São Paulo (SP) - Presidente da Confederação Brasileira de Basquete (CBB) desde 1997, Gerasime Bozikis, o Grego, em 2008 não terá pela primeira vez em suas mãos a organização do campeonato brasileiro masculino da modalidade. No entanto, o mandatário não lamenta a reviravolta em sua administração, confirmando a permanência do técnico Moncho Monsalve no comando da seleção masculina e vislumbrando o retorno dela às Olimpíadas depois de 16 anos.
Rebatizado de Liga Nacional (LNB) nesta segunda-feira, o torneio de basquete brasileiro passará a ser gerido pelos clubes, sendo que a CBB ficará responsável somente pelas seleções canarinhas. A inovação foi a forma encontrada pelas partes para tentar reerguer o esporte no país - a última competição nacional não teve a participação de equipes do estado de São Paulo que, brigadas com a entidade, preferiram focar suas forças no Campeonato Estadual.
Aparentemente, a queda de braço teve fim nesta segunda, quando ficou definido que, enquanto as equipes organizarão um campeonato independente, a confederação cuidará das seleções. Para Grego, que confirmou a continuidade de Moncho, a prioridade é classificar novamente a equipe masculina aos Jogos Olímpicos, evento para o qual ela não vai desde 1996, em Atlanta.
“Ele (Moncho) continuará. Ele vem para o Brasil fazer um trabalho inicial em 2009, depois voltará no meio do ano para treinar para a Copa América”, disse o mandatário, feliz com a paz selada com os clubes, em entrevista ao Sportv. “Hoje é uma transferência no momento adequado, para as pessoas certas, da forma mais correta possivel. Estou muito feliz com essa união, e sei que a liga dará uma força ainda maior para os jogadores que estão no Brasil”.
Nesse contexto, Grego vislumbrou também que o próximo ciclo olímpico será muito bom para o basquete nacional. “Os jogadores já estão sendo contactados pelo departamento técnico e haverá um movimento muito grande. Vamos montar uma equipe para ganhar a Copa América e classificar ao Mundial. Depois, na Turquia (sede da competição internacional) brigaremos por grandes posições, para que o Brasil seja novamente uma das potências. Enfim, teremos condições de buscar a tão desejada vaga para as Olimpíadas”.
Caros leitores do Basketbrasil e do Show das Quadras.com.br, fui convidado na semana passada a escrever uma coluna semanal de basquete no novo jornal da Placar que já está circulando em São Paulo, e com grande alegria aceitei colaborar com este novo projeto a pedido dos colegas ex-LANCE! Fernando Poffo e André Rizek, torcendo pelo sucesso da empreitada que abriu mais este espaço para nossa modalidade na imprensa esportiva brasileira. O espaço é pequeno, portanto tivemos de editar bastante o texto inaugural, que pode ser conferido no site www.placar.com.br
O objetivo da coluna é falar do basquete para um público não muito especializado, que acompanha mais futebol na verdade, porém tem um potencial de aprender a gostar mais da modalidade da bola laranja, que já foi o segundo esporte do Brasil e agora está tão esquecida na mídia.
Mas para os fãs do Basketbrasil, resolvi republicar hoje o texto na íntegra, marcando o retorno da minha coluna semanal “De Chuá” a ser publicada às quartas-feiras, nosso webmaster ainda vai criar um espaço específico para esta nova peça, mas pela foto espero que vocês já tenham ficado curiosos: o que tem a ver o Barack Obama com a Seleção Brasileira? Leia o texto e se quiser mande seus pitacos pelo e-mail praraujo@hotmail.com ou redacao@basketbrasil.com.br, nossa área de comentários ainda está pendente de revisão técnica.
Título da coluna: Seleção Brasileira precisa de uma central de relacionamento
A imagem mais marcante que vi de um basqueteiro americano na semana não veio de um clipe de melhores jogadas da NBA ou das recentes boas atuações dos três brasileiros na liga americana. A cena de TV que mais me surpreendeu foi a do “jogador de fim-de-semana” e agora primeiro presidente negro dos EUA, Barack Obama, telefonando ele mesmo para eleitores indecisos no dia da eleição.
Naquela hora, lembrei que a convocação para a Seleção Brasileira com novo comando em pleno ano olímpico foi feita de forma impessoal, pela internet, divulgada para a imprensa antes de o técnico Moncho Monsalve sequer ter conversado com Leandrinho, Anderson Varejão e Nenê. Pelo menos para saber o mínimo por telefone: como eles estavam fisicamente, a posição oficial de suas equipes sobre a liberação ou seguro, se tinham algo contra um estrangeiro no comando, se assumiriam mesmo o compromisso de evitar a ausência do basquete masculino brasileiro pela terceira Olimpíada consecutiva.
Entre outros erros, a CBB falhou na sua função de central de relacionamento, e deu no que deu: debandada geral de jogadores com lesões atestadas pelos médicos dos clubes, fracasso no Pré-Olímpico, e o trio brasileiro da NBA (até Nenê em tratamento pós-câncer) acabou sendo crucificado aos quatro ventos pelo ídolo passional Oscar, o tipo de desabafo que não leva a nada e gera mais desunião no que já é desunido.
A derrota em Atenas deixou claro que a Seleção não tem opções de talento para abrir mão de seus grandes nomes internacionais. Reunir todos eles é só o primeiro passo, e ajudaria bastante se houvesse esse acompanhamento mais atento de suas carreiras, não apenas uma vez por ano na época da competição. Além disso, Moncho teria de vender aos comandados seu conceito europeu de basquete mais coletivo, cadenciado, com mais defesa e menos arremessos forçados. Bastaria um telefonema diplomático no estilo Obama, não uma ameaça de corte assim que Leandrinho anunciou na TV o problema no joelho semanas antes da apresentação.
Mas no Brasil, infelizmente, o jeito sargentão para os técnicos ainda é mais bem visto que o estilo “administrador de egos” personificado pelo “Mestre-Zen” Phil Jackson no Los Angeles Lakers. Um resultado internacional expressivo para reerguer a Seleção não será obra de um “salvador da pátria”, nenhum dos destaques desta nova geração é capaz de carregar um time nas costas no nível mais alto, mas com tantos talentos individuais valorizados nos seus times na Europa e nos EUA, o Brasil tem plenas condições de formar um grupo forte no próximo ciclo olímpico. Falta alguém com perfil agregador para unir os 12 melhores nomes possíveis, acima de vaidades ou divergências pessoais.
Não é uma questão de privilégios para esse ou aquele jogador, mas de respeito e proximidade com qualquer atleta convocável, afinal são eles que no final das contas vão resolver as coisas dentro da quadra. O sistema de jogo iniciado por Moncho até pareceu promissor, mas os “jogadores-eleitores” precisam comprar o projeto, é a arte do convencimento, um bom plano contra um estado de crise.
Se o país mais rico do mundo pôde superar seu histórico racista e eleger um negro presidente, com uma boa dose de marketing pessoal, ainda acredito que a Seleção possa começar a reverter suas mazelas tratando seus jogadores com mais consideração. Já temos poucos candidatos a ídolos no basquete brasileiro hoje, e ainda atiramos pedras nos que são vitrines, com certeza não é o melhor caminho.
Paulo Roberto Araujo Filho
Editor e redator Basketbrasil
(Marcelo Baltar - Da Redação Multimídia, Gazeta de Vitória Online)
O filme do capixaba Anderson Varejão está mesmo queimado com Oscar Schmidt. O maior atleta da história do basquete brasileiro detonou o ala-pivô (que atua no Cleveland Cavaliers, dos EUA) por não ter disputado o último Pré-Olímpico.
O Mão Santa afirmou ter se surpreendido negativamente com as atitudes de Varejão e aproveitou a visita que fez a Vitória, para dar um abraço em Luís Felipe, técnico do Cetaf e amigo pessoal, que recentemente retirou um tumor de quase cinco quilos do intestino.
Anderson Varejão
“Me surpreendi com as atitudes dele. Conheço muito bem o irmão e a família do Varejão e não esperava por isso. Ele arranjou uma contusão logo na véspera de um Pré-Olímpico. Antes, para mim, ele estava entre os melhores, junto com o Tiago Splitter e o Alex. Agora, se eu tivesse poder, ele não voltaria à seleção.”
Dirigente
“Não aceitaria ser presidente da Confederação Brasileira de Basquete. Não dá para trabalhar de graça. Trabalho muito para manter o meu estilo de vida. Tive uma ótima experiência quando fui dono de time (Telemar), mas não quero mais. Até recusei um patrocínio de R$ 400 mil para montar um time.”
Basquete capixaba
“Tenho muito orgulho de ter colocado o basquete do Espírito Santo no mapa com a Nossa Liga.”
