October 7, 2008

Ourinhos usa seu quinteto olímpico para continuar hegemônico no Nacional feminino

Filed under: Basquete Feminino, Campeonato Nacional, Nacional — Tags: , , , , , , , — basketbrasil @ 7:20 pm

Do UOL Esporte
Em São Paulo

O Campeonato Nacional feminino começa nesta terça-feira com o mesmo cenário das últimas edições. São nove clubes participantes, representantes de quatro estados e o mesmo favorito: Ourinhos, atual tetracampeão, foi o time que melhor se reforçou para a competição.

O Ourinhos/Colchões Castor/Fio/Unimed foi vice-campeão paulista, derrotado na final pelo Catanduva/Açúcar Cometa/Unimed. O campeão estadual, porém, perdeu suas duas principais jogadoras, a ala Karla e a armadora Natália, e chega desfigurado para a competição.

Já Ourinhos trocou de treinador, saindo o técnico da seleção brasileira Paulo Bassul e entrando o antigo auxiliar, Urubatan Paccini. A mudança de jogadoras, porém, não diminuiu a força: Karen, Chuca e Micaela ganham a companhia de suas colegas de seleção olímpica, Êga e Mamá.

“Elas chegam com uma bagagem maior, com experiência conquistada jogando basquete no nível mais alto e isso faz a diferença”, admite Paccini, que vai tentar mudar o estilo de jogo do time vice-campeão paulista para a competição.

“Muda o comando e a forma de trabalhar. O Paulo é excelente. Aprendi bastante com ele, assim como foi com o (antecessor de Bassul, Antonio Carlos) Vendramini. Mas cada um tem seu jeito e eu tenho o meu”, explica Paccini.

E esse jeito deve ser diferente do de Bassul. Sem atacar o antecessor, mas deixando clara a diferença de opiniões, Paccini afirma que, em sua filosofia, as jogadoras podem render mais. “Eu tento fazer com que o time jogue mais livre, com mais liberdade, sem tantas jogadas marcadas. Cada atleta pode esgotar sua parte técnica, sem esquecer do conjunto”, diz.

Capitã do Colchões Castor/Fio/Unimed, Chuca tenta mais um título com quinteto de atletas da seleção olímpica do Brasil

OS CLUBES DO NACIONAL 2008/09
 
Sport Recife/Maurício de Nassau (PE)
Mangueira/Petrobras (RJ)
Clube Doze/Floripa (SC)
Catanduva/Açúcar Cometa/Unimed (SP)
Santo André (SP)
São Bernardo/Metodista/Associação (SP)
São Caetano (SP)
Americana/Unimed/FAM/Goodyear (SP)

RODADA DESTA TERÇA-FEIRA
18h - Mangueira x Florianópolis
19h30 - Sport x São Bernardo
20h - Americana x Ourinhos
20h - São Caetano x Catanduva 
 
Favorito, Ourinhos estréia com o time que promete ser a segunda força da competição, Americana. Às 20h, no Ginásio Centro Cívico, o Americana/Unimed/FAM/Goodyear recebe o time de Paccini apresentando sua nova equipe, com Karla, principal jogadora do Catanduva no título paulista, a veterana Adriana Santos, que volta da Europa, e comandado pela ex-jogadora Branca.

“A equipe foi montada há pouco tempo, disputou o Campeonato Paulista, se reforçou para o Nacional e precisa de tempo para se ajustar”, avisa Karla. “Estou muito satisfeita por voltar ao Brasil e poder jogar o Nacional”, completa Adriana.

Treinador da seleção, Paulo Bassul fica sem equipe no Brasileiro

Adalberto Leister Filho
Da Folhapress
Em São Paulo

Técnico da seleção brasileira feminina e dono de três títulos em Nacionais, Paulo Bassul inicia a principal competição de clubes do país sem lugar no banco de nenhuma das equipes.

“Tenho minhas obrigações como técnico da seleção brasileira, mas acredito que, para um treinador, a vivência diária no clube é importante”, lamenta Bassul, dispensado pelo Ourinhos após a perda do Paulista.

O treinador é dono de um dos melhores históricos no Nacional. Foi finalista em cinco das seis edições em que esteve à frente de um time. Apenas Antonio Carlos Vendramini, também ausente da disputa, possui currículo mais vitorioso, com quatro troféus em seis finais.

O treinador enfrentou problemas em 2008. No Pré-Olímpico de Madri o Brasil conquistou, no sufoco, a última vaga para a Olimpíada. Mas o grupo perdeu a ala Iziane, que se rebelou contra Bassul e foi cortada.

Em Pequim, sem Érika, o Brasil amargou seqüência de derrotas e ficou em penúltimo nos Jogos. Foi a pior participação olímpica da seleção. Depois, ele dirigiu o Ourinhos na malfadada final contra o Catanduva.

September 20, 2008

Campeão paulista feminino sairá neste sábado no quinto jogo da final entre Catanduva e Ourinhos

Filed under: Basquete Feminino, Nacional — Tags: , , , , — basketbrasil @ 4:26 pm

O campeão paulista adulto feminino da Série A-1 2008 será definido neste sábado (20 de setembro), às 18h, quando acontece o quinto e decisivo confronto do playoff final, envolvendo Catanduva BC/Açúcar Cometa/Unimed e Ourinhos/Colchões Castor/FIO/Unimed, no Ginásio Municipal Anuar Pachá. A ESPN Brasil mostra o jogo ao vivo.

Até agora, cada equipe venceu duas vezes, com estes placares: Catanduva BC/Açúcar Cometa/Unimed 65 x 56 Ourinhos/Colchões Castor/FIO/Unimed, Catanduva BC/Açúcar Cometa/Unimed 70 x 85 Ourinhos/Colchões Castor/FIO/Unimed, Ourinhos/Colchões Castor/FIO/Unimed 69 x 67 Catanduva BC/Açúcar Cometa/Unimed, e Ourinhos/Colchões Castor/FIO/Unimed 53 x 68 Catanduva BC/Açúcar Cometa/Unimed.

O time de Catanduva, comandado pelo técnico Edson Ferreto, corre atrás da inédita conquista; enquanto a agremiação de Ourinhos, dirigida por Paulo Bassul, busca o sexto título estadual, o quinto consecutivo.

O jogo marca o interessante duelo entre Micaela, do representante de Ourinhos, primeira colocada na estatística das bolas recuperadas, com média de 3,1 por jogo; e Joice, do time de Catanduva, segunda colocada, com média de 3,0 por jogo.

September 18, 2008

Catanduva vence Ourinhos e força quinto jogo para definir o campeão do Paulista feminino

Filed under: Basquete Feminino, Nacional — Tags: , , , , — basketbrasil @ 6:00 am

O Catanduva BC/Açúcar Cometa/Unimed deixou tudo igual na série melhor-de-cinco do playoff final do Campeonato Paulista feminino da Série A-1 2008 ao derrotar o Ourinhos/Colchões Castor/FIO/Unimed por 68 a 53 (37 a 21 no intervalo), na noite desta quarta-feira (17 de setembro), mesmo atuando no Ginásio Municipal José Maria Paschoalik (Monstrinho), na cidade de Ourinhos (SP). Agora, cada equipe venceu duas vezes na série decisiva.

O time catanduvense, comandado pelo experiente técnico Edson Ferreto, iniciou a partida em ritmo forte e passou a comandar o marcador, com uma boa diferença, já no quarto inicial. Este panorama seguiu até o final do terceiro quarto.

No último período, empurrado pela torcida, o time da casa tentou a reação, conseguindo baixar a diferença, mas sem conseguir se aproximar do rival no placar. Com isso, está tudo igual em 2 a 2 na empolgante decisão do Estadual feminino.

Os principais nomes do jogo foram Micaela (17 pontos, oito rebotes e uma assistência), Karen (nove pontos e seis rebotes) e Carina (nove pontos e duas assistências) pelo time de Ourinhos; Karla (25 pontos, cinco rebotes e duas assistências), Silvinha (19 pontos, oito rebotes e duas assistências) e Fabão (10 pontos, sete rebotes e três assistências), em favor da equipe de Catanduva.

O quinto e decisivo confronto será disputado no sábado (20 de setembro), às 18h, no Ginásio Municipal Anuar Pachá, na cidade de Catanduva (SP), com transmissão ao vivo pela ESPN Brasil. Ourinhos tenha o pentacampeonato.

September 4, 2008

Ourinhos detona São Bernardo e abre 2 a 0 na semifinal do Paulista feminino

Filed under: Basquete Feminino, Nacional — Tags: , , , , , — Adriano Albuquerque @ 6:23 pm

Se o primeiro jogo da série foi equilibrado, o segundo jogo da semifinal entre Ourinhos/Colchões Castor/FIO/Unimed e São Bernardo/Metodista/Associação foi um massacre. O time tetracampeão brasileiro de Ourinhos enfrentou um São Bernardo irreconhecível e venceu por 87 a 39 (43 a 25 no primeiro tempo) o segundo jogo da série melhor-de-cinco da semifinal do Campeonato Paulista Feminino da Divisão Especial A-1, nesta quinta-feira. Ourinhos faz 2 a 0 e vai ao terceiro jogo, no sábado às 11h (horário de Brasília) em São Bernardo, precisando de uma vitória para fechar o confronto.

Na outra semifinal, Catanduva tem vantagem de 2 a 0 sobre o Sport Recife/Presidente Prudente, que recebe o terceiro jogo em sua casa no domingo, às 18h (de Brasília).

Apesar de a pivô Flávia dizer, em entrevista ao canal de TV por assinatura ESPN Brasil antes do jogo, que São Bernardo precisava ter mais calma na segunda partida, a equipe começou muito nervosa. O time logo cometeu três erros e permitiu contra-ataques a Ourinhos, que abriu 14 a 4. O técnico Márcio Bellicieri chamou tempo e cobrou mais movimentação ofensiva, mas o time da casa conseguiu manter a diferença pelo resto do período, indo ao segundo quarto com 20 a 10 no placar. As visitantes estavam péssimas no interior, errando todos os seus sete chutes de 2 pontos e perdendo por 14 a 4 nos rebotes.

