November 22, 2008

Carter desequilibra, ofusca 42 pontos de Bosh e Nets vence Raptors em melhor jogo da rodada

Filed under: Conferência Leste, DESTAQUES, NBA — Tags: , , , , , , — João Guilherme @ 9:40 am

Já virou hábito, toda vez que o New Jersey Nets vai jogar em Toronto é mais vaiado do que o normal. Mas o responsável por essa “fúria” da torcida canadense com o time nova-iorquino é o ala-armador Vince Carter, ex-ídolo em Toronto e que deixou a cidade em uma transação não muito amigável. Até hoje, Carter não foi perdoado por um grupo de torcedores do Raptors e é vaiado toda vez que toca na bola. Pois bem, se depender da atuação de Carter, a torcida canadense tem mais um motivo para odiar o ala-armador.

Na noite desta sexta-feira, “Vinsanity” justificou o apelido e teve uma atuação magistral. Ele fez 39 pontos, pegou nove rebotes e deu seis assistências e liderou o Nets na surpreendente vitória fora de casa sobre o Toronto Raptors por 129 a 127 na prorrogação. Ele apareceu nos dois lances mais importantes do jogo. Primeiro, no tempo normal, o Nets perdia por 111 a 108 com apenas 3.2seg para o fim. Carter aproveitou o passe da lateral e acertou um chute preciso de 3, empatando o jogo e calando a torcida que já comemorava a vitória do Raptors. Na prorrogação, o ala-armador camisa 15 aproveitou outro passe da lateral e cravou de costas na cesta do rival, sacramentando o triunfo dos visitantes.

 

Carter passa por marcação de Calderón, enterra de costas e dá vitória para o Nets (AP Photo/The Canadian Press,Chris Young)

O armador do Nets, Devin Harris, declarou que ficou maravilhado ao ver seu companheiro Carter decidir a partida: “Eu já havia visto o que ele fez durante a carreira, mas nunca tinha presenciado uma atuação tão boa dele pessoalmente”, revelou. “Eu virei um fã lá dentro da quadra. Era só passar a bola para ele e ficar olhando ele destruir quem estivesse pela frente. Foi histórico”, vibrou o jovem armador.

Porém, o jogo teve vários lances magníficos. Antes da cesta final de Carter, ambos os times lutaram bastante e procuraram, ao máximo, evitar a prorrogação. O Nets perdia por quatro pontos com 14seg restantes no tempo regulamentar. Foi aí que a estrela de Carter começou a brilhar. Ele fez uma bela jogada individual e concluiu com uma bandeja perfeita a 4seg do fim, diminuindo a diferença para dois tentos, 110 a 108. A equipe nova-iorquina fez uma falta em Anthony Parker, com o objetivo de parar o cronômetro, e o ala-armador colaborou ao errar um dos dois lances livres que teve a disposição. Com o erro, o Nets teve a chance de empatar a partida e não desperdiçou.

Com o milagroso empate, o Nets voltou à quadra para a prorrogação animado, mesmo assim o jogo continuou equilibrado. O Nets chegou a abrir três pontos de vantagem após cestas seguidas do armador Devin Harris. Keyon Dooling conectou um lance livre e aumentou a distância para quatro tentos, 125 a 121, com apenas 13seg para o término. O Raptors, porém, não se abalou e foi buscar. O ala-pivô Chris Bosh acertou um arremesso de 3 pontos e reduziu a distância para um tento. Logo após o ala Jarvis Hayes sofreu falta e converteu os dois lances livres que teve a disposição, 127 a 124 para o Nets com 5seg por jogar. Mas a partida não terminou aí, o ala-armador Anthony Parker, “vilão” no tempo normal, virou herói ao converter um arremesso de 3 dificílimo da zona morta e empatar o jogo em 127 pontos. Só que aí apareceu Vince Carter e sua enterrada de costas, aproveitando passe de Bobby Simmons. O Raptors ainda tentou vencer com um arremesso desesperado do meio da quadra de Parker, mas a bola nem bateu no aro.

Bosh (de branco) tem outra atuação dominante, mas não consegue evitar derrota (AP Photo/The Canadian Press,Chris Young)

O poder de decisão de Carter rendeu elogios até do ala-pivô Chris Bosh, estrela do Raptors: “Ele (Carter) é um dos melhores jogadores dessa liga e um dos mais atléticos”, disse. “Ele está de parabéns pelo trabalho que fez hoje e Lawrence Frank (técnico do Nets) também, pois soube utilizar o talento de seu melhor jogador, chamando todas as jogadas importantes para ele”, finalizou o camisa 4 do Toronto.

Bosh, inclusive, também teve uma noite de gala. O ala-pivô do Raptors conseguiu 42 pontos (acertou 14 de seus 27 arremessos), pegou nove rebotes e deu quatro assistências. Esta foi a segunda partida que Bosh marcou 40 pontos ou mais no campeonato. O time canadense ainda contou com uma apresentação magnífica do armador Jose Manuel Calderon. O espanhol fez 26 pontos, deu 15 assistências (recorde pessoal) e pegou cinco rebotes.

Mas a noite não era mesmo do Raptors. Além da derrota, a equipe canadense ainda ganhou uma preocupação para as próximas partidas. O ala-pivô Jermaine O’Neal torceu o joelho esquerdo no início do período decisivo e não voltou mais à quadra. A lesão preocupa, pois ocorreu justo no local em que Jermaine passou por uma cirurgia que o tirou de 42 jogos da última temporada. Ainda não se sabe a gravidade da lesão e nem quanto tempo O’Neal terá que ficar de fora, mas o jogador fará exames detalhados neste sábado.

O’Neal se machucou num lance besta. Ele pegou um rebote ofensivo e tentou concluir com uma enterrada. Entretanto, o ala-pivô do Nets Sean Williams veio por trás e deu um toco no jogador do Raptors, que caiu de mal jeito sobre o joelho. Até aquele momento, o camisa 6 do Toronto vinha fazendo uma partida apenas correta. Ele havia errado oito de seus onze arremessos e tinha sete pontos, além de sete rebotes e um toco. Em doze partidas disputadas nesta temporada, O’Neal tem médias de 12.9 pontos e 9.3 rebotes por jogo.

O’Neal cai e sente lesão no joelho esquerdo operado (AP Photo/The Canadian Press,Chris Young)

Quem se “beneficiou” da saída de Jermaine O’Neal foi o ala-pivô italiano Andrea Bargnani. O atleta de 23 anos fez uma bela partida com 29 pontos e dez rebotes, seu melhor jogo na carreira. Apesar da boa apresentação, Bargnani estava inconsolável após o jogo.

“Não tenho o que dizer. Eu estou muito decepcionado”, declarou o italiano. “É inacreditável, nós estávamos ganhando, estávamos com o jogo sob controle e ainda perdemos. Nós erramos muito nos momentos decisivos, erros estúpidos”, concluiu o nº1 do draft de 2006. O inconformismo de Bargnani tem justificativa, já que o ala errou dois arremessos de 3 cruciais na prorrogação.

Pelo Nets, que conseguiu sua 5ª vitória no campeonato, outros destaques foram Devin Harris, Brook Lopez e Jarvis Hayes. O armador Devin Harris teve uma bela apresentação com 30 pontos, cinco passes para cesta e três recuperações de bola. Já o ala Jarvis Hayes e o pivô Brook Lopez tiveram atuações parecidas, ambos fizeram 14 pontos e pegaram seis rebotes. Hayes ainda deu três assistências e Lopez um toco.

O New Jersey Nets (5v-6d) tentará dar continuidade a boa fase contra o Los Angeles Clippers. A equipe nova-iorquina receberá o rival angelino na noite deste sábado. Já o Toronto Raptors (6v-6d) receberá a visita do atual campeão Boston Celtics no domingo.

Confira os lances decisivos do fabuloso duelo entre Raptors e Nets

November 20, 2008

Wade tem uma noite histórica, mas Heat não segura Raptors

Filed under: Conferência Leste, DESTAQUES, NBA — Tags: , , , , , , — Rubens Borges @ 10:43 am

Mesmo com 40 pontos, 10 rebotes e cinco tocos de Dwyane Wade, coisa que não acontecia na NBA desde 1977, com Alvan Adams, do Phoenix Suns, o Miami Heat foi derrotado pelo Toronto Raptors, por 101 a 95, em Miami.

“O D-Wade foi inacreditável, acertou alguns arremessos difíceis”, disse o treinador do raptors, Sam Mitchell.

A noite foi de Dwyane Wade, mesmo com a derrota

A noite foi de Dwyane Wade, mesmo com a derrota

Shawn Marion fez 20 pontos e pegou 14 rebotes e Daequan Cook adicionou 10 pontos para o Heat.

Andrea Bargnani fez 25 pontos para o time canadense, Jermaine O’Neal teve 16 pontos e 17 rebotes, Chris Bosh adicionou 15 pontos e 11 rebotes e Anthony Parker converteu 5 de 5 cestas de três no segundo tempo, terminando a noite com 19 pontos.

Toronto converteu 6 de 6 arremessos de três no terceiro quarto, fazendo 13 a 2, aumentando a diferença para 76 a 59. No final do quarto Wade fez uma falta flagrante, acertando o rosto de Kris Humphries.

“Estava um pouco irritado”, falou Wade.

O armador do Heat fez os últimos oito pontos do período, diminuindo a vantagem de Toronto para 77 a 67.

Parker faz mais uma cesta na vitória do Raptors

Parker faz mais uma cesta na vitória do Raptors

Ele abriu o quarto período com uma enterrada, depois mais uma com 8min43s para o final, dando a primeira liderança para o Heat, 84 a 83, desde o começo da partida.

Miami fez 25 pontos nos primeiros 5min do quarto final. Após perder a liderança Wade, com 1min02s para o final, diminuiu a diferença para três pontos. Mas Parker terminou o jogo com um arremesso de longa distância na próxima posse de bola.

