A rodada desta terça-feira do Pré-Olímpico Mundial de Basquete Masculino teve a estréia vitoriosa da Seleção Brasileira, 94 x 54 Líbano, mais as vitórias de Eslovênia sobre Canadá, Alemanha sobre Cabo Verde e Porto Rico sobre Camarões. Confira as 10 melhores jogadas do Brasil e os 10 melhores lances do restante da rodada. Todas as imagens, disponibilizadas no site YouTube, são do canal de TV por assinatura Sportv, que transmite todas as partidas da competição ao vivo.
8. O pivô Chris Kaman busca rebote e passa para Jan-Hendrik Jagla, do outro lado da quadra, enterrar para a Alemanha http://www.youtube.com/v/voVTwHXXVYY
7. O armador Filiberto Rivera, de Porto Rico, infiltra a defesa camaronesa e faz a bandeja enquanto recebe falta http://www.youtube.com/v/k5UpW9QTuaI
5. Pascal Roller liga rápido contra-ataque com Jan-Hendrik Jagla, mas o cabo-verdiano Tony Barros chega de surpresa e bloqueia o arremesso do alemão http://www.youtube.com/v/K6KMO45USIg
Marcelinho Huertas marcou 15 pontos no primeiro quarto. Murilo saiu do banco para anotar 14 pontos em nove minutos no primeiro tempo. Marcelinho Machado apanhou seis rebotes. Mas o técnico Moncho Monsalve direcionou seus elogios para Alex Garcia ao final da partida.
A seleção brasileira bateu o Líbano por 94 a 54, pelo Grupo A do Pré-Olímpico de basquete, nesta terça-feira, em Atenas. E o espanhol louvou a atuação defensiva do ala-armador.
Na marcação individual contra os libaneses, Alex ficou incumbido de segurar o ala Fadi El Khatib, principal figura do oponente e deu conta do recado, limitando um dos cestinhas do Mundial do Japão a míseros três pontos no confronto.
“El Khatib não queria nem entrar em quadra quando via esse tremendo selvagem”, brincou o treinador da seleção. “Não gosto de falar de jogadores individualmente, acho que é das poucas vezes na minha vida que faço isso, mas ele foi fantástico.”
O ala-armador brasileiro, que teve boa temporada pelo Maccabi Tel Aviv na Euroliga, atuou por 19 minutos e somou sete pontos e três assistências, além de três roubos em sua perseguição ao libanês.
Quando sacou Alex para lhe dar descanso no segundo quarto, Monsalve colocou o jovem Marcus Vinícius, 21, para cuidar de El Khatib.
Segundo o espanhol, o Brasil foi para sua estréia no torneio com a intenção de limitar o Líbano a apenas 50 pontos.
“Acabamos tomando 54, mas estou muito contente com nossa intensidade”, completou.
O técnico Moncho Monsalve não hesita em elogiar o pivô Murilo. Para ele, foi difícil aceitar a irregularidade do pivô na fase de amistosos preparatórios para o Pré-Olímpico, em Atenas. Por isso, após uma eficiente atuação nesta terça-feira, o espanhol fez questão de se levantar para abraçar o jogador.
Murilo foi para a quadra nos minutos finais do primeiro quarto e foi uma arma instantânea para a seleção. O pivô encontrou brechas no garrafão dos asiáticos, combalido com o desfalque do veterano Joseph Vogel, e aproveitou bem suas oportunidades.
Ele marcou 14 pontos somente em nove minutos de ação no primeiro tempo. Mesmo com o ótimo rendimento, ainda foi substituído pelo treinador a 4min50s do fim do segundo quarto. Nesse momento, foi saudado pelo treinador.
Moncho acredita que pode desenvolver o jogo de Murilo, recentemente contratado pelo Minas Tênis, para que ele possa se transformar em um lateral nas próximas temporadas. Durante os treinos, o gaúcho pratica fundamentos com os laterais e não com os “grandalhões”.
Nesta temporada, Murilo teve problemas para ganhar espaço no gigante europeu Maccabi Tel Aviv, de Israel, e foi emprestado para o basquete búlgaro, no Lukoil Academic. Descontente com a situação, deixou o clube e ficou sem jogar. Com receio de ficar muito tempo no banco de reservas, optou por se desligar do Maccabi para regressar ao basquete nacional.
A seleção brasileira não quis ficar devendo em nada para seus principais concorrentes no Pré-Olímpico de basquete em Atenas. Nesta terça-feira, a equipe seguiu o ritmo da elite do torneio e derrotou o Líbano por 94 a 54, pelo Grupo A.
Assim como Grécia, Alemanha e Croácia fizeram em seus primeiros jogos, o Brasil resolveu sua partida logo no primeiro tempo, para agora partir para uma tarefa bem mais complicada. Já classificado para as quartas, o time faz duelo com os anfitriões, nesta quarta, às 16 h (horário de Brasília).
Os atletas dirigidos pelo técnico Moncho Monsalve souberam explorar as fraquezas dos libaneses para assumir o controle da partida já na metade do final do primeiro quarto, quando marcou 16 pontos sem resposta e fechou a parcial com 27 a 8.
O time anulou o ala Fadi El Khatib, um dos cestinhas do último Mundial, dominou a tábua de rebotes e forçou muitos erros dos adversários, assim com os gregos haviam feito na véspera.
A tranqüilidade do jogo deu chance para o treinador espanhol usar 11 de seus 12 jogadores nos primeiros 20 minutos - apenas Ricardo Probst não foi para a quadra, o que foi ‘corrigido’ logo no início do terceiro quarto. O pivô Murilo foi quem melhor aproveitou suas oportunidades. Com agressividade, ele marcou 14 pontos em nove minutos.
Já o armador Marcelinho Huertas se esbaldou com os espaços abertos pela defesa dos asiáticos. Seu time teve paciência para a troca de bolas para liquidar um rival fragilizado pela ausência de seu segundo principal atleta, o pivô Joseph Vogel. Sem o veterano, o oponente praticamente não ofereceu resistência na proteção à cesta. Huertas e os pivôs nacionais ficaram livres diante da cesta por diversas ocasiões.
A vantagem brasileira, mesmo com um time inteiramente reserva, cresceu no terceiro período para 73 a 37. Isso depois de os libaneses terem convertido um arremesso de três pontos antes do estouro do cronômetro.
Os titulares voltaram para o quarto período para não ficarem muito frios para o duelo com a Grécia, que decidirá a liderança do grupo. Três vagas para Pequim-2008 estão em jogo no torneio.
Cestinha da vitória arrasadora da Seleção Brasileira sobre o Líbano por 94 a 54 (48 a 21 no intervalo) marcando todos os seus 17 pontos no primeiro tempo e anotando ainda três assistências e três rebotes, o armador Marcelinho Huertas espera que o Brasil mantenha seu bom nível coletivo de atuação na quarta-feira contra um adversário muito mais difícil, a vice-campeã mundial Grécia, na decisão do primeiro lugar do Grupo A do Torneio Pré-Olímpico Mundial de Atenas que começa às 16h (horário de Brasília).
“A Grécia é de longe o melhor time da competição, os caras estão jogando em casa e são favoritos a uma das três vagas nas Olimpíadas. Enfrentamos a Grécia na semana passada e acho que chegamos perto de vencê-los no Torneio de Acrópolis, mas não perto o suficiente. Faremos um trabalho melhor desta vez, mas mesmo se perdermos novamente não vai importar muito porque ainda temos a chance de jogar a partida eliminatória (das quartas-de-final) na sexta-feira. Acho que é melhor enfrentar os gregos nesta fase de grupos do que mais tarde em um dos jogos eliminatórios”, disse Huertas (foto) em entrevista ao site da Federação Grega antes do jogo contra os libaneses.
O ala-armador Alex Garcia concorda que a Grécia é favorita, mas isso não significa que o raçudo jogador vice-campeão europeu pelo Maccabi Tel Aviv não acredite nas chances de o Brasil vencer a partida de quarta-feira, pelo que mostrou contra o Líbano a torcida pode esperar um duelo muito equilibrado como foi o da semana passada.
“A Grécia é um time notável, é o melhor time da Europa e um dos melhores do mundo. É verdade que superá-los será muito difícil, mas nunca deixamos de confiar na nossa equipe, se conseguirmos nos manter concentrados e jogar duro na defesa podemos simplesmente ter sorte”, afirmou o titular autor de sete pontos, três rebotes, três roubos de bola e um toco contra o Líbano.
Com um início de jogo inspirado nas infiltrações, Marcelinho Huertas fez 15 pontos logo no primeiro quarto vencido por 27 a 8, mostrou por que foi eleito o melhor armador da Liga Espanhola pelo Iurbentia Bilbao Basket, levando o DKV Joventut a cobrir a proposta financeira do clube basco para reintegrá-lo ao time de Badalona para a disputa da próxima Euroliga 2008-09. O armador não teve nenhuma bola desperdiçada e acertou sete em oito arremessos de quadra incluindo um em dois chutes da linha de três e os dois lances livres que cobrou, será muito importante amanhã no duelo com os experientes armadores gregos Theodoros Papaloukas, Dimitris Diamantidis e Nikos Zisis.
O Brasil também soube se impor no garrafão contra uma equipe muito mais baixa (o jogador mais alto, o pivô Roy Samaha, tem 2,05m), a vantagem verde-amarela nos rebotes foi tranqüila de 33 a 23, e no ataque os pivôs reservas de 2,11m Rafael “Baby” Araújo e Murilo Becker se destacaram com 16 e 14 pontos, respectivamente, curiosamente o ala Marcelinho Machado foi o maior reboteiro da partida com seis sobras. A agressividade defensiva foi provada nos 19 roubos de bola da equipe brasileira, o fraco Líbano teve a segunda pontuação mais baixa do torneio, superando apenas no finalzinho os 50 pontos marcados por Cabo Verde na abertura do Pré-Olímpico contra a Nova Zelândia, e o aproveitamento do time do Oriente Médio nas bolas de dois pontos foi sofrível (37,5%), com muitas dificuldades para penetrarem o garrafão e com grande desvantagem no placar, restou-lhes chutar bolas de três, com um aproveitamento melhor que o do Brasil, convertendo 11 triplos em 26 tentativas (42,3%), nesse fundamento o ataque nacional foi inferior, acertou apenas seis em 17 tiros de longa distância (35,3%).
