26 a 19 com mais uma cesta na infiltração, obrigando a técnica australiana Jan Stirling a pedir tempo. Na volta da parada o time da Oceania continuou errando bastante e a Rússia emplacou uma seqüência de 9 a 0 comandada pela mais bela dupla de armação da competição, com mais quatro pontos de Hammon e três de Ilona Korstin. A Austrália acabou com esse jejum de mais de quatro minutos sem pontuar com uma cesta da pivô Suzy Batkovic no garrafão e dois lances livres de Taylor, Oxama Rakhmatulina abriu 37 a 23 para as russas convertendo uma infiltração mesmo sofrendo a falta, mas desperdiçou o lance livre de bonificação, e Batkovic fechou a parcial em 37 a 25 com uma cesta no rebote ofensivo.  

As campeãs mundiais voltaram do intervalo mais agressivas na defesa e no ataque, iniciaram a terceira etapa com sua própria seqüência de 9 a 0 liderada por cinco pontos de Batkovic, daí a Austrália encostou em 37 a 34 com dois lances livres encestados pela armadora Kristi Harrower. Depois Lauren Jackson fez duas cestas seguidas no garrafão, o empate da Austrália veio com uma jogada de três pontos da ala reserva Rohanee Cox e na seqüência L.J. acertou uma bola de três virando o placar para 44 a 41. Aí a ala Svetlana Abrosimova marcou quatro pontos para a Rússia encostar em 46 a 45, e após dois lances livres certeiros da ala Laura Summerton, Jackson mostrou o quanto é decisiva convertendo mais um triplo para levar a vantagem a 51 a 45, depois Summerton fez mais quatro pontos fechando a parcial em 55 a 47 para as Opalas.

No início do último quarto, Lauren fez mais uma cesta no garrafão e uma bola de três de Belinda Snell abriu 60 a 47 obrigando o técnico Igor Grudin a pedir tempo e colocar Becky Hammon de volta à quadra, ela correspondeu marcando quatro pontos e reduzindo o prejuízo para 61 a 51, mas aí foi a vez de Kristi Harrower e Snell converterem arremessos seguidos aumentando a vantagem australiana para 71 a 53 com apenas 4min09s por jogar. Faltando 2min56s, Snell converteu um rebote ofensivo em cesta abrindo 73 a 55 e a Rússia simplesmente não conseguiu mais se encontrar no ataque, daí a diferença final chegou aos 20 pontos com dois lances livres convertidos por Rohanee Cox faltando 1min52s e no final Lauren Jackson ainda desperdiçou a chance de aumentar o placar errando dois lances livres e um chute de três.

Apesar de um fraco aproveitamento de apenas quatro cestas de três em 22 arremessos de longa distância (18%), a Austrália garantiu a vitória com uma ampla vantagem de 53 a 36 nos rebotes, um melhor aproveitamento nas bolas de dois pontos (44% contra 35% da Rússia), menos bolas desperdiçadas (13 a 15) e mais roubadas de bola (9 a 5), a defesa foi fundamental na grande recuperação do segundo tempo. Mesmo tendo errado todos os seus cinco tiros de três, a experiente armadora Harrower distribuiu bem o jogo com sete assistências e oito pontos, e a melhor jogadora do Mundial Penny Taylor contribuiu bastante com 12 tentos, seis rebotes e quatro roubos. A gigante russa de 2,02m Maria Stepanova teve outra atuação decepcionante marcando apenas três pontos em lances livres e cinco rebotes, ela errou todos os sete arremessos de quadra que tentou. Com míseras cinco assistências no total (contra 14 da Austrália), a Rússia dependeu muito das jogadas individuais de Hammon e Abrosimova, depois de quatro vitórias sem convencer elas parecem estar mais encaminhadas no máximo para a medalha de bronze.

No final do jogo, Lauren Jackson estava muito aliviada com a virada e quase chorou na conversa com os repórteres.

“Quando você está 20 pontos atrás (na verdade 16) e de repente olha para cima e vê seu sonho escorregando entre os dedos, alguma coisa dá um clique por dentro. Estou emocionada, precisávamos muito vencer este jogo, foi uma vitória crucial porque queremos encontrar os Estados Unidos na final. Nós não podemos tirar nenhum mérito da Rússia, elas são um grande time, mas para nós foi uma vitória importante”, disse a estrela do Seattle Storm (WNBA), que fez 12 de seus 16 pontos depois do intervalo.

