O Houston Rockets começou sonolente e demorou a conquistar a liderança da partida, mas a equipe texana triturou o Washington Wizards no último quarto e vence com relativa facilidade, 103 a 91 (49 a 50 no intervalo). O principal responsável pela arrancada arrasadora do Rockets foi o ala-armador Tracy McGrady, que conectou 14 de seus 20 pontos no duelo apenas na parcial decisiva.
“T-Mac” vinha tendo uma atuação pífia até o terceiro quarto. Porém, o santo baixou no camisa 1 do Houston e ele conectou cinco arremessos dos seis que tentou no período final. McGrady, inclusive, foi o responsável pelo arremesso que “fechou o caixão” do Wizards, aproveitando um passe perfeito do ala Ron Artest. Este arremesso preciso deu uma liderança da nove tentos ao Rockets, 100 a 91, para desespero da torcida do Wizards no Verizon Center.
Os outros dois astros do Houston, Ron Artest e Yao Ming, também tiveram boas atuações. O curioso é que, dos três, apenas o chinês Yao foi bem no primeiro tempo. O gigante do Houston conectou 10 de seus 18 tentos na primeira etapa. Além disso, o camisa 11 do time alvi-rubro do Texas contribuiu com cinco rebotes e três tocos. Já Artest teve problemas com faltas e passou a maior parte do primeiro tempo sentadinho no banco de reservas. O polêmico ala encestou nove de seus 14 pontos na segunda etapa.
Tracy McGrady comanda reação do Rockets no último quarto (AP Photo/Luis M. Alvarez)
Além do trio de estrelas, os reservas Aaron Brooks e Carl Landry tiveram papéis destacados. Landry conectou seis dos sete arremessos que tentou e finalizou a partida com 19 pontos, além de seis rebotes e três assistências. Já Brooks fez um ponto a menos que Landry.
Pelo Washington Wizards, que conheceu sua nona derrota na temporada, o principal nome foi o ala-pivô Antawn Jamison, que assinalou 27 pontos. O camisa 4 do time da capital americana ainda pegou dez rebotes. Seu reserva, o jovem Andray Blatche, também se destacou com 14 pontos, quatro sobras e um toco. O ala Caron Butler finalizou a partida com 12 tentos, capturou sete rebotes e distribuiu quatro passes perfeitos.
O Wizards (1v-9d) tentará a recuperação na noite deste sábado. A equipe do técnico Eddie Jordan busca a 1ª vitória na estrada no campeonato diante do New York Knicks no Madison Square Garden. Já o Houston Rockets (8v-5d) viaja até a Flórida para encarar o Orlando Magic, também na noite deste sábado.
Hornets vence e Thunder demite Carlesimo: Outro time da Conferência Oeste que se deu bem na rodada desta sexta-feira foi o New Orleans Hornets. O time da Louisiana foi até Oklahoma para enfrentar o caçula Thunder e não teve dificuldades para impor a 12ª derrota ao time novato da liga, 105 a 80 (60 a 39 no intervalo). O décimo revés seguido foi o estopim para o proprietário do Thunder, George Shinn, que decidiu demitir o técnico PJ Carlesimo após a partida.
O cestinha do Hornets (6v-5d) e da partida foi o ala-pivô david West, responsável por 19 pontos. O camisa 30 da equipe visitante ainda pegou oito rebotes. O armador Chris Paul também teve uma boa atuação, ele marcou 17 tentos, pegou seis rebotes e distribuiu seis passes para cesta. O alas Hilton Armstrong e Peja Stojakovic fizeram 13 tentos cada enquanto que o ala-armador Devin Brown conectou 16 tentos.
David West (nº30) arremessa mesmo com a forte marcação de Nick Collison (AP Photo/Sue Ogrocki)
A torcida do Thunder (1v-12d), que compareceu em bom número ao Ford Center, parecia estar mais preocupada em dar as boas-vindas ao Hornets, que jogou na cidade durante dois anos devido ao furacão Katrina que destruiu Nova Orleans, do que em apoiar o time da casa. Mesmo se quisesse apoiar, a equipe de Oklahoma não corresponderia a altura, pois tem um time muito fraco. O ala-armador Kevin Durant comandou a equipe com 17 tentos enquanto que o ala-pivô Nick Collison registrou um duplo-duplo, 16 tentos e 13 rebotes.
As equipes voltarão a se enfrentar na noite deste sábado. O jogo, porém, será disputado na New Orleans Arena, casa do Hornets.
Agent Zero mostra sua tatuagem homenageando Barack Obama
Ainda trabalhando em sua recuperação, após cirurgias no joelho esquerdo, o armador do Washington Wizards Gilbert Arenas deve condicionar sua volta ao retrospecto da equipe. O “Agent Zero” assistiu ao péssimo início de temporada do time, 1V-8D, e indicou que o progresso da equipe pesará em sua decisão.
“Falei com o Brendan (Haywood, pivô do Wizards, também lesionado) sobre a volta. Se voltar em janeiro, tem 20, 25 partidas. Quando é legal? Se a gente ficar fora por 15 jogos, é muito difícil voltar? Vai depender de quem estiver na oitava posição (da conferência) e do nosso retrospecto”, disse Arenas.
O armador afirmou que o joelho está melhorando, mas ainda não está pronto para uma partida.
"Change We Believe In"
Mesmo sem o “Agent Zero” o Wizards enfrenta o Houston Rockets na noite de sexta-feira, com transmissão da ESPN.
É a segunda vez que o novato JaVale McGee encara o pivô do Rockets, Yao Ming. Yao deve voltar à ação depois de ficar “de molho” por uma partida, lesionado.
O Wizards perdeu três partidas consecutivas e fez apenas 83,7 pontos por partida nestas derrotas.
Houston, com 7V-5D, foi derrotado pelo Dallas Mavericks na quarta-feira, sentindo falta da presença de seu pivô. Mas a lesão não parece ser séria.
“Não é nada ruim, estou bem. Pode levar alguns dias, ou um”, falou o pivô.
O Rockets venceu seis partidas seguidas contra Washington. A última vitória do Wizards foi em março de 2005.
As maiores atrações de cada equipe estavam lesionadas. Josh “The ATLien” Smith e Al Horford, para o Atlanta Hawks, e Gilbert Arenas, ainda recuperando-se de cirurgia, para o Washington Wizards. Mas o Hawks superou o Wizards por 91 a 87 em casa.
Murray é bloqueado por Ethan Thomas
Marvin Williams fez 21 pontos e pegou 14 rebotes, melhor marca de sua carreira, para o Hawks para o Hawks, Mike Bibby fez 25 pontos e Joe Johnson fez 19 pontos, pegou oito rebotes e teve oito assistências.
Caron Butler teve 32 pontos para o Wizards, Antawn Jamison fez 18.
Bibby teve um terceiro período excelente, para ajudar o Hawks a superar uma desvantagem de 50 a 44 no intervalo.
Stevenson arremessa sobre Marvin Williams
O armador do Hawks fez nove pontos mos últimos 3min do terceiro quarto, o Hawks entrou no período final liderando por 70 a 67.
“Estava livre. Só arremessei o que estava lá”, falou.
Butler deu uma liderança de 79 a 75 com 5min40s para o final.
DeShawn Stevenson acertou um arremesso com 1min32s para o final, e acertou mais um, 30s depois. A vantagem do Wizards era de quatro pontos, 87 a 83.
Johnson converteu uma cesta de três, com 57s para o término, cortando a liderança dos visitantes.
Marvin William converte arremesso com a marcação de Thomas
Quando o Wizards estourou o tempo de arremesso Williams aproveitou para converter um arremesso que deu a liderança para o time da Geórgia.
Juan Dixon e Nick Young ainda erraram arremessos e Flip Murray aumentou a diferença com 10s para o final.
Sem Gilbert Arenas, Antonio Daniels e Brendan Haywood o Washington Wizards não resistiu e foi derrotado pelo Miami Heat, em casa, por 94 a 87. Dwyane Wade fez 19 pontos, 10 assistências e pegou cinco rebotes para os visitantes. Antawn Jamison fez 25 pontos, Caron butler fez 21 e Nick Young adicionou 12, para o Wizards. Washington tem 1V-7D, o pior começo de temporada da equipe desde 1999.
Antonio Daniels e o Agent Zero assistem, do banco, derrota do Wizards
“Este time é construído de uma certa maneira. É construído para ser liderado por Gilbert Arenas. Para um All-Star carregar a equipe, para um Brendan Haywood ter um ótimo ano, dominando o meio. Não temos estas coisas. Vocês estão pedindo para pessoas fazerem coisas que não sabem. Eles não sabem carregar um time como um Dwyane Wade ou um Gilbert Arenas. São jovens que não vão fazer jogadas de veteranos todas as noites”, disse o treinador do Wizards, Eddie Jordan.
JaVale McGee tenta carregar equipe para vitória
Miami começou o segundo tempo fazendo 17 a 0. O time da casa conseguiu diminuir a diferença para três pontos, atrás de Jamison, com 2min04s para o final da partida, e quase para um ponto na próxima posse de bola, de novo com Jamison. Mas Miami pegou o rebote e teve sorte. O passe de Wade, cortado por Butler, acabou nas mãos de Shawn Marion, que deu cinco pontos de vantagem para o time da Flórida.
Wade vai para a bandeja marcado por Andray Blatche
Foi uma das poucas cestas do Heat na partida que não veio de uma assistência. Em 36 cestas convertidas pela equipe 27 foram de assistências.
“Achei que a troca de passes foi sensacional. Mas o que gostei mais foi que, durante o quarto período ficamos uns 6min sem cestas. Encontramos uma seca mas conseguimos sair do buraco com uma boa defesa”, falou o treinador do Heat, Erik Spoelstra.
