Os jogadores e a comissão técnica do Phoenix passaram muito tempo na quinta-feira revisando o vídeo da derrota em casa para o Indiana Pacers, um filme de horror que teve 19 bolas desperdiçadas pelo Suns e uma falha de comunicação na defesa que deixou o cestinha do jogo Danny Granger livre para meter a bola de três frontal da vitória no último segundo. O time do ala-armador brasileiro Leandrinho (19V-13D) quer a recuperação com urgência na madrugada deste sábado (à 1h30min, no horário de Brasília), recebendo no US Airways Center o ascendente Dallas Mavericks (22V-13D), que ontem venceu pela oitava vez nas últimas dez partidas, derrotando o New York Knicks no Texas por 99 a 94 (54 a 59 no intervalo) com duas grandes cestas do armador Jason Kidd no último quarto salvando o time numa noite ruim do astro alemão Dirk Nowitzki, que fez apenas 10 pontos jogando com uma febre de 40 graus.
Com Nowitzki não se sentindo muito bem com uma forte gripe na cabeça, o veterano Kidd fez algo que prefere deixar para os outros companheiros, o armador que sempre procura a assistência primeiro, resolveu chutar mais à cesta e foi um dos destaques do Azulão texano com 16 pontos, sete rebotes e quatro passes para cesta. Quarto cestinha da temporada da NBA, Dirk fez apenas dois pontos a mais que sua menor marca no ano, errou 10 em 13 arremessos de quadra, mas em compensação distribuiu sete assistências. O ala Josh Howard foi o cestinha do Mavs com 19 pontos.
“Você tem de apagar seu disco de memória e se tornar um arremessador. Eu tive algumas bolas com grande visão da cesta que não entraram, mas os caras continuaram me dizendo para continuar chutando e felizmente acertei nos momentos que era mais importante”, destacou Kidd, bicampeão olímpico nos Jogos de Sydney-2000 e Pequim-2008.
“Ele (Kidd) converteu um par de arremessos difíceis ali. Eles (Knicks) basicamente deixaram ele sozinho a noite toda, e ele derrubou alguns arremessos para nós”, disse Nowitzki, que errou seus sete últimos arremessos. “Quando era a hora de ir para a vitória, eu não tinha um grande ritmo chutando a bola, mas fui capaz de fazer algumas assistências quando eles dobraram a marcação em mim”, destacou o alemão.
O armador Chris Duhon foi o cestinha da partida pelo Knicks (13V-21D) com 24 pontos e sete assistências tendo acertado seus nove primeiros arremessos, o ala Wilson Chandler contribuiu com 20 tentos, e o ala-pivô David Lee anotou seu sétimo duplo-duplo consecutivo, com 13 pontos e 15 rebotes, mas o clube nova-iorquino sofreu sua nona derrota consecutiva em visitas a Dallas, onde não ganha uma partida desde o dia 16 de dezembro de 1999, quando bateu o Mavericks por 100 a 93 na antiga Reunion Arena.
“Ele (Kidd) converteu um par de arremessos difíceis ali. Eles (Knicks) basicamente deixaram ele sozinho a noite toda, e ele derrubou alguns arremessos para nós”, disse Nowitzki, que errou seus sete últimos arremessos. “Quando era a hora de ir para a vitória, eu não tinha um grande ritmo chutando a bola, mas fui capaz de fazer algumas assistências quando eles dobraram a marcação em mim”, destacou o ala-pivô alemão.
O armador Chris Duhon foi o cestinha da partida pelo Knicks (13V-21D) com 24 pontos e sete assistências tendo acertado seus nove primeiros arremessos, o ala Wilson Chandler contribuiu com 20 tentos, e o ala-pivô David Lee anotou seu sétimo duplo-duplo consecutivo, com 13 pontos e 15 rebotes, mas o clube nova-iorquino sofreu sua nona derrota consecutiva em visitas a Dallas, onde não ganha uma partida desde o dia 16 de dezembro de 1999, quando bateu o Mavericks por 100 a 93 na antiga Reunion Arena. O New York perdeu a segunda seguida depois de uma vitória surpreendente sobre o atual campeão Boston Celtics no domingo.
“O que torna isso frustrante é que nós estamos jogando um bom basquete contra alguns dos melhores times na NBA, chegar perto e não conseguir vencer é frustrante”, disse Lee.
O técnico do Dallas, Rick Carlisle, disse após a partida que Nowitzki jogou com uma febre alta, mas o astro do Mavs minimizou o problema e disse que sua baixa pontuação teve mais a ver com o Knicks utilizando constantemente marcação dupla em cima dele. Mas uma das sete assistências de Dirk deu ao time texano a liderança definitiva do placar, ele achou Kidd livre para converter um arremesso longo que virou o placar para 87 a 86 faltando 5min44s. O armador depois acertou um tiro de três a 4min11s do final ampliando a vantagem para 93 a 89. Kidd não fazia tantos arremessos de quadra numa partida (15, acertando seis) desde o dia 9 de dezembro, na derrota para o San Antonio Spurs após duas prorrogações.
O pivô do Knicks Eddy Curry, que ficou fora das primeiras 33 rodadas com uma lesão no joelho, fez sua estréia na temporada entrando em quadra com 2min42s faltando no primeiro quarto e pouco mais de um minuto depois converteu uma bandeja, o único arremesso que ele tentou em dois minutos e meio de ação, nos quais também pegou dois rebotes. Chris Duhon começou com a mão quente acertando seus nove primeiros arremessos de quadra e terminando com um aproveitamento de 10 cestas em 14 chutes. Com 100% de aproveitamento em nove arremessos no primeiro tempo, o armador ex-Chicago Bulls liderou o Knicks com 22 pontos antes do intervalo para uma vantagem de cinco na metade do jogo no American Airlines Center. Duhon fechou seu primeiro tempo perfeito com uma bandeja e sua quarta bola de três da noite dando ao Knicks uma vantagem de oito pontos nos momentos finais do segundo quarto, o primeiro chute errado dele só aconteceu quando o pivô Erick Dampier bloqueou a tentativa de bandeja do armador faltando 8min40s no terceiro período.
O Dallas teve um ataque mais equilibrado com seis jogadores pontuando em dígitos duplos, o ala Antoine Wright fez 13 pontos, o ala-pivô Brandon Bass encestou 12 e o ala-armador Jason Terry marcou 10. Nas últimas seis partidas, o Mavericks só enfrentou times perdedores (com menos de 50% de aproveitamento na classificação) e conseguiu cinco vitórias. Mas o time precisou se recuperar de uma desvantagem de 29 pontos para derrotar o Minnesota Timberwolves na semana passada, perdeu para o Memphis Grizzlies no domingo e também precisou de uma virada no final para vencer o Los Angeles Clippers na terça-feira, hoje terá um teste mais difícil em Phoenix.
“Eu ouço muitas pessoas falando sobre como seria legal ter alguns jogos fáceis. Eu não vejo dessa maneira. Este é o ano mais competitivo de cima abaixo que já vi na NBA”, afirmou o treinador Carlisle.
O ala Al Harrington converteu uma jogada de três pontos cortando a vantagem do Dallas para 95 a 94 no final, o Knicks ainda teve a chance de virar o placar nos três ataques seguintes, mas não converteu essas oportunidades. Aí Nowitzki conectou dois lances livres dando ao Mavs três pontos de frente, e Jason Terry selou a vitória acertando um arremesso longo faltando nove segundos. Nos últimos 2min18s, o New York errou todos os seis arremessos que tentou, e fechou o último quarto com um aproveitamento de apenas 25% no ataque (seis cestas em 24 chutes). O armador baixinho de 1,75m Nate Robinson acertou só um em nove tiros de três pontos ontem, sua pontaria descalibrada acumula 27 erros em 30 triplos tentados nas últimas cinco partidas do Knicks.
“Eles (jogadores do New York) estão jogando o mais duro que podem jogar e nos dando uma chance de vencer, simplesmente não conseguimos fechar bem o jogo ainda”, disse o técnico ex-Suns Mike D´Antoni, que recebeu uma falta técnica por reclamar de uma falta a 10min56s do final.
O Mavericks venceu 12 nas últimas 14 partidas em seu ginásio, se recuperou de um mau início de temporada (2V-7D), mas fora de casa seu rendimento não é dos melhores, essa é a esperança do Phoenix para devolver a derrota sofrida diante do Dallas no dia 4 de dezembro, quando Nowitzki brilhou com 39 pontos numa vitória de ponta a ponta por 112 a 97, depois desse confronto o Suns acumula oito vitórias em 12 jogos.
Os jogadores do Suns costumavam usar o salão ao lado dos vestiários do US Airways Center como lugar de diversão incluindo mesas de sinuca, video games, computadores, aparelhos musicais e telão de TV, mas ontem eles passaram muito tempo na sala que agora é tipo um cinema para assistirem vídeos de jogos, e na quinta-feira a sessão foi o filme de terror dos erros cometidos na derrota contra o Pacers, não teve muita escapatória.
O técnico do Suns, Terry Porter, culpou a falta de comunicação defensiva da equipe pela derrota, e não foi exclusivamente na jogada final da bola de três pontos matadora de Danny Granger no último segundo. Uma arrancada de 17 pontos a 4 do Indiana no terceiro quarto expôs algumas falhas defensivas do astro cestinha do time, o ala-pivô Amare Stoudemire. Na jogada da vitória, o Pacers alinhou quatro jogadores na altura da linha de lance livre na hora do passe de reposição lateral de Mike Dunleavy e mandou Stephen Graham penetrar o garrafão como uma isca, Leandrinho seguiu o ala que era seu homem a ser marcado, mas Jason Richardson saiu para pegar Graham também, depois que Porter tinha enfatizado que o Suns faria as trocas na defesa, só que o brasileiro continuou atrás de Graham também, e Granger saiu livre na cabeça do garrafão escapando para o tiro frontal de três pontos.