“Estávamos preparadas para jogar, mas uma vez que nossos arremessos não caíram no primeiro tempo, estávamos encontrando dificuldades contra a defesa por zona da Rússia. Então nós decidimos no intervalo executar algumas de nossas jogadas de homem-a-homem contra a zona para ver se isso iria funcionar, simplesmente tivemos de acertar alguns arremessos e o momento de confiança da partida virou para nosso lado”, afirmou Kristi Harrower.

Acostumada a enfrentar as principais jogadoras australianas tanto no CSKA Moscou (RUS) quanto na WNBA defendendo o San Antonio Silver Stars, a armadora Becky Hammon acreditou que a virada australiana teve mais a ver com as falhas de execução da seleção russa.

“Nossa defesa entrou em colapso no segundo tempo. Elas (australianas) são um time muito bom, mas não estavam acertando seus arremessos no primeiro tempo. Nós as estávamos derrotando nos rebotes no intervalo, mas quando você pega 15 ou 20 rebotes a menos que o adversário isso torna a vida bem difícil a não ser que você esteja acertando todos os arremessos, e nós não estávamos convertendo. A Austrália é conhecida por ser uma equipe de lutadoras e por ser muito competitiva, nós sabíamos que elas não iriam embora facilmente depois de abrirmos uma boa vantagem. Infelizmente elas tiveram um momento de muita confiança nos primeiros cinco minutos do terceiro quarto, passaram à frente e não olharam mais para trás. Vamos aprender com isso. No primeiro tempo nós mostramos que podemos jogar contra um time muito bom. Outra coisa que precisamos aprender é que o jogo tem 40 minutos e não apenas 20 minutos, temos de fazer um trabalho melhor nos rebotes e ser um pouco mais disciplinadas. Estamos evoluindo no decorrer do torneio, mas temos muito a melhorar. Não acabou, ainda temos muito trabalho a fazer”, comentou Becky Hammon, que no final reconheceu o favoritismo das Opalas para brigar pela medalha de ouro contra a seleção norte-americana.

“Quando você tem Lauren Jackson e Penny Taylor no mesmo time, tem uma chance de ouro”, finalizou a armadora americana.

FICHA TÉCNICA

AUSTRÁLIA 75 (15 + 10 + 30 + 20)

Titulares: Kristi Harrower (8 pontos e 7 assistências), Belinda Snell (16 pontos e 9 rebotes), Penny Taylor (12 pontos, 6 rebotes e 4 roubos), Lauren Jackson (16 pontos, 14 rebotes e 3 tocos) e Suzy Batkovic (9 pontos e 10 rebotes). Entraram depois: Laura Summerton (6), Rohanee Cox (5), Tully Bevilaqua (3), Hollie Grima (0) e Jenni Screen (0). Técnica: Jan Stirling.

RÚSSIA 55 (19 + 18 + 10 + 8)

Titulares: Oxana Rakhmatulina (2), Ilona Korstin (4 pontos e 6 rebotes), Svetlana Abrosimova (16 pontos e 9 rebotes), Irina Osipova (6 pontos e 9 rebotes) e Maria Stepanova (3 pontos, 5 rebotes e 3 tocos). Entraram depois: Becky Hammon (20 pontos e 3 rebotes), Tatiana Shchegoleva (4), Marina Karpunina (0 ponto e duas assistências), Marina Kuzina (0) e Natalia Vodopyanova (0). Técnico: Igor Grudin.

