January 9, 2009

Spurs vence mais uma, mantém tabu contra freguês Clippers e já é 2º no Oeste

Filed under: Conferência Oeste, DESTAQUES, NBA — Tags: , , , , , , — João Guilherme @ 9:26 am

Eles chegaram! Após um início ruim de campeonato, o San Antonio Spurs finalmente se acertou e agora já ocupa a segunda posição na forte Conferência Oeste atrás apenas do Los Angeles Lakers. Na noite desta quinta-feira, a equipe texana passou pelo Los Angeles Clippers com facilidade, 106 a 84 (43 a 44 no intervalo), conseguindo sua quarta vitória consecutiva e nona nos últimos dez jogos.

A fase anda tão boa que nem a partida discreta do astro Tim Duncan fez falta. O ala-pivô errou sete dos onze arremessos que tentou e terminou a partida com apenas oito pontos. Duncan compensou com nove assistências, quatro rebotes e dois tocos. Porém, o Spurs teve uma boa noite coletiva, nada menos que cinco jogadores do time anfitrião conseguiram dígitos duplos.

O cestinha da turma foi o francês Tony Parker. O armador conectou oito de suas quinze tentativas e finalizou a partida com 19 tentos. O ala-armador Roger Mason, que formou com o francês a dupla de armação titular do Spurs, contribuiu com 18 pontos, incluindo quatro cestas de 3. Os experientes Michael Finley e Manu Ginóbili fizeram 15 e 13 tentos, respectivamente. O argentino Ginóbili aidna deu cinco assistências, pegou quatro rebotes e recuperou quatro bolas. Completando a lista de destaques o ala-pivô Matt Bonner, autor de 11 pontos.

Além da vitória, outros dados interessantes sobre o alvinegro texano devem ser ressaltados. Após um começo de campanha com nove vitórias em 17 jogos, o Spurs conseguiu 15 triunfos nos últimos 18 jogos. A equipe comandada por Gregg Popovich também estendeu um tabu contra o freguês Clippers. Esse o foi o 12º êxito consecutivo do Spurs sobre o rival angelino. Nos últimos 19 jogos entre as duas equipes, o Clippers só venceu um.

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Tony Parker parte para bandeja (AP Photo/Eric Gay)

Para o técnico do Spurs a melhora defensiva no segundo tempo foi essencial: “Nós melhoramos a defesa no segundo tempo e isso facilitou o trabalho do ataque, fazendo com que as coisas fluíssem mais naturalmente”, analisou Gregg Popovich.

Já no Los Angeles Clippers, que perdeu sua nona partida consecutiva, os cestinhas foram os jovens Al Thornton e Eric Gordon, ambos com 21 pontos. Thornton acertou 10 de seus 18 arremessos enquanto que o novato Eric Gordon acertou dois chutes de trás do arco. Gordon, inclusive, vem numa evolução impressionante e pode até brigar pelo prêmio de calouro do ano. O camisa 10 do Clippers tem médias de 20.0 pontos, 2.8 rebotes e 2.2 assistências nos últimos dez jogos. Se for levado em conta apenas seus últimos cinco compromissos, a pontuação do calouro sobe para 25. 8 tentos por noite.

O armador Mardy Collins, ex-New York Knicks, também fez uma boa apresentação. O atleta de 24 anos conseguiu 16 tentos e cinco rebotes sendo seguido pelo reserva Fred Jones, autor de 11 tentos e três passes precisos pelo time visitante. O armador não atuou devido a uma lesão.

O Los Angeles Clippers (8v-27d) volta à quadra na noite desta sexta-feira. A equipe angelina tem um difícil compromisso pela frente, irá enfrentar o New Orleans Hornets, de Chris Paul, fora de casa. O San Antonio Spurs (24v-11d), por sua vez, descansará por dois dias e volta à ativa no domingo, quando enfrentará o Orlando Magic diante de sua torcida.

Melhores momentos de Spurs 106 x 84 Clippers

January 6, 2009

Spurs não tem problemas para manter vitória sobre o Heat

 

O placar final foi um pouco apertado, mas o San Antonio Spurs ficou atrás apenas uma vez na vitória de 91 a 84 sobre o Miami Heat, em Miami. Tim Duncan fez 19 pontos e pegou nove rebotes, George Hill tve 15 pontos, Roger Mason e Matt Bonner, 11, cada, e Manu Ginóbili, 10. Foi a 14ª vitória do Spurs nos últimos 17 jogos.

O esforço de Dwyane Wade, com 24 pontos e 12 assistências, não foi suficiente. Shawn Marion contribuiu com 15 pontos, Michael Beasley teve 15 pontos e 12 rebotes, o primeiro duplo-duplo de sua carreira.

Miami começou perdendo por 21 a 11. No segundo período o time da casa diminuiu a diferença para apenas um ponto me três ocasiões. Nas três vezes San Antonio respondeu com uma cesta de três pontos. Hill, Michael Finley e Bonner foram os responsáveis.

“É o que eles fazem”, simplificou Marion.

Hill faz dois pontos, marcado por Magloire

Hill faz dois pontos, marcado por Magloire

 

 

Shawn “The Matrix” Marion fez duas cestas no final do primeiro tempo e achou Mario “Supernintendo*” Chalmers livre para empatar a partida em 39.

Miami conseguiu manter a partida apertada, até que, com 2min46s para o final do terceiro, Marion converteu um erro de Jamaal Magloire e o Heat teve a primeira liderança, 56 a 55.

A primeira vantagem da equipe da Flórida durou 31s. Como das outras vezes em que chegou perto, o time visitante respondeu com uma cesta de três, novamente de Hill.

Quando não fez cestas de três, o Spurs respondeu com três pontos de uma maneira mais difícil. Com 9min20s para o final do quarto período a partida estava empatada em 68, Hill, novamente, fez uma bandeja, recebeu a falta de Chris Quinn e converteu o lance-livre.

* Vamos lá gente, referencia aos Simpsons, alguém pegou?

Melhores momentos da partida, aqui.

December 28, 2008

No ar: A Galeria de 27 de Dezembro

 

December 19, 2008

Na volta de Howard, Nelson rouba a cena e Magic derrota Spurs

O pivô Dwight Howard retornou e fez a diferença a favor do Orlando Magic. Após ficar de fora de fora por dois jogos devido a uma lesão no joelho esquerdo, Howard voltou à ativa contra o San Antonio Spurs. Mesmo sem estar 100%, “D-12″ deu conta do recado e ajudou sua equipe a vencer o alvinegro texano por 90 a 78 (44 a 29 no intervalo), em jogo disputado na Anway Arena, em Orlando, nesta quinta.

