O jogo do ano até o momento. É assim que está sendo tratado o duelo entre Cleveland Cavaliers e Boston Celtics que será disputado na noite desta sexta-feira, às 23h (horário de verão de Brasília). Os times lideram a Conferência Leste, com o surpreendente Cavs na ponta e o atual campeão Celtics logo atrás. Além de reunir os dois melhores times da Conferência, o jogo na Quicken Loans Arena, em Ohio, confirmará, ou não, se o Cleveland do brasileiro Anderson Varejão é mesmo o único time do Leste capaz de bater o Boston nos playoffs. (more…)
O Cleveland Cavaliers quase deu um presentão de Natal ao Washington Wizards tão necessitado de uma vitória, perdia em casa por 89 a 82 a 1min40s do final, mas conseguiu uma grande reação marcando 11 pontos seguidos nos últimos 1min33s para derrotar seu freguês dos playoffs por 93 a 89 (49 a 47 no intervalo) na noite desta quinta-feira e manteve a invencibilidade no ginásio Quicken Loans Arena, que agora é de 15 partidas. O armador Mo Williams comandou o Cavs (25V-4D) com 26 pontos e seis assistências, o astro campeão olímpico LeBron James e o armador Delonte West fizeram 18 cada, e o ala-pivô brasileiro Anderson Varejão foi o melhor reserva em quadra anotando seu terceiro duplo-duplo da temporada, com 13 pontos e 13 rebotes. (more…)
O Cleveland Cavaliers comprovou sua qualidade mais uma vez ao derrotar em casa, na noite desta terça-feira (23/12), o Houston Rockets por 99 a 90. O ala-pivô brasileiro Anderson Varejão teve noite discreta, com 6 pontos (três acertos em seis arremessos), 7 rebotes, 1 roubo e 1 toco, mas o Cavs manteve sua invencibilidade em casa após 14 jogos, liderado pela dupla LeBron James e Mo Williams, com uma mãozinha do reserva Daniel Gibson no final. A vitória saiu sobre o melhor time visitante da Conferência Oeste da NBA: o Rockets havia vencido seus últimos 11 compromissos contra times do Leste desde a temporada passada.
Dois times conhecidos por suas defesas tenazes, Rockets e Cavs fizeram um jogo bastante equilibrado e pegado na Quicken Loans Arena. O primeiro tempo terminou empatado em 47 pontos, com LeBron produzindo mais turnovers (cinco) do que arremessos (quatro). O lateral, porém, achou seu ritmo no terceiro quarto, quando marcou 15 pontos, muitos deles em cima de Ron Artest, considerado um dos melhores defensores da NBA. Os dois trocaram cotoveladas, palavrões e olhares ameaçadores durante o período até entrarem nas “vias de fato” nos segundos finais, com Artest recebendo uma falta técnica por empurrar James.
“Eu estava jogando duro. Se você vai perder, perca com dignidade. Sempre jogue duro. Toda vez que nos enfrentamos, é divertido. Estou em uma situação diferente agora e não o marco tanto quanto gostaria. Caras como ele me motivam”, explicou Artest.
O terceiro período foi mesmo frustrante para Houston, que não sofreu faltas do Cleveland no quarto e foi aos 12 minutos finais em desvantagem de 73 a 66. “Eu sei que isso provavelmente acontece, mas é muito incrível um time passar o terceiro quarto inteiro sem jamais ter uma falta marcada. Nenhum toque indevido com a mão, nenhum contato corporal, quer dizer, por 12 minutos? Eles são incrivelmente bons”, disse, ironicamente, o técnico do Houston, Rick Adelman, que também não gostou de algumas faltas contra o pivô chinês Yao Ming. “Ele recebeu duas em que disseram que ele acertou as pessoas. Tudo o que sei é que eles tiraram ele do jogo”, lamentou.
Com menos de dois minutos de último quarto, o Cavs já parecia ter o jogo no bolso quando Williams acertou uma cesta de 3 pontos para abrir 82 a 68. Williams e James comemoraram a cesta com uma coreografia que envolvia bater as mãos um do outro e fingir que guardavam revólveres no cinto, como atiradores do Velho Oeste. Pois os texanos, naturais da terra dos caubóis, ainda não haviam morrido e contaram com triplos consecutivos de Brent Barry e Aaron Brooks para iniciar uma reação; Brooks acrescentou uma jogada de três pontos e Yao, que passara a maior parte da noite pendurado com faltas, converteu quatro lances livres para que os visitantes encostassem em 86 a 85.
Foi quando brilhou a estrela de Gibson - que por acaso é natural de Houston e tem uma estrela desenhada em seu corte de cabelo. O armador, que recentemente perdeu cinco jogos para se recuperar de uma torção no dedão do pé, acertou dois triplos seguidos para dar uma aliviada ao Cavs, 92 a 85. A partir daí, a defesa de Cleveland fez o resto, limitando o Rockets a apenas uma cesta de quadra nos 6min45s finais. O melhor lance desta passagem foi o toco desferido por James no gigante Yao no minuto final. O chinês ganhou espaço contra Varejão e girou para fazer a bandeja, mas o ala americano veio por trás e pregou a tentativa contra a tabela, antes de gritar na direção do rival. “Aquele foi o toco do ano. Ele já fez vários desses, mas este foi incrível. (Yao) é um cara grande e está tão perto do aro que você tem de pular muito alto para chegar”, admirou Williams.
Foi o próprio James que sugeriu uma mudança no esquema defensivo no último quarto: em vez de dobrar a marcação em cima de Yao, continuar no mano-a-mano mesmo quando ele recebesse a bola para forçá-lo a bater a marcação, em vez de passar para um companheiro livre. O chinês acabou acertando seus 12 lances livres no período e o pivô Zydrunas Ilgauskas, do Cavs, foi eliminado com seis faltas com mais de três minutos por jogar, mas o Rockets acertou apenas 21,1% no período derradeiro. “Parecia que o Yao não estava no seu melhor jogo”, disse James.
LeBron, por sua vez, estava inspirado. Apesar dos 7 turnovers cometidos, o astro do Cleveland e da seleção americana marcou 27 pontos, 9 rebotes, 5 assistências e 3 roubos. O “Robin” da dupla, Mo Williams, acrescentou 23 pontos. Ilgauskas marcou 11 pontos e Delonte West - que deu um susto ao deixar o banco para receber atendimento médico nos vestiários, com espasmos nas costas durante o terceiro quarto - fez 10 pontos. Gibson contribuiu 11 saído do banco.
Fazendo seu primeiro jogo após ficar afastado por quatro com uma distensão no músculo posterior da coxa, o armador Rafer Alston foi o cestinha do Rockets, com 20 pontos. Yao acertou todos os seus 13 lances livres e terminou com 19 pontos, apesar de errar sete de seus 10 arremessos. O argentino Luis Scola acrescentou 11 pontos e 8 rebotes. Entre os reservas, Artest marcou 14 pontos e Brooks, 10.
O Cavaliers (24v-4d) venceu 23 de seus últimos 25 jogos e busca melhorar ainda mais seu retrospecto na noite de Natal, nesta quinta-feira (25/12), quando recebe o Washington Wizards na Q. Houston (19v-10d) tem folga no feriado e volta a jogar na sexta (26/12), fora de casa, contra o New Orleans Hornets.
Neste começo de temporada da NBA, três times estão se destacando. O primeiro é o Boston Celtics, atual campeão que parece não sentir tanta falta assim de James Posey. O segundo é o Los Angeles Lakers, atual vice-campeão, que mesmo com altos e baixos na defesa, vem assombrando a liga com seu garrafão formado por Pau Gasol e Andrew Bynum. O terceiro é uma surpresa: Cleveland Cavaliers.
