August 17, 2008

Espanha derrota Mali por 79 a 47 em partida capaz de tirar qualquer treinador do sério

Filed under: Basquete Feminino, DESTAQUES, Internacional, Seleções — Tags: , , — Rubens Borges @ 12:13 am

No final da noite de sábado, a Espanha (3V-2D) não teve trabalho para derrotar a seleção de Mali (0V-5D) por 79 a 47, pelo torneio feminino olímpico de basquetebol. Amaya Valdemoro foi a cestinha da partida com 21 pontos para as espanholas. O destaque de Mali foi a pivô Djénébou Sissoko, com 17 pontos.

Logo no início da partida já se percebeu a diferença de qualidade das duas equipes. Sem forçar a partida Espanha entrou no embalo de Mali e cometeu erros sucessivos. Somente quando faltavam 9min37s Montañana, da Espanha, faz os dois primeiros pontos, complementando com um lance-livre.

Tentando entrar na partida Diana Gandega, de Mali, perdeu dois arremessos consecutivos incríveis embaixo do aro. Como não podia ficar atrás no festival de jogadas perdidas, Laia Palau errou uma bandeja sozinha.

Aos 6min11s parece que as coisas vão melhorar para Mali. Meiya Tireira dá um lindo giro de pivô, mas leva um toco da tabela ao finalizar. Os dois primeiros pontos de Mali vêm aos 2min58s com Djénébou Sissoko. Logo a Espanha responde e fecha o primeiro quarto liderando por 19 a 5.

Com as espanholas segurando a partida o segundo período foi melhor para as jogadoras de Mali, mas não para a qualidade da partida.

Aos 6min26s a espanhola Amaya Valdemoro roubou a bola e recebeu de volta, completamente livre, para a bandeja.

Quando Fatoumata Bagayoko, aos 5min46s, acertou uma cesta de três, logo as espanholas responderam, devolvendo a diferença para os 19 pontos. Novamente Bagayoko acertou a mão da linha de três e Mali teve um segundo período melhor, perdendo por 17 a 16 no quarto e 36 a 21 no intervalo.

Quando parecia que não podia piorar veio o terceiro quarto. Erros e mais erros ajudaram a equilibrar a partida. Comandadas por Aminanta Sininta, Mali conseguiu diminuir a diferença do placar.

A fragilidade da seleção de Mali ficou evidente quando as espanholas resolveram jogar. Com três cestas consecutivas de três pontos, uma deles logo após um tempo pedido por Mali, a Espanha voltou ao domínio da partida. Fechando o período fazendo 17 a 4, a seleção da Europa levou uma vantagem de 58 a 33 para o período final.

O quarto período começou como o terceiro: muitos erros e Mali diminuindo a diferença. Mas em mais um quarto sonolento, já na madrugada brasileira, logo a Espanha dominava a partida. Após começar o período final perdendo por 4 a 0 a seleção espanhola dominou o restante da partida não dando chances às jogadoras de Mali.

FICHA TÉCNICA

ESPANHA 79 (19 + 17 + 22 + 21)

Amaya Valdemoro (21pts), Anna Montañana (13), Cindy Lima (9), Elisa Aguilar Lopez (8), Nuria Martinez (6). Entraram depois: Isabel Sanchez (9), Alba Torrens (5), Laia Palau (4), Laura Nicholls (2), Tamara Abalde (2), Maria Revuelto (0) e Lucila Pascua (0).

MALI 47 (5 + 16 + 12 + 14)

Djénébou Sissoko (17 pts), Fatoumata Bagayoko (8), Djene Diawara (6), Meiya Tireira (2), Katiatou Touré (1). Depois entraram: Aminata Sininta (8), Nagnouma Coulibaly (5), Nassira Traore (0), Mariatou Diarra (0), Diana Gandega (0), Hamchetou Maiga (0) e Kadiatou Kanoute (0).

August 15, 2008

China vence Mali sem dificuldades e se classifica às quartas no torneio feminino

Filed under: DESTAQUES, Internacional, Seleções — Tags: , , , — Adriano Albuquerque @ 7:45 am

A seleção feminina da China garantiu vaga nas quartas-de-final do torneio de basquete dos Jogos Olímpicos de Pequim-2008 ao dominar Mali e vencer por 69 a 48 (37 a 20 no primeiro tempo), na manhã desta sexta-feira. As anfitriãs cumpriram a obrigação ao bater a fraca seleção africana, estreante na competição, e uma vitória sobre a República Tcheca no último jogo da primeira fase, no domingo, classifica o time em segundo lugar no Grupo B e em posição de enfrentar um dos classificados mais fáceis da outra chave.

Chegar às quartas era um dos objetivos do país, que trouxe o técnico australiano Tom Maher para levar a equipe de volta à elite do basquete feminino mundial. Maher correspondeu e repetiu seu feito dos Jogos de Atenas-2004, em que levou a seleção da Nova Zelândia à segunda fase. Desta vez, porém, seu time chega muito bem, com três vitórias em quatro jogos, e empurrada pela apaixonada torcida local, pode brigar por medalha. O treinador também já viveu esta situação, quando levou a Austrália à final das Olimpíadas de 2000, em Sydney.

Na época, ele contou com uma geração de estrelas que ainda rende frutos à seleção de seu país, como Lauren Jackson, Penny Taylor e Kristi Harrower. As chinesas, por sua vez, vêm mostrando um bom jogo coletivo na defesa, que forçou 21 turnovers e um aproveitamento de apenas 27% em chutes de 2 pontos de Mali. “É um salto enorme, monumental (na defesa) do ponto em que estávamos, a partir de, sinceramente, vomitarmos suco na defesa até jogar uma defesa boa. Foi preciso lágrimas, mas está decente agora. Não somos Penny Taylors ainda, mas estamos decentes”, disse o exigente Maher.

No ataque, a armadora Miao Lijie continuou com ótima pontaria na linha de 3, com cinco cestas em oito tentativas para terminar com 25 pontos, além de 5 rebotes. A pivô Chen Nan não repetiu a atuação exuberante da última quarta, em que anotou um duplo-duplo contra a Nova Zelândia, mas produziu 11 pontos, 9 rebotes e 2 tocos, e a ala Chen Xiaoli contribuiu 11 pontos em um jogo muito tranqüilo para as anfitriãs.

Miao Lijie faz a cesta de 3; Chen Nan bloqueia o arremesso de Djene Diawara

As malianas continuaram desfalcadas de sua principal jogadora, a ala Hamchetou Maiga, que joga na WNBA e na Europa e sentiu uma lesão na segunda rodada, contra a República Tcheca. Sem ela, o ataque africano foi vítima fácil da defesa chinesa, que limitou o rival a sete pontos e três cestas em 20 arremessos no primeiro período. O aproveitamento de 32% da China também não era nenhuma maravilha, mas foi suficiente para o time abrir 17 a 7. O time da casa forçou 13 turnovers no primeiro tempo inteiro e chegou a ter 20 pontos de margem no segundo período antes de ir para o intervalo com 37 a 20 no marcador.

As cestas de 3 de Xiaoyun e Miao Lijie no início do terceiro quarto levaram a diferença a 23 pontos e a equipe controlou o jogo pelo resto do caminho, sem ser ameaçada. Mali não esteve mais próxima do que 13 pontos por todo o segundo tempo.

A pivô Aminata Sinata marcou 11 pontos, mesmo total da ala reserva Djene Diawara, que ainda buscou 12 rebotes, e Djénébou Sissoko teve 9 pontos e 19 rebotes, mas o trio combinou para 11 cestas em 39 arremessos. Mali já está eliminada, com um último jogo de grupo contra a Espanha no domingo. O objetivo da equipe é vencer pelo menos um jogo, ou contra a Espanha ou nas partidas de definição de 12º a nono lugar, para conquistar a segunda vitória do continente africano na história dos Jogos - a Nigéria triunfou sobre a Coréia do Sul na decisão de 11º lugar em 2004.

