December 24, 2008
Por: Guilherme Giorgi Costa
O ano de 2008 está chegando ao fim e muitos foram os momentos inesquecíveis dentro do esporte da bola laranja. O BasketBrasil preparou uma série de textos, que serão publicados diariamente aqui no site, para relembrarmos o que de melhor aconteceu no ano. Para começar, falaremos claro, dos Jogos Olímpicos, a principal competição entre seleções no mundo. Hoje lembraremos de como foi a competição feminina, depois de ontem termos falado da competição masculina.
As tetracampeãs da seleção feminina não tiveram misericórdia com as adversárias. A vitória contra a Austrália na final consagrou o time de Lauren Jackson e Suzy Batkovic como “freguesas olímpicas”. Nas três últimas decisões do basquete feminino em Olimpíadas, os dois times se enfrentaram, com três vitórias dos EUA.
Na primeira fase, a equipe aplicou uma lavada nas donas da casa, por 108 a 63, já mostrando que não estava para brincadeira. Além da China, as americanas passaram por 97×57 pela República Tcheca, 97×41 em Mali, 93×55 na Espanha e 96×60 na Nova Zelândia. Todas as vitórias convincentes, mas sem enfrentar nenhuma das suas duas principais rivais, as australianas campeãs mundiais em 2006 e as russas, que eliminaram as americanas no mundial no Brasil. Nas quartas, a Coréia do Sul, time mais fraco do Grupo A, teve o mesmo destino ao enfrentar as líderes norte-americanas, perdendo por 104 a 60.
Nas semi finais, se esperava um jogaço contra as russas, numa revanche do mundial de 2006. Porém, o que se viu foi um passeio americano, principalmente no segundo quarto. O primeiro quarto foi atípico, com a seleção norte-americana cometendo muitos erros. Com isso, as russas tomavam a bola e partiam com velocidade no contra-ataque. Além disso, Maria Stepanova, com os seus 2,02 m, teve um bom começo e fez seis pontos para a Rússia, que fez 16 a 13.As russas chegaram a abrir 30 a 23 no segundo quarto, porém, com três bolas de três pontos seguidas, as norte-americanas viraram o placar. As russas perderam a segurança no ataque e o marcador ficou em 33 a 32.
Depois de tomar a frente no placar, as norte-americanas tomaram de vez o comando do jogo. Precisos nas bolas de três pontos, os Estados Unidos usavam esta arma sempre que as russas tentavam esboçar uma reação. No final, a seleção norte-americana fechou o jogo em 67 a 52.
Do outro lado da chave, as musas australianas dizimavam suas adversárias. Passou sem dificuldades por Belarus, Brasil, Coréia do Sul, Letônia e até mesmo sobre a Rússia na primeira fase. Todos os jogos foram com mais de 20 pontos de diferença, para garantir a primeira posição da chave. Nas quartas de finais, outra vitória tranquila por 79×46, chegando nas semi finais diante da surpreendente China, vencendo-a sem dificuldades por 90×56.
A China surpreendeu o mundo ao jogar bem a primeira fase, ficar em segundo no grupo e enfrentar Belarus nas quartas de finais. Venceu na primeira fase República Tcheca, de forma surpreendente, e a Espanha de forma espetacular na prorrogação, além das fracas seleções de Mali e Nova Zelândia. Tudo bem que o time pegou o grupo mais fácil, mas as vitórias contra Espanholas e tchecas foram excelentes e surpreendentes. Nas quartas, o time passou por Belarus por 77×62, chegando às semi finais.
A semi final entre China e Austrália foi outro passeio australiano. Desta vez, as chinesas não conseguiram surpreender e perderam por 90×56. Na disputa do bronze, as russas levaram o segundo terceiro lugar seguido em olimpíadas, vencendo por 94×81. O primeiro quarto foi equilibrado, com a equipe russa vencendo por contagem mínima (24 a 23). Mas foi no segundo quarto que a partida foi praticamente definida, pois a Rússia venceu por 28 a 16 e levou uma vantagem de 13 pontos para o intervalo (52 a 39).
Na terceira final olímpica feminina consecutiva entre Estados Unidos e Austrália, o resultado foi o mesmo: vitória das americanas, que massacraram as “Opals” por 92 a 65 (47 a 30 no primeiro tempo) e conquistaram um inédito tetracampeonato olímpico.
