January 8, 2009

Denver troca Atkins por pivô reserva para Nenê e derrota Heat sem Melo

Quarta-feira (7/1/2009) foi um bom dia para o pivô brasileiro Nenê Hilário. Além de finalmente receber um reserva para sua posição, após seu clube, Denver Nuggets, anunciar uma troca com o Oklahoma City Thunder pelo pivô francês Johan Petro, o jogador paulista marcou 14 pontos na vitória sobre o Miami Heat por 108 a 97, em casa, no Pepsi Center. (more…)

January 7, 2009

Denver de Nenê enfrenta Miami com grupo de substitutos para Carmelo

Filed under: Conferência Oeste, Extraquadra, NBA — Tags: , , , , — Adriano Albuquerque @ 12:52 pm

O Denver Nuggets do pivô brasileiro Nenê recebe o Miami Heat na madrugada desta quarta-feira (7/1) para quinta (8/1), às 0h (horário de verão de Brasília), no Pepsi Center (a ESPN Internacional transmite o jogo ao vivo), sem seu principal jogador, o ala Carmelo Anthony, que ficará afastado por pelo menos três semanas com uma fratura na mão direita. Neste tempo, o técnico George Karl pretende alternar opções na posição em vez de se comprometer com apenas um jogador. O trio principal de substitutos terá o ala-armador JR Smith, o ala Linas Kleiza e o armador Chucky Atkins.

“Será uma coisa mais de situação. Acho que será mais pelos confrontos. Eu gosto de manter a consistência no banco. Eu normalmente uso a situação de titularidade como um tipo de agradecimento aos caras que se seguraram, permaneceram na briga e foram profissionais sobre o que fazem”, disse Karl sobre seus critérios para escalar os titulares.

Anthony desfalcou o Nuggets por três partidas no mês de dezembro por causa de uma lesão no cotovelo. Na ocasião, Smith foi o substituto no time inicial e correspondeu, com média de 16 pontos e aproveitamento de 46% nos arremessos, embora tenha cometido nove turnovers na sequência. O ala-armador sabe o que deve fazer com a nova oportunidade: “O mesmo que da última vez. Apenas ser mais agressivo e jogar a mesma função que venho jogando”.

Smith, no entanto, pode ser outro desfalque na próxima terça-feira (13/1), contra o Dallas Mavericks. O jogador teve uma ótima notícia nesta terça (6/1) quando soube que não corre risco de prisão por seu envolvimento em um acidente, em junho de 2007, que matou um passageiro de seu carro - o júri de Monmouth County, Nova Jérsei, decidiu não acusar Smith de homicídio. Todavia, Smith ainda será julgado por outras citações envolvendo o acidente e demais infrações de trânsito, e de acordo com o jornal americano Newark Star-Ledger, terá de comparecer ao tribunal no dia 13 em Nova Jérsei. “Eu ouvi sobre isso, mas ninguém me deu detalhes”, disse Karl, enquanto o jogador declarou não saber da aparição na corte. Ele comemorou ao saber que não seria acusado de homicídio: “É um alívio saber que posso continuar a jogar basquete”.

Outro jogador que será beneficiado pela ausência de Carmelo é o ala lituano Linas Kleiza. Durante a ausência do titular em dezembro, Kleiza marcou 14,3 pontos por jogo e acertou 60% (nove de 15) nos arremessos de 3 pontos. “É uma oportunidade para muitos caras. Eu não quero ver ninguém se lesionar, mas é parte do jogo. É uma grande oportunidade. Eu só quero vencer jogos, custe o que custar. Com sorte, os minutos aumentados vão me ajudar a fazê-lo”, disse o lituano.

O armador Chucky Atkins, que vem sendo pouco utilizado e estava envolvido em diversos boatos de troca, também pode entrar no meio. Na terça, o clube anunciou a troca do segundo-anista Cheik Samb com o Los Angeles Clippers por uma escolha no draft, dando sobrevida ao armador em Denver. “Acho que o Chucky está ali (na briga por minutos). Eu adoro o Chucky. Mas não tenho certeza se ele se encaixa na fórmula ou não”, disse Karl.

O elenco foi reforçado na terça com o retorno do ala calouro Sonny Weems, que havia sido emprestado para o Colorado 14ers da NBA Development League, a subdivisão da liga. Weems está completando elenco, mas fica como opção de seguro caso Smith e Kleiza sofram algum acidente. Karl ainda não está satisfeito com o progresso feito pelo novato na D-League, onde teve médias de 18 pontos e 4,8 rebotes em 10 jogos, incluindo uma partida de 24 pontos e 10 rebotes contra o Fort Wayne Mad Ants, em 30 de dezembro.

“Eu já disse a ele duas vezes que eu queria que ele parasse de tentar ser um pontuador e tentasse ser apenas um jogador de basquete, mas suas estatísticas na D-League mostram que ele tenta ser um pontuador. Acho que seus chutes-por-minuto estão na categoria do Allen Iverson”, disse Karl sobre a média de 29,26 chutes por 48 minutos de Weems, superior aos 28,18 chutes por 48 minutos de Iverson na temporada de 2005-06, quando jogava praticamente sozinho no Philadelphia 76ers. “Nós vamos conversar um pouco com ele. Ele é um garoto talentoso, mas lhe colocar em um bom lugar e bom caminho será difícil em uma temporada em que estamos tentando vencer 50 ou mais jogos”, explicou o treinador.

Com Anthony de fora, o Nuggets tem 3v-2d nesta temporada - os dois resultados negativos foram no início do campeonato, quando Iverson ainda estava em Denver e Anthony cumpria suspensão por uma detenção ao dirigir embriagado no ano passado. Desde que o jogador chegou ao clube em 2003, a equipe tem 16v-20d em sua ausência. O desfalque veio em momento ruim, no meio de uma sequência de sete jogos em casa que o Nuggets queria usar para abrir vantagem na briga pelo título da Divisão Noroeste. A equipe venceu seus últimos quatro jogos e mantém o otimismo.

“Nós temos muitos bons jogadores que vão ter de entrar, tomar a responsabilidade e abraçar suas funções. Estou ansioso para ser parte disso, outras pessoas aparecendo para jogar bem”, disse o armador Chauncey Billups. “A coisa boa é que estamos em casa, na nossa quadra, com nossos fãs. Muitos caras vão subir de produção e vencer jogos de basquete para nós”, garantiu Anthony.

November 19, 2008

De casório marcado, Nenê joga bem e apaga Bogut na vitória do Denver sobre Bucks, Kleiza é cestinha

Filed under: Conferência Leste, Conferência Oeste, DESTAQUES, NBA — Tags: , , , , — Paulo Roberto @ 7:54 am

O Denver Nuggets conseguiu a sexta vitória em sete jogos desde a chegada do armador Chauncey Billups mostrando que ainda sabe jogar na base do ataque rápido com pontuação alta. Embora o novo modelo do time preconize uma defesa mais forte e um ritmo ofensivo mais cadenciado e efetivo no jogo de meia-quadra arquitetado por Billups, em vez do estilo de correria pura e constantes placares centenários com muitos pontos do armador-cestinha Allen Iverson, a vitória por 114 a 105 (64 a 50 no intervalo) sobre o Milwaukee Bucks na noite desta terça-feira mostrou que a troca de armadores com o Detroit Pistons foi positiva também ofensivamente. Sete jogadores pontuaram em dígitos duplos pelo Nuggets, com destaque para os 25 pontos do reserva lituano Linas Kleiza e 17 em três quartos do ala Carmelo Anthony. O pivô brasileiro Nenê teve mais uma boa participação com 13 pontos e foi o maior reboteiro da equipe com seis rebotes.

