August 22, 2008

Rússia quer defender bronze conquistado em 2004, já China espera surpreender

Filed under: Internacional, Seleções — Tags: , , , , — João Guilherme @ 9:39 pm

Antes do prato principal vem a entrada. Neste sábado, a “entrada” será a partida entre Rússia e China, válida pelo torneio de basquetebol feminino dos Jogos Olímpicos de Pequim. Entretanto, este não é um jogo sem importância, mas sim uma partida muito importante porque vale a medalha de bronze para a equipe vencedora.

O time russo, que chega com pinta de favorito, mesmo enfrentando as anfitriãs chinesas, vem para defender a medalha de bronze conquistada em Atenas-2004, já a China buscará uma medalha na modalidade novamente após 16 anos. A última conquista chinesa nas Olimpíadas foi em Barcelona-1992, quando a equipe asiática ficou com a medalha de prata.

Para a ala-armadora Miao Lijie, a China terá que impor um ritmo forte desde o início contra as russas: “Elas são fortes mentalmente e, para vencê-las, nós precisaremos jogar bem desde o início e aproveitar a torcida que nos apoiará. Os primeiros minutos serão fundamentais, se conseguirmos abrir uma boa vantagem poderemos administrá-la para conquistarmos esta medalha”, afirmou a cestinha do campeonato.

Já a armadora Becky Hammon, que jogou contra sua “compatriotas” americanas na semifinal, declarou que a sua equipe terá que tomar cuidado com as bolas do perímetro das donas da casa: “A China é uma equipe muito rápida e sabe como utilizar esta rapidez para conseguir bons chutes de 3 e nós teremos que tomar cuidado com isto, nós teremos que entrar calmas e fazer o nosso ritmo de jogo desde o começo”, finalizou a armadora.

O duelo entre Rússia e China, valendo a medalha de bronze, terá início na manhã deste sábado (horário de Brasília) a partir das 8h30min. Já no horário local o jogo entre anfitriãs e européias será iniciado às 19h30min na Arena Wukesong, em Pequim, e promete casa cheia para apoiar as chinesas.

August 20, 2008

Taylor ainda é dúvida em duelo contra China, que marcará encontro de ex-técnico com suas pupilas

Filed under: Internacional, Seleções — Tags: , , , , , , — João Guilherme @ 11:19 am

A grande dúvida do duelo decisivo das semifinais do basquetebol feminino nos Jogos Olímpicos de Pequim é se a estrela australiana, a ala-armadora Penny Taylor, irá para o jogo contra a China, seleção da casa e que vem como surpresa para a o embate desta quinta-feira contra a Austrália, atual campeã mundial e, para muitos, a única equipe capaz de tirar o ouro das americanas em quadras chinesas.

A jogadora, eleita a melhor do último Campeonato Mundial disputado em 2006 no Brasil, sofreu uma torção no tornozelo direito na partida de quartas-de-final contra a República Tcheca. A lesão de Taylor se deu no início do terceiro período, quando a ala-armadora de 27 anos pisou involuntariamente no pé de uma adversária.

Taylor teve que deixar a quadra e ficou o resto da partida com o pé direito enfiado em um balde de gelo. Nesta terça-feira o médico da equipe, Scott Burne admitiu que dificilmente a atleta se recuperará a tempo de disputar a partida que terá início às 11h15 (horário de Brasília), 22h15 (horário local): “Ela sofreu uma lesão significativa. Mas nós esperamos tê-la de volta à quadra se não para a semifinal pelo menos para a final”, explicou o especialista.

Capitã da equipe australiana, em entrevista à Reuters, em Pequim, Jackson lamentou o incidente. “Penny é uma parte importante de nossa equipe. Nós esperamos o melhor. Não sei o que vamos fazer sem ela”, disse a principal estrela do elenco australiano.

