December 9, 2008

Fotos da rodada de 8 de dezembro

 

November 29, 2008

Denver de Nenê tenta reabilitação contra Wolves, que bate Thunder no último segundo

Filed under: Conferência Oeste, Multimídia, NBA — Tags: , , , , , , — Paulo Roberto @ 3:49 pm

O pivô brasileiro Nenê teve interrompida uma série de 12 jogos seguidos pontuando em dígitos duplos na derrota do Denver Nuggets (10V-6D) quinta-feira para o New Orleans Hornets, mas neste sábado à noite às 23h (de Brasília) seu time tem uma boa chance de recuperação enfrentando um adversário que derrotou nos últimos seis duelos consecutivos, o Minnesota Timberwolves. Mesmo com a partida sendo no Target Center de Minneapolis, o Wolves (4V-10D) chega desgastado por ter jogado na noite de sexta-feira, conquistando uma vitória fora de casa no último segundo sobre o lanterna Oklahoma City Thunder (1V-16D) por 105 a 103, e ainda não conseguiu ganhar dois jogos seguidos nesta temporada 2008-09, embora tenha melhorado um pouco no campeonato vencendo três das últimas cinco partidas após uma seqüência de oito derrotas. Com suas boas médias de 15,1 pontos, 7,1 rebotes, 1,7 toco e 63,9% de aproveitamento nos arremessos por jogo, Nenê terá uma parada dura no garrafão duelando com o ala-pivô Al Jefferson, que está com médias de 22,5 pontos e 10,1 rebotes na temporada e anotou um duplo-duplo de 20 tentos e 14 sobras capturadas na derrota por 90 a 84 no Pepsi Center de Denver no dia 16 de novembro.

O Minnesota vem jogando bem contra times mais fortes ultimamente, mas pode ser difícil manter o bom momento contra o Nuggets, que venceu seis dos seus últimos oito jogos e quer a reabilitação para não deixar Utah Jazz e Portland Trail Blazers (empatados com 11V-6D) se desgarrarem na liderança da Divisão Noroeste. O Wolves não derrota o time do Colorado desde 14 de fevereiro de 2007, mas desde que acabou com sua longa série perdedora já venceu o Philadelphia 76ers em casa, o forte Pistons em Detroit, e foi competitivo em derrotas para Boston Celtics e Phoenix Suns.

Mas o Timberwolves continua a ter dificuldades para finalizar os jogos, na sexta-feira desperdiçou uma vantagem de nove pontos no último quarto, mas as fortes atuações de Jefferson, Ryan Gomes e Randy Foye no final deram a chance para o time ter o último arremesso para buscar a vitória com um chute certeiro do ala Mike Miller faltando 0,1s.

No lado do Denver, o ala Carmelo Anthony está em franca recuperação de um mau início de temporada, nos últimos três jogos marcou em média 25 pontos por partida. No último confronto com o Minnesota, ele só fez 14, mas também pegou 14 rebotes, e em 21 duelos com esse time na carreira anotou 23,3 pontos por jogo. O armador Chauncey Billups, com médias de 17,1 pontos e 6,7 assistências por noite em 12 partidas (nove vitórias) desde que foi trocado pelo Detroit, foi o cestinha com 26 pontos e cinco assistências naquele último triunfo sobre os lobos e é outra arma importante para o time do técnico George Karl.

Em Oklahoma, as derrotas se acumulam para o Thunder e são cada vez mais difíceis de engolir, a série de 14 reveses consecutivos é um recorde negativo na história da franquia, o ex-Seattle SuperSonics. O ala Craig Smith liderou o Minnesota com 23 pontos, sua maior marca na temporada, e Mike Miller decidiu o jogo com um arremesso certeiro da zona morta esquerda no último segundo.

“É definitivamente frustrante quando você perde no estouro do cronômetro, não importa se você está numa série de vitórias ou de derrotas, qualquer time detesta perder assim”, lamentou o ala “Novato do Ano” Kevin Durant, cestinha do Thunder junto com o ala-pivô Jeff Green com 22 pontos cada.

