December 3, 2008
Se no duelo entre Americana e Catanduva sobrou emoção, na outra série semifinal entre Ourinhos e Santo André o óbvio aconteceu. A equipe de Ourinhos, que teve a melhor campanha na primeira fase, aproveitou o fato de jogar no seu Ginásio Monstrinho e bateu a equipe do Grande ABC por 87 a 67 (50 a 24 no intervalo). Com esse resultado, Ourinhos abriu 2 a 0 na série melhor-de-cinco e precisa de apenas mais uma vitória para avançar a final.
A boa distribuição ofensiva foi um dos trunfos do time da casa na noite desta segunda-feira. A pivô Mamá terminou a partida com 20 pontos e foi a cestinha da partida. Ela ainda conseguiu seis assistências e foi eleita a jogadora da partida pelo comentarista da SPORTV, Alberto Bial, que também trabalha como técnico do time masculino do Joinville.
A ala-pivô Êga mostrou mais uma vez porque foi a jogadora mais eficiente da primeira fase do Nacional. Êga fez 15 pontos, pegou seis rebotes, distribuiu três passes para cesta, deu dois tocos e totalizou 24 pontos de eficiência. A armadora Vanessa Gattei somou 13 tentos, deu cinco passes perfeitos e recuperou três bolas. As outras armadoras do time comandado por Urubatan Paccini também tiveram boas apresentações. Chuca fez 10 pontos e pegou oito rebotes enquanto que Bethania assinalou 11 tentos.
Ourinhos liquidou a fatura logo no primeiro tempo. A equipe da casa começou o duelo com tudo e logo abriu vantagem de 10 a 2, não deixando a equipe de Santo André respirar, para loucura da técnica Laís Elena. O Santo André precipitou a maioria de suas jogadas e foi amplamente dominado nos rebotes, resultado: Ourinhos abusou do jogo de transição, se beneficiando da velocidade das armadores Vanessa Gattei e Chuca, conseguindo cestas fáceis. As bolas de 3 do time anfitrião também caíram e a equipe do interior terminou o primeiro quarto com quinze tentos de vantagem, 29 a 14.
No segundo quarto, nada mudou. Apesar dos gritos de Laís Elena, seu time não se encontrava em quadra e o que se viu foi a continuação do passeio de Ourinhos. Gattei e Mamá acertaram chutes de 3 consecutivos e a diferença chegou a estrondosos 27 pontos na metade do segundo período, 41 a 14. O time do ABC ainda conseguiu “equilibrar” as ações antes do intervalo, mas foi para o vestiário com uma missão quase impossível, já que perdia por 26 pontos, 50 a 24.
A bronca de Laís Elena parece ter surtido algum efeito. O Santo André voltou com outra atitude no segundo tempo e conseguiu neutralizar as principais armas ofensivas de Ourinhos. Além disso, o time forasteiro equilibrou a disputa pelos rebotes. A pivô Simone e a ala Patrícia lideraram a reação das andreenses, que cortaram a distância para 18 pontos ao final do terceiro período, 70 a 52. Porém, mesmo com a melhora, Santo André não conseguiu ameaçar a vitória do adversária. Ourinhos teve tranquilidade e apenas administrou a ponta durante todo o último quarto, freando qualquer início de reação das rivais e garantindo a vitória.
“Hoje jogamos muito melhor do que no primeiro jogo. Construímos a partida no primeiro tempo, com um ritmo forte e uma defesa firme. O resultado foi essa boa vitória por uma diferença de 20 pontos”, declarou a pivô Mamá.
Para a pivô Simone, de Santo André, que anotou 13 pontos e pegou 10 rebotes, o elenco de Ourinhos é o fator que desequilibra a série: “Ourinhos reveza o time e o nível não cai. Isso faz toda a diferença na partida. Mas em Santo André pretendemos complicar mais a vida delas. Vamos trabalhar para errar menos e jogar melhor”, revelou a pivô. A cestinha do time do ABC foi Patrícia, autora de 15 tentos.
As duas equipes voltam a se enfrentar nesta sexta-feira (18h30 de Brasília), no Ginásio Pedro Dell’Antonia, em Santo André.
FICHA TÉCNICA
OURINHOS (29 + 21 + 20 + 17 = 87)
Gattei (13pts), Chuca (10), Micaela (4), Êga (15 e 6 rebotes) e Mamá (20, 6 assistências e 5 rebotes). Depois: Ariadna (9), Karen (5), Bethânia (11), Tatiana (0), Danila (0) e Fabiana (0). Técnico: Urubatan Paccini.
