O Detroit Pistons contou com uma “mãozinha” de Al Thornton para derrotar o Los Angeles Clippers, 88 a 87, fora de casa neste domingo (4/1) e chegar à sua oitava vitória consecutiva. Foi a sétima derrota seguida do time anfitrião, que não vence o Pistons há 12 jogos, desde novembro de 2002.
Com ambas as equipes desfalcadas - Detroit não contou com Rasheed Wallace (pé direito) e Richard Hamilton (virilha), enquanto L.A. jogou sem Zach Randolph, Baron Davis, Chris Kaman, Ricky Davis e ainda perdeu o novo titular Fred Jones em menos de três minutos - a partida foi equilibrada até o final e decidida em marcação de bola descendente.
O armador Allen Iverson só acertou sete de 22 arremessos na partida e sua última cesta foi exatamente uma bola que não entrou. Com o Pistons atrás no placar, ele infiltrou o garrafão e tentou um balão para fazer a cesta da vitória, mas Thornton subiu para rejeitar o chute com 4,9s restando. Entretanto, a bola já estava caindo e o árbitro Tommy Nunez Jr. apontou a infração, cedendo os pontos e a virada ao time visitante.
“Você sabe que está tendo um jogo ruim nos arremessos quando você faz a cesta da vitória, mas nem ela caiu”, brincou Iverson, que fez um duplo-duplo de 18 pontos e 10 assistências para Detroit. “Finalmente consegui um chute fácil que eu sabia que cairía para nos dar uma vantagem de um ponto, e alguém aparece do nada e tira na descendente. (O Staples Center) estava tão barulhento que, de primeira, eu nem sabia que eles haviam marcado”, acrescentou A.I, que terminou uma seca de oito jogos sem cestas de 3 pontos ao acertar um par de chutes de longa distância no segundo quarto, mas errou outras cinco tentativas de trás do arco.
O lance final estragou uma noite incrível do ala-armador calouro Eric Gordon, que assumiu as rédeas do Clippers na ausência de tantos jogadores e marcou 31 pontos, recorde pessoal. Ele havia colocado L.A. à frente por 86 a 85 com uma jogada de três pontos com 21,9s restando no jogo e errou um arremesso de média distância na posse final do jogo.
“Eric estava quente a noite inteira. É uma pena que seu último arremesso não caiu. Coisas assim acontecem, e uma derrota é uma derrota, então não podemos carregar isto para o próximo jogo. Uma vitória teria ajudado a reconstruir nossa química de equipe e a desenvolver uma mentalidade mais vitoriosa”, lamentou Thornton, que apesar da lambança no final, teve 12 pontos e 6 rebotes.
O pivô Marcus Camby marcou 14 pontos e 20 rebotes para o time da casa, enquanto Steve Novak fez 15 pontos e o armador Mardy Collins teve 12 assistências. Pelo Pistons, o armador Rodney Stuckey fez 24 pontos e 6 assistências, o ala Tayshaun Prince marcou 20 pontos, o pivô Kwame Brown buscou 11 rebotes e o reserva Arron Afflalo acrescentou 10 pontos. O veterano Antonio McDyess, que havia perdido os dois últimos jogos com uma lesão na costela, voltou ao time e marcou 6 pontos e 15 rebotes saído do banco.
Detroit (21v-11d) segue em sua excursão de quatro jogos pelo Oeste e tem seu próximo desafio na quarta-feira (7/1), contra o Portland Trail Blazers, no Rose Garden. O Clippers (8v-25d) tem uma série de três jogos fora de casa contra equipes da Divisão Sudoeste, começando na terça-feira (6/1) contra o Dallas Mavericks, no American Airlines Center.
O Phoenix Suns conseguiu sua terceira vitória consecutiva provocando a sexta derrota seguida do Los Angeles Clippers, 106 a 98 (62 a 49 no intervalo), mas os jogadores e o técnico Terry Porter não ficaram satisfeitos com a atuação do time no US Airways Center, porque depois de um ótimo primeiro quarto vencido por 33 a 15, a equipe foi inferior ao desfalcado Clippers (8V-24D) nos três períodos seguintes, mas fez o suficiente para vencer em casa e subir para sétima posição da Conferência Oeste. O ala-pivô Amare Stoudemire foi o cestinha da partida na madrugada deste sábado (horário de Brasília), com 23 pontos e oito rebotes. De volta ao banco de reservas com o retorno do armador-astro canadense Steve Nash recuperado de espasmos nas costas e distribuindo 11 assistências, o brasileiro Leandrinho contribuiu para o triunfo com 12 pontos, cinco rebotes, quatro passes para cesta e dois roubos de bola em 22min53s de ação.
O ala-armador paulista acertou quatro em nove arremessos de quadra e todos os seus quatro lances livres, deu conta do recado na função de armador substituto nos minutos de descanso de Nash dando quatro assistências e não desperdiçando nenhuma posse de bola, cometeu três faltas e mostrou que ainda precisa melhorar na defesa, pois no tempo que Leandro ficou em quadra o Clippers fez cinco pontos a mais que o Suns, foi o único diferencial negativo individual da equipe do Arizona. A vitória em casa colocou o Phoenix sete jogos acima de 50% de aproveitamento na classificação pela primeira vez nesta temporada, o time perdeu apenas três vezes nos últimos 12 jogos, sendo que essas derrotas foram apertadas (somadas dão uma diferença de 11 pontos), e marcou 100 pontos ou mais em 10 das últimas 11 partidas. Mas a insatisfação foi por acharem que tinham a obrigação de bater o Clippers com mais facilidade.
“Nós jogamos tão bem no primeiro quarto e tão mal nos três últimos quartos. Demos um passo para frente, e depois demos passos para trás”, disse o ala Grant Hill, autor de 13 pontos e quatro rebotes.
“Talvez tenha sido fácil demais no início do jogo, e depois de um tempo você fica um pouco fora de ritmo”, opinou o armador Nash, que fez só nove pontos acertando três em sete arremessos de quadra no seu retorno às quadras após ficar fora da maior parte do jogo contra o Oklahoma City Thunder e da partida inteira contra o Memphis Grizzlies, na qual Leandrinho marcou seu recorde pessoal na temporada com 28 pontos começando como armador titular.
“Estou feliz com a vitória, mas obviamente desapontado com a maneira que fechamos o jogo. Nós começamos muito bem no primeiro quarto, mas nos últimos três quartos… Eu acho que nós simplesmente pensamos que eles iriam desarmar suas tendas depois daquele início. Nós simplesmente não jogamos inteligentemente durante uma boa parte do jogo, aí entramos no terceiro quarto, desperdiçamos 10 vezes a posse de bola e perdemos nosso foco. Nós temos de fazer um trabalho melhor em tirar os times do jogo”, afirmou o técnico Terry Porter chateado com o fato de o Clippers ter levado a melhor nas três parciais seguintes por 34 a 29, 23 a 21 e 26 a 23.
O primo pobre de Los Angeles tinha apenas 10 jogadores uniformizados, pois estava desfalcado de vários nomes importantes: o ala-pivô Zach Randolph (lesão no joelho esquerdo), os armadores Baron Davis (contusão no osso inferior das costas) e Mike Taylor (dedo polegar da mão direita fraturado), o pivô Chris Kaman (lesão no braço esquerdo) e o ala-armador Ricky Davis (suspenso por uso de drogas e lesionado no joelho esquerdo), a equipe ainda perdeu no armador Jason Hart no primeiro período com uma tendinite no cotovelo direito. Com tantos problemas, o pivô ex-Denver Marcus Camby teve uma atuação notável pelo Clippers com um duplo-duplo de 19 pontos e incríveis 23 rebotes, o ala-armador novato Eric Gordon se destacou com 21 pontos e o ala-armador Fred Jones foi o melhor reserva em quadra com 16 tentos e quatro assistências.
Depois de fazer um primeiro tempo sofrível no qual errou todos os seus seis arremessos de quadra, o pivô Shaquille O´Neal acertou seis finalizações consecutivas no segundo tempo e terminou o jogo com 17 pontos e nove rebotes pelo Phoenix. O ala-armador titular Jason Richardson adicionou 15 tentos, duas assistências, duas roubadas de bola e dois tocos.