Seleção
“Não vejo futuro, pois não há um presente. Agora a Liga ficará nas mãos dos clubes. No Brasil ninguém assiste aos campeonatos nacionais de basquete. Só a seleção para alavancar a paixão do brasileiro pelo esporte. É só olhar o exemplo do vôlei.”
Moncho Molsalve
“Foi a escolha naquele hora, mas não mais. Precisamos de um brasileiro no comando da seleção. Não vou falar quem eu gostaria de ver como técnico, pois posso queimar o cara.”
Kobe Bryant
“Melhor do mundo. Para mim é melhor do que o Michael Jordan. É mais alto e arremessa melhor.”
Luís Felipe
“Eu não sabia do tumor. Foi um choque. É um grande amigo e foi um grande jogador. É bom vê-lo bem.”
Não só de técnica e tática é feito o basquete moderno. A preparação física é uma parte do treinamento que vem ganhando destaque no esporte. Seja para potencializar o rendimento ou reduzir o risco de lesões, a preparação física hoje deve estar intimamente ligada com o trabalho técnico realizado nas equipes de base e de alto rendimento. É isso que faz Diego Miceli Jeleilate, preparador físico da Seleção Brasileira adulta masculina, do clube Paulistano e do E.C. Banespa. Formado em Educação Física e especialista em treinamento desportivo, Diego está na comissão técnica do Brasil desde 2004. Paralelo a esse trabalho, Diego ministra as Clínicas Técnicas e de Preparação Física Eletrobrás trocando experiências e capacitando técnicos por todo o país. Confira a entrevista dada por ele ao site da Confederação Brasileira (CBB):
Como começou a carreira?
Iniciei minha carreira dando aulas na escolinha de basquete do Colégio Santo Agostinho (SP) em 1998, quando ainda jogava basquete. No ano seguinte, quando eu era juvenil no Sport Club Corinthians e cursava o primeiro ano em Educação Física, o técnico Jofre Menezes me chamou para auxiliá-lo nas categorias menores do clube. Minha paixão por esporte, o incentivo dos meus pais a praticá-lo, e o fato da minha mãe ser educadora física, me fizeram escolher essa profissão.
Por que o basquete e o trabalho com equipes masculinas?
Ter jogado basquete por seis anos em clubes me fez amar essa modalidade. Quando ainda era universitário tive vários convites para ser técnico de algumas equipes de faculdades, sempre masculinas. Não foi uma escolha voluntária. Apenas não apareceram oportunidades na categoria feminina.
Existe diferença na preparação física do basquete e do futebol?
A diferença nas modalidades é muito grande, primeiro pelas características do jogo e as suas especificidades, depois pelas solicitações energéticas e pela dinâmica do trabalho. Trabalhar com trinta atletas (futebol) ao contrário de doze a quinze (basquete) acaba fazendo com que a administração das cargas seja bem diferente. No período de 2000 a 2002, ainda no Sport Club Corinthians, fui convidado a auxiliar a equipe juniores de futebol. Com isso comecei a acumular as duas funções, de preparador físico dos times juvenil e adulta do basquete e de auxiliar de preparação física dos juniores de futebol.
Como está a preparação física do Brasil em comparação com os outros países?
No Brasil temos excelentes profissionais e centros de desenvolvimento científicos voltados para preparação física e, em comparação aos outros países, às vezes o que nos falta são recursos, pois nossos profissionais são tão ou mais capacitados do que os de fora. Acredito que estamos no caminho certo e não deixamos faltar nada aos nossos atletas. Particularmente, minha maior preocupação é quanto às categorias de base. Com o privilégio físico dos brasileiros, se pudéssemos explorar mais os aspectos motores desses atletas, com certeza teríamos muito mais talentos aptos a jogar em qualquer modalidade.
Fale um pouco da sua experiência com as Clínicas Eletrobrás realizadas em várias cidades do país?
A experiência com as clínicas tem sido maravilhosa, pois além de ser gratificante poder trocar informações com os profissionais dos outros estados, verificamos o grande interesse em desenvolver os aspectos da preparação física. Devido ao grande sucesso e as solicitações de novas Clínicas Eletrobrás estamos desenvolvendo o módulo dois, já que no primeiro módulo o tema de preparação física foi abordado de maneira geral. Agora vamos começar a falar de forma mais específica. Vale destacar também que, em 2009, iniciaremos a Escola Nacional de Formação de Treinadores, que será uma possibilidade de mudança e de direcionamento para o basquete brasileiro.
Como está sendo o trabalho com o técnico Moncho? Alguma diferença da escola espanhola para a brasileira?
O trabalho com o técnico Moncho Monsalve tem sido produtivo e eficiente. Ele é um ótimo profissional e uma excelente pessoa. O Moncho acredita muito no trabalho da preparação física, sendo também um defensor da especificidade, permitindo que o trabalho seja realizado quase que na sua totalidade dentro de quadra (físico/técnico), que são os conceitos modernos de treinamento que muitos técnicos brasileiros também já estão adotando. Outro fator que facilitou a adaptação do trabalho foi o ótimo entrosamento que tenho com o assistente técnico José Neto, que me auxilia bastante na dinâmica dos treinamentos.
Qual a importância da musculação na preparação física do time?
Todos sabem que as principais capacidades do basquete são força e velocidade. Com isso, o desenvolvimento delas durante todo o processo de preparação é muito importante. Assim, o trabalho de força na musculação é mais um dos meios de desenvolver essas capacidades. Não é a única ou principal forma, mas sim uma ótima maneira de potencializá-las.
Qual a diferença do trabalho físico nas categorias de base para a adulta?
Nas categorias de base até 15 anos, a ênfase do trabalho deve ser no desenvolvimento dos aspectos motores. Nos anos seguintes não podemos esquecer esses aspectos, mas já nos preocupamos mais com o desenvolvimento das capacidades propriamente ditas. Ou seja, aliando uma boa base a uma boa potencialização, com certeza teremos um melhor resultado na formação de um atleta.
Como o atleta vê a preparação física?
A aceitação do trabalho físico de uns anos para cá por parte do atleta tem sido muito grande, tornando também mais fácil a atuação do preparador físico. Quem deseja se tornar um profissional tem total consciência da necessidade de estar bem fisicamente, não só para jogar melhor como para prevenir de lesões.
Conhecido por ter sido um dos maiores cestinhas da história do basquetebol mundial, Oscar Schmidt também é famoso por falar o que pensa e não titubear em suas opiniões. No último sábado, 4, ele esteve presente no evento “Bons Tempos em Quadra”, que homenageou o ex-jogador da seleção brasileira Adilson Nascimento e ainda serviu para reviver os bons momentos do basquete nacional.
Em entrevista concedida ao BasketBrasil, o “Mão-Santa” manteve sua opinião em relação aos jogadores que não atuaram no último Pré-Olímpico, alguns alegando lesões e outros problemas pessoais, e ainda deu sugestões sobre o que deve ser feito para revitalizar a modalidade que já foi bicampeã mundial com os homens e uma vez com as mulheres, além de ter cinco medalhas olímpicas.
Para Oscar, o evento realizado em Campinas neste sábado serviu como protesto a situação atual do basquetebol nacional: “Este evento significa um protesto. Nós queremos ver os bons tempos de volta, queremos ver o Brasil novamente forte e disputando as competições mais importantes de igual para igual com todos os times. Era isso que acontecia com a nossa geração, era um tempo em que o Brasil duelava com as seleções mais fortes e representava muito bem o país, era um tempo em que dificilmente nós ficávamos de fora das Olimpíadas e nós queremos ver isso de novo”, declarou o ex-camisa 14.
Em seguida, o maior cestinha do basquetebol brasileiro deu três sugestões para melhorar a situação: “Primeiro, nós devemos massificar o basquete através das federações estaduais, nós temos 27 federações, então tem que haver escolinhas da CBB em cada uma dessas federações para que as pessoas saibam da existência de escolhinhas de basquete. Depois, os campeonatos devem ser geridos pelos clubes, sem que a CBB se intrometa nisso. E, por último, deve ser resgastado o espírito de jogar pela seleção para que não haja deserções em massa como aconteceu no último Pré-Olimpíco”.
O ex-ala revelou que torce para que a recém-criada Liga Nacional de Basquete seja bem sucedida: “É o que eu espero. Depois de tanta briga, tanta discussão parece que, finalmente, nós teremos nossos desejos atendidos, isso é bom pois mostra uma pequena evolução. Eu ficarei muito feliz se a Liga Nacional emplacar senão o meu trabalho e de outros ídolos terá sido em vão”, analisou.
Ao ser perguntado se estava arrependido das declarações que deu em rede nacional logo após a eliminação do Pré-Olímpico contra a Alemanha, Oscar disse que não se arrepende de seu desabafo e voltou a “cutucar” alguns atletas, além de elogiar Tiago Splitter e Alex, dizendo que eles são exemplos a serem seguidos.