Ourinhos continuou muito melhor no segundo quarto e, liderado por Karen, foi abrindo vantagem. A ala reserva marcou 10 pontos no período e o time chegou a 24 pontos de vantagem após dois lances livres de Chuca. Bellicieri chamou tempo novamente e implorou por uma atitude diferente de suas jogadoras. O time conseguiu cortar a margem para 18 pontos ao final do primeiro tempo, 43 a 25.

Ourinhos fez um terceiro período arrasador, marcando os nove primeiros pontos e marcando forte no outro lado. O time do Grande ABC parecia morto em quadra, vítima do forte calor e desanimado com a enorme desvantagem no placar, que passou dos 20 pontos com uma cesta de Karen. São Bernardo cometeu muitos turnovers, só fez oito pontos no quarto inteiro e caiu em déficit de 67 a 33 antes do quarto final. No último período, a reserva Carina marcou oito pontos e as ourinhenses terminaram o jogo com oito pontos consecutivos para fechar a fatura.

A ala Micaela, que esteve com a Seleção Brasileira feminina nos Jogos Olímpicos de Pequim, foi a cestinha, com 16 pontos. Outras duas jogadoras olímpicas, Karen e Chuca, acrescentaram 14 e 12 pontos, respectivamente. “O time jogou mais à vontade, menos ansioso do que ontem (quarta), o ataque ontem deixou a desejar. Hoje o ataque melhorou demais, jogando mais agressivo e menos precipitado, de maneira mais conciente. Mas temos que pensar que acabou esse jogo, zerou tudo. Playoff é longo e ganhar de 40 ou de 2 é a mesma coisa”, disse o técnico de Ourinhos e da Seleção, Paulo Bassul.

Márcio, por sua vez, quer ver mais entrega de seu time em casa no sábado. A equipe acertou apenas nove de 31 pontos e teve a reserva Eliane como cestinha, com meros 6 pontos. Lidiane, Cínthia Luz e Lilian marcaram 5 pontos cada. “Atitude foi fundamental para o jogo de hoje. Se não modificar a atitude, não tem como acertar mais nada. Tem que querer estar numa situação como essa e querer superar o adversário”, exigiu o treinador de São Bernardo.

September 3, 2008

Ourinhos vence São Bernardo no equilibrado primeiro jogo da série semifinal do Paulista

Filed under: Basquete Feminino, Nacional — Tags: , , , , — basketbrasil @ 10:54 pm

O Ourinhos/Colchões Castor/FIO/Unimed saiu na frente na série melhor-de-cinco dos playoffs semifinais do Campeonato Paulista feminino da Série A-1 2008 ao derrotar o São Bernardo/Metodista/Associação por 69 a 60 (33 a 32 no primeiro tempo), na noite desta quarta-feira (3 de setembro), em partida realizada no Ginásio Municipal José Maria Pachoalick (Monstrinho), na cidade de Ourinhos (SP).

O duelo foi marcado pela igualdade com as duas equipes conseguindo produções parecidas até o final do terceiro quarto. No período final, o time da casa conseguiu vantagem no marcador e garantiu o primeiro resultado positivo na série.

Os destaques da partida foram Karen (17 pontos) e Micaela (11 pontos), pelo time do interior; Lílian (17 pontos e quatro rebotes) e Flávia (13 pontos e 10 rebotes), em favor do representante do Grande ABC.

O segundo jogo da série melhor-de-cinco será disputado nesta quinta-feira (4 de setembro), às 16h30min, novamente em Ourinhos (SP), com transmissão ao vivo pela ESPN Brasil.

August 12, 2008

Medalha por tabela: sem Miltão, Micaela seria empregada doméstica

Filed under: Basquete Feminino, Nacional, Seleções brasileiras — Tags: , , , — basketbrasil @ 2:30 pm

Aos 14 anos, jogadora de basquete saiu de casa pelas mãos do treinador e começou sua trajetória de sucesso no esporte até Pequim

(Mariana Kneipp, Rio de Janeiro)

Micaela agradece o sucesso de sua carreira aos técnicos, Ronaldo e Miltão. Hoje, ela é a ala titular da seleção brasileira de basquete que disputa as Olimpíadas de Pequim. Mas a história de vida da jogadora Micaela poderia ter sido bem diferente se não fosse a presença do técnico Milton Soares, o Miltão. Quando a atleta tinha apenas 14 anos, o treinador a convidou para deixar sua casa em Miracema, município no noroeste fluminense, e jogar em Campinas, no time mirim da Ponte Preta. Ela foi e a partir desse momento sua carreira começou a crescer.

“Sem a ajuda dele e do Ronaldo (técnico que trabalhou com Miltão no projeto em Miracema), eu ainda estaria em Miracema, sendo empregada doméstica ou trabalhando em alguma loja. A importância dele para mim é total. Ele me ensinou a jogar e fez com que eu crescesse como profissional e como pessoa”, disse a ala da seleção.

Miltão lembra até hoje de um momento decisivo na carreira de sua pupila. O técnico conta que um mês pós Micaela começar a treinar em Campinas, ela pensou em desistir e, chorando, pediu para voltar para casa.

“Por um momento, cheguei a questionar a minha atitude de levá-la pra jogar em outro estado, longe de sua família e amigos. Procurei consolá-la, mas as melhores palavras deixei escritas em uma carta, onde dizia que um dia nós nos lembraríamos deste momento, mas já sem sofrimento algum e constataríamos que a decisão havia sido acertada, porque ela teria um grande futuro no basquete e daria muita alegria para os pais e toda a população de Miracema. Mais tarde, ela me disse que esta carta ajudou muito nos dias difíceis”, lembrou o técnico.

Miltão não está em Pequim. Porém, os dois ainda se falam quase diariamente. No momento desta entrevista, a jogadora estava conversando com o treinador pela internet. Ele a consolava após um momento de dor com a lesão na região posterior da coxa direita sofrida antes da viagem à China.

“Ele é muito presente na minha vida e me dá uma segurança para sempre seguir em frente. Lembro uma vez em que disputava a semifinal do campeonato brasileiro e estava muito nervosa. Foi quando olhei para a arquibancada e o vi. Fiquei muito feliz e joguei bem”, relembrou a ala.

Orgulhoso da pupila, Miltão aposta em um crescimento ainda maior da carreira de Micaela.

“Ela chegou ao posto de titular absoluta da seleção, mas pode conseguir muito mais. Potencial ela tem. Tenho certeza de que vai entrar pro hall das grandes estrelas do basquete mundial”.

(GLOBOESPORTE.COM)

August 11, 2008

Apesar da derrota para Austrália, brasileiras vêem melhora no desempenho

Filed under: Basquete Feminino, Nacional, Seleções brasileiras — Tags: , , , , — basketbrasil @ 9:23 pm

Superada por 80 a 65 pela Austrália nesta segunda-feira na segunda rodada do torneio feminino das Olimpíadas de Pequim, a Seleção Brasileira fez uma auto-análise positiva depois da partida. Para o grupo verde e amarelo, o desempenho apresentado na estréia no sábado, quando a equipe foi surpreendida pela Coréia do Sul por 68 a 62.
 
“Se a gente tivesse jogado assim contra a Coréia, ganharia com 20 pontos de diferença”, exagerou a ala-pivô Êga.

Já a ala Micaela foi mais contida nas declarações. “Dos males, o menor. O time titular da Austrália é bom, mas o reserva já cai. E o tanto que diminuímos de erros no jogo já anima”, avaliou.

A pivô Kelly manteve a toadas das companheiras. Cestinha da partida com 21 pontos e dez rebotes, a brasileira destacou o fato de, no terceiro quarto, a equipe brasileira ter se saído melhor na parcial.

“Foi importante perceber que podemos jogar de igual para igual, como foi nos dois últimos quartos”, destacou Kelly, que em seguida se embananou com os números. “Realmente a nossa equipe sofreu um apagão no segundo quarto e elas abriram 15 pontos. Pelo menos, a terceira etapa a gente ganhou por oito”.

Na verdade, o Brasil terminou o terceiro quarto de jogo com uma vitória parcial de 20 a 11 – uma diferença de nove pontos. Nas outras três fases do jogo, no entanto, a Austrália levou a melhor: 29 a 14 na primeira parte, 21 a 15 na segunda e 19 a 16 na quarta.

A derrota desta quarta do Brasil não desanimou também o técnico Bassul. Para o treinador brasileiro, sua equipe tem condições de reverter a situação negativa, levar a melhor nos próximos três compromissos e se classificar para as quartas-de-final. Se tudo der certo, ir até às semifinais e brigar por uma medalha.

“Temos três jogos possíveis de ganhar”, ressaltou Bassul, que às 3h30min (de Brasília) de quarta-feira comanda as brasileiras contra a Letônia. Os próximos compromissos serão contra Rússia e Bielorrússia, respectivamente, nos dias 15 e 17. “Vamos ver se encaixamos uma posição boa na chave e tentamos escapar dos Estados Unidos no cruzamento das quartas”, concluiu.

Era um tropeço até certo ponto esperado, mas que não deixa de complicar o Brasil. Nesta segunda-feira, a seleção comandada por Paulo Bassul acabou sofrendo sua segunda derrota em dois jogos pela fase de grupos do torneio feminino de basquete dos Jogos Olímpicos de Pequim. Desta vez, frente à Austrália, que levou a melhor e venceu a partida por 80 a 65, com 50 a 29 no intervalo e após uma bela reação brasileira.

Vencedoras do último Campeonato Mundial, disputado no Brasil, as australianas já haviam superado a Bielorrússia na primeira rodada por 83 a 64, e assumiram a liderança do Grupo A com o resultado. O Brasil, batido pela Coréia do Sul por 68 a 62 na estréia, segue sem vencer na competição e assume a quinta colocação da chave.