O pivozão do Magic registrou seu 18º duplo-duplo nesta temporada. Howard marcou 14 pontos (seis arremessos certos em 12 tentados) e pegou 13 rebotes. Além deses números, o atleta de 23 anos deu dois tocos, incluindo um fenomenal em Tim Duncan.

Howard (de branco) tenta passar pela marcação de Duncan (AP Photo/John Raoux)

O duelo de pivôs, aliás, foi uma das atrações do jogo desta quinta. Duncan teve uma boa participação. O camisa 21 do Spurs acertou sete dos 17 arremessos que tentou e terminou o jogo como cestinha do Spurs com 19 pontos. O ala-pivô também pegou nove rebotes e distribuiu três passes para cesta. Entretanto, seu esforço de pouco valeu, já que seus companheiros Tony Parker e Manu Ginóbili não estavam em noite inspirada.

Somados, os dois converteram sete dos 29 arremessos que tentaram. O argentino Ginóbili conseguiu 10 pontos e oito rebotes enquanto que o francês Parker fez apenas nove pontos, deu quatro assistências e desperdiçou quatro bolas no ataque. Quem também conectou 10 tentos foi o ala-armador Roger Mason, que também pegou sete rebotes e recuperou duas bolas.

Se no San Antonio, que acertou apenas 37% de seus arremessos, faltou mira, no Magic sobrou. Além de Howard, outros quatro jogadores atingiram os dígitos duplos. O armador Jameer Nelson mais uma vez se destacou. O camisa 14 do Magic conectou 24 pontos (21 no segundo), distribuiu sete assistências e pegou quatro rebotes. O ala Rashard Lewis encestou 15 tentos e pegou cinco sobras enquanto que Hedo Turkoglu contribuiu com 11 tentos, quatro rebotes e três passes. Fechando a lista de destaques, o ala-armador Courtney Lee. O novato fez 10 pontos.

Com o resultado, o Orlando encerrou uma série de três derrotas seguidas para o rival alvinegro do Texas. A equipe azul da Flórida venceu quatro dos últimos quinze duelos que fez contra o Spurs, do técnico Gregg Popovich. Se o retrospecto contra o San Antonio não é bom, pelo menos a fase que o Magic vem atravessando é muito boa. A equipe treinada por Stan Van Gundy venceu 16 dos últimos 19 jogos que fez, incluindo os últimos cinco que disputou em casa.

Tony Parker (nº9) costura defesa do Magic (AP Photo/John Raoux)

O armador Jameer Nelson aproveitou para fazer um desabafo: “Ninguém acredita em nós, ninguém aposta em nós, provamos o que somos capazes de fazer”, declarou o armador. “Mas eu ficarei satisfeito se jogarmos bem para nossos fãs, esses, sim, sempre nos apóiam”, concluiu.

O astro Tim Duncan elogiou a atuação de Nelson: “Eles fizeram tiros muito bons justamente na hora em que mais precisam”, disse o ala-pivô. “Jameer foi muito bem, obviamente. Aliás, ele sempre parece jogar bem contra nós”, finalizou o veterano.

Ambos os times voltam à quadra na noite deste sábado. O Orlando Magic (20v-6d) enfrentará o Los Angeles Lakers, em casa. Já o San Antonio Spurs (15v-10d) pega o Toronto Raptors no seu AT&T Center, no Texas.

Veja o resumo da partida

December 18, 2008

Paul bate recorde, Duncan chega a 10 mil rebotes e Hornets vence Spurs

Filed under: Conferência Oeste, DESTAQUES, NBA — Tags: , , , , , , — João Guilherme @ 10:53 am

Uma noite após igualar o recorde de Alvin Robertson, com 105 jogos consecutivos roubano ao menos uma bola, Chris Paul estabeleceu uma nova marca na NBA. Com suas três recuperações na partida contra o San Antonio Spurs, nesta quarta-feira, o armador do New Orleans Hornets chegou a incrível marca de 106 jogos seguidos “batendo a carteira” de seus rivais. Paul, inclusive, teve uma belíssima atuação, ajudando seu time a derrotar o Spurs por 90 a 83 (37 a 42 no intervalo).

Paul acertou sete de seus quinze arremessos e terminou o jogo como vice-cestinha do Hornets, marcando 19 pontos. O armador também deu 12 assistências e pegou seis rebotes. A maioria de seus passes foi direcionado para David West, que assinalou 21 tentos e liderou a ofensiva do Hornets.

Paul (nº3) vai no terceiro andar para dar toco em Tony Parker (AP Photo/Alex Brandon)

West acertou oito das 17 tentativas que teve pelo time anfitrião, incluindo duas bolas de 3. O camisa 30 ainda pegou nove rebotes e viu seu companheiro de garrafão, Tyson Chandler, dominar embaixo da cesta. O pivô conectou 10 pontos, pegou 11 rebotes e deu quatro tocos. Além do trio, outro jogador que conseguiu dígitos duplos foi o ala Rasual Butler, autor de 13 tentos em 34min na quadra.

Sobre o recorde, Paul fez o seguinte comentário: “Eu estou me sentindo realizado. Acredito que será uma recorde muito difícil de ser batido”, lembrou. “É muito bom conseguir marcar assim, mas isso não é o mais importante. O que me deixa mais feliz foi a vitória. Foi uma noite perfeita”, concluiu “CP3″.

Com a vitória, o Hornets reassumiu a ponta da Divisão Sudoeste, a mais disputada da NBA, deixando para trás o próprio Spurs e o Houston Rockets. Além disso, o Horneta acabou com uma série de seis vitória seguidas do rival alvinegro do Texas. A franquia da Louisiana, agora, é a segunda colocada na Conferência Oeste, atrás apenas do Los Angeles Lakers.

Quem liderou a equipe visitante foi o armador Tony Parker. O francês do Spurs travou um bom duelo com Paul, marcando 20 pontos, pegando cinco rebotes e dando quatro assistências. Outro armador que teve boa atuação foi o argentino Manu Ginóbili. O camisa 20 do Spurs conseguiu 17 tentos (sete arremessos certos em 12 tentados), nove rebotes e cinco passes para cesta. O ala-pivô Tim Duncan foi um pouco mais discreto que o de costume, com 16 pontos e 11 sobras.

