January 5, 2009
Que Anderson Varejão atravessa o melhor momento de sua carreira na NBA, isso ninguém duvida. O interessante é que, nos últimos jogos, o brasileiro virou uma das principais - senão a principal - força de garrafão do Cleveland Cavaliers. Nas últimas quatro partidas do Cavaliers, duas em 2008 e duas em 2009, Varejão conseguiu dígitos duplos em três delas. Como se não bastasse, o brasileiro foi cestinha em um desses embates. (more…)
January 3, 2009
Confirmada a ausência do pivô lituano Zydrunas Ilgauskas, que vai ficar um mês fora de combate devido a um osso fraturado no tornozelo esquerdo, o brasileiro Anderson Varejão foi titular do garrafão do Cleveland Cavaliers pela quarta vez na temporada e bateu seu recorde da carreira com 26 pontos, nove deles no último quarto, sendo o cestinha da 17ª vitória da equipe em 17 jogos em casa, por 117 a 92 (61 a 47 no intervalo) sobre o Chicago Bulls. A maioria dos pontos do capixaba veio em passes de LeBron James, astro campeão olímpico que conseguiu seu primeiro triplo-duplo da temporada e 18º da carreira, anotando 16 tentos, 11 assistências e 10 rebotes. Varejão acertou nove em 14 arremessos de quadra incluindo duas enterradas, encestou oito em 13 lances livres, pegou oito rebotes e roubou três bolas em 31min09s de ação, por essa intensidade recebeu muitos elogios após o primeiro jogo do ano do time líder da Divisão Central (27V-5D). Essa foi a melhor rodada do Brasil na história da NBA, com três vitórias na mesma noite e 65 pontos do trio verde-amarelo, somando as atuações de Nenê pelo Denver Nuggets e Leandrinho pelo Phoenix Suns. (more…)
December 26, 2008
Após algumas partidas irregulares pelo Cleveland Cavaliers, o brasileiro Anderson Varejão teve papel fundamental na vitória de sua equipe sobre o Washington Wizards por 93 a 89 na noite da última quinta-feira.
O ala-pivô saiu de quadra com um double-double (13 pontos e 13 rebotes), além de alguns elogios do técnico Mike Brown.
“Foi algo grande para ele dar um passo à frente a assumir a função de ir à linha de arremesso com um minuto para o fim e o time atrás no placar”, afirmou Brown, ao jornal News-Herald.
O treinador se referiu aos dois últimos lances-livres convertidos por Varejão quando os Cavaliers ainda lutavam para ficar à frente do placar.
“Isso é um produto do que ele tem trabalhado. Ele ralou fora da temporada e mostrou confiança para nos ajudar a vencer esta partida”, declarou o comandante do Cleveland.
(Playoff.com.br)
December 21, 2008
Por Denis Botana
Neste começo de temporada da NBA, três times estão se destacando. O primeiro é o Boston Celtics, atual campeão que parece não sentir tanta falta assim de James Posey. O segundo é o Los Angeles Lakers, atual vice-campeão, que mesmo com altos e baixos na defesa, vem assombrando a liga com seu garrafão formado por Pau Gasol e Andrew Bynum. O terceiro é uma surpresa: Cleveland Cavaliers.
Para muitos, o Cavaliers foi o pior time a chegar a uma final da NBA, em 2007, e no ano passado foi aos trancos e barrancos até o jogo 7 da semifinal da Conferência Leste, contra o Celtics, mas agora realmente parece que está não só conseguindo resultados, como convencendo também.
Muitos atribuem essa mudança do Cavs de time mediano para um candidato real ao título à troca que levou o armador Mo Williams para Ohio, mas isso seria uma análise simplista. O que mudou mesmo no Cavs foi que eles agora têm um ataque forte sem perder a defesa, que sempre foi a marca registrada do time. Sabendo disso, aí sim podemos perguntar o quanto a presença do Mo Williams influenciou a melhora de ataque do Cavaliers.
Vamos ainda, nesta coluna, tentar ver todos os números que cercam o ataque do Cleveland Cavaliers, mas antes vamos ver rapidamente a importância da defesa para o time.
Na temporada 2006-07, quando chegaram às Finais, tinham a quarta melhor defesa da liga, sofrendo 101,3 pontos a cada 100 posses de bola. Na temporada passada, sofreram 106,4 pontos a cada 100 posses, caindo para a 11° posição na liga. O resultado foi uma campanha mais fraca na temporada regular e a derrota nas semifinais do Leste. Nesta temporada, eles desfrutam do melhor número, sofrendo 99,7 pontos a cada 100 posses de bola, o que os deixa com a segunda melhor defesa de toda a NBA.
O técnico Mike Brown, discípulo de Gregg Poppovich, sempre deixou claro a importância que dava para a defesa; o desafio era o ataque, e a aquisição de Mo Williams foi pensando nisso.
Williams sempre foi conhecido como um grande pontuador, com médias de 17,3 e 17,2 nos seus dois últimos anos de Milwaukee Bucks. Porém, ter um armador pontuador não quer dizer ter um bom time no ataque; o mesmo Bucks do ano passado tinha apenas o 21° melhor ataque da liga com 105,3 pontos a cada 100 posses de bola. Ao mesmo tempo, o time tinha a pior defesa, tomando 112,8 pontos a cada 100 posses.
Isso é mais um exemplo que confirma o quanto é difícil medir o quanto um jogador é bom ou ruim na defesa, porque a defesa é uma atividade muito mais coletiva do que o ataque. O ataque também é coletivo, claro, mas em alguns times, principalmente na NBA, muitas vezes é focado em ações individuais, em duelos de 1 contra 1, e aí fica mais fácil saber se um jogador é bom no ataque mesmo jogando em um time que pontue pouco.
Então Mo Williams, embora possa ser visto que não é um defensor nato, não compromete em nada a defesa do Cavs e se adaptou de tal forma que o desempenho defensivo do Cavs é o melhor da era LeBron James. Mas ele foi chamado para ajudar o ataque e a idéia era que, com a sua velocidade, fazer do Cavs um time mais dinâmico, entretanto a verdade é que o Cavs é um time mais lento do que no passado.

Os números mostram que a diferença não é tão grande nos números de posses de bola por jogo, mas que é mais baixo, indicando um ritmo mais lento. Para se ter uma idéia, o líder da NBA é o New York Knicks, com 98,5 posses de bola por jogo.
Então se o ritmo é quase o mesmo, aonde está a diferença?

Os arremessos de quadra estão melhores, as bolas de três surpreendentemente estão piores e o número de turnovers está menor, mas não tanto assim para se fazer tanta diferença. Com os 13,9 da temporada passada eles estariam mais para o meio da tabela ao invés de ser o terceiro time que menos desperdiça posses de bola. Mas será que é simplesmente o fato de cometer dois turnovers a menos que fazem o Cavs ter mais de 10 pontos a mais por jogo? Não pode ser.
O número de bolas de 3 em especial surpreende bastante porque uma das características do Cavs nesta temporada que parecia bem importante era que, em todos os momentos do jogo, o Cavs tinha dois bons arremessadores no time para abrir a quadra para as infiltrações de LeBron James. Ao seu lado, sempre estavam juntos pelo menos dois do grupo de arremessadores Mo Williams, Daniel Gibson, Delonte West, Aleksander Pavlovic e Wally Szczerbiak.
Serão então as assistências? Na temporada 2007, eles davam 20,8 por jogo. Em 2008, davam 20,2, e agora em 2009, dão 20,9. Diferença irrelevante.
Estaria então o Cavs mais agressivo? Agredindo mais a defesa adversária e conseguindo bater mais lances livres? Não. Eram 26 por jogo em 2007, 25,1 em 2008 e 25,2 na atual temporada.
Opa, então algum número em algum lugar está nos enganando. Como todos os indicadores estão tão parecidos e o resultado final é tão diferente? Vamos dar uma olhada diretamente nos principais jogadores do Cavs e em seus números.
Usaremos para isso os números de minutos por jogo, de pontos por jogo, aproveitamento de arremessos em geral, aproveitamento de bolas de 3 pontos e o Offensive Rating, um número criado por Dean Oliver, autor do livro “Basketball on Paper“, que descreve o número de pontos de um jogador a cada 100 posses de bola. É um jeito de calcular o valor ofensivo do jogador sem levar em conta o número de posses de bola do seu time por jogo e quantos minutos ele joga por partida.
Também estamos contando o PER, número que conta a eficiência de um jogador em quadra levando em consideração praticamente todos os números medidos em um jogo. Ele pode ser melhor conhecido nessa coluna que eu escrevi há um tempo atrás.

Aqui já se destaca os cinco minutos a menos que LeBron tem disputado por jogo, a pequena melhora no aproveitamento dos arremessos e o seu Rating ofensivo, que cresceu mais de 10 pontos. O seu PER de 33,6 é o que o criador do número classifica como o do principal candidato a MVP da temporada e a dois pontos de ser um ano histórico em termos numéricos.

Mo Williams tem números piores do que na sua última e melhor temporada com o Bucks, até o número de assistências diminuiu, foi de 6,3 para 4,2. Mas os minutos por jogo, assim como os do LeBron, são bem menores. Estes 32 minutos por jogo é o mínimo que o Mo Williams joga desde que se firmou na NBA como um titular.

O número das bolas de 3 do Ilgauskas assusta mas é verdade. Nessa temporada ele tentou 13 bolas de 3 em 26 jogos, mais do que tentou em qualquer outra temporada que já disputou, e já acertou seis, sendo que antes disso tinha acertado cinco em toda a carreira.
Mas o que impressiona mais é o número maior de pontos do que a temporada passada, mesmo com bem menos minutos e com um aproveitamento 5% melhor, ultrapassando a marca dos 50%.

Delonte West é o primeiro caso que tem um aumento de minutos por jogo, muito porque agora ele joga mais na posição 2 do que na posição 1. Com seus dois minutos a mais na quadra, ele melhorou em dois pontos suas médias, tem as melhores porcentagens de aproveitamento da carreira e seu rating ofensivo subiu em 10 pontos.

Varejão, nesta temporada, deixou de ser o jogador puramente defensivo que consegue cestas esporádicas e está com um uma média muito superior de pontos, jogando menos minutos do que na temporada passada, mas ainda mais impressionante é que seu aproveitamento de arremessos subiu em 10 pontos percentuais.