Os números comprovam a superioridade americana: as australianas só acertaram 25% de seus arremessos no jogo e, apesar de buscar impressionantes 23 rebotes ofensivos, ainda tiveram desvantagem no fundamento, 41 a 40. Os EUA usaram seu forte jogo interior para acertar 31 cestas de 2 pontos em 48 tentativas e também estiveram com a pontaria afiada na linha de penalidade, convertendo 24 de 28 lances livres. Estes números levaram o “Team USA” ao seu sexto título olímpico na modalidade e sua 50ª vitória em 53 jogos na competição, sendo 33 consecutivas desde a decisão de terceiro lugar de Barcelona-1992.
Em 32 destas vitórias, esteve presente a pivô Lisa Leslie, que conquistou sua quarta medalha de ouro seguida nestes Jogos Olímpicos de Pequim-2008, encerrando sua carreira olímpica invicta.
A grande figura dos EUA foi a armadora reserva Kara Lawson, que mudou a partida ao entrar no primeiro período e teve aproveitamento perfeito nos arremessos - quatro acertos de 2 pontos, um acerto de 3 e quatro lances livres convertidos - para terminar com 15 pontos. As jovens pivôs Candace Parker e Sylvia Fowles tiveram 14 e 13 pontos, respectivamente, e combinaram para 9 rebotes no revezamento com Leslie e Tina Thompson. Apenas uma americana não pontuou, a armadora Katie Smith.
Entre as australianas, Snell manteve o time no jogo com 15 pontos no primeiro tempo, mas saiu zerada dos 20 minutos finais. A ala Penny Taylor, que atuou no sacrifício após sofrer uma entorse no tornozelo direito nas quartas-de-final, também foi bem marcada e pareceu sentir os efeitos da lesão, terminando com 6 pontos, apenas uma cesta em sete arremessos, e ficou apenas 23 minutos em quadra, também pendurada pela maior parte do jogo. A pivô Suzy Batkovic teve 8 pontos e 9 rebotes, mas também foi vítima do garrafão americano e acertou apenas três de 14 arremessos.
Participação brasileira
O Brasil se classificou para os Jogos Olímpicos de forma dramática pelo pré olímpico mundial, em que depois de toda confusão com Iziane, a equipe passou pelas cubanas e se classificaram para a quinta olimpíada da história. Mas, esse episódio lembraremos em outro capítulo da retrospectiva. Hoje, focaremos na participação em Pequim.
A seleção feminina brasileira vacilou em momentos decisivos, perdeu jogos no último quarto, e com apenas uma vitória, quando já estava eliminada, fechou a competição em 11º na pior participação da história. Adrianinha foi uma das únicas que se salvaram, com belíssimas cestas de três. Karla, que vinha de um ótimo pré olímpico, não foi bem nem nas bolas de três.
O grupo do Brasil realmente era mais complicado que o outro. Além das duas potências Rússia e Austrália, o time teve que enfrentar as fortes seleções européias como Letônia e Bielorussia além da equipe da Coréia do Sul que pode não ser forte, mas não era nenhuma seleção de Mali ou Nova Zelândia que fizeram parte da outra chave. Mas a atuação brasileira não pode ser justificada por isso.
Em uma estréia de muitos erros, a Seleção Brasileira feminina de basquete desperdiçou uma vantagem de sete pontos no quarto período, permitiu o empate da Coréia do Sul em 55 a 55 forçando a prorrogação, e no tempo extra se perdeu de vez em quadra, sendo derrotada pelas campeãs asiáticas por 68 a 62 (26 a 28 no intervalo). O Brasil desperdiçou incríveis 29 posses de bola contra apenas 12 turnovers das adversárias.
Na segunda rodada, uma derrota esperada. A Seleção Brasileira mostrou mais vibração e errou menos do que na fraca estréia contra a Coréia, teve um bom poder de recuperação no segundo tempo após virar o intervalo perdendo por 50 a 29 para a Austrália, mas acabou derrotada pelas atuais campeãs mundiais por 80 a 65 na segunda rodada do torneio feminino de basquete nas Olimpíadas de Pequim. A pivô Kelly foi a cestinha do jogo com 21 pontos e 10 rebotes.