O Miami Heat não teve muito trabalho para derrotar o Washington Wizards. Jogando na sua American Ailrines Arena, em Miami, o Heat impôs seu tirmo de jogo desde o começou e triunfou por 97 a 77 (49 a 36 no intervalo), recuperando-se, assim, da inesperada derrota sofrida para o Portland Trail Blazers na noite da última quarta-feira.
O cestinha e principal atleta da partida foi mais uma vez Dwyane Wade. O camisa 3 do time da Flórida conectou oito de seus dez arremessos e contribuiu com 24 tentos para o Heat. Em 30min na quadra, Wade ainda conseguiu quatro assistências e dois rebotes. O seu principal ajudante ofensivo foi o ala novato Michael Beasley, que assinalou 19 pontos e pegou seis rebotes.
Wade passa por marcação de Nick Young (AP Photo/Jeffrey M. Boan)
A dupla de garrafão, formada por Shawn Marion e Udonis Haslem, também teve papel importante. Ambos fizeram duplo-duplo, ou seja, atingiram os duplos dígitos em mais de um fundamento. Haslem marcou 13 pontos, pegou 13 rebotes e deu dois tocos, já Marion fez 12 tentos, capturou 12 sobras e também deu duas pregadas.
Pelo Washington Wizards, que ostenta a última colocação na Conferência Leste, o cestinha foi o ala-pivô Antawn Jamison. O camisa 4 do time da capital norte-americana fez 15 pontos e também pegou dez rebotes. Os jovens JaVale McGee e Nick Young contribuíram com 13 tentos cada um. O pivô ucraniano Oleksiy Pecherov fez 10 tentos e capturou cinco rebotes. A decepção da noite foi o ala Caron Butler, que fez apenas seis pontos (três arremessos certos em 10 tentados) e pegou cinco rebotes.
O Miami Heat (5v-4d) volta à quadra na tarde deste domingo. O time da Flórida enfrentará o Toronto Raptors no Air Canada Centre e, duas noites depois, enfrenta o Wizards (1v-6d) novamente, só que desta vez o duelo será em Washington. Esse será o próximo desafio do Wizards na temporada.
Randolph domina garrafão e Knicks vence: Em outro jogo da rodada de sexta-feira, o New York Knicks passou pelo Oklahoma City Thunder por 116 a 106 (68 a 44 no intervalo, a partida foi disputada no Madison Square Garden. Com este triunfo, o time nova-iorquino, comandado por Mike D’Antoni, continua surpreendendo, já que venceu seis das nove partidas que realizou até o momento.
Os cestinhas da partida foram Zach Randolph e Jamal Crawford, ambos do Knicks. Os dois somados fizeram 19 das 40 cestas da equipe anfitriã na partida e finalizaram com 29 pontos cada um. Nos outros fundamentos cada um contribuiu a seu modo, Randolph pegou 19 rebotes enquanto que Crawford distribuiu sete assistências. Além da dupla, os alas David Lee e Wilson Chandler fizeram 18 e 12 tentos, respectivamente. Outro que contribuiu com dígitos duplos foi o armador Nate Robinson, autor de 15 pontos.
Nem hambúrguer, nem coxinha, Zach Randolph (nº50) comeu a bola na noite desta sexta (AP Photo/Frank Franklin II)
Pelo Thunder, que ainda não sabe o que é vencer fora de casa, o maior pontuador foi o ala-armador Kevin Durant, que assinalou 23 tentos. O armador novato Russell Westbrook também foi destaque com 19 pontos, dez rebotes e seis assistências e foi seguido do ala Jeff Green, responsável por 16 tentos, oito sobras e quatro passes para cesta. O ala-pivô Nick Collison também fez duplos dígitos com 14 pontos.
O Oklahoma City Thunder (1v-8d) tentará sua primeira vitória na estrada na noite deste sábado contra o Philadelphia 76ers. Já o New York Knicks (6v-3d) receberá a visita do Dallas Mavericks na noite deste domingo.
O Washington Wizards derrotou o Utah Jazz por 95 a 87, em Washington, D.C. Caron Butler terminou a noite com 27 pontos e nove rebotes, Antawn Jamison fez 21 pontos e pegou oito rebotes e JaVale McGee fez 13 pontos, pegou 11 rebotes e deu três tocos. Carlos Boozer liderou o Jazz com 20 pontos. Deron Williams, emsua segunda partida voltando de lesão, fez oito pontos, sete assistências e pegou seis rebotes.
Butler arremessa sobre Brewer
Sem Gilbert Arenas e Brendan Haywood o Wizards tinha 0V-5D. O Jazz tinha 6V-1D. Indo para o quarto período Utah liderava por 66 a 65.
Com seus colegas de equipe de fora jamison e Butler fizeram 15 pontos consecutivos durante o quaro final. Uma cesta de três pontos de jamison, com 2min para o final, colocou o Wizards na frente, 84 a 82, e no caminho da vitória.
Beno Udrih fez 30 pontos, melhor marca de sua carreira, pegou cinco rebotes e teve sete assistências na vitória do Sacramento Kings sobre o Los Angeles Clippers por 103 a 98.
“Bom para ele, ele merece”, elogiou o treinador do Kings, Reggie Theus.
Sacramento jogou a segunda partida sem Kevin Martin, que está fora com uma torção no tornozelo esquerdo.
Bobby Brown passa por Paul Davis no caminho para a cesta
Ricky Davis, com duas cestas de três pontos, e Mike Taylor tentaram trazer o Clipper de volta no quarto período. O time da casa fez 11 a 4 no começo do período final, cortando a vantagem do Kings para 85 a 80.
Udrih e Mikki Moore aumentaram a vantagem para 11 pontos, com 4min48s para o final. O Clippers lutou, mas não foi o suficiente para virar uma partida que não teve o time do sul da Califórnia na liderança.
Com 31 pontos, 16 rebotes e três tocos de Dwight Howard o Orlando Magic derrotou o Washington Wizards por 106 a 81, em Orlando.
Howard domina jogo com facilidade
“Além de dominar fisicamente ele foi paciente. Não forçou nada, deixou o jogo fluir. Ele pareceu mais maduro, mais profissional”, disse o treinador Stan Van Gyundy.
O ala/armador Mickael Pietrus adicionou 18 pontos e Keith Bogans fez 13.
Já sem Gilbert Arenas e Brendan Haywood o Wizards viu Caron Butler sair da partida no começo do segundo quarto. Butler bateu de cabeça com Pietrus e teve um corte acima do olho, ele voltou para o terceiro período e fez 10 pontos.
Butler fica deitado na quadra após chocar-se com Pietrus
Nick Young liderou o time com 20 pontos e DeShawn Stevenson fez 14.
O Magic liderou por até 19 pontos no primeiro tempo e 29 no segundo. Sem seus principais jogadores o time visitante colocou os reservas em quadra no quarto final, Orlando seguiu com seu time principal.
O New York Knicks mostrou boa adaptação ao esquema veloz e aberto do técnico Mike D’Antoni e derrotou o Washington Wizards por 114 a 108, fora de casa, nesta sexta-feira (7/11). O Knicks, que no ano passado venceu apenas 23 vezes, já tem uma campanha promissora de 3v-2d na temporada.
“É divertido (jogar em velocidade). Nós ainda temos muito a aprender. Ainda estamos tentando ficar confortáveis com ele, mas por enquanto estamos fazendo um trabalho muito bom. O lance é, conforme a temporada continuar, vamos continuar a melhorar e melhorar”, disse o armador Chris Duhon, que teve 12 assistências e nenhuma bola perdida, além de 6 pontos e 7 rebotes.
O Knicks acertou 51,1% de seus arremessos, incluindo 13 cestas de 3 pontos em 32 tentativas, e cinco jogadores com pontuação em dígitos duplos. O ala-armador Jamal Crawford liderou com 23 pontos, o pivô Zach Randolph marcou 22 pontos e 13 rebotes, o ala Wilson Chandler e o armador reserva Nate Robinson marcaram 17 pontos cada e o ala-pivô David Lee - no banco pela primeira vez na temporada, já que D’Antoni queria tirar vantagem do confronto entre Chandler e o ala-pivô Antawn Jamison - marcou 13 pontos.
Já o Wizards perdeu seu quarto jogo consecutivo, e mais uma derrota igualará o péssimo início de campeonato do ano passado, com cinco derrotas nos cinco primeiros jogos. Os All-Stars Caron Butler e Antawn Jamison fizeram sua parte: Butler foi o cestinha do jogo, com 30 pontos, e Jamison teve um duplo-duplo, com 24 pontos e 12 rebotes. Os outros três titulares, entretanto, não conseguiram marcar mais do que 14 pontos combinados, e foram ofuscados por três jovens reservas que vêm dando show. O ala-armador Nick Young marcou 16 pontos, o pivô calouro JaVale McGee teve 12 pontos e 10 rebotes e o armador Juan Dixon fez 11 assistências. “Há uma consideração de talvez construir a partir do grupo mais jovem. Vamos ver aonde isto vai”, disse o técnico Eddie Jordan, ameaçando fazer mudanças na equipe.
McGee chamou a atenção por suas jogadas incríveis - e por seus erros cômicos. Ele enterrou dois passes de ponte aérea e mostrou habilidade ao completar outra ponte com uma bandeja, mas também errou um par de pontes por saltar muito alto. Em uma passagem de 11s no terceiro quarto, o pivô cometeu interferências tanto no ataque quanto na defesa. “Eles estavam acertando triplos de mais de 9m (de distância) e nós estávamos errando enterradas. Então nós estávamos indo à loucura no banco, os técnicos. Não parecia certo”, desabafou Jordan.
Celtics vence Bucks de virada em casa
O atual campeão Boston Celtics começou lentamente contra o Milwaukee Bucks, mas logo se recuperou e derrotou o rival com facilidade em casa, no TD Banknorth Garden, por 101 a 89.