*****
Juntando estes números, percebi que só poderia haver uma explicação para o Cavs estar tão melhor e ao mesmo tempo ter, no geral, números parecidos: Os titulares estão jogando muito bem, vencendo os jogos, e os reservas vão lá e estragam tudo no fim do jogo.
Explico: dos 26 jogos que o Cavs disputou na temporada, apenas sete foram “disputados” (sendo “disputado” = 5 pontos de diferença ou menos) nos últimos minutos de jogo. E o Cavs é o time que vence os adversário por maior diferença de pontos na NBA, são 13,2 de vantagem em média.
Isso quer dizer que os titulares jogam menos minutos, têm um aproveitamento extraordinário, e depois o jogo é entregue aos reservas, que naturalmente são piores e jogam bem mais relaxados. O resultado é que os números no geral apresentam melhoras pequenas (4% de arremessos de quadra, 2 turnovers a menos, 1 assistência a mais), mas que seriam bem maiores se os jogadores que constróem esses placares para o Cavs passassem mais tempo em quadra.
Se tirássemos o chamado “garbage time”, aquele momento em que só os reservas dos dois times se enfrentam em jogos já decididos, dos jogos do Cleveland, seus números seriam bem diferentes.
Para se ter uma idéia, o quinteto que mais atuou pelo Cavs na temporada foi Mo Williams/ Delonte West / LeBron James/ Ben Wallace / Zydrunas Ilgauskas, e eles jogaram apenas 46% dos minutos do Cavs na temporada. Somando outras duas combinações bastante usadas (com Varejão, Daniel Gibson e/ou Szczerbiak no elenco), totalizam 70% do tempo de quadra do Cavs. Ou seja, 30% da temporada do time até agora foi com escalações como Gibson/ Tarence Kinsey/ Sasha Pavlovic/ Darnell Jackson/ JJ Hickson ou Gibson/ Williams/ Szczerbiak/ Varejão/ Hickson. Times que estão longe de usar o poder ofensivo dos quintetos mais usados nos jogos disputados.
Cleveland, é o oitavo time que menos usa os titulares em quadra, apenas sete times usam menos seus titulares em toda a NBA, e ao mesmo tempo os titulares do Cleveland são líderes, disparados, em plus/minus, o número que calcula o placar apenas dos minutos que certo jogador ou grupo de jogadores estavam em quadra. Os titulares do Cavs somam +1234 pontos enquanto estão em quadra na temporada toda, mais de 100 pontos à frente do Celtics, segundo colocado.
Se há então uma explicação para esse fenômeno ofensivo do Cavs que de uma temporada para outra pulou da 19° colocação para a primeira, é a qualidade do seu time titular.
Com Mo Williams como um real armador e que ao mesmo tempo é uma ameaça dos três pontos, a estratégia de ter sempre dois arremessadores abrindo a quadra para LeBron James, o melhor aproveitamento de arremessos de todos os jogadores, a melhor qualidade dos passes e a boa média mantida de 11 rebotes ofensivos por jogo, o Cleveland tem hoje o melhor ataque da NBA. Um ataque que se dá ao luxo de encerrar jogos em três períodos e deixar o resto para os reservas esticarem o esqueleto e tirarem a poeira de seus arremessos.
Também é importante destacar como a pontuação do Cavs está melhor dividida, em termos. Antes apenas LeBron marcava pontos no garrafão, o resto do time vivia de arremessos de fora, resultado de um ataque estagnado. O time de hoje faz uma coisa que número nenhum registra: se movimenta no ataque. A movimentação organizada resulta em um time espalhado pela quadra que abre a defesa adversária. Com isso, o Cavs tem pontos bem divididos. Em média, são 20,3 pontos por jogo em bolas de 3, 29,3 pontos por jogo em arremessos de média distância e 33 pontos por jogo em bolas de dentro do garrafão, número que engloba também o bom uso dos contra-ataques pelo Cavaliers.
E mesmo que um número ou outro seja parecido com os do ano passado, não se deixe enganar, aquele time do Cavs dos anos anteriores não tem nada a ver com o que estamos vendo agora.
December 9, 2008
Sem dúvida nenhuma, o ala-pivô capixaba Anderson Varejão, do Cleveland Cavaliers, vem atravessando a melhor fase de sua carreira. Ele já tem lugar cativo na rotação do técnico Mike Brown e é um dos queridinhos da torcida, ficando atrás apenas do astro LeBron James em número de camisetas vendidas. Varejão tem até sua noite uma vez por, chamada de “A Noite da Peruca”, onde os torecdores recebem perucas idênticas a sua cabeleira.
Mas a popularidade de Varejão só foi conquistada graças a sua raça e seu crescimento em quadra. Sempre bom defensivamente, Varejão era cobrado por não contribuir muito no ataque, entretanto essa situação está mudando. O camisa 17 do Cavs tem média de 8.3 pontos (a melhor de sua carreira) e já conseguiu 10 ou mais pontos em cinco jogos nesta temporada.
Sobre a boa fase, Varejão comenta que se sente mais confortável em quadra: “Eu me sinto mais a vontade em quadra e mais adaptado a atacar. Eu me sinto confiante e acredito que fiz uma boa preparação. Perdi peso na pré-temporada e ganhei mais velocidade. Eu estou gostando muito do meu estilo de jogo no momento”, declarou o capixaba.
Além de contribuir mais ofensivamente, o atleta de 26 anos não perdeu sua ferocidade na defesa. Em sete jogos neste campeonato, Varejão pegou oito ou mais rebotes e conseguir dar tocos em onze partidas. Sua média de tocos (0.7) é a melhor da carreira, já a média de rebotes (6.6) é sua segunda melhor na NBA. Como se não bastasse, Varejão é o quarto melhor em aproveitamento dos arremessos da NBA, acertando 60% de seus chutes.
A boa notícia é que Varejão vem produzindo esses bons números com menos tempo de quadra. Em 2007/08, o brasileiro tinha média de 27.8 minutos por partida. Já neste campeonato, o ala-pivô joga em média 24.2 minutos, graças a chegada do novato JJ Hickson, que inchou ainda mais a rotação de garrafão do time de Ohio.
“Ele está em ótima forma”, elogiou o técnico do Cavaliers, Mike Brown. “Ele melhorou em todos os aspectos de seu jogo que eram deficientes, está se movimentando muito melhor e conseguindo boas oportunidades para arremessar. É realmente divertido prestar atenção na evolução de seu jogo e vê-lo em quadra”, completou o treinador.
O ala-pivô tentará ajudar seu Cleveland a conseguir dar sequência a boa fase. Assim como o ala-pivô, a franquia de Ohio atravessa uma bela fase e vem fazendo uma grande campanha, com apenas três derrotas em 20 jogos. Na noite desta terça, o Cavs recebe a visita do Toronto Raptors e na quarta terá seu jogo televisionado para o Brasil. A ESPN irá transmitir a visita do Cleveland ao Walchovia Center para enfrentar o Philadelphia 76ers. Vale a pena ficar de olho na evolução do jogo de Varejão.
December 5, 2008
Exatamente um ano depois da conclusão da novela que foi sua renovação de contrato com o Cleveland Cavaliers, o ala-pivô Anderson Varejão não recebe hoje apenas uma homenagem com a “Noite das Perucas” no jogo contra o Indiana Pacers na Quicken Loans Arena (às 22h30min de Brasília), mas também um sinal claro da intenção do Cavs de mantê-lo na equipe por um longo prazo. Hoje é o aniversário do contrato assinado como cobertura da proposta oficial de US$ 17 milhões por três temporadas acertada pelo Charlotte Bobcats com o brasileiro, pelas regras da NBA isso significa o fim da cláusula “não-troca”, ou seja, agora a diretoria do Cavs pode trocar o jogador sem precisar de seu consentimento ou do empresário Dan Fegan, o que foi uma limitação para as sondagens em cima do gerente geral Danny Ferry neste verão de 2008 cheio de boatos ligando o nome do capixaba a times como Milwaukee Bucks ou o próprio Pacers.
Mesmo com Varejão podendo ganhar “passe livre” e trocar de equipe em julho de 2009 sem o Cavaliers receber nenhuma compensação, o clima entre ele e o time agora é de lua-de-mel, em meio a uma invencibilidade de dez partidas em casa e ao melhor início de temporada da história da franquia (15V-3D), líder da Divisão Central e segunda colocada na Conferência Leste, tentando hoje a sétima vitória consecutiva.
“Eu estou bastante feliz com o time. Sinto que sou uma parte importante da equipe e que estou ajudando nosso time a vencer. Todo mundo está fazendo um bom trabalho agora. Este é o melhor lugar para se estar na NBA agora. Veremos o que acontecerá, eu estou feliz aqui”, disse Varejão ao jornal Cleveland Plain Dealer adiantando sua atitude positiva para uma possível negociação de extensão contratual no próximo ano.
Anderson está jogando bem, perdeu peso e recuperou a energia que fez dele o reserva mais ativo na campanha do vice-campeonato da liga em 2007, e suas médias de 7,8 pontos e 6,6 rebotes por jogo, com 61% de aproveitamento nos arremessos de quadra (melhor percentual da equipe), têm deixado o técnico Mike Brown satisfeito. As lesões no tornozelo e quadril que sofreu na temporada passada e o afastaram da Seleção Brasileira antes do Pré-Olímpico de Atenas foram adequadamente tratadas nas férias da liga, só na pré-temporada em outubro os médicos deram o atestado de que estava 100% curado, e o bom início de campeonato foi uma recompensa para o verão de muito trabalho focado na recuperação da saúde e condicionamento físico. Agora ele está novamente com a rapidez e agilidade demonstradas nos primeiros anos de sua carreira nos EUA, e vem cavando faltas de ataque em boa quantidade, sua marca registrada.
“Ele está em grande forma, você pode dizer só de olhar sua movimentação. É divertido vê-lo correndo na quadra agora”, elogiou o técnico Brown.