Principal atleta do basquete brasileiro após as aposentadorias de Hortência e Magic Paula, Janeth comentou o desempenho e disse da falta de liderança“O time é bom, mas falta uma liderança dentro de quadra. Elas precisam jogar com mais confiança e isso fará com que as coisas voltem a dar certo” disse ela, depois da segunda rodada. Mas, não surtiu efeito.
Na terceira rodada, o time precisava de uma vitória diante da Letônia para não precisar de milagres nas últimas rodadas. Mas, assim como na partida contra Coréia, o time vacilou no fim.
Armadora letã Anete Jekabsone-Zogota brilhou com 25 pontos e a cesta da vitória numa infiltração faltando 2,7 segundos, depois de uma bola de três de Karen que colocou o Brasil na frente por 78 a 77. Seleção de Paulo Bassul começou bem abrindo 12 pontos de vantagem, mas teve mais uma pane permitindo a reação das européias e voltou a cometer muitos erros na derrota que deixou as brasileiras à beira da eliminação no torneio olímpico feminino.
A eliminação se confirmou dois dias depois com outra derrota, agora para a Rússia. E mais uma vez, com nossa seleção perdendo no fim. Apesar de uma ótima atuação da armadora Adrianinha, cestinha da partida com 21 pontos e seis assistências, e de um bom primeiro tempo vencido por 41 a 35, a Seleção Brasileira feminina de basquete não teve fôlego para superar a defesa da vice-campeã mundial Rússia no último quarto e a parcial final de 20 a 8 foi decisiva para o time campeão europeu.
A vitória diante da Bielorussia na última rodada de nada adiantou e pouco fez o time sair de Pequim com a cabeça erguida.
2009 está aí para a seleção fazer uma boa Copa América, já que tem a obrigação de se classificar para o mundial.
Vamos torcer…
October 3, 2008
A WNBA anunciou nesta sexta-feira as melhores jogadoras de cada posição da fase regular, formando a chamada “equipe do campeonato”. O time é formado por Lindsay Whalen, Diana Taurasi, Sophia Young, Candace Parker e Lisa Leslie.
Como era esperado, as principais jogadoras que conquistaram a medalha de ouro com a seleção feminina dos Estados Unidos nas Olimpíadas de Pequim (Parker, Taurasi e Leslie) estiveram entre as melhores do torneio.
Parker foi a primeira colocada da votação, com 221 pontos, e se tornou a quinta novata da história a fazer parte da seleção do campeonato. Já a veterana Leslie, segunda com 192 pontos, foi eleita pela oitava vez. Ambas as atletas conduziram o Los Angeles Sparks à final da Conferência Oeste.
A única jogadora eleita entre as cinco melhores da competição que está disputando as finais da WNBA é a ala Sophia Young, do San Antonio Silver Stars, que obteve 171 pontos.
A liga feminina norte-americana também divulgou a “segunda equipe” do campeonato, composta por Sue Bird, Deanna Nolan, Becky Hammon, Ashja Jones e Lauren Jackson.
Veja a classificação final:
Primeira equipe
Candace Parker – Los Angeles Sparks – 221 pontos
Lisa Leslie - Los Angeles Sparks – 192 pontos
Lindsay Whalen - Connecticut Sun – 178 pontos
Diana Taurasi – Phoenix Mercury - 173 pontos
Sophia Young – San Antonio Silver Stars – 171 pontos
Segunda equipe
Sue Bird – Seattle Storm – 166 pontos
Becky Hammon – San Antonio Silver Stars – 133 pontos
Ashja Jones – Connecticut Sun – 99 pontos
Deanna Nolan – Detroit Shock – 95 pontos
Lauren Jackson – Seattle Storm – 68 pontos.
(Playoff.com.br)
September 26, 2008
O Los Angeles Sparks aproveitou o mando de quadra e saiu na frente nas finais da Conferência Oeste da WNBA, derrotando o San Antonio Silver Stars por 85 a 70 nesta quinta-feira (25/9). A equipe foi liderada pela pivô veterana Lisa Leslie, que teve 22 pontos, 7 rebotes e 4 assistências.
“Sinto que estou começando a crescer. Esta é uma época muito boa para mim. Sinto que minha resistência está muito melhor. Tenho certeza que algumas das jogadoras pela liga estão provavelmente um pouco mais cansadas do que eu”, disse Leslie, de 36 anos, que perdeu a última temporada para dar à luz e ainda jogou pelos Estados Unidos nos Jogos Olímpicos de Pequim em agosto.