Para o técnico do Spurs, Gregg Popovich, o melhor aproveitamento do Hornets nos minutos finais acabou decretando o resultado: “New Orleans fez um grande trabalho nos momentos decisivos”, declarou o treinador. “Tiveram frieza e melhorar psicológico . Ele nos dominaram nos últimos quatro minutos e aquilo definiu o jogo”, finalizou.

Matt Bonner fazendo o que sabe fazer melhor: errar uma enterrada fácil (AP Photo/Alex Brandon)

Além do recorde de Paul, a partida desta quarta teve uma marca importante pelo lado do Spurs. O astro Tim Duncan atingiu a marca de 10 mil rebotes na carreira, totalizando 1006 em 849 jogos. O ala-pivô se igualou a Hakeem Olawujon, Kareem Abdur-Jabbar e Shaquile O’Neal. Estes três eram os únicos a conseguirem mais de 18 mil pontos, 10 mil rebotes, 2500 assistências e 2000 tocos na carreira. A partir de agora, Duncan junta-se a eles.

O San Antonio Spurs (15v-9d), de Duncan tentará a recuperação na noite desta quinta-feira, quando enfrentará o Orlando Magic na Flórida. O New Orleans Hornets (15v-7d), por sua vez, só voltará a quadra na noite de sábado, quando receberá a visita do Sacramento Kings.

Melhores momentos da partida

December 11, 2008

Spurs vence Hawks na milésima partida de Tim Duncan na NBA, Ginóbili é cestinha

 

O argentino Manu Ginóbili voltou ao seu posto de sexto homem, fez 27 pontos, 14 no quarto período, e o San Antonio Spurs derrotou o Atlanta Hawks por 95 a 89, em San Antonio. Tim Duncan fez 19 pontos e pegou 11 rebotes em sua milésima partida na NBA. Joe Johnson liderou o Hawks com 29 pontos.

O final da partida foi um pouco confuso. Mike Bibby e Al Horford receberam faltas técnicas de Pat Fraher após o Hawks diminuir a diferença para três pontos. Ginobili converteu os arremessos e Duncan acertou uma bola de tabela, aumentando a diferença para 83 a 76, com 3min13s para o final.

Em sua 1000ª partida Duncan tenta bloquear Bibby

Em sua 1000ª partida Duncan tenta bloquear Bibby

 

“Não disse nada. Se falar ‘Vamos lá, cara’, merece uma técnica, então eu mereço uma técnica. Já escutei muita gente falar coisas piores e não levaram a técnica”, disse Bibby.

Segundos depois, foi a vez do ala/pivô.

“Perguntei o que houve ao Mike, não tinha visto o que aconteceu. Era um jogo apertado, bom, e você vai estragar assim?” reclamou Horford.

O argentino converteu um arremesso de três pontos e, quando o Hawks apertou o placar novamente, ele fez uma bandeja.

“Ginobili fez uma grande jogada. Eles fizeram as jogadas que deveriam fazer”, falou o treinador do Hawks, Mike Woodson.

“Manu nos carregou. Acertou grandes arremessos e os lances-livres no final. Ele ama jogos assim. Situações assim”, elogiou Duncan.

Melhores momentos.

December 5, 2008

Rodada pequena na NBA, mas a galeria de fotos do dia 4 de dezembro está aqui

 

December 3, 2008

Rasheed Wallace dá show e Pistons deixa Spurs lamentando derrota dentro de casa

A noite prometia uma grande festa. A Arena AT&T, em San Antonio, estava praticamente lotada, com 17.500 torcedores dos Spurs ansiosos em suas cadeiras. Mas, ao final do jogo, os sorrisos que antes estavam por todos os lados, foram para os rostos dos poucos que vestiam as cores azul e vermelho do time visitante.

O Detroit Pistons, liderado por Rasheed Wallace, só conseguiu definir a partida emocionante no último quarto, quando abriu 12 pontos de vantagem, fechando o placar em 89 a 77.

Veja os melhores lances da partida!

Quem viu do começo até pensou que os Spurs teriam uma noite de baile. Logo no primeiro quarto, o time da casa abriu cinco pontos de vantagem e mal deixou os Pistons respirarem – 22 a 17. Era também a noite em que Manu Ginobili, um dos principais jogadores de San Antonio, voltava às quadras depois de 12 jogos parado por causa de lesão.

Mas a calma e vontade de vencer do time de Detroit fizeram com que as coisas não fugissem do controle. Como o próprio Wallace falou ao término da partida, a pressão inicial já era esperada.

“Eu sabia como seria em quadra, e não queria que nosso time caísse nessa. Nós sabíamos como seria, especialmente jogando contra os queridinhos da Liga”, ironizou Wallace.

Logo em seguida, a emoção tomou conta da Arena. Disputas acirradas e muita marcação ditaram o ritmo do jogo.  Se valessem apenas os pontos do segundo quarto, o jogo terminaria empatado: foram 23 pontos para cada time na etapa mais equilibrada da noite.

O embate parece ter sacudido o time da casa, e os Spurs voltaram para o terceiro quarto dispostos ao tudo ou nada. Chegaram a abrir 10 pontos de vantagem em cima dos Pistons por duas vezes, e terminaram com uma vantagem de 3 pontos. Mas o time visitante tinha sua arma não tão secreta assim: Rasheed Wallace.

Quando chegou a hora decisiva, Wallace estava lá. Com mudança radical de postura, dele e de todo o time, a etapa final da partida foi um pesadelo para os Spurs.

Se nosso rei Oscar permite o empréstimo do apelido, a mão-santa de Rasheed Wallace fez a diferença. Foram 3 arremessos certeiros de 3 pontos, que ajudaram o ala-pivô a somar a impressionante marca de 17 pontos em 15 minutos.  Ao todo, o jogador terminou com 19 pontos marcados em quadra.

Alan Iverson, companheiro de time de Wallace, foi igualmente um dos destaques da partida, também com 19 pontos. Mesmo assim, fez questão de reconhecer a inspiração do colega.

“Ele meio que tomou as rédeas com as próprias mãos, começou a ser bem mais agressivo. Isso nos rendeu dividendos”, disse Iverson.

Os números mostram que as bolas atiradas pelo Detroit Pistons pareciam mesmo saber melhor o caminho da cesta do que as do Spurs. 50% dos arremessos de 2 pontos do time visitante foram certeiros, enquanto apenas 39,4% balançaram a rede do lado dos Spurs. Nos tiros de 3, diferença maior ainda – 54,5% contra 25%.

