November 22, 2008

Carter desequilibra, ofusca 42 pontos de Bosh e Nets vence Raptors em melhor jogo da rodada

Filed under: Conferência Leste, DESTAQUES, NBA — Tags: , , , , , , — João Guilherme @ 9:40 am

Já virou hábito, toda vez que o New Jersey Nets vai jogar em Toronto é mais vaiado do que o normal. Mas o responsável por essa “fúria” da torcida canadense com o time nova-iorquino é o ala-armador Vince Carter, ex-ídolo em Toronto e que deixou a cidade em uma transação não muito amigável. Até hoje, Carter não foi perdoado por um grupo de torcedores do Raptors e é vaiado toda vez que toca na bola. Pois bem, se depender da atuação de Carter, a torcida canadense tem mais um motivo para odiar o ala-armador.

Na noite desta sexta-feira, “Vinsanity” justificou o apelido e teve uma atuação magistral. Ele fez 39 pontos, pegou nove rebotes e deu seis assistências e liderou o Nets na surpreendente vitória fora de casa sobre o Toronto Raptors por 129 a 127 na prorrogação. Ele apareceu nos dois lances mais importantes do jogo. Primeiro, no tempo normal, o Nets perdia por 111 a 108 com apenas 3.2seg para o fim. Carter aproveitou o passe da lateral e acertou um chute preciso de 3, empatando o jogo e calando a torcida que já comemorava a vitória do Raptors. Na prorrogação, o ala-armador camisa 15 aproveitou outro passe da lateral e cravou de costas na cesta do rival, sacramentando o triunfo dos visitantes.

 

Carter passa por marcação de Calderón, enterra de costas e dá vitória para o Nets (AP Photo/The Canadian Press,Chris Young)

O armador do Nets, Devin Harris, declarou que ficou maravilhado ao ver seu companheiro Carter decidir a partida: “Eu já havia visto o que ele fez durante a carreira, mas nunca tinha presenciado uma atuação tão boa dele pessoalmente”, revelou. “Eu virei um fã lá dentro da quadra. Era só passar a bola para ele e ficar olhando ele destruir quem estivesse pela frente. Foi histórico”, vibrou o jovem armador.

Porém, o jogo teve vários lances magníficos. Antes da cesta final de Carter, ambos os times lutaram bastante e procuraram, ao máximo, evitar a prorrogação. O Nets perdia por quatro pontos com 14seg restantes no tempo regulamentar. Foi aí que a estrela de Carter começou a brilhar. Ele fez uma bela jogada individual e concluiu com uma bandeja perfeita a 4seg do fim, diminuindo a diferença para dois tentos, 110 a 108. A equipe nova-iorquina fez uma falta em Anthony Parker, com o objetivo de parar o cronômetro, e o ala-armador colaborou ao errar um dos dois lances livres que teve a disposição. Com o erro, o Nets teve a chance de empatar a partida e não desperdiçou.

Com o milagroso empate, o Nets voltou à quadra para a prorrogação animado, mesmo assim o jogo continuou equilibrado. O Nets chegou a abrir três pontos de vantagem após cestas seguidas do armador Devin Harris. Keyon Dooling conectou um lance livre e aumentou a distância para quatro tentos, 125 a 121, com apenas 13seg para o término. O Raptors, porém, não se abalou e foi buscar. O ala-pivô Chris Bosh acertou um arremesso de 3 pontos e reduziu a distância para um tento. Logo após o ala Jarvis Hayes sofreu falta e converteu os dois lances livres que teve a disposição, 127 a 124 para o Nets com 5seg por jogar. Mas a partida não terminou aí, o ala-armador Anthony Parker, “vilão” no tempo normal, virou herói ao converter um arremesso de 3 dificílimo da zona morta e empatar o jogo em 127 pontos. Só que aí apareceu Vince Carter e sua enterrada de costas, aproveitando passe de Bobby Simmons. O Raptors ainda tentou vencer com um arremesso desesperado do meio da quadra de Parker, mas a bola nem bateu no aro.

Bosh (de branco) tem outra atuação dominante, mas não consegue evitar derrota (AP Photo/The Canadian Press,Chris Young)

O poder de decisão de Carter rendeu elogios até do ala-pivô Chris Bosh, estrela do Raptors: “Ele (Carter) é um dos melhores jogadores dessa liga e um dos mais atléticos”, disse. “Ele está de parabéns pelo trabalho que fez hoje e Lawrence Frank (técnico do Nets) também, pois soube utilizar o talento de seu melhor jogador, chamando todas as jogadas importantes para ele”, finalizou o camisa 4 do Toronto.

Bosh, inclusive, também teve uma noite de gala. O ala-pivô do Raptors conseguiu 42 pontos (acertou 14 de seus 27 arremessos), pegou nove rebotes e deu quatro assistências. Esta foi a segunda partida que Bosh marcou 40 pontos ou mais no campeonato. O time canadense ainda contou com uma apresentação magnífica do armador Jose Manuel Calderon. O espanhol fez 26 pontos, deu 15 assistências (recorde pessoal) e pegou cinco rebotes.

Mas a noite não era mesmo do Raptors. Além da derrota, a equipe canadense ainda ganhou uma preocupação para as próximas partidas. O ala-pivô Jermaine O’Neal torceu o joelho esquerdo no início do período decisivo e não voltou mais à quadra. A lesão preocupa, pois ocorreu justo no local em que Jermaine passou por uma cirurgia que o tirou de 42 jogos da última temporada. Ainda não se sabe a gravidade da lesão e nem quanto tempo O’Neal terá que ficar de fora, mas o jogador fará exames detalhados neste sábado.

O’Neal se machucou num lance besta. Ele pegou um rebote ofensivo e tentou concluir com uma enterrada. Entretanto, o ala-pivô do Nets Sean Williams veio por trás e deu um toco no jogador do Raptors, que caiu de mal jeito sobre o joelho. Até aquele momento, o camisa 6 do Toronto vinha fazendo uma partida apenas correta. Ele havia errado oito de seus onze arremessos e tinha sete pontos, além de sete rebotes e um toco. Em doze partidas disputadas nesta temporada, O’Neal tem médias de 12.9 pontos e 9.3 rebotes por jogo.

O’Neal cai e sente lesão no joelho esquerdo operado (AP Photo/The Canadian Press,Chris Young)

Quem se “beneficiou” da saída de Jermaine O’Neal foi o ala-pivô italiano Andrea Bargnani. O atleta de 23 anos fez uma bela partida com 29 pontos e dez rebotes, seu melhor jogo na carreira. Apesar da boa apresentação, Bargnani estava inconsolável após o jogo.

“Não tenho o que dizer. Eu estou muito decepcionado”, declarou o italiano. “É inacreditável, nós estávamos ganhando, estávamos com o jogo sob controle e ainda perdemos. Nós erramos muito nos momentos decisivos, erros estúpidos”, concluiu o nº1 do draft de 2006. O inconformismo de Bargnani tem justificativa, já que o ala errou dois arremessos de 3 cruciais na prorrogação.

Pelo Nets, que conseguiu sua 5ª vitória no campeonato, outros destaques foram Devin Harris, Brook Lopez e Jarvis Hayes. O armador Devin Harris teve uma bela apresentação com 30 pontos, cinco passes para cesta e três recuperações de bola. Já o ala Jarvis Hayes e o pivô Brook Lopez tiveram atuações parecidas, ambos fizeram 14 pontos e pegaram seis rebotes. Hayes ainda deu três assistências e Lopez um toco.

O New Jersey Nets (5v-6d) tentará dar continuidade a boa fase contra o Los Angeles Clippers. A equipe nova-iorquina receberá o rival angelino na noite deste sábado. Já o Toronto Raptors (6v-6d) receberá a visita do atual campeão Boston Celtics no domingo.

Confira os lances decisivos do fabuloso duelo entre Raptors e Nets

November 19, 2008

LeBron é o mais novo a passar de 11 mil pontos e Cavs vence oitava seguida, Varejão comemora fase

Filed under: CAPA, Conferência Leste, Extraquadra, NBA — Tags: , , , , — Paulo Roberto @ 7:31 am

Com 23 anos e 323 dias de idade, o astro do Cleveland Cavaliers LeBron James se tornou na noite desta terça-feira o jogador mais jovem a ultrapassar a marca de 11 mil pontos na carreira na NBA, superando um feito de seu companheiro de seleção americana campeã olímpica e atual MVP (Jogador Mais Valioso) da liga Kobe Bryant, do Los Angeles Lakers. O ala do Cavs teve mais uma atuação dominante com 31 pontos, oito rebotes e quatro assistências comandando a oitava vitória consecutiva de sua equipe, 106 a 82 (49 a 52 no intervalo) na casa do New Jersey Nets, mas sua jogada mais memorável da noite foi na defesa, um tocaço correndo a quadra inteira para frustrar a tentativa de enterrada do armador Devin Harris, cestinha do time adversário com 23 tentos. O ala-pivô brasileiro Anderson Varejão colaborou para o triunfo do time de Ohio (9V-2D) anotando oito pontos, cinco rebotes, dois passes para cesta e um toco em 26min19s de ação saindo do banco. (more…)

November 18, 2008

Cavs de Varejão busca estender sequência positiva na estrada, diante de Nets e Pistons

Filed under: Conferência Leste, DESTAQUES, Extraquadra, NBA — Tags: , , , , , , — João Guilherme @ 10:30 am

O Cleveland Cavaliers vem atravessando uma excelente fase. A franquia de Ohio triunfou em seus sete últimos jogos e busca estender a série para nove até a noite de quarta-feira. Para chegar a marca de 10 êxitos em 12 jogos, o Cavs terá uma dura missão pela frente: vencer o New Jersey Nets e o Detroit Pistons. O detalhe é que ambos os jogos serão longe de seus domínios. Até aqui, o Cavaliers tem campanha regular jogando fora de casa. O time do técnico Mike Brown venceu duas (Dallas Mavericks e Chicago Bulls) e perdeu outras duas partidas (Boston Celtics e New Orleans Hornets).

O primeiro desafio, teoricamente, é o mais fácil. O Cavs irá até East Rutherfod para encarar o New Jersey Nets na noite desta terça-feira. Até o momento, o Nets vem fazendo uma campanha fraca, com cinco derrotas em nove duelos. Porém, a jovem equipe nova-iorquina vem embalada, já que triunfou nos seus últimos dois duelos, ambos contra o Atlanta Hawks.

O jogo terá um significado especial para LeBron James. Todos sabem que o astro da camisa 23 é cobiçado pelo Nets, que pretende contratá-lo no verão americano (inverno brasileiro) de 2010, quando LeBron, Dwyane Wade, Chris Bosh e outros astros se tornarão agentes livres. Para conseguir um desses atletas, o time de New Jersey limpou todo o seu elenco, negociando os jogadores com salários altos (Jason Kidd e Richard Jefferson) pegando apenas jovens e atletas com salários que expiram em 2010.