Mas não houve nada que tirasse o mérito da bela exibição coletiva da Seleção Brasileira, só o ala-pivô J.P. Batista não pontuou, Murilo provou que está empenhado em recuperar sua posição no garrafão ao lado do pivô campeão espanhol Tiago Splitter. Também impressionou positivamente a garra de jogadores reservas como Baby e o ala-armador Duda, que em um lance emblemático do espírito de luta deste renovado grupo, com o jogo já decidido há muito tempo e a diferença passando dos 40 pontos no último quarto, se atirou atrás de uma bola perdida que estava saindo pela lateral e iniciou o contra-ataque finalizado com uma enterrada do ala Marcus Toledo se pendurando no aro.
“Entramos em quadra com confiança, tranqüilidade e conseguimos fazer uma boa partida. Agora é pensar no jogo contra a Grécia. Vencer os gregos nos facilitaria no cruzamento das quartas-de-final e vamos lutar muito para isso. Mas se não acontecer, é só trabalhar para jogar melhor na próxima fase”, comentou o armador Marcelinho Huertas.
“Todos vêm trabalhando com seriedade. Conseguimos fazer uma defesa forte e um ataque consistente. O resultado foi bastante positivo. Amanhã teremos uma partida dura, muito mais difícil que a de hoje, mas já mostramos que não devemos nada à equipe da Grécia. Podemos surpreender”, disse o pivô Murilo Becker.
“Por ser o primeiro jogo da competição, nós não pudemos nos dar ao luxo de jogar de uma maneira diferente. Jogamos como vamos jogar contra as grandes equipes. Foi uma boa preparação para a partida contra os gregos. A Grécia é um time completo, com jogadores experientes. Então, é jogar firme como fizemos hoje, para buscar a vitória”, disparou o ala-armador Marcelinho Machado.
“Fizemos uma grande partida. Amanhã, contra a Grécia, precisamos ter a mesma postura defensiva que apresentamos hoje, pois os gregos são muito talentosos e formam um grupo muito completo”, afirmou o pivô Tiago Splitter.
“A equipe entrou com o mesmo ritmo de jogo, tanto os titulares quanto os reservas. Eu estava nervoso, acostumado a ver meu irmão Marcelinho jogando na TV, mas o grupo me deu força e consegui mostrar meu jogo. Quanto à partida de amanhã, a Grécia é um dos favoritos às três vagas desse Pré-Olímpico. Além de ter ótima equipe, está em casa, diante de sua torcida. Mas não devemos nada a eles e podemos vencer”, opinou o ala-armador Duda Machado.
“Vai ser uma partida difícil e equilibrada contra a Grécia. Na semana passada, perdemos por sete pontos, mas o jogo só foi definido nos dois minutos finais. Para conseguir a vitória é fundamental concentração e equilíbrio nos 40 minutos. Temos que ter atenção nos rebotes e evitar a perda de bolas. Estamos confiantes e temos todas as condições de conseguir um resultado positivo”, disse o pivô João Paulo Batista.
De acordo com o regulamento, na primeira fase as seleções jogam entre si nos seus respectivos grupos. Os dois primeiros colocados de cada grupo se enfrentam nos seguintes cruzamentos: A1 x B2, B1 x A2, C1 x D2 e D1 x C2. Os ganhadores se classificam para a fase semifinal no sábado. Os vencedores da semifinal garantem a vaga para a Olimpíada de Pequim, enquanto os perdedores disputam a última vaga no domingo.
BRASIL 94 (27 + 21 + 25 + 21)
Marcelo Huertas (17pts), Alex Garcia (7), Marcelinho Machado (5), João Paulo (0) e Tiago Splitter (9). Depois: Murilo Becker (14), Marcus Toledo (5), Jonathan Tavernari (2), Fúlvio Chiantia (2), Rafael “Baby” (16), Duda Machado (9) e Ricardo Probst (8). Técnico: Moncho Monsalve.
LÍBANO 54 (8 + 13 + 16 + 17)
Mneimneh (6pts), Mahmoud (7), Feghali (5), Samaha (0) e El Khatib (3). Depois: Abdel Nour (0), Fakhreddine (2), Fahed (15), Khoury (3), El Turk (11) e.Tawbe (2). Técnico: Fuad Abou Chakra.
A Seleção Brasileira volta à quadra nesta quarta-feira às 16h (de Brasília) para enfrentar a Grécia pela terceira rodada da primeira fase. O vencedor do confronto garante o primeiro lugar no Grupo A. Brasil e Grécia se enfrentaram seis vezes em competições oficiais, com quatro vitórias dos gregos contra duas dos brasileiros.
FICHA PRÉVIA
BRASIL
4. Marcelinho Machado; 5. Duda Machado; 6. Murilo Becker; 7. Ricardo Probst; 8. Fúlvio; 9. Marcelo Huertas; 10. Alex Garcia; 11. Marcus Toledo; 12. Rafael “Baby”; 13. João Paulo Batista; 14. Jonathan Tavernari; 15. Tiago Splitter. Técnico: Moncho Monsalve.
Grupo A: Brasil, Grécia e Líbano
Grupo B: Alemanha, Cabo Verde e Nova Zelândia
Grupo C: Canadá, Coréia e Eslovênia
Grupo D: Camarões, Croácia e Porto Rico
Primeira rodada – Segunda-feira (dia 14)
Nova Zelândia 77 x 50 Cabo Verde, Coréia 76 x 88 Eslovênia, Croácia 93 x 79 Camarões e Grécia 119 x 62 Líbano
Segunda rodada – Terça-feira (dia 15)
Eslovênia 86 x 70 Canadá, Cabo Verde 68 x 104 Alemanha, Camarões 72 x 81 Porto Rico e Líbano 54 x 94 Brasil
Terceira rodada – Quarta-feira (dia 16)
Canadá x Coréia (7h), Porto Rico x Croácia (9h30min), Alemanha x Nova Zelândia (13h30min) e Brasil x Grécia (16h)
Quinta-feira (dia 17)
FOLGA
Quartas-de-final – Sexta-feira (dia 18)
Jogo 13 – A1 x B2
Jogo 14 – B1 x A2
Jogo 15 – C1 x D2
Jogo 16 – D1 x C2
Os horários serão definidos ao término da primeira fase.
Fase semifinal – Sábado (dia 19)
Jogo 17 – Vencedor de 13 x Vencedor de 15
Jogo 18 – Vencedor de 14 x Vencedor de 16
Os vencedores da semifinal estão classificados para a Olimpíada de Pequim.
Rodada final – Domingo (dia 20)
Jogo 19 – Perdedores da semifinal
O ganhador garante a terceira e última vaga para Pequim.
A Seleção Brasileira estreou com o pé direito no Pré-Olímpico Mundial de Basquete Masculino e, como esperado, dominou completamente o Líbano: vitória por 94 a 54 (more…)
“Eles são mais rudimentares”. Adriano Geraldes dirigiu a seleção juvenil do Líbano no ano passado e atesta que a equipe asiática tem suas carências estruturais. A despeito dessas limitações, o técnico pede cuidado aos comandados de Moncho Monsalve para a estréia no Pré-Olímpico masculino de basquete, nesta terça-feira, contra o Líbano, às 16 h (no horário de Brasília).
Na avaliação do treinador da Hebraica, em São Paulo, os asiáticos representam uma ameaça à la Porto Rico, por ser um time com altos e baixos. “É um tipo de jogo latino, um pouco sem responsabilidade. Pode tomar de 30 pontos um jogo ou ganhar bem. Eles dependem muito da bola de fora e não têm tábua. Se entrarmos na correria, pode complicar.”
No Mundial de 2006, o Líbano bateu a Venezuela e conseguiu uma surpreendente vitória contra a França, uma equipe recheada de jogadores da NBA. “É preciso que se tome cuidado, não dá para brincar”, advertiu Geraldes.
O grande destaque libanês é o ala Fadi El Khatib, de 1,98m e 29 anos, que teve média de 18,8 pontos por partida no Mundial e um jogo de 35 pontos contra os venezuelanos. “Ele é um trator”, afirmou Geraldes.
O treinador também aponta os armadores como jogadores perigosos pela habilidade nos arremessos. Um desfalque considerável, porém, que deixa o rival bem enfraquecido é o pivô Joseph Vogel, lesionado. Sem ele, o time fica com o garrafão arrasado.
O técnico Moncho Monsalve já tem os números desses atletas e não quer saber de menosprezo ao oponente. “No papel, o Brasil tem de ganhar do Líbano. Seria impróprio que não ganhássemos esse jogo. Mas tem de estar firme em quadra, jogar com personalidade e determinação. É preciso respeitá-los para ganhar.”
(Giancarlo Giampietro, UOL Esporte, em Atenas/Grécia)
A seleção brasileira que disputa em Atenas uma vaga nos Jogos de Pequim-2008 não possui seus nomes mais badalados. Seis dos atletas que disputam o Pré-Olímpico Mundial, a partir desta terça-feira, contra o Líbano (às 16h no horário de Brasília) possuem pouca experiência em competições internacionais. Abaixo, o UOL Esporte conta um pouco sobre o papel de cada um dos 12 convocados pelo técnico Moncho Monsalve:
MARCELINHO HUERTAS
Ganhou projeção mundial na temporada ao ser eleito o melhor armador na Espanha. Nos amistosos, fora o duelo com a Austrália, mostrou que realmente está em grande forma, suprindo a carência de liderança que o time sofria nessa posição nas últimas temporadas.
