Rudy Gay fez 22 pontos e Mike Conley fez 14 de seus 16, sua melhor pontuação na temporada, no quarto período da vitória do Memphis grizzlies sobre o Oklahoma City Thunder por 108 a 102, em OKC. O.J. Mayo, o líder em pontuação entre (novatos com 21 pontos por partida), adicionou 18 pontos e passou o recorde de partidas com 10 pontos ou mais em um começo de carreira de Magic Johnson. Mayo fez mais de 10 pontos em 22 partidas consecutivas. Somente Dan Issel, com 27, e Bobby Jones, com 24, estão na frente de Mayo.
Kevin Durant fez 28 pontos, Russell Westbrook adicionou 15 e Jeff Green fez 13 para o Thunder.
“É uma das minhas temporadas mais miseráveis: 2V-21D, é duro”,disse Nick Collison.
Memphis perdeu pela maior parte do jogo, até Conley começar a cortar para a cesta.
O Grizzlies tomou a liderança em um arremesso de Hakim Warrick com 9min05s para o fim, 87 a 85. A liderança trocou de mãos até Conley fazer uma bandeja, 95 a 94, e começar os seis pontos consecutivos da equipe.
Mayo seguiu no banco, assistindo seus companheiros vencerem a partida.
“Foi importante receber chances. Entrar no quarto período e fazer pontos importantes é bom para jovens jogadores. Foi uma boa oportunidade para mim e estou feliz em ter jogado bem”, disse Conley.
Em outubro de 2010 a FIBA vai realizar o primeiro Campeonato Mundial de Clubes, com um prêmio de US$ 1 milhão para o campeão. O primeiro torneio vai contar com oito equipes, os campeões continentais da FIBA da África, Oceania, Ásia, Europa e Américas (excluindo os Estados Unidos), mais os vices desses dois últimos continentes. Mas não vai ter nenhum time da NBA.
“Vamos conversar com a NBA. Vamos fazer o primeiro, estudar a situação e chamar a NBA para o segundo”, disse o porta-voz da FIBA, Marcos Beltra.
O torneio deve lembrar o McDonald’s Championship, que foi disputado entre 1987 e 1999. O torneio contava com os campeões continentais da FIBA e um convidado da NBA. Michael Jordan, Magic Johnson e Larry Bird foram escolhidos MVPs do torneio.
A FIBA deu um prazo de seis meses para a Turquia terminar os ginásios e ser a anfitriã do Mundial 2010.
Parte 2 da biografia de Magic Johnson. Para ler a Parte 1, clique aqui.
Por Arthur Machado*
Em 1984-85, motivado como nunca pelo fracasso nas Finais do ano anterior, Johnson teve médias de 18,3 pontos por jogo, 12,6 assistências e 6,2 rebotes, mas o Lakers não conseguiu, como tinha por objetivo, a melhor campanha da liga, com uma vitória a menos que o Celtics, que tinha uma campanha de 63v-19d. LA não teve grandes dificuldades em avançar até as Finais, onde encontraria seu nêmeses, o Boston de Larry Bird. Esperava-se mais uma grande batalha.
Mas, se realmente se esperava isso, não foi o que se viu no primeiro jogo da série, em que Boston aniquilou o Lakers, 148-110, com muitos achando que isso era de novo o começo de uma série tortuosa para os californianos.
No entanto, mostrando uma grande resolução, o Lakers fez um jogo extremamente consistente na segunda partida, com Kareem mostrando que, mesmo aos 38 anos, ainda era um dos melhores, ao fazer 30 pontos e pegar 17 rebotes, com um resultado de 109-102 para LA, que iria a Califórnia tentar virar a série.
O terceiro jogo foi inicialmente controlado pelo Celtics, mas com um esforço de James Worthy e Kareem – que neste jogo se tornou o maior cestinha da história dos playoffs da NBA, ultrapassando Jerry West – o Lakers prevaleceu por 136-111. O que também ajudou foi o começo de uma serie de jogos ruins de Larry Bird, que se arrastaria com um cotovelo e costas machucadas, além da defesa de Michael Cooper (tido como melhor defensor de perímetro da NBA n época) sobre ele.
No quarto jogo, um equilíbrio extremo. Tanto é que o jogo só foi decidido num último arremesso, feito por Dennis Johnson, no último segundo da partida. Vitória alviverde por 107-105. No quinto jogo, o Lakers abriu uma larga vantagem, mas caiu de produção, e se viu contra a parede no último quarto, liderando por apenas quatro pontos com seis minutos para o término do jogo. Mais uma vez, Kareem e Magic tomaram as rédeas do jogo, e LA faturou por 120-111.
O sexto jogo chegou, no Boston Garden, com o Lakers tendo a sua maior chance para finalmente se exorcizar o fantasma de nunca ganhar do Celtics. Mesmo com os 32 pontos de Kevin McHale, Boston não conseguiu se equiparar aos californianos no jogo, devido à medíocre atuação de Larry Bird, que acertou apenas 12 de 29 arremessos e não pôde contribuir com muito mais. No outro lado, Abdul-Jabbar, no fim do jogo, dominou a situação, acertando vários arremessos e ganchos, para talhar 29 pontos, e finalmente levar LA a bater Boston na final. Kareem foi eleito MVP, e o Lakers levou seu terceiro título em seis anos, acabando de vez com o fantasma do Garden.