Gregg Popovich, técnico do time da casa, foi duro ao comentar a derrota diante da própria torcida.

“A coisa mais perturbadora é que nós fomos muito molengas. Eu acho que o Detroit intimidou a gente. Foi realmente triste assistir. Acho que nós nos dobramos totalmente à agressividade deles”, disse Popovich.

Mesmo sendo a estrela da noite e vitorioso fora de casa, Rasheed Wallace manteve os pés no chão na hora das declarações pós-jogo.

“Nós deveríamos ter jogado duro dessa forma desde o começo. Assim, não teríamos passado por apertos. Mas somos um time perseverante. Nossos caras botaram pressão na segunda metade”.

PRÓXIMOS JOGOS:

Os Pistons recebem o Philadelphia 76ers na próxima sexta-feira, depois viajam para Nova Iorque para enfrentar os Knicks.

Os Spurs vão até Denver tentar a vitória contra os Nuggets na quinta-feira e depois voltam para casa para receber o Golden State Warriors.

December 1, 2008

Após a tempestade, retornos de Parker e Ginóbili trazem a bonança de volta a San Antonio

Filed under: Conferência Oeste, NBA — Tags: , , — basketbrasil @ 11:18 am

Finalmente as coisas parecem ter voltado ao seu normal em San Antonio. Com os retornos antecipados de Manu e Parker, a equipe agora está completa. Após um começo conturbado, com derrotas e lesões dos principais jogadores da equipe,  os coadjuvantes assumiram o comando da equipe e conseguiram recuperar o time na tabela, se mantendo na briga pelos playoffs.

Hoje o Spurs ocupa a oitava posição no Oeste, com uma campanha de nove vitórias e sete derrotas, e com a boa recuperação de Manu Ginobili e Tony Parker, que voltaram bem antes das previsões iniciais, renasceram as esperanças de um Spurs novamente forte e brigando pelo título.

Com tudo em seus parâmetros “normais”, após este período de dificuldades, o Spurs parece ter descoberto dois grandes jogadores: George Hill e Roger Mason Jr. Sem Parker, o novato Hill assumiu a titularidade na armação da equipe e se saiu muito bem, com grandes atuações, surpreendeu a todos e agora deve assumir a reserva imediata do armador francês. Já Roger Mason teve em suas mãos a responsabilidade de substituir o argentino Ginobili, e ele correspondeu; assumiu o papel de pontuador no perímetro e também atuou como armador principal em alguns momentos. Com os dois, o antes aparentemente frágil banco de reservas de San Antonio ganhou força e a capacidade de mudar o rumo das partidas.

Diz o ditado que após a tempestade vem a calmaria, e ao que parece é isso que acontecerá em San Antonio. Após um temporal de problemas, quando até sobre primeira escolha no draft chegou-se a falar, agora a franquia sai fortalecida com o retorno de suas estrelas e com novas armas para o banco de reservas.

(Spurs Brasil)

November 30, 2008

Luther Head entra bem no lugar de McGrady e Rockets esmaga Spurs no duelo texano

 

Sem Tracy McGrady, o Houston Rockets contou com 21 pontos de Luther Head, 16 pontos e oito rebotes de Ron Artest, 12 pontos de Yao Ming e Rafer Alston e 11 de Luis Scola na vitória por 103 a 84 sobre o San Antonio Spurs.

T-Mac ficou de fora da segunda partida consecutiva com dores no joelho esquerdo.

Head havia jogado em apenas cinco partidas, com 19 pontos em toda a temporada.

“Foi algo que aconteceu hoje. Meus companheiros me encontraram toda hora. Acertei arremesso, cortando para a cesta e correndo nos contra-ataques. Funcionou hoje”, disse Head.

Ron Ron the Rotweiller tenta passar por Fabricio Oberto e Michael Finley

Ron Ron the Rotweiller tenta passar por Fabricio Oberto e Michael Finley

 

Tim Duncan fez 17 pontos para o Spurs. O armador francês Tony Parker, em sua segunda partida após a parada por lesão, fez 15 pontos e teve sete assistências. San Antonio havia permitido menos de 100 pontos nas últimas 11 partidas.

San Antonio cortou a diferença para 50 a 40 nos últimos minutos do segundo quarto, perdendo por apenas 56 a 49 no intervalo.

Matt Bonner converteu uma cesta de três e a diferença caiu para quatro pontos no início do terceiro período. Houston continuou movendo a bola e terminou o quarto fazendo 15 a 6, levando uma vantagem de 84 a 70 para o período final.

Head começou o quarto final roubando uma bola de Manu Ginóbili, convertendo uma bandeja, recebendo a falta e acertando o lance-livre. Um minuto depois converteu mais dois pontos, dando uma liderança de 89 a 72.

Assista aos melhores momentos, clicando aqui.

November 29, 2008

Tony Parker volta bem e Spurs derrota Memphis pela segunda vez em uma semana

Filed under: Conferência Oeste, NBA — Tags: , , , — Adriano Albuquerque @ 10:28 am

O San Antonio Spurs comemorou o retorno de seu armador titular, o francês Tony Parker, e a reunião do seu Grande Trio pela primeira vez na temporada com uma vitória por 109 a 89 sobre o Memphis Grizzlies, nesta sexta-feira (28/11).

Três semanas e nove jogos após ser afastado com uma lesão no tornozelo, Parker saiu do banco e não mostrou problemas para fintar adversários e chegar ao garrafão em velocidade como sempre fez. O francês marcou 15 pontos e 7 assistências. “O ritmo dele pareceu bom. Ele voltou”, comentou o técnico do Spurs, Gregg Popovich.

“Sinto-me ótimo. É ótimo estar de volta. Quando você fica fora por três semanas, só pensa em voltar à quadra, tentar se divertir e tentar ajudar o time a vencer”, disse Parker.

Foi a quarta vitória seguida do San Antonio, que se recuperou após um péssimo início com cinco derrotas em sete jogos - o time estava sem o argentino Manú Ginóbili, operado após as Olimpíadas, e Parker se lesionou logo na segunda semana. Desde então, porém, o Spurs só perdeu uma vez nos últimos oito jogos. Nesta semana, venceu duas vezes o Memphis, que tem cinco derrotas seguidas e nove nos últimos 10 jogos.