De quebra, a renovada seleção brasileira ainda ampliou o tabu de jamais ter vencido a Austrália em Jogos Olímpicos: agora, já são cinco derrotas em cinco confrontos nos encontros com a principal seleção feminina da Oceania. Em confrontos diretos, já são seis anos sem vitórias brasileiras – a última aconteceu no Mundial de 2002, disputado exatamente na China.

O principal nome da partida, entretanto, acabou sendo Kelly, que comandou a reação brasileira e deixou a quadra como cestinha: foram 21 pontos e 10 rebotes, dando à pivô o único double-double dentre as jogadoras. Micaela ainda fez 11, mas as brasileiras penaram com o melhor volume de jogo australiano: Laura Summerton liderou as estatísticas das rivais com 18 pontos, seguida de Kristi Harrower (15), Penny Taylor (11), Suzy Batkovic e Lauren Jackson (10 cada).

Eficiente na marcação e rápida nos contra-ataques, a Austrália abriu logo 6 a 1 nos dois primeiro minutos de jogo. A pivô Êga chegou a ter a chance de empatar, mas errou a bandeja e permitiu o contra-ataque das adversárias, que não perdoaram e fizeram 8 a 4. O placar logo virou 12 a 4, graças à precisão de Penny Taylor nos lances livres, mas os nove pontos de Kelly e a bela cesta de três de Adrianinha diminuíram a diferença para 14 a 13. Mesmo assim, as australianas controlaram melhor o rebote no garrafão, aproveitaram erros da defesa brasileira e terminaram o primeiro quarto com 29 a 14.

O péssimo final de período não acordou o Brasil, que viu as rivais chegarem a 35 pontos no segundo quarto. As comandadas de Paulo Bassul até começaram a chegar mais ao garrafão, mas cometeram muitas faltas e erraram arremessos preciosos. No entanto, a boa partida de Kelly e as faltas cometidas pela ala Laura Summerton ajudaram a manter a diferença na margem de 20 pontos. No intervalo, após cesta de Karen em lance livre, o placar era de 50 a 29.

O terceiro quarto, entretanto, voltou equilibrado, com as brasileiras marcando melhor e sofrendo mais faltas. As duas seleções tinham pouca precisão nos garrafões, mas a Austrália passou a administrar o placar e se defender. Melhor para o Brasil, que chegou a diminuir a diferença para 57 a 49, com cestas de três de Adrianinha e Karen e uma de dois de Graziane. As aussies, porém, se recuperaram nos lances livres e entraram no quarto período com 61 a 49.

Melhor em quadra nos últimos 20 minutos, o Brasil chegou a diminuir a vantagem para nove pontos, graças à cesta de Kelly no lance livre que colocou 69 a 60 no marcador. Micaela foi no embalo, aproveitou o contra-ataque e fez 73 a 65 com ajuda da bandeja – a menor desvantagem desde o primeiro quarto. No entanto, a capitã Lauren Jackson conseguiu segurar o jogo na defesa brasileira, novamente desatenta, e garantiu a vitória por 15 pontos.

Agora, para não se complicar e fugir de uma eliminação prematura, as brasileiras precisam reverter o resultado na quarta-feira, quando enfrentam a seleção da Letônia em briga das últimas colocações do Grupo A. O jogo começa às 14h30min de Pequim (3h30min da manhã no horário brasileiro). As australianas entram em quadra logo na seqüência, encarando a Coréia do Sul.

(Gazeta Esportiva)

August 9, 2008

Técnico da Coréia ressalta esforço defensivo, Bassul diz que Brasil não soube fechar jogo

Filed under: Basquete Feminino, Nacional, Seleções brasileiras — Tags: , , , , , — Paulo Roberto @ 10:21 am

O técnico da Coréia do Sul, Jung Duk Ha, destacou a superação defensiva de sua equipe como fator preponderante na vitória por 68 a 62 sobre a Seleção Brasileira feminina de basquete na estréia dos Jogos Olímpicos de Pequim. O Brasil jogou fora a chance de vencer no tempo normal, e as campeãs asiáticas deram o castigo forçando a prorrogação e ganhando o período extra por 13 a 7. As brasileiras cometeram 29 desperdícios de bola.

“Defensivamente nós trabalhamos muito duro. No esquema delas, nós crescemos com uma defesa por zona no último quarto e na prorrogação. Foi um jogo duro, mas mesmo assim vencemos”, disse o treinador coreano.

“Nós perdemos o jogo durante os últimos dois minutos do quarto período. Fomos conservadores demais, nos focamos muito mais na defesa do que no ataque. Devemos ver um melhor equilíbrio, mas no final também falhamos e não conseguimos manter nossa defesa forte”, lamentou o técnico Paulo Bassul.

Beon Yeon Ha e Choi Youn Ah foram as cestinhas do duelo com 19 pontos contra 13 da pivô Kelly. As brasileiras estavam com a vitória nas mãos quando uma cesta de três de Karla abriu 55 a 49 no placar faltando 3min29s no tempo regulamentar, mas não souberam segurar a vantagem e a Coréia lutou bastante conseguindo a reação e empatando a partida com seis lances livres nos três minutos seguintes. Depois que Choi igualou o placar, o Brasil teve ainda uma última chance de ataque com 21 segundos no cronômetro. Claudinha gastou o tempo, fez a infiltração e passou a bola para Micaela, que tentou um arremesso da lateral direita perto do fundo da quadra, mas a bola chorou e não caiu. Daí na prorrogação a cestinha Beon fez sete pontos surpreendendo as sul-americanas. O Brasil foi derrotado apesar de ter sido dominante nos rebotes, 53 a 31.

“Estávamos com o jogo nas mãos e não tivemos tranqüilidade para fechar e sair com a vitória. Um time que erra 28 passes não pode querer vencer. Além disso, nos dois minutos finais, cometemos erros infantis, com faltas desnecessárias. Se a defesa conseguiu o seu objetivo, o ataque deixou a desejar. Austrália e Rússia serão partidas de superação. Precisamos vencer uma das duas equipes. Letônia e Bielorrússia serão jogos que temos obrigação de ganhar”, afirmou o técnico Paulo Bassul.

“Não conseguimos impor nosso ritmo de jogo e não soubemos aproveitar a vantagem de sete pontos (50 a 43), quando faltava pouco menos de dois minutos para terminar a partida. Infelizmente, erramos muito e no basquete quem erra demais acaba perdendo. Vamos levantar a cabeça e pensar na Austrália. Cada jogo é uma história e ainda podemos reverter esse quadro”, comentou a pivô Kelly.

“Faltou tranqüilidade nos momentos finais para conseguirmos a vitória. Este era um jogo chave, mas temos condições de buscar a classificação. Precisamos melhorar o aproveitamento no ataque, já que a defesa foi bem hoje. O confronto contra a Austrália será difícil, mas a vitória não é impossível”, disse a armadora Adrianinha.

August 8, 2008

Micaela e Grazi vivem momento de afirmação na Seleção Brasileira olímpica

Filed under: Basquete Feminino, Nacional, Seleções brasileiras — Tags: , , , , — basketbrasil @ 1:06 pm

As 12 olímpicas: chegou a vez de Micaela

Micaela - Nascimento: 12/06/1979, Miracema (RJ)
Altura: 1,80m // Peso: 69kg // Posição: Ala // Clube: Ourinhos

Descrição: Ausente das Olimpíadas de Atenas por lesão, a sempre simpática Micaela, dona de um sorriso cativante, realiza seu sonho de chegar aos Jogos em Pequim. Decisiva e fundamental na vitória contra Cuba que valeu a vaga no Pré-Olímpico da Espanha, a ala tem tudo para ser o destaque maior da seleção na competição. É considerada por Paulo Bassul como peça chave no time.

Qualidades: Possui velocidade incomum para a posição, defende com muita vontade e ataca a cesta com infiltrações de alto nível, chutes com bom percentual de acerto e arremessos em que consegue se desvencilhar das adversárias parando no ar. Não tem medo nos momentos decisivos, e chama a responsabilidade sem a menor cerimônia.

Deficiências: Ainda pode evoluir nos fundamentos (mais rebotes, melhora nas coberturas defensivas e mais capricho nos passes), além de maior participação durante toda a partida. Se fizer isso, dificilmente fica no basquete brasileiro para o Nacional. Se não fizer, também.

Curiosidade: Nascida no Rio de Janeiro e fã das praias cariocas, Kaé, como é conhecida, viveu na gélida Letônia em 2007, onde enfrentou temperaturas que chegaram a – 30°. Começou a jogar em um projeto social de sua Miracema querida, se destacou e logo foi atuar no interior paulista. Não cansa de repetir que este é o seu momento de afirmação no basquete mundial.

As 12 olímpicas: o coração de campeã de Grazi

Graziane - 18/10/1983 - São Paulo (SP)
Altura: 1,91m // Peso: 80kg // Posição: Pivô // Clube: Mizo Pecs (Hungria)

Descrição: Última jogadora a integrar a seleção que desembarcou na China, Grazi será fundamental na campanha brasileira na China. Possui um jogo mais “arejado” e leve que o de sua titular, Kelly, e muito mais vigor para aguentar as gigantes das rivais do time de Paulo Bassul nos Jogos.

Qualidades: Possui ótimo tempo de bola para os rebotes, bom arremesso, ótimo passe e senso coletivo acima da média.

Deficiências: Ainda poderia viver melhor nos confrontos de um contra um, onde tem dificuldade contra pivôs maiores e mais fortes, e poderia ajudar mais quando as armadoras são batidas na defesa. No ataque pode participar mais sem comprometer o seu estilo altruísta.

Curiosidades: Grazi é uma das três jogadoras deste elenco (Karen e Fernanda Beling são as outras) que foram vice-campeãs mundiais com Paulo Bassul em 2003. Jogou em cinco clubes que hoje em dia não existem mais no cenário brasileiro. Foi campeã italiana e vice pelo Faenza, em 2005 e 2006, na Itália era muito querida pela torcida local.