A partida não foi disputada no Staples Center, casa tradicional do Sparks, por causa de outro evento marcado para o ginásio no mesmo dia. Mesmo assim, a equipe tornou o Galen Center, arena da universidade de Southern California, em sua casa e dominou a partir do segundo quarto. Depois de estar atrás por nove pontos, L.A. arrancou em 11 a 0 para abrir 48 a 39 no intervalo. Leslie liderou a explosão com seis pontos, e o Silver Stars não conseguiu pontuar nos últimos 3min43s do primeiro tempo.
“No segundo quarto, o ritmo mudou muito. Acho que não fizemos um bom trabalho na nossa defesa de transição, e eles fizeram muitos pontos assim. Ofensivamente, não atacamos e executamos bem”, lamentou o treinador do San Antonio, Dan Hughes.
Uma cesta de 3 e uma bandeja reversa de Erin Buescher reduziu a diferença 74 a 68 a 5min05s do final, mas seri o mais próximo que o Silver Stars chegaria. O Sparks respondeu com seis pontos consecutivos e não olhou mais para trás.
Candace Parker, Temeka Johnson e Marie Ferdinand-Harris tiveram 14 pontos cada; Parker acrescentou 12 rebotes e Johnson, 8 assistências. A pivô Ann Wauters teve 18 pontos para o San Antonio e Sophia Young, 16. A armadora Becky Hammon, que vinha com média de 19,3 pontos nos playoffs, fez apenas 9. “Nós sabíamos que tínhamos de pôr pressão em Becky para lidar com o pick-and-roll. Tiramos elas de muitas de suas primeiras e segundas opções (de ataque) e as forçamos a ir para a terceira ou quarta. Em seis ou sete ocasiões no segundo tempo, elas tiveram de arremessar com 6s ou menos no relógio de posse de bola”, disse o técnico do Sparks, Michael Cooper.
A pressão funcionou: Los Angeles teve 53% de aproveitamento nos chutes, ganhou 37 rebotes contra 21 do adversário e ainda acumulou 27 assistências, permitindo apenas 16.
Com 1 a 0 na série melhor-de-três jogos, o Sparks só precisa de mais uma vitória para chegar à decisão novamente pela primeira vez desde 2003, quando foi derrotado pelo Detroit Shock após um bicampeonato em 2001-02. Porém, o próximo jogo acontece em San Antonio, no sábado, e caso seja necessário um terceiro jogo decisivo, também será no Texas.
Detroit Shock e New York Liberty iniciam a decisão do Leste nesta sexta, no Madison Square Garden de Nova York. O vencedor da série melhor-de-três enfrenta o vencedor de Sparks x Silver Stars na final da WNBA.
Veja os melhores momentos de Sparks 85 x 70 Silver Stars
Imagens do jogo:
September 20, 2008
O Los Angeles Sparks teve uma melhor atuação coletiva com cinco jogadoras pontuando em dígitos duplos, com destaque para os 11 pontos, oito rebotes e sete assistências da ala-pivô campeã olímpica Candace Parker, e venceu em casa o Seattle Storm por 77 a 69 (44 a 27 no intervalo) no primeiro jogo dos playoffs semifinais da Conferência Oeste da WNBA na noite de sexta-feira. A pivô da Seleção Brasileira Kelly Santos entrou em quadra apenas nos últimos 28 segundos de jogo e fez dois pontos acertando um em dois arremessos de quadra na derrota de seu time, foi da paulista a cesta final da partida faltando oito segundos em um arremesso no giro recebendo a assistência de Katie Gearlds pouco depois de levar um toco da pivô tetracampeã olímpica Lisa Leslie numa tentativa de bandeja. Leslie anotou um duplo-duplo com 10 pontos e 11 rebotes pelo time Angelino, além de ter dado cinco tocos. A cestinha do jogo no Staples Center de LA foi a armadora Sue Bird, que fez 14 de seus 23 pontos no segundo tempo liderando a reação do Storm, que diminuiu a diferença para seis pontos a cinco minutos do final, mas aí esfriou no ataque e largou em desvantagem de 1 a 0 na série melhor-de-três.