A diferença em experiência ficou clara: o time titular do Memphis, combinado, tinha oito anos de experiência na NBA, cinco deles do pivô Darko Milicic, que marcou 11 pontos. O Spurs tem 11 temporadas e quatro títulos só com o astro Tim Duncan, que marcou 11 pontos e 12 rebotes. Com Ginóbili e Parker saindo do banco, os reservas do Spurs superaram os do Grizzlies por 64 a 4. “Eu jamais vi uma desvantagem assim antes”, surpreendeu-se o técnico do Memphis, Marc Iavaroni.

Com as lesões de Parker e Ginóbili, o reforço Roger Mason e o calouro George Hill ganharam espaço para aparecer e crescer no esquema do Spurs. Mason continuou bem e foi o cestinha do Alvinegro texano, com 20 pontos e 5 assistências, enquanto Hill deixou 12 pontos e 7 assistências saído do banco. Ginóbili fez 14 pontos e Michael Finley, 12.

O calouro OJ Mayo foi o cestinha do jogo, com 32 pontos, mas o Grizzlies ainda não venceu quando ele foi o maior pontuador. O ala Rudy Gay teve 26 pontos, Mike Conley anotou 13 e Marc Gasol contribuiu 12 pontos e 6 rebotes.

San Antonio (9v-6d) joga neste sábado (29/11) contra o arquirival estadual Houston Rockets, no Toyota Center de Houston. Memphis (4v-12d) encara o Oklahoma City em casa, no FedEx Forum, também neste sábado.

November 27, 2008

Confira as melhores imagens da rodada NBA de quarta-feira, 26 de novembro

November 25, 2008

Manu Ginóbili volta ao Spurs e ajuda equipe na vitória sobre o Grizzlies

Filed under: Conferência Oeste, NBA — Tags: , , , , , , — Rubens Borges @ 12:01 pm

Manu Ginobili está de volta. O ala-armador do San Antonio Spurs perdeu 12 partidas após uma cirurgia no tornozelo esquerdo e voltou na partida contra o Memphis Grizzlies. O argentino fez 12 pontos em 11 minutos, na vitória de 94 a 81 do Spurs.

“Eu me senti bem. Não tive pressa. Esperei, achei os buracos, acertei alguns arremessos. Não esperava uma grande partida, estou feliz com o que fiz”, falou Ginóbili.

Ginobili volta ao Spurs

Ginobili volta ao Spurs

George Hill contribuiu com 20 pontos, Roger Mason adicionou 18 e Tim Duncan teve 14 pontos, 11 rebotes e quatro tocos. Tony Parker ainda não voltou de lesão.

Mais uma vez o novato O.J. Mayo liderou o Grizzlies. Mayo fez 23 de seus 26 pontos no segundo tempo. Rudy Gay fez 13 pontos e pegou 10 rebotes e Darko Milicic adicionou 11 pontos e 11 rebotes.

Ginóbili entrou quando faltavam 5min34s para o final do primeiro quarto, acertando seus dois primeiros arremessos.

“Não quis arremessar rápido, estou enferrujado. Nesta situação, você não tem opções com o tempo de arremesso terminando. Arremessei. Entrou e minha confiança foi com ele”, disse o argentino sobre a cesta de três após estar na partida por 1min27s.

Marc Gasol é bloqueado por Duncan

Marc Gasol é bloqueado por Duncan

Durante o terceiro período, o Grizzlies encostou no placar em várias ocasiões, mas Ginóbili, Mason e Hill lideraram uma parte do quarto em que San Antonio fez 20 a 6.

Quando Mason acertou sua quinta cesta de três da noite, a liderança do Spurs era de 69 a 53. A equipe levou sua maior vantagem da noite, 75 a 55, para o quarto final.

Duncan procura espaço para fazer uma cesta

Duncan procura espaço para fazer uma cesta

“Ele (Manu) nos ajudou quando tudo parecia morto. Passamos para ele algumas vezes consecutivas e ele foi para a linha de lance-livre. Ele ajudou quando o time estava perdido”, Tim Duncan elogiou Manu.

Realmente com Ginóbili em quadra, San Antonio foi outra equipe, mesmo com o argentino participando de apenas 11 minutos. Manu deseja aumentar gradativamente seu tempo em quadra.

“Estou sem explosão por enquanto, estou um pouco sem ritmo de jogo. Corro bastante, mas não é a mesma coisa que jogar. Ritmo se consegue treinando bastante”, falou o ala-armador.

Agora o time espera a volta de Parker. Com a equipe titular de volta a temporada pode ficar mais otimista para os texanos.

Melhores momentos da partida aqui.

November 23, 2008

Manu Ginóbili ainda deve esperar um pouco mais para voltar ao San Antonio

Filed under: Conferência Oeste, Extraquadra, NBA — Tags: , — basketbrasil @ 11:15 am

Após declarar à imprensa de San Antonio que poderia voltar já na segunda-feira diante do Memphis Grizzlies, o ala Manu Ginóbili foi barrado pelo treinador Gregg Popovich. O técnico afirmou que Manu ainda não está pronto para retornar às quadras.

Após os treinamentos de quinta-feira, o argentino falou com a imprensa: “Me sinto muito bem, tive um ótimo treino hoje”, disse o jogador. “Estou jogando bem e meu tornozelo não está doendo. Fico cansado, já que esse tempo todo fora me deixou sem ritmo, mas isso é fácil de se acostumar”.

Quando perguntado se sabia uma data para a possível volta, Ginóbili disse que está pronto e gostaria de voltar no jogo contra o Memphis Grizzlies. Entretanto, Gregg Popovich foi enfático ao dizer que Manu ainda irá esperar mais um pouco: “Ele jogará quando estiver pronto, e ele ainda não está”, disse o treinador, após a vitória de ontem diante do Utah Jazz.

Manu entende o fato de ser barrado pelo treinador, mas ele tem certeza que sua volta não passa da próxima semana: “Acredito que estarei pronto. Não sei se eles serão super cautelosos a ponto de me deixarem de fora mais tempo, apenas para ver como eu me desenvolvo nos treinos (…) Acredito que já posso contribuir com o time, pouco a pouco. É claro que não começarei jogando 35 minutos logo de cara, mas acho que estou pronto para começar a ajudar”, finalizou o jogador.

(Spurs Brasil)
http://spursbrasil.wordpress.com/

November 17, 2008

8 ou 80: Crise do Spurs é mesmo por causa das lesões?