As chinesas, por sua vez, só pensam na vitória para o jogo de domingo contra as tchecas. “Precisamos vencer a República Tcheca. Se a derrotarmos, terminamos à frente do que a Espanha pode chegar. Se perdermos por 10 ou menos, acho que terminamos em terceiro, com as tchecas em quarto. Se as tchecas nos vencerem por mais do que isso, ficaremos em quarto”, disse Maher, que não quer nem saber desta última possibilidade, que provavelmente resultaria em um confronto com as atuais campeãs mundiais: “Se ficarmos em quarto no grupo e tivermos de enfrentar a Austrália e formos derrotados, será uma enorme decepção. Queremos ficar em segundo”.

FICHA TÉCNICA
CHINA (17 + 20 + 15 + 17 = 69)

Miao Lijie (25 pontos), Bian Lan (7), Sui Feifei (2 pts e 5 asts), Song Xiaoyun (7) e Chen Nan (11 pts e 9 rebs). Entraram depois: Zhang Hanlan (0), Zhang Wei (0), Zhang Yu (0), Shao Tingting (4), Chen Xiaoli (11), Liu Dan (2 pts e 6 rebs) e Zhang Xiaoni (0).
Técnico: Tom Maher

MALI (7 + 13 + 15 + 13 = 48)
Fatoumata Bagayoko (0), Kadiatou Touré (2), Djénébou Sissoko (9 pts e 19 rebs), Nagouma Colibaly (0) e Aminata Sininta (11). Entraram depois: Nassira Traore (0), Mariatou Diarra (2), Diana Gandega (5), Kadiatou Kanoute (8), Djene Diawara (11 pts e 12 rebs) e Meiya Tirera (0 pts e 7 rebs).
Técnico: José Ruiz

August 13, 2008

Americanas atropelam Mali e conquistam terceira vitória em Pequim: 97 a 41

Filed under: DESTAQUES, Internacional, Seleções — Tags: , , , , , — João Guilherme @ 1:05 pm

As atuais tricampeãs olímpicas dos Estados Unidos tomaram um pequeno “susto” no início do jogo, quando Mali chegou a assumir a ponta por instantes, mas logo a seguir as americanas colocaram ordem na casa e deslancharam. Sem nenhuma dificuldade, o time da técnica Ann Donovan passeou na Arena Olímpica de Pequim e, em ritmo de treino, bateu o time de Mali por 97 a 41 (51 a 28 no intervalo). Esta foi a terceira vitória dos Estados Unidos nos Jogos Olímpicos de Pequim.

Com o triunfo, o time que busca a quarta medalha de ouro consecutiva reassumiu a ponta do grupo B com seis pontos. Cinco atletas americanas fizeram dígitos duplos com destaque para a cestinha Lisa Leslie, autora de 16 pontos e que acertou todos os sete arremessos que tentou. A armadora Seimone Augustus também fez uma boa partida, acertando seis em nove tentativas e finalizando o embate com 12 tentos. Pela seleção de Mali, que conheceu seu terceiro revés, apenas uma jogadora se destacou, foi a pivô Aminata Sininta, autora de 13 tentos. 

Começo sonolento: O jogo entre malianas e norte-americanas começou como o previsto, a equipe da técnica Ann Donovan não precisou se esforçar muito para abrir 7 a 0 com menos de dois mintuos jogados. Foi aí que a surpresa tomou conta da partida. A equipe africana mostrou muita disposição para reagir e aproveitou o relaxamento das rivais para passar a frente, 8 a 7, com 5min34seg para o fim do primeiro quarto, com a reação sendo liderada pela pivô Aminata Sininta. A reação maliana serviu para acordar as atuais campeãs olímpicas, que passaram a jogar com mais seriedade e retomaram a ponta sem dificuldades. Nos últimos 5min de parcial os Estados Unidos encaixaram uma arrancada de 15 a 4 e finalizaram o primeiro período na ponta, 24 a 12.

O segundo quarto foi  iniciado com um arremesso certeiro da ala-pivô Sylvia Fowles. O ataque certeiro de Fowles foi seguido de uma infiltração ineficiente da maliana Djenebou Sissoko. No ataque seguinte, a ala Candace Parker mostrou como é que se faz ao fazer quatro pontos seguidos. A armadora Seimone Augustus aprendeu direitinho o exemplo de Parker e fez o mesmo, aumentando a vantagem americana para 20 pontos, 32 a 12. A “seca” de cestas de Mali no segundo quarto só foi encerrada com uma jogada de 3 pontos Meiya Tireira, entretanto, isso não fez com que a seleção afircana reagisse. A equipe do técnico José Ruiz continuou perdida e sendo espectadoras privilegiadas do show americano.

Após dois minutos sem cestas, as jogadoras das duas equipes resolveram brindar o público chinês com belas conclusões. A sequência foi aberta pela armador Sue Bird, com um arremesso de 3 pontos, a resposta de Mali veio logo a seguir com Djenebou Sissoko, mas a partir daí só deu Estados Unidos. Sue Bird, Seimone Augustus, Lisa Leslie e Cappie Pondexter fizeram a festa no garrafão maliano e dilataram a diferença para 27 pontos, 44 a 17.

Os últimos 2min do primeiro tempo foram marcados pelo show de bolas de 3 da equipe africana. As malianas encestaram três bolas de longe seguidas (duas com Aminata Sininta e uma com Fatoumata Bagayoko) para delírio da torcida presente na Arena Olímpica de Pequim. Com esta sequência de torpedos de longe, Mali chegou a diminuir a diferença para 21 pontos, mas a ala Cappie Pondexter fez questão de aumentá-la antes do estouro do cronômetro e, com isso, as americanas fecharam o primeiro tempo com boa vantagem, 51 a 28.

Passeio americano: O panorama do jogo não mudou no terceiro quarto. A equipe americana continuou dominando as ações ofensivas e defensivas. Ao contrário do que havia feito no primeiro tempo, as americanas não permitiram que as malianas arremessassem de longe, forçando a defesa no perímetro. Com isso, a equipe africana se perdeu mais ainda conseguindo míseros cinco pontos no terceiro período. Já a seleção da técnica Ann Donovan jogou um feijão-com-arroz e sem dificuldades conectou 25 tentos em 10 minutos de parcial, aumentando a diferença para 43 tentos ao final de três períodos, 76 a 33.

O último quarto foi jogador por mera obrigação. Mesmo com a larga vantagem as americanas não relaxaram e continuaram pressionando as jogadas de ataque das africanas, conseguindo várias recuperações de bola. Seimone Augustus e Kara Lawson conectaram arremessos de média distância, que, juntos com os dois lances conectados por Sylvia Fowles, fizeram com que a vantagem americana subisse para 48 tentos, 81 a 33. O time de Mali ainda mostrou disposição ao conectar cinco pontos seguidos sem resposta das rivais. Nos instantes finais de jogo a equipe americana finalmente conseguiu passar a barreira dos 50 pontos após um arremesso preciso de Seimone Augustus, que aproveitou um passe perfeito de Candace Parker. O time norte-americano continuou pressionando e dificultando o trabalho da equipe maliana e garantiu seu terceiro passeio nestas Olimpíadas de Pequim.    

FICHA TÉCNICA
MALI (12 + 16 + 5 + 8 = 41)
Djene Diawara (4 pts e 5 rebs), Fatoumata Bagayoko (7 pts e 3 asts), Hamchetou Maiga (0), Aminata Sininta (13 pts) e Djénébou Sissoko (2 pts e 7 rebs). Entraram depois: Nagnouma Coulibaly (5 rebs), Kadiatou Touré (6 pts), Meiya Tirera (7 pts e 6 rebs), Kadiatou Kanoute (0), Nassira Traore (2 rebs) e Diana Leo Gandega (2 pts). Técnico: José Ruiz
 
ESTADOS UNIDOS (24 + 27 + 25 + 21 = 97)
Sue Bird (9 pts e 4 asts), Katie Smith (2 pts), Diana Taurasi (6 pts), Tina Thompson (10 pts) e Lisa Leslie (16 pts). Entraram depois: Kara Lawson (7 pts e 7 asts), Tamika Catchings (7 pts e 4 rebs), Candace Parker (10 pts), Seimone Augustus (12 pts), Sylvia Fowles (8 pts e 6 rebs), Cappie Pondexter (10 pts) e DeLisha Milton-Jones (1 reb). Técnico: Ann Donovan

August 11, 2008

República Tcheca cumpre obrigação e derrota Mali com atuação dominante

Filed under: DESTAQUES, Internacional, Seleções — Tags: , , — Adriano Albuquerque @ 2:01 am

A República Tcheca dominou a fraca seleção de Mali nesta segunda-feira e venceu por 81 a 47 (38 a 22 no primeiro tempo) sua partida de segunda rodada dos Jogos Olímpicos de Pequim-2008. Após a já esperada derrota para os Estados Unidos na estréia do último sábado, as tchecas deram a volta por cima com uma vitória obrigatória e estão de volta à briga pelas quatro primeiras posições do Grupo B.