“Quando você se acostuma a vencer, você pensa, ‘Vamos reagir neste jogo’. Nós temos apenas de nos acalmar, jogar nosso tipo de basquete e tudo ficará bem”, disse o ala Paul Pierce, que teve 18 pontos, 10 rebotes e 7 assistências.
O Celtics deixou Milwaukee abrir 11 pontos durante o primeiro quarto e terminou o período atrás por 30 a 23. Entretanto, o time da casa fez 32 a 17 no segundo período, virou para 44 a 42 com uma enterrada de Kevin Garnett a 4min13s do intervalo e não esteve mais atrás no placar, usando a melhor defesa da NBA em arremessos para segurar o adversário. O Bucks acertou apenas 39,7% de seus chutes na partida.
“No segundo tempo, nção igualamos a energia deles. Quando você enfrenta Boston, eles aumentam a pressão a cada quarto e jogam melhor”, admitiu o ala-pivô Charlie Villanueva, que fez 13 pontos e 12 rebotes para o Bucks (3v-3d). Richard Jefferson foi o cestinha do jogo, com 20 pontos, o armador Luke Ridnour teve 12 pontos e o pivô Andrew Bogut e o reserva Ramon Sessions fizeram 11 pontos cada.
Pelo Boston (5v-1d), Garnett teve 16 pontos e 9 rebotes e o banco contribuiu com 44 pontos, incluindo 13 de Tony Allen, 11 de Eddie House e 10 de Leon Powe. O pivô titular Kendrick Perkins marcou apenas 6 pontos, mas compensou com 8 rebotes e 7 tocos. O último Celtic a ter mais tocos em um jogo foi Kevin McHale, que bloqueou oito chutes contra Sacramento em janeiro de 1987. “Eu estava fazendo tanta besteira no ataque que tinha de compensar na defesa”, disse Perkins.
Richard Jefferson fez 32 pontos na vitória por 112 a 104 do Milwaukee Bucks sobre o Washington Wizards, na prorrogação. O novato Luc Richard Mbah a Moute terminou com 17 pontos, Luke Ridnour fez 20, Ramon Sessions adicionou 22 e Andrew Bogut teve 10 pontos e 13 rebotes. O Wizards, sem Gilbert Arenas e Brendan Haywood, contou com 19 pontos e 10 rebotes de Antawn Jamison e 27 pontos de Caron Butler.
Com 9min58s para o final do tempo regulamentar o Wizards liderava por 85 a 71 e parecia chegar perto da primeira vitória da temporada. Mas a equipe desperdiçou 20 posses de bola.
Eddie Jordan grita com jogadores do Wizards durante primeiro tempo da partida
JaVale Mcgee empatou a partida em 96, em uma enterrada, com 1min16s, após Butler perder a bola.
“Eu só perdi a bola, foi uma boa defesa. O Sessions a recuperou e foi de costa a costa. Acontece”, falou Butler.
Na próxima posse de bola Mbah a Moute achou Bogut, que enterrou e deu a primeira liderança para o Bucks desde o primeiro tempo. Jamison empatou a partida com 21s para o final.
Mbah a Moute ainda teve a chance de terminar com a partida, mas errou o arremesso no último segundo.
Nick Young (camisa número 1) briga por posse de bola com Richard Jefferson (do Bucks) e Caron butler
“Só quero ir lá fora e ajudar o time. Ainda sou um novato, estou aprendendo”, falou Mbah a Moute.
Mas o novato teria a sua chance de brilhar. Após Jefferson dar uma liderança de 104 a 102, com 1min49s para o final da prorrogação, Mbah a Moute tomou conta da partida.
O camaronês forçou um arremesso errado de Jamison e pegou o rebote. Ele fez dois pontos com 37s dando uma liderança de 108 a 102 para o Bucks. O novato ainda forçou mais um erro de Jamison no final da partida.
“Achei que o Richard foi bem, Mbah a Moute foi bem, Ridnour, Sessions, esses quatro caras carregaram o time”, falou o treinador do Bucks, Scott Skiles.
Após a derrota do Boston Celtics para o Indiana Pacers, restaram apenas três invictos na Conferência Leste, todos conquistando vitórias na noite de sábado (1/11). Do trio, o mais surpreendente é o Atlanta Hawks, que após chegar aos playoffs pela primeira vez em nove anos em 2007-08, começou a temporada 2008-09 com duas vitórias, batendo o Philadelphia 76ers por 95 a 88 em casa. Os outros dois invictos são o Detroit Pistons, que derrotou o Washington Wizards em casa por 117 a 109, e o Toronto Raptors, que venceu o Milwaukee Bucks por 91 a 87 fora de casa e é o único do trio com três jogos disputados.
É a primeira vez que o Hawks vence seus dois primeiros jogos desde 1998-99, a última vez que o time chegou aos playoffs antes de seu retorno neste ano. As duas vitórias foram sobre equipes candidatas aos playoffs do Leste: o campeão divisional Orlando Magic e o reforçado Philadelphia 76ers. Ambos também estiveram na pós-temporada em 2007-08. “Os caras sentiram o gosto no ano passado. Eles querem voltar lá. Eu sei que ainda é cedo, mas se jogarmos defesa e buscarmos rebotes como fizemos (hoje), nós estaremos em vários jogos”, disse o técnico do Hawks, Mike Woodson.
A defesa do Atlanta subiu de nível no segundo tempo e principalmente no último quarto, quando limitou Philadelphia a 13 pontos. A primeira vantagem do time em toda a partida só veio com 1min53s restando no jogo, quando o ala Josh Smith buscou um rebote defensivo e ligou rapidamente com o ala-armador Joe Johnson do outro lado da quadra para uma enterrada. Com o Hawks à frente por 90 a 88, Johnson recebeu a bola perto do topo do garrafão. Após deixar Thaddeus Young no chão, o jogador arremessou de bem atrás da linha de 3 pontos e acertou de chuá, sacudindo os 19.651 espectadores que lotaram o Philips Center. “Eu não tinha nenhuma intenção de passar a bola. Estava olhando direto para a cesta”, disse Johnson, cestinha da partida com 35 pontos, além de 5 assistências.
“Ele é como um video game. Alguns dos chutes que ele acerta são simplesmente loucos”, comentou Young, que marcou 17 pontos no primeiro tempo, quando o Sixers dominou o Hawks, abrindo 44 a 21 durante o segundo quarto e levando uma vantagem de 57 a 44 ao intervalo. Porém, Atlanta voltou com uma nova atitude no segundo tempo, diminuiu para dígitos simples no terceiro quarto e fez 29 a 13 nos 12 minutos finais. Josh Smith, que não acertou nenhum de seus sete primeiros arremessos, acertou seis de nove no segundo tempo para terminar com 14 pontos, 11 rebotes, 3 assistências e 3 roubos. O armador Mike Bibby contribuiu 19 pontos.
Young terminou com 22 pontos para o Sixers. O ala-pivô Elton Brand, maior reforço da franquia para a temporada, fez um duplo-duplo de 17 pontos e 16 rebotes. Andre Iguodala marcou 16 pontos, Andre Miller teve 11 pontos e 8 assistências e Samuel Dalembert contribuiu 12 pontos e 11 rebotes.
O começo invicto do Pistons é algo esperado de um time que chegou às finais da Conferência Leste nos últimos seis anos. O que não se esperava era que um dos grandes destaques de sua vitória por 117 a 109 sobre Washington fosse o ala Walter Herrmann, engrossando a lista de argentinos de sucesso na NBA. Saído do banco de reservas, Herrmann anotou 16 pontos, incluindo três cestas de 3, 7 rebotes e 4 assistências e teve seu nome gritado em coro pelos 22.076 espectadores que ocuparam todo o Palace of Auburn Hills.
“Foi inacreditável. Eu estava com muita confiança hoje”, disse Herrmann. “Walter foi ótimo hoje, e é muito mais do que os chutes que ele está acertando. A sua defesa e sua habilidade de mover a bola são ambas coisas que ajudam nosso time quando ele está em quadra. Ele faz as coisas básicas que temos de fazer para vencer”, elogiou o técnico Michael Curry, estreante que está usando Herrmann bem mais do que seu antecessor, Flip Saunders, e mesmo que os treinadores do Charlotte Bobcats utilizaram o argentino antes de ser trocado para Detroit no meio da última temporada.
O lateral recebeu bom tempo de quadra quando o Indiana Pacers, adversário de estréia, e Washington lançaram formações mais baixas em quadra, explorando uma velha característica de Herrmann com a seleção argentina. “Quando eles entram com um time baixo, eu posso jogar tanto na posição 3 quanto 4, então isso nos deixa mudar as coisas. Executamos um jogo bastante aberto quando eles jogam pequenos contra nós”, explicou Herrmann. Até o técnico adversário reconheceu o valor da atuação do argentino. “Achei que nossa defesa foi muito boa em alguns momentos, mas Walter Herrmann acertou cestas, e esta foi a diferença. Ele fez cesta importante atrás de cesta importante atrás de cesta importante, e não conseguimos superar isto”, disse Eddie Jordan.
O Pistons tinha 47 a 30 de vantagem em meio ao segundo quarto, mas o reserva Juan Dixon, que jogou pelo Detroit no ano passado, marcou sete pontos para comandar uma arrancada de 22 a 4 que deu aos visitantes uma vantagem de um ponto no intervalo. O time da casa, no entanto, retomou a frente no início do terceiro quarto e ampliou para 77 a 70 em uma jogada de três pontos de Herrmann. O Wizards conseguiu reduzir para dois pontos no início do último quarto em uma jogada de três pontos do ala-pivô Antawn Jamison, mas Detroit, liderado pelo reserva Rodney Stuckey, não deixou o Wizards se aproximar mais do que isto.