“Achei que os caras que tivemos jogaram duro. Nós simplesmente tivemos um mau começo, e nós não podemos ter maus começos de jogo, especialmente fora de casa”, afirmou Camby.
O técnico Mike Dunleavy ficou satisfeito com o esforço de seu time juntando os cacos. “Eu fiquei orgulhoso de nossos caras por seu esforço e pela maneira que continuamos vivos no jogo. Nossos caras realmente competiram bem e fizeram muitas coisas boas”, comentou o treinador do Clippers.
Stoudemire pavimentou o caminho para a vitória do Suns marcando 16 pontos no primeiro tempo, incluindo uma estrondosa enterrada de canhota e outra cravada poderosa fechando o primeiro quarto em 33 a 15, foi a menor pontuação de um adversário do Phoenix em uma parcial inical na temporada. As arrancadas iniciais de 12 a 0 e 14 a 4 já foram suficientes para tirar o adversário dos trilhos. Mas do outro lado Camby já tinha um duplo-duplo (seu 16º na temporada) antes do intervalo com 10 pontos e 13 rebotes, incluindo oito sobras ofensivas. Mesmo assim o time da casa segurou uma vantagem de 62 a 49 na metade do jogo, com 11 pontos de Richardson e 10 de Hill, além de nove pontos e sete assistências de Nash.
Os times jogaram praticamente em pé de igualdade no terceiro período, quando O´Neal finalmente começou a despontar convertendo todas as suas três finalizações. Mas Camby continuou a brilhar pelo Clippers, anotando mais sete pontos e cinco rebotes na parcial, que terminou com o Suns na frente por 83 a 72. O time do Arizona aumentou a diferença para 20 pontos, sua máxima na partida, ao abrir 103 a 83 no último quarto, mas o Los Angeles reagiu cortando o prejuízo para oito pontos no placar final, mas era tarde demais para pretender uma virada, deu Phoenix jogando para o gasto.
Steve Nash converteu seus dois lances livres na partida aumentando a sequência de cobranças sem erros para 29 consecutivos. O ala reserva do Phoenix Matt Barnes foi expulso do jogo após receber a segunda falta técnica no último quarto, Stoudemire é o único jogador na liga a ser ejetado duas vezes nesta temporada pelo mesmo motivo: duas técnicas. O técnico do Clippers Mike Dunleavy, que levou técnicas em cada um dos três últimos jogos, desta vez não reclamou demais e ficou livre de punição. Após 32 rodadas disputadas, o time angelino ainda não acertou 50% dos arremessos numa partida nenhuma vez, na temporada passada eles atingiram a marca dos 50% pela primeira vez na 32ª partida, mesmo com os reforços adquiridos no verão a equipe continua um saco de pancadas.
Leandrinho ficou um pouco acima de sua média de 11,3 pontos, 2,2 rebotes e 1,3 assistência na temporada. O brasileiro entrou em quadra no início do segundo quarto armando o time no descanso de Nash e foi logo dando duas assistências para Stoudemire converter arremessos de média distância fazendo 39 a 22 e 44 a 28, depois fez o passe para uma bola de três de Barnes abrindo 47 a 28. Na metade final do período, Leandro teve a chance de jogar ao lado de Nash e se beneficiou convertendo duas bandejas consecutivas com assistências do canadense fazendo 52 a 41, no fim da parcial o paulista conectou dois lances livres da falta cometida por Eric Gordon abrindo 59 a 47.
Leandrinho voltou à quadra no quarto final e foi logo encestando dois lances livres da falta cometida por Mardy Collins fazendo 87 a 74, em seguida roubou uma bola em passe errado de Fred Jones e fez a assistência para uma enterrada de Louis Amundson na ponte-aérea abrindo 89 a 74. Depois LB converteu um arremesso na corrida com auxílio da tabela colocando 97 a 80 no marcador e uma bandeja na infiltração rápida logo depois de pegar um rebote defensivo, nesse lance decretou a contagem centenária. Só restou tempo para um último esforço de reação do Clippers baixando a diferença, com destaque para o ala autor de 15 pontos Al Thornton, mas nada que ameaçasse a vitória do Suns.
No último jogo de 2008 da NBA, o Philadelphia 76ers não se importou com o fato de estar jogando longe de sua torcida e bateu o Los Angeles Clippers, em pleno Staples Center, por 100 a 92 (50 a 47 no intervalo), fechando o ano velho de forma menos vergonhosa, já que vinha de quatro reveses consecutivos.
O nome da noite foi o ala Andre Iguodala. “Iggy”, como é conhecido, dominou completamente a partida com seus 28 pontos, sete rebotes, sete assistências e duas recuperações de bola. O ala também mostrou estar com a pontaria em dia, isso porque acertou 14 dos 17 lances livres que teve a disposição.
O jovem Thaddeus Young também se destacou na quadra angelina. O ala-pivô acertou 10 de seus 14 arremessos e finalizou a partida com 20 tentos, além de seis rebotes. A maioria dos passes veio do armador Andre Miller, que deu nove assistências. Miller também conectou 15 tentos. O pivô Theo Ratliff teve uma boa apresentação defensiva com oito rebotes e quatro tocos.
“Esta foi uma vitória muito especial, ainda mais depois daquela derrota em Utah”, declarou o ala Andre Iguodala, referindo-se ao revés de 112 a 95. “Agora vamos com moral para Dallas”, completou.
Pelo Los Angeles Clippers, a melhor atuação ficou com o pivô Marcus Camby. O veterano teve uma atuação dominante no garrafão com 16 tentos, 17 rebotes, seis assistências e dois tocos, mas essa eficiência de nada adiantou para evitar a derrota. O cestinha do time anfitrião foi o ala Al Thornton, que anotou 24 pontos. O novato Eric Gordon encestou 21 tentos enquanto que o armador Baron Davis assinalou 11 pontos e distrbuiu oito passes perfeitos.
Com a derrota, a situação do técnico Mike Dunleavy no Clippers ficou mais delicada. A torcida, furiosa com mais um resultado negativo, começou a gritar “Fire Dunleavy” (Demita Dunleavy). A situação ficou pior depois da declaração venenosa do proprietário da franquia, Donald Sterling: “Ele (Dunleavy) não estava em suas melhores noites e eu não recebi essa derrota bem”.
Em crise, o Los Angeles Clippers (8v-23d) tentará se recuperar diante de um duro adversário, o Phoenix Suns, em jogo que será disputado no Arizona na sexta-feira. Já o Philadelphia 76ers (13v-18d) viajará até o Texas para encarar o Dallas Mavericks.
O ala-armador Kevin Martin voltou a jogar e, com ele, as vitórias voltaram ao Sacramento Kings, que derrotou o Los Angeles Clippers em casa por 92 a 90 na noite de terça-feira (30/12). Foi o fim de uma série de seis derrotas consecutivas para o Kings.
Martin jogou pela primeira vez em quase três semanas, tendo perdido 22 dos últimos 24 jogos e 10 partidas seguidas por causa de dores no tornozelo esquerdo. Ele marcou 20 pontos saído do banco, mas não conseguiu ajudar muito o Kings no final - a equipe fez apenas dois pontos nos últimos 4min28s do jogo.
Para sorte do Sacramento, o Clippers - desfalcado dos pivôs cestinhas Zach Randolph e Chris Kaman, lesionados, e do ala Ricky Davis, suspenso por doping - também finalizou a partida muito mal, incapaz de pontuar nos últimos 3min03s, e sofreu sua quarta derrota consecutiva.
A vantagem mudou de mãos várias vezes no quarto final até ambos os times esfriarem. O pivô Brad Miller acertou dois lances livres com 45,7s restando para produzir o placar final e dar a Sacramento sua primeira vitória quando em desvantagem no último quarto. Los Angeles deu uma “mãozinha” ao errar 16 de 19 arremessos no quarto período, incluindo seus últimos seis. Seu aproveitamento total foi de apenas 35,7%.