FÚLVIO
O armador do Paulistano foi convocado para o time principal no lugar de Valtinho, que pediu dispensa. Deve ter cerca de cinco a dez minutos de média por jogo, com a missão de manter o time centrado em quadra, sem erros. É bom atirador de três pontos.
DUDA
Irmão mais novo de Marcelinho Machado, com mesma vocação ofensiva. Nos treinos, Moncho cobra que o atleta não seja tímido na hora de arremessar, desde que com os pés no chão e a cabeça no lugar. Na defesa, pode exercer pressão sobre a saída de bola rival.
MARCELINHO MACHADO
Arremessador e dono de ótima visão de quadra, Machado testará seus nervos - primeiro, por ter anunciado que deixará a seleção após a temporada e, segundo, para se encaixar no padrão de jogo exigido pelo espanhol de passes a mais e ataque equilibrado.
ALEX GARCIA
É o pulmão do time. Apesar da baixa estatura, usa seu vigor e capacidade atlética para cuidar do jogador mais talentoso do time adversário no perímetro. Acostumado à função de sexto homem na seleção, dessa vez tem maior responsabilidade no ataque.
JONATHAN TAVERNARI
O novato da seleção adulta, após breve passagem nas categorias de base e a entrada no basquete universitário norte-americano. É elogiado pelo técnico e a primeira opção do banco tanto para os chutes de longa distância como para a defesa.
MARCUS VINÍCIUS TOLEDO
O ala, que faz a transição da posição de ala-pivô, é visto como um projeto pelo treinador espanhol e é, no momento, o último jogador da rotação. No Pan, no ano passado, deu boa contribuição com sua energia. Na Grécia, teria de repetir o papel, se necessário.
MURILO
Ficou boa parte da temporada sem atuar e sente a falta de ritmo de jogo. É encorajado a arremessar de três pontos quando livre e vem treinando mais com os alas do que com os pivôs, em outro projeto de Moncho.
RICARDO PROBST
A maior surpresa da lista de Monsalve, o reboteiro foi o último jogador convocado, na vaga de Guilherme Giovannoni. Dominante em cenário nacional, ele vai testar sua regularidade contra adversários de maior experiência, envergadura e força física.
JP BATISTA
O pivô passou despercebido pelo basquete nacional até progredir no universitário norte-americano e ganhar um bilhete para a Europa. Apesar da baixa estatura e pouca mobilidade, usa força e inteligência para ser competitivo. Conquistou Monsalve com esses fatores.
RAFAEL “BABY”
Volta ao grupo em um torneio oficial pela primeira vez desde 2002 atrás de afirmação. Seu jogo (extremamente) físico será vital para dar descanso a Splitter ou até mesmo para formar uma dupla mais intimidadora contra oponentes mais pesados.
TIAGO SPLITTER
É o grande nome da seleção, com uma evolução constante em seu basquete até se tornar um dos principais atletas da Europa. Exímio defensor no garrafão, com ótimo posicionamento e entendimento do jogo, desabrochou ofensivamente neste ano.
(Giancarlo Giampietro, UOL Esporte, em Atenas/Grécia)
Diante da falta de resultados do Brasil em eventos internacionais, o influxo de atletas na NBA foi uma das poucas razões para celebração no basquete nacional. No Pré-Olímpico, em Atenas, a renovada seleção tenta provar que existe vida na modalidade além da liga norte-americana.
A equipe enfrenta o Líbano, nesta terça-feira, às 16 h (horário de Brasília), na luta para retornar às Olimpíadas, evento que não disputa desde Atlanta-1996. O torneio na Grécia classifica três times para os Jogos de Pequim.
Desde a entrada de Nenê no “draft” de 2002, é a primeira vez que a seleção não contará com um de seus representantes na NBA quando procurou reunir força máxima para uma competição - em 2004, os astros não foram chamados. Neste ano, o pivô do Denver Nuggets, Anderson Varejão (Cleveland Cavaliers) e Leandrinho (Phoenix Suns) pediram dispensa por problemas médicos.
Desta forma, uma clara chance foi aberta para outras caras despontarem como protagonistas para o grande público. “O time pode ter desfalques de peso, mas sei que ainda é muito forte, com muitos atletas à disposição. Estou certo de que sua seleção pode trazer mais do que 12 atletas a um torneio”, afirmou o técnico grego Panagiotis Iannakis sobre seu rival do Grupo A. No cada vez mais forte basquete europeu, o Brasil ganha destaque.
O pivô Tiago Splitter, de apenas 23 anos, lidera essa legião, cotado como um dos melhores jogadores do continente, campeão espanhol e com quatro aparições consecutivas nas semifinais da Euroliga.
“O Tiago, para mim, já poderia ser um dos jogadores mais importantes da liga. Ele fez a opção de ficar na Europa e talvez não tenha reconhecimento por isso. Se a gente consegue uma vaga aqui, vai valorizar todo mundo”, afirmou o ala-armador Marcelinho Machado, que vai se despedir da seleção nesta temporada.
O armador Marcelinho Huertas, 25, foi eleito o melhor de sua posição na fortíssima liga espanhola e viu um leilão entre diversos clubes por sua contratação para a próxima temporada.
O ala-armador Alex Garcia conquistou neste ano os exigentes torcedores do Maccabi Tel Aviv, gigante de Israel que é uma potência do continente e tem folha de pagamento que pode rivalizar com franquias norte-americanas. Com o time, foi vice-campeão da Euroliga.
Além de nomes estabelecidos, o país também oferece uma fornada sem fim de revelações para a Europa - um número crescente de garotos desembarca especialmente na Espanha a cada ano -, entre as quais se destacam os pivôs Paulão e Vitor Faverani, ambos do Unicaja Málaga-ESP. No atual elenco da seleção, o ala Marcus Vinícius, 22, é o que se enquadra nesse perfil.
“Não sei se é tão importante ter jogadores da NBA. Lá é um mundo especial, está certo. Mas um time nacional não se faz apenas dessa maneira. O Brasil é um país incrível na produção de talentos”, afirmou o técnico Moncho Monsalve, primeiro estrangeiro a comandar a seleção.
O Pré-Olímpico será disputado até domingo, na capital grega. A seleção está no Grupo A, que também conta com a Grécia, oponente desta quarta-feira. Os dois primeiros da chave avançam às quartas-de-final.
(Giancarlo Giampietro, UOL Esporte, em Atenas/Grécia)
Contando com todos seus jogadores principais na temporada passada, a seleção brasileira masculina de basquete não conseguiu classificação para os Jogos Olímpicos de Pequim no Torneio Pré-Olímpico das Américas. Nesta terça-feira, a equipe estréia no Pré-olímpico Mundial, às 16 horas, enfrentando o Líbano sem parte de seus titulares da última campanha, mas garante que na base da união conseguirá encerrar o jejum de duas Olimpíadas sem participar.
“O grupo está muito unido e focado em conseguir a vaga olímpica”, justifica o ala-armador Marcelinho Machado. “Vamos entrar com muita determinação e sempre fazendo o jogo coletivo para buscar a primeira vitória”.
O naufrágio dos projetos olímpicos anteriores aconteceu com a sétima colocação no Pré-Olímpico de San Juan-2003, válido para Atenas-2004. Rumo a Sydney-2000, o desempenho foi um pouco melhor: sexto, também em San Juan-1999. Mas daquelas vezes, o Brasil não teve uma segunda chance como com a repescagem mundial existente nesta temporada.
Quarto colocado no Pré de 2007, o Brasil tem apenas mais uma chance de obter a vaga. Para superar o desafio da classificação, que não acontece desde a participação nas Olimpíadas de Atlanta-96, o Brasil foi buscar reforço externo e contratou o técnico espanhol Moncho Monsalve para comandar o grupo.
“A chegada do técnico Moncho foi fundamental para dar um novo padrão ao nosso jogo. A experiência e os conhecimentos que ele passa para a equipe só fazem aumentar a confiança em disputar os Jogos Olímpicos”, destaca Marcelinho.
O armador Marcelinho Huertas concorda. “O jogo coletivo melhorou muito com a chegada do Moncho, principalmente no ataque. A confiança do grupo é muito grande para conseguir a vaga olímpica, mesmo sabendo que muitas pessoas não acreditam. Vamos provar nosso valor”.
Depois de mais de um mês trabalhando com o grupo e tendo de driblar os desfalques do armador Leandrinho, dos alas-pivôs Anderson e Nenê e do ala Guilherme Giovannoni, além de Paulão e Valtinho, Moncho confia no potencial do grupo atual. “Com certeza, o Brasil está pronto para o Pré-Olímpico. Esses 12 rapazes mostraram uma grande evolução no jogo coletivo e vamos confiantes em busca da vaga olímpica”, avalia.
Brasil e Líbano fazem o último jogo da programação do dia. A rodada começa às 7 horas com o duelo entre Eslovênia e Canadá. Cabo Verde e Alemanha jogam às 9h30min, seguidas de Camarões e Porto Rico, às 13h30min.
Somente as três melhores equipes do torneio garantem vaga para Pequim, completando as 12 seleções classificadas para as Olimpíadas. Até o momento, estão classificados Estados Unidos, Argentina, Rússia, Lituânia, Austrália, Angola, Irã, Espanha e China.
O Brasil já obteve sua vaga no torneio feminino, mas também precisou passar pela repescagem mundial para assegurar a classificação.