A segunda partida do confronto será disputada neste domingo às 18h (de Brasília) na KeyArena de Seattle, lembrando que o Storm tem o melhor retrospecto da liga jogando em casa na atual temporada da WNBA, com 16 vitórias em 17 jogos, inclusive uma sobre as Sparks, que venceram os outros três duelos entre as equipes em Los Angeles este ano levando a melhor no confronto direto. Mas como o time de Kelly fez uma campanha melhor na fase classificatória terminando na segunda posição do Oeste, por isso mantém a vantagem de decidir a série em seu ginásio, mas para isso precisa vencer amanhã de qualquer maneira para o terceiro colocado Los Angeles das Torres Gêmeas Parker/Leslie não fechar o duelo em 2 a 0.
Na vitória de ontem, o Sparks contou com 11 pontos cada da ala campeã olímpica DeLisha Milton-Jones e da reserva Marie Ferdinand-Harris, e a ala-armadora Keisha Brown contribuiu com 10 pontos em apenas 10min56s de ação para o clube californiano, que saiu vitorioso apesar de ter cometido erros perigosos de Leslie, Jones e Parker nos minutos finais. Milton-Jones pontuou em dígitos duplos em quatro jogos consecutivos, e os cinco tocos mostraram o quanto Lisa Leslie mereceu o prêmio de melhor jogadora defensiva do ano na WNBA, anunciado horas antes do Jogo 1 desta sexta-feira. A ala-armadora Tanisha Wright foi outro destaque do Seattle com 13 pontos, quatro rebotes e quatro roubos de bola, mas o banco angelino fez a diferença totalizando 32 tentos contra apenas 15 somados pelas reservas do Storm. Vale lembrar que o Seattle continua desfalcado da ala-pivô australiana duas vezes eleita MVP (Jogadora Mais Valiosa) da liga Lauren Jackson, que sofreu uma cirurgia no tornozelo direito depois da medalha de prata nas Olimpíadas de Pequim e deve voltar às quadras apenas em outubro para as finais da liga, caso o Storm chegue tão longe sem ela.
Lauren Jackson (direita) e Kelly (centro) olham para o jogo com cara de poucos amigos
Ontem o técnico Brian Agler colocou em quadra uma formação titular com duas pivôs de força (a veterana de 38 anos Yolanda Griffith e Ashley Robinson que normalmente é reserva) e a ala-pivô mais leve Camille Little, mas as três tiveram atuações abaixo da média. Griffith anotou sete pontos, seis rebotes, três assistências, quatro roubos de bola, um toco e três bolas perdidas em 32min33s de ação, saiu eliminada com seis faltas após errar quatro em cinco arremessos de quadra e converter cinco em seis lances livres. Little teve uma pontaria pior, só acertou um em oito chutes e três em seis lances livres totalizando cinco pontos, só pegou um rebote, cometeu duas faltas, roubou uma bola e desperdiçou duas posses em 34min34s dentro da quadra, enquanto a limitada Robinson anotou só quatro pontinhos (dois acertos em quatro finalizações), seis rebotes, um passe para cesta, quatro faltas, uma bola roubada e uma perdida em 21min18s. Não dá para entender por que o treinador utiliza tão pouco Kelly mesmo quando está em desvantagem física no garrafão.
O Sparks dominou o jogo no primeiro quarto, abrindo uma vantagem folgada de 18 a 5 com Milton-Jones, Brown e Parker conseguindo jogadas de três pontos consecutivas no garrafão. As experientes estrelas Swin Cash e Sheryl Swoopes então saíram do banco para ajudar a armadora-cestinha campeã olímpica Sue Bird a acordar o Storm na partida, reduzindo a diferença para 25 a 15 no final da parcial. No segundo período, o Los Angeles manteve seu ritmo ofensivo forte e emplacou uma arrancada de 14 a 4 que teve seis pontos seguidos da armadora reserva Temeka Johnson (que anotou oito no total) e quatro pontos dos cinco marcados pela ala suplente Sidney Spencer, graças à sua segunda unidade o time da casa abriu uma vantagem confortável de 17 pontos com uma parcial de 19 a 12.