“É preciso que os exemplos do Tiago Splitter e Alex sejam seguidos. Eles são meninos de ouro e adoraria ter garotos como eles ao meu lado. Eles se doaram pela seleção, jogaram mesmo machucados, eles são os exemplos que os jovens jogadores devem seguir. Se outros jogadores não quiserem jogar tudo bem, nós não tivemos nenhum resultados com eles mesmo, podem ficar em casa”, disparou.
Por fim, Oscar se revelou contra a permanência do espanhol Moncho Monsalve no cargo de treinador da seleção brasileira masculina: “O Moncho foi importante naquele momento (Pré-Olímpico), mas não dá. Nós temos que nos preparar para Londres e é preciso um técnico brasileiro, coloquem o Moncho para dar clínicas aqui no Brasil para que ele ensine a garotada a jogar, aí ele seria muito útil. Mas eu não concordo com a permanência dele como técnico da seleção principal”, finalizou.
A Confederação Brasileira de Basquete (CBB) divulgou nesta sexta-feira a programação da seleção brasileira masculina após a renovação com o técnico Moncho Monsalve. O espanhol acertou por quatro anos e terá como principal competição em 2009 a Copa América.
O torneio define os representantes do continente no Mundial de 2010, que será realizado na Turquia. No próximo ano, a seleção ainda competirá no Torneio Super Four, na Argentina, e na Copa Tuto Marchand, em Porto Rico.
A expectativa é que Moncho repita o procedimento adotado neste ano e divida a seleção em duas equipes, priorizando a Copa América. Em 2008, ele levou a sua principal força para o Pré-Olímpico, mas fracassou. E viu a equipe B também ter um desempenho abaixo do esperado no Sul-Americano.
Após a realização do Mundial-2010, a grande atenção da seleção ficará para a busca da vaga nas Olimpíadas. O Brasil não disputa a competição desde Atlanta-1996, e terá a primeira chance no Pré-Olímpico das Américas, em 2011. Se não conseguir, o time precisará disputar outra vez o classificatória mundial em 2012.
Além da programação, a reunião da comissão técnica com a direção da CBB também iniciou o projeto da criação da Escola Nacional de Treinadores, uma das exigências feitas por Moncho durante a sua gestão no comando da seleção.
No retorno do técnico espanhol Moncho Monsalve ao Brasil, a comissão técnica masculina e a diretoria da CBB se reuniram durante três dias na sede da Confederação, no Rio de Janeiro, para o planejamento do próximo ciclo olímpico 2009/2012. A programação começa com a Copa América Pré-Mundial do México (2009), passando pelo 16º Campeonato Mundial da Turquia (2010), os Jogos Pan-Americanos do México e o Torneio Pré-Olímpico (2011), até os Jogos Olímpicos de Londres (2012). Também foi discutido o calendário das Seleções Brasileiras de base masculinas e como será a implantação da Escola Nacional de Treinadores.
Estiveram presentes a reunião o presidente da CBB, Gerasime Grego Bozikis, o vice-presidente, Roberto Beck; o Superintendente Técnico, Luiz Antonio Rodrigues; o Gerente Técnico, André Alves; o técnico Moncho Monsalve; o assistente técnico José Alves Neto; o preparador físico Diego Jeleilate; o médico Carlos Andreoli; o administrador Maurício Fregonesi; e o supervisor das categorias de base, Antonio Carlos Barbosa.
ADULTO MASCULINO
2009
Torneio Super Four (Argentina)
Jogos Desafio Eletrobrás (Brasil)
Copa Tuto Marchand (Porto Rico)
Copa América Pré-Mundial (México)
2010
Jogos Desafio Eletrobrás (Brasil)
44º Campeonato Sul-Americano
Campeonato Mundial (Turquia)
2011
Jogos Desafio Eletrobrás (Brasil)
16º Jogos Pan-Americanos (México)
Torneio Pré-Olímpico das Américas
2012
Jogos Desafio Eletrobrás (Brasil)
Torneio Pré-Olímpico Mundial
Jogos Olímpicos de Londres (Inglaterra)
BASE MASCULINA
2009
Campeonato Sul-Americano Sub-17 (Uruguai)
Copa América Pré-Mundial Sub-16
Campeonato Sul-Americano Sub-15 (Argentina).
A decisão de manter a Seleção Brasileira masculina de basquete sob comando estrangeiro ainda é um ponto polêmico na atual gestão da Confederação Brasileira de Basquete (CBB). Ex-treinador da equipe, Hélio Rubens não critica o espanhol Moncho Monsalve, mas mantém seu questionamento sobre a medida.
Para ele, a escolha só seria justificável no caso de um treinador com conquistas expressivas em torneios internacionais. Moncho, que foi jogador da seleção espanhola na década de 60, começou a carreira de técnico em 1972 tendo exercido o cargo no Náutico Tenerife, Zaragoza, Caja Málaga e na seleção B da Espanha.
“Ele não tem grandes títulos, mas vejo ele como uma pessoa equilibrada, amiga. Não sei se seriam estas as características necessárias em um país que busca se reerguer”, avalia Hélio Rubens. No último ranking divulgado pela Federação Internacional de Basquete (Fiba), a seleção masculina aparece apenas na 16ª colocação. A exemplo do que aconteceu nos dois ciclos olímpicos anteriores, a equipe não obteve classificação para os Jogos de Pequim.
“A seleção está no fundo do poço quando deveria estar entre as quatro primeiras. Já sabia que não iam conseguir (a vaga)”, avalia o ex-comandante da equipe.
O resultado não surpreendeu porque o principal problema da equipe brasileira, o pouco tempo de preparação, continuou. “Ele precisaria de dez, 15 amistosos como os outros, não três ou quatro”. Com tudo isso, Hélio Rubens também não estranhou a ausência dos atletas da NBA “com os principais jogadores dando desculpas”.
Nenê não participou do Pré-Olímpico Mundial porque terminava o tratamento contra o câncer diagnosticado em seu testículo. Leandrinho e Anderson Varejão ficaram fora alegando lesões, assim como Paulão e Valtinho, que não atuam nos Estados Unidos.
Apesar de não concordar com a decisão do presidente da CBB, Gerasime Grego Bozikis, de manter um técnico estrangeiro no cargo, Hélio Rubens reconhece que não há o que ser feito. “É uma atribuição dele, que tem autonomia para isto, mas ele também tem responsabilidade”.
Aos 37 anos, José Alves dos Santos Neto faz parte da nova geração de técnicos brasileiros que estão ganhando espaço no cenário internacional. Nascido em Itapetininga, na região sudoeste do estado de São Paulo, Neto começou a carreira no basquete no Clube Athlético Paulistano, em 1992. Trabalhou nas escolhinhas, treinou as categorias de base até assumir o comando do time principal. Os bons resultados nos Campeonatos Paulista e Nacional renderam o convite para ser assistente da Seleção Brasileira adulta masculina, em 2004. Como integrante da comissão técnica, participou dos Sul-Americanos do Brasil (2004) e Venezuela (2006), da Copa América Pré-Mundial da República Dominicana (2005), do Campeonato Mundial do Japão (2006) e dos Pré-Olímpicos de Las Vegas (2007) e de Atenas (2008). Neto também já esteve no comando das Seleções Brasileiras de base. Dirigiu uma geração de jovens talentos que foi medalha de bronze na Copa América Pré-Mundial Sub-18 dos Estados Unidos, em 2006, e o time que foi quarto colocado no Mundial Sub-19 da Sérvia, em 2007. Atualmente, Neto segue como assistente técnico da equipe principal masculina do Brasil, comandada pelo espanhol Moncho Monsalve. Confira a entrevista que Neto deu ao site da CBB:
Como começou a carreira?
Eu estava cursando o último ano de Educação Física na USP em 1992, quando fui convidado para ser professor da escolinha de basquete do Paulistano. Trabalhei como técnico e assistente técnico das categorias de base do clube, antes de assumir a equipe adulta em setembro de 2001 para disputar a Divisão Especial do Campeonato Paulista da temporada 2001/2002.
Você ficou 15 anos no Paulistano. Fale um pouco do trabalho no clube.
No início, o objetivo era permanecer na Divisão Especial do Paulista, já que o investimento era pequeno. Conseguimos alcançar a meta estabelecida e, no ano seguinte, eu e meu assistente Gustavo de Conti fizemos um planejamento mais ousado. Queríamos formar uma equipe para disputar o Campeonato Nacional pela primeira vez na história do clube. Conseguimos a vaga ao terminar em quinto lugar no Estadual, além de lançar o jovem armador Marcelo Huertas no cenário nacional. Outros objetivos também foram atingidos. Fizemos a semifinal do Paulista na temporada 2003/2004 e fomos vice-campeões em 2004/2005. Após 18 anos, recolocamos uma equipe da capital paulista numa final. Além disso, firmamos o basquete no clube, atingindo o principal objetivo que era usar a categoria adulta como espelho para a base, que hoje está em todas as finais das competições que disputa.
