November 3, 2008

CSKA sofre para vencer o Dynamo na Superliga Russa, Maria Stepanova troca de time

Filed under: Europa, Internacional — Tags: , , , , — basketbrasil @ 9:45 pm

Na quarta rodada da Superliga Russa, o CSKA Moscow venceu o Dynamo Moscow por 79 a 77. Pelo CSKA, Katie Douglas marcou 19 pontos e pegou cinco rebotes. Becky Hammon marcou 16 pontos e deu 10 assistências. Ilona Korstin marcou 14 pontos e pegou quatro rebotes. Pelo Dynamo, Jannell Burse marcou 17 pontos e pegou nove rebotes. Belinda Snell marcou 16 pontos e deu seis assistências. Marina Kuzina marcou 13 pontos e pegou seis rebotes.

Outros jogos:

O UMMC Ekaterinburg, ainda sem Stepanova, venceu o Spartak St. Petersburg por 69 a 58. Pelo Ekaterinburg, Svetlana Abrosimova marcou 15 pontos e deu quatro assistências. Natalja Vedlya e Agnieszka Bibrzycka marcaram 13 pontos, cada uma. Pelo Spartak, Olga Firsova marcou 18 pontos e deu cinco assistências.

O Spartak Moscow venceu o Nadezhda por 89 a 70. Pelo Spartak Moscow, Diana Taurasi marcou 16 pontos, pegou seis rebotes e deu cinco assistências. Tatiana Shchegoleva marcou 14 pontos e pegou quatro rebotes. Sue Bird marcou 12 pontos e deu cinco assistências. Pelo Nadezhda, Olga Ovcharenko marcou 21 pontos e Begona Garcia marcou 18 pontos e pegou cinco rebotes.

Maria Stepanova troca de time na Rússia
 
A pivô Maria Stepanova rescindiu contrato com seu clube CSKA Moscow e irá defender o estrelado UMMC Ekaterinburg. Stepanova estava no time desde 2003, quando ainda era o VBM-SGAU Samara. 

(Painel do Basquete Feminino)
http://pbf.blogspot.com/2008/11/cska-sofre-para-vencer-o-dynamo-na.html

August 23, 2008

Rússia vence China na melhor atuação da americana Becky Hammon e é bronze em Pequim

Filed under: Basquete Feminino, DESTAQUES, Internacional, Seleções — Tags: , , , , — Paulo Roberto @ 10:33 am

A campeã européia e vice mundial Rússia confirmou o favoritismo de seleção que chegou ao pódio de todas as principais competições do basquete feminino internacional desde 2002 e garantiu sua segunda medalha de bronze consecutiva nas Olimpíadas derrotando a anfitriã China por 94 a 81 (52 a 39 no intervalo) na manhã deste sábado na preliminar da final entre Estados Unidos e Austrália. A armadora norte-americana naturalizada Becky Hammon guardou para a última partida sua melhor atuação nos Jogos de Pequim, comandando o time russo com 22 pontos e quatro assistências, a loirinha do San Antonio Silver Stars acertou quatro em seis arremessos da linha de três, a grande arma da equipe de Igor Grudin na partida com um belo aproveitamento de 53% nos chutes de longa distância (9 cestas em 17 tentativas). Outro destaque da Rússia foi a pivô de 2,02m Maria Stepanova, com 15 pontos e nove rebotes, e a ala-pivô Tatiana Shchegoleva também encestou 15, sendo talvez a jogadora mais regular da equipe ao longo do torneio.

 Becky Hammon ganha abraço de reconhecimento dos técnicos na comemoração do bronze

Os ataques prevaleceram sobre as defesas, e as chinesas melhoraram depois de uma fraca atuação contra as australianas, tiveram boas contribuições de 26 pontos da pivô cestinha Chen Nan e 17 da ala Bian Lan, e no fim mereceram tirar do Brasil o status de quarta força da modalidade, inclusive já tinham vencido a tradicional Espanha na primeira fase. A renovada Seleção Brasileira de Paulo Bassul acabou eliminada com quatro derrotas na fase de grupos e ficou apenas na décima posição.

 Maria Stepanova arremessa marcada por Chen Nan

O primeiro quarto foi bastante equilibrado. A Rússia abriu 4 a 0 com cestas de Irina Osipova e Oxana Rakhmatulina, a China virou o placar para 10 a 6 com uma arrancada liderada por seis pontos de Bian Lan, mas depois as bolas de três russas começaram a cair, uma com Marina Karpunina e outra de Rakhmatulina revertendo a vantagem para 14 a 12, Miao Lijie respondeu na mesma moeda, mas a virada das campeãs européias veio com uma cesta da bela ala-armadora Ilona Korstin no garrafão com assistência de Maria Stepanova, que em seguida fez 18 a 15. Becky Hammon entrou bem convertendo uma infiltração para uma vantagem de 20 a 17, Chen Nan marcou quatro pontos seguidos encostando em 22 a 21, a ala-pivô Tatiana Shchegoleva respondeu com uma cesta dentro no garrafão, mas Song Xiaouyun fechou a parcial com um arremesso certeiro no último segundo deixando a China encostada em 24 a 23.

 A gata Korstin tenta bloquear o arremesso da chinesa Miao

No início do segundo período as chinesas conseguiram passar à frente com uma cesta de Sui Feifei no rebote ofensivo fazendo 26 a 24, mas duas bolas de três consecutivas de Svetlana Abrosimova e Becky Hammon viraram o placar para 30 a 26, obrigando o técnico australiano Tom Maher a pedir tempo. As donas da casa conseguiram encostar em 31 a 30 com cestas de Bian Lan e Liu Dan, mas Shchegoleva respondeu com uma bola de três e depois de uma infiltração convertida por Korstin abriu 40 a 30 com a rara jogada de quatro pontos, uma cesta de três sofrendo a falta e aproveitando o lance livre de bonificação. O time asiático descontou a diferença para 40 a 34 com uma infiltração convertida por Miao e dois lances livres de Chen Nan, mas Hammon esquentou a mão acertando mais dois tiros de três nos últimos dois minutos da parcial abrindo 52 a 37, a defesa russa limitou as chinesas a 16 pontos no quarto e isso foi determinante para a vantagem de 13 tentos no intervalo.