AVISO DO EDITOR: Esta coluna foi escrita antes de sexta-feira, 14 de novembro, quando o Spurs ainda tinha 2v-5d, antes de vitórias apertadas contra o Houston Rockets e Sacramento Kings no fim-de-semana.

Por Denis Botana

Um dos assuntos mais tratados pela imprensa estrangeira neste começo de temporada da NBA tem a ver com números, então lá vou eu tentar saber o que tem de verdade e o que tem de mentira nisso tudo.

O assunto é o San Antonio Spurs, ou melhor, a idade avançada do elenco de Gregg Popovich. Eles são, realmente, o time com maior média de idade na NBA, mas será que é esta a causa do mau começo da equipe? Ou será que é um de muitos outros fatores? Ou seria apenas a ausência de Ginóbili e agora também de Tony Parker?

Para analisar isso, fiz uma tabela comparativa. Nela estão listados dados deste início de temporada do Spurs comparados aos números da temporada regular dos outros anos ímpares quando o Spurs foi campeão, 1999, 2003, 2005 e 2007. Para comparar os times, escolhi elementos-chave de todas as campanhas vencedoras:

Média de idade: Todos os times campeões do Spurs eram experientes, veremos se o deste ano é muito mais velho.

Posses de bola por 48 minutos: O Spurs sempre foi conhecido pelo jogo cadenciado, este dado mostra quantas posses de bola o time tem por jogo. Um time veloz tem sempre mais posses de bola em média do que um time de ritmo lento.

Pontos por jogo e pontos sofridos por jogo: Média de pontos feitos e sofridos pelo time, o número básico para analisar a força ofensiva e defensiva de um time.

Rating ofensivo e defensivo: Calcula quantos pontos são feitos ou sofridos a cada 100 posses de bola, é uma maneira de poder analisar o poder ofensivo e defensivo de times que jogam em ritmos diferentes.

Formações titulares diferentes: Mostra se o time manteve durante toda a temporada a mesma formação ou se precisou fazer mudanças devido a contusões, suspensões, trocas ou variação de rendimento.

Aproveitamento de arremessos e de bolas de 3: Número básico para saber a qualidade ofensiva da equipe.

Rebotes, tocos e roubos por jogo: Números básicos para medir algumas características defensivas da equipe.

A primeira coisa que vemos é que este time do Spurs é mesmo mais velho que os outros, mas também não é difícil de perceber que não é tão mais velho assim. O time campeão de 1999, um time com alguns dos melhores números defensivos da história e uma campanha assustadora de 15 vitórias e duas derrotas nos playoffs, tinha praticamente a mesma média de idade. O time campeão em 2007, base desta atual equipe, não é nem um ano inteiro mais novo que o time atual. Colocar a culpa na idade do grupo e sugerir contratações de jogadores novinhos parece uma atitude simplista demais. Contratar alguns moleques de 20 anos faria a média de idade cair, mas quem seriam esses garotos? Eles têm as características que o Spurs precisa?

O Spurs tem problemas, o que parece fazer mais sentido é identificar estes problemas e contratar ou trocar por jogadores que resolvam, seja esse cara um quarentão ou um novato. Não tenho dúvida que com as atuações recentes do Fabrício Oberto, o Dikembe Mutombo seria muito bem vindo em San Antonio mesmo com seus 42 anos.

Acompanhando o jogo entre Miami e San Antonio, o jogo em que Tony Parker se contundiu, passou a impressão de que o Spurs se tornaria, sem sua dupla original de armação, um time veloz, já que naquela partida os armadores George Hill e Roger Mason lideraram uma correria que eventualmente acabava em arremessos de 3 pontos. Mas o que os números nos dizem é que este time do Spurs tem o ritmo de jogo mais lento entre todos os times comparados: são 85 posses de bola por jogo, contra uma pequena variação entre 89 e 90 das outras equipes. Isso pode indicar três coisas: A primeira é cautela, o Popovich não deve ter gostado daquela primeira exibição contra o Heat e mandou os armadores terem mais calma. A segunda é a falta de criatividade, muitas vezes o relógio de 24 segundos é gasto sem criação alguma, fazendo o time ter quantidade menor de posses; e a terceira é que o time está se focando em Tim Duncan. Times que tentam colocar a bola sempre dentro do garrafão têm um ritmo mais lento de jogo do que aqueles baseados em arremessos do perímetro.

Isso mostra uma limitação do Spurs na área da armação. Sem Parker e sem Ginóbili, o time fica menos criativo, com menos ameaças no perímetro e mais lento, dependendo mais de Tim Duncan. Esse é um problema até que óbvio e que deve durar até a volta dos dois armadores para a equipe, então aqui acho que não há muito com o que se preocupar.

A criatividade nos leva aos números ofensivos do time. São 94,3 pontos por jogo, o que coloca o Spurs na 23° posição na NBA. Mas ao ver logo ao lado dele na tabela, Rockets, Celtics e Raptors, é fácil de perceber que um ataque que não faz muitos pontos não é necessariamente um ataque ruim. Juntando esses pontos com o baixo número de posses de bola do time por jogo temos o “rating” ofensivo do Spurs, que é o 11° da NBA, o que não é nada vergonhoso. O time de 99 acabou a temporada regular também na 11° posição e o time de 2005 não ficou muito longe, foi o oitavo. Outra prova disso são as porcentagens de bolas de 3 e de arremessos em geral, que estão no mesmo nível, com mínima variação, com a dos times campeões da última década.

Até o número de bolas de 3 tentadas por jogo, que parecia exagerada nos últimos jogos, na verdade chamam mais a atenção pela qualidade das bolas (mais mal trabalhadas do que antes) do que pela quantidade. O time de hoje tenta em média 19 bolas de 3 por jogo, exatamente o mesmo número do time de 2007.

Então podemos deduzir que o ataque está sofrendo um bocado, principalmente na hora de decidir jogos, com a falta de criatividade, já que ninguém no elenco tem a qualidade de Ginóbili e Parker, mas que em geral o time está usando de um ritmo de jogo mais lento para conseguir números bem parecidos com os que sempre conseguiu.

Estará então o problema na defesa?

Sim. O maior patrimônio do Spurs na última década foi sua defesa e, neste ano, finalmente, ela está desmonorando. O número de pontos sofridos por jogo subiu muito em comparação aos times campeões. São 8 pontos a mais que o time de 2007 e 2003, 10 a mais que o de 2005 e 14 a mais que o time campeão em 1999.