Um dia após o início das disputas no Torneio Pré-Olímpico Mundial, a seleção brasileira masculina de basquete estréia na competição nesta terça-feira, às 16 horas, enfrentando o Líbano. Este será o segundo confronto oficial entre as equipes. Da primeira vez que se enfrentaram, no Mundial de 2002, o Brasil venceu por 102 a 73.
“Estamos muito confiantes para a estréia. Com todo respeito pelo Líbano, temos que fazer prevalecer o nosso jogo coletivo no ataque e na defesa para estrear com uma vitória. Precisamos jogar concentrados os 40 minutos”, ressalta o ala Alex Garcia.
O armador Marcelo Huertas lembra que mesmo sem um de seus principais jogadores em quadra, os libaneses exigem muita atenção. “O Líbano é um adversário que merece todo respeito, mesmo estando desfalcado de um dos seus principais jogadores, o pivô Vogouel. Temos que entrar sabendo que será um jogo difícil e não podemos dar bobeira. É uma partida importante para garantir a classificação para a próxima fase”.
Já o técnico Moncho espera que o grupo consiga controlar os nervos para lidar com a estréia. “O jogo de estréia é sempre difícil por ser o primeiro. É claro que todos ficam ansiosos, mas precisamos jogar com equilíbrio e concentração os 40 minutos para alcançarmos o objetivo final”, diz, repetindo sua matemática para a classificação. “De um modo geral, para que consigamos bons resultados no Pré-Olímpico, é fundamental que o time sofra de 72 a 76 pontos e faça de 78 a 86 pontos”.
Bem que o libanês Fadi El Khatib tinha cantado a bola: ‘contra a Grécia não temos a menor chance de vencer’. E foi com uma surra de 57 pontos de diferença que a seleção grega superou o Líbano em sua estréia no Torneio Pré-Olímpico Mundial. Jogando com o apoio da torcida, no Ginásio Olímpico, a Grécia venceu por 119 a 62 (65 a 35 no primeiro tempo).
Superior em praticamente todos os fundamentos (exceção para os lances-livres), a quarta colocada do último campeonato europeu teve seis atletas atingindo dois dígitos de pontuação. O cestinha foi Kostas Tsartsaris com 15 pontos, um a mais que Antonis Fotsis.
El Khatib foi o principal pontuador libanês com 14 pontos. Além dele, apenas Brian Beshara-Feghali passou de dez, somando 12 no placar.
O Líbano será o adversário de estréia do Brasil, nesta terça-feira, às 16 horas, no Pré-olímpico. A Grécia folga na próxima rodada.
Depois de meses de instabilidade político-social no país provocada pelos confrontos entre árabes sunistas e xiitas, o Líbano finalmente conseguiu formar um governo de unidade nacional para tentar apaziguar a situação interna.
Formalizado na última sexta-feira, o novo governo espera encerrar a crise mais grave desde o fim da guerra civil em 1990.
É com a cabeça mais tranqüila por ter este problema, parcialmente, resolvido que os jogadores da seleção libanesa enfrentam o desafio de lutar pela classificação do time para os Jogos Olímpicos de Pequim. Superados na estréia pela Grécia, eles enfrentam o Brasil nesta terça-feira, às 16 horas, no Ginásio Olímpico, em Atenas.
“Nos anos anteriores, cada vez que viajávamos para uma competição sabíamos que deixávamos para trás problemas enormes em casa. Em 2006, durante o Mundial do Japão, havia uma guerra em nosso país”, lembra o jogador Fadi El Khatib. “Agora não é mais assim. Nós estamos calmos porque sabemos que nossas famílias e amigos estão seguros. É a primeira vez que não sentimos nenhum tipo de pressão ou insegurança”, confessa.
Apesar da libertação do ‘peso’, El Khatib confessa que, em quadra, a situação continua complicada. Durante a série de amistosos que disputaram no Canadá, o pivô Joseph Vogel machucou-se e está desfalcando o time no Pré-olímpico.
“Esta ausência custa muito para nós porque ele tem 2,10m. Fora ele, o jogador mais alto tem 2,05m. Perdemos muito embaixo da cesta, mas continuaremos tentando fazer o melhor”, conforma-se. Por causa do desfalque, o jogo contra o Brasil ficou mais complicado, acredita El Khatib. “Se tivéssemos Vogel conosco, diria que a chance de vencermos o Brasil era de 50%. Sem ele, contudo, as coisas ficam mais difíceis. Entretanto, costumamos jogar bem contra boas equipes e espero que aconteça o mesmo contra o Brasil”.
O técnico Fuad Abou Chakra e o ala Fadi El Khatib acreditam que a seleção brasileira de basquete é uma das favoritas a conquistar uma vaga para as Olimpíadas de Pequim-2008. Ambos reclamaram do grupo difícil que caíram e do desfaque do pivô Vogel. A equipe que foi arrasada pela Grécia por 119 a 62 na rodada inicial do Pré-Olímpico em Atenas, é a rival do Brasil, nesta terça-feira (às 16h no horário de Brasília), pela segunda rodada do Grupo A. Os gregos mostrarm-se satisfeitos com a atuação da equipe.
“Estamos jogando no grupo mais duro desse torneio, contra o time da casa e o Brasil, duas equipes que certamente vão estar nas semifinais do Pré-Olímpico. Grécia estava muito bem preparada. Eles têm um ótimo time e criaram muitos confrontos desvantajos para nós em baixo da cesta. A falta de Joe Vogel nos fez muito baixos. Com sorte no próximo ano, quando vamos tentar a classificação para o Mundial de 2010, estaremos uma equipe muito melhor”, reclamou o cestinha libanês Fadi El-Khatib.
“A equipe grega, um time que joga muito bem junto e tem um jogo de objetivos muito duros, marcaram 78 pontos sob a cesta, e conseguir rebotes foi uma missão muito dura para nós. O resultado da partida estava virtualmente acabado após os primeiros 15 a 18 minutos. Perdemos nosso pivô de 2,10m (Joe Vogel) no torneio que jogamos no Canadá e isso foi realmente uma grande derrota. Estamos um pouco mais informados sobre o Brasil, nosso oponente de amanhã e tentaremos dar o nosso melhor, jogar inteligentemente e minimizar nossos erros”, comentou o treinador da seleção do Líbano, Fuad Abou Chakra.
“O jogo de abertura em qualuqer torneio é sempre perigoso, então tentamos jogar duro desde o início. Respeitamos a equipe libanesa e permanecemos concentrados. Descansaremos amanhã, ouviremos nossos técnicos sobre táticas e encararemos o Brasil na quarta com a mesma paixão”, comentou Vassilis Spanoulis.
“Marcar pontos não é o mais importante, o que é mais importante é manter o mesmo ritmo através da partida. Esta é uma experiente equipe que tem jogado em várias partidas eliminatórias, então estou mais seguro que podemos enfrentar tarefas semelhantes com o mesmo sucesso”, finalizou o armador do Panathinaikos.
“Às vezes, quando você inicia um torneio na frente de muitas pessoas que amam muito você e querem que o time finalize a partida desde o primeiro minuto, você pode ficar nervoso e apressado. Então tenho que parabenizar meus jogadores por permanecerem calmos e pacientes, não olhando o marcador em nenhum momento comentendo poucos erros em ambos lados da quadra”, explicou o técnico grego Panayotis Yannakis, revelando o segredo para o massacre de hoje. “Brasil é o favorito amanhã, mas a partida começar no 0 a 0, e se eles jogarem com paixão e paciência e minimizarem seus erros, acredito que podem permanecer na disputa”, disse treinador acreditando na vitória brasileira.
A um dia da estréia no Pré-Olímpico, o técnico Moncho Monsalve estava em dúvida em como abordar os jogadores da seleção brasileira de basquete, em Atenas. No fim, não foi necessária a hesitação, já que os atletas vieram conversar com ele sobre a partida contra o Líbano, pelo Grupo A.
Na verdade, o espanhol nem sabia se deveria conversar sobre detalhes táticos com a equipe, com o receio de deixá-los mais tensos. “Talvez fosse bom falar um pouco com eles. Mas foram eles que vieram a mim, para conversar”, afirmou.
“O grupo está muito preparado e acredito que podemos fazer um bom papel. A equipe está muito concentrada. Eu pensava que veria mais ansiedade na equipe, mas eles estão muito bem.”
O espanhol iniciou a preparação com a seleção em junho, com seis desfalques, e procurou ir à quadra com os atletas a cada período disponível para treino. Sua obsessão - e missão - é tentar adequar a equipe nacional a um padrão de jogo mais organizado e paciente em quadra. Um time que possa jogar com velocidade, mas sem cometer muitos erros, e com muita determinação na defesa.
“Ele deu uma cara para o time, e todos os jogadores que estão aqui sabem sua função e estão confiantes. É assim que podemos formar um time vencedor. O ambiente está muito bom e estamos com uma consciência muito maior em quadra”, disse o ala-armador Marcelinho Machado, atleta criticado em versões anteriores da seleção pela precipitação nos arremessos.
(Giancarlo Giampietro, UOL Esporte, em Atenas/Grécia)
(Crônica por João Guilherme Oliveira e Paulo Roberto Araujo)
A Grécia deu uma aula de basquete em sua estréia no Torneio Pré-Olímpico Mundial e o Líbano se mostrou a pior equipe na primeira rodada da competição em Atenas nesta segunda-feira, resultado: massacre dos donos da casa por 119 a 62 (54 a 27 no intervalo) liderado por 15 pontos do ala-pivô Konstantinos Tsartsaris e 14 do ala Antonis Fotsis, no show grego nove jogadores marcaram pelo menos nove pontos e todos os 12 atletas pontuaram em um primor de coletividade. O grande maestro do baile foi o armador Theodoros Papaloukas, com 10 pontos, sete assistências e 100% de acerto em seus quatro arremessos de quadra, Dimitrios Diamantidis foi outro destaque com 12 pontos, seis rebotes e seis passes para cesta. A equipe libanesa não foi uma adversária à altura, se jogar assim na terça-feira deve ser presa fácil para a Seleção Brasileira do técnico espanhol Moncho Monsalve. Na sua estréia amanhã às 16h (de Brasília), a defesa verde-amarela só tem de prestar atenção nos arremessos de fora do ala Brian Feghali e do armador Rony Fahed, além de marcar forte o ala Fadi El Khatib, cestinha do time do Oriente Médio com 14 pontos.