SANTO ANDRÉ (14 + 10 + 28 + 15 = 67)
Kátia (11pts), Glauce (8), Dominick (11), Patrícia (15) e Simone (13 e 10 rebotes). Depois: Ângela (3), Luciane (2) e Vanuzia (4). Técnica: Laís Elena.
October 25, 2008
O clássico entre Açúcar Cometa/Unimed/Catanduva e Colchões Castor/FIO/Unimed/Ourinhos movimentou a rodada desta sexta-feira do Campeonato Nacional Adulto Feminino. O duelo foi disputado no Ginásio Anuar Pachá, em Catanduva, mas as meninas do Ourinhos não se incomodaram com a pressão da torcida e se “vingaram” da derrota na final do Paulista com a vitória por 75 a 72 (37 a 43 no intervalo).
A coletividade foi o principal trunfo da equipe visitante no duelo. Nada menos que cinco jogadoras marcaram 10 pontos ou mais. A trupe foi liderada pela pivô Mamá, que assinalou 17 pontos e ainda pegou sete rebotes. A armadora Vanessa Gattei contribuiu com seus 14 tentos e foi seguida da ala-pivô Êga com 11 pontos, sete sobras e sete assistências. A reserva Karen também conectou 11 tentos enquanto que a lateral Micaela encestou 10 pontos.
A pivô Tatiana, de Ourinhos, ressaltou a virada de sua equipe no segundo tempo: “Foi um jogo disputadíssimo. Não começamos bem na defesa e acabamos perdendo o primeiro tempo por seis pontos (37 a 43). Voltamos do intervalo marcando um pouco melhor e conseguimos segurar a vantagem no final. O importante foi a vitória contra um adversário tão forte como Catanduva. Agora é trabalhar para defender melhor nas próximas partidas”, analisou a jogadora de 27 anos.
Pela equipe de Catanduva a cestinha foi a ala-armadora Palmira, que conectou 20 pontos. A jogadora também conseguiu seis rebotes e três recuperações de bola. As pivôs Silvia e Izabela também tiveram atuações destacadas com 17 e 15 pontos, respectivamente. Ambas também pegaram sete rebotes e Silvia ainda recuperou quatro bolas.
Em segundo lugar está Ourinhos com 87.5% em oito jogos (sete vitórias e uma derrota). Já o time de Catanduva, comandado por Edson Ferreto, mesmo com a derrota, ocupa a terceira posição com aproveitamento de 62,5% em oito partidas (cinco vitórias e três derrotas).
A rodada deste sábado terá a realização de três jogos. Às 16h, em Florianópolis, o Clube/Doze/Floripa (SC) recebe a visita do São Bernardo/Metodista/Associação (SP). A partir das 17h, o líder Unimed/FAM/Goodyear/Americana recebe a visita do São Caetano e, fechando a rodada, às 20h30, o Sport/Faculdade Maurício de Nassau (PE) duela contra o Mangueira/Petrobras (RJ), em jogo que será realizado em Recife.
October 21, 2008
O 11º Campeonato Nacional feminino de basquete feminino deu ao público brasileiro um presente para lá de especial: o retorno de grandes atletas da Seleção Brasileira ao país. Duas delas, as pivôs Êga e Mamá, estão de volta à terrinha para ajudar a equipe de Ourinhos a conquistar o pentacampeonato inédito da competição, depois de um bom tempo na Europa. Êga vem de uma boa temporada no Zaragoza, da Espanha, enquanto Mamá retorna da Itália, onde defendeu o Carpenedolo.
Mamá é a atleta que morou por mais tempo fora do Brasil. Em 2000, com apenas 22 anos e recém casada, foi tentar a vida na França, onde viveu por quatro anos seguidos, em Nice e em Mondeville. Depois, foi jogar por seis meses no Madalloni, na Itália, mas voltou ao Brasil por falta de pagamento. Disputou três partidas do Campeonato Paulista de 2006, pelo Ponte Preta, antes de retornar à França, desta vez para o Villeneuve. Depois, mais uma vez na Itália, no Carpenedolo, de onde chegou há um mês.
“Morar fora é uma experiência fantástica, tanto pessoal quanto profissional. Fui para a Europa jovem, gostei muito, principalmente depois que superei a barreira do idioma. Quando aprendi a falar francês e inglês tudo ficou mais fácil, até aprender italiano. Na Europa, a cobrança é grande, mas valeu a pena, pois evolui demais. Morei em cidades lindíssimas na França e na Itália, além de conhecer outros países disputando competições como a Eurocopa e a Eurloliga. Fui a lugares diferentes e belíssimos como Eslováquia, Turquia. São momentos que o basquete me deu e que nunca esquecerei”, disse Jucimara.