 

 

August 16, 2008

Eleição da Musa Olímpica: Lauren Jackson é ouro, Ilona Korstin prata e Erin Phillips bronze

Os envios de mensagens para a promoção da eleição da Musa Olímpica do Basquete foram encerrados ontem. A jogadora mais gata na opinião de nossos internautas é mesmo a australiana Lauren Jackson, seguida de perto pela armadora russa Ilona Korstin, a medalha de bronze vai para outra australiana, a armadora reserva Erin Phillips. Abaixo está a relação completa dos votantes numerados de acordo com sua preferência numérica ou pela ordem cronológica de envio do e-mail, como só tivemos 50 inscritos cada um recebeu um número extra de 51 a 00 para concorrer de acordo com a extração deste sábado (16/8) da Loteria Federal, as duas dezenas iniciais do primeiro prêmio apontarão o vencedor que será anunciado neste domingo (17/8), dia da última rodada da fase de classificação do torneio feminino dos Jogos Olímpicos de Pequim. O contemplado vai receber em casa uma camisa do Basketbrasil junto com uma bola oficial da Penalty. E não deixe de dar mais uma conferida na galeria de fotos das belas olímpicas.

E não deixe de participar da promoção que tem inscrições abertas até 13h da próxima quarta-feira, respondendo à pergunta “Quem você gostaria de ver numa partida da NBA no Brasil e por quê?”. As 10 melhores mensagens serão selecionadas por nossa redação e o sorteio será feito com base no próximo sorteio da Loteria Federal nessa mesma quarta (20/8) valendo uma camisa 10 oficial do Phoenix Suns autografada pelo cestinha brasileiro da NBA Leandrinho Barbosa. E no final de semana, com o final dos torneios olímpicos feminino (no sábado) e masculino (no domingo) anunciaremos os vencedores do Bolão Olímpico Basketbrasil, fique ligado!

RELAÇÃO DE VOTOS PROMOÇÃO MUSA OLÍMPICA

1 ou 51- Marcelo Marques Sticha da Silva  - Voto em Micaela
2 ou 52- Hermílio Nina – Voto em Lauren Jackson
3 ou 53- Gisa Cardoso – Voto em Micaela
4 ou 54 – Werbert Nino Cardoso – Voto em Mamá
5 ou 55 – RAO: Voto em Ilona Korstin e Adrianinha dentre as brasileiras
6 ou 56 – Julio Lima: Voto em Lauren Jackson
7 ou 57 – Givanildo Santos de Souza: Voto em Lauren Jackson
8 ou 58 – Daniel Pinho: Voto em Erin Phillips
9 ou 59 – Caio Albuquerque – Voto em Laura Summerton
10 ou 60 – Izaías Oliveira Roma – Voto em Erin Phillips
11 ou 61 – Marcus Vinícius Araújo – Voto em Ilona Korstin
12 ou 62 – Carlos Eduardo Oliveira – Voto em Erin Phillips
13 ou 63 – Fabio Danilo Bogus – Voto em Lauren Jackson
14 ou 64 – Rafael Brito – Voto em Candace Parker
15 ou 65 – Edmilson Silva – Voto em Lauren Jackson
16 ou 66 – Luis Eduardo Brito Fialho – Voto em Ilona Korstin
17 ou 67 – Iara Brito Oliveira – Voto em Fernanda Beling
18 ou 68 – Alesson Ricardo Araújo – Voto em Becky Hammon
19 ou 69 – Rafael Mendes Araújo – Voto em Lauren Jackson
20 ou 70 – Raíssa Reis – Voto em Candace Parker
21 ou 71 – Mayra Oliveira – Voto em Erin Phillips
22 ou 72 – Ivonete Silva de Brito – Voto em Micaela
23 ou 73 – Luciana Braga – Voto em Lauren Jackson
24 ou 74 – Stella Magally – Voto em Ilona Korstin
25 ou 75 – Leila Cardoso – Voto no namorado da Candace Parker
26 ou 76 – Humberto Nascimento – Voto em Laura Summerton
27 ou 77 – Isa Rosete Mendes – Voto em Adrianinha
28 ou 78 – Eric Vinícius – Voto em Becky Hammon
29 ou 79 – Michael Christiansen Mendes – Voto em Ilona Korstin
30 ou 80 – Lídia Flor – Voto em Lauren Jackson
31 ou 81 – Saulo Henrique – Voto em Erin Phillips
32 ou 82 – Mércia Teles – Voto em Fernanda Beling
33 ou 83 – Walathion Souza – Voto em Lauren Jackson
34 ou 84 – Raimundo Marinho Neto – Voto em Candace Parker
35 ou 85 – Flavia Figueiredo – Voto em Lauren Jackson
36 ou 86 – Gustavinho Reis – Voto em Becky Hammon
37 ou 87 – Fabio Araújo – Voto em Ilona Korstin
38 ou 88 – Cadu McGrady – Voto em Lauren Jackson
39 ou 89 – Ricardo Souza Brito – Voto em Erin Phillips
40 ou 90 – Daniel Machado – Voto em llona Korstin
41 ou 91 – Sidney Nunes Rocha – Voto em Lauren Jackson
42 ou 92 – Juliene Ramos – Voto em Anete Jekabsone
43 ou 93 – Rogério Silva Santos – Voto em Erin Phillips
44 ou 94 – Raimundo Sousa – Voto em Lauren Jackson
45 ou 95 – Gustavo Araújo – Voto em Ilona Korstin
46 ou 96 – Camila Avelar – Voto em Lisa Leslie
47 ou 97 – Marcelo (Labohidro Ufma) – Voto em Lauren Jackson
48 ou 98 – Narclébio Rezende – Voto em Maria Stepanova
49 ou 99 – Polyana Farias – Voto em Candace Parker
50 ou 00 – Celinha Dias – Voto em Lauren Jackson.