Oklahoma chegou a tirar uma diferença de nove pontos no quarto período e teve um breve momento de comemoração depois que Durant virou o placar com uma cesta de três faltando 1min05s, mas na buzina final foi o Minnesota que fez a festa no centro da quadra. Mike Miller recebeu o passe de reposição lateral de Ryan Gomes, deu um drible que fez seu marcador pular e passar batido, aí acertou um arremesso de seis metros próximo à linha de fundo não deixando nenhum tempo para o Thunder tentar a recuperação. Essa foi apenas a quarta vitória do Wolves na temporada.

“Nós continuamos firmes e vencemos o jogo. Tomara que possamos carregar esta confiança para os próximos jogos”, festejou Miller.

Al Jefferson anotou 19 pontos e nove rebotes, por pouco não conseguiu seu oitavo duplo-duplo na temporada, Miller terminou com 18 tentos, o armador reserva Sebastian Telfair encestou 12 e Gomes fez 11. No lado do lanterna da NBA, o ala-pivô Chris Wilcox bateu seu recorde pessoal na competição marcando 15 de seus 21 pontos no último quarto liderando a reação do Thunder, e o armador novato Russell Westbrook contribuiu com 15 tentos e oito assistências, mas não foi o suficiente para evitar o recorde de derrotas seguidas da franquia, igualando a pior seqüência da temporada passada em Seattle, onde o time já não fazia a menor questão de vencer, só estava pensando na mudança de cidade.

O único time que o Oklahoma City venceu em 17 jogos tinha sido justamente o Minnesota (88 a 85 no dia 2 de novembro, a primeira e única vitória do OKC até agora), mas isso não era necessariamente um bom sinal, o Wolves também tinha sido o último adversário que o SuperSonics tinha batido na temporada passada antes de sua série de 14 derrotas. O recorde histórico de derrotas consecutivas na NBA é de 23, estabelecido pelo Vancouver Grizzlies em 1996 e igualado pelo Denver Nuggets duas temporadas depois. O Thunder terá outra chance de acabar com seu sofrimento jogando na noite deste sábado no ginásio do Memphis Grizzlies (4V-12D), ou então vai bater o pior recorde do Sonics.

“Tudo que nós podemos pedir para nossos caras é que trabalhem duro toda a noite e sejam competitivos. As vitórias virão”, disse o técnico interino Scott Brooks tentando manter o otimismo após sua quarta derrota seguida desde que assumiu o saco de pancadas da liga em substituição ao demitido P.J. Carlesimo.

Depois de sofrer uma série de “goleadas” nos últimos dias de Carlesimo no comando, o Oklahoma até deu um sinal de vida mantendo o jogo equilibrado contra o New Orleans Hornets na estréia de Brooks, liderou o placar o tempo inteiro no segundo tempo contra o Phoenix antes de perder por 99 a 98 com uma cesta de três de Matt Barnes faltando 25,7 segundos, e depois levou um vareio de bola apanhando por 117 a 82 para o embalado Cavaliers em Cleveland, nesse jogo não chegou nem perto de competir. Ontem se aproximou da vitória, mas deixou escapar.

“Este foi um jogo que tínhamos de vencer, tínhamos o jogo na mão. Mas uma coisa que não podemos fazer é jogar como fizemos em Cleveland. Depois de uma derrota tão dura, ficamos remoendo demais, acho que aquilo mexeu um pouco conosco”, disse Durant.

O técnico do Timberwolves Randy Wittman substituiu o limitado pivô titular Jason Collins no início do segundo tempo para colocar o ala de força Craig “Rinoceronte” Smith ao lado de Jefferson, e os dois passaram a controlar bem o garrafão comandando uma arrancada de 17 a 6 no começo do terceiro quarto. Uma bandeja de Smith a partir de uma assistência de Randy Foye colocou o Minnesota na frente por 61 a 54, e o Wolves alcançou sua maior liderança da noite quando Telfair e o ala-armador Corey Brewer acertaram tiros de três consecutivos abrindo 79 a 70 no final da parcial.

Na etapa final Wilcox recolocou o Thunder no jogo marcando 10 dos 12 pontos do time em determinado momento, e empatou a partida conectando dois lances livres a 4min22s do fim. Miller respondeu do outro lado com uma cesta de três frontal, e uma jogada de três pontos de Smith livrou seis de vantagem para os visitantes. Mas Green e Durant deram o troco com bolas de três consecutivas virando o placar para 100 a 99, dando uma esperança de vitória à torcida no Ford Center entrando no minuto final.