Por que escolheu o basquete?
Escolhi a modalidade por ter jogado, de forma modesta, mas o suficiente para seguir trabalhando com o basquete. O Paulistano só tinha times masculinos disputando os estaduais e seguir treinando equipes masculinas foi um caminho natural. Acredito que possa haver perfeitamente um intercâmbio do masculino e feminino, pois o conceito de basquete é o mesmo, necessitando apenas adaptar algumas situações para as exigências específicas do gênero.
Como é a experiência de trabalhar com o técnico Moncho Monsalve?
Acima de sermos grandes profissionalmente, temos que ser grandes pessoas. O Moncho é uma excelente pessoa, que respeita muito o trabalho coletivo dentro e fora de quadra. Isso faz com que o comprometimento e a responsabilidade aumentem. Ele é um profissional exigente e detalhista, que trabalha com conceitos de jogo ofensivo e defensivo como o resto do mundo. Os movimentos ofensivos são utilizados para ativar os conceitos, como por exemplo, uma bola quando chega ao pivô em poste baixo e o deslocamento dos demais jogadores a partir deste momento. O mesmo acontece com o posicionamento dos jogadores com a rotação defensiva determinando a ajuda dos outros jogadores em cada situação. Ele gosta de trabalhar com variações defensivas, tendo como base a defesa individual. Isso fez com que ficasse bem claro que o mais importante não é O QUE fazer, mas POR QUE, PARA QUE e QUANDO fazer.
Existe muita diferença da escola espanhola para a brasileira?
Atualmente, o Brasil não tem um conceito de jogo estabelecido. Usamos os estilos europeus e americanos (que são completamente diferentes) como suporte para o trabalho dos técnicos. A escola espanhola, assim como a maioria dos europeus, é centrada em um jogo mais coletivo, de controle, buscando finalizar na situação de menor risco para a equipe. Defensivamente, podemos ver nas equipes espanholas uma aplicação constante do fundamento individual (posicionamento e deslocamento nesta posição) em qualquer um dos sistemas defensivos (individual, zona, mista, combinada ou pressão). Acredito que com o Curso Nacional de Treinadores, que surgirá em breve, poderemos ter um padrão para trabalharmos em prol do bem comum, que é o basquete brasileiro.
Você vai fazer intercâmbio na Espanha?
Neste tempo que trabalhei com o Moncho, tivemos várias conversas sobre a capacitação de técnicos. E ele, como um dos principais instrutores do Curso Nacional de Treinadores da Federação Espanhola, me convidou para fazer o curso de nível superior na Espanha, que é direcionado para técnicos que querem obter a máxima titulação oficial do basquete espanhol. Nele se desenvolvem aspectos específicos e com um grau elevado de execução, o que faz deste curso uma das melhores experiências formativas que um treinador pode ter.
De que maneira você vê a evolução do basquete masculino no mundo?
O basquete masculino no mundo está evoluindo muito rápido. Isto pode ser observado ano a ano ou de uma competição para outra. A participação de jogadores no universitário americano, na NBA, e em grandes equipes européias, traz para seus países e seleções muitos benefícios. No momento, acho que o basquete tem muitos times entre os melhores do mundo.
Que equipes você destacaria atualmente no cenário internacional?
Os americanos, quando conseguem usar suas qualidades individuais em prol da equipe, são praticamente imbatíveis, como vimos agora na Olimpíada de Pequim. Espanha, Argentina, Grécia, Lituânia, Croácia, Rússia e Eslovênia também possuem um basquete muito forte. Mesmo um pouco mais atrás, Alemanha, Austrália, Porto Rico, Brasil e China têm condições de vencer as equipes citadas anteriormente. Seleções que estão chegando e podem surpreender: França, Sérvia, Turquia e Itália. Todas estão passando por um processo de renovação. Outros países também vêm trabalhando para chegar a um nível mais elevado, como Angola, Coréia, Canadá e Camarões. As duas últimas têm muitos atletas atuando no basquete universitário americano.
E o basquete no Brasil?
É um momento de união. Acredito que tudo é uma grande engrenagem e para que tenha um bom funcionamento todas as partes precisam estar sincronizadas. Governo, dirigentes (de todos os níveis), atletas, técnicos e profissionais do esporte precisam estar em sintonia para que o produto seja benéfico pra todos. Acho fundamental a criação do Curso Nacional de Treinadores, um projeto que está bem próximo de ser concretizado. Temos excelentes jogadores nas categorias de base. Muitos deles são procurados para jogar em grandes clubes europeus. A Europa é vantajosa, porque tem várias competições de alto nível anualmente, desde a categoria Sub-16 a Sub-20 e com várias divisões, o que não acontece em outros continentes. Não basta estarmos no caminho certo, temos que trilhar nele para que possamos chegar aos objetivos propostos.
Você foi quarto do mundo com a Seleção Brasileira Sub-19 em 2007, na Sérvia. Que análise você faz dessa geração?
Essa geração se preparou por quase quatro anos para o Campeonato Mundial. Disputamos o Sul-Americano Cadete em 2004, o Sul-Americano Juvenil em 2005, a Copa América Pré-Mundial em 2006, em que ganhamos a medalha de bronze e a vaga para o Mundial da Sérvia no ano seguinte. Entre a Copa América e o Mundial, a comissão técnica das Seleções adulta e juvenil trabalharam juntas para planejar e realizar cinco etapas de treinamento e amistosos internacionais contra os Estados Unidos, além da preparação com a equipe adulta brasileira. Se perguntássemos antes do nosso embarque para a Sérvia se poderíamos ser campeões em um torneio com Argentina, Espanha, Lituânia, Canadá, Turquia e Austrália, muitos achariam impossível. E o Brasil terminou na frente de todos esses países no Mundial. Talvez isso possa servir como estímulo para planejar, investir e trabalhar com as categorias de base no Brasil.
Como foi a caminhada até ficar entre os quatro primeiros?
Quando chegamos na Sérvia para o Mundial Sub-19, sabíamos que seria duríssimo. Na fase de classificação, estávamos no grupo com França e Lituânia, que eram os atuais campeões e vices da Europa, respectivamente. Nas oitavas-de-final, cruzamos com a Sérvia, país-sede, Estados Unidos, campeão das Américas, e China, campeã asiática. A vitória sobre a Lituânia e China e depois nas quartas-de-final sobre a Austrália, que defendia o título mundial e estava invicta na competição, foram fundamentais para ficarmos entre os melhores do mundo.
Como você analisa o nível técnico das outras seleções nas categorias de base?
Eu acredito muito na continuidade do trabalho, pois numa modalidade como o basquete o que prevalece é o coletivo. As equipes européias têm uma seqüência de trabalho, pois a FIBA Europa promove Campeonatos das categorias de base anualmente, envolvendo jogadores dos 16 aos 20 anos. Isso facilita a implementação dos conceitos de jogo, avaliação de uma geração a longo prazo e, dessa forma, dificilmente os jogadores talentosos se perdem, chegando à Seleção adulta já com experiência.
De volta ao Brasil após uma temporada no Maccabi Tel Aviv, em Israel, o pivô da Seleção Brasileira Murilo Becker, de 25 anos, estréia no basquete do Minas Tênis/Pitágoras. Confiante, o jogador acredita que seu atual clube tem uma excelente estrutura e grandes chances de conquistar todos os torneios que disputar em 2008 e 2009, inclusive o Campeonato Nacional. O camisa 6 da Seleção não vê a hora de aumentar seu currículo já recheado de conquistas, entre elas as medalhas de ouro dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, em 2007, e do Campeonato Sul-Americano da Venezuela, em 2006, ambos pela Seleção Brasileira.
Nesta entrevista ao site da CBB, Murilo fala sobre o momento especial na carreira e a experiência fora do Brasil, em Israel e na Bulgária. Aproveita, ainda, para elogiar o trabalho do técnico espanhol Moncho Monsalve, que o dirigiu durante o Torneio Pré-Olímpico Mundial de Atenas, em julho deste ano.
Como você se sente com a volta ao Brasil?
Muito feliz. Estou indo para um clube que vai brigar para ser campeão de todos os torneios que disputar e que tem plenas condições para isso. A minha saída do Maccabi Tel Aviv, em Israel, foi bastante confusa. Eu não pude jogar a Euroliga e esse foi o principal motivo que me fez optar por voltar ao Brasil.
Faça uma avaliação do grupo do Minas com o qual irá jogar.
Já trabalhei com o Flávio Davis, técnico do Minas, que foi assistente técnico da Seleção Brasileira, e também com o Raul Togni, auxiliar dele. Joguei com o Evandro “Soró” em Bauru (equipe pela qual Murilo venceu o Campeonato Nacional de 2002) e conheço os outros jogadores. Acho que vai ser uma temporada boa. Acredito que estou hoje na melhor estrutura do basquete no Brasil. Tudo que um atleta pode precisar terá dentro do clube: médico, academia, fisioterapia e até psicólogo! É uma estrutura diferenciada.