Wade enterra sobre Jermaine O'Neal durante o quarto período da partida

Wade enterra sobre Jermaine O

“Orlando jogou contra eles quando eles erraram arremessos, nós quando eles acertaram. Você perde muita energia recuperando-se na partida”, disse Wade.

Melhores momentos aqui.

November 19, 2008

Bosh marca 40 pontos e 18 rebotes, mas Orlando derrota Toronto em casa

Filed under: Conferência Leste, DESTAQUES, NBA — Tags: , , , , — Adriano Albuquerque @ 7:01 am

O Orlando Magic teve uma atuação mais equilibrada do que o Toronto Raptors e venceu em casa por 103 a 90 nesta terça-feira (18/11). O ala-pivô Chris Bosh, conforme previsto pelo técnico do Magic, Stan Van Gundy, marcou 40 pontos contra sua equipe, mas os 22 pontos cada do armador Jameer Nelson e dos alas Hedo Turkoglu e Rashard Lewis combinaram para fazer a diferença contra o Raptors.

Bosh, amigo íntimo do pivô Dwight Howard, com quem treina durante as férias e conquistou a medalha de ouro dos Jogos Olímpicos de Pequim-2008, marcou 40 pontos - 14 cestas em 19 arremessos e 12 lances livres convertidos em 16 tentados - 18 rebotes e 4 assistências, a primeira vez que um Raptor marcou 40 pontos e 18 rebotes na história. “Acho que eles me pegaram na hora errada. Eu sempre digo que quero jogar meu melhor basquete contra meus amigos”, disse Bosh. “A forma como ele vem jogando, palavras não conseguem descrever, e não é apenas pontuação e rebotes. Ele está fazendo todas as pequenas coisas”, elogiou o técnico Sam Mitchell.

Toronto, no entanto, sentiu a ausência do armador espanhol José Calderón, lesionado e de fora de seu segundo jogo consecutivo. Will Solomon foi titular em seu lugar e cometeu sete dos 24 turnovers totais do Raptors. “É difícil agora. É duro quando você tem de aprender lá dentro, em quadra, em frente a 18 mil pessoas”, reconheceu Mitchell. “Você tem de tomar conta da bola. É com isso que tivemos sucesso nos últimos dois anos. É isto que nos mantém nos jogos”, lamentou Bosh.

No começo do jogo, foi o pivô Jermaine O’Neal quem brilhou, acertando seus quatro primeiros arremessos e fazendo 10 pontos no primeiro quarto, levando o Raptors a uma vantagem de 26 a 21. Howard, por sua vez, só acertou sua primeira cesta de quadra no segundo quarto, encerrando uma seca de 39 minutos sem uma cesta de quadra - no domingo, o All-Star jogou 25 minutos contra o Charlotte Bobcats sem acertar nenhum arremesso de quadra. A diferença chegou a 10 pontos, mas o Magic reagiu e empatou tudo em 45 pontos antes do intervalo. “Foi nossa melhor passagem no ano”, comemorou Van Gundy.

Os canadenses começaram a errar seus chutes e perder bolas no começo do terceiro quarto, o Magic abriu 67 a 54 e liderou pelo resto do caminho. O time acertou 11 de 23 arremessos de 3 pontos, retornando a uma das princiais características da equipe no ano passado, quando fez 801 triplos na temporada, segunda melhor marca da história da NBA. Orlando vem convertendo apenas 31,3% de seus chutes de longe nesta temporada, 24ª marca na liga.

Uma das razões da melhora foi o ala-armador JJ Redick, escolha do time na loteria do draft em 2006, que foi titular pela primeira vez em sua carreira de três anos, no lugar do lesionado Mickael Pietrus. “Sempre que recebo uma chance, tenho de fazer o que posso para voltar à rotação”, disse Redick, que marcou 10 pontos, incluindo duas cestas de 3.

Turkoglu marcou 16 de seus 22 pontos no último quarto, sua melhor marca em um período nesta temporada. Lewis acrescentou 8 rebotes e 5 roubos aos seus 22 pontos. Howard teve 18 pontos, 9 rebotes e 3 tocos antes de ser desqualificado com seis faltas. Pelo Raptors, O’Neal terminou com 16 pontos e 10 rebotes e Solomon contribuiu 10 pontos. Nenhum outro jogador marcou mais de 7 pontos.

Orlando (8v-3d) visita o Indiana Pacers no Conseco Fieldhouse na sexta-feira (21/11). Toronto (5v-5d), derrotado em cinco de seus últimos sete jogos, continua na Flórida para enfrentar o Miami Heat nesta quarta (19/11), na AmericanAirlines Arena.

November 16, 2008

Toronto Raptors acaba com seqüência de derrotas ao vencer o Miami Heat

Filed under: Conferência Leste, DESTAQUES, NBA — Tags: , , , , , — Rubens Borges @ 7:12 pm

Chris Bosh fez 27 pontos, Jermaine O’Neal fez 11 pontos e pegou 18 rebotes e o Toronto Raptors derrotou o Miami Heat por 107 a 96, acabando com uma seqüência de três derrotas. Kris Humphries adicionou 14 pontos, Andrea Bargnani fez 12 e Jason Kapono e Anthony Parker fizeram 10, cada.

Joel Anthony enterra marcado por Chris Bosh

Joel Anthony enterra marcado por Chris Bosh

Dwyane Wade liderou o Heat com 29 pontos, Daequan Cook fez 16, Michael Beasley contribuiu com 13, Chris Quinn teve 11 pontos e Udonis Haslem, 10.

O armador do raptors, José Calderón, não participou da partida. Ele teve um estiramento muscular na coxa direita.

Beasley é mais um jogador do Heat que atacou a marcação de Bosh

Beasley é mais um jogador do Heat que atacou a marcação de Bosh

Miami liderava por 54 a 50 no intervalo. No começo do terceiro O’Neal fez seis pontos seguidos e o Raptors fez 10 a 2, tomando a liderança.

Uma bandeja de Quinn, com 1min para o final do período empatou o jogo em 78. Nos próximos 3min29s o Heat não fez pontos, e o raptors abriu uma boa vantagem.

O’Neal deu um toco em Cook e Kapono acertou uma cesta de três, dando a vantagem de 93 a 80 para Toronto.

Dois pontos e mais a falta para DWade

Dois pontos e mais a falta para DWade

Wade fez seis pontos em seqüência, cortou a diferença para 96 a 91, 1min36s, mas Toronto segurou a vantagem, liderando até o final.

O ala/armador concordou que o esforço defensivo piorou no final da partida.

“Entregamos um monte de rebotes ofensivos. Muitas segundas chances. Erros mentais nos momentos errados. Coisas pequenas tornaram-se grandes”. falou Wade.

No lado do Raptors, O’Neal gostou da performance do time.

“Marcamos bem. Quando eles cortavam para a cesta a gente marocu bem, tirando opções”, analisou o ala/pivô.

Melhores momentos.

November 13, 2008

Philadelphia reencontra o caminho da vitória em Toronto e bate o Raptors

Filed under: Conferência Leste, DESTAQUES, Foto do dia, Multimídia, NBA — Tags: , , , , , — Adriano Albuquerque @ 10:36 am

O Philadelphia 76ers encerrou sua seqüência de três derrotas com uma vitória fora de casa sobre o Toronto Raptors, 106 a 96, nesta quarta-feira (12/11). Foi a melhor atuação do Sixers na jovem temporada, após começar o campeonato como favoritos na Conferência Leste.

Melhores momentos de Raptors 96 x 106 76ers

“Nós não estamos nos divertindo. Nós estamos pensando, ‘Como podemos jogar juntos, como podemos vencer? Como podemos evitar os erros?’ E é aí que você comete erros, quando você começa a pensar um pouco demais. Hoje estivemos um pouco mais livres, estávamos chutando a bola com mais confiança”, disse o ala-armador Andre Iguodala, que marcou 18 pontos, 10 assistências e 9 rebotes para o Sixers.

Antes do jogo, o time se reuniu no vestiário para uma conversa sobre o que vinha acontecendo com a equipe. Nos últimos três jogos, Philadelphia - que acrescentou o ala-pivô Elton Brand ao elenco na offseason - não conseguiu ultrapassar os 90 pontos. O técnico Maurice Cheeks, porém, disse aos seus jogadores para relaxarem e concentrarem suas energias na defesa. “Quando você faz isso, não põe tanta pressão no ataque. Isto foi o que aconteceu nos últimos jogos. Nós colocamos tanta pressão no nosso ataque e não muita pressão na nossa defesa. Eu realmente acredito que a forma como atuamos no lado defensivo da quadra foi a diferença no jogo”, disse Cheeks.

Certamente ajudou. Os visitantes limitaram o Raptors a 42,5% de aproveitamento nos arremessos, incluindo apenas 23,8% em chutes de 3 pontos, cederam apenas 19 assistências e forçaram 14 turnovers. A energia da defesa se transportou para o ataque, onde Philadelphia acertou 53,8% de seus arremessos e passou dos 90 pontos com 7min27s restando no jogo, em uma cesta de Brand que deixou o marcador em 91 a 80.

“Eu entrei em um ritmo, consegui meus arremessos. A comissão técnica vem trabalhando sem parar para garantir que eu esteja integrado ao time e ao jogo. Eles me disseram, ‘Não tente se encaixar, apenas entre lá e jogue’. Foi o que aconteceu hoje”, disse Brand, que fez sua melhor marca de pontos com o Sixers, 25, além de 8 rebotes e 3 tocos.