Êga iniciou sua jornada européia em 2005 quando, depois de conquistar o vice-campeonato nacional por Americana, foi para o Celta Virgouban, na Espanha. Voltou para o Brasil, defendendo o São Caetano no Campeonato Paulista. Depois de três meses no clube francês Valenciennes, Êga foi novamente para a Espanha, e jogou em três equipes: Porta XI Ensino, Celta de Vigo e Filtros Mann Zaragoza. Para a pivô, de 30 anos, esta última experiência foi especial, pois ficou na equipe durante toda a temporada (sete meses).
“Essa última estada na Espanha foi bem diferente. Quando fui para a França e as duas vezes que joguei na Espanha, era para completar o grupo já nos últimos três meses da temporada. Desta vez, cheguei logo no início. O time tinha acabado de começar a pré-temporada. Foi uma experiência nova e gostosa, em que me senti parte de um todo. Peguei o trabalho do início até o fim. O time era formado por meninas novas, de 19 e 20 anos. No início, era a única estrangeira na equipe. Depois veio mais um reforço e a Franciele chegou no meio da temporada. O objetivo do time era não cair para a segunda divisão e conseguimos alcançar essa meta”, afirmou.
Na hora de fazer as malas e morar longe dos amigos e do país de origem, ter o apoio da família é fundamental. Mamá tem no seu marido, Denis, o seu anjo da guarda.
“A presença do Denis me ajudou demais. Ele foi um apoio sensacional em todos os momentos. A minha mãe tem medo de avião e o meu pai fica fazendo companhia a ela no Paraná. Mas eles me ajudam bastante, orando e torcendo pelo meu sucesso”, explica Mamá.
Além de cremes e o famoso feijão preto, Êga carregou para a Espanha seu irmão Júlio César, que foi uma companhia ótima nos últimos sete meses que passou em Zaragoza.
“Ele cuida das minhas coisas, faz minha comida, é um companheirão. Também fiz muitos amigos em Zaragoza e na igreja de lá, o que ocupa boa parte do meu tempo livre. Encontrei muitos brasileiros e minha vida social ficou bastante agitada. A gente fez festa no Natal e no Ano Novo. Não dá para se sentir sozinha em momento algum”.
Mesmo vivendo em países diferentes e falando cada uma um idioma, uma palavra estrangeira faz os olhos das duas brilharem: “solde”, em francês para Mamá, e “rebajas” em espanhol para Êga. Significado? Liquidação. É a festa para as duas pivôs.
“As liquidações na Europa são ótimas e eu adoro compras. O número de malas dobra na volta ao Brasil, mas vale a pena. É o nosso grande momento fora das quadras”, lembra Êga.
“Qual mulher que não gosta de comprar, ainda mais na época das promoções? Eu amo, o problema é pagar o excesso de bagagem para voltar para casa, mas é uma felicidade enorme”, comemora Mamá.
Outro ponto que une as duas atletas é a alegria de estar de volta e defender a forte equipe de Ourinhos. Mamá não esconde a felicidade de jogar em solo brasileiro e conquistar mais um título do Nacional. A pivô foi campeã em 2000, pelo Paraná Basquete.
“Estou muito feliz. O povo brasileiro é diferente mesmo, mais caloroso e simpático. Estou em uma ótima equipe, numa cidade que gosta de basquete e quero muito ser campeã nacional de novo. E o melhor de tudo é estar mais próxima da minha família”, disse Mamá.
“Quando saí do Sul, Ourinhos foi meu primeiro clube em São Paulo e tenho muito carinho pela cidade. Aqui tenho uma segunda família. Fico muito honrada em ter jogado em Ourinhos na estréia da equipe no Nacional (2001) e de ter conquistado o título em 2005. Agora vamos lutar pelo pentacampeonato”, afirma Êga.
(CBB)
October 7, 2008
Do UOL Esporte
Em São Paulo
O Campeonato Nacional feminino começa nesta terça-feira com o mesmo cenário das últimas edições. São nove clubes participantes, representantes de quatro estados e o mesmo favorito: Ourinhos, atual tetracampeão, foi o time que melhor se reforçou para a competição.
O Ourinhos/Colchões Castor/Fio/Unimed foi vice-campeão paulista, derrotado na final pelo Catanduva/Açúcar Cometa/Unimed. O campeão estadual, porém, perdeu suas duas principais jogadoras, a ala Karla e a armadora Natália, e chega desfigurado para a competição.
Já Ourinhos trocou de treinador, saindo o técnico da seleção brasileira Paulo Bassul e entrando o antigo auxiliar, Urubatan Paccini. A mudança de jogadoras, porém, não diminuiu a força: Karen, Chuca e Micaela ganham a companhia de suas colegas de seleção olímpica, Êga e Mamá.