Além disso, um dos proprietários da franquia nova-iorquina, o rapper Jay-Z, é amigo de LeBron. Para reforçar a especulação, James, há alguns meses, declarou que preferiria jogar no Nets ao New York Knicks. Ao ser perguntado sobre o que esse jogo significa para ele, LeBron saiu pela tangente.

“Todo jogo é especial para mim, não importa quem seja o adversário. Quero apenas vencer e estou pensando no Cavaliers, não estou pensando o que pode acontecer no futuro”, afirmou o ala.

O astro de 23 anos, inclusive, vem passando por uma fase maravilhosa, talvez a melhor da carreira. Ele tem altíssimas médias de 29.8 pontos, 8.0 rebotes e 7.3 assistências por jogo nestes dez primeiros jogos da temporada. LeBron foi premiado o jogador da semana na Conferência Leste nas duas vezes que o prêmio foi dado neste campeonato. Nos últimos cinco jogos, o ala ostenta médias de 33.8 tentos, 8.0 rebotes e 7.2 passes por partida, além de estar acertando 60% de seus arremessos.

Para mostrar o quão dominante ele é, James foi o cestinha do Cavs em sete partidas, reboteiro em duas e passador mais eficiente em oito, números assustadores se tratando de um ala. Apesar de sua boa fase e a do time, a estrela prevê dois jogos duros: “Nós estamos jogando bem, fazendo as coisas direitinho, só precisamos repetir isso. A única coisa que muda é que não iremos contar com o apoio da torcida e isso com certeza irá dificultar nosso trabalho. Temos que respeitar Nets e Pistons, mas fazer o nosso jogo e não deixar que eles façam o deles”.

Logicamente, LeBron não faz tudo sozinho. Seus companheiros de time estão colaborando muito nos últimos jogos, dois deles em especial. Tratam-se do armador Mo Williams, reforço do time na última “offseason”, e o brasileiro Anderson Varejão. Mo liderou a equipe contra o Denver Nuggets com seus 24 pontos e concretizou seu crescimento nas últimas partidas. O armador de 26 anos tem médias de 18.4 pontos, 5.2 assistências e 1.4 roubos de bola nas últimas cinco partidas. Parece que o camisa 2 já está perfeitamente adaptado ao jogo do Cleveland e que veio mesmo para ser o principal ajudante ofensivo de James.

Já o capixaba Varejão, que sempre se destacou por fazer muito bem o “trabalho sujo”, vem mostrando neste início de campanha que é útil também para o ataque. Ele já se tornou o sexto homem do Cavaliers e chegou a ter médias de 14.6 pontos, 7.3 rebotes e 1.6 tocos na última semana. Além disso, o ala-pivô de 2,11m de altura continua mostrando sua versatilidade defensiva, levando seus adversários a loucura, como fez com Kenyon Martin, do Denver Nuggets. Varejão pressionou tanto o ala-pivô do Nuggets, que ele perdeu a cabeça e fez uma falta flagrante no brasileiro, sendo excluído da partida.

O Cavs (8v-2d) entrará em quadra no Izod Center a partir das 22h30min da noite desta terça-feira. Na quarta, LeBron James & cia vai até o Pallace Of Auburn Hills para duelar contra o Detroit Pistons (7v-3d), de Allen Iverson.

November 17, 2008

Cavs de Varejão encara Nets terça, rumores sobre Vince Carter e McDyess ganham força

Filed under: Conferência Leste, Extraquadra, NBA — Tags: , , , , — Paulo Roberto @ 1:29 pm

Líder da Divisão Central da NBA com sete vitórias consecutivas e oito em 10 partidas, o Cleveland Cavaliers volta a jogar nesta terça-feira às 22h30min (horário de Brasília) no ginásio do New Jersey Nets (4V-5D), o Izod Center em East Rutherford, em meio ao ressurgimento dos rumores na imprensa americana de que o Cavs estaria interessado em uma troca pelo ala-armador Vince Carter, principal jogador do time de Nova Jérsei. E novamente o nome do ala-pivô brasileiro Anderson Varejão aparece na central de boatos, ele e o contrato expirando de US$ 13 milhões do ala-armador Wally Szczerbiak são especulados há muito tempo como as maiores moedas de troca do clube de Ohio.

“Mantenham este nome na mente: Vince Carter. Muitos observadores ao redor da liga acham que o Nets tornará o veterano ala-armador disponível antes do prazo final para trocas, e não fiquem surpresos se o Cavs fizer outra tentativa por ele. A questão em Cleveland é se Carter pode deixar seu ego de lado e jogar como segunda força com o Cavs. Ele deve ser capaz de fazer isso de maneira a ganhar um campeonato antes de se aposentar. Muitos observadores esperam que o Cavs use o contrato expirando de US$ 13 milhões do ala-armador Wally Szczerbiak no prazo final de trocas. Se eles não conseguirem contratar Antonio McDyess – uma possibilidade distante na melhor das hipóteses – eles podem querer ir atrás de um jogador alto de qualidade no estilo Joe Smith”, escreveu o colunista do jornal The News-Herald Bob Finnan.

O colunista do jornal New York Post Peter Vecsey informa que o Nets chegou a recusar uma oferta do Cavaliers no verão:

“Quanto a Carter, cujo duelo um-contra-um no último quarto com o extraterrestre Joe Johnson na partida contra o Atlanta Hawks quase apagou a frustração de ficar preso no trânsito do Túnel Lincoln às 22h30min (horário local), é fácil ver por que a diretoria do Nets rejeitou a oferta da offseason de uma troca por Anderson Varejão e Wally Szczerbiak. Um atirador de elite reconhecido, Vince está ainda mais letal agora que tem ao seu lado um parceiro matador de aluguel em Devin Harris”, escreveu Vecsey.

Especulações à parte, o fato é que o Coisa Selvagem brazuca tem uma cláusula contratual válida até dezembro determinando que ele não pode ser trocado sem dar seu consentimento expresso, uma situação que mudará quando ele completar um ano da renovação de seu vínculo com o Cleveland, ou seja, daqui a três semanas. Mas as boas atuações do capixaba nesta temporada o mantêm nos planos do Cavs para o longo prazo, apesar do receio da torcida de perdê-lo sem compensação alguma, já que em julho de 2009 Varejão terá a oportunidade de ganhar passe livre irrestrito para assinar contrato com qualquer franquia. No momento ele se concentra apenas no duelo contra o Nets.

“É um jogo difícil, New Jersey é um adversário ainda mais forte dentro do seu ginásio e busca a recuperação na competição. Estamos numa boa seqüência, jogando bem e evoluindo, conseguindo as vitórias e é pensando nisso que vamos encarar os Nets. O Cleveland está num momento muito bom, as coisas estão acontecendo e estamos gostando disso”, afirmou o ala-pivô da Seleção Brasileira.

Outra possibilidade mais animadora para o garrafão do Cleveland que trocar Varejão é o reforço do veterano ala-pivô Antonio McDyess. Muitos consideravam garantido o retorno dele para o Detroit Pistons assim que foi consumada a troca com o Denver Nuggets no dia 3 de novembro envolvendo Chauncey Billups e Allen Iverson, o ala-pivô não queria jogar no Colorado e bastou acertar os detalhes de sua dispensa. Mas agora o jogador campeão olímpico em 2000 está livre no mercado e vem recebendo telefonemas de vários times, inclusive fortes candidatos a lutar pelo título como o atual campeão Boston Celtics e o próprio Cavaliers. O ex-astro do Indiana Pacers e hoje comentarista do canal TNT Reggie Miller disse que Antonio deve manter a mente aberta antes de decidir para onde vai. O ala-pivô de 34 anos não pode assinar com o Detroit até o dia 7 de dezembro, devido ao período obrigatório de espera de 30 dias desde que a troca se tornou oficial.

“Acho que ele deveria explorar todas as suas possibilidades e opções. Eu poderia vê-lo se encaixando bem em Cleveland com LeBron James e Anderson Varejão. Eu poderia também vê-lo jogando com Paul Pierce em Boston. Ele deve aproveitar seu tempo. Ele tem falado sobre voltar para Detroit. Ele deveria explorar suas opções”, comentou Reggie Miller citando o cabeludo brasileiro.

A rescisão contratual de McDyess foi finalizada pelo Denver na última sexta-feira. Ele recebeu cerca de US$ 6 milhões dos quase US$ 15 milhões que tinha garantidos, afinal seu contrato previa um salário anual de US$ 7,48 milhões por esta temporada e pela próxima. O empresário do ala-pivô, Andy Miller, disse que 19 times ligaram perguntando sobre ele, e os dois líderes da Conferência Leste Boston e Cleveland foram os times mais fortes a manifestar interesse por Dice.

O Cavaliers tem mais de US$ 5 milhões sobrando de sua exceção de meio-nível no teto salarial e poderia oferecer o valor completo a McDyess, mas isso representaria um custo de US$ 10 milhões à equipe por causa da taxa de luxo, afinal o elenco já está bem estourado acima do teto da liga devendo pagar um dólar por cada dólar gasto a mais. O técnico Mike Brown trabalhou com Antonio quando os dois estavam no Denver e os dois continuam bons amigos, Dice também tem uma amizade muito próxima com o ala-pivô Ben Wallace.

Com o dinheiro já garantido, o maior interesse de McDyess é ganhar um título da NBA, pois não tem muitos anos pela frente na carreira, então se esse é o critério decisivo faria muito sentido assinar com Cavs ou Celtics, que pode lhe oferecer pouco mais de US$ 2 milhões. Mas rola nos bastidores a história de que Dice tem um problema pessoal com o astro do Boston Kevin Garnett e isso poderia atrapalhar.

“Na frente dos microfones, Garnett fala muito bem de McDyess. Mas fontes de dentro dizem que McDyess não quer ter nada a ver com KG, uma rixa vinda desde que os dois tiveram uma briga em quadra no dia 19 de janeiro de 2007, quando Garnett estava jogando pelo Minnesota Timberwolves. Não houve socos desferidos, mas as coisas ficaram um pouco feios na quadra. Pode não ser o bastante para mudar a cabeça dele, mas nunca se sabe. Muitos realmente acreditam, porém, que McDyess poderia ser a peça final no quebra-cabeças do campeonato tanto para o Cavs quanto para o Celtics”, escreveu Bob Finnan no News-Herald de Ohio.

Trabalhando duro em quadra, Varejão só quer saber de ajudar o Cleveland a se manter no topo, seja marcando pontos ou pegando rebotes. A evolução ofensiva dele ficou clara neste início de temporada e o Cavs dá boas vindas a esse crescimento, afinal nos 49 jogos em que o brasileiro fez 10 pontos ou mais na carreira na NBA, seu time venceu 35 vezes, e nas 16 ocasiões em que ele alcançou o duplo-duplo (dois dígitos em pontos e rebotes), o Cavaliers saiu vitorioso 14 vezes.