“O esperado é que você cace (seu adversário) até que haja uma troca envolvida, mas J-Rich pegou o cara dele (de Leandro Barbosa). J-Rich, neste ponto, deveria dizer: “LB, eu pego ele”, e naquele ponto LB simplesmente ficaria no topo do garrafão”, explicou Porter, mas como não havia ninguém ali Granger passou entre Jarrett Jack e Jeff Foster para receber a bola de frente e finalizar com o tiro de três e Steve Nash pulou atrasado na tentativa de cobertura.
“Foi uma falha de comunicação. Eu não estava trocando até que eu visse um corta-luz, eu fui atrás do meu cara (Graham) e JR pegou meu cara”, disse Leandro na matéria do jornal Arizona Republic.
Como o ala Grant Hill estava cobrindo o lado mais próximo da cesta, sobrou para Steve Nash a única chance de dar combate a Granger, mas estava vindo do lado fraco e ficou a quase dois metros atrás de Granger quando o cestinha recebeu a bola para chutar, daí não chegou a tempo de atrapalhar o arremesso.
“Outra dolorosa lição aprendida pelo Phoenix Suns”, resumiu Porter.
Algumas pessoas questionaram por que Nash e Leandrinho estavam em quadra para uma jogada final defensiva, considerando que são atletas de muita qualidade ofensiva, mas não têm a mesma habilidade na defesa.
“Não importa quem sejam os jogadores, se não houver comunicação na defesa, os mesmos erros vão se repetir”, rebateu Porter.
O Suns ficou nessa situação porque não manteve a última posse de bola do jogo sob controle depois que Jason Richardson pegou um rebote ofensivo faltando 11 segundos, com o placar empatado em 110. Porter queria pedir tempo na hora, mas não recebeu a atenção de um jogador ou de um dos árbitros para seu pedido, e o arremesso errado final de J-Rich ainda deixou nove décimos de segundo no relógio para o Indiana armar a jogada fatal no tempo pedido pelo técnico Jim O´Brien. O jogo de quarta-feira teve o terceiro pior aproveitamento ofensivo do Phoenix na temporada (42,5% de acerto nos arremessos de quadra), e nos três primeiros quartos o Suns cedeu 54,3% de aproveitamento ao Pacers, antes da reação na etapa final puxada por 11 pontos de Leandrinho, que estava com um aproveitamento de apenas 28% nos arremessos de três pontos antes de acertar quatro em seis no jogo da semana passada contra o Memphis Grizzlies e três em cinco na quarta-feira.
Outro erro grave foi a cobertura no garrafão contra os pick-and-rolls e cortes pela linha de fundo do Pacers. “Eles não tinham pivôs típicos no poste baixo e fizeram 15 cestas no garrafão no primeiro tempo, temos de voltar ao básico”, concluiu Porter.
O ala-armador brasileiro Leandrinho foi destaque em uma grande reação final do Phoenix Suns marcando 11 de seus 18 pontos no último quarto, incluindo uma bola de três que colocou seu time pela primeira vez à frente no placar por 110 a 108 faltando 45,4 segundos no jogo disputado na madrugada desta quinta-feira (horário de Brasília), mas o Indiana Pacers está tornando um hábito surpreender os melhores times da NBA e o ala Danny Granger está se acostumando a brilhar como cestinha. Ele empatou o placar em 110 com um chute da cabeça do garrafão a 34,9 segundos do fim e no último segundo meteu uma cesta de três decidindo a vitória do Pacers por 113 a 110 (61 a 57 no intervalo), assim igualou seu recorde da carreira com um total de 37 pontos. Foi o terceiro jogo consecutivo em que Granger marcou pelo menos 35 pontos, ele já tinha feito 36 na partida de segunda-feira quando seu time acabou derrotado pelo Denver Nuggets do pivô brasileiro Nenê.
O ala-pivô Amare Stoudemire liderou o Suns (19V-13D) com 23 tentos e 11 rebotes, e Leandro foi o segundo cestinha da equipe junto com o ala Grant Hill. Em 21min32s de ação, o camisa 10 paulista acertou seis em 10 arremessos de quadra incluindo três em cinco bolas de três tentadas, encestou todos os seus três lances livres e deu três passes para cesta. O armador titular canadense Steve Nash anotou um duplo-duplo com 16 pontos e 12 assistências, e o ala-armador titular Jason Richardson contribuiu com 16 tentos e 10 rebotes, mas o Phoenix não conseguiu se impor e teve de correr atrás no placar praticamente o jogo inteiro.
Steve Nash e Leandrinho comemoram cesta de três do brasileiro que virou o placar a 45 segundos do fim, mas...
A vitória no estouro do cronômetro acabou com uma série de sete derrotas consecutivas do Indiana em confrontos com o Phoenix e evitou o Suns de chegar pela primeira vez a quatro vitórias seguidas na temporada. Apesar de fazer uma campanha ruim (13V-22D) estando fora da zona de classificação aos playoffs da Conferência Leste, o Pacers mantém a reputação de “pedra no sapato dos gigantes”, nesta temporada já derrotou os finalistas de 2008 Los Angeles Lakers e Boston Celtics, e agora venceu fora de casa o time do Arizona, derrubado da sexta para a oitava posição na Conferência Oeste. Com a mão quente de Granger ao longo da partida, era natural que a jogada final fosse desenhada para ele. Com o placar empatado e apenas 0,9s no relógio depois do último tempo técnico, o ala Mike Dunleavy fez o passe de reposição lateral nas mãos do cestinha e ele acertou o triplo fatal.
“Saiu exatamente como desenhamos. Fomos para a primeira opção, e Danny era a principal opção, ele simplesmente deu um passo atrás e meteu a bola. Foi um grande arremesso dele. Vencer um jogo assim como é como a cereja em um sundae”, comemorou Dunleavy, que fez sua estréia no campeonato anotando 14 pontos após passar mais de dois meses tratando de uma lesão no joelho esquerdo.
Granger concordou com o companheiro sobre o mérito da jogada final arquitetada pelo técnico Jim O´Brien.
“Nosso técnico desenhou uma grande jogada. Corremos alguns caras em volta e eu corri para fora da marcação, parei de frente e tive uma boa visão da cesta. Quando eu tive aquela visão aberta para chutar, fiz o arremesso, e estou sempre confiante que a bola vai entrar. Tive dois corta-luzes para ficar livre e acertei o arremesso. Isto é uma grande construção de confiança para nós”, ressaltou Granger.
“Não estamos tendo muita sorte com chutes de último segundo e cestas da vitória neste ano. Parecemos estar azarados”, lamentou o técnico do Suns Terry Porter, dizendo que a falta de comunicação na defesa de sua equipe na jogada final custou muito caro. “Nós conversamos sobre trocas de marcação e tudo, e de alguma forma tivemos dois caras saindo no cara da isca (debaixo da cesta), e ele escapou para fora. Steve (Nash) o viu e também pulou para fora, mas nós simplesmente não fizemos um bom trabalho na comunicação, e Granger acertou um baita arremesso”, concluiu o treinador. Vale lembrar que na rodada de Natal contra seu tradicional carrasco San Antonio Spurs, o Phoenix também perdeu numa bola de três no último segundo, cortesia de Roger Mason.
Pesou ainda o fato de o Suns estar desfalcado de seu pivô titular Shaquille O´Neal, um dos principais pontuadores e reboteiros da equipe na temporada ficou fora do jogo sentindo espasmos nas costas. Essa foi a primeira ausência de Shaq por lesão nesta temporada, as cinco partidas anteriores que ele ficou fora tinha sido poupado como uma forma de descanso programado do gigante de 36 anos e 2,16m, incluindo três vezes em que ele foi preservado da primeira perna de rodadas duplas com jogos em noites seguidas. Seu substituto novato Robin Lopez começou jogando muito mal, anotando só dois pontos em quatro lances livres e dando um toco antes de sair pendurado com quatro faltas em apenas 5min19s jogados. O ala-pivô Louis Amundson entrou dando mais equilíbrio ao garrafão com nove pontos e um recorde da carreira com 14 rebotes.
Questionado se o longo intervalo entre os jogos (nos últimos 17 dias o Suns só fez quatro partidas) contribuiu para o início lento do Phoenix, o técnico Porter respondeu: “Não sei se você pode dizer isso, eu achei que nossos treinos foram muito bons e nós estávamos afiados. Simplesmente erramos muitos arremessos e erramos lances livres. Nós não conseguimos fazer algumas coisas no início e eles (Pacers) estavam acertando tudo. Novamente perdemos bolas que nos atrapalharam hoje à noite. Tivemos 19 bolas perdidas e eles fizeram 25 pontos em cima desses erros. Isso realmente nos atrapalhou, mas achei que nossos caras foram agressivos, levaram a bola para a cesta e terminamos com 39 lances livres, o que foi bom. Eu achei que nossos caras batalharam, achei que nós batalhamos o jogo inteiro. Pensei que quando passamos à frente no placar estávamos bem, uma vez que LB (Leandro Barbosa) acertou aquele arremesso no final estávamos muito bem, mas você tem de continuar jogando até o fim. Foi desapontador obviamente perder o jogo, mas temos de seguir em frente”.
“Talvez Leandro Barbosa esteja encontrando seu ritmo nos arremessos de três pontos. Ele fez duas de suas melhores partidas nos chutes de três nos últimos três jogos: acertando quatro em seis na vitória sobre o Grizzlies em Memphis e três em cinco no jogo de quarta-feira. Até então, ele estava com um aproveitamento de 27,9% nos tiros de três nesta temporada. Depois de tudo o que Barbosa tem passado (a última foi faltar ao treino de segunda-feira para ser testemunha no tribunal em um caso envolvendo seu agente), ninguém poderia ter ficado mais feliz ao ver a celebração depois de seu triplo da virada. Ele estava saltitando e sorrindo, e batendo o peito no ar com Richardson e Nash, que não sorria assim na quadra há um longo tempo. Por mais difícil que seja para Barbosa jogar na maior parte do tempo como armador agora, é ainda mais difícil para ele sentar quartos inteiros no banco frequentemente, como no terceiro período de quarta-feira. Ele fez 11 pontos no quarto período e foi o único jogador do Suns que arremessou bem na quarta-feira, quando Phoenix teve sua terceira pior partida em aproveitamento nos chutes na temporada (42,5%)”, analisou o colunista do jornal Arizona Republic Paul Coro no seu blog no AZCentral.com.