O ala-armador Richard Hamilton foi o cestinha, com 24 pontos, mesma marca de Jamison para o Wizards. O ala-pivô rasheed Wallace, porém, anotou 17 pontos, 12 rebotes e 6 tocos para o Pistons. O armador Chauncey Billups fez 12 pontos e 8 assistências, e Stuckey e Jason Maxiell marcaram 11 pontos cada. O banco do Detroit fez 55 pontos na partida. Pelo Wizards, o ala Caron Butler fez 21 pontos, 6 rebotes e 6 assistências, e o reserva Nick Young marcou 23 pontos.
O Raptors chegou à sua terceira vitória, 91 a 87 sobre Milwaukee, com dificuldade. Após Toronto marcar 12 pontos consecutivos e abrir 75 a 65, o técnico do Bucks, Scott Skiles, lançou o calouro Luc Richard Mbah a Moute para marcar de perto o ala-pivô Chris Bosh, maior astro do time canadense. O novato não deu espaços para o ala-pivô e o Bucks reagiu, arrancando em 15 a 4 e virando em um gancho de Mbah a Moute sobre Bosh, 85 a 84 com 37s no relógio. Porém, na posse seguinte, Bosh passou para o armador espanhol José Calderón quando a defesa lhe cercou, e Calderón não decepcionou, acertando uma cesta de 3 com 21s restando.
“Ele me conhece, eu o conheço. Quando ele estiver preso ou algo assim, ele vai me procurar. Eu estava pronto para aquele arremesso uns cinco segundo antes de receber o passe”, disse Calderón, que bateu seu recorde pessoal de ponto, marcando 25, além de 9 assistências e 5 rebotes.
“Eu disse aos caras que eles teriam de arremessar hoje, porque eles (Bucks) não estavam dando nenhum espaço para Chris (Bosh) e Jermaine (O’Neal) jogarem lá embaixo. Eu achei que Chris e Jermaine fizeram um ótimo trabalho em se livrar da bola e deixar seus companheiros fazerem jogadas”, disse o técnico Sam Mitchell. Como resultado, todos os titulares do Raptors marcaram em dígitos duplos. Bosh fez 20 pontos, 10 rebotes e 6 assistências, Jamario Moon teve 15 pontos e O’Neal e Anthony Parker marcaram 11 pontos cada.
Pelo Bucks, o ala-armador Michael Redd, campeão olímpico com a seleção americana em Pequim, marcou 19 pontos, mas acertou apenas um de seis arremessos de 3 e errou um chute da zona morta que poderia ter empatado o jogo nos segundos finais. Charlie Villanueva fez 16 pontos, o pivô Andrew Bogut teve 14 pontos e 9 rebotes e o armador Ramon Sessions contribuiu 12 pontos e 9 rebotes.
Todos os resultados da rodada de sábado da NBA:
Atlanta Hawks 95 x 88 Philadelphia 76ers
Indiana Pacers 95 x 79 Boston Celtics
Orlando Magic 121 x 103 Sacramento Kings
Charlotte Bobcats 100 x 87 Miami Heat
Detroit Pistons 117 x 109 Washington Wizards
New Jersey Nets 97 x 105 Golden State Warriors
New Orleans Hornets 104 x 92 Cleveland Cavaliers
Minnesota Timberwolves 85 x 95 Dallas Mavericks
Chicago Bulls 96 x 86 Memphis Grizzlies
Houston Rockets 89 x 77 Oklahoma City Hornets
Milwaukee Bucks 87 x 91 Toronto Raptors
Denver Nuggets 97 x 104 Los Angeles Lakers
Utah Jazz 101 x 79 Los Angeles Clippers
Phoenix Suns 107 x 96 Portland Trail Blazers
O Atlanta Hawks estragou a estréia em casa do Orlando Magic nesta quarta-feira (29/10) e venceu o rival divisional por 99 a 85 na Amway Arena, apesar de uma grande atuação do pivô Dwight Howard, do Orlando Magic. Foi a primeira vitória do Atlanta em uma estréia fora de casa desde 1987.
Howard foi homenageado antes da partida pela medalha de ouro olímpica conquistada em Pequim com a seleção americana. Além disso, a franquia recebeu e festejou jogadores e treinadores do time original do Magic, da temporada 1989-90 - o clube comemora sua 20ª temporada na NBA neste ano. A festa motivou os visitantes, especialmente o ala-armador Maurice Evans, titular do Orlando por boa parte do ano passado. “Eles fizeram muita celebração antes de o jogo começar. Nós viemos com o foco certo e demos conta do recado”, disse Evans, que se juntou ao Hawks após não ter seu contrato renovado pelo time floridiano.
Orlando errou 15 de seus 18 arremessos iniciais, e com Atlanta dominando também os rebotes, ficou quase seis minutos sem pontuar durante os últimos minutos do primeiro quarto, caindo em desvantagem de 23 a 8. No meio deste período, o clube honrou seu time inaugural, durante um tempo. “O último bom momento (do Magic) foi quando eles apresentaram os caras de 20 anos atrás. E nós provavelmente jogamos com a mesma energia que aqueles caras têm”, desabafou o técnico Stan Van Gundy.
O time da casa conseguiu diminuir para 47 a 40 antes do intervalo, mas o Hawks, mesmo sem o ala Marvin Williams - servindo uma suspensão de um jogo - fez 27 a 15 no terceiro período e chegou a ter 19 pontos de vantagem. O Magic reduziu para sete pontos no último minuto, mas o armador Mike Bibby acertou três lances livres - após falta flagrante de Hedo Turkoglu - e selou a vitória do Atlanta.
Orlando acertou apenas 37% de seus arremessos e cometeu 15 desperdícios de bola. “Eu vou levar a maior parte da culpa por nossos problemas ofensivos. Não consegui achar uma coisa ofensiva que pudéssemos executar que nos desse qualquer bom movimento de bola, qualquer chute bom. Achei que forçamos as jogadas”, disse Van Gundy, cujo banco de reservas foi superado por 27 a 11. “Não conseguimos nada do nosso banco. Foi uma noite ruim em todos os lados”, lamentou o treinador.
Os alas Turkoglu e Rashard Lewis não tiveram espaços. O turco terminou com 13 pontos, e Lewis foi eliminado com seis faltas e 11 pontos. O ala-armador Mickael Pietrus, que substituiu Evans no elenco, marcou 20 pontos. Howard liderou Orlando com 22 pontos - 12 deles no último quarto - 15 rebotes, 5 roubos e 5 tocos - ele prometeu, durante a pré-temporada, liderar a NBA em rebotes e tocos. Ele terá uma competição forte no ala Josh Smith, que apesar de jogar com uma torção no tornozelo, anotou 17 pontos, 10 rebotes, 4 roubos e 5 tocos. O ala-armador Joe Johnson foi o cestinha, com 25 pontos, além de 7 rebotes. Bibby fez 12 pontos, o pivô Al Horford teve 10 pontos e 9 rebotes, e o reserva Ronald “Flip” Murray acrescentou 14 pontos. O Hawks recebe o Philadelphia 76ers no sábado (1/11), e Orlando visita o Memphis Grizzlies na sexta (31/10).
Nets derrota Wizards fora de casa
O New Jersey Nets estreou com o pé direito, derrotando o Washington Wizards fora de casa, 95 a 85 no Verizon center de Washington, D.C. O ala-armador Vince Carter, eleito capitão do Nets por seus companheiros, mostrou sua liderança e marcou 21 pontos, 6 assistências e 3 rebotes.
“Nós mostramos muita compostura. Os garotos, eu disse a eles: ‘Joguem o jogo porque o amam. Divirtam-se. Deixem o jogo vir a vocês. Se fizerem um erro, esqueçam, não acumulem”, disse Carter, cujo Nets passa por uma grande reformulação, enquanto o Wizards, apesar de poucas mudanças para a temporada, começa o campeonato sem os titulares Gilbert Arenas, que deve voltar em dezembro, e Brendan Haywood, que pode perder a temporada após uma cirurgia no pulso direito. Em compensação, o pivô Etan Thomas, substituto de Haywood, jogou pela primeira vez uma partida oficial desde 30 de abril de 2007. Ele passou por cirurgia no coração no ano passado, mas pareceu em boa forma, com 10 pontos e 8 rebotes.
O jogo foi equilibrado, com muitas trocas de liderança. Carter acertou um chute de média distância no fadeaway sobre o ala Caron Butler, com 1min por jogar, para fazer 90 a 82 e praticamente selar a vitória. O Nets arrancou em 11 a 2 nos últimos quatro minutos de jogo, antes de Andray Blatche fazer uma cesta com 11s para pôr números finais no placar. Washington acertou apenas 37% de seus arremessos e 67% de seus lances livres.
“Você precisa fazer que seus jogadores principais ponham sua marca no jogo, como Vince Carter fez, como Yi (Jianlian) fez. Estes são os melhores caras deles. E os nossos melhores tinham de ter deixado sua marca no jogo, e eles não fizeram isto”, lamentou o técnico Eddie Jordan. Com Arenas lesionado, esses melhores jogadores são Butler, que marcou 13 pontos, 11 rebotes e 5 assistências, e o ala-pivô Antawn Jamison, que teve 14 pontos. A dupla, porém, combinou para nove acertos em 29 arremessos.
O ala-pivô chinês Yi Jianlian, obtido em uma troca com o Milwaukee Bucks na noite do draft, marcou 17 pontos e 6 rebotes em sua estréia oficial pelo Nets. Jarvis Hayes, reserva do Nets que começou a carreira no Wizards, marcou 14 pontos, e o armador Devin Harris acrescentou 13 pontos, 5 rebotes e 5 assistências. O Nets teve a estréia de três calouros: o pivô Brook Lopez, com 8 pontos e 8 rebotes, o pivô Ryan Anderson, com 5 pontos, 3 rebotes e 2 assistências, e o ala-armador Chris Douglas-Roberts, com 2 assistências. DeShawn Stevenson fez 14 pontos para o Wizards, Andray Blatche teve 13, e Nick Young acrescentou 10.
Ambos os times voltam à ação no sábado (1/10): O Nets recebe o Golden State Warriors no Izod Center e o Wizards visita o Detroit Pistons no Palace of Auburn Hills.