 Becky Hammon passa pela marcação de Bian Lan

No retorno para a terceira etapa, a China ficou quase três minutos sem pontuar e a Rússia praticamente matou o jogo com uma cesta de Stepanova no garrafão e uma bola de três frontal de Hammon aumentando a diferença para 57 a 39, só aí Chen Xiaoli acabou com o jejum das anfitriãs com um triplo, mas Stepanova respondeu com um arremesso certeiro da lateral direita fazendo 59 a 42. As chinesas tentaram uma reação acionando mais a pivô Chen Nan, até cortaram a diferença para 68 a 57 com uma cesta de três de Song, mas Korstin respondeu convertendo uma infiltração e Rakhmatulina fechou a parcial em 72 a 57 com uma cesta no último segundo em um contra-ataque após roubada de bola.

Bastou às russas administrarem a vantagem no último quarto, o máximo que as chinesas conseguiram foi diminuí-la para 11 pontos (74 a 63) com uma cesta de Miao Lijie, mas Rakhmatulina respondeu convertendo uma infiltração e a ala-pivô Irina Osipova abriu 78 a 63, mesmo tendo vencido a etapa final por 24 a 22 incluindo uma última bola de três de Bian Lan descontando o déficit para 90 a 76, as donas da casa não ameaçaram a vitória russa, selada com lances livres de Shchegoleva e Hammon. A Rússia mostrou a força de seu jogo coletivo com quatro jogadoras pontuando em dígitos duplos, 22 assistências para apenas oito bolas desperdiçadas (contra 13 e 13 das asiáticas) e vantagem de 34 a 28 nos rebotes, embora a China tenha obtido um aproveitamento melhor geral nos arremessos (54,5% contra 53,5%), as bolas de três realmente fizeram a diferença.

Becky Hammon, armadora também do CSKA Moscou que adquiriu a cidadania russa este ano especialmente para os Jogos de Pequim, deu um bom retorno ao investimento feito pela federação do país dando um novo fôlego ao time vindo do banco e no domingo já vai voltar para sua casa em San Antonio onde terá alguns dias de descanso antes do reinício da temporada da WNBA. Ela sai de Pequim feliz com o bronze, a Rússia fez uma campanha ruim na fase de preparação terminando apenas em quinto lugar no Torneio Fiba Diamond Ball, teve muitos altos e baixos no Grupo A da primeira fase vencendo com dificuldades a Coréia, a Letônia, a Bielorrússia e o Brasil, mas cresceu no decorrer da competição e só perdeu para as duas finalistas, foi a adversária mais difícil para as norte-americanas nas semifinais.

“Acho que o torneio foi como deveria ser. Estados Unidos e Austrália são os melhores times e estão jogando pelo ouro. Nós fizemos nosso melhor pelo nosso time, nós jogamos nosso melhor basquete no final, quando mais contava. Estou orgulhoso do progresso que nós tivemos, por eu ter sido uma líder positiva para elas (russas) e encorajá-las, ajudando-as a acreditarem em si mesmas. Acho que se vocês nos viram jogar duas semanas atrás, não tínhamos confiança suficiente em nós mesmas”, disse Becky ao site da Fiba.

A derrota deste sábado coloca um fim na trajetória do técnico Tom Maher à frente da China. O australiano assumiu a seleção depois dos Jogos de Atenas-2004, quando ele classificou a Nova Zelândia às quartas-de-final justamente com uma vitória sobre as chinesas.

“A partir da próxima semana estarei desempregado e vai ser difícil voltar ao mundo real. Foi uma experiência maravilhosa treinar a China. Eu gostei de tudo isso. Tudo é feito para você e nós tivemos as melhores instalações de treinamento do mundo. Não perdemos este jogo por coisas que deveríamos ter controlado, perdemos nos pontos que somos fracos mesmo, e ficamos próximos daquilo em que somos bons, jogamos bem, mas no primeiro tempo as bolas perdidas (10) realmente nos atrapalharam”, finalizou Maher. 

Confira a galeria de fotos da partida no site da Fiba 

FICHA TÉCNICA

RÚSSIA 94 (24 + 28 + 20 + 22)

Titulares: Oxana Rakhmatulina (9 pontos e 2 rebotes), Ilona Korstin (11 pontos, 6 rebotes e 3 assistências), Svetlana Abrosimova (7 pontos, 5 rebotes e 4 assistências), Irina Osipova (8 pontos e 6 rebotes) e Maria Stepanova (15 pontos, 9 rebotes e 3 assistências). Entraram depois: Becky Hammon (22 pontos e 4 assistências), Tatiana Shchegoleva (15 pontos e 2 roubos), Marina Karpunina (7 pontos e 5 assistências), Marina Kuzina (0), Irina Sokolovskaya (0), Natallia Vodopyanova (0) e Ekaterina Lisina (0). Técnico: Igor Grudin.

CHINA 81 (23 + 16 + 18 + 24)

Titulares: Song Xiaoyun (6 pontos, 7 assistências e 4 rebotes), Miao Lijie (16 pontos, 3 assistências e 3 rebotes), Bian Lan (17 pontos, 6 rebotes e duas assistências), Sui Feifei (7 pontos e 6 rebotes) e Chen Nan (26 pontos e 3 rebotes). Entraram depois: Chen Xiaoli (4), Liu Dan (5), Zhang Yu (0), Zhang Wei (0) e Zhang Hanlan (0). Técnico: Tom Maher (AUS). 

 

 

August 19, 2008

Espanha dá trabalho por três quartos, mas perde o fôlego e vê classificação russa

A Espanha chegou a ameaçar durante três quartos, mas na parcial decisiva a equipe espanhola perdeu o fôlego e acabou sendo derrotada pela Rússia por 84 a 65 (32 a 40 no intervalo). Com a vitória, a equipe russa se classifica às semifinais do torneio feminino de basquetebol e enfrentará os Estados Unidos na próxima fase, em jogo que servirá de revanche para as americanas, que perderam as semifinais do Mundial-2006, disputado no Brasil, para as próprias russas.