Foi grande a comemoração pela “quase cesta da vitória” de Leandrinho, mas Danny Granger riu por último. Na jogada final, o Pacers usou o ala Stephen Graham como isca penetrando no garrafão e o brasileiro seguiu seu homem na marcação, só que Jason Richardson saiu na ajuda “mordendo a isca” depois que Porter insistiu na troca de posições no tempo técnico e Granger saiu livre para acertar uma cesta de três frontal, Nash tentou cobrir e chegou atrasado na marcação.
“Nós deixamos o melhor jogador deles livre, então obviamente algo não estava certo. Você luta tão duro o jogo inteiro e ainda tem de ser quase perfeito no final”, lamentou o ala Grant Hill.
O raio-X da jogada final foi o seguinte, segundo a análise de Paul Coro em cima do vídeo: “O Suns tinha Amare Stoudemire cobrindo o passe da reposição lateral de Mike Dunleavy, uma troca que aconteceu desde um jogo de novembro em Sacramento quando Quincy Douby teve um arremesso aberto para a vitória porque Stoudemire não trocou. O Indiana alinhou Jarrett Jack, Danny Granger e Jeff Foster na linha de lance livre. Nash está no lado fraco marcando Jack. Grant Hill está atrás da linha no garrafão, Leandro Barbosa está no topo do garrafão. Jason Richardson está no lado da bola de Foster, formando um diamante. O homem de Barbosa, Stephen Graham está correndo uma curva do topo para dentro do garrafão e Richardson o segue quando ele vem para o lado da bola. Barbosa está ficando para trás, mas ainda assim vai para cima dele (Graham). Granger espera até Barbosa limpar a área no topo e então corre para a linha de três pontos com apenas Nash disponível para ir atrás dele porque Hill está plantado no garrafão, Richardson está perseguindo Graham na área pintada e Barbosa está de costas para a bola tentando pegar Graham também. Stoudemire está jogando entre Dunleavy e a cesta, então Dunleavy tem um passe claro para Granger, que pega a bola quando Nash ainda está com um pé na linha de lance livre. Nash nunca teve a mão próxima do rosto de Granger e estava saindo para o lado para evitar uma falta, deixando Granger com uma visão clara. O único que parecer ver o que estava vindo foi o assistente técnico Dan Majerle, que estava apontando para Granger quando ele saiu explodindo livre entre seus companheiros. A explicação de Porter pós-jogo falou sobre como Barbosa e Richardson, os dois foram atrás de Graham, e eles tinham falado sobre trocar tudo na roda do tempo técnico. Neste caso, não gritaram nada para Barbosa então ele continuou caçando Graham e deixou a área, Richardson pegou o que parecia ser um homem livre, mas foi realmente só uma isca porque ele penetrou por uma área que teria sido difícil receber o passe, e Granger saiu livre”, explicou detalhadamente. Mas considerando que Leandrinho nunca foi muito reconhecido como um grande defensor, a lógica seria Hill sair na marcação do ala, uma escolha simples de lateral marcando lateral.
O Pacers teve uma atuação coletiva satisfatória com uma escadinha depois de Granger: 14 pontos de Dunleavy, 13 de Graham, 12 do ala-pivô Troy Murphy, 11 do armador Jarrett Jack e 10 do pivô esloveno Rasho Nesterovic. O time visitante também jogou desfalcado, sem o armador titular T.J. Ford (contusão nas costas) e o ala-armador Marquis Daniels (lesão no púbis esquerdo).
O problema foi que o Phoenix teve um início de jogo medonho, acertando só um de seus 12 primeiros arremessos nos 7min44s iniciais e o Indiana tirou vantagem disso. Granger marcou 19 pontos no primeiro tempo, incluindo três bolas de três, e assim o Pacers construiu uma diferença de 42 a 27 no segundo período. Mas o Suns reagiu liderado por Stoudemire e cortou o déficit para apenas quatro pontos no intervalo, Amare terminou o primeiro tempo com 17 tentos, nove deles da linha de lance livre acertando todas as suas cobranças. Amundson também veio bem do banco e deu uma incendiada no time, foi para o intervalo com 11 rebotes igualando um recorde da carreira, sendo que oito sobras foram na tábua ofensiva.
O Indiana capitalizou em cima da ausência de O´Neal marcando 30 pontos dentro do garrafão no primeiro tempo, quando os três pivôs da equipe (Roy Hibbert. Jeff Foster e Rasho Nesterovic) anotaram somados 13 pontos e 10 rebotes, enquanto o ala Dunleavy ajudou encestando oito. O Pacers voltou com a mão quente para o terceiro quarto, com Troy Murphy acertando quatro bolas de três, assim os visitantes elevaram a vantagem para 16 pontos em duas oportunidades. Desta vez, o Suns não respondeu tão bem como no primeiro tempo, só conseguiu reduzir o prejuízo para 95 a 86 no final da parcial, graças aos 10 pontos de Richardson no quarto ajudando a manter o time relativamente próximo. Na etapa final Leandrinho puxou a reação e vibrou muito na hora da virada, mas a grande comemoração no encerramento acabou sendo do time de Indianápolis.
Os dois times começaram a partida com estatísticas de grande contraste: o Suns liderava a NBA em aproveitamento de arremessos, mas era apenas o 26º colocado no acerto de lances livres, enquanto o Pacers era o líder geral no percentual de rebotes, mas apenas o 28º colocado na defesa. O Indiana está no meio da sua maior série de jogos fora de casa na temporada, depois de perder em Denver e jogar em Phoenix, a excursão terá paradas em Los Angeles (para enfrentar o Lakers), Oakland (jogo contra o Golden State Warriors) e Salt Lake City (Utah Jazz) antes da volta para casa na próxima quarta-feira. O´Neal obviamente fez falta ao Phoenix, em sete partidas o pivô marcou 20 pontos ou mais nesta temporada, mais uma e ele iguala seu total da temporada 2007-08, desde que adquiriu Shaq na troca com o Miami Heat em fevereiro de 2007 o Suns tem um retrospecto positivo de 34 vitórias e 16 derrotas com o pivô em quadra.
O ala do Phoenix Suns, e companheiro de Leandrinho, Jason Richardson, quer ser o primeiro jogador da NBA com títulos no Campeonato de Enterradas e de 3 pontos do Fim de Semana das Estrelas da NBA. Em 2002 e 2003 ele venceu o Campeonato de Enterradas, agora, em 2009, quer participar do torneio de arremessos de longa distância.
“Espero ser o primeiro a vencer (os dois). Mostra muito do meu jogo, que não sei apenas enterrar”, disse Richardson.
O líder em aproveitamento dos três pontos desta temporada, com 48,5%, devereceber a chance da NBA.
“Definitivamente faria. Não participo (de campeonatos de três pontos) desde o Ensino Médio. (Michael) Jordan foi o primeiro (que participou dos dois na NBA)”, afirmou.
Na verdade, o pioneiro foi o ex-ala do Los Angeles Lakers, Michael Cooper, que teve o pior desempenho em campeonatos de três pontos (apenas cinco pontos) da história da liga.
O Phoenix Suns quer dar continuidade a seu bom momento na noite desta quarta-feira. A equipe do Arizona, do técnico Terry Porter e do ala-armador brasileiro Leandrinho, irá enfrentar o jovem e surpreendente time do Indiana Pacers no US Airways Center, Arizona, à meia-noite (horário de Brasília), na madrugada de quarta para quinta-feira. O Suns venceu seus últimos três jogos e pulou da oitava para a quinta colocação na forte Conferência Oeste.
Desde que conseguiu a troca com o Charlotte Bobcats que trouxe o ala-armador Jason Richardson, o Suns venceu seis em oito jogos. Além disso, a equipe mostrou força ofensiva, marcando em média 45 pontos a mais que os rivais desde que o quinteto formado por Steve Nash, Jason Richardson, Grant Hill, Amare Stoudemire e Shaquille O’Neal começou a atuar junto. Entretanto, a falta de ritmo de jogo pode pesar para o Suns, isso porque a franquia do Arizona jogou apenas quatro vezes nos últimos 17 dias, uma folga inimaginável nos atuais tempos da NBA.
O reforço Jason Richardson, que contabiliza médias de 15.8 pontos, 4.6 rebotes e 2.3 assistências em oito jogos pelos Suns, foi notícia neste início de semana. O ala-armador foi indiciado por dirigir embriagado numa comunidade tribal indígena na região metropolitana de Phoenix. A citação encaminhada ao tribunal de justiça de West Mesa informa que Richardson foi parado por um policial na comunidade índia de Salt River Pima-Maricopa às 2h48min da madrugada (horário local), dirigindo uma Mercedes Benz branca ano 2008, e o teste do bafômetro indicou que o nível de álcool no sangue do jogador estava acima de 0,08%. Entretanto, o caso não deve ter consequências maiores para o camisa 23 do Suns. Como não houve prisão que justificasse uma suspensão da liga, J-Rich deve começar jogando ao lado de Steve Nash no duelo desta quarta-feira.
O time de Phoenix também procura aproveitar ao máximo sua tabela mais “folgada” nestes últimos dias. A equipe busca sua quarta vitória consecutiva contra times que tem menos de 50% de aproveitamento na temporada. Além disso, o Suns buscará manter um tabu positivo contra o Pacers. Os comandados de Terry Porter venceram os sete últimos jogos que fizeram contra o rival de Indianápolis. O último êxito fora no dia 5 de novembro de 2008, quando o Phoenix venceu por 113 a 103 com 49 pontos de Amare Stoudemire.