A folga do Sparks no placar chegou a uma máxima de 27 tentos na terceira etapa, mas o time se complicou quando Milton-Jones ficou pendurada com quatro faltas e o técnico Michael Cooper viu-se obrigado a substituí-la. O Seattle aproveitou para reagir diminuindo a desvantagem para oito pontos, nessa recuperação com uma seqüência de 16 a 8 a veterana Swoopes fez cinco tentos seguidos, Bird e Robinson marcaram quatro cada, mas o time da casa ampliou sua vantagem para 60 a 48 no final do quarto graças a duas bolas de três da italiana Raffaella Masciadri saindo bem do banco. O Storm voltou melhor para o quarto período e diminuiu a diferença para três pontos com uma seqüência de 13 a 7 que teve seis pontos de Bird, uma das favoritas ao prêmio de MVP nesta temporada. Mas nos minutos finais o time visitante não soube tirar vantagem da série de turnovers do Sparks, na sua maioria em passes errados e em bolas perdidas para fora da quadra. Uma cesta de Candace Parker e depois uma bola de três de Ferdinand-Harris foram providenciais abrindo uma vantagem de 74 a 61 com dois minutos e meio por jogar, daí bastou administrar até o desfecho com cesta de Kelly.
“Nesse formato de playoffs, você só tem uma chance, é uma grande diferença se fôssemos para Seattle com 1 a 0 atrás em vez de estar na frente. Então este foi um jogo muito, muito importante, uma grande partida para elas (Storm) também, os dois times entendem isso. Gosto desse formato de melhor-de-três porque faz você vir pronto para jogar, a margem de erro é pequena”, comentou Michael Cooper.
Essa grande vantagem de 1 a 0 na série com duas chances de fechar jogando em casa foi o que conseguiu o Detroit Shock ontem à noite derrotando o Indiana Fever por 81 a 72 em Indianápolis na abertura de uma das semifinais da Conferência Leste. Líder da chave na temporada regular, o Shock tem pretensões de conquistar seu terceiro título da WNBA desde 2003 e venceu o quinto jogo consecutivo contra o “freguês” Fever, incluindo os últimos dois jogos das finais de conferência em 2007, neste domingo o time de Michigan terá a oportunidade de fechar a série diante de sua torcida no Palace de Auburn Hills, no Jogo 2 que começa às 16h (de Brasília). Ontem a armadora Deanna Nolan foi a cestinha do Detroit com 22 pontos, a pivô Taj McWilliams-Franklin contribuiu com 17 pontos e sete rebotes, e Plenette Pierson encestou 11. No lado do Indiana, a ala campeã olímpica Tamika Catchings comandou o time com 19 pontos e sete assistências, e a ala-pivô eleita a jogadora de maior evolução na liga Ebony Hoffman também marcou 19.
“Jogos de eliminação são realmente difíceis. A coisa boa é que vamos voltar para Detroit, onde estaremos muito mais confortáveis jogando na frente de nossos torcedores. Agora estamos simplesmente focadas individualmente em cada partida, estamos focadas no Indiana Fever e no que precisamos fazer para passar por esta série”, disse McWilliams-Franklin sem querer falar ainda na disputa de título.
“Elas têm problemas com nosso pessoal, nosso quinteto titular, não importa quem elas tentem parar, alguma outra jogadora nossa vai decolar”, comemorou Nolan.
“A coisa mais importante é jogar duro e concentrado. É uma longa série, e vencendo ou perdendo o primeiro jogo, o importante é descobrir quem você é e qual é seu objetivo, felizmente nós conseguimos sair daqui com a vitória”, afirmou o técnico Bill Laimbeer.
Neste sábado à noite tem os segundos jogos das outras duas séries semifinais de conferência: o San Antonio Silver Stars tem a chance de fechar em 2 a 0 jogando em casa contra o Sacramento Monarchs a partir das 22h (de Brasília) após vencer fora de casa por 85 a 78 na noite de quinta-feira, e o Connecticut Sun tenta empatar o confronto em 1 a 1 recebendo o New York Liberty após perder anteontem por 72 a 63.
Confira vídeo com melhores momentos do Jogo 1 entre Los Angeles Sparks e Seattle Storm
Confira vídeo com melhores momentos do Jogo 1 entre Indiana Fever e Detroit Shock
September 17, 2008
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Os playoffs da WNBA iniciam na quinta-feira, dia 18 de Setembro, e o ano do basquetebol feminino americano, de muito sucesso, chega ao final. A jogadora sensação da liga, Candace Parker, do Los Angeles Sparks, na sua primeira temporada já prova a pressão da pós-temporada.