NBA Superstars: Magic Johnson
O ano seguinte começou promissor, mas foi gradualmente diminuindo para o Lakers e Magic, que fizera médias de 18,8 pontos, 12,6 assistências e 5,9 rebotes, porque Boston fazia uma campanha assustadora, que terminou com 67 vitórias e 15 derrotas; na época, essa era a terceira melhor campanha já feita por um time da NBA, além de que, dos 50 jogos feitos no Boston Garden na temporada (incluindo os playoffs), Boston perdeu apenas um, para o Portland Trail Blazers. Na final da Conferência Oeste, LA foi batido com relativa facilidade pelo Houston Rockets, que contava com um garrafão extremamente atlético, composto por Ralph Sampson e Hakeem Olajuwon, trazendo problemas para Jabbar, que, sobrecarregado nos rebotes, não jogou bem e refletiu no time. Para piorar, o Lakers foi eliminado em casa, com um arremesso no último segundo de Ralph Sampson, de costas para a cesta.
Isso mostrou que era hora de algumas mudanças no time da Califórnia, que, no meio da temporada seguinte, adquiriria Mychal Thmopson, especialista em rebotes, para tirar a sobrecarga de Abdul-Jabbar.
Em 1986-87, O Lakers tomaria para si a melhor campanha da liga, com 65 vitórias e 17 derrotas, e Magic teve sua melhor temporada, fazendo 23,9 pontos, 12,2 assistências e 6,3 rebotes, e levou seu primeiro prêmio de MVP da temporada regular. O Lakers chegou às Finais sem problemas, mais uma vez contra o Celtics, o atual campeão, mas desta vez, teria a vantagem no mando de quadra.
Ganhou as duas primeiras partidas, em casa, sem grandes obstáculos, com vitórias no jogo 1 por 126-113 – devido ao cansaço do Celtics após uma série de sete jogos contra o Detroit Pistons e o fôlego do Lakers, que havia varrido o Seattle SuperSonics – e no jogo 2, por 141-122, empurrados por Michael Cooper, que foi, surpreendentemente, o melhor jogador de LA neste jogo.
Boston se recuperaria no jogo 3. Com Robert Parish em problemas de falta, Greg Kite, um pivô pouco utilizado, entrou no jogo e apesar, de não ter pontuado, pegou 9 rebotes, e fez um bom trabalho defensivo em cima de Abdul-Jabbar. Boston venceu por 109-103.
No quarto jogo, que Larry Bird definiu como “O jogo da década”, Boston saiu inflamado, pegando muitos rebotes e impondo seu jogo mais lento, e liderando por 16 pontos no intervalo, mas o Lakers voltou forte e cortou a diferença pela metade no último quarto, com três minutos e meio para o fim. Numa sucessão de ataques, LA assumiu a liderança por um ponto, até que Bird, faltando 11s para o fim, acertou uma bola de 3. Na jogada seguinte, Kareem sofreu falta, converteu o primeiro lance livre, errou o segundo, mas a bola acabou indo para fora da quadra, sendo tocada por último por um jogador do Celtics. Então, Magic, num lance iluminado e decisivo, recebeu a bola, correu até a linha do lance livre, onde, cercado por Robert Parish e Kevin McHale, fez um gancho, com a bola passando por cima das mãos esticadas dos dois, e entrou, no lance que chamou de “Junior Sky Hook”(Gancho Jr.), imitando o famoso “Sky Hook” de Kareem. O Lakers venceu por 107-106 e assumiu a liderança da série por 3-1.
O quinto jogo foi dominado desde o começo por Boston, que, armado pelo desespero de ter de ganhar para sobreviver na série, ganhou por 123-108. Este jogo seria a última vitória dos Celtics em finais até 2008, e o último jogo de final disputado no Boston Garden, demolido alguns anos depois e substituído por uma arena mais moderna.
No sexto jogo, Boston entrou determinado, segurando a liderança até o meio do terceiro quarto, quando Worthy, após desviar um passe de Kevin McHale, salvou a bola de sair, passando-a para Magic Johnson, sozinho, enterrar e finalmente botar o Lakers na frente, e até o fim do jogo, o Celtics não lideraria de novo. Vitória por 106-93 e o quarto título de Magic e do Lakers. Magic recebeu o MVP das Finais pela terceira vez.
Em meio à celebração pelo título nas semanas seguintes, Pat Riley, técnico da equipe, prometeu no desfile de campeão que o Lakers defenderia (repetiria) o título, algo que ninguém fizera desde o Celtics de Bill Russel nos anos 60. O Lakers conseguiu de novo a melhor campanha da liga em 1987-88, com Johnson tendo 19,6 pontos, 11,9 assistências e 6,2 rebotes de média, mas, ao contrário dos anos anteriores em que foram campeões, os times que enfrentaram antes da final lhes levaram ao limite, tendo que jogar os sete jogos com Utah Jazz e Dallas Mavericks. Na decisão, Los Angeles enfrentaria o Detroit Pistons do armador Isiah Thomas, grande amigo de Magic. Durante a série, que foi a sete jogos, os dois trocaram beijos na bochecha antes de cada partida, o que gerou controvérsia entre o público, embora tenha ficado claro pelo nível físico e pelo equilíbrio da decisão que essa amizade não afetou sua competitividade.
Isiah e Magic trocam um beijo na bochecha
O Pistons havia despachado Boston em seis jogos e o Lakers, cansado por suas batalhas de sete jogos, não resistiu no primeiro jogo, estando sempre em desvantagem, saindo derrotado por 105-93 em casa. No segundo jogo, encarando a possibilidade de ir a Detroit perdendo a série por 2-0, LA encontrou um jeito de ganhar, com Magic, Worthy e Scott fazendo mais de 20 pontos cada: 108-86. Com Johnson doente, o Lakers conseguiu uma vitória chave no terceiro jogo, 99-86 fora de casa, tendo um grande terceiro quarto, em que ganhou por 31-14, com Magic fazendo 18 pontos, 14 assistências e 6 rebotes.