Pelo Indiana Pacers, que vem de quatro derrotas nos últimos seis jogos, a novidade será o retorno do ala Mike Dunleavy. O atleta de 28 anos retornará às quadras após ficar mais de dois meses de molho. De acordo com o técnico Jim O’Brien, Dunleavy irá voltar aos poucos e, provavelmente, não começará como titular nesta quarta. A última vez que o Pacers conseguiu uma vitória na costa oeste americana foi no dia 26 de outubro passado, quando bateu o Houston Rockets por 91 a 90.
Jason Richardson, novo ala-armador titular do Suns, foi indiciado por dirigir embriagado numa comunidade tribal indígena na região metropolitana de Phoenix, mas pelo tempo transcorrido da infração (21 de dezembro), o caso não deve ter repercussões mais sérias como aconteceu com a suspensão do ala Carmelo Anthony pelos dois primeiros jogos da temporada da NBA por ter sido preso por dirigir bêbado. A citação encaminhada ao tribunal de justiça de West Mesa informa que Richardson foi parado por um policial na comunidade índia de Salt River Pima-Maricopa às 2h48min da madrugada (horário local), dirigindo uma Mercedes Benz branca ano 2008, e o teste do bafômetro indicou que o nível de álcool no sangue do jogador estava acima de 0,08%.
Ele também foi acusado de estar dirigindo em alta velocidade e fora da faixa. A multa aplicada pelo oficial afirma que o atleta estava a 65 milhas por hora numa zona cuja velocidade máxima permitida era de 55 mph indo na direção sul no Loop 101 da estrada Thomas Road.
O jogador foi citado e liberado mediante o compromisso de se apresentar numa audiência preliminar judicial que ainda não tem data marcada. Larry Kazan, advogado de defesa especializado em casos de motoristas embriagados, notificou a corte que irá representar o jogador de 26 anos no processo. Ele e o clube não se manifestaram sobre o assunto.
Como não houve prisão que justificasse uma suspensão da liga, J-Rich deve começar jogando normalmente na próxima partida do Suns (19V-12D) na noite de quarta-feira contra o Indiana Pacers (à 0h no horário de Brasília), com o ala-armador brasileiro Leandrinho no banco de reservas. Recentemente o grande ídolo da franquia e vice-campeão da liga em 1993, o folclórico comentarista da TNT Charles Barkley, também foi preso por dirigir alcoolizado, e declarou ao policial que avançou o sinal de parada obrigatória “indo encontrar uma garota que teria lhe feito o melhor sexo oral de sua vida.”
O excesso de tempo livre deve ter pesado para Richardson abusar na dose, afinal naquela semana de Natal o Phoenix só jogou uma vez (na rodada do dia 25, derrota por um ponto na última bola contra o San Antonio Spurs), e o jogo contra o Pacers será apenas o quarto disputado pela equipe nos últimos 17 dias, uma folga na tabela completamente atípica para os padrões da NBA.
Aliás, Leandrinho faltou ao treino do Suns ontem por motivos particulares, liberado pelo time, mas não deve ser problema para o jogo de amanhã. Terry Porter elogiou o esforço do brasileiro substituindo Nash na armação nos últimos jogos, mas está ainda mais satisfeito com a química obtida pelo novo grupo titular formado depois da troca com o Charlotte Bobcats. Em 98 minutos de atuação do quinteto Steve Nash/Jason Richardson/Grant Hill/Amare Stoudemire/Shaquille O´Neal, o Suns marcou 45 pontos a mais que os adversários, e com três vitórias consecutivas e a ajuda de uma combinação de resultados subiu da oitava para a quinta posição na zona de classificação aos playoffs da Conferência Oeste.
Ultimamente, muitos treinos do Suns terminam com uma hora extra para os novatos: o pivô Robin “clone de Anderson Varejão” Lopez trabalha de um lado da quadra com o técnico-assistente ex-pivô Bill Cartwright e o armador esloveno Goran Dragic treina do outro sob a supervisão do auxiliar-técnico sérvio Igor Kokoskov. Como Leandrinho vem sendo mais utilizado como armador reserva do astro canadense Steve Nash e o time contratou como terceiro armador o segundoanista Dee Brown, ex-Washington Wizards, Dragic perdeu seu espaço na rotação e não joga há mais de quatro semanas, enquanto o 15º escolhido no draft Lopez está perdendo tempo de quadra para o ala-pivô Louis Amundson, no jogo de sexta-feira contra o Los Angeles Clippers ele não entrou em quadra por opção do técnico pela quinta vez nesta temporada.
“No geral, eu ainda estou satisfeito com o que Robin tem feito. Ele simplesmente tem de estar mais bem preparado às vezes. Quando ele entrou no jogo nas últimas partidas, não parecia pronto e tão afiado como precisa estar. Ele não parecia estar focado, errou duas ou três bolas, falhou em algumas tarefas no setor defensivo. Errou box-outs (o isolamento do adversário protegendo o rebote), coisas que você tem de se concentrar quando pisa na quadra”, explicou o técnico Porter.
A garra de Lopez não é questionada, a habilidade de bloquear arremessos é evidente. O rebote que era uma preocupação inicial tem melhorado, no ataque ainda está devendo, mas vem trabalhando em seu arremesso e movimentos ofensivos diariamente, segundo a matéria do jornal Arizona Republic. O novato cabeludo foi titular em cinco jogos quando o veterano Shaquille O´Neal foi poupado, mas só jogou mais de dez minutos em outras duas partidas saindo do banco.
“Eu acho que melhorei em muitas áreas diferentes na quadra de basquete. Você simplesmente tem de tentar se manter mentalmente preparado. Às vezes pode parecer um pouco errático, mas existe definitivamente um pensamento por trás disso, então você tem de estar preparado para qualquer momento que seu nome for chamado”, disse Lopez.
O gerente geral Steve Kerr procura ser compreensivo, afinal entre os jogadores de garrafão escolhidos no draft de 2008 apenas o pivô grego Kosta Koufos (23º escolhido pelo Utah Jazz) e o ala-pivô J.J. Hickson (19º selecionado pelo Cleveland Cavaliers) conquistaram um lugar significativo na rotação de times vencedores. Mas vale lembrar que irmão gêmeo do “Varejinho”, Brook Lopez, é pivô titular do New Jersey Nets, embora seja mais fácil para os novatos acumularem mais minutos jogando por times mais fracos.
“Uma das coisas mais difíceis é ser um calouro em um bom time. Você pode contar numa mão os novatos que estão contribuindo em bons times, times de playoffs. É duro os novatos chegarem e contribuírem consistentemente. Robin teve alguns bons momentos para nós, mas Lou (Amundson) tem jogado realmente bem, então é difícil para nós encontrar minutos para ele (Lopez), mas está OK desde que ele trabalhe duro nos treinos. É a parte natural da progressão que os calouros têm de passar. Goran é a mesma coisa. Os dois caras estão trabalhando duro e fazendo progressos. Não estou preocupado com nem um nem outro”, declarou Kerr, dizendo ainda que o plano de enviar Dragic para ganhar experiência no time filial da liga de desenvolvimento em Iowa continua sendo uma opção, que tinha sido temporariamente descartada por causa da recente virose que acometeu o jovem esloveno.
O treino de ontem foi competitivo e teve seu momento sangrento: Amundson precisou levar sete pontos no queixo após levar uma cotovelada acidental de Lopez. Nesta terça-feira, o cartola ex-jogador Steve Kerr passará por uma cirurgia de artroscopia no joelho esquerdo.
“É o joelho bom. Ficarei fora de 10 a 12 horas”, brincou Kerr.
Após o ex-jogador Charles Barkley ser preso por dirigir alcoolizado, outro atleta de destaque da NBA acabou se envolvendo com problemas na justiça. O ala Antoine Walker, campeão da liga em 2006 com o Miami Heat, foi preso nesta segunda-feira em Miami Beach, sob a suspeita de dirigir embriagado.
Conforme os policiais do caso relataram, o ala de 32 anos estava dirigindo seu carro com os faróis apagados quando foi abordado. Após se recusar a fazer o teste do bafômetro, o jogador acabou sendo detido e levado à delegacia.
Além de estar encarcerado, Walker foi multado em US$ 1 mil (R$ 2,3 mil) pela polícia da Flórida. Até o momento, o jogador não entrou em contato com um advogado para libertá-lo.
Fora a conquista da liga em 2006, o ala atuou em três Jogos das Estrelas da NBA, quando vestia com a camisa do Boston Celtics. Atualmente, Walker está com o contrato vigente com o Memphis Grizzlies, entretanto ainda não atuou pela equipe.
O técnico Terry Porter está tentando encontrar tempo para utilizar Leandrinho na posição que ele rende melhor no Phoenix Suns (19V-12D), ala-armador jogando ao lado do armador-astro canadense Steve Nash, uma dupla que começou bem no último quarto da vitória de sexta-feira sobre o Los Angeles Clippers, mas para ter mais minutos em quadra o brasileiro tem sido um pouco sacrificado exercendo a função de armador reserva de Nash, já que Jason Richardson tem jogado na posição 2 numa média alta de 37,1 minutos por partida. É difícil manter o padrão do time substituindo o MVP (Jogador Mais Valioso da liga) nos anos de 2005 e 2006, mas o próprio titular elogiou o esforço e as últimas boas atuações do atleta paulista.