A seleção grega mostrou desde o primeiro minuto de jogo por que é considerada favorita para conquistar uma das vagas para os Jogos Olímpicos de Pequim. Os gregos aproveitaram o nervosismo dos libaneses e impuseram seu ritmo de forma cruel. O ala-armador Vassilis Spanoulis fez a festa no perímetro e ainda abusou das infiltrações nos contra-ataques enquanto o ala-pivô Antonis Fotsis (foto) mostrou todo seu arsenal de jogadas ofensivas e defensivas. O atleta de 2,08m de altura e 27 anos acertou chutes de três, realizou ganchos no garrafão com perfeição e ainda deu um belo toco em Fadi El Khatib.
A facilidade grega era tamanha que eles precisaram apenas de sete minutos para abrir 15 tentos de frente, 19 a 4, com 3min45s por jogar no primeiro quarto. A partir daí os libaneses, que até então estavam muito nervosos em quadra e errando muito, acertaram um pouco a sua mira, equilibrando a partida até o término do primeiro quarto. Nos últimos três minutos o time vice-campeão asiático chegou a reduzir a distância para onze pontos, 28 a 17, liderados pelo ala Brian Beshara-Feghali, que fez sete pontos no primeiro quarto. A Grécia fechou os 10 minutos iniciais com quinze pontos de vantagem, 32 a 17.
Vale ressaltar que a seleção anfitriã do Pré-Olímpico acertou 82% de seus arremessos no primeiro período, convertendo nove de suas onze tentativas de dois pontos. Outro dado interessante para o técnico da Seleção Brasileira Moncho Monsalve prestar atenção é para o número de bolas roubadas pela equipe grega, nove recuperações apenas no primeiro período. A forte defesa da Grécia também impressionou, já que os gregos permitiram apenas sete arremessos de dois dos libaneses.
O pivô peso-pesado Sofoklis Schortsianitis, mais conhecido como “Baby Shaq”, deu números iniciais ao segundo quarto com um gancho perfeito. O atleta de 23 anos aproveitou sua força para dominar o garrafão libanês. O jogo no segundo período permaneceu do mesmo modo que o primeiro quarto acabara: a Grécia dominando quase todos os aspectos do jogo e o Líbano tentando evitar um vexame. Na metade da segunda parcial, o técnico grego Panagiotis Yannakis colocou os reservas em quadra e, ao contrário do que se esperava, o rendimento dos anfitriões cresceu.
O armador Theo Papaloukas e o pivô Sofoklis Schortsianitis deram conta do recado e lideraram o esquadrão grego no segundo quarto. A vaca libanesa foi para o brejo após uma seqüência de três cestas seguidas da Grécia, fazendo com que a distância subisse para 21 pontos, 43 a 22, a 5min17s do intervalo. O camisa 4 Papaloukas continuou dando espetáculo para o bom público presente na Arena Olímpica de Atenas. O jogador de 31 anos campeão europeu pelo CSKA Moscou fez seis pontos e deu duas assistências magistrais, aí a diferença subiu para 27 tentos ao final do primeiro tempo.
No retorno para a terceira etapa, o panorama não se alterou, mesmo com a grande diferença no placar os gregos continuaram jogando com seriedade e eficiência, trocando bons passes até encontrar o jogador mais bem colocado para finalizar, defendendo com firmeza e não deixando a intensidade cair com a entrada de reservas menos experientes que não estiveram no grupo vice-campeão mundial no Japão em 2006. As bolas de três continuaram caindo com triplos de Diamantidis, Fotsis e Spanoulis, assim a vantagem helênica passou dos 30 e depois dos 40 pontos, a Grécia fechou a parcial em implacáveis 86 a 41 com uma cesta de Bouroussis dentro garrafão. Nessa altura o Líbano já estava completamente entregue, fazendo uma fraca defesa por zona que cedeu 32 pontos aos gregos no período.
O último quarto foi aberto com uma cesta de três de Rony Fahed, mas a Grécia respondeu com uma seqüência de 10 a 0 que incluiu uma assistência linda de costas de Papaloukas para enterrada de Tsartsaris, autor de 10 pontos nessa etapa final. A contagem centenária foi decretada em dois lances livres conectados por Bouroussis, que terminou com 13 pontos. Só depois que a diferença passou dos 50 pontos os gregos aliviaram um pouco a intensidade na marcação, e assim o Líbano conseguiu alcançar seu período de pontuação com 21 tentos, porém sofreu 37. A vantagem máxima no placar chegou aos 59 pontos, deixando todos a se perguntar qual é o time mais fraco do Pré-Olímpico, Líbano ou Cabo Verde. Mas que o Brasil não entre em quadra de salto alto subestimando o adversário da estréia, até para não ser surpreendido, se jogar o basquete demonstrado no Torneio de Acrópolis a equipe de Moncho Monsalve tem tudo para conseguir uma vitória tranqüila.
FICHA TÉCNICA
GRÉCIA 119 (32 + 22 + 32 + 33)
Titulares: Dimitrios Diamantidis (12 pontos, 6 rebotes e 6 assistências), Vassilis Spanoulis (9 pontos e 8 assistências), Panagiotis Vasilopoulos (8 pontos e 4 rebotes), Antonis Fotsis (14 pontos e 5 rebotes) e Konstantinos Tsartsaris (15 pontos). Entraram depois: Theodoros Papaloukas (10 pontos, 7 assistências e 3 rebotes), Sofoklis Schortsianitis (9 pontos e 3 rebotes), Ioannis Bouroussis (13), Giorgios Printezis (10), Nikos Zizis (9), Andreas Gliniadakis (6) e Mikhalis Pelekanos (4). Técnico: Panagiotis Yannakis.
LÍBANO 62 (17 + 10 + 14 + 21)
Titulares: Ali Mahmoud (7 pontos), Jean Abdel-Nour (0), Brian Beshara-Feghali (12), Fadi El Khatib (14) e Roy Samaha (8). Entraram depois: Rony Fahed (9), Hussein Tawbe (6), Ali Fakhreddine (6), Sabah Khoury (0 ponto e 4 assistências), Bassem Balaa (0), Omar El Turk (0) e Mazen Mneinmeh (0). Técnico: Fuad Abou Chakra.
Marcelinho Machado sabe que vive seus últimos dias de seleção brasileira. Ele só quer, agora, adiar a despedida o máximo que puder, sem deixar que ela atrapalhe seu rendimento no Pré-Olímpico Mundial. A equipe estréia nesta terça-feira, contra o Líbano, às 16h (horário de Brasília).
Aos 33 anos, o ala-armador já anunciou que vai se aposentar do time nesta temporada. A questão é saber se a trajetória vai se encerrar no torneio em Atenas ou em Pequim, nas Olimpíadas, evento que nunca disputou.
“Eu tenho isso na minha cabeça, mas agora está em um lugar que não quero mexer muito, não, porque isso pode influenciar em várias coisas no dia-a-dia de jogo. Estou evitando falar e pensar sobre isso”, disse.
Machado está em sua 11ª temporada de seleção, de modo consecutivo. “Até nos anos em que não fomos para as Olimpíadas eu disputei alguns torneios”, disse o capitão do time, que tem média de 15,3 pontos em competições oficiais.
Em mais de uma década com a seleção, Marcelinho foi um jogador que despertou muita controvérsia. Jogador mais talentoso de sua geração, ficou marcado pela fama de “fominha” nos arremessos de longa distância e não conseguiu grandes títulos. Seu maior feito é o tricampeonato no Pan-Americano - é o único na história com três títulos na modalidade nesse evento.
“Acho que a crítica acontece, é normal. Estou há 11 anos na seleção sem participar nas Olimpíadas, e isso com certeza pesa. Muita gente questiona a forma como apareci no basquete, com muito arremesso, às vezes até precipitado”, afirmou. “Esse tipo de crítica sempre escutei e muitas delas me fizeram evoluir.”
O técnico Moncho Monsalve, que trabalhou com o ala-armador no basquete espanhol, enxerga na Grécia um atleta diferente em ação. O veterano considera o carioca uma figura primordial na luta por uma vaga em Pequim.
“Ele está fantástico, melhorou muito no trabalho defensivo e tem um conhecimento de jogo ótimo. Agora, com 33 anos, é muito melhor do que o que jogou comigo com 28, 29″, afirmou o treinador da seleção. “Não entendo como não teve destaque no Zalgiris Kaunas [potência européia da Lituânia, em que o brasileiro atuou na temporada 2006-2007]. Muitos jogadores dos outros países vêm me perguntar sobre ele.”
(Giancarlo Giampietro, UOL Esporte, em Atenas/Grécia)
Confira vídeos do UOL com jogadores da Seleção Brasileira:
Com o desfalque de seu principal jogador, o pivô Joseph Vogel machucado, o Líbano tem como seu atleta mais alto no garrafão o pivô de 2,05m Roy Samaha, ou seja, é menor que o pivô mais baixo do Brasil, João Paulo Batista (de 2,08m, treinando na foto). As bolas de segurança no garrafão e a vantagem nos rebotes com Tiago Splitter e os outros pivôs devem ser o caminho das pedras para a Seleção de Moncho Monsalve estrear no Pré-Olímpico Mundial de Atenas com vitória.