A partida foi praticamente decidida já no primeiro quarto. As tchecas largaram com 12 pontos consecutivos e exerceram uma forte defesa por todo o primeiro quarto, permitindo apenas uma cesta em 16 arremessos de Mali e mandando nos rebotes, com seis a mais que as adversárias. As africanas anotaram apenas quatro pontos no período e a armadora Hana Machová acertou uma cesta de 3 no soar da sirene para fazer 23 a 4.

“A República Tcheca é um time que já venceu um campeonato europeu (em 2005). Elas estão em um nível diferente do nosso. Estamos aqui para aprender e precisamos aprender como jogar por 40 minutos. Minhas jogadoras ainda estão se acostumando a esta atmosfera”, disse o técnico de Mali, José Ruiz.

A pivô Djénébou Sissoko mais do que dobrou a pontuação maliana em menos de quatro minutos do segundo período, mas as tchecas ampliaram a diferença a 20 pontos. Com a vantagem confortável, as européias diminuíram o ritmo, errando arremessos e dando espaço nos rebotes, o que permitiu às africanas uma pequena seqüência de sete pontos para diminuir a 29 a 14, novamente com Sissoko. A tcheca Elhotova logo respondeu com duas cestas de 3 seguidas, e sua terceira bola de longa distãncia no período levou a margem a 38 a 18. Mali marcou mais quatro pontos e venceu o quarto por 18 a 15, indo para o intervalo atrás por 38 a 22.

Katerina Elhotova arremessa para a República Tcheca; Machová faz a bandeja

A República Tcheca voltou no terceiro período determinada a garantir o triunfo de uma vez e marcou os primeiros 11 pontos, abrindo 49 a 22. Coulibaly acabou com a seca de Mali, mas as adversárias continuaram dominando em ambos os lados e a diferença foi a 30 pontos após uma cesta de 3 de Machová, 54 a 24. As malianas responderam com nove pontos seguidos, mas terminaram com apenas 11 pontos na parcial e em desvantagem de 56 a 33. Para piorar, a ala Hamchetou Maiga deixou o jogo com uma lesão no tornozelo. “Não creio que seja uma contusão séria”, disse Ruiz.

O último quarto teve outro começo forte das tchecas, que fizeram 10 pontos seguidos para abrir 64 a 33. O time administrou a vantagem pelo resto do jogo.

A maliana Djénébou Sissoko foi a cestinha e reboteira da partida, com 24 pontos e 13 rebotes, mas abaixo dela, as duas melhores pontuadoras da equipe, Fatoumata Bagayoko e Hamchetou Maiga, tiveram apenas seis pontos cada. Entre as tchecas, Machová teve 14 pontos e cinco rebotes, Jana Veselá e Katerina Elhotova fizeram 12 pontos cada e todas as jogadoras que entraram fizeram pontos.

Elhotova, de apenas 18 anos, comemorou o triunfo, mesmo reconhecendo que Mali está muito abaixo do nível de sua equipe: “Tínhamos uma grande motivação antes deste jogo por causa da nossa derrota na estréia. Não é fácil quando você perde seu primeiro jogo. Esta vitória, por sua vez, é muito importante para nós. É nossa primeira vitória no torneio e nos dá uma maior confiança para disputar o próximo jogo”, disse a lateral.

FICHA TÉCNICA
REPÚBLICA TCHECA (23 + 15 + 18 + 25 = 81)

Hana Machová (14 pts e 5 rebs), Jana Veselá (12 pontos e 5 rebs), Eva Vitecková (9), Petra Kulichová (2 pts e 7 rebs) e Ivana Vecerová (8 pts e 7 rebs). Entraram depois: Michala Hartigová (8 pts e 6 rebs), Romana Hejdova (5), Markéta Mokrosová (4 pts e 3 asts), Miloslava Svobodová (3 pts e 4 rebs), Michaela Uhrová (2), Katerina Elhotova (12) e Edita Sujanová (2).
Técnico: Jan Bobrovsky

MALI (4 + 18 + 11 + 14 = 47)
Djene Diawara (0), Fatoumata Bagayoko (6 pts e 3 asts), Hamchetou Maiga (6 pts e 5 rebs), Aminata Sininta (2 pts e 6 rebs) e Djénébou Sissoko (24 pts e 13 rebs). Entraram depois: Nagnouma Coulibaly (4 pts e 6 rebs), Kadiatou Touré (3 pts e 4 rebs), Meiya Tirera (2), Kadiatou Kanoute (0), Nassira Traore (0) e Diana Leo Gandega (0).
Técnico: José Ruiz

August 9, 2008

Nova Zelândia vence Mali em jogo apertado na estréia pelo Grupo B

Filed under: DESTAQUES, Internacional, Seleções — Tags: , , , , — Adriano Albuquerque @ 2:30 am

A seleção da Nova Zelândia conquistou seu primeiro objetivo nos Jogos Olímpicos de Pequim: derrotou Mali por 76 a 72 (42 a 33 no primeiro tempo) neste sábado pela madrugada e estreou com o pé direito no Grupo B. As duas equipes são consideradas zebras na chave, que também conta com Estados Unidos, Espanha, China e República Tcheca, e ambas as seleções marcaram o jogo deste sábado como uma vitória obrigatória para as pretensões na competição. Por isso, a partida em Pequim foi bastante disputada e pegada, com muitas trocas de liderança e erros de ambos os lados.

A Nova Zelândia errou menos, mas pouco: 20 turnovers contra 26 das adversárias. A diferença na pontaria em lances livres também foi decisiva: os times combinaram para 56 faltas, mas Mali aproveitou apenas 67% de seus 30 lances livres, enquanto as “Tall Ferns”, como são chamadas as neo-zelandesas, acertaram 25 em 31.

Ambas as equipes cometeram muitos erros no primeiro quarto e a partida esteve equilibrada; Mali chegou a abrir oito pontos, mas as neo-zelandesas arrancaram em oito pontos seguidos e terminaram o período empatadas em 18 pontos. As malianas iniciaram o segundo quarto usando a ala Hamchetou Maiga, do Houston Comets da WNBA, e retomou brevemente a liderança. A Nova Zelândia novamente respondeu com seis pontos seguidos para virar o placar, 24 a 22. Os times seguiram se alternando na frente, até as Tall Ferns se aproveitarem das faltas e erros das africanas para arrancarem em 13 a 3, abrindo 42 a 33 ao final do primeiro tempo.

A armadora Angela Marino foi a melhor jogadora em quadra, com 19 pontos (Foto: Antonio Scorza/AFP/Getty Images)

Mali voltou melhor e com mais disposição no terceiro quarto. Lideradas pela pivô Djénébou Sissoko, as africanas fizeram mais oito pontos seguidos para encostar em dois pontos. O time da Oceania tentou podar a reação, mas uma seqüência de nove pontos recolocou Mali à frente por 51 a 48. O problema do time estreante em Jogos Olímpicos era o aproveitamento nos lances livres, enquanto as neo-zelandesas estavam com boa pontaria da linha, arrancaram em 9 a 1 para finalizar o período e foram aos 10 minutos finais com 60 a 54 no placar.