 

August 15, 2008

Austrália sofre no primeiro tempo, mas derrota Letônia com show de Lauren Jackson: 96 a 73

Depois de vencer a Seleção Brasileira por 79 a 78 nos últimos segundos, a Letônia cutucou a campeã mundial Austrália com vara curta chegando a abrir uma vantagem de sete pontos no primeiro tempo, mas aí a bela e fera Lauren Jackson brilhou com sua melhor atuação nas Olimpíadas de Pequim e comandou com 30 pontos a quarta vitória das líderes do Grupo A, por 96 a 73 (41 a 38 no intervalo). A loiraça de 1,95m só precisou de 26 minutos para conseguir a maior pontuação de uma atleta até agora na competição. A ala-pivô australiana duas vezes eleita a melhor jogadora da WNBA pelo Seattle Storm mostrou sua versatilidade acertando cinco em nove arremessos de três pontos, nesta madrugada de sexta-feira foi mais efetiva fora do que dentro do garrafão, mostrando por que é uma das melhores jogadoras do planeta.

A pivô Suzy Batkovic contribuiu na vitória com 18 pontos e quatro rebotes, e a ala Penny Taylor foi outro destaque com um duplo-duplo de 11 tentos e 11 rebotes, além de ter dado quatro assistências. A experiente ala Ieva Tare foi a cestinha da Letônia com 14 pontos e quatro passes para cesta nesta terceira derrota da equipe báltica.

 Penny Taylor tenta escapar da marcação letã

A bela armadora Anete Jekabsone-Zogota começou o jogo assim como terminou a partida contra o Brasil: inspirada. Ela abriu o placar e marcou nove pontos no equilibrado primeiro quarto, mas depois só anotou mais quatro. Após cestas de Lauren Jackson e Suzy Batkovic no garrafão, Jekabsone empatou em 4 a 4, e depois do quarto ponto de LJ, uma bola de três de Zane Eglite colocou a Letônia na frente por 9 a 8. A Austrália logo virou o placar e abriu 13 a 10 com um triplo de Batkovic, mas Jekabsone respondeu na mesma moeda empatando o jogo, na seqüência a ala Penny Taylor fez uma cesta no rebote ofensivo, as australianas ampliaram a vantagem para 19 a 15 com dois lances livres conectados pela ala-pivô Laura Summerton, mas no último segundo da parcial inicial a ala Gunta Basko acertou um chute de três encostando em 19 a 18.

 Kristi Harrower arremessa à frente da pivô Brumermane

A Letônia iniciou bem o segundo período com uma seqüência de seis pontos fechada com outra bola de três de Basko abrindo 25 a 19, as Opalas encostaram em 25 a 23 com um triplo de Batkovic, mas como uma cesta de Zane Tamane no garrafão e outro tiro certeiro de longa distância da pivô Ieva Kublina livraram a maior diferença letã na partida: 30 a 23. Após dois lances livres encestados por Lauren Jackson, a Austrália partiu para a reação e virou o placar para 34 a 31 com uma série de três bolas de três, a primeira da ala Belinda Snell e duas seguidas da musa L.J. A equipe européia respondeu com uma cesta de Basko no garrafão e empatou o jogo em 36 a 36 com um triplo da veterana Ieva Tare, e nesse momento de pressão a estrela australiana Jackson fez cinco pontos consecutivos incluindo uma bola de três que abriu 41 a 36 antes de uma cesta de Tare fechando a parcial com as letãs atrás por apenas três tentos.