O que esperar da estréia brasileira?

Sim, tem o fator estréia, algo que detesto ouvir, mas sei que existe. Mas a seleção feminina brasileira não pode se dar ao luxo de ter 10, 15 minutos ruins contra o time mais fraco do grupo, a Coréia do Sul (o jogo é às 5:30 de Brasília deste sábado), se quiser chegar longe nos jogos. Derrotar as asiáticas, que jogam com velocidade e sem pivôs altas, é o primeiro passo da classificação.

Usar uma formação com duas pivôs altas (Kelly e Mamá por exemplo) pode ser bom no quesito ofensivo, mas deve render buracos do outro lado da quadra - utilizar Franciele, jovem e com boa velocidade, pode ser bem útil. Devido a movimentação excessiva das coreanas, e os passes sem parar, talvez sejam uma boa oportunidade de jogarmos com quatro jogadoras mais baixas (Micaela e Beling, entre outras idéias, nas alas). Esperar uma boa produção de Adrianinha também seria legal, mas me parece difícil, pois a armadora apresentou forma física abaixo do esperado nos treinamentos e sabe-se lá onde está o foco da veterana. Por isso, Claudinha terá que se desdobrar na armação.

Enfim, parece um jogo, digamos, “ganhável”. Não participar da correria coreana é fundamental. Usar o físico que temos, e elas, não, idem. Tratar de eliminar o pavor-pré-estréia é imperativo. E que Paulo Bassul e suas 12 olímpicas comecem bem a sua caminhada em Pequim.

(Fabio Balassiano, Blog Da Linha dos Três, Globo OnLine)

August 7, 2008

Seleção Brasileira bate Nova Zelândia por 76 a 74 no último amistoso antes da estréia em Pequim

Filed under: Basquete Feminino, Nacional, Seleções brasileiras — Tags: , , , , , — basketbrasil @ 6:13 am

A Seleção Brasileira de basquete feminino venceu nesta quinta-feira mais um teste antes das Olimpíadas de Pequim. A equipe do técnico Paulo Bassul derrotou a Nova Zelândia por 76 a 74 no segundo jogo-treino realizado na capital chinesa antes da Olimpíada.

Mas a partida, que era para ser amistosa, quase terminou em confusão. Depois de uma disputa de bola, a pivô brasileira Mamá se estranhou com uma adversária e tentou partir para a agressão em quadra.

“Ela é louca”, gritou. Os auxiliares técnicos das seleções, que eram os árbitros do confronto, tiraram as jogadoras da partida para evitar novos atritos.

Aproveitando a fragilidade do adversário, a Seleção impôs um ritmo forte no primeiro quarto e abriu 14 pontos de vantagem. Na segunda parcial, a equipe manteve o ritmo e foi para o intervalo com 18 pontos na frente (46 a 28).

No último tempo, Bassul fez algumas experiências e poupou algumas atletas. Mesmo assim, o Brasil manteve o ritmo e conseguiu administrar a vantagem até o final do jogo.

Na última segunda-feira, as meninas brasileiras já tinham derrotado a Espanha, por 64 a 59. Agora, o próximo desafio da equipe é a Coréia do Sul, na estréia dos Jogos, sábado, no Wukesong Indoor, local das competições de basquete em Pequim.

Após a partida, o ex-jogador Oscar Schmidt fez um discurso para apoiar o time, mas acabou deixando Micaela envergonhada.

“Ele é um ídolo e vem para dar moral. A gente fica até com vergonha”, confessou a ala. Oscar acompanhou o jogo todo. Do lado de fora, ele torceu e gritou pelo Brasil no amistoso. No final da partida, o ex-jogador desceu para a quadra.

Na China para trabalhar como comentarista de um canal de televisão, Oscar interrompeu o alongamento e reuniu as atletas para fazer um discurso. “Vocês são um milagre para o basquete brasileiro. Estou torcendo demais para vocês. Vocês podem chegar entre as quatro melhores. É só acreditar”, afirmou.

Oscar defendeu o Brasil em cinco edições dos Jogos. Com mais de mil pontos, é o maior cestinha da história das Olimpíadas. Experiente, ele aconselhou as meninas. “Cada uma tem que fazer a sua parte. Uma vai fazer 30 pontos, e a outra vai dar porrada”, exemplificou.

Diferente de Micaela, a pivô Mamá recebeu o discurso do ex-jogador com naturalidade. “Para nós é ótimo, porque ele foi o primeiro a nos dar força”, declarou a atleta, mais calma após tentar agredir uma adversária durante o amistoso.

Um dia antes da abertura dos Jogos, a Seleção feminina de basquete venceu a Nova Zelândia por 76 a 74 no segundo amistoso preparatório disputado em Pequim, nesta quinta-feira. O técnico Paulo Bassul alertou suas jogadoras sobre a queda de rendimento no final da partida.

“Fizemos três quartos bons, mas o último foi um filme de terror”, declarou o treinador brasileiro. A Seleção chegou a abrir 27 pontos de vantagem, mas diminuiu o ritmo nos momentos finais e acabou com uma vitória apertada.

“Ainda bem que isso aconteceu agora”, afirmou Paulo Bassul. Para ele, os problemas de adaptação ao fuso horário não servem de desculpa. “A equipe chegou bem a Pequim, não temos direito a sono e a dormir”, acrescentou o treinador.

Além de criticar o desempenho do time no último quarto, Paulo Bassul procurou valorizar a performance da equipe nos três primeiros períodos. “Provamos que podemos brigar com as melhores do mundo”, sentenciou.

Olimpíada no Terra: ao vivo e exclusivo

O Terra transmite ao vivo e com exclusividade a competição em 13 canais simultâneos de vídeo. Além disso, os usuários têm a possibilidade de assistir novamente a todo o conteúdo a qualquer momento. Todo o acesso é gratuito. Na área Fanzone, o usuário pode ser o comentarista, gravar vídeos com sua câmera e compartilhá-los com a audiência do Terra. Envie vídeos, fotos e textos para os atletas e as equipes.

(Renato Fazikas, direto de Pequim, para o Terra Esportes)

 

Guia Olímpico Basketbrasil feminino: Brasil renovado defende tradição, Coréia está em queda

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BRASIL

A Seleção Brasileira foi a Pequim com o intuito de se confirmar como uma das equipes mais fortes do mundo no basquete feminino, devido ao retrospecto favorável nas competições importantes desde 1994, quando se sagrou campeã mundial no auge da dupla Hortência/Paula, que dois anos depois foi vice-campeã olímpica em Atlanta-96. No último Mundial disputado em São Paulo em 2006, o Brasil ficou com quarta colocação, perdendo os jogos decisivos de medalha para Austrália e Estados Unidos, por isso se manteve em quarto lugar no ranking da Federação Internacional. Mas essa tradição será posta à prova na China porque a equipe verde-amarela se classificou a duras penas com a quinta vaga no Pré-Olímpico Mundial, e perdeu seis jogadoras importantes do elenco do Mundial (Janeth, Alessandra, Helen e Cíntia Tuiú aposentadas; Iziane cortada por indisciplina, e Érika lesionada).

Comandadas pelo técnico Paulo Roberto Bassul, que tem experiência olímpica por ter feito parte da delegação do Brasil como assistente nas duas últimas edições dos Jogos e assumiu o comando com a saída de Antonio Carlos Barbosa, a estréia do novo comandante foi no Pré-Olímpico das Américas disputado no Chile em 2007. A Seleção canarinho tentará chegar às semifinais sabendo que há muitos concorrentes mais fortes principalmente no garrafão, mas sonha beliscar uma medalha.

Por problemas disciplinares no Pré-Olímpico, ao se recusar a entrar em quadra na partida decisiva contra a Bielorússia, a ala Iziane, tida como melhor pontuadora e jogadora de maior experiência internacional da seleção, foi cortada do grupo ainda no classificatório da Espanha, e essa crise dificultou ainda mais o caminho das brasileiras, que conseguiram a vaga em Pequim na base da superação no último jogo contra Cuba, devolvendo a derrota sofrida em Valdivia no ano passado.

Claudinha é a voz da experiência na armação

As atletas experientes do grupo como a armadora Claudinha (33 anos), a ala-pivô Êga (30 anos), a pivô Kelly (28 anos) e a ala Chuca (28 anos) são essenciais para um grupo mesclado que tem jovens jogadoras como a ala-pivô Franciele, de apenas 20 anos, e a ala Fernanda Beling, de 25 anos, maior surpresa e novidade da lista final para as Olimpíadas. A veloz armadora Adrianinha é outra que não disputou o Pré-Olímpico em foi integrada à equipe.

Karla substitui Iziane na base titular e pode surpreender em Pequim

Uma jogadora que pode despontar como grande arremessadora do Brasil nos Jogos é a ala-armadora Karla, que foi uma das mais importantes jogadoras da seleção no Pré-Olimpico ao substituir Iziane principalmente no jogo decisivo contra Cuba, no qual a ala Micaela cresceu bastante e foi a cestinha do time.

