Com um show do armador calouro Derrick Rose, o Chicago Bulls venceu pela primeira vez fora de casa nesta sexta-feira (21/11), ao derrotar o Golden State Warriors por 115 a 110 na Oracle Arena de Oakland. O time havia perdido seus cinco primeiros jogos na estrada e os dois primeiros de sua “excursão do circo” anual.
Rose, primeiro escolhido do draft deste ano, anotou 23 de seus 25 pontos no segundo tempo, incluindo 12 pontos no último quarto para liderar o Bulls. Ele também deu 5 assistências e cometeu 5 turnovers - quatro deles no primeiro tempo. A revelação recebeu elogios do técnico rival, Don Nelson: “Fizemos um trabalho maravilhoso no primeiro tempo com o Rose, e ele resolveu no segundo tempo. Somos grandes fãs do Rose aqui. Ele estará entre os melhores em muito pouco tempo”. O capitão do Warriors, Stephen Jackson, também gostou do que viu: “Rose é bom. Todo mundo está falando que (OJ) Mayo será o Calouro do Ano. Não sei não. Eu quero ter uma das camisas dele na minha casa”.
Deficitários na armação após uma lesão que tirou Monta Ellis de ação na offseason, o Warriors obteve Jamal Crawford em uma troca com o New York Knicks pelo ala-pivô Al Harrington, mas não dá para dizer que o time estava desfalcado, já que vem jogando sem Ellis desde o começo do ano e sem Harrington há sete jogos, afastado por causa de sua insatisfação. Apenas o ala Kelenna Azubuike ficou de fora, lesionado no joelho esquerdo. Apesar disso, Nelson tentou várias formações diferentes durante a partida, inclusive dando tempo de jogo significativo ao ala-armador italiano Marco Belinelli e ao calouro Anthony Randolph, 14º escolhido do draft. “Randolph entrou e mostrou porque o draftamos. Ele vai ser muito bom algum dia, então talvez seja hora de colocá-lo para jogar. Ele se encaixa muito bem com nossa formação mais baixa, na verdade”, disse Nelson, aparentemente encontrando o substituto ideal para Harrington.
Golden State terminou o primeiro tempo com 59 a 57 no placar e manteve os dois pontos de vantagem ao final do terceiro quarto, mas Rose dominou o último período e virou o jogo, ajudado pelo ala-armador Larry Hughes, que acertou cinco cestas de 3 pontos e foi cestinha do time, com 26 pontos. Após o pivô Andris Biedrins reduzir a desvantagem do Warriors para 107 a 104, com 2min26s restando, Rose acertou uma cesta do outro lado e encarou os 19.596 fãs barulhentos de Oakland, com o dedo sobre os lábios, mandando que ficassem quietos. “Nós precisávamos muito desta (vitória). Nós achamos que poderíamos vir aqui e competir com eles, e foi o que fizemos. Eu tive de arremessar, então foi o que fiz. Eu parei de pensar sobre o que fiz e passei a reagir”, explicou Rose.
A noite do calouro, porém, terminou com 1min13s restando, quando o Bulls liderava por 111 a 106. Ele lesionou o quadril ao tentar parar uma infiltração de Corey Maggette e voltou ao banco. “Cara, foi uma dor aguda que ficou lá por muito tempo, mas estou bem agora. Apenas preciso pôr gelo e fazer massagem amanhã (sábado). Não vou ficar de fora (do jogo de domingo, contra o Denver Nuggets)”, disse Rose.
Jackson fez 32 pontos, 6 assistências e 8 turnovers para o Warriors, que tentou reagir no final, mas não conseguiu a virada. Randolph teve uma posse-chave em que não conseguiu se decidir se enterrava ou tentava a bandeja, e a bola acabou batendo nas costas do aro e saindo, com 12s restando. Hughes e o argentino Andrés Nocioni acertaram dois lances livres cada nos 10s finais para selar a vitória. “É a mesma coisa, como não conseguimos encerrar jogos”, lamentou Stephen Jackson.
Maggette marcou 24 pontos e 7 rebotes e Biedrins teve 23 pontos e 10 rebotes. Randolph marcou 10 pontos, 9 rebotes e 4 tocos, incluindo dois bloqueios dramáticos no último minuto. Pelo Bulls, Drew Gooden, improvisado como pivô, marcou 18 pontos e 16 rebotes, o ala-armador Ben Gordon teve 13 pontos, Thabo Sefolosha fez 12 e o veterano Lindsey Hunter, recentemente contratado para reforçar o banco, anotou 10 tentos.
Chicago (6v-7d) ainda tem quatro jogos restando em sua excursão, com a próxima parada marcada para domingo (23/11), no Pepsi Center, contra o Denver Nuggets. O Warriors (5v-7d) começam sua própria peregrinação - cinco jogos seguidos e oito dos próximos nove jogos fora de casa - também no domingo, contra o Philadelphia 76ers, no Wachovia Center.
O New York Knicks concordou nesta sexta-feira (21/11) em enviar o armador Jamal Crawford para o Golden State Warriors, em troca do ala-pivô Al Harrington.
Harrington vinha exigindo uma troca desde o início da temporada e foi colocado no banco pelo técnico Don Nelson, que não o via como um jogador útil enquanto estivesse insatisfeito. O Knicks teve interesse imediato, já que Harrington se encaixaria bem no esquema veloz do novo técnico Mike D’Antoni - de fato, ele atuou bem entre 2006 e 08 atuando em um ritmo semelhante sob o comando de Nelson.
A negociação demorou um pouco para sair porque o Knicks tentou empurrar o armador Stephon Marbury, afastado do time até conseguir uma troca, o pivô Eddy Curry e o veterano ala-pivô Malik Rose. No final das contas, porém, New York teve de ceder Crawford, que vinha brilhando sob D’Antoni. Apesar de ele não ser um armador puro, o Warriors, segundo fontes da NBA, visualiza uma capacidade de comandar a armação do time enquanto o titular Monta Ellis se recupera de cirurgia no tornozelo e uma possível parceria de qualidade quando Ellis retornar.
Crawford vem com média de 19,6 pontos por jogo nesta temporada, após produzir um recorde pessoal de 20,6 pontos e 5 assistências em 2007-08. Se ele desistir de sua opção de deixar seu contrato em julho de 2009, seu contrato vai até 2010-11, e ele receberia US$ 8,6 milhões neste ano, US$ 9,4 milhões no próximo e US$ 10 milhões em 2010-11.
Harrington jogou apenas cinco vezes nesta temporada, com 12,4 pontos e 5,6 rebotes por jogo, mas ficou de fora dos últimos seis jogos com o pretexto de uma lesão nas costas. O ala-pivô tem uma longa história com o gerente geral do Knicks, Donnie Walsh, que o draftou direto da escola de ensino médio em 1998, quando ainda comandava o Indiana Pacers. Após deixar o time como free agent, Harrington voltou em 2006 após Walsh movimentar uma troca com o Atlanta Hawks. Sua segunda passagem foi curta, porém: no meio da temporada, em janeiro de 2007, ele foi enviado ao Warriors junto a Stephen Jackson e outros dois jogadores. Sua chegada ajudou o Warriors a voltar aos playoffs após 13 anos de ausência, Golden State foi a zebra do ano ao derrotar o primeiro colocado Dallas Mavericks na primeira rodada, mas foi eliminado pelo Utah Jazz nas semifinais da Conferência Oeste.
O interesse do Knicks em Harrington pode ser além de o que ele pode dar em quadra: o ala-pivô recebe US$ 9,2 milhões este ano e US$ 10 milhões na próxima temporada, e seu contrato termina após a temporada 2009-10, liberando espaço na folha salarial para o plano do Knicks de contratar o ala LeBron James, do Cleveland Cavaliers, quando este ganhar passe livre em 2010.
Melhores lances de Al Harrington na temporada 2006-07:
Melhores momentos de Jamal Crawford com a camisa do New York Knicks:
O ala do Golden State Warriors, Stephen Jackson, não pretende usar proteção para seu olho esquerdo, ainda um pouco inchado após uma colisão com o pivô do Los Angeles Clippers, Chris Kaman.
Ele ainda aproveitou para dar uma cutucada no ala/armador do Detroit Pistons, Rip Hamilton.
“Sem máscara. Não, não, não. Nunca. Não vou ser como o Rip Hamilton, quebrar o nariz oito anos atrás e ainda usar máscara. Só uso alguma coisa se meu olho fechar. Prefiro ficar com o Captain Jack (marca de rum) e não com o Pirata Jack”, disse.
Ainda em noticias do Warriors o treinador Don Nelson admitiu estar deixando Kelenna Azubuike muito tempo em quadra.