 Liene Jansone arremessa à frente de Lauren Jackson

Jackson foi para o intervalo como a cestinha do primeiro tempo com 17 pontos, compensando com seu talento o fraco aproveitamento australiano nos arremessos de dois pontos (34% contra 57% da Letônia), esses erros de finalização inutilizavam o domínio de 23 a 14 das Opalas nos rebotes. Do outro lado o time europeu estava afiado no ataque do que contra o Brasil, inclusive acertando seis em 11 arremessos da linha de três.

A Austrália só conseguiu deslanchar no marcador na terceira etapa, melhorando bastante no ataque e explorando as bolas desperdiçadas pelas letãs. Após uma cesta de Batkovic no garrafão, Liene Jansone meteu mais uma bola de três encostando em 43 a 41, mas aí Lauren Jackson converteu um arremesso sofrendo a falta e encestando o lance livre de bonificação, Penny Taylor abriu 48 a 41 com dois lances livres e L.J. ampliou a vantagem com o chute de seu 22º ponto. Ieva Tare descontou a diferença para 50 a 44 com uma bola de três, mas foi aí que Taylor ficou com a mão quente com uma seqüência pessoal de sete pontos incluindo uma cesta de três e Batkovic fez uma cesta no garrafão aumentando a vantagem australiana para 60 a 46. A armadora reserva Tully Bevilaqua entrou bem acertando dois arremessos seguidos inclusive um triplo que ampliou o placar para 65 a 48, depois Batkovic e Jekabsone trocaram cestas, a armadora Kristi Harrower converteu uma infiltração abrindo 69 a 50, Liene Jansone tentou puxar uma reação da Letônia marcando quatro pontos e diminuindo o prejuízo para 70 a 54 com dois lances livres, mas nos últimos 24 segundos da parcial Lauren Jackson enterrou qualquer esperança letã com duas bolas de três consecutivas fechando o melhor quarto das campeãs mundiais em 76 a 56.

 Penny Taylor faz bandeja passando pela ruiva Ieva Tare

No último quarto Jackson manteve o ritmo forte e chegou a seu 30º ponto com uma cesta no rebote ofensivo, Jekabsone respondeu convertendo uma infiltração, mas Summerton abriu 80 a 58 com uma cesta dentro do garrafão e a técnica Jan Stirling finalmente aproveitou para descansar sua principal estrela e movimentar mais as reservas. A ala-pivô Hollie Grima entrou bem e foi logo pontuando em um rebote ofensivo abrindo 82 a 60, após quatro pontos da pivô letã Aija Brumermane a experiente armadora Harrower meteu uma bola de três fazendo 87 a 66 e depois bastou à Austrália administrar sua tranqüila vantagem, que chegou a uma máxima de 26 pontos (96 a 70) com uma cesta da ala Rohanee Cox no garrafão e só restou tempo para a Letônia reduzir o prejuízo com uma jogada de três pontos de Elina Babkina.

No segundo tempo, a seleção australiana apertou a marcação e forçou a Letônia a errar mais (foram 21 bolas desperdiçadas contra apenas seis das Opalas), o time da Oceania melhorou sua pontaria embora seu aproveitamento nos arremessos de quadra tenha continuado inferior ao das adversárias (43% contra 53%), mas o domínio dos rebotes acabou sendo massacrante: 48 a 28. A Austrália segue firme em seu caminho para a provável disputa da medalha de ouro contra os Estados Unidos, e no domingo decide o primeiro lugar da chave para as quartas-de-final, enfrentando a Rússia. Já o time letão tentará confirmar sua classificação encarando a Coréia do Sul na última rodada.

