December 18, 2008
O Golden State Warriors nesta temporada tem sido uma mãe para os ataques adversários. Se você tem um time de basquete, pode ser amador mesmo, e estiver com o moral em baixa, contacte Don Nelson e sua trupe e bata uma bolinha com eles. Você pode até tomar uns 200 pontos, mas, com certeza, fará mais de 120. Foi isso que o Indiana Pacers fez na noite desta quarta-feira.
A equipe de Indianápolis vinha discreta, com seis derrotas nos últimos sete jogos e precisava levantar a cabeça. Para sorte dos comandados de Jim O’Brien o adversário era o Warriors, que tem a pior defesa da NBA. O jogo, como era de se esperar, teve muitos pontos. O Pacers aproveitou o apoio da torcida e venceu o duelo por 127 a 120 (68 a 62 no intervalo) e conseguiu seu segundo triunfo consecutivo.

Belinelli cercado por jogadores do Pacers (AP Photo/Darron Cummings)
Danny Granger foi o principal agraciado com a “preguiça” dos jogadores do Golden State. O ala teve mais uma atuação de estrela. Granger marcou 41 pontos, pegou onze rebotes, distribuiu seis assistências e deu dois tocos. Entretanto, essa não foi a maior proeza do Warriors no Conseco Field House. A equipe californiana permitiu 23 pontos, oito rebotes, cinco assistências e três recuperações de bola do Marquis Daniels em, pasmem, apenas 29 minutos de quadra. Nem a mãe dele esperaria que ele conseguisse fazer isso um dia na NBA.
Mas não foi só Daniels que fez a festa na “defesa” do rival californiano. Jarrett Jack conectou 24 pontos, pegou seis rebotes e deu um toco. O ala novato Brandon Rush conectou 10 tentos, capturou onze rebotes e deu duas pregadas, seu reserva, Stephen Graham fez 11 pontos enquanto que o esloveno Rasho Nesterovic conectou 12 tentos. Jeff Foster pegou 11 sobras e, outra aberração, Travis Diener deu quatro assistências em apenas 10min na quadra.
Com todo esse arsenal ofensivo, o Pacers garantiu mais um triunfo e confirmou o rótulo de “freguês” pro Warriors. A franquia de Indianápolis venceu 11 dos últimos 15 jogos que fez contra a equipe californiana, incluindo duas vitórias consecutivas. Os times voltarão a se enfrentar na noite de 11 de janeiro de 2009, quando a partida será realizada em Oakland.
O técnico Don Nelson teceu muitos elogios a Danny Granger: “Ele é um jogador incrível”, disse. “Ele é um dos jogadores de grande qualidade nesta liga. É difícil marca um armador do seu tamanho de sua qualidade”, completou o treinador do Warriors.

Jarret Jack (de barnco) tenta roubar a bola de Jamal Crawford (AP Photo/Darron Cummings)
Mas não foi só no time adversário que os números foram anormais. No próprio Warriors, que tem um excelente ataque, as estatísticas surpreenderam. A coisa que mais choca é ver o italiano Marco Belinelli ter 38min de quadra e começar como titular pela primeira vez na carreira, após mofar no banco de reserva por dois anos. A emoção foi tão grande que Belinelli fez seu melhor jogo na NBA. O italiano de 22 anos encestou 21 pontos, pegou quatro rebotes e deu quatro assistências.
Entretanto, ele não foi o cestinha do time visitante. A honra coube ao ala-armador Jamal Crawford, que fez 29 tentos. O camisa 6 do Warriors pegou nove rebotes e deu quatro passes perfeitos. Stephen Jackson veio logo a seguir com 20 pontos, seis sobras e três recuperações de bola. O pivô letão Andris Biedrins fez um duplo-duplo, 16 tentos e 10 rebotes. O ala Kelenna Azubuike encestou 18 pontos e buscou nove sobras. Fechando a lista de destaque o francês Ronny Turiaf, um monstro com seis tocos.
O Golden State Warriors (7v-19d) continua sua série de viagens. A próxima parada será nesta sexta-feira contra o Atlanta Hawks. O Indiana Pacers (9v-16d), por sua vez, recebe a visita do Los Angeles Clippers na mesma noite.