A diferença da Nova Zelândia foi a oito pontos em cesta da pivô Anika Kerr, antes de Mali reagir com cestas de 3 de Kanoute e Gandega, marcando 10 pontos consecutivos para virar o jogo, 66 a 64, em cesta de Meiya Tirera a 4min13s do final. A americana filha de neo-zelandesa Jillian Harmon empatou logo em seguida com uma cesta no garrafão e o jogo ficou pegado. Kate Mcmeeken-Ruscoe acertou de 3 pontos para colocar as Tall Ferns de volta à frente, 74 a 71 a 1min12s do fim. Nagnouma Colibaly diminuiu com um lance livre, mas errou o segundo; as malianas ainda tiveram outra chance quando Nuri Wharemate cometeu turnover, mas Maiga retribuiu o favor do outro lado. A armadora Angela Marino recebeu falta e selou o triunfo da linha de penalidade.

Sissoko e Toure fazem bandejas para Mali contra a Nova Zelândia

Marino comprovou ser a principal jogadora da Nova Zelândia e marcou 19 pontos, sendo 11 em lances livres, e deu quatro assistências. Harmon marcou 12 pontos e oito rebotes e Lisa Wallbutton teve 13 pontos e quatro rebotes. Pelo time de Mali, Maiga foi a melhor em quadra, com 18 pontos, sete rebotes e três assistências. A reserva Sissoko fez 15 pontos e Diawara e Coulibaly tiveram nove pontos cada, com 12 rebotes para a segunda.

August 7, 2008

Guia Olímpico Basketbrasil feminino: EUA busca o tetra, Mali feliz por participar

Filed under: Internacional, Seleções — Tags: , , , , — Adriano Albuquerque @ 3:45 am

ESTADOS UNIDOS

Assim como no basquete masculino, a seleção feminina dos Estados Unidos é referência mundial e sempre se espera a medalha de ouro dela. Em Pequim, as americanas defenderão uma invencibilidade olímpica de 25 jogos que vem desde a derrota para a CEI (Comunidade dos Estados Independentes) nas semifinais dos Jogos de Barcelona-1992. Desde aquela derrota, o time levou o bronze e foi ouro nas três Olimpíadas seguintes. O time busca o sexto ouro de sua história.

Apesar do retrospecto amplamente favorável, as americanas chegam à China com algo a provar, já que no último Mundial perderam para a algoz Rússia na semifinal e terminaram em terceiro lugar ao bater o anfitrião Brasil na final de consolação. Agora, a equipe tenta provar que ainda é a melhor do mundo e não a Austrália, campeã mundial em São Paulo, mas que não enfrentou os EUA na competição.

Para isso, o grande trunfo da seleção é o retorno da veteraníssima pivô Lisa Leslie, que não veio ao Brasil ao pedir dispensa depois de 12 anos dedicados à seleção. Leslie é o maior símbolo da supremacia americana nas Olimpíadas desde 1996, quando liderou o time que superou a Seleção Brasileira de Hortência, Paula, Marta e Janeth na decisão, e é a recordista de pontos, rebotes e tocos na seleção americana. Também parou Lauren Jackson nas finais olímpicas de 2000 e 2004.

Lisa Leslie esteve presente em todas as conquistas dos EUA nos últimos 14 anos

Ao redor da pivô, o Team USA conta com um grupo de All-Stars da WNBA, com destaques para as campeãs olímpicas Katie Smith, Sue Bird, Diana Taurasi, DeLisha Milton-Jones, Tamika Catchings e Tina Thompson. Além delas, a cestinha Seimone Augustus e a ala-pivô Candace Parker representam a nova geração do basquete americano e a esperança do país de manter a tradição de potência máxima do basquete mundial. O estilo das mulheres é o mesmo dos homens: basquete agressivo e físico na defesa e muita velocidade e atleticismo nas saídas de contra-ataque. Leslie e Parker, companheiras de equipe no L.A. Sparks, prometem um show à parte: ambas já enterraram em jogos da WNBA, e podem se tornar as primeiras mulheres a fazê-lo em uma Olimpíada.

Participações em Olimpíadas: 1976, 1984, 1988, 1992, 1996, 2000, 2004 e 2008
Participações em Mundiais: 1953, 1957, 1964, 1967, 1971, 1975, 1979, 1983, 1986, 1990, 1994, 1998, 2002, 2006
Ranking da Fiba: 1ª colocada
Últimas Olimpíadas (Atenas-2004): Campeã
Campeonato Mundial (São Paulo-2006): 3º lugar
Copa América (Chile-2007): Campeã

Técnico: Anne Donovan

Donovan já havia representado os Estados Unidos com grande sucesso em quadra, ao conquistar duas medalhas de ouro em 1984 e 1988, e foi auxiliar-técnica nos Jogos de Atenas-2004, outro título americano. Donovan é parte do Hall da Fama do Basquete e do Hall da Fama do Basquete Feminino por tudo o que fez como atleta, mas já está entre os principais nomes do mundo como treinadora. Ela comandou o Seattle Storm ao título da WNBA em 2004, além de conquistar bons resultados no basquete universitário com Old Dominion e East Carolina. Como técnica principal dos EUA, porém, Donovan viu a primeira derrota de seu país em um Mundial desde 1994, na semifinal do Mundial de São Paulo-2006, quando perdeu para a Rússia. Apesar disso, seu retrospecto com a seleção é de 46v-6d, e o time arrasou seus oponentes na Copa América de Valdivia, Chile, no ano passado.

Diana Taurasi é uma das cestinhas mais versáteis dos EUA

As convocadas:
Cappie Pondexter (ala-armadora) 1,76m - 7/1/1983 - Phoenix Mercury (EUA)
Seimone Augustus (ala) 1,85m - 30/4/1984 - Minnesota Lynx (EUA)
Sue Bird (armadora) 1,76m - 16/10/1980 - Seattle Storm (EUA)
Kara Lawson (armadora) 1,76m - 14/02/1981 - Sacramento Monarchs (EUA)
DeLisha Milton-Jones (ala-pivô) 1,86m - 11/9/1974 - Los Angeles Sparks (EUA)
Lisa Leslie (pivô) 1,96m - 7/7/1972 - Los Angeles Sparks (EUA)
Tamika Catchings (ala) 1,85m - 21/7/1979 - Indiana Fever (EUA)
Tina Thompson (ala) 1,83m - 10/2/1975 - Houston Comets (EUA)
Diana Taurasi (ala) 1,82m - 11/6/1982 - Phoenix Mercury (EUA)
Sylvia Fowles (pivô) 1,96m - 6/10/1985 - Chicago Sky (EUA)
Katie Smith (armadora) 1,80m - 4/6/1974 - Detroit Shock (EUA)
Candace Parker (ala-pivô) 1,90m - 19/4/1986 - Los Angeles Sparks (EUA)

História Olímpica dos EUA no Basquete

Estados Unidos em Olimpíada é sinônimo de medalhas. Em todas as edições do torneio de que as americanas participaram, sete no total (antes de Pequim), a seleção esteve no pódio. Na primeira edição do torneio feminino de basquete nos Jogos, em 1976, seis times participaram e as amadoras dos EUA foram superiores a quase todas, menos à União Soviética de Semeonova, que as derrotou por 112 a 77 na final.

A seleção americana provavelmente disputaria medalha nos Jogos de Moscou-1980, mas foi impedida de participar por causa do boicote do país à competição. Em Los Angeles-1984, com uma geração brilhante liderada por Donovan, Cheryl Miller (irmã do craque da NBA Reggie Miller), Teresa Edwards e Lynette Woodward, os EUA levaram o ouro sem precisar enfrentar a URSS, que boicotou os Jogos em resposta ao boicote americano de quatro anos antes. O tira-teima veio enfim em 88, em Seul, na semifinal, e as americanas dominaram as soviéticas com atuações inspiradas de Cynthia Cooper e Katrina McClain, vencendo por 102 a 88. Na final, o time bateu a Iugoslávia por 77 a 70 para levar sua segunda medalha de ouro.