Apesar do placar dilatado no final, não pense que a vitória das russas foi fácil. As comandadas de Igor Grudin chegaram a estar perdendo por 18 pontos na primeira etapa e assumiram a liderança do jogo pela primeira vez apenas no final do terceiro quarto. No último período as vice-campeãs mundiais foram soberanas e confirmaram o favoritismo. A cestinha da Rússia foi a ala Tatiana Shchegoleva, autora de 19 pontos, ela foi seguida das estrelas Maria Stepanova, becky Hammon e Ilona Korstin. A armadora Hammon assinalou 17 pontos, Stepanova fez um duplo-duplo, 12 pontos e 10 rebotes, enquanto Korstin conectou 11 tentos e capturou sete sobras.

Pela Espanha, que acumula sua segunda eliminação olímpica seguida nas quartas-de-final, a cestinha foi a estrela Amaya Valdemoro, que encestou 16 pontos. Entretanto, isso não quer dizer que Valdemoro tenha jogado bem, ela acertou apenas quatro de suas onze tentativas no duelo. Além dela, apenas a ala-pivô Ana Montañana fez dígitos duplos, totalizando 13 pontos.

Russia vs. Spain Americana naturalizada russa, Becky Hammon enfrentará suas compatriotas na semifinal

O duelo entre Espanha e Rússia começou com uma surpresa. A seleção espanhola se impôs e não demorou para tomar conta do marcador. A equipe hispânica forçou o jogo defensivo e parou as principais armas ofensivas da Rússia, Maria Stepanova e Ilona Korstin. O curioso é que na arrancada espanhola, dada na metade do primeiro período, a principal estrela do plantel espanhol, a ala Amaya Valdemoro, foi apenas coadjuvante e assistiu o belo basquetebol desempenhado por suas companheiras. A estrela ibérica só saiu do zero a 2min do término do primeiro quarto quando conectou três lances livres. Para delírio da torcida espanhola presente na Arena Olímpica de Pequim, a ala Isabel sanchez acertou um arremesso no estouro do cronômetro e aumentou a liderança espanhola para onze tentos, 21 a 10, ao final do primeiro período.

Quem esperava uma reação russa na segunda parcial da partida, se assustou com a apatia da equipe treinada pelo técnico Igor Grudin. As espanholas continuaram dominando o duelo e chegaram a abrir dezoito pontos de frente após um tiro certeiro de Nuria Martinez, 30 a 12. Após esta lance, o técnico russo perdeu a paciência e pediu tempo para tentar ajeitar a casa. O pedido de tempo fez efeito e as vice-campeãs mundiais começaram a reagir. As líderes da reação foram Becky Hammon e Svetlana Abrasimova, que aproveitaram o “cochilo” para mostrarem suas miras calibradas de longe.

Russia vs. Spain Ana Montañana tenta arremesso marcada por Shchegoleva.

A diferença chegou a ser cortada para apenas quatro pontos, após um arremesso perfeito de Ilina Osipova, 34 a 30. No último minuto do primeiro tempo, a Espanha reacordou e conseguiu quatro pontos seguidos sem reação russa. O time do leste europeu ainda fez uma cesta com Tatiana Schchegoleva, diminuindo o prejuízo para seie tentos, 32 a 38, o que as russas não contavam, porém, é que a Espanha ainda conseguisse fazer mais dois pontos antes da sirene soar para sacramentar o fim do segundo quarto, 40 a 32 para as latinas.

O segundo tempo começou equilibrado e nervoso. Ambas as equipes se “esqueceram” de fazer cestas e só lembraram em fazer faltas. Neste período de partida, a equipe espanhola manteve a vantagem oscilando entre seis e oito pontos. Entretanto, a tranquilidade espanhola durou pouco, a equipe ibérica se perdeu durante alguns minutos e isto foi o suficiente para que a Rússia aproveitasse para mudar o rumo da partida.

Jogando um basquetebol agressivo, o time europeu conseguiu virar o jogo ainda no terceiro período, após um arremesso perfeito da armadora Olga Rakhmatulina, 50 a 49, forçando o técnico espanhol Evaristo Perez a pedir tempo. A parada técnica surtiu efeito e a Espanha voltou a se focar no jogo, não permitindo que as russas deslanchassem no placar. Entretanto, não foi suficiente para devolver a liderança para as espanholas ao final do terceiro período, 56 a 55 para a Rússia.

Russia vs. Spain Maria Stepanova foi importante na virada russa.

A equipe russa começou o último quarto disposta a aniquilar as chances de reação da Espanha. Usando uma forte defesa e abusando dos contra-ataques, as vices-campeãs mundiais não tiveram dificuldades para abrir uma boa vantagem. A diferença chegou a oito pontos após um arremesso perfeito da ala-pivô Maria Stepanova. Os primeiros pontos da Espanha no período final só vieram com uma bola de 3 de Maria Pascua, isso com 3min de bola quicando. Porém, a bola certeira de longe de Pascua não surtiu muito efeito, pois a Rússia continuou dominando o duelo. As estrelas Maria Stepanova e Ilona Korstin finalmente conseguiram furar o bloqueio espanhol e passaram a mostrar seu melhor basquete. Já as espanholas, descontroladas, não conseguiram impor novamente seu ritmo de partida e protagonizaram um festival de arremessos de 3 errados.

A 2min30seg do fim, a armadora americana naturalizada russa, Becky Hammon, protagonizou um lance pitoresco. Ela tentou uma infiltração e arremessou, mas a bola ficou presa entre a o aro e a tabela, arrancando um belo sorriso da camisa 7 russa. Já o duelo continuou sob domínio das belas do leste europeu. A Espanha bem que tentou, mas, jogando de forma desastrada, não chegou a ameaçar a classificação russa para as semifinais. As comandadas de Igor Grudin, inclusive, chegaram a aumentar a diferença para 19 pontos nos instantes finais do embate, mostrando todo o domínio que tiveram na parcial decisiva.