 Nenê marcado por Bogut

Nos 21min39s que o brazuca ficou em quadra, o embalado Nuggets (7V-4D) marcou oito pontos mais que o Bucks, e ele teve bastante tempo de descanso no banco pensando nas próximas partidas. Nenê acertou seis em oito arremessos de quadra e um em dois lances livres, pegou cinco rebotes defensivos e uma sobra no ataque, cometeu duas faltas, desperdiçou duas posses de bola e levou dois tocos. O gigante paulista foi dominante no duelo com o pivô australiano Andrew Bogut, limitado a míseros dois pontos, três rebotes, três assistências, um bloqueio e quatro bolas perdidas em 16min04s na quadra. O companheiro de garrafão do brazuca Kenyon Martin contribuiu com 10 tentos, três rebotes, três passes para cesta e dois tocos.  O time do Colorado superou sua maior pontuação do campeonato, que era de 113 pontos numa partida com prorrogação contra o Los Angeles Clippers. Ontem o ala-armador Charlie Bell foi o cestinha do Bucks (5V-7D) com 25 pontos.

Confira o clipe dos melhores momentos da partida incluindo uma cesta de Nenê ganhando de Bogut no corpo-a-corpo e um arremesso certeiro do brazuca de fora do garrafão

“Ainda não saímos totalmente do bosque. Mas fizemos muitos progressos em um espaço tão curto de tempo, e a coisa realmente impressionante foi que não tivemos muito tempo de treino. Muitas vezes estamos treinando durante os jogos. E isso mesmo tem sido a coisa mais impressionante para mim”, disse Billups, o armador clássico que o Denver tanto queria a ponto de não se importar em mandar Iverson de volta para o Leste. Ontem Chauncey anotou 11 pontos, cinco assistências, duas roubadas e apenas uma bola desperdiçada, ditando bem o ritmo da equipe.

Fora uma grande vitória na casa do campeão Boston Celtics na semana passada, os outros triunfos do Denver com Billups organizando o show vieram contra times mais fracos, abaixo de 50% de aproveitamento e ainda à procura de uma identidade nesse primeiro mês de temporada como o Milwaukee, mas dois testes mais complicados na estrada estão pela frente, começando pelo jogo nesta quarta-feira à noite no ginásio do San Antonio Spurs e uma parada duríssima na sexta-feira contra o vice-campeão Lakers em Los Angeles.

“Esta foi uma sólida vitória, e nós temos uma grande oportunidade pegando a estrada para jogar contra dois dos melhores times da NBA. Nós lutamos muito para chegar aqui e acho que vocês verão nós continuarmos a lutar duro. E me pareceu que hoje tivemos um melhor fluxo ofensivamente. É uma boa coisa, não foi bonito, mas é uma boa coisa. Estamos numa boa posição e estamos jogando um bom basquetebol”, comentou o técnico George Karl.

O Denver não tinha passado dos 100 pontos em quatro jogos seguidos, embora tenha vencido três deles, e isso é um grande contraste com relação aos dois anos em que Iverson defendeu o Nuggets e o time corria para cima e para baixo em quadra tentando simplesmente marcar mais pontos que o adversário, e a defesa era uma das mais vazadas da liga. Billups é um armador com muito mais tino defensivo, embora não pontue tanto quanto A.I.

“Tendo Chauncey e todos jogando juntos, estamos tentando descobrir uns aos outros. Eu acho que estamos fazendo um ótimo trabalho, todo mundo está sendo envolvido (no ataque)”, afirmou Linas Kleiza, que capitaneou a melhor atuação do banco do Denver, os reservas totalizaram 48 pontos e 12 assistências na partida.

No garrafão, o ala-pivô reserva ex-New York Knicks Renaldo Balkman entrou bem anotando 10 tentos, quatro tocos, dois rebotes e dois roubos de bola. Mas ele deixou a quadra machucado no último quarto, após agravar uma lesão no tornozelo direito, e virou dúvida para a partida de hoje em San Antonio. Será avaliado pelos médicos durante o dia para decidir sua participação ou não. Ele é importante para a defesa nos minutos de descanso de Nenê, que manteve a boa fase fazendo mais de 10 pontos pelo oitavo jogo consecutivo.

O técnico do Bucks, Scott Skiles, criticou bastante a atuação de sua equipe, que jogou a oitava partida seguida sem sua principal estrela, o ala-armador reserva da seleção americana campeã olímpica Michael Redd (lesão no tornozelo), e a terceira consecutiva sem o ala-pivô titular Charlie Villanueva (lesão na perna). Mas para o treinador isso não justifica o basquete ruim apresentado ontem.

“Nós fomos incrivelmente moles e não competitivos praticamente do início ao final do jogo. Desde o momento que a bola subiu, não tivemos nada de muitos caras. Temos de ter muito de muitos caras para ganhar um jogo. Fomos usar o banco, tentamos encontrar algumas combinações diferentes, mas isso também não funcionou”, lamentou Skiles, que não questionou sequer a disparidade nas faltas apitadas, o Denver teve 48 lances livres a seu favor e converteu 40, e o Milwaukee recebeu apenas 24 cobranças da linha de penalidade, acertando 19. Para o treinador, a culpa disso foi do próprio Bucks, não da arbitragem.

“Numa noite realmente rara você pode ser agressivo defensivamente e ainda cometer muitas faltas colocando o outro time na linha de lance livre, mas geralmente isso acontece muito porque você está um passo mais lento que o adversário. Você está batendo em vez de movendo seus pés, quando você é mole com alguém eles vão direto no seu corpo buscando o contato e chamam faltas. Eu certamente não tive problema com a maneira que o jogo foi apitado. Eles estavam fazendo faltas em todo lugar, então nós merecemos exatamente o que eles pegaram”, disse Skiles em outra crítica dura aos seus jogadores.

A boa fase de Nenê não foi suficiente para incluí-lo entre os indicados na eleição para o Jogo das Estrelas da NBA em fevereiro, mas ele nem está se importando em não ser selecionado para o grande evento em Phoenix. O jogador vai aproveitar a parada da metade do campeonato para se casar com a americana Lauren Prothe, de Fort Collins, no Dia de São Valentin, o dia dos namorados nos EUA (14 de fevereiro de 2009), na véspera do All-Star no Arizona (15/2). O brasileiro não está listado nas cédulas de votação, mas poderia ser escolhido pelos técnicos como reserva da seleção do Oeste, essa era a pretensão de George Karl, mas Nenê prefere pensar na futura esposa, segundo declarações dele ao jornal Rocky Mountain News.

“Eu não preciso ficar pensando nisso. Na época do All-Star (o fim de semana das estrelas do basquete profissional americano), vou estar pensando só no meu casamento”, afirmou o brazuca, curtindo uma nova fase de sua vida recuperado de um câncer e dono do melhor aproveitamento da liga, convertendo 64,1% de seus arremessos de quadra na temporada.

O jogo de ontem foi uma boa oportunidade para Karl movimentar os reservas e diminuir os minutos de seus titulares pensando nos desafios mais difíceis pela frente. Contra times mais altos e fortes como o Spurs de Tim Duncan e o Lakers de Pau Gasol, Nenê provavelmente ficará muitos minutos em quadra já que é o único pivô legítimo do Nuggets. Por isso é importante a recuperação de seu reserva direto Chris Andersen, ala-pivô que fraturou uma costela no dia 9 de novembro e inicialmente recebeu um prognóstico de duas a três semanas fora das quadras. Mas Andersen já disse que o mais provável é voltar a jogar no dia 30 de novembro contra o Houston Rockets. A lesão de Balkman é mais uma preocupação no banco.