(Andrea Stancus Stingel)

As convocadas:

Jucimara Dantas (Mamá) – Ala-pivô – 1,93m – 4/2/1978 - Villeneuve (FRA)
Kelly Santos – Pivô – 28 anos – 1,92m – Seattle Storm (EUA)
Graziane Coelho – Pivô – 1,91m – 18/10/1983 - Mizo Pécs (HUN)
Soeli Zakrzeski (Êga) – Ala-pivô – 1,87m – 12/11/1977 – Mann Filter Zaragoza (ESP)
Franciele Nascimento – Ala-pivô – 1,87m – 19/10/1987 - Rivas Futuras (ESP)
Fernanda Beling – Ala – 1,83m – 5/12/1982 - Americana/Unimed-SP (BRA)
Patrícia Ferreira (Chuca) – Ala – 1,80m – 21/3/1979 - Ourinhos/Unimed-SP (BRA)
Micaela Jacintho – Ala – 1,80m – 12/6/1979 - Ourinhos/Unimed-SP (BRA)
Karen Gustavo – Ala-armadora – 1,77m – 4/3/1984 - Ourinhos/Unimed-SP (BRA)
Karla Costa – Ala-armadora – 1,73m – 25/9/1978 - Catanduva/Açúcar Cometa-SP (BRA)
Adriana Moisés (Adrianinha) – Armadora – 1,70m – 6/12/1978 – Gospic (CRO)
Cláudia das Neves (Claudinha) – Armadora – 1,70m – 17/2/1975 - Clermont Ferrand (FRA)

Técnico: Paulo Bassul - Nascimento: 21/10/1967, Brasília (DF)

Perfil por Fábio Balassiano (Blog Da Linha dos Três, Globo Online)
Descrição: Estudioso, obsessivo por treinamentos, simpático, criterioso e sempre em busca da busca do melhor senso coletivo para o seu grupo. Este é o técnico Paulo Bassul, um dos poucos que consegue dar brilho a tão criticada classe de treinadores de basquete no país. Já foi assistente técnico da seleção, e com ela ganhou a medalha em Sydney-2000.
Qualidades: É confiante, ótimo nos treinamentos, procura corrigir os defeitos de suas atletas com muitos exercícios de fundamentos e tem boa visão de jogo durante as partidas. Também é avesso aos modismos de auto-ajuda para motivar seus atletas, o que não deixa de ser um ponto positivo também.
Deficiências: Paulo Bassul é vaidoso e a confiança excessiva em seu taco pode se tornar um ponto negativo também, caso não seja bem controlada. Poderia ter sido mais criterioso em alguns momentos à frente da seleção, como no chamado-corte-chamado de Grazi antes do Pré-Olímpico (e em Pequim de novo).
Curiosidade: Pouco antes dos treinos em São Paulo, o técnico da seleção participou de uma clínica com Ettore Messina na Espanha. Bassul é casado com Mila Rondon, mestre das divisões de base de Americana, com quem tem um filho, o pequeno e animado Thiago, xodó do treinador. Paulinho, como é conhecido, era torcedor do Fluminense na infância, e ano passado, após partida em que seu Ourinhos surrou o tricolor das Laranjeiras, ouviu de um pequeno sobrinho a seguinte lamentação: “Poxa, tio, você ganhou do nosso time!”. Bassul apenas riu…

Confira a série completa de FB sobre as 12 brasileiras olímpicas
http://oglobo.globo.com/blogs/dalinhados3/

História Olímpica:
Em Olimpíadas, o Brasil costuma fazer boas campanhas desde sua estréia. A Seleção Brasileira estreou nos Jogos Olímpicos de Barcelona, na Espanha (1992), quando ficou em sétimo lugar. Em Atlanta, nos Estados Unidos (1996), as meninas do Brasil conquistaram a medalha de prata e, em Sydney, na Austrália (2000), ficaram com o bronze. Em Atenas, na Grécia (2004), as brasileiras terminaram na quarta posição.

A ala Janeth Arcain é a jogadora brasileira com o maior número de participações em Olimpíadas: quatro (Barcelona/1992, Atlanta/1996, Sydney/2000 e Atenas/2004). Cinco atletas têm três participações olímpicas: Adriana Santos (Barcelona/1992, Atlanta/1996 e Sydney/2000); Alessandra Santos (Atlanta/1996, Sydney/2000 e Atenas/2004); Cíntia Tuiú (Atlanta/1996, Sydney/2000 e Atenas/2004); Helen Luz (Barcelona/1992, Sydney/2000 e Atenas/2004) e Marta Sobral (Barcelona/1992, Atlanta/1996 e Sydney/2000).

A ala Janeth Arcain é a cestinha do Brasil nos Jogos Olímpicos com 535 pontos em 29 partidas. Em segundo lugar aparece a pivô Alessandra Santos com 290 pontos em 24 jogos. Na terceira posição está a armadora Helen Luz com 252 pontos em 20 partidas, seguida da pivô Marta Sobral com 236 pontos em 20 jogos, da armadora Magic Paula com 210 pontos em 13 partidas (Barcelona/1992 e Atlanta/1996) e da ala Hortência Marcari com 174 pontos em 11 jogos (Barcelona/1992 e Atlanta/1996).

Participação em Olimpíadas: 1992 (7º), 1996 (prata), 2000 (bronze), 2004 (4º lugar)
Último Mundial (em São Paulo-2006): 4º lugar
Último torneio continental das Américas (Chile-2007): 3º lugar
Posição no ranking da FIBA: 4º lugar

Das 12 jogadoras da Seleção Brasileira feminina de basquete que irão disputar os Jogos Olímpicos de Pequim, oito fazem sua estréia na competição: Karen, Micaela, Fernanda, Mamá, Êga, Chuca, Franciele e Graziane. A armadora Adrianinha e a pivô Kelly disputam a terceira Olimpíada (Sydney/2000 e Atenas/2004), enquanto as armadoras Karla (Atenas/2004) e Claudinha (Sydney/2000) participam pela segunda vez. Já o técnico Paulo Bassul, em sua terceira Olimpíada, faz sua estréia no comando da equipe, já que trabalhou como assistente em Sydney/2000 e Atenas/2004.

FICHAS TÉCNICAS DO ELENCO (Fonte: CBB)

4. ADRIANINHA

Nome completo: Adriana Moisés Pinto
Posição: Armadora
Data de nascimento: 6/12/1978
Naturalidade: Franca (SP)
Altura: 1,70m
Clube atual: Gospic (Croácia)
Clube em que começou: Ponte Preta/Campinas (SP)
835 pontos em 93 jogos oficiais pela Seleção Brasileira

Principais resultados pela seleção
Jogos Olímpicos
medalha de bronze em Sydney (Austrália/2000)
4º lugar em Atenas (Grécia/2004)

Torneio Pré-Olímpico das Américas

Vice-campeã (Cuba/1999)
Campeã (México/2003)

Campeonato Mundial

7º lugar (China/2002)
4° lugar (Brasil/2006)

Jogos Pan-Americanos

4º lugar em Winnipeg (Canadá/1999)
Medalha de bronze em Santo Domingo (República Dominicana/2003)
Medalha de prata no Rio de Janeiro (Brasil/2007)

Campeonato Sul-Americano Adulto
Campeã (Brasil/1999, Peru/2001 e Equador/2003)

Campeonato Mundial Juvenil
4º lugar (Brasil/1997)

Copa América Juvenil
Campeã (México/1996)

Campeonato Sul-Americano Juvenil
Vice-campeã (Equador/1996)

Campeonato Sul-Americano Cadete
Campeã (Chile/1994)

5. KARLA

Nome completo: Karla Cristina Martins da Costa
Posição: Ala-armadora
Data de nascimento: 25/9/1978
Naturalidade: Brasília (DF)
Altura: 1,73m
Clube atual: Catanduva (SP)
Clube em que começou: Unidade Vizinhança (DF)
332 pontos em 36 partidas oficiais pela seleção brasileira

Principais resultados pela seleção

Jogos Olímpicos
4º lugar em Atenas (Grécia/2004)

Torneio Pré-Olímpico Mundial
Quinto lugar (Espanha/2008)

Torneio Pré-Olímpico das Américas
3º lugar (Chile/2007)

Campeonato Sul-Americano adulto
Campeã (Equador/2008)

Campeonato Mundial Juvenil
4º lugar (Brasil/1997)

Copa América – Pré-Mundial Juvenil
Campeã (México/1996)

Campeonato Sul-Americano Juvenil
Vice-campeã (Equador/1996)

6. KAREN

Nome completo: Karen Gustavo Rocha
Posição: Ala-armadora
Data de nascimento: 4/3/1984
Naturalidade: São Paulo (SP)
Altura: 1,77m
Clube atual: Ourinhos (SP)
Clube que em começou: Microcamp/Campinas (SP)
213 pontos em 43 partidas oficiais pela seleção brasileira

Principais resultados pela seleção

Campeonato Mundial adulto
4° lugar (Brasil/2006)

Torneio Pré-Olímpico das Américas
3º lugar (Chile/2007)

Jogos Pan-Americanos
medalha de prata no Rio de Janeiro (Brasil/2007)

Campeonato Sul-Americano adulto
Campeã (Paraguai/2006 e Equador/2008)

Campeonato Mundial Sub-21
Vice-campeã (Croácia/2003)

Copa América – Pré-Mundial Sul-20
Vice-campeã (Brasil/2002)

Campeonato Sul-Americano Cadete
Campeã (Colômbia/2000)

7. MICAELA

Nome completo: Micaela Martins Jacintho
Posição: Ala
Data de nascimento: 12/6/1979
Naturalidade: Miracema (RJ)
Altura: 1,80m
Clube atual: Ourinhos (SP)
Clube em que começou: Miracema (RJ)
776 pontos em 75 partidas oficiais pela seleção brasileira

Principais resultados pela seleção

Campeonato Mundial
7º lugar (China/2002)
4° lugar (Brasil/2006)

Torneio Pré-Olímpico Mundial
Quinto lugar (Espanha/2008)

Torneio Pré-Olímpico das Américas
Campeã (México/2003)
3º lugar (Chile/2007)

Copa América – Pré-Mundial adulto
Campeã (Brasil/2001)
Vice-campeã (República Dominicana/2005)

Jogos Pan-Americanos
medalha de bronze em Santo Domingo (República Dominicana/2003)
medalha de prata no Rio de Janeiro (Brasil/2007)

Campeonato Sul-Americano adulto
Pentacampeã (Peru/2001, Equador/2003, Colômbia/2007, Paraguai/2006 e Equador/2008)

Campeonato Mundial Juvenil
4º lugar (Brasil/1997)

Copa América – Pré-Mundial Juvenil
Campeã (México / 1996)