Em 92, tudo parecia encaminhado para mais um ouro americano, após a equipe passear em quadra nos três jogos da primeira fase. Entretanto, o time encontrou novamente as arqui-rivais soviéticas, desta vez jogando sob o acrônimo CEI após a queda da União Soviética, e a defesa por zona das européias esfriou o ataque americano, obtendo a vingança pela derrota de 88, 79 a 73. Os Estados Unidos tiveram que se contentar com o bronze, após derrotar Cuba na final de consolação.

Os bronzes em Barcelona e no Mundial de 94, após uma derrota para as brasileiras na semifinal, inspiraram mudanças na estrutura do basquete feminino americano. O país sediaria os Jogos de 96, e por isso o time treinou junto por 10 meses seguidos, formando um retrospecto de 52v-0d na sua preparação. Em Atlanta, a seleção detonou todos os seus adversários, se vingando do Brasil na final com um massacre de 111 a 87. O sucesso da equipe inspirou a criação da versão feminina da NBA, a WNBA, que vem se estabelecendo como uma das principais ligas de basquete profissional feminino no mundo.

Com a queda da URSS, as americanas não tiveram rivais mais fortes que Brasil, Rússia e Austrália nas últimas duas Olimpíadas. Em Sydney-2000, o time passeou rumo ao ouro, batendo as australianas por 76 a 54 na final. Em Atenas-2004, o time teve um pouco mais de dificuldades, mas superou a Rússia na semifinal por 66 a 62 e a Austrália na decisão por 74 a 63 para levar seu quinto ouro olímpico.

Tabela Olímpica (Horários de Brasília)
9 de agosto - EUA x República Tcheca (9h)
11 de agosto - EUA x China (9h)
13 de agosto - EUA x Mali (11h15min)
15 de agosto - EUA x Espanha (9h)
17 de agosto - EUA x Nova Zelândia (11h15min)

Amistosos antes dos Jogos
71 x 67 Austrália (Fiba Diamond Ball)
93 x 58 Rússia (Fiba Diamond Ball)
84 x 74 Letônia (Fiba Diamond Ball)

Notícias dos EUA (BasketBrasil)
http://www.basketbrasil.com.br/internacional/americanas-derrotam-australianas-por-pouco-e-vencem-fiba-diamond-ball
http://www.basketbrasil.com.br/internacional/eua-atropela-russia-e-faz-decisao-do-diamond-ball-contra-australia
http://www.basketbrasil.com.br/internacional/jekabsone-faz-24-pontos-mas-eua-sobrevive-a-letonia-no-diamond-ball
http://www.basketbrasil.com.br/internacional/australia-russia-e-eua-dao-brilho-ao-diamond-ball-feminino-que-comeca-neste-sabado
http://www.basketbrasil.com.br/nacional/estrela-da-selecao-americana-sue-bird-tem-boas-e-mas-lembrancas-do-brasil-elogia-kelly-e-iziane
http://www.basketbrasil.com.br/nba/estrela-do-la-sparks-candace-parker-diz-quero-ser-a-primeira-a-enterrar-nas-olimpiadas
http://www.basketbrasil.com.br/internacional/selecoes-dos-eua-nao-ficarao-na-vila-olimpica-de-pequim
http://www.basketbrasil.com.br/internacional/selecao-norte-americana-feminina-define-elenco-para-pequim

Vídeos:

Treino da seleção feminina americana

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MALI

A equipe de Mali é um exemplo do que os esforços nas categorias de base podem fazer por uma seleção. Desde os anos 90, o país inscreve equipes nas competições de base africanas e quase sempre obtém classificações para os Mundiais Sub-19 e Sub-20 da Fiba. País sem tradição no basquete internacional e africano, a experiência adquirida por suas jovens nestes últimos anos acabou resultando no título continental em 2007 e na primeira classificação da equipe a uma competição da elite internacional.

A vaga olímpica foi obtida com estilo: a equipe dominou seus oponentes com forte defesa e um bom jogo de pivôs e derrotou o anfitrião Senegal na decisão, 65 a 58. As senegalesas são as piores rivais de Mali há anos e haviam derrotado o time na fase de classificação, o que tornou a vitória ainda mais doce. O título foi comemorado como uma medalha de ouro olímpica no país e o presidente de Mali ofereceu a cada uma das jogadoras uma área de terra e uma casa na capital, Bamako, além de prometer a construção de uma nova arena de 5 mil pessoas para receber o Campeonato Africano feminino de 2009 - atualmente, o time treina em uma arena velha para mil pessoas, sem ar condicionado, e com apenas uma bola velha. O presidente da federação de basquete, Hamane Niang, virou secretário da Juventude e do Esporte do país.

Agora, as “Amazonas” vão representar a África nos Jogos e buscar a segunda vitória de um time do continente em Olimpíadas - a primeira aconteceu em Atenas-2004, quando a Nigéria bateu a Coréia do Sul para ficar com a 11ª posição. O time é liderado pela lateral Hamchetou Maiga, vice-campeã da Euroleague feminina neste ano com o Gambrinus Brno, da República Tcheca, e jogadora do Houston Comets da WNBA. Maiga fez universidade nos Estados Unidos, jogando por Old Dominion, e foi a 10ª selecionada do draft de 2002 da liga americana. Além dela, Mali conta com as pivôs Aminata Sininta, de 22 anos, e Djene Diawara, de apenas 20 anos, que produziu 11,1 pontos e 8,8 rebotes em Dakar-2007, sendo a principal reboteira da competição.

Hamchetou Maiga joga na WNBA e na EuroLeague feminina

Participações em Olimpíadas: Nunca participou
Participações em Mundiais: Nunca participou
Ranking da Fiba: 31ª colocada
Últimas Olimpíadas (Atenas-2004): Não participou
Campeonato Mundial (São Paulo-2006): Não participou
Campeonato Africano (Senegal-2007): Campeã

Técnico: José Ruiz

Outros treinadores estrangeiros fracassaram em Mali, mas a própria natureza de Ruiz, francês nascido na Espanha, talvez tenha lhe transformado no candidato ideal para treinar a equipe. Ele vem treinando equipes fortes no basquete feminino francês há 10 anos. Desde que assumiu o Lattes Montpellier, da terceira divisão, no ano passado, vem trabalhando também com as categorias de base do clube. Aceitou o convite para treinar Mali e, em sua primeira competição, foi campeão africano.

As convocadas:
Kadiatou Touré (armadora) 1,74m - 18/01/1983 - ASPTT Alger (ARG)
Nassira Traore - 28/10/1988 - Djoliba (MLI)
Mariatou Diarra (ala-armadora) 1,78m - 20/11/1985 - Dakar Université Club (SEN)
Fatoumata Bagayoko (armadora) 1,65m - 23/5/1988 - Djoliba (MLI)
Diana Gandega (armadora) 1,70m - 2/6/1983 - RC Strasbourg (FRA)
Hamchetou Maiga (ala) 1,85m - 25/4/1978 - Houston Comets (EUA)
Kadiatou Kanoute (ala) 1,78m - 11/6/1978 - La Tronche Meylan Basket (FRA)
Djene Diawara (pivô) 1,92m - 29/1/1988 - Limoges (FRA)
Nagnouma Coulibaly (pivô) 1,92m - 31/5/1989 - Djoliba (MLI)
Meiya Tirera (ala) 1,80m - 15/4/1986 - Djoliba (MLI)
Aminata Sininta (ala-pivô) 1,85m - 23/12/1985 - Djoliba (MLI)
Djénébou Sissoko (ala-pivô) 1,84m - 27/6/1982 - Union University (EUA)

Djénébou Sissoko foi um dos destaques de Mali no Fiba Diamond Ball

História Olímpica de Mali no Basquete

Mali jamais participou de uma Olimpíada no basquete feminino.