“Eles (médicos) querem que eu vá com calma, querem ter certeza que esteja devidamente curado”, disse Andersen.

Ainda sentindo dores no pulso esquerdo machucado que o deixou fora de dois jogos, o ala-pivô titular Kenyon Martin disse que ainda não está 100%, mas não teve nenhum agravamento do problema jogando normalmente mesmo com dor nas últimas três partidas. “Ainda me incomoda, mas eu vou engolir isso e continuar jogando”, prometeu K-Mart. 

A notícia boa vinda do departamento médico do Denver foi o retorno às quadras do armador reserva Chucky Atkins, que fez sua estréia após ficar fora dos primeiros 10 jogos da temporada recuperando-se de uma cirurgia no joelho direito, ele já havia desfalcado a equipe em 50 partidas na temporada passada. O jogo contra o Bucks foi um compromisso fácil para ele entrar, afinal o Nuggets já abriu uma diferença confortável logo no primeiro tempo graças a 18 pontos de contra-ataque contra apenas dois do adversário nesse quesito, com destaque para uma roubada de bola seguida de uma enterrada estremecedora de Balkman levantando a torcida no Pepsi Center nesse jogo de muitos pontos e ataque rápido como costumava se ver na passagem de dois anos de Iverson pelo Colorado. Foi de grande ajuda também o fato de o ala Richard Jefferson, um dos principais nomes do Bucks, ter ficado pendurado com faltas muito cedo, aí ele anotou apenas 12 pontos e quatro rebotes.

Ontem Nenê levou a melhor em cima do astro da seleção australiana Andrew Bogut desde que ganhou o tapinha inicial, no seu primeiro ataque o brasileiro cometeu uma falta, mas se recuperou convertendo uma bandeja com assistência de Martin fazendo 4 a 2. O Bucks virou o placar para 8 a 6 no arremesso do quarto ponto de Jefferson, mas Nenê empatou acertando um gancho. Com o Denver na frente por 15 a 14, o brazuca levou um toco do ala novato Joe Alexander numa tentativa de bandeja e cometeu sua segunda falta em seguida, tendo de ser substituído por Balkman faltando 6min33s na parcial, que o Denver fechou em vantagem de 34 a 28.

Nenê voltou à quadra no lugar de Carmelo Anthony faltando 9min56s no segundo período, com o placar em 37 a 30, e foi logo convertendo um arremesso com assistência de Anthony Carter fazendo 40 a 30, depois pegou o rebote defensivo iniciando uma jogada rápida concluída com uma enterrada de Kleiza com passe decisivo de J.R. Smith. Outro rebote defensivo do brazuca começou o lance veloz concluído com a bandeja do oitavo ponto de Balkman com assistência de Smith abrindo 48 a 30. Na seqüência da parcial, o gigante paulista pegou mais um rebote e perdeu uma bola em um passe errado, sendo substituído por Kleiza faltando 32 segundos para o intervalo, já com o placar mostrando 64 a 50.

Nosso Maybyner Rodney Hilário começou a terceira etapa pegando seu quarto rebote e levando um toco de Bogut numa tentativa de bandeja que Anthony consertou fazendo a cesta para uma vantagem de 70 a 54. O brasileiro se recuperou convertendo um gancho por cima do australiano após assistência de Billups fazendo 72 a 54, catou mais um rebote na defesa e depois acertou um arremesso no giro abrindo 74 a 54. Mais tarde o ex-vascaíno sofreu falta do ala novato camaronês Luc Mbah a Moute ao pegar um rebote ofensivo e conectou um em dois lances livres colocando 77 a 60 no placar, na seqüência acertou mais arremesso após passe de Billups fazendo 79 a 62 com seu 13º ponto antes de ser substituído por Kleiza faltando 5min17s na parcial fechada em 91 a 73. Com o jogo já decidido, o brazuca nem precisou jogar no último quarto que serviu para George Karl movimentar os reservas, nisso o Milwaukee venceu o quarto período por 32 a 23 com os dois times já bem desinteressados de qualquer marcação, em ritmo de treino. Os destaques do banco do Bucks foram o veterano ala Austin Croshere com 17 pontos e seis rebotes, e o novato Alexander com 14 tentos e três tocos.

“Eu quis tentar fazer algumas cestas fáceis e bater para dentro tentando chamar algumas faltas. Os árbitros estavam indo para nosso lado, as marcações (da arbitragem) estavam favoráveis para nós cedo no jogo, mas isso foi só porque nós estávamos jogando duro e atacando”, finalizou Carmelo, que fez 15 de seus 17 pontos no primeiro tempo. 

 

November 3, 2008

Kleiza ainda não fecha contrato com Nuggets, Karl fala de futuro de seu filho

Filed under: Conferência Oeste, Extraquadra, NBA — Tags: , , , , , — Rubens Borges @ 10:10 am

 

George Karl, treinador do Denver Nuggets do brasileiro Nenê, acredita que a franquia pode, ainda, fechar um acordo com Linas Kleiza e espera contar com ele, de novo, na próxima temporada.

“Não queremos perder L.K., só queremos ser responsáveis financeiramente”, disse Karl.

Mesmo assim, Kleiza está desapontado por não ter renovado, e seu agente, Bill Duffy, levantou a possibilidade de ver seu cliente, logo, na Europa.

“O Nuggets nos disse que o negócio funcionaria e, no último minuto, mudou tudo”, falou Duffy.

Karl também falou sobre seu filho, Coby Karl, que foi cortado pelo Los Angeles Lakers.

“Não temos pressa. Em 10 dias vamos avaliar a NBDL, a NBA e a Europa. Todas são uma possibilidade. O que ele decidir, espero que ele seja um jogador comprometido e com paixão no próximo ano. Se ele mostrar isso, seus talentos vão aparecer e ele vai receber outra chance na liga”.

October 29, 2008

Nuggets pretende assinar extensão com o ala lituano Linas Kleiza nos próximos dias

Filed under: Conferência Oeste, Extraquadra, NBA — Tags: , , , — João Guilherme @ 1:31 pm

O ala lituano Linas Kleiza está perto de assinar uma extensão com o Denver Nuggets. De acordo com jornal Rocky Mountain News, do Colorado, a franquia e o jogador estão próximos de um acerto, isso porque a diretoria do time está feliz com o desempenho do atleta nos últimos campeonatos e aposta numa grande evolução do lateral daqui a alguns anos.

Segundo a publicação o acordo entre Kleiza e o Nuggets poderá vigorar até 2013. O próprio atleta revelou à imprensa local que está ansioso para que tudo se resolva logo: “Estamos muito perto (de um acordo)”, afirmou o lituano. “Nós ainda não finalizamos nada ainda, mas eu acredito que tudo está no caminho certo. Denver é o lugar onde eu quero permanecer, eu realmente gosto daqui”, completou.

Outra publicação local que relatou os avanços das negociações, o Sporting News, foi além e revelou que o Nuggets dará à Kleiza $23 milhões de dólares por quatro anos de contrato. O jogador de 23 anos, entretanto, preferiu não falar dos valores.