“Uma coisa que Andy faz é ralar seu traseiro, ele tem trabalhado muito em seu jogo. Ele é habilidoso e tem mostrado a habilidade de conseguir pontuar no meio do tráfego às vezes”, destacou o técnico Brown falando ao Akron Beacon Journal.

Anderson passou um tempo extra treinando seu arremesso e novos movimentos com o companheiro pivô lituano Zydrunas Ilgauskas durante a pré-temporada e nas sessões de treinamento do Cavs.

“Isso está me ajudando muito. Estando na liga há 11 anos, ele (Ilgauskas) sabe o que fazer para evoluir, então eu trabalho com ele. Trabalho mais em meu jump shot, mas também trabalho mais em outros movimentos. Estou apenas tentando ser agressivo. Estou apenas tentando entender melhor nosso ataque, tentando estar pronto toda vez que pego na bola. Estou me sentindo realmente confortável jogando no pick-and-roll com LeBron agora, o que é realmente bom para nós”, afirmou Varejão, que vem sendo bastante utilizado no segundo tempo e no final dos jogos.

“Esse grupo quando adotamos uma formação mais baixa (com Varejão de pivô 5) tem jogado bem, então eu deixo ele em quadra. Não é necessariamente uma rotina, aconteceu nos últimos jogos. Farei isso com qualquer um, se eu acho que temos um grupo de jogadores em quadra que está jogando bem, então vou deixá-los lá por mais tempo. Contra o Utah foi diferente, eu quis manter Ben Wallace sempre que Carlos Boozer estivesse na quadra, pois precisávamos defender com mais força”, explicou Brown.

Com o sucesso da dupla LeBron James/Mo Williams, o Cleveland está se dando melhor no ataque com uma média de 101,1 pontos por jogo que é a quinta melhor do campeonato, e continua a ser um time forte defensivamente, por isso vem jogando com a confiança de quem acredita ser uma das melhores equipes da liga.

“Não estou surpreso com isso porque temos um grande time e uma grande química também fora da quadra”, afirmou Williams.

Para o cestinha da liga LeBron James, o segredo do sucesso é a defesa. “Nossa mentalidade defensiva, especialmente nos momentos decisivos dos jogos, tem sido muito boa e temos de continuar com isso. Ofensivamente estou meio surpreso porque não achava que nós fôssemos chegar a este nível tão rapidamente. Tivemos algumas dificuldades na pré-temporada, mas parece que quando a temporada regular começou, estamos encaixando o ataque e isso tem sido ótimo”, comemorou o ala, que está com uma média de 29,8 pontos e 7,3 assistências por jogo, mas enfatiza a boa distribuição de pontos da equipe: Williams está com uma média de 15,9, Ilgauskas 15, Delonte West 10,2 e o trio de reservas Daniel Gibson/Szczerbiak/Varejão contribuindo em média com 23,6 pontos por partida.

“Essa é a melhor coisa sobre este time, nós temos tantas armas… e quando colocamos tudo isso junto com a defesa, somos um time difícil de vencer. Não há rusgas no time, estamos simplesmente nos divertindo e jogando juntos. Essa é a melhor maneira de jogar basquete. Estamos fazendo uma grande defesa e isso leva a um grande ataque”, comentou o armador reserva Daniel Gibson.

“Acho que as pessoas subestimam o quanto a química fora da quadra afeta o que acontece dentro da quadra. Estamos sempre por perto uns dos outros, especialmente fora da quadra, cuidamos uns dos outros. Queremos que cada um tenha sucesso, então tentamos colocar as pessoas em lugares onde conseguirão ter sucesso”, concluiu Mo Williams.

O Cleveland marcou 100 pontos ou mais em seis das suas últimas sete vitórias, a melhor seqüência ofensiva da franquia desde a temporada 2005-06, fica difícil querer mexer nesse núcleo agora, mas se for necessário para aumentar as chances de título em 2009, o gerente Danny Ferry já demonstrou em outras ocasiões que não teme puxar o gatilho nas trocas. E as matérias citando o interesse em Vince Carter e McDyess ganharam lugar até no site oficial do Cavs.

Cleveland defende série invicta jogando fora em noites seguidas contra New Jersey e Detroit, Varejão está alerta

Filed under: Conferência Leste, NBA — Tags: , , , — basketbrasil @ 1:16 pm

Contra os Nets e de olho nos Celtics. Vindo de uma seqüência de sete vitórias consecutivas, o Cleveland Cavaliers, do ala-pivô brasileiro Anderson Varejão, vai até New Jersey na noite desta terça-feira, dia 18, para enfrentar os Nets, no Izod Center, a partir das 22h30min (horário de Brasília), em mais um jogo da temporada 2008/2009 da NBA.

Vice-líder da Conferência Leste e líder da Divisão Central (8V-2D), o Cleveland tem pela frente um time que não faz boa campanha (4V-5D), mas que estará em casa e precisando de um bom resultado para subir na tabela. Os Cavs querem a vitória de olho no Boston Celtics, que lidera o Leste (9V-2D) e Varejão está alerta.

“É um jogo difícil, New Jersey é um adversário ainda mais forte dentro do seu ginásio e busca a recuperação na competição. Estamos numa boa seqüência, jogando bem e evoluindo, conseguindo as vitórias e é pensando nisso que vamos encarar os Nets. O Cleveland está num momento muito bom, as coisas estão acontecendo e estamos gostando disso”, afirmou o jogador da Seleção Brasileira.

Depois de enfrentar o New Jersey Nets, fora de casa, o Cleveland Cavaliers vai até Detroit medir forças com o Pistons, na quarta-feira, dia 19.

(MPC Rio Comunicação)

November 16, 2008

Carter e Harris lideram vitória do Nets, Rose segue impressionando em Chicago e Bulls bate Pacers

 

Com 33 pontos de Devin Harris, 29 de Vince Carter o New Jersey Nets derrotou o Atlanta Hawks por 119 a 107, em Atlanta. Na quinta partida sem Josh “The ATLien” Smith, Joe Johnson fez 31 pontos para o Hawks.

O Nets liderava por 31 a 30 no começo do segundo quarto, até fazer 14 pontos seguidos, aumentando a vantagem para 45 a 30. O Hawks teve uma recuperação, fazendo 12 pontos consecutivos.

 

Al Horford tenta passar por Brook Lopez e Vince Carter

Al Horford tenta passar por Brook Lopez e Vince Carter

 

 

Carter fez cinco cestas de três enquanto fazia 19 pontos no terceiro quarto, aumentando a vantagem, que era de 55 a 50 no intervalo, para 85 a 73.

“Senti que era hora de ser mais agressivo. A cesta ficou do tamanho de um oceano”, disse Carter.

Melhores momentos aqui.

Em Chicago o novato Derrick Rose fez 23 pontos na vitória de 104 a 91 do Chicago Bulls sobre o Indiana Pacers.

Ele fez mais de 10 pontos em suas 10 primeiras partidas. O último novato do Bulls que conseguiu isto foi Michael Jordan, em 1984-85.

Andres Nocioni fez 20 pontos e pegou 11 rebotes, Ben Gordon fez 19 pontos. T.J. Ford fez 16 pontos para o Pacers, Danny Granger fez 15 pontos e pegou 10 rebotes e Troy Murphy contribuiu com 12 pontos e 13 rebotes.

Perdendo por oito pontos no começo do terceiro período o Pacers virou a partida fazendo 10 pontos consecutivos no começo do quarto. Rose liderou o Bulls, para manter a equipe na frente.

 

Rose lidera mais uma vitória do Bulls

Rose lidera mais uma vitória do Bulls

 

 

“É um novato que vai florescer mais cedo do que as pessoas pensam”, disse Kim O’Brien, treinador do Pacers.

Rose achou Nocioni livre para uma cesta de três no final do quarto, dando a liderança de 81 a 73 para o Bulls.

E os melhores momentos estão aqui.

November 15, 2008

Nets causa segunda derrota seguida do Hawks; Bucks vence Grizzlies na prorrogação

O New Jersey Nets fez as pazes com a vitória ao derrotar, na noite desta sexta-feira (14/11), o Atlanta Hawks por 115 a 108, no Izod Center de Nova Jérsei.  O resultado encerrou uma seqüência de três derrotas consecutivas do Nets, enquanto o Hawks sofreu seu segundo revés seguido após começar a temporada com seis vitórias.

As três derrotas seguidas do New Jersey coincidiram com os três jogos perdidos pelo armador Devin Harris, que após marcar 38 pontos na vitória sobre o Detroit Pistons na última sexta-feira, sofreu uma torção no tornozelo esquerdo e ficou de fora. Nesta sexta, Harris fez seu retorno e foi o melhor jogador em quadra, com 30 pontos, 8 assistências, 6 rebotes e 2 roubos. O armador, porém, jogou no sacrifício, sentindo dores durante a partida. “Nós passamos a fita de novo no intervalo. Eu me senti OK. Houve momentos em que eu forcei um pouco, mas (o tornozelo) segurou”, disse Harris. “Ele tem raça. Isso mostra o que ele tem dentro dele. Devin é um competidor e continua a crescer”, disse o técnico do Nets, Lawrence Frank, louvando seu esforço.

Harris fez seu retorno ser notado desde o início, combinando com o pivô calouro Brook Lopez - titular pela primeira vez na carreira - para fazer 14 a 5 para o Nets nos primeiros minutos. New Jersey terminou o primeiro quarto à frente por 27 a 22, mas permitiu a virada para 50 a 49 ao final do primeiro tempo, quando o Hawks acertou oito de seus 11 chutes de 3 pontos. O ala Marvin Williams já tinha 17 pontos, incluindo três cestas de longa distância.

Atlanta se manteve à frente, 76 a 73, ao final do terceiro quarto, quando o ala-armador Joe Johnson, principal jogador do time, começou a acertar seus chutes. O último quarto foi de muito ataque e pouca defesa, terminando em 42 a 32 para o time da casa. Harris acertou cestas de 3 consecutivas no início do período para fazer 88 a 84 para New Jersey. Com 4min15s por jogar, a vantagem do Nets ainda era de quatro pontos, após uma cesta de Johnson, e o ala-armador Vince Carter acertou uma série de cestas importantes para manter Atlanta à distância.

“Dê crédito a eles porque o técnico Frank lhes deixou preparados e nós não fizemos nossa parte hoje. Eles fizeram jogadas e acertaram cestas importantes na reta final. Nós simplesmente não tivemos resposta”, lamentou o técnico do Hawks, Mike Woodson.