8. FERNANDA

Nome completo: Fernanda Neves Beling
Posição: Ala
Data de nascimento: 5/12/1982
Naturalidade: Belo Horizonte (MG)
Altura: 1,83m
Clube atual: Americana
Clube em que começou: Atlético Mineiro (MG)
153 pontos em 27 partidas oficiais pela seleção brasileira

Principais resultados pela seleção

Campeonato Mundial Sub-21
Vice-campeã (Croácia/2003)

Campeonato Mundial Juvenil
7º lugar (RepúblicaTcheca/2001)

Copa América – Pré-Mundial Juvenil
3º lugar (Argentina/2000)

Campeonato Sul-Americano Juvenil
Campeã (Venezuela/2000)

Campeonato Sul-Americano Cadete
Campeã (Brasil/1998)

9. CLAUDINHA

Nome completo: Claudia Maria das Neves
Posição: Armadora
Data de nascimento: 17/2/1975
Naturalidade: Guarujá (SP)
Altura: 1,70m
Clube atual: Clermont Ferrand (França)
Clube em que começou: Vila Souza A.C. (SP)
677 pontos em 81 partidas oficiais pela seleção brasileira

Principais resultados pela seleção

Jogos Olímpicos
medalha de bronze em Sydney (Austrália/2000)

Torneio Pré-Olímpico Mundial
Quinto lugar (Espanha/2008)

Torneio Pré-Olímpico das Américas
Vice-campeã (Cuba/1999)
3º lugar (Chile/2007)

Campeonato Mundial Adulto
4º lugar (Alemanha/1998)
7º lugar (China/2002)

Copa América – Pré-Mundial adulto
Bicampeã (Brasil/1997 e Brasil/2001)

Campeonato Sul-Americano adulto
Tetracampeã (Bolívia/1993, Chile/1997, Brasil/1999, Equador/2008)

Campeonato Mundial Juvenil
5º lugar (Coréia/1993)

Copa América – Pré-Mundial Juvenil
Campeã (México/1992)

Campeonato Sul-Americano Juvenil
Campeã (Chile/1992)

10. MAMÁ

Nome completo: Jucimara Evangelista Dantas
Posição: Ala-pivô
Data de nascimento: 4/2/1978
Naturalidade: Ilha Solteira (SP)
Altura: 1,93m
Clube atual: Villeneuve (França)
Clube em que começou: Princesa do Campo/Ponta Grossa (PR)
303 pontos em 51 partidas oficiais pela seleção brasileira

Principais resultados pela seleção

Torneio Pré-Olímpico Mundial
Quinto lugar (Espanha/2008)

Torneio Pré-Olímpico das Américas
3º lugar (Chile/2007)

Copa América – Pré-Mundial adulto
Campeã (Brasil/2001)

Jogos Pan-Americanos
medalha de bronze em Santo Domingo (República Dominicana/2003)
medalha de prata no Rio de Janeiro (Brasil/2007)

Campeonato Sul-Americano adulto
Tricampeã (Peru/2001, Equador/2003 e Equador/2008)

Campeonato Mundial Juvenil
4º lugar (Brasil/1997)

Copa América – Pré-Mundial Juvenil
Campeã (México/1996)

11. ÊGA

Nome completo: Soeli Garvão Zakrzeski
Posição: Ala-pivô
Data de nascimento: 12/11/1977
Naturalidade: Medianeira (PR)
Altura: 1,87m
Clube atual: Mann Filter Zaragoza (Espanha)
Clube em que começou: CBA de Medianeira (PR)
463 pontos em 62 partidas oficiais pela seleção brasileira

Principais resultados pela seleção

Campeonato Mundial adulto
4° lugar (Brasil/2006)

Copa América – Pré-Mundial adulto
Vice-campeã (República Dominicana/2005)

Torneio Pré-Olímpico Mundial
Quinto lugar (Espanha/2008)

Torneio Pré-Olímpico das Américas
3º lugar (Chile/2007)

Jogos Pan-Americanos
medalha de bronze em Santo Domingo (República Dominicana/2003)
medalha de prata no Rio de Janeiro (Brasil/2007)

Campeonato Sul-Americano adulto
Pentacampeã (Peru/2001, Equador/2003, Colômbia/2005, Paraguai/2006, Equador/2008)

12. CHUCA

Nome completo: Patrícia de Oliveira Ferreira
Posição: Ala
Data de nascimento: 21/3/1979
Naturalidade: Mauá (SP)
Altura: 1,80m
Clube atual: Ourinhos (SP)
Clube em que começou: Centro Esportivo Mauaense (SP)
195 pontos em 28 partidas oficiais pela seleção brasileira

Principais resultados pela seleção

Torneio Pré-Olímpico Mundial
Quinto lugar (Espanha/2008)

Torneio Pré-Olímpico das Américas
3º lugar (Chile/2007)

Jogos Pan-Americanos
medalha de prata no Rio de Janeiro (Brasil/2007)

Campeonato Sul-Americano adulto
Tricampeã (Equador/2003, Colômbia/2005, Equador/2008)

13. FRANCIELE

Nome completo: Franciele Aparecida Nascimento
Posição: Ala-pivô
Data de nascimento: 19/10/1987
Naturalidade: Jacarezinho (PR)
Altura: 1,87m
Clube atual: Rivas Futura (Espanha)
Clube em que começou: Jacarezinho (PR)
389 pontos em 37 partidas oficiais pela seleção brasileira

Principais resultados pela seleção

Torneio Pré-Olímpico Mundial
Quinto lugar (Espanha/2008)

Torneio Pré-Olímpico das Américas
3º lugar (Chile/2007)

Campeonato Sul-Americano adulto
Campeã (Equador/2008)

Campeonato Mundial Sub-21
8º lugar (Rússia/2007)

Copa América - Pré-Mundial Sub-20
Vice-campeã (México/2006)

Campeonato Sul-Americano Juvenil
bicampeã (Bolívia/2004 e Equador/2006)

14. GRAZIANE

Nome completo: Graziane de Jesus Coelho
Posição: Pivô
Data de nascimento: 18/10/1983
Naturalidade: São Paulo (SP)
Altura: 1,91m
Clube atual: Mizo Pécs (Hungria)
Clube em que começou: Associação Atlética Guaru (SP)
246 pontos em 56 partidas oficiais pela seleção brasileira

Principais resultados pela seleção

Torneio Pré-Olímpico Mundial
Quinto lugar (Espanha/2008)

Torneio Pré-Olímpico das Américas
3º lugar (Chile/2007)

Copa América – Pré-Mundial adulto
Vice-campeã (República Dominicana/2005)

Jogos Pan-Americanos
medalha de prata no Rio de Janeiro (Brasil/2007)

Campeonato Sul-Americano adulto
Campeã (Colômbia/2005)

Campeonato Mundial Sub-21
Vice-campeã (Croácia/2003)

Copa América – Pré-Mundial Sub-20
Vice-campeã (Brasil/2002)

Campeonato Mundial Juvenil
7º lugar (República Tcheca/2001)

Copa América – Pré-Mundial Juvenil
3º lugar (Argentina/2000)

Campeonato Sul-Americano Juvenil
Campeã (Venezuela/2000)

Campeonato Sul-Americano Cadete
Campeã (Peru/1999)

15. KELLY

Nome completo: Kelly da Silva Santos
Posição: Pivô
Data de nascimento: 10/11/1979
Naturalidade: São Paulo (SP)
Altura: 1,92m
Clube atual: Seattle Storm (WNBA/EUA)
Clube em que começou: Leite Moça/Sorocaba (SP)
847 pontos em 111 partidas oficiais pela seleção brasileira

Principais resultados pela seleção

Jogos Olímpicos
medalha de bronze em Sydney (Austrália/2000)
4º lugar em Atenas (Grécia/2004)

Torneio Pré-Olímpico Mundial
Quinto lugar (Espanha/2008)

Torneio Pré-Olímpico das Américas
Vice-campeã em Havana (Cuba/1999)
Campeã em Culiacán (México/2003)

Campeonato Mundial adulto
4º lugar (Alemanha/1998)
7º lugar (China/2002)
4° lugar (Brasil/2006)

Copa América – Pré-Mundial adulto
Bicampeã (Brasil/1997 e Brasil/2001)

Jogos Pan-Americanos
4º lugar em Winnipeg (Canadá/1999)
medalha de bronze em Santo Domingo (República Dominicana/2003)
medalha de prata no Rio de Janeiro (Brasil/2007)

Campeonato Sul-Americano adulto
Tricampeã (Brasil/1999, Equador/2003 e Paraguai/2006)

Campeonato Mundial Juvenil
4º lugar (Brasil/1997)

Copa América – Pré-Mundial Juvenil
Campeã (México/1996)

Campeonato Sul-Americano Juvenil
Vice-campeã (Equador/1996)

PAULO BASSUL (técnico)

Nome completo: Paulo Roberto Bassul Campos
Data de nascimento: 21/10/1967
Naturalidade: Brasília (DF)
Clube atual: Ourinhos (SP)
Clube em que começou: AABB (DF)
42 jogos – 34 vitórias e 8 derrotas como técnico das seleções brasileiras

Principais resultados pela seleção (como técnico)

Torneio Pré-Olímpico Mundial
Quinto lugar (Espanha/2008)

Torneio Pré-Olímpico das Américas
3º lugar (Chile/2007)

Campeonato Sul-Americano adulto
Campeão (Equador/2008)

Campeonato Mundial Sub-21
Vice-campeão (Croácia/2003)

Campeonato Mundial Sub-19
7° lugar (República Tcheca/2001)

Campeonato Sul-Americano Cadete
Campeão (Bolívia/1996 e Colômbia/2000)

(Como assistente técnico)

Jogos Olímpicos
medalha de bronze em Sydney (Austrália/2000)
4° lugar em Atenas (Grécia/2004)

Torneio Pré-Olímpico das Américas
Vice-campeão (Cuba/1999)
Campeão (México/2003)

Campeonato Mundial
7º lugar (China/2002)

Copa América – Pré-Mundial
Campeão (Brasil/2001)

Jogos Pan-Americanos
4º lugar em Winnipeg (Canadá/1999)

Campeonato Sul-Americano
Tricampeão (Brasil/1999, Peru/2001 e Equador/2003)

Campeonato Mundial Juvenil
4º lugar (Brasil/1997)

Copa Pan-Americana Juvenil
Campeão (México/1996).