A defesa melhorada do Sixers esteve em seu melhor momento no primeiro quarto, quando só sofreu 13 pontos do Raptors e disparou a uma vantagem de 26 a 13. Entretanto, o pivô italiano Andrea Bargnani, primeira escolha do draft de 2006, entrou com tudo no segundo período e marcou 11 pontos. O ala-pivô Chris Bosh acrescentou seis pontos consecutivos para que Toronto encostasse em 46 a 45 com 1min20s restando no quarto. Porém, o calouro Marreese Speights marcou em um tapinha no rebote e Willie Green fez uma cesta de 3 para recuperar uma margem de 51 a 45 antes do intervalo. “Nós cortamos a desvantagem, mas não conseguimos as grandes paradas defensivas”, lamentou o pivô Jermaine O’Neal, que teve 19 pontos e 11 rebotes para Toronto.

Para piorar, o armador José Calderón sofreu uma lesão no músculo posterior da coxa direita ao final do primeiro quarto e teve de ir aos vestiários. Ele jogou mais 13 minutos entre o segundo e terceiro quartos, mas saiu do jogo em definitivo com 4min42s restando no terceiro período. O espanhol é dúvida para o próximo jogo, no domingo (16/11), contra o Miami Heat, novamente no Air Canada Centre.

Bosh marcou 30 pontos e 12 rebotes e Bargnani, 15 pontos para o Raptors (4v-4d), que após iniciar a temporada com três vitórias seguidas, já perderam quatro das últimas cinco partidas. “Estamos decepcionados, tivemos muitos colapsos. Tivemos arremessos e não os convertemos. Nossa defesa não esteve bem. Ofensivamente, não fomos muito bem”, lamentou o técnico Sam Mitchell.

Pelo Sixers, o armador Andre Miller teve 18 pontos, 5 rebotes e 5 assistências, Green fez 17 pontos e 9 assistências e Speights acrescentou 12 pontos e 7 rebotes. Philadelphia (3v-5d) continua na estrada na sexta-feira (14/11), quando encara o Indiana Pacers no Conseco Fieldhouse.

November 11, 2008

As belas imagens da rodada de segunda-feira, 10 de novembro, na NBA

Filed under: DESTAQUES, Foto do dia, Multimídia — Tags: , , , , , — Adriano Albuquerque @ 3:13 pm

Mão quente de Pierce conduz Boston a mais uma vitória de virada, sobre Toronto

Filed under: Conferência Leste, DESTAQUES, NBA — Tags: , , — Adriano Albuquerque @ 10:27 am

O Boston Celtics logo, logo vai roubar o apelido de “time da virada” do Santos e do Vasco. Nesta segunda-feira (10/11), o atual campeão da NBA mais uma vez saiu de trás para vencer, desta vez o Toronto Raptors, por 94 a 87, em casa no TD Banknorth Garden. Os visitantes canadenses lideraram por boa parte do jogo, mas o MVP das Finais de 2008, Paul Pierce, comandou a reação ao marcar 22 de seus 36 pontos no último período.

Ao aparecer para a entrevista coletiva pós-jogo com gelo embalado em sua mão, seu companheiro Kevin Garnett brincou que ele estava a “esfriando”, já que Pierce estava com a “mão quente” no quarto final, acertando sete de nove arremessos. O ala explicou: “Estou com uma torção na mão há uma semana, então estamos colocando gelo. Tento não pensar nisso. Vem me incomodando”, disse Pierce, que não parecia estar se sentindo incomodado ao liderar a virada. Além de 36 pontos, ele teve 9 rebotes e 4 assistências.

O Raptors teve 16 pontos de frente duas vezes no segundo quarto e abriu 57 a 42 em uma cesta do armador espanhol José Calderón, com cerca de três minutos e meio passados no terceiro quarto. Foi quando o Celtics começou sua reação. Garnett marcou seis pontos e Pierce, cinco em uma arrancada de 15 a 4 que diminuiu a margem para três pontos. O ala Jason Kapono encerrou o período com um chute certeiro de 3 pontos para deixar o marcador em 65 a 59 para Toronto.

No último quarto, a defesa cheia de dobras e armadilhas do Celtics parou o Raptors, dando origem a uma arrancada de 9 a 2 que diminuiu a desvantagem para apenas um ponto com 8min19s por jogar. A margem ficou nesta casa até o armador reserva Eddie House acertar de 3 com 4min45s restando e virar para 79 a 77, primeira vez que Boston liderou desde os minutos iniciais.

Toronto empatou logo em seguida. Com o marcador apontando igualdade em 84 pontos, o pivô Kendrick Perkins, que teve problemas para segurar Jermaine O’Neal por todo o jogo, bloqueou um chute de virada do pivô do Toronto, e Pierce aproveitou para retomar a frente para o time da casa, acertando cesta a 1min38s do fim para fazer 86 a 84. Na posse seguinte, O’Neal perdeu a bola pela lateral, e Pierce marcou duas cestas seguidas para garantir a vitória, a última delas uma bandeja girando que caiu com 34,4s no relógio, fazendo 90 a 84.

“Eu adoro quando o Superman entra na cabine e se transforma. Eu adoro. Tenho o melhor assento da casa (para vê-lo)”, disse Garnett sobre o grande último quarto de Pierce. “Se você olhar para os chutes de Paul Pierce, ele bateu para dentro algumas vezes, mas ele estava acertando vários chutes de média a longa distância com caras contestando ele”, lamentou o técnico do Raptors, Sam Mitchell.

Os outros dois membros do “Grande Trio” de Boston também apareceram bem. Garnett marcou 21 pontos, 10 rebotes e 3 assistências, e o ala-armador Ray Allen fez 19 pontos - apesar de um aproveitamento de apenas 5 cestas em 13 arremessos que incluiu apenas um triplo em sete tentativas. “No último quarto, eles fizeram um bom trabalho de acertar cestas. Ray, Paul e os outros têm um nível de confroto um com o outro incrível. Nós temos de descobrir um jeito de mantê-los atrás, especialmente quando estamos à frente por 15 ou 16 pontos em um jogo”, disse O’Neal, que após uma atuação ruim na vitória da véspera sobre o Charlotte Bobcats, foi o melhor do Raptors na segunda, com 23 pontos, 11 rebotes e 5 assistências.

As outras partes do trio principal do Raptors, porém, não esteve inspirado. Calderón deu 10 assistências, mas só marcou 7 pontos e pareceu afetado por uma troca de insultos com Garnett durante o jogo. O ala-pivô Chris Bosh, melhor jogador da Conferência Leste na primeira semana da temporada e grande nome do time, marcou apenas 9 pontos e 7 rebotes. O ala Anthony Parker fez 15 pontos e o ala-pivô reserva Kris Humphries teve 14.

Os dois times voltam a jogar nesta quarta-feira (12/11), em casa. O Celtics (6v-1d) recebe o invicto Atlanta Hawks no TD Banknorth Garden. O Raptors (4v-3d) encara o Philadelphia 76ers no Air Canada Centre.

November 10, 2008

Bosh brilha com outra atuação dominante e Raptors vence Bobcats após duas derrotas

Filed under: Conferência Leste, DESTAQUES, NBA — Tags: , , , , , , — João Guilherme @ 10:10 am

Após duas derrotas consecutivas, o Toronto Raptors espantou o “início da crise” com um triunfo fora de casa. Na tarde deste domingo, a equipe treinada pelo técnico Sam Mitchell foi até a Carolina do Norte e bateu o Charlotte Bobcats por 89 a 79 (40 a 45 no intervalo). Com a vitória, a franquia canadense assumiu o segundo posto da Divisão Atlântico, ficando atrás apenas do atual campeão Boston Celtics.

O principal responsável pelo êxito foi o ala-pivô Chris Bosh. O camisa 4 do Raptors teve uma tarde magistral e mostrou que já é um dos principais jogadores de garrafão da NBA. Bosh acertou 12 de seus 19 tentativas e conectou seis dos sete lances livres que teve a disposição para terminar a partida com 30 pontos. O ala-pivô ainda pegou 15 rebotes (12 deles defensivos), distribuiu três assistências e deu dois tocos em 43 minutos na quadra.

Apesar da bela atuação individual, Bosh fez questão de agradecer a seus companheiros: “Meus companheiros fizeram um grande trabalho e me deixaram livre várias vezes. Sem eles eu não conseguiria essa números”, ressaltou Bosh, que fez 14 pontos apenas no último quarto. “O lema do nosso time é jogar simples e não dar ênfase para as atuações individuais, nós jogamos o pão com manteiga. Se seu companheiro estiver livre, passe (a bola) para ele”, completou o ala-pivô.

Uma das muitas cestas de Chris Bosh neste domingo (AP Photo/Nell Redmond)

De fato, Bosh contou com a ajuda de alguns colegas de time. O principal “escudeiro” foi o ala-pivô Andrea Bargnani. O italiano somou 18 pontos, cinco rebotes e três tocos e ainda acertou um arremesso de 3 crucial a seis minutos do fim, que deu a liderança ao Raptors. Outro europeu que teve papel importante foi o espanhol Jose Manuel Calderon. O armador conectou 13 pontos e distribuiu sete assistências enquanto que o ala Jamario Moon fez 10 tentos, coletou nove sobras e deu um toco.

Pelo Bobcats, que não conseguiu emplacar sua segunda vitória consecutiva, o destaque foi o armador novato DJ Augustin. O atleta de 20 anos assinalou 14 pontos e distribuiu quatro passes para cesta. Augustin foi importante no segundo quarto, quando marcou 11 tentos e liderou o time de Charlotte na virada antes do intervalo. Porém, seus companheiros não estavam em dia inspirado. O melhor exemplo disso é o desempenho do ala Gerald Wallace, o lateral errou nove de seus onze arremessos e finalizou a partida com seis pontos e oito rebotes.

A dupla de armação titular, composta por Raymond Felton e Jason Richardson, teve uma atuação um pouco melhor. Ambos marcaram 12 pontos e Felton foi mais eficiente que Richardson nas assistências (seis contra quatro), mas nos rebotes “J-Rich” ganhou o “duelo” com cinco rebotes contra três de Felton. Outro que conectou dígitos duplos foi o ala Jared Dudley, autor de 10 pontos em 32 minutos na quadra.