Para muitos, o Cavaliers foi o pior time a chegar a uma final da NBA, em 2007, e no ano passado foi aos trancos e barrancos até o jogo 7 da semifinal da Conferência Leste, contra o Celtics, mas agora realmente parece que está não só conseguindo resultados, como convencendo também.
Muitos atribuem essa mudança do Cavs de time mediano para um candidato real ao título à troca que levou o armador Mo Williams para Ohio, mas isso seria uma análise simplista. O que mudou mesmo no Cavs foi que eles agora têm um ataque forte sem perder a defesa, que sempre foi a marca registrada do time. Sabendo disso, aí sim podemos perguntar o quanto a presença do Mo Williams influenciou a melhora de ataque do Cavaliers.
Vamos ainda, nesta coluna, tentar ver todos os números que cercam o ataque do Cleveland Cavaliers, mas antes vamos ver rapidamente a importância da defesa para o time.
Na temporada 2006-07, quando chegaram às Finais, tinham a quarta melhor defesa da liga, sofrendo 101,3 pontos a cada 100 posses de bola. Na temporada passada, sofreram 106,4 pontos a cada 100 posses, caindo para a 11° posição na liga. O resultado foi uma campanha mais fraca na temporada regular e a derrota nas semifinais do Leste. Nesta temporada, eles desfrutam do melhor número, sofrendo 99,7 pontos a cada 100 posses de bola, o que os deixa com a segunda melhor defesa de toda a NBA.
O técnico Mike Brown, discípulo de Gregg Poppovich, sempre deixou claro a importância que dava para a defesa; o desafio era o ataque, e a aquisição de Mo Williams foi pensando nisso.
Williams sempre foi conhecido como um grande pontuador, com médias de 17,3 e 17,2 nos seus dois últimos anos de Milwaukee Bucks. Porém, ter um armador pontuador não quer dizer ter um bom time no ataque; o mesmo Bucks do ano passado tinha apenas o 21° melhor ataque da liga com 105,3 pontos a cada 100 posses de bola. Ao mesmo tempo, o time tinha a pior defesa, tomando 112,8 pontos a cada 100 posses.
Isso é mais um exemplo que confirma o quanto é difícil medir o quanto um jogador é bom ou ruim na defesa, porque a defesa é uma atividade muito mais coletiva do que o ataque. O ataque também é coletivo, claro, mas em alguns times, principalmente na NBA, muitas vezes é focado em ações individuais, em duelos de 1 contra 1, e aí fica mais fácil saber se um jogador é bom no ataque mesmo jogando em um time que pontue pouco.
Então Mo Williams, embora possa ser visto que não é um defensor nato, não compromete em nada a defesa do Cavs e se adaptou de tal forma que o desempenho defensivo do Cavs é o melhor da era LeBron James. Mas ele foi chamado para ajudar o ataque e a idéia era que, com a sua velocidade, fazer do Cavs um time mais dinâmico, entretanto a verdade é que o Cavs é um time mais lento do que no passado.
Os números mostram que a diferença não é tão grande nos números de posses de bola por jogo, mas que é mais baixo, indicando um ritmo mais lento. Para se ter uma idéia, o líder da NBA é o New York Knicks, com 98,5 posses de bola por jogo.
Então se o ritmo é quase o mesmo, aonde está a diferença?
Os arremessos de quadra estão melhores, as bolas de três surpreendentemente estão piores e o número de turnovers está menor, mas não tanto assim para se fazer tanta diferença. Com os 13,9 da temporada passada eles estariam mais para o meio da tabela ao invés de ser o terceiro time que menos desperdiça posses de bola. Mas será que é simplesmente o fato de cometer dois turnovers a menos que fazem o Cavs ter mais de 10 pontos a mais por jogo? Não pode ser.
O número de bolas de 3 em especial surpreende bastante porque uma das características do Cavs nesta temporada que parecia bem importante era que, em todos os momentos do jogo, o Cavs tinha dois bons arremessadores no time para abrir a quadra para as infiltrações de LeBron James. Ao seu lado, sempre estavam juntos pelo menos dois do grupo de arremessadores Mo Williams, Daniel Gibson, Delonte West, Aleksander Pavlovic e Wally Szczerbiak.
Serão então as assistências? Na temporada 2007, eles davam 20,8 por jogo. Em 2008, davam 20,2, e agora em 2009, dão 20,9. Diferença irrelevante.
Estaria então o Cavs mais agressivo? Agredindo mais a defesa adversária e conseguindo bater mais lances livres? Não. Eram 26 por jogo em 2007, 25,1 em 2008 e 25,2 na atual temporada.
Opa, então algum número em algum lugar está nos enganando. Como todos os indicadores estão tão parecidos e o resultado final é tão diferente? Vamos dar uma olhada diretamente nos principais jogadores do Cavs e em seus números.
Usaremos para isso os números de minutos por jogo, de pontos por jogo, aproveitamento de arremessos em geral, aproveitamento de bolas de 3 pontos e o Offensive Rating, um número criado por Dean Oliver, autor do livro “Basketball on Paper“, que descreve o número de pontos de um jogador a cada 100 posses de bola. É um jeito de calcular o valor ofensivo do jogador sem levar em conta o número de posses de bola do seu time por jogo e quantos minutos ele joga por partida.
Também estamos contando o PER, número que conta a eficiência de um jogador em quadra levando em consideração praticamente todos os números medidos em um jogo. Ele pode ser melhor conhecido nessa coluna que eu escrevi há um tempo atrás.
Aqui já se destaca os cinco minutos a menos que LeBron tem disputado por jogo, a pequena melhora no aproveitamento dos arremessos e o seu Rating ofensivo, que cresceu mais de 10 pontos. O seu PER de 33,6 é o que o criador do número classifica como o do principal candidato a MVP da temporada e a dois pontos de ser um ano histórico em termos numéricos.
Mo Williams tem números piores do que na sua última e melhor temporada com o Bucks, até o número de assistências diminuiu, foi de 6,3 para 4,2. Mas os minutos por jogo, assim como os do LeBron, são bem menores. Estes 32 minutos por jogo é o mínimo que o Mo Williams joga desde que se firmou na NBA como um titular.
O número das bolas de 3 do Ilgauskas assusta mas é verdade. Nessa temporada ele tentou 13 bolas de 3 em 26 jogos, mais do que tentou em qualquer outra temporada que já disputou, e já acertou seis, sendo que antes disso tinha acertado cinco em toda a carreira.
Mas o que impressiona mais é o número maior de pontos do que a temporada passada, mesmo com bem menos minutos e com um aproveitamento 5% melhor, ultrapassando a marca dos 50%.
Delonte West é o primeiro caso que tem um aumento de minutos por jogo, muito porque agora ele joga mais na posição 2 do que na posição 1. Com seus dois minutos a mais na quadra, ele melhorou em dois pontos suas médias, tem as melhores porcentagens de aproveitamento da carreira e seu rating ofensivo subiu em 10 pontos.
Varejão, nesta temporada, deixou de ser o jogador puramente defensivo que consegue cestas esporádicas e está com um uma média muito superior de pontos, jogando menos minutos do que na temporada passada, mas ainda mais impressionante é que seu aproveitamento de arremessos subiu em 10 pontos percentuais.
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Juntando estes números, percebi que só poderia haver uma explicação para o Cavs estar tão melhor e ao mesmo tempo ter, no geral, números parecidos: Os titulares estão jogando muito bem, vencendo os jogos, e os reservas vão lá e estragam tudo no fim do jogo.
Explico: dos 26 jogos que o Cavs disputou na temporada, apenas sete foram “disputados” (sendo “disputado” = 5 pontos de diferença ou menos) nos últimos minutos de jogo. E o Cavs é o time que vence os adversário por maior diferença de pontos na NBA, são 13,2 de vantagem em média.