Jefferson empatou o jogo conectando o primeiro de dois lances livres faltando 10,4 segundos,  Gomes pegou o rebote ofensivo da segunda cobrança e sofreu falta, acertando os dois lances livres e fazendo 102 a 100. Durant igualou o placar pela última vez com uma infiltração passando por Jefferson e concluindo com uma enterrada de mão direita faltando 3,3 segundos, mas depois do último tempo técnico, sobrou tempo suficiente para a cesta heróica de Miller.

“São jogos como este que nós tivemos ao longo de todo o primeiro mês e não vínhamos sendo capazes de finalizar. Achei que hoje nós perseveramos e vencemos”, concluiu o treinador Wittman.

Confira o vídeo com os melhores momentos de Oklahoma x Minnesota

November 6, 2008

Tony Parker faz história, iguala feito de Jordan e Spurs vence Wolves em dupla prorrogação (fotos)

San Antonio Spurs e Minnesota Timberwolves fizeram o jogo mais emocionante e longo da rodada desta quarta-feira da NBA. A primeira vitória do alvinegro texano, após três derrotas seguidas, custou a sair mas, graças a genialidade do armador francês Tony Parker, saiu. O camisa 9 do Spurs teve uma noite magistral no Target Center de Minnesota com 55 pontos (recorde em sua carreira) e liderou os visitantes na vitória por 129 a 125, após dupla prorrogação.

Em 50min32s na quadra, Parker assinalou 22 de suas 36 tentativas, incluindo duas bolas de 3 pontos. O francês também converteu nove em dez lances livres e salvou o Spurs da quarta derrota seguida na temporada regular com um chute certeiro no estouro do cronômetro, no fim da primeira prorrogação, que forçou o segundo tempo extra. Se tivesse errado o arremesso e o Spurs tivesse perdido, pela primeira vez na história a equipe texana iria começar uma campanha com quatro vitórias em quatro partidas, nem nos tempos da extinta ABA o Spurs perigou ter um início tão ruim.

Al Jefferson bem que tentou, mas não conseguiu parar Tony Parker (nº9) (AP Photo/Hannah Foslien)

Como se não bastasse, Parker ainda contribuiu em outros fundamentos, mostrando mesmo que estava em sua noite de gala. O armador de 26 anos distribuiu dez assistências e pegou sete rebotes. Ao final da partida, Parker foi cercado por repórteres que gostariam de saber o que tinha acontecido com ele para ter uma noite tão inspirada. O francês não procurou desculpas esfarrapadas e nem filosofou, apenas disse que estava com muita vontade de ganhar.

“Eu apenas queria que nós ganhássemos, queria muito vencer e faria de tudo para isso”, disse Parker. “Hoje é aquele tipo de noite que dá tudo certo, então tudo o você faz funciona, foi isso que aconteceu. Obviamente, que todos sabem que eu faço meus arremessos, mas acho que ninguém esperava que tomasse a responsabilidade para mim, na verdade eu posso fazer o que eu quero e hoje eu vi que estava ajudando o time fazendo pontos, então tratei de ir pra cima e tentar fazer pontos para a equipe. Hoje tudo funcionou bem”, concluiu o camisa 9.

A maioria das dez assistências dadas pelo francês nesta quarta foi para o ala-pivô Tim Duncan. Mesmo sem ter tido o papel de cestinha diante do Wolves, Duncan fez uma excelente partida, com 30 pontos, 16 rebotes e um toco e travou um belo duelo no garrafão com a estrela do Minnesota, o ala-pivô Al Jefferson, também autor de 30 tentos, além de 14 rebotes e dois tocos.

Tim Duncan (nº21) foi eficiente mais uma vez e salvou Spurs no tempo normal (AP Photo/Hannah Foslien)

Mas o duelo das estrelas do garrafão ficou em segundo plano, pois a performance de Parker interferiu até nisso. O lance que resumiu quem mandou na partida desta quarta ocorreu no final da primeira prorrogação. O Minnesota vencia por 116 a 114 a 2.5s do fim, mas quem tinha a bola era o Spurs. Ela foi passada para Tim Duncan, que tentou um gancho, mas o ala-pivô foi bloqueado por Jefferson. Fim de jogo? Nada disso, Parker apareceu, pegou a sobra, foi para a direita, fingiu que iria arremessar, Al Jefferson foi para o toco, acabou driblado e viu Tony conectar mais dois pontos, empatando a partida e forçando a segunda prorrogação.