“Ninguém está certo sobre o que vai acontecer no próximo verão. Tanto Varejão quanto o time têm opções para rescindir o contrato um ano mais cedo, e a maioria acredita que Varejão irá exercer a cláusula. Mas depois que as emoções se acalmaram depois das acaloradas negociações em 2007, Varejão e o agente Dan Fegan e o gerente geral Danny Ferry tentaram colocar o passado para trás. Ferry e Fegan se encontraram no verão em Los Angeles para limpar os ares, e ambos os lados expressaram um interesse de trabalhar juntos por um acordo no verão de 2009”, escreveu o colunista Brian Windhorst em seu artigo publicado nesta sexta.
Nesses últimos 12 meses, houve um notável período de cura, tanto física quanto psicológica reconstruindo o relacionamento de Anderson com o Cavs, e agora sem restrições para trocar o ala-pivô, ninguém ousa mexer no núcleo que vem funcionando tão bem em Cleveland sob o comando do astro campeão olímpico LeBron James, um dos grandes defensores da permanência do “Coisa Selvagem” na equipe por seu jogo energético principalmente na defesa.
O site oficial Cavs.com exibe nesta sexta-feira uma entrevista em vídeo de Varejão, usando um gorro contendo a vasta cabeleira, antes da Noite das Perucas. Veja a tradução que tentamos fazer:
Dê-nos o começo da história do seu estilo de cabelo, desde quando você usa?
“Eu posso voltar, bem… 10 anos atrás, foi quando eu deixei meu cabelo crescer, e nunca cortei. Bem, eu corto às vezes, só as pontas. E ele se tornou um grande tema para mim, todo mundo conhece, os caras às vezes não sabem meu nome, mas sabem quem é o cara com o cabelão (risos)”.
Você disse uma vez que seu pai estava mudando os canais de TV e soube em qual jogo sintonizar porque viu seu cabelo?
“Sim, no começo ele não gostava do cabelo, dizia meio o que você está fazendo, isso não é para você, não parece bem em você, e eu vamos lá, papai, eu gosto e vou manter meu cabelo assim. Um dia ele estava assistindo ao jogo e disse: Sabe de uma coisa? Eu gosto do cabelo agora, porque quando assisto ao jogo eu sei onde você está (risos). Porque ele está sempre procurando por mim, então um dia ele disse: eu gosto do seu cabelo agora, então mantenha seu cabelo assim, isso me ajuda porque eu posso te ver, se você tivesse o cabelo normal como todo mundo, eu ia te perder toda hora”.
Você se perde na multidão. Quando você vier para a arena hoje à noite, sei que agora você já está acostumado com a Noite das Perucas, o Cavs já fez isso antes. Mas ainda é divertido ver tantas pessoas tentando parecer com você?
“Sim, a primeira vez foi estranha para mim, para todo lado que eu olhava sentia como se estivesse me olhando no espelho, então é estranho. Mas agora estou acostumado, é legal, eu espero que todo mundo use a peruca, porque primeiramente é muito bom ver todo mundo colocando as perucas, em segundo todo mundo, bem nem todos, mas muitas pessoas guardam as perucas para dar para alguém. Mas usem as perucas, pessoal!”
Sim, eu também vou estar usando a peruca.
“Isso, os fãs da peruca, por favor, usem”.
Agora mudando de assunto, vamos falar de Z (o pivô Zydrunas Ilgauskas). Seu amigo está para se tornar o maior reboteiro da história da franquia…
“Eu não posso acreditar que Z vai fazer história, oh meu Deus… (risos, balançando a cabeça)”
Você não tinha ouvido falar nisso?
“Não, estou brincando. Ele merece isso, ele trabalha duro, é um grande jogador. Sabe, estou muito feliz por ele”.
Se você tivesse de citar uma coisa que você aprendeu mais com ele, e olhando para trás para o tempo que vocês jogam juntos e são amigos, o que seria?
“Z? Tem muitas coisas boas que se pode aprender com ele, mas uma coisa: ele tem um grande coração, é uma ótima pessoa, eu só tenho boas coisas a dizer sobre Z. E eu aprendo muito com ele e continuo aprendendo. É um grande companheiro de time, grande pessoa, grande companheiro, ele merece isso”. “Ele sempre tenta tirar uma da minha cara, mas eu preguei uma boa peça nele hoje, pode perguntar a ele o quê antes do jogo hoje à noite, o que eu fiz. Ele ia parecer bem em um comercial, ia parecer bem” (risadas).
Confira vídeo com a entrevista de Anderson
Já virou rotina, pelo menos uma vez por temporada a Quicken Loans Arena fica enfeitada com várias perucas. Isso porque o ala-pivô brasileiro Andreson Varejão, um dos queridinhos da torcida do Cleveland Cavaliers, é homenageado com a “Noite da Peruca”. Todos os torcedores presentes recebem perucas em alusão a cabeleira do ala-pivô capixaba do Cavs.
Na noite desta sexta-feira, Varejão será homenageado novamente. O Cleveland Cavaliers receberá a visita do Indiana Pacers e a torcida será presenteada com perucas para usar durante a partida. Além da noite especial, Varejão tentará ajudar sua equipe a manter a boa fase, o Cavaliers vem de dez vitórias consecutivas em sua arena e de seis sucessos consecutivos no geral.
Sobre a homenagem, Varejão declarou que fica emocionado com o carinho da torcida: “É uma sensação diferente, uma homenagem maravilhosa e que me marca muito, mexe muito comigo. Ver o ginásio todo com a peruca é incrível, parece que há espelhos por todos os lados, parece que, para onde eu olho, me vejo. É uma das maiores demonstrações de carinho que já recebi e é por isso que dou sempre o meu máximo em quadra com a camisa do Cleveland”, afirmou o camisa 17.
De acordo com o capixaba, o Cavs tem que tomar cuidado com o Pacers e não deve subestimar o adversário por causa da campanha: “Eles não estão em boa situação na tabela, mas isso não quer dizer que o jogo vai ser fácil. Eles venceram o Celtics e o Lakers, então não são um time bobo Vamos fazer o nosso, entrar em quadra para jogar num ritmo forte, buscando mais essa vitória”, encerrou o ala-pivô.
Esta será a terceira vez que Varejão terá a sua noite. Além de buscar a 11ª vitória consecutiva em casa, o time do técnico Mike Brown quer manter um tabu contra o Pacers. O Cleveland não perde para o Indiana jogando na sua arena há oito partidas, o último triunfo do Pacers foi em 3 de novembro de 2004.
December 1, 2008
Desde que draftou LeBron James, em 2003, o Cleveland Cavaliers evoluiu e se firmou como um dos principais times da Conferência Leste. A equipe de Ohio conseguiu chegar a final em 2007, mas foi varrida pelo San Antonio Spurs. Mesmo com os bons desempenhos e as constantes idas aos playoffs, o Cavs era muito criticado por depender exclusivamente de LeBron James no ataque e jogar “feio”.
Para tentar resolver este problema e “desafogar” um pouco LeBron, o time trouxe para esta temporada o armador Mo Williams, ex-Milwaukee Bucks. No começo, muitos acharam que a troca não daria certo, já que Mo é conhecido por ser “fominha” e por ser apaixonado pelo seu arremesso. Entretanto, a troca vem se mostrando precisa e perfeita. Mo está solidário e ciente de que a bola deve ficar mais nas mãos de James.
Com essa química perfeita, o time de Cleveland ocupa a segunda posição na Conferência Leste, com 14 vitórias em 17 jogos, ficando atrás apenas do atual campeão Boston Celtics. Porém, a evolução da franquia de Ohio não se deve apenas ao reforço do Williams. Os coadjuvantes estão participando mais da rotação e algunas atravessam as melhores fase de suas carreiras.
O melhor exemplo disso é o armador Delonte West. Com a chegada de Mo, West foi deslocado pelo técnico Mike Brown para a posição 2, de ala-armador. Foi uma grande sacada do treinador, já que West tem um chute preciso e confiável, além de poder armar o time em algumas situações. O camisa 13 do Cavs tem médias de 11.4 pontos, 3.6 rebotes e 3.1 assistências, além de acertar 51.4% de seus arremessos, comprovando sua boa pontaria.
O ala-pivô brasileiro Anderson Varejão também está contribuindo mais ofensivamente. Na vitória de sábado, diante do Milwaukee Bucks, o capixaba fez nove pontos e pegou oito rebotes. Assim, “The Wild Thing” (O Coisa Selvagem) acumula sua melhor média ofensiva da carreira, 7.7 pontos por jogo, além de pegar 6.4 rebotes.
Mas não são apenas os dois atletas citados que evoluíram. O Cavs, como um todo, está melhor. A equipe tem o quarto melhor ataque da NBA, com média de 103 pontos por jogo e é o terceiro time com melhor pontaria da liga, com média de 48% de seus arremessos certos.
“Nós não estamos tentando encontrar um ao outro”, declarou Mo Williams. “Nós estamos nos ajudando durante todos os 48 minutos do jogo e isso é a diferença”, concluiu o armador, que conecta 15.7 pontos e dá 4.6 assistências por noite.
“Nós sentimos que temos um time profundo, agora. Temos confiança em todos os jogadores da equipe”, avaliou o técnico do Cavs, Mike Brown. “Como eles confiam uns nos outros, o jogo fluí mais facilmente e eles não perdem o foco na partida. Os reservas estão jogando bem e o time não perde qualidade”, completou.
O próximo desafio do Cleveland Cavaliers, de LeBron James & cia, será na noite desta quarta-feira, quando a equipe de Ohio receberá a visita do New York Knicks na Quicken Loans Arena.
November 24, 2008
Após a vitória do último sábado (22/11) sobre o Atlanta Hawks, o Cleveland Cavaliers, time do ala-pivô brasileiro Anderson Varejão, chegou à marca de sete jogos invicto em seu ginásio, a Quicken Loans Arena. É o terceiro melhor início em casa do time na história (após vencer os nove primeiros jogos em 1991-92 e 1976-77), e o Cavs é apenas um de três times - Utah Jazz e Portland Trail Blazers são os outros - que ainda não perderam em seu ginásio na temporada.
O Cavs vem fazendo isto com eficiência em ambos os lados da quadra. Enquanto produz média de 105,4 pontos no ataque e aproveita 49,7% dos arremessos, cede apenas 94,3 pontos e 42,5% de aproveitamento aos adversários. Varejão vem demonstrando bem essa subida de produção em casa: marca 8,7 pontos por jogo em casa, quase um ponto inteiro acima de sua média de 7,8 pontos na temporada. Como é de se esperar, o capixaba se sente bem mais confortável em seu ginásio, onde acerta 66,7% de seus arremessos e incríveis 94,4% dos lances livres - 17 acertos em 18 tentativas, bem melhor que os 13 acertos em 23 lances livres na estrada. Fora de casa, Anderson tem de se preocupar mais com os aspectos defensivos, e suas médias de rebotes, roubos e tocos são todas superiores às produzidas no Q.