Isso quer dizer que os titulares jogam menos minutos, têm um aproveitamento extraordinário, e depois o jogo é entregue aos reservas, que naturalmente são piores e jogam bem mais relaxados. O resultado é que os números no geral apresentam melhoras pequenas (4% de arremessos de quadra, 2 turnovers a menos, 1 assistência a mais), mas que seriam bem maiores se os jogadores que constróem esses placares para o Cavs passassem mais tempo em quadra.
Se tirássemos o chamado “garbage time”, aquele momento em que só os reservas dos dois times se enfrentam em jogos já decididos, dos jogos do Cleveland, seus números seriam bem diferentes.
Para se ter uma idéia, o quinteto que mais atuou pelo Cavs na temporada foi Mo Williams/ Delonte West / LeBron James/ Ben Wallace / Zydrunas Ilgauskas, e eles jogaram apenas 46% dos minutos do Cavs na temporada. Somando outras duas combinações bastante usadas (com Varejão, Daniel Gibson e/ou Szczerbiak no elenco), totalizam 70% do tempo de quadra do Cavs. Ou seja, 30% da temporada do time até agora foi com escalações como Gibson/ Tarence Kinsey/ Sasha Pavlovic/ Darnell Jackson/ JJ Hickson ou Gibson/ Williams/ Szczerbiak/ Varejão/ Hickson. Times que estão longe de usar o poder ofensivo dos quintetos mais usados nos jogos disputados.
Cleveland, é o oitavo time que menos usa os titulares em quadra, apenas sete times usam menos seus titulares em toda a NBA, e ao mesmo tempo os titulares do Cleveland são líderes, disparados, em plus/minus, o número que calcula o placar apenas dos minutos que certo jogador ou grupo de jogadores estavam em quadra. Os titulares do Cavs somam +1234 pontos enquanto estão em quadra na temporada toda, mais de 100 pontos à frente do Celtics, segundo colocado.
Se há então uma explicação para esse fenômeno ofensivo do Cavs que de uma temporada para outra pulou da 19° colocação para a primeira, é a qualidade do seu time titular.
Com Mo Williams como um real armador e que ao mesmo tempo é uma ameaça dos três pontos, a estratégia de ter sempre dois arremessadores abrindo a quadra para LeBron James, o melhor aproveitamento de arremessos de todos os jogadores, a melhor qualidade dos passes e a boa média mantida de 11 rebotes ofensivos por jogo, o Cleveland tem hoje o melhor ataque da NBA. Um ataque que se dá ao luxo de encerrar jogos em três períodos e deixar o resto para os reservas esticarem o esqueleto e tirarem a poeira de seus arremessos.
Também é importante destacar como a pontuação do Cavs está melhor dividida, em termos. Antes apenas LeBron marcava pontos no garrafão, o resto do time vivia de arremessos de fora, resultado de um ataque estagnado. O time de hoje faz uma coisa que número nenhum registra: se movimenta no ataque. A movimentação organizada resulta em um time espalhado pela quadra que abre a defesa adversária. Com isso, o Cavs tem pontos bem divididos. Em média, são 20,3 pontos por jogo em bolas de 3, 29,3 pontos por jogo em arremessos de média distância e 33 pontos por jogo em bolas de dentro do garrafão, número que engloba também o bom uso dos contra-ataques pelo Cavaliers.
E mesmo que um número ou outro seja parecido com os do ano passado, não se deixe enganar, aquele time do Cavs dos anos anteriores não tem nada a ver com o que estamos vendo agora.
Desde que draftou LeBron James, em 2003, o Cleveland Cavaliers evoluiu e se firmou como um dos principais times da Conferência Leste. A equipe de Ohio conseguiu chegar a final em 2007, mas foi varrida pelo San Antonio Spurs. Mesmo com os bons desempenhos e as constantes idas aos playoffs, o Cavs era muito criticado por depender exclusivamente de LeBron James no ataque e jogar “feio”.
Para tentar resolver este problema e “desafogar” um pouco LeBron, o time trouxe para esta temporada o armador Mo Williams, ex-Milwaukee Bucks. No começo, muitos acharam que a troca não daria certo, já que Mo é conhecido por ser “fominha” e por ser apaixonado pelo seu arremesso. Entretanto, a troca vem se mostrando precisa e perfeita. Mo está solidário e ciente de que a bola deve ficar mais nas mãos de James.
Com essa química perfeita, o time de Cleveland ocupa a segunda posição na Conferência Leste, com 14 vitórias em 17 jogos, ficando atrás apenas do atual campeão Boston Celtics. Porém, a evolução da franquia de Ohio não se deve apenas ao reforço do Williams. Os coadjuvantes estão participando mais da rotação e algunas atravessam as melhores fase de suas carreiras.
O melhor exemplo disso é o armador Delonte West. Com a chegada de Mo, West foi deslocado pelo técnico Mike Brown para a posição 2, de ala-armador. Foi uma grande sacada do treinador, já que West tem um chute preciso e confiável, além de poder armar o time em algumas situações. O camisa 13 do Cavs tem médias de 11.4 pontos, 3.6 rebotes e 3.1 assistências, além de acertar 51.4% de seus arremessos, comprovando sua boa pontaria.
O ala-pivô brasileiro Anderson Varejão também está contribuindo mais ofensivamente. Na vitória de sábado, diante do Milwaukee Bucks, o capixaba fez nove pontos e pegou oito rebotes. Assim, “The Wild Thing” (O Coisa Selvagem) acumula sua melhor média ofensiva da carreira, 7.7 pontos por jogo, além de pegar 6.4 rebotes.
Mas não são apenas os dois atletas citados que evoluíram. O Cavs, como um todo, está melhor. A equipe tem o quarto melhor ataque da NBA, com média de 103 pontos por jogo e é o terceiro time com melhor pontaria da liga, com média de 48% de seus arremessos certos.
“Nós não estamos tentando encontrar um ao outro”, declarou Mo Williams. “Nós estamos nos ajudando durante todos os 48 minutos do jogo e isso é a diferença”, concluiu o armador, que conecta 15.7 pontos e dá 4.6 assistências por noite.
“Nós sentimos que temos um time profundo, agora. Temos confiança em todos os jogadores da equipe”, avaliou o técnico do Cavs, Mike Brown. “Como eles confiam uns nos outros, o jogo fluí mais facilmente e eles não perdem o foco na partida. Os reservas estão jogando bem e o time não perde qualidade”, completou.
O próximo desafio do Cleveland Cavaliers, de LeBron James & cia, será na noite desta quarta-feira, quando a equipe de Ohio receberá a visita do New York Knicks na Quicken Loans Arena.
O Cleveland Cavaliers manteve a invencibilidade no seu ginásio Quicken Loans Arena com um show de enterradas do astro campeão olímpico LeBron James, que comandou a nona vitória do time nos últimos 10 jogos, por 110 a 96 sobre o Atlanta Hawks na noite de sábado. O cestinha da NBA fez 19 de seus 24 pontos no segundo tempo, deu oito assistências e pegou sete rebotes, nem precisou chegar à sua média de 29,5 pontos por jogo para coroar mais uma grande atuação, bastou o pacote de jogadas espetaculares no triunfo que igualou o melhor início de temporada do Cavs (10V-3D) desde a temporada 1988-89. O armador Mo Williams teve uma grande contribuição no resultado com 23 tentos, cinco rebotes e quatro passes para cesta, e o ala-pivô brasileiro Anderson Varejão anotou oito pontos, seis rebotes e duas assistências em 18min35s de ação saindo do banco, ou seja, ficou dentro de suas médias. (more…)
O Cleveland Cavaliers vem atravessando uma excelente fase. A franquia de Ohio triunfou em seus sete últimos jogos e busca estender a série para nove até a noite de quarta-feira. Para chegar a marca de 10 êxitos em 12 jogos, o Cavs terá uma dura missão pela frente: vencer o New Jersey Nets e o Detroit Pistons. O detalhe é que ambos os jogos serão longe de seus domínios. Até aqui, o Cavaliers tem campanha regular jogando fora de casa. O time do técnico Mike Brown venceu duas (Dallas Mavericks e Chicago Bulls) e perdeu outras duas partidas (Boston Celtics e New Orleans Hornets).
