O ala israeleno Lior Eliyahu, do Maccabi Electra Tel-Aviv, foi eleito MVP da Euroleague do mês de dezembro. Com três duplos-duplos, Eliyahu comandou sua equipe a uma recuperação na tabela e à classificação entre os Top-16 que passam à segunda fase da competição.
Sua atuação mais impressionante foi no começo do mês, quando marcou 24 pontos, 17 rebotes e 6 assistências na vitória por 88 a 83 sobre o Cibona, conquistando índice de eficiência de 42 pontos.
O ala marcou 18 pontos e 10 rebotes contra o Air Avellino, da Itália, e o Maccabi venceu pela primeira vez fora de casa, 86 a 72. Mais tarde, o israelense foi o carrasco do Le Mans do brasileiro JP Batista, marcando 19 pontos e 10 rebotes na vitória por 87 a 73 sobre o time francês.
Eliyahu terminou o mês com média de 20,3 pontos por jogo, 12,3 rebotes e 3,3 assistências, além de acertar 66,6% de seus chutes de 2 pontos.
O ala Lior Eliyahu, do Maccabi Electra, foi eleito MVP da sexta semana da Euroliga. A atuação que coroou o jogador veio em bom momento para seu time no torneio, ao vencer o Cibona por 88 a 83 na última quinta-feira, pelo Grupo A.
Eliyahu acertou 10 de 14 arremessos de quadra para somar 24 pontos, distribuiu seis assistências e agarrou 17 rebotes na partida.
Ele foi seguido por Paulius Jankunas, do Zalgiris, que brilhou na derrota de seu time para o Panathinaikos ontem. Jankunas registrou 21 pontos e pegou 11 rebotes.
Outro destaque da sexta rodada foi o brasileiro Tiago Splitter, do Tau Cerámica, que ficou com um double-double de 18 pontos e 10 rebotes no jogo contra o Fenerbahce Ulker.
A performance de Splitter foi equiparada à de Marko Tomas, do Real Madrid, com 18 tentos e três assistências que ajudaram seu clube a reverter uma diferença de 28 pontos, mas acabou perdendo para o Panionios On Telecoms.
Marcus Brown, do Maccabi, e Terrell McIntyre, do Montepaschi Siena, completaram o ranking das performances individuais na semana.
Deixando o Orlando Magic, na NBA, para atuar no Maccabi Tel Aviv, em Israel, o armador porto-riquenho Carlos Arroyo não parece ter ficado desapontado com a mudança, que lhe rendeu um salário bem superior ao que ganhava na Flórida.
“Foi um grande passo na minha carreira. Será uma grande experiência e, como sempre, estou com grandes expectativas”, afirmou o armador nesta terça-feira, já na cidade de Tel Aviv, após vencer a Copa da América Central com o Porto Rico.
“A torcida aqui é fantástica e estou ansioso por conseguir um título”, disse Arroyo, que se junta a uma das maiores potências da Euroliga. O time israelense foi vice-campeão da competição na última temporada, perdendo para o CSKA de Moscou.
Mais um armador que chegou a ter seu nome cogitado pela imprensa do Arizona para ser reserva do astro canadense Steve Nash no Phoenix Suns está fora do mercado. Depois de Tyronn Lue (que assinou com o Milwaukee Bucks), Chris Duhon (que trocou o Chicago Bulls pelo New York Knicks) e Anthony Johnson (que foi para o Orlando Magic), foi a vez de Carlos Arroyo definir seu futuro, ele deixa para trás o banco de reservas do Orlando e vai jogar pelo Maccabi Tel-Aviv de Israel, atual vice-campeão da Euroliga. O jogador de 29 anos, um dos destaques da seleção de Porto Rico quarta colocada no Torneio Pré-Olímpico Mundial de Atenas, foi anunciado como o novo reforço do clube israelense neste domingo, assim aumenta a possibilidade de o ala-armador brasileiro Alex Garcia sair do Maccabi para defender o Brasília/Universo na próxima temporada nacional. Por outro lado, com as opções no mercado escasseando, o Suns ainda não perdeu a esperança de contar com o esloveno do TAU Cerámica Goran Dragic, escolhido na segunda rodada do draft da NBA.