August 12, 2008

Russas vencem terceira partida sem convencer em Pequim: 71 a 65 contra a Bielorrússia

Em um confronto de muitos erros e baixo aproveitamento nos arremessos dos dois lados, a seleção feminina da Rússia conquistou sua terceira vitória nas Olimpíadas de Pequim derrotando a Bielorrússia por 71 a 65 (35 a 27 no intervalo), mas continua sem mostrar o basquete de alto nível que lhe rendeu o vice-campeonato mundial no Brasil em 2006. As campeãs européias serão as próximas adversárias da Seleção Brasileira do técnico Paulo Bassul na rodada de sexta-feira e até agora não se mostraram nada imbatíveis, tiveram vitórias apertadas contra Letônia e Coréia do Sul sem demonstrar o favoritismo que se esperava delas para brigarem com as favoritas à final Estados Unidos e Austrália. A pivô de 2,02m Maria Stepanova foi a cestinha da Rússia neste final de noite de terça-feira (manhã em Pequim) com 13 pontos e oito rebotes, mas errou sete em 11 arremessos de quadra. A bela ala-armadora Ilona Korstin foi outro destaque com 11 pontos e nove rebotes, mas só acertou quatro em 10 chutes, e a armadora norte-americana naturalizada Becky Hammon contribuiu com 10 tentos.

 Maria Stepanova lidera vitória russa

Cestinha da vitória na prorrogação contra o Brasil no Torneio Pré-Olímpico Mundial de Madri em junho, a armadora Natallia Marchanka comandou uma boa reação da Bielorrússia que tirou uma desvantagem de 12 pontos e endureceu o jogo no último quarto vencido pelas estreantes em Olimpíadas por 25 a 19. Marchanka acabou sendo a cestinha do duelo da escola soviética com 16 pontos, tendo acertado quatro em oito arremessos da linha de três. A pivô Yelena Leuchanka deu muito trabalho às russas no garrafão com um duplo-duplo de 15 pontos e 12 rebotes, além de ter feito quatro passes para cesta, e a ala Katsyarina Snytsina também ajudou com 15 tentos.

Apesar da irregularidade demonstrada desde os amistosos da fase de preparação, é claro que a Rússia ainda tem o favoritismo no duelo contra a renovada equipe brasileira principalmente pela grande estatura de suas jogadoras no garrafão. Além da gigante loira Stepanova, as alas-pivôs Tatiana Shchegoleva (1,94m) e Irina Osipova (1,96m) são mais altas e técnicas que a única pivô de força do Brasil (Kelly, 1,92m e menos mobilidade), a Bielorrússia equilibrou a briga no garrafão com suas “Torres Gêmeas” Leuchanka (1,96m) e Anastasya Verameyenka (1,92m), mas depois que a Seleção verde-amarela perdeu sua melhor pivô (Érika de Souza, machucada) a missão ficou mais complicada, a Seleção de Bassul terá de jogar seu melhor basquete e errar pouco para tentar surpreender e acabar com a invencibilidade russa.

 Ilona Korstin tenta bandeja à frente de Leuchanka

A Rússia começou afiada com uma bola de três de Marina Karpunina e abriu 9 a 4 com a primeira cesta da musa Korstin. A Bielorrússia reagiu e encostou em 13 a 12 com um triplo de Nataliya Trafimava, respondido na mesma moeda por Karpunina. A vantagem subiu para 20 a 14 com um ponto de lance livre de Stepanova, mas as medalhistas de bronze do Eurobasket-2007 encostaram de novo com uma bola de três de Marchanka no último segundo do primeiro quarto fechado em 20 a 19.

No início do segundo período, Marchanka virou o placar para 22 a 20 com outro triplo, mas Becky Hammon empatou e Shchegoleva recolocou a Rússia à frente com uma cesta dentro do garrafão. A vantagem aumentou para 29 a 22 com dois lances livres encestados pela estrela norte-americana do San Antonio Silver Stars (WNBA) e outra cesta de Stepanova, a ala Svetlana Abrosimova abriu 33 a 25 com uma bola de três e a Rússia fechou a parcial mais amarrada da partida em 15 a 8, com uma cesta de Stepanova garantindo a vantagem de oito pontos no intervalo.

 Natallia Marchanka foi a cestinha do jogo com 16 pontos

A Bielorrússia voltou melhor para a terceira etapa e encostou em 36 a 33 após duas cestas seguidas de Leuchanka, a Rússia se manteve à frente graças a uma bola de três da armadora Oxana Rakhmatulina, mas depois Trafimava também acertou um tiro de longa distância do outro lado reduzindo a diferença para 41 a 38 e um arremesso certeiro da ala Snytsina encostou de vez em 42 a 40. Após um pedido de tempo do técnico Igor Grudin, as russas apertaram a defesa e ampliaram a vantagem com uma arrancada de 10 pontos consecutivos iniciada com uma cesta de Abrosimova no garrafão, as bielorrussas ficaram os últimos 3min50s do quarto sem pontuar e Korstin fechou a parcial encestando dois lances livres que decretaram a maior vantagem russa: 52 a 40.

No último quarto, a Rússia soube administrar a diferença e Stepanova fez 59 a 48 acertando dois lances livres, depois Shchegoleva abriu 61 a 50 com uma cesta dentro do garrafão, mas nos três minutos finais a Bielorrússia encaixou uma boa reação causando um certo suspense, duas bolas de três de Marchanka diminuíram a vantagem russa para 63 a 58 e para 67 a 63 faltando 45 segundos, mas Korstin e Hammon responderam com cestas providenciais garantindo a vitória, e só restou tempo para Osipova fechar o placar conectando dois lances livres para definir a diferença final de seis pontos.

 Katsyarina Snytsina fez 15 pontos no segundo tempo na reação bielorrussa

“Nós fomos para a quadra preparadas para vencer este jogo. Era difícil, era desafiador, lutamos até o final, mas não convertemos alguns arremessos muito importantes e eu não diria que nós desistimos, mas isso não nos ajudou hoje. A Rússia é um time muito experiente e isso acabou nos superando”, disse Marchanka.