“Tivemos um começo ruim e cavamos um buraco para nós do qual tivemos de escalar e gastar muita energia para sair. Tivemos algumas boas oportunidades na reta final, que simplesmente não acertamos para ganhar o jogo”, lamentou o técnico do Clippers, Mike Dunleavy.
Martin, cestinha do Kings na temporada, entrou no meio do primeiro quarto e acertou seu primeiro arremesso um minuto depois. Ele acertou apenas cinco de 14 arremessos, mas acertou todos os seus oito lances livres e acrescentou cinco rebotes. “Ele tem sido nosso líder o ano inteiro e não tê-lo em quadra tem sido difícil. Ele sabe como jogar. Os visitantes, os adversários, eles o respeitam. É ótimo ter Kevin de volta”, comemorou o técnico interino Kenny Natt, que tem 2v-6d desde que assumiu no lugar de Reggie Theus.
A volta veio em bom momento também, já que o último jogo do Kings foi um massacre sofrido frente ao campeão Boston Celtics, 108 a 63. O total de pontos da equipe e seu aproveitamento de 27,9% nos chutes foram os piores da NBA na temporada. “Depois do jogo contra Boston, nós tivemos de nos olhar no espelho e começar a jogar mais forte. Na verdade, aquele jogo nos uniu. Conversamos sobre ele e realmente queríamos jogar melhor. Mostramos isto com nossa energia no primeiro quarto”, disse John Salmons, que fez 15 pontos, 7 rebotes e 6 assistências para o Kings.
Martin comemorou seu retorno: “Foi bom estar de volta lá dentro com os caras. Todo mundo precisava da vitória. É duro ficar de fora, você não se sente parte do time, esteja em uma série de 20 vitórias ou de 20 derrotas. Você quer estar lá dentro”.
Miller foi o melhor em quadra, com 15 pontos e 13 rebotes. O ala-pivô Jason Thompson acrescentou 10 pontos e 10 rebotes. Pelo Los Angeles, o ala-armador calouro Eric Gordon fez 24 pontos e o pivô Marcus Camby teve 15 pontos, 24 rebotes, 4 assistências e 3 tocos. O pivô Paul Davis, fazendo seu primeiro início de jogo na temporada, bateu seu recorde pessoal, com 18 pontos, enquanto o armador Baron Davis contribuiu 11 pontos, 5 rebotes e 4 assistências.
O Clippers (8v-22d) dá boas-vindas ao ano novo ao disputar o último jogo do ano velho, nesta quarta-feira (31/12/2008), em casa contra o Philadelphia 76ers. Sacramento (8v-24d), por sua vez, inicia uma excursão de quatro jogos pela Costa Leste na sexta-feira (2/1/2009), contra o Detroit Pistons.
Surgiram alguns rumores na imprensa americana de que o Cleveland Cavaliers, do brasileiro Anderson Varejão, poderia ir atrás de um dos jogadores de garrafão do Los Angeles Clippers.
Contando com Chris Kaman, Marcus Camby, e, recentemente, trocando por Zach Randolph, o time do norte da Califórnia estaria com um excesso de jogadores de garrafão.
Mas Kaman está lesionado. E ao que parece, o Clippers não deseja trocar nenhum de seus jogadores altos. Claro que, com a história dos executivos do time californiano, nunca se sabe o que pode acontecer.
Mesmo sem o astro Dirk Nowitzki, que cumpriu suspensão, o Dallas Mavericks conseguiu um bom resultado fora de casa na rodada deste domingo. A equipe texana foi até o Staples Center e bateu o Los Angeles Clippers por 98 a 76 (45 a 34 no intervalo). Com o resultado, o Mavs comprovou a boa fase, a franquia comandada pelo excêntrico Mark Cuban venceu 16 de seus 21 jogos e sete dos últimos dez.
Com a ausência da estrela alemã, coube ao ala Josh Howard a missão de liderar o Dallas. O camisa 5 do Mavericks assumiu a responsabilidade e fez uma de suas melhores partidas no campeonato. Howard acertou 10 de seus 20 arremessos, incluindo cinco chutes certeiros do perímetro para terminar o jogo com 29 pontos. O ala ainda contribuiu em outros fundamentos com nove rebotes, sete assistências e dois tocos, liderando o time nestes três quesitos.
Para Howard, quando Nowitzki não joga o Mavs tem que se superar e ser mais coeso: “Toda a equipe jogou bem hoje”, declarou o lateral. “Quando Nowitzki não joga nós precisamos ser melhores, precisamos acertar mais os arremessos. Sem ele, precisamos ser uma unidade melhor e foi isso que fizemos hoje”, completou.
A notícia de que Nowitzki não poderia atuar saiu três horas antes do jogo. O alemão fez uma falta flagrante em Matt Harpring na derrota do Mavericks para o Utah Jazz na última sexta-feira. A falta no ala-armador do Jazz foi a segunda flagrante de Nowitzki no jogo, ele acabou sendo ejetado do duelo e suspenso por um jogo pela comissão da Liga.
Outros jogadores que não costumam se destacar roubaram a cena neste domingo. O ala-armador Jose Juan Barea teve uma boa atuação. O porto-riquenho conectou 17 tentos, pegou quatro rebotes e deu quatro assistências. O ala-pivô Brandon Bass assinalou 14 tentos e buscou nove rebotes. O substituto de Nowitzki, o ala James Singleton foi razoável, 11 pontos, oito sobras e um toco em 24min na quadra.
Um dos trunfos do time visitante na partida foi o domínio do garrafão. A equipe do Texas dominou os rebotes, pegando 53 contra apenas 38 do Clippers. Cinco jogadores pegaram oito ou mais rebotes, incluindo o armador Jason Kidd, que também deu seis passes para cesta. Esses números impressionam, já que o desfalque Nowitzki é o principal reboteiro do Dallas, com média de 8.9 por jogo.
Mas não foi só o Mavs que teve desfalques, o Clippers não pôde contar com alguns de seus principais jogadores. O ala-pivô Zach Randolph não participou da partida devido a uma lesão sofrida na derrota diante do Toronto Raptors na semana passada. O pivô Chris Kaman e o ala Ricky Davis também não atuaram, ambos estão na enfermaria.
Os cestinhas da equipe anfitriã, que acumulou sua terceira derrota seguida, foram Marcus Camby e Al Thornton, ambos com 16 pontos. Camby ainda pegou 12 rebotes e deu cinco tocos, consolidando sua melhor partida com a camisa do time angelino. Os outros atletas que fizeram dígitos duplos foram os armadores Eric Gordon e Baron Davis. O novato Gordon encestou 12 tentos enquanto que “B-Diddy” fez 10 pontos e distribuiu nove assistências.
“Nós precisamos de todos os jogadores para jogarmos em bom nível”, afirmou Baron Davis. “As contusões, infelizmente, estão atrapalhando, mas eu ainda acredito que nós podemos fazer um bom campeonato. Todas as equipes atravessam bons e maus momentos, agora nós precisamos apenas nos manter saudáveis”.
O Los Angeles Clippers (8v-21d) tentará a recuperação na noite desta terça-feira. A equipe tricolor de Los Angeles vai até Sacramento para enfrentar o Kings. O Dallas Mavericks (18v-12d) também volta à quadra nesta terça. A equipe do técnico Rick Carlisle recebe a visita do Minnesota Timberwolves.
No primeiro duelo do pivô Marcus Camby com a equipe que defendeu nas últimas seis temporadas, ele anotou um duplo-duplo com 17 pontos mais 11 rebotes e teve a chance de dar a vitória ao Los Angeles Clippers com um arremesso de três nos últimos segundos, mas o tiro saiu curto e o Denver de seu “irmãozinho” Nenê riu por último no Staples Center de L.A. vencendo pela nona vez nas últimas 11 partidas, 106 a 105 (56 a 55 no intervalo) com destaque para os 30 pontos e 11 rebotes do cestinha Carmelo Anthony. O pivô brasileiro que herdou a posição de titular no Nuggets (10V-5D) com a troca de Camby feita para cortar gastos novamente se destacou, anotando 17 pontos, nove rebotes e dois tocos em 33 minutos de ação, foi o segundo maior pontuador da equipe na madrugada desta quinta-feira (horário de Brasília) junto com o ala-pivô Kenyon Martin, que conseguiu um duplo-duplo de 17 tentos e 10 sobras capturadas. (more…)
O Denver Nuggets tentará dar continuidade a boa fase na noite desta quarta-feira no Staples Center. A equipe do brasileiro Nenê vai até Los Angeles para enfrentar o Clippers e espera conseguir sua nona vitória nos últimos onze jogos. O rival vem com novidades para o duelo contra os “empanados de Denver”, já que o ala-pivô Zach Randolph, recém-chegado junto ao New York Knicks, estreará pelo time angelino nesta quarta.