Tabela Olímpica (Horários de Brasília)
9 de agosto - Mali x Nova Zelândia (0h15min)
11 de agosto - Mali x República Tcheca (0h15min)
13 de agosto - Mali x EUA (11h15min)
15 de agosto - Mali x China (5h45min)
16 de agosto - Mali x Espanha (22h)

Amistosos antes dos Jogos
52 x 79 Rússia (Fiba Diamond Ball)
43 x 112 Austrália (Fiba Diamond Ball)
67 x 91 China (Fiba Diamond Ball)
55 x 66 Espanha (amistoso)
49 x 72 Canadá (amistoso)

Notícias de Mali (BasketBrasil)
http://www.basketbrasil.com.br/nacional/basquete-feminino/russia-nao-convence-na-vitoria-sobre-mali-e-tenta-encontrar-ritmo-para-pequim-bom-para-o-brasil
http://www.basketbrasil.com.br/internacional/tecnico-de-mali-fala-das-dificuldades-da-equipe-temos-so-uma-bola-para-treinar
http://www.basketbrasil.com.br/internacional/australia-massacra-mali-e-vai-a-final-do-fiba-diamond-ball-feminino
http://www.basketbrasil.com.br/internacional/china-vence-mali-pelo-torneio-diamond-ball-feminino
http://www.basketbrasil.com.br/internacional/australia-russia-e-eua-dao-brilho-ao-diamond-ball-feminino-que-comeca-neste-sabado
http://www.basketbrasil.com.br/nacional/basquete-feminino/espanholas-derrotam-mali-em-amistoso-preparatorio-para-pequim-russia-vence-bielorrussia

Vídeo:
Filmagem de um torcedor da final do Campeonato Africano

August 5, 2008

Rússia não convence na vitória sobre Mali e tenta encontrar ritmo, bom para as brasileiras

Na decisão do quinto lugar do Torneio Fiba Diamond Ball em Haining, a Rússia finalmente venceu, mas não convenceu, liderando o placar no intervalo por apenas 35 a 26 e fechando o jogo contra o fraco time africano de Mali em 79 a 52. As atuais campeãs européias e vice-campeãs mundiais ainda parecem meio fora de sintonia. A campeã mundial Austrália, por exemplo, destruiu este mesmo adversário ontem por 112 a 43, a China derrotou Mali por 91 a 67 na estréia, enquanto as russas somavam três derrotas consecutivas, para Espanha, Letônia e uma surra diante das norte-americanas por 93 a 58. Nesta terça-feira, os destaques da Rússia foram a bela armadora Ilona Korstin, com 12 pontos e cinco assistências, e a ala-pivô Tatiana Shchegoleva, com a mesma pontuação mais oito rebotes. A musa gigante de 2,02m Maria Stepanova (arremessando na foto abaixo) ajudou com 11 pontos, e a armadora norte-americana naturalizada Becky Hammon teve outra atuação discreta com seis tentos e três passes para cesta.

A ala Svetlana Abrosimova, outra russa que está na eleição do Basketbrasil da jogadora mais bonita das Olimpíadas, anotou oito pontos e admitiu que ela e suas companheiras de equipe ainda não atingiram o ritmo ideal de competição. Pelo que mostrou nos jogos de preparação, a equipe do técnico Igor Grudin não justifica tanto favoritismo, está um degrau abaixo de americanas e australianas, e a Seleção Brasileira e outras equipes do Grupo A das Olimpíadas como a própria Letônia esperam que quando o jogo for para valer, a Rússia continue assim, nada imbatível. Já a China vai mostrando sua força sob o comando do técnico australiano Tom Maher e garantiu a terceira posição no Diamond Ball ao derrotar a Letônia por 63 a 51 (34 a 21 no intervalo) com 14 pontos da cestinha Lijie Miao, logo mais Austrália x Estados Unidos se enfrentam numa possível prévia da final olímpica.

“Infelizmente, é verdade, não estamos em um ritmo bom. Nós sempre começamos devagar e não jogamos bem como uma equipe. Os últimos três dias foram um pesadelo para nós. Temos de consertar muitas coisas antes da estréia em Pequim. Individualmente, temos boas jogadoras, mas simplesmente não estamos jogando bem como um time”, disse Abrosimova (14 na foto abaixo) ao site da Fiba, admitindo que o Torneio Diamond Ball foi crucial para a Rússia tomar consciências de suas falhas. “Estou muito feliz que tivemos este torneio porque do contrário teríamos feito isto (falta de forma) no começo das Olimpíadas”, completou a lateral de WNBA.

 

Mesmo contra a inexperiente equipe da África que segundo seu técnico tem apenas uma bola para treinar, a Rússia teve dificuldades no início do jogo embora jamais tenha ficado atrás no placar. O time ganhou o primeiro quarto por 19 a 15, o segundo período foi mais fraco ainda, com apenas 16 pontos das campeãs européias na parcial contra 11 de Mali livrando a vantagem de nove tentos no intervalo. Só nos primeiros cinco minutos da terceira etapa as russas conseguiram engrenar uma boa seqüência de 12 a 3 que aumentou a diferença para 47 a 29, a parcial de 26 a 10 deixou o placar fora de alcance para as africanas. O último quarto começou com 61 a 36 no marcador e o ritmo russo caiu novamente, Mali perdeu a etapa final por apenas 18 a 16.

Becky Hammon, estrela do CSKA Moscou e do San Antonio Silver Stars (WNBA) que virou manchete por causa de sua decisão de aceitar a cidadania russa para realizar o sonho de jogar uma Olimpíada, sentindo que não teria espaço na forte seleção dos EUA, ainda não encontrou o melhor entrosamento com a equipe, afinal fez seu primeiro treino com o grupo no final da semana passada.

“Eu lamento por ela. Eles simplesmente a incomodam demais com esse assunto todo. Estamos tentando ajudá-la. É uma ótima pessoa e grande jogadora”, afirmou Abrosimova.

A Rússia surpreendeu o mundo ao derrotar os Estados Unidos nas semifinais do Mundial de São Paulo em 2006 e os torcedores na Europa passaram a ter altas expectativas de sucesso nos Jogos de Pequim, voltar para casa sem medalha seria tratado como um fracasso retumbante.

“Disseram para nós na Rússia que temos de estar na final olímpica, então isso é muita pressão. No entanto, eu não quero pensar tão longe. Precisamos melhorar e fazer isso imediatamente, vamos encarar jogo a jogo”, finalizou Abrosimova, numa fala que lembra muito o tratamento dado pelo técnico da Seleção Brasileira Paulo Bassul, “encarar jogo a jogo”, o que no caso do Brasil se aplica muito bem por ser uma equipe renovada e considerada franco-atiradora após a saída de cinco jogadoras importantes do grupo do Mundial-2006 (Janeth, Helen, Iziane, Cíntia Tuiú e Alessandra), além do desfalque da nossa principal pivô Érika de Souza, que não se recuperou a tempo de uma fratura na perna sofrida jogando pelo Atlanta Dream, lanterna da temporada da WNBA.

Após vencer a Espanha por 64 a 59 ontem, as brasileiras fazem nesta quinta-feira às 4h da madrugada (horário de Brasília) seu último jogo-treino antes da estréia no torneio olímpico contra a Coréia do Sul no sábado, o adversário no amistoso final é o time da Nova Zelândia, que está no Grupo B das Olimpíadas e é cotado apenas para ficar na quinta posição dessa chave à frente de Mali, os favoritos para a classificação às quartas-de-final são EUA, República Tcheca, Espanha e a anfitriã China.

August 4, 2008

Técnico de Mali fala das dificuldades da equipe: “Temos só uma bola para treinar”

Filed under: Internacional, Seleções — Tags: , , — Adriano Albuquerque @ 1:34 pm

O Fiba Diamond Ball é apenas um torneio comum de preparação para os Jogos Olímpicos de Pequim para a maioria dos participantes, com exceção de Mali. Para o grupo de mulheres da equipe africana, trata-se de seu primeiro torneio de alto nível internacional na história, após ser campeã africana no ano passado e obter a classificação inédita para uma Olimpíada - o basquete feminino maliano jamais foi sequer ao Mundial da Fiba.

A julgar pelas condições de treino descritas pelo técnico José Ruíz, é difícil entender como as africanas conseguiram sequer chegar tão longe. “Nós temos apenas um ginásio no país inteiro, que fica na capital, Bamako. A quadra é tão pobre que eu e você nem estacionariamos nossos carros lá. O assoalho está longe de ser nivelado e é cheio de buracos. É uma arena com capacidade para mil pessoas, mas é tão suja que não dá para ver o chão de madeira”, disse Ruíz em entrevista ao site oficial da Fiba em Haining.