Na Conferência Leste o Detroit Shock (22V-12D) classificou-se em primeiro lugar e enfrenta o Indiana Fever (17V-17D). A outra partida do Leste será entre o Connecticut Sun (21V-13D) enfrenta o New York Liberty (19V-15D).
O Shock melhorou no final da temporada, vencendo quatro partidas consecutivas, roubando o primeiro lugar do Sun. Mesmo perdendo Cheryl Ford para uma lesão, sofrido com trocas, a equipe chega na terceira pós-temporada seguida. Seguindo os “Bad Boys” Bill Laimbeer, treinador, e Rick Mahorn, assistente, as jogadoras da equipe da “Motown” são exemplo de obediência tática. Taj McWilliams-Franklin tenta substituir Ford e levar a equipe ao terceiro título, repetindo os feitos de 2003 e 2006.
No caminho do Shock está o Indiana Fever e sua principal atleta, Tameka Catchings, companheira de Chamique Holdsclaw na universidade, Tammy Sutton-Brown e Ebony Hoffman. A série deve ser decidida no garrafão, com Sutton-Brown e Hoffman brigando contra McWilliams-Franklin pelos rebotes. O grande problema do Fever é o retrospecto contra Detroit na temporada regular, três derrotas e nenhuma vitória.
Connecticut perdeu a primeira posição no Leste e parece ter perdido um pouco do foco no final da temporada. A equipe foi derrotada nas finais em 2004 e 2005, mas agora tem, em Lindsay Whalen, alguém que pode fazer jogadas consistentemente. As grandes preocupações do time são: o tornozelo de Whalen e a maior números de turnovers por partida da WNBA, 14,7.
Perder o foco contra New York pode ser o maior erro do Sun. Com uma equipe talentosa, atrás da liderança de Janelle McCarville e Shemeka Christon, o Liberty espera voltar à elite da WNBA. Mesmo com um retrospecto de 4V-5D após a parada para os Jogos de Pequim, e sem a melhor reserva, Tiffany Jackson, que está “de molho” com uma fratura por estresse na perna, as jogadoras da “Grande Maçã” esperam disputar o título.
No Oeste o San Antonio Silverstars (24V-10D) é o primeiro cabeça-de-chave e enfrenta o Sacramento Monarchs (18V-15D). A outra quarta-de-final fica por conta do Seattle Storm (22V-12D) e o Los Angeles Sparks (20V-14D).
É a primeira vez que o Silverstars assegura a primeira posição da pós-temporada e, lideradas por Becky Hammon, a equipe depende de Sophia Young e Anne Wauters para levá-las ao primeiro título na história da franquia. Hammon e Young são sérias candidatas ao prêmio de MVP (Jogadora Mais Valiosa da Temporada) e muitos acham que já é hora da equipe vencer um campeonato.
A veterana Ticha Penicheiro pode ser o fator de desequilíbrio para o Monarchs. Além da armadora o time tem Rebekkah Brunson e Kara Lawson, além da torcida de Sacramento, que, junto com seus sinos, embalam as equipes da cidade. As sete vitórias consecutivas de Julho mostraram que Sacramento consegue embalar uma seqüência de boas partidas, agora a grande questão é se esta habilidade continuará nos playoffs.
O Seattle Storm não deve contar com Lauren Jackson até as finais, mas Yolanda Griffith deve “segurar as pontas” no garrafão. Sheryl Swoopes, Sue Bird e Swin Cash lideraram a melhor defesa da liga (com 70,77 pontos contra por partida). O treinador Brian Agler, considerado um dos melhores da WNBA, espera que sua equipe esteja em posição de vencer o título ao final da temporada, mesmo sem a estrela australiana.
Mesmo com problemas no vestiário, ciúmes pela atenção dispensada à Parker, o Los Angeles Sparks pode reconquistar o título. Parker é a única jogadora dos playoffs que esteve entra as cinco melhores da temporada regular em pontos (18,5 por jogo) e rebotes (9,5, liderando a WNBA). Lisa Leslie, com toda sua experiência, não deve deixar suas jogadores acreditarem na vitória de 65 a 48 sobre o Storm, jogando sem Bird, Griffith, Swoopes e Cash. O maior adversário do Sparks deve ser a falta de consistência do time. Em uma semana elas derrotaram o Silverstars por 53 pontos e perderam para mesma equipe, dias depois, por 1
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