E tudo isso, não podemos esquecer, com menos posses de bola por jogo, o que coloca o Spurs com um degradante “rating” defensivo de 111,1 pontos a cada 100 posses de bola. Apenas quatro times têm um número pior que esse na NBA atualmente. Dos quatro times campeões do Spurs, dois deles tiveram a melhor marca no rating defensivo, um ficou em segundo e a pior marca tinha sido a de terceira melhor defesa da liga. Ou seja, o Spurs sempre venceu em função da sua defesa.

Chegamos então em alguns outros números defensivos. Já disse em outra coluna (a primeira da série ‘8 ou 80′) que tocos e roubos não necessariamente dizem se um time ou jogador são bons na defesa ou não, mas os mesmos números são bem úteis quando você faz uma comparação entre o mesmo time ou jogador. Se um time mantém o mesmo elenco, características e filosofia de jogo, mas dá menos tocos, provavelmente a qualidade defensiva baixou. No Spurs da atual temporada, vemos números pífios de roubos e tocos por partida, são 2,7 tocos e 3,7 roubos por jogo; números que em outros times equivalem a soma de dois jogadores no Spurs são a soma de um elenco inteiro.

Hoje na NBA, apenas o Knicks dá menos tocos por jogo que o Spurs, que é o time que menos rouba bolas, 2 a menos que o penúltimo colocado, o Raptors.

A volta de Ginóbili e Parker já traria, em média, mais 2,5 roubos por jogo para o time e um número de insignificante de tocos, mais algumas características, principalmente do Ginóbili, de ajuda defensiva que não é contada com números. Isso já deve ajudar o time a melhorar um pouco seu desempenho. Mas será o bastante para fazer o Spurs sair da 26° posição e voltar a ser uma das 3 melhores defesas da liga? Não. O real problema do Spurs parece que não está na idade do elenco e nem na ausência dos dois armadores. Analisando todos esses números e somando com os jogos do Spurs, eu posso afirmar que os problemas do Spurs hoje se chamam Bruce Bowen, Fabrício Oberto e Kurt Thomas.

O Spurs não está muito mais velho do que antes, mas Bruce Bowen e Kurt Thomas estão. Oberto não está com 40 anos, mas está fora de forma – lidou com problemas de coração que o afastaram de parte da pré-temporada. O problema então não está no banco de reserva do Spurs que não ajuda, na verdade eles têm ajudado até demais na atual situação, o problema do time está nos titulares da posição 3 e 5. Seja qual dos dois pivôs que jogue ou Bowen, não estão dando conta do recado.

Na temporada 2006-07, a do último título do Spurs, a dupla que tinha melhores números de +/- (plus/minus, o número que faz um saldo de pontos quando tal grupo de jogadores estava junto em quadra) era a dupla Duncan e Bowen. Não era Duncan e Parker ou Ginóbili, era com Bowen. Porque eram dois dos melhores defensores da liga atuando juntos, um parando o melhor atacante do perímetro e o outro parando o garrafão. Nesta temporada, Bowen não teve sucesso contra nenhum principal atacante adversário e sua contribuição para o sucesso do time era maior do que muita gente imaginava.

Se o Spurs quer continuar sua sequência de títulos em anos ímpares, precisa esperar com calma os dois armadores voltarem de contusão e conseguir alguma troca ou contratação de free agent que resolva o buraco defensivo deixado por Bowen e pela dupla Oberto e Thomas. Para o garrafão, a minha sugestão seria deixar o time ainda mais velho, com o Mutombo, que jogou demais no ano passado pelo Rockets e que dividiria minutos com os atuais donos da posição. É uma boa saída até o ano que vem, quando o nosso Tiago Splitter poderá chegar a San Antonio e assumir a posição.

Substituir Bowen é mais difícil, mas necessário se o time tem pretensões de título. Gregg Popovich deve estar se perguntando porque não conseguiram pegar o Shane Battier do Rockets naquela troca estranha do Luis Scola. Esquisito dizer isto, mas o Spurs, time que era todo-poderoso e que parece tão frágil atualmente, está a um Shane Battier de voltar a assombrar a NBA. (Nota do editor: Popovich tirou Bowen do time titular e lançou Ime Udoka, e aparentemente a mudança deu certo: desde que Udoka entrou, o Spurs venceu três de quatro partidas. No jogo do último domingo, 16/11, contra Sacramento, Udoka deu lugar a Michael Finley e Bowen continuou no banco).

November 14, 2008

Manu Ginóbili deve voltar ao San Antonio Spurs até dezembro

Filed under: Conferência Oeste, Extraquadra, NBA — Tags: , — basketbrasil @ 1:37 pm

O ala-armador argentino Manu Ginóbili segue se recuperando de uma operação no tornozelo esquerdo e pode voltar ao San Antonio Spurs até dezembro.

O jogador já acompanhou a equipe na derrota de quarta-feira para o Milwaukee Bucks por 82 a 78, pela temporada regular da NBA, mas não estava de uniforme.

“Estou melhor a cada dia, mas ainda não participei de nenhum treino com a equipe. Mas tenho de ser inteligente, não quero apressar nada para que a situação fique pior depois”, comentou o argentino ao jornal San Antonio Express-News.

Ginobili operou no início de setembro, após retornar dos Jogos Olímpicos de Pequim. O técnico dos Spurs, Gregg Popovich, disse novamente que não quer apressar o retorno de Ginóbili, ainda mais se for antes do final de novembro.

Sem o ala-armador argentino e o armador francês Tony Parker, também com uma lesão no tornozelo esquerdo e que ficará sem jogar por pelo menos um mês, a equipe tem campanha de duas vitórias e cinco derrotas, dividindo a lanterna da Divisão Sudoeste com o Dallas Mavericks.
 
(Terra/EFE)

November 13, 2008

Bucks vence partida contra Spurs de virada nos últimos segundos

 

O treinador do Milwaukee Bucks, que derrotou o San Antonio Spurs por 82 a 78, mandou o ala-pivô Andrew Bogut ser agressivo contra Tim Duncan. Bogut respondeu fazendo 10 pontos, mas pegou 17 rebotes. Richard Jefferson fez 16 de seus 19 pontos no segundo tempo. O Bucks jogou sem Michael redd, pela quinta partida consecutiva. O ala/armador está com uma torção no tornozelo.