“É claro que nós estamos tentando chegar às quartas-de-final, mas temos de vencer a Coréia. Elas são um time realmente rápido, acho que talvez mais rápido que foi o Japão no Pré-Olímpico de Madri. Iremos fazer tudo que podemos para ganhar esse jogo”, disse a armadora Zane Eglite.

“Eu acho que a Letônia pode derrotar a Coréia. Elas arremessaram muito bem no primeiro tempo, mas a Coréia também jogou bem. Acho que estamos OK, estamos evoluindo a cada jogo. Lauren falou conosco no intervalo e disse que precisávamos aumentar a intensidade, mas sabíamos que iríamos vencer”, afirmou a ala Belinda Snell.

“As garotas estavam um pouco para baixo no intervalo. Nós sabíamos que o terceiro período seria um grande quarto para nós e achei que nossa defesa foi sensacional no terceiro quarto, mas contra a Rússia temos de fazer isso durante 40 minutos”, comentou a técnica Jan Stirling.

“Acho que nosso grupo é provavelmente o mais difícil das duas chaves, e penso que o jogo de domingo é importante. Você não quer encontrar os Estados Unidos até a decisão da medalha de ouro. Se tivermos de encontrar a Rússia nas semifinais, tomara que ganhemos alguma confiança com uma vitória domingo. Mas também é importante entrar forte em quadra e jogar bem. Nós jogamos bem hoje, mas não por 40 minutos, e é isso que precisamos fazer contra a Rússia”, concluiu a armadora Kristi Harrower.

FICHA TÉCNICA

AUSTRÁLIA 96 (19 + 22 + 35 + 20)

Titulares: Kristi Harrower (10 pontos, 6 rebotes, 4 assistências e 3 roubos), Belinda Snell (5 pontos e duas assistências), Penny Taylor (11 pontos, 11 rebotes e 4 assistências), Lauren Jackson (30 pontos e 3 rebotes) e Suzy Batkovic (18 pontos, 4 rebotes e 2 roubos). Entraram depois: Laura Summerton (4 pontos e 3 rebotes), Tully Bevilaqua (6 pontos e 3 assistências), Hollie Grima (6 pontos e 5 rebotes), Rohanee Cox (4 pontos e 5 rebotes), Jenni Screen (0 ponto, 3 rebotes e 2 roubos), Emma Randall (2 pontos e 1 rebote) e Erin Phillips (0 ponto, 2 rebotes e uma assistência). Técnica: Jan Stirling.

LETÔNIA 73 (18 + 20 + 18 + 17)

Titulares: Anda Eibele (3), Anete Jekabsone-Zogota (13), Gunta Basko (8), Liene Jansone (11 pontos e 5 rebotes) e Ieva Kublina (4). Entraram depois: Ieva Tare (14 pontos e 4 assistências), Zane Teilane-Tamane (3 pontos e 3 assistências), Aija Brumermane (10 pontos e 5 rebotes), Dita Krumberga (2), Aija Putnina (2), Elina Babkina (3) e Zane Eglite (0). Técnico: Ainars Zvirgzdins. 


 

August 13, 2008

Austrália passeia contra Coréia, garante vaga nas quartas e segue invicta

Filed under: DESTAQUES, Internacional, Seleções — Tags: , , , , , — Adriano Albuquerque @ 10:37 am

A Austrália dominou a Coréia do Sul de início ao fim e venceu seu terceiro jogo no torneio feminino de basquete dos Jogos Olímpicos de Pequim-2008 por 90 a 62 (47 a 33 no primeiro tempo), nesta quarta-feira pela manhã. O resultado garantiu as campeãs mundiais nas quartas-de-final com uma das quatro vagas do Grupo A, que lidera junto à Rússia, ambas com seis pontos. Já a Coréia está empatada na terceira posição com Bielorrússia e Letônia, seus próximos adversários, nesta ordem.