No último campeonato, Kleiza teve médias de 11.1 pontos, 4.2 rebotes e 1.2 assistências nos 79 jogos que disputou, sendo 13 como titular. Além disso, o lituano conseguiu na temporada 2007/08 sua maior marca de pontos em um jogo, 41 tentos em uma partida contra o Utah Jazz. Curiosamente, o Nuggets estreará contra a equipe de Salt Lake City na temporada regular 2008/09 nesta quarta-feira e o ala está confirmado para o jogo.

Além de Kleiza, a diretoria do time de Denver discute a renovação de contrato de outro jogador. Os dirigentes da franquia pretendem exercer a opção no contrato do ala Renaldo Balkman para que ele permaneça no campeonato 2009/10. O anúncio da opção do Nuggets deverá ser feito na próxima sexta-feira, 31.

October 25, 2008

Nenê fecha boa pré-temporada pelo Denver com sexta vitória e 12 pontos contra Clippers (vídeo)

Filed under: Conferência Oeste, DESTAQUES, Extraquadra, Multimídia, NBA — Tags: , , , , , — Paulo Roberto @ 10:22 am

O Denver Nuggets completou a segunda melhor campanha da pré-temporada da NBA com sua sexta vitória em sete jogos, derrotando o L.A. Clippers no Staples Center de Los Angeles por 106 a 92 (62 a 43 no intervalo) na última rodada da fase de amistosos da liga americana sexta-feira à noite. O pivô brasileiro Nenê foi o terceiro cestinha do time na partida anotando 12 pontos, quatro rebotes, três tocos e duas assistências. O ala-armador J.R. Smith comandou o triunfo com 19 pontos e quatro passes para cesta, e o ala lituano semifinalista olímpico Linas Kleiza marcou cinco de seus 18 tentos nos 68 segundos finais garantindo o resultado. O ala campeão olímpico Carmelo Anthony colaborou com 11 pontos e seis rebotes, mas o cestinha do jogo pelo Clippers foi o ala-armador Cuttino Mobley com 21. (more…)

August 18, 2008

Austrália surpreende com surra em cima da Lituânia e vai encarar americanos nas quartas

A Austrália surpreendeu na última rodada da fase de classificação do torneio masculino de basquete das Olimpíadas de Pequim ao acabar com a invencibilidade da Lituânia com uma vitória arrasadora por 106 a 75 (55 a 29 no intervalo), terceiro triunfo seguido dos “Boomers” na competição. Os australianos tinham perdido todos os quatro duelos anteriores com os lituanos em Jogos Olímpicos, inclusive duas decisões da medalha de bronze, em Atlanta-1996 e em Sydney-2000, e também foram derrotados pelo país báltico naquele grupo do Brasil na primeira fase do Mundial do Japão-2006, então entraram em quadra muito motivados para derrubar esse tabu. Já a Lituânia, que já estava classificada em primeiro lugar no Grupo A com quatro vitórias, veio para o jogo com espírito de treino para as quartas-de-final e acabou sendo humilhada.

O pivô do Milwaukee Bucks Andrew Bogut foi o cestinha da partida marcando nove de seus 23 pontos no primeiro quarto vencido pela Austrália por 28 a 14, o primeiro escolhido do draft da NBA em 2005 só precisou de 16 minutos em quadra para ser dominante, convertendo sete em nove arremessos de quadra, incluindo todos os seus três chutes da linha de três pontos.

 Andrew Bogut passa pela marcação de Javtokas

Bogut começou o jogo com tudo acertando quatro em cinco finalizações no quarto inicial inclusive uma bola de três. O ala-armador Brad Newley também teve 100% de aproveitamento em três tiros de longa distância e contribuiu para a vitória australiana com 16 pontos e três assistências. O cestinha da Lituânia foi o pivô Ksistof Lavrinovic com 14 tentos e oito rebotes. O armador Rimantas Kaukenas e o ala do Denver Nuggets Linas Kleiza, companheiro de time do brasileiro Nenê na NBA, encestaram 12 cada um. O time medalhista de bronze no Eurobasket-2007 vai encarar nas quartas-de-final o quarto colocado do Grupo B, que será o perdedor do jogo entre Grécia e China que começa às 3h30min (horário de Brasília).

Depois de apanhar feio da Croácia e da Argentina nas duas primeiras rodadas, a Austrália chegou a ser considerada carta fora do baralho, mas se recuperou com uma surra em cima do Irã, eliminou do torneio a campeã européia Rússia e surpreendeu de novo batendo a Lituânia com muita facilidade. Mesmo com a boa campanha (3V-2D), os “Boomers” terminam na quarta colocação do Grupo A e vão enfrentar a poderosa seleção americana nas quartas-de-final, mesmo que a campeã olímpica Argentina perca para os russos no fechamento da rodada haveria um tríplice empate na classificação, mas argentinos e croatas levam vantagem no confronto direto e também no saldo de cestas, a vitória da Croácia sobre o Irã na abertura da rodada já havia garantido para os europeus a terceira posição e o cruzamento com a campeã mundial Espanha na fase eliminatória na quarta-feira.

 Newley faz bandeja marcado por Siskauskas

A esperança da Austrália para as quartas-de-final se baseia no fato de ter sido o time que perdeu pela menor diferença de pontos para os Estados Unidos neste ano, jogando sem Andrew Bogut foi derrotada por apenas 87 a 76 no último amistoso de preparação da seleção americana em Xangai antes da chegada à capital chinesa. A Lituânia mostrou que não se pode dar mole com essa equipe australiana muito veloz e atlética, só esteve à frente no placar por dois pontos no primeiro quarto, mas depois foi amplamente dominada, perdendo a etapa inicial por 28 a 14 e o segundo período por 27 a 15, aí a fatura já estava decidida com uma diferença de 26 pontos no intervalo. No terceiro quarto os lituanos melhoraram um pouco ganhando a parcial por 22 a 20, mas os “Boomers” explodiram de vez a tradicional seleção européia com um último quarto de 31 a 24, a diferença chegou a uma máxima de 38 pontos, parecia até um confronto com o lanterna Irã e não com os líderes do grupo.

A Lituânia desperdiçou incríveis 25 posses de bola contra 16 turnovers do time da Oceania e o grande diferencial em favor da Austrália foi o alto aproveitamento nas bolas de três pontos, excepcionais 64% com 16 cestas em 25 tiros de longa distância, enquanto os europeus só acertaram sete em 24 triplos tentados (apenas 29%), embora seu aproveitamento nas bolas de dois pontos tivesse sido melhor (64% contra 53%), os ataques prevaleceram sobre as defesas e oito jogadores australianos converteram bolas de três, três tiveram 100% de acerto em três tentativas (Bogut, Anstey e Newley). Principal estrela do time e porta-bandeiras da Lituânia no desfile de abertura das Olimpíadas, o armador Sarunas Jasikevicius decepcionou marcando apenas dois pontos e cinco assistências em 20 minutos de ação nos quais errou quatro em cinco arremessos de quadra.

 Jasikevicius arremessa à frente de Bogut

A Austrália teve um melhor desempenho coletivo com um bom número total de 21 assistências e seis jogadores pontuando em dígitos duplos, também se destacaram o pivô Chris Anstey com 13 pontos e quatro passes para cesta, e o armador Patrick Mills com esta mesma pontuação e quatro rebotes, David Barlow e Glen Saville encestaram 10 cada. O nocaute dos “Boomers” foi definido nos cinco minutos finais segundo quarto com uma arrancada de 16 a 2, depois bastou administrar a grande diferença no marcador, e vale lembrar que na fase de amistosos eles deram mais trabalho aos americanos do que os lituanos, facilmente dominados com Kobe Bryant colocando Jasikevicius no bolso. O estilo de jogo americanizado da Austrália cai bem na atitude da equipe como franco-atiradora nas quartas-de-final.