Quer ganhar uma camisa oficial e uma peruca personalizada do Anderson Varejão? Confira nossa promoção!!
“Você sempre quer que os outros times sintam medo quando vêm ao seu ginásio. Nunca é um jogo fácil quando eles vêm ao seu ginásio, e deveria ser assim todas as vezes. Queremos continuar a proteger nossa quadra”, disse o astro do Cavaliers, o ala LeBron James.
O técnico Mike Brown, por sua vez, faz pouco caso da estatística perfeita no Q: “Há algumas pessoas que acreditam que você realmente precisa ter uma grande campanha em casa. Há pessoas que enfatizam isto mais do que a campanha fora de casa. Eu apenas olho para o próximo jogo. Não me importa se estamos em Boston, em L.A. ou em Minnesota. Se você estiver jogando em casa, vamos jogar do jeito certo e conseguir uma vitória”.
Brown prefere creditar o quarteto de jogadores, apelidado por ele de “O Comitê”, que vem trabalhando de perto com o treinador desde a pré-temporada. James e Ben Wallace, capitães oficiais do time, têm a companhia de Zydrunas Ilgauskas e de Mo Williams no grupo que se reúne regularmente com Brown para discutir os rumos do programa. O técnico ainda tem a decisão final em todos os assuntos, mas o grupo de líderes do time presta consultoria em questões disciplinares, planos de viagem, decisões estratégicas, entre outros. “Esta é a receita de um bom time. Jogadores são jogadores e técnicos são técnicos. Durante o curso do ano, as coisas acontecem e você precisa dos jogadores para manter o time unido”, disse Williams, convidado para o grupo apesar de estar apenas em seu primeiro ano no clube.
O Comitê já ajudou Brown a decidir a punição ao calouro JJ Hickson quando perdeu o horário de um ônibus para o treino matinal durante a pré-temporada - ficou determinado que ele pagaria multa e não seria utilizado pela maior parte do último amistoso, em Columbus. Recentemente, o Comitê também convenceu Brown e o clube a mudarem o hotel do time de Nova Jérsei para Nova York na semana passada, quando o time enfrentou o New Jersey Nets, de forma a permitir que o elenco tivesse mais opções de restaurantes para a véspera do jogo. Os jogadores não abusaram do fato de estar na “Grande Maçã” e jogaram bem na noite seguinte, arrasando o Nets.
“Acho que o grupo cobre o time inteiro, desde os jovens aos mais velhos, dos armadores aos pivôs. Se eu ouvir que há uma preocupação ou eu mesmo estiver preocupado, eu convoco uma reunião do Comitê”, contou Brown ao repórter Brian Windhorst, do jornal Cleveland Plain Dealer.
Falando em Nova York, o Cavaliers enfrenta o New York Knicks nesta terça-feira (25/11), no Madison Square Garden de Nova York. Após as duas trocas realizadas pelo Knicks para liberar espaço na folha salarial, visualizando o verão americano de 2010, todas as atenções da imprensa nova-iorquina se voltarão mais uma vez para LeBron, principal alvo do Knicks. “Eles nem se importaram com os caras que chegaram (nas trocas)”, disse James, quase rindo. O ala tem sido perseguido pelos boatos de que trocaria Cleveland por Nova York desde que chegou à NBA. “Isto não me incomoda; é engraçado. Mas ao mesmo tempo, as pessoas precisam de alguma coisa para escrever”, comentou.
November 18, 2008
O Cleveland Cavaliers vem atravessando uma excelente fase. A franquia de Ohio triunfou em seus sete últimos jogos e busca estender a série para nove até a noite de quarta-feira. Para chegar a marca de 10 êxitos em 12 jogos, o Cavs terá uma dura missão pela frente: vencer o New Jersey Nets e o Detroit Pistons. O detalhe é que ambos os jogos serão longe de seus domínios. Até aqui, o Cavaliers tem campanha regular jogando fora de casa. O time do técnico Mike Brown venceu duas (Dallas Mavericks e Chicago Bulls) e perdeu outras duas partidas (Boston Celtics e New Orleans Hornets).
O primeiro desafio, teoricamente, é o mais fácil. O Cavs irá até East Rutherfod para encarar o New Jersey Nets na noite desta terça-feira. Até o momento, o Nets vem fazendo uma campanha fraca, com cinco derrotas em nove duelos. Porém, a jovem equipe nova-iorquina vem embalada, já que triunfou nos seus últimos dois duelos, ambos contra o Atlanta Hawks.
O jogo terá um significado especial para LeBron James. Todos sabem que o astro da camisa 23 é cobiçado pelo Nets, que pretende contratá-lo no verão americano (inverno brasileiro) de 2010, quando LeBron, Dwyane Wade, Chris Bosh e outros astros se tornarão agentes livres. Para conseguir um desses atletas, o time de New Jersey limpou todo o seu elenco, negociando os jogadores com salários altos (Jason Kidd e Richard Jefferson) pegando apenas jovens e atletas com salários que expiram em 2010.
Além disso, um dos proprietários da franquia nova-iorquina, o rapper Jay-Z, é amigo de LeBron. Para reforçar a especulação, James, há alguns meses, declarou que preferiria jogar no Nets ao New York Knicks. Ao ser perguntado sobre o que esse jogo significa para ele, LeBron saiu pela tangente.
“Todo jogo é especial para mim, não importa quem seja o adversário. Quero apenas vencer e estou pensando no Cavaliers, não estou pensando o que pode acontecer no futuro”, afirmou o ala.
O astro de 23 anos, inclusive, vem passando por uma fase maravilhosa, talvez a melhor da carreira. Ele tem altíssimas médias de 29.8 pontos, 8.0 rebotes e 7.3 assistências por jogo nestes dez primeiros jogos da temporada. LeBron foi premiado o jogador da semana na Conferência Leste nas duas vezes que o prêmio foi dado neste campeonato. Nos últimos cinco jogos, o ala ostenta médias de 33.8 tentos, 8.0 rebotes e 7.2 passes por partida, além de estar acertando 60% de seus arremessos.
Para mostrar o quão dominante ele é, James foi o cestinha do Cavs em sete partidas, reboteiro em duas e passador mais eficiente em oito, números assustadores se tratando de um ala. Apesar de sua boa fase e a do time, a estrela prevê dois jogos duros: “Nós estamos jogando bem, fazendo as coisas direitinho, só precisamos repetir isso. A única coisa que muda é que não iremos contar com o apoio da torcida e isso com certeza irá dificultar nosso trabalho. Temos que respeitar Nets e Pistons, mas fazer o nosso jogo e não deixar que eles façam o deles”.
Logicamente, LeBron não faz tudo sozinho. Seus companheiros de time estão colaborando muito nos últimos jogos, dois deles em especial. Tratam-se do armador Mo Williams, reforço do time na última “offseason”, e o brasileiro Anderson Varejão. Mo liderou a equipe contra o Denver Nuggets com seus 24 pontos e concretizou seu crescimento nas últimas partidas. O armador de 26 anos tem médias de 18.4 pontos, 5.2 assistências e 1.4 roubos de bola nas últimas cinco partidas. Parece que o camisa 2 já está perfeitamente adaptado ao jogo do Cleveland e que veio mesmo para ser o principal ajudante ofensivo de James.
Já o capixaba Varejão, que sempre se destacou por fazer muito bem o “trabalho sujo”, vem mostrando neste início de campanha que é útil também para o ataque. Ele já se tornou o sexto homem do Cavaliers e chegou a ter médias de 14.6 pontos, 7.3 rebotes e 1.6 tocos na última semana. Além disso, o ala-pivô de 2,11m de altura continua mostrando sua versatilidade defensiva, levando seus adversários a loucura, como fez com Kenyon Martin, do Denver Nuggets. Varejão pressionou tanto o ala-pivô do Nuggets, que ele perdeu a cabeça e fez uma falta flagrante no brasileiro, sendo excluído da partida.
O Cavs (8v-2d) entrará em quadra no Izod Center a partir das 22h30min da noite desta terça-feira. Na quarta, LeBron James & cia vai até o Pallace Of Auburn Hills para duelar contra o Detroit Pistons (7v-3d), de Allen Iverson.
November 5, 2008
A vitória desta segunda-feira diante do forte Dallas Mavericks, mesmo jogando no Texas, fez bem para todo o elenco do Cleveland Cavaliers, principalmente para o armador Mo Williams. O atleta de 26 anos chegou ao Cavs em agosto, quando foi trocado pelo Milwaukee Bucks para a franquia de Ohio. Após três partidas discretas, Mo finalmente deu o ar da graça com a camisa 2 do Cleveland.
Contra o azulão texano, Williams assinalou 14 pontos, acertando 50% de seus arremessos de quadra, e ainda deu seis assistências, liderando o time neste quesito. Foi uma espécie de redenção para Mo, após ter feito uma péssima partida no último sábado contra o New Orleans Hornets, quando errou a maioria de seus arremessos e viu seu Cavs perder para Chris Paul & cia.
Além de ter mostrado que está cada vez mais entrosado no time do técnico Mike Brown, Mo também revelou para os fãs da NBA que pode ser muito importante quando o astro do time, LeBron James, vai para o banco de reservas descansar. Na partida contra o Mavericks, o “Rei” de Cleveland foi para o banco e assistiu a uma série de chutes certeiros do armador, que ajudou a manter a boa margem de pontos em relação ao Mavs mesmo sem ter sua principal estrela em quadra.
“Quando você chega em uma equipe tem que começar tudo do zero. É preciso aprender a filosofia do técnico, o estilo de cada jogador, além de conhecer os companheiros. Mas eu estou feliz desde o primeiro dia aqui no Cavs, todos têm sido ótimos comigo e eu me senti em casa, creio que foi ótimo assinar com essa equipe”, revelou Mo Williams, após a partida contra o Mavericks. “Foi um verão difícil para mim, pois passei por duas cirurgias, mas agora vejo que tudo está velando a pena”, finalizou.