As russas estão despertando desconfianças desde que perderam para a Espanha em Moscou, depois sofreram duas derrotas no Torneio Fiba Diamond Ball poucos dias antes das Olimpíadas (sendo surpreendidas pela Letônia e levando uma surra dos Estados Unidos), e suas três vitórias em Pequim foram com dificuldades, todos os jogos só foram decididos no último quarto.

“Eu espero que nós jogaremos cada vez melhor com a seqüência das partidas. Mas o próximo jogo contra o Brasil será mais difícil ainda, o torneio fica cada vez mais duro, e nós precisamos assistir ao vídeo e ver os erros que cometemos neste jogo, o que saiu errado para termos tantas bolas perdidas (18 turnovers, para apenas 10 assistências) e também precisamos pegar mais rebotes”, analisou Maria Stepanova.

A Rússia impôs sua estatura com uma vantagem de 52 a 41 nos rebotes (incluindo oito de Shchegoleva e nove de Osipova) sobre a Bielorrússia, mas teve dificuldades com Leuchanka, a maior reboteira da partida com 12 sobras, Kelly também pode se virar bem nesse quesito impondo seu vigor físico.  

“Nós jogamos contra a Bielorrússia durante nossa preparação, conhecemos o jogo delas, e sabíamos que seria difícil vencê-las pois elas iriam lutar até o final”, concluiu Stepanova.

Na sexta-feira as bielorrussas enfrentam a Coréia numa partida decisiva, quem vencer ficará com um pé nas quartas-de-final, mas as asiáticas já mostraram que podem surpreender, ganharam na prorrogação na estréia numa péssima atuação do Brasil e quase aprontaram uma zebra histórica para cima da Rússia na segunda rodada. E na última rodada da fase de classificação no domingo, Brasil e Bielorrússia têm pela frente a revanche das quartas-de-final do Pré-Olímpico Mundial, aquele jogo perdido na prorrogação que gerou o caso Iziane.

“Temos tudo à frente de nós (para conseguir a classificação). A Coréia é um time duro de bater, elas não são tão altas quanto nossas jogadoras de garrafão, vamos jogar forte na defesa que tudo irá se encaixar no devido lugar”, concluiu Marchanka, confiante numa vitória em cima da equipe mais velha e mais baixa deste equilibrado Grupo A do torneio olímpico feminino.

Os números finais de Rússia x Bielorrússia dão esperanças ao Brasil para os últimos dois jogos da fase de classificação depois do duelo desta madrugada contra a Letônia: as duas equipes tiveram mais bolas perdidas no ataque do que assistências (proporção de 16 para oito no caso de Belarus), as russas acertaram só 38,7% dos arremessos de quadra e 19 em 29 lances livres (BLR ficou nos 32,2% de aproveitamento no ataque), a Bielorrússia errou 19 em 25 chutes da linha de três enquanto a Rússia só converteu quatro em 12 tiros de longa distância. Então foi uma batalha de duas defesas agressivas? O número apenas mediano de roubos de bola (10 BLR x 9 RUS) e pequeno de tocos (4 BLR x 3 RUS) não dá a entender isso, nos momentos que vi na transmissão de TV as duas equipes erraram bolas fáceis. A principal jogadora bielorrussa Verameyenka esteve muito apagada no ataque: apenas dois pontos em quatro arremessos tentados e dois rebotes em 20 minutos de ação, sendo eliminada da partida com cinco faltas. A Rússia está uma beleza para concorrer na promoção Basketbrasil das musas olímpicas, mas o basquete delas está meio feioso. Este Grupo A está mesmo muito nivelado como disse Paulo Bassul. Por baixo, diga-se de passagem, só está se salvando a Austrália.

FICHA TÉCNICA

RÚSSIA 71 (20 + 15 + 17 + 19)

Titulares: Oxana Rakhmatulina (8), Ilona Korstin (11), Marina Karpunina (6), Tatiana Shchegoleva (8) e Maria Stepanova (13). Entraram depois: Becky Hammon (10), Irina Osipova (8), Svetlana Abrosimova (7), Natalia Vodopyanova (0) e Marina Kuzina (0). Técnico: Igor Grudin.

BIELORRÚSSIA 65 (19 + 8 + 13 + 25)

Titulares: Olga Padabed (0), Nataliya Trafimava (6), Olga Masilionene (2), Anastasya Verameyenka (2) e Yelena Leuchanka (15). Entraram depois: Natallia Marchanka (16), Tatyana Troina (7), Marina Kress (2) e Katsyarina Snytsina (15). Técnico: Anatoly Buyalski.

 

August 7, 2008

Guia Olímpico Basketbrasil feminino: Rússia é a terceira favorita a medalha em Pequim

RÚSSIA

A Rússia é uma das maiores potências na história nos Jogos Olímpicos, como principal herdeira das glórias da União Soviética, formou a maior parte da seleção da CEI que foi campeã nas Olimpíadas de Barcelona-92. Mas ultimamente vem fazendo mais sucesso em Mundiais, nos quais o time vem de três pratas consecutivas (1998, 2002 e 2006).

Em Pequim, a meta do time de Igor Grudin é chegar mais longe do que o bronze de Atenas-2004. A histórica vitória sobre as americanas nas semifinais do Mundial do Brasil, dois anos atrás, é o grande impulso para esta geração russa.

Stepanova arremessa marcada pela americana Lisa Leslie

Considerada a melhor jogadora da Europa nos últimos dois anos, a pivô de 2,02m Maria Stepanova, que atua pelo CSKA Moscou, é a principal estrela do time, uma arma infalível dentro do garrafão pela facilidade de obter rebotes, além de ter uma grande precisão dos arremessos.