Como diria o vovô Mutombo: “Okafor, aqui não!” (AP Photo/Nell Redmond)

O técnico do Bobcats, Larry Brown, admitiu que seu time precisa depender menos de Jason Richardson e Gerald Wallace durante os jogos: “Se o adversário faz um bom trabalho sobre Gerald e Jason nós ficamos em dificuldades, é sempre assim. Nós acabamos perdendo alguns jogos assim então temos que mudar essa filosofia e depender menos deles dois”, analisou o veterano.

Apesar das atuações ruins de seus principais jogadores, o Charlotte manteve o jogo equilibrado até o final. A vitória parecia uma realidade a 7min do fim do terceiro quarto, quando o Bobcats liderava por onze pontos, 58 a 47. Mas o Raptors reagiu e iniciou uma série de 16 a 9 logo a seguir e diminuindo a difrença para quatro tentos, 67 a 63. O último quarto começou equilibrado e com seis trocas de liderança em cinco minutos. A última liderança da franquia anfitriã no duelo foi a 7min do término, quando Jason Richardson conectou um arremesso e o Bobcats passou a frente por dois, 74 a 72.

A partir daí quem comandou as ações foi o time forasteiro. A equipe de Toronto iniciou uma série arrasadora de 17 a 0, começada por um arremesso certeiro de Chris Bosh. Com essa arrancada, o Raptors abriu quinze pontos de vantagem, 89 a 74 com 1min40s para o soar da sirene e sepultou as chances do Bobcats de sair vitorioso.

O Toronto Raptors (4v-2d) terá uma parada dura na noite desta segunda-feira. A equipe canadense irá até Massachusetts para enfrentar o atual campeão Boston Celtics. Já o Charlotte Bobcats (2v-4d) continua atuando diante de sua torcida. Na noite esta terça-feira a equipe da Carolina do Norte receberá a visita do Denver Nuggets, do pivô brasileiro Nenê.

Melhores momentos de Raptors 89 x 79 Bobcats

November 8, 2008

Atlanta e Utah mantêm invencibilidade; Jerry Sloan chega a 1.000 vitórias com o Jazz

Filed under: Conferência Leste, Conferência Oeste, DESTAQUES, NBA — Tags: , , , , , — Adriano Albuquerque @ 12:16 pm

O último time invicto da Conferência Leste é uma surpresa geral. O Atlanta Hawks, que no ano passado entrou nos playoffs apesar de ter apenas 37 vitórias em 82 jogos, começou a temporada arrasador e derrotou o Toronto Raptors por 110 a 92 nesta sexta-feira (7/11), em casa no Phillips Center.

É a quarta vitória consecutiva do Hawks, todas sobre times que estiveram nos playoffs no ano passado, incluindo triunfos fora de casa contra os favoritos ao título Orlando Magic e New Orleans Hornets. É o melhor início do clube desde 1997, quando venceu seus 11 primeiros jogos. “Dá para ver nossa confiança. Estamos entrando e executando. Os quatro times que enfrentamos são times que nos deram problemas no passado. Nós temos de validar isto trazendo o mesmo esforço todos os dias”, comentou o ala-armador Joe Johnson autor de 17 pontos, 7 rebotes e 6 assistências para Atlanta.

O nome do jogo, porém, foi o armador Mike Bibby. Obtido em uma troca com o Sacramento Kings no meio do ano passado para ajudar o Hawks a retornar aos playoffs pela primeira vez desde 1999, o veterano se adaptou bem, e a equipe levou o Boston Celtics ao limite na primeira rodada dos playoffs. Nesta sexta, Bibby foi cestinha do time, com 19 pontos, todos no primeiro tempo, além de 12 assistências. Com a mão quente, ele acertou quatro cestas de 3 pontos em uma arrancada de 18 a 4 no segundo quarto, e o time liderava por 62 a 50 no intervalo.

“Eu continuei chutando (no primeiro tempo), eles estavam me deixando sozinho. É um começo empolgante. Se tivéssemos mais ataque do que tivemos hoje, seríamos incríveis”, disse Bibby.

Os reservas Ronald Murray e Maurice Evans tiveram 16 e 15 pontos, respectivamente, e o ala Marvin Williams acrescentou 14. A série de vitórias do Atlanta, porém, pode estar com os dias contados: o ala Josh Smith, um dos destaques do time, torceu o tornozelo esquerdo com 56s restando no primeiro quarto. Segundo o clube, ele pode ficar de fora entre duas e quatro semanas. O técnico Mike Woodson, porém, estava otimista: “Ele se recupera rápido. Não espero que ele esteja fora por muito tempo. Vamos avaliá-lo amanhã”.

O ala-pivô Chris Bosh, campeão olímpico com a seleção americana, teve 26 pontos e 8 rebotes. O pivô Jermaine O’Neal contribuiu 17 pontos, 4 rebotes, 3 assistências e 3 tocos, e o ala Jason Kapono acrescentou 14 pontos.

Jerry Sloan conquista milésima vitória com Utah Jazz

No Oeste, o Utah Jazz também manteve sua invencibilidade ao derrotar o Oklahoma City Thunder em casa, na EnergySolutions Arena, por 104 a 97. Mais impressionante, porém, foi o fato de ser a milésima vitória do técnico Jerry Sloan com Utah, o único técnico na história da NBA a chegar à marca com apenas um time.

Sloan, porém, como de costume, não quis fazer barulho por causa da marca. Cumprimentou algumas mãos, foi cumprimentado pelo técnico do Thunder, PJ Carlesimo, e saiu para o vestiário o mais rápido que pôde. Ele não escapou, porém, dos cantos da torcida, que berrou “Jer-ry! Jer-ry!” em sua homenagem por todo o último minuto. “Queria ter conseguido me esconder embaixo das arquibancadas e saído de lá um pouco mais rápido”, disse Sloan, deixando escapar um pequeno sorriso.

Dois anos atrás, Sloan conquistou sua milésima vitória como treinador e também não quis fazer estardalhaço, apenas agradecendo aos fãs e mudando o assunto para falar do jogo. O Jazz abriu 31 pontos no primeiro tempo, mas deixou o Thunder cortar a diferença para oito no último período. “É divertido assistir aos nossos jogadores. É divertido assistir a eles jogarem bem, e é um pouco preocupante quando eles não jogam tão bem quanto você gostaria”, disse o técnico.

Sloan tem 1.000 vitórias e 596 derrotas desde que assumiu o time, substituindo Frank Layden, quase 20 anos atrás. “É algo incrível. Um mil, é um número enorme. Tenho certeza que um dia ele vai se orgulhar disto, mas você sabe como ele é. Ele não vai admitir”, disse o ala Kyle Korver, que marcou 13 pontos para o Jazz. “É um tributo a ele e todos os jogadores e treinadores que trabalharam com ele. Quando tudo estiver terminado, ele será considerado, sem dúvidas, um dos melhores na nossa profissão”, disse Carlesimo.

O Jazz, com cinco vitórias na temporada, jogou novamente sem o armador campeão olímpico Deron Williams, ainda em recuperação de uma lesão no tornozelo esquerdo. Na sua ausência, o ala-pivô Carlos Boozer, outro medalhista de ouro olímpico, liderou o time com 21 pontos, 9 rebotes e 5 assistências. O pivô Mehmet Okur e o reserva Andrei Kirilenko marcaram 16 pontos cada - Kirilenko acrescentou 12 rebotes. O ala-armador Ronnie Brewer teve 11 pontos e o armador reserva Brevin Knight teve 11 assistências. Pelo Thunder, o ala Kevin Durant marcou 24 pontos, Jeff Green teve 22, o reserva Desmond Mason marcou 18 pontos e o armador Earl Watson, 13.

November 7, 2008

Técnico do Raptors diz que rumores sobre Bosh são estupidez. Pistons está de olho em Boozer

Filed under: Conferência Leste, Extraquadra, NBA — Tags: , , , , — João Guilherme @ 12:21 pm

Após adquirir o astro Allen Iverson através de uma troca, vários rumores envolvendo o Detroit Pistons foram veiculados. A imprensa norte-americana começou a enxurrada de especulações assim que a grande negociação entre a franquia de Michigan e o Denver Nuggets foi confirmada. Para quem não viu, o Pistons mandou o armador Chauncey Billups e os alas-pivô Antonio McDyess e Cheik Samb para o Nuggets, que, por sua vez, liberou Iverson.

Alguns disseram que foi o início de uma reformulação no Pistons, outros afirmaram que a equipe está se “preparando” para a grande offseason de 2010, quando vários jovens astros terão o passe livre. Alguns cronistas chegaram a apontar que o principal alvo da diretoria do Pistons é o ala-pivô Chris Bosh, que atualmente defende o Toronto Raptors.

Bosh tem apenas 22 anos, mas já é um dos principais jogadores de garrafão na NBA. Assim como os visados LeBron James, Kobe Bryant e Dwyane Wade, Bosh também terá o passe livre em 2010. Para algumas fontes, sim aquelas anônimas e que lêem as mentes dos dirigentes, Dumars optaria por Bosh justamente por ele não ser tão “visado” quanto os jogadores acima citados.

Como toda fofoca, ela chegou rapidamente em Toronto. Ao ouvir a notícia, o técnico do Raptors Sam Mitchell riu e classificou as especulações como ‘estúpidas’: “É exatamente disso que nós precisamos no mundo, mais estupidez!”, disparou Mitchell. “Como não há notícia mais interessante para se publicar, vocês (jornalistas) precisam disso (publicar estupidez)”, finalizou o treinador.

Bosh preferiu não comentar sobre o assunto: “Eu apenas quero jogar, não estou preocupado com isso. Daqui a dois anos eu discutirei isso com vocês”, declarou o ala-pivô que tem médias de 26.0 pontos, 10.8 rebotes e 3.0 assistências por jogo na temporada 2008/09.