Na quarta partida, com Bill Laimbeer motivando o time e intimidando seus adversários, Detroit prevaleceu 111-86. A estratégia de Detroit foi expor o ponto fraco de Magic: sua defesa. Assim, sendo atacado e exposto, teve problemas com faltas durante o jogo. O quinto jogo teve um quê de drama. O Lakers explodiu para fazer os primeiros 12 pontos do jogo, com seus jogadores de garrafão jogando duro, mas a estratégia logo falhou, porque logo tiveram problemas com faltas. Com Adrian Dantley carregando o time, Detroit virou o jogo e venceu por 101-94, se colocando a uma vitória do esperado troféu.
Com um time jovem próximo de seu primeiro título, o Pistons estava preparado para ir até a morte contra LA. O sexto jogo seria um clássico em todo sentido da palavra. No terceiro quarto, o Lakers liderava por 56 a 48, até que Isiah Thomas começou uma performance monstruosa, fazendo os próximos 14 pontos do Pistons, até que pisou no pé de Michael Cooper, torcendo o tornozelo. Ele voltou à quadra 35s depois, fazendo mais 11 pontos. No fim do quarto, Isiah havia feito 25 pontos naquele período – recorde de um jogador em um único período das Finais até hoje – e Detroit liderava, 81-79. No fim do último quarto, o Lakers perdia por três pontos, Byron Scott acertou um arremesso de média distância e, na próxima posse, LA forçou Isiah a errar o arremesso. Em seguida, Laimbeer fez falta em Abdul-Jabbar, que calmamente converteu os lances livres, levando o Lakers à vitória por 103-102 e forçando o sétimo e último jogo.
No sétimo jogo, Isiah ainda estava com o tornozelo inchado, mas jogou o primeiro tempo, conseguindo marcar 10 pontos, com Detroit liderando no intervalo por cinco pontos. Mas com Thomas sem condições de jogo, o Pistons não conseguiu conter o Lakers, liderado por James Worthy, que conseguiu um triplo-duplo com 36 pontos, 16 rebotes e 10 assistências. O Lakers virou a partida e abriu 90 a 75 nos primeiros minutos do último período. Então, Chuck Daly, técnico do Detroit, resolveu jogar com um time mais rápido, incluindo Dennis Rodman, Vinnie Johnson, Joe Dumars e John Salley, o que criou dificuldades para LA. A 3min52s do fim, o jogo estava 98 a 92, e com 1min17s no relógio, após um arremesso de Joe Dumars, o Lakers ganhava por apenas dois pontos. Magic então acertou um lance livre após uma falta de Rodman, que na próxima posse do Pistons, errou um arremesso. O rebote foi pego por Scott, que recebeu falta e converteu seus lances livres. O Pistons não se deu por vencido e, com cestas de Dumars e Laimbeer, reduziu para um ponto com 6s por jogar. Magic, no entanto, deu um genial passe de costa-a-costa para A.C. Green fazer a bandeja, recuperando a vantagem de três pontos com 3s restando. Dumars recebeu a bola em seguida, mas com os fãs já invadindo a quadra para celebrar o bicampeonato, não conseguiu acertar a bola que poderia empatar o jogo no final: 108-105 Lakers, e assim, LA conseguiu repetir o título, e com James Worthy sendo eleito MVP das Finais.
Fim da carreira: No ano seguinte, Magic receberia seu segundo MVP de temporada regular, com uma forte temporada, tendo 22,5 pontos, 12,8 assistências e 7,9 rebotes de média, e entrou com altas expectativas nos playoffs, varrendo todas as séries preliminares às Finais. O Lakers reencontrou Detroit na decisão, mas, com Magic e Byron Scott machucados, a série foi fácil para o Pistons, que varreu o rival, liderado por Joe Dumars, MVP da série. Desta vez, o Lakers não conseguiu honrar a promessa de Riley, que novamente havia dito que o time defenderia o título, inclusive registrando o termo “Three-peat” (trocadilho envolvendo as palavras Three – três – e Repeat – repetir). Esta série também marcou a despedida de Kareem das quadras, e assim, LA perdeu um dos pilares de sua dinastia dos anos 80.
Em 1989-90, Magic recebeu seu terceiro MVP de temporada regular, com 22,3 pontos, 11,5 assistências e 7 rebotes por jogo, mas a caminhada do Lakers nos playoffs seria curta, sendo eliminado em cinco jogos pelo jovem time do Phoenix Suns, de Tom Chambers e Kevin Johnson, e contando ainda com a demissão de Pat Riley, que estava tendo problemas em lidar com o time e com seus freqüentes acessos de raiva.
Grande lance de Magic em 1989 contra o Washington Bullets:
Naquela que seria sua última temporada de alto nível, teve médias de 19,4 pontos, 12,5 assistências e 7 rebotes em 1990-91, e surpreendentemente liderou o Lakers à final da NBA, mas acabaram sendo dominados facilmente pelo Chicago Bulls de Michael Jordan, que levou a série por 4-1 na primeira de seis conquistas pelos anos 90.
Magic deu trabalho a Jordan no primeiro título do Bulls
HIV, Dream Team e retorno: Magic ainda era novo para se aposentar do basquete em 1991, mas uma notícia chocou o mundo: o astro, uma das figuras esportivas mais conhecidas do mundo, havia contraído o vírus HIV, causador da AIDS, uma doença devastadora que, no final dos anos 80 e início dos anos 90, ainda era bastante desconhecida e vinha matando vários astros da música e do cinema – por exemplo, o ator Rock Hudson, o pianista Liberace, o cantor Freddie Mercury e, no Brasil, o cantor Cazuza. Inicialmente, negou ter tido outras parceiras sexuais, mas acabou admitindo que traiu sua mulher durante sua carreira. Desde então, virou um embaixador no combate e prevenção à AIDS.
Voltou para jogar o Jogo das Estrelas de 1992, apesar de certa controvérsia na liga, com alguns jogadores admitindo ter medo de jogar com Johnson, pelo medo de que uma ferida dele poderia contaminá-los, como por exemplo, Karl Malone – um sinal da falta de informação sobre a doença na época. No Jogo das Estrelas, fez cestas decisivas e acabou ganhando o MVP do jogo, tendo mais um momento memorável para sua carreira.