Joe Johnson, do Atlanta, foi o cestinha, com 32 pontos, além de 9 rebotes e 5 assistências. Williams fez 21 pontos, mesma marca do reserva Flip Murray, o armador Mike Bibby marcou 12 pontos e o ala-pivô Al Horford teve 6 pontos, 11 rebotes e 4 assistências. Pelo New Jersey, Carter marcou 26 pontos, 7 assistências e 8 rebotes e Lopez fez um recorde pessoal de 25 pontos, além de 9 rebotes e 4 tocos. Ryan Anderson, outro pivô calouro, acrescentou 15 pontos, e Keyon Dooling contribuiu com 10 pontos. As duas equipes se reencontram neste sábado (15/11), no Phillips Center de Atlanta.

Sessions lidera Bucks à vitória sobre Memphis na prorrogação

O Milwaukee Bucks lutou bastante e conseguiu roubar uma vitória fora de casa contra o Memphis Grizzlies, na prorrogação, por 101 a 96 nesta sexta-feira (14/11). O herói do jogo foi o armador segundoanista Ramon Sessions, que continua provando seu merecimento de uma vaga no time titular.

Com o ala-armador campeão olímpico Michael Redd de fora pela sexta partida consecutiva, lesionado, Milwaukee teve péssimo aproveitamento nos arremessos, 38,5%, mas o Grizzlies também não estava com a mão calibrada, acertando apenas 39,5%. A diferença, porém, foi a enorme vantagem do Bucks nos rebotes, 62 a 36, característica típica dos times do técnico Scott Skiles. Milwaukee recuperou 23 rebotes ofensivos, contra apenas oito do rival. “Aqueles 23 rebotes ofensivos vão te machucar eventualmente, e foi o que aconteceu na prorrogação. Apenas levou um pouco mais de tempo. Eles nos superaram onde era mais importante, 28 a 12 em pontos de segunda oportunidade”, lamentou o técnico do Grizzlies, Marc Iavaroni.

O time da casa chegou a ter 16 pontos de vantagem no primeiro tempo, apenas para ver o Bucks voltar ao jogo quando o limitou a 15 pontos, aproveitamento de seis cestas em 20 arremessos, no terceiro período. Milwaukee empatou e, no último quarto, o ala Luc Richard Mbah a Moute tomou conta do jogo no garrafão, marcando 11 pontos. Os visitantes abriram 84 a 76 com 2min26s por jogar, mas Memphis juntou forças para uma última arrancada, 11 pontos consecutivos, com Rudy Gay liderando. Atrás por 87 a 84, o Bucks colocou a bola nas mãos de Sessions, que acertou a cesta de 3 com 9,4s restando para empatar tudo em 87 pontos. Ele ainda tentou outro arremesso, no desespero, no soar da sirene, mas errou.

“(Sessions) não chutou muitos triplos em sua carreira. Ele teve um bom chute e caiu. Se não fosse por este chute, não estaríamos aqui rindo no vestiário, estaríamos provavelmente tristes após uma derrota dura. Se não fosse por aquele chutes, não iríamos para a prorrogação”, disse o pivô Andrew Bogut, que fez 12 pontos e 15 rebotes para o Bucks, além de 7 turnovers.

No tempo extra, lá estava Sessions de novo, convertendo dois lances livres com 42,3s restando, para dar a liderança por 95 a 94 ao Bucks, que o time segurou até o final. Sessions terminou com 20 pontos, 6 rebotes e 4 assistências. O ala Richard jefferson teve 26 pontos e 10 rebotes, Mbah a Moute fez 19 pontos e 17 rebotes e o armador Luke Ridnour teve 14 pontos, 7 assistências e 6 rebotes. Pelo Grizzlies, o calouro OJ Mayo teve 25 pontos, o ala Rudy Gay fez 24 e o pivô Marc Gasol teve 18 pontos e 7 rebotes antes de ser desqualificado, com seis faltas.

Milwaukee (5v-5d) volta ao Bradley Center neste sábado (15/11) para enfrentar o campeão Boston Celtics. Memphis (3v-7d) segue jogando no FedEx Forum, onde recebe o Sacramento Kings na terça-feira (18/11)

November 13, 2008

Granger se machuca, mas Ford lidera Pacers a outra vitória sobre Nets

Filed under: Conferência Leste, NBA — Tags: , , , , , , — João Guilherme @ 11:24 am

O Indiana Pacers continua surpreendendo positivamente neste início de temporada. A franquia de Indianápolis superou todas adversidades na noite desta quarta-feira e derrotou o New Jersey Nets por 98 a 87 (50 a 43 no intervalo), mesmo atuando no Izod Center, em East Rutherford. O detalhe é que esta foi a segunda vitória do Pacers sobre o Nets nos últimos cinco dias.

Mas o “drama” do Pacers começou durante o aquecimento das equipes antes da partida. A estrela do time, o ala-armador Danny Granger, lesionou o joelho direito nos primeiros movimentos em quadra e sequer ficou no banco de reservas. Ainda não se sabe a gravidade da lesão sofrida por Granger.

Sem o principal jogador de sua equipe, o Pacers teve que depositar suas esperanças em TJ Ford e o armador não decepcionou. Ford teve mais uma atuação versátil e liderou o time visitante com 18 pontos, nove assistências e oito rebotes. O engraçado é que pelo terceiro jogo consecutivo o armador ficou muito perto de um triplo-duplo inédito. Na segunda-feira, contra o Oklahoma City Thunder, o armador ficou a um rebote e a duas assistências da marca. Já na última quarta, Ford ficou a apenas três rebotes de consolidar a tripleta.

  TJ Ford foi o cestinha, reboteiro e passador do Pacers nesta quarta (AP Photo/Bill Kostroun)

Após a partida, o camisa 5 do Pacers brincou com a falta de sorte: “Eu falei para o técnico (Jim O’Brien) que iria conversar com quem cuida das estatísticas para ver se eles me dão umas duas assistências e uns dois rebotes”, declarou o atleta de 25 anos, sorrindo.

Apesar da bela atuação de Ford, o principal destaque do time forasteiro foi a boa distribuição ofensiva. Além do armador, outros cinco jogadores atingiram dígitos duplos. O pivô Jeff Foster e o ala-armador Marquis Daniels fizeram 16 pontos cada, o veterano Foster ainda conseguiu sete rebotes e deu dois tocos. O armador Jarrett Jack saiu do banco de reservas para conectar 13 tentos, assim como o ala-armador Stephen Graham, que fez 12. Em 25 minutos, o pivô esloveno Rasho Nesterovic assinalou 10 pontos.

Com essa solidariedade ofensiva, o time de Indiana nem sentiu os desfalques de Danny Garnger e Mike Dunleavy (ambos com problemas no joelho) e Troy Murphy, que está gripado. O caso mais grave é o do ala Mike Dunleavy, que ainda não estreou no campeonato.

 Jeff Foster dá toco em chinês Yi Jianlian (AP Photo/Bill Kostroun)

Pelo New Jersey, o principal jogador foi o ala-armador Vince Carter. “Vinsanity” assinalou 28 pontos e distribuiu sete assistências, só que mesmo com essa boa atuação, Carter não conseguiu impedir a terceira derrota seguida da franquia nova-iorquina. O principal ajudante da estrela foi o ala Jarvis Hayes, que assinalou 15 pontos e ainda pegou sete rebotes. Outro atleta da equipe anfitrã que conseguiu dígitos duplos foi o ala-pivô chinês Yi Jianlian, autor de 11 tentos e oito sobras.

O ala Jarvis Hayes admitiu que a sequência de derrotas é difícil de engolir, mas ressaltou que os jogadores sabiam que isso iria acontecer pelo fato do Nets ser um time em reconstrução: “Tem sido difícil, mas eu tenho esperança de que nossos jogadores irão evoluir mais rápido do que o esperado e nós conseguiremos bons resultados antes do tempo. Agora é uma situação difícil, claro que ninguém quer perder, mas nós iremos melhorar conforme o tempo e a evolução de nossos atletas”, completou.

O New Jersey Nets (2v-5d) entra em quadra novamente na noite desta sexta-feira. O time nova-iorquino receberá a visita do Atlanta Hawks. O Indiana Pacers (4v-3d), por sua vez, encara o Philadelphia 76ers no Conseco Field House, em Indianápolis, também na sexta-feira.

Resumo da vitória do Pacers em New Jersey

November 11, 2008

Heat reage no último quarto, derrota Nets e continua invicto jogando em casa

Filed under: Conferência Leste, NBA — Tags: , , , , , — João Guilherme @ 2:00 pm

O Miami Heat continua aproveitando seus jogos em casa. Na noite desta segunda-feira a equipe do jovem técnico Erik Spoelstra tomou um susto, mas venceu o New Jersey Nets por 99 a 94 (40 a 40 no intervalo), em jogo realizado na American Airlines Arena, em Miami. Com isso, a equipe da Flórida continua invicta atuando diante de sua torcida, já que venceu os três jogos que disputou em seu ginásio.

Porém, a partida não foi fácil. O jovem time do Nets mostrou talento e disposição para estragar a festa da torcida que compareceu em bom número. Após um primeiro tempo equilibrado, o Nets comandou as ações no terceiro período. A equipe nova-iorquina iniciou o segundo tempo com tudo e deu uma arrancada de 16 a 5, que foi aberta por um arremesso perfeito do chinês Yi Jianlian. Com 3min30s para o término da parcial, a vantagem do Nets chegou a seu ápice, 64 a 52.

O último quarto iniciou-se do mesmo que terminara o anterior. O Nets parecia estar mais a vontade em quadra e mantinha a liderança oscilando na casa dos oito e dez pontos. O Heat até que chegou a encostar após um arremesso certeiro do armador Chris Quinn, 71 a 75, com 7min47s para o fim do jogo. Porém, o Nets respondeu logo a seguir e na mesma moeda, com um arremesso de 3 perfeito de Yi Jianlian. A torcida se desesperou após outro chute de longe convertido pelo time visitante, desta vez o algoz foi Vince carter, que ajudou a aumentar a difrença para dez tentos, 83 a 73, com 5min48s por jogar.

Wade (de branco) sobe para converter mais um arremesso no último quarto (AP Photo/Steve Mitchell)

Mas o chute de longe de “Vinsanity” parece ter acordado o elenco do Heat, especialmente o astro da franquia Dwyane Wade. O ala-armador comandou a reação da equipe da Flórida com sete pontos consecutivos em pouco mais de um minuto. É  importante ressaltar, entretanto, que a reação foi iniciada por um chute certeiro de 3 do jovem Daequan Cook, que cortou a distância para sete tentos, 83 a 76. A partir daí foi apenas uma questão de tempo para o Miami virar a partida e ela se consumou a 1min do fim quando Wade conectou dois lances livres.