Após o lance magnífico de Parker, o pobre Jefferson olhou para o banco dos seus companheiros de Wolves, sorriu e disse: “O que mais nós podemos fazer?”, indagou, resignado.

Apesar da derrota, o Minnesota vendeu caro o triunfo para os rivais do Texas. A equipe de Minneapolis mostrou que não iria amolecer diante dos tetracampeões da Liga e começou usando os tiros certeiros de Mike Miller para neutralizar as pretensões do adversário. Miller anotou 12 de seus 25 pontos apenas no primeiro quarto, ele marcou 66% dos pontos do Wolves na parcial. O Spurs só conseguiu se manter no jogo graças a Parker, que liderou o time em uma série arrasadora de 26 a 14, que proporcionou aos comandados de Gregg Popovich ir para o intervalo com apenas quatro pontos de desvantagem, 49 a 45.

Randy Foye sobe para a bandeja, Tony Parker tenta o toco (AP Photo/Hannah Foslien)

O jogo permaneceu equilibrado nos quartos seguintes. O San Antonio foi mais eficiente no terceiro período e tomou a ponta, mas a jovem equipe do Minnesota não se intimidou e, com o apoio da torcida, conseguiu empatar a partida. O Wolves, inclusive, teve a chance de vencer no tempo normal, mas Tim Duncan impediu a catástrofe para o Spurs e encestou um arremesso perfeito a 2seg do fim, empatando a partida em 106 pontos.

Após conseguir o empate na bacia das almas no primeiro tempo extra, naquele lance magistral, o Spurs passou a controlar a segunda prorrogação. Parker, sempre ele, acertou dois arremessos seguidos e deu a liderança de quatro pontos para o time visitante, 120 a 116. Mas o Timberwolves não desistiu e empatou a peleja com duas cestas de Al Jefferson. Roger Mason e Tony Parker recolocaram os alvinegros na ponta, após isso Randy Foye fez cinco tentos para os anfitriões enquanto Tim Duncan respondeu para o San Antonio. No minuto final, o Wolves abusou dos erros e Tony Parker, com três lances livres certeiros, sacramentou o primeiro triunfo do Spurs na temporada 2008/09.

“Nós jogamos bem e tivemos a chance de vencer”, disse o ala-armador do Wolves, Mike Miller. “Tony estava realmente incrível e foi difícil pará-lo, ele foi decisivo e ganhou o jogo para eles, eu acho que essa foi a principal diferença do jogo. Nós estamos felizes porque estamos jogando bem, mas estamos tristes porque sabemos que poderíamos ter vencido”, concluiu.

O técnico Randy Wittman também lamentou o fato do Minnesota estar perdendo jogo de forma tão apertad: “Eu falei para os caras, nós poderíamos estar com uma campanha de três vitórias em quatro jogos, mas a nossa realidade é de três derrotas em quatro jogos. Nós estamos em boa forma, mas estamos pecando na hora de finalizar as partidas. Agora, teremos que conitnuar trabalhando e lutando para que isso não aconteça”, finalizou o treinador.

Al Jefferson comandou novamente o Wolves com seus 30 pontos e 14 rebotes (AP Photo/Hannah Foslien)

Além de Al Jefferson e Mike Miller, os outros destaques do Wolves foram os jovens Corey Brewer, Randy Foye e Kevin Love. Brewer assinalou 15 pontos, Love conectou 14 tentos, pegou nove rebotes e deu três tocos enquanto que Foye assinalou 11 pontos e distribuiu nove passes para cesta. O garçom do time anfitrião foi o armador Sebastian Telfair, autor de 10 assistências. Pelo Spurs, além de Parker e Duncan, quem se destacou foi o ala-armador Roger Mason, que conectou nove em 16 arremessos e finalizou a partida com 26 pontos.

O San Antonio Spurs (1v-3d) volta à quadra nesta sexta-feira. A equipe texana encara o Miami Heat no AT&T Center, em San Antonio. Já o Minnesota Timberwolves (1v-3d) também entra em quadra novamente na sexta, quando visitará o Sacramento Kings.