Ainda em 1992, foi chamado para integrar a seleção americana que jogaria a Olimpíada de Barcelona, junto a estrelas como Michael Jordan, Larry Bird, Patrick Ewing, Clyde Drexler, etc. Aquele time ficou conhecido como Dream Team (Time dos Sonhos) e foi a sensação dos Jogos, atraindo milhares de espectadores ao ginásio em Badalona e massacrando todos os times que encontrou no caminho à medalha de ouro. Até hoje, aquela seleção é creditada por ter iniciado a expansão global do basquete e da NBA.
Passe de costas de Magic para enterrada de Jordan em Barcelona:
Trabalhou durante algum tempo como comentarista, mas seus comentários não eram bem julgados pelos telespectadores, e acabou saindo para assumir a vaga de técnico do LA Lakers em 1993-94. Após uma seqüência de seis derrotas durante a temporada, se demitiu, e pouco depois, comprou 5% do time para se tornar um de seus proprietários minoritários.
Em 1995-96, voltou para jogar 32 jogos pelo Lakers, tendo boas médias de 14,6 pontos, 6,9 assistências e 5,7 rebotes como ala. O Lakers perderia na primeira rodada dos playoffs para o Houston Rockets, mas Magic “saiu como queria, algo que não aconteceu em 91”, como ele mesmo disse.
Melhores momentos do primeiro jogo de Magic de volta:
Magic em ação em 96 contra o Miami Heat:
Atualmente, além de ser um dos embaixadores da Unicef e comandar a Magic Johnson Foundation nas campanhas de combate e prevenção à AIDS, Magic é um empresário de sucesso. Sua companhia, a Magic Johnson Enterprises, inclui filiais de promoções, salas de cinema nas áreas mais pobres de Los Angeles e um estúdio cinematográfico. Ainda é um dos comentaristas NBA do canal de TV a cabo americano TNT, contribuindo ocasionalmente nos programas de estúdio da emissora. O craque teve seus feitos no basquete reconhecidos pelo Hall da Fama do Basquete em 2002 e é homenageado por uma estátua em tamanho real em frente ao Staples Center, atual ginásio do Lakers.
Legado: Foi inovador. Seus passes incríveis fizeram história, e até hoje são reverenciados. Passes pelas costas, sem olhar, pontes aéreas para Michael Cooper, passes picados pela quadra toda, passes nas costas da defesa. Não havia um passe que não soubesse executar com perfeição.
Ao longo do tempo, foi melhorando seus arremessos de média e longa distância, para preocupar a defesa, que no começo da carreira lhe dava mais espaço para o arremesso. Foi também o melhor armador em termos de jogar de costas para a cesta (post-up), por conta de sua força avassaladora e tamanha fora do comum para um armador. Era também um jogador que crescia em decisões, visto o jeito com que lidou com as Finais de 1980 e o quarto jogo das Finais de 87, embora tenha falhado em algumas ocasiões, como em 84.
Sua defesa era seu ponto fraco. Tinha dificuldade em conter armadores rápidos por sua falta de velocidade, mas podia disputar rebotes em qualquer garrafão e iniciar o contra-ataque, o que era outra vantagem para seu jogo e o estilo “Showtime” do Lakers.
Teve também a maior rivalidade individual que a NBA já viu, com Larry Bird, que, embora fosse seu amigo pessoal, foi seu maior rival em quadra, com um grande número de partidas memoráveis entre Lakers e Celtics nos anos 80.
Bird fez o discurso de introdução de Magic no Hall da Fama
Honras e Conquistas:
• Eleito para o Hall da Fama do Basquete em 2002.
• Cinco vezes campeão da NBA (1980, 1982, 1985, 1987 e 1988)
• Três vezes MVP das Finais (1980, 1982 e 1987).
• Três vezes MVP da temporada regular (1987, 1989 e 1990).
• Nove vezes consecutivas eleito para o Primeiro Time da NBA (1983 até 1991)
• Eleito para o Segundo Time da NBA em 1982
• Doze vezes selecionado para o Jogo das Estrelas
• MVP do Jogo das Estrelas em 1990 e 1992
• Medalhista de ouro olímpico em 1992, com o Dream Team
• Eleito um dos 50 Maiores Jogadores da Historia da NBA, em 1996
Curiosidades:
• Teve um programa de TV, chama “A hora de Magic”, nos anos 90, que não durou mais de dois meses, por conta da baixa audiência
• É dono de uma cadeia de cinemas nos EUA, chamada Magic Theatres (Cinemas do Magic).
• O Red Hot Chilli Peppers, fãs do Los Angeles Lakers, fez uma música com seu nome.
• Apesar de Oscar Robertson ter tido uma temporada com médias de triplo-duplo nos anos 60, foi Magic que inspirou o nome “triplo-duplo”.
• Líder em assistências e roubadas de bola da história do Lakers
Introdução: Magic Johnson foi um dos maiores jogadores que a NBA já conheceu. Foi ele, ao lado de Larry Bird, que virou o jogo para a liga, transformando-a de uma liga sem prestígio e decadente, num sucesso, com um público fiel e audiência crescente. Foi também um inovador no basquete, fazendo jogadas nunca vistas antes e, claro, deixou saudades pelos confrontos com Bird e os Celtics nos anos dourados de sua carreira. Vamos conhecê-lo melhor.
Começo: Earvin Johnson Jr. nasceu em 14/08/1959, em Lansing, Michigan, sendo o sexto de 10 filhos de Christine e Earvin Johnson Sr. Cresceu vendo jogadores como Earl Monroe (estrela do Washington Bullets e New York Knicks nos anos 70, e que possuía um estilo semelhante ao de Magic) e Marques Haynes (do Harlem Globetrotters, um exímio driblador). Passava grande parte do seu dia em posse de uma bola de basquete, treinando seu drible.