Mo se referiu as cirurgias que teve que fazer para retirar uma hérnia durante o período de férias da Liga. Ele ficou cerca de dois meses sem qualquer contato com bola e quando voltou já havia sido trocado para o Cleveland Cavaliers. A evolução de Mo rendeu elogios do técnico Mike Brown.
“Mo é um sujeito muito criativo. Ele pode criar arremessos para ele e para os seus companheiros. É esse ponto forte dele que nós estamos tentando aproveitar o máximo possível”, declarou o treinador do Cleveland Cavaliers.
Contra o Mavericks, o técnico Mike Brown decidiu começar o último quarto com a seguinte escalação: Mo Williams, Daniel Gibson, Wally Szczerbiak, o brasileiro Anderson Varejão e Zydrunas Ilgauskas. Até ali, o time de Ohio mantinha uma vantagem de seis pontos, 72 a 66. Quando LeBron James retornou à quadra, quatro minutos depois, o Cleveland já vencia por 16 tentos, graças aos arremessos precisos de Mo e a boa defesa desempenhada pelo time, cujo um dos líderes foi o capixaba Anderson Varejão.
Mo Williams terá a chance de reencontrar seus antigos companheiros do Bucks na próxima terça-feira, 11, quando o Cavaliers receberá a visita da franquia de Milwaukee.
November 3, 2008
Com uma vitória em três jogos, o Cleveland Cavaliers faz nesta segunda-feira (3/11) seu terceiro jogo fora de casa na temporada, contra o Dallas Mavericks no American Airlines Center (23h30min, horário de verão de Brasília), procurando por respostas. Se o otimista vê um ataque com mais opções ofensivas e quatro jogadores com médias de pontos em dígitos duplos, o pessimista vê o alto número de turnovers da equipe do brasileiro Anderson Varejão como sinal de alerta. (more…)
October 14, 2008
A torcida e a imprensa de Ohio está preocupada com a linha de frente do Cleveland Cavaliers após a saída do veterano Joe Smith, enviado ao Oklahoma City Thunder na troca que levou o armador Maurice Williams ao Cavs. O técnico Mike Brown, no entanto, garantiu que está contente com a rotação envolvendo os titulares Ben Wallace e Zydrunas Ilgauskas, com o ala-pivô brasileiro Anderson Varejão saindo do banco, se derreteu em elogios ao calouro Darnell Jackson após o treino de segunda-feira e planeja até usar o astro LeBron James como 4 em algumas situações. Para o amistoso desta terça (14/10) à noite, contra o Boston Celtics, Varejão pode até ser titular, já que Wallace está sendo poupado por causa de dores nas costas.
Joe Smith foi parte da troca de meio de temporada que levou Ben Wallace, Delonte West e Wally Szczerbiak ao Cleveland no começo do ano e virou uma peça importante como reserva durante os playoffs, em que o Cavs levou o eventual campeão Boston Celtics a sete jogos. Entretanto, a necessidade por um armador de ponta que pudesse livrar espaço para LeBron James falou mais alto durante a offseason e o ala-pivô teve de ser incluído na troca para tirar Mo Williams do Milwaukee Bucks. “Joe Smith é um jogador de basquete muito, muito bom. Nós adquirimos um jogador e pessoa excelente em Mo Williams. Você precisa dar alguma coisa para receber alguma coisa. É uma infelicidade que Joe tivesse que ser parte deste acordo, mas estou animado com o grupo de caras que temos”, disse Brown.
O treinador lembra que as rotações de garrafão na NBA são normalmente restritas a três jogadores com muitos minutos e não parece tão preocupado com quem será a quarta opção. “Os caras não conseguem entrar em ritmo se só jogarem 15 minutos por jogo. Você provavelmente só tem minutos para três caras e aí um quarto jogador pode conseguir alguns minutos”, explicou Brown.
Esta quarta vaga na rotação vem sendo disputada a tapa entre dois calouros - JJ Hickson, escolha do time no draft, e Darnell Jackson, campeão universitário com Kansas - e um veterano, Lorenzen Wright, que segundo Brown vem sendo “uma surpresa agradável”. Jackson, porém, parece ter tomado a dianteira na corrida após um treino excelente na segunda-feira, que Brown fez questão de elogiar em frente a todos os jogadores do time após o coletivo.
“O treino que ele teve hoje foi fenomenal. tenho de voltar e assistir à fita para ter certeza que meus óculos não me enganaram. Parecia que ele estava em todos os lugares. Eu até lhe disse isso em frente ao time, que ele talvez não saiba que diabos está fazendo muitas vezes, mas está voando por todos os lados e os corpos - caras do time dele e dos adversários - caem pros lados. Ele está sempere no meio. Ele é um dos melhores bloqueadores (em movimentos, não em tocos) que eu já tive. Sua atividade na tabela em ambos os lados é insuperável, especialmente para um cara da idade dele. Ele está abrindo meus olhos”, disse Brown ao jornal Cleveland Plain Dealer.
O jovem Hickson, de apenas 20 anos, está ficando um pouco para trás, sentidno dificuldades na defesa. LeBron, no entanto, resolveu ajudá-lo e tornou-se seu “mentor”. “Eu vejo o potencial dele. Vejo o tipo de jogador que ele pode se tornar. Ele é um calouro. Eu disse a ele para tentar aprender com seus erros e melhorar. Ele é muito novo. Dá para notar que ele bão vinha jogando o tipo certo de basquete por toda sua vida. Mas estar aqui vai ajudar. Eu posso ajudá-lo com todos os intangíveis do jogo”, disse James.
Se isso não funcionar e Brown continuar com uma deficiência no garrafão, o próprio James pode ser sua opção. “Nós temos 96 minutos para aquelas duas posições (4 e 5). LeBron poderia ocupar a 4. Se os minutos do LeBron forem mais limitados, talvez possamos usar mais alguém por alguns minutos. É uma linha tênue que vamos caminhar. Lidamos bastante com isso no ano passado, tentando usar quatro grandes”, contou o técnico.
James desempenhou função parecida com a seleção americana nos Jogos Olímpicos de Pequim, alternando com Carmelo Anthony nas posições de ala-pivô e ala. Na NBA, o Cavs às vezes utiliza-o nos postes baixos, como pivô, para que ele receba a bola mais próximo da cesta, quando enfrenta equipes com defesas mais fortes e coberturas mais numerosas. Nas semifinais do Leste contra Boston, a tática foi empregada algumas vezes, já que toda vez que James subia com a bola, vários Celtics fechavam o garrafão para impedir suas infiltrações.
October 7, 2008
O ala-pivô brasileiro Anderson Varejão ficou fora do treino de ontem do Cleveland Cavaliers sentindo uma lesão no quadríceps da coxa esquerda e virou dúvida para o jogo de estréia da equipe na pré-temporada da NBA, nesta terça-feira às 20h (de Brasília) contra o Toronto Raptors na Quicken Loans Arena em Cleveland, abrindo uma rodada que tem outras quatro partidas hoje: Dallas Mavericks x Washington Wizards, Houston Rockets x Memphis Grizzlies, Portland Trail Blazers x Sacramento Kings e Los Angeles Lakers x Utah Jazz. Mas numa coisa Varejão é certeza, ele faz parte dos planos do Cavs para o futuro. O gerente geral Danny Ferry disse ao jornal News-Herald que a discórdia nas negociações para a renovação do contrato do brazuca no ano passada é um episódio superado e acredita que o jogador capixaba não sairá do time em julho de 2009, quando poderá optar por se tornar agente livre irrestrito, ou seja, assinar com qualquer franquia sem dar satisfações ao Cavs.
“Eu não acho que isso vai acontecer. Ainda temos 10 meses, é um longo tempo. Ele é um cara que nós gostaríamos de ter na nossa organização indo para frente, eu gosto de Andy”, disse Ferry.
Se Dan Fegan, o empresário de Varejão, tivesse uma chance de voltar no tempo, ele diz que teria conduzido a negociação um pouco diferente. A queda de braço entre ele, Ferry e Anderson no verão de 2007 vazou para imprensa com declarações magoadas de todos os envolvidos e a disputa ganhou as manchetes em vários jornais ao redor dos EUA. Representando os interesses de Varejão, que era agente livre restrito (podia negociar com qualquer time, mas se assinasse o Cavs teria prioridade de cobrir a oferta e ficar com ele), Fegan pediu um contrato caríssimo e acusou Ferry de fazer jogo duro, afinal o brasileiro tinha um dos salários mais baixos do elenco e não se sentia reconhecido por sua produção em quadra, por outro lado o valor pretendido por eles era muito alto e vários comentaristas e torcedores defenderam a posição de Ferry alegando que o “Coisa Selvagem” não valia tantos milhões assim. As negociações acabaram ficando tensas.
“Tensas, é uma maneira positiva de colocar a questão”, disse Fegan com uma risada.
No final da pendenga, com mais de um mês transcorrido na temporada regular com Varejão longe do Cavs, o “Coisa Selvagem” acabou assinando uma oferta de um contrato de US$ 17,3 milhões por três anos com o Charlotte Bobcats, com uma opção do jogador de abrir mão do último ano, o Cleveland hesitou um pouco, mas acabou cobrindo a proposta e renovando com o ala-pivô no dia 5 de dezembro passado. Aos 26 anos de idade, Anderson pode testar o mercado novamente em 2009, muitos observadores ao redor da liga pensam ser quase certo que ele vai optar pelo passe livre no próximo ano. Varejão está buscando um contrato de longo prazo, mas a princípio gostaria de ficar em Cleveland.
Quando o Cavs igualou a oferta do Bobcats em dezembro passado, correu o boato que o brasileiro gostaria de sair de Cleveland assim que fosse possível, por causa dos ressentimentos que ficaram entre os dois lados da negociação. Mas parece que este não é mais o caso, Fegan e Ferry selaram uma trégua.
“Fazendo um retrospecto da situação, as duas partes tomaram a decisão correta nos negócios. A oferta qualificatória dele era de US$ 1,2 milhão (salário anual inicialmente proposta pelo Cavs). Baseado nisso, eles fizeram uma jogada para assinar com ele um contrato mais longo por um número menor (de salário). Se eu tivesse de fazer tudo de novo, teria tirado a emoção fora desse processo e tentaria concluir o assunto muito mais rápido”, comentou Fegan, lamentando que Varejão tenha perdido toda a fase de preparação do time e vários jogos por causa do impasse.