Quais são as expectativas para as próximas competições?
Primeiro jogaremos o Campeonato Sul-Americano de Clubes, no mês de setembro, com duração de uma semana. Em seguida, temos os campeonatos Mineiro e Nacional. Temos condições de brigar pelas primeiras colocações em todos eles.
Fale um pouco da sua experiência fora do Brasil.
Fui para o Maccabi, em Israel, para jogar a temporada 2007/2008. Cheguei com o time praticamente fechado e o meu contrato previa empréstimos. Então fui emprestado ao PBK Academick EAD, da Bulgária. Lá, joguei a ULEB Cup, um torneio de clubes europeus, mas depois fiquei atuando só no Campeonato Nacional (búlgaro), que era muito fraco. Nosso time ganhava as partidas por 40 pontos de diferença, e isso me desanimou. Tentei voltar ao Brasil, mas não consegui, e acabei retornando a Israel. Como não estava inscrito na Euroliga, fiquei na equipe sem jogar por quase dois meses. Agora quero voltar ao meu ritmo normal de jogo.
Você pensa em voltar a jogar novamente fora do Brasil?
Sim, claro, estou trabalhando para isso. Infelizmente, no basquete brasileiro não há um retorno financeiro bom para os jogadores, como em outros esportes. Também é preciso de mais patrocinadores como o Pitágoras que realmente invistam no basquete, como acontece fora do país. Pretendo sair um dia, mas primeiro quero fazer uma boa temporada aqui. Estou concentrado nisso.
Como foi atuar no Pré-Olímpico sob o comando do Moncho Monsalve?
O Moncho é um superprofissional. Ele cobra bastante. Na minha opinião, o que faltou foi tempo de trabalho. Treinamos apenas um mês, o que, para um Pré-Olímpico, é muito pouco. Também tivemos outros problemas, como a falta de jogadores, mas, sinceramente, acho que isso não influenciou no resultado. Ele fez um excelente trabalho. Se eu for chamado nas próximas convocações, terei imenso prazer de trabalhar novamente com o Moncho. Acho que ele deve permanecer no comando da Seleção, pois tem muito para ajudar.
Depois da amarga despedida da seleção brasileira feminina de basquete na primeira fase dos Jogos Olímpicos de Pequim, o presidente da CBB, Gerasime Bozikis, o Grego, confirmou a permanência do treinador Paulo Bassul no cargo. Assim como anunciou a seqüência do espanhol Moncho Monsalve no time masculino.
Esse foi o segundo ciclo olímpico seguido, sob a administração do dirigente, que o país terminou sem subir ao pódio da modalidade. A equipe masculina, na verdade, já não participa do evento desde Atlanta-1996, um ano antes da subida de Grego à liderança da confederação.
“São dois excelentes profissionais e estão fazendo um ótimo trabalho. Dentro de no máximo 30 dias teremos reunião com as duas comissões técnicas para fechar o planejamento do próximo ciclo”, afirmou Bozikis, em Pequim, em comunicado da CBB.
Ao final do Pré-Olímpico Mundial masculino, em Atenas, o presidente elogiou a atuação de Monsalve com a desfalcada seleção, mas relutou em ratificar sua continuação, apesar dos pedidos do espanhol. Ele é o primeiro estrangeiro a comandar o time adulto nacional, tendo assumido a posição no início do ano.
Já Bassul se tornou técnico da equipe feminina após os Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, em uma fase de transição com a despedida de figuras emblemáticas como a ala Janeth, a armadora Helen e a pivô Alessandra.
Em Pequim, o time amargou uma pífia campanha, com apenas uma vitória em cinco jogos, logo na última rodada - contra Belarus. Os reveses contra Coréia do Sul, logo na estréia, e contra Letônia, no último segundo, sabotaram as pretensões de brigar por, no mínimo, um bronze, já que Estados Unidos e Austrália despontavam como grandes favoritos a ouro e prata.
“A derrota na prorrogação para a Coréia e por um ponto para a Letônia foram decisivas na classificação. Para a Copa América 2009, que será em Cuiabá, no Mato Grosso, faremos o possível para que todas as jogadoras estejam desde o início da preparação”, afirmou Bozikis.
Após o jogo contra a Bielorrússia, o presidente da CBB, Gerasime Grego Bozikis, confirmou os técnicos Paulo Bassul e Moncho Monsalve no comando das Seleções feminina e masculina de basquete, respectivamente.
“São dois excelentes profissionais e estão fazendo um ótimo trabalho. Dentro de no máximo 30 dias teremos reunião com as duas comissões técnicas para fechar o planejamento do próximo ciclo olímpico. Tenho certeza que a Seleção feminina estava prepara para ir bem mais adiante. A derrota na prorrogação para a Coréia e por um ponto para a Letônia foram decisivas na classificação. Para a Copa América 2009, que será em Cuiabá (MT), faremos o possível para que todas as jogadoras estejam desde o início da preparação. Esse ano fizemos 22 jogos internacionais, mas a equipe só esteve completa em Pequim nas partidas amistosas contra Espanha e Nova Zelândia. Ficou provado que as mais novas precisam de mais jogos para ganhar experiência internacional. Com relação a questão de pagamentos, tudo está sendo pago de acordo com o que foi combinado”, afirmou.
Segundo Grego, a Seleção masculina dirigida pelo espanhol Moncho Monsalve terá 45 dias de treinamento para a Copa América.
“O Campeonato Nacional, os europeus e a NBA terminam no mais tardar no início de junho. Então teremos tempo suficiente para uma boa preparação. Até o final do ano passaremos para os clubes e jogadores que atuam no Brasil e no exterior a programação para a próxima temporada. No mês de março, enviaremos para a NBA a programação e o ofício pedindo o valor do seguro dos atletas que jogam na liga americana. É importante ressaltar que a CBB não deixa faltar nada e oferece a melhor infra-estrurura para as duas seleções”, disse Grego.
O armador Leandrinho se mostrou chateado com as críticas feitas pelo ex-jogador Oscar àqueles que acabaram pedindo dispensa da Seleção Brasileira de basquete antes da disputa do Pré-Olímpico Mundial, disputado na Grécia. Em entrevista ao Terra Esportes TV, Leandrinho apontou que tem Oscar como ídolo, mas que as críticas foram feitas sem ter como base a real situação do atleta do Phoenix Suns.
Leandrinho explicou que foi obrigado a pedir dispensa por conta de seu joelho, que estava lesionado, em uma exigência do Phoenix. Ele ainda explicou que, em nenhum momento, a Confederação Brasileira de Basquete (CBB) deu o apoio necessário para tentar contestar o time norte-americano.
“É fácil colocar uma pessoa na frente do balcão, na televisão, e começar a falar, mas ninguém estava por dentro do que estava acontecendo. Fiquei chateado sim, não esperava isso, mas a gente respeita”, disse Leandrinho.
Em relação ao técnico espanhol Moncho Monsalve, responsável pela Seleção, Leandrinho apontou que os episódios passados foram totalmente encerrados. O armador acredita que o estrangeiro poderá fazer um bom trabalho no Brasil.
“No começo, houve alguma intriga de um lado e de outro, ainda mais pela imprensa. Mas depois que nos encontramos, foi tudo tranqüilo. Gostei do trabalho dele na Seleção e sei que ele pode fazer muitas coisas a mais não só para este grupo, mas também para os próximos”, explicou.
Leandrinho evitou polemizar com a decisão de Moncho de não convocá-lo enquanto fosse o técnico da Seleção e se colocou à disposição do espanhol.
“Respeito a atitude dele. Querendo ou não, ele é o técnico. Mas, se ele me chamar, estaremos juntos e darei o meu melhor”, garantiu.
O ala-armador Leandrinho, do Phoenix Suns, foi o entrevistado desta terça-feira do Terra Esportes TV. Considerado o sexto melhor homem na NBA na temporada 2006-07, o jogador falou, ao vivo, a partir das 15h30min (de Brasília).
O jogador se envolveu em polêmica após o pedido de dispensa da Seleção Brasileira de basquete que participou do torneio Pré-Olímpico, na Grécia. O Brasil caiu nas quartas-de-final diante da Alemanha e ficou mais uma vez fora dos Jogos Olímpicos.
Leandrinho alegou tendinite no joelho, mas, dias depois, foi filmado em um jogo de futebol beneficente promovido por seu companheiro de Phoenix Suns, Steve Nash. Após a veiculação das imagens, o jogador foi acusado pelo técnico Moncho Monsalve e por ex-jogadores, como Oscar, de não ligar para a equipe nacional.