Ganhou o apelido de “Magic” aos 15 anos, quando jogava pela escola de Ensino Médio Everett, ao fazer um triplo-duplo com 36 pontos, 18 rebotes e 16 assistências. Após o jogo, Fred Stabley Jr, um escritor esportivo do Lansing State Journal, lhe deu a alcunha por sua performance, sendo que esta o seguiria por muito tempo.
O jogo que criou o apelido:
No verão anterior ao seu último ano de escola, seu melhor amigo, Reggie Chestaine, morreu num acidente automobilístico, e sua perda foi definida por Johnson como “devastadora”. Essa perda o fez prometer ganhar o campeonato estadual de Michigan por sua escola. A escola Everett faria uma campanha de 27 vitórias e uma derrota, com Johnson tendo médias de 28,8 pontos e 16,8 rebotes por jogo, e ganharia o título estadual, com Earvin agora sendo um dos colegiais mais procurados pelos programas de recrutamento esportivo do país.
Carreira universitária: Apesar de ter sido procurado por diversas universidades poderosas no basquete universitário, como UCLA e Indiana, preferiu escolher uma universidade que ficasse próxima à sua família. Embora sua primeira opção fosse a Universidade de Michigan, optou por Michigan State, porque o técnico Jud Heatcote, dos Spartans de State, lhe prometeu que ele jogaria como armador, algo inconcebível para alguns dos técnicos da NCAA na época, visto que Magic tinha quase 2,10m de altura.
No começo, não queria jogar profissionalmente, uma vez que ambicionava trabalhar na televisão, mas acabou percebendo que tinha um talento raro para o jogo, e na sua primeira temporada na NCAA teve médias de 17 pontos, 7,9 rebotes e 7,4 assistências, e levou o time a uma campanha de 25 vitórias e cinco derrotas, ao título da conferência Big Ten e a uma vaga no torneio da NCAA, alcançando o Elite Eight, a antepenúltima fase do torneio, até perder para o eventual campeão, Kentucky.
Antes de sua segunda temporada, foi capa da conceituada revista Sports Illustrated, que listou os 10 secundaristas mais promissores do esporte nacional. Nesta temporada, Michigan se qualificou outra vez para o torneio da NCAA, com Magic tendo médias de 17,1 pontos, 7,6 rebotes e 7,9 assistências. Desta vez, os Spartans avançaram até a final do torneio, batendo, na final, Indiana State, estrelada por Larry Bird (um presságio do que estava por vir na NBA), por 75 a 64, e com Earvin ganhando o prêmio de Jogador Mais Espetacular do Final Four (similar ao MVP das Finais da NBA). Aquela partida foi o jogo de basquete universitário mais assistido da história dos EUA na época, com um índice de 24,1 pontos, recorde de porcentagem que permanece até hoje – houve jogos mais assistidos, como a final de 1993 entre North Carolina e Michigan, já que o número de domicílios com aparelhos televisivos nos EUA cresceu bastante nos últimos 29 anos, mas em termos de porcentagem das TVs do país, a marca de 79 jamais foi batida.
Momentos finais da clássica final universitária de 1979:
Após a final, declarou que entraria no draft de 1979 da NBA, e assim, encerrou sua carreira em Michigan State em alta, como um dos jogadores mais cobiçados pelas franquias da liga profissional.
Estatísticas na NCAA
Temporada Universidade Jogos PTS REB AST
1977-78 Mich. St. 30 17.0 7.9 7.4
1978-79 Mich. St. 32 17.1 7.3 8.4
Temporada de novato na NBA: Apesar de uma campanha de 47 vitórias e 35 derrotas, e de ter alcançado as semifinais de conferência do Oeste, o Los Angeles Lakers tinha a primeira escolha do draft de 1979 devido a uma troca anterior com o New Orleans Jazz. Os homens fortes da franquia californiana não queriam escolher Johnson, por não acreditar que um armador tão alto poderia acompanhar o ritmo veloz da NBA, mas Jerry Buss, o novo dono da equipe, os persuadiu a escolhê-lo. Assinou um contrato no valor de US$ 500 mil por mês, o maior já rubricado por um novato na época.
A equipe tinha em seu elenco uma lenda viva, o pivô Kareem Abdul-Jabbar, considerado por alguns, na época, o melhor jogador da liga, mas que era criticado por não conseguir dar títulos ao Lakers, em virtude da pouca ajuda no elenco ou das várias lesões que tinha. Era esperado de Magic que ele fosse a tal “ajuda”, e ele mostraria que não seria apenas essa ajuda, mas sim o principal jogador do time nos anos seguintes.
Com médias de 18 pontos, 7,7 rebotes e 7,3 assistências, foi selecionado para ser titular no Jogo das Estrelas da temporada de 1979-80, e foi também escolhido para o time dos novatos daquele ano, embora tenha perdido o prêmio de Novato do Ano para Larry Bird.
O Lakers teve uma campanha de 60 vitórias e 22 derrotas na temporada regular e chegou às Finais da NBA, contra o Philadelphia 76ers, eliminando antes Phoenix Suns e Seattle SuperSonics. Com a série sendo liderada pelo Lakers por 3-2, o sexto jogo seria disputado na Filadélfia, e LA não contaria com Abdul-Jabbar (até então com 33 pontos de média na série), que havia machucado o tornozelo no jogo 5. Paul Westhead, técnico do Lakers, decidiu arriscar: colocou Magic como pivô para começar o jogo. Magic respondeu com uma das maiores atuações já vistas na NBA, fazendo 42 pontos, pegando 15 rebotes e dando 7 assistências, e liderou o Lakers a ganhar o jogo por 123 a 107, e à conquista do titulo. Foi eleito MVP das Finais, e conseguiu então um feito até hoje não alcançado por mais ninguém: Foi o primeiro novato a ganhar este prêmio. Tornou-se também um dos quatro jogadores a ganhar a NCAA e a NBA em anos consecutivos.