Efi Birenboim, o novo técnico do Maccabi, comemorou o acordo com Arroyo no site oficial da equipe. “Estou feliz com a contratação. É um jogador do melhor nível do basquete mundial, Carlos era nossa primeira prioridade há algum tempo. Felizmente a direção da equipe decidiu assinar com ele apesar do alto custo. É exatamente o tipo de jogador de que precisamos, um grande jogador de basquete e um grande líder”, afirmou o treinador.
Com a saída dos armadores Yotam Halperim para o Olympiacos da Grécia e Will Bynum para o Detroit Pistons, e o desejo de Alex de voltar ao Brasil, o Maccabi viu uma boa ocasião para abrir o cofre e contratar Arroyo na tentativa de permanecer na elite européia. Outro armador que interessa ao time israelense é o baixinho de 1,65m e 32 anos Earl Boykins, que jogou pelo Charlotte Bobcats na temporada passada.
Em Phoenix, com a chegada do mês de agosto, segundo o jornal “East Valley Tribune” o Suns continua trabalhando nos bastidores com telefonemas na esperança de trazer o armador esloveno de 22 anos Goran Dragic ainda nesta temporada. O nome de Boykins chegou a ser considerado, mas segundo jornais e sites espanhóis, o time do pivô brasileiro Tiago Splitter procurou o armador norte-americano ex-Suns Andre Barrett oferecendo cerca de US$ 800 mil por seus serviços, no que seria um plano B para o caso de Dragic aceitar a ida para a NBA ainda em 2008.
O jovem reserva da seleção da Eslovênia tem uma multa rescisória de 1 milhão de euros (cerca de US$ 1,5 milhões) no seu contrato com o TAU Cerámica. Ele pode negociar sua própria liberação se os dois clubes chegarem a um acordo financeiro, que neste ano seria muito mais caro do que em 2009. Pelas regras da NBA, o Phoenix só pode contribuir com o pagamento de US$ 500 mil, o restante do valor da multa teria que ser arcado pelo próprio jogador. Para isso o time do Arizona pode oferecer ao esloveno um contrato mais alto para compensá-lo e tem uma exceção de meio-nível no teto salarial para fazer uma proposta, mas uma negociação dessas encareceria bastante a folha de pagamento do elenco e obrigaria a franquia a gastar mais na taxa de luxo (multa de um dólar paga para a liga por cada dólar gasto acima do limite), ou seria preciso fazer alguma negociação para cortar custos mandando embora algum atleta do elenco atual.
A preferência do TAU é que Dragic fique na Espanha, e ele deu declarações a um jornal espanhol no mês passado dizendo que esperava deixar sua transferência para o Suns para o próximo ano. O time do ala-armador brasileiro Leandrinho Barbosa ainda mantém uma vaga na armação aberta para Dragic, acreditando que ele tem potencial para jogar de 18 a 20 minutos por noite imediatamente e até ser titular em alguns jogos, em caso de lesão de Nash ou mesmo quando o técnico Terry Porter optar por descansar o veterano canadense, por exemplo em rodadas em noites seguidas.
Contando apenas com o salário mínimo da liga para oferecer a jogadores veteranos, o Suns falhou nas tentativas de trazer um armador mais experiente, Lue, Duhon e Johnson preferiram assinar contratos mais lucrativos em outras franquias. E o time não tem mostrado muito interesse por algum dos outros armadores disponíveis no mercado americano. O veterano Jason Williams também está analisando uma oferta do Maccabi Tel Aviv, com um salário um pouco melhor do que lhe foi oferecido por alguns times da NBA, mas provavelmente vai renovar contrato com o Miami Heat por um valor igual ou um pouco acima do salário mínimo da liga (US$ 1,2 milhão/ano). O jovem Shaun Livingston ainda não foi liberado pelos médicos para voltar a jogar basquete após sofrer uma grave lesão no joelho no início do ano passado, mas segundo a matéria do Tribune é provável que ele volte ao Los Angeles Clippers quando (ou se) for capaz de tentar um retorno à NBA.