“Já que não há ar condicionado, o ginásio tem buracos nas paredes para que algum ar entre, mas isto traz muita poeira e o chão nunca é varrido. Às vezes temos 30 garotas treinando ao mesmo tempo, com apenas uma bola de basquete. Só temos uma bola e é tão velha e gasta que não dá nem para determinar a cor. A quadra não tem muita iluminação além de algumas lâmpadas. Às vezes as jogadoras treinam 40 minutos, alguns dias eças não conseguem por causa das condições da quadra”, acrescentou o treinador.

Ruíz, um espanhol naturalizado francês que treinou algumas equipes femininas na França, aceitou o desafio de treinar a seleção de Mali no ano passado e teve sucesso logo em sua primeira grande competição, liderando o time ao título africano. “Eu estou trabalhando com a seleção de Mali, entre outros motivos, porque são um ótimo povo e quero ajudá-los o máximo possível. Entretanto, estamos em falta de todos os tipos de meio: não há uma cultura de basquetebol, nem meios financeiros”, admitiu.

No entanto, a realização do sonho de se classificar a uma Olimpíada pode ser o começo de mudanças no país. O governo certamente mostrou gratidão pela classificação, distribuindo áreas de terra e uma casa na capital para todas as jogadoras e prometendo a construção de uma nova arena. “Depois que batemos Senegal na final do Campeonato Africano e nos classificamos aos Jogos Olímpicos de Pequim, nosso presidente (da federação de basquete) foi nomeado ministro dos esportes e eu recebi cidadania de Mali e a distinção mais alta no país. Foi um sucesso enorme para Mali, já que Senegal vinha conquistando o título nas 19 ocasiões anteriores, e nós as derrotamos em sua quadra, em Dakar! O fato que uma empresa chinesa está atualmente construindo uma arena de última geração e capacidade para 6 mil pessoas em Bamako é uma ótima notícia para nós e para o futuro do basquete maliano”, disse Ruíz.

Para os Jogos Olímpicos, Mali não poupou esforços e foi para o exterior cedo, obter experiência. “Passamos 10 dias em Jerez de la Frontera, na Espanha, e algum tempo na França. Mas estas jogadoras não estão acostumadas a treinar diariamente e em boas condições, com boas arenas, etc. É algo que nós temos de ensiná-las de pouco em pouco. Elas têm de aprender através de trabalho duro e disciplina”, explica o técnico, cujo próximo passo no desenvolvimento da equipe é levar as jogadoras para clubes estrangeiros.

“Minha esperança é que possamos levar quatro, cinco ou seis das minhas jogadoras para competir na Europa após os Jogos Olímpicos. Nós atualmente temos uma jogadora (Hamchetou Maiga, do Houston Comets) jogando na WNBA, três na segunda divisão da França e uma na Argélia, onde a competição é extremamente pobre. Mas meu objetivo é que, após as Olimpíadas, quatro, cinco ou seis de minhas jogadoras assinem com times europeus, na França, Bélgica e Espanha, para que possam aprender tudo de novo”, contou Ruíz.

Em Haining, o time teve bons momentos: equilibrou o jogo com a anfitriã China por três quartos antes de perder por 91 a 67, e chegou a empatar o jogo com a campeã mundial Austrália em 21 pontos no início do segundo período, antes de ser massacrada no resto do caminho e perder por 112 a 43. Em Pequim, a equipe estará no Grupo B, junto a China, Nova Zelândia, EUA, Espanha e República Tcheca.

Austrália massacra Mali e vai à final do Fiba Diamond Ball feminino

Filed under: DESTAQUES, Internacional, Seleções — Tags: , , , , — Adriano Albuquerque @ 7:12 am

A Austrália garantiu vaga na decisão do torneio Fiba Diamond Ball, preparatório para os Jogos Olímpicos de Pequim, com um verdadeiro massacre contra Mali, 112 a 43, nesta segunda-feira em Haining, China.

Apesar da derrota, as campeãs africanas surpreenderam positivamente no primeiro quarto, quando mantiveram a partida equilibrada e perderam apenas por 21 a 19. A lateral Hamchetou Maiga, do Houston Comets da WNBA, empatou o jogo em 21 pontos na primeira cesta do segundo período. Entretanto, a realidade bateu duramente no resto do quarto, quando as campeãs mundiais fizeram 30 pontos e sofreram apenas três, levando uma vantagem de 51 a 24 para o intervalo. A ala-pivô Lauren Jackson iniciou a dominação com uma bandeja e uma cesta de 3 pontos, e Emma Randall encerrou o primeiro tempo com uma cesta de 3 logo antes do soar da sirene.

As “Opals” venceram o terceiro período por 30 a 15 e o jogo já estava decidido, mas não tiraram o pé do acelerador nem no último período, fazendo 31 a 4 para humilhar a modesta seleção africana, que participa de um torneio internacional de alto nível pela primeira vez na história - Mali jamais participou de um Mundial Fiba ou de uma Olimpíada e fará sua primeira aparição justamente em Pequim. “Este é o primeiro grande torneio internacional delas. Elas estão no começo de uma curva de aprendizado, mas batalharam até o final”, comentou a treinadora da Austrália, Jan Stirling.

Kadiatour Touré faz uma bandeja para Mali; Penny Taylor passa pela rival para uma bandeja australiana

Dos 43 pontos de Mali, 14 foram de Djenebou Sissoko, 13 de Maiga e nove de Djene Diawara, que ainda buscou oito rebotes. As africanas esbarraram na forte defesa australiana, que lhes forçou a 25 erros, e à sua própria inexperiência e afobação. A equipe acertou apenas 17 de 50 arremessos de quadra, um aproveitamento de 34%, incluindo uma cesta de 3 pontos em 12 tentativas. A seleção da Oceania, uma das três principais favoritas ao título olímpico, acertou 53,2% de seus arremessos e fez 29 assistências no total, contra seis bolas perdidas - mesmo total de assistências das africanas.

Jackson voltou a mostrar grande forma, com 24 pontos que incluíram seis cestas em sete chutes de 2 pontos e três cestas de 3 pontos. A ala-pivô reserva Laura Summerton aproveitou bem o tempo de quadra extra, recebido graças à facilidade da partida, e marcou 13 pontos; Belinda Snell e Hollie Grima tiveram 12 pontos cada e Rohanee Cox acrescentou 11.

August 2, 2008

China vence Mali pelo Torneio Diamond Ball Feminino

Filed under: Internacional, Seleções — Tags: , , , — Linelson Y Castro @ 3:09 pm

A Seleção Feminina da China venceu Mali na estréia no Torneio Diamond Ball, por 91 a 67 nesse sábado na China. Mali consegue segurar as donas da casa por três períodos, mas sucumbiu no último período quando perdeu por 30 a 17, tendo as chinesas vencido os últimos 5 minutos de jogo com uma parcial de 17 a 4, fechando a partida com 24 pontos de vantagem.

A China teve um melhor aproveitamento nos arremessos de quadra (50.7% a 46.3%), mas perdeu a disputa pelos rebotes (34 a 29). Porém, o jogo coletivo da africanas não funcionou, distribuindo míseras 2 assistências na partida e assim dependendo de jogadas individuais. Já a China distribuiu 19 assistências e cuidou melhor da posse de bola, tendo 15 erros contra 20 de Mali.

A pivô Nan Chen, de 1,95m, liderou a vitória com 24 pontos e 5 rebotes em 26 minutos de jogo, acertando 9 de 13 arremessos de quadra. Feifei Sui adicionou 13 pontos e 5 rebotes. Miao e Chen adicionaram 11 pontos cada uma. A ala Lan Bian marcou 8 pontos e distribuiu 5 assistências.