Anos bons e ruins: Na temporada de 1980-81, o pivô do Atlanta Hawks, Tom Burleson, caiu sobre o joelho esquerdo de Magic, forçando-o a ficar de fora por 45 jogos. Voltou a tempo de jogar a primeiro rodada dos playoffs, contra o Houston Rockets de Moses Malone. No terceiro e último jogo, com um desempenho desastroso, acertou apenas dois de 13 arremessos, errando também o ultimo arremesso da partida, não acertando nem o aro, e o Rockets prevaleceu por 89-86.
No ano seguinte, 1981-82, se recuperou, levando o Lakers a vencer sua divisão, e o título da liga, mais uma vez sobre o Philadelphia 76ers, mas nem tudo foi tão calmo quanto pode parecer. No começo da temporada, Paul Westhead, então técnico, queria reestruturar o time, e Johnson imaginou que, ao fazer isso, ele teria um papel menor no time, e que assim, o Lakers se tornaria um time previsível e lento. Após perder um jogo para o Utah Jazz, explodiu na coletiva de imprensa, dizendo que enquanto mantivessem Westhead no comando, ele desejaria ser trocado. No dia seguinte, Westhead foi demitido, e seu assistente, Pat Riley, assumiu o time. Os torcedores ao redor da liga não perdoaram tal insubordinação, e até os própios fãs do Lakers chegaram a vaiá-lo. Para apagar essa memória, teve médias de 18,6 pontos, 9,6 rebotes e 9,5 assistências, o mais próximo que um jogador já chegou das médias de Oscar Robertson. Juntou-se ao próprio Oscar e a Wilt Chamberlain como únicos jogadores a acumularem 700 pontos, 700 rebotes e 700 assistências numa única temporada. Foi também o líder de roubadas de bola na liga, com 2,7 por jogo, e foi votado para o Segundo Time da NBA. Para verificar os efeitos ruins de sua briga com o ex-técnico, essa foi a única vez em que Magic, exceto quando esteve machucado, não começou como titular do Jogo das Estrelas. No sexto jogo das Finais contra o Sixers, fez um triplo-duplo e levou seu segundo MVP para casa, com médias na série de 16,2 pontos, 10,8 rebotes, 8 assistências e 2,5 roubadas. Foi nessa temporada, segundo Magic, que o Lakers se tornou um grande time que todos viriam a conhecer, e deu créditos a Pat Riley por fazer isso acontecer.
Na temporada de 1982-83, teve médias de 16,8 pontos, 10,5 assistências e 8,6 rebotes, e foi finalmente nomeado para o Primeiro Time da NBA, assim como voltou a ser titular no Jogo das Estrelas, e como já dito, este posto não seria de mais ninguém até que ele se aposentasse. Los Angeles mais uma vez chegaria às Finais, mais uma vez contra o Philadelphia 76ers, só que desta vez, o favorito era o time de Julius Erving, que havia adquirido Moses Malone por troca, e que chegava à decisão com chances reais de massacrar o adversário. Com James Worthy (novato que formaria a espinha dorsal do “Showtime Lakers”, e que havia sido a primeira escolha do draft daquele ano), Bob McAdoo e Norm Nixon machucados, a equipe californiana não resistiu à boa equipe do Sixers e foi varrida, 4-0, com Malone levando o MVP das Finais.
Auge: No seu quinto ano de NBA, teve outra forte temporada, fazendo 17,6 pontos, 13,1 assistências e 7,3 rebotes por jogo. Foi nessa época que o Lakers começou a jogar um estilo rápido e gostoso de assistir de basquete, conhecido como Showtime, onde Magic armava o jogo, e passava rapidamente a bola buscando James Worthy, Michael Cooper e Byron Scott, mas quando necessário, jogava em ritmo mais lento, com Kareem sendo a principal arma do time nessas situações.
O mundo dos esportes esperava há muito tempo uma final entre Lakers e Celtics, considerados agora, em 1983-84, os dois melhores times da liga. Essa expectativa foi cumprida, e uma das melhores finais da história da liga estava prestes a ser jogada. O Lakers prevaleceu no primeiro jogo, vencendo por 115-109.
No segundo jogo, o Lakers liderava por dois pontos com 19s restando para o término e tinha a posse de bola , mas um passe de Worthy interceptado por Cedric Henderson, que concluiu com uma bandeja, empatou. O Lakers ainda tinha a chance para fazer uma cesta, mas Magic, em um de seus primeiros erros, nesta que seria uma série traumática para ele, não arremessou e apenas driblou a bola ate o fim do tempo. O jogo foi para a prorrogação, que foi vencida por Boston, 124-121.
O terceiro jogo foi dominado pelo Lakers, que ganhou facilmente por 137-104, levando um enfurecido Larry Bird a chamar seus colegas de equipe de “maricas”, o que acendeu o fogo no time do Celtics, provocados pelas palavras de sua estrela. No quarto jogo, o mais tenso da série, com várias discussões entre jogadores, empurrões e golpes baixos, com um minuto para o fim, Los Angeles liderava por cinco pontos, mas vários erros da equipe deixaram Boston empatar, incluindo um passe errado, pouco característico de Magic, pois passou diretamente nas mãos de Robert Parish quando buscava James Worthy, massacrado pela marcação do pivô. Na prorrogação, com menos de um minuto restando, jogo empatado, Magic errou dois lances livres e em seguida, Larry Bird acertou um arremesso em cima de sua marcação, e após isso, James Worthy também errou um lance livre, de dois cobrados, que poderia ter empatado o jogo. Para selar a vitória, ML Carr roubou a bola logo após um tempo pedido pelo Lakers e a enterrou, dando a Boston a vitória, 129-125. Por seus vários erros no jogo, Magic teve seu apelido trocado por “Tragic” (“Trágico”) por Kevin McHale.