December 16, 2008
O Orlando Magic não parece estar sentindo a ausência do pivô e principal jogador da equipe, Dwight Howard, que continua lesionado e inativo. Na noite desta segunda-feira, mais uma vez sem o gigante, o Magic conseguiu outra vitória, encerrando sua sequência de cinco partidas pela costa oeste americana com quatro vitórias. A vítima da vez foi o Golden State Warriors, derrotado por 109 a 98 (46 a 40 no intervalo) em plena Oracle Arena, Oakland.
Sem Howard no garrafão, as atenções do Magic foram voltadas totalmente para o perímetro e, por isso, o sjogadores mais baixos da equipe da Flórida foram os destaques da noite. O armador Jameer Nelson igualou o maior número de pontos de sua carreira em um jogo com 32 nesta segunda. Nelson marcou 23 deles apenas no segundo tempo e ajudou o Orlando a manter a liderança conquistada na primeira etapa.
Nelson aproveitou a ausência do astro da franquia para fazer o que mais gosta: arremessar a vontade. O camisa 14 do Orlando conectou 13 dos 25 arremessos que tentou, incluindo um aproveitamento de cinco em nove nos chutes de 3 pontos. Para coroar sua bela apresentação, o armador ainda pegou quatro rebotes, deu quatro assistências e recuperou três bolas.

Jameer Nelson comandou vitória do Magic (AP Photo)
Seu principal ajudante foi o ala-pivô Rashard Lewis. O atleta, que passa por uma de suas melhores fases na carreira, conectou 21 tentos (oito arremessos certos em 15 tentados). O camisa 9 do azulão da Flórida ainda buscou oito rebotes e deu cinco passes para cesta. O ala turco Hedo Turkoglu contribuiu com 12 pontos, oito passes perfeitos e sete sobras em 40min na quadra.
Além do trio, que costuma ser coadjuvante das atuações dominantes, o Magic contou com boas apresentações de desconhecidos. O substituto de “D-12″, Marcin Gortat, surpreendeu a todos com uma atuação dominante. O polonês aproveitou a fraca marcação do Warriors e fez a festa. Gortat acertou sete de seus 13 chutes e terminou o jogo com 16 pontos, além de 13 rebotes e três tocos. O novato Courtney Lee também fez 16 tentos enquanto que o veterano Tony Battie pegou 12 rebotes.
“Ganhar jogos fora de casa é sempre muito positivo”, ressaltou Rashard Lewis. “Jameer esteve perto da perfeição esta noite, nós percebemos que ele estava quente e tratamos de auxiliá-lo. Nós podemos fazer muitas coisas boas, mesmo não tendo nosso principal jogador em quadra”, concluiu o ala-pivô, referindo-se a ausência de Howard.
Pelo Golden State Warriors, que amargou sua quarta derrota nos últimos cinco jogos que fez contra o Magic, o cestinha foi o pivô letão Andris Biedrins. Ele marcou 23 pontos, tendo o ótimo aproveitamento de 83% de acerto nos seus arremessos (10 em 12), e ainda pegou nove rebotes. O italiano Marco Belinelli, que mofou no banco de reservas durante dois anos, finalmente teve sua chance e correspondeu. Belinelli provou ter a mão certeira e finalizou a partida com 19 pontos. O ala-armador ainda provou ser versátil com seis assistências e quatro rebotes em 31min na quadra. Isso mesmo, Marco Belinelli teve 31min de quadra! Já podemos dizer que vimos de tudo.

Rashar Lewis converte bandeja e Andris Biedrins observa (AP Photo)
“Eu acredito que nós tentamos fazer as coisas certas”, declarou o técnico do Warriors, Don Nelson. “Foi muito difícil contê-los no perímetro, mas nós nos esforçamos, assim como nos esforçamos no ataque”, analisou o treinador mais maluco da NBA.
O ala-armador titular Jamal Crawford, vindo do New York Knicks, não teve uma atuação ruim, mas também não contribuiu para a vitória. O camisa 6 do Warriors marcou 16 pontos e deu seis passes precisos. Entretanto, o ala-armador continua chamando a atenção por outro motivo: o seu pé frio. Desde que chegou ao time californiano, Crawford presenciou dez derrotas em doze partidas.
O Golden State Warriors (7v-18d) embarca agora para uma série de viagens pela costa leste americana. A primeira parada será diante do Indiana Pacers na próxima quarta-feira. O Orlando Magic (19v-6d), por sua vez, receberá a visita do San Antonio Spurs na noite de quinta-feira, 18.
December 7, 2008
(Playoff.com.br)
O ala-armador italiano Marco Belinelli perdeu a paciência e quer deixar o Golden State Warriors. O jogador alega que não tem recebido a quantidade de minutos que merece do técnico Don Nelson.