A Divisão Sudeste é facilmente a mais fraca da Conferência Leste, com muitos times em transição ou fase de crescimento. O Washington Wizards tem o maior número de All-Stars e a maior regularidade do grupo nos últimos anos, tendo se classificado aos playoffs nas últimas quatro temporadas, mas o Orlando Magic, atual campeão divisional, é o favorito ao bi e a uma das quatro primeiras posições da conferência nos playoffs. Após fazer a pior campanha da NBA no ano passado, o Miami Heat tenta se recuperar com o retorno de Dwyane Wade, enquanto o Atlanta Hawks quer construir em cima de seu retorno à pós-temporada no ano passado e sua surpreendente série de sete jogos contra o campeão Boston Celtics. O Charlotte Bobcats torce para que o novo técnico Larry Brown extraia o melhor de seu promissor elenco e consiga a primeira vaga em playoffs de sua história.
Atlanta Hawks
Ginásio: Phillips Center Títulos: Um (1958 - como St. Louis Hawks) Temporada 2007-08: Eliminado na primeira rodada dos playoffs (37v-45d, 3 a 4 contra o Boston Celtics) Estréia: 29/10, contra o Orlando Magic, fora de casa
O Hawks voltou a ser um time de playoffs na temporada passada após nove anos de ausência - embora deva sua classificação à fraqueza da Conferência Leste, já que não conseguiu uma campanha positiva, ficando a quatro vitórias de um aproveitamento de 50%. A franquia vive há anos uma crise por causa do racha de seus proprietários, o que limitou o poder de gasto dos dirigentes da equipe. As escolhas desastradas em drafts não facilitaram a vida do clube, que mesmo assim conseguiu montar um cinco inicial respeitável, com três jogadores obtidos no draft e dois em trocas. Desses dois, o armador Mike Bibby foi o último a chegar, no meio da temporada passada, mas ajudou a liberar o potencial de Joe Johnson, que passou a conduzir menos a bola e se concentrar mais em finalizar. A chegada aos playoffs reenergizou o time e a torcida, famosa por não comparecer com freqüência mesmo nos melhores momentos. A combinação resultou em uma série de primeira rodada pegada com o eventual campeão Boston Celtics. Apesar de sofrer derrotas esmagadoras em Boston, o time não perdeu em casa e levou a série aos sete jogos possíveis.
Melhor entrosado e mais experiente, o cinco inicial do Hawks tem tudo para ser um dos melhores da liga, com Al Horford tomando conta do garrafão e rebotes, Mike Bibby armando e chutando de 3, Josh Smith e Marvin Williams puxando os contra-ataques em velocidade e Johnson para resolver quando a defesa estiver fechada. O maior problema do Hawks é o banco. O ala Josh Childress, um dos melhores Sextos Homens da liga, recebeu uma proposta tentadora do Olympiacos, da Grécia, onde receberia mais dinheiro e seria titular, e abandonou os EUA. Sem Childress, o exército de suplentes do Atlanta perde em muito. O time trouxe Maurice Evans para tentar suprir sua ausência, mas mesmo se Evans render bem, o resto do banco ainda é fraco. Woodson espera que Speedy Claxton, Ronald “Flip” Murray, Acie Law, Randolph Morris e Zaza Pachulia tenham uma evolução semelhante à do banco do Lakers para que o time possa chegar a outro nível.
O último quarto do Jogo 4 contra o Boston Celtics, vencido pelo Atlanta:
Alas mortais: Joe Johnson e Josh Smith
Smith abraça Johnson para comemorar uma das vitórias do Hawks contra Boston
Nos jogos em que o Hawks derrotou o Celtics nos playoffs, se destacaram o atleticismo e agressividade de Josh Smith e a inteligência e sangue frio de Joe Johnson. Smith tem potencial para comandar a defesa do Hawks, forçar erros dos adversários e finalizar em contra-ataque. Johnson tem paciência para encontrar a melhor posição em quadra, usar o bloqueio da melhor forma e arremessar de qualquer ponto para carregar seu time ofensivamente.
Smith, porém, tem uma deficiência grave: o arremesso. Por jogar como um ala-pivô um pouco mais leve, ele nem sempre consegue jogar na força, e sua vantagem da agilidade e velocidade são neutralizadas se seu marcador não precisa sair para marcá-lo quando se põe para chutar de média distância, já que provavelmente dará rebote. Johnson, por sua vez, precisa mostrar a liderança e fome dos playoffs mais freqüentemente para entrar oficialmente ao rol de estrelas da Conferência Leste e da liga.
Técnico: Mike Woodson
Woodson saiu fortalecido após o ex-gerente geral Billy Knight, que fazia lobby por sua demissão, foi mandado embora, enquanto o time surpreendia na primeira rodada dos playoffs. O treinador, porém, ainda tem muito trabalho: precisa formar uma identidade para seu time, desenvolver os jovens do banco como desenvolveu Smith, Horford e Williams, substituir a produção de Childress, compensar pelo déficit em altura de seu elenco. Nada fácil, ainda mais com as expectativas de chegada aos playoffs aumentadas.
Time-base: Mike Bibby, Joe Johnson, Marvin Williams, Josh Smith e Al Horford Principais reservas: Maurice Evans (ala-armador), Zaza Pachulia (pivô), Ronald Murray (ala-armador), Speedy Claxton (armador), Acie Law (armador)
Reforços: Randolph Morris (pivô), Ronald Murray (ala-armador) Principais perdas: Josh Childress (Olympiacos)
Charlotte Bobcats
Ginásio: Charlotte Bobcats Arena Títulos: Nenhum Temporada 2007-08: 4º lugar na Divisão Sudeste (32v-50d) Estréia: 30/10, contra o Cleveland Cavaliers, fora de casa
Entrando em sua quinta temporada, o Bobcats foi marcado pela desorganização e pela mão fechada de seu proprietário nos seus primeiros anos de vida. Para 2007-08, Robert L. Johnson abriu a mão o suficiente para obter o ala-armador Jason Richardson, que os Bobs esperavam que seria seu cestinha e líder em momentos decisivos. Entretanto, seu sócio Michael Jordan, melhor jogador de todos os tempos mas raramente presente aos treinos e eventos do clube, contratou o estreante Sam Vincent para treinar o time no lugar de Bernie Bickerstaff, e a equipe jogou como um bando pela maior parte do ano. A diretoria não aprovou um aumento para manter o armador Brevin Knight, que deixou o clube como free agent, mas no meio da temporada aceitou o pivô Nazr Mohammed - com três anos e US$ 20 milhões restando em seu contrato - em troca do pivô Primoz Brezec e Walter Herrmann. Para piorar a zona, o elenco mais uma vez foi vítima de uma série de lesões - Sean May e Adam Morrison passaram por cirurgias ainda na pré-temporada, e o ala Gerald Wallace, um dos melhores do time, sofreu uma concussão no meio do campeonato - e Charlotte terminou mais um ano assistindo aos jogos na televisão.
Vincent acabou demitido e o Bobcats contratou Larry Brown, técnico do Hall da Fama criado na universidade de North Carolina, para comandar a equipe e desenvolver os talentos da jovem equipe de Charlotte. A franquia também buscou o armador DJ Augustin no draft para ser um suplente de categoria para Ray Felton. Se as lesões não se empilharem novamente, Charlotte pode disputar uma vaga nos playoffs da Conferência Leste, com um time de bons talentos no garrafão - os pivôs Emeka Okafor e Sean May foram escolhas de loteria de draft e campeões nacionais universitários - e nos chutes de fora - Richardson, Matt Carroll e Adam Morrison são exímios arremessadores.
Derrota do Bobcats contra o Los Angeles Lakers na pré-temporada:
Alas mortais, parte 2: Gerald Wallace e Jason Richardson
Wallace e Richardson tentarão não bater cabeça e permanecer saudáveis para liderar o Bobcats
Richardson é a principal opção ofensiva do Bobcats, um jogador capaz de chutar de fora, de média distância e de penetrar para enterradas monstruosas. Ele precisará dividir mais a bola com os companheiros e ter maior atenção na defesa, duas exigências de Larry Brown. Wallace é um atleta que usa bem seus braços longos e explosão de arranque para dar tocos, roubar bolas e puxar contra-ataques. Sob Brown, Wallace talvez tenha de arriscar menos roubos e ficar mais concentrado em manter sua missão e não deixar seu homem passar por ele. Ele também terá de estar mais cuidadoso para não sofrer mais contusões ruins; já sofreu quatro concussões em sua carreira e outras lesões musculares.
Técnico: Larry Brown
LB teve sucesso em quase todas as equipes por que passou, conquistando títulos tanto no nível universitário quanto profissional, mas sua última experiência foi péssima: comandou o New York Knicks e o time foi um dos lanternas em 2005-06. Agora, o treinador veterano pega uma equipe jovem mas experiente - algo importante, já que Brown não tolera muito os erros bobos de novatos. Mesmo asim, o técnico já reclamou do elenco nesta pré-temporada e, como de costume, já sugeriu que alguns de seus jogadores fossem trocados. Se retomar o foco no basquete e parar de se envolver em polêmicas pela imprensa como fez no final de sua gestão com o Detroit Pistons e em seu ano em Nova York, Brown deve comandar uma reestruturação defensiva e fazer o Bobcats “jogar da maneira certa”, como prega há anos.