“Ele está pegando rebotes, marcando, sempre onde deve estar. Ele pontua o suficiente e consegue cortar para a cesta e finalizar e arremessar de fora. O arremesso de fora estava melhor na última temporada, mas vai melhorar”, falou Nelson.
Golden State Warriors e Portland Trail Blazers fizeram um jogo emocionante na noite desta terça-feira. A equipe californiana contou com 10 pontos do ala Stephen Jackson no último quarto para frear a reação do Blazers e vencer o duelo por 111 a 106 (51 a 49 no intervalo). Este foi o quinto triunfo do Warriors, sendo o segundo consecutivo na temporada e o quinto seguido diante do Portland em duelos na Califórnia.
Jackson, que foi fundamental no período decisivo, terminou a partida com 20 tentos conectados. Entretanto, o camisa 1 do Warriors não foi o cestinha, isso porque a equipe contou com mais uma bela e surpreendente apresentação do calouro Anthony Morrow. O ala-armador acertou oito de seus 12 arremessos e finalizou a partida com 25 pontos, além de quatro rebotes e uma assistência em 36 minutos na quadra.
Anthony Morrow (nº22) briga por posse e tenta passe mesmo deitado (AP Photo/Ben Margot)
Após a partida, Morrow, de 23 anos, ressaltou que os conselhos de seus companheiros foram fundamentais: “Nós temos jogadores que já foram e ainda são estrelas nessa liga, então fica fácil jogar quando se tem companheiros de alta qualidade”, diss o ala-armador. “Eles também me aconselharam, me disseram para continuar agressivo e apenas jogar o jogo, sem me importar com a pressão. Eles me disseram também que se eu me mantivesse tranquilo e apenas jogasse basquete, faria uma boa partida e provaria que os 37 pontos do último jogo não tinham sido mero acaso”, completou.
A noite desta terça-feira na Oracle Arena, aliás, foi comandada pelos calouros. Além de Morrow, outro novato teve uma bela partida. Trata-se do pivô Greg Oden, do Portland. O badalado jogador de 20 anos vem correspondendo as expectativas e comprovando seu crescimento na liga. Contra o Warriors, nesta terça, Oden teve sua melhor apresentação da carreira com 22 pontos, 10 rebotes e dois tocos em 30 minutos na quadra. Este foi o segundo duplo-duplo de Oden em três partidas e o terceiro jogo seguido em que o pivô ultrapassou a barreira dos 10 pontos.
Greg Oden crava, Stephen Jackson observa (AP Photo/Ben Margot)
A atuação de Oden rendeu elogios do ala-armador Brandon Roy, estrela do Blazers: “Greg Oden fez um excelente trabalho no garrafão, ele fez o que sabe e dominou a área pintada”, declarou. “Nós sentimos que ele está mais confiante e isso é muito bom para nosso time”, concluiu o camisa 7 do Blazers, que dividiu a condição de cestinha do time com Oden, já que também marcou 22 tentos.
Os calouros tiveram papéis tão destacados no duelo que coube a Anthony Morrow converter três lances livres que decidiram o jogo a 5.6seg do fim. Mas, antes disso, o Warriors teve que lutar bastante para garantir o triunfo diante de sua torcida. A equipe do técnico Don Nelson chegou a estar vencendo por 13 tentos, 75 a 62, em determinado momento do terceiro período, mas o Portland reagiu lentamente e cortou a distância para apenas três tentos após uma enterrada de Greg Oden, 94 a 91, com 6min para o fim do jogo.
Até ali, o jovem pivô do Portland vinha sendo a principal arma ofensiva da equipe do técnico Nate McMillan. Só que nos últimos seis minutos a pressão da defesa do Golden State se intensificou pra cima do grandalhão e o camisa 52 do Blazers marcou apenas dois pontos nos 6min finais de partida. Mesmo com a neutralização de Oden, o time forasteiro se manteve no jogo, graças a Brandon Roy. O ala-armador passou a brilhar, liderando sua equipe e vendo Travis Outlaw diminuir a diferença para dois pontos, 108 a 106, a cinco segundo do soar da sirene. Para empatar ou vencer, o Portland precisava fazer uma falta rápida, com o intuito de parar o cronômetro. Isso, de fato, aconteceu, mas a arbitragem marcou falta técnica de Rudy Fernandez, o que deu ao Warriors a oportunidade de arremessar três lances livres e acabar com as esperanças do Blazers de sair vencedor.
Brandon Roy dribla Kelenna Azubuike e parte para cesta (AP Photo/Ben Margot)
Além de Morrow, o Warriors teve como destaques o ala Corey Maggete, que fez 20 tentos, pegou quatro rebotes e deu três assistências, o pivô Andris Biedrins, autor de 17 tentos e nove sobras, e o ala-armador Kelenna Azubuike, responsável por 15 pontos. Pelo Portland, tirando Greg Oden e Brandon Roy, os outros destaques foram os alas Travis Outlaw e Rudy Fernandez, ambos com 13 tentos. O armador espanhol Sergio Rodriguez adicionou 12 pontos.
O próximo desafio de ambas as equipes será o Chicago Bulls. O Portland Trail Blazers (6v-5d) receberá a visita de Derrick Rose & cia na noite desta quarta-feira, já o Golden State Warriors (5v-6d) duelará contra o time de Chicago apenas na sexta-feira.
Foi o primeiro encontro entre Baron Davis e Corey Maggette desde que eles trocaram de times, mas o show foi do novato Anthony Morrow, do Golden State Warriors. Morrow fez 37 pontos, pegou 11 rebotes e liderou a vitória do warriors sobre o Los Angeles Clippers por 121 a 103.
“Foi uma daquelas coisas, eu peguei fogo. Os veteranos mandaram eu fazer o que faço, é só nisso que eu penso. Não senti nenhuma pressão”, disse Morrow.
O treinador Don Nelson colocou o novato como titular, no lugar de C.J. Watson.
“Senti que daria certo. Queria mais umarremessador na quadra. Treinamos algumas jogadas com ele vindo do lado oposto e, como ele arremessa bem, o corta-luz funciona. Toda fez que fiz uma jogada para ele, ele acertou. Continuei chamando”, falou o treinador.
Morrow faz mais dois pontos contra o Clippers
Andris Biedrins fez 17 pontos e pegou 16 rebotes para Golden State. Stephen “Whoo!” Jackson fez 20 pontos e 10 assistências. Maggette, jogando a segunda partida após perder quatro por lesão, fez 17 pontos.
Davis, que assina os posts de seu blog como Boom Dizzle, terminou a noite com 25 pontos e 11 assistências para o Clippers, Chris Kaman teve 15 pontos e 13 rebotes, Marcus Camby adicionou 12 pontos e 11 rebotes e Cuttino “Cat” Mobley fez 19.
Veja os melhores momentos da grande partida de Morrow aqui.
O Detroit Pistons foi até Oakland na noite desta quinta-feira e teve que suar para conseguir triunfar na estrada pela segunda vez seguida. A equipe azul e vermelha de Michigan foi liderada pelas bolas de 3 de Rasheed Wallace no final do jogo para vencer por 107 a 102 (46 a 53 no intervalo) na Oracle Arena, Califórnia.
“Sheed” conectou oito de seus 19 pontos nos últimos 3min30s de duelo. O ala-pivô do Pistons ainda acertou duas bolas de 3 cruciais neste tempo e ajudou a equipe visitante a virar a partida. Wallace aproveitou dois passes perfeitos e concluiu as jogadas de maneira quase idêntica. Até então o Detroit perdia por dois pontos, 92 a 90, após as cestas de Rasheed o Pistons tomou o controle da partida liderando por quatro tentos, 96 a 92. O Warriors perdeu o fio da meada e permitiu que e viu o Pistons só aumentar sua vantagem.
Iverson (nº1) passa por marcação de Biedrins e parte para cesta (AP Photo/Ben Margot)
O camisa 30 do Detroit disse que não se abalou com suas primeiras tentativas erradas: “Os erros que cometi me abalaram, mas eu pensei que teria que fazer alguma coisa boa para me redimir. Eu não cheguei a ficar frustrado com meus erros e acho que isso foi fundamental para que eu mantivesse a confiança. Aqueles chutes no final realmente foram bons e abalou o Warriors emocionalmente, eles não esperavam aquilo de mim. Aí tudo ficou mais fácil para nós e conseguimos boas cestas nos lances decisivos”, analisou Rasheed Wallace.