“Elas chegam com uma bagagem maior, com experiência conquistada jogando basquete no nível mais alto e isso faz a diferença”, admite Paccini, que vai tentar mudar o estilo de jogo do time vice-campeão paulista para a competição.
“Muda o comando e a forma de trabalhar. O Paulo é excelente. Aprendi bastante com ele, assim como foi com o (antecessor de Bassul, Antonio Carlos) Vendramini. Mas cada um tem seu jeito e eu tenho o meu”, explica Paccini.
E esse jeito deve ser diferente do de Bassul. Sem atacar o antecessor, mas deixando clara a diferença de opiniões, Paccini afirma que, em sua filosofia, as jogadoras podem render mais. “Eu tento fazer com que o time jogue mais livre, com mais liberdade, sem tantas jogadas marcadas. Cada atleta pode esgotar sua parte técnica, sem esquecer do conjunto”, diz.
Capitã do Colchões Castor/Fio/Unimed, Chuca tenta mais um título com quinteto de atletas da seleção olímpica do Brasil
OS CLUBES DO NACIONAL 2008/09
Sport Recife/Maurício de Nassau (PE)
Mangueira/Petrobras (RJ)
Clube Doze/Floripa (SC)
Catanduva/Açúcar Cometa/Unimed (SP)
Santo André (SP)
São Bernardo/Metodista/Associação (SP)
São Caetano (SP)
Americana/Unimed/FAM/Goodyear (SP)
RODADA DESTA TERÇA-FEIRA
18h - Mangueira x Florianópolis
19h30 - Sport x São Bernardo
20h - Americana x Ourinhos
20h - São Caetano x Catanduva
Favorito, Ourinhos estréia com o time que promete ser a segunda força da competição, Americana. Às 20h, no Ginásio Centro Cívico, o Americana/Unimed/FAM/Goodyear recebe o time de Paccini apresentando sua nova equipe, com Karla, principal jogadora do Catanduva no título paulista, a veterana Adriana Santos, que volta da Europa, e comandado pela ex-jogadora Branca.
“A equipe foi montada há pouco tempo, disputou o Campeonato Paulista, se reforçou para o Nacional e precisa de tempo para se ajustar”, avisa Karla. “Estou muito satisfeita por voltar ao Brasil e poder jogar o Nacional”, completa Adriana.
Treinador da seleção, Paulo Bassul fica sem equipe no Brasileiro
Adalberto Leister Filho
Da Folhapress
Em São Paulo
Técnico da seleção brasileira feminina e dono de três títulos em Nacionais, Paulo Bassul inicia a principal competição de clubes do país sem lugar no banco de nenhuma das equipes.
“Tenho minhas obrigações como técnico da seleção brasileira, mas acredito que, para um treinador, a vivência diária no clube é importante”, lamenta Bassul, dispensado pelo Ourinhos após a perda do Paulista.
O treinador é dono de um dos melhores históricos no Nacional. Foi finalista em cinco das seis edições em que esteve à frente de um time. Apenas Antonio Carlos Vendramini, também ausente da disputa, possui currículo mais vitorioso, com quatro troféus em seis finais.
O treinador enfrentou problemas em 2008. No Pré-Olímpico de Madri o Brasil conquistou, no sufoco, a última vaga para a Olimpíada. Mas o grupo perdeu a ala Iziane, que se rebelou contra Bassul e foi cortada.
Em Pequim, sem Érika, o Brasil amargou seqüência de derrotas e ficou em penúltimo nos Jogos. Foi a pior participação olímpica da seleção. Depois, ele dirigiu o Ourinhos na malfadada final contra o Catanduva.
October 3, 2008
A equipe do Ourinhos/Colchões Castor/FIO/Unimed (SP) treina animada em busca do quinto título consecutivo do Campeonato Nacional feminino, que começa nesta terça-feira (dia 7). Para ser bem sucedido nessa empreitada, o time paulista conta com um novo técnico, substituindo Paulo Bassul. Urubatan Paccini, auxiliar técnico da equipe desde 2005, assume o comando com a missão de manter a trajetória de conquistas do clube. Paulista de Assis, o treinador sempre trabalhou com equipes femininas da cidade. Nas temporadas 2003/2004, dirigiu o time masculino do Conti/Assis e levou o clube à Divisão A-1 do Campeonato Paulista. Em 2005, foi para o Ourinhos, onde conquistou como assistente os títulos do Nacional de 2006 e 2007. Aos 59 anos, Urubatan está feliz com o novo rumo de sua carreira.
“É uma responsabilidade grande, mas estou muito motivado com essa nova fase da minha carreira. Tenho mais de 30 anos de basquete e não posso ter medo de novos desafios. Tenho um grupo ótimo nas mãos, talentoso e vamos com muita raça e talento em busca de mais um título para a cidade de Ourinhos, que tanto nos apóia”, disse.