Time-base: Raymond Felton, Jason Richardson, Gerald Wallace, Sean May e Emeka Okafor Principais reservas: DJ Augustin (armador), Adam Morrison (ala), Jared Dudley (ala), Alexis Ajinca (pivô), Matt Carroll (ala)
Reforços: DJ Augustin (armador, calouro), Alexis Ajinca (pivô, calouro) Principais perdas: Nenhuma perda importante
Miami Heat
Ginásio: AmericanAirlines Arena Títulos: Um (2006) Temporada 2007-08: 5º lugar na Divisão Sudeste (15v-67) Estréia: 29 de outubro, contra o New York Knicks, fora de casa
Que diferença fazem dois anos. O Miami Heat escalou até o topo da NBA em 2006, conquistando seu primeiro título, apenas para decair vertiginosamente nos dois anos seguintes. Em 2007-08, com Dwyane Wade lesionado por mais da metade do ano, o time começou muito mal, o presidente e técnico Pat Riley trocou Shaquille O’Neal com o Phoenix Suns e logo abandonou o banco, ciente que a temporada estava perdida, para observar possíveis jogadores draftáveis. Miami terminou com a pior campanha da NBA e de sua história, com apenas 15 vitórias em 82 jogos.
O campeonato deste ano, porém, é recheado de promessa para o time floridiano. Wade mostrou estar completamente recuperado das cirurgias no ombro e joelho com atuações convincentes nos Jogos Olímpicos de Pequim, em que fez várias das bonitas jogadas que lhe garantiram o prêmio de MVP das Finais de 2006. A troca de O’Neal trouxe ao Heat o ala Shawn Marion, ex-All-Star no Oeste capaz de jogar tanto como ala quanto de ala-pivô. O clube teve a segunda escolha do draft e selecionou o ala-pivô Michael Beasley, que foi o melhor jogador da temporada universitária com Kansas State e provou na pré-temporada ser capaz de pontuar e atacar no nível profissional também. O resto do elenco, porém, é mais fraco, e Riley entregou o papel de técnico a Erik Spoelstra, um novato que serviu como seu assistente nos últimos anos.
O trio de ferro: Dwyane Wade, Shawn Marion e Michael Beasley
Beasley, Wade e Marion são as razões das esperanças renovadas da torcida do Miami
As chances do Heat de fazer alguma coisa na temporada começam e acabam com este trio. Wade é a pedra fundamental do time, o franchise player, e já provou sua qualidade com o título de 2006. Jogador explosivo, de enterradas espetaculares e bandejas desequilibradas, Wade também é um arremessador acima da média e um bom defensor com aptidão para roubar bolas e puxar contra-ataques. No ano passado, a ausência de Shaq embaixo da cesta e sua própria condição capenga, tendo de evitar contato físico mais forte, prejudicaram suas tentativas de roubo de bola, já que quando falhava deixava a defesa aberta.
Por isso, Marion e Beasley serão ainda mais importantes na defesa. Ambos são bons pontuadores ao redor da cesta, ocasionalmente acertam chutes de 3 e são excelentes reboteiros, mas junto a Mark Blount e Udonis Haslem, terão de fechar o garrafão e impedir infiltrações dos adversários. Se conseguirem forçar arremessos ruins, sua técnica nos rebotes deve ajudar o time a sair em velocidade e compensar sua inferioridade de altura no interior.
Lances da derrota para o New Jersey Nets em amistoso disputado em Londres:
Técnico: Erik Spoelstra
Spoelstra, como todo treinador estreante e que jamais jogou basquete profissionalmente, terá de derrubar as dúvidas de seus comandados e provar que tem o nível da NBA. Ele serviu como assistente de Pat Riley por anos, trabalhando com boa parte do atual elenco nas últimas temporadas, e Riley o elogiou bastante por ter ótimo relacionamento com os jogadores, ser um estudioso de fitas e esquemas e até disse que Spoelstra lhe lembrava dele mesmo. Com uma recomendação desta, Spoelstra tem muita responsabilidade para não decepcionar seu mestre. Seu time deve jogar em velocidade para explorar a explosão de Wade, Marion e Beasley e para compensar a falta de qualidade e altura embaixo da cesta.
Time-base: Marcus Banks, Dwyane Wade, Shawn Marion, Udonis Haslem e Mark Blount Principais reservas: Michael Beasley (ala-pivô), Chris Quinn (armador), Mario Chalmers (armador), Jamaal Magloire (pivô), Daequan Cook (ala-armador)
Reforços: Michael Beasley (ala-pivô, calouro), Shaun Livingston (armador), Mario Chalmers (armador, calouro), Yakhouba Diawara (ala), Jamaal Magloire (pivô) Principais perdas: Ricky Davis (Los Angeles Clippers), Jason Williams (aposentado), Earl Barron (Fortitudo Bologna), Stephane Lasme (Partizan Belgrado)
Orlando Magic
Ginásio: Amway Arena Títulos: Nenhum Temporada 2007-08: Eliminado na segunda rodada dos playoffs (52v-30d, 1 a 4 contra o Detroit Pistons) Estréia: 29/10, contra o Atlanta Hawks, em casa
Orlando formou um time forte em torno de três pilares: o pivô Dwight Howard e os alas Rashard Lewis e Hedo Turkoglu. Howard vem evoluindo ano a ano e liderou a liga em rebotes, passou dos 20 pontos de média e cortou seus turnovers. Lewis e Turkoglu livraram Howard de toda a responsabilidade ofensiva da equipe, com Hedo comandando os ataques freqüentemente no lugar dos armadores - o que levou a um ano de recordes pessoais estatísticos e ao prêmio de Jogador de Maior Evolução do Ano - e Lewis capaz de finalizar jogadas tanto no interior quanto na linha de 3, além de ser um bom defensor mesmo na posição 4. Com três ótimos pontuadores exigindo muita atenção da defesa, Stan Van Gundy os cercou de chutadores de 3, que aproveitaram os espaços abertos pelo trio para converter 38,6% de suas tentativas de fora, a segunda melhor média da NBA.
Após ser eliminado nos playoffs pelo Detroit Pistons, porém, o Magic fez muito pouco para tentar passar ao próximo nível. Apesar de uma deficiência em rebotes ofensivos, o time não investiu em novos pivôs e alas-pivôs, confiante que o simples retorno de Tony Battie e a evolução de Marci Gortat sejam suficientes para melhorar nesta área. A armação da equipe era seu maior ponto fraco, e a direção deixou o ala-armador titular Maurice Evans e os armadores reservas Keyon Dooling e Carlos Arroyo irem embora. Para seus lugares, trouxeram o armador “nômade” Anthony Johnson e o ala-armador Mickael Pietrus, jogador quase idêntico a Evans. Por mais um ano, o Magic terá de depender de Howard, Turkoglu e Lewis e dos chutes de 3. Em uma divisão fraca como a Sudeste, porém, isto deve ser o bastante para o título divisional.
O Super-Homem: Dwight Howard
O atual rei das enterradas melhora um pouco a cada temporada
Assim como Shaquille O’Neal, Howard se apelidou de “Super-Homem”, ratificando o apelido ao ganhar o Concurso de Enterradas da temporada passada com uma enterrada em que usou o uniforme do super-herói. Agora, falta a D-Ho fazer o que o Super-Homem original de Orlando fez: se tornar um pivô dominante em ambos os lados da quadra e levar o Magic às Finais da NBA. Apesar de sua capacidade atlética incrível e de recursos cada vez mais evoluídos, Howard foi dominado por uma rotação de pivôs mais baixa do Detroit Pistons nos playoffs, e nas Olimpíadas teve dificuldades contra outros pivôs mais leves, como Luis Scola da Argentina e os irmãos Gasol da Espanha. Seu arremesso de média distância e lances livres são decentes, mas precisam melhorar para que ele possa fazer seus marcadores pagarem quando lhe derem espaço.
Técnico: Stan Van Gundy
Van Gundy teve importância indiscutível na evolução do Magic na última temporada, exigindo atenção aos detalhes e sempre cobrando de sua equipe mesmo nas vitórias. Sua intensidade, porém, pode alienar os jogadores, como aconteceu em sua passagem pelo Miami Heat; SVG às vezes dá sermões e desabafa na imprensa até em jogos insignificantes de pré-temporada. O treinador terá de administrar bem suas cobranças e exigências para que o time chegue motivado e com gás na pós-temporada.
Time-base: Jameer Nelson, Mickael Pietrus, Hedo Turkoglu, Rashard Lewis e Dwight Howard Principais reservas: Anthony Johnson (armador), Tony Battie (ala-pivô), JJ Redick (ala-armador), Keith Bogans (ala-armador), Marcin Gortat (ala-pivô)
Reforços: Mickael Pietrus (ala-armador), Anthony Johnson (armador) Principais perdas: Keyon Dooling (New Jersey Nets), Maurice Evans (Atlanta Hawks), Carlos Arroyo (Maccabi Electra Tel Aviv)
Orlando causa a primeira derrota do Boston Celtics em 2007-08:
Washington Wizards
Ginásio: Verizon Center Títulos: Um (1978 - como Washington Bullets) Temporada 2007-08: Eliminado na primeira rodada dos playoffs (43v-39d, 2 a 4 contra o Cleveland Cavaliers) Estréia: 29/10, contra o New Jersey Nets, em casa
Washington teve um ano complicado na última temporada, com seu principal jogador, o armador Gilbert Arenas, afastado por conta de cirurgia no joelho por quase todo o campeonato, além de problemas de lesão que limitaram o ala All-Star Caron Butler a 58 jogos e uma cirurgia no coração que tirou o pivô Etan Thomas de ação. Mesmo assim, conseguiu chegar aos playoffs, graças a uma defesa razoavelmente melhorada, que surpreendentemente era boa no interior e péssima no perímetro, e a um ataque com mais movimentação de bola e paciência para executar as jogadas. Na pós-temporada, porém, o Wizards foi eliminado na primeira rodada pelo Cleveland Cavaliers pelo terceiro ano consecutivo, no que já se tornou uma freguesia.