Em menos de um ano, as seleções do Pré-Olímpico Mundial sofreram drásticas alterações em relação os times que disputaram os torneios regionais de qualificação para Pequim em 2007.
No total, dos 144 jogadores que estão na briga por três vagas nas Olimpíadas nesta semana, em Atenas, 56 não estiveram com suas equipes nacionais na temporada passada, o que representa uma renovação de 48,6% nos elencos.
A seleção brasileira até supera a elevada média, com seis novos jogadores (50%) se comparado com a decepcionante campanha na seletiva de Las Vegas. O armador Fúlvio, o ala-armador Duda, os alas Jonathan Tavernari e Marcus Vinícius, o ala-pivô Ricardo Probst e o pivô Rafael “Baby” Araújo são as novidades.
Para o técnico Moncho Monsalve, as trocas representaram um de seus maiores desafios na preparação para o torneio. Mas ele sabe que não é o único que poderia fazer reclamações. “Os problemas do Brasil são os mesmos de todos nossos adversários”, disse o espanhol. “Todo mundo está lidando com alguma dificuldade de lesão, desfalque ou variações.”
De fato. Cabo Verde, Coréia do Sul e Eslovênia também alteraram exatamente a metade de suas equipes. Alemanha, Camarões e Canadá fizeram cinco mudanças e Grécia e Porto Rico, quatro em sua delegação.
O time menos abalado em sua base foi o Líbano, adversário de estréia da seleção brasileira, na terça-feira. Os asiáticos possuem apenas uma baixa na formação que disputou o Pré-Olímpico do continente: o pivô Joseph Vogel. Entre os europeus, a Croácia ficou sem o pivô Mario Kasun e o ala-armador Mario Stojic e relacionou os pivôs Kresimir Loncar e Sandro Nicevic.
(Giancarlo Giampietro, UOL Esporte, em Atenas/Grécia)
O ala Fadi El Khatib, um dos principais jogadores do Líbano, não está muito otimista para o Torneio Pré-Olímpico Mundial em Atenas, admitindo que a equipe vice-campeã asiática não tem a mínima possibilidade de vencer a anfitriã Grécia na estréia nesta segunda-feira e considerando pequenas as chances de surpreender a Seleção Brasileira masculina na terça-feira. Isso porque o Líbano perdeu seu principal nome poucos dias antes da competição, o pivô-cestinha de 2,10m Joseph Vogel foi cortado por lesão durante o torneio preparatório Jack Donahue no Canadá, com isso os libaneses não têm o mesmo potencial exibido no Mundial do Japão-2006, quando terminaram à frente do Brasil na classificação final com duas vitórias na primeira fase, incluindo um triunfo surpresa diante da França. Pelo menos os jogadores do time do Oriente Médio estão tranqüilos porque desta vez não ficou para trás um clima de insegurança no país, o momento é de calmaria, sem guerra ou ataques terroristas. Confira a tradução da entrevista dada por El Khatib ao site da Federação Internacional de Basquete (www.FIBA.com) no domingo.
Fiba: Fadi, a vida no Líbano está voltando ao normal?
El Khatib: Agora nós temos um presidente, alguns dias atrás um novo governo foi formado e não existem mais problemas. Nos últimos dois ou três meses, a vida tem voltado ao normal; as pessoas estão indo para seus trabalhos sem sentir medo algum, elas estão se divertindo ou indo para a praia sem nada com que se preocupar. O fato de que agora nós temos um governo foi a solução atual. Todo mundo no Líbano olha agora o futuro com uma visão otimista.
Fiba: A situação política mal resolvida causou problemas antes para as preparações do time?
El Khatib: Nos anos anteriores, toda vez que nós viajávamos para participar de alguma competição internacional, sabíamos que tínhamos deixado grandes problemas para trás de nós em casa. Em 2006, durante o Campeonato Mundial do Japão, estava acontecendo uma guerra em nosso país. Sempre foi assim, então nós estávamos viajando e as coisas em casa não estavam boas. Mas este não é mais o caso. Agora nós estamos calmos, porque sabemos que nossas famílias e amigos estão seguros. É a primeira vez que não sentimos nenhum tipo de pressão ou insegurança.
Fiba: Qual é a situação na sua equipe agora?
El Khatib: No Canadá, onde nós jogamos alguns amistosos, infelizmente perdemos um de nossos jogadores mais importantes, Joseph Vogel. A ausência dele nos custa muito, afinal ele tem 2,10m. Depois dele o jogador mais alto do time tem apenas 2,05m. Como resultado, estaremos enfrentando significativas dificuldades debaixo da cesta, mas nós ainda estamos com vontade de dar nosso melhor.
Fiba: O que você pensa sobre seu jogo de estréia contra a Grécia?
El Khatib: Nós sabemos que contra a seleção nacional grega realmente não temos a menor possibilidade de vencer. A Grécia é um time excelente e além do mais estará competindo em Atenas e aproveitando o apoio da torcida em casa. Eles estão determinados a se classificar para os Jogos Olímpicos e não iriam se permitir perder no início do torneio. Entretanto, nós tentaremos jogar o mais duro possível e ver o que acontece.
Fiba: Você acredita que vocês podem derrotar o Brasil?
El Khatib: Se nós tivéssemos Vogel conosco, eu diria que teríamos uma chance de 50% de bater o Brasil. Sem ele, porém, as coisas ficaram muito mais difíceis. Mas nós tendemos a jogar bem contra bons times e espero que o mesmo irá acontecer contra o Brasil.
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Como se vê por esta entrevista, o duelo com os brasileiros nesta terça-feira é encarado como jogo-chave para o Líbano, hoje eles podem até puxar o freio de mão e guardar energias para amanhã no caso de a Grécia abrir uma grande vantagem no placar cedo, então convém o time do técnico espanhol Moncho Monsalve entrar em quadra bem preparado e com cautela marcando os arremessadores do perímetro como El Khatib, Brian Feghali e Rony Fahed, mas o Brasil tem tudo para dominar o garrafão com seus pivôs mais altos (Tiago Splitter, J.P. Batista, Murilo e Baby) e vencer na estréia.
A menos de um mês dos Jogos de Pequim, o torneio de basquete masculino ainda tem três vagas abertas. Não por muito tempo. A partir desta segunda-feira, 12 seleções começam a brigar pela última oportunidade de ir à China. O Pré-Olímpico de Atenas começa às 7h (de Brasília), com quatro jogos nesta segunda-feira, todos transmitidos pelo SporTV. O Brasil, que foi aos Jogos pela última vez em 1996, só estréia na terça-feira, contra o Líbano.
A equipe verde-amarela folga na primeira rodada, mas na abertura do Pré tem gente falando português. Às 7h, a seleção de Cabo Verde enfrenta a Nova Zelândia pelo Grupo B, que cruza com o do Brasil nas quartas-de-final. A Alemanha, que completa a chave, também descansa nesta segunda e estréia na terça, contra Cabo Verde.
Às 9h30min, a Eslovênia entra em quadra conta a Coréia, em duelo válido pelo Grupo C. Pelo D, Croácia e Camarões se enfrentam às 13h30min. E a rodada termina às 16h, com um confronto do grupo do Brasil, entre a Grécia, dona da casa, e o Líbano.
Os dois primeiros colocados de cada grupo se classificam para as quartas-de-final, fase na qual os perdedores voltam para casa. Os quatro vencedores avançam às semifinais. Quem perder nas semis ainda tem mais uma chance de ir a Pequim, na disputa do terceiro lugar. Não haverá final na competição.
A competição começa com seis seleções favoritas na disputa pelas três vagas: Grécia, Brasil, Alemanha, Eslovênia, Croácia e Porto Rico. Correndo por fora, Canadá e Nova Zelândia. Líbano, Cabo Verde, Coréia e Camarões sabem que dificilmente avançarão.
O pivô Murilo Becker completa 25 anos de idade nesta segunda-feira. O presente que ele mais quer é a vaga para a Olimpíada de Pequim. A caminhada para essa conquista começa na terça-feira, quando a Seleção Brasileira entra em quadra para enfrentar o Líbano às 16h (de Brasília) em sua estréia no Torneio Pré-Olímpico Mundial de Atenas. Na quarta-feira, o Brasil enfrenta a Grécia no mesmo horário.
“O Líbano é uma equipe com menos tradição no cenário internacional, mas merece todo respeito, pois se vai disputar a competição é porque tem seus méritos. A Grécia é a atual vice-campeã mundial e uma das favoritas do Pré-Olímpico. No Torneio de Acrópole, enfrentamos os gregos na primeira rodada e conseguimos fazer uma partida muito equilibrada, decidida nos dois minutos finais. Independente do adversário, é fundamental que o Brasil coloque em prática o jogo coletivo, defesa forte e agressiva e um ataque equilibrado, sempre buscando o melhor jogador para a finalização”, disse o pivô.
Segundo Murilo, além da união e o conjunto da equipe, um dos trunfos do Brasil na busca da vaga olímpica é o trabalho realizado pelo técnico espanhol Moncho Monsalve.
“O Moncho é um técnico detalhista, inteligente e com muita experiência. Ele exige uma grande repetição das jogadas e cobra bastante nos treinos e nos jogos. Isso é importante para que a seleção tenha um padrão tático. Desde o primeiro dia no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro (12 de junho), ele elogia o talento individual de cada jogador, mas o importante é transformar tudo no coletivo. E é o que está acontecendo. Cada um de nós está evoluindo a cada treino e aprendendo a melhor maneira de ocupar o espaço dentro da quadra. Tudo sempre em prol do conjunto.”
Para o gaúcho de Farroupilha, a equipe está no ponto ideal e afirma que chegou a hora do Brasil voltar a disputar os Jogos Olímpicos.