Mesmo se Dragic vier para Phoenix, o Suns ainda poderia assinar um armador veterano de menor renome, com a idéia de ser uma terceira opção na posição, ou então contratar um jovem jogador com passe livre com a intenção de desenvolvê-lo para o futuro. A opção caseira é dar mais espaço para o segundoanista D.J. Strawberry, que foi o armador titular da equipe na liga de verão e ainda não tem contrato garantido para a temporada 2008-09.
O brasileiro Alex Garcia está próximo de acertar seu retorno ao time de Brasília, faltando acertar os detalhes de sua saída do Maccabi Tel Aviv de Israel, onde tem mais três anos de contrato, de acordo com o colunista e editor de basquete da ESPN Brasil, Luciano Silva. Os vice-campeões da Euroliga já perderam Yotam Halperim para o Olympiacos e Will Bynum para o Detroit Pistons, ambos armadores.
Alex Garcia foi uma importante peça na equipe na última temporada, sempre vindo do banco de reservas com muita energia e forte marcação. Seu grande momento na temporada foi na semifinal da Euroliga, quando liderou a virada da equipe sobre o Montepaschi Siena com 19 pontos. Ele teve médias de cinco pontos e 1,4 assistência em 18 minutos por jogo na competição.
Titular da Seleção Brasileira durante o Pré-Olímpico de Atenas, Alex marcou sete pontos e deu três assistências na vitória sobre o Líbano por 94 a 54. Na derrota para a Grécia por 89 a 69, ele foi um dos destaques brasileiros com 15 pontos, quatro rebotes e um toco. Já na derrota para a Alemanha, que eliminou o Brasil da competição, ele marcou oito pontos e pegou quatro rebotes.
Famoso toco de Alex em Tim Duncan no Pré-Olímpico de 2003:
A equipe israelense está interessada no baixinho Earl Boykins, de 32 anos e 1,65m, que atuou na última temporada pelo Charlotte Bobcats, com médias de 5,1 pontos e 2,7 assistências em 16 minutos. O Tau Cerámica recentemente contatou o jogador, mas o presidente da equipe espanhola disse que o elenco da equipe está fechado para a próxima temporada, apesar dos rumores do interesse do Phoenix Suns pelo esloveno Goran Dragic. Boykins é o segundo jogador mais baixo a atuar na NBA, perdendo apenas para Tyrone Bogues, 1,60m. O acerto com Jason Williams parece complicado, já que o jogador quer 3 milhões de dólares por temporada, enquanto a equipe está disposta a pagar apenas a metade disso e rumores dizem que ele está próximo de renovar com o Miami Heat.
Alex enterra no rebote ofensivo contra a Grécia no Pré-Olímpico de 2008:
Moncho Monsalve está em meio a uma das tarefas mais difíceis de sua vasta carreira como técnico, tentando classificar a seleção brasileira de basquete para as Olimpíadas. Essa complicada missão, porém, não impede que o espanhol exerça sua principal vocação em quadra - ensinar.
Um novo projeto, dentre outros que tem em mente quando avalia seu grupo em Atenas, é transformar o pivô Murilo, de 24 anos e 2,07 m de altura, em ala. “Gostaria de ter tempo de desenvolvê-lo nessa área”, disse o espanhol.
Nas baterias de exercícios de fundamento, o jogador raramente está entre os homens grandes. “No coletivo, eu fico como ala-pivô. Nos treinos de arremesso, exercícios de transição e velocidade, eu vou fazendo de lateral. Já ouvi de outros treinadores que poderia atuar assim, mas nunca ninguém tinha me colocado.”
A ausência de Nenê, Anderson Varejão e Paulão acabou por forçar Monsalve a contar com o jogador primordialmente como homem de garrafão. Causou também a desistência de utilizar até três pivôs ao mesmo tempo em quadra no Pré-Olímpico, que começa na próxima segunda-feira. Murilo e Varejão, nesse cenário, jogariam mais abertos.
A idéia do espanhol pode ser ainda mais desfigurada na próxima temporada, quando o jogador retornará ao Brasil para defender o Minas Tênis, após um ano no gigante europeu Maccabi Tel-Aviv, de Israel. No clube dirigido por Flávio Davis, pode ter de atuar até mesmo como o pivô mais pesado em quadra.