O primeiro desafio, teoricamente, é o mais fácil. O Cavs irá até East Rutherfod para encarar o New Jersey Nets na noite desta terça-feira. Até o momento, o Nets vem fazendo uma campanha fraca, com cinco derrotas em nove duelos. Porém, a jovem equipe nova-iorquina vem embalada, já que triunfou nos seus últimos dois duelos, ambos contra o Atlanta Hawks.
O jogo terá um significado especial para LeBron James. Todos sabem que o astro da camisa 23 é cobiçado pelo Nets, que pretende contratá-lo no verão americano (inverno brasileiro) de 2010, quando LeBron, Dwyane Wade, Chris Bosh e outros astros se tornarão agentes livres. Para conseguir um desses atletas, o time de New Jersey limpou todo o seu elenco, negociando os jogadores com salários altos (Jason Kidd e Richard Jefferson) pegando apenas jovens e atletas com salários que expiram em 2010.
Além disso, um dos proprietários da franquia nova-iorquina, o rapper Jay-Z, é amigo de LeBron. Para reforçar a especulação, James, há alguns meses, declarou que preferiria jogar no Nets ao New York Knicks. Ao ser perguntado sobre o que esse jogo significa para ele, LeBron saiu pela tangente.
“Todo jogo é especial para mim, não importa quem seja o adversário. Quero apenas vencer e estou pensando no Cavaliers, não estou pensando o que pode acontecer no futuro”, afirmou o ala.
O astro de 23 anos, inclusive, vem passando por uma fase maravilhosa, talvez a melhor da carreira. Ele tem altíssimas médias de 29.8 pontos, 8.0 rebotes e 7.3 assistências por jogo nestes dez primeiros jogos da temporada. LeBron foi premiado o jogador da semana na Conferência Leste nas duas vezes que o prêmio foi dado neste campeonato. Nos últimos cinco jogos, o ala ostenta médias de 33.8 tentos, 8.0 rebotes e 7.2 passes por partida, além de estar acertando 60% de seus arremessos.
Para mostrar o quão dominante ele é, James foi o cestinha do Cavs em sete partidas, reboteiro em duas e passador mais eficiente em oito, números assustadores se tratando de um ala. Apesar de sua boa fase e a do time, a estrela prevê dois jogos duros: “Nós estamos jogando bem, fazendo as coisas direitinho, só precisamos repetir isso. A única coisa que muda é que não iremos contar com o apoio da torcida e isso com certeza irá dificultar nosso trabalho. Temos que respeitar Nets e Pistons, mas fazer o nosso jogo e não deixar que eles façam o deles”.
Logicamente, LeBron não faz tudo sozinho. Seus companheiros de time estão colaborando muito nos últimos jogos, dois deles em especial. Tratam-se do armador Mo Williams, reforço do time na última “offseason”, e o brasileiro Anderson Varejão. Mo liderou a equipe contra o Denver Nuggets com seus 24 pontos e concretizou seu crescimento nas últimas partidas. O armador de 26 anos tem médias de 18.4 pontos, 5.2 assistências e 1.4 roubos de bola nas últimas cinco partidas. Parece que o camisa 2 já está perfeitamente adaptado ao jogo do Cleveland e que veio mesmo para ser o principal ajudante ofensivo de James.
Já o capixaba Varejão, que sempre se destacou por fazer muito bem o “trabalho sujo”, vem mostrando neste início de campanha que é útil também para o ataque. Ele já se tornou o sexto homem do Cavaliers e chegou a ter médias de 14.6 pontos, 7.3 rebotes e 1.6 tocos na última semana. Além disso, o ala-pivô de 2,11m de altura continua mostrando sua versatilidade defensiva, levando seus adversários a loucura, como fez com Kenyon Martin, do Denver Nuggets. Varejão pressionou tanto o ala-pivô do Nuggets, que ele perdeu a cabeça e fez uma falta flagrante no brasileiro, sendo excluído da partida.
O Cavs (8v-2d) entrará em quadra no Izod Center a partir das 22h30min da noite desta terça-feira. Na quarta, LeBron James & cia vai até o Pallace Of Auburn Hills para duelar contra o Detroit Pistons (7v-3d), de Allen Iverson.
No primeiro duelo de brasileiros na temporada 2008/09 da NBA, o pivô Nenê (31 na foto marcando LeBron James) pontuou mais, com 12 pontos contra seis do ala-pivô Anderson Varejão (17 na foto), mas foi o capixaba do Cleveland Cavaliers que recebeu mais elogios e comemorou a sexta vitória consecutiva de sua equipe, por 110 a 99 (58 a 61 no intervalo) sobre o Denver Nuggets na Quicken Loans Arena de Cleveland. O motivo principal da valorização do “Coisa Selvagem”: os oito rebotes defensivos e a energia na marcação no segundo tempo. (more…)
O Cleveland Cavaliers enfrenta um rival divisional em casa, na Quicken Loans Arena, nesta terça-feira, às 22h (horário de verão de Brasília): o Milwaukee Bucks, ex-time de seu grande reforço da temporada, o armador Maurice “Mo” Williams. Como a maioria dos jogadores que trocam de equipe, Williams garante não ter nenhum ressentimento em relação ao ex-time e que a motivação maior é manter a invencibilidade contra times da Divisão Central. Nos bastidores, porém, a conversa é sobre a possibilidade de o Cavs buscar o ala-pivô Antonio McDyess, recentemente dispensado pelo Denver Nuggets, para competir por tempo em quadra com o brasileiro Anderson Varejão.
McDyess foi enviado para Denver como parte da troca que levou Allen Iverson para o Detroit Pistons, mas não tinha a intenção de reforçar a rotação atrás do pivô brasileiro Nenê e do ala-pivô Kenyon Martin. Decepcionado com a direção da franquia após ser trocado em 2002, o ala-pivô negociou a rescisão de seu contrato, oficializada nesta segunda-feira. Até quarta-feira, qualquer time pode puxar seu contrato, que lhe pagava US$ 13,6 milhões pelos próximos dois anos e ainda teria acrescentado US$ 1,3 milhão por causa de uma cláusula que lhe dá aumento em caso de troca. O Memphis Grizzlies tem espaço na folha salarial para tanto, mas fontes na liga dizem que o clube não o fará.
Desta forma, McDyess, um ala-pivô importante na rotação de garrafão do Detroit nos últimos quatro anos, teria passe livre a partir de quinta. Fontes próximas ao jogador dizem que, com 34 anos de idade, ele não quer passar por mais uma mudança de cidade e pretende voltar ao time após 30 dias, limite para um jogador trocado retornar ao seu time original. Entretanto, se fizer isto, “Dice” só poderá assinar por, no máximo, US$ 1,9 milhão. Cleveland, por sua vez, ainda possui US$ 5,1 milhões de sua exceção de mid-level anual e poderia dedicar ao pivô.
“McDyess é um grande jogador. Sempre que você pode acrescentar um bom jogador ao seu time, você tenta fazê-lo. Mas em termos de onde estamos em relação a isto, vocês têm de perguntar ao (gerente geral) Danny Ferry”, disse o técnico do Cavs, Mike Brown. Ferry não quis comentar sobre o que fará.
Contratar McDyess reforçaria uma rotação de garrafão fraca, que conta apenas com os titulares Ben Wallace e Zydrunas Ilgauskas e o reserva Anderson Varejão. O calouro JJ Hickson é considerado ainda muito cru para ganhar mais tempo de jogo; outro calouro, Darnell Jackson, está se recuperando de uma contusão no pulso sofrida na pré-temporada. A deficiência tem resultado em uma maior utilização do ala LeBron James na posição 4. Menos mal que LeBron é um dos melhores jogadores em atividade, conquistando o prêmio de Jogador da Semana na Conferência Leste nesta segunda-feira: marcou 34,5 pontos e 9,8 rebotes nas quatro vitórias do Cavs na semana passada, recebendo o prêmio pela 14ª vez em sua carreira.