O treinador explica que o tetracampeão brasileiro manteve sua base, com Karen, Chuca, Bethânia, Gattei, além de atletas juvenis. Como reforço, Ourinhos trouxe a ala Micaela e as pivôs Êga e Mamá, todas presentes na Seleção Brasileira que disputou os jogos Olímpicos de Pequim. Urubatan aposta na consistência para vencer.
“Temos uma equipe que joga com muita regularidade. Com tantas atletas de alto nível, podemos fazer um bom revezamento sem perder a qualidade. Essa é uma das maiores armas de Ourinhos. Vamos trabalhar duro para que isso se mantenha ao longo de todo campeonato.”
Quanto à estréia contra Americana, Urubatan prega cuidado.
“Americana é um time que investiu bastante para ser campeão e se tornou uma equipe muito perigosa. Temos que jogar com atenção. Estréia é sempre tensa para as duas equipes e vamos entrar em quadra concentrados para começar a competição com o pé direito.”
Ourinhos luta pelo penta, mas para a ala Chuca a meta é o hexa, pois já foi campeã do Nacional cinco vezes. Além dos quatro títulos por Ourinhos, a capitã também venceu a competição defendendo o Santo André, em 1999. E Chuca garante que não vai parar por aí.
“O objetivo é sempre trabalhar duro para vencer. Esse Nacional será difícil, pois as equipes investiram e vai ser uma competição muito equilibrada. A nossa equipe vai se dedicar bastante para dar a Ourinhos mais um título. A base da equipe se manteve e entrosar as novas jogadoras não será problema, pois estou acostumada a jogar com a Êga e a Mamá na seleção e o time com elas só tem a crescer.”
Chuca aponta a defesa como o ponto forte de Ourinhos para alcançar o lugar mais alto do pódio.
“O ataque é uma conseqüência de uma boa defesa. E a nossa equipe vem mostrando muita força na marcação. Temos que continuar com essa eficiência para continuar a nossa tradição de conquistas no Nacional.”
PROGRAMAÇÃO
PRIMEIRA SEMANA
Terça-feira (dia 7 de outubro)
18h – Mangueira/Petrobras (RJ) x Clube Doze/Floripa (SC) – Rio de Janeiro
19h30min – Sport Recife/Maurício de Nassau (PE) x São Bernardo/Metodista/Associação (SP) – Recife
20h – Americana/Unimed/FAM/Goodyear (SP) x Ourinhos/Colchões Castor/FIO/Unimed (SP) – Americana
20h – São Caetano (SP) x Catanduva/Açúcar Cometa/Unimed (SP) – São Caetano do Sul
Quarta-feira (dia 8 de outubro)
20h – Santo André (SP) x Catanduva/Açúcar Cometa/Unimed (SP) – Santo André
Quinta-feira (dia 9 de outubro)
18h – Mangueira/Petrobras (RJ) x São Bernardo/Associação/Metodista (SP) – Rio de Janeiro
19h30min – Sport Recife/Maurício de Nassau (PE) x Clube Doze/Floripa (SC) – Recife
20h – São Caetano (SP) x Ourinhos/Colchões Castor/FIO/Unimed (SP) – São Caetano do Sul
Sexta-feira (dia 10 de outubro)
20h – Americana/Unimed/FAM/Goodyear (SP) x Catanduva/Açúcar Cometa/Unimed (SP) – Americana
20h – Santo André (SP) x Ourinhos/Colchões Castor/FIO/Unimed (SP) – Santo André
OBS: Horários de Brasília.
August 7, 2008
A Seleção Brasileira adulta feminina de basquete derrotou a Nova Zelândia por 76 a 74 (46 a 28 no intervalo), em jogo-treino realizado no Centro de Basquete de Shougang, em Pequim. A cestinha do Brasil foi a ala-pivô Mamá, com 11 pontos. A equipe brasileira estréia nas Olimpíadas neste sábado, às 5h45min de Brasília (16h45 em Pequim), contra a Coréia. O Brasil, que está no Grupo A, enfrenta ainda na primeira fase Austrália (11/8), Letônia (13/8), Rússia (15/8) e Bielorrússia (17/8). No Grupo B estão China, Estados Unidos, Espanha, Máli, Nova Zelândia e República Tcheca.
“O time todo está mostrando que tem qualidade para fazer um basquete bonito e técnico na Olimpíada. Os erros cometidos no último quarto foram distrações da equipe e vamos corrigir alguns pontos para a competição”, comentou o técnico Paulo Bassul.