A ida do ala-pivô para o Clippers ficou ameaçada após os exames de Cuttino Mobley, ex-jogador do Clippers e que foi trocado para o Knicks. O resultado do exame de Mobley assustou a diretoria do time nova-iorquino, pois constatou irregularidade no coração do atleta. Porém, novos exames foram feitos e Mobley foi liberado pelos médicos, assim a troca foi oficializada nesta terça e Zach Randolph poderá estrear.
O jogador de 27 anos afirmou que está ansioso para estrear por sua nova equipe: “Eu fiquei sabendo que o negócio poderia ter sido cancelado, mas não fiquei muito preocupado com isso”, declarou Randolph na segunda-feira, após a partida do Clippers contra o New Orleans Hornets. “Eu só fiquei decepcionado pois estou há quase uma semana sem jogar e isso é frustrante. Me preparei para o jogo e queria estrear. Mas isso é passado, agora quero fazer um bom jogo contra o Clippers e ajudar meu novo time”, concluiu o ala-pivô.
Com a estréia de Randolph, o brasileiro Nenê terá mais trabalho no garrafão. O gigante paulista, que atravessa ótima fase, incluindo com elogios do técnico George Karl, enfrentará um dos garrafões mais fortes da liga. Além de “Fat”, o Clippers conta com Chris Kaman e Marcus Camby, ex-Nugget. No confronto direto com o alemão Kaman, Nenê leva vantagem, pois tem média de 15.4 pontos por jogo contra 14.4 do rival. Nos rebotes a vantagem é do gigante do time angelino, que pega 10 rebotes por noite contra 7.3 do brasileiro.
Nenê e Kaman já travaram um duelo interessante nesta temporada. Nuggets e Clippers se encontraram no dia 31 do outubro, em um dos primeiros jogos da temporada. O Denver levou a melhor, mesmo jogando no Staples Center, 113 a 103 e Nenê foi mais eficiente que Kaman na tábua ofensiva. O brasuca fez 22 pontos (sua melhor marca na temporada), pegou onze rebotes e deu três tocos. Já o pivô do Clippers assinalou 15 tentos, capturou 15 rebotes e deu quatro tocos.
Esta também tem tudo para ser uma das últimas partidas de Chris Kaman com a camisa do Clippers. Dizem que a diretoria do Clippers está interessada em trocar o pivô com o Charlotte Bobcats. Kaman, de 26 anos, pode ser negociado para o time da Carolina do Norte, que, por sua vez, daria o ala-armador Jason Richardson para a franquia californiana. A chegada de Zach andolph só reforça a tese de que o Clippers se livrará de um de seus pivôs.
O jogo entre Denver Nuggets (9v-5d) e Los Angeles Clippers (2v-12d) será realizado na madrugada desta quinta-feira no Brasil. O duelo será disputado às 22h30min (Horário local), 1h30min (de Brasília). O Clippers tenta evitar sua quarta derrota seguida enquanto que o Nuggets busca ampliar sua vantagem sobre o Utah Jazz e Portland Trail Blazers na disputa pela ponta da divisão Noroeste.
Foi o primeiro encontro entre Baron Davis e Corey Maggette desde que eles trocaram de times, mas o show foi do novato Anthony Morrow, do Golden State Warriors. Morrow fez 37 pontos, pegou 11 rebotes e liderou a vitória do warriors sobre o Los Angeles Clippers por 121 a 103.
“Foi uma daquelas coisas, eu peguei fogo. Os veteranos mandaram eu fazer o que faço, é só nisso que eu penso. Não senti nenhuma pressão”, disse Morrow.
O treinador Don Nelson colocou o novato como titular, no lugar de C.J. Watson.
“Senti que daria certo. Queria mais umarremessador na quadra. Treinamos algumas jogadas com ele vindo do lado oposto e, como ele arremessa bem, o corta-luz funciona. Toda fez que fiz uma jogada para ele, ele acertou. Continuei chamando”, falou o treinador.
Morrow faz mais dois pontos contra o Clippers
Andris Biedrins fez 17 pontos e pegou 16 rebotes para Golden State. Stephen “Whoo!” Jackson fez 20 pontos e 10 assistências. Maggette, jogando a segunda partida após perder quatro por lesão, fez 17 pontos.
Davis, que assina os posts de seu blog como Boom Dizzle, terminou a noite com 25 pontos e 11 assistências para o Clippers, Chris Kaman teve 15 pontos e 13 rebotes, Marcus Camby adicionou 12 pontos e 11 rebotes e Cuttino “Cat” Mobley fez 19.
Veja os melhores momentos da grande partida de Morrow aqui.
Após perder as seis primeiras partidas o Los Angeles Clippers finalmente chegou à sua primeira vitória. Em casa o Clippers derrotou o Dallas Mavericks por 103 a 92. Baron Davis teve 20 pontos e 10 assistências. Pelo segundo ano consecutivo, na última temporada quando estava no Golden State Warriors, o time de Davis iniciou a temporada com seis derrotas.
Jason Terry ata Chirs Kaman durante o primeiro tempo
“O sentimento é o mesmo, frustração. Uns dois jogos a gente perdeu o controle. Mas depois d vencer o primeiro a gente sabe que pode vencer”, disse o armador.
Al Thornton fez oito de seu 17 pontos nos últimos 6min de jogo. O outro recém chegado ao Clipper, Marcus Camby, fez 14 pontos e pegou 10 rebotes. Tim Thomas deixou a partida com uma torção no tornozelo.
Dirk Nowitzki voltou ao time com 33 pontos. Jason Kidd teve nove assistências e sete pontos. Sem Josh Howard, com dores no pulso esquerdo, Gerald Green teve a chance de começar a partida, ele terminou com 13 pontos e 12 rebotes.
Thornton vai para a cesta enquanto Nowitzki observa
Jason Terry errou seus 11 primeiros arremessos. O armador fez sua primeira cesta com 9min30s para o final. Após sua cesta o mavs fez 8 a 0, empatando a partida em 79. Terry virou o placar, mas o Mavs não aumentou sua vantagem para além de quatro pontos.
Mike Dunleavy, treinador do Clippers, pediu um tempo e viu seu time marcar 13 pontos sem resposta.
“Perdemos a bola três vezes seguidas. Foi bom dar uma parada. Nos acalmamos e melhoramos a concentração”, falou Davis.
“Em um time com muitas caras novas tentando trabalhar juntos é a função do treinador e dos armadores de organizar o ritmo do jogo. Com mais tempo juntos e mais jogos, acho que o treinador Dunleavy e eu vamos nos entender melhor”, continuou o armador.
O Utah Jazz não se importou com o fato de jogar fora de casa e se manteve invicto nesse início de temporada regular. Na noite desta segunda-feira, a equipe de Salt Lake City foi até o Staples Center e bateu o Los Angeles Clippers por 89 a 73 (35 a 36 no intervalo). Com o triunfo, o time do técnico Jerry Sloan chegou a três vitórias e divide a liderança da Conferência Oeste com New Orleans Hornets, Houston Rockets e Los Angeles Lakers.
Entretanto, foi um reserva o principal responsável pelo triunfo do Jazz em Los Angeles. O jovem ala-pivô Paul Millsap entrou e roubou a cena com uma atuação quase perfeita. Ele assinalou oito de seus 12 arremessos e converteu todos os oito lances livres que teve a disposição. Com a mira em dia, Millsap terminou o duelo com 24 pontos, além de nove rebotes, duas assistências, duas recuperações de bola e um toco.