O Cavs diz agora que está aberto à possibilidade de dar um novo contrato a Varejão assumindo que ele opte por ficar livre no mercado em 2009. No ano passado o clube tinha a vantagem na negociação, no próximo o fiel da balança está do lado do jogador e seu empresário. O Cleveland não é capaz de estender o contrato de Anderson agora porque ele não assinou um acordo de pelo menos quatro anos, ele foi registrado como um vínculo de dois anos, já que o terceiro não é garantido, a opção é do atleta.
Danny Ferry é muito receptivo à idéia de gastar mais para manter Varejão no elenco porque o brasileiro representa uma energia ainda jovem em um garrafão envelhecido e muito suscetível a lesões. O pivô lituano Zydrunas Ilgauskas tem 33 anos, o ala-pivô Ben Wallace 34 e o pivô reserva Lorenzen Wright vai completar 33 em menos de um mês, todos já tiveram épocas melhores em termos de resistência física. Para garantir uma opção de renovação debaixo da cesta, o Cavaliers escolhe na primeira rodada do draft o ala-pivô de 20 anos J.J. Hickson, que ainda tem de provar sua capacidade de jogar um número razoável de minutos na rotação do técnico Mike Brown.
Dan Fegan diz que suas linhas de comunicação estão abertas com o escritório central da franquia, e isso é um bom sinal das chances de Varejão continuar em Cleveland.
“Eu me encontrei com Danny neste verão (de 2008). Esta foi uma decisão de negócios para mim desde o início, mas acabou elevada em uma questão emocional. Isso irá caminhar para um contrato. Eu disse a ele (Ferry): Quero que você e a organização toda saibam que Andy está feliz aqui. Se pudermos nos acertar, ele ficaria feliz de voltar ao time. Se não, troquem ele”, explicou o agente.
O problema foi que as negociações no ano passado se tornaram públicas e desgastadas. “Se puder ser acertado, todos nós ficaremos felizez. O passado está atrás de nós. Eu não gostei de como as coisas desandaram, eu tenho trabalhado nesta liga por um longo tempo, não gostei de como se tornou uma questão pessoal”, disse Fegan.
No final da próxima temporada, Varejão estará competindo no mercado com vários grandalhões de renome que estão em último ano de contrato, incluindo outros clientes de Fegan como o ala-pivô Shawn Marion, do Miami Heat. A lista de jogadores de garrafão com passe livre em 2009 inclui jogadores de prestígio como Lamar Odom (Los Angeles Lakers), Rasheed Wallace (Detroit Pistons), Drew Gooden (Chicago Bulls, ex-Cleveland), Chris Wilcox e Joe Smith (Oklahoma City). Para todos eles é fundamental fazer uma boa temporada para valorizar a cotação de olho nas propostas milionárias.
Para a estréia de hoje contra o Toronto, o técnico Mike Brown deve começar jogando com Mo Williams na armação, LeBron James na ala, Wallace e Ilgauskas formando a dupla de garrafão, mas não definiu quem será o titular da posição de ala-armador.
“Se eu começar com Wally (Szczerbiak), não significa que ele já mereceu a vaga. Se eu começar com Sasha (o sérvio Pavlovic), não significar que ele vai ser o titular na temporada, essa posição 2 ainda está bastante aberta”, disse o treinador, lembrando que o armador Delonte West foi liberado para resolver problemas particulares, mas é outro candidato à vaga.
O técnico do Cavs vai limitar o número de minutos de suas principais estrelas, o objetivo dele é colocar todo mundo para jogar nos amistosos, até para a equipe ganhar ritmo e entrosamento, foram muitas caras novas que acabam de fazer seu primeiro acampamento de pré-temporada no Cleveland.
“Temos 18 jogadores aqui, mas só três caras estavam conosco nesta mesma época do ano passado (James, Ilgauskas e Daniel Gibson). O time passou por muitas mudanças, mas foram para melhor”, recorda Brown, confirmando que vai dar um descanso ao cestinha da liga nos jogos de preparação, afinal ele já vem de um verão forte defendendo a seleção americana campeã olímpica em Pequim. “LeBron não vai jogar muito. Daremos uma olhada nele no primeiro quarto e será provavelmente só isso. Vamos tentar colocar todos os jogadores em quadra”, antecipou o treinador, ressaltando porém que vai exigir jogo sério.
“Não quero que o jogo seja displicente, não quero que seja um festival de enterradas, quero tirar algo proveitoso dele. Podemos não fazer tudo corretamente o tempo inteiro, mas se nossos caras confiarem uns nos outros, confiarem no sistema e se comunicarem entre si, teremos uma chance de jogar muito bem”, concluiu Brown.
“Não estamos tão ansiosos ainda, mas será bom entrar em quadra e enfrentar um outro time. Na pré-temporada o mais importante não é vencer, é continuar melhorando”, emendou LeBron James.
October 6, 2008
O estilo de ataque rápido implantado por Mike D´Antoni no Phoenix Suns, o famoso “run-and-gun” (muita correria e arremesso gastando poucos segundos de posse de bola), nunca fez a cabeça do técnico Mike Brown no Cleveland Cavaliers, mas com o reforço do veloz armador Mo Williams, o Cavs pretende acelerar seu ritmo de jogo na próxima temporada e isso foi bem perceptível no jogo-treino de sábado na Rhodes Arena de Akron. Williams foi logo dando seu cartão de visitas com um passe do meio da quadra para a ponte aérea do ala-pivô brasileiro Anderson Varejão, autor de sete pontos e quatro rebotes na apresentação do time à torcida. O “Coisa Selvagem” capixaba acertou todos os seus três arremessos de quadra, incluindo um belo gancho da lateral próximo à linha de fundo, um novo arremesso que aparentemente ele adicionou a seu repertório ofensivo. O armador ex-Milwaukee Bucks foi um dos grandes destaques dos treinos do time de Ohio e muito se espera da parceria dele com o astro LeBron James no primeiro teste numa situação real de jogo, nesta terça-feira às 20h (de Brasília) o Cleveland recebe o Toronto Raptors na estréia das duas equipes na pré-temporada da NBA.
“Com a velocidade de Mo e o restante de nossos armadores que também são rápidos, nós queremos levar a bola para o ataque um pouco mais rápido. Não queremos ser o Phoenix, não queremos ser o velho Sacramento Kings ou nada assim. Mas temos caras que são armadores velozes e aceleram o jogo, então queremos tirar vantagem disso. Acho que Mo foi bom em fazer isso”, disse o técnico Brown.
Williams e Daniel Gibson foram os destaques principais do jogo-treino. O primeiro marcou 13 pontos, duas assistências e uma bola perdida, acertando quatro em oito arremessos de quadra, incluindo dois em quatro chutes de três pontos. “Boobie” Gibson fez 16 pontos convertendo seis em 13 arremessos de quadra, incluindo um aproveitamento de três em cinco nas bolas de três que são sua especialidade. Mo sabe que o Cavs espera dele uma boa correria para criar jogadas.
“Então eu tenho de estar disposto e ser capaz de fazer isso, correndo para cima e para baixo na quadra. Tenho de me manter saudável e estar em grande forma física”, afirmou Williams.
Um ritmo de ataque mais veloz deve beneficiar o astro LeBron James, que espera ter mais oportunidade de finalizar jogadas, algo que ele faz melhor do que qualquer um na liga, afinal foi o cestinha da temporada passada com 30 pontos por jogo.
“Com os armadores rápidos que nós temos em Mo, Delonte West e Boobie, temos caras que podem ir lá e acelerar a bola de uma maneira em que será difícil de o adversário se defender”, destacou LeBron.
Depois de uma pesada carga de trabalho ao longo do verão defendendo a seleção americana campeã olímpica em Pequim, o Cavs se certificou de pegar leve com James no acampamento de pré-temporada, no sábado o ala jogou apenas quatro minutos, tentando só dois arremessos, seus únicos dois pontos vieram de uma enterrada a partir de um passe de Gibson rebatendo a bola na tabela em um belo contra-ataque. LeBron não chegou a jogar junto com Mo no sábado, a dupla que deu muitos frutos foi Gibson/Williams, que chegaram a combinar 10 pontos em um intervalo de pouco mais de um minuto no qual ambos acertaram bolas de três longas. O Toronto vai ter as mãos cheias para marcá-los amanhã. Mike Brown gostou das qualidades de liderança que viu em seu novo armador de 25 anos.
“Eu o vi (Mo) conversando com os caras em diferentes momentos, encorajando seus companheiros quando estavam meio pra baixo. Ele lutou até o soar da campainha final. Essas são coisas que você aprecia em um jogador, especialmente um cara que é tão jovem como ele é, mas também já está na melhor de sua forma”, elogiou o treinador.
A chegada de Williams permite ao Cavaliers antecipar sua defesa também, todos os armadores do time e até alguns dos jogadores de garrafão estavam dando combate no meio da quadra, Brown quer usar um pouco mais a marcação-pressão na saída de bola do adversário.
“Nós não estaríamos fazendo isso em um treino coletivo se não estivéssemos dispostos a fazer também nos jogos. Isso é algo que simplesmente temos de incorporar em nós, meio que fazer isso por instinto em vez de ser planejado. Dessa forma os líquidos defensivos estão fluindo e isso simplesmente aumenta a intensidade. Começa comigo, se os caras me virem fazendo isso, é algo que vai incentivar todo mundo a marcar mais forte, do primeiro ao quinto jogador em quadra”, comentou Williams. “Esse é um dos meus dons, eu posso fazer jogadas na quadra aberta. Essa área do contra-ataque é uma em que estamos tentando melhorar. Colocamos uma ênfase nisso este ano. Temos caras que podem correr, então vamos entrar lá e fazer isso para conseguir mais cestas fáceis”, completou.
Para Brown, a rapidez do trio de armação formado por Williams, West e Gibson junto com outro recém-contratado do banco, o ala-armador Tarence Kinsey, vai permitir isso. “Esses caras são atléticos e podem defender bem, queremos esses caras marcando quadra inteira na maior parte das posses de bola dos adversários. Não os queremos para roubos de bola, não somos um time que faz apostas arriscadas, mas veremos se podemos fazer nossos oponentes trabalharem contra o relógio e colocar alguma pressão neles desta maneira”, analisou o técnico, alertando seus armadores para tentação do bote errado na tentativa de roubar bolas, o que pode acabar gerando faltas desnecessárias ou que sejam batidos no drible, a velocidade na defesa tem que ser mais controlada.