 

Sessions recebe falta de Duncan

Sessions recebe falta de Duncan

 

 

Duncan fez 24 pontos, o ala/pivô fez 14 dos 19 pontos de seu time no quarto período. Ainda sem Manu Ginobili e Tony Parker, machucados, Michael Finley fez 19 pontos.

 

Bowen tenta roubar bola de Jefferson

Bowen tenta roubar bola de Jefferson

 

 

Milwaukee estava perdendo por 13 pontos quando começou a virada. Liderados por Jefferson que fez a cesta que deu a primeira liderança do Bucks no segundo tempo, 63 a 61, com 8min25s para o final. O Bucks aumentou a diferença para 10 pontos, 73 a 63, com 3min15s para terminar a partida.

Então Duncan tomou conta do jogo. Duncan fez seis pontos, com duas cestas e faltas consecutivas, diminuindo a diferença para 73 a 69. Ele acertou mais um lance-livre e teve mais uma jogada de três pontos, com cesta e falta, quando Bogut abraçou-o e, com 41s para o final, a diferença era de 75 a 73.

Ramon Sessions e Duncan fizeram bandejas e Charlie Bell fez dois pontos da linha do lance-livre, dando uma vantagem de 79 a 75 para o Bucks.

Finley respondeu com uma de três e Duncan, apelidada de Tim Duncan Robot pela consistência de seu jogo, errou um arremesso de perto, com 5s, que empataria a partida.

“Tive um arremesso de perto, para mandar para a prorrogação e errei. É frustrante, de qualquer maneira que se enxergue”, falou o ala/pivô.

Melhores momentos aqui.

November 12, 2008

Duncan lidera Spurs em mais uma vitória sobre o Knicks

Filed under: Conferência Leste, Conferência Oeste, DESTAQUES, NBA — Tags: , , , — Rubens Borges @ 10:52 am

Sem Tony parker e Manu Ginobili o San Antonio Spurs contou com 23 pontos, nove rebotes e sete assistências do ala/pivô Tim Duncan para derrotar o New York Knicks por 92 a 80, em casa. Parker deve perder um mês com uma torção no tornozelo esquerdo, Ginobili deve voltar em dezembro, após uma cirurgia no tornozelo.

Randolph e Duhon tentam roubar a bola de Duncan

Randolph e Duhon tentam roubar a bola de Duncan

Wilson Chandler tenta uma bandeja contra Duncan

Wilson Chandler tenta uma bandeja contra Duncan

O novato George Hill começou a partida no lugar de Parker e fez 12 pontos. Bruce Bowen terminou com 13 pontos.

Jamal Crawford fez 28 pontos, liderando o Knicks.

O Knicks teve sua maior liderança quanto Crawford acertou uma cesta de três, abrindo uma vantagem, de seis pontos, 46 a 40, no começo do terceiro quarto. Nos próximos 3min20s San Antonio fez 10 a 2, virando o placar, 50 a 48.

Com uma cesta de Duncan, com 5min48s para o final do terceiro quarto, o time da casa liderava por 56 a 49. No final do período a vantagem diminuiu para três pontos, 67 a 64.

San Antonio fez os 11 primeiros pontos do quarto período. O Knicks levou 5min para pontuar, quando Zach Randolph diminuiu a diferença para 78 a 66, mas o Knicks não chegou mais perto no placar.

“Eles jogaram duro e estavam desesperados. É uma boa equipe, merece crédito. Devemos arremessar melhor e mover a bola melhor contra um time desses”, disse o treinador do Knicks, Mike D’Antoni.

O Knicks perdeu sete partidas seguidas para o Spurs. Desde 18 de Março de 2003 o Knicks tem 1V-10D contra San Antonio no Texas.

Melhores momentos, aqui.

November 5, 2008

Mavericks sai por cima em batalha texana, Spurs tem seu pior começo de temporada em 35 anos

Ao perder para o Dallas Mavericks, a terceira derrota em três partidas, por 98 a 81, o San Antonio Spurs tem o pior começo de temporada desde 1973-74, na ABA, quando perdeu as quatro primeiras partidas . O ala/pivô Dirk Nowitzki liderou o Mavs com 30 pontos. Jason Terry quase empatou com o alemão, com 29 pontos, Josh Howard fez 14 pontos e Jason Kidd contribuiu com 10 assistências.

 

 

 

Terry lidera Mavs na Batalha pelo Texas

Terry lidera Mavs na Batalha pelo Texas

 

 

 

 

“É bom jogar em um alto nível de novo. Com os caras que temos, temos um time que joga junto há quatro anos. Nos conhecemos”, disse Terry.

Com Manu Ginobili ainda lesionado o francês Tony Parker liderou o time da casa com 22 pontos. Tim Duncan fez 19. Ginobili não deve voltar antes de Dezembro, após passar por uma cirurgia para reparar o tornozelo esquerdo.

“Estamos em território desconhecido. Jogamos mal, para dizer o mínimo”, analisou Duncan.

San Antonio terminou o primeiro quarto perdendo por sete pontos, com 8min34s para o final do segundo período, em um arremesso de Parker, o time da casa cortou a vantagem para 30 a 27. Ma, logo Terry, também conhecido como Jet, acertou dois arremessos e Antoine Wright converteu uma cesta de três pontos.

 

Ginobili assiste derrota do Spurs do banco

Ginobili assiste derrota do Spurs do banco

 

 

“Jet realmente ajudou. Definitivamente o time precisa de seu ataque. De titular ou reserva, a gente precisa de seus arremessos e pontos”, falou Nowitzki.

Com uma vantagem de 10 pontos, 41 a 31, com 3min33s para o intervalo, os visitantes acertaram cinco de seis arremessos. O ala/pivô alemão acertou três deles e o Dallas foi para o vestiário com uma vantagem de 18 pontos.

As coisas não melhoraram para o Spurs no começo do segundo tempo. Kidd acertou um arremesso de três pontos e o Mavs aproveitou 10 dos 19 arremessos do terceiro quarto. Com 5min49s para o final do período os visitantes lideravam por 23 pontos.

 

Nowitzki toma conta da partida no período final

Nowitzki toma conta da partida no período final

 

 

As coisas melhoraram para os donos da casa, um pouco, no quarto final. Com 7min79s para o final o Spurs cortou a vantagem para 80 a 73, mas Nowitzki fez os próximos seis pontos do jogo e Dallas abriu uma vantagem de 88 a 73.

Clique aqui para os melhores momentos da partida.