Leandrinho é um dos brasileiros que mais tem feito sucesso na NBA. O ala-armador atua na liga norte-americana de basquete desde 2003, após a boa participação no Mundial de Indianápolis, um ano antes. Nos últimos dias, circulou nos EUA especulações sobre uma possível transferência do brasileiro para o Cleveland Cavaliers, time do compatriota Anderson Varejão.
Insatisfeito com os rumos do basquete masculino brasileiro, o ex-craque Marcel encontrou uma maneira curiosa para expressar sua revolta. Recordista de jogos com a camisa da seleção, o ex-jogador e atual técnico entrou num estúdio, empunhou um microfone e soltou a voz no “Funk do Basketeiro”. Com um estilo sarcástico e a linguagem coloquial característica do ritmo carioca, Marcel não poupa críticas ao técnico espanhol Moncho Monsalve e à eliminação do Brasil no Pré-Olímpico de Atenas.
Com erros intencionais de português na letra divulgada por sua assessoria, ele afirma que a defesa do Brasil não funciona sob o comando do espanhol. “O Monsalve entrou na dança / prá mostrá comé que faiz / O pobrema é não sabê / comu vamu defendê”.
Marcel foi um dos técnicos brasileiros que se posicionaram contra a chegada de um estrangeiro para comandar a seleção. Na música, o tema também está em pauta: “O basquete brasileiro / Não precisa de estrangeiro / Contra-ataque e transição / Não ganha de defesão”.
O repórter e videomaker brasileiro Gustavo Cardoso, do site LatinBasket.com e blogueiro do site oficial da Fiba, mandou para o BasketBrasil sua reportagem especial sobre a derrota da Seleção Brasileira, 78 a 65, para a Alemanha no Pré-Olímpico Mundial de Basquete Masculino, na última sexta-feira.
Na reportagem, além de entrevistar os jogadores brasileiros Alex Garcia, Tiago Splitter e Duda e o técnico Moncho Monsalve, Gustavo falou com o armador Pascal Roller, o “carrasco” da Seleção com várias das 13 cestas de 3 pontos da Alemanha, e com o pivô americano naturalizado alemão Chris Kaman.
Roller creditou o sucesso dos alemães à defesa: “Nós jogamos defesa muito impressionante nos primeiros três quartos e conseguimos construir uma boa vantagem antes do quarto período, quando tivemos dificuldades com as defesas por pressão e homem-a-homem que eles alternaram”.
Assim como seu companheiro de equipe, Kaman elogiou os defensores alemães e admitiu que seu time teve problemas no final do jogo: “Eles têm bons chutadores mas nossos armadores fizeram um ótimo trabalho e nós marcamos eles bem, eles tiveram de trabalhar bastante para conseguir seus pontos, e nós buscamos muitos rebotes. No final, eles se fecharam um pouco na pressão em cima de nós, a gente se empolgou um pouco, mas mantivemos a união e compostura para conseguir a vitória”.
No final do vídeo, a imagem dos brasileiros deixando a área mista de imprensa, desolados com a derrota. Veja a vídeo-reportagem de Gustavo, postada no site YouTube:
“Se a gente jogasse uma Olimpíada, muito podia mudar. Se a gente tivesse classificado, e todo mundo achasse que isso seria bom, achando que ia tapar o buraco, não ia funcionar do mesmo jeito”, afirmou Tiago Splitter, após a eliminação da seleção brasileira de basquete no Pré-Olímpico, em Atenas.
Figura mais ponderada do time em quadra, o pivô catarinense lamentou a derrota para a Alemanha nas quartas-de-final, mas disse que uma vaga olímpica poderia servir como paliativo para problemas estruturais da modalidade.
O Brasil testemunhou novamente a realização de dois campeonatos masculinos paralelos, em divisão que baixou o nível técnico de ambas as competições. Já o Nacional feminino foi disputado por apenas nove times, três dos quais somaram juntos oito vitórias no geral.
O número de jovens jogadores a deixar o país é cada vez maior, migrando especialmente para a Espanha antes mesmo de completar as divisões de base em seus clubes - seguindo o exemplo do próprio Splitter, que foi contratado pelo TAU Cerámica-ESP aos 15 anos, em 2000.
“O Brasil precisa ter um campeonato nacional, com muito rigor, sem olhar para o passado. Alguns garotos não podem sair do país, é preciso que tenham uma boa situação como no vôlei. Você pode trabalhar, mas se não tem uma competição, acontecem coisas assim”, afirmou o técnico Moncho Monsalve.
Neste sábado, representantes dos clubes que criaram a Supercopa (que contou somente com participantes paulistas) vão se reunir pela segunda fez com a ala de equipes que se alinhou ao Nacional da CBB na tentativa de encaminhar um acordo por um único campeonato na próxima temporada.
Mas interesses particulares podem novamente dificultar as negociações, especialmente na hora da distribuição das vagas nacionais para a Liga das Américas e a Liga Sul-Americana. No papel, Flamengo, Brasília e Minas, três primeiros do Nacional, são os detentores dos direitos. Privado desse direito no ano passado, Franca pode brigar por uma compensação.
“Compreendo que cada pessoa queira que seu clube ganhe. Mas o basquete do Brasil precisa ver a realidade do presente. Para isso, deve haver uma comunhão entre confederação, clubes e ministério. Se não acontecer, haverá momentos mais difíceis no futuro”, disse Monsalve.
O presidente da CBB, Gerasime Bozikis, o Grego, tem acompanhado as negociações e mantém a posição de que a entidade terá participação em uma eventual competição única no país. “Campeonato qualquer um faz. Nacional só pode ter um, forte, com o cunho da federação. Isso os clubes entenderam. Vamos fazer de tudo pelo entendimento.”
O jejum olímpico da seleção masculina é o fator que desperta mais incômodo. O time não disputa a competição desde Atlanta-1996. A pior colocação na história da equipe em Mundiais - o 17º em 2006 - e a sofrível campanha de um time B no Sul-Americano neste ano também ajudaram a aquecer as críticas.
“Agora é o momento de analisar, com todo mundo para frente, para olhar por que a gente não ganhou, por que não está lá. O trabalho que vários países estão fazendo a gente tem de copiar”, disse Splitter.
(Giancarlo Giampietro, UOL Esporte, em Atenas/GRE)
A Seleção Brasileira masculina de basquete pagou caro pela pane geral que teve no segundo e no terceiro quartos,
acabou derrotada por um time da Alemanha que é tecnicamente melhor e agora mais forte com a chegada do pivô
norte-americano Chris Kaman, e infelizmente se junta ao rol de países de tradição que estão fora das Olimpíadas, uma
lista que inclui a vice-campeã olímpica nos Jogos de Atenas-2004 Itália, a vice-campeã olímpica nos Jogos de
Sydney-2000 França com seu astro Tony Parker, a Sérvia campeã mundial em 2002 e outros times de grandes
potencial e igualmente com atletas na NBA como Eslovênia, Letônia e Turquia. Hora de colocar a cabeça no lugar e
começar do zero para solucionar um problema que é estrutural, promover um amplo debate de possíveis soluções, procurar a união para reerguer nosso basquete masculino com um melhor trabalho desde a base até o topo da pirâmide de comando (essa sim precisa de uma renovação urgente!!), é momento de resistir ao impulso de crucificar os 12 jogadores (muitos deles inexperientes) que lutaram bastante em quadra para defender o Brasil no Torneio Pré-Olímpico Mundial em Atenas, pior ainda é criticar quem não esteve lá por razões justificadas e oficialmente aceitas por Moncho Monsalve e pelo comando da CBB. Foi essa a tônica das palavras do pivô brasileiro Tiago Splitter após a derrota por 78 a 65 para os alemães liderados pelo craque Dirk Nowitzki.
“O time todo teve um branco geral por um momento longo demais entre o segundo e o terceiro quartos, daí a diferença
no placar subiu muito (até uma máxima de 27 pontos). Não é hora de ficar procurando culpados, todo mundo que está
aqui deu o máximo de si, batalhou o tempo todo, mas infelizmente não conseguimos. Sei que agora todo mundo vai
começar a falar mal (dos que pediram dispensa, por lesões ou problemas familiares), mas o importante é ter o
pensamento positivo e pensar no futuro do basquete nacional. Foram cinco minutos (no segundo quarto) que deu
branco em todo mundo e eles vieram com muita moral. Começaram a meter bola, mesmo quem não era tão produtivo
assim. Temos de dar parabéns a eles porque fizeram um grande jogo”, disse o pivô do TAU Cerámica, com a
consciência e ponderação advindas de uma boa formação no basquete espanhol, atual campeão mundial.