Apesar de atravessar um momento melhor na partida, o Heat teve que suar para garantir o triunfo. O ala-pivô Udonis Haslem conectou um arremesso livre e aumentou a diferença para três pontos, 91 a 88. O Nets respondeu com um arremesso preciso de Vince Carter, mas Wade estava impossível e logo recolocou a casa em ordem. Porém, o time de New Jersey não estava morto, o pivô Josh Boone deu um tapinha após uma tentativa fracassada de Jarvis Hayes e cortou a distância para um ponto novamente, 93 a 92, com 15s para o fim. Quem apareceu a partir daí foi o armador Chris Quinn. Com Wade muito marcado, Quinn acabou aproveitando para ficar livre em diversas oportunidades, ele sofreu três faltas consecutivas e foi perfeito na linha de lance livre com seis arremessos certos em seis tentativas. O Nets também contribuiu com erros de Carter e Keyon Dooling e o Heat garantiu a vitória.

Dwyane Wade foi o principal jogador do Heat mais uma vez. O camisa 3 marcou 33 pontos e ainda deu cinco assistências. Com essa performance extraordinária, “D-Wade” ajudou a franquia a conseguir um feito que há muito tempo não alcançava: o de ganhar os três primeiros jogos em casa na temporada. Este feito não ocorria desde a temporada 1999/2000. Seu principal ajudante foi o ala novato Michael Beasley, que encestou 19 pontos, pegou seis rebotes e deu quatro assistências.

Carter ouve instruções do técnico Lawrence Frank (AP Photo/Steve Mitchell)

Após o jogo, Wade acongratulou sua equipe por não ter desistido mesmo nos momentos de dominância do Nets: “Nós fomos guerreiros, sempre acreditamos que poderíamos mudar a situação do jogo. Nós tivemos uma chance e conseguimos aproveitá-la. Estamos de parabéns”, afirmou o cestinha do Heat na temporada.

Pelo New Jersey Nets, o cestinha foi o ala-pivô Yi Jianlian. O chinês fez sua melhor apresentação com a camisa do Nets, ele marcou 24 pontos, pegou 10 rebotes, distribuiu quatro assistências e deu um toco. O ala-armador Vince carter também teve uma boa noite, ele assinalou 22 tentos, capturou quatro sobras e distribuiu quatro passes perfeitos. O armador Keyon Dooling, com 18 tentos em 38 minutos na quadra, também foi destaque pela equipe visitante. Dooling substituiu Devin Harris, que desfalcou o nets pelo segundo jogo seguido devido a uma torção no tornozelo esquerdo.

Para Vince Carter o diferencial do jogo foi o fato de Dwyane Wade estar do outro lado da quadra: “Nós estávamos confiantes e acreditávamos que conseguiríamos uma boa vitória, mas você nunca pode comemorar uma vitória antes do tempo contra o Heat, esse cuidado é porque eles têm Dwyane Wade e ele é um diferencial”, finalizou.

O New Jersey Nets (2v-4d) tentará se recuperar na noite desta quarta-feira quando enfrentará o Indiana Pacers no Izod Center, em Nova Jérsei. O Miami Heat (4v-3d), por sua vez, receberá a visita do Portland Trail Blazers, também na noite de quarta-feira.

Confira melhores momentos da vitória do Heat e o show de Wade

November 9, 2008

Pacers melhora a defesa no segundo tempo e derrota Nets, mesmo com 31 pontos de Carter

Filed under: Conferência Leste, NBA — Tags: , , , — Rubens Borges @ 4:19 pm

 

Mesmo com Danny Granger em uma noite ruim, acertando apenas seis de 17 arremessos, terminando com 23 pontos, o Indiana Pacers derrotou o New Jersey nets por 98 a 80. T.J. Ford fez 13 pontos, pegou nove rebotes e deu oito assistências. Troy Murphy teve 17 pontos e 10 rebotes e Jeff Foster pegou 13 rebotes e fez 12 pontos, mas a defesa venceu a partida para o Pacers.

 

Rush (nº 25) tenta fazer uma cesta contra Lopez

Rush (nº 25) tenta fazer uma cesta contra Lopez

 

 

Jim O’Brien, treinador do Pacers, reclamou da defesa do time no primeiro tempo. Os jogadores do Pacers responderam no segundo tempo, quando o nets acertou só oito arremessos.

“Temos que ter agressividade em tudo que fazemos na defesa. Falei, no intervalo, que faltou agressividade. Nossos caras resolveram entrar em ação e, quando você joga este tipo de defesa, coisas boas acontecem”, disse o treinador.

 

Granger faz uma bandeja

Granger faz uma bandeja

 

 

Sem Devin Harris, fora com uma torção no tornozelo, Vince Carter fez 31 pontos, Keyon Dooling fez 17. Mas o nets acertou apenas 24% de seus arremessos.

New Jersey aproveitou 50% das tentativas no primeiro tempo, e liderou por 51 a 49 no intervalo.

No começo do segundo tempo o Pacers abriu uma vantagem de 56 a 51. New Jersey só pontuou aos 7min40s no terceiro quarto.  Marquis Daniels converteu um arremesso de três pontos e Indiana liderava por 66 a 55 na metade do terceiro quarto. Ao final do período a vantagem era de 74 a 66.

Indiana fez 8 a 1 no começo do quarto, pulando para uma liderança de 82 a 67. O Nets só acertou um arremesso no quarto período quando Dooling converteu com 5min55s para o final.

“Eles aumentaram a intensidade. Nossos arremessos foram ruins. Eles venceram em áreas diferentes, nosso ataque nos machucou bastante”, falou o treinador do Nets, Lawrence Frank.

Melhores momentos da partida.

November 8, 2008

Devin Harris estraga estréia de Iverson pelo Pistons e Nets vence em casa

Filed under: Conferência Leste, DESTAQUES, Foto do dia, Multimídia, NBA — Tags: , , , — Adriano Albuquerque @ 10:45 am

A estréia de Allen Iverson pelo Detroit Pistons não foi bem o que o gerente geral Joe Dumars esperava. O time teve 14 pontos de vantagem no primeiro tempo, mas cedeu a virada e perdeu sua invencibilidade para o New Jersey Nets, 103 a 96, nesta sexta-feira (8/11) no Izod Center de Nova Jérsei.

Melhores momentos de Nets 103 x 96 Pistons

Obtido em uma troca com o Denver Nuggets, em que Detroit enviou o armador Chauncey Billups e os pivôs Antonio McDyess e Cheikh Samb, Iverson fez no ataque o que se esperava dele: 24 pontos, acertando seis de 12 arremessos, e 6 assistências. Porém, na defesa, o veterano não conseguiu parar o jovem Devin Harris, que bateu seu recorde pessoal com 38 pontos - incluindo 20 acertos em 24 lances livres, um recorde de lances livres tentados em um jogo do Nets.

“Não tivemos o melhor início. Nós estamos tendo muitas dificuldades nos terceiros quartos, mas hoje entramos com mais agressividade. Pontos, para mim, não importam. O que importa é a vitória. Nós precisávamos disto desesperadamente para aumentar nossa confiança”, disse Harris, cujo Nets venceu pela primeira vez em casa nesta temporada, após duas derrotas.

No começo, parecia que seriam três derrotas para o Nets frente a seus torcedores. Ao ser apresentado como titular, no lugar de Rodney Stuckey, Iverson foi aplaudido pelo público presente. Ele logo tomou conta do ataque de Detroit, dando passe para Richard Hamilton fazer a primeira cesta do jogo, marcando em uma bandeja e novamente fazendo a assistência, para Tayshaun Prince acertar de 3 pontos. O armador jogou todo o primeiro quarto, acertando todos os seus chutes - três de quadra, incluindo um de 3 pontos, e quatro lances livres - para fazer 11 pontos e comandar o Pistons a uma vantagem de 27 a 14.

“Foi um bom sentimento para mim. Eu não pude jogar por um tempo, então foi bom voltar à quadra de basquete. Vou tentar tirar um pouco da minha ferrugem”, disse A.I.

Logo após o primeiro período, Iverson tirou os tênis e deu de presente para torcedores mirins sentados atrás do banco do Pistons. Talvez tenha tido algum efeito, porque New Jersey esteve melhor pelo resto do jogo. No segundo quarto, o Nets cortou a diferença para 44 a 39, graças a oito pontos do pivô Josh Boone. No terceiro, foi a vez de Harris atacar Iverson e marcar 19 pontos, incluindo 13 acertos em 15 lances livres - um desses lances livres veio quando o ala-pivô Rasheed Wallace recebeu uma de suas habituais faltas técnicas por reclamação. O armador levou Iverson à quarta falta no jogo, e o novo Piston fez apenas quatro pontos no período. O Nets virou para 72 a 70. “Achei que ele mostrou uma raça inacreditável, brigando, fazendo jogadas, atacando a cesta e tendo de marcar Iverson”, elogiou o técnico Lawrence Frank.

No último quarto, uma enterrada de Boone no meio do período levou a margem a 87 a 79 e Detroit não conseguiu se recuperar. Uma cesta de 3 de Hamilton a 41s do fim diminuiu para 98 a 94, mas Harris respondeu do outro lado na mesma moeda.

“Tínhamos o jogo (em nossas mãos) e deixamos escapar no segundo tempo. No geral, foi uma ótima experiência para mim. Eu me senti bem lá dentro, e só temos a melhorar”, disse Iverson. O Pistons (4v-1d) terá de melhorar mesmo, pois o próximo jogo de Iverson, sua estréia no Palace of Auburn Hills, será justamente contra o atual campeão, Boston Celtics, neste domingo (9/11).

Hamilton, alvo de especulação de que perderia toques e tempo como titular com a chegada de Iverson, teve 22 pontos. Prince fez um duplo-duplo de 19 pontos e 11 rebotes e Wallace marcou 11 pontos, 7 rebotes, 3 assistências e 2 tocos. Pelo Nets, Boone marcou 18 pontos e 14 rebotes pela segunda vez na temporada. O ala-armador Vince Carter fez 18 pontos, 7 assistências e 6 rebotes antes de ser desclassificado com seis faltas, a 1min53s do fim. O ala-pivô chinês Yi Jianlian também foi eliminado por faltas, a 3min40s do fim, mas deixou 12 pontos e 9 rebotes. O resultado encerrou uma série de sete derrotas consecutivas do Nets para Detroit.

New Jersey (2v-2d) volta à quadra neste sábado (8/11), quando visita o Indiana Pacers no Conseco Fieldhouse.