Richard Hamilton aproveitou passe perfeito de Tayshaun Prince e aumentou a diferença para cinco tentos, 98 a 93. Logo após o ala do Warriors, Stephen Jackson, errou uma tentativa de 3 pontos. O Pistons não desperdiçou a oportunidade e dilatou ainda mais a distância, com uma enterrada de Rasheed Wallace. A partir daí bastou ao Detroit controlar a vantagem na linha de penalidade. O ala-armador Richard Hamilton fez isso com perfeição, acertou todos os seis arremessos que tentou e garantiu o segundo triunfo desde a chegada de Allen Iverson.
O astro do Pistons, inclusive, teve outra boa apresentação. Iverson, que havia brilhado na noite anterior contra o Kings, fez 23 pontos (oito acertos em 23 arremessos), deu nove assistências e pegou cinco rebotes. Mas “The Answer” não foi o cestinha do time visitante, a honra coube a Richard Hamilton, que conectou 24 tentos . “Rip” ainda distribuiu sete assistências e pegou seis rebotes. Rasheed Wallace, que anotou 19 pontos, também pegou 11 rebotes e deu três tocos. Outro atleta do Pistons que fez duplo-duplo foi o ala Tayshaun Prince, 10 tentos e 16 sobras coletadas.
Rasheed Wallace arremessa mesmo contestado por pivô do Warriors (AP Photo/Ben Margot)
Pelo Golden State Warriors, os cinco titulares fizeram dígitos duplos. Os cestinhas foram os jovens CJ Watson e Andris Biedrins, ambos com 17 pontos. O letão Biedrins ainda dominou o garrafão com 19 rebotes e um toco. Os alas Kelenna Azubuike e Stephen jackson contribuíram com 15 tentos cada. Jackson também deu nove assistências. Já o ala Corey Maggete, que voltou de contusão, encestou 13 pontos, pegou quatro rebotes e distribuiu quatro passes para cesta.
O Warriors acertou apenas 35% de seus arremessos no segundo tempo e, para o ala Stephen Jackson, isso foi fator decisivo para a derrota: “Nós não iremos ganhar acertando apenas 35% dos arremessos, eu mesmo tive um jogo horrível, errei catorze em dezenove, isso é muito”, reconheceu. “Se continuarmos assim vai ser duro para nós vencermos”, finalizou.
Essa foi a oitava vitória do Pistons nos últimos dez embates entre as duas equipes. A equipe de Michigan, inclusive, venceu quatro de suas últimas cinco partidas em Golden State. O Warriors (3v-6d) tentará se recuperar na noite deste sábado, quando enfrentará o Los Angeles Clippers, fora de casa. O Detroit Pistons (6v-2d) também irá para Los Angeles, onde irá encarar o Lakers na noite desta sexta-feira.
Jackson e Miller disputam mais uma bola na prorrogação
Stephen Jackson fez 30 pontos e o Golden State Warriors derrotou o Minnesota Timberwolves por 113 a 110, na prorrogação. Andris Biedris fez 13 pontos e pegou 15 rebotes e Kelenna Azuibuike adicionou 22 pontos. Al Jefferson fez 25 pontos, pegou 12 rebotes e deu quatro tocos para o Wolves. Rashad McCants fez 18 e Ryan Gomes fez 18 pontos e pegou cinco rebotes.
Com 8min09s para o final Jefferson acertou um arremesso que deu uma vantagem de 99 a 91 para o Wolves. Um minuto depois a diferença era de 10 pontos e o time visitante parecia com o controle do jogo.
Stephen Jackson reclama de pedido de tempo de Mike Miller (no chão)
Mas Golden State voltou para o jogo. Com 22,2s para o final do tempo normal Stephen “Whoo!” Jackson empatou a partida em 106. mcCants errou um arremesso de três pontos que daria a vitória aos visitantes.
O Timberwolves não foi bem na prorrogação. O time perdeu os cinco primeiros arremessos e só pontuou com 1min07s para o final, com Randy Foye.
A partida ainda teve um momento inusitado. Os árbitros reavaliaram uma jogada de C.J. Watson, no último segundo. O trio de arbitragem resolveu colocar 0,2s de volta e os confetes, que foram jogados do teto para comemorar a vitória foram rapidamente varridos.
“No final do dia foi bom ter vencido. Os jovens, saindo do banco, tentando aprender, merecem meu respeito. Na prorrogação eles acharam um jeito de vencer”, disse Jackson.
Minnesota não vence desde 29 de Outubro, quando derrotou o Sacramento kings por 98 a 96.
“Eles lutaram. A gente não defendeu e eles pontuaram. Não sei o que dizer”, falou Randy Wittman, treinador do Wolves.
Spencer Hawes (nº 31) faz um gancho com a marcação de Anthony Randolph
Com 27 pontos do armador Kevin Martin o Sacramento Kings venceu sua terceira partida seguida ao derrotar o Golden State Warriors por 115 a 98, em Sacramento. John Salmons fez 16 pontos, Spencer Hayes fez 14 pontos e pegou 11 rebotes e o novato Bobby Brown fez 13 pontos, melhor pontuação de sua curta carreira.
Brandan Wright (do Warriors) arremessa sobre Brad Miller
“A gente sabia que o time era melhor do que parecia e do que as pessoas pensavam depois do começo da temporada. Foi uma viagem difícil, todo mundo pensou na vida um pouco. Está melhorando agora, a gente está crescendo, aprendendo”, disse Salmons.
Andris Biedrins fez 16 pontos, pegou 18 rebotes e teve cinco tocos. Stephen Jackson fez 15 pontos e teve seis assistências e Kelenna Azuuike adicionou 12 pontos.
Brandan Wright tenta parar Kevin Martin
“Foi um dia longo no escritório. O terceiro período foi nosso pior, perdemos a partida ali. Acho que devemos esperar estas ocasiões. Eles não seguiram o plano de jogo e perderam a concentração”, falou o treinador do Warriors, Don Nelson.
Foi no terceiro quarto que o Kings perdeu Kevin Martin. Com 2min39s para o final ele recebeu uma falta, após acertar os dois lances-livres ele saiu de quadra, mancando bastante, com dores no joelho esquerdo. Martin foi para o vestiário e não voltou.
O armador foi examinado e vai ser re-examinado antes das próximas partidas.
“Foi um tombo feio, ele caiu de maneira estranha. Acho que ele caiu em uma perna e o pé não deu suporte. O Kevin vai resolver se joga ou não”, falou o treinador do Kings, Reggie Theus.
Sem Monta Ellis, ainda sofrendo os efeitos de sua suspensão por mentir sobre a lesão sofrida em uma corrida de lambretas com colegas de equipe, o Warriors estava sem Al Harrington, que exigiu uma troca e está na lista de machucados.
“Ninguém se importa com lesões ou quem não está jogando, temos machucados também”, falou Salmons.
Mesmo sem Martin o Kings forçou o jogo e abriram vantagem. Antes de sair Martin fez oito pontos no período, Salmons fez sete e o Kings abriu uma vantagem de 90 a 74.
“Somos uma equipe machucada. Estão fazendo marcação dupla em mim o tempo inteiro e mais caras estão machucados do que em quadra. Não posso fica\r frustrado agora, isso pode ter um efeito dominó e afetar o time inteiro. Estou tentando permanecer positivo”, analisou Jackson, que ficou no banco todo o quarto período.
O jovem time do Memphis Grizzlies segue surpreendendo neste início de temporada. Ninguém apostava nada na equipe do Tennessee, mas os jovens contratados pelo Memphis estão “desabrochando” antes do esperado e dando trabalho para seus adversários. Na noite desta sexta-feira o Grizzlies fez mais uma vítima, desta vez foi o Golden State Warriors, vitória por 109 a 104 (48 a 50 no intervalo) mesmo jogando na Oracle Arena, em Oakland.
“Eu acredito que o favoritismo não conta muito”, disse o ala-armador OJ Mayo, do Grizzlies. “Na quadra são cinco contra cinco e nós confiamos em nossos jogadores, sabemos que eles são capazes de levar nosso time à vitória e isso é o que está acontecendo. Fizemos uma grande partida hoje e me senti muito confortável em quadra”, concluiu.
OJ Mayo liderou reação do Grizzlies no terceiro quarto (AP Photo/Ben Margot)
Mayo foi um dos líderes da equipe treianda pelo técnico Marc Iavaroni. O calouro conectou oito de seus 19 arremessos e finalizou a partida com 20 pontos. O camisa 32 do Memphis também conseguiu outro feito, pegou nove rebotes, maior marca de sua curta carreira. Entretanto, ele contou com a ajuda de mais quatro jogadores, que foram fundamentais para o terceiro triunfo do Grizzlies ser consolidado nesta sexta.