Além disso, Millsap foi o principal responsável pela arrancada final do Utah na partida. No início do período decisivo, o ala-pivô marcou 15 pontos seguidos para o time visitante num espaço de 4min10s. Após essa sequência arrasadora do jovem, a diferença, que era de seis pontos, subiu para 17 tentos a favor do Jazz, o que praticamente liquidou qualquer esperança do Clippers de reagir.
PaulMillsap (de azul) enterra na cabeça de Chris Kaman (AP Photo/Danny Moloshok)
Ao final do jogo quando foi entrevistado, Millsap mostrou surpresa com o feito que conseguiu no último quarto: “Eu fiz isso?”, perguntou o jogador, surpreso. “Eu, realmente, nem percebi, queria apenas jogar e ajudar o time. Quando as coisas começam a dar certo, você apenas quer continuar tentando e ir no embalo, só depois que você se dá conta do que fez”, revelou.
Com o reserva Millsap em noite inspirada, o titular da posição, Carlos Boozer, nem precisou se esforçar tanto. O camisa 5 do Jazz foi poupado, jogou apenas 29 minutos, mas conseguiu bons números para o time forasteiro. Boozer acertou seis de suas dez tentativas e terminou o duelo com 13 pontos e oito rebotes. Outro jogador de garrafão que teve papel importante no duelo contra o Clippers foi o pivô Mehmet Okur. O atleta turco foi bem nos lances livres (seis acertos em nove tentados) e finalizou o jogo com 16 pontos.
Além do trio citado, o Jazz contou com uma noite inspirada do russo Andrei Kirilenko, agora relegado a condição de reserva. A estrela russa mostrou sua versatilidade e fez um duplo-duplo, 15 tentos e 11 rebotes. Nos 32 minutos em que esteve na quadra, “AK-47″ ainda recuperou quatro bolas e dois passes para cesta. Vale a pena lembrar que o Jazz continua desfalcado do armador Deron Williams, que se recupera de uma lesão no tornozelo e deve estrear em breve.
Deron Williams vibra com mais uma cesta do Jazz (AP Photo/Danny Moloshok)
Se o Jazz está invicto, o Clippers também ostenta uma campanha irretocável. O time angelino também está invicto, mas da forma que nenhuma equipe gostaria de estar, ou seja, sem vitória. A equipe, treinada por Mike Dunleavy, contou com a estréia do pivô Marcus Camby, mas nem isso adiantou para evitar a quarta derrota no campeonato. O veterano começou na reserva, depois entrou e em 27 minutos conseguiu cinco pontos, nove rebotes e três tocos. O outro pivô do time, o “alemão” Chris Kaman, teve uma apresentação quase perfeita. Kaman acertou nove de seus 12 arremessos, fez 19 pontos, pegou dez sobras e também deu três tocos.
Outra estrela da equipe californiana que esteve em quadra foi o armador Baron Davis. Assim como Camby, “B-Davis” saiu do banco de reservas e conseguiu bons números. O camisa 1 do Clippers converteu três arremessos de longe e fez 14 pontos. Além disso, Baron foi o garçom do time anfitrião com nove passes perfeitos. O jovem ala Al Thornton também conseguiu dígitos duplos, 11 tentos e sete rebotes.
Para o treinador Mike Dunleavy o futuro de sua equipe será melhor: “É óbvio que eu queria que nós vencessemos, mas nós sabíamos que seria difícil”, disse. “Chris (Kaman), Marcus (Camby) e Baron (Davis) jogaram juntos pela primeira vez, então é preciso tempo para que eles se entrosem, quando isso acontecer vamos ser um time muito difícil de ser batido”, afirmou Dunleavy.
Notas: Jerry Sloan ganhou 998 jogos como técnico do Utah Jazz, desde que assumiu a equipe na temporada 1988/89. Nenhum técnico na NBA venceu 1000 jogos por uma única equipe… O Jazz conseguiu sua 11ª vitória consecutiva em Los Angeles em duelos contra o Clippers… Ainda por cima, o Utah teve apenas cinco desperdícios de bola durante a partida, recorde na história da franquia.
A vingança vai ficar para depois. O pivô Marcus Camby, que não gostou nem um pouco de ser trocado pelo Denver Nuggets para o Los Angeles Clippers, segue lesionado no calcanhar e é dúvida para o jogo de logo mais, às 0h30min (horário de verão de Brasília) de sábado (1/11), entre as duas equipes. Melhor para o pivô brasileiro Nenê, que também está lesionado, com uma torção no dedinho da mão direita, a que ele usa para arremessar. Ainda não será agora que o Gigante Paulista enfrentará o homem que chama de “irmão mais velho”.
“Ele está com medo”, brincou Nenê, que estreou como titular e substituto de Camby na quarta-feira, marcando 11 pontos e 4 rebotes na derrota para o Utah Jazz. Nesta madrugada de sexta para sábado, o brazuca esperava encarar o velho amigo, que voltou a treinar na quinta-feira pela primeira vez em três semanas, mas o técnico do Clippers, Mike Dunleavy, disse que o pivô é dúvida “muito grande” para a partida.
“A comissão técnica está dizendo que eu provavelmente estarei de volta em quadra na segunda-feira. Eu estou certamente a apenas milímetros de estar em quadra”, disse Camby, que após declarar publicamente que estava magoado com a troca, diz agora não pensar mais da mesma forma. “Sei que todos estão ansiosos para me ver jogando contra o Denver e tentar transformar isto em um evento maior do que realmente é. É apenas um jogo. As pessoas estão achando que será um jogo de vingança ou algo assim. Não tenho ressentimentos contra o time”, garantiu o pivô, trocado por uma exceção de troca no teto salarial no valor de US$ 10 milhões e pelo direito de trocar escolhas de segunda rodada do draft em 2010.
O motivo por trás da negociação era liberar espaço na folha salarial lotada do Nuggets. Parte da culpa pelo alto custo do elenco é Nenê, que assinou por seis anos e US$ 60 milhões em 2006. A franquia tentou mover várias peças para desafogar sua folha, mas só conseguiu passar Camby, abrindo espaço para o brasileiro provar seu valor como substituto do ex-Melhor Defensor do Ano e líder da NBA em tocos nas últimas três temporadas. Apesar de dizer que não sente pressão por causa disso, Nenê admite que preferia que Camby tivesse ficado, mesmo que ele tivesse de continuar no banco. “Eu queria jogar com ele, mas isto é um negócio. O que posso fazer?”, disse Nenê, que na quarta-feira foi eliminado com seis faltas em apenas 26 minutos de jogo.
“Eu disse a ele que, das seis faltas, não sei se ele fez mais do que uma ou duas delas. Ele quase foi tratado como um jogador novo. Os árbitros não tem visto muito dele em quadra… Acho que ele tem de se reidentificar para os árbitros”, brincou o técnico George Karl, em uma referência aos 165 jogos perdidos pelo brasileiro nos últimos três anos por causa de lesões no joelho e, no ano passado, com um câncer testicular.
Karl também é sobrevivente de câncer e teve uma conversa “emocional” com Nenê, segundo o jornal americano Denver Post, antes da estréia contra o Utah. O técnico disse que “dividiu seu sonho” com o brasileiro e disse que acredita que o pivô pode ser um All-Star no futuro. “Vamos dar a ele, eu acho, seu sonho de jogar muitos minutos, onde a responsabilidade é maior”, disse Karl.
Para ser um All-Star, Nenê ainda tem muito a melhorar. Ele vem sendo utilizado mais no poste baixo, de forma diferente de Camby, que jogava mais no poste alto. O ex-companheiro deu dicas para o paulista. “Ele pode trazer muita pontuação no poste baixo e presença se você o usar corretamente. Ele é um cara que você precisa garantir que está envolvido. Se ele não for envolvido no ataque cedo, ele pode se desconcentrar um pouco. Ele é o meu cara e eu o amo até a morte, mas ele é teimoso”, disse Camby.
Em 23 de outubro, véspera de um confronto entre Nuggets e Clippers na pré-temporada, em Los Angeles, Camby levou Nenê e meia dúzia de técnicos e funcionários do Nuggets para jantar, pagando a conta e aconselhando seu substituto. “Ele disse que estava feliz de saber que eu estava trabalhando duro. Ele queria que eu me saísse bem nesta temporada, mas não contra ele”, conta Nenê.