“Com certeza, temos todas as condições de colocar o basquete masculino brasileiro entre as principais forças do mundo. Desde o dia 12 de junho estamos treinando em tempo integral com total dedicação. O objetivo do grupo é o mesmo: a vaga olímpica. As boas partidas que fizemos no Torneio de Acrópole comprovam que estamos numa grande evolução, mas sempre com os pés no chão. Estamos conscientes de que ainda temos muito trabalho pela frente até a estréia contra o Líbano”.
Murilo garante que empenho e dedicação não vão faltar à Seleção.
“Vamos dar o sangue na quadra para conquistar a tão sonhada vaga para a Olimpíada de Pequim. Sabemos que enfrentaremos adversários difíceis como Grécia, na primeira fase, Alemanha, nas quartas-de-final, e Croácia, Eslovênia ou Porto Rico, na semifinal. Mas a dedicação e o empenho de cada jogador aliado ao trabalho e competência da comissão técnica nos dão a confiança necessária para lutar pelo nosso objetivo. O sexto jogador em quadra será o povo brasileiro, que apesar da distância vai estar nos apoiando e torcendo pelo sucesso da Seleção”.
Posição no ranking da Fiba: Sexta colocada (429 pontos)
Posição no torneio continental Eurobasket 2007: Quarta colocada
Posição no Mundial do Japão-2006: Vice-campeão (8V-1D)
Posição na última Olimpíada (Atenas-2004): Quinto colocado
Principais jogadores: Antonis Fotsis, Theo Papaloukas e Vassilis Spanoulis
Técnico: Panagiotis Yannakis
Resultados na fase de preparação 2008: Cinco vitórias e nenhuma derrota (79 a 71 contra Eslovênia, 93 a 86 contra Porto Rico, 72 a 65 contra o Brasil, 89 a 69 contra Austrália e 77 a 65 contra Croácia).
Aposta do Basketbrasil: Primeiro do grupo.
Invicta nos torneios de preparação e com a vantagem de jogar em casa, a seleção grega vice-campeã mundial é favorita destacada a uma das três vagas nas Olimpíadas, embora não conte com quatro integrantes da equipe que conquistou a medalha de prata no Mundial do Japão surpreendendo nas semifinais os astros do Dream Team norte-americano, estão fora do Pré-Olímpico o pivô Lazaros Papadopoulos, Nikos Hatzivrettas, Dimos Dikoudis e o ex-capitão da equipe Mikhail Kakiouzis, além do jovem pivô Kosta Koufos, impedido de atender à convocação pelo Utah Jazz que o escolheu na primeira rodada do draft da NBA. Mas em compensação, voltaram ao time helênico dois jogadores importantes que ficaram fora do Europeu-2007, o ala-pivô Antonis Fotsis que tem um arremesso de três pontos muito bom, e o pivô peso-pesado Sofoklis “Baby Shaq” Schortsianitis, a versão grega de Shaquille O´Neal por sua grande força física. Além disso continuam na equipe o armador-astro campeão europeu pelo CSKA Moscou Theodoros Papaloukas (foto), o grande pontuador do perímetro Vassilis Spanoulis que teve uma passagem pelo Houston Rockets, o melhor armador defensivo da Europa Dimitris Diamantidis, o eficiente ala Vassilopoulos, o esperto armador Nikos Zisis e o forte pivô Iouannis Bouroussis. Pelo que mostrou nos amistosos, Fotsis é um forte candidato ao prêmio de melhor jogador da competição.
A Grécia tem um time alto, bem entrosado, muito experiente apesar de estar recebendo alguns novatos, uma defesa poderosa que raramente permite 70 pontos ao adversário, um basquete bem cadenciado que explora muito bem os arremessos do perímetro, mas sua grande arma ofensiva é o conjunto, geralmente as cestas são muito bem distribuídas com seis ou sete jogadores pontuando em dígitos duplos. Por essa característica de coletividade freqüentemente é chamada de “melhor time do mundo”, porque valoriza mais o conjunto do que grandes astros internacionais como tem a Espanha (Pau Gasol), a Argentina (Manu Ginóbili), a Rússia (Andrei Kirilenko) e os Estados Unidos (Kobe Bryant, LeBron James e as outras estrelas da NBA), então pelo bem da competitividade do torneio olímpico os gregos merecem estar em Pequim. É uma equipe muito eficiente na troca de passes, erra pouco, mas tem dificuldades quando o adversário acelera a velocidade do ritmo de jogo. Na conquista do título do Torneio de Acrópolis, a Grécia venceu seus três jogos, mas não pareceu imbatível, o Brasil equilibrou a partida e esteve à frente no placar por um breve momento do último quarto, aí o time europeu mostrou que sabe muito bem finalizar os jogos marcando pressão quando é preciso, e com o ginásio muito mais cheio no Pré-Olímpico, tem tudo para crescer com o apoio de sua fanática torcida e se classificar às Olimpíadas sem sustos.
Questionado se a seleção grega se ajustou à nova filosofia de jogo com mudanças na base que vinha fazendo sucesso nos últimos anos, Spanoulis declarou: “Isto tinha de ser efetivado em algum ponto, alguns caras saíram da equipe e outros chegaram. Nesta equipe nacional esta é a direção que nós todos seguiremos, mas o time em si é algo que sempre existirá. Neste exato momento nosso jogo está agradando. Mas de segunda-feira em diante, pode não ser o suficiente. A coisa mais importante é prevalecer. Eu pessoalmente prefiro vencer não importando os meios que me levaram a este resultado, é melhor ganhar feio do que perder exibindo um instrumento de basquete miraculoso. Se for possível realizar uma coincidência das duas coisas, a única certeza é que ficaremos mais do que contentes”, afirmou o ala-armador.
O armador Nikos Zisis disse que as vitórias nos jogos preparatórios não colocam a Grécia como favorita automaticamente: “Neste ano nosso tempo de preparação foi mais breve, não em termos de intensidade, mas de duração mesmo. Começamos os jogos amistosos mais cedo do que o habitual e apesar da ausência de membros importantes do basquete grego deixamos uma boa impressão. As vitórias fortaleceram a confiança da equipe e dos jogadores, mas é claro que como a experiência ensinou no passado, ganhar em jogos amistosos não significa nada. Pode ser psicologicamente um impulso para mim como jogador ouvir o Sr. Miaoulis (presidente da Federação Grega) dizer que a classificação às Olimpíadas é uma coisa certa para nós, mas não podemos nos permitir adotar essa mentalidade e pensar que já temos nosso trabalho garantido. É meu desejo pessoal que todos nós estejamos em boa forma e isso nos leve a cumprir o objetivo pelo qual nós todos estamos aqui: a vaga olímpica. A comissão técnica e todos os jogadores temos confiança em nossa dinâmica de jogo. Temos a obrigação de sermos fortes e não devemos permitir uma margem de erro para nossos rivais tirarem vantagem”, disse Zisis.
“O basquete se tornou um esporte muito importante ao redor do mundo inteiro. Existem muitos jogadores, que jogam em muitos times diferentes em todo o planeta, mas não se apresentam com efetividade. É preciso ter paciência e compaixão por parte da torcida mesmo na fase de garotos porque apenas dando esse apoio os fãs serão capazes de ajudar na sua habilidade de se tornarem jogadores efetivos. Nosso time está almejando melhorar sua velocidade tanto no ataque quanto na defesa, mas no geral estamos em boa forma. Admitimos que cometemos alguns erros nos jogos preparatórios que levaram a momentos de nervosismo, mas acho que quando a hora da competição chegar os garotos mais novos do time têm qualidade e personalidade para serem efetivos. Eu acredito que toda equipe tem seus méritos e defeitos. O que nós queremos ser capazes de fazer é esconder as falhas e potencializar nossos talentos. Na vida não é uma boa técnica tentar saltar direto para a linha de chegada, precisamos olhar para o que está exatamente à frente de nós. Nossos esforços estão focados em como iremos jogar contra o Líbano segunda-feira. Em 2006, é um fato conhecido que tivemos momentos difíceis (inclusive no jogo contra o Qatar) e já dissemos no passado que todos os adversários entram em quadra extra-motivados para enfrentar nosso time. Jogar em Atenas é uma boa chance para nossas famílias virem ao ginásio, especialmente agora que a seleção está competindo em casa. Queremos estar o mais bem preparados possível, colocar os garotos em quadra na melhor forma física possível. Gostaríamos de convidar todos os torcedores para virem aos jogos mostrar seu amor pelo jogo. E nós queremos que todos entendam: embora todo mundo adore vencer, apenas alguns poucos conseguem esse sucesso, com trabalho”, comentou o sábio técnico grego Panagiotis Yannakis.
“Certamente jogar na presença de nossas pessoas queridas é uma experiência única. Tenho ouvido rumores de que nós não conseguiríamos uma boa performance sob essa pressão que pode vir à luz nesta situação de jogar em casa. Felizmente todos nós estamos acostumados a carregar esse tipo de peso sobre nossos ombros e estamos confiantes de que seremos capazes de funcionar perfeitamente como time. Assim como a Federação Grega de Basquete cumpriu seu dever de trazer a sede deste torneio para Atenas, então nós devemos fazer nossa parte do acordo e garantir a classificação para os Jogos Olímpicos”, disse o ala Vassilopoulos.