“Ele não é um armador, mas é um ala-armador. Ele é extremamente talentoso. Às vezes, entregar a ele as responsabilidades da posição de armador é algo para seu próprio perigo. Você pesa seus talentos e mede as coisas que não são necessariamente benéficas para ele. Você tem de manter em mente que ele é um pontuador. Ele está sendo um armador agora e nos serve de acordo com a necessidade, mas essa não é a posição verdadeira dele. De algumas maneiras ele não deveria ser julgado por isso, mas seu atleticismo é um benefício todas as vezes”, disse o armador canadense de 34 anos ao jornal Arizona Republic.
“Eu não treino como um armador, então não sei todas as jogadas. Toda vez que pego a bola eu olho para Terry para ver o que nós podemos executar. Na maior parte do tempo, nós simplesmente damos a bola para Shaq (o pivô Shaquille O´Neal). Eu estou apenas me focando em não perder a bola”, afirmou Leandrinho, que realmente teve o mérito de limitar o número de bolas perdidas que vinha tendo o armador novato esloveno Goran Dragic, esquecido no fundo do banco.
O aproveitamento de Leandro nos arremessos de três pontos caiu para 30% nesta temporada, depois de ele converter 41% de seus triplos nos seus primeiros cinco anos de carreira na NBA. Mas com Nash fora do time com espasmos nas costas, o Ligeirinho brazuca aproveitou muito bem o tempo extra que teve nas vitórias contra o Thunder em Oklahoma City (recorde da carreira com seis roubos de bola) e contra o Grizzlies em Memphis (recorde pessoal na temporada com 28 pontos como titular). Ele manteve seu impacto na volta de Nash sexta-feira, anotando 12 pontos, cinco rebotes, quatro assistências e dois roubos de bola em 23 minutos.
“Esse é meu jogo, ser agressivo. É duro para mim algumas vezes ser agressivo, por causa das circunstâncias”, completou o jogador paulistano.
O técnico Porter disse que tem procurado facilitar a tarefa de Leandrinho porque ele pode passar a bola para Shaq e jogar mais com o pivô, uma grande referência no garrafão. O treinador quer evitar ataques precoces e fazer o brasileiro armar jogadas em meia-quadra, quando está na posição 2 ele fica mais liberado para correr nos contra-ataques e finalizar, principalmente quando está jogando ao lado de Nash.
O Suns está experimentando uma situação atípica na tabela da NBA, com muitos dias de folga, a partida da noite de quarta-feira contra o Indiana Pacers será apenas o quarto jogo da equipe em 17 dias.
“É a série mais estranha que já tive em minha carreira”, disse Nash sobre esse grande espaçamento entre os jogos que é atípico no calendário lotado da liga americana.
O ala-pivô Amare Stoudemire é mais fã dessas folgas na tabela: “Eu as adoro. Temos alguns dias livres para treinar e tentar voltar ao ritmo certo das coisas, aprender com o que não temos feito muito bem e então ficar preparados para alguns jogos que devemos ganhar. É mais tempo em casa, mais tempo com a família”, afirmou o cestinha da equipe do Arizona.
O técnico Terry Porter quer usar esse tempo para manter o condicionamento físico da equipe e trabalhar no refinamento de pontos fracos, como a defesa de transição do Suns.
“É uma das primeiras coisas que nós conversamos. Quando você perde uma bola, como está seu equilíbrio em quadra? Muito disso é comunicação. Temos falado muito sobre isso, durante a transição, quem está parando a bola e tentando achar os caras para marcar o mais rapidamente possível. Defesa de transição é a coisa mais difícil nesta liga”, afirmou o treinador, que criticou o ala Matt Barnes por sua expulsão após uma dupla falta técnica contra o Clippers. “Não havia necessidade para Matt reclamar da arbitragem naquela situação, com nosso time na frente por 20 pontos, você tem que ser mais inteligente que isso”, alertou.
No final do treino deste domingo, por exemplo, o Suns fez um exercício de lances livres. Cada um dos 13 jogadores do time tinha sua vez na linha de penalidade, se um errasse o time tinha de fazer uma corrida de ida-e-volta na quadra inteira, quem acertava a cobrança passava para o companheiro seguinte a “batata quente”. Dentre os seis melhores percentuais de acerto de lance livre com mais de 66% de aproveitamento na temporada, cinco acertaram e apenas Leandrinho (82,4%) errou sua cobrança. Mas os outros sete jogadores erraram, um exemplo de problema para um time que lidera a NBA no aproveitamento dos arremessos de quadra (50% de acerto), mas é apenas o 26º colocado entre 30 times em aproveitamento de lances livres (74,5%). Nas temporadas 2005-06 e 2006-07, o Phoenix foi o time mais preciso da liga nas cobranças de falta, e no campeonato passado caiu para o quarto lugar no aproveitamento considerando o peso da chegada do pivô Shaquille O´Neal que sempre teve nos lances livres o maior ponto fraco de seu jogo. Mas agora despencou demais nesse quesito, o tempo livre para treinos é uma chance de colocar a mão na fôrma.
“Então nós temos algum trabalho a fazer”, disse Porter.
Mas Shaq não é o maior culpado, ele até está acertando mais de 60% de suas cobranças pela primeira vez nos últimos seis anos. O Phoenix está a caminho de ter seu maior número de lances livres cobrados numa temporada desde 1995-96, o último campeonato de Charles Barkley no Suns.
“Muito disso tem a ver com Shaq e os caras fazendo faltas nele. Nós estamos conseguindo levar três ou quatro faltas cedo, e antes de você notar, estamos na linha de penalidade cedo. Eu gosto disso”, comentou Porter, ressaltando que os lances livres podem ser um benefício a mais para o Phoenix, afinal o time possui o terceiro melhor cobrador na história da NBA em Steve Nash, que está com um recorde da carreira de 93,9% de acerto tendo convertido seus últimos 29 lances livres consecutivos, e Amare Stoudemire também está com um aproveitamento recorde da carreira com 82,6%.
Por outro lado, puxam o time para baixo a tradicional tática de as equipes fazerem falta em Shaq (60,4% de aproveitamento), e precisam melhorar muito a mão o ala Matt Barnes (64,9%), o pivô novato Robin Lopez (60,7%) e o ala-pivô reserva Louis Amundson (48,6%). Apesar disso, Amundson entrou bem na vitória sobre o Clippers e jogou 20 minutos, um tempo muito acima de sua média, agradando ao técnico Porter e aos torcedores com uma performance de nove tentos e cinco rebotes, apesar de o Suns ter vencido por apenas 106 a 98 depois de abrir 21 pontos de vantagem contra o time angelino desfalcado de Baron Davis, Zach Randolph e Chris Kaman.
“Quando me é dada a chance de entrar em quadra, vou fazer tudo o que posso para ser agressivo e mudar um pouco o jogo e trazer energia”, disse o ala-pivô, que saiu no último quarto aclamado por um coro dos fãs.
“Foi um coro alto, foi realmente legal ouvir isso, me lembrou dos tempos de UNLV”, recordou Louis sobre os tempos que atuava com destaque na Universidade de Las Vegas.
Mas nem tudo foram flores para Amundson, que errou cinco em seis lances livres e ao todo só acertou 17 em 35 cobranças da linha de penalidade nesta temporada, nos dois anos passados ele só acertou seis em 17 lances livres na NBA e também tinha um aproveitamento de apenas 50% na UNLV.
“Você precisa me dar algumas dicas na linha (de lance livre), grandão”, brincou Shaquille O´Neal ao encontrar um colega pior do que ele no fundamento.
(Informações do site do Arizona Republic, Paul Coro)
O Phoenix Suns conseguiu sua terceira vitória consecutiva provocando a sexta derrota seguida do Los Angeles Clippers, 106 a 98 (62 a 49 no intervalo), mas os jogadores e o técnico Terry Porter não ficaram satisfeitos com a atuação do time no US Airways Center, porque depois de um ótimo primeiro quarto vencido por 33 a 15, a equipe foi inferior ao desfalcado Clippers (8V-24D) nos três períodos seguintes, mas fez o suficiente para vencer em casa e subir para sétima posição da Conferência Oeste. O ala-pivô Amare Stoudemire foi o cestinha da partida na madrugada deste sábado (horário de Brasília), com 23 pontos e oito rebotes. De volta ao banco de reservas com o retorno do armador-astro canadense Steve Nash recuperado de espasmos nas costas e distribuindo 11 assistências, o brasileiro Leandrinho contribuiu para o triunfo com 12 pontos, cinco rebotes, quatro passes para cesta e dois roubos de bola em 22min53s de ação.
O ala-armador paulista acertou quatro em nove arremessos de quadra e todos os seus quatro lances livres, deu conta do recado na função de armador substituto nos minutos de descanso de Nash dando quatro assistências e não desperdiçando nenhuma posse de bola, cometeu três faltas e mostrou que ainda precisa melhorar na defesa, pois no tempo que Leandro ficou em quadra o Clippers fez cinco pontos a mais que o Suns, foi o único diferencial negativo individual da equipe do Arizona. A vitória em casa colocou o Phoenix sete jogos acima de 50% de aproveitamento na classificação pela primeira vez nesta temporada, o time perdeu apenas três vezes nos últimos 12 jogos, sendo que essas derrotas foram apertadas (somadas dão uma diferença de 11 pontos), e marcou 100 pontos ou mais em 10 das últimas 11 partidas. Mas a insatisfação foi por acharem que tinham a obrigação de bater o Clippers com mais facilidade.
“Nós jogamos tão bem no primeiro quarto e tão mal nos três últimos quartos. Demos um passo para frente, e depois demos passos para trás”, disse o ala Grant Hill, autor de 13 pontos e quatro rebotes.
“Talvez tenha sido fácil demais no início do jogo, e depois de um tempo você fica um pouco fora de ritmo”, opinou o armador Nash, que fez só nove pontos acertando três em sete arremessos de quadra no seu retorno às quadras após ficar fora da maior parte do jogo contra o Oklahoma City Thunder e da partida inteira contra o Memphis Grizzlies, na qual Leandrinho marcou seu recorde pessoal na temporada com 28 pontos começando como armador titular.