Como a diretoria do Wizards reagiu a isto? Mantendo o time praticamente intacto, com renovações de contrato milionárias para Jamison e Arenas - que está de fora até no mínimo dezembro por conta de mais uma cirurgia no joelho - e uma extensão de contrato para o técnico Eddie Jordan. Thomas está de volta, mas em compensação, seu desafeto e titular na posição 5, Brendan Haywood, também ficará de quatro a seis meses afastado por conta de uma lesão no pulso direito, após fazer recordes pessoais em pontos, rebotes e tocos no ano passado. Se com o mesmo elenco as perspectivas para o Wizards já não eram excelentes, com esses dois importantes desfalques, o time vai ter de se esforçar para permanecer na briga pelos playoffs.
Washington enfrenta o New Orleans Hornets em Barcelona:
O trio de papel: Gilbert Arenas, Caron Butler e Antawn Jamison
Eles se divertem, mas os torcedores do Wizards não acham graça nas freqüentes lesões do trio
O trio Arenas-Butler-Jamison teve seu grande momento em 2006-07, quando Arenas teve sua melhor temporada e se colocou entre os cestinhas da NBA, decidindo jogos no final, enquanto Butler e Jamison faziam o trabalho sujo no interior de um dos melhores ataques da liga. Entretanto, Arenas e Butler se contundiram nos meses finais da temporada e desfalcaram o time nos playoffs daquele ano, resultando em uma eliminação por varrida frente ao Cleveland Cavaliers. As seqüelas dessas lesões continuaram afetando o Wizards até hoje: Arenas acelerou seu retorno e, poucas semanas depois do início do campeonato, teve de passar por nova intervenção cirúrgica no joelho. Ele voltou a jogar ainda no final da temporada regular, mas antes da eliminação do Wizards ser decretada nos playoffs, já estava afastado esperando cirurgia.
Agora, a previsão é que ele volte apenas no final de dezembro, talvez já em 2009. Assim, o Wizards depende ainda mais de Jamison, que se lesionou no início da pré-temporada, mas estará em quadra para a estréia, e de Butler, que em sua carreira jamais jogou as 82 partidas de uma temporada.
Técnico: Eddie Jordan
A campanha do time no ano passado, sem Arenas e Thomas por quase todo o ano e por vezes desfalcado de Butler, comprova a qualidade de Jordan como técnico e sua capacidade de extrair o melhor de sua equipe. Este ano, Jordan terá de focar em execução e em um ritmo lento enquanto Arenas estiver de fora e tem como desafio impedir que suas zonas e dobras de marcação criem muitos espaços para os chutes de 3 dos adversários. A chegada do calouro JaVale McGee e a evolução do garoto Andray Blatche devem facilitar seu trabalho no garrafão.
Time-base: Antonio Daniels (Gilbert Arenas), DeShawn Stevenson, Caron Butler, Antawn Jamison e Ethan Thomas (Brendan Haywood) Principais reservas: Andray Blatche (ala-pivô), Nick Young (ala-armador), Darius Songaila (ala-pivô), Oleksiy Pecherov (pivô)
Reforços: Juan Dixon (armador), Dee Brown (armador), JaVale McGee (pivô, calouro) Principais perdas: Roger Mason (San Antonio Spurs)
O ala-pivô Anderson Varejão vai fazer o jogo de abertura da temporada regular 2008-09 da NBA na terça-feira às 22h (de Brasília) exatamente como terminou a temporada passada, tentando surpreender fora de casa o campeão Boston Celtics e sabendo que por critérios técnicos já mereceria uma chance de ser titular do Cleveland Cavaliers para brigar melhor no garrafão contra o astro Kevin Garnett, mas o técnico Mike Brown continua insistindo com Ben Wallace. No balanço final da pré-temporada, o brasileiro produziu mais que o Big Ben e fez isso também nos playoffs contra o Celtics e no último amistoso desta sexta-feira, a vitória por 107 a 80 (57 a 39 no intervalo) sobre o Washington Wizards. Em oito jogos de exibição neste mês de outubro, o “Coisa Selvagem” capixaba anotou em média 7,4 pontos, 4,3 rebotes, uma assistência e 53,5% de aproveitamento nos arremessos em 20,4 minutos por partida, enquanto Wallace teve médias de 2,6 pontos, 3,6 rebotes, 1,7 passe para cesta e 47,5% de acerto nas finalizações em 20,9 minutos por jogo, sua titularidade continua baseada na força defensiva, embora os índices de 0,71 roubo de bola e 0,43 toco dele por partida não impressionem mais como antigamente, quando ele foi quatro vezes eleito o melhor defensor da liga. Agora seus problemas nas costas não permitem o mesmo domínio.
No jogo de ontem contra o Wizards (2V-5D), a história se repetiu, não é à toa que Varejão e o ala-armador Daniel Gibson têm agora o status de melhores “sextos homens” do Cavs, com rendimento superior ao dos titulares de suas respectivas posições. Anderson marcou oito pontos acertando três em cinco arremessos de quadra e dois em três lances livres, pegou sete rebotes (seis defensivos e um ofensivo), deu uma assistência, não desperdiçou nenhuma posse de bola e só cometeu uma falta em 19min52s vindo do banco, enquanto Ben Wallace em 21min43s de ação anotou seis pontos convertendo três em quatro finalizações, capturou seis sobras na defesa, fez um passe para cesta, roubou uma bola e cometeu uma falta. O melhor jogador de garrafão do Cleveland na noite foi o pivô lituano Zydrunas Ilgauskas com 12 pontos, oito rebotes, três assistências e dois tocos em 21min30s.
Nesse último teste antes da estréia oficial, Brown comprovou pela boa divisão de minutos a tese de que sua “dupla de garrafão tem três titulares”, o ala-pivô novato escolhido na primeira rodada do draft J.J. Hickson não conquistou a confiança do treinador para jogar muito tempo. O calouro entrou em quadra ontem durante apenas 6min38s quando o placar já estava fora de alcance, ele recebeu o castigo de ficar esquentando o banco por ter se atrasado e perdido o ônibus na viagem com o restante da equipe, segundo Brown o garoto teria ficado no banco o tempo inteiro se o jogo estivesse mais parelho, no lugar dele o veterano pivô reserva Lorenzen Wright ficou mais tempo em quadra (19min01s) e anotou discretos três pontinhos, cinco rebotes, três faltas, uma roubada e uma bola desperdiçada.
Para deixar claro que o Cavaliers (3V-5D) estava motivado para um ensaio real para pegar o Celtics na terça-feira, o astro campeão olímpico LeBron James guardou para o final sua melhor atuação na pré-temporada, foi o cestinha do jogo com 26 pontos, seis assistências, cinco rebotes, três tocos e dois roubos de bola em 28min33s de show. O armador Mo Williams contribuiu com 15 tentos e seis rebotes mostrando que está apto a ser o segundo cestinha do Cavs assim como foi no Milwaukee Bucks. De quebra o time de Ohio teve sua maior pontuação na pré-temporada e desperdiçou apenas nove posses de bola no jogo disputado na Value City Arena da Universidade de Ohio State, em Columbus.
Depois do primeiro quarto que terminou empatado em 25 a 25, o Cleveland dominou totalmente as ações e só levou um susto no último quarto, não com o Washington, mas com um acidente preocupante na quadra. Um dançarino do “Cavaliers Scream Team” que participava de um número de acrobacias durante um tempo técnico no último quarto bateu o lado da cabeça na tabela e caiu inconsciente no chão, com uma laceração na face. Depois de ser atendido pela equipe médica, ele foi retirado de maca com o pescoço imobilizado e levado para um hospital, mas recobrou a consciência e conseguiu mover todas as extremidades do corpo. O acidental retardou o reinício da partida em 11 minutos. Assustados com o incidente, jogadores e técnicos dos dois times se reuniram no centro da quadra e fizeram orações pela saúde do jovem que recebia atendimento médico desacordado, mas não deixou de respirar em nenhum momento. O nome do acidentado não foi revelado.
Desfalcado de seu armador-cestinha Gilbert Arenas, que operou o joelho novamente e só volta a jogar no próximo ano, o Washington não teve condições de igualar o poder de fogo do Cleveland e não conseguiu encontrar um bom ritmo ofensivamente, o máximo que pôde fazer foi equilibrar a partida no primeiro tempo. Com uma bandeja de costas de LeBron que empatou o placar em 37 a 37 faltando 5min27s no segundo quarto, o Cavs iniciou uma arrancada matadora de 22 a 2 que matou o jogo ainda no primeiro tempo, nessa seqüência James e Ilgauskas marcaram oito pontos cada um e o Wizards errou sete em oito arremessos de quadra, desperdiçou três posses de bola e não teve mais pique para uma reação no segundo tempo, perdendo o terceiro quarto por 27 a 20 e o último por 23 a 21. O ala-pivô Antawn Jamison liderou o time da capital americana com 13 pontos e 11 rebotes, o armador nascido em Ohio Antonio Daniels também encestou 13 para o lado perdedor e o ala-armador reserva Juan Dixon fez 12 tentos.
LeBron fez uma homenagem ao basquete universitário de Ohio State usando uma camisa branca do time local (o Buckeyes) debaixo de seu uniforme no treino de aquecimento, e fez uma bela exibição de 28 minutos e meio depois de ficar fora do jogo anterior contra o Detroit Pistons descansando. No caminho de saída para os vestiários, James lançou seus tênis para a torcida, que o aplaudiu bastante por ter acertado nove em 14 arremessos de quadra.
A única dúvida no quinteto titular do Cavs para a estréia contra o Boston é na posição de ala-armador. Ontem o armador Delonte West começou jogando na posição 2 numa formação mais baixa e veloz ao lado de Mo Williams, e marcou dois pontos e cinco assistências antes de sair com o tornozelo esquerdo machucado faltando 1min40s no segundo quarto. O ala-armador sérvio Sasha Pavlovic acabou entrando bem anotando oito pontos, três passes para cesta e três rebotes, a opção de escalar Wally Szczerbiak ali já foi descartada, agora o treinador está entre West e Sasha, mantendo o terceiro cestinha do time Daniel Gibson no banco para liderar o ataque da “segunda unidade” junto com Varejão. Brown ficou satisfeito com o baixo número de erros ontem.