FICHA TÉCNICA
BRASIL 76 (28 + 18 + 19 + 11)
Claudinha (5 pontos), Karla (9), Micaela (4), Êga (3) e Kelly (8). Entraram depois: Adrianinha (9), Chuca (9), Graziane (4), Fernanda Beling (3), Mamá (11), Karen (8) e Franciele (3). Técnico: Paulo Bassul.
NOVA ZELÂNDIA 74 (14 + 14 + 15 + 31)
De acordo com o regulamento da Olimpíada, na primeira fase as seleções jogam entre si nos seus respectivos grupos. As quatro primeiras colocadas de cada grupo se classificam para as quartas-de-final nos seguintes cruzamentos: A1 x B4, A2 x B3, B1 x A4 e B2 x A3. Os ganhadores disputam as semifinais valendo vaga na grande final.
(CBB)
A Seleção Brasileira de basquete feminino venceu nesta quinta-feira mais um teste antes das Olimpíadas de Pequim. A equipe do técnico Paulo Bassul derrotou a Nova Zelândia por 76 a 74 no segundo jogo-treino realizado na capital chinesa antes da Olimpíada.
Mas a partida, que era para ser amistosa, quase terminou em confusão. Depois de uma disputa de bola, a pivô brasileira Mamá se estranhou com uma adversária e tentou partir para a agressão em quadra.
“Ela é louca”, gritou. Os auxiliares técnicos das seleções, que eram os árbitros do confronto, tiraram as jogadoras da partida para evitar novos atritos.
Aproveitando a fragilidade do adversário, a Seleção impôs um ritmo forte no primeiro quarto e abriu 14 pontos de vantagem. Na segunda parcial, a equipe manteve o ritmo e foi para o intervalo com 18 pontos na frente (46 a 28).
No último tempo, Bassul fez algumas experiências e poupou algumas atletas. Mesmo assim, o Brasil manteve o ritmo e conseguiu administrar a vantagem até o final do jogo.
Na última segunda-feira, as meninas brasileiras já tinham derrotado a Espanha, por 64 a 59. Agora, o próximo desafio da equipe é a Coréia do Sul, na estréia dos Jogos, sábado, no Wukesong Indoor, local das competições de basquete em Pequim.
Após a partida, o ex-jogador Oscar Schmidt fez um discurso para apoiar o time, mas acabou deixando Micaela envergonhada.
“Ele é um ídolo e vem para dar moral. A gente fica até com vergonha”, confessou a ala. Oscar acompanhou o jogo todo. Do lado de fora, ele torceu e gritou pelo Brasil no amistoso. No final da partida, o ex-jogador desceu para a quadra.
Na China para trabalhar como comentarista de um canal de televisão, Oscar interrompeu o alongamento e reuniu as atletas para fazer um discurso. “Vocês são um milagre para o basquete brasileiro. Estou torcendo demais para vocês. Vocês podem chegar entre as quatro melhores. É só acreditar”, afirmou.
Oscar defendeu o Brasil em cinco edições dos Jogos. Com mais de mil pontos, é o maior cestinha da história das Olimpíadas. Experiente, ele aconselhou as meninas. “Cada uma tem que fazer a sua parte. Uma vai fazer 30 pontos, e a outra vai dar porrada”, exemplificou.
Diferente de Micaela, a pivô Mamá recebeu o discurso do ex-jogador com naturalidade. “Para nós é ótimo, porque ele foi o primeiro a nos dar força”, declarou a atleta, mais calma após tentar agredir uma adversária durante o amistoso.
Um dia antes da abertura dos Jogos, a Seleção feminina de basquete venceu a Nova Zelândia por 76 a 74 no segundo amistoso preparatório disputado em Pequim, nesta quinta-feira. O técnico Paulo Bassul alertou suas jogadoras sobre a queda de rendimento no final da partida.
“Fizemos três quartos bons, mas o último foi um filme de terror”, declarou o treinador brasileiro. A Seleção chegou a abrir 27 pontos de vantagem, mas diminuiu o ritmo nos momentos finais e acabou com uma vitória apertada.
“Ainda bem que isso aconteceu agora”, afirmou Paulo Bassul. Para ele, os problemas de adaptação ao fuso horário não servem de desculpa. “A equipe chegou bem a Pequim, não temos direito a sono e a dormir”, acrescentou o treinador.
Além de criticar o desempenho do time no último quarto, Paulo Bassul procurou valorizar a performance da equipe nos três primeiros períodos. “Provamos que podemos brigar com as melhores do mundo”, sentenciou.