O cestinha do time visitante foi o ala Rudy Gay. O atleta terceiro-anista marcou 23 pontos, ele ainda conseguiu quatro rebotes, duas assistências e um toco. Os alas-pivô Darrell Arthur e Hakim Warrick comandaram o garrafão e mantiveram a rotação do Grizzlies na posição forte durante os 48 minutos da partida. Arthur assinalou 13 tentos e capturou 12 sobras enquanto que Warrick encestou 19 pontos e pegou 10 rebotes. Para fechar a lista de destaques da franquia do Tennessee, o armador Mike Conley fez 10 tentos e pegou seis rebotes.
Pelo Golden State Warriors, que conheceu sua quarta derrota na temporada, o cestinha foi o ala Stephen Jackson, autor de 27 pontos. O pivô letão Andris Biedrins fez uma bela apresentação com 23 pontos, 13 rebotes e três tocos. Já o ala-armador Kelenna Azubuike, que substituiu o lesionado Corey Maggete, marcou 21 tentos e capturou seis rebotes. O jovem armador CJ Watson ficou perto de um triplo-duplo, já que fez nove pontos, pegou oito rebotes e distribuiu oito assistências.
Além da derrota, a forte dor de barriga foi um empecilho para Stephen Jackson (AP Photo/Ben Margot)
“Nós não jogamos duro o bastante”, analisou o lateral Stephen Jackson. “Eu fui o líder dessa equipe hoje, mas não podia ter recebido aquelas últimas bolas, nos últimos minutos estava muito marcado. Se tivessemos sido um pouco mais espertos, poderíamos ter vencido a partida”, reclamou, referindo-se ao excesso de responsabilidade sobre seus ombros nos instantes derradeiros do jogo.
Após um primeiro tempo equilibrado, com ligeira vantagem para o Warriors, veio o terceiro período e foi aí que o jogo começou a ser decidido. A equipe visitante voltou com todo o gás para a segunda etapa e o time do técnico Don Nelson não conseguiu parar o ímpeto do adversário. Nesta parcial, OJ Mayo foi importantíssimo com 11 pontos, duas assistências e dois rebotes e ainda contou com a ajuda de Rudy Gay, que conectou seis pontos no quarto para dar a liderança ao Grizzlies.
Hakim Warrick fez duplo-duplo e converteu dois arremessos crucial no último quarto (AP Photo/Ben Margot)
O Memphis chegou a liderar por doze pontos no último quarto, 93 a 81, mas permitiu a reação do Golden State. O time californiano, empurrado pela torcida, encurtou a distância para um ponto, 97 a 96, com 3min36s para o término. Entretanto, Hakim Warrick apareceu e, com duas cestas, devolveu a tranquilidade ao Grizzlies, 101 a 96 a 2min do soar da sirene. A partir daí o Warriors bem que tentou, mas não conseguiu ameaçar mais a vitória do rival. Com boa pontaria nos lances livres, os jogadores do Memphis não deram margem para uma reação da equipe de Golden State.
O interessante a ressaltar é que esta foi a segunda vitória do Grizzlies sobre o Warriors nesta temporada regular. Na noite da última segunda-feira, 3, a jovem equipe do Tennessee triunfou por 90 a 79, em jogo que foi realizado em Memphis.
O Memphis Grizzlies (3v-3d) continua na estrada. A equipe do técnico Marc Iavaroni vai até o Colorado para enfrentar o Denver Nuggets na noite deste domingo. O Golden State Warriors (2v-4d) também entra em quadra novamente no domingo. O time de Oakland fará o clássico californiano contra o Sacramento Kings, fora de casa.
O presidente do New York Knicks, Donnie Walsh, quer contar com o ala/pivô do Golden State Warriors, Al Harrington. Harrington quer sair do Warriors. Mas os times podem precisar de mais uma franquia envolvida para fechar um acordo.
O contrato de Harrington é parecido o suficiente com o de Eddy Curry para efetuar a troca. O treinador do Knicks, Mike D’Antoni, não está utilizando Curry.
Assim, o time da Grande Maçã pretende livrar-se do pivô, mas o time californiano não o quer.
Aí entra o San Antonio Spurs. O time texano tem uma história de negócios com o Knicks e precisa de ajuda no ataque.
Existe um sentimento em San Antonio de que, jogando ao lado de Tim Duncan
... e Curry não está sendo uilizado em NY
e Tony Parker e com o treinador Greg Popovich, Curry pode atingir seu potencial. O interesse do Spurs em Curry pode abrir caminho para um negócio entre as três equipes.
O pivô brasileiro Nenê fez um duplo-duplo, o ala Carmelo Anthony voltou ao normal no ataque e o armador Anthony Carter fez o que pôde para mostrar que pode ser o armador titular, mas o Denver Nuggets não conseguiu segurar o Golden State Warriors nesta quarta-feira (5/11), e foi derrotado por 111 a 101 na Oracle Arena de Oakland. Em seu primeiro jogo sem Allen Iverson, mas ainda sem Chauncey Billups, o Nuggets cometeu muitos erros e mostrou que ainda tem melhoras a fazer na defesa.
Iverson, ala-armador titular e segundo cestinha da equipe nos últimos dois anos, foi trocado com o Detroit Pistons pelo armador Chauncey Billups e os pivôs Antonio McDyess e Cheikh Samb na segunda-feira. McDyess não deve jogar pelo Denver e a expectativa é que tenha seu contrato rescindido, mas Billups e Samb ainda não chegaram à cidade para fazer seus exames físicos, último obstáculo para a oficialização da troca e liberação de suas estréias. O técnico George Karl, que falou com Billups na terça-feira, está torcendo para que o MVP das Finais de 2004 seja o armador distribuidor que desejava para seu time.
“Espero que ele seja a peça que faz tudo encaixar. Ele estará em Denver hoje (quarta) à noite. Ele fará um exame físico pela manhã e vai treinar alguma hora amanhã (quinta)”, disse Karl. O escolta Dahntay Jones, que tomou a posição de Iverson no time, está empolgado: “Chauncey vai ser uma grande parte do nosso time. A dinâmica deste time vai mudar com ele”.
A julgar pelos primeiros minutos do jogo de quarta, porém, o Nuggets parecia não precisar nem de Iverson, nem de Billups. O time do Colorado disparou em 17 a 4 e logo tinha 35 a 17 ainda no primeiro quarto. “Eles entraram bastante agressivos. Acho que eles tinham algo a provar, que podiam jogar sem A.I.”, disse Stephen Jackson, capitão do Warriors. O time da casa se recompôs e começou sua reação ainda no primeiro período, fazendo 11 pontos seguidos para reduzir a 35 a 28. Com o segundoanista Brandan Wright inspirado, fazendo 14 pontos no primeiro tempo, Golden State reduziu a desvantagem para um ponto, 59 a 58, no intervalo.
O técnico Don Nelson mexeu no time para o início do segundo tempo, botando os titulares Al Harrington, Andris Biedrins e DeMarcus Nelson no banco. As mudanças deram certo e o Warriors fez 26 a 21 no terceiro quarto, virando o placar para 84 a 80. Biedrins voltaria ao jogo pouco depois, enquanto o calouro Nelson e Harrington ficaram no banco. O treinador comprovou a especulação de que Harrington está no caminho de saída do clube. “Al quer ser trocado e todos sabem disto. Nós gostaríamos de ajudá-lo. Ele está jogando como se estivesse infeliz. Melhor começarmos a fazer esta mudança agora. Brandan está pronto para jogar mais. Ele será um membro deste time e Al não é”, disse Nelson, famoso por seus desentendimentos com seus jogadores.
Harrington, por sua vez, disse permanecer focado no time. “Esta é a desculpa dele para não me utilizar. Sobre o que o técnico disse, eu não me importo. Se ele quer me trocar, ele pode me trocar. Não sou um contrato que não pode ser trocado. Com quem eu estou mau-humorado? Se vocês perguntarem aos meus companheiros, eu não falo sobre ser trocado. Estou pensando no time”, disse o ala, que jogou apenas 15 minutos e fez 3 pontos e 4 faltas.
Do outro lado, Nenê fazia sua melhor partida pelo Nuggets na temporada. Ele acertou dois lances livres para iniciar o último quarto e reduzir a diferença para quatro pontos. Pouco depois, Linas Kleiza e JR Smith acertaram cestas de 3 em uma arrancada de 8 a 1 para virar o placar, 90 a 89, com 8min32s por jogar. Após tempo pedido por Nelson, o Warriors voltou a jogar melhor. Nenê fez o possível, bloqueando dois arremessos, de Jackson e do armador CJ Watson, mas a defesa do Denver não pegou os rebotes e o time da casa fez seis pontos seguidos, voltando à frente por 95 a 90. Alguns minutos depois, Nenê deu seu terceiro toco na noite em cima de Kelenna Azubuike, e após bandeja errada de Biedrins, buscou o rebote defensivo e enterrou do outro lado em passe de Carter, diminuindo para 99 a 96 com 3min59s por jogar.