Outras integrantes do plantel australiano fizeram questão de dar apoio à jogadora australiana, algumas, inclusive, já se conformaram com a possível ausência da estrela no duelo contra a China, como a técnica Jan Stirling: “A situação da Penny nos preocupa um pouco. Uma lesão no tornozelo como esta depende nas próximas 24 horas. Ela vai colocar gelo a cada duas horas. Parece ser bem significativa no momento. Se ela não puder jogar, o esporte é assim mesmo. Alguma outra pessoa terá de se apresentar. Sinto pela Penny, como sente o resto do time. Se não fora para ser, não é para ser”, disse a treinadora australiana.

A armadora Kristi Harrower, por sua vez, confia na recuperação da lateral e lembrou que viveu situação semelhante durante a conquista do título mundial: “Eu não sei de nada no momento, mas não acho que estejamos preocupadas. Eu machuquei meu tornozelo dois anos atrás na semifinal contra o Brasil (no Mundial de São Paulo) e voltei para jogar a final dois dias depois. Desde que ela siga a rotina de colocar gelo a cada duas horas, espero que ela esteja em quadra conosco”.

Se no lado australiano o que predomina é a esperança, no lado chinês, tanto as jogadoras quanto o técnico Tom Maher, não querem saber de subestimar as adversárias só por causa da possível ausência de Taylor: “O time australiano é muito bom, toda o conjunto funciona bem, então não devemos esperar mais facilidade caso Taylor não jogue”, declarou a ala-armadora Miao Lijie, que é a cestinha da competição com média de 19.5 pontos por jogo.

Mas o encontro entre australianas e chinesas não é especial somente para a equipe chinesa, mas também para o técnico do plantel chinês, Tom Maher, que é australiano. Maher, inclusive, treinou a seleção feminina da Austrália durante sete anos (1993 a 2000). Um dos muitos feitos que Maher conquistou foi ter lançado a dupla Lauren Jackson e Penny Taylor no plantel australiano.

“Tenho muitos amigos na equipe australiana. Mas elas vão jogar contra nós e eu não me importo com elas, eu só quero vencê-las”, diz o treinador, que não esconde sua empolgação com as atuais comandadas. “Estou extasiado com o basquete chinês. É muito bom ver a China perto dos três primeiros do basquete”, finalizou.

August 19, 2008

China domina Bielorrússia e avança às semifinais dos Jogos de Pequim-2008

Filed under: DESTAQUES, Internacional, Seleções — Tags: , , , — Adriano Albuquerque @ 5:12 am

A seleção feminina da China cumpriu mais uma missão no torneio de basquete dos Jogos Olímpicos de Pequim-2008: derrotou a Bielorrússia por 77 a 62 (38 a 25 no primeiro tempo) nesta terça-feira e se classificou às semifinais, onde disputará uma medalha que o time não conquista desde 1992. O triunfo veio em uma atuação dominante sem maiores sustos contra a equipe do Leste Europeu. A armadora Miao Lijie foi o grande nome da partida, com 28 pontos, incluindo 12 no último período para silenciar a reação das adversárias e selar sua vaga.

A China tem duas medalhas no basquete feminino na história dos Jogos, bronze em Los Angeles-1984 e prata em Barcelona-1992, além de um quarto lugar em Moscou-1980, mas desde 1996 não termina melhor do que em nono. Após o fiasco em Atenas quatro anos atrás, em que não passou da primeira fase, a federação chinesa contratou o treinador australiano Tom Maher, medalha de prata com a seleção de seu país em Sydney-2000 e responsável pela classificação da Nova Zelândia às quartas-de-final em 2004, com o objetivo de brigar novamente por um lugar no pódio. A equipe vai pegar uma pedreira na semifinal, a atual campeã mundial Austrália, e é considerada zebra para chegar à final. De qualquer forma, o time já chegou mais longe do que muitos esperavam.

“Depois de derrotar a República Tcheca e a Espanha (na primeira fase), não podíamos perder para a Bielorrússia, sem ofensa”, disse Maher.