A amizade deles começou em junho de 2002, quando ambos foram trocados na noite do draft pelo New York Knicks para o Denver - o Knicks selecionou Nenê na sétima posição do draft e o enviou na mesma noite para o Nuggets, junto a Camby, pelo ala-pivô Antonio McDyess. A dupla teve seu primeiro contato em um jato particular que os levou ao Colorado. “(Nenê) estava todo jovial e alegre por estar na NBA, e eu estava só sentado no jato, pensando, ‘Não acredito que estou indo de Nova York para Denver’”, lembra Camby, na época um pivô de prestígio com o Knicks, enquanto o Nuggets estava entre os times de loteria da liga. O pivô acabou se apaixonando por Denver, levando o time a cinco pós-temporadas consecutivas, e virou o mentor de Nenê. “Às vezes, ele precisa ser mimado”, brincou Camby.
Nenê não receberá nenhum mimo neste sábado, e terá de ajudar o time a compensar a ausência do ala Carmelo Anthony, cumprindo o segundo e último jogo de uma suspensão por ter sido preso enquanto dirigia alcoolizado, ao final da última temporada. Anthony deve voltar ao time na noite de sábado, quando a equipe enfim joga em casa pela primeira vez, contra o Los Angeles Lakers, no Pepsi Center. Contra o Clippers, o lituano Linas Kleiza continua como titular na posição 3.
Não que o retrospecto de 6V-1D na pré-temporada conte para alguma coisa,
Nenê pode ter ajuda no garrafão
mas o Denver Nuggets, do brasileiro nenê, aprendeu algumas lições durante a jornada para a temporada 2008-09.
“A maioria dos times que enfrentamos são de playoffs, então conta para alguma coisa”, discorda o treinador George Karl.
As Cinco Lições do Nuggets são:
1. O time de pivôs e ala/pivôs é melhor do que o esperado:
No começo da pré-temporada Karl espera que o time contasse apenas com nenê e Kenyon Martin para contribuições significativas.
Chris Andersen, voltando de uma suspensão de dois anos, mostrou que pode ajudar Nenê e Martin. Juwan Howard também contribuiu bastante.
2. A defesa melhorou:
O Nuggets levou uma média de 96,3 pontos por partida e os adversários acertaram apenas 43,4% de seus arremessos. Carmelo Anthony e Allen Iverson estão fazendo um esforço, notado por Karl.
Previsão de especialistas é motivação para Melo e cia.
“Eles estão melhorando todas semanas, todos os meses”
3. O Nuggets está com uma pulga atrás da orelha:
Especialistas estão dizendo que o time vai perder os playoffs e os jogadores estão desenvolvendo uma atitude de “a gente contra o mundo”.
4. Iverson, finalmente, pode mostrar sinais da idade:
Lesos limitaram A.I. na pré-temporada. Ele perdeu quatro partidas e, nas três que jogou, fez 5,3 pontos por jogo. Ele não deve jogar mal assim durante a temporada, mas pode ser uma temporada mais curta para “The Answer”.
5. Arremessos de fora ainda são problema:
Denver tem um baixo aproveitamento, mas na pré-temporada certou apenas 32,2% da linha de três pontos. Anthony Carter, que achou um arremesso de ter^s na última temporada, errou os quatro que tentou nos jogos de exibição.
Ainda sobre o Nuggets: Marcus Camby afirmou que a partida contra o seu ex-time não vai ser uma briga, só se for de amor.
Camby não pode enfrentar o Nuggets na pré-temporada, mas arremessou com seus ex-colegas de equipe no intervalo, e passou um bom tempo conversando com eles.
Camby jantou com Nenê, e uma turma de treinadores da equipe, e mudou de idéia nas criticas pela troca para o Los Angeles Clippers.
“Foi exagerado. Ele gosta muito dos jogadores do Nuggets”, disse o técnico do Clippers, Mike Dunleavy.
A primeira partida é na sexta-feira, em Los Angeles. Mas Camby deve ficar de fora, lesionado. A segunda partida, ainda na Califórnia, é dia 26 de Novembro.
O Los Angeles Clippers respira aliviado, já que, o armador Baron Davis não
Davis escapa da faca
vai passar por cirurgia para reparar um ligamento.
“Falei para ele que era uma notícia ótima. Melhor do que podia esperar”, falou o treinador Mike Dunleavy.
Com a previsão otimista, Davis pode estar de volta para a abertura da temporada, no dia 29 de Outubro, contra os vizinhos do Lakers.
Davis, que sofreu a lesão ao cair em cima da mão, deve ficar no gesso até o domingo. A idéia era de uma lesão mais grave, o que levou medo aos companheiros de equipe.
O Clippers deve exercer a opção de contrato de Al Thorton, que vai ficar mais um ano na equipe. Thorton vem liderando o time na ausência de Davis e Marcus Camby.
A montanha se mudou, e agora um dos mais reconhecíveis picos de Denver se ergue no panorama de Los Angeles - e se sente tão amargurado quanto um menino de 14 anos que viu rejeitado um convite a uma garota para o baile da escola.
O pivô Marcus Camby, que jogava pelo Denver Nuggets desde o único ano que Carmelo Anthony passou estudando na Universidade de Syracuse, foi negociado com Los Angeles Clippers alguns meses atrás e, embora seu relacionamento com o Nuggets tenha terminado em divórcio, ele vê sua situação com a cidade de Denver mais como uma separação.
“O Nuggets pode ter decidido me dar as costas”, ele declarou, “mas eu não pretendo dar as costas à minha comunidade”. Um dos jogadores preferidos da torcida desde 2002, Camby planeja se manter envolvido com atividades em Denver, e vai comandar um programa de orientação a estudantes. Nas férias, ele pretende manter suas atividades de caridade na cidade.
Em uma entrevista concedida no final de semana, Camby parecia entusiasmado quanto às oportunidades que o aguardam em Los Angeles, onde assumiu instantaneamente um papel de liderança nos Clippers, com a responsabilidade, entre outras, de servir como mentor para o jovem pivô DeAndre Jordan, 19 anos.
Mas Camby ainda sente ter sido “desrespeitado”, mais ou menos como se sentia logo depois da troca negociada em julho. Então, em entrevista, ele se declarou “chocado” e “ofendido” com a troca, e questionou em voz alta se os Nuggets estavam tentando fazer dele o bode expiatório pelo fracasso anual da equipe nos playoffs. “Com tudo o que eu fiz pela cidade, e se levarmos em conta a maneira pela qual as coisas foram realizadas, não consigo deixar de me sentir bastante decepcionado”, disse Camby no sábado.
A transferência o enviou a Los Angeles em troca do direito de seleção de um jogador em uma temporada futura e de uma cláusula contratual de exceção de US$ 10 milhões que os Nuggets poderão utilizar em futuras transações. O acordo pode ser lucrativo para a equipe de Denver caso seja utilizado de forma astuta antes de julho do ano que vem.
Com a troca, os Nuggets economizaram os US$ 10 milhões que pagariam em salário a Camby pela temporada, e com isso conseguiu economia de mais US$ 10 milhões, porque a equipe ficará abaixo do limite salarial máximo da NBA para a temporada e portanto não terá de pagar à liga a taxa adicional de 100% por estouro do limite.
A decisão foi tomada exclusivamente com base no aspecto financeiro, e os dirigentes do Nuggets continuam a enfatizar o quanto apreciavam os esforços de Camby em quadra.
Perguntado se a troca representava o mais claro exemplo do “basquete como negócio” - perder um jogador que ele apreciava em função de motivos financeiros -, George Karl, técnico do Denver, respondeu que “sim, é algo que pode ser classificado dessa maneira. Mas uma equipe da NBA provavelmente não deveria ter três alas de força e pivôs com salário da ordem dos US$ 10 milhões anuais em sua folha de pagamento. Para equilibrar o elenco, é preciso equilibrar as contas do elenco, em dado momento”.