Anthony tirou mais um pontinho com uma jogada de três pontos, mas Biedrins retomou o momento do jogo com uma enterrada de uma mão em cima de Nenê no lance seguinte, recebendo a falta. O Warriors marcou 10 pontos seguidos para selar a vitória, enquanto o Nuggets passou os três minutos finais sem acertar um arremesso, aparentemente cansados pelo ritmo intenso do jogo. O pivô paulista encerrou o jogo cobrando dois lances livres para colocar números finais no marcador.
“Nós provavelmente não tivemos energia o suficiente para sustentar este tipo de atuação pelo jogo inteiro. Acho que estamos um pouco cansados neste começo de temporada… Um corpo a mais teria nos ajudado”, lamentou Karl. “Nós relaxamos um pouco. Começamos a jogar difícil, fazendo o passe difícil em vez do passe simples”, admitiu Nenê, que marcou 19 pontos - com seis acertos em oito arremessos e um aproveitamento perfeito em sete lances livres - 15 rebotes (sete ofensivos), 1 assistência, 3 tocos e 1 roubo e 34 minutos de ação.
Seu companheiro Anthony ficou abaixo dos 44 pontos que prometeu, em homenagem à eleição de Barack Obama como 44º presidente americano, mas se saiu bem melhor do que no sábado, contra o L.A. Lakers, quando precisou de 11 pontos no último quarto para terminar com 13. Desta vez, o ala campeão olímpico marcou 28 pontos, acertando 13 de 30 arremessos, mas errou quatro chutes de 3 pontos e sofreu três bloqueios. Ele acrescentou 8 rebotes e 5 assistências. Dahntay Jones entrou bem no time e marcou 15 pontos, enquanto Carter teve 6 pontos, 11 assistências e 5 roubos e Kenyon Martin acrescentou 11 pontos e 7 rebotes.
O Nuggets como equipe, entretanto, foi descuidado demais com a bola. Foram 20 turnovers no total - quatro cada para Nenê, Carter e JR Smith - que levaram a 24 pontos do Warriors. Golden State só cometeu 10 desperdícios e arremessou um pouco melhor, convertendo 42 cestas contra 39 do Nuggets. Ambas as equipes foram péssimas nos chutes de longa distância, combinando para quatro acertos em 31 tentativas.
Jackson foi o cestinha, com 29 pontos e 7 assistências. O reserva Kelenna Azubuike marcou 22 pontos e 8 rebotes, Brandan Wright acrescentou 18 pontos, 13 rebotes e 3 tocos, CJ Watson contribuiu 14 pontos e Biedrins teve 12 pontos, 11 rebotes e 5 tocos.
Denver (1v-3d) fez três de seus quatro primeiros jogos fora de casa, mas volta ao Pepsi Center nesta sexta-feira (7/11) para a estréia de Billups, contra o Dallas Mavericks. O Warriors (2v-3d) recebe o Memphis Grizzlies no mesmo dia.
O Denver Nuggets deve estrear seu novo armador, Chauncey Billups, nesta quarta-feira contra o Golden State Warriors, um adversário que, a julgar pela derrota sofrida fora de casa para o Memphis Grizzlies nesta segunda-feira (3/11), por 90 a 79, será bom para o pivô brasileiro Nenê. Preocupado com os alas Rudy Gay e OJ Mayo, o Warriors deu muito espaço para o pivô calouro Marc Gasol e o espanhol, em seu quarto jogo na NBA, marcou 27 pontos, 16 rebotes e 3 tocos, tornando-se o primeiro jogador a ter um jogo de 25/15 (pontos/rebotes) entre suas cinco primeiras partidas na liga desde novembro de 1992, quando Shaquille O’Neal conquistou o feito.
A chegada de Billups, junto aos pivôs Antonio McDyess e Cheikh Samb em troca com o Detroit Pistons por Allen Iverson, foi recebida com sentimentos divididos em Denver. Enquanto o técnico George Karl e os dirigentes estavam empolgados por enfim conseguirem o armador que buscaram por toda a offseason, os jogadores estavam tristes por perder Iverson, obtido em uma troca em 2006 que não trouxe os resultados esperados. “Eu não sei como me sentir no momento. Tenho de seguir adiante com meu time, mas no fundo da minha mente, penso, ‘Cara, acabei de perder um dos melhores jogadores com quem já joguei, um dos melhores de todos os tempos”, disse o ala Carmelo Anthony.
Melo foi um dos motivos da troca. Embora o lateral insista que tenha ficado confortável ao lado de Iverson e a dupla tenha combinado para 52,1 pontos por jogo, o ataque perdeu movimentação de bola e o Nuggets foi eliminado na primeira rodada dos playoffs nos dois anos em que Iverson e Anthony jogaram juntos. Agora, Denver tem Billups para distribuir a bola e achar Anthony em boas condições de marcar. “Ele é o sonho de qualquer cestinha”, admitiu Anthony, que foi companheiro de Billups na seleção americana que venceu o Pré-Olímpico de Las Vegas em 2007.
Enquanto o vice-presidente de pessoal, Rex Chapman, dizia que a chegada de Billups tornava seu quinteto inicial um dos melhores da NBA, o técnico George Karl lembrava que sempre teve armadores de ponta em suas equipes - Gary Payton no Seattle SuperSonics, Sam Cassell no Milwaukee Bucks e mesmo Andre Miller no começo de sua passagem pelo Nuggets. “Minha reação inicial é que temos a chance de fazer um home run (o “golaço” do beisebol, quando o jogador rebate a bola para fora do campo). Aonde quer que estivéssemos na Conferência Oeste, acho que agora há alguns técnicos do Oeste (xingando) e dizendo, ‘Como eles conseguiram esse cara?’”, disse Karl.
O mais novo Nugget é um herói local, criado no bairro Park Hill, estrela colegial pela George Washington High School e universitária pela universidade de Colorado, que levou ao torneio da NCAA. Seu sucesso em Colorado lhe garantiu a terceira posição no draft da NBA em 1997, mas Billups foi trocado no meio da temporada pelo então insatisfeito técnico do Boston Celtics, Rick Pitino. O veterano jogou pelo Nuggets em 1999-2000, produzindo 13,9 pontos e 3,8 assistências, mas uma lesão no ombro na temporada seguinte levou a uma cirurgia e a outra troca, para o Minnesota Timberwolves. Após se destacar em Mineápolis, sua carreira decolou ao assinar como free agent em Detroit, onde foi campeão e MVP das Finais em 2004, além de All-Star nos últimos três anos.
“Como criança, crescendo em Denver, sempre sonhei em conquistar um título com o Nuggets. Espero que possamos transformar este sonho em realidade”, declarou Billups em um comunicado oficial. Ele deve ser o único jogador da troca a ser aproveitado por Karl - McDyess não tem interesse em jogar por outro clube e deve ser dispensado pelo Nuggets, enquanto o segundoanista Samb deve ser enviado para a NBA Development League.
Billups deve entrar no lugar de Anthony Carter, que disse não se importar em voltar para o banco de reservas - na verdade, Carter foi contratado no ano passado como reserva e acabou ficando com a vaga de titular por causa de uma série de lesões sofridas por Chucky Atkins - e Karl disse que pretende manter JR Smith saindo do banco por enquanto, com o escolta defensivo Dahntay Jones assumindo a posição de Iverson. A melhor visão de quadra e maior distribuição de bolas do novo armador pode ser benéfica também para Nenê, que vinha reclamando dos poucos toques que estava recebendo. O pick-and-roll com o pivô Rasheed Wallace era uma das jogadas favoritas de Chauncey em Detroit, e muitas vezes Billups movimentava a bola para Wallace receber no poste baixo, de costas para a cesta, onde Nenê é mais eficiente.
Se Billups executar as mesmas jogadas com Nenê contra o Warriors na quarta, o brasileiro tem chance de fazer uma partida histórica em sua carreira. Afinal, nesta segunda, o time californiano sofreu com Marc Gasol, que segundo seu técnico, Marc Iavaroni, ainda estava confuso sobre quando deveria assumir a carga ofensiva. Desta vez, Gasol parece ter entendido bem quando atacar: no primeiro tempo, quando a defesa adversária estava dedicada a parar os incensados Gay e Mayo. O espanhol marcou 20 pontos e nove rebotes nos primeiros 24 minutos.