Resultados no Pré-Olímpico Mundial de Madri

Brasil 125 x 45 Ilhas Fiji
http://www.basketbrasil.com.br/nacional/basquete-feminino/selecao-brasileira-massacra-ilhas-fiji-na-estreia-do-pre-olimpico-e-enfrenta-espanha-nesta-quarta

Brasil 71 x 68 Espanha

http://www.basketbrasil.com.br/nacional/brasil-surpreende-espanha-e-vai-as-quartas-como-lider-do-grupo-c

Brasil 79 x 86 Bielorrússia

http://www.basketbrasil.com.br/nacional/brasil-perde-da-bielorussia-na-prorrogacao-apesar-de-reacao-iziane-e-cortada

Brasil 75 x 58 Angola

http://www.basketbrasil.com.br/nacional/apos-noite-longa-bassul-fica-satisfeito-com-coletivo-e-pagina-virada-contra-angola

Brasil 72 x 67 Cuba
http://www.basketbrasil.com.br/nacional/basquete-feminino/selecao-brasileira-vence-cubanas-em-final-cardiaco-e-garante-vaga-olimpica
http://www.basketbrasil.com.br/nacional/confira-a-galeria-de-imagens-de-brasil-72-x-67-cuba-pelo-pre-olimpico-de-madri

Amistosos para Pequim

Austrália 99 x 62 Brasil
http://www.basketbrasil.com.br/nacional/basquete-feminino/australianas-atropelam-selecao-brasileira-no-primeiro-grande-teste-para-pequim
Austrália 87 x 62 Brasil
http://www.basketbrasil.com.br/nacional/basquete-feminino/brasileiras-dao-um-pouco-mais-de-trabalho-a-australia-sem-lauren-jackson-mas-perdem-segundo-amistoso-por-87-a-62
Brasil 64 x 59 Espanha
http://www.basketbrasil.com.br/nacional/selecao-brasileira-vence-a-espanha-de-novo-e-ganha-confianca-para-estreia-nas-olimpiadas

Vídeos:

Seleção Brasileira em ação

Seleção Brasileira em ação-2

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CORÉIA DO SUL

Atual campeã asiática, título conquistado em junho de 2007, após vitória sobre a China. Por essa razão, o país garantiu antecipadamente a vaga para Pequim, sendo poupado da disputa do Pré-Olímpico Mundial, que teve como representantes da Ásia Japão e Taiwan, eliminados na fase preliminar.

Depois de conseguir o quarto lugar nas Olimpíadas de Sydney-2000 (após perder a decisão do bronze para o Brasil) e no Mundial da China-2002 (após eliminar o Brasil nas quartas-de-final), a seleção coreana não passou de um décimo segundo lugar em Atenas-2004, e de um décimo terceiro lugar no Mundial-2006. Apesar do declínio, a Coréia ocupa hoje em dia a sétima posição no ranking mundial da FIBA

Os maiores destaques são as pivôs Park Jung (31 anos, 1,80m), que chuta bastante da linha dos três, e Sun Min Jung (34 anos, 1,86m), além das alas Beon Yeon Ha (28 anos, 1,82m) e Kim Kwe Ryong (29 anos, 1,91m), na foto abaixo.

Mais nova e alta, Eunjoo Ha, 25 anos e 2,02m A pivô teve uma rápida passagem pelo Los Angeles Sparks, da WNBA. Ha (foto abaixo) teve atuação destacada na final do Asiático, saindo do banco com uma contusão de Park Jung. É irmã do gigante Ha Seung-Jin, que já passou pelo Milwaukee Bucks, na NBA, e defendeu a seleção coreana masculina no Pré-Olímpico Mundial de Atenas este ano.

Adversária da estréia do Brasil em Pequim, a Coréia, é um rival bem conhecido por nós. Assim como as demais seleções asiáticas, a Coréia busca a recuperação em Pequim, pois no Mundial foi eliminada na primeira fase, acompanhada de perto pelos outros representantes do continente: China (décimo segundo) e Taiwan (décimo quarto).

Um dos fatores para essa queda de produção é o envelhecimentos das principais jogadoras coreanas. Um outro fator apontado é o fato de que as atletas domésticas estavam ocupando cada vez menos espaço na WKBL (a liga coreana), com a participação crescente de estrelas estrangeiras como Lauren Jackson, Tamika Catchings, Tina Thompsom, Alana Beard e Alessandra Oliveira no torneio.

Em função disso (e também por motivos econômicos), a presença de estrangeiras foi suspensa já na temporada 2007 da WKBL. Apesar da boa posição no ranking mundial da FIBA, ainda assim a popularidade do basquete feminino é muito baixa no país.

É um time já bastante experiente e menos adequado a executar o tradicional jogo coreano, pautado em velocidade, intensidade na defesa e arremessos de longa distância, as bolas de três devem ser a principal preocupação para as adversárias.

Em abril, a Coréia participou do torneio-teste em Pequim, e perdeu para Austrália, Estados Unidos, Cuba e China. Suas únicas duas vitórias no evento foram contra o mesmo adversário: a Nova Zelândia. As campeãs asiáticas chegam a Pequim como um incógnita, tanto podem surpreender como franco-atiradora, quanto seré perfeitamente normal perder todos os cinco jogos e cair na primeira fase.

“A Coréia vem alternando bons e maus resultados internacionais. Possui boas arremessadoras de três, incluindo a pivô Park Jung, que é muito versátil e joga bem de frente e de costas para a cesta. É uma partida que vai exigir atenção redobrada na defesa, pela velocidade de passes, característica das escolas asiáticas”, analisou o técnico brasileiro Paulo Bassul.

“A Coréia é uma equipe perigosa e rápida. Temos que quebrar a velocidade delas fazendo um ótimo trabalho de passe. Com paciência e boa marcação, podemos vencer e estrear com pé direito na competição”, comentou a armadora Claudinha.

História Olímpica:

Brasil e Coréia já se enfrentaram oito vezes em competições oficiais, com quatro vitórias para cada equipe. O único confronto entre as duas seleções na história das Olimpíadas aconteceu em Sydney (2000), na disputa da medalha de bronze, e as brasileiras ganharam por 84 a 73 na prorrogação. A Coréia participa da Olimpíada pela sexta vez e tem como melhor colocação a medalha de prata quando sediou a competição em Seul-1988. Em Atenas (2004) foi a 12ª e última colocada.

CONFRONTOS – Brasil 4 x 4 Coréia

Brasil 70 x 63 Coréia – Mundial do Brasil (1971)
Brasil 62 x 80 Coréia – Mundial (1975)
Brasil 79 x 80 Coréia – Mundial (1983)
Brasil 69 x 71 Coréia – Mundial (1986)
Brasil 75 x 65 – Mundial da Alemanha (1998)
Brasil 84 x 73 Coréia –Olimpíada de Sydney (2000) – Disputa do bronze
Brasil 70 x 71 – Mundial da China (2002) – Quartas-de-final
Brasil 106 x 86 Coréia – Mundial do Brasil (2006).

Técnico: Kuk Hwa Jung

Elenco final de convocadas: 4. Kim Yeong-Ok ; 5. Lee Mi Sun; 6. Choi Youn-Ah; 7. Jin Mijung; 8. Yang Ji Hee; 9. Jung Sun Min; 10. Beon Yeon Ha; 11. Park Jung Eun; 12. Eunjoo Ha; 13. Kim Jung Eun; 14. Kim Kwe Ryong; 15. Sin Jung-Ja.

Participação em Olimpíadas: 1984 (2º), 1988 (7º) 1996 (10º), 2000 (4º), 2004 (12º)
Participação em Mundiais: 1990 (11º), 1994 (10º), 1998 (13º), 2002 (4º) e 2006 (13º)
Último Mundial (São Paulo-2006): 13º lugar
Último torneio continental (Asiático-2007): Campeã
Posição no ranking da FIBA: 7a. colocada

Resultados em amistosos neste ano

Coréia 70 x 67 Nova Zelândia
Coréia 66 x 78 Cuba
Austrália-B 78 x 71 Coréia
Coréia 56 x 92 Estados Unidos
China 80 x 69 Coréia

Tabela do Grupo Olímpico:

9/8 - Coréia x Brasil (5h45min)
11/8 - Coréia x Rússia (3h30min)
13/8 - Coréia x Austrália (9h)
15/8 - Coréia x Bielorrússia (11h15min)
17/8 - Coréia x Letônia (3h30min).

Vídeos:

Jogadoras da Coréia saem no tapa em jogo contra Taiwan no Asiático-2007

Coréia x Polônia em Sydney-2000, a melhor campanha olímpica coreana

(Informações: Painel do Basquete Feminino, colaboraram Linelson y Castro e Gisele Cardoso)

August 4, 2008

Bassul enaltece atuação defensiva, mas quer menos afobação para diminuir erros

Filed under: Basquete Feminino, Nacional, Seleções brasileiras — Tags: , , , , — basketbrasil @ 4:34 pm

Animado com a vitória por 64 a 59 sobre a Espanha em jogo-treino disputado nesta segunda-feira, em Pequim, o técnico da Seleção Brasileira feminina de basquete, Paulo Bassul, elogiou a disposição defensiva de sua equipe no principal teste da equipe antes da estréia nos Jogos Olímpicos, próximo dia 9, contra a Coréia do Sul.

“A defesa sustentou muito o jogo. Sofrer menos de 60 pontos de uma equipe como a Espanha não é fácil. Ainda mais cometendo o número alto de erros que cometemos”, destacou o comandante brasileiro, que nem mesmo entre os elogios poupou suas atletas de alguns puxões de orelha.