Entretanto, Bosh não é o único alvo do Pistons. Outra estrela que teve seu nome ligado à franquia de Michigan foi o ala-pivô Carlos Boozer, do Utah Jazz. Como todos sabem, Boozer será agente livre restrito no período de férias da Liga de 2009. De acordo com o site norte-americano Hoopsworld.com, o ala-pivô desperta interesse do time e a troca realizada na última segunda-feira pode ser o indício disso. O contrato de Allen Iverson, que gira em torno de $21 milhões de dólares, tem duração de apenas um ano e o Pistons pretende abrir sua folha salarial para contratar um agente livre cobiçado.

Quem adoraria essa contratação seria o Denver Nuggets. Isso porque, sem Boozer o Jazz ficaria mais vulnerável e o Nuggets, rival de divisão do time de Utah, teria mais “facilidade”. Além disso, o ala-pivô é um conhecido por ser um dos maiores carrascos do Denver, já que tem médias de 25 pontos e 10 rebotes sempre que enfrenta a equipe do brasileiro Nenê.

November 6, 2008

Prince lidera Pistons, ainda sem Iverson, à vitória sobre Raptors em Toronto

Filed under: Conferência Leste, DESTAQUES, NBA — Tags: , , , , — Adriano Albuquerque @ 9:47 am

Sem Allen Iverson, sem Chauncey Billups, sem Antonio McDyess; sem problemas. O Detroit Pistons manteve sua invencibilidade em quatro jogos ao derrotar o até então invicto Toronto Raptors, 100 a 93, fora de casa nesta quarta-feira (5/11), no Air Canada Centre. Os segundoanistas Rodney Stuckey e Will Bynum jogaram bem no revezamento da armação e o ala Tayshaun Prince comandou o time à sua segunda vitória desde o anúncio da troca que enviou Billups, MVP das Finais de 2004, o sexto homem McDyess e o garoto Cheikh Samb ao Denver Nuggets.

Iverson se juntou ao time em Toronto e participou do treino de arremessos da manhã, mas não pôde estrear pelo Pistons porque Billups ainda não havia chegado a Denver para fazer seu exame físico. Por essa razão, a troca ainda não é oficial e o armador não sentou no banco com os novos companheiros.

Detroit não pareceu sentir muito e executou o mesmo plano de jogo de sempre: muita movimentação com e sem a bola, paciência na execução das jogadas, defesa agressiva. Stuckey e Bynum, apenas em seus segundos anos na liga, jogaram como veteranos, combinando para sete assistências e apenas três turnovers na partida. Foi de Bynum o passe mais bonito, um passe picado no contra-ataque, entre defensores do Raptors, para Arron Afflalo finalizar com uma bandeja.

Após sair atrás por 23 a 20 em um primeiro quarto equilibrado, Detroit - ou melhor, Tayshaun Prince - tomou controle do jogo no segundo período. Marcado pelo ala-pivô italiano Andrea Bargnani, Prince se aproveitou de sua melhor mobilidade e deixou o primeiro escolhido do draft de 2006 para trás em vários lances, acertando cinco de seis arremessos para marcar 14 pontos, além de duas assistências, três rebotes e um toco. Detroit fez 34 a 23 no período e abriu 54 a 46. “Quando estou com (a segunda unidade), tenho de ser agressivo e fazer jogadas para eles mas, ao mesmo tempo, procurar por oportunidades. Eu sei que, ao começar os jogos, vamos procurar o Rasheed (Wallace), e obviamente tentar envolver o Rip (Hamilton). Se eu começo o segundo quarto, é a hora de eu fazer as jogadas e simplesmente aconteceu de elas entrarem”, disse o modesto Prince, que continuou praticamente indetível no segundo tempo e terminou com 27 pontos, 9 rebotes, 3 assistências e 2 tocos.

“Eles estavam usando quase a mesma jogada o tempo todo. Não conseguíamos parar Tayshaun Prince”, admitiu o armador José Calderón, que foi chave na reação do Raptors no terceiro quarto. O período começou com uma arrancada de 9 a 2 dos visitantes, levando a diferença a 15 pontos e forçando Toronto a chamar tempo. A margem cresceu a 16 pontos após o pivô Jermaine O’Neal receber falta técnica por reclamar de uma falta não-marcada e Wallace converter de 3 pontos. Entretanto, Calderón fez 11 pontos e duas assistências no quarto, o ala-pivô Chris Bosh fez nove pontos e o Raptors arrancou em 7 a 2 nos três minutos finais para reduzir a 76 a 71.

A reação continuou no início do último quarto com uma enterrada de Bosh e uma cesta de Will Solomon, reduzindo a um ponto. Como de costume, porém, Detroit passou a controlar suas posses ao máximo e a impedir os contra-ataques com boa defesa de transição. Uma jogada de três pontos do pivô reserva Kwame Brown deu ao time uma vantagem de 86 a 82 com sete minutos por jogar. Mais tarde, um gancho de virada de Prince levou o placar a 94 a 88 com 1min05s restando. Toronto ainda conseguiu reduzir para três pontos com uma cesta de 3 de Anthony Parker a 17s do fim, mas Richard Hamilton acertou seis lances livres nos 25s finais para selar a vitória. Prince ainda teve um toco decisivo sobre o ala Jason Kapono em uma tentativa de 3 com 8s no relógio.

“Nós simplesmente não jogamos bem. Eu não acho que eles fizeram nada necessariamente, nós simplesmente não conseguimos marcar os 2s e 3s deles”, disse, frustrado, o técnico do Toronto, Sam Mitchell.

Foi um desperdício para mais uma atuação de destaque de Bosh, que marcou 26 pontos e 13 rebotes pelo Raptors. Calderón teve 24 pontos e 8 assistências e Bargnani acrescentou 12 pontos. Pelo Detroit, Hamilton marcou 22 pontos e 5 assistências, Stuckey teve 14 pontos e 5 assistências e Wallace fez 11 pontos, 12 rebotes e 3 assistências, além de marcar bem Jermaine O’Neal e limitá-lo a 8 pontos, três cestas em 10 arremessos.

Detroit (4v-0d) pode ter a estréia de Iverson nesta sexta-feira (7/11), quando visita o New Jersey Nets no Izod Center. O Raptors (3v-1d) tem outro invicto pela frente, o Atlanta Hawks - que venceu seus três jogos até agora - também na sexta, no Phillips Center de Atlanta, início de uma excursão de três partidas fora de casa.

November 2, 2008

Atlanta, Detroit e Toronto são os três invictos remanescentes na Conferência Leste

Filed under: Conferência Leste, DESTAQUES, NBA — Tags: , , , , , — Adriano Albuquerque @ 12:56 pm

Após a derrota do Boston Celtics para o Indiana Pacers, restaram apenas três invictos na Conferência Leste, todos conquistando vitórias na noite de sábado (1/11). Do trio, o mais surpreendente é o Atlanta Hawks, que após chegar aos playoffs pela primeira vez em nove anos em 2007-08, começou a temporada 2008-09 com duas vitórias, batendo o Philadelphia 76ers por 95 a 88 em casa. Os outros dois invictos são o Detroit Pistons, que derrotou o Washington Wizards em casa por 117 a 109, e o Toronto Raptors, que venceu o Milwaukee Bucks por 91 a 87 fora de casa e é o único do trio com três jogos disputados.

É a primeira vez que o Hawks vence seus dois primeiros jogos desde 1998-99, a última vez que o time chegou aos playoffs antes de seu retorno neste ano. As duas vitórias foram sobre equipes candidatas aos playoffs do Leste: o campeão divisional Orlando Magic e o reforçado Philadelphia 76ers. Ambos também estiveram na pós-temporada em 2007-08. “Os caras sentiram o gosto no ano passado. Eles querem voltar lá. Eu sei que ainda é cedo, mas se jogarmos defesa e buscarmos rebotes como fizemos (hoje), nós estaremos em vários jogos”, disse o técnico do Hawks, Mike Woodson.

A defesa do Atlanta subiu de nível no segundo tempo e principalmente no último quarto, quando limitou Philadelphia a 13 pontos. A primeira vantagem do time em toda a partida só veio com 1min53s restando no jogo, quando o ala Josh Smith buscou um rebote defensivo e ligou rapidamente com o ala-armador Joe Johnson do outro lado da quadra para uma enterrada. Com o Hawks à frente por 90 a 88, Johnson recebeu a bola perto do topo do garrafão. Após deixar Thaddeus Young no chão, o jogador arremessou de bem atrás da linha de 3 pontos e acertou de chuá, sacudindo os 19.651 espectadores que lotaram o Philips Center. “Eu não tinha nenhuma intenção de passar a bola. Estava olhando direto para a cesta”, disse Johnson, cestinha da partida com 35 pontos, além de 5 assistências.

“Ele é como um video game. Alguns dos chutes que ele acerta são simplesmente loucos”, comentou Young, que marcou 17 pontos no primeiro tempo, quando o Sixers dominou o Hawks, abrindo 44 a 21 durante o segundo quarto e levando uma vantagem de 57 a 44 ao intervalo. Porém, Atlanta voltou com uma nova atitude no segundo tempo, diminuiu para dígitos simples no terceiro quarto e fez 29 a 13 nos 12 minutos finais. Josh Smith, que não acertou nenhum de seus sete primeiros arremessos, acertou seis de nove no segundo tempo para terminar com 14 pontos, 11 rebotes, 3 assistências e 3 roubos. O armador Mike Bibby contribuiu 19 pontos.

Young terminou com 22 pontos para o Sixers. O ala-pivô Elton Brand, maior reforço da franquia para a temporada, fez um duplo-duplo de 17 pontos e 16 rebotes. Andre Iguodala marcou 16 pontos, Andre Miller teve 11 pontos e 8 assistências e Samuel Dalembert contribuiu 12 pontos e 11 rebotes.