November 3, 2008

Suns abre maratona no Leste contra Nets e Leandrinho tenta se achar no “ritmo Porter” (vídeo)

Filed under: Conferência Leste, Conferência Oeste, DESTAQUES, Extraquadra, NBA — Tags: , , — Paulo Roberto @ 8:00 am

Bicampeão da Maratona de Nova York, o corredor brasileiro Marilson Gomes dos Santos (na foto com boné do Knicks ao lado da britânica vencedora da prova feminina, Paula Radcliffe) curtiu sua celebridade sentado ao lado da quadra no jogo no Madison Square Garden, onde o Milwaukee Bucks derrotou o New York Knicks por 94 a 86 na noite deste domingo, a vitória do estilo de maior exigência defensiva do técnico Scott Skiles sobre a prioridade ao ataque pregada por Mike D´Antoni. Em Phoenix, o ala-armador brasileiro Leandrinho Barbosa, um autêntico velocista na quadra, ainda está tentando se adaptar ao estilo de jogo mais cadenciado e defensivo do técnico Terry Porter, acabou mesmo a correria desenfreada, descartado o livro de definir um ataque em sete segundos como nos quatro anos de D´Antoni no comando. Era de se esperar que o brazuca tivesse dificuldades com o ritmo mais controlado de Porter, nos últimos dois jogos ele errou oito em nove arremessos de quadra em 39 minutos somados. Na terça-feira o Suns (2V-1D) joga fora de casa contra o New Jersey Nets iniciando uma excursão de quatro partidas no Leste.

Bem que Marilson podia dar um pulo no Izod Center de East Rutherford, Nova Jérsei, para lembrar ao “Ligeirinho” paulista como se dar bem numa maratona, afinal serão quatro jogos em cidades diferentes nos próximos cinco dias, com paradas seguintes em Indiana, Chicago e Milwaukee. Outra lição para LB seria pensar como maratonista, o que vale agora é manter a resistência nos mais de 42 quilômetros, ou melhor, 82 jogos da temporada regular, pensando no sprint final, para chegar mais inteiro aos playoffs. Esse lema é válido também para todos os astros veteranos do Suns com proposta de redução de minutos em quadra: Steve Nash, Shaquille O´Neal, Raja Bell, Grant Hill… O adversário de amanhã não é dos mais difíceis, o Nets (1V-1D) é um time em reconstrução, vem de derrota em casa para o Golden State, mas é sempre recomendável ter cuidado com o atleticismo do ala Vince Carter, que emplacou duas jogadas no clipe das dez melhores jogadas da primeira semana da temporada da NBA, com uma cesta acrobática na vitória sobre o Washington Wizards (número 7) e uma linda enterrada na ponte aérea contra o Warriors (número 3), também aparece no Top 10 a bela assistência de costas de LeBron James para a bandeja de costas do brasileiro Anderson Varejão (número 5) na derrota do Cleveland Cavaliers para o New Orleans Hornets. Portanto cuidado com o “Vinsanity”!

Na temporada passada, Leandrinho jogou bastante tempo (29,5 minutos em média), ele e o ala francês Boris Diaw foram os únicos atletas do elenco a disputar todas as partidas da equipe, não é à toa que o brazuca terminou a competição sentindo dores no joelho direito, depois foi diagnosticada pelos médicos do Phoenix uma tendinite patelar que o deixou temeroso de uma cirurgia e o levou a pedir dispensa da Seleção Brasileira antes do Torneio Pré-Olímpico Mundial em Atenas.

Numa entrevista durante as férias no Brasil, Leandro declarou que o time perdeu velocidade com a chegada de Shaq (na troca com o Miami Heat por Shawn Marion e Marcus Banks em fevereiro), ainda precisava de tempo para se acostumar a jogar com o pivô peso pesado de 2,16m. Depois de uma pré-temporada completa no Arizona, O´Neal está mais entrosado na dupla de garrafão com Amaré Stoudemire, e o pessoal do Portland Trail Blazers saiu da derrota por 107 a 96 dizendo que o Suns agora é um time de muito mais contato físico. O ataque total de D´Antoni não levou o time ao sucesso definitivo nos playoffs, resta saber se Porter conseguirá quebrar essa escrita com um elenco com mais idade e os rivais da Conferência Oeste cada vez mais fortes. Mas certamente uma defesa mais combativa é a chave para qualquer sprint final de um time com pretensões de título, ninguém conseguiu ser campeão na base do “chute muito e deixe chutar”, sofrer em média 105 pontos por jogo não dá, mesmo marcando 110 pontos por partida do outro lado.
Apesar da mão descalibrada nos jogos contra New Orleans e Portland, a estréia com 18 pontos contra o San Antonio Spurs foi promissora para Leandrinho, e mesmo marcando só um pontinho de lance livre no sábado, sua atuação teve alguns méritos reconhecidos pela imprensa de Phoenix, quando se preocupou mais com a armação que com as finalizações.

“Leandro Barbosa acertou um de nove arremessos em 39 minutos ao longo dos últimos dois jogos. Foi diferente no segundo tempo (contra o Blazers) quando Barbosa e Diaw entraram juntos e Grant Hill foi o único outro reserva a jogar. A vantagem no placar se expandiu durante essa estada. Barbosa fez uma de suas melhores jogadas quando driblou pela linha de fundo e encontrou Raja Bell com uma assistência para um jumper. LB fez a jogada correta novamente depois, passando a bola para dentro do garrafão quando Matt Barnes tinha um marcador em desvantagem, mas teve que ser implorado a ele para fazê-lo (o passe) porque ele inicialmente não reconheceu isso”, escreveu em seu blog o cronista do jornal Arizona Republic Paul Coro, que continuou sua análise com várias colocações pertinentes:

 “Diaw foi mais agressivo no quarto período, pontuando em lances contra Travis Outlaw e Brandon Roy como deveria mesmo fazer com sua vantagem de altura. Ele tinha sido vaiado no primeiro tempo quando teve a bola nas mãos debaixo da cesta contra o novato magrinho Nicolas Batum e passou para fora na linha de três pontos para um arremesso de Grant Hill. Ele (Diaw) provavelmente deveria ter sido vaiado no final do terceiro quarto, quando o Suns estava tentando fazer um último arremesso e a bola chegou para ele livre na lateral com cerca de dois segundos no cronômetro. Ele passou a bola para Barbosa, que de alguma maneira conseguiu chutar errando o arremesso longo no estouro do cronômetro enquanto o banco reclamou do passe.

São apenas três jogos na temporada, mas essas médias de minutos parecem ideais na maioria dos casos: Stoudemire 40,7, Nash 33,7, Bell 30,7, O´Neal 27,7, Barnes 27, Barbosa 22, Diaw 21,7, Hill 20,3, Dragic 11, Lopez 5,5. Idealmente, Lopez veria mais tempo na quadra e talvez Hill também. Uma maneira de tomar conta de Barnes e Hill foi usar uma formação no último quarto com Barbosa, Hill e Barnes. Porter terminou com Bell e Barbosa nas laterais por causa de uma situação incomum no jogo contra Charlotte na pré-temporada, mas esta nova mistura nas alas não teve acidentes.

Aquela defesa zona 2-3 foi algo que o Suns trabalhou no último mês, mas só tinha sido usada brevemente na estréia em San Antonio. A idéia era manter Shaquille O´Neal na quadra para tirar vantagem dele no garrafão ofensivamente, mas protegê-lo defensivamente contra uma formação mais baixa do Portland. “Em certos momentos, eles simplesmente nos dominaram na área pintada”, disse o técnico do Blazers Nate McMillan sobre a dupla O´Neal/Stoudemire. Brandon Roy disse que a zona confundiu seu time.

Vão em frente e se maravilhem com a pontuação de Stoudemire com momentos dominantes como o terceiro quarto de 16 pontos no sábado. Mas nada tem sido melhor sobre seu jogo até agora quanto os rebotes. Depois de conseguir decentes oito (rebotes) na estréia, ele agarrou 12 e 13 sobras nos dois jogos passados. Será esta a temporada em que ele terá dois dígitos de média pela primeira vez? Ele também teve alguns belos passes interiores, como o que valeu uma enterrada para Shaq no começo do jogo.

O melhor indicador de que o Suns mudou o ritmo de jogo tem sido o número de arremessos que fizeram nos últimos dois jogos. Foram 68 na quinta-feira e 69 no sábado. O menor número na temporada passada foi 67. O Suns está acertando 52,8% em média nos três jogos. A única diferença entre os 54,4% da derrota de quinta-feira e os 55,1% da vitória de sábado foi no número de bolas desperdiçadas (24 na derrota, 12 na vitória) e nos pontos de lances livres (14 na derrota, 25 na vitória). Shaq converteu quatro em cinco na linha de penalidade.

A viagem pela estrada parece complicada porque serão quatro jogos em cinco noites, mas deve ser qualificada considerando o (baixo) calibre dos oponentes. O Suns venceu todos os confrontos contra cada um desses times na temporada passada (New Jersey, Indiana, Chicago e Milwaukee)”, encerrou Coro.

Só que para conseguir as vitórias na excursão, a segunda unidade do Phoenix sabe que vai precisar se recuperar. Grant Hill acertou só um em seis arremessos contra o Trail Blazers, Boris Diaw foi vaiado pelos passes para fora do poste baixo, Leandrinho não acertou nenhum arremesso de quadra e Goran Dragic não entrou em quadra no segundo tempo.

Hill foi quem mais assumiu a responsabilidade pela ineficiência do banco no sábado. O experiente ala disse que não acalmou o grupo como deveria ter feito durante a arrancada de 26 a 8 que colocou o Portland em vantagem no primeiro tempo.

“Temos de jogar diferentemente da primeira unidade (titulares). A primeira unidade pode vir e correr para cima e para baixo, eles têm Steve Nash. Nós temos de ser mais cautelosos com a bola. Nós temos de deliberar mais. Não podemos ficar perdendo a bola”, receitou Hill.

Hill e Barnes jogaram juntos nas laterais pela primeira vez na formação do segundo tempo, Leandrinho ficou como o outro armador, mas Hill e Barnes executaram a maior parte das jogadas. O calouro esloveno Dragic ficou fora depois que a unidade toda reserva desperdiçou quatro posses de bola e acertou um em três arremessos em um intervalo ruim de 3min35s no segundo quarto.

“Ei, estou tentando vencer, baby”, afirmou Porter explicando por que usou só os oito jogadores mais experientes do Suns depois do intervalo, deixando os novatos de fora. Quem erra muito fica sentado, não tem como escapar.

Chamou a atenção do Portland como o Phoenix jogou de maneira física após assumir uma nova identidade tática durante o verão. O técnico Nate McMillan e os jogadores Brandon Roy e Rudy Fernández mencionaram o quanto o Suns buscou o contato. Roy e o ala-pivô LaMarcus Aldridge disseram ao jornal The Oregonian que o Suns ganhou no braço, a expressão exata em inglês foi “bullied” (vem de búfalo, o bulling é aquela prática tão conhecida nas escolas, dos garotos brigões que batem e aprontam com os mais fracos). Ser chamado disso é novidade para o Suns.