Olimpíada no Terra: ao vivo e exclusivo
O Terra transmite ao vivo e com exclusividade a competição em 13 canais simultâneos de vídeo. Além disso, os usuários têm a possibilidade de assistir novamente a todo o conteúdo a qualquer momento. Todo o acesso é gratuito. Na área Fanzone, o usuário pode ser o comentarista, gravar vídeos com sua câmera e compartilhá-los com a audiência do Terra. Envie vídeos, fotos e textos para os atletas e as equipes.
(Renato Fazikas, direto de Pequim, para o Terra Esportes)
August 6, 2008
As 12 olímpicas: a classe de Chuca
Chuca - Nascimento: 21/03/1979, Mauá (SP)
Altura: 1,80m // Peso: 68kg // Posição: Ala // Clube: Ourinhos
Descrição: Ninguém entende porque Chuca participou tão pouco das seleções brasileiras nos últimos anos. Resgatada por Paulo Bassul, a ótima ala, coração e alma de Ourinhos, será fundamental em Pequim, caso o Brasil realmente almeje algo nos Jogos. É uma das jogadoras de confiança do treinador.
Qualidades: Tem ótimo arremesso, boa envergadura e é capaz de exercer mais de uma função em quadra.
Deficiências: Parece travada em alguns momentos e poderia utilizar ainda mais o seu corpo no setor defensivo.
Curiosidade: Chuca, que começou na modalidade por causa do trio Janeth-Paula-Hortência (ela queria ser como elas), só jogou em dois clubes durante toda a sua carreira (Santo André e Ourinhos), fato raro para as jogadoras do país. Também é, ao lado da companheira Karen, a única que nunca jogou no exterior. Por trás da calada Patrícia, cujo apelido vem desde a infância, quando prendia o cabelo com as “chuquinhas”, existe uma pessoa de educação acima da média e conservadora no trato com as pessoas (ela prefere o aperto de mão aos beijinhos e termos como senhor e senhora com quem não conhece).
As 12 olímpicas: Mamá, a maior craque dos ‘Irmãos Dantas’
Mamá - Nascimento: 4/2/1978, Ilha Solteira (SP)
Altura: 1,93m // Peso: 85kg // Posição: Pivô // Clube: Villeuneve (França)
Descrição: Não dá para dizer que Mamá se “revelou” no Pré-Olímpico de Valdívia (10,3 pontos), no Chile, em 2007, mas foi lá que ela passou a ganhar mais espaço na seleção. Com muita impulsão, a pivô que atua fora do país há mais de seis anos será fundamental em nos Jogos: primeiro para dar descanso a Érika, titular da posição que volta de contusão, e depois para trazer mais força ao garrafão leve da seleção brasileira.
Qualidades: Possui tempo de bola apurado, bom arremesso e ótima impulsão, que lhe garantem boa presença no garrafão. Também mostrou coragem elogiável no Pré-Olímpico de Madri.
Deficiências: Falha em rotações defensivas, é facilmente batida por pivôs mais ágeis e poderia usar mais o seu corpo para forçar mais contato no jogo dentro do garrafão
Curiosidade: Mamá tem duas irmãs que jogam basquete, a gêmea Jucilaine e a mais velha Josi. Sua outra irmã, Jussara, seguiu o caminho das lutas e pratica o judô (já chegou à seleção brasileira). Seu irmão Jorge fez carreira no handebol. Tanto sucesso nos esportes fez com que a imprensa do Paraná se referisse à família esportiva como os ‘Irmãos Dantas’. A pivô foi jogar na Europa logo com 22 anos, e superou as barreiras do idioma com a ajuda de uma atleta bem conhecida do público brasileiro: Vicky Bullett, campeã brasileira em 1998 pelo Fluminense, foi a primeira “tutora” da brasileira na Europa.
(Blog Da Linha dos Três, Fabio Balassiano, Globo OnLine)
July 30, 2008
A Seleção Brasileira feminina equilibrou mais o jogo na ausência da estrela Lauren Jackson, a ala-armadora Karla fez 16 pontos contra oito da craque australiana Penny Taylor, mas as atuais campeãs mundiais voltaram a impor sua grande superioridade no garrafão e venceram nesta quarta-feira em Sydney lideradas por 17 pontos da pivô Suzy Batkovic. Time de Paulo Bassul chega a Pequim quinta-feira, técnico vê aspectos positivos nos dois testes contra as fortes candidatas ao ouro olímpico.
(more…)
July 23, 2008
A seleção brasileira feminina de basquete embarca na manhã desta quinta-feira para a Austrália, no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP). O Brasil vai disputar dois amistosos contra as australianas em Wollongong (dia 28) e em Sydney (30/7). No dia 31, a delegação viaja para Pequim e faz mais dois jogos antes da estréia nas Olimpíadas. As brasileiras enfrentarão a Espanha (dia 4 de agosto) e a Nova Zelândia (7/8).