O começo invicto do Pistons é algo esperado de um time que chegou às finais da Conferência Leste nos últimos seis anos. O que não se esperava era que um dos grandes destaques de sua vitória por 117 a 109 sobre Washington fosse o ala Walter Herrmann, engrossando a lista de argentinos de sucesso na NBA. Saído do banco de reservas, Herrmann anotou 16 pontos, incluindo três cestas de 3, 7 rebotes e 4 assistências e teve seu nome gritado em coro pelos 22.076 espectadores que ocuparam todo o Palace of Auburn Hills.

“Foi inacreditável. Eu estava com muita confiança hoje”, disse Herrmann. “Walter foi ótimo hoje, e é muito mais do que os chutes que ele está acertando. A sua defesa e sua habilidade de mover a bola são ambas coisas que ajudam nosso time quando ele está em quadra. Ele faz as coisas básicas que temos de fazer para vencer”, elogiou o técnico Michael Curry, estreante que está usando Herrmann bem mais do que seu antecessor, Flip Saunders, e mesmo que os treinadores do Charlotte Bobcats utilizaram o argentino antes de ser trocado para Detroit no meio da última temporada.

O lateral recebeu bom tempo de quadra quando o Indiana Pacers, adversário de estréia, e Washington lançaram formações mais baixas em quadra, explorando uma velha característica de Herrmann com a seleção argentina. “Quando eles entram com um time baixo, eu posso jogar tanto na posição 3 quanto 4, então isso nos deixa mudar as coisas. Executamos um jogo bastante aberto quando eles jogam pequenos contra nós”, explicou Herrmann. Até o técnico adversário reconheceu o valor da atuação do argentino. “Achei que nossa defesa foi muito boa em alguns momentos, mas Walter Herrmann acertou cestas, e esta foi a diferença. Ele fez cesta importante atrás de cesta importante atrás de cesta importante, e não conseguimos superar isto”, disse Eddie Jordan.

O Pistons tinha 47 a 30 de vantagem em meio ao segundo quarto, mas o reserva Juan Dixon, que jogou pelo Detroit no ano passado, marcou sete pontos para comandar uma arrancada de 22 a 4 que deu aos visitantes uma vantagem de um ponto no intervalo. O time da casa, no entanto, retomou a frente no início do terceiro quarto e ampliou para 77 a 70 em uma jogada de três pontos de Herrmann. O Wizards conseguiu reduzir para dois pontos no início do último quarto em uma jogada de três pontos do ala-pivô Antawn Jamison, mas Detroit, liderado pelo reserva Rodney Stuckey, não deixou o Wizards se aproximar mais do que isto.

O ala-armador Richard Hamilton foi o cestinha, com 24 pontos, mesma marca de Jamison para o Wizards. O ala-pivô rasheed Wallace, porém, anotou 17 pontos, 12 rebotes e 6 tocos para o Pistons. O armador Chauncey Billups fez 12 pontos e 8 assistências, e Stuckey e Jason Maxiell marcaram 11 pontos cada. O banco do Detroit fez 55 pontos na partida. Pelo Wizards, o ala Caron Butler fez 21 pontos, 6 rebotes e 6 assistências, e o reserva Nick Young marcou 23 pontos.

O Raptors chegou à sua terceira vitória, 91 a 87 sobre Milwaukee, com dificuldade. Após Toronto marcar 12 pontos consecutivos e abrir 75 a 65, o técnico do Bucks, Scott Skiles, lançou o calouro Luc Richard Mbah a Moute para marcar de perto o ala-pivô Chris Bosh, maior astro do time canadense. O novato não deu espaços para o ala-pivô e o Bucks reagiu, arrancando em 15 a 4 e virando em um gancho de Mbah a Moute sobre Bosh, 85 a 84 com 37s no relógio. Porém, na posse seguinte, Bosh passou para o armador espanhol José Calderón quando a defesa lhe cercou, e Calderón não decepcionou, acertando uma cesta de 3 com 21s restando.

“Ele me conhece, eu o conheço. Quando ele estiver preso ou algo assim, ele vai me procurar. Eu estava pronto para aquele arremesso uns cinco segundo antes de receber o passe”, disse Calderón, que bateu seu recorde pessoal de ponto, marcando 25, além de 9 assistências e 5 rebotes.

“Eu disse aos caras que eles teriam de arremessar hoje, porque eles (Bucks) não estavam dando nenhum espaço para Chris (Bosh) e Jermaine (O’Neal) jogarem lá embaixo. Eu achei que Chris e Jermaine fizeram um ótimo trabalho em se livrar da bola e deixar seus companheiros fazerem jogadas”, disse o técnico Sam Mitchell. Como resultado, todos os titulares do Raptors marcaram em dígitos duplos. Bosh fez 20 pontos, 10 rebotes e 6 assistências, Jamario Moon teve 15 pontos e O’Neal e Anthony Parker marcaram 11 pontos cada.

Pelo Bucks, o ala-armador Michael Redd, campeão olímpico com a seleção americana em Pequim, marcou 19 pontos, mas acertou apenas um de seis arremessos de 3 e errou um chute da zona morta que poderia ter empatado o jogo nos segundos finais. Charlie Villanueva fez 16 pontos, o pivô Andrew Bogut teve 14 pontos e 9 rebotes e o armador Ramon Sessions contribuiu 12 pontos e 9 rebotes.

Todos os resultados da rodada de sábado da NBA:

Atlanta Hawks 95 x 88 Philadelphia 76ers
Indiana Pacers 95 x 79 Boston Celtics
Orlando Magic 121 x 103 Sacramento Kings
Charlotte Bobcats 100 x 87 Miami Heat
Detroit Pistons 117 x 109 Washington Wizards
New Jersey Nets 97 x 105 Golden State Warriors
New Orleans Hornets 104 x 92 Cleveland Cavaliers
Minnesota Timberwolves 85 x 95 Dallas Mavericks
Chicago Bulls 96 x 86 Memphis Grizzlies
Houston Rockets 89 x 77 Oklahoma City Hornets
Milwaukee Bucks 87 x 91 Toronto Raptors
Denver Nuggets 97 x 104 Los Angeles Lakers
Utah Jazz 101 x 79 Los Angeles Clippers
Phoenix Suns 107 x 96 Portland Trail Blazers

November 1, 2008

Raptors vence jogo emocionante contra Warriors e Harrington mostra insatisfação (vídeo)

Toronto Raptors (2v-0d) e Golden State (0v-2d) Warriors fizeram o melhor jogo da rodada desta sexta-feira da NBA, foi uma partida imprevísivel, com trocas na liderança, cestas decisivas e desfecho apenas na prorrogação. Jogando em casa, o Raptors confirmou seu favoritismo após mostrar uma basquetebol melhor nos cinco minutos de tempo-extra e venceu por 112 a 108 (96 a 96 no tempo normal).

Porém, antes da tranquilidade ao garantir o êxito, o time canadense teve que suar muito. Primeiro foi no tempo normal, quando o Warriors insistia em dar uma de visitante indigesto e mantinha uma liderança de cinco pontos. Uma cesta de 3 de Stephen Jackson com 3min30s para o fim silenciou a torcida no Air Canada Centre, 93 a 88 para os californianos. Mas o Raptors não desistiu e continuou incomodando o rival, Calderon assinalou um arremesso de média distância e Bosh fez quatro pontos seguidos para consolidar a virada, 94 a 93, para enlouquecer os fãs. Porém, a resposta do Warriors veio rápido, Al Harrington conectou um arremesso de 3 e recolocou a equipe visitante na ponta, 96 a 94, com 22s para o fim. A franquia canadense só conseguiu evitar a derrota com dois lances livres conectados por Chris Bosh, mas ainda teve que “secar” o arremesso de Corey Maggete no estouro do cronômetro para ir à prorrogação.

 Bosh comemora cesta com Anthony Parker (AP Photo/The Canadian Press, Nathan Denette)

Motivado, o Raptors começou o tempo-extra com tudo e abriu uma série decisiva de 8 a 0. Os primeiros pontos dos californianos na prorrogação só foram feitos pelo ala-armador Kelenna Azubuike a 45seg do fim. Aí a vaca já tinha ido pro brejo, Al Harrington ainda conectou um arremesso do perímetro, mas isso não foi suficiente para evitar a segunda derrota da equipe de Don Nelson nesta temporada regular.

O líder da vitória foi o ala-pivô Chris Bosh. O astro do Raptors conseguiu 31 pontos (12 acertos em 24 arremessos) e pegou nove rebotes. Sua atuação estupenda e a liderança mostrada em quadra rendeu elogios até dos adversários, como o ala Stephen Jackson: “Nos momentos decisivos do jogo ele chamava responsabilidade para si”, disse Jackson. “Fez suas jogadas, converteu os lances livres que teve e nós não conseguimos pará-lo”, concluiu.

Além dele, outros três jogadores do Raptors tiveram papéis importantes. O ala-armador Anthony Parker fez 23 pontos, o armador espanhol Jose Calderon conectou 16 tentos e deu 13 assistências enquanto que o ala-pivô italiano Andrea Bargnani finalizou a partida com 19 pontos conectados. O pivô Jermaine O’Neal foi quase nulo no ataque, com apenas cinco pontos, mas foi importante na defesa com seus seis rebotes e três tocos.

 Dupla Bosh e O’Neal só tem motivos para sorrir até o momento (AP Photo/The Canadian Press, Nathan Denette)

Pelo Golden State Warriors, o cestinha foi o ala-pivô Al Harrington. O capitão insatisfeito, já que pediu para ser trocado, mostrou muita intensidade em quadra e terminou o duelo com 26 pontos (10 acertos em 21 tentativas), além de ter coletado 11 rebotes. Entretanto, Harrington não deixou de criticar a si mesmo e aos companheiros após o jogo. Para ele, a má preparação na pré-temporada está pesando agora.