“Estou feliz com a vitória, mas obviamente desapontado com a maneira que fechamos o jogo. Nós começamos muito bem no primeiro quarto, mas nos últimos três quartos… Eu acho que nós simplesmente pensamos que eles iriam desarmar suas tendas depois daquele início. Nós simplesmente não jogamos inteligentemente durante uma boa parte do jogo, aí entramos no terceiro quarto, desperdiçamos 10 vezes a posse de bola e perdemos nosso foco. Nós temos de fazer um trabalho melhor em tirar os times do jogo”, afirmou o técnico Terry Porter chateado com o fato de o Clippers ter levado a melhor nas três parciais seguintes por 34 a 29, 23 a 21 e 26 a 23.
O primo pobre de Los Angeles tinha apenas 10 jogadores uniformizados, pois estava desfalcado de vários nomes importantes: o ala-pivô Zach Randolph (lesão no joelho esquerdo), os armadores Baron Davis (contusão no osso inferior das costas) e Mike Taylor (dedo polegar da mão direita fraturado), o pivô Chris Kaman (lesão no braço esquerdo) e o ala-armador Ricky Davis (suspenso por uso de drogas e lesionado no joelho esquerdo), a equipe ainda perdeu no armador Jason Hart no primeiro período com uma tendinite no cotovelo direito. Com tantos problemas, o pivô ex-Denver Marcus Camby teve uma atuação notável pelo Clippers com um duplo-duplo de 19 pontos e incríveis 23 rebotes, o ala-armador novato Eric Gordon se destacou com 21 pontos e o ala-armador Fred Jones foi o melhor reserva em quadra com 16 tentos e quatro assistências.
Depois de fazer um primeiro tempo sofrível no qual errou todos os seus seis arremessos de quadra, o pivô Shaquille O´Neal acertou seis finalizações consecutivas no segundo tempo e terminou o jogo com 17 pontos e nove rebotes pelo Phoenix. O ala-armador titular Jason Richardson adicionou 15 tentos, duas assistências, duas roubadas de bola e dois tocos.
“Achei que os caras que tivemos jogaram duro. Nós simplesmente tivemos um mau começo, e nós não podemos ter maus começos de jogo, especialmente fora de casa”, afirmou Camby.
O técnico Mike Dunleavy ficou satisfeito com o esforço de seu time juntando os cacos. “Eu fiquei orgulhoso de nossos caras por seu esforço e pela maneira que continuamos vivos no jogo. Nossos caras realmente competiram bem e fizeram muitas coisas boas”, comentou o treinador do Clippers.
Stoudemire pavimentou o caminho para a vitória do Suns marcando 16 pontos no primeiro tempo, incluindo uma estrondosa enterrada de canhota e outra cravada poderosa fechando o primeiro quarto em 33 a 15, foi a menor pontuação de um adversário do Phoenix em uma parcial inical na temporada. As arrancadas iniciais de 12 a 0 e 14 a 4 já foram suficientes para tirar o adversário dos trilhos. Mas do outro lado Camby já tinha um duplo-duplo (seu 16º na temporada) antes do intervalo com 10 pontos e 13 rebotes, incluindo oito sobras ofensivas. Mesmo assim o time da casa segurou uma vantagem de 62 a 49 na metade do jogo, com 11 pontos de Richardson e 10 de Hill, além de nove pontos e sete assistências de Nash.
Os times jogaram praticamente em pé de igualdade no terceiro período, quando O´Neal finalmente começou a despontar convertendo todas as suas três finalizações. Mas Camby continuou a brilhar pelo Clippers, anotando mais sete pontos e cinco rebotes na parcial, que terminou com o Suns na frente por 83 a 72. O time do Arizona aumentou a diferença para 20 pontos, sua máxima na partida, ao abrir 103 a 83 no último quarto, mas o Los Angeles reagiu cortando o prejuízo para oito pontos no placar final, mas era tarde demais para pretender uma virada, deu Phoenix jogando para o gasto.
Steve Nash converteu seus dois lances livres na partida aumentando a sequência de cobranças sem erros para 29 consecutivos. O ala reserva do Phoenix Matt Barnes foi expulso do jogo após receber a segunda falta técnica no último quarto, Stoudemire é o único jogador na liga a ser ejetado duas vezes nesta temporada pelo mesmo motivo: duas técnicas. O técnico do Clippers Mike Dunleavy, que levou técnicas em cada um dos três últimos jogos, desta vez não reclamou demais e ficou livre de punição. Após 32 rodadas disputadas, o time angelino ainda não acertou 50% dos arremessos numa partida nenhuma vez, na temporada passada eles atingiram a marca dos 50% pela primeira vez na 32ª partida, mesmo com os reforços adquiridos no verão a equipe continua um saco de pancadas.
Leandrinho ficou um pouco acima de sua média de 11,3 pontos, 2,2 rebotes e 1,3 assistência na temporada. O brasileiro entrou em quadra no início do segundo quarto armando o time no descanso de Nash e foi logo dando duas assistências para Stoudemire converter arremessos de média distância fazendo 39 a 22 e 44 a 28, depois fez o passe para uma bola de três de Barnes abrindo 47 a 28. Na metade final do período, Leandro teve a chance de jogar ao lado de Nash e se beneficiou convertendo duas bandejas consecutivas com assistências do canadense fazendo 52 a 41, no fim da parcial o paulista conectou dois lances livres da falta cometida por Eric Gordon abrindo 59 a 47.
Leandrinho voltou à quadra no quarto final e foi logo encestando dois lances livres da falta cometida por Mardy Collins fazendo 87 a 74, em seguida roubou uma bola em passe errado de Fred Jones e fez a assistência para uma enterrada de Louis Amundson na ponte-aérea abrindo 89 a 74. Depois LB converteu um arremesso na corrida com auxílio da tabela colocando 97 a 80 no marcador e uma bandeja na infiltração rápida logo depois de pegar um rebote defensivo, nesse lance decretou a contagem centenária. Só restou tempo para um último esforço de reação do Clippers baixando a diferença, com destaque para o ala autor de 15 pontos Al Thornton, mas nada que ameaçasse a vitória do Suns.
O armador canadense Steve Nash disse no treino do Phoenix Suns no primeiro dia do ano de 2009 que está se sentindo bem para voltar ao time na partida desta sexta-feira à meia-noite (horário de Brasília) contra o Los Angeles Clippers (8V-23D) no US Airways Center. O astro do time do Arizona saiu no primeiro quarto do jogo contra o Oklahoma City Thunder sentindo espasmos nas costas e ficou fora também da vitória sobre o Memphis Grizzlies no último jogo da equipe em 2008, mas o brasileiro Leandrinho deu conta do recado totalizando 38 pontos no lugar de Nash nessas duas partidas fora de casa, hoje deve voltar ao banco de reservas do Suns (18V-12D) após marcar sua pontuação recorde da temporada em Memphis (28 tentos), recebendo elogios do técnico Terry Porter. (more…)
“Prazer”, O.J. Mayo, cestinha entre os novatos da NBA com 20 pontos de média e favorito a disputar com o número 1 do draft Derrick Rose (Chicago Bulls) o prêmio de melhor estreante da temporada. “Muito prazer”, Leandrinho, ou melhor, pode chamá-lo de caçador de ursos. O Memphis Grizzlies está se tornando o adversário favorito do brasileiro, que já tinha feito seu recorde do campeonato com 27 pontos numa vitória sobre este mesmo adversário em novembro, e na madrugada desta quarta-feira (horário de Brasília) superou a marca com 28 pontos, 22 deles no segundo tempo, sendo o cestinha do Phoenix Suns na vitória em Memphis por 101 a 89 (46 a 49 no intervalo), substituindo admiravelmente o lesionado armador canadense Steve Nash no quinteto titular. Histórico também foi o veterano superpivô Shaquille O´Neal, que marcou 24 tentos ultrapassando o legendário Oscar Robertson como o oitavo maior pontuador na história da liga (26.715 no total), ainda anotou 13 rebotes e três tocos. O próximo na lista que ele deve alcançar em breve é o superpivô nigeriano Hakeem Olajuwon (26.946). (more…)
O armador-astro canadense Steve Nash só jogou nove minutos contra o Oklahoma City Thunder antes de sair de quadra com fortes dores nas costas, deixando para o brasileiro Leandrinho a tarefa de armar o Phoenix nesta e provavelmente na partida de terça-feira à noite contra o Memphis Grizzlies, mesmo assim o Suns (17V-12D) teve poder de fogo suficiente para vencer fora de casa o pior time da NBA por 110 a 102 (60 a 55 no intervalo), liderado por 28 pontos, 12 rebotes e dois tocos do veterano pivô Shaquille O´Neal. Shaq acertou 10 em 12 finalizações e oito em 12 lances livres na noite em que ultrapassou o ex-astro do Atlanta Hawks Dominique Wilkins assumindo a nona posição no ranking dos maiores pontuadores da história da liga. Leandrinho bateu um recorde pessoal na carreira com seis roubos de bola, deu cinco assistências, pegou três rebotes e marcou 10 pontos. (more…)
Na “corrida maluca” com grande alternância de posições que é a disputa de nove equipes pelas oito vagas na zona de classificação aos playoffs do concorridíssimo Oeste, vencer os adversários dentro da conferência é muito importante, especialmente quando se tem a chance de fechar o ano com dois jogos seguidos contra lanternas divisionais, aí é quase uma obrigação de vitória para o Phoenix Suns mesmo atuando fora de casa. Na noite desta segunda-feira, o time de Leandrinho tenta em Oklahoma City a recuperação da derrota para o San Antonio Spurs no Natal enfrentando a equipe de pior campanha em toda a NBA, o OKC Thunder (3V-28D), e na terça-feira à noite o ala-armador brasileiro joga em Memphis contra o Grizzlies (10V-20D), o time contra o qual Leandro teve sua melhor atuação na temporada 2008-09, marcando 27 pontos na vitória sobre os ursos por 107 a 102 em 10 de novembro, três dias antes do falecimento de sua mãe, Dona Ivete Barbosa.