Nos Jogos Olímpicos, o Brasil está no Grupo A e terá como adversários na primeira fase a Coréia do Sul (dia 9/8), Austrália (11), Letônia (13), Rússia (15) e Bielorrússia (17). No Grupo B estão China, Estados Unidos, Espanha, Mali, Nova Zelândia e República Tcheca.
Para a pivô Jucimara Dantas, a Mamá, esses dois jogos serão importantíssimos para conhecer o jogo da campeã mundial Austrália, uma das adversárias mais fortes do Brasil na primeira fase das Olimpíadas.
“Os amistosos vão ajudar muito na nossa preparação para Pequim. Eu nunca joguei contra as australianas em competição oficial e para mim será uma ótima experiência enfrentar as atuais campeãs mundiais e, com certeza, vou aprender bastante”, disse a pivô.
Perto de disputar a sua primeira Olimpíada, Mamá tenta driblar a ansiedade.
“Estou prestes a realizar o maior sonho da minha vida, que é estar em uma Olimpíada. Falta pouco e a ansiedade é normal. Venho batalhando pelo meu espaço na seleção há um bom tempo e acho que essa oportunidade veio em um bom momento. Estou mais madura e consciente do meu potencial e do que eu posso fazer para ajudar a equipe”, afirmou.
(UOL Esporte, em São Paulo)
June 9, 2008
Elas são consideradas veteranas, têm bagagem internacional, e compõem a elite do basquete do país - esporte que, no feminino, nunca perdeu uma chamada à Olimpíada. Aos 30 anos ou à beira da idade, quando esportistas já falam em aposentadoria, a base da seleção vive na Espanha dias de novata em busca do auge de suas carreiras.
Êga, 30, Micaela, 29, Mamá, 30, Chuca, 29, estão muito perto da primeira participação nos Jogos. Durante muitos anos, as atletas ficaram no segundo plano da geração consagrada de Janeth e companhia, mas como protagonistas neste Pré-Olímpico, têm a missão de manter uma regularidade que vem desde o início do torneio olímpico da modalidade, em Barcelona-1992. Para cada uma delas, é também um momento inédito, apesar da longa trajetória nas quadras.
“É um misto de maturidade e ansiedade, já que não somos mais novinhas. Ao mesmo tempo, é um momento muito importante pra cada uma”, diz a ala-pivô Êga, que já esteve em duas edições do Pan, mas teve como principal momento na seleção o Mundial de 2006, quando desbancou Cíntia Tuiú do time titular. “E eu me sinto muito bem aos 30″, completou.
Reserva de Janeth, Micaela ocupou bem a ausência da estrela Iziane no Pan do Rio, e é outra peça-chave do elenco de Paulo Bassul em Madri. “Já estou esperando por essa chance há muito tempo”, diz a ala, que sofreu com diversas lesões nos últimos anos. Micaela mira alto. “Não é só ir, nós queremos ir e brigar por medalha.”
“Esse é o nosso momento”, define a ala-pivô Mamá, que se considera “muito melhor aos 30 do que há cinco anos”. “Se a gente tivesse ido para Atenas, tudo seria diferente. Mas para muitas aqui essa pode ser a primeira e última Olimpíada. Não dá para saber como vamos estar daqui a quatro anos. Chega uma hora em que cada uma quer pensar na família, em filhos…”
Mas mesmo quem já passou pela experiência, como a ala-armadora Karla, 29, que integrou a seleção quarta colocada na Grécia como reserva, pode ganhar mais brilho em sua segunda chance.
Confiança do técnico elas têm de sobra. “Temos uma base bem preparada. Essas jogadoras que assumiram a titularidade são fortes, e formam um elenco que é muito promissor”, diz Bassul. “Essa base, também por ser madura, já abraçou o discurso da garra e propagou um espírito de grupo muito bom. Em uma competição de risco como o Pré-Olímpico, não se pode perder a hora de matar o jogo.”
Engrossam o grupo as olímpicas de Sydney-2000, Claudinha, 33, que voltou à seleção em 2007 após ter ficado afastada desde o Mundial de 2002, e Kelly, 28, única com duas edições dos Jogos na bagagem, além da ala-estrela Iziane.
Toda essa experiência tem valido muito às novatas do time, como a ala-pivô Franciele, de apenas 20 anos, a ala Jaqueline, 22, a pivô Grazi, 24, e Natália, 23, que tem se mostrado ótima opção na armação da equipe. “É um banco ‘verde’, mas que já lida muito bem com a pressão, e eu espero boas surpresas”, aposta o treinador.
(Fernanda Brambilla, UOL, em Madri/ESP)
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