Miao Lijie acertou cestas de todos os cantos e foi o grande nome do jogo

As chinesas começaram a abrir vantagem quando as européias começaram a sentir os efeitos de sua forte defesa por zona e perder a bola. Foram quatro turnovers seguidos, que coincidiram com sete pontos para fazer 14 a 6. A margem foi a nove pontos antes da cesta de 3 de Trafimava ao final do quarto, que diminuiu a 19 a 13.

Foi, todavia, o único acerto de 3 da equipe no primeiro tempo. As bielorrussas pareciam nervosas e, embora dominassem os rebotes, foram envolvidas pelas chinesas, cometendo 15 turnovers por todos os 20 minutos iniciais. A China aproveitou e foi ampliando aos poucos, chegando a 13 pontos de frente com uma cesta de 3 de Liu Dan. O time da casa foi ao intervalo com 38 a 25 a seu favor.

Troina acertou cesta de 3 para abrir o terceiro quarto, mas a série de erros das européias continuaram e as anfitriãs voltaram a arrancar, fazendo 12 a 1 para escancarar o jogo, levando o placar a 50 a 29 no meio do período. Com a diferença confortável, porém, as chinesas relaxaram e permitiram que a Bielorrússia reagisse, fazendo 11 a 2 no final da parcial para diminuir a 56 a 43.

As européias fizeram mais 6 a 2 no início do último quarto para cortar o déficit a nove pontos, 58 a 49, com 6min58s restando. As donas de casa enfim acordaram e voltaram a pressionar na defesa e atacar bem, marcando 13 a 2 - incluindo sete pontos de Lijie - para recuperar os 20 pontos de margem, 71 a 51, com 3min33s por jogar. “Miao jogou muito bem. Ela realmente fez a diferença ofensivamente e defensivamente”, elogiou Maher. As bielorrussas ainda correram bastante para reduzir a desvantagem, pressionando em quadra inteira e reagindo em 11 a 2, mas um toco de Nan em Leuchanka encerrou a seqüência, e Feifei e Lijie converteram um lance livre cada para selar a vitória e a classificação às semifinais.

Liu Dan sobe para a bandeja fácil; Leuchanka foi um dos destaques da Bielorrússia

As européias não souberam tomar vantagem de sua maior altura, que resultou em 17 rebotes ofensivas e uma vitória de 41 a 22 em rebotes totais. Os 27 turnovers e 20 faltas cometidas foram demais para recuperar, especialmente porque a China perdeu apenas 11 bolas e fez seis faltas por todo o jogo, dando apenas quatro lances livres a Bielorrússia.

Além dos 28 pontos de Lijie, a seleção da casa contou com 15 pontos da ala reserva Chen Xiaoli, 8 da lateral Bian Lan e 6 pontos e 4 rebotes cada da ala Sui Feifei e da pivô Chen Nan. Entre as bielorrussas, Tatyana Troina marcou 15 pontos e as pivôs Yelena Leuchanka (13 pontos e 13 rebotes) e Anastasiya Verameyenka (13 pontos e 10 rebotes) tiveram duplos-duplos.

FICHA TÉCNICA
CHINA (19 + 19 + 18 + 21 = 77)

Song Xyaoyun (5 pontos e 4 rebotes), Miao Lijie (28 pts, 3 asts), Sui Feifei (6 pts, 4 rebs), Bian Lan (8) e Chen Nan (6 pts, 4 rebs, 4 roubos). Entraram depois: Chen Xiaoli (15), Liu Dan (5), Zhang Hanlan (2), Zhang Yu (2), Zhang Wei (0), Zhang Xiaoni (0) e Shao Tingting (0).
Técnico: Tom Maher

BIELORRÚSSIA (13 + 12 + 18 + 19 = 62)
Olga Padabed (2 pontos e 5 assistências), Olga Masilionene (5 pts, 6 rebs), Tatyana Troina (15), Yelena Leuchanka (13 pts, 13 rebs) e Anastasiya Verameyenka (13 pts, 10 rebs). Entraram depois: Nataliya Trafimava (5), Katsiaryna Snystina (5), Natalia Marchanka (4 pts, 5 asts) e Marina Kress (0).
Técnico: Anatoly Buyalski

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