O primeiro jogo no ano de 2009 será uma visita ao Los Angeles Clippers (8V-21D), seguida de uma parada em Indianápolis para encarar o Indiana Pacers (10V-20D). Esta semana de réveillon apresenta então uma boa oportunidade para o “Papa-Léguas” brasileiro e seus companheiros botarem para correr esses “coiotes” bem inferiores ao eterno carrasco Spurs. Se vencer Thunder e Grizzlies, o Phoenix (16V-12D) que acordou no sábado fora do G-8 pode terminar 2008 na sexta posição do Oeste. A ordem do técnico Terry Porter é não dar mais sopa para o azar, dos nove primeiros colocados do Oeste, apenas o Suns (9V-9D) e o Portland Trail Blazers (10V-10D) não têm retrospectos positivos contra os rivais de dentro da conferência, o que é um importante critério de desempate na hora de definir os cruzamentos do mata-mata. Contra seus adversários diretos do grupo dos nove melhores do Oeste, o Phoenix perdeu nove partidas e só venceu cinco, isso enfatiza a necessidade de ganhar jogos contra quem está na rabeira, casos de Thunder, Grizzlies e Clippers. O Suns só volta a enfrentar um time com mais vitórias que derrotas no dia 9 de janeiro, trata-se do Dallas Mavericks (18V-12D, sétimo colocado no Oeste).
“É tudo uma questão de qual time vai fazer uma arrancada. Nós temos uma chance aqui de acumular algumas vitórias. Se entrarmos em quadra jogando com a mesma energia e esforço que tivemos nas últimas seis partidas, vamos ficar bem. Não há dúvida que estamos melhorando. J-Rich (Jason Richardson) está descobrindo como jogar com os caras, o ataque evoluiu, agora nós temos de fazer um trabalho melhor sendo disciplinados defensivamente”, afirmou o técnico Porter ao jornal Arizona Republic.
“É difícil de acreditar, quando você olha para o nosso time e para o que podemos fazer”, comentou o ala-armador Jason Richardson sobre o fato de o Suns estar ocupando apenas a oitava posição no Oeste tendo tantos jogadores talentosos e de renome, certamente ele espera mais depois de sair do Charlotte Bobcats numa troca que diminuiu o espaço para Leandrinho na rotação do Suns.
A “Corrida Maluca” do Oeste está muito parecida com o que aconteceu na temporada passada, com a “quadrilha de morte” do Los Angeles Lakers (25V-5D) desgarrando na liderança e tudo embolado da segunda à nona posição, a única diferença é que o Portland (19V-12D) tomou o lugar do combalido Golden State Warriors como a nova ameaça. Na temporada passada a nota de corte foi muito alta, foram necessárias 50 vitórias para o Denver de Nenê se classificar em oitavo lugar, e no ritmo de aproveitamento atual o Phoenix terminaria com 47 triunfos. Mas uma série de quatro vitórias nesta virada de ano melhoraria o número mágico para 51.
“Nada está garantido. Nós poderíamos terminar em 50% (41V-41D com certeza significaria ficar fora dos playoffs) ou entre os três ou quatro melhores times, é uma conferência difícil. Você nunca sabe, se alguém se machucar ou não nos entrosarmos bem, poderíamos não melhorar. Se melhorarmos, temos talento bom o suficiente para estar entre os primeiros colocados”, disse o armador-astro canadense Steve Nash.
Jason Richardson e Matt Barnes jogavam pelo Golden State quando o Warriors conseguiu uma surpreendente arrancada final de 16 vitórias nos últimos 21 jogos e se classificou aos playoffs de 2007 na oitava posição do Oeste, derrubando em seguida o líder Dallas na primeira rodada do mata-mata.
“Você não quer colocar seu destino nas mãos de qualquer outra pessoa. Nós temos a oportunidade com nossa tabela, jogando contra times que estão em dificuldades, temos de ir lá, vencer e começar a formar uma série de vitórias”, receitou J-Rich.
Depois da derrota para o Spurs, o Suns teve três dias de descanso antes de jogar em noites seguidas, e quando voltar dessa viagem tem um jogo em casa em uma semana quando tiver retornado ao Arizona. Isso leva o veterano pivô Shaquille O´Neal a acreditar que não será poupado de nenhuma partida para descansar, como foi o caso nas quatro ocasiões em que o Phoenix jogou em noites consecutivas nesta temporada. Porter disse que a carga de minutos de Shaq não é uma preocupação considerando a longa folga que o time teve jogando só uma vez na semana passada, mas a decisão sobre poupá-lo ou não será tomada só na hora de ir para o jogo. O discurso de O´Neal é de quem quer jogar e cuidar dos negócios sem trégua.
“Não podemos continuar entregando jogos, nós já entregamos 10 jogos com erros bobos ou bolas desperdiçadas”, reclamou Shaq na quinta-feira antes de comentar sobre a bola de três de Roger Mason no último segundo que decidiu a vitória por um ponto do San Antonio em Phoenix, lance no qual Richardson deixou o ala-armador adversário totalmente livre para finalizar. O´Neal isentou o novo companheiro de culpa na jogada.
“Aquilo realmente não foi um erro, mas você tem de estar ciente do que está acontecendo. Pop (o técnico do Spurs Gregg Popovich) colocou o cara (Mason) no jogo por uma razão. Não deveríamos ter estado naquela posição, de qualquer forma. Temos de ter aquele instinto assassino, matar o jogo logo, temos de recuperar isso… ou então…”, alertou O´Neal.
O lanterna geral Oklahoma City perdeu 11 dos últimos 12 jogos que disputou em dezembro, mas vale lembrar que quase venceu o Suns no dia 25 de novembro, foi preciso uma boa dose de heroísmo de Nash para o Phoenix tirar uma desvantagem de 12 pontos no último quarto e ganhar por 99 a 98 com uma bola de três de Barnes nos últimos segundos. Se de um lado o ala-pivô Amare Stoudemire está com uma seqüência de 11 partidas consecutivas marcando 20 pontos ou mais, do outro o ala Kevin Durant fez 20 ou mais em 10 jogos seguidos do OKC, é o principal foco de um ataque que é o segundo pior da NBA (marcando apenas 92,9 pontos por jogo), a defesa deles também é uma das mais vazadas.
Vencer é uma prioridade para Stoudemire, que já está recebendo muita atenção de equipes interessadas em recrutá-lo para o mercado de agentes livres de 2010, quando será uma das estrelas à disposição no mercado no ano mais comentado da liga em termos de craques disponíveis começando por LeBron James.
“Todo lugar que eu vou, de Nova York a Los Angeles, eles todos estão dizendo: “Venha para cá, venha para LA, venha para Nova York, nós queremos você aqui, queremos você ali”. Mas eu gosto de estar aqui em Phoenix. Phoenix é uma bela cidade, eu cresci aqui, e minha família está bem. Tomara que eu possa continuar aqui, mas só o futuro poderá dizer. Agora eu visto a camisa do Phoenix Suns, é onde minha lealdade está. Minha lealdade com o jogo de basquete é bastante séria, então eu trabalho duro a cada pré-temporada. Eu escuto os técnicos, sou muito treinável. Eu tento melhorar. Esse é meu lema: Nunca se contente com pouco. Seria bonito jogar em um time só por toda a minha carreira, seria o ideal, mas só o futuro pode dizer. ”, afirmou Stoudemire.
“Estou simplesmente atacando. Realmente eu quero eliminar quaisquer falhas no meu jogo. O rebote era uma delas, no início da temporada. Antes da temporada, Shaq e eu conversamos sobre qual era o negócio. Shaq queria pegar todos os rebotes. Eu queria sair correndo, atacar mais. Mas isso se tornou um problema que eu não estava pegando rebotes. Então riscamos isso, ficou no passado”, completou Amare, que nos últimos oito jogos pegou em média 12,3 rebotes por partida, está com uma média de nove por jogo na temporada.
Phoenix de Leandrinho tenta consolidar volta ao grupo dos oito que se classificarão aos playoffs da Conferência Oeste enfrentando na segunda-feira o Oklahoma City Thunder, derrotado pelo Washington Wizards por 104 a 95 na noite de sábado no duelo dos piores times da NBA.(more…)
Na derrota dramática no último segundo para seu eterno carrasco San Antonio Spurs na rodada de Natal, o Phoenix Suns comandou o placar durante 44 minutos e 33 segundos, mas nos 16 minutos em que o brasileiro Leandrinho esteve em quadra, o Alvinegro texano fez 10 pontos a mais que o time da casa, e os jogadores do banco do Suns totalizaram apenas dois pontos. Mais uma mostra do quanto Leandro sofre quando joga contra o Spurs. Segundo o jornal Arizona Republic, nos últimos 18 confrontos entre as equipes contando temporada regular e playoffs, a média de aproveitamento do atleta paulista cai para 23% nos chutes de três pontos e 34% nos arremessos de quadra em geral, na quinta-feira a única cesta dele em cinco tentativas foi uma bandeja. E com a vitória do Utah Jazz (18V-13D) na noite de sexta-feira sobre o Dallas Mavericks (17V-12D) por 97 a 88, o Suns (16V-12D) voltou a ficar fora da zona de classificação aos playoffs da Conferência Oeste precisando de uma recuperação imediata no jogo de segunda-feira contra o lanterna geral Thunder (3V-27D) em Oklahoma City, não pode nem pensar em perder para não ficar ainda mais longe do G-8.