E não há mais como voltar atrás. Nesta temporada, o ala de força Kenyon Martin e o pivô Nenê, dois jogadores com salário da ordem de oito dígitos anuais, cuidarão do garrafão do Denver. Camby jogará quatro vezes contra eles na temporada regular, bem como em uma partida de pré-temporada no Staples Center, em 24 de outubro.
Camby espera que seu papel no Clippers venha a se assemelhar ao que exercia no Nuggets, onde ele não era um líder em termos de retórica inspiradora, mas sim um capitão persistente e estóico que sempre odiou sair de quadra derrotado.
“Eu sou o jogador que tem a obrigação de administrar muitas das coisas que acontecem”, ele disse. “Os jogos da NBA podem ser muito hostis e muito brutais, e os jogadores me procuram para encontrar calma. Acho que eles me respeitavam como capitão durante seis anos. Acho que todo mundo me respeitava por lá, dos gandulas aos preparadores físicos”.
Camby falou sobre as personalidades fortes de Anthony e Martin, amigos com quem ainda conversa ao telefone algumas vezes por semana. Camby diz que muitas vezes servia como pessoa de desabafo para os colegas, “porque eles sabem que sempre os escutarei e apoiarei”.
Agora, no Clippers, “estou bem arranjado - um monte de jogadores de personalidade forte”, disse Camby. “Quero garantir que todo mundo trabalhe para o mesmo objetivo”. O Clippers está entusiasmado quanto ao relacionamento em quadra entre Camby e seu pivô Chris Kaman, e igualmente animado quanto ao seu relacionamento com Jordan fora da quadra.
Kaman e Camby devem se combinar bem defendendo a cesta, diz o técnico do Clippers, Mike Dunleavy, “porque os dois são realmente excelentes como bloqueadores de arremessos e nos rebotes, com grande mobilidade. Ofensivamente, eles combinam bem, porque Kaman gosta de jogar mais perto da cesta e Camby, um pouco mais distante”.
Como os torcedores do Denver devem lembrar, Camby é um jogador que se movimenta bastante, sempre em busca de oportunidades de arremesso de média distância no ataque e de um possível bloqueio como defensor. Na temporada passada, liderou a NBA com 3,6 bloqueios por jogo e foi o segundo em número de rebotes, com média de 13,1 por partida.
Quanto a Jordan, Dunleavy acredita que ele possa se tornar um jogador parecido com Camby, “no que tange a envergadura, capacidade atlética e bloqueio de arremessos”. Camby gosta de aconselhar o calouro discretamente. Em um jogo de pré-temporada em Fresno, ele pagou um jantar para Jordan e outros colegas de time. “Aprender com Marcus é ótimo”, disse Dunleavy, “porque ninguém é capaz de ensinar melhor”.
O pivô do Los Angeles Clippers, Marcus Camby, ainda sente-se desrespeitado pelo Denver Nuggets, do brasileiro Nenê. Mesmo assim, Camby não pretende abandonar os trabalhos de caridade que faz na cidade.
“Só porquê o Nuggets virou as costas para mim, não quer dizer que eu vou virar as costas para a comunidade”, disse Camby.
Apesar de estar feliz com as oportunidades que tem em Los Angeles o pivô ainda acha que foi usado como um bode expiatório para os problemas do Nuggets.
“Tudo que eu fiz pela cidade, do jeito que as coisas aconteceram, fiquei desapontado”, continuou.
Com a troca o time o Denver economizou US$ 10 milhões pelo salário de Camby e US$ 10 milhões já que estava acima do teto salarial. Uma franquia da NBA paga cada Dólar que está acima do teto como multa.
“Um time da NBA provavelmente não deve ter três pivôs com um salário de US$ 10 milhões no elenco” falou o treinador George Karl, referindo-se à Camby, Kenyon Martin e Nenê.
Camby falou sobre as personalidades fortes de Martin e Carmelo Anthony, seus melhores amigos no Nuggets. Agora em Los Angeles as coisas são diferentes.
“Estou com as mãos cheias, muita gente de personalidade forte. Só quero que todo mundo esteja focado na mesma coisa”.
O treinador do Clippers, Mike Dunleavy, acha que Camby e o pivô Chris Kaman vão jogar bem juntos.
“Eles são bons nos tocos e rebotes. Ofensivamente eles se completam, Kaman joga mais dentro do garrafão e Camby fora”, falou Dunleavy.
Na última temporada Camby liderou a NBA com 3,6 tocos por partida, e foi segundo com 13,1 rebotes por jogo.
Com base em todas as lamentações ouvidas em Denver quando o pivô Marcus Camby foi negociado com o Los Angeles Clippers pelo preço de um sanduíche, seria perdoável imaginar que os Nuggets cometeram um deslize histórico em termos de opções no basquete.
Uma decisão tão estúpida quanto usar a terceira escolha no processo seletivo da NBA em 1998 para contratar Raef LaFrentz, ignorando jogadores como Vince Carter, Dirk Nowitzki e Paul Pierce?
Ou tão estúpida quanto permitir que Dikembe Mutombo deixasse a cidade, levando com ele a alma dos Nuggets?
Creio que não, de forma alguma.
Bem, agora que estabelecemos certa perspectiva quanto à negociação de Camby, eis uma novidade para vocês.
Os Nuggets são perfeitamente capazes de vencer 50 partidas na temporada regular sem a ajuda de Marcus Camby - e, se George Karl merece ser o técnico desse time, certamente o fará.
Os Nuggets podem ser um time mais firme e mais fechado na defesa sem Camby, que colecionava bloqueios como se fossem obras de arte mas não demonstrava muito interesse em trabalhar de verdade no garrafão, quer a expectativa fosse a de que aplicasse pressão na marcação contra Shaquille O’Neill ou tentasse acompanhar a velocidade de Pau Gasol.
Sem Camby, cuja idéia de ataque era fazer arremessos a 5,5 metros da cesta, pode bem ser que os Nuggets desenvolvam um verdadeiro jogo de garrafão, que poderia oferecer a Carmelo Anthony e Allen Iverson um motivo convincente para passar para alguém perto da cesta.
“Chegou a minha hora”, Nenê me disse recentemente.
Nenê é um defensor mais firme do que Camby em termos de marcação, sai mais rápido no contra-ataque e costuma fazer mais pontos do que o veterano que terá de substituir na posição de pivô.
Todo mundo sabe que a carreira de Nenê até agora foi um mistério envolto em um enigma, e em diversas ataduras. Aos 26 anos, chegou a hora de Nenê provar que consegue se manter saudável a ponto de jogar 35 minutos por noite.
Com Camby, o time usava uma defesa que combinava passividade e agressividade excessiva, já que ele parecia sempre inclinado a interferir no último segundo para salvar o time do desastre. Agora, os defensores não terão alternativa a não ser marcar os atacantes adversários de perto. “Vamos ser muito mais agressivos, incomodar muito mais os adversários”, disse Karl na segunda-feira.
Embora a equipe que comanda os Nuggets, formada pelo proprietário Stan Kroenke, pelo assessor Bret Bearup, pelo vice-presidente de operações de basquete Mark Warkentien e pelo diretor de pessoal Rex Chapman tenha ocasionalmente demonstrado paralisia, é preciso reconhecer, igualmente, que a difícil escolha de negociar Camby, diante de críticas inevitáveis, fazia sentido em termos financeiros e de jogo.
O fato de que ele seja um bom sujeito não justifica manter Camby como parte de um time de basquete a um salário anual de US$ 10 milhões.
Embora a Conferência Oeste da NBA continue a ser um dos mais indefinidos e competitivos territórios em qualquer dos esportes profissionais norte-americanos, os pistoleiros que o dominaram nos últimos anos estão todos envelhecendo. O San Antonio Spurs jogou a temporada passada com quatro titulares na casa dos 30 anos. No caso do Phoenix Suns, a comunidade de aposentados vai crescer mais rápido do que o time espera, já que Steve Nash está com 34 anos e Shaquille O’Neal já completou 36. Todas as caretas que costuma exibir à beira da quadra ao assistir ao seu Dallas Mavericks, um time que costuma sair derrotado de disputas em que entra como favorito, indicam os problemas que Mark Cuban pode enfrentar caso decida mesmo adquirir o Chicago Cubs, um time de beisebol cuja equipe é formada por veteranos, exatamente como no caso dos Mavericks, cujos seis principais jogadores têm idade média de 32 anos.