Já tentamos de tudo nestes 12 anos longe das Olimpíadas, tivemos Seleções com jogadores que atuam na NBA, ou que
se destacam na Europa, outras com valores mais caseiros, umas com atletas mais rodados e outras que deram mais
chances às jovens revelações, diversas trocas de técnicos e nada adiantou. Só uma coisa não mudou desde 1997, o
comando da entidade máxima do basquete brasileiro, a CBB. Mas Gerasime Grego Bozikis não é o único culpado
também. Como bem disse o colega Adriano Albuquerque no blog antes da abertura do Pré-Olímpico, cada um de nós
que fazemos o basquete brasileiro temos de rever nossos conceitos, corrigir erros, buscar o aperfeiçoamento, o
sucesso em um basquete internacional cada vez mais forte não vem em um passe de mágica. Mesmo se houver uma
saudável troca no comando da CBB em 2009 e se coloque uma mente brilhante lá, é preciso muito trabalho para reverter essa situação, temos de admitir a dura verdade: o Brasil não tem um craque que desequilibre as partidas e inspire seu time como Dirk Nowitzki. Então vamos fazer o quê? Atirar pedras nos talentos que temos e precisam ser lapidados? Isso só gera mais desconforto em vestir a camisa da Seleção canarinho. Nos momentos de crise é que se faz mais necessário estreitar os laços, não adianta ficar disparando para todos os lados com bate-boca e trocas de acusações.
O espanhol Moncho Monsalve mostrou uma boa capacidade de implantar uma filosofia de jogo mais coletivo, de
empenho defensivo, aparentemente é uma figura querida no meio dos jogadores e merece ganhar uma nova chance
para ter mais tempo de consolidar um trabalho que foi diferente do que estávamos acostumados. A revelação do auxiliar-técnico José Neto de que era duro ver um homem de 63 anos chorando pela eliminação de um país que nem é o seu foi de desarmar qualquer espírito, inclusive o meu. A palavra-chave agora é investir nos relacionamentos, pior do que os erros dentro de quadra, é o clima de desunião no basquete nacional. Então que se continue tentando soluções diferentes: que a CBB entregue o comando dos Nacionais aos clubes ficando mais como um apoio institucional e se concentre no trabalho com as Seleções mantendo uma ligação firme com os “convocáveis” o ano inteiro (não apenas perto das competições), que invista mais no trabalho de formação de atletas, que os clubes e treinadores espalhados pelo país façam sua parte nesse aprimoramento técnico dos jovens valores, que a imprensa “dita” especializada resista ao impulso carniceiro de ocasião e faça seu papel cobrindo o esporte o ano inteiro para dar opiniões mais consistentes com conhecimento de causa do que acontece no jogo moderno aqui e principalmente no resto do mundo, que os basqueteiros brasileiros sejam firmes e não desistam nunca, mas se unam para mudar as estruturas.
A Fiba deu uma bola dentro com a idéia do Pré-Olímpico Mundial, é mais uma competição empolgante que anima torcedores de várias seleções que poderiam estar desanimadas com o ostracismo de um ano “paradas” por estarem fora do seleto grupo das 12 equipes olímpicas (que têm de incluir vagas para os campeões da África, da Ásia e da Oceania sim, não adianta querer mudar toda uma história por trás do justo espírito de promover a confraternização dos povos com representantes de todos os cinco continentes do mundo, vale para todas as modalidades, por que não para o basquete?). O basquete mundial agradeceria muito se a Fiba pudesse aumentar o número de equipes no torneio masculino dos Jogos de Londres-2012 para 16, o esporte está suficientemente globalizado para manter um alto nível técnico nas Olimpíadas com 16 países participantes, no Mundial já foram 24 e não havia muitas babas que tivessem atuações vergonhosas, um razoável equilíbrio foi mantido (o feminino é que não teria muitas condições técnicas de ir a 16 times, 12 já está bom).
A fórmula de tiro curto do Pré-Olímpico Mundial também foi cruel, não perdoava um “dia ruim” nestas quartas-de-final, e o Brasil caiu no lado mais forte da chave, a classificação olímpica seria complicada mesmo com time completo. Não havia muito espaço no calendário, mas com alguns dias a mais de competição (e a boa organização do torneio em Atenas poderia proporcionar isso, não ia matar ninguém) uma forma de disputa mais justa seria dividir as 12 equipes em dois grupos de seis (como acontece nas Olimpíadas), jogariam todos contra todos dentro da chave, o primeiro colocado de cada grupo se classificaria direto para as semifinais, daí ocorreria uma rodada eliminatória de 2o A x 3o B e 2o B x 3o A para definir os outros dois semifinalistas, os vencedores das semis garantiriam a vaga olímpica e os perdedores decidiriam a última vaga na repescagem. Para isso só seriam necessárias cinco datas na primeira fase (com um dia de descanso após três rodadas), aí um dia de intervalo para o mata-mata (quem tivesse ficado em primeiro no grupo ganharia o prêmio de um dia de descanso a mais), semifinais e final em seguida, no total bastariam dez dias para formatar um torneio ainda mais atrativo, interessante e justo do ponto de vista de recompensar os melhores times, já que não é viável fazer uma disputa de todos contra todos e pontos corridos. Lembro que aventei essa possibilidade em um texto anterior ao sorteio dos grupos no Pré-Olímpico, mas com 16 times no torneio olímpico muitas dessas distorções já estariam resolvidos e a repescagem mundial poderia ser mais curta mesmo.
Nós do Basketbrasil vamos continuar cobrindo o basquete com dedicação e carinho pelo máximo de tempo que for possível, tentando fazer críticas construtivas que não firam a honra das pessoas gratuitamente, enfim, procurando o caminho do bom jornalismo que siga uma linha mais racional acima das paixões individuais. Perdemos a vaga em Pequim não agora, foi para os erros e problemas internos da Seleção no Pré-Olímpico das Américas em Las Vegas (2007) que culminarem na fatídica derrota nas semifinais contra a desfalcadíssima Argentina.
O pivô Murilo saiu de quadra lesionado, nesta quarta-feira, na derrota para a Grécia por 89 a 69, e pode desfalcar a seleção brasileira nas quartas-de-final contra a Alemanha, valendo a sobrevivência no Pré-Olímpico de basquete.
O jogador sofreu um estiramento na perna esquerda, em uma disputa de rebote no segundo quarto, e o atleta continuou em quadra até o fim do quarto. A comissão técnica não sabe precisar qual a gravidade do problema médico e só traçará um diagnóstico após exame nesta quinta de manhã.
Murilo voltou do intervalo com tratamento de gelo, pediu para voltar à quadra, mas não teve a solicitação atendida. Em seu lugar, foi Ricardo Probst, que não havia jogado no primeiro tempo. Ele terminou com dois rebotes e uma assistência em 13 minutos.
“Não tivemos sorte com essa lesão do Murilo, não sei agora se ele poderá jogar o resto do torneio”, afirmou o técnico Moncho Monsalve. “Nesta quinta vamos saber as notícias.”
Já o pivô Rafael “Baby” Araújo, hospitalizado durante a madrugada com náuseas, foi para a quadra por apenas 2min41s, como reserva de Tiago Splitter. Após errar uma reposição de bola do fundo de quadra, o jogador foi sacado pelo técnico Moncho Monsalve.
No fim, Tiago Splitter ficou em quadra por 37 minutos, como destaque do time, somando 20 pontos, sete rebotes e dois tocos.
(Giancarlo Giampietro, UOL Esporte, em Atenas/Grécia)
O técnico Moncho Monsalve reconheceu a superioridade da Grécia na derrota da seleção brasileira, nesta quarta-feira, por 89 a 69, no encerramento da primeira rodada do Pré-Olímpico, em Atenas.
Na verdade, para o treinador espanhol, a atuação dos vice-campeões mundiais valeu como uma aula de execução de basquete em alto nível.
“Falei para meu assistente [José Neto] que era para o jogo ser gravado e, depois, mostrado para nossos jovens jogadores no Brasil, para eles terem a chance de aprender de um grande time que enfrentamos nesta noite”, afirmou o treinador.
A Grécia executou sua marcação com pressão em cima da bola durante quase todos os 40 minutos de jogo, adiantando seus armadores e alas para encurralar a saída de bola brasileira com sucesso, forçando 16 erros.
Além disso, o time tem muita paciência para definir suas jogadas, com infiltrações seguidas de passes, rotação da bola de mão em mão, até encontrar uma boa opção de arremesso - geralmente fácil de se encontrar devido à precisão de seus chutadores, que mataram 39% nas bolas de três pontos e 49% no geral.
“Da nossa parte, tentamos manter nossa concentração e fazer nosso jogo, que é construir a defesa e ataque de minuto a minuto”, afirmou o técnico Panagiotis Yannakis. “Usamos a pressão na quadra inteira para tirar o Brasil de seu ritmo. Seria perigoso deixá-los à vontade com seu estilo.”
O controle do tempo de jogo resultou numa grande disparidade no número de assistências entre os dois oponentes. Enquanto os anfitriões deram 18 passes que resultaram em cesta, o Brasil somou apenas três. Isso mesmo: três.