O dia era realmente das pivôs. Pelo lado das campeãs africanas, a pivô Djénébou Sissoko foi o destaque com 24 pontos, 7 rebotes e 3 roubos de bola. Hamchetou Maiga também esteve em destaque, com 17 pontos e 5 rebotes. Sininta foi a outra atleta a equipe a ter dígitos duplos na pontuação, com 10 pontos.

A China volta a quadra nesse domingo para enfrentar a Austrália, da musa Lauren Jackson. Já Mali, pega as australianas na segunda-feira. Os jogos finais serão disputados na terça, dia 5.

August 1, 2008

Austrália, Rússia e EUA dão brilho ao Diamond Ball feminino, que começa no sábado

Filed under: DESTAQUES, Internacional, Seleções — Tags: , , , , , , , — Adriano Albuquerque @ 4:00 pm

O Fiba Diamond Ball, torneio preparatório para os Jogos Olímpicos de Pequim, coroou seu campeão na categoria masculina nesta quinta-feira, com a Argentina levando o ouro. A partir deste sábado, é a vez das mulheres entrarem em quadra, em Haining, China, para disputarem a versão feminina do torneio. A competição promete ser uma prévia ainda melhor das Olimpíadas, já que terá as três maiores favoritas ao ouro: Austrália, Estados Unidos e Rússia. Os outros três participantes, China, Letônia e Mali, também estão classificados aos jogos.

Das três forças, porém, apenas as russas estreiam neste sábado, às 4h30min (horário de Brasília) da manhã, contra a Letônia. A anfitriã China encara Mali logo após, às 8h30min.

As australianas são as atuais campeãs mundiais e derrotaram a Seleção Brasileira duas vezes nesta semana, ambas as ocasiões sem a ala-pivô Lauren Jackson, que estava disputando a WNBA pelo Seattle Storm. A musa loura vem fazendo uma temporada digna de MVP (Jogadora Mais Valiosa), prêmio que conquistou na última temporada, e se junta ao time comandado pela ala Penny Taylor, melhor jogadora do Mundial de São Paulo-2006 e cujo desfalque para treinar junto com a seleção está deixando o Phoenix Mercury, atual campeão da WNBA, fora da zona de classificação aos playoffs. A base da equipe ainda é a mesma do Mundial, treinada por Jan Stirling. Elas estreiam no domingo, contra a anfitriã China.

Os Estados Unidos, por sua vez, fará seu primeiro e único teste antes das Olimpíadas. A seleção chegou a participar do evento-teste do basquete em Pequim no começo do ano e vem fazendo amistosos ao longo dos últimos dois anos, mas várias das jogadoras que participaram não foram convocadas e todas as 12 do elenco estavam em ação pela WNBA. De qualquer forma, a equipe, que busca seu quarto ouro olímpico consecutivo, conta com o retorno da pivô Lisa Leslie, líder da seleção nos últimos 14 anos, que esteve ausente no Mundial por causa de lesão e dos amistosos do ano passado por causa de gravidez, além de uma base que inclui outras medalhistas olímpicas como Diana Taurasi, Katie Smith, Tina Thompson e Sue Bird e promessas como Candace Parker, Seimone Augustus e Cappie Pondexter. O primeiro jogo das americanas no torneio é contra a Letônia, também na madrugada de domingo.

A Rússia foi vice-campeã no Mundial de 2006, acabando com uma invencibilidade de 12 anos dos EUA em grandes competições internacionais na semifinal disputada no Ibirapuera. A equipe ainda conta com a armadora Ilona Korstin e a pivô Maria Stepanova, grandes destaques da campanha em São Paulo, mas sofreu uma derrota desmoralizante em seu último amistoso, 90 a 73 para a Espanha de Anna Montañana e Alba Torrens. Apesar disso, a expectativa é grande para a estréia da armadora Becky Hammon, americana que gerou polêmica nos Estados Unidos ao anunciar que aceitou uma proposta para se naturalizar russa e disputar os Jogos. Apesar de ser candidata a MVP na WNBA e grande nome do líder da Conferência Oeste, San Antonio Silver Stars, Hammon disse jamais ter sido considerada para a seleção americana e que aceitou defender a Rússia por sonhar em jogar uma Olimpíada.

Dos outros três países participantes da competição, a seleção mais forte é a da Letônia, que se classificou aos Jogos no Pré-Olímpico Mundial de Madri e é uma das forças européias do esporte. A equipe entrou no torneio no lugar do Japão, que não vai a Pequim e decidiu retirar seu time do Diamond Ball.

Mali deve ser o “saco de pancadas” tanto no Diamond Ball quanto em Pequim: as campeãs africanas fazem sua primeira aparição internacional fora da África. O maior destaque é Hamchetou Maiga-Ba, jogadora do Gambrinus Brno, da República Tcheca, finalista da Euroleague feminina neste ano. Já as chinesas, vice-campeãs asiáticas, tentam não fazer feio frente à sua torcida. A equipe comandada pelo australiano Tom Maher surpreendeu no evento-teste de Pequim, quando superou as americanas - sem Lisa Leslie - na final, e inclusive derrotou o Brasil em amistoso antes do Pré-Olímpico de Madri.

Confira a tabela do Fiba Diamond Ball feminino (horários de Brasília):

GRUPO A
2/8 (sábado) 8h30min - Mali x China
3/8 (domingo) 4h30min - China x Austrália
4/8 (segunda-feira) 4h30min - Austrália x Mali

GRUPO B
2/8 (sábado) 4h30min - Rússia x Letônia
3/8 (domingo) 8h30min - Letônia x EUA
4/8 (segunda-feira) 8h30min - EUA x Rússia

Finais (5/8, terça-feira)
Decisão de 5º lugar (3h) - 3º do A x 3º do B
Decisão do 3º lugar (5h) - 2º do A x 2º do B
Finalíssima (8h30min) - 1º do A x 1º do B

July 20, 2008

Espanholas derrotam Mali em amistoso preparatório para Pequim, Rússia vence Bielorrússia

Filed under: Basquete Feminino, Internacional, Seleções — Tags: , , , , — basketbrasil @ 10:05 am

Em seu primeiro amistoso após a reapresentação, a Espanha não jogou bem e viu Mali liderar a primeira metade do jogo (26 a 25). Sem convencer, o time espanhol ganhou por 66 a 55.

A seleção mais uma vez começa a preparação sem Amaya Valdemoro, com seus infindáveis problemas físicos. Na ausência da estrela, Laia Palau foi a cestinha, com 13 pontos. Elisa Aguilar, com 12 (em 4 bolas de 3 pontos) e Anna Montañana, com outros 12, também se destacaram. Nuria Martínez, que não jogou no Pré-Olímpico por contusão, teve 9.

Na seleção de Mali, também desfalcada de sua estrela Hamchetou Maiga, em ação na WNBA, Diawara assumiu a responsabilidade e marcou 18 pontos. A ala DJ Sissoko (que joga na NAIA, liga universitária americana) colaborou com 10. E a ala-pivô Nagnouma Coulibaly (de 19 anos e 1,89m que joga na Segunda Divisão da França) teve 9.

A Rússia venceu a Bielorrússia por 87 a 71 (25-19, 31-19, 15-14, 16-19), em amistoso realizado na cidade de Minsk, capital da Bielorrússia. Pela Rússia, a pivô Maria Stepanova marcou 21 pontos e pegou 6 rebotes. Ilona Korstin marcou 11 pontos. Maria Kuzina, Marina Karpunina e Tatiana Schegoleva marcaram 10 pontos, cada uma. Pela Bielorrússia, Anastasya Verameyenka, Katsiaryna Snytsina e Tatyana Troina marcaram 11 pontos, cada uma.

Na reapresentação da seleção espanhola, as treze jogadoras foram reavaliadas pelo médico-endocrinologista Antonio Escribano, que não disfarçou o entusiasmo com os resultados.

Com o acompanhamento médico e orientação dietética, a seleção reduziu 45 quilos em relação à temporada passada.

“A porcentagem de massa muscular aumentou, mas ainda pode melhorar.” ponderou o especialista. “Sem dúvida, elas estão em forma para Pequim”, conclui.

Ah se a moda pega…

(Bertrand, Painel do Basquete Feminino)

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