“Nós jogamos contra uma potência mundial européia hoje, eles são como os militares. Já tinham entrado em quadra e chutado nossos traseiros muitas vezes, mas jogamos uma partida de basquete muito boa e estou bastante orgulhoso disso”, afirmou o técnico Brian Goorjian, que não quis falar muito sobre sua tática para o jogo contra os Estados Unidos favoritos à medalha de ouro.

 Kleiza tenta arremesso marcado por David Andersen

“Não existe plano de jogo para enfrentar os EUA, temos uma chance de dar um golpe neles, estou confiante de que vamos entrar lá e jogar bola. Não sei se podemos ou se não podemos vencer. Gosto da maneira como estamos jogando, nem quero olhar as fitas. Eu quero que nosso país tenha orgulho de nosso time. Todo mundo na Austrália estará assistindo a esse jogo, tomara que nós joguemos bem como fizemos hoje”, completou o treinador.

Desde a fase de amistosos, a seleção americana tem sido mais dominante e focada nas vitórias justamente contra os adversários mais fortes, depois de derrotar Angola por 97 a 76 em ritmo de treino arrasou a vice-campeã mundial Grécia e mais ainda a campeã mundial Espanha. Nos amistosos, após darem um banho de bola em cima da Lituânia, deram mole contra a Austrália.

A seleção lituana destacou que esse último jogo não tinha importância de classificação e prometeu jogar muito melhor no provável confronto contra a China de Yao Ming na quarta-feira.

“Com o time que nós temos, este resultado definitivamente não abala nossa confiança. Eles (australianos) entraram em quadra bem e fizeram uma ótima partida. Nós relaxamos, pensamos que tudo já estava resolvido”, disse o ala Linas Kleiza.

“Parabéns para a Austrália. Eles jogaram de forma fantástica, fizeram uma defesa muito agressiva e foram bem-sucedidos no ataque. Nós jogamos muito mal. Não foi nosso dia. Nossos jogadores começaram a pensar nas quartas-de-final cedo demais, mas eu acredito em meu time e nos meus jogadores”, concluiu o técnico lituano Ramunas Butautas.

FICHA TÉCNICA

AUSTRÁLIA 106 (28 + 27 + 20 + 31)

C.J. Bruton (3 pontos e 3 assistências), Brad Newley (16 pontos e 3 assistências), David Barlow (10 pontos e 3 rebotes), Chris Anstey (13 pontos e 4 assistências), Andrew Bogut (23 pontos e 1 rebote), Glen Saville (10 pontos e duas assistências), Patrick Mills (13 pontos, 4 rebotes e 3 assistências), Mark Worthington (7 pontos, 3 rebotes e 3 assistências), Shawn Redhage (5), Matt Nielsen (2), David Andersen (2) e Joe Ingles (2). Técnico: Brian Goorjian.

LITUÂNIA 75 (14 + 15 + 22 + 24)

Sarunas Jasikevicius (2 pontos e 5 assistências), Rimantas Kaukenas (12 pontos e 2 rebotes), Linas Kleiza (12 pontos e 5 rebotes), Robertas Javtokas (4 pontos e 2 rebotes), Ksistof Lavrinovic (14 pontos, 8 rebotes e 3 assistências), Ramunas Siskauskas (10), Mindaugas Lukauskis (6), Darjus Lavrinovic (5), Simas Jasaitis (6), Jonas Maciulis (4), Marius Prekevicius (0) e Marijonas Petravicius (0). Técnico: Ramunas Butautas.

August 16, 2008

Lituânia arrasa Croácia no último quarto, vira jogo e garante primeiro lugar no Grupo A

Filed under: DESTAQUES, Internacional, Seleções — Tags: , , , , — Adriano Albuquerque @ 5:12 am

Em um jogaço na madrugada deste sábado, a Lituânia transformou uma partida acirrada e equilibrada em sua quarta vitória seguida nas Olimpíadas com uma virada espetacular no último período. A equipe derrotou a Croácia por 86 a 73 (42 a 45 no primeiro tempo) após ter desvantagem de 12 pontos, manteve sua invencibilidade no torneio masculino de basquete dos Jogos Olímpicos de Pequim-2008 e conquistou o primeiro lugar do Grupo A; mesmo que percam na última rodada para a Austrália, os lituanos só podem ser alcançados em pontos pela Argentina, time que derrotaram na primeira rodada e, portanto, têm vantagem no desempate.

Os lituanos estavam quatro pontos atrás, mas iniciaram o último período arrancando em 16 a 1, enquanto a Croácia estava perdida frente à agressiva marcação do rival e habilidade dos pivôs no pick-and-roll e nos rebotes. Kleiza marcou três cestas de 3 na passagem e uma bandeja de Jasaitis levou o placar a 80 a 65 com 4min05s por jogar.

O técnico croata, Jasmin Repesa, enfim chamou tempo, mas não adiantou: Jasikevicius e os lituanos controlaram o resto da partida com inteligência e sorte - incluindo uma cesta “espírita” de Siskauskas com o tempo de posse se esgotando. O quarto triplo de Kleiza, com 1min01s, levou a diferença a 86 a 71 e praticamente decretou a vitória.

 

Planinic faz cesta de 3; Lukauskis responde com uma bandeja do outro lado

Nos três primeiros períodos, o jogo foi muito parelho e teve muitas trocas de liderança, mas a Croácia saiu à frente em todos os quartos. No primeiro, abriu sete pontos de diferença antes dos lituanos reagirem e diminuírem para dois ao final. No segundo, arrancou em 12 a 2 para colocar 12 pontos de vantagem, 29 a 17, e mantiveram distância até sofrerem 7 a 2 e irem para o intervalo com 45 a 42. No terceiro, o primeiro sinal de alerta: a Lituânia virou pela primeira vez, com uma cesta de Petravicius, e abriu três pontos após duas cestas seguidas de Lukauskis. Todavia, Planinic acertou duas cestas de 3 seguidas e o pivô Sandro Nicevic roubou uma bola para iniciar contra-ataque finalizado por Roko-Leni Ukic. Placar: 62 a 58 Croácia.

“No terceiro quarto, começamos a jogar mais agressivamente na defesa. Fizemos algumas mudanças, passamos a jogar como time”, disse o técnico lituano, Ramunas Butautas.

Tudo mudou no último período. Os croatas, que tinham 52% de aproveitamento nos chutes dentro do arco, só acertaram cinco de 13 arremessos, além de quatro tiros de 3 ruins - na partida, a seleção acertou apenas cinco triplos em 17 tentativas. O time mandou nos rebotes por toda a partida, mas perdeu a disputa no quarto por 11 a 7, incluindo quatro rebotes ofensivos permitidos. “Foi um jogo muito bom para os dois times. Sinto muito pelo início do último quarto. Por seis minutos, tivemos uma perda de concentração, a Lituânia esquentou e começou a fazer muitas cestas. O time da Lituânia mostrou hoje porque é um dos favoritos a medalha nestes Jogos Olímpicos”, discursou Repesa.