“Ele se saiu muito bem. Eu fiquei impressionado. Ele realmente nos fez pagar por não prestar atenção nele. Estávamos mais preocupados com Mayo e Rudy Gay e não pensamos tanto nele”, disse o pivô Andris Biedrins, que também fez um bom trabalho para Golden State e manterá Nenê ocupado na quarta. Ele fez 16 pontos e 22 rebotes, seu quarto duplo-duplo em quatro jogos e 11º seguido, contando a temporada passada, a seqüência ativa mais longa da NBA.
Gasol acertou 9 de 11 arremessos e 9 de 11 lances livres na partida. O jogador de origem catalã explicou que seu jogo é baseado na defesa, conforme a tradição do basquete espanhol. “Sempre acho que a defesa deve dar muita confiança para você no ataque. É difícil para mim entrar e jogar apenas ataque, chutar e não defender. Não consigo confiança assim”, disse o pivô.
A defesa do Memphis fez um bom trabalho para impedir sua oitava derrota consecutiva para o Warriors. O time limitou o adversário a 34,4% de aproveitamento nos arremessos e apenas três cestas de 3 pontos em 20 tentativas. O time da casa arrancou em 13 a 2 para finalizar o terceiro período, abrindo 73 a 67, e uma seqüência de sete pontos, encerrada com uma enterrada de Mayo, levou a diferença a 86 a 75. Golden State marcou apenas 12 pontos no último quarto. “Não fizemos muito para nos ajudar. Eles foram sólidos defensivamente. Eles jogam duro, eles jogam por 48 minutos. Nós não estávamos à altura da tarefa”, lamentou o técnico do Warriors, Don Nelson.
O ala Stephen Jackson marcou 17 pontos e 5 assistências para o Warriors, que contou ainda com 13 pontos do ala-armador Corey Maggette - poupado no segundo quarto por causa de uma lesão, mas ativo no restante do jogo - e 10 pontos do reserva Kelenna Azubuike. Jackson e o ala-pivô Al Harrington, autor de 6 pontos e 6 rebotes, são nomes quentes em vários boatos de troca no momento. Golden State (1v-3d) recebe o Nuggets nesta quarta-feira na Oracle Arena de Oakland.
Gay marcou 14 pontos e Mayo acrescentou 13 para o Grizzlies (2v-2d), que venceu seus dois primeiros jogos no FedEx Forum, algo inédito na história da franquia. O time, porém, deixa o conforto de seu ginásio para uma excursão de quatro jogos, que começa contra o Sacramento Kings nesta quarta, na ARCO Arena. A viagem inclui uma revanche contra o Warriors na sexta e jogos contra o Nuggets de Nenê e o Phoenix Suns de Leandrinho na semana que vem.
Em seis partidas da pré-temporada Kurz teve médias de 4,5 pontos, 3,8 rebotes e 1,8 assistências.
Para arrumar um lugar para Kurz no time, que já tem 15 jogadores sob contrato, Monta Ellis foi colocado na lista de suspensões. Ellis foi suspenso após esconder que a causa de uma lesão foi um acidente de lambreta.
Dirk Nowitzki fez 21 pontos, Jason Terry 19 e o Dallas Mavericks conseguiu a primeira vitória da temporada, derrotando o Minnesota Timberwolves por 95 a 85, em Minneapolis. Josh Howard fez 12 de seus 14 pontos no primeiro tempo. Foi a nona vitória seguida do Mavs sobre o Wolves.
Rashad McCants liderou o time da casa com 18 pontos, Al Jefferson fez 14 e pegou 12 rebotes.
Um arremesso de Nowitzki, com 2min27s para o final, deu uma vantagem de sete pontos para o Mavs. Randy Foye diminuiu a vantagem para 90 a 85, 10s depois. Al Jefferson perdeu uma bola e fez uma falta, desperdiçando duas oportunidades de chegar mais perto no placar. Com 27s para o final o alemão acertou um lance-livre, praticamente decidindo a partida.
“A gente sabe que no basquetebol não se vence partidas com um ou dois caras, times são bons demais nesta liga. A gente joga no melhor nível contra todos”, disse Nowitzki.
Bass bloqueia arremesso de Foye
Stephen “Whoo!” Jackson fez 20 dos seus 23 pontos no segundo tempo e o Golden State Warriors derrotou o New Jersey Nets, por 105 a 97, em Nova Jérsei. Corey Maggette teve 20 pontos e 10 rebotes e Al Harrington fez 14. Vince Carter liderou o Nets com 20 pontos e 10 rebotes, Josh Boone fez 17 pontos e pegou 14 rebotes em uma partida que teve 60 faltas, 39 contra o Nets.
Stephen “Woo!” Jackson saiu mais cedo do vestiário, no intervalo, e ficou 7 minutos arremessando.
“Meu corpo estava frio e minhas mãos estavam frias no primeiro tempo. Não entrei em um ritmo então fiz o que faço normalmente e saí mais cedo para procurar meu ritmo”, disse Jackson.
Whoo!
Jackson fez 10 pontos em cada um dos quartos finais e o Warriors venceu o primeiro de três jogos.
Toronto Raptors (2v-0d) e Golden State (0v-2d) Warriors fizeram o melhor jogo da rodada desta sexta-feira da NBA, foi uma partida imprevísivel, com trocas na liderança, cestas decisivas e desfecho apenas na prorrogação. Jogando em casa, o Raptors confirmou seu favoritismo após mostrar uma basquetebol melhor nos cinco minutos de tempo-extra e venceu por 112 a 108 (96 a 96 no tempo normal).
Porém, antes da tranquilidade ao garantir o êxito, o time canadense teve que suar muito. Primeiro foi no tempo normal, quando o Warriors insistia em dar uma de visitante indigesto e mantinha uma liderança de cinco pontos. Uma cesta de 3 de Stephen Jackson com 3min30s para o fim silenciou a torcida no Air Canada Centre, 93 a 88 para os californianos. Mas o Raptors não desistiu e continuou incomodando o rival, Calderon assinalou um arremesso de média distância e Bosh fez quatro pontos seguidos para consolidar a virada, 94 a 93, para enlouquecer os fãs. Porém, a resposta do Warriors veio rápido, Al Harrington conectou um arremesso de 3 e recolocou a equipe visitante na ponta, 96 a 94, com 22s para o fim. A franquia canadense só conseguiu evitar a derrota com dois lances livres conectados por Chris Bosh, mas ainda teve que “secar” o arremesso de Corey Maggete no estouro do cronômetro para ir à prorrogação.
Bosh comemora cesta com Anthony Parker (AP Photo/The Canadian Press, Nathan Denette)
Motivado, o Raptors começou o tempo-extra com tudo e abriu uma série decisiva de 8 a 0. Os primeiros pontos dos californianos na prorrogação só foram feitos pelo ala-armador Kelenna Azubuike a 45seg do fim. Aí a vaca já tinha ido pro brejo, Al Harrington ainda conectou um arremesso do perímetro, mas isso não foi suficiente para evitar a segunda derrota da equipe de Don Nelson nesta temporada regular.
O líder da vitória foi o ala-pivô Chris Bosh. O astro do Raptors conseguiu 31 pontos (12 acertos em 24 arremessos) e pegou nove rebotes. Sua atuação estupenda e a liderança mostrada em quadra rendeu elogios até dos adversários, como o ala Stephen Jackson: “Nos momentos decisivos do jogo ele chamava responsabilidade para si”, disse Jackson. “Fez suas jogadas, converteu os lances livres que teve e nós não conseguimos pará-lo”, concluiu.
Além dele, outros três jogadores do Raptors tiveram papéis importantes. O ala-armador Anthony Parker fez 23 pontos, o armador espanhol Jose Calderon conectou 16 tentos e deu 13 assistências enquanto que o ala-pivô italiano Andrea Bargnani finalizou a partida com 19 pontos conectados. O pivô Jermaine O’Neal foi quase nulo no ataque, com apenas cinco pontos, mas foi importante na defesa com seus seis rebotes e três tocos.
Dupla Bosh e O’Neal só tem motivos para sorrir até o momento (AP Photo/The Canadian Press, Nathan Denette)
Pelo Golden State Warriors, o cestinha foi o ala-pivô Al Harrington. O capitão insatisfeito, já que pediu para ser trocado, mostrou muita intensidade em quadra e terminou o duelo com 26 pontos (10 acertos em 21 tentativas), além de ter coletado 11 rebotes. Entretanto, Harrington não deixou de criticar a si mesmo e aos companheiros após o jogo. Para ele, a má preparação na pré-temporada está pesando agora.