“Na pré-temporada nós não jogávamos 40 minutos”, disse. “Agora nós temos que jogar e não há como não se cansar, as pernas pesam ao final das partidas e as estatísticas mostram nossa queda de rendimento nos momentos derradeiros do jogo. Nós teremos que treinar mais e recuperar nossa forma física da última temporada, do contrário as coisas ficarão difíceis para nós”, finalizou o camisa 3, aproveitando para alfinetar seu desafto, o técnico Don Nelson.

De fato, Harrington tem razão. No último quarto contra o Raptors a equipe de Oakland acertou apenas sete de seus 19 arremessos. O maior exemplo da exaustão precoce do Warriors é o ala-armador Stephen Jackson, que vem fazendo o papel de armador principal inúmeras vezes nesta temporada devido a lesão do armador Monta Ellis. Sem estar acostumado com a função, Jackson está tendo que aprender na marra e, ainda por cima, ficar mais tempo em quadra do que desejaria. Na estréia contra o New Orleans Hornets, na última quarta-feira, Jackson ficou em quadra durante todo o jogo e nesta sexta só saiu após ser excluído por faltas na prorrogação, até então havia atuado 44 minutos.

 Jogo foi intenso, como esse lance entre Corey Maggete e Jermaine O’Neal (AP Photo/The Canadian Press, Nathan Denette)

“É uma função totalmente nova, mas eu preciso acelerar minha aprendizagem”, declarou o camisa 1 do Warriors. “Eu não tenho 30 jogos para aprender, preciso melhorar a partir de agora. Eu tenho orgulho de ter essa função, de ter a confiança dos meus companheiros e de liderar esse time, por isso quero fazer meu melhor”, concluiu Jackson, que conseguiu 19 pontos, sete rebotes e cinco assistências contra o Raptors.

O pivô letão Andris Biedrins dominou o garrafão como de costume com seus 17 tentos e 13 rebotes e ainda viu os alas-armadores Kelenna Azubuike (reserva) e Corey Maggete (titular) fazerem 15 e 14 pontos, respectivamente. Para Maggete os erros no final acabaram com as chances dos visitantes: “Nós tivemos o jogo na mão, mas os erros no final acabaram com nossas chances”.

Confira o emocionante duelo entre Raptors e Warriors

October 31, 2008

Jantar feito por Charles Oakley na sua casa? Peguem as carteiras!

Filed under: Extraquadra, NBA — Tags: , , , , — Rubens Borges @ 2:04 pm

Duas ONGs, a Arts Horizons e The Reginald F. Lewis Museum of Maryland African American History & Culture, estão leiloando um jantar, em sua casa, cozinhado pelo ex-ala/pivô do Chicago Bulls, New York Knicks e Toronto Raptors, Charles Oakley.

Chef Oak

Chef Oak

O vencedor do leilão receberá um jantar para 10 pessoas, feito pelo “Chef Oakley”, uma bola de basquetebol autografada e uma foto do jantar com o ex-jogador. Cada pessoa poderá levar quatro itens para Oak autografar.

Arts Horizons é uma das maiores organizações de profissionais em educação artística que seve escolas e comunidades na área de Nova Iorque. Mais de 3000.000 crianças recebem a ajuda da ONG.

O The Reginald F. Lewis Museum of Maryland African American History & Culture é dedicado ao esforço dos afro-americanos para deixarem a escravidão e serem aceitos na sociedade. Os líderes do museu esperam que ele vire um local para lembrar os momentos difíceis, celebrar os bons momentos e ser um exemplo de orgulho, esperança e inspiração para todos.

October 30, 2008

Bosh rouba cena de estréia de Brand e O’Neal, Raptors vence Sixers fora de casa

Filed under: Conferência Leste, DESTAQUES, Foto do dia, Multimídia, NBA — Tags: , , , , — Adriano Albuquerque @ 3:03 am

O foco estava nas estréias de Elton Brand pelo Philadelphia 76ers e de Jermaine O’Neal pelo Toronto Raptors, mas foi o ala-pivô campeão olímpico Chris Bosh que roubou o show nesta quarta-feira (29/10). CB4 anotou 27 pontos e 11 rebotes para liderar Toronto à vitória na estréia fora de casa, 95 a 84 sobre o Sixers em pleno Wachovia Center de Filadélfia.

Veja os melhores momentos de Sixers 84 x 95 Raptors

Apesar de jogar em casa e estrear seu novo ala-pivô, ex-All-Star e esperança de retornar o time à elite da Conferência Leste, o Sixers só teve o apoio de 15.750 pessoas no Wachovia Center, de capacidade para 20 mil pessoas. A razão? O time de beisebol da cidade, Philadelphia Phillies, disputou nesta quarta-feira o quinto jogo da World Series, decisão da Major League Baseball, no Citizens Bank Park, que fica do outro lado da rua. O início do jogo do Sixers foi atrasado das 17h para as 18h (horário local) para tentar atrair torcedores aos dois eventos, já que o jogo de beisebol começaria às 20h37min. Muitos torcedores no ginásio usavam camisas do Phillies, e puxaram gritos de “Vamos lá Phillies!” durante o segundo tempo, quando começaram a esvaziar as arquibancadas. O Phillies acabaria vencendo, conquistando o primeiro título profissional de uma das quatro grandes ligas esportivas americanas desde 1983, quando o 76ers foi campeão da NBA pela última vez.

Se o Phillies deu motivos aos residentes de Filadélfia para comemorar, o Sixers deu poucos. O time saiu na frente no primeiro quarto, 21 a 18, mas perdeu o segundo por 33 a 24 e cedeu a virada, 51 a 45 no intervalo. O Raptors levou a diferença aos 14 pontos com uma cesta de 3 pontos do armador José Calderón com 44,8s por jogar no terceiro quarto, mas uma cesta de Brand e três lances livres do reserva Louis Williams cortaram para 74 a 65 antes dos 12 minutos finais. Toronto manteve-se à frente por todo o último quarto, mas deixou Philadelphia encostar com uma jogada de três pontos de Williams, 88 a 82, com 2min39s no relógio. Bosh respondeu com uma cesta e o ala Jason Kapono acertou de 3, fazendo 93 a 82 e praticamente selando a vitória.

“Obviamente, somos um time que chuta bem. Nossos alas sabem acertar chutes. Nossos pivôs sabem acertar chutes. Nós temos de melhorar um pouco nos rebotes. Foi uma vitória importante na estrada contra um time de qualidade”, disse Kapono, que acertou três das 10 cestas de 3 pontos em 16 tentativas do Raptors. O bom índice de acerto ajudou a compensar pela desvantagem de 56 a 33 nos rebotes, apesar da estréia de O’Neal para ajudar Bosh nesta área. O ex-jogador do Indiana Pacers teve 17 pontos, 8 rebotes, 4 assistências e 1 toco em seu primeiro jogo com o Raptors, após se juntar ao clube em uma troca em 9 de julho. Após perder 40 jogos na última temporada por causa de problemas de uma cirurgia no joelho esquerdo, Jermaine parece estar recuperado.

“Eu me sinto muito bem. Eu disse desde que cheguei aqui que queria ser parte deste time e trazer uma intensidade de playoff todas as noites. Nós temos de tratar todos os jogos como jogos de playoffs”, disse O’Neal.

O outro estreante da noite, Brand, fez um duplo-duplo de 14 pontos e 13 rebotes, e fez uma dupla feroz nos rebotes com o pivô Samuel Dalembert, que buscou 17 rebotes e deu 2 tocos, mas marcou apenas 9 pontos. Brand fez 14, mas errou nove arremessos e dois lances livres, além de perder quatro bolas. “É decepcionante (perder). Há teipes (do jogo) no fundo (da sala de entrevistas) e vejo essas bandejas que eles tiveram. Isso machuca”, disse o ala-pivô, contratado por cinco anos a US$ 79,8 milhões.

Várias dessas bandejas foram produzidas por Bosh, que ainda acrescentou 4 assistências, 1 toco e 1 rebote. Calderón, efetivado como titular após TJ Ford ser enviado para Indiana na troca por O’Neal, teve 13 pontos e 7 assistências, e Kapono marcou 15 pontos. A defesa do Raptors, como o próprio técnico Sam Mitchell ressaltou, foi melhor ainda: permitiu apenas 34,5% de aproveitamento nos arremessos e 15 assistências ao Sixers, enquanto forçou 17 turnovers. Williams foi o cestinha do Sixers com 16 pontos, Andre Iguodala acrescentou 15 pontos e 6 assistências e o armador Andre Miller, 13 pontos e 5 assistências.

Ambos os times voltam a jogar, em casa, nesta sexta-feira (31/10). O Sixers recebe o rival divisional New York Knicks, e o Raptors faz seu primeiro jogo no Air Canada Centre, contra o Golden State Warriors.

October 26, 2008

Divisão Atlântico: Sixers e Raptors desafiam campeão Celtics; Knicks e Nets reconstróem

Filed under: Conferência Leste, DESTAQUES, NBA — Tags: , , , , , — Adriano Albuquerque @ 10:51 pm

Piada favorita dos fãs da NBA na última década (”Atlantic Division” era substituída por “Titanic Division” para definir o naufrágio da região), a Divisão Atlântico agora tem o atual campeão da liga e pelo menos dois desafiantes sérios ao troféu da Conferência Leste. O sucesso da reformulação do Boston Celtics rumo ao seu 17º título no ano passado inspirou seus rivais diretos a mudanças importantes. O Philadelphia 76ers e o Toronto Raptors, que já estavam entre os oito dos playoffs em 2007-08, buscaram reforços no garrafão para encarar Kevin Garnett e os jovens pivôs do Boston. Já New York Knicks e New Jersey Nets seguem o exemplo por outro lado: buscando espaços nas folhas salariais para um futuro “messias”, como KG foi para o Celtics.