“A defesa foi o carro-chefe da equipe, mas precisamos diminuir o número de bolas perdidas e melhorar o ajuste quando temos o contra-ataque. Quando o contra-ataque é nosso, beleza, a gente sabe usar. Quando não está precisamos organizar melhor. Isso não está natural, está sem dinamismo”, analisou.

Apesar do jogo equilibrado contra as espanholas e o descontentamento com os erros, Bassul acha que a equipe tem de usar jogos-treinos como o desta segunda justamente para arrumar o esquema. Isso sem perder a responsabilidade.

“A vitória de hoje (segunda) não era crucial, não era um jogo de vida ou morte, nós não trabalhamos da forma como vamos trabalhar na Olimpíada. Mas o espírito do grupo tinha de ser de vitória, de jogar com determinação. Isso é importante para os Jogos, com isso você vai preparando o espírito da equipe para a competição”, avaliou.

O próprio treinador aproveitou a oportunidade para escalar algumas jogadoras que deverão ser reservas na disputa dos Jogos, além de dar ritmo de jogo a atletas que vieram do exterior e que apresentam dores ou contusões, como a ala Micaela. Os problemas existem e Bassul, justamente por isso, prefere não definir publicamente um time-base.

“Esse foi o meu time-base hoje (do segundo tempo, com Claudinha, Adrianinha, Micaela, Kelly e Êga), mas dependendo do dia, vou ter vários times-bases. Eu tenho um núcleo de oito, nove jogadoras que podem ser titulares desse time. Vai depender de como está o andamento do jogo, o preparo físico”, desconversou, justificando a cautela com o assunto.

“Eu não gosto de ter um time base. O que gosto é de começar bem e forte as partidas. De repente eu pego uma seleção com pivôs altas e preciso subir a estatura da equipe. Daí chego em outro jogo e o adversário só tem baixinhas (risos). O grupo está entendendo bem isso”, concluiu.

A vitória por 64 a 59 sobre a Espanha nesta segunda-feira, em Pequim, deixou a ala Micaela mais otimista na Seleção Brasileira feminina de basquete. Não se trata de otimismo com as chances do País nos Jogos Olímpicos, mas sim com sua presença nas partidas, em especial na estréia do próximo dia 9, diante da Coréia do Sul.

Com uma contusão muscular na coxa direita, a ala vinha sendo poupada de alguns treinos e corria risco de virar desfalque na equipe do técnico Paulo Bassul. Mesmo atuando pouco no duelo contra as espanholas e contando com uma proteção especial no local atingido, o discurso é de que a recuperação total está perto.

“Estou fazendo todos os treinos, mas o Paulinho (Bassul) não quis forçar muito hoje (segunda). Não sinto dor nenhuma, mas acho que correndo ainda penso nela (dor). Tenho que estar 100% para a estréia, não vai estar doendo nada para a estréia não. Tenho que estar pronta e acertando as cestas”, assegurou.

Micaela elogiou a oportunidade de poder fazer um teste contra uma das rivais diretas pelo pódio nos Jogos. “O grupo está cada dia melhor e fazer um amistoso desses é importante. Uma coisa é treinar e outra é jogar. É sempre uma motivação a mais para ganhar bem”, avaliou.

Olimpíada no Terra: ao vivo e exclusivo

Os Jogos de Pequim serão realizados de 6 a 24 de agosto. O Terra irá transmitir ao vivo e com exclusividade a competição em 13 canais simultâneos de vídeo. Além disso, os usuários terão a possibilidade de assistir novamente a todo o conteúdo a qualquer momento. Todo o acesso será gratuito. Os internautas terão um importante papel no site especial do Terra, que será totalmente construído a partir do conteúdo gerado pelo usuários. Na área Fanzone, o usuário poderá ser o comentarista, gravar vídeos com sua câmera e compartilhá-los com a audiência do Terra. O internauta já pode enviar vídeos, fotos e textos para os atletas e as equipes. Os vídeos estarão disponíveis a partir do dia 6.

(Julio Gomes Filho, direto de Pequim, para o Terra Esportes)

Micaela admite receio na volta às quadras, Bassul elogia defesa brasileira contra Espanha

Filed under: Basquete Feminino, Nacional, Seleções brasileiras — Tags: , , , , , — basketbrasil @ 4:16 pm

Após dar um susto na comissão técnica ao sofrer uma lesão na coxa esquerda poucos dias antes do embarque da Seleção Brasileira para a Austrália (onde o time fez aclimatação para as Olimpíadas de Pequim), a ala Micaela voltou a jogar nesta segunda-feira. Na vitória em um jogo-treino contra a Espanha, ela atuou por alguns minutos, mas não marcou pontos.

Depois da partida, a atleta admitiu ter ficado um pouco receosa. “O Paulinho (técnico) falou que não ia me forçar muito. Eu não senti dor, mas, correndo, ainda penso na lesão”, comentou a jogadora, que agora luta para estar no melhor de sua forma na estréia da Seleção Brasileira nos Jogos Olímpicos, programada para o dia 9, contra a Coréia do Sul.

“Tenho treinado normalmente, está tudo tranqüilo. Só preciso ter ritmo, tenho que estar 100% até sábado”, comentou.
 
De acordo com o técnico Paulo Bassul, a decisão de preservar Micaela foi evitar a repetição do ocorrido com Érika, cortada das Olimpíadas.

“A Espanha poupou a Valdemoro, nós poupamos a Micaela. Ela vai bem depois da contusão, está inteira. Preferi preservá-la para não arriscar e não acontecer o que aconteceu com a Érika, que estava recuperada da lesão, mas voltou forte demais no seu time e acabou sentindo de novo”, afirmou.
 
Bassul também preferiu não deixar a pivô Kelly, que não participou da preparação da equipe em solo nacional, por muito tempo em quadra. E se justificou. “A Kelly foi poupada por uma questão tática. Ela veio da WNBA, em que joga em outra posição e ainda está encontrando o seu lugar aqui. Quando ela começou a lembrar as jogadas, o jogo cresceu”, analisou.

A atleta, por sua vez, concordou com a decisão do comandante. “Estou sabendo usar mais meu jogo. Antigamente, jogava mais nas posições quatro e cinco. Hoje, jogo mais de cinco. Estou me sentindo psicologicamente cada vez mais forte. Na WNBA, não jogo muito, sabia disso, mas foi uma aposta ter ido para lá. Tenho uma aula de basquete todo dia, está sendo útil. Aqui, temos um grupo novo, não dá para dizer onde vai chegar, temos que jogar um jogo de cada vez”, opinou.

O técnico ainda ressaltou a importância do crescimento da armadora Adrianinha na partida, já que ela ainda se recupera de uma pneumonia. “A Adrianinha é uma jogadora que depende muito do estado físico, é enérgica. A medida que vai melhorando seu estado físico, vai ficando melhor em quadra”, argumentou.
 
O quinteto inicial do Brasil nesta segunda foi Karla, Claudinha, Chuca, Êga e a pivô Grazi, substituta de Érika.

A Seleção Brasileira feminina derrotou a Espanha por 64 a 59 (29 a 32 no primeiro tempo) em jogo-treino realizado em Pequim na manhã desta segunda-feira. Com 14 pontos, a armadora Claudinha foi a cestinha do duelo.
 
Técnico da equipe nacional, Paulo Bassul saiu satisfeito do ginásio Shijingshan. “O meu objetivo, que era dar ritmo ao time, foi atingido. O time começou mal, depois se acertou. Gostei muito da defesa. Tomar menos de sessenta pontos de um time desse é louvável. Mas temos muita coisa pra melhorar ainda. Estes jogos servem pra isso”, afirmou.

Micaela, que vem de um estiramento na coxa sofrido quando a seleção ainda estava em São Paulo, e Kelly, que viajou para a China direto dos Estados Unidos - onde joga - e não participou da preparação com a equipe, ficaram fora do quinteto inicial. O time que entrou em quadra pra enfrentar as espanholas tinha Karla, Claudinha, Chuca, Êga e a pivô Grazi.

A Espanha abriu uma diferença de 10 pontos nos primeiros cinco minutos e, logo depois, Micaela e Kelly saíram do banco para ajudar o Brasil a empatar o jogo em 13 a 13 ao fim do quarto inicial. A equipe brasileira teve muitas mudanças ao longo do segundo quarto, com Bassul testando diferentes formações e jogadoras até o fim do primeiro tempo, que terminou com o Brasil atrás no placar.

No terceiro quarto, com Micaela jogando menos e Adrianinha crescendo e passando mais minutos em quadra, o Brasil tomou a frente no placar a 1min50s de o cronômetro zerar. No começo do quarto decisivo, o time permitiu que a Espanha voltasse à liderança, mas melhorou de novo e venceu após um fim de partida apertado.

“A equipe está evoluindo bem. Cometemos alguns erros no ataque e as bolas de três não caíram, mas foi um bom jogo para pegar ritmo. Vamos melhorar a pontaria e chegar cem por cento para a estréia contra a Coréia, o que é o nosso objetivo”, comentou a armadora Karla, responsável por três pontos.

“Tomamos muitos contra-ataques por desatenção, o time precisa se acertar nisso. Mas está cada vez mais frio em situações de fim de jogo, deixando se levar menos pela emoção. Já fizemos isso contra a Espanha no ano passado e é o contrário do que aconteceu contra a Bielorrússia no Pré-Olímpico, quando deixamos o adversário empatar e perdemos na prorrogação”, analisou Bassul.

Antes da estréia contra as sul-coreanas, programada para o dia 9 de agosto, o Brasil faz outro amistoso na capital chinesa, desta vez contra a Nova Zelândia, às 4 horas desta quinta-feira (horário de Brasília).

Além da Coréia do Sul, o Brasil enfrenta Austrália, Letônia, Rússia e Bielorrússia na primeira fase dos Jogos Olímpicos. De acordo com o regulamento da competição, os quatro primeiros colocados de cada um dos dois grupos se classificam para as quartas-de-final.

(Gazeta Esportiva)