Os Nuggets decidiram que era hora de abrir mão de Camby porque, no futuro, eles precisarão acompanhar a juventude de times como o New Orleans Hornets e o Portland Trail Blazers, se desejam disputar uma vaga nos playoffs da Conferência Oeste.
Denver ainda necessita de um armador que se preocupe mais com o passe do que com marcar pontos, e a única coisa substancial revelada por todos aqueles boatos ridículos quanto ao interesse do time por Jamal Tinsley, cuja reputação por indisciplina não poderia ser maior no Indiana Pacers, é que o time está claramente à procura de um armador que pense primeiro na equipe e possa acompanhar Iverson ou J. R. Smith.
Mas não esperem que qualquer transação importante venha a acontecer em curto prazo. O Denver está à procura de um armador com muita inteligência na distribuição do jogo, salário razoável para os padrões da NBA e que tenha firme controle de seu ego desde que deixou que Steve Blake saísse do time.
As grandes mudanças que poderão reformular inteiramente a equipe dos Nuggets certamente não acontecerão antes de 2009, quando expira o contrato de Iverson e quando a isenção quanto às normas de limitação salarial gerada pela negociação de Camby poderão abrir um espaço salarial de cerca de US$ 30 milhões anuais para que os Nuggets invistam em novas aquisições.
Determinar por quanto tempo George Karl estará presente para comandar a nova geração de Nuggets vai depender em medida considerável do sucesso que ele obtenha ao desenvolver Nenê, Smith e Linas Kleiza.
Camby só atrapalhava no ataque e na defesa costumava servir como muleta a um time sempre à procura de desculpas para não se esforçar.
Bem, agora essas desculpas não existem mais. Anthony, Iverson, Nenê e Karl terão de provar sua capacidade em ajuda.
É hora de parar com a choradeira e trabalhar.
Tradução: Paulo Eduardo Migliacci ME
The New York Times
Neste início dos treinos do acampamento de pré-temporada do Denver Nuggets, o pivô brasileiro Nenê disse ontem ao jornal Rocky Mountain News que recebeu de seu médico na semana passada um atestado de total recuperação da saúde com relação ao câncer testicular diagnosticado em janeiro. O gigante paulista afirmou que é uma vitória, assim como ter se reapresentado em boa forma para ser titular do time na temporada 2008-09. O técnico George Karl reconheceu também o valor dessa conquista do brazuca:
“Você passou de um reserva com salário alto demais para um astro mal pago”, disse Karl ao pivô paulista, cujo contrato de US$ 60 milhões por seis anos assinado em 2006 foi bastante criticado pela mídia americana por ser alto demais para um jogador suplente vitimado por seguidas lesões.
Karl ainda tem altas esperanças sobre a evolução do basquete de Nenê, que vai substituir Marcus Camby como pivô titular após a saída do melhor defensor do Denver para o Los Angeles Clippers numa troca para cortar gastos. O técnico do Nuggets disse que será preciso algum tempo para o brasileiro recuperar seu ritmo de jogo após ficar fora da maior parte da temporada passada, mas espera uma grande temporada dele, querendo dar-lhe uma média em torno de 30 minutos por partida.
“Não há dúvida que a presença de Marcus nos faz falta. Mas eu acho que Nenê, de uma maneira diferente, poderia ser tão bom ou até um melhor jogador do que Marcus. E esse é o desafio dele e o nosso desafio”, afirma Karl.
Nos primeiros treinos, a defesa foi o grande foco trabalhado por Karl, que para canalizar adequadamente a agressividade trouxe árbitros colegiais e universitários para o treino.
“Nós não fizemos nenhum ataque. Sem jogadas, sem ataque”, disse o armador-cestinha Allen Iverson sobre o intenso treino defensivo de duas horas e meia.
“Tivemos muita energia. Todo mundo veio com a atitude com que nós vamos trabalhar”, destacou o ala-pivô Kenyon Martin.
O ala lituano Linas Kleiza, que espera ser mais envolvido na equipe este ano após uma boa participação olímpica pela forte seleção européia quarta colocada nos Jogos de Pequim, tem a opção de assinar uma extensão contratual ou se tornar agente livre restrito em 2009. O Nuggets pode assinar com ele até 31 de outubro um prolongamento do vínculo que começaria na temporada 2009-10, ou pode esperar para renovar contrato com ele no próximo ano, de qualquer forma ele continua sendo uma aposta de longo prazo da diretoria do clube do Colorado, mesmo que ele fique liberado para ouvir outras propostas no mercado, o Denver ainda teria a prioridade para cobrir qualquer oferta e ficar com o jogador.
“Nós amamos Linas e esperamos que ele seja um Nuggets por um longo tempo, mas ainda é muito cedo para dizer (se haverá uma extensão para o lituano este mês”, disse o ex-jogador e atual executivo da franquia Rex Chapman.
O sentimento é recíproco. “Eu amo Denver. Espero que nós possamos acertar algo para eu estar aqui por um longo tempo… Vou continuar melhorando para levar meu jogo a um nível diferenciado”, afirmou Kleiza.
O técnico Karl avalia que as saídas dos veteranos Marcus Camby e Eduardo Najera abriu mais espaço para Kleiza e o ala-armador J.R. Smith jogarem mais tempo. Smith inclusive diz que na próxima temporada vai mudar o número de sua camisa de 1 para o 23, que era de Camby. As regras da NBA exigem que mudanças de numeração sejam solicitadas com um ano de antecedência. Antes de jogar no Nuggets, o ala-armador usava o 23 no New Orleans Hornets por causa de seu ídolo Michael Jordan.
“Kleiza será mais envolvido”, disse o treinador sobre o lituano que tem versatilidade para jogar em três posições (ala-armador, ala e ala-pivô).
O Denver tem 13 jogadores com contrato garantido para a temporada, mas pode começar o campeonato com um elenco de 14. Os convidados para o campo de treinamentos que estão batalhando por um lugar ao sol são os alas Ruben Patterson e James Mays, o pivô Nick Fazekas, e os armadores Mateen Cleaves e Smush Parker.
“Estou surpreso por ter caras como Ruben Patterson e Fazekas que não conseguem encontrar um emprego. Existe a possibilidade de termos mais uma vaga no elenco com Carmelo Anthony ficando fora dos dois primeiros jogos (por causa de suspensão), Chucky Atkins e Sonny Weems provavelmente faltando (por causa de lesões), então é bom ter peças de reposição”, disse George Karl.
O armador Chucky Atkins está fora da pré-temporada após sofrer uma cirurgia no joelho, o novato Weems ainda vai ficar duas semanas de molho por causa de uma hérnia, mas segundo o treinador em breve estará treinando com corridas leves e prática de arremessos. Com boa experiência em diversos times da NBA, Patterson está numa missão de honra para garantir contrato na NBA após sair do Milwaukee Bucks, e a força defensiva é justamente sua principal característica. Na sua passagem pelo Nuggets em 2006, o ala e Kenyon Martin criticaram abertamente Karl por tê-los deixado no banco nos playoffs e Ruben acabou sendo trocado, mas ontem os dois tiveram uma boa conversa, e Karl disse que gosta dele.
“Ruben ficou do lado de Kenyon (naquele ato de insubordinação que resultou numa suspensão de Martin em 2006). Provavelmente foi um erro. Mas foi um erro compreensível? Vamos ver”, comentou Karl reconhecendo o forte laço de amizade entre K-Mart e Patterson, companheiros de equipe na universidade de Cincinnati.
O pivô brasileiro Nenê disse ter ficado irritado quando o Denver Nuggets mandou seu melhor defensor Marcus Camby para o Los Angeles Clippers, mas foi justamente esta negociação que abriu espaço para o gigante paulista tornar-se titular absoluto do time e mostrou a confiança da diretoria do clube na total recuperação dele da cirurgia para retirada de um tumor cancerígeno testicular no início do ano.