“Uma das coisas que nós conversamos antes do jogo foi sobre as bolas perdidas. O Washington é um time habilidoso, eles são muito bons interceptando as linhas de passe, então nós falamos sobre a importância de tomar cuidado com a bola e não ter muitos desperdícios. Eu perguntei aos caras se eles poderiam manter o número abaixo de 13 bolas desperdiçadas e eles fizeram um incrível trabalho conseguindo isso”, disse o técnico, sem querer entrar muito no assunto de quem será o ala-armador titular na estréia contra o Celtics. “Não é grande coisa saber quem começará jogando, isso pode ser um grande assunto para mídia, não para nós. É mais importante saber quem vai terminar o jogo”, concluiu Brown.
O técnico explicou ainda o pequeno castigo imposto a Hickson. “J.J. perdeu o ônibus para o treino de arremessos pela manhã e como um novato você especialmente não pode deixar isso acontecer. Então ele vai ficar sentado aí. Se fosse um jogo mais parelho, ele provavelmente teria ficado sentado a partida inteira. Foram muito poucas as vezes que nossos caras se atrasaram para qualquer coisa. Ele é um novato e tem de aprender com seus erros. Ele deve aprender que a) você não deve perder o ônibus, e b) se você entra no ônibus depois de LeBron, Z, Mo e Ben (os titulares do time), você não deve fazer a viagem conosco. Ele tem de continuar certo de que está fazendo o trabalho direito e isso significa mais que qualquer negócio a frente dele”, completou o comandante exigindo disciplina.
LeBron James, por sua vez, se considera preparado para a estréia. “Sim, estou pronto para a temporada. Eu disse que não importa quantos minutos vou jogar, estou preparado para jogar mais tempo na temporada regular. Eu provavelmente teria entrado por mais alguns minutos se o jogo estivesse mais próximo no quarto período. Fiz um bom trabalho hoje. Não acho que fiquei cansado demais só por ter disputado as Olimpíadas no verão. Acho que sempre posso usar mais algum descanso, todo jogador da NBA precisa de mais descanso, mesmo os caras que não jogaram durante o verão. Eu joguei realmente bem hoje e vou me preparar ainda melhor para jogar nesta temporada muito longa”, finalizou James.
A torcida e os simpatizantes do Washington Wizards podem ficar mais tranquilos, pois receberam duas boas notícias no início desta semana. De volta da Europa, o time da capital americana viu a evolução dos alas Antawn Jamison e Nick Young nos treinos desta segunda-feira e confirmou que ambos estarão 100% para a estréia da equipe no campeonato.
Uma das estrelas do time, o ala-pivô Antawn Jamison, treinou pela primeira vez sem a proteção que vinha usando para seu joelho lesionado. Logo no início da primeira partida de pré-temporada da equipe, contra o Dallas Mavericks, Jamison mahcuou seu joelho direito e preocupou a comissão técnica do Wizards.
Nas últimas semanas ele apenas fez exercícios para se recuperar e retornou às quadras na última sexta-feira, 17, na derrota por 102 a 80 para o New Orleans Hornets, em jogo realizado na Espanha, mais precisamente em Barcelona. Neste duelo Jamison jogou por 29 minutos, mas usou uma proteção no joelho para não forçar muito o local e só conseguiu retomar os trabalhos sem qualquer auxílio nesta segunda-feira.
“Não sinto nenhuma dor, nem sinto rigidez no joelho e não estou inseguro para movimentá-lo. Estou me sentindo muito bem”, declarou o camisa 4 do Wizards após a prática desta segunda-feira.
No período de férias da NBA deste ano, Antawn Jamison assinou uma extensão de contrato de US$50 milhões válida pelos próximos quatro anos. No último campeonato o veterano de 32 anos teve médias de 21.4 pontos e 10.2 rebotes por partida e foi selecionado para o All-Star Game (Jogo das Estrelas).
Além de Jamison, outro jogador importante na rotação do técnico Eddie Jordan que está retornando de contusão é o ala-armador Nick Young. O jovem atleta do Wizards não participou de nenhum dos dois jogos que o time fez na Europa devido a uma contusão no joelho esquerdo. Entretanto, assim como Jamison, Young trabalhou nesta segunda sem nenhum problema e animou a comissão técnica da franquia.
“Nick melhorou muito nos últimos dias e hoje foi seu melhor treinamento”, comemorou o técnico Eddie Jordan. “Nós estamos impressionados com a sua recuperação”, concluiu.
O Wizards ainda tem dois jogos a cumprir nesta pré-temporada. Na quarta-feira a equipe da capital encara o San Antonio Spurs, no Texas. Duas noites depois o time viaja para Ohio onde enfrentará o Cleveland Cavaliers. A estréia na temporada regular 2008/09 será na noite de quarta-feira contra o New Jersey Nets, em casa.
Caron Butler se destacou mas não impediu o tropeço do Wizards
(Agência Efe/Lancepress)
O New Orleans Hornets segue invicto em sua pré-temporada. Nesta sexta-feira o Hornets derrotou por 102 a 80 o Washington Wizards em Barcelona na Espanha, onde acontece o NBA Europe Live. O destaque da partida foi o armador Chris Paul, campeão olímpico com os Estados Unidos em Pequim. O Wizards não contou com seu principal jogador, Gilbert Arenas, lesionado.
Três ilustres espectadores acompanharam o jogo no ginásio Palau Sant Jordi entre as duas equipes da NBA: os jogadores do Barcelona Samuel Eto’o e Thierry Henry e o Ricky Rubio - promessa espanhola no basquete e medalha de prata em Pequim.
O New Orleans foi superior durante toda a partida e abriu 12 a 1 nos três minutos iniciais do primeiro quarto, que terminou 32 a 17 para os Hornets.
Por intermédio de Caron Butler o Wizards chegou a diminuir a vantagem para oito pontos no segundo quarto, mas o Hornets interrompeu a reação e determinou a maior diferença no placar: 50 a 32.
O segundo tempo da partida seguiu com o domínio do Hornets, que deixou Chris Paul no banco durante muito tempo. A equipe do Wizards voltou a diminuir a diferença no marcador, mas novamente o Hornets voltou a ter o controle da partida e venceu com tranquilidade. 15.874 pessoas compareceram ao Ginásio Palau Sant Jordi para assistir ao confronto.
Com 19 pontos, Melvin Ely, dos Hornets, foi o cestinha da partida. Pelos Wizards, Caron Butler e Javale McGee foram os maiores pontuadores, com 15 pontos.
No primeiro confronto entre os times, na última terça-feira, os Hornets haviam vencido os Wizards por 96 a 80, em Berlim.
O New Orleans Hornets dominou o Washington Wizards em Berlim, Alemanha, nesta terça-feira e venceu o amistoso, parte da turnê NBA Europe Live 2009, por 96 a 80 (61 a 24 no intervalo). Esta foi a quarta vitória consecutiva do Hornets nesta pré-temporada, a equipe treinada por Byron Scott ainda não perdeu nenhum jogo nessa fase de preparação. Já o Wizards conheceu seu terceiro revés em quatro duelos.
O cestinha do Hornets na quadra alemã foi o ala Rasual Butler, que assinalou 20 tentos em 27 minutos de ação. Butler mostrou pontaria afiada, acertando oito em 12 arremessos e todos os três chutes de longe que tentou. Butler foi seguido do ala James Posey, contratado após ganhar o título com o Boston Celtics na última temporada, que fez 17 tentos. Outros dois jogadores atingiram os dígitos duplos pela equipe de Nova Orleans. Peja Stojakovic e Hilton Armstrong marcaram 10 pontos cada, sendo que o ala-pivô Armstrong ainda coletou oito rebotes.
Já o armador Chris Paul, principal jogador do Hornets, pouco jogou, mas mesmo assim maravilhou o público europeu com seu jogo. Em 24 minutos, “CP3″ fez nove pontos e distribuiu 11 passes perfeitos, além de ter roubado duas bolas. Após o jogo, Paul declarou que está se cuidando para começar a temporada regular inteiro.
“Eu estou procurando cuidar do meu corpo e por isso não estou forçando o ritmo nestes jogos de pré-temporada. Não estou menosprezando essa fase da preparação, mas é importante você se preparar o melhor possível para a fase mais importante, que é o campeonato”, finalizou.
Paul foi fundamental para o Hornets, mesmo sem forçar o ritmo. Nos primeiros minutos de jogo ele que comandou a incrível arrancada do New Orleans. Em pouco minutos de disputa, Paul já tinha dado oito assistências, além de quatro pontos, e foi peça vital para que o Hornets abrisse 18 a 0. Pode-se dizer que o Hornets definiu a parada nos dois primeiros quartos, quando impôs seu ritmo e jogou como quis. A equipe de Byron Scott foi para o intervalo com a incrível vantagem de 61 a 24.
No segundo tempo, o Wizards voltou mais determinado e comandou as ações, mas aí a vaca já tinha ido pro brejo. O Hornets se deu ao luxo de colocar seus principais jogadores no banco e descansá-los. O cestinha da equipe da capital americana foi o ala DerMarr Johnson, responsável por 19 pontos. O ala-armador DeShawn Stevenson também teve uma atuação efetiva com 15 tentos em 36 minutos. Já a única estrela do time presente em quadra, o ala Caron Butler, fez um jogo discreto, com oito pontos e quatro rebotes.
Eddie Jordan, técnico do Wizards, obviamente, não ficou satisfeito com o desempenho de seu time,. mas preferiu não culpar seus atletas: “Não era o nosso dia, nada caía, assim fica difícil”, disse o treinador, em referência ao primeiro tempo. “Mas nós tivemos uma boa recuperação no segundo, isso encoraja a equipe. Além disso, esse tempo está servindo para nós darmos experiência aos jogadores mais jovens, é um tempo produtivo”, concluiu.