No quinto jogo, num calor incrível, ainda para agravar a situação, a falta de ar-condicionado no Boston Garden levou os jogadores a terem de usar máscaras de oxigênio no banco durante os tempos, numa partida magistral de Larry Bird, que Boston levou por 121-103.
Os californianos empatariam a série no sexto jogo, 119-108, com o Lakers respondendo à intimidação física do time do Celtics, com Worthy empurrando Cedric Maxwell, que o chamara de “amarelão”depois do quarto jogo, contra o suporte da cesta.
O sétimo e último jogo se aproximava, e o velho tabu era conhecido. O Lakers nunca ganhara uma só série do Celtics, e tinha de jogar num Boston Garden enlouquecido e quente como o inferno. Boston disparou na frente, liderado por Bird e Maxwell, que fez 24 pontos, 8 rebotes e 8 assitências. Los Angeles respondeu cortando, no último quarto, uma diferença de 14 pontos para três no ultimo minuto, mas Magic, que vinha fazendo uma partida abaixo da média, perdeu a bola para Maxwell, que passou a Dennis Johnson, que sofreu falta e assim, Boston mais uma vez levou a melhor sobre o Lakers, com Magic sendo o principal culpado pela derrota da equipe.
NA PARTE 2, SEMANA QUE VEM: Magic se vinga de Bird, Lakers vira uma dinastia, armador contrai o vírus HIV, conquista o ouro olímpico e volta às quadras uma última vez
O ídolo do basquete Magic Johnson disse nesta quarta-feira à imprensa, no intervalo da partida entre Lakers e Clippers, que chorou “toda a noite” junto com sua mulher quando Barack Obama ganhou as eleições presidenciais dos Estados Unidos.
“Jamais imaginei que os EUA estavam preparados para votar em um candidato afro-americano, mas Obama é capaz de motivar as pessoas e quebrou qualquer barreira racial”, afirmou Johnson, um dos melhores jogadores na história da NBA.
“Acho que fomos abençoados, pois os EUA votaram no homem ideal e no momento adequado”, acrescentou, em alusão à crise econômica que o país sofre. “Queremos que ele comece a trabalhar e nos tire da recessão”, continuou.
O ex-jogador dos Lakers lembrou que, no primeiro momento, apoiou Hillary Clinton como candidata democrata nas primárias. “Sou leal à família Clinton. Sou uma pessoa leal, como agora com Barack. Disse (a Hillary) que, se fosse candidata, eu a apoiaria. E assim fiz”, lembrou Johnson.
“Quando Obama ganhou, e Hillary o fez trabalhar, isso o ajudou a vencer (John) McCain”, disse. A conquista de Obama, segundo Johnson, é uma mostra de que nos EUA “qualquer pessoa, mesmo sendo de uma minoria, pode atingir o que deseja”.
O ex-jogador disse ainda que está convencido de que o futuro presidente americano fará um grande trabalho. “Ele motiva as pessoas, tem um plano. O que Obama sabe fazer é entrar em um quarto e liderá-lo. Todos escutarão suas palavras”, finalizou Johnson.
L.A Times - Atualizado por: Ricardo Romanelli em 13/10/2008
Magic Johnson, membro do Hall da Fama e talvez o maior jogador da história, atualmente comentarista da TNT, vai trocar sua emissora pela ESPN.
De acordo com o L.A Times e o Sport Business Daily, Magic vai para a emissora no papel de comentarista de estúdio. Ele vai analisar jogos e comentar notícias em programas esportivos.
Ele será introduzido oficialmente nas próximas horas. Seu primeiro trabalho como comentarista pela ESPN virá na Rodada Tripla de Natal, quando Johnson fará uma cobertura do jogo do Lakers.
UOL Esporte
Das agências internacionais*
Em Minneapolis (EUA)
Em comunicado à imprensa, o ex-jogador da NBA Magic Johnson disse estar chocado com a acusação realizada por uma rádio norte-americana na última quarta-feira. Dois locutores da estação KTLK’s, de Minneapolis, afirmaram que o ex-atleta fingiu ter contraído o vírus HIV, o que o deixou bastante aborrecido. Após contrair o vírus HIV em 91, Johnson se tornou um símbolo da luta contra a doença.
O fato ganhou maior projeção nos Estados Unidos quando foi divulgado pelo site mediamatters.org, que analisa a atuação da imprensa no país. De acordo com o site, o assunto surgiu quando os locutores Chris Baker e Langdon Perry receberam a ligação de um ouvinte reclamando da demanda de trabalho na cidade.
A conversa evoluiu até o momento em que Perry perguntou sobre o tratamento de doenças e se uma pessoa sobreviveria por muito tempo se tomasse um “coquetel” de remédios. Imediatamente, Baker respondeu com outra pergunta: “Assim como Magic Johnson?”.
Logo em seguida, Perry afirmou: “Assim como Magic e sua Aids falsa. Ele fingiu ter Aids”. “Você acredita que ele fingiu por simpatia?”, indagou Baker novamente. Foi quando os dois concordaram que sim e que o ex-astro da NBA teria fingido sua doença.
Em resposta à acusação, Magic Johnson disse estar “inconformado que Chris Baker e Langdon Perry minimizaram um assunto tão sério e mortal”. “Milhões de pessoas estão morrendo devido à Aids e o fato de eles fazerem piadas a respeito do meu estado é inacreditável”, completou.
Campeão da NBA em cinco oportunidades, Johnson foi diagnosticado com o vírus em 1991. Desde então, se tornou um símbolo da luta contra a Aids e impulsionou grande parte do desenvolvimento de tratamentos alternativos para portadores do HIV.