A excelente armadora norte-americana Becky Hammon, de 31 anos, é o novo grande trunfo do técnico Grudin. Rejeitada pela comissão técnica da seleção dos EUA, a estrela do San Antonio Silver Stars aceitou a proposta de defender a Rússia, embora seu patriotismo tenha sido contestado pela técnica americana Anne Donovan. Em meio à polêmica decisão, Becky tem feito uma temporada muito boa na WNBA 2008, com médias de 18 pontos e cinco assistências por jogo. Resta saber como ela será incorporada à seleção e em que ponto o curto período de treinamento irá prejudicá-la, nos primeiros jogos fez muito pouco. Becky ficou com a vaga que, no Mundial, pertenceu à Ekaterina Demagina.

Americana Becky Hammon é um reforço nas bolas de três

A dupla de armação mais charmosa dos Jogos é completada pela ala-armadora Ilona Korstin, de 28 anos. Veloz, bonita e extremamente graciosa em quadra, Korstin capta as atenções. Tem um bom entendimento com Stepanova, com quem joga também no clube (o CSKA Moscou), e um possui ótimo posicionamento de rebote. Seu jogo ainda peca no fraco aproveitamento de três pontos, algo que ela vem tentando melhorar. Justamente aí está uma das grandes vantagens que Becky poderá oferecer às russas: maior fôlego nos tiros de longa distância.

llona Korstin

A armação esquenta ainda mais com a presença da veterana Oxana Rakhmatulina, de 32 anos. Embora pontue com eficiência e tenha sido a cestinha na histórica vitória contra as americanas em 2006, Oxana se sacrifica em nome do equilíbrio da equipe, na qual funciona como uma grande líder, dentro e fora da quadra.

A ala Svetlana Abrosimova, de 28 anos, é a outra grande opção nos arremessos do perímetro. Jogou na liga universitária americana pela Universidade de Connecticut, sendo selecionada pelo Minnesota Lynx na sétima escolha do draft de 2001. Decidiu não jogar a temporada 2008 da WNBA para se recuperar de uma pequena lesão no tornozelo e poder treinar com a seleção. Evoluiu muito na temporada de 2007 da liga americana, obtendo médias de 10,2 pontos, 4,4 rebotes e 2,5 assistências por jogo. Atualmente no Spartak, Abrosimova tem trajetória discreta com a seleção russa, principalmente pelos conflitos com o técnico anterior (Vadim Kapranov).

Abrosimova disse que time deixou a desejar nos amistosos

Nas laterais, a Rússia tem um desfalque importante: Olga Arteschina, 26 anos, grávida. Não falta, no entanto, qualidade às suplentes. Uma das candidatas é Natalia Vodopyanova, de 27 anos, que desfalcou a equipe nos últimos amistosos. Apesar de ser uma ótima jogadora, não conseguiu se firmar na WNBA. Depois de quatro temporadas na Polônia, voltou ao basquete russo. Defendeu o Ekaterimburg, na última temporada. Apesar de colaborar muito no poder de rebote da equipe, tem deixado a desejar no ataque.

A ala-pivô Tatiana Shchegoleva deve ser presença certa no garrafão ao lado de Stepanova. Aos 26 anos, com 1,92m, Tatiana usa a agilidade como sua principal característica. A leveza, no entanto, às vezes lhe desfavorece no garrafão contra adversárias corpulentas. Conhecida por ser muito guerreira, causou sensação no ano passado quando bloqueou um chute de Vitali Fridzon, armador russo, em uma partida comemorativa.

No banco, Marina Karpunina, armadora de 24 anos, busca seu espaço em meio à dura concorrência no clube (Spartak) e na seleção. Situação parecida vive Marina Kuzina, ala-pivô de 23 anos, do Dynamo de Moscou.

Filha do assistente técnico da seleção, a ala Irina Sokolovskaya, de 23 anos, não participou do último Mundial, quando a eleita foi Elena Karpova. Com pouco espaço no CSKA, ela tem procurado melhorar nos chutes de longa distância.

A pivô Irina Ossipova, de 27 anos, é conhecida pelo temperamento difícil, que acabou limitando seu crescimento nos clubes e na seleção, mas foi uma das principais reboteiras do Diamond Ball com seis rebotes por partida. Completando o elenco, Ekaterina Lisina é a mais jovem do grupo. A ágil pivô de 20 anos também joga no CSKA, tentando se consolidar como uma possível sucessora de Stepanova. Lisina saiu cedo da Rússia. Foi jogar no Pécs, da Hungria, aos 16 anos. Em uma partida da EuroLiga, enfrentou o CSKA, de Stepanova e chamou a atenção ao dar dois tocos na compatriota. Atuações como essa garantiram um lugar à jovem como caçula do time no Mundial-2006.

A Rússia costumava ser mencionada como favorita a medalhas em pé de igualdade com americanas e australianas, mas resultados ruins na fase de preparação como as derrotas para Espanha, Letônia e EUA, além de uma atuação irregular na decisão do quinto lugar do Fiba Diamond Ball contra o fraco time de Mali, deixaram a equipe sob suspeita e com o sinal de alerta ligado. Está um degrau abaixo das duas favoritas, mas tem de melhorar para não ser surpreendida e voltar para casa sem medalha.

Um dos grandes empecilhos para que as russas apresentem uma maior regularidade em quadra tem sido o próprio basquete “importador” russo. Com o reaquecimento da liga local, o aumento de investimentos trouxe uma legião de estrangeiras de altíssimo nível para os clubes russos. Muitas delas acabam diminuindo a participação das russas nos times. As que continuam jogando enfrentam uma temporada longa, extremamente desgastante, que concilia viagens pela SuperLiga Russa e pelos torneios continentais (EuroLiga ou EuroCopa).