“Em nenhum jogo internacional de alto nível, um time com essa desvantagem vai vencer”, afirmou Monsalve.
“A Grécia deu uma lição”, completou o pivô Tiago Splitter.
A Grécia confirmou seu favoritismo contra uma esperançosa seleção brasileira, venceu por 89 a 69 e fechou o Grupo A do Pré-Olímpico mundial de basquete na liderança, jogando em casa, em Atenas.
Nesta quarta-feira, muito inspirada, a equipe européia justificou a expectativa da comissão técnica nacional de ser a principal candidata a uma das três vagas para Pequim-2008 à disposição no torneio. O time enfrenta a Nova Zelândia nas quartas-de-final. O Brasil luta pela sobrevivência contra a Alemanha, na sexta-feira.
A diferença entre o elenco fez diferença. No primeiro tempo, os gregos contaram com 11 jogadores com ao menos um ponto marcado, enquanto seu oponente havia usado apenas oito atletas, dos quais seis anotaram cestas.
Quando os anfitriões lançaram à quadra seus reservas, mantendo sempre um ritmo de jogo acelerado, com muita pressão na defesa, o jogo passou ao seu controle. Os erros começaram a aparecer, para desespero do técnico Moncho Monsalve, e a vantagem no placar foi construída.
A seleção fez um ótimo primeiro período, perdido por 18 a 17, mas se complicou contra a sufocante defesa adversária na segunda parcial. Especialmente no final do tempo, quando o armador Marcelinho Huertas saiu carregado com quatro faltas. Erros de lances livres também não ajudaram.
À medida que as cestas aconteciam, o ótimo público presente à Arena Olímpica se inflamou, e os gregos cresceram moralmente em quadra, com mais energia para seu jogo agressivo e coletivo.
Embora o time da casa tenha se distanciado ainda mais no placar no terceiro período, a seleção se manteve aguerrida em quadra, dando indício de que seu nível de concentração é alto - uma evolução em relação a versões anteriores.
Pelo lado brasileiro, o pivô Tiago Splitter foi o que se sentiu mais à vontade em quadra, com a tarimba adquirida em grandes jogos na Europa. Ele foi a âncora da defesa, impedindo muitas infiltrações e bandejas com seu posicionamento. Também atuou como a opção ofensiva mais segura da equipe, com 20 pontos.
As quartas-de-final do Pré-Olímpico estão definidas. Além de Grécia x Nova Zelândia e Alemanha x Brasil, a Croácia joga contra o Canadá e Porto Rico pega a Eslovênia. Apenas três países se classificam para os Jogos chineses.
(Giancarlo Giampietro, UOL Esporte, em Atenas/Grécia)
Pela terceira rodada do Torneio Pré-Olímpico Mundial masculino de basquete, que está sendo disputado no ginásio Aoka, em Atenas, o Brasil foi superado pela Grécia por 89 a 69 (40 a 30 no primeiro tempo). O cestinha da partida foi o pivô Tiago Splitter, com 20 pontos, enquanto o principal pontuador grego foi Antonis Fotsis, com 18 pontos. A rodada teve ainda Canadá 79 x 77 Coréia, Porto Rico 81 x 95 Croácia, Alemanha 89 x 71 Nova Zelândia.
Com esses resultados ficaram definidos os confrontos das quartas-de-final nesta sexta-feira: Croácia x Canadá às 7h (de Brasília), Eslovênia x Porto Rico (9h30min), Alemanha x Brasil (13h30min) e Grécia x Nova Zelândia (16h30min). A competição irá classificar as últimas três seleções para a Olimpíada de Pequim, de 10 a 24 de agosto.
“Perdemos para umas das cinco melhores equipes do mundo na atualidade. A Grécia realmente fez uma grande partida. Teve um excelente aproveitamento de três pontos e mereceu a vitória. O Brasil perdeu o controle do jogo no início do terceiro quarto. Faltou concentração e temos que melhorar nos rebotes. Contra a Alemanha, precisamos fazer uma marcação mais eficiente e melhorar nas perdas de bolas. Continuo confiando plenamente na nossa classificação para Pequim”, concluiu o técnico Moncho Monsalve.
“No começo conseguimos fazer o nosso jogo, mexendo bem a bola e terminamos o primeiro quarto apenas um ponto atrás (17 x 18). Mas no segundo período cometemos erros na defesa e precipitamos algumas bolas, pois não conseguimos nos livrar da pressão que eles fizeram. Quanto à Alemanha, é um time muito alto, mas lento. Temos que tentar carregar os pivôs de falta para facilitar o nosso jogo”, analisou o ala-armador Alex Garcia.
“Sabíamos que seria uma partida muito difícil. Os gregos tiveram um ótimo aproveitamento ofensivo, especialmente nos chutes de três. Na defesa, eles pressionaram bastante e nos tiraram do nosso padrão de jogo, principalmente no terceiro quarto. A situação ficou difícil de se reverter. Agora é botar a cabeça no lugar, descansar e trabalhar para o jogo chave, contra a Alemanha”, disse o ala-pivô Ricardo Probst.
“A equipe da Grécia é muito equilibrada e hoje o momento foi todo deles. Não viemos aqui pensando em derrota, tínhamos chance de ganhar. Agora, acabou o jogo, mas ainda tem a Alemanha. Com um dia de folga, a comissão técnica vai acertar a equipe. Cada jogo é um jogo, os erros que a gente cometeu hoje servem para aprender e tentar não repetir. Os alemães têm um estilo de jogo muito diferenciado, porque os times muito altos correm menos. Por isso, temos que apostar na nossa velocidade”, comentou o ala Jonathan Tavernari.
“A Grécia é uma das melhores equipes do mundo e acabamos caindo no ritmo de jogo que eles impuseram. Agora, a preparação é focada na equipe alemã. Então, é treinar forte para estar bem preparado, pois é uma partida de vida ou morte para a nossa equipe”, afirmou o armador Fúlvio Chiantia.
“O pivô Murilo teve uma lesão muscular no posterior da coxa esquerda no segundo período da partida. O atleta vai ser examinado nesta quinta-feira para avaliar a gravidade da contusão e já iniciou o trabalho de fisioterapia”, explicou o médico da Seleção, Dr. Carlos Vicente Andreoli.
Titulares: Marcelinho Huertas (14 pontos), Alex Garcia (15), Marcelinho Machado (14), João Paulo Batista (4) e Tiago Splitter (20). Entraram depois: Murilo Becker (2), Jonathan Tavernari (0), Rafael “Baby” Araújo (0), Fúlvio Chiantia (0) e Ricardo Probst (0). Técnico: Moncho Monsalve.
TORNEIO PRÉ-OLÍMPICO
Grupo A: Brasil, Grécia e Líbano
Grupo B: Alemanha, Cabo Verde e Nova Zelândia
Grupo C: Canadá, Coréia e Eslovênia
Grupo D: Camarões, Croácia e Porto Rico
Primeira rodada – Segunda-feira (dia 14)
Nova Zelândia 77 x 50 Cabo Verde, Coréia 76 x 88 Eslovênia, Croácia 93 x 79 Camarões e Grécia 119 x 62 Líbano
Segunda rodada – Terça-feira (dia 15)
Eslovênia 86 x 70 Canadá, Cabo Verde 68 x 104 Alemanha, Camarões 72 x 81 Porto Rico e Líbano 54 x 94 Brasil
Terceira rodada – Quarta-feira (dia 16)
Canadá 79 x 77 Coréia, Porto Rico 81 x 95 Croácia, Alemanha 89 x 71 Nova Zelândia e Brasil 69 x 89 Grécia
Quinta-feira (dia 17)
FOLGA
Quartas-de-final – Sexta-feira (dia 18)
Jogo 16 – D1 x C2 – Croácia x Canadá (7h)
Jogo 15 – C1 x D2 – Eslovênia x Porto Rico (9h)
Jogo 14 – B1 x A2 – Alemanha x Brasil (13h30min)
Jogo 13 – A1 x B2 – Grécia x Nova Zelândia (16h)
Fase semifinal – Sábado (dia 19)
Jogo 17 – Vencedor de 13 x Vencedor de 15
Jogo 18 – Vencedor de 14 x Vencedor de 16
Os vencedores da semifinal estão classificados para a Olimpíada de Pequim.
Rodada final – Domingo (dia 20)
Jogo 19 – Perdedores da semifinal
O ganhador garante a terceira e última vaga para Pequim.
OBS: Horários de Brasília.
De acordo com o regulamento, na primeira fase as seleções jogaram entre si nos seus respectivos grupos. Os dois primeiros colocados de cada grupo se enfrentam nos seguintes cruzamentos: A1 x B2, B1 x A2, C1 x D2 e D1 x C2. Os ganhadores se classificam para a fase semifinal no sábado. Os vencedores da semifinal garantem a vaga para a Olimpíada de Pequim, enquanto os perdedores disputam a última vaga no domingo.