Varejão também vem compensando com boas atuações no ataque e uma melhora em vários índices estatísticos. “Estou me sentindo mais solto em quadra e conseguindo ajudar mais a equipe. Eu não tive férias esse ano, precisei me recuperar de duas contusões que me atrapalharam muito no fim da temporada passada e o trabalho da pré-temporada está aparecendo. Fico feliz de estar ajudando mais o time, podendo ser mais útil”, disse o capixaba.
Outro motivo para acrescentar McDyess também seria impedir que retornasse ao arquirival de divisão Pistons, ou mesmo ao Boston Celtics, que eliminou o Cavs nos playoffs no ano passado e, apesar de contar com vários pivôs de qualidade, teria interesse na sua contratação. Tirá-lo do Pistons é importante pelo mesmo motivo que vencer o Bucks nesta terça: o campeão divisional tem uma das quatro primeiras posições da Conferência Leste garantida. “Temos um jogo difícil contra o Bucks, mas estamos crescendo e temos que tirar proveito do mando de quadra, porque uma vitória nos deixa em situação muito boa na classificação”, disse Varejão.
O Bucks cedeu Mo Williams ao Cavaliers em troca que envolveu também o Oklahoma City, parte de uma reformulação comandada pelo gerente geral John Hammond. Apesar disso, Williams garante não ter nenhum ressentimento com o ex-clube, lembrando que foi Milwaukee que lhe deu um contrato de seis anos e US$ 51 milhões antes da última temporada. “É apenas mais um jogo para nós. Levamos um jogo de cada vez. Não tenho nenhum sentimento amargo contra Milwaukee. Todas minhas memórias de lá são ótimas. A organização não foi nada além de ótima comigo. Eu ainda tenho muitos amigos lá. Tenho muito respeito pela organização. Eles me deram meu contrato. Nunca morda a mão que o alimenta”, disse Williams.
Parte da razão pela qual o armador não tem problemas com seu ex-time é que Milwaukee foi uma das piores equipes da NBA nos últimos anos. Ao enviá-lo para Cleveland, Hammond deu a Williams a chance de jogar ao lado de um superastro, LeBron James, e ter chances reais de conquistar um título. “Muitos jogadores são trocados e ficam amargos com o time porque eles vão para situações onde não é tão bom ou eles não queriam ir. Mas eu estou em uma ótima situação, tendo a maior diversão da minha vida. Toda noite eu me divirto, n treino eu me divirto, nos jogos eu me divirto, e fora de quadra. Tudo está ótimo para mim agora. E eu sei que é porque eles apertaram o gatilho e fizeram a troca. Foi triste sair, mas ao mesmo tempo, estou feliz onde estou”, explicou o armador.
Apesar disso, Williams ficou 30 minutos além do treino praticando arremessos para estar afiado no reencontro com seus velhos amigos, incluindo o armador Ramon Sessions, que está vivendo no seu apartamento em Milwaukee. Entre os Bucks, porém, provavelmente não estará o ala-armador Michael Redd, nascido em Ohio e também companheiro de LeBron na seleção americana medalha de ouro em Pequim. Redd torceu o tornozelo direito na primeira semana da temporada e perdeu os últimos três jogos por causa da lesão.
A vitória desta segunda-feira diante do forte Dallas Mavericks, mesmo jogando no Texas, fez bem para todo o elenco do Cleveland Cavaliers, principalmente para o armador Mo Williams. O atleta de 26 anos chegou ao Cavs em agosto, quando foi trocado pelo Milwaukee Bucks para a franquia de Ohio. Após três partidas discretas, Mo finalmente deu o ar da graça com a camisa 2 do Cleveland.
Contra o azulão texano, Williams assinalou 14 pontos, acertando 50% de seus arremessos de quadra, e ainda deu seis assistências, liderando o time neste quesito. Foi uma espécie de redenção para Mo, após ter feito uma péssima partida no último sábado contra o New Orleans Hornets, quando errou a maioria de seus arremessos e viu seu Cavs perder para Chris Paul & cia.
Além de ter mostrado que está cada vez mais entrosado no time do técnico Mike Brown, Mo também revelou para os fãs da NBA que pode ser muito importante quando o astro do time, LeBron James, vai para o banco de reservas descansar. Na partida contra o Mavericks, o “Rei” de Cleveland foi para o banco e assistiu a uma série de chutes certeiros do armador, que ajudou a manter a boa margem de pontos em relação ao Mavs mesmo sem ter sua principal estrela em quadra.
“Quando você chega em uma equipe tem que começar tudo do zero. É preciso aprender a filosofia do técnico, o estilo de cada jogador, além de conhecer os companheiros. Mas eu estou feliz desde o primeiro dia aqui no Cavs, todos têm sido ótimos comigo e eu me senti em casa, creio que foi ótimo assinar com essa equipe”, revelou Mo Williams, após a partida contra o Mavericks. “Foi um verão difícil para mim, pois passei por duas cirurgias, mas agora vejo que tudo está velando a pena”, finalizou.
Mo se referiu as cirurgias que teve que fazer para retirar uma hérnia durante o período de férias da Liga. Ele ficou cerca de dois meses sem qualquer contato com bola e quando voltou já havia sido trocado para o Cleveland Cavaliers. A evolução de Mo rendeu elogios do técnico Mike Brown.
“Mo é um sujeito muito criativo. Ele pode criar arremessos para ele e para os seus companheiros. É esse ponto forte dele que nós estamos tentando aproveitar o máximo possível”, declarou o treinador do Cleveland Cavaliers.
Contra o Mavericks, o técnico Mike Brown decidiu começar o último quarto com a seguinte escalação: Mo Williams, Daniel Gibson, Wally Szczerbiak, o brasileiro Anderson Varejão e Zydrunas Ilgauskas. Até ali, o time de Ohio mantinha uma vantagem de seis pontos, 72 a 66. Quando LeBron James retornou à quadra, quatro minutos depois, o Cleveland já vencia por 16 tentos, graças aos arremessos precisos de Mo e a boa defesa desempenhada pelo time, cujo um dos líderes foi o capixaba Anderson Varejão.
Mo Williams terá a chance de reencontrar seus antigos companheiros do Bucks na próxima terça-feira, 11, quando o Cavaliers receberá a visita da franquia de Milwaukee.
A combinação LeBron James/Mo Williams/forte defesa, não necessariamente nesta ordem, levou o Cleveland Cavaliers a uma grande vitória fora de casa sobre o Dallas Mavericks por 100 a 81 (51 a 42 no intervalo) na noite de segunda-feira. O astro campeão olímpico da camisa 23 teve sua maior pontuação deste início de temporada com 29 pontos e oito rebotes, embora tenha acertado apenas oito em 20 arremessos de quadra, e o armador Williams comandou uma seqüência decisiva de 13 a 0 na abertura do último quarto com James no banco, terminando a partida com 14 tentos (nove deles na etapa final) e seis assistências. O pivô lituano Zydrunas Ilgauskas contribuiu com 17 pontos e 11 rebotes no triunfo do Cavs (2V-2D). No setor defensivo, os destaques do time de Ohio foram os alas-pivôs Ben Wallace e Anderson Varejão (camisa 17 na foto). (more…)
Com uma vitória em três jogos, o Cleveland Cavaliers faz nesta segunda-feira (3/11) seu terceiro jogo fora de casa na temporada, contra o Dallas Mavericks no American Airlines Center (23h30min, horário de verão de Brasília), procurando por respostas. Se o otimista vê um ataque com mais opções ofensivas e quatro jogadores com médias de pontos em dígitos duplos, o pessimista vê o alto número de turnovers da equipe do brasileiro Anderson Varejão como sinal de alerta. (more…)
Após estrear com derrota fora de casa para o Boston Celtics, 90 a 85 na terça-feira, o Cleveland Cavaliers faz seu primeiro jogo em casa nesta quinta (30/10), às 21h (horário de verão de Brasília), contra o Charlotte Bobcats, na Quicken Loans Arena. Impressionados com o barulho que a torcida do Boston fez para celebrar os atuais campeões, os jogadores do Cavs esperam que sua torcida leve a mesma energia para o jogo contra o Charlotte, que será treinado por Larry Brown, técnico admitido no Hall da Fama do basquete e desafeto do astro LeBron James, em um jogo oficial pela primeira vez.