Quando precisar adotar uma formação mais veloz que a normal, o Cleveland pode até abrir mão de seus dois pivôs de força titulares, Zydrunas Ilgauskas e Ben Wallace, mais velhos e pesados, e colocar em quadra um quinteto mais baixo e ágil com dois armadores (Williams e West), LeBron James jogando de ala-pivô e Anderson Varejão de pivô 5, essa foi uma das possibilidades comentadas na pré-temporada pela comissão técnica do Cavs.
“Os técnicos têm conversado seriamente sobre LeBron James jogar algum tempo como ala-pivô, como ele fez na seleção olímpica. Com 2,04m, 114,3kg e cerca de apenas 6% de gordura corporal, James quase pode jogar em todas as posições na quadra. Eu notei que ele teve a melhor temporada em rebotes de sua carreira (7,9 por jogo) e tem alguns movimentos no poste baixo se ele quiser usá-los no garrafão. Estamos falando de 10 a 15 minutos por jogo na posição, mas é algo que o Cavs vai trabalhar em cima. A idéia seria tentar aumentar o ritmo de jogo em algum ponto, talvez com Delonte West e Mo Williams na dupla de armação, Wally Szczerbiak e James nas alas, e talvez Anderson Varejão no meio. Szczerbiak também jogou um pouco como ala-pivô no acampamento. Este é o tempo para experimentos, então não escrevam nada disso com tinta”, comentou o colunista do Cleveland Plain Dealer, Terry Pluto.
Por enquanto a corrida que LeBron fez foi para sair rápido do jogo-treino de sábado para uma campanha nas ruas de Cleveland encorajando os eleitores a se registrarem para votar na eleição presidencial dos Estados Unidos em novembro. James não esconde de ninguém seu apoio ao candidato democrata negro Barack Obama, tendo doado US$ 20 mil para o comitê de campanha e jantado com ele em pessoa nas férias da liga este ano, mas neste fim de semana o ala preferiu se concentrar em encorajar os jovens americanos a votar, sem especificamente pedir que escolhessem Obama. O prazo final para registro de eleitores lá termina nesta segunda-feira.
“Estou apenas tentando fazer os jovens tentarem entender o quanto é importante votar. Esta é uma época em que o voto pode ser uma mudança de vida para muitas pessoas, então é muito importante participar. Essa oportunidade (de votar para presidente) só aparece uma vez a cada quatro anos, e se você quer uma mudança, você tem que se fazer ouvido. Você não pode ficar sentado, dizer que quer uma mudança e não fazer nada sobre isso. Não acho que nenhuma outra pessoa tenha me motivado ou me dado a inspiração de que quero me levantar e ir votar”, discursou James, que falou no palanque por cerca de 90 segundos e não mencionou que ele mesmo é um eleitor recém-registrado, aos 23 anos vai votar pela primeira vez, nos EUA o voto não é obrigatório e com isso os índices de abstenção entre os atletas costumam ser grandes.
Antes LeBron dizia que política e esportes não deviam se misturar, mas mudou de idéia ao anunciar seu apoio e fazer campanha aberta para Obama, assim como vários jogadores da NBA. Mas no sábado ele quis mais ressaltar o caráter cívico do voto, não citou o nome do candidato democrata no palanque, também todo mundo já sabe.
October 3, 2008
No mês de outubro do ano passado, Anderson Varejão estava bem longe do acampamento de pré-temporada do Cleveland Cavaliers. Enquanto não se resolvia a acirrada negociação de sua renovação de contrato, o ala-pivô capixaba ficou treinando no Brasil junto com o irmão mais velho Sandro Varejão, correndo, levantando pesos, fazendo o trabalho físico para manter a forma enquanto não assinava. O resto do time do Cavs trabalhou dois meses e meio e jogou várias partidas sem ele até o impasse ser solucionado em dezembro. Nesta semana o “Coisa Selvagem” vem sentindo a diferença de estar treinando junto com a equipe desde o primeiro dia, sem negociações complicadas entre ele e o time, e com isso o jogador de 2,08m está ansioso para fazer uma temporada melhor, aproveitando a vantagem de entrosamento e ritmo que a pré-temporada oferece.
“Todo mundo sabe que eu cheguei tarde aqui no ano passado. Agora eu vou começar a temporada desde o início. A pré-temporada é uma coisa muito importante para mim, para os jogadores. É muito melhor começar a temporada com todo mundo junto. A pré-temporada é boa, é quando você treina mais, é quando você tem os jogos de exibição e tudo para tentar evoluir. É importante para mim, e estou animado”, disse Varejão ao site do Canton Repository.
A temporada 2007-08 foi quase um ano perdido para Anderson, começou com sua complicada disputa contratual e terminou com uma lesão no tornozelo esquerdo de lenta recuperação, que ainda não está 100%. No verão de 2007 o brazuca era um agente livre restrito, ou seja, podia negociar com qualquer time no mercado, mas o Cleveland tinha a prioridade para cobrir qualquer oferta assinada e renovar com ele. O agente do atleta Dan Fegan pediu um preço alto demais, e não apareceram muitos clubes dispostos a investir tantos milhões assim, o Memphis Grizzlies demonstrou um certo interesse nele, mas acabou decidindo contratar por um valor mais em conta o pivô sérvio Darko Milicic, o fiasco segundo escolhido no draft de 2003.
Depois de muitas idas e vindas, Varejão aceitou uma oferta de US$ 17 milhões por três anos assinando com o Charlotte Bobcats em dezembro, mas o Cavs no final exerceu seu direito de cobrir a proposta e segurar o xodó da torcida local, que só foi jogar pela primeira vez no dia 11 de dezembro contra o Indiana Pacers, a 22ª partida da equipe na temporada regular. Agora no dia 5 de dezembro ele já estará sendo homenageado com a segunda edição do “Varejão Day” contra o mesmo Pacers, com a distribuição de perucas imitando a cabeleira dele para todos os torcedores que estiverem com ingresso na mão na Quicken Loans Arena. No término de sua “greve”, entrar no ritmo dos demais jogadores não foi a maior dificuldade para o brasileiro, já que ele se manteve em forma treinando com o irmão ex-jogador em Vitória (ES). Varejão jogou com confiança pouco tempo depois de voltar ao time, em uma seqüência de três partidas já obteve médias promissoras de 13 pontos e 13 rebotes saindo do banco, números dignos do primeiro atleta nacional a jogar uma final de NBA (na varrida de 4 a 0 do San Antonio Spurs sobre o Cleveland em junho de 2007).
“Eu estava me sentindo realmente confortável, meu jogo estava aparecendo mais”, lembra Varejão sobre o bom momento vivido de dezembro para janeiro.
Mas no final de janeiro o capixaba sofreu uma lesão séria no tornozelo numa partida contra o Los Angeles Lakers, ficou fora de combate por um mês, e no retorno às quadras não esteve perto de seu pleno potencial, perdendo espaço na rotação depois da chegada de Ben Wallace. A lesão agravada nos playoffs levou-o também a pedir dispensa da Seleção Brasileira antes do Torneio Pré-Olímpico Mundial de Atenas, e ele ficou chateado ao receber críticas no Brasil pela decisão de completar o tratamento do tornozelo.
“O que foi mais difícil para mim é a mídia no Brasil que não sabia o que estava acontecendo. Eu não sei por que todo mundo começou a falar como se eu não quisesse jogar pela Seleção. Isso foi duro. O Brasil é o país do futebol. O basquete não é tão grande, então eles não sabiam realmente o que estava acontecendo. O Oscar fala uma coisa e todos acham que é verdade. A coisa boa nisso é que cuidei do meu tornozelo com muito exercício e reabilitação, e hoje me sinto muito bem”, conta Anderson.
Varejão explica que o tornozelo ainda está um pouco inchado, mas não está tão ruim quanto antes. Durante o recesso da liga ele trabalhou em seu arremesso de média distância e espera trazer um impacto significativo ao Cavs da maneira como fez na temporada 2006-07 na campanha rumo ao vice-campeonato da liga.
“Em todos os lugares que eu joguei, simplesmente tentei encontrar uma forma de ser importante para o time. Aqui não é diferente. O que tenho de fazer para ser importante é jogar com energia, pegar rebotes e estar preparado no ataque toda vez que eu tiver uma chance de fazer alguma coisa. Acho que vai ser uma temporada diferente para mim. Não sei porque, mas vai ser diferente”, disse Anderson.
Durante o Dia da Mídia na segunda-feira, Varejão deu um toque de alegria ao treino ao aparecer com uma camisa com os dizeres “estou com um estúpido” e uma seta, posando para muitos fotos para tirar um sarro dos colegas, uma brincadeira que causou muitas risadas entre os jogadores, técnicos e repórteres de Cleveland. Era um clima bem mais descontraído que no ano passado, quando as ausências de Anderson e do ala sérvio Sasha Pavlovic em meio a complicadas discussões contratuais geravam um estado geral de preocupação, os dois acabaram ficando fora do início do campeonato e sofreram lesões que os impediram de contribuir com o sucesso do time.
Confira vídeo com a camisa-piada de Varejão e entrevista com LeBron James
 LeBron ri ao notar a camisa que Varejão está usando
O gerente geral Danny Ferry não quis que um problema semelhante acontecesse de novo este ano, e conseguiu fechar os acordos de renovação dos armadores Daniel Gibson e Delonte West bem antes dos treinos de pré-temporada, com isso o time pôde começar a preparação para a temporada 2008-09 todo completo, não é à toa que o clima em Cleveland está bem mais tranqüilo, com discursos confiantes.
“A atmosfera tem sido ótimo, muito melhor do que no começo da temporada passada. Todo mundo está aqui. É uma grande sensação. Acho que todo mundo está focado e sabe o que está em jogo aqui”, comemorou o astro campeão olímpico e cestinha da NBA LeBron James.
Pavlovic assinou contrato na véspera da estréia na temporada, mas espasmos nas costas, uma lesão no pé esquerdo e um tornozelo esquerdo torcido o deixaram fora de 25 jogos, a média de pontos dele caiu de 9,0 na temporada 2006-07 para 7,4 e seu percentual de acerto de arremessos de quadra despencou de 45,3% para 36,2%.