Rádio pede desculpas
Em comunicado divulgado nesta tarde, a rádio KTLK’s pediu desculpas pelas declarações e afirmou que a entidade reconhecia a seriedade da Aids assim como o “grande trabalho” realizado por Johnson para combater a doença.
“Nós lamentamos que algumas falas fora de mão dos comentaristas não refletiram nosso pensamento. Para melhor informar nossos empregados e ouvintes, a KTLK’s irá ajudar na divulgação dos problemas da doença e vamos contatar o senhor Johnson para ver seus pensamentos sobre os esforços na educação sobre o tema”, concluiu a nota.
Minneapolis (EUA) - O ex-jogador de basquete Magic Johnson afirmou, nesta sexta-feira, estar ‘extremamente desapontado’ com a rádio norte-americana KTLK, de Minneapolis, que o acusou de ter fingido possuir o vírus da Aids somente para ganhar a simpatia das pessoas.
“Estou extremamente desapontado com a KTLK. Estou indignado com o fato de (os radialistas) Chris Baker e Langdon Perry minimizarem um problema tão grave e mortal”, falou o ex-astro do Los Angeles Lakers. “Milhões de pessoas morrem de Aids e o fato de se fazer piada com o meu estado é inacreditável. Chris Baker deveria usar seu ‘poder’ de forma mais positiva, encorajando as pessoas portadoras do vírus a buscar ajuda em vez de falar mentiras ridículas”, disparou Johnson.
De acordo com o site mediamatters.org , a história se desenrolou depois que os radialistas receberam uma ligação de um ouvinte, que reclamava do desemprego em Minneapolis. Entretanto, no decorrer da conversa, Langdon Perry fez uma pergunta sobre doenças, ente elas, quis saber se uma pessoa que toma por muito tempo ‘coquetéis’ de remédios sobreviveria. Logo em seguida, Chris Baker respondeu indagando: “Assim como Magic Johnson?”.
A partir disso, a conversa partiu para a dúvida sobre a veracidade ou não da doença de Johnson. Perry falou: “Assim como Magic e sua Aids falsa. Ele fingiu ter Aids”. “Você acredita que ele fingiu por simpatia?”, perguntou Baker novamente. Neste momento, os dois radialistas concordaram que o ex-jogador da NBA teria fingido sua doença.
Campeão da NBA em cinco oportunidades, Johnson foi diagnosticado com o vírus em 1991. Desde então, se tornou um símbolo da luta contra a Aids e impulsionou grande parte do desenvolvimento de tratamentos alternativos para portadores do HIV.
Rádio pede desculpas
Em comunicado divulgado nesta tarde, a rádio KTLK’s pediu desculpas pelas declarações e afirmou que a entidade reconhecia a seriedade da Aids assim como o “grande trabalho” realizado por Johnson para combater a doença.
“Nós lamentamos que algumas falas fora de mão dos comentaristas não refletiram nosso pensamento. Para melhor informar nossos empregados e ouvintes, a KTLK’s irá ajudar na divulgação dos problemas da doença e vamos contatar o senhor Johnson para ver seus pensamentos sobre os esforços na educação sobre o tema”, concluiu a nota.
O superpivô Shaquille O’Neal, do Phoenix Suns, afirmou estar refletindo sobre seus dias no Los Angeles Lakers e a constante briga com Kobe Bryant e chegou a algumas conclusões.
“Eu me divertia o tempo inteiro. Toda a confusão, fazer parte daquela sitcom. Um dia fiquei pensando nisso. Sabe como o Phil (Jackson) faz aquela coisa psicológica e ele nunca entrou? Como o Magic (Johnson) nunca entrou? Acho que era por design, e funcionou”, disse Shaq.
Ponto final”, completou.
M.D.E.
“Se tivesse que fazer tudo de novo, acho que falaria mais. Começaria mais brigas com ele (Kobe). Eu estava jogando bem, ele estava jogando bem, ele ficava todo irritadinho e ele é um desses caras que, quando fica irritado, faz 80 pontos. Acho que a gente foi a melhor dupla do jogo. A melhor dupla de cara pequeno e cara grande do jogo.
“Foi erro meu, foi errado. Joguei o nome dele no final, foi meu erro”, falou.
O M.D.E. (sigla para Most Dominant Ever, ou Mais Dominante de Todos os Tempos) confirmou ter ligado para Bryant após o vídeo ter aparecido em um site de fofocas, pediu desculpas, e disse que os dois esqueceram o assunto.
O legendário armador Earvin “Magic” Johnson visitou o centro de treinamentos do Dallas Cowboys e ao conversar com a mídia local, ele disparou uma pérola: “O tempo do Mavs acabou já”.
A frase veio quando Johnson foi perguntado se o Cowboys conseguiria se recuperar de mais um desapontamento nos playoffs para chegar no Super Bowl. Para citar um exemplo, ele falou sobre o Mavs.
“Você viu que o Dallas Mavericks teve seu tempo (para ser campeão) e esse tempo acabou. Então tudo isso pode terminar logo”.
A partida do dia 25 de dezembro de 2008, dia de Natal, será entre o New Orleans Hornets e o Orlando Magic. Uma das datas que gera as maiores audiências da temporada regular da NBA, reservada para partidas como Los Angeles Lakers, de Shaquille O’Neal, contra o Portland Trail Blazers, de Rasheed Wallace, e Shaq contra Kobe Bryant, verá o duelo entre duas das principais jovens estrelas da NBA, o armador Chris Paul, do Hornets, e o pivô Dwight Howard, do Magic.
É a primeira vez na história do Hornets que a equipe aparece em rede nacional na partida natalina.
O fato de David Stern, o todo-poderoso da liga, sempre ter reservado a partida para estrelas como Michael Jordan, Shaq, Magic Johnson, Larry Bird e LeBron James, aumenta o crédito de duas equipes emergentes no universo da NBA.