Confira os melhores momentos da emocionante partida entre Spurs e Wolves e as brilhantes jogadas de Tony Parker

Notas: Tony Parker se tornou o segundo jogador a fazer mais de 50 pontos e dar dez assistências em um mesmo jogo, o outro foi um tal de Michael Jordan, que obteve o feito em 23/12/1992 diante do Washington Bullets (57 pontos e 10 assistências)… Parker também alcançou outro feito, se tornou o jogador a fazer mais pontos no Wolves em uma partida, o antigo recorde pertencia a Shaquille O’Neal, que marcou 53 pontos diante da franquia de Minnesota em 1994, quando ainda jogava pelo Orlando Magic… O antigo recorde de pontos do francês numa partida era de 38 pontos contra o Miami Heat em janeiro de 2006.

September 22, 2008

Miller entra em lista de celebridades caridosas, Wizards confirma interesse em Dixon

Filed under: Conferência Leste, Conferência Oeste, Extraquadra, NBA — Tags: , , , — Rubens Borges @ 4:09 pm

O ala do Minnesota Timberwolves, Mike Miller, foi escolhido por uma revista americana coma uma das 10 celebridades de maiores doações para caridade em 2007.

Miller, junto com sua esposa Jennifer, doaram US$ 1 milhão para criar um fundo de suporte para o Hospital Infantil de Siux Falls.

Miller é o vigésimo colocado na lista, que inclui: o ator/ex-lutador de luta livre, Dwayne “The rock” Johnson, o ala do Housotn Rockets, Tracy McGrady, os atores Adam Sandler e Denzel Washington, e o diretor, Steven Spielberg.

Já o Washington Wizards confirmou interesse em Juan Dixon. Mas ao que tudo indica o time quer fechar um contrato de “assina-e-troca” (quando uma equipe fecha um contrato com um jogador, apenas para trocá-lo).

Para receber algum dinheiro Dixon deve ir para os treinos e conseguir uma vaga no time.

June 28, 2008

McHale cai de amores por Love, imprensa lembra histórico de erros

Filed under: Conferência Oeste, Draft, NBA — Tags: , , , , — João Guilherme @ 3:50 pm

Semanas antes do draft, Kevin McHale, vice-presidente de operações de basquete do Minnesota Timberwolves, falou maravilhas do ala-armador OJ Mayo e afirmou que não tinha dúvidas de que iria escolhê-lo no draft. Dito e feito, McHale escolheu mesmo o jovem ala-armador vindo da Universidade de South California no recrutamento. Entretanto, entre essa declaração e a escolha de Mayo, McHale já tinha “outro amor”.

Após um treino com o ala-pivô Kevin Love, dias antes do recrutamento, o dirigente do Wolves desmarcou seu “casamento” com Mayo e se rendeu a nova paixão. Quando Mayo achou que estava em plena “lua-de-mel” com o Wolves, McHale fez questão de trocá-lo por outro. Sim, você, que pensou em Kevin Love envolvido na troca, acertou. O ala-pivô se juntou ao elenco do time de Minnesota ainda na noite do draft, para felicidade de McHale.

Obviamente, que esta é apenas uma ilustração para a história. Entretanto, pelas declarações que vem dando, Kevin McHale, parece estar muito impressionado com o jogo de Kevin Love. “Ele é muito inteligente em quadra”, disse McHale, após os treinamentos de Love com o Wolves. “Sabe sair de situações adversas e torná-las favoravéis. Poucos jogadores conseguem fazer isso na NBA hoje em dia”, concluiu.

Para alguns, a troca que levou Mayo para o Grizzlies foi um movimento arriscado da diretoria do Minnesota. Segundo estas pessoas, Mayo é o jogador mais preparado para entrar na NBA entre os recrutados na última quinta e o que pode causar impacto mais rapidamente na Liga.

Já outros defendem a opção da franquia de Minneapolis, que optou por ter um garrafão mais forte com a aquisição de Love. O ala-pivô se juntará ao jovem e talentoso Al Jefferson, formando uma respeitada dupla de frente. Além disso, Mchale conseguiu um bom jogador de perímetro, o ala-armador Mike Miller, que teve média de 16.4 pontos por jogo na última temporada.