 

Lukauskis foi o cestinha; após o jogo, Jasikevicius sorri e abraça Davor Kus

O ala reserva Mindaugas Lukauskis foi o cestinha da vitória, com 20 pontos, mas não foi o único destaque do time. As quatro cestas de 3 de Kleiza foram decisivas para a virada, e o lateral, companheiro de Nenê no Denver Nuggets, marcou 18 pontos e 4 rebotes. O reserva Simas Jasaitis fez 12 pontos, o armador Sarunas Jasikevicius teve 9 pontos e 6 assistências e o ala-pivô Ksistof Lavrinovic acrescentou 8 pontos e 7 rebotes. Siskauskas e o pivô Robertas Javtokas fizeram 7 pontos cada, e dos jogadores que entraram em quadra, apenas Kaukenas não pontuou.

“Foi uma grande vitória para nós. Passamos à sexta marcha no último quarto. Todo mundo quer vencer jogos nas Olimpíadas. Sabíamos que precisávamos dar tudo o que tínhamos, e fizemos isto”, disse o cestinha Lukauskis.

Pela Croácia, Ukic teve 13 pontos, o pivô Marko Banic marcou 10 pontos e 7 rebotes e o armador Zoran Planinic teve 11 pontos. A equipe, com 2v-2d, ainda depende apenas de si para obter a classificação, bastando uma vitória sobre a fraca seleção do Irã na última rodada para avançar às quartas-de-final. Os croatas esperam poder contar com o retorno do armador Marko Popovic, que ficou de fora neste sábado, lesionado.

FICHA TÉCNICA
CROÁCIA (15 + 30 + 17 + 11 = 73)

Roko-Leni Ukic (13 pontos), Marko Tomas (3), Davor Kus (8), Marko Banic (10 pts e 7 rebs) e Stanko Barac (5). Entraram depois: Marin Rozic (8), Sandro Nicevic (6), Kresimir Loncar (8 pts e 6 rebs) e Nikola Prkácin (1).
Técnico: Jasmin Repesa

LITUÂNIA (13 + 29 + 16 + 28 = 86)
Sarunas Jasikevicius (9 pts e 6 rebs), Ramunas Siskauskas (7), Rimantas Kaukenas (0), Ksistof Lavrinovic (8 pts e 7 rebs) e Robertas Javtokas (7). Entraram depois: Mindaugas Lukauskis (20), Linas Kleiza (18), Simas Jasaitis (12) e Marijonas Petravicius (5).
Técnico: Ramunas Butautas

August 12, 2008

Lituânia se recupera de mau primeiro quarto e arrasa Irã na abertura da segunda rodada

A seleção do Irã aproveitou um início de jogo sonolento da Lituânia para surpreender ganhando o primeiro quarto por 20 a 15, mas a partir do segundo período a normalidade se restabeleceu na abertura da segunda rodada do torneio masculino de basquete das Olimpíadas de Pequim e o time europeu atropelou os campeões asiáticos por 99 a 67 (46 a 34 no intervalo), comandado por 22 pontos e oito rebotes do ala do Denver Nuggets Linas Kleiza mais 20 tentos e três assistências do armador ex-NBA Sarunas Jasikevicius. Kleiza já havia sido o herói da vitória lituana na estréia contra a atual campeã olímpica Argentina com uma bola de três nos últimos segundos.

 Gigante iraniano Hamed Ehadadi enterra

O pivô de 2,18m Hamed Ehadadi foi o guerreiro solitário do ataque iraniano com 21 pontos, oito rebotes e quatro tocos, nenhum outro jogador da seleção mais fraca dos Jogos de Pequim chegou aos 10 pontos. A Lituânia se recuperou do começo de partida ruim com uma parcial de 31 a 14 no segundo quarto, depois do intervalo o time báltico continuou dominando o jogo com tranqüilidade, venceu o terceiro período por 28 a 19 e o quarto final por 25 a 14. O fraco Irã facilitou as coisas desperdiçando 23 posses de bola, está com cara de que vai sair da China com cinco derrotas.

 Sarunas Jasikevicius arremessa na vitória lituana

Porta-bandeira da Lituânia no desfile de abertura das Olimpíadas, Jasikevicius comandou a decisiva seqüência de 18 a 0 no segundo quarto que colocou a equipe do Leste Europeu definitivamente à frente do placar, depois de estar perdendo por oito pontos no quarto inicial. Sarunas iniciou a arrancada com uma cesta dentro do garrafão e marcou nove pontos nessa série que virou o placar para 33 a 20, o armador lituano de 32 anos terminou o primeiro tempo como cestinha do jogo com 15 tentos e a Lituânia com uma vantagem de 12.  Na terceira etapa, o máximo que o Irã conseguiu foi diminuir o prejuízo para 11 pontos, mas não foi páreo para a forte defesa adversária e a diferença foi aumentando gradativamente, terminou a parcial em 74 a 53 e chegou a uma máxima de 40 pontos no quarto período. 

 Companheiro de Nenê no Denver, Linas Kleiza é cestinha com 22 pontos

“Não é tão fácil jogar às 9h da manhã (horário de Pequim, 22h em Brasília). Foi bom para nós jogar esta partida. Não é tão fácil controlar um jogo desde o início e nós fizemos isso”, disse Jasikevicius, ressaltando que mesmo com a desvantagem no placar no primeiro quarto a Lituânia nunca se sentiu ameaçada pelo Irã e considerou o jogo sob controle. 

“A Lituânia colocou muita pressão sobre nós e sobre Hamad (Ehadadi, principal jogador do Irã). Nós jogamos bem no primeiro tempo, mas como em todos os jogos que fizemos, eles nos mataram nas bolas perdidas, esse é nosso problema”, afirmou o técnico do time asiático, Rajko Toroman, lamentando as 12 posses de bola desperdiçadas pelos iranianos no primeiro tempo.

Depois do intervalo, o ala Linas Kleiza assumiu mais a pontuação e ultrapassou Jasikevicius como cestinha do passeio, sendo que ele só precisou jogar 22 minutos e Sarunas 20, com a grande vantagem no marcador a Lituânia pôde movimentar bastante seus reservas e colocar todos os jogadores em quadra, inclusive todos os 12 convocados pontuaram. Outro destaque da vitória foi o armador Rimantas Kaukenas. Além do gigante Ehadadi, o Irã só teve o consolo de um quase duplo-duplo do pivô Oshin Sahakian com nove pontos e 12 rebotes, e o ala-armador Hamed Afagh fez nove tentos em bolas de três. O time do Oriente Médio teve alguns bons resultados nos amistosos de preparação, mas já esperava ter dificuldades para fazer frente a alguns dos melhores times do mundo.

 Lituanos festejam segunda vitória

“Nosso objetivo era ganhar alguma experiência vindo aqui e estamos aprendendo.  Se pudermos vencer uma partida, seria um grande resultado”, admitiu o técnico Toroman.

Na terceira rodada, o Irã vai enfrentar a Austrália, na estréia já havia sido surrado pela Rússia. Na quinta-feira, a Lituânia enfrentará os russos campeões europeus, na tentativa de devolver a derrota sofrida nas semifinais do Eurobasket de Madri-2007.

“Nossos próximos dois jogos serão muito cruciais para vermos em que ponto estamos. A Rússia é campeã da Europa, eles serão adversários muito difíceis, têm jogadores muito bons e um excelente técnico (David Blatt)”, concluiu Jasikevicius.

FICHA TÉCNICA

LITUÂNIA 99 (15 + 31 + 28 + 25)

S. Jasikevicius (20 pts e 3 assists), R. Kaukenas (14), L. Kleiza (22), K. Lavrinovic (3), R. Javtokas (8), R. Siskauskas (8), M. Petravicius (9), D. Lavrinovic (6), M. Prekevicius (4), S. Jasaitis (2), M. Lukauskis (2) e J. Maciulis (1). Técnico: Ramunas Butautas.