Entre as vitimadas por esse esforço excessivo, está a grande estrela do time, a pivô Maria Stepanova, de 29 anos. Temendo não tê-la em condições ideais, Grudin concedeu um descanso à pivô antes do início da preparação olímpica, assim como fez antes do Europeu-2007, quando a Rússia conquistou o ouro, batendo a Espanha, na final. Um bom rendimento de Stepanova é fundamental para a seleção. A pivô domina como poucas o garrafão, colecionando duplos-duplos (no Europeu, teve médias de 13,8 pontos e 10 rebotes) e bloqueando vários arremessos. Por duas vezes consecutivas eleita a melhor jogadora da Europa, a pivô defende o CSKA desde 2003. Em entrevista durante o Europeu, Stepanova tentava explicar as oscilações da equipe, que havia caído contra a Sérvia: “É uma questão psicológica. Precisamos perder, para só então reagir e vencer.” A irregularidade já apareceu forte na fase de preparação.

Técnico: Igor Grudin

O treinador russo que substituiu Vadim Kapranov com sucesso rumo à prata no Mundial passado acredita que, enfim, seu time está alcançando a maturidade, incorporando maior habilidade na defesa e mantendo sua característica de velocidade, mas sem apelar para o tentador pecado da precipitação. Nos amistosos, apresentou muita irregularidade, mas tende a crescer no decorrer da competição. O grande desafio do técnico é entrosar rapidamente Becky Hammon no sistema de jogo da equipe.

As convocadas:

Marina Kuzina – Ala-pivô – 1,85m – 19/7/1985 – Ekaterimburg (RUS)
Oxana Rakhmatulina – Armadora – 1,80m – 7/12/1976 – Ekaterimburg (RUS)
Natalia Vodopyanova – Ala – 1,90m – 4/6/1981 – Ekaterimburg (RUS)
Rebecca “Becky” Hammon – Armadora – 1,68m – 11/3/1977 – San Antonio Silver Stars (EUA)
Marina Karpunina – Armadora – 1,76m – 21/3/1984 – Spartak Moscou (RUS)
Tatiana Shchegoleva – Ala-pivô – 1,94m – 9/2/1982 – Spartak Moscou (RUS)
Ilona Korstin – Ala-armadora – 1,82m – 30/5/1980 – CSKA Moscou (RUS)
Maria Stepanova – Pivô – 2,02m – 23/2/1979 – CSKA Moscou (RUS)
Ekaterina Lisina – Pivô – 2,05m – 15/10/1987 – CSKA Moscou (RUS)
Irina Sokolovskaya – Ala – 1,86m – 3/1/1983 – CSKA Moscou (RUS)
Svetlana Abrosimova – Ala – 1,88m – 9/7/1980 – Ekaterimburg (RUS)
Irina Ossipova – Pivô – 1,96m – 25/6/1971 – Spartak Moscou (RUS)
História Olímpica:
Em 1992, muitas jogadoras russas estavam na seleção da CEI (Comunidade dos Estados Independentes - instituída em 21 de dezembro de 1991 logo após a dissolução da União Soviética), equipe feminina que ficou com o ouro nos Jogos de Barcelona-92. Nas Olimpíadas seguintes, as russas falharam em alcançar as semifinais em Atlanta-96 e Sydney-2000 (nessa última, foram eliminadas pelo Brasil em jogo emocionante nas quartas-de-final). Doze anos depois do ouro, o time voltou ao pódio, em Atenas-2004, quando bateu o Brasil na decisão do bronze e agora tenta outra medalha.

Participação em Olimpíadas: 1992 (ouro), 1996 (5º lugar), 2000 (6º lugar), 2004 (bronze)
Participação em Mundiais: 1998 (prata), 2002 (prata), 2006 (prata)
Último Mundial (São Paulo-2006): Vice-campeã
Último torneio continental (Eurobasket 2007): Campeã
Posição no ranking da FIBA: 3ª colocada

Resultados nos amistosos preparatórios

Rússia 81 x 71 Bielorrússia

Rússia 73 x 90 Espanha
http://www.basketbrasil.com.br/nacional/basquete-feminino/espanha-vence-facil-a-russia-em-moscou-e-mostra-as-brasileiras-que-as-campeas-europeias-nao-sao-imbativeis

Rússia 69 x 75 Letônia (Diamond Ball)
http://www.basketbrasil.com.br/internacional/letonia-vence-russia-na-estreia-de-becky-hammon-grupo-do-brasil-reune-as-%e2%80%9cmusas-olimpicas%e2%80%9d
http://www.basketbrasil.com.br/internacional/naturalizada-becky-hammom-fala-depois-de-sua-estreia-pela-russia

Rússia 58 x 93 Estados Unidos (Diamond Ball)
http://www.basketbrasil.com.br/internacional/eua-atropela-russia-e-faz-decisao-do-diamond-ball-contra-australia

Rússia 79 x 52 Mali (Diamond Ball)
http://www.basketbrasil.com.br/nacional/basquete-feminino/russia-nao-convence-na-vitoria-sobre-mali-e-tenta-encontrar-ritmo-para-pequim-bom-para-o-brasil

Vídeos:
Imagens do terceiro quarto de Rússia x EUA na semifinal do Mundial-2006

Jogo Rússia x Itália no Eurobasket 2007

Tabela do Grupo Olímpico:

9/8 – Rússia x Letônia (11h15min)
11/8 – Rússia x Coréia (3h30min)
12/8 – Rússia x Bielorrússia (22h)
15/8 – Rússia x Brasil (3h30min)
17/8 – Rússia x Austrália (0h15min).

(Informações de Painel do Basquete Feminino, colaboraram Andrea Stancus Stingel, Linelson y Castro e Gisele Cardoso)

August 2, 2008

Internautas elegem Lauren Jackson e Ilona Korstin como musas olímpicas, veja quem ganhou a promoção

Os envios de mensagens para a promoção da eleição da Musa Olímpica do Basquete foram encerrados ontem. A jogadora mais gata na opinião de nossos internautas é mesmo a australiana Lauren Jackson, seguida de perto pela armadora russa Ilona Korstin, a medalha de bronze vai para outra australiana, a armadora reserva Erin Phillips. Abaixo está a relação completa dos votantes numerados de acordo com sua preferência numérica ou pela ordem cronológica de envio do e-mail, como tivemos 50 inscritos cada um recebeu um número extra de 51 a 00 para concorrer de acordo com a extração deste sábado (16/8) da Loteria Federal, as duas dezenas iniciais do primeiro prêmio apontarão o vencedor que será anunciado neste domingo (17/8), dia da última rodada da fase de classificação do torneio feminino dos Jogos Olímpicos de Pequim. O contemplado vai receber em casa uma camisa do Basketbrasil junto com uma bola oficial da Penalty. E não deixe de dar mais uma conferida na galeria de fotos das belas olímpicas. A dezena inicial do número sorteado no primeiro prêmio da LF foi o 30, então quem ganha a camisa é o casal Lídia Flor & Edílson de São Luís do Maranhão. 