Porém, o histórico de trocas de Kevin McHale faz com que a imprensa americana mantenha um “pé atrás” com a troca efetuada pelo dirigente no último draft. Em 2006, o dirigente do Wolves draftou Brandon Roy e, logo em seguida, o trocou por Randy Foye. O também ala-armador se mostrou talentoso, mas Roy entrou mais preparado na Liga, ganhou o prêmio de melhor novato daquele ano e hoje lidera um promissor Portland Trail Blazers.

Outras besteiras do Minnesota, lideradas por McHale, também são lembradas. Em 1997, o dirigente draftou Ray Allen e , imediatamente, o trocou pelo armador Stephon Marbury. Allen se firmou como um dos maiores pontuadores da NBA enquanto Marbury, apesar do talento inegável, se afundou em confusões extra-quadra. O cartola ainda recrutou os desconhecidos Ndudi Ebi, Rashad McCants, William Avery e Paul Grant.

Entretanto, ele quer esquecer as lambanças que fez no passado e pensar apenas no futuro. McHale fez questão de afirmar que a troca foi ótima para sua franquia: “Nós pegamos o melhor jogador de garrafão disponível neste draft”, disse McHale, sobre Kevin Love. “Ele (Love) veio da Conferência Pac-10, uma das mais difíceis da NCAA, e conseguiu não só se sobressair, como foi o melhor jogador do ano. Então, algo especial ele tem. Ainda adicionamos Mike (Miller), um dos melhores arremessadores da Liga, ou seja, não tem como nós não estarmos satisfeitos”, concluiu.

June 27, 2008

Mega-troca envia Mayo para Memphis, Love e Mike Miller para Minnesota

Filed under: DESTAQUES, Draft, NBA — Tags: , , , , , — Adriano Albuquerque @ 12:08 pm

A grande troca da noite no draft da NBA não saiu antes do fim da segunda rodada. O Minnesota Timberwolves vai enviar a terceira escolha do draft, o ala OJ Mayo, e outros três jogadores para o Memphis Grizzlies, em troca do quinto escolhido, Kevin Love, e outros três jogadores.

Além de Mayo, o armador Marko Jaric, o escolta Greg Buckner e o ala Antoine Walker reforçarão o Grizzlies. Já o Wolves receberá os direitos de Love, os alas Mike Miller e Brian Cardinal e o pivô Jason Collins.

O vice-presidente de operações de basquete do Wolves, Kevin McHale, já planejava fazer algo nesta linha desde o início da semana. Notas do site ESPN.com anunciavam que McHale estava “apaixonado” por Love, mas que sua posição no draft, terceiro, lhe permitia escolher Mayo e usá-lo para conseguir mais reforços. Miller, que jogou na seleção americana do Torneio Pré-Olímpico de Las Vegas-2007 e foi Calouro do Ano em 2001, é o outro grande nome da negociação, conhecido por sua boa pontaria do perímetro - acertou 43,2% de seus chutes de 3 pontos em 2007-08 e média de 16,4 pontos, 6,6 rebotes e 3,4 assistências em 70 jogos.

A esperança do Wolves é que Love, um jogador de ótimos fundamentos no garrafão, se encaixe bem ao lado do ala-pivô Al Jefferson, revelação do time na última temporada. O time se livrou do contrato ruim de Marko Jaric (três anos e US$ 21 milhões restando) e de Walker e Buckner, que não estavam sendo usados e cujos contratos não são garantidos na próxima temporada, mas recebeu outro contrato ruim, embora mais curto: os dois anos e US$ 13 milhões restantes do ala Brian Cardinal.

O Grizzlies, por sua vez, recebe Mayo, que apesar de muita especulação se seria utilizado como armador principal, deve jogar na posição 2, de ala-armador, em um time lotado de armadores: Mike Conley Jr, Kyle Lowry e Javaris Crittenton, além de Jaric. O sonho do time é que Conley, Mayo e o ala Rudy Gay formem um trio potente de perímetro para combinar com o pivô Marc Gasol, que virá da Espanha para reforçar a equipe. A expectativa é que Walker e Buckner sejam dispensados para economizar dinheiro e possivelmente buscar um free agent.

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