IRÃ 67 (20 + 14 + 19 + 14)

A. Amini (2 pts e 4 assists), H. Afagh (9), M. Nikkhah (9), O. Sahakian (9), H. Ehadadi (21), M. Kamrani (7),  I. Zandi (7), J. Davari (5), A. Doraghi (0), S. Davarpanah (0) e H. Sohrabnejad (0). Técnico: Rajko Toroman.

August 10, 2008

VideoBasket: Mixes dos melhores momentos da rodada inicial masculina

Filed under: Colunas, DESTAQUES, Videobasket — Tags: , , , , , , , , — Adriano Albuquerque @ 10:32 pm

Olá, galera! Hoje temos um formato diferente na coluna. Em vez de postar lance-a-lance dos jogos de domingo das Olimpíadas de Pequim, montamos alguns mixes com o melhor do que se viu em Pequim através da TV brasileira, que deu pouca atenção ao basquete masculino. Infelizmente, sem a Seleção Brasileira, as emissoras nacionais perdem o incentivo para mostrar os jogos. Uma pena, mas não podemos reclamar.

Como sempre, as imagens são das transmissões dos canais Sportv e ESPN Brasil.

Mix dos melhores momentos da rodada:

Mix com os melhores momentos de Argentina 75 x 79 Lituânia:

Mix com os melhores lances dos Estados Unidos na vitória por 101 a 70 sobre a China:

Baixe os melhores momentos de EUA x China:
1º quarto: http://www.sendspace.com/file/bzps7e
2º quarto: http://www.sendspace.com/file/0e9z7x
3º quarto: http://www.sendspace.com/file/hwbi20
4º quarto: http://www.sendspace.com/file/ipzuv5

Kleiza acerta chute de três no final e Lituânia vence jogo eletrizante contra Argentina

Um dos jogos mais esperados da rodada de abertura do basquetebol masculino dos Jogos Olímpicos de Pequim correspondeu as expectativas. Lituânia e Argentina fizeram um jogaço com direito a muitas discussões e nervosismo. O final também foi dramático, a Lituânia só garantiu seu triunfo com um arremesso perfeito de 3 pontos de Linas Kleiza, companheiro de Nenê no Denver Nuggets, a 2seg do fim para bater os atuais campeões olímpicos por 79 a 75.

Este arremesso decisivo de Kleiza impediu que a Argentina conseguisse uma virada histórica, isso porque os portenhos tinham o jogo praticamente perdido no início do último quarto, mas com muita determinação chegaram a empatar o jogo e mostraram que podem fazer bonito novamente, desta vez em quadras chinesas. Já a Lituânia provou mais uma vez a potência mundial que é no basquetebol masculino.

Nervosismo da estréia: O jogo começou começou muito nervoso e corrido, tanto Argentina quanto Lituânia abusaram dos erros ofensivos se baseando numa correria desenfreada repleta de arremessos preciptados. Para se ter uma idéia do nervosismo nos primeiros minutos, a primeira cesta portenha só veio com 3min de bola quicando, com uma infiltração do ala-pivô Luis Scola. Nos ataques seguintes, Andres Nocioni e Fabricio Oberto, ambos da NBA, aproveitaram falhas dos lituanos e colocaram a Argentina na frente pela primeira vez no jogo, 6 a 2.

Porém, a alegria portenha durou pouco, isso porque a Lituânia impôs uma forte defesa em cima dos principais astros argentinos (Emmanuel Ginóbili e Luis Scola) e começou a produzir bem ofensivamente. Os pivôs Robertas Javtokas e Marijonas Petravicius combinaram quatro cestas seguidas sem nenhuma resposta dos atuais campeões olímpicos e devolveram a ponta à Lituânia, 10 a 6, forçando um pedido de tempo do técnico Sergio Hernandez. Com um baixo nível técnico e com as estrelas Emmanuel Ginóbili, da Argentina, e Sarunas Jasikevicius, da Lituânia, somando apenas dois pontos, o primeiro quarto terminou com os europeus na frente, 14 a 11.

O segundo quarto começou igual ao primeiro: muita correria e pouca eficiência. Nos primeiros 3min de período apenas duas cestas foram conectadas, uma pela Lituânia e outra dos argentinos. Se não estava dando um show ofensivo, a equipe lituana pelo menos deu um bom show defensivo durante alguns minutos, com dois tocos sensacionais, um dado por Robertas Javtokas e outro por Ramunas Siskauskas, que impediram cestas dos sul-americanos.

Manu acorda, bolas caem e jogo melhora: Entretanto, esses tocos serviram para fazer o astro Manu Ginóbili acordar. O ala-armador do San Antonio Spurs fez duas lindas jogadas individuais e, aliada a uma cesta de Javier Gonzalez, colocou a Argentina na frente, 17 a 16. Todavia, quem estava do outro lado da quadra era a Lituânia e o tradicional time do leste europeu não permitiu que Ginóbili e a Argentina tomasse conta do jogo. Os lituanos responderam com uma série de 7 a 0 em dois minutos e retomaram a liderança, 23 a 17.

A partir daí o nível do jogo melhorou bastante, o ala Carlos Delfino, que recentemente acertou sua ida para o basquetebol russo, fez duas belas jogadas e conectou cinco pontos para os defensores do título olímpico. A resposta do rival veio com um chute certeiro de Kristof Lavrinovic e uma bela infiltração de Jasikevicius. Os dois últimos minutos do quarto serviram para levar os atletas das duas equipes à linha de lance livre. A Lituânia aproveitou melhor suas oportunidades na base de penalidade e foi para o intervalo com  quatro pontos de vantagem, 34 a 30.

Enxurrada de cestas: Na volta do intervalo a seleção argentina mostrou porquê é a atual campeã olímpica. O time do técnico Sergio Hernandez voltou com tudo, em ambos os lados da quadra, e rapidamente tomou a ponta. Fabricio Oberto, Emmanuel Ginóbili e Luis Scola conectaram cestas para os portenhos, que chegaram a abrir três tentos de frente, 37 a 34. Porém, após 3min de “seca”, o ataque lituano voltou a produzir e empatou a peleja com uma bomba de 3 de Rimantas Kaukenas. O ala do Chicago Bulls Andres Nocioni voltou a colocar a Argentina na frente com um arremesso preciso da zona morta, entretanto, no ataque seguinte, veio a resposta lituana. O armador Simas Jasaitis acertou um belo chute de longe, 40 a 39.  A bola de 3 de Jasaitis foi respondida em dose dupla, primeiro com Fabricio Oberto e depois com Carlos Delfino, que devolveram a liderança aos portenhos, 42 a 40.

Após essa enxurrada de cestas e acontecimentos as seleções “sossegaram” durante alguns minutos, mas foi por pouco tempo. A escassez de cestas durou exatamente 2min e logo após as equipes voltaram a produzir. Ramunas Siskauskas acertou um chute de 3 para a Lituânia, que foi devolvido na mesma moeda pelas mãos de Paolo Quinteros. Entretanto, a réplica de Quinteros teve uma tréplica com um arremesso preciso de longe de Ksystof Lavrinovic. A Lituânia ainda aumentou a distância com quatro lances livres conectados pelos pivô Marijonas Petravicius e Robertas Javtokas, 51 a 45, dando números finais ao terceiro período.