“No Oeste, você tem de jogar físico. Nós ainda temos de ter uma presença. Somos abençoados de ter dois caras grandes em Amaré (Stoudemire) e Shaq (Shaquille O´Neal) que realmente nos dão isso no setor defensivo, realmente protegem o garrafão”, disse Terry Porter.

A pancada maior veio com os 16 pontos de Stoudemire no terceiro quarto da virada e a defesa zona 2-3 que manteve O´Neal sem problemas com faltas contra seus adversários mais baixos e fracos.

“Estamos tentando jogar espertos e sob controle”, concluiu Amaré.

O técnico Porter disse ontem que pode poupar O´Neal em alguma partida ou limitar seus minutos em quadra na maratona desta semana, são jogos em noites seguidas terça e quarta, viagem para Chicago na quinta, e jogos contra o Bulls sexta-feira e contra o Bucks sábado, tudo isso com a torcida contra. Para descansar Shaq, os reservas têm de dar conta do recado, principalmente o pivô novato Robin Lopez.

O “clone de Anderson Varejão” Ro-Lo, escolhido na 15ª posição no draft de junho, não foi utilizado na partida de sábado, cedendo o lugar ao ala-pivô Louis Amundson, que jogou apenas três minutos e deu um belo toco em Travis Outlaw. Goran Dragic jogou mal durante sete minutos no sábado, daí no segundo tempo Porter desistiu de se arriscar com os garotos mais jovens da equipe, utilizando o mesmo tipo de rotação curta com oito jogadores da época de Mike D´Antoni, que costumava esquecer a maioria dos seus reservas no fundo do banco.

Boris Diaw entrou no jogo de sábado substituindo O´Neal com o Suns liderando o placar por 27 a 17, e quando Shaquille voltou no lugar do francês nove minutos e 28 segundos depois, o time estava perdendo por 45 a 37, é mais um sinal que o banco tem de melhorar para não sobrecarregar os trintões titulares do Phoenix. O que estará dando errado com Diaw, será o novo cabelo “afro-moicano”? Lopez vai deixar de parecer com o energético Varejão só na cabeleira e vai jogar mais bola? Respostas nos próximos capítulos da NBA…

Uma coisa é certa no outro lado do país, o sistema ofensivo de Mike D´Antoni não está dando nada certo no problemático New York Knicks, que ontem acertou menos de 38% de seus arremessos pelo segundo jogo consecutivo. É óbvio que o treinador pode fazer omelete sem ovos, apesar de o ala ex-Suns Quentin Richardson ter feito sua parte como cestinha da partida vista por Marilson com 28 pontos e nove rebotes. O ex-Nets Richard Jefferson e o armador Ramon Sessions lideraram o Bucks com 18 pontos cada.

November 2, 2008

Nowitzki carrega Mavs em vitória sobre Wolves, Warriors vence a primeira

Dirk Nowitzki fez 21 pontos, Jason Terry 19 e o Dallas Mavericks conseguiu a primeira vitória da temporada, derrotando o Minnesota Timberwolves por 95 a 85, em Minneapolis. Josh Howard fez 12 de seus 14 pontos no primeiro tempo. Foi a nona vitória seguida do Mavs sobre o Wolves.

Rashad McCants liderou o time da casa com 18 pontos, Al Jefferson fez 14 e pegou 12 rebotes.

Um arremesso de Nowitzki, com 2min27s para o final, deu uma vantagem de sete pontos para o Mavs. Randy Foye diminuiu a vantagem para 90 a 85, 10s depois. Al Jefferson perdeu uma bola e fez uma falta, desperdiçando duas oportunidades de chegar mais perto no placar. Com 27s para o final o alemão acertou um lance-livre, praticamente decidindo a partida.

“A gente sabe que no basquetebol não se vence partidas com um ou dois caras, times são bons demais nesta liga. A gente joga no melhor nível contra todos”, disse Nowitzki.

 

Bass bloqueia arremesso de Foye

Bass bloqueia arremesso de Foye

 Stephen “Whoo!” Jackson fez 20 dos seus 23 pontos no segundo tempo e o Golden State Warriors derrotou o New Jersey Nets, por 105 a 97, em Nova Jérsei. Corey Maggette teve 20 pontos e 10 rebotes e Al Harrington fez 14. Vince Carter liderou o Nets com 20 pontos e 10 rebotes, Josh Boone fez 17 pontos e pegou 14 rebotes em uma partida que teve 60 faltas, 39 contra o Nets.

Stephen “Woo!” Jackson saiu mais cedo do vestiário, no intervalo, e ficou 7 minutos arremessando.

“Meu corpo estava frio e minhas mãos estavam frias no primeiro tempo. Não entrei em um ritmo então fiz o que faço normalmente e saí mais cedo para procurar meu ritmo”, disse Jackson.

 

Whoo!

Whoo!

 Jackson fez 10 pontos em cada um dos quartos finais e o Warriors venceu o primeiro de três jogos.

October 30, 2008

Howard faz duplo-duplo, mas Hawks bate Magic fora de casa; Nets vence Wizards

Filed under: Conferência Leste, DESTAQUES, NBA — Tags: , , , , , , , — Adriano Albuquerque @ 4:42 am

O Atlanta Hawks estragou a estréia em casa do Orlando Magic nesta quarta-feira (29/10) e venceu o rival divisional por 99 a 85 na Amway Arena, apesar de uma grande atuação do pivô Dwight Howard, do Orlando Magic. Foi a primeira vitória do Atlanta em uma estréia fora de casa desde 1987.

Veja os melhores lances de Magic 85 x 99 Hawks

Howard foi homenageado antes da partida pela medalha de ouro olímpica conquistada em Pequim com a seleção americana. Além disso, a franquia recebeu e festejou jogadores e treinadores do time original do Magic, da temporada 1989-90 - o clube comemora sua 20ª temporada na NBA neste ano. A festa motivou os visitantes, especialmente o ala-armador Maurice Evans, titular do Orlando por boa parte do ano passado. “Eles fizeram muita celebração antes de o jogo começar. Nós viemos com o foco certo e demos conta do recado”, disse Evans, que se juntou ao Hawks após não ter seu contrato renovado pelo time floridiano.

Orlando errou 15 de seus 18 arremessos iniciais, e com Atlanta dominando também os rebotes, ficou quase seis minutos sem pontuar durante os últimos minutos do primeiro quarto, caindo em desvantagem de 23 a 8. No meio deste período, o clube honrou seu time inaugural, durante um tempo. “O último bom momento (do Magic) foi quando eles apresentaram os caras de 20 anos atrás. E nós provavelmente jogamos com a mesma energia que aqueles caras têm”, desabafou o técnico Stan Van Gundy.

O time da casa conseguiu diminuir para 47 a 40 antes do intervalo, mas o Hawks, mesmo sem o ala Marvin Williams - servindo uma suspensão de um jogo - fez 27 a 15 no terceiro período e chegou a ter 19 pontos de vantagem. O Magic reduziu para sete pontos no último minuto, mas o armador Mike Bibby acertou três lances livres - após falta flagrante de Hedo Turkoglu - e selou a vitória do Atlanta.

Orlando acertou apenas 37% de seus arremessos e cometeu 15 desperdícios de bola. “Eu vou levar a maior parte da culpa por nossos problemas ofensivos. Não consegui achar uma coisa ofensiva que pudéssemos executar que nos desse qualquer bom movimento de bola, qualquer chute bom. Achei que forçamos as jogadas”, disse Van Gundy, cujo banco de reservas foi superado por 27 a 11. “Não conseguimos nada do nosso banco. Foi uma noite ruim em todos os lados”, lamentou o treinador.

Os alas Turkoglu e Rashard Lewis não tiveram espaços. O turco terminou com 13 pontos, e Lewis foi eliminado com seis faltas e 11 pontos. O ala-armador Mickael Pietrus, que substituiu Evans no elenco, marcou 20 pontos. Howard liderou Orlando com 22 pontos - 12 deles no último quarto - 15 rebotes, 5 roubos e 5 tocos - ele prometeu, durante a pré-temporada, liderar a NBA em rebotes e tocos. Ele terá uma competição forte no ala Josh Smith, que apesar de jogar com uma torção no tornozelo, anotou 17 pontos, 10 rebotes, 4 roubos e 5 tocos. O ala-armador Joe Johnson foi o cestinha, com 25 pontos, além de 7 rebotes. Bibby fez 12 pontos, o pivô Al Horford teve 10 pontos e 9 rebotes, e o reserva Ronald “Flip” Murray acrescentou 14 pontos. O Hawks recebe o Philadelphia 76ers no sábado (1/11), e Orlando visita o Memphis Grizzlies na sexta (31/10).

Nets derrota Wizards fora de casa

O New Jersey Nets estreou com o pé direito, derrotando o Washington Wizards fora de casa, 95 a 85 no Verizon center de Washington, D.C. O ala-armador Vince Carter, eleito capitão do Nets por seus companheiros, mostrou sua liderança e marcou 21 pontos, 6 assistências e 3 rebotes.

Confira os melhores momentos de Wizards 85 x 95 Nets

“Nós mostramos muita compostura. Os garotos, eu disse a eles: ‘Joguem o jogo porque o amam. Divirtam-se. Deixem o jogo vir a vocês. Se fizerem um erro, esqueçam, não acumulem”, disse Carter, cujo Nets passa por uma grande reformulação, enquanto o Wizards, apesar de poucas mudanças para a temporada, começa o campeonato sem os titulares Gilbert Arenas, que deve voltar em dezembro, e Brendan Haywood, que pode perder a temporada após uma cirurgia no pulso direito. Em compensação, o pivô Etan Thomas, substituto de Haywood, jogou pela primeira vez uma partida oficial desde 30 de abril de 2007. Ele passou por cirurgia no coração no ano passado, mas pareceu em boa forma, com 10 pontos e 8 rebotes.

O jogo foi equilibrado, com muitas trocas de liderança. Carter acertou um chute de média distância no fadeaway sobre o ala Caron Butler, com 1min por jogar, para fazer 90 a 82 e praticamente selar a vitória. O Nets arrancou em 11 a 2 nos últimos quatro minutos de jogo, antes de Andray Blatche fazer uma cesta com 11s para pôr números finais no placar. Washington acertou apenas 37% de seus arremessos e 67% de seus lances livres.

“Você precisa fazer que seus jogadores principais ponham sua marca no jogo, como Vince Carter fez, como Yi (Jianlian) fez. Estes são os melhores caras deles. E os nossos melhores tinham de ter deixado sua marca no jogo, e eles não fizeram isto”, lamentou o técnico Eddie Jordan. Com Arenas lesionado, esses melhores jogadores são Butler, que marcou 13 pontos, 11 rebotes e 5 assistências, e o ala-pivô Antawn Jamison, que teve 14 pontos. A dupla, porém, combinou para nove acertos em 29 arremessos.