“Na pré-temporada nós não jogávamos 40 minutos”, disse. “Agora nós temos que jogar e não há como não se cansar, as pernas pesam ao final das partidas e as estatísticas mostram nossa queda de rendimento nos momentos derradeiros do jogo. Nós teremos que treinar mais e recuperar nossa forma física da última temporada, do contrário as coisas ficarão difíceis para nós”, finalizou o camisa 3, aproveitando para alfinetar seu desafto, o técnico Don Nelson.
De fato, Harrington tem razão. No último quarto contra o Raptors a equipe de Oakland acertou apenas sete de seus 19 arremessos. O maior exemplo da exaustão precoce do Warriors é o ala-armador Stephen Jackson, que vem fazendo o papel de armador principal inúmeras vezes nesta temporada devido a lesão do armador Monta Ellis. Sem estar acostumado com a função, Jackson está tendo que aprender na marra e, ainda por cima, ficar mais tempo em quadra do que desejaria. Na estréia contra o New Orleans Hornets, na última quarta-feira, Jackson ficou em quadra durante todo o jogo e nesta sexta só saiu após ser excluído por faltas na prorrogação, até então havia atuado 44 minutos.
Jogo foi intenso, como esse lance entre Corey Maggete e Jermaine O’Neal (AP Photo/The Canadian Press, Nathan Denette)
“É uma função totalmente nova, mas eu preciso acelerar minha aprendizagem”, declarou o camisa 1 do Warriors. “Eu não tenho 30 jogos para aprender, preciso melhorar a partir de agora. Eu tenho orgulho de ter essa função, de ter a confiança dos meus companheiros e de liderar esse time, por isso quero fazer meu melhor”, concluiu Jackson, que conseguiu 19 pontos, sete rebotes e cinco assistências contra o Raptors.
O pivô letão Andris Biedrins dominou o garrafão como de costume com seus 17 tentos e 13 rebotes e ainda viu os alas-armadores Kelenna Azubuike (reserva) e Corey Maggete (titular) fazerem 15 e 14 pontos, respectivamente. Para Maggete os erros no final acabaram com as chances dos visitantes: “Nós tivemos o jogo na mão, mas os erros no final acabaram com nossas chances”.
O próximo adversário do Phoenix Suns, do brasileiro Leandrinho, o New Orleans Hornets, derrotou o Golden State Warriors por 108 a 103, em Oakland. Chris Paul fez uma bandeja, com 19,4s para o final, que virou a partida. O armador terminou o jogo com 21 pontos e 11 assistências. David West liderou o Hornets com 24 pontos e Peja Stojakovic adicionou 16. O cestinha do time da casa foi Stephen “Whooo” Jackson, que foi envolvido em conversas de troca com Tayshaun Prince (do Detroit Pistons), com 26 pontos, Kelenna Azuibuike adicionou 17.
Paul acerta bandeja com a marcação de Stephen "Whooo" Jackson
Após pedir para ser trocado Al Harrington, ala/pivô do Warriors, teve uma noite difícil. Harrington acertou apenas cinco de 17 arremessos, terminando a noite com 13 pontos.
James Posey, que venceu dois títulos da NBA, em 2006 com o Miami Heat e em 2008 com o Boston Celtics, fez 11 pontos em sua estréia com o Hornets.
Jogando sem Monta Ellis o Warriors perdeu a quinta estréia de temporada nas últimas sete. O time da casa entregou uma vantagem de 10 pontos nos últimos minutos do primeiro tempo. DeMarcus Nelson, que foi o armador titular no lugar de Ellis, acertou uma cesta no último segundo, dando a vantagem de 57 a 56 para a equipe californiana no intervalo.
Paul (esq.) e West (dir.) comemoram vitória sopre o GSW
O Hornets ainda não perdeu na temporada, incluindo aí as sete vitórias na pré-temporada. Mas a equipe chegou perto da derrota.
Após um arremesso de Paul, que deu uma liderança de seis pontos, com 5min47s para o final do jogo, o Hornets ficou quase 4min sem pontuar, e o Warriors passou a frente, 101 a 100, com uma cesta de Corey Maggette, que terminou a noite com 27 pontos.
"Ok, ok... Você não quer jogar para mim, pelo menos joga..."
Paul colocou os visitantes na liderança novamente, mas as emoções não terminaram.
Após a bandeja de Paul, Stephen “Whooo” Jackson passou para Harrington, só que a bola foi para fora da quadra. Stojakovic ainda certou dois lances-livres e Harrington, continuando com sua péssima noite, errou uma arremesso de três pontos.
Após perder o armador Baron Davis e o caso polêmico da lesão de Monta Ellis pilotando uma lambreta, o Golden State Warriors recebe outra pancada no começa da temporada 2008-09. Fontes indicam que o ala-pivô Al Harrington exigiu uma troca, o mais rápido possível.
Harrington não quer mais jogar para o técnico Don Nelson. Ele não indicou que abandonaria o time, caso não for trocado, mas o agente do ala-pivô, Dan Fegan, está trabalhando para tirá-lo de Oakland.
Nelson acabou de nomear Harrington o capitão do time. Mas, ao que tudo indica, a capitania veio após as exigências de sair do time.
Os representantes de Harrington consideraram a indicação como um movimento das relações públicas do time, ou para fazer o ala-pivô parecer ingrato, ou para persuadi-lo a ficar.
O Golden State Warriors fechou um contrato de dois anos, no valor de, aproximadamente US$ 12 milhões, com o treinador Don Nelson. Com a negociação rápida com o treinador, parece que o vice-presidente Chris Mullin deve sair assim que seu contrato terminar. A diretoria da equipe não quer falar com o ex-jogador do Warriors, mas já fechou novos contratos com Nelson e Stephen Jackson.
Nelson mostrou-se um pouco surpreso com a evolução da negociação.
“Não foi minha idéia. Podia esperar e assinar novos contratos a cada ano, mas queriam que eu me comprometesse com um contrato de três anos. Estou feliz. É uma honra”, falou o treinador.
Nelson também apoiou Mullin, afirmando que não deseja acumular cargos.
“Não vai acontecer. Não aconteceu. Não tenho interesse. Estou com as mãos cheias. Espero que ele apague o fogo, e resolva o que está acontecendo. Apoio o Mully. Espero que ele ganhe um novo contrato”.
O problema de Mullin com a restante da diretoria não é novo. Ele discordou com as negociações com Baron Davis, que deixou a equipe e foi para o Los Angeles Clippers, discordou da suspensão de Monta Ellis, no caso que ficou conhecido como “Mopedgate” uma alusão ao caso Watergate, na presidência de Richard Nixon.
Mas, por enquanto, Nelson está garantido como treinador. E, faltando 53 vitórias para ele ser o técnico mais vitorioso da NBA, Nelson garante que não terminou sua carreira.
“Não acho que aposentadoria é tudo isso que falam”, brincou.
Traições, rasteiras, decadências, retornos triunfais, rompimentos de relação. A Divisão Pacífico teve uma offseason dramática, algo a se esperar de uma região que contém quatro times californianos. Baron Davis traiu o Warriors e assinou com o Clippers, que por sua vez foi traído por Elton Brand. O Warriors deu o troco roubando Corey Maggette do rival divisional, mas sua temporada ganhou contornos dramáticos com a contusão infantil de Monta Ellis. Em Sacramento, foi Ron Artest quem mudou de idéia quanto a ficar no Kings, que teve de trocar o ala e recomeçar da estaca zero. No topo da divisão, porém, está a rivalidade mais forte, com o Phoenix Suns passando pelo fim de seu casamento com Mike D’Antoni e tentando um namoro com Terry Porter para recuperar a liderança perdida para o ascendente Los Angeles Lakers.
Phoenix Suns
Ginásio: US Airways Center Títulos: Nenhum Temporada 2007-08: Eliminado na primeira rodada dos playoffs (55v-27d, 1 a 4 contra o San Antonio Spurs) Estréia: 29/10, contra o San Antonio Spurs, fora de casa
O Suns foi o time queridinho da imprensa e dos fãs de basquete pelos últimos quatro anos, graças a um estilo de jogo em alta velocidade e com muitos pontos por partida. Entretanto, o time não conseguiu chegar ao título, chegando longe nos playoffs mas sempre falhando, e a crítica decretou: não dá para ser campeão jogando desta forma, o time precisa ser um pouco mais convencional, ter um pivozão, defender melhor.
O gerente geral Steve Kerr então tratou de mexer no time: mandou embora o insatisfeito e egocêntrico ala Shawn Marion e obteve o superpivô Shaquille O’Neal, já bem mais pesado e lento do que no auge de sua carreira; deixou o técnico Mike D’Antoni, mentor do estilo “run n’ gun”, assinar contrato com o New York Knicks e trouxe Terry Porter, um ex-armador conhecido por sua dedicação à defesa e trabalho duro. E a reação da imprensa e da torcida? “Um grande erro!”, “as chances de título do Suns estão acabadas”, “por que eles desmontaram o time mais veloz?”