Corintiano de coração no futebol, Leandrinho simplesmente não consegue encontrar seu melhor basquete quando enfrenta o Alvinegro quatro vezes campeão da NBA. Foi o time texano que draftou o brazuca em 2003, mas logo o repassou ao Phoenix porque não via muito espaço para ele na reserva do astro francês Tony Parker. Na rodada de Natal, o brasileiro entrou em quadra apenas no segundo e quarto períodos nos minutos de descanso do armador-astro canadense Steve Nash, dividindo a quadra com o ala Matt Barnes, que esteve pior, errando cinco em cinco arremessos, incluindo quatro tiros da linha de três aumentando para sete a série de erros consecutivos em tiros de longa distância, isso depois de ter melhorado seu percentual de acerto para 44,4% com sua primeira bola de três pontos no jogo de sábado passado. No fim os “homens de preto” comemoraram a vitória por 91 a 90 com uma bola de três de Roger Mason com o cronômetro zerando. Muitos jogadores do Suns lamentaram a longa folga na tabela, foram quatro dias sem jogar até o confronto com o San Antonio.
“Isso foi duro. Foi tipo uma bênção e uma maldição para todo mundo, por um lado descansamos as pernas, mas ao mesmo tempo, você fica um pouco lerdo com tantos dias de folga”, disse Barnes.
A dupla Leandrinho/Barnes teve seu segundo menor total de arremessos na temporada, sendo que o ala-armador brasileiro jogou menos de 20 minutos pela quarta partida consecutiva, depois da aquisição de Jason Richardson numa troca com o Charlotte Bobcats ele tem jogado principalmente como reserva de Nash, já que o espaço na posição 2 está ocupado. Com a chegada de J-Rich, o impacto ofensivo de Leandro diminuiu, nesses últimos quatro jogos ele acertou ao todo 10 em 28 arremessos de quadra, tem rendido um pouco melhor nas assistências.
Na nova rotação do técnico Terry Porter, o trio titular Steve Nash/Amare Stoudemire/Jason Richardson joga o primeiro e o terceiro quarto inteiros, além de voltarem à quadra para fechar as partidas. Anteontem com Nash fora no início do último quarto, o Suns pontuou uma vez numa jogada de três pontos de Stoudemire, mas nesse ínterim Leandrinho errou três arremessos e Barnes desperdiçou duas posses de bola, foi a deixa para o Spurs empatar o jogo com uma seqüência de 8 a 0 antes de Nash quebrar o jejum em seu primeiro ataque no retorno à quadra. O armador novato esloveno Goran Dragic não foi capaz de cumprir a contento a missão como reserva do veterano astro canadense, agora a tarefa voltou ao colo de Leandrinho, só que o Phoenix contratou nesta semana um terceiro armador, o segundoanista ex-Washington Wizards Dee Brown, em horas de crise a comissão técnica do Suns já demonstrou várias vezes que não tem muita tolerância a erros. Assim como o ala-armador Alando Tucker foi enviado para a filial da liga de desenvolvimento em Iowa pela falta de espaço para jogar na posição 2 com a chegada de Richardson, Dragic pode ter o mesmo destino, e Brown disputar minutos com Leandro.
“É difícil recapturar o ritmo, mas nós tivemos nossas oportunidades. Eu não tive muitas oportunidades nos momentos finais. Eu não acho que fez um grande fator quando eu entrei (no último quarto), quando eu entrei nos momentos finais, nós estávamos indo mais para o garrafão e fazendo algumas coisas diferentes”, afirmou Nash, que no seu retorno à quadra no final cometeu um dos três desperdícios de bola do Suns em um espaço de 2min10s.
O quarto período de apenas 14 pontos do Phoenix foi o pior quarto ofensivo do time na temporada, o primeiro em que a equipe não conseguiu chegar a 20 pontos numa parcial desde a derrota na casa do New Orleans Hornets no dia 3 de dezembro, quando Nash não jogou. Pelo menos a defesa deu conta do recado: o Suns só levou 39 pontos do Spurs no primeiro tempo e terminou com uma seqüência de 12 jogos em que vinha sofrendo seguidamente 100 ou mais pontos dos adversários, a maior série de placares centenários permitida pela equipe do Arizona desde 1995. O jogo de quinta-feira marcou a décima vez que o Phoenix segurou um adversário abaixo dos 45% de aproveitamento nos arremessos, mas foi a primeira derrota nessa situação, mais doída ainda por ter sido no estouro do cronômetro.
“Eu não diria que foi de todo ruim porque nós jogamos bem na defesa e isso é uma revolução aqui”, opinou Steve Nash.
“Estamos melhorando, mas não há mais tempo e não há mais espaço para desculpas. Temos de parar de dizer: “nós vamos melhorar”. Nós temos de ir em frente e fazer, parar de dizer que nós vamos fazer. Temos de começar a falar do futuro em vez de falar do passado, temos de fazer estas coisas agora e vencer os próximos jogos”, concluiu Amare Stoudemire.
O Suns tem mesmo de se acertar logo para voltar ao grupo dos oito melhores do Oeste, o Utah mesmo desfalcado está conseguindo se manter na disputa. Na ausência de seus três principais jogadores de garrafão, todos machucados (o ala-pivô Carlos Boozer com uma lesão no quadríceps, o ala-pivô Paul Millsap com o joelho lesionado e o pivô turco Mehmet Okur com dores nas costas), poucos acreditavam que o Jazz poderia resistir ao Mavericks sem três de seus maiores cestinhas e reboteiros, mas o pivô novato grego Kosta Koufos surpreendeu, em sua sexta partida como titular marcou um recorde da carreira com 18 pontos na sua melhor atuação desde que saiu da Universidade de Ohio State. Koufos acertou oito em 11 arremessos de quadra e ainda pegou oito rebotes, e o normalmente pouco utilizado pivô ucraniano Kyrylo Fesenko também teve uma pontuação recorde na carreira com oito tentos e três tocos, com uma boa atuação coletiva liderada por 21 pontos do ala Ronnie Brewer o Utah liderou o placar de ponta a ponta em Salt Lake City e acabou com uma série de três vitórias do Dallas.
“Realmente pareceu que eles se uniram mais e tentaram vencer o jogo desde o início da partida. Fiquei feliz com isso”, comemorou o técnico setentão Jerry Sloan, há mais de 20 anos no comando do Utah.
O Jazz teve uma ampla vantagem de 52 a 34 sobre o Mavericks nos pontos marcados dentro do garrafão, e até o ucraniano Fesenko que está no segundo ano na NBA e nunca tinha feito mais de seis pontos numa partida desencantou convertendo quatro em cinco finalizações. O recorde anterior de Koufos era de 12 pontos. Fica mais fácil quando se tem um armador como Deron Williams distribuindo a bola, o reserva da seleção americana campeã olímpica anotou um duplo-duplo com 17 pontos e 13 assistências, cinco delas no primeiro quarto.
“Eu tenho grandes companheiros de time que sabem como distribuir a bola”, agradeceu Koufos.
“Todo mundo que jogou minutos hoje contribuiu de alguma maneira”, afirmou Williams.
No duelo direto de astros europeus, o ala-pivô russo Andrei Kirilenko errou 11 em 12 arremessos de quadra terminando com nove pontos (graças a sete conversões em oito lances livres), mas foi o maior reboteiro da partida com 14 rebotes e deu três passes para cesta, na defesa ajudou a limitar o cestinha alemão rival Dirk Nowitzki a 17 pontos e oito rebotes. O ala-armador reserva Jason Terry liderou o Mavericks com 26 tentos. O ala-armador C.J. Miles ajudou os anfitriões com 14, e o ala Josh Howard encestou 18 pelo Mavs.
O Dallas chegou a Salt Lake City na manhã de sexta-feira debaixo de uma nevasca, após vencer o Trail Blazers em Portland na noite de quinta-feira, a tempestade de neve em Utah que durou a noite inteira atrasou a viagem do Mavs, que pareceu um time cansado desde o início, depois ainda perdeu Nowitzki faltando 9min48s no último quarto, expulso de quadra por causa de uma falta flagrante em cima do ala Matt Harpring. Os dois se enroscaram numa disputa por posição debaixo do aro, depois que Fesenko já tinha encestado um rebote ofensivo, e quando estavam já se separando o alemão atingiu a boca do rival com o braço direito, a arbitragem entendeu que houve uma agressão e expulsou Nowitzki imediatamente.
“Pareceu para mim ter sido acidental, mas eles disseram que seu punho estava fechado, então foi automaticamente uma falta flagrante tipo 2. Nós jogamos mal, não vou dar desculpas sobre a viagem difícil ou nada assim”, disse o técnico do Mavericks, Rick Carlisle.
Nowitzki reclamou da marcação e trocou algumas palavras com Harpring antes de os dois serem separados, mas não teve jeito, foi para os vestiários mais cedo depois que os árbitros assistiram ao replay e mantiveram a decisão. A expulsão até que acordou o Mavericks, que perdia por 83 a 68 depois que Harpring converteu o lance livre da falta flagrante. O Dallas aí reagiu com uma seqüência de 12 a 2 logo depois que Dirk saiu de quadra, diminuindo a diferença para 85 a 80 com uma bandeja de James Singleton no meio do quarto final, mas isso foi o mais perto que o Azulão texano conseguiu chegar. Williams converteu duas bandejas em infiltrações consecutivas e depois deu uma assistência para Koufos fora do garrafão acertar um arremesso com auxílio da tabela mesmo sofrendo a falta, levando a vantagem do Jazz para 94 a 84. O Dallas vinha de quatro vitórias nos últimos cinco jogos, mas segundo o armador bicampeão olímpico Jason Kidd, autor de nove assistências do Mavs, o time pareceu ter esquecido sua energia em algum lugar entre Portland e Salt Lake City.
“Nós entramos moles e terminamos moles”, disse Kidd.
“Eles (Koufos e Fesenko) têm uma oportunidade de mostrar o que podem fazer, e os dois foram ótimos hoje. Eles pegaram rebotes e converteram arremessos, foram uma enorme parte de nosso time hoje”, elogiou Kirilenko.