“Estou empolgado. Você sente a eletricidade que Boston teve com seus fãs. Estou ansioso para jogar (hoje) com nossos torcedores, porque os torcedores deles realmente fizeram o ginásio balançar. Entrar em um ambiente hostil como aquele e jogar bem, especialmente nos primeiros 24 minutos como fizemos, diz muito sobre nosso time”, disse o armador Maurice Williams, que acertou três cestas de 3 pontos e marcou 12 pontos, 3 rebotes, 2 assistências e 4 turnovers em sua estréia pelo Cavs. No segundo tempo, o reforço, obtido em uma troca envolvendo três times, não teve o mesmo rendimento do primeiro e o ataque do Cavaliers esteve estagnante, como no ano passado.
“Quanto mais praticarmos e mais jogos disputarmos, isto vai ser corrigido. Foi o primeiro jogo do ano. Ainda temos 81, mais os playoffs. Não é nada para se estressar. Aquele (Boston) é um time que ganhou o título. Eles estão confortáveis com suas jogadas, estão confortáveis com as coisas que estão fazendo. Nós temos um novo elenco. Ainda estamos tentando pôr as coisas sob controle”, justificou o armador, que fará sua primeira exibição oficial frente à sua torcida.
O ala-pivô brasileiro Anderson Varejão, que produziu 9 pontos, 9 rebotes, 3 roubos e 1 assistência em Boston, concorda com Williams. “Jogamos bem contra o Boston, poderíamos ter vencido o jogo, e gostei da postura da equipe, da vontade que o time demonstrou em quadra. Foi só o nosso primeiro jogo, estamos começando a temporada e ainda temos muito a evoluir, a crescer, e temos mais um jogo difícil pela frente, só que agora em casa, contra o Charlotte. Estamos em casa, diante da nossa torcida e vamos buscar essa primeira vitória”, disse o capixaba, através de sua assessoria de imprensa.
Apesar de ter retrospecto de 117v-47d em casa nas últimas quatro temporadas, quinta melhor marca da liga no período, o Cavs tem apenas 13v-25d em seu histórico de estréias em casa, incluindo uma derrota por 92 a 74 para o Dallas Mavericks no ano passado. Por isso, o time sabe que não pode vacilar, mesmo contra o Bobcats, que não venceu nenhum dos oito amistosos que disputou na pré-temporada. “Nós vamos jogar como se fosse o último jogo da temporada, como se fosse um jogo que tivéssemos de vencer para entrar nos playoffs”, garantiu LeBron James, que verá no banco adversário um técnico com quem teve desentendimentos no passado: Larry Brown, veterano já admitido ao Hall da Fama por suas proezas, campeão nos níveis universitário e profissional, que retorna à NBA após dois anos de exílio.
Brown ficou duas temporadas de fora após sua pior campanha na liga, em 2005-06, quando comandou seu time do coração, o New York Knicks, às últimas posições da tabela, e de onde saiu em meio a controvérsias com jogadores e dirigentes. Antes disso, em 2004, recém-saído da conquista do seu primeiro título da NBA, com o Detroit Pistons, Brown treinou a seleção olímpica americana que deu vexame nos Jogos de Atenas, perdendo três partidas a caminho da medalha de bronze. James estava naquele elenco, mas foi pouco utilizado e mostrou sinais de abatimento com a situação durante a campanha, sentimento dividido com Carmelo Anthony, Dwyane Wade e Carlos Boozer. Quatro anos depois, o mesmo quarteto comandou os EUA a uma campanha invicta nos Jogos Olímpicos de Pequim-2008, recuperando a medalha de ouro com Mike Krzyzewski como técnico. Por isso, quando perguntado sobre o que havia aprendido com Brown em 2004, James respondeu apenas, “Nada”.
O Detroit Pistons aproveitou a ausência do ala campeão olímpico LeBron James, que tirou uma folga planejada após a vitória de terça-feira sobre o Philadelphia 76ers, para derrotar o Cleveland Cavaliers por 97 a 79 (40 a 40 no intervalo) no Palace de Auburn Hills (more…)
O ala-pivô brasileiro Anderson Varejão se recuperou da lesão na coxa esquerda que o deixou fora do treino de segunda-feira a tempo de participar do jogo de estréia do Cleveland Cavaliers e ainda ficou mais tempo em quadra que o poupado camisa 23 LeBron James. O cestinha da NBA na temporada passada e destaque da seleção americana campeã olímpica em Pequim só jogou os primeiros 8min25s e foi para o banco descansar, já o “Coisa Selvagem” brazuca saiu do banco durante 15min17s para marcar nove pontos, um roubo de bola e um toco na derrota do Cavs em casa para o Toronto Raptors por 104 a 84 (43 a 51 no intervalo). (more…)
O estilo de ataque rápido implantado por Mike D´Antoni no Phoenix Suns, o famoso “run-and-gun” (muita correria e arremesso gastando poucos segundos de posse de bola), nunca fez a cabeça do técnico Mike Brown no Cleveland Cavaliers, mas com o reforço do veloz armador Mo Williams, o Cavs pretende acelerar seu ritmo de jogo na próxima temporada e isso foi bem perceptível no jogo-treino de sábado na Rhodes Arena de Akron. Williams foi logo dando seu cartão de visitas com um passe do meio da quadra para a ponte aérea do ala-pivô brasileiro Anderson Varejão, autor de sete pontos e quatro rebotes na apresentação do time à torcida. O “Coisa Selvagem” capixaba acertou todos os seus três arremessos de quadra, incluindo um belo gancho da lateral próximo à linha de fundo, um novo arremesso que aparentemente ele adicionou a seu repertório ofensivo. O armador ex-Milwaukee Bucks foi um dos grandes destaques dos treinos do time de Ohio e muito se espera da parceria dele com o astro LeBron James no primeiro teste numa situação real de jogo, nesta terça-feira às 20h (de Brasília) o Cleveland recebe o Toronto Raptors na estréia das duas equipes na pré-temporada da NBA.
“Com a velocidade de Mo e o restante de nossos armadores que também são rápidos, nós queremos levar a bola para o ataque um pouco mais rápido. Não queremos ser o Phoenix, não queremos ser o velho Sacramento Kings ou nada assim. Mas temos caras que são armadores velozes e aceleram o jogo, então queremos tirar vantagem disso. Acho que Mo foi bom em fazer isso”, disse o técnico Brown.
Williams e Daniel Gibson foram os destaques principais do jogo-treino. O primeiro marcou 13 pontos, duas assistências e uma bola perdida, acertando quatro em oito arremessos de quadra, incluindo dois em quatro chutes de três pontos. “Boobie” Gibson fez 16 pontos convertendo seis em 13 arremessos de quadra, incluindo um aproveitamento de três em cinco nas bolas de três que são sua especialidade. Mo sabe que o Cavs espera dele uma boa correria para criar jogadas.
“Então eu tenho de estar disposto e ser capaz de fazer isso, correndo para cima e para baixo na quadra. Tenho de me manter saudável e estar em grande forma física”, afirmou Williams.