“Eu tento me concentrar e dar o meu melhor nos minutos limitados de cada jogo. Nos treinos, tenho mostrado que estou pronto”, afirmou o jogador de 22 anos nesta quinta-feira ao diário Gazzetta dello Sport.
“Há times interessados em mim”, disse o atleta. “Não posso mais confiar em Don Nelson. Ele disse que eu teria mais minutos e isso não aconteceu. Não tenho a chance de mostrar o meu valor”, continuou.
Estrela no Fortitudo Bologna três anos atrás, Belinelli não pensa em retorno para a Velha Bota. “Voltar para Europa significaria desistir e eu não sou do tipo que desiste facilmente”, concluiu.
October 9, 2008
Enquanto as equipes da NBA fazem sua turnê anual pela Europa - só que desta vez sem enfrentar times locais, apenas jogando entre si - os times da Euroleague chegam aos Estados Unidos para sua própria turnê contra conjuntos NBA, a Euroleague Basketball North American Tour. O CSKA Moscou, atual campeão europeu, chegou em Orlando, Flórida, nesta quarta-feira (8/10) e começou os treinos para o primeiro jogo de sua história em solo americano, contra o Orlando Magic, nesta sexta-feira.
Os russos passaram quase 15 horas viajando de Moscou a Orlando na terça-feira e chegaram sem o ala-pivô Andrey Vorontsevich, que agravou uma lesão na perna no último treino antes da viagem, e Artem Zabelin, que segue tratamento no joelho. O time ficará nove dias na América do Norte e enfrentará também o Toronto Raptors, na próxima terça.
“Para mim, é importante que um time com tantos jogadores novos, como o nosso, tenha esta chance de conviver junto por 10 dias. Obviamente, também é um desafio. Nós representamos a Euroleague, o basquete russo e claro, nós mesmos também, e queremos exibir uma boa imagem de todas essas organizações. Ao mesmo tempo, pela experiência de jogos prévios aqui, sabemos que os times da NBA levam estes jogos com extrema seriedade, e o fato de jogarmos pelas regras deles fará uma grande diferença nos jogos”, comentou o técnico do CSKA, Ettore Messina.
Já o ala-armador Trajan Langdon, MVP do Final Four da Euroleague no ano passado e destaque da universidade Duke quando jogou na NCAA, o que importa é a experiência e não o resultado dos jogos. “Temos mais dois jogos para nos preparar para a temporada, e a temporada na Europa é o que é mais importante. Começamos na liga russa contra o Ural Great em casa quando voltarmos, e depois temos o Armani Jeans Milano em casa para estrear na Euroleague. Ao vir para a América do Norte, queremos apenas jogar bem e atuar bem, sem importar os resultados”, disse Langdon.
Além do CSKA, o Regal Barcelona e o Lietuvos Rytas farão jogos nos EUA entre 18 e 21 de outubro.
A NBA divulgou, na quarta-feira, a lista de suas camisas mais vendidas na Europa. O atual MVP da liga, Kobe Bryant, é o líder, com a camisa de Kevin Garnett do Boston Celtics logo em seguida. O pivô espanhol Pau Gasol é o europeu melhor colocado, em terceiro, e a lista inclui outros quatro jogadores naturais do Velho Continente. A maior surpresa é a ausência do alemão Dirk Nowitzki, do Dallas Mavericks, na lista. Nowitzki é o maior ídolo do basquete alemão e classificou seu país às Olimpíadas neste ano pela primeira vez desde 1992, além de ter sido MVP da temporada da NBA em 2006-07.
Outra surpresa é a presença do italiano Marco Belinelli, que apesar de uma temporada de estréia apagada pelo Golden State Warriors, tem a nona camisa mais vendida, superando o espanhol José Calderón, atual titular da armação do Toronto Raptors e ídolo da seleção medalha de prata olímpica.
Confira a lista com as 10 camisas mais vendidas:
1. Kobe Bryant, Los Angeles Lakers
2. Kevin Garnett, Boston Celtics
3. Pau Gasol, Los Angeles Lakers
4. LeBron James, Cleveland Cavaliers
5. Tony Parker, San Antonio Spurs
6. Allen Iverson, Denver Nuggets
7. Andrea Bargnani, Toronto Raptors
8. Dwyane Wade, Miami Heat
9. Marco Belinelli, Golden State Warriors
10. José Calderón, Toronto Raptors
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