“A coisa importante para nós é impor o ritmo de jogo, não podemos jogar da maneira que nossos adversários escolherem competir. Apresentamos no geral uma personalidade que nos deixou satisfeitos, mostramos pontualidade, mas foram jogos de preparação, o que é crucial é como agimos no Torneio Pré-Olímpico. A estabilidade pode ser trazida com um pouco mais de convicção. Experimentamos alguns momentos de branco, nos quais cometemos alguns erros. Errar é uma coisa normal de acontecer, mas limitar o número de erros é algo em que devemos ser bem-sucedidos para alcançar os objetivos que estabelecemos. Quando ocorrem mudanças de jogadores na equipe, é algo estranho e peculiar, mas a vida continua para todos nós. Em algum momentos nós teremos de partir e outros virão preencher nossos lugares, assim como nós sucedemos nossos antecessores. É um fenômeno de evolução natural. O fator importante para a seleção nacional é que ela é construída de uma maneira tal que os novatos pode chegar com a possibilidade de aprenderem com os jogadores mais velhos, existe essa interação de gerações para termos uma adaptação mais suave e um fluxo saudável para o futuro. Tivemos uma boa química em todos os times da Grécia de antes, e temos uma boa química agora. Tentamos seguir as instruções de nosso técnico até a última palavra e tentamos fazer nosso melhor. Não tivemos muito tempo de preparação, mas nos entrosamos bem o bastante e aparentemente estamos melhorando jogo a jogo. A mesma coisa acontece com a atmosfera do time, o clima sempre foi e continua sendo positivo, acredito que nossa seleção está no caminho certo. As pessoas que vieram ao ginásio no Torneio de Acrópolis nos deram uma grande ajuda para vencer, mas a competição mais importante começa agora, é por isso que precisamos de uma grande presença do público perto de nós, para nos apoiar e lotar a arena nas partidas oficiais, queremos sentir o clima da Arena Olímpica de Atenas lotada. Não é uma aspiração fácil, mas nossos torcedores podem tornar isso possível”, analisou o “Super Theo” Papaloukas.
Elenco do Pré-Olímpico
Dimitris Diamantidis - armador - 28 anos - 1,98m
Theo Papaloukas - armador - 31 anos - 2,00m
Nikos Zisis - armador - 24 anos - 1,97m
Antonis Fotsis - ala-pivô - 27 anos - 2,08m
Vassilis Spanoulis - ala-armador - 25 anos - 1,92m
Ioannis Bouroussis - pivô - 24 anos - 2,11m
Andreas Gliniadakis - pivô - 26 anos - 2,15m
Michalis Pelekanos - ala - 27 anos - 1,97m
Giorgios Printezis - ala - 23 anos - 2,06m
Sokoflis Schortsianistis - pivô - 23 anos - 2,06m
Kostas Tsartsaris - ala-pivô - 28 anos - 2,08m
Panagiotis Vassilopoulos - ala - 24 anos - 2,03m
Altura média: 2,03m.
BRASIL
Posição no ranking da Fiba: 18º colocado (173,6 pontos)
Posição no torneio continental das Américas em 2007: Quarto colocado
Posição no Mundial do Japão-2006: 19º colocado (1V-4D)
Posição na última Olimpíada: Não vai aos Jogos desde Atlanta-96
Principais jogadores: Tiago Splitter, Alex Garcia, Marcelinho Huertas e Marcelinho Machado
Técnico: Moncho Monsalve (ESP)
Resultados na fase de preparação 2008: Três vitórias e duas derrotas (97 a 69 e 84 a 61 contra Venezuela, 65 a 72 contra Grécia, 86 a 77 contra Croácia e 84 a 89 contra Austrália)
Aposta do Basketbrasil: Segundo do grupo.
Com seis ausências com relação à convocação inicial (o ala Guilherme Giovannoni, o armador Valtinho, o pivô Paulão, e o trio da NBA Leandrinho, Nenê e Anderson Varejão), o técnico espanhol Moncho Monsalve começou a preparação para o Pré-Olímpico meio desanimado, mas depois ganhou confiança com a evolução do trabalho e a descoberta de bons valores promovidos da equipe convocada para o Campeonato Sul-Americano do Chile. Nos jogos preparatórios, a Seleção Brasileira demonstrou promessa com uma defesa mais agressiva, menos precipitação nos arremessos e um jogo mais coletivo, com um padrão “europeu” baseado na boa temporada feita pelos “eurobrazucas” Tiago Splitter (de azul na foto), Alex Garcia, Marcelinho Huertas e J.P. Batista, sem falar na experiência do melhor jogador do Campeonato Nacional Marcelinho Machado (Flamengo). A inexperiência de vários atletas do banco como Fúlvio, Jonathan Tavernari e Duda, é um fator de preocupação, mas o Brasil tem condições de surpreender e se classificar para a Olimpíada. Afinal Tiago e Marcelinho Huertas são os melhores da qualificada Liga Espanhola em suas posições e lideraram o Torneio de Acrópolis em rebotes e assistências respectivamente, Alex foi vice-campeão europeu pelo Maccabi Tel Aviv e pela Seleção é sempre um ícone de atleticismo e garra defensiva, quando mais controlado Marcelinho Machado tem um perigoso gatilho nas bolas de três pontos, J.P. Batista é um jogador em ascensão no garrafão tendo feito uma boa temporada na Letônia, Baby é um trombador muito forte, resta saber se o banco poderá ser mais confiável para Moncho Monsalve.
Elenco do Pré-Olímpico
Alex Garcia - ala-armador - 28 anos - 1,91m
Murilo Becker - ala-pivô - 25 anos - 2,11m
Marcelo Huertas - armador - 25 anos - 1,91m
Tiago Splitter - pivô - 23 anos - 2,11m
Fúlvio Chiantia - armador - 26 anos - 1,87m
Rafael “Baby” Araújo - pivô - 27 anos - 2,11m
Jonathan Tavernari - ala - 21 anos - 1,96m
João Paulo Batista - ala-pivô - 26 anos - 2,08m
Duda Machado - ala-armador - 25 anos - 1,91m
Marcelinho Machado - ala - 32 anos - 1,98m
Ricardo Probst - ala-pivô - 32 anos - 2,00m
Marcus Toledo - ala - 22 anos - 2,03m.
LÍBANO
Posição no ranking da Fiba: 23º colocado (70,5 pontos)
Posição no torneio continental Asiático em 2007: Vice-campeão
Posição no Mundial do Japão-2006: 18º colocado (2V-3D)
Posição na última Olimpíada: Não foi
Principais jogadores: Fadi El Khatib, Brian Feghali e Rony Fahed.
Resultados na fase de preparação 2008: três vitórias em torneio no Oriente Médio contra Síria, Palestina e Jordânia, derrotas por 89 a 67 e 100 a 68 para o Canadá, derrota por 84 a 71 para Nova Zelândia.
Técnico: Fuad Abou Chakra.
Aposta do Basketbrasil: Eliminado do grupo.
A seleção libanesa sofreu um grande desfalque antes do Pré-Olímpico, o principal cestinha da equipe desde 2001 Joseph Vogel (foto) se machucou na derrota para os canadenses na primeira rodada do torneio preparatório Jack Donohue e teve de ser cortado. Mas no duelo seguinte, mesmo desfalcado, o time vice-campeão asiático foi melhor durante três quartos contra a Nova Zelândia liderado por Rony Fhaed e só levou a virada no último período. No Mundial-2006, o Líbano mostrou que não pode ser subestimado, conseguindo uma surpreendente vitória em cima da França, na classificação final terminou à frente do Brasil que no “grupo da morte” fez sua pior campanha na história dos Mundiais. É uma equipe experiente, que não foge do contato físico, porém tem pouca estatura e por isso leva muita desvantagem no garrafão. Fadi El Khatib é um ala de 2 metros que chuta bem do perímetro, e Rony Fahed teve boas médias pelo seu time na liga local com 17 pontos, cinco rebotes e seis assistências por jogo. Todos os jogadores atuam dentro do país, mas o Brasil precisa de muita atenção para não ser surpreendido na terça-feira.
Elenco do Pré-Olímpico
Rony Fahed - armador - 26 anos - 1,84m
Roy Samaha - pivô - 23 anos - 2,05m
Fadi El-Khatib - ala-armador - 29 anos - 1,98m
Jean Abdel-Nour - ala - 24 anos - 1,98m
Bassem Balaa - ala - 27 anos - 1,97m
Brian Beshara-Feghali - ala - 30 anos - 2,04m
Omar El Turk - armador - 26 anos - 1,84m
Ali Fakhredinne - ala-pivô - 25 anos - 2,02m
Sabah Khoury - ala-armador - 25 anos - 1,96m
Ali Mahmoud - armador - 25 anos - 1,82m
Mazen Mneimneh - ala-armador - 22 anos - 1,92m
Hussein Tawbe - ala-pivô - 26 anos - 1,95m.
Média de altura: 1,95m
A seleção de basquete masculina da Nova Zelândia se recuperou após três derrotas consecutivas e reencontrou o caminho da vitória. Na noite de quarta-feira, em amistoso preparatório para o Pré-Olímpico, que será realizado em Atenas, a equipe bateu o Líbano por 84 a 71, no Canadá.
Os libaneses serão adversários brasileiros na estréia na primeira fase do Pré-Olímpico. Já o time neozelandês é um possível rival, caso a equipe comandada por Moncho Monsalve passe para as quartas-de-final no torneio classificatório para os Jogos Olímpicos, em agosto.
Para a Nova Zelândia, o resultado foi um alívio, em busca da vaga olímpica. “Nada é melhor do que uma vitória, após três jogos em que não fomos bem”, afirmou o técnico Nenad Vucinic. “O Líbano é um time experiente, com muita bagagem internacional. Estava preocupado com esta partida, mas após um começo lento, nós recuperamos o ritmo e jogamos um basquete sólido”.
O cestinha da partida foi libanês, com os 20 pontos de Rony Fahed. Pela Nova Zelândia, que havia caído anteriormente diante de Austrália e Canadá, o maior pontuador foi Craig Bradshaw, com 18.
Líbano e Nova Zelândia lutarão pelas três vagas que serão dadas no Pré-Olímpico de Atenas, na Grécia, de 14 a 20 de julho.