E não deixe de participar da promoção que tem inscrições abertas até 13h da próxima quarta-feira, respondendo à pergunta “Quem você gostaria de ver numa partida da NBA no Brasil e por quê?”. As 10 melhores mensagens serão selecionadas por nossa redação e o sorteio será feito com base no próximo sorteio da Loteria Federal nessa mesma quarta (20/8) valendo uma camisa 10 oficial do Phoenix Suns autografada pelo cestinha brasileiro da NBA Leandrinho Barbosa. E no final de semana, com o final dos torneios olímpicos feminino (no sábado) e masculino (no domingo) anunciaremos os vencedores do Bolão Olímpico Basketbrasil, fique ligado!

RELAÇÃO DE VOTOS PROMOÇÃO MUSA OLÍMPICA

1 ou 51- Marcelo Marques Sticha da Silva  - Voto em Micaela
2 ou 52- Hermílio Nina – Voto em Lauren Jackson
3 ou 53- Gisa Cardoso – Voto em Micaela
4 ou 54 – Werbert Nino Cardoso – Voto em Mamá
5 ou 55 – RAO: Voto em Ilona Korstin e Adrianinha dentre as brasileiras
6 ou 56 – Julio Lima: Voto em Lauren Jackson
7 ou 57 – Givanildo Santos de Souza: Voto em Lauren Jackson
8 ou 58 – Daniel Pinho: Voto em Erin Phillips
9 ou 59 – Caio Albuquerque – Voto em Laura Summerton
10 ou 60 – Izaías Oliveira Roma – Voto em Erin Phillips
11 ou 61 – Marcus Vinícius Araújo – Voto em Ilona Korstin
12 ou 62 – Carlos Eduardo Oliveira – Voto em Erin Phillips
13 ou 63 – Fabio Danilo Bogus – Voto em Lauren Jackson
14 ou 64 – Rafael Brito – Voto em Candace Parker
15 ou 65 – Edmilson Silva – Voto em Lauren Jackson
16 ou 66 – Luis Eduardo Brito Fialho – Voto em Ilona Korstin
17 ou 67 – Iara Brito Oliveira – Voto em Fernanda Beling
18 ou 68 – Alesson Ricardo Araújo – Voto em Becky Hammon
19 ou 69 – Rafael Mendes Araújo – Voto em Lauren Jackson
20 ou 70 – Raíssa Reis – Voto em Candace Parker
21 ou 71 – Mayra Oliveira – Voto em Erin Phillips
22 ou 72 – Ivonete Silva de Brito – Voto em Micaela
23 ou 73 – Luciana Braga – Voto em Lauren Jackson
24 ou 74 – Stella Magally – Voto em Ilona Korstin
25 ou 75 – Leila Cardoso – Voto no namorado da Candace Parker
26 ou 76 – Humberto Nascimento – Voto em Laura Summerton
27 ou 77 – Isa Rosete Mendes – Voto em Adrianinha
28 ou 78 – Eric Vinícius – Voto em Becky Hammon
29 ou 79 – Michael Christiansen Mendes – Voto em Ilona Korstin
30 ou 80 – Lídia Flor e Edílson – Voto em Lauren Jackson
31 ou 81 – Saulo Henrique – Voto em Erin Phillips
32 ou 82 – Mércia Teles – Voto em Fernanda Beling
33 ou 83 – Walathion Souza – Voto em Lauren Jackson
34 ou 84 – Raimundo Marinho Neto – Voto em Candace Parker
35 ou 85 – Flavia Figueiredo – Voto em Lauren Jackson
36 ou 86 – Gustavinho Reis – Voto em Becky Hammon
37 ou 87 – Fabio Araújo – Voto em Ilona Korstin
38 ou 88 – Cadu McGrady – Voto em Lauren Jackson
39 ou 89 – Ricardo Souza Brito – Voto em Erin Phillips
40 ou 90 – Daniel Machado – Voto em llona Korstin
41 ou 91 – Sidney Nunes Rocha – Voto em Lauren Jackson
42 ou 92 – Juliene Ramos – Voto em Anete Jekabsone
43 ou 93 – Rogério Silva Santos – Voto em Erin Phillips
44 ou 94 – Raimundo Sousa – Voto em Lauren Jackson
45 ou 95 – Gustavo Araújo – Voto em Ilona Korstin
46 ou 96 – Camila Avelar – Voto em Lisa Leslie
47 ou 97 – Marcelo (Labohidro Ufma) – Voto em Lauren Jackson
48 ou 98 – Narclébio Rezende – Voto em Maria Stepanova
49 ou 99 – Polyana Farias – Voto em Candace Parker
50 ou 00 – Celinha Dias – Voto em Penny Taylor.

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Armadora americana estréia mal pela Rússia no Fiba Diamond Ball na derrota para a Letônia por 75 a 69, com destaque para o show de 34 pontos de Anete Jekabsone-Zogota. As duas equipes estarão no forte grupo do Brasil nas Olimpíadas de Pequim, naquela chave que reúne as belas jogadoras candidatas a musa basqueteira dos Jogos: Lauren Jackson, Penny Taylor, Erin Phillips e Laura Summerton (Austrália), Ilona Korstin, Becky Hammon, Maria Stepanova e Svetlana Abrosimova (Rússia), a cestinha da Letônia, a brasileira Fernanda Beling. Confira as fotos e vote! Pode ser por comentário ou pelo e-mail redacao@basketbrasil.com.br valendo prêmio.

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