Um ritmo de ataque mais veloz deve beneficiar o astro LeBron James, que espera ter mais oportunidade de finalizar jogadas, algo que ele faz melhor do que qualquer um na liga, afinal foi o cestinha da temporada passada com 30 pontos por jogo.
“Com os armadores rápidos que nós temos em Mo, Delonte West e Boobie, temos caras que podem ir lá e acelerar a bola de uma maneira em que será difícil de o adversário se defender”, destacou LeBron.
Depois de uma pesada carga de trabalho ao longo do verão defendendo a seleção americana campeã olímpica em Pequim, o Cavs se certificou de pegar leve com James no acampamento de pré-temporada, no sábado o ala jogou apenas quatro minutos, tentando só dois arremessos, seus únicos dois pontos vieram de uma enterrada a partir de um passe de Gibson rebatendo a bola na tabela em um belo contra-ataque. LeBron não chegou a jogar junto com Mo no sábado, a dupla que deu muitos frutos foi Gibson/Williams, que chegaram a combinar 10 pontos em um intervalo de pouco mais de um minuto no qual ambos acertaram bolas de três longas. O Toronto vai ter as mãos cheias para marcá-los amanhã. Mike Brown gostou das qualidades de liderança que viu em seu novo armador de 25 anos.
“Eu o vi (Mo) conversando com os caras em diferentes momentos, encorajando seus companheiros quando estavam meio pra baixo. Ele lutou até o soar da campainha final. Essas são coisas que você aprecia em um jogador, especialmente um cara que é tão jovem como ele é, mas também já está na melhor de sua forma”, elogiou o treinador.
A chegada de Williams permite ao Cavaliers antecipar sua defesa também, todos os armadores do time e até alguns dos jogadores de garrafão estavam dando combate no meio da quadra, Brown quer usar um pouco mais a marcação-pressão na saída de bola do adversário.
“Nós não estaríamos fazendo isso em um treino coletivo se não estivéssemos dispostos a fazer também nos jogos. Isso é algo que simplesmente temos de incorporar em nós, meio que fazer isso por instinto em vez de ser planejado. Dessa forma os líquidos defensivos estão fluindo e isso simplesmente aumenta a intensidade. Começa comigo, se os caras me virem fazendo isso, é algo que vai incentivar todo mundo a marcar mais forte, do primeiro ao quinto jogador em quadra”, comentou Williams. “Esse é um dos meus dons, eu posso fazer jogadas na quadra aberta. Essa área do contra-ataque é uma em que estamos tentando melhorar. Colocamos uma ênfase nisso este ano. Temos caras que podem correr, então vamos entrar lá e fazer isso para conseguir mais cestas fáceis”, completou.
Para Brown, a rapidez do trio de armação formado por Williams, West e Gibson junto com outro recém-contratado do banco, o ala-armador Tarence Kinsey, vai permitir isso. “Esses caras são atléticos e podem defender bem, queremos esses caras marcando quadra inteira na maior parte das posses de bola dos adversários. Não os queremos para roubos de bola, não somos um time que faz apostas arriscadas, mas veremos se podemos fazer nossos oponentes trabalharem contra o relógio e colocar alguma pressão neles desta maneira”, analisou o técnico, alertando seus armadores para tentação do bote errado na tentativa de roubar bolas, o que pode acabar gerando faltas desnecessárias ou que sejam batidos no drible, a velocidade na defesa tem que ser mais controlada.
Quando precisar adotar uma formação mais veloz que a normal, o Cleveland pode até abrir mão de seus dois pivôs de força titulares, Zydrunas Ilgauskas e Ben Wallace, mais velhos e pesados, e colocar em quadra um quinteto mais baixo e ágil com dois armadores (Williams e West), LeBron James jogando de ala-pivô e Anderson Varejão de pivô 5, essa foi uma das possibilidades comentadas na pré-temporada pela comissão técnica do Cavs.
“Os técnicos têm conversado seriamente sobre LeBron James jogar algum tempo como ala-pivô, como ele fez na seleção olímpica. Com 2,04m, 114,3kg e cerca de apenas 6% de gordura corporal, James quase pode jogar em todas as posições na quadra. Eu notei que ele teve a melhor temporada em rebotes de sua carreira (7,9 por jogo) e tem alguns movimentos no poste baixo se ele quiser usá-los no garrafão. Estamos falando de 10 a 15 minutos por jogo na posição, mas é algo que o Cavs vai trabalhar em cima. A idéia seria tentar aumentar o ritmo de jogo em algum ponto, talvez com Delonte West e Mo Williams na dupla de armação, Wally Szczerbiak e James nas alas, e talvez Anderson Varejão no meio. Szczerbiak também jogou um pouco como ala-pivô no acampamento. Este é o tempo para experimentos, então não escrevam nada disso com tinta”, comentou o colunista do Cleveland Plain Dealer, Terry Pluto.
Por enquanto a corrida que LeBron fez foi para sair rápido do jogo-treino de sábado para uma campanha nas ruas de Cleveland encorajando os eleitores a se registrarem para votar na eleição presidencial dos Estados Unidos em novembro. James não esconde de ninguém seu apoio ao candidato democrata negro Barack Obama, tendo doado US$ 20 mil para o comitê de campanha e jantado com ele em pessoa nas férias da liga este ano, mas neste fim de semana o ala preferiu se concentrar em encorajar os jovens americanos a votar, sem especificamente pedir que escolhessem Obama. O prazo final para registro de eleitores lá termina nesta segunda-feira.
“Estou apenas tentando fazer os jovens tentarem entender o quanto é importante votar. Esta é uma época em que o voto pode ser uma mudança de vida para muitas pessoas, então é muito importante participar. Essa oportunidade (de votar para presidente) só aparece uma vez a cada quatro anos, e se você quer uma mudança, você tem que se fazer ouvido. Você não pode ficar sentado, dizer que quer uma mudança e não fazer nada sobre isso. Não acho que nenhuma outra pessoa tenha me motivado ou me dado a inspiração de que quero me levantar e ir votar”, discursou James, que falou no palanque por cerca de 90 segundos e não mencionou que ele mesmo é um eleitor recém-registrado, aos 23 anos vai votar pela primeira vez, nos EUA o voto não é obrigatório e com isso os índices de abstenção entre os atletas costumam ser grandes.
Antes LeBron dizia que política e esportes não deviam se misturar, mas mudou de idéia ao anunciar seu apoio e fazer campanha aberta para Obama, assim como vários jogadores da NBA. Mas no sábado ele quis mais ressaltar o caráter cívico do voto, não citou o nome do candidato democrata no palanque, também todo mundo já sabe.
Assim como o Phoenix, do brasileiro Leandrinho, e outros times da NBA, o Cleveland Cavaliers fez neste sábado um jogo-treino de apresentação de sua equipe. O duelo do time vinho contra a equipe dourada foi aberto para o público, que lotou o ginásio principal da Universidade de Akron, a Rhodes Arena, para, entre outras coisas, dar as boas vindas ao armador Mo Williams, adquirido em setembro passado junto ao Milwaukee Bucks.
O armador de 26 anos não decepcionou os fãs e liderou seu time na vitória de 49 a 45 do time dourado. Mo marcou 13 pontos e enlouqueceu a torcida com uma linda jogada individual logo em sua primeira posse de bola. O time dourado contou também com o ala-pivô capixaba Anderson Varejão, que teve uma boa produção com sete pontos e quatro rebotes, ajudando Mo a conseguir seu primeiro “êxito” com a camisa do Cavs.
A atuação de Mo rendeu elogios até do astro LeBron James, mas o ala também lembrou dos outros armadores do Cavs, Daniel Gibson e Delonte West: “Nós temos três jogadores rápidos e inteligentes que podem carregar a bola e também fazer cestas”, declarou LeBron James. “Isso irá facilitar o trabalho de todos os outros jogadores e estou muito satisfeito com nosso time”, finalizou.