Boston Celtics

Ginásio: TD Banknorth Garden
Títulos: 17 (1957, 59, 60, 61, 62, 63, 64, 65, 66, 68, 69, 74, 76, 81, 84, 86, 2007)
Temporada 2007-08: Campeão (66v-16d, 4 a 2 contra o Los Angeles Lakers nas Finais)
Estréia: 28/10, contra o Cleveland Cavaliers, em casa

A franquia mais vencedora da história da NBA está em festa após conquistar seu 17º título, 22 anos após seu último troféu, e busca o bicampeonato consecutivo. Uma das máximas da NBA é que “repetir o título é mais difícil do que conquistar um”, mas o Celtics do ano passado era considerado um time “para o ano que vem”; agora que a equipe conquistou o título com um ano de antecedência, conseguirá manter as expectativas de ser um grande time neste ano?

Quando se dizia que o Celtics seria melhor em 2008-09, era porque a equipe foi completamente reformulada antes da temporada passada, com as chegadas dos All-Stars Kevin Garnett e Ray Allen e mais uma legião de free agents veteranos para complementar o ala Paul Pierce e os poucos garotos que sobraram da campanha pífia de 2006-07, quando o time foi lanterna da Conferência Leste. KG, entretanto, pregou a união e espírito coletivo desde o início da pré-temporada, e o forte da equipe foi exatamente seu entrosamento e união de forças. A equipe teve a melhor defesa da NBA e, apesar de alguns sustos durante os playoffs, foi superior à comcorrência por todo o ano e levou merecidamente o troféu Larry O’Brien. Se o time já foi excelente enquanto se conhecia, imagine agora que já tem um ano de entrosamento e maior experiência dos jogadores mais jovens, como o armador Rajon Rondo e os pivôs Kendrick Perkins, Leon Powe e Glen Davis.

Entretanto, o time perdeu duas peças importantes que podem fazer falta em momentos decisivos. Uma foi o veterano PJ Brown, que já estava aposentado quando voltou a jogar e se juntou ao time, após insistentes pedidos de Garnett e Pierce, e foi decisivo nos playoffs, com boa atuação no último jogo das semifinais do Leste contra o Cleveland Cavaliers. Brown retornou à aposentadoria após conquistar seu primeiro anel de campeão, mas as lições que passou a Perkins, Powe e Davis devem compensar por sua ausência. Já o ala James Posey, melhor reserva da equipe, deixou o clube para reforçar o New Orleans Hornets e levou sua ótima defesa e chutes precisos de 3 pontos para a Conferência Leste. O time torce para que Tony Allen e o novato Bill Walker consigam substituir o super-substituto.

O Grande Trio: Kevin Garnett, Paul Pierce e Ray Allen

Grande Trio

Allen, Garnett e Pierce já têm um troféu na estante

Quando Allen e Garnett se juntaram ao Celtics após duas trocas durante a offseason de 2007, os torcedores sonharam com a aliança da dupla ao ala Paul Pierce, formando um trio de All-Stars. O sonho foi realizado: os três foram convocados para o Jogo das Estrelas, Garnett foi o Melhor Defensor do Ano e um dos principais candidatos ao prêmio de MVP, Allen brilhou nos momentos decisivos das Finais e Pierce liderou o time por todos os playoffs, tornando-se referência tática e emocional para Boston e conquistando o prêmio de MVP da decisão contra o Lakers.

Dá para argumentar que este é o trio mais forte e completo da NBA: Tanto Allen quanto Pierce são capazes de penetrar o garrafão para enterradas e chutar de fora, enquanto KG é a âncora da dupla no poste baixo, nos dois lados da quadra. Este ano, o trio terá sua posição desafiada mais do que nunca, mas o que o diferencia é que o Celtics não é tão dependente do sucesso da trinca. Rondo, Perkins, Powe e até Davis mostraram qualidade para carregar a equipe em alguns momentos e compensar uma eventual má atuação de um ou dois dos membros do trio.

Técnico: Doc Rivers

Muito criticado em seus primeiros anos de Boston, Rivers realizou o sonho de todo técnico ao receber dois All-Stars e um grupo de veteranos para reforçar sua equipe no ano passado, e correspondeu à confiança da direção liderando o time ao título, inclusive vencendo uma batalha tática com Phil Jackson na decisão. Agora, Rivers deve estar cheio de confiança para executar seus planos de jogo e responder às críticas da imprensa. Seu desafio será manter seu time motivado após chegar ao topo da montanha e encontrar novas formas de manter seu time eficiente, agora que toda a liga está estudando a fundo o esquema defensivo desenhado por ele e o assistente técnico Tom Thibodeau.

Time-base: Rajon Rondo, Ray Allen, Paul Pierce, Kevin Garnett e Kendrick Perkins
Principais reservas: Eddie House (armador), Sam Cassell (armador), Leon Powe (ala-pivô), Glen Davis (pivô), Tony Allen (ala-armador)

Reforços: Bill Walker (ala-armador, calouro), JR Giddens (armador, calouro), Patrick O’Bryant (pivô)
Principais perdas: James Posey (New Orleans Hornets), PJ Brown (aposentadoria)

Melhores momentos da campanha do título do Celtics:

New Jersey Nets

Ginásio: Izod Center
Títulos: nenhum
Temporada 2007-08: 4º lugar na Divisão Atlântico (34v-48d)
Estréia: 29/10, contra o Washington Wizards, fora de casa

Após anos de campanhas frustradas nos playoffs com o trio Jason Kidd-Vince Carter-Richard Jefferson, a franquia enfim admitiu o desgaste da equação durante a temporada passada e resolveu partir para a renovação, com um objetivo a longo prazo em mente: liberar espaço na folha salarial para atrair LeBron James quando se tornar free agent, em 2010. O primeiro passo foi liberar Jason Kidd para o Dallas Mavericks, obtendo uma série de jogadores dispensáveis ou com contratos expirantes junto ao armador Devin Harris, aposta da franquia para futuro All-Star. Depois, foi a vez de mandar Richard Jefferson para o Milwaukee Bucks em troca de Bobby Simmons e Yi Jianlian; o time espera capitalizar na larga população asiática de Nova York e atrair mais torcedores para conferir o progresso do chinês Jianlian, ala-pivô que mostrou potencial no ano passado.

Desfeito o trio, a equipe se tornou um grande projeto em torno de Vince Carter. Harris já chegou às Finais da NBA em 2006 com o Mavericks e vem jogando bem, mas será o titular absoluto pela primeira vez na carreira, após alternar muito com Jason Terry em seus primeiros anos. Curiosamente, o Nets agora conta com vários pivôs de potencial, maior fraqueza do período em que teve seu “Grande Trio”. O terceiranista Josh Boone e o segundanista Sean Williams jogaram bem juntos no ano passado, e além de Jianlian, o time obteve o veterano Eduardo Najera no mercado de free agents e os pivôs calouros Ryan Anderson e Brook Lopez no draft.

O “líder”: Vince Carter

Carter está feliz: o time do New Jersey, por enquanto, é dele

Carter está feliz: o time do New Jersey, por enquanto, é dele

Com o desgaste da trinca com Jefferson e Kidd, o Nets se livrou de ambos os jogadores e deu as chaves do time ao ala-armador Vince Carter, jogador de talento indiscutível, mas cuja vontade e capacidade de decisão é constantemente questionada. Logo após a saída de Kidd, Carter correspondeu à confiança da diretoria e produziu bons números ofensivos; no entanto, seu passado com times em renovação denuncia contra ele. Quando o Toronto Raptors tentou remontar seu time ao redor dele, Carter começou a se esforçar menos - algo que ele admitiu publicamente mais tarde - e acabou forçando a franquia a trocá-lo com o New Jersey.

Os tempos passam e as pessoas amadurecem. Carter agora tem 31 anos e parece determinado a ser o líder veterano que o Nets deseja, inclusive convocando seus companheiros para treinos nas férias. É esperar para ver se o ala-armador manterá o compromisso mesmo se o Nets começar a perder jogos repetidamente. Quando está determinado, Carter é um dos melhores jogadores da NBA, capaz de lances incríveis nas infiltrações e de enterrar em cima de qualquer pivô, além de ter um chute de 3 decente. Seu fraco, e onde precisará do máximo de ajuda dos companheiros, é na defesa.

Técnico: Lawrence Frank

Frank é um sobrevivente, tendo ouvido diversos boatos de sua demissão na escandalosa imprensa nova-iorquina, mas permanecendo ano após ano. Poucos esperavam ver Kidd, ídolo da franquia e responsável pelas duas únicas Finais da história do Nets na NBA, sair antes do treinador. Mas aqui está ele, recompensado por seu trabalho duro com sua defesa e com a oportunidade de provar aos seus empregadores que pode formar um bom time ao redor de apenas um superastro, característica que vai ser útil para quem estiver no comando se o Nets conseguir buscar LeBron em 2010.

Time-base: Devin Harris, Vince Carter, Bobby Simmons, Yi Jianlian e Josh Boone
Principais reservas: Keyon Dooling (armador), Trenton Hassell (ala-armador), Chris Douglas-Roberts (ala-armador), Sean Williams (ala-pivô), Eduardo Najera (ala-pivô) e Brook Lopez (pivô)

Reforços: Keyon Dooling (armador), Bobby Simmons (ala), Yi Jianlian (ala-pivô), Eduardo Najera (ala-pivô), Ryan Anderson (pivô, calouro), Chris Douglas-Roberts (ala-armador, calouro), Brook Lopez (pivô, calouro), Jarvis Hayes (ala)
Principais perdas: Richard Jefferson (Milwaukee Bucks), Nenad Krstic (Triumph Lyubertsy-RUS), Marcus Williams (Golden State Warriors), Bostjan Nachbar (Dynamo Moscou)

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