“Agora eu sei o que acontece quando você falta à pré-temporada. No ano passado, eu estava só esperando ser chamado para vir aqui e assinar um contrato. Eu estava treinando, mas não podia estar 100% focado em meus treinos. Acho que é um grande extra estar aqui na pré-temporada agora. Acho que foi um ano ruim para mim, cheguei tarde ao time, depois tentei acompanhar o ritmo dos demais e me machuquei, voltei a jogar, tentei recuperar o ritmo de novo e aí me machuquei novamente. Foi uma temporada difícil para mim. Foi dura mentalmente porque eu estava machucado, tentei jogar demais porque queria muito, e tentei voltar. Acho que não mostrei o que eu poderia fazer. É por isso que estou animado agora. Já esqueci a temporada passada e estou pronto para jogar agora”, afirmou Pavlovic ao jornal Cleveland Plain Dealer.
Varejão ficou ainda mais tempo fora, disputou 48 partidas, mas ficou fora de 12 com um tornozelo machucado que ainda o incomoda quando corre. É verdade que o brasileiro terminou a temporada com médias recordes da carreira em rebotes (8,3), minutos (27,5) e assistência (1,1), mas não deu ao time o mesmo tipo de energia que se tornou sua marca registrada.
“Foi meio difícil para mim. Fiquei feliz quando eu voltei a jogar. Os números que eu estava conseguindo eram os melhores de minha carreira, eu me sentia confortável, estava jogando com confiança. Mas depois que eu me machuquei tudo foi abaixo. Agora estou feliz em estar aqui, é muito melhor começar a temporada com o time todo reunido”, enfatizou Andy.
O técnico Mike Brown concorda. “Ter o time inteiro no acampamento é uma coisa positiva não apenas para a equipe, mas para esses caras individualmente. Quando você é jovem e no estágio da carreira que eles estão (Sasha e Varejão), qualquer vez que você perde treinos ou fica fora de alguns jogos, isso vai ser prejudicial para você primeiro e para seu time em segundo lugar. Ter esses caras aqui é bom para todo mundo envolvido, traz uma pequena injeção de energia, realmente adiciona uma pimenta nos passos de todos. Nós sabemos de tudo que atravessamos… todo mundo está experimentando o gosto de uma pré-temporada juntos. Confio que temos nosso melhor grupo dos últimos anos”, finalizou o treinador.
A temporada 2008/2009 da NBA começa no final de outubro. O Cleveland tem oito jogos pela pré-temporada, o primeiro deles na próxima terça-feira, contra o Toronto Raptors.
October 2, 2008
Um ano após perder mais de um mês de campeonato da NBA por causa de sua longa renovação de contrato, o ala-pivô brasileiro Anderson Varejão vive situação completamente diferente neste ano: desta vez, começa a pré-temporada junto ao Cleveland Cavaliers e disputa uma vaga como titular em 2008-09. O capixaba trabalhou bastante nas férias para melhorar sua capacidade ofensiva e se encaixar melhor no plano ambicioso do astro LeBron James e seus demais companheiros: ganhar o título da NBA.
Em 2007, Varejão passou outubro, mês dos campos de treinamento e amistosos nos EUA, correndo nas praias do Espírito Santo, tentando manter a forma enquanto seu agente, Dan Fegan, travava uma guerra com o gerente geral Danny Ferry. Somente após assinar com o Charlotte Bobcats um pré-contrato e vê-lo igualado pelo Cavs - que tinha esse direito já que o brasileiro era free agent restrito - Anderson retornou a Cleveland e entrou em quadra nas primeiras semanas de dezembro, com um mês de temporada já no passado.
“É muito melhor começar a temporada aqui. É onde você treina e tem todo mundo para tentar te fazer melhorar. É importante para mim”, disse o capixaba de 26 anos, completados no domingo. No dia seguinte, ele já estava reunido com o elenco do Cavs, respondendo às perguntas dos jornalistas no Dia da Mídia da NBA e treinando com os companheiros.
Apesar de reconhecer o valor dos campos de treinamento de pré-temporada, Varejão diz que a razão para sua produção de altos e baixos ao final da temporada passada foi mais devido à lesão no tornozelo sofrida ao final de janeiro do que à sua ausência nos primeiros meses de preparação. A torção lhe deixou no departamento médico entre 30 de janeiro e 24 de fevereiro, quase um mês. “Conseguir ritmo (após as negociações) foi um pouco difícil, mas na verdade eu superei isso com facilidade. A coisa mais difícil foi quando eu me machuquei, eu não estava 100% quando eu voltei. Meu jogo estava começando a aparecer (antes da lesão), mas depois de me machucar, tudo começou a cair”, explicou o brasileiro, que teve médias de 6,7 pontos e um recorde pessoal de 8,3 rebotes por jogo.
Anderson agora passará o mês inteiro se preparando melhor junto ao Cavs, o que pode diminuir o risco de lesão durante a temporada. É um ano importantíssimo para o capixaba: ele pode optar por sair de seu contrato com o clube ao final da temporada e ganhar passe livre irrestrito, o que lhe daria liberdade para assinar com qualquer time que lhe fizer uma boa proposta. Nesta temporada, ele receberá US$ 5,78 milhões, e receberia US$ 6,2 milhões em 2009-10 se resolver permanecer com o atual contrato. Para conseguir um aumento, o ala-pivô sabe que precisa melhorar seu rendimento tanto defensivo - ele é um dos melhores defensores da equipe, mas arriscou algumas jogadas que resultaram em espaços aproveitados por seus adversários nos playoffs deste ano - quanto ofensivo - teve aproveitamento de apenas 40,7% nos arremessos e 42,9% nos lances livres na pós-temporada.
Por isso, Varejão passou cerca de dois meses de suas férias em Cleveland, trabalhando para ajeitar a mecânica de seu arremesso: manter seu cotovelo para dentro e fazer o movimento completo do braço após o chute. Uma melhor produção ofensiva pode ser a diferença entre ser titular ou reserva de Ben Wallace, ex-Melhor Defensor da NBA por quatro anos, mas também fraco no ataque. “Este time não precisa que eu pontue para se sair bem, mas eu sei que posso pontuar e nos ajudar fazendo isto, também. Acho que será uma temporada diferente para mim. Não sei por quê, mas acho que será uma temporada melhor”, disse o brasileiro.
Se depender do elenco do Cavs, será muito melhor. O time está pensando em título, após chegar pertinho em 2007, quando foi finalista contra o San Antonio Spurs, e depois de levar o eventual campeão de 2008, Boston Celtics, a sete jogos disputadíssimos nas semifinais da Conferência Leste. “Eu tive um gostinho e os torcedores tiveram um gostinho. Preciso de mais e os torcedores também”, disse o ala LeBron James, recém-retornado de sua segunda Olimpíada, em que conquistou a medalha de ouro com a seleção dos Estados Unidos e foi um dos grandes nomes do evento. O sucesso em Pequim aumentou ainda mais a enorme auto-confiança de LeBron: “Se você consegue liderar caras que conquistaram títulos e MVPs e Calouros do Ano e cestinhas, não há nada que ninguém possa dizer para você. Se eu posso entrar em quadra e comandar Kobe Bryant, que já foi MVP e campeão, eu devo conseguir comandar Daniel Gibson”.
“Eu posso liderar estes caras a um título. Nós realmente acreditamos nisto. Não importa mais apenas chegar aos playoffs. Nós realmente acreditamos que podemos conquistar um título”, continuou James. Varejão endossou o discurso do colega: “Eu quero vencer. Todos aqui queremos vencer. Estamos empolgados e queremos conquistar (o título). Este será um grande ano para nós. É bom para mim começar a temporada com todo mundo”.
Para ser campeão, o Cavs não pode contar apenas com LeBron James e Anderson Varejão - lição aprendida nas Finais de 2007, quando James foi sufocado pela marcação do Spurs e a equipe foi “varrida” (quando um time não vence nenhuma partida em uma série) em quatro jogos. Agora, segundo o ala, a equipe está melhor. “Este é o melhor time que tivemos desde que cheguei aqui, especialmente para começar a temporada. Vejo o talento de 1 a 14. Estou muito feliz. (A direção) fez um grande trabalho para conseguir jogadores que podem nos ajudar a vencer o campeonato. Não há mais muitas desculpas”, afirmou o veterano de seis temporadas e cestinha da NBA em 2007-08.
Treinos mais leves
Outra motivação para Varejão em seu sexto ano na liga é a idade e histórico dos seus companheiros de rotação no garrafão. Ben Wallace já tem 34 anos e o pivô Zyrdunas Ilgauskas, 33, e ambos tiveram lesões sérias nas costas no final da última temporada. O técnico Mike Brown pretende poupá-los de alguns treinamentos para evitar um desgaste desnecessário a dois ex-All Stars, o que pode resultar em oportunidades do brasileiro tomar uma vaga de titular.
Ilgauskas desenvolveu um problema de disco na parte inferior das costas e passou boa parte do mês de agosto trabalhando com um especialista em costas em Vancouver. “Eu foquei em construir força no meu centro e aprendi algumas técnicas e exercícios novos para tentar evitar problemas. Um dos terapeutas físicos do time foi comigo para que pudéssemos trazer as idéias para cá, e o time comprou novos equipamentos para me ajudar”, disse o pivô. Já Wallace distendeu as costas logo ao chegar em Cleveland e teve espasmos durante a temporada, afetando sua mobilidade. “Fizemos bastante trabalho na offseason para tentar fortalecê-la. Você tenta não forçar demais, mas também não trabalhar de menos, tem de prestar atenção e manter os treinadores informados do que está acontecendo”, disse “Big Ben”.
Brown não vai poupar apenas a dupla, porém. LeBron James não vai fazer nenhum trabalho de contato durante a primeira semana, após passar todo o verão americano trabalhando com a seleção, e o técnico só permitirá contato em um treino por dia. Em seu quarto ano, o treinador está aprendendo a controlar melhor suas exigências na pré-temporada, após comandar sessões de “maratona” no passado. “Cou tentar ser mais eficiente nesta temporada. Como treinador, você sempre quer estar aprendendo e implementando novas coisas”, admitiu Brown.
|