Suns perde jogão para o San Antonio Spurs nos playoffs de 2007-08:
Portanto, Phoenix, ainda com a maioria de seus principais jogadores dos últimos quatro anos no elenco, entra na temporada subestimado, com muitas previsões de que terá uma posição ruim nos playoffs. Apesar disso, o time ainda é veloz, recheado de bons jogadores ofensivos, e agora está mais profundo, após a contratação de Matt Barnes para fazer a rotação na posição 3 com Grant Hill, e a chegada dos calouros Goran Dragic e Robin Lopez, para aprenderem com Steve Nash e Shaquille O’Neal ao mesmo tempo que lhes dão um necessário descanso. Lopez e Barnes também são dois jogadores conhecidos por sua eficiência defensiva e trazem uma clara evolução para este setor do Suns.
O bom, o mau e a figura: Steve Nash, Amaré Stoudemire e Shaquille O’Neal
Nash, Shaq e Amaré tentarão se manter no mesmo ritmo neste ano
Nash foi MVP da liga por dois anos consecutivos e era o comandante indiscutível do time de D’Antoni. Porém, Nash já está com 34 anos, o que faz alguns previrem sua queda de rendimento. A questão é como o canadense renderá no esquema mais lento de Porter. Stoudemire, por sua vez, explodiu no ano passado após a chegada de Shaq, liberado para jogar em sua posição de ala-pivô e largar a mão em suas enterradas. O destino do Suns está cada vez mais em suas mãos, com o time construído para atacar ao redor dele. Porém, sua dedicação na defesa sempre foi questionada, e a chegada de Porter deve aumentar a cobrança em cima dele neste lado da quadra.
Já O’Neal é considerado a “bala” que matou o estilo veloz do Suns no ano passado - Kerr foi o assassino e sua arma foi a troca com o Miami Heat. Shaq já foi o pivô mais dominante da NBA, mas caiu de produção desde 2006, quando foi campeão pela última vez com o Heat, passando vários jogos das últimas duas campanhas sentado no banco com muitas lesões. Após chegar ao Suns, foi recuperado rapidamente pelo departamento médico e jogou toda a segunda metade da temporada passada, mas não foi tão eficiente no esquema de D’Antoni. Para este ano, é uma interrogação enorme - literalmente. Ele vai conseguir permanecer saudável? Vai ser um dos focos do esquema de Porter? Qual será sua produção? Tudo o que se pode garantir é que Shaq continuará sendo o queridinho da mídia, com declarações impagáveis, caretas engraçadas e suas brincadeiras com seus companheiros de time.
O brasileiro: Leandrinho
O "Borrão Brasileiro" quer o troféu de Sexto Homem de volta
Não vem sendo um bom ano para Leandro Barbosa. Após dois anos de explosão em que se tornou um dos reservas mais temidos da NBA e o jogador favorito dos brasileiros, o ala-armador paulista teve uma pequena queda de rendimento em 2007-08 - seus pontos caíram de 18,1 para 15,6 por jogo, seu aproveitamento em chutes de 3 foram de 43,4% a 38,9% e suas assistências, de 4 para 2,6. Ao final da temporada, os médicos do Suns diagnosticaram uma tendinite no joelho e vetaram sua participação com a Seleção Brasileira no Pré-Olímpico Mundial de Atenas. Entretanto, sua participação em uma pelada beneficente de futebol em Nova York deixou torcida e mídia brasileiras revoltadas. Para terminar, sua mãe sofreu com uma doença séria que lhe tirou da primeira metade da pré-temporada do clube para poder estar em São Paulo com ela.
A partir do dia 29 de outubro, Leandrinho tenta colocar tudo isso no passado e recuperar o tempo perdido. Após passar as férias em tratamento, seu joelho já deve estar pronto para mais uma temporada inteira, e o ala-armador vai em busca do troféu de Sexto Homem do Ano que perdeu para Manú Ginóbili no ano passado.
Técnico: Terry Porter
Porter só teve uma outra experiência como técnico da NBA, com o Milwaukee Bucks. Em sua primeira temporada, a equipe, então comandada pelo armador veloz e distribuidor TJ Ford, chegou aos playoffs. Sem Ford, entretanto, o Bucks caiu bastante no ano seguinte e Porter deixou o cargo, com 71v-93d em sua passagem. Sua primeira temporada, porém, mostra que pode trabalhar com jogadores criativos e rápidos como Nash. O treinador foi um armador dedicado e durão em seus tempos de vencedor e foi escolhido por Kerr para ensinar seus comandados a defender e ter mais responsabilidade na retaguarda. Outro desafio será manter Shaq motivado e pronto para jogar.
Time-base: Steve Nash, Raja Bell, Grant Hill, Amaré Stoudemire e Shaquille O’Neal Principais reservas: Leandrinho (ala-armador), Boris Diaw (ala-pivô), Matt Barnes (ala), Goran Dragic (armador), Alando Tucker (ala-armador), Robin Lopez (pivô)
Reforços: Matt Barnes (ala), Goran Dragic (armador, calouro), Robin Lopez (pivô, calouro) Principais perdas: Nenhuma perda importante
Los Angeles Lakers
Ginásio: Staples Center Títulos: 14 (1949, 50, 52, 53 e 54 - como Minneapolis Lakers - 1972, 80, 82, 85, 87, 88, 2000, 01 e 02) Temporada 2007-08: Vice-campeão (57v-25d, 2 a 4 contra o Boston Celtics) Estréia: 28/10, contra o Portland Trail Blazers, em casa
O L.A. Lakers é considerado um dos maiores favoritos ao título, após uma transformação durante a última temporada que os deixou a apenas duas vitórias do troféu no ano passado. A equipe teve um bom começo de campeonato, com notável evolução de seus jogadores mais jovens, suficiente para diminuir o tumulto causado pelo desejo de Kobe Bryant de ser trocado durante a offseason. O time subiu outro degrau com a troca no meio da temporada com o Memphis Grizzlies, que trouxe o ala-pivô Pau Gasol sem custar ao Lakers jogadores importantes de sua rotação. Com Gasol na posição 5, como atua também na seleção espanhola, o Lakers virou um time mais veloz e eficiente no ataque, e arrancou rumo à primeira posição do Oeste. Kobe levou seu primeiro troféu de MVP, L.A. chegou às Finais com apenas três derrotas nos playoffs, mas seu ataque ficou perdido frente à defesa do Celtics, que dominou a série e não teve problemas contra a defesa inferior do time californiano.
Este ano, porém, o pivô Andrew Bynum está de volta após um excelente início de temporada em 2007-08. Bynum, porém, lesionou o joelho direito no meio da campanha, o que foi uma das motivações por trás da aquisição de Gasol. Havia a esperança de que Bynum estaria recuperado a tempo de jogar os playoffs, mas o pivô acabou passando por duas cirurgias e ficou de fora pelo resto do ano. Na pré-temporada, o garoto de apenas 20 anos (completa 21 na véspera da estréia) não vem mostrando sinais de seqüelas e parece pronto para retomar sua posição de titular e buscar uma vaga no Jogo das Estrelas.
Com Bynum, o Lakers espera ter uma defesa mais intimidadora e fechada e um ataque com ainda mais movimentação de bola e espaço para os arremessadores. Além do upgrade em altura, o time manteve seu banco praticamente intacto - perdeu o energético ala-pivô Ronny Turiaf, mas ainda conta com o armador Jordan Farmar, o chutador Sasha Vujacic, o batalhador Luke Walton e o ala Trevor Ariza - e o técnico Phil Jackson pensa em colocar Lamar Odom na função de Sexto Homem, para não tirá-lo da posição de ala-pivô que vem funcionando tão bem para ele no último ano.
O Grande Trio do Oeste: Kobe Bryant, Pau Gasol e Andrew Bynum
Kobe torce para que a aliança entre Bynum e Gasol funcione na prática
A aliança de Bryant com Gasol deu ótimos resultados no ano passado, inclusive a evolução estatística de Lamar Odom, que aproveitou os espaços e bons passes dos dois e deu a impressão de ter formado ali a trinca forte do Lakers. Nas Finais, porém, Odom sumiu dentro de uma forte defesa do Celtics, que não lhe abandonava ao mesmo tempo que fechava a parede para Kobe. Não era ele mesmo o jogador que o time visualizava para responder ao Grande Trio do Bost