Os dois times foram para o tudo ou nada no último período. O ala-armador Mindaugas Lukauskis deu as cartas primeiro com um arremesso certeiro de 3 para a Lituânia, mas Pablo Prigioni mostrou que a Argentina não estava morta com um tiro preciso. Entretanto, a partir daí a Lituânia encaixou uma série de 7 a 2 e abriu a maior diferença da partida até então, 61 a 49, forçando o treinador argentino Sergio Hernandez a pedir tempo para colocar ordem na cozinha. O pedido de tempo de Hernandez surtiu efeito apenas defensivamente, isso porque o time sul-americano melhorou sua defesa e impediu que os lituanos continuassem a abrir vantagem. Entretanto, ofensivamente a equipe portenha continuou pecando, embora diminuísse a vantagem do adversário aos poucos. O jogo estava muito nervoso com algumas discussões, a mais calorosa entre os pivôs Marijonas Petravicius e Fabricio Oberto, após o lituano fazer falta dura em Ginóbili.

Reação sensacional dos hermanos: Os últimos mintuos da partida foram eletrizantes. Enquanto a Argentina tentava reduzir ainda mais a diferença, a Lituânia fazia de tudo para reabrir vantagem. Os portenhos até chegaram a ensaiar uma reação a 4min do fim com chutes precisos Emmanuel Ginóbili e Fabricio Oberto, mas o dia parecia ser lituano. O ala Linas Kleiza acertou duas bolas de 3 importantíssimas, que ajudaram a frear a reação dos campeões olímpicos. Porém, nunca se pode subestimar campeões olímpicos, bravamente a Argentina voltou ao jogo com 2min45seg para o fim após um chute certeiro de Nocioni da zona morta e dois lances livres convertidos pelo armador Pablo Prigioni, 69 a 75. Nervosa e sentindo a pressão dos hermanos, a Lituânia errou três ataques seguidos, a Argentina não desperdiçou a chance reduziu a diferença para dois pontos, 73 a 75, com 2min12seg para o término, para delírio dos torcedores argentinos presentes na Arena Olímpica de Pequim.

No final, deu Kleiza: O bom público presente na Arena vibrou quando Luis Scola aproveitou uma passe perfeito de Ginóbili para empatar o duelo. A Lituânia seguiu errando, mas a Argentina não conseguiu virar na primeira oportunidade que teve, isso porque Andres Nocioni errou sua tentativa. O chute torto de Nocioni foi seguido de mais um arremesso errado lituano e um chute preciptado de Ginóbili. A redinha só voltou a balançar a dois segundos do fim, quando o ala Linas Kleiza acertou um arremesso certeiro de 3 e praticamente selou o triunfo dos europeus. Ramunas Siskasukas ainda acertou um lance livre e a Argentina tentou um chute desesperado no estouro do cronômetro, mas não conseguiu impedir a vitória lituana.

Assista aos melhores momentos da partida:

FICHA TÉCNICA
LITUÂNIA (14 + 20 + 17 + 28 = 79 )
Sarunas Jasikevicius (10 pts e 8 ast), Ramunas Siskauskas (10 pts), Linas Kleiza (13 pts), Ksystof Lavrinovic (9 pts e 7 reb) e Robertas Javtokas (12 pts). Entraram depois: Marijonas Petravicius (10 pts), Marius Prekevicius (0), Darjus Lavrinovic (0), Simas Jasaitis (5 pts), Rimantas Kaukenas (3 pts), Mindaugas Lukauskis (7pts) e Jonas Maciulis (0).
Técnico: Ramunas Butautas

ARGENTINA (11 + 19 + 15 + 30 = 75 )
Pablo Prigioni (4 pts), Emmanuel Ginóbili (19 pts), Andres Nocioni (15 pts e 9 reb), Luis Scola (10 pts) e Fabricio Oberto (9 pts e 11 reb). Entraram depois: Carlos Delfino (13 pts), Javier Gonzalez (2 pts), Antonio Porta (0), Paolo Quinteros (3 pts) e Juan Gutierrez (0), Guilherme Kammerichs (0), Leonardo Gutierrez (0).

Técnico: Sergio Hernandez.

June 27, 2008

Com Derrick Rose no Bulls, Kirk Hinrich pode parar no Denver Nuggets

Ao escolher o armador Derrick Rose no recrutamento de 2008, realizado nesta quinta-feira, o Chicago Bulls deu a entender que negociará seu armador principal Kirk Hinrich. Nem bem foi escolhido, Rose já tem status de estrela e, provavelmente, será titular, ofuscando Hinrich. Como é uma boa moeda de troca, “Captião Kirk” pode ser negociado com alguma franquia da NBA nesta offseason.

Os principais boatos pelos lados de Illinois já apontam um time favorito para ter Hinrich na próxima temporada. Trata-se do Denver Nuggets, que procura desesperadamente um armador para comandar a dupla de astros Allen Iverson/ Carmelo Anthony. Para muitos, Hinrich, com sua inteligência e precisão nos chutes de longe, seria um armador ideal para distribuir o jogo no Nuggets.

No momento, isto não passa de um boato, até porque ninguém do Bulls se pronunciou dizendo que Rose fora escolhido para suprir uma provável saída de Hinrich. Pelo contrário, algumas fontes chegaram a especular que Derrick atuaria de ala-armador, posição 2, enquanto Kirk continuaria como armador principal do time de Chicago.

Outro fator importante que pode dificultar um futuro acordo é a falta de “moedas de troca” do Nuggets. O time do Colorado até tem bons jogadores disponíveis, mas nenhum para suprir a principal deficiência do Bulls: um pontuador no garrafão. Os que mais se aproximam disto no elenco do Denver são Kenyon Martin, Nenê e Linas Kleiza. Os dois primeiros o Nuggets até toparia trocar, mas o histórico de contusões de ambos não desperta o interesse do Bulls. Já Kleiza, melhor opção para o Chicago, não está disponível para negociações, isso porque a franquia do Colorado está feliz com a evolução do lituano.

Enquanto os rumores não param, o time de Denver tem duas coisas concretas para resolver. A equipe possui em seu elenco dois agentes livres irrestritos neste verão: O ala-pivô Eduardo Najera e o armador Anthony Carter. Ambos os jogadores demonstraram interesse em continuar a jogar pela equipe e preferem assinar um contrato de longa extensão.

Eduardo Najera, que fará 32 anos ainda em 2008, ganhou um salário de U$ 5 milhões durante o seu último ano de contrato. Exigente, o mexicano já declarou que quer assinar novamente com o Nuggets por um período de três ou quatro anos, sem ter corte salarial.

“Eu quero continuar em Denver”, disse Najera. “Eu amo este time, esta cidade e adoro trabalhar com George (Karl, técnico do Nuggets). Eu tenho certeza que ele me quer de volta para a temporada que vem”, concluiu o ala-pivô mexicano.

Anthony Carter já deu sinais que também pretende prosseguir com a franquia de Colorado, mas o Nuggets não tem certeza se irá renovar com o jogador. Caso ele não seja aproveitado para a próxima temporada, os possíveis substitutos incluem os veteranos Tyronn Lue e Sam Cassell.

“Eu adoraria permanecer em Denver”, ressaltou o armador. “É uma franquia sensacional, tenho prazer de defendê-la. Irei dar prioridade ao Nuggets nas negociações e não desperdiçarei a oportunidade de continuar aqui”, finalizou Anthony Carter.

© 2008 BasketBrasil. Todos os direitos reservados.

Sobre o BasketBrasil | Aviso legal | Contato

BasketBrasil pela rede: Youtube | Orkut | Facebook | Twitter

Anuncie no BasketBrasil | Ajuda | Faça parte da equipe