“Eu preciso é jogar”, afirmou Murilo. “Fui para o Maccabi, e eles me emprestaram para a Bulgária, onde tive tempo de jogo. Quando voltei, não deu. Fiquei de três a quatro meses sem jogar. Em forma eu estava, só treinando, mas fiquei sem um pouco de ritmo. Volto para o Brasil por isso. Não sei se no Maccabi eu poderia jogar. Aí eu me complicaria.”
O (ainda) pivô, de todo modo, aceita de modo positivo a experiência de Monsalve. “Vou fazer 25 anos no dia 14, e é difícil dizer hoje que vou começar a jogar assim. Mas vejo situações específicas para marcar um lateral grande ou de usar dois caras grandes e eu como lateral em situação de ataque.”
Para o treinador, tecnicamente Murilo apresenta um sólido arremesso de longa distância - mais eficiente de frente para a cesta - e um forte primeiro passo, que lhe dão condições de atuar no perímetro. “Mas vai de cada jogo”, disse o brasileiro. “O importante é estar na quadra para ajudar o time.”
(Giancarlo Giampietro, UOL Esporte, em Atenas/Grécia)
Na sexta-feira, Limeira anunciou a contratação do armador Nezinho. Segundo o presidente do clube paulista, Cássio Roque, tudo estava certo entre as partes.
No sábado, Jorge Bastos, dirigente do Brasília, procurou a ESPN Brasil para dizer que a informação estava incorreta e que Nezinho e Alex já tinham confirmado o acerto com a equipe do Distrito Federal.
Mas a verdade é a seguinte: Nezinho tem um contrato assinado com Limeira, só que Brasília procurou o atleta com uma proposta muito superior. O armador consultou o presidente do time paulista, Cássio Roque, para falar da proposta e ver o que poderia ser feito. Como o Cássio Roque está nos Estados Unidos, a definição fica adiada até sua volta.
No caso do Alex, ele ainda tem contrato com o Maccabi Tel Aviv, mas não pretende voltar para Israel. Antes de assinar com Brasília, Alex tem que acertar a vida dele com o Maccabi. Se conseguir a liberação, deve ficar na equipe do Distrito Federal.
Após temporada discreta na Europa, jogador defenderá equipe mineira
Após uma temporada discreta na Europa, o pivô Murilo está de volta ao basquete brasileiro. O jogador, que embarcou nesta sexta-feira com a seleção para disputar o Pré-Olímpico de Atenas, fechou contrato com o Minas Tênis. Aos 24 anos, ele se reencontra com o técnico Flávio Davis, que foi assistente da seleção no Pan do Rio e no Pré-Olímpico das Américas, em Las Vegas.
“Estou muito feliz em jogar no clube com a melhor estrutura do país na atualidade. Espero fazer uma grande temporada, sempre atrás de títulos, como tem sido na minha trajetória no basquete”, afirma Murilo.
No ano passado, o pivô gaúcho se transferiu para o Maccabi Tel Aviv, de Israel, mas acabou emprestado para uma equipe da Bulgária. Ele chegou a ser escalado como titular no segundo amistoso contra a Venezuela, no Maracanãzinho, na semana passada.
Duas potências européias em que atuam jogadores brasileiros trocaram de treinador nesta semana. O Tau Cerámica não exerceu a opção de renovação de contrato de Neven Spahija e não perdeu tempo: já fechou com Dusko Ivanovic, ex-treinador do rival Barcelona e que já havia treinado o próprio Tau.
Spahija, que conquistou a ACB e a Supercopa da Espanha no comando do Tau, disse que a demissão não foi justa, mas espera voltar algum dia ao clube. “Penso que tivemos uma temporada muito boa e o clube teve uma decisão de não continuar comigo e agora tenho que pensar no futuro”, comentou o treinador croata.
Na quinta, o Maccabi Elite, de Alex Garcia e Murilo da Rosa, anunciou Efi Birenbaum como o novo treinador da equipe, substituindo Zvika Sherf. A equipe foi vice-campeã da Euroleague, mas o vice-campeonato da Liga de Israel custou a cabeça do treinador. Birenbaum, de 54 anos, é uma solução caseira encontrada pela equipe, já que treinou várias equipes israelenses de ponta por 24 temporadas.