O ala-pivô chinês Yi Jianlian, obtido em uma troca com o Milwaukee Bucks na noite do draft, marcou 17 pontos e 6 rebotes em sua estréia oficial pelo Nets. Jarvis Hayes, reserva do Nets que começou a carreira no Wizards, marcou 14 pontos, e o armador Devin Harris acrescentou 13 pontos, 5 rebotes e 5 assistências. O Nets teve a estréia de três calouros: o pivô Brook Lopez, com 8 pontos e 8 rebotes, o pivô Ryan Anderson, com 5 pontos, 3 rebotes e 2 assistências, e o ala-armador Chris Douglas-Roberts, com 2 assistências. DeShawn Stevenson fez 14 pontos para o Wizards, Andray Blatche teve 13, e Nick Young acrescentou 10.

Ambos os times voltam à ação no sábado (1/10): O Nets recebe o Golden State Warriors no Izod Center e o Wizards visita o Detroit Pistons no Palace of Auburn Hills.

October 28, 2008

Thorn é brutalmente honesto com torcedores do Nets e descarta playoffs

Filed under: Conferência Leste, Extraquadra, NBA — Tags: , , , — Rubens Borges @ 1:47 pm

 

Playoffs? "No papel, provavelmente não"

Playoffs?

O presidente do New Jersey Nets, Rod Thorn, foi sincero com sua torcida, como nenhum dirigente já foi.

“Acho que a gente vai ter que vencer a metade das partidas para chegar aos playoffs. No papel, nosso time provavelmente não consegue (vencer e se classificar). Mas o time vai melhorar”, disse Thorn.

Com os playoffs como um sonho distante o objetivo principal do Nets será desenvolver os jovens jogadores: Devin Harris, Yi Jianlian, Brook Lopez e Josh Boone.

O último treino antes da temporada foi dividido entre o time azul (Vince Carter, Lopez, Harris, Yi e Simmons) e time branco (Boone, Dooling, Douglas-Roberts, Hassell e Ager).

Lawrence Frank, treinador do Nets, afirmou que nada está definido, principalmente na posição de pivô.

“Josh está um pouco mais confortável com a posição de falar com a defesa. Brook é mais novo. Podemos começar de uma maneira e mudar depois”, disse.

Após ficar uma semana parado por problemas cardíacos, Boone volta a treinar pelo Nets

Filed under: Conferência Leste, DESTAQUES, NBA — Tags: , , , — João Guilherme @ 9:49 am

Após dar um susto no New Jersey Nets, o pivô Josh Boone já retornou a sua rotina normal. O problema aconteceu na última semana, quando o jovem pivô teve que ser cortado da partida amistosa contra o New York Knicks por batimentos cardíacos irregulares. Além do clássico contra o Knicks, Boone não participou dos últimos compromissos do Nets na pré-temporada, ficando uma semana de molho. Ele fez exames na última semana, mas eles foram inconclusivos.

Mesmo com com todos esses problemas, Boone voltou a treinar normalmente com o elenco do Nets nesta segunda-feira e estará disponível para a estréia da equipe nova-iorquina contra o Toronto Raptors, na próxima quarta-feira. Para testar a condição física de seu atleta, o técnico Lawrence Frank até jogou uma partida contra o pivô após o treino desta segunda.

O pivô de 23 anos declarou que não sabe se começará jogando nesta quarta, mas afirmou que está se sentindo bem: “Eu realmente não sei se irei começar o jogo no time titular, isso é o Lawrence (Frank) que irá decidir”, disse. “Eu estou me sentindo bem e, mesmo com este problema, em nenhum momento me senti mal”, concluiu.

O técnico Lawrence Frank não deixou claro se irá escalar Boone ou o novato Brook Lopez. Entretanto, o jovem treinador do Nets gostou do desempenho de Boone no treino desta segunda: “Josh se comportou bem no treino e mostrou muita disposição, isso me deixou satisfeito, mas ainda não decidi quem irei escalar na quarta. Iremos ver as condições de cada um durante os próximos treinos para tomar uma decisão”, finalizou.

Na última temporada, Josh Boone começou 53 jogos como titular e teve médias de 8.2 pontos e 7.3 rebotes por partida. O que se sabe é que Frank dificilmente poderá contar com o mexicano na estréia contra o Raptors. O ala-pivô tem um problema no pulso e não treinou nesta segunda.

October 26, 2008

Divisão Atlântico: Sixers e Raptors desafiam campeão Celtics; Knicks e Nets reconstróem

Filed under: Conferência Leste, DESTAQUES, NBA — Tags: , , , , , — Adriano Albuquerque @ 10:51 pm

Piada favorita dos fãs da NBA na última década (”Atlantic Division” era substituída por “Titanic Division” para definir o naufrágio da região), a Divisão Atlântico agora tem o atual campeão da liga e pelo menos dois desafiantes sérios ao troféu da Conferência Leste. O sucesso da reformulação do Boston Celtics rumo ao seu 17º título no ano passado inspirou seus rivais diretos a mudanças importantes. O Philadelphia 76ers e o Toronto Raptors, que já estavam entre os oito dos playoffs em 2007-08, buscaram reforços no garrafão para encarar Kevin Garnett e os jovens pivôs do Boston. Já New York Knicks e New Jersey Nets seguem o exemplo por outro lado: buscando espaços nas folhas salariais para um futuro “messias”, como KG foi para o Celtics.

Boston Celtics

Ginásio: TD Banknorth Garden
Títulos: 17 (1957, 59, 60, 61, 62, 63, 64, 65, 66, 68, 69, 74, 76, 81, 84, 86, 2007)
Temporada 2007-08: Campeão (66v-16d, 4 a 2 contra o Los Angeles Lakers nas Finais)
Estréia: 28/10, contra o Cleveland Cavaliers, em casa

A franquia mais vencedora da história da NBA está em festa após conquistar seu 17º título, 22 anos após seu último troféu, e busca o bicampeonato consecutivo. Uma das máximas da NBA é que “repetir o título é mais difícil do que conquistar um”, mas o Celtics do ano passado era considerado um time “para o ano que vem”; agora que a equipe conquistou o título com um ano de antecedência, conseguirá manter as expectativas de ser um grande time neste ano?

Quando se dizia que o Celtics seria melhor em 2008-09, era porque a equipe foi completamente reformulada antes da temporada passada, com as chegadas dos All-Stars Kevin Garnett e Ray Allen e mais uma legião de free agents veteranos para complementar o ala Paul Pierce e os poucos garotos que sobraram da campanha pífia de 2006-07, quando o time foi lanterna da Conferência Leste. KG, entretanto, pregou a união e espírito coletivo desde o início da pré-temporada, e o forte da equipe foi exatamente seu entrosamento e união de forças. A equipe teve a melhor defesa da NBA e, apesar de alguns sustos durante os playoffs, foi superior à comcorrência por todo o ano e levou merecidamente o troféu Larry O’Brien. Se o time já foi excelente enquanto se conhecia, imagine agora que já tem um ano de entrosamento e maior experiência dos jogadores mais jovens, como o armador Rajon Rondo e os pivôs Kendrick Perkins, Leon Powe e Glen Davis.

Entretanto, o time perdeu duas peças importantes que podem fazer falta em momentos decisivos. Uma foi o veterano PJ Brown, que já estava aposentado quando voltou a jogar e se juntou ao time, após insistentes pedidos de Garnett e Pierce, e foi decisivo nos playoffs, com boa atuação no último jogo das semifinais do Leste contra o Cleveland Cavaliers. Brown retornou à aposentadoria após conquistar seu primeiro anel de campeão, mas as lições que passou a Perkins, Powe e Davis devem compensar por sua ausência. Já o ala James Posey, melhor reserva da equipe, deixou o clube para reforçar o New Orleans Hornets e levou sua ótima defesa e chutes precisos de 3 pontos para a Conferência Leste. O time torce para que Tony Allen e o novato Bill Walker consigam substituir o super-substituto.

O Grande Trio: Kevin Garnett, Paul Pierce e Ray Allen

Grande Trio

Allen, Garnett e Pierce já têm um troféu na estante

Quando Allen e Garnett se juntaram ao Celtics após duas trocas durante a offseason de 2007, os torcedores sonharam com a aliança da dupla ao ala Paul Pierce, formando um trio de All-Stars. O sonho foi realizado: os três foram convocados para o Jogo das Estrelas, Garnett foi o Melhor Defensor do Ano e um dos principais candidatos ao prêmio de MVP, Allen brilhou nos momentos decisivos das Finais e Pierce liderou o time por todos os playoffs, tornando-se referência tática e emocional para Boston e conquistando o prêmio de MVP da decisão contra o Lakers.

Dá para argumentar que este é o trio mais forte e completo da NBA: Tanto Allen quanto Pierce são capazes de penetrar o garrafão para enterradas e chutar de fora, enquanto KG é a âncora da dupla no poste baixo, nos dois lados da quadra. Este ano, o trio terá sua posição desafiada mais do que nunca, mas o que o diferencia é que o Celtics não é tão dependente do sucesso da trinca. Rondo, Perkins, Powe e até Davis mostraram qualidade para carregar a equipe em alguns momentos e compensar uma eventual má atuação de um ou dois dos membros do trio.

Técnico: Doc Rivers

Muito criticado em seus primeiros anos de Boston, Rivers realizou o sonho de todo técnico ao receber dois All-Stars e um grupo de veteranos para reforçar sua equipe no ano passado, e correspondeu à confiança da direção liderando o time ao título, inclusive vencendo uma batalha tática com Phil Jackson na decisão. Agora, Rivers deve estar cheio de confiança para executar seus planos de jogo e responder às críticas da imprensa. Seu desafio será manter seu time motivado após chegar ao topo da montanha e encontrar novas formas de manter seu time eficiente, agora que toda a liga está estudando a fundo o esquema defensivo desenhado por ele e o assistente técnico Tom Thibodeau.

Time-base: Rajon Rondo, Ray Allen, Paul Pierce, Kevin Garnett e Kendrick Perkins
Principais reservas: Eddie House (armador), Sam Cassell (armador), Leon Powe (ala-pivô), Glen Davis (pivô), Tony Allen (ala-armador)

Reforços: Bill Walker (ala-armador, calouro), JR Giddens (armador, calouro), Patrick O’Bryant (pivô)
Principais perdas: James Posey (New Orleans Hornets), PJ Brown (aposentadoria)

Melhores momentos da campanha do título do Celtics:

New Jersey Nets

Ginásio: Izod Center
Títulos: nenhum
Temporada 2007-08: 4º lugar na Divisão Atlântico (34v-48d)
Estréia: 29/10, contra o Washington Wizards, fora de casa

Após anos de campanhas frustradas nos playoffs com o trio Jason Kidd-Vince Carter-Richard Jefferson, a franquia enfim adm