O time de Vinho contou com a presença do principal jogador da franquia, o ala LeBron James. Entretanto, o astro preferiu comer pipocas durante os três quartos finais, após uma atuação descontraída no primeiro e acabou “desfalcando” a equipe com a camisa vinho.
Em 12 minutos na quadra o maior astro da história do Cavs conseguiu dois pontos, quatro rebotes e duas assistências. Detalhe: LeBron não usou a tradicional camisa 23, mas o número 6, o mesmo algarismo que utilizou com a seleção americana nas Olimpíadas de Pequim, em agosto passado.
Com LeBron passando a maior parte do jogo no banco, o time de vinho foi liderado pelo armador Daniel “Bobbie” Gibson. O jovem armador, que renovou contrato com a franquia de Ohio neste período de férias, terminou o jogo com 16 pontos, acertando seis de seus 13 arremessos, sendo três deles do perímetro.
Além disso, LeBron estava admirando a chave da cidade, um “mimo” que recebeu do prefeito da cidade, Don Plusquellic, antes da partida. Visivelmente emocionado, o lateral aproveitou a chance e falou sobre a importância do voto na vida de uma cidade: “É muito importante o voto para uma cidade, nós temos que passar isso para os jovens, eles precisam compreender isso. É uma escolha importantíssima, pois é uma coisa que dura quatro anos, então é preciso ter consciência para votar”, declarou o “Rei” de Cleveland.
Os jogadores de garrafão também mostraram boa forma. O veterano Zydrunas Ilgauskas, atuando pela equipe de vinho, contribuiu com oito pontos e três tocos. Mas o lituano de 32 anos teve que enfrentar um Lorenzen Wright com muita vontade no garrafão do time dourado. O experiente pivô acertou seus quatro arremessos de quadra e também finalizou com oito pontos, formando uma boa dupla com Varejão. O único desfalque do Cavs foi o armador Delonte West, dispensado para cuidar de problemas familiares.
Após ser muito criticado por sua suposta “lentidão” em negociações, o gerente geral do Cleveland Cavaliers, Danny Ferry finalmente parece ter se redimido com a exigente torcida do time de Ohio. Isso porque o dirigente conseguiu concretizar o principal objetivo da franquia para esta “offseason”: montar um perímetro respeitável para ajudar o astro LeBron James na busca de um título inédito.
Embora satisfeita, a torcida de Ohio continua se intrometendo nas questões da franquia. A reivindicação dos fãs é que o técnico Mike Brown utilize os dois principais reforços conseguidos no time titular. Os jogadores em questão são os armadores Mo Williams e Delonte West. O primeiro veio através de uma torca e o segundo renovou contrato com a franquia, porém o plano da comissão técnica era utilizar apenas um deles na formação inicial, no caso Mo Williams e ter West como uma espécie de sexto homem.
Porém, a caixa de e-mails que o Cavaliers tem para interagir com seus torcedores está lotada e a maioria pede que a comissão técnica mude seu pensamento e forme a dupla de perímetro com Mo Williams e Delonte West. A dúvida em utilizá-los juntos se deve ao fato dos dois terem estilos de jogo muito parecidos e até características físicas semelhantes.
Mas alguns especialistas apontam que uma possível formação com Williams e West de titulares seria benéfica para o Cavaliers, que teria dois jogadores com boa visão de jogo atuando como armador (Mo) e ala-armador (West), fator que traria maior suporte para James.
A formação pode ser utilizada pela equipe desde que seja aprovada pela comissão técnica nos treinamentos de campo que serão iniciados em breve pelo Cavaliers. A idéia inicial, segundo membros da comissão, é testar os dois armadores atuando juntos e ver qual a reação do time. Caso a formação tática não seja aprovada, West deverá ser mandado para o banco, cedendo a titularidade para Williams, já que Mo chega para o Cavs com status de principal escudeiro de LeBron.
O ala-armador Michael Redd, astro do Milwaukee Bucks, falou pela primeira vez, nesta segunda-feira, sobre a partida de seu ex-companheiro Mo Williams para o Cleveland Cavaliers, já que o armador fora adquirido pelo time do astro LeBron James numa troca de seis jogadores, num negócio que também envolveu o recém-criado Oklahoma City Thunder.
Sobre Williams, o ala-armador do Bucks e da seleção norte-americana foi só elogios: “Ele pode marcar pontos, conseguir seu próprio arremesso, pode passar a bola. Ele manterá o time unido. Foi uma excelente aquisição para o Cavs”, disse Redd, que jogou com Williams entre os anos de 2004 e 2008.
Redd, entretanto, lamentou a saída do camisa 25 do time de Milwaukee: “Eu vi o Mo crescer e se desenvolver como o jogador que ele é hoje. É ruim de vê-lo sair, mas isso é parte dos negócios do basquete”, finalizou o camisa 22 do time de Wisconsin.
Juntos, Williams e Redd só conseguiram levar o Milwaukee Bucks para os playoffs em uma temporada, foi no campeonato de 2005/06 quando lideraram a franquia verde e vermelha a campanha de 40 vitórias e 42 derrotas, classificando o time em oitavo lugar. Entretanto, ambos não conseguiram fazer o Bucks chegar longe nos playoffs, isso porque a equipe foi eliminada pelo Detroit Pistons na ocasião.
Na última temporada, Mo Williams e Michael Redd lideraram a maioria das estatísticas do time, mas não conseguiram fazer com o que o Bucks alcançasse mais de 26 vitórias em 82 jogos. Redd foi o cestinha com média de 22.7 pontos por jogo, seguido pelo próprio Mo, responsável por 17.2 tentos por partida. O armador de 26 anos também foi o melhor passador, com média de 6.3 passes precisos por embate.
Após ter acertado a contratação do armador Mo Williams junto ao Milwaukee Bucks por meio de troca, o Cleveland Cavaliers teve uma “fofoca” sua divulgada pela imprensa de Ohio. Segundo o jornal “Ohio Tribune”, o Cavs tinha um “plano B” se por ventura a negociação por Williams não desse certo. Neste caso, o alvo seria o ala-armador JR Smith, atualmente no Denver Nuggets.
Uma fonte ligada ao time, que preferiu o anonimato, revelou que o Cleveland Cavaliers daria um contrato de alto valor para o jovem ala-armador do Nuggets. Segundo esta pessoa, Danny Ferry, gerente geral do Cavs, oferecia um contrato de cinco anos que giraria em torno de $18 milhões de dólares. Caso esta proposta se concretizasse, o Cavaliers provavelmente levaria Smith, isso porque o atleta de 22 anos acertou um acordo de $16 milhões pelos mesmos cinco anos com o Denver.
Para tristeza de alguns torcedores da franquia de Ohio e alegria de outros, o time conseguiu concretizar seu “plano A”, que era contratar Mo Williams. A negociação que trouxe o armador de 26 anos para Ohio foi um sucesso graças a mais duas equipes, o Milwaukee Bucks e o Oklahoma City, que ajudaram a equilibrar os salários.
Com esse desfecho, a proposta que seria feita para Smith foi arquivada e dias depois o Denver Nuggets anunciou a renovação por cinco anos com o jogador pelos valores citados acima. Para muitos fãs da NBA, JR Smith tem tudo para ser um dos melhores jogadores da liga nos próximos anos graças a sua atleticidade. Na última temporada, o ala-armador teve médias de 12.1 pontos por jogo saindo do banco de reservas.
Já o recém-contratado Mo Williams, apesar de ser “fominha” em algumas ocasiões, tem tudo para dar certo com o astro da franquia LeBron James. No campeonato 2007/08, o armador teve médias de 17.2 pontos e 6.4 assistências sendo titular do Milwaukee Bucks.