As “Opals”, como são apelidadas as representantes do basquete da Oceania, dominaram o garrafão, com suas três jogadoras de frente em grandes noites. A pivô Suzy Batkovic jogou muito bem e marcou 18 pontos e 10 rebotes, enquanto a ala Penny Taylor, melhor jogadora do Mundial de São Paulo-2006, fez 18 pontos, 7 rebotes e 4 assistências, e a ala-pivô Lauren Jackson, para muitos a melhor jogadora do mundo em atividade, anotou mais 16 pontos e 6 rebotes. O trio contribuiu bastante para os 44 rebotes recuperados pela equipe, que só deixou 25 rebotes para as sul-coreanas. Na defesa, ajudaram a limitar o aproveitamento das asiáticas a 33,3% em chutes de 2 pontos.

Batkovic e Jackson foram vitais para a vitória australiana nesta quarta

Os melhores momentos das asiáticas vieram nos chutes de 3 pontos, onde tiveram 43,5% de acerto, lideradas pelos seis triplos de Beon Yeon Ha, que já havia mostrado sua capacidade no fundamento na vitória sobre o Brasil, e terminou com 20 pontos. Choi Youn-Ah acertou duas de longa distância e marcou 8 pontos, e Jung Sun-Min acrescentou 11 pontos.

As australianas dominaram a partida desde o primeiro quarto, quando sua defesa limitou a Coréia do Sul a seis cestas em 18 arremessos e suas pivôs dominaram o garrafão. Isto, somado ao ataque balanceado das campeãs mundiais, produziu uma arrancada de 14 a 3 que deixou a equipe folgada no placar, 23 a 14 ao final do período.

O time continuou abrindo no segundo quarto, encaixando 13 pontos consecutivos para levar sua margem a 20 pontos, 40 a 20. A pressão defensiva das asiáticas, que funcionou bem contra o Brasil e a Rússia, forçou alguns turnovers e o time conseguiu reduzir para 13 pontos em uma cesta de 3 de Choi Youn-Ah, mas as australianas se seguraram no final do período e terminaram o primeiro tempo com 47 a 33 no marcador.

Penny Taylor faz dois de seus 18 pontos; Choi Youn-Ah faz cara feia ao chutar de 3

Usando sua melhor arma, os chutes de longa distância, as sul-coreanas vieram com tudo no terceiro quarto. Youn-Ah e Yeon Ha acertaram cestas de 3 e Sun-Min fez dois pontos de média distância para reduzir a vantagem das campeãs mundiais a nove pontos. Do outro lado, a Austrália encontrava dificuldades para criar suas jogadas e ficou dois minutos sem pontuar, até Lauren Jackson fazer cesta de média distância para recuperar os dígitos duplos de margem. O time da Oceania recobrou sua tranqüilidade e voltou a impor seu estilo de jogo e movimentação de bola, marcando mais oito pontos consecutivos e ampliando a frente para 19 pontos. Jackson fez mais quatro pontos antes do final do quarto e as Opals foram aos 10 minutos finais com a confortável vantagem de 73 a 50.

Era demais para as coreanas contornarem. Elas diminuíram a 18 pontos duas vezes, mas não chegaram mais perto que isso. As australianas já administravam a vitória, mas ainda marcaram 11 pontos seguidos para abrir 29 de vantagem, 86 a 57, e acabar de vez com qualquer esperança chinesa.

FICHA TÉCNICA
AUSTRÁLIA (23 + 24 + 26 + 17 = 90)

Kristi Harrower (4 pontos e 5 assistências), Belinda Snell (9), Penny Taylor (18 pts, 7 rebs e 4 ast), Lauren  Jackson (16 pts e 6 rebs) e Suzy Batkovic (18 pts e 10 rebs). Entraram depois: Laura Summerton (8), Jenni Screen (4), Rohanee Cox (5), Tully Bevilaqua (0), Hollie Grima (6), Erin Phillips (2) e Emma Randall (0).
Técnica: Jan Stirling

CORÉIA DO SUL (14 + 19 + 17 + 12 = 62)
Lee Mi-Sun (7), Jin Mi-Jun (0), Park Jung Eun (3), Jung Sun Min (11 pts e 4 rebs) e Lee Jong Ae (8 pts e 5 rebs). Entraram depois: Beon Yeon Ha (20 pts e 4 rebs), Choi Youn-Ah (8), Kim Jung Eun (1), Kim Kwe Ryong (4), Sin Jung-Ja (0) e Kim Yeong-